Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa. Rilva - #GESME

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Pesquisa Científica como Prática Pedagógica na Graduação em Medicina - Profa. Rilva - #GESME

  1. 1. ProfaProfa. Rilva Lopes de Sousa. Rilva Lopes de Sousa--MuñozMuñoz rilva@ccm.ufpb.brrilva@ccm.ufpb.br 1
  2. 2. 2
  3. 3. Situação Atual 3 Apenas 10%-20% dos cerca de 10.000 médicos formados anualmente no Brasil tiveram contato com o sistema de pesquisa médica (ZAGO, 2004) ZAGO, M. C A pesquisa clínica no Brasil. Cienc Saúde Coletiva. 9 (22): 363-374, 2004.
  4. 4. 4
  5. 5. 5 OLIVEIRA, N. A.; ALVES, L. A.; LUZ, M. R. Iniciação científica na graduação: o que diz o estudante de medicina?. Rev. bras. educ. med. 32 (9): 309-314, 2008.
  6. 6. 6
  7. 7. Participação em Trabalhos Científicos:Participação em Trabalhos Científicos: O que dizem os estudantes de Medicina?O que dizem os estudantes de Medicina? (Goiás, Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro)(Goiás, Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) n= 413; seis escolas médicas 84% defenderam a obrigatoriedade da iniciação científica na graduação médica; 7 iniciação científica na graduação médica; 7% não tinham interesse em pesquisa; Desafios: inexistência de pessoal capacitado e com tempo disponível para orientação; carência de estrutura física; falta de estímulo institucional. OLIVEIRA, N. A.; ALVES, L. A.; LUZ, M. R. Iniciação científica na graduação: o que diz o estudante de medicina?. Rev. bras. educ. med. 32 (9): 309-314, 2008.
  8. 8. Diretrizes Curriculares eDiretrizes Curriculares e Pesquisa na GraduaçãoPesquisa na Graduação Art. 5º, XV – “Conhecer os princípios da metodologia científica, possibilitando-lhe a leitura crítica de artigos técnico-científicos e aartigos técnico-científicos e a participação na produção de conhecimentos” Art. 8º- Iniciação científica. RESOLUÇÃO CNE/CES Nº 4, DE 7 DE NOVEMBRO DE 2001 8
  9. 9. NOVO CURRÍCULONOVO CURRÍCULO Módulos Complementares Obrigatórios: Educação Científica Trabalho de Conclusão de Curso Conteúdos flexíveis 9
  10. 10. “Não há contato pedagógico construtivo sem a prática da pesquisa” ENSINO + PESQUISAENSINO + PESQUISA Educar pela pesquisa: ensinar pesquisando e pesquisar ensinando DEMO, P. Pesquisa e construção do conhecimento: metodologia científica no caminho de Habermas. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997.
  11. 11. ENSINO + PESQUISAENSINO + PESQUISA “...a integração entre ensino e pesquisa na universidade representa um grande problema que precisa ser superado, se realmente se pretende a melhoria do ensino de graduação. (...) Sucessivasmelhoria do ensino de graduação. (...) Sucessivas mudanças de currículo têm mostrado que com modificações formais não serão resolvidos os desafios postos por esse nível de ensino.” SANTOS, L. L. Dilemas e perspectivas na relação entre ensino e pesquisa. In: ANDRÉ, M. (Org). O papel da pesquisa na formação e na prática dos professores. Campinas: Papirus, 2001. 11
  12. 12. ENSINO + PESQUISA NAENSINO + PESQUISA NA GRADUAÇÃO MÉDICAGRADUAÇÃO MÉDICA O que indicam as evidênciasevidências científicas? 12
  13. 13. 13 MACHADO, R. I. L.; SOUSA- MUÑOZ, R. L. Papel da pesquisa científica na graduação médica: Revisão sistemática da literatura. CONGRESSO PARAIBANO DE ESTUDANTES DE MEDICINA, 6, João Pessoa. Anais... João Pessoa: UFPB, 2012.
  14. 14. EFEITO DA PESQUISA SOBRE OEFEITO DA PESQUISA SOBRE O ENSINO EM MEDICINAENSINO EM MEDICINA PPrepara melhor o estudanterepara melhor o estudante para o exercício futuro dapara o exercício futuro da profissãoprofissãoprofissãoprofissão CapacitaCapacita aa aprenderaprender continuamentecontinuamente:: educaçãoeducação permanentepermanente BREEN, R.; LINDSAY, R. Academic research and student motivation. Studies In Higher Education, 24 (1): 75-93, 1999.
  15. 15. http://www.sciencecartoonsplus.com/index.htmhttp://www.sciencecartoonsplus.com/index.htm
  16. 16. mmt-fr.org 16 − Sinto muito, doutor, mas não concordo com o senhor!...
  17. 17. 17
  18. 18. 18
  19. 19. ESPÍRITO CIENTÍFICOESPÍRITO CIENTÍFICO Espírito científico é a atitude de ruptura com o senso comumsenso comum Espírito científico é a expressão de uma mente crítica, reflexiva e racional
  20. 20. Virtudes intelectuais Senso de observação Autonomia de aprendizagem Qualidades do Espírito CientíficoQualidades do Espírito Científico Necessidade comprobatória Curiosidade intelectual Capacidade de abstração
  21. 21. 21
  22. 22. Virtudes morais Honestidade científica: não falsificar, evitar parcialidade, não distorcer e não plagiar Qualidades do Espírito CientíficoQualidades do Espírito Científico distorcer e não plagiar Reconhecimento de limitações e erros Coragem de enfrentar os obstáculos
  23. 23. DESENVOLVENDO O ESPÍRITODESENVOLVENDO O ESPÍRITO CIENTÍFICOCIENTÍFICO Atividade Observacional Coleta de dados, observação, registro Atividade Analítica Apresentação, ordenação, interpretaçãoApresentação, ordenação, interpretação Atividade Inferencial Conclusões corretas, uso da lógica e capacidade de síntese Atividade Redacional
  24. 24. AA PESQUISA COMO PRÁTICAPESQUISA COMO PRÁTICA PEDAGÓGICAPEDAGÓGICA AA PESQUISA COMO PRÁTICAPESQUISA COMO PRÁTICA PEDAGÓGICAPEDAGÓGICA • Aprender a investigar praticando a pesquisa “Aquilo que escuto, eu• “Aquilo que escuto, eu esqueço. Aquilo que eu vejo, eu lembro. Aquilo que eu faço, aprendo” (Confúcio)
  25. 25. A iniciação científica altera as perspectivas dos alunos em relação ao curso Aprofundamento dos estudos em uma Por que pesquisar:Por que pesquisar: Percepção de universitáriosPercepção de universitários Aprofundamento dos estudos em uma área específica da graduação Articulação entre os vários conhecimentos Maior segurança profissional BRIDI, J. C. Desenvolvimento do Compromisso com o Curso ao Longo da Vida Universitária, Relatório Final de Iniciação Científica PIBIC/CNPq, Campinas, SP, 2000
  26. 26. A prática da investigação científica tem por objetivo fazer Aprendiz de Cientista?...Aprendiz de Cientista?... tem por objetivo fazer do aluno um pesquisador após sua graduação?
  27. 27. 27
  28. 28. A INICIAÇÃO CIENTÍFICA “OFICIAL”A INICIAÇÃO CIENTÍFICA “OFICIAL” Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) / CNPq: Despertar a vocação científica Qualificar alunos de graduação para os programas de pós-graduaçãoprogramas de pós-graduação Incentivar o desenvolvimento do pensarIncentivar o desenvolvimento do pensar cientificamente e da criatividadecientificamente e da criatividade Proporcionar aos alunos a aprendizagemProporcionar aos alunos a aprendizagem de técnicas e métodos científicosde técnicas e métodos científicos Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica- PIBIC Resolução Normativa 019/2001 CNPq. Manual do usuário, Brasília, DF, 1996.
  29. 29. 29 Educação Bancária Educação Tradicional vs EducaçãoEducação ProblematizadoraProblematizadora
  30. 30. Boa Prática de LeituraBoa Prática de Leitura Ler, ler, ler, ler, ler, ler e ler... “É preciso ler, ler muito e ler bem” (RUDIO, 1994) 30RUDIO, F. C. Introdução ao projeto de pesquisa. Petrópolis: Vozes, 1994
  31. 31. 31
  32. 32. • Aprender a analisar um trabalho científico como parte do aprendizado na graduação • Entender as limitações e a aplicabilidade POSTURA CRÍTICA DIANTE DOPOSTURA CRÍTICA DIANTE DO CONHECIMENTO CIENTÍFICOCONHECIMENTO CIENTÍFICO 32 • Entender as limitações e a aplicabilidade de cada um nas decisões clínicas • Avaliar a validade, importância e aplicabilidade das pesquisas científicas • Aprender a fazer pesquisa bibliográfica
  33. 33. A DENSA TEIA DA LITERATURA MÉDICAA DENSA TEIA DA LITERATURA MÉDICA BuscaBusca ee AcessoAcesso àà InformaçãoInformação
  34. 34. Considerações FinaisConsiderações Finais A INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA É UM EXCELENTE INSTRUMENTO EDUCATIVO QUE CAMINHA ENTRE ENSINO E PESQUISA 34
  35. 35. ““A curiosidade comoA curiosidade como inquietaçãoinquietação indagadora,indagadora, como inclinação aocomo inclinação aoindagadora,indagadora, como inclinação aocomo inclinação ao desvelamentodesvelamento de algo,de algo, como procura decomo procura de esclarecimento,esclarecimento, como sinal de atençãocomo sinal de atenção que sugere alerta, faz parte integrante doque sugere alerta, faz parte integrante do fenômeno vital.fenômeno vital.”” FREIRE, Paulo.FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomiaPedagogia da autonomia, São Paulo: Paz e Terra,, São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 32.1996, p. 32.

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