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TCC - Avaliação de Usabilidade e Acessibilidade para Deficientes Visuais em Serviços de Busca Web
 

TCC - Avaliação de Usabilidade e Acessibilidade para Deficientes Visuais em Serviços de Busca Web

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Trabalho de Conclusão de Curso do aluno Ricardo Sousa para o curso de Bacharel em Sistemas de Informação da Universidade de Mogi das Cruzes Campus Villa Lobos - 2009

Trabalho de Conclusão de Curso do aluno Ricardo Sousa para o curso de Bacharel em Sistemas de Informação da Universidade de Mogi das Cruzes Campus Villa Lobos - 2009

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    TCC - Avaliação de Usabilidade e Acessibilidade para Deficientes Visuais em Serviços de Busca Web TCC - Avaliação de Usabilidade e Acessibilidade para Deficientes Visuais em Serviços de Busca Web Document Transcript

    • UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES RICARDO FABIO RIBEIRO DE SOUSAAVALIAÇÃO DE USABILIDADE E ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS EM SERVIÇOS DE BUSCA WEB São Paulo, SP 2009
    • UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES RICARDO FABIO RIBEIRO DE SOUSAAVALIAÇÃO DE USABILIDADE E ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS EM SERVIÇOS DE BUSCA WEB Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Sistemas de Informação da Universidade de Mogi das Cruzes, Campus Villa-Lobos, como parte dos requisitos para a conclusão do curso. Professor Orientador: Bruno Hideo Casillo São Paulo, SP 2009
    • RICARDO FABIO RIBEIRO DE SOUSAAVALIAÇÃO DE USABILIDADE E ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS EM SERVIÇOS DE BUSCA WEB Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Sistemas de Informação da Universidade de Mogi das Cruzes, Campus Villa-Lobos, como parte dos requisitos para a conclusão do curso. Aprovado em_________________________________ BANCA EXAMINADORA Professor: Bruno Hideo Casillo Universidade de Mogi das Cruzes – Campus Villa Lobos Professor: Universidade de Mogi das Cruzes – Campus Villa Lobos Professor: Universidade de Mogi das Cruzes – Campus Villa Lobos
    • AGRADECIMENTOSA minha família, por me ajudar e me confortar em todos os momentos de dificuldade.Ao professor Bruno Hideo Casillo, que contribuiu com suas orientações da melhormaneira possível.Aos professores em geral, por estarem sempre disponíveis para ajudar nodesenvolvimento deste trabalho.Aos amigos em geral, por participarem de alguma forma no progresso destetrabalho.Aos participantes deficientes visuais, que aceitaram participar desta pesquisaacadêmica. O que viabilizou a principal fonte deste trabalho.
    • “Autoconfiança é o primeiro segredo para se alcançar o sucesso.” (Ralph Waldo Emerson)
    • RESUMOA deficiência visual é um problema que limita em grande parte o acesso de umapessoa em diversas atividades. Dentre elas, o acesso ao computador e as principaistecnologias utilizadas por uma pequena parcela da população. Devido a estanecessidade, as intenções de tornar mais usáveis e acessíveis estas tecnologiasguiam as pesquisas na área da Interação Humano–Computador dentro do estudo daErgonomia. Este trabalho consiste no monitoramento de participantes deficientesvisuais em avaliações práticas de usabilidade e acessibilidade utilizando aferramenta assistiva Virtual Vision com o intuito de descobrir as reais necessidadesdeste público, no que diz respeito à usabilidade e à acessibilidade, em serviços debusca na web, realizados nos dias 12, 13 e 21 de novembro de 2009, apontandoproblemas e sugerindo correções para o aprimoramento destes serviços de acordocom diretrizes de diversos autores. Desta maneira, contribuindo para a redução dosobstáculos enfrentados por este público, ampliando a inclusão digital para todos.Palavras-chave: Deficiência Visual, IHC, Usabilidade, Acessibilidade, FerramentaAssistiva, Virtual Vision, Inclusão Digital, Serviços de Busca.
    • ABSTRACTVisual impairment is a problem that largely restricts the access of a person in variousactivities. Among them, computer access and the main technologies used by a smallportion of the population. Because of this need, the intentions to make it more usableand accessible for these technologies guide the research in human-computerinteraction in the study of ergonomics. This work consists of monitoring the visuallyimpaired participants in practical assessments of usability and accessibility usingassistive tool Virtual Vision in order to discover the real needs of the public withregard to usability and accessibility of services for Web search, conducted on days12, 13 and 21 november 2009, identifying the problems and suggesting fixes for theimprovement of these services in accordance with guidelines from various authors. Inthis way, contributing to the reduction of barriers faced by the public, broadeningdigital inclusion for all.Keywords: Visual Impairment, HCI, Usability, Accessibility, Assistive Tool, VirtualVision, Digital Inclusion, Search Services.
    • LISTA DE TABELASTabela 1. Cronograma de tarefas. ............................................................................ 27Tabela 2. Os dez princípios das Heurísticas de Usabilidade. ................................... 28Tabela 3. Graus de Severidade. ............................................................................... 28Tabela 4. Descrição do script dos testes. ................................................................. 30
    • LISTA DE FIGURASFigura 1. Desenho Metodológico. ............................................................................. 26Figura 2. Perfil dos indivíduos da pesquisa. ............................................................. 31Figura 3. Favorecimento ao acesso de link patrocinado e link de anuncio confuso. 36Figura 4. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no Google. ........ 37Figura 5. Problemas no filtro por opções em páginas em português e páginas doBrasil e nas opções de detalhe de imagens. ............................................................ 38Figura 6. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no Bing. ............ 39Figura 7. Problemas de poluição visual na Interface. ............................................... 40Figura 8. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no Cadê. ........... 41Figura 9. Barra de serviços do UOL e link patrocinado. ........................................... 42Figura 10. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no UOL Busca. 43Figura 11. Avaliação Geral das Ferramentas. .......................................................... 44Figura 12. Porcentagem de dificuldades das tarefas realizadas. ............................. 45Figura 13. Alteração do significado de link patrocinado e de legenda com termostécnicos e em inglês para o português em imagens e vídeos. ................................. 48Figura 14. Foco prioritário em tag de HTML radio Button e melhor esclarecimento emopções de exibição de imagens. .............................................................................. 48Figura 15. Diminuição da poluição visual e reavaliação de termos técnico e em inglêssem nenhum Feedback. ........................................................................................... 49Figura 16. Serviços do UOL e reestruturação no design e na programação da páginade busca por vídeos. ................................................................................................ 49
    • LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASIHC Interação Humano-ComputadorHCI Human-Computer InteractionPCD Pessoa com deficiênciaPPD Pessoa portadora de deficiênciaONU Organização das Nações UnidasHTML Hyper Text Markup LanguageNVDA Non Visual Desktop AccessUFRJ Universidade Federal do Rio de JaneiroMS-DOS Microsoft Document Operation SystemW3C World Wide Web ConsortiumWAI Web Accessibility InitiativeWCAG Web Contents Accessibility Guidelines3G Terceira GeraçãoUOL Universo Online
    • SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ................................................................................................... 12 1.1 Objetivo .......................................................................................................... 13 1.2 Motivação ....................................................................................................... 13 1.3 Estrutura do Trabalho ..................................................................................... 132 CONTEXTO GERAL DA DEFICIÊNCIA VISUAL ............................................... 15 2.1 A Deficiência Visual ........................................................................................ 16 2.2 As Diferentes Reações e Dificuldades ........................................................... 16 2.2.1 Confrontando a Tecnologia ....................................................................... 17 2.3 A Inclusão Digital e sua Importância na Deficiência Visual ............................ 18 2.4 A Escolha do Virtual Vision ............................................................................ 19 2.5 Por Que o Serviço de Busca .......................................................................... 203 USABILIDADE E ACESSIBILIDADE NA IHC ..................................................... 21 3.1 A Interação Humano–Computador ................................................................. 21 3.2 A Usabilidade na Internet ............................................................................... 22 3.3 A Acessibilidade na Internet ........................................................................... 23 3.4 Diretrizes de Usabilidade e Acessibilidade ..................................................... 23 3.4.1 Hipóteses de Diretrizes para a Deficiência Visual ..................................... 254 MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA ............................................................ 26 4.1 Procedimento Metodológico ........................................................................... 26 4.2 Técnicas Utilizadas......................................................................................... 27 4.2.1 Critérios para a Escolha dos Serviços de Busca ....................................... 29 4.3 Pesquisa de Campo ....................................................................................... 29 4.3.1 Indivíduos da Pesquisa ............................................................................. 31 4.4 Materiais de Ambiente .................................................................................... 335 AVALIAÇÕES E RESULTADOS .......................................................................... 35 5.1 Avaliação Inicial das Ferramentas .................................................................. 35 5.2 Avaliações Práticas das Ferramentas com os Pesquisados .......................... 36 5.2.1 Google ....................................................................................................... 36 5.2.2 Bing ........................................................................................................... 38 5.2.3 Cadê .......................................................................................................... 39 5.2.4 UOL Busca ................................................................................................ 41 5.3 Análise dos Resultados .................................................................................. 43 5.4 Proposta de Correções para o Aprimoramento das Ferramentas .................. 46
    • 5.4.1 Virtual Vision ............................................................................................. 47 5.4.2 Google ....................................................................................................... 47 5.4.3 Bing ........................................................................................................... 48 5.4.4 Cadê .......................................................................................................... 48 5.4.5 UOL Busca ................................................................................................ 49 5.5 Opiniões de Aprimoramento para as Ferramentas ......................................... 506 CONCLUSÃO..................................................................................................... 51REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 52GLOSSÁRIO ............................................................................................................ 57APÊNDICE A ............................................................................................................ 60Questionário de Perfil ............................................................................................... 60APÊNDICE B ............................................................................................................ 65Entrevista Pós Testes ............................................................................................... 65APÊNDICE C............................................................................................................ 68Termo de Confidencialidade ..................................................................................... 68APÊNDICE D............................................................................................................ 71Banco de Tarefas ..................................................................................................... 71
    • 121 INTRODUÇÃO A pessoa com deficiência (PCD) está aquém de todo o seu potencial, devidoàs limitações que são impostas a eles. Seus sonhos e objetivos esbarram no mundoque se desenvolve apenas para as pessoas comuns, cultivando a exclusão social.Esta exclusão deve-se não apenas as barreiras arquitetônicas encontradas peloPCD visual, mas também pela percepção de espaço que segundo Lynch (1988),está vinculado primeiramente ao sentido da visão, que é responsável pelo primeiroimpacto criador de significados do ambiente. Quando se trata de tecnologia, a internet é a principal ferramenta demotivação e incentivo para os PCD’s, por ser uma ferramenta que os conecta com omundo exterior, abrindo novos horizontes de conhecimento, fazendo com que elesse sintam importantes e úteis para a sociedade. Segundo Tonet (2006): “A Internet eo computador alargaram os horizontes dos deficientes visuais, a quantidade deinformações a que ele tem acesso através desses recursos é muito maior do que pormeio de outros veículos”. Entretanto, a internet não está totalmente apropriada paraum acesso de qualidade por estas pessoas. Diante deste cenário, a Interação Humano–Computador (IHC) é um fatorimportante para a mudança, provando que é possível ter um site apropriado eacessível com pouco investimento, mas com um alto retorno. Os padrões deacessibilidade definidos pelo World Wide Web Consortium (W3C) tambémcontribuem para a qualidade do acesso à internet, juntamente com as ferramentasassistivas, configurações e adaptações dos sistemas que auxiliam para umamelhoria no acesso destas tecnologias, diminuindo as dificuldades encontradas porestas pessoas. Mesmo com estes avanços, tudo que já é disponível ao PCD ainda não é osuficiente para um uso completo e eficaz. Deve haver uma mudança decomportamento no que se diz respeito aos PCD’s, estas pessoas também sãousuários capazes de realizar as mesmas tarefas de um usuário comum. Portanto, éde direito deles, também o acesso a essas tecnologias.
    • 131.1 Objetivo O objetivo deste trabalho é apresentar uma avaliação de usabilidade eacessibilidade utilizando ferramentas assistivas para os serviços de busca na webrealizados por voluntários deficientes visuais. Como contribuição, o trabalho apontará algumas falhas encontradas nestasferramentas e irá propor possíveis correções para o aprimoramento dos mesmos,baseadas nas diretrizes de usabilidade e acessibilidade.1.2 Motivação O PCD visual tem seus direitos. Porém, muitas vezes esses direitos não sãorespeitados. Por isso, a partir de uma reportagem tratando de acessibilidade paradeficientes visuais, surgiu à idéia para o tema e após uma breve pesquisa, a certezade que este trabalho pode contribuir de alguma forma para a evolução do acessodos PCD’s visuais a internet. É importante salientar que nem todos os problemasenfrentados por estas pessoas se resumem no acesso a um computador. Mas,desde que possa ser feito algo para sua melhoria, já é um grande passo para adiminuição de seus problemas.1.3 Estrutura do Trabalho Para atender os objetivos propostos, o restante deste trabalho possui aseguinte estrutura: • Capítulo 2: Contexto Geral da Deficiência Visual - Apresenta as dificuldades e necessidades encontradas pelos PCD’s, em específico o visual, qual a importância da inclusão digital para estas pessoas, um resumo sobre a escolha da ferramenta assistiva Virtual Vision e o serviço de busca.
    • 14• Capítulo 3: Usabilidade e Acessibilidade na IHC - Apresenta os conceitos de usabilidade e acessibilidade dentro da interação humano-computador e suas diretrizes.• Capítulo 4: Métodos e Técnicas de Pesquisa - Apresenta os métodos e técnicas utilizados para a realização dos processos e um breve resumo dos participantes pesquisados.• Capítulo 5: Avaliações e Resultados - Apresentam uma avaliação inicial de acordo com as diretrizes pesquisadas, uma avaliação prática com os voluntários e seus resultados, e por fim, uma análise dos resultados.• Capítulo 6: Conclusão - Encerra o trabalho apresentando opiniões, discussões e considerações finais sobre a pesquisa.
    • 152 CONTEXTO GERAL DA DEFICIÊNCIA VISUAL Em toda a legislação brasileira, a pessoa com deficiência é indicado porpessoa portadora de deficiência (PPD), porém, esta sigla está desatualizada, deacordo com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência aprovada naAssembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006 eincorporada à constituição brasileira em 2008, o termo correto utilizado agora épessoa com deficiência (PCD) que é definido como: Aqueles que têm impedimentos de longo prazo na natureza, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva em igualdade de condições com as demais pessoas. (ONU, 2006, 2008). Ainda segundo o Ministério da Saúde (MS), a política nacional do PCD definecomo propósitos gerais: Proteger a saúde do PCD; reabilitar o PCD na sua capacidade funcional e desempenho humano, contribuindo para a sua inclusão em todas as esferas da visão social; e prevenir agravos que determinem o aparecimento de deficiências. (MS, 2002). De acordo com o último censo demográfico do Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE, 2000), cerca de 24,6 milhões de pessoas, 14,5% dapopulação possuem algum tipo de deficiência. Um número alto comparado aospoucos recursos disponíveis para o amparo, tratamento, entretenimento e outrosrecursos que lhe é de direito. No que se trata de Inclusão Digital, temos um avanço maior. Para sanar aexclusão social aos PCD’s, já existem mecanismos tanto físicos, como acessórios,quanto virtuais, como softwares para o auxílio no uso ao computador. Nestareflexão, procura-se repensar não no que está sendo feito para melhorar o acessodo PCD à tecnologia e sim a tecnologia que não acompanha como deveria osavanços neste setor.
    • 162.1 A Deficiência Visual O censo demográfico do IBGE (2000) diz que desses 24,6 milhões de PCD’s,16,6 milhões de pessoas são incapazes, com alguma ou grande dificuldadepermanente de enxergar, totalizando entre homens, mulheres, crianças e idosos nafaixa etária entre 0 e 80 anos ou mais. Dentre esses números, 150 mil dizem possuircegueira. É importante ressaltar também que a proporção desses números aumentade acordo com o envelhecimento da população. O PCD visual tem um histórico que retrata diferentes momentos: de acordocom Mecloy (1974) desde a era primitiva, os PCD’s visuais eram consideradosespíritos maus castigados por Deus, sendo excluídos, abandonados ou até mortos.Passando pelo período do Cristianismo, onde segundo Pessotti (1984) e Amaral(1995) passaram a ser considerados seres divinos com diferentes indagações até operíodo de transição do Feudalismo para o Capitalismo, onde afirma Sanchez(1992), surgiram os primeiros conhecimentos anátomo-fisiológicos, possibilitando omelhor entendimento e compreensão sobre a cegueira. Desta maneira, os PCD’s visuais foram obtendo o seu espaço com o tempo,com a criação do sistema em Braille, que é um processo de leitura e escrita emrelevo, criada pelo francês Louis Braille, a criação de institutos para cegos nosEstados Unidos, a criação universal dos direitos humanos a partir do século XX, osPCD’s visuais foram adquirindo um espaço na sociedade (FRANCO; DIAS, 2005).2.2 As Diferentes Reações e Dificuldades É importante lembrar que existem diferenças entre uma pessoa que nasceucega e uma pessoa que adquiriu a cegueira ao decorrer da vida. A pessoa quenasceu cega aprendeu a aceitar o problema e a lidar com ele. Entretanto, a pessoaque adquiriu a cegueira passa a ter diferentes reações. Segundo Adams (1980), elareage de diversas maneiras: o choque ao saber que não poderá mais enxergar,imobilidade psicológica, depressão, sentimentos de piedade, necessidade deconfidências, pensamentos suicidas, retardamento psicomotor, dentre outros,
    • 17implicando no processo de reabilitação. Três reações contínuas também foramapontadas: o prolongamento da depressão comum para uma depressão masoquista,a desordem de características e o isolamento entre aqueles que estão na mesmasituação e o resto da sociedade. Ainda segundo Fitzgerald (1970, apud ADAMS, 1980), é descrito mais quatrofases diferentes num período de dez meses aproximadamente. A descrença em si,negando sua atual situação, o protesto, não aceitando sua condição, indo à procurade uma segunda opinião, a depressão refletida em seu corpo como a perda de peso,falta de apetite, dentre outros e por fim, a recuperação e aceitação de sua situação.A perda da visão também reflete em sua integridade física, num processo dedebilitação temporária de seus sentidos restantes, a perda do contato com arealidade, sua noção de espaço e suas habilidades básicas como a comunicaçãoescrita e corporal. (BARCZINSKI, 2005) Segundo Almeida (2005), a cegueira ou a baixa visão limita a pessoa a váriosaspectos: a leitura e a escrita, a aquisição de conceitos, a dependência, amobilidade dentre outros, acarretando em um desenvolvimento falho do indivíduo. Opreconceito e a discriminação, também são aspectos que contribuem para a difícilrecuperação de uma pessoa que acabara de perder a visão.2.2.1 Confrontando a Tecnologia Aos poucos PCD’s que possuem o contato com a tecnologia, observa-se umadificuldade conflitante com as rápidas evoluções tecnológicas. E não apenas oacesso ao computador, outras tecnologias domésticas ou eletrônicas não estãopreparadas para o uso geral, em específico aos PCD’s. De acordo com Norman(1990) deve ser de fácil entendimento e com claros indicadores de manuseio. Não é difícil encontrarmos situações em que a tecnologia se forma como umabarreira para o PCD visual. Temos como um exemplo básico a era do Touchscreen,uma das principais evoluções da tecnologia, é praticamente impossível um PCDvisual utilizar algum aparelho, seja ele doméstico ou eletrônico que possui telas
    • 18sensíveis ao toque, uma discussão que deve ser considerada na produção desteseletrônicos. Conforme afirma Vygotski (1984), o desenvolvimento de um sujeito nãopode ser compreendido por meio de um estudo do indivíduo. É preciso conhecer avida social no qual o indivíduo se desenvolve. (BARBOSA; CHEIRAN; VIEIRA,2008).2.3 A Inclusão Digital e sua Importância na Deficiência Visual A inclusão digital para o PCD visual é possível num contexto geral, de acordocom Belarmino (2004) “[...] onde a cegueira não seja vista como limitação ouempecilho, mas que seja pensada como experiência criadora, como condiçãoespecífica de um ser humano total”. É importante que a sociedade tenha consciência de que os PCD’s não sãopessoas incapazes devido a sua deficiência, o importante é que exista uma estruturade comunicação entre o PCD e uma pessoa comum. Segundo Vygotski (1984), oque compensa a cegueira não é o maior desenvolvimento dos outros sentidos, massim a experiência social com outras pessoas. Observamos também em estudosfeitos pelo instituto Benjamin Constant (IBC, 2005), que o PCD visual, tratado comseus devidos cuidados, consegue se desenvolver normalmente, tornando-seindependente em diversas tarefas e o auxílio do computador tem uma grandecontribuição para esse desenvolvimento. Entretanto, o estigma social de inaptidão, trás um sentimento de culpa aoPCD visual, fazendo com que ele se sinta reprimido por não saber ou não estar aptoa lidar com este tipo de tecnologia. Portanto, em respeito à cidadania e os direitos do PCD visual, a InclusãoDigital justifica-se para o melhor convívio destas pessoas com a tecnologia, ainformação, o entretenimento, novas idéias, comunicação, e tudo que édisponibilizado a informatizada sociedade atual, com o direito igual para todos.
    • 192.4 A Escolha do Virtual Vision O desenvolvimento de ferramentas assistivas foi um grande passo para oauxílio da navegação do PCD visual ao computador. Sintetizadores de voz, leitoresde tela, lentes de aumento, barras de acessibilidade, dentre outros. Uma das principais ferramentas, o leitor de tela é um importante componentepara a navegação, devido a sua capacidade de conversão de tags em HTML em vozsem a necessidade de adaptação do hardware. Dentre as mais conhecidas, temos oJaws, que segundo o depoimento de um dos indivíduos pesquisados, é apreferência de 90% dos PCD’s visuais. Existem outros leitores de telat como o NonVisual Desktop Access (NVDA), o WebAnywhere, o DosVox, e o Virtual Vision. Destas ferramentas, o DosVox e o Virtual Vision foram desenvolvidas aqui noBrasil. O DosVox foi desenvolvido pelo núcleo de computação Eletrônica daUniversidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e consiste em um ambientesemelhante ao Microsoft Document Operation System (MS-DOS) para a execuçãode diversas tarefas através do teclado. Já o Virtual Vison, foi desenvolvido pelaempresa MicroPower e teve a Fundação Bradesco como seu patrocinador. Consistenum leitor de tela que faz uma varredura nas tags em HTML convertendo estas tagspara voz. O Virtual Vision pode ter sua navegação feita tanto pelo mouse quantopelo teclado. Para a escolha do Virtual Vision, foram levadas em consideração duasvertentes. A primeira, pelos estudos realizados por (MIRANDA; ALVES, 2001), ondefoi constatado que o Virtual Vision é a ferramenta mais adequada para o uso nainternet. E segundo, pelo critério de utilizar uma mesma ferramenta para o uso emtodos os testes, mantendo um padrão. Considerando também, que em sua maioria,a inicialização ao computador e a internet dos indivíduos pesquisados foi feita peloVirtual Vision.
    • 202.5 Por Que o Serviço de Busca A busca por informações define uma das mais importantes características dainternet. De acordo com o Núcleo de Informação e Coordenação (NIC, 2008), aprocura de informações na internet se torna cada vez mais frequente. Dentro daárea urbana, onde o uso do computador e da internet é maior, 83% usam a internetpara busca de informações e serviços on-line, dentro deste percentual, as atividadesmais utilizadas são a procura por entretenimento e diversão, bens e serviços, saúde,emprego e viagens, sendo que 37% se utilizam dos mecanismos de busca paraencontrar a informação desejada. E o PCD visual também deve fazer parte desses números, mesmo que emuma proporção menor. Tendo em vista que seus direitos de participação ematividades como esta devem ser respeitados. Ainda segundo questionários respondidos pelos indivíduos pesquisados, oserviço de busca é utilizado com freqüência para estudos, trabalho, pesquisasespecíficas e variadas, provando que o usuário é capaz de buscar informações dediversos interesses nestes serviços.
    • 213 USABILIDADE E ACESSIBILIDADE NA IHC A identificação de fatores humanos referentes à eficiência na utilização desistemas é o que chamamos de Ergonomia, e a interação humano–computador estádiretamente relacionada a este conceito. Onde a IHC, segundo Rosa (2006), é umadas mais recentes áreas de pesquisa da Ergonomia no qual se estuda osfenômenos e comportamento da comunicação entre o homem e a máquina. Destaárea, podemos apontar dois termos que podem ter uma grande contribuição namelhoria destas tecnologias para o PCD visual: a Usabilidade e a Acessibilidade.3.1 A Interação Humano–Computador Para que uma tecnologia seja bem sucedida, é necessário se pensar emtodos os fatores que a leve a este sucesso. Segundo Pimenta: O sucesso de um sistema interativo é determinado pelos seres humanos que o usam e, portanto é profundamente afetado pela sua facilidade de uso, pela sua capacidade de desfazer ações indesejadas e de auxiliar a minimizar erros [...] na perspectiva de seus usuários. (PIMENTA, 2006). E hoje, tudo que nos rodeia, é relacionado à tecnologia e a interação, desde odespertador que toca no horário programado até o cartão magnético que debita nosistema uma compra feita na loja. Porém, muitas vezes, esta interação entre ohomem e a máquina é falha. Podemos ter como exemplo, o problema das portasgiratórias nos bancos. Com isso, constata-se que nem sempre esta interação é satisfatória, e quesegundo Norman (1990), o que muitas vezes é considerado erro humano, podeestar relacionado a não adequação no funcionamento deste sistema. Rocha eBaranauskas definem isto como uma área interdisciplinar, onde a “disciplina érelativa ao design, a avaliação e a implementação de sistemas computacionaisinterativos para uso humano e aos fenômenos que os cercam” (ROCHA;BARANAUSKAS, 2003) onde a usabilidade e a acessibilidade têm sua grandecontribuição. E a internet é a tecnologia que evolui a cada dia, provocando uma
    • 22necessidade contínua de aperfeiçoamento e melhoria de qualidade para usuárioscomuns e específicos.3.2 A Usabilidade na Internet De acordo com (BASTIEN; SCAPIN; LEULIER, 1996), usabilidade é acapacidade do sistema em permitir que o usuário consiga realizar suas metas deinteração. Já para (NIELSEN, 2003), usabilidade é um atributo de qualidade queavalia o quanto as interfaces são fáceis de usar, com métodos para melhoria efacilidade de uso durante um processo de design. O autor define também cincocomponentes de usabilidade. Aprendizagem: se é fácil a realização das tarefas emum primeiro contato, Eficiência: se após o aprendizado, o usuário é rápido narealização das tarefas, Memorização: se os usuários lembram-se de como realizaras tarefas após um tempo, Erros: como os usuários lidam com os erros que possamaparecer e Satisfação: se o design agrada os usuários. Ainda segundo Nielsen (2003), a usabilidade é uma condição desobrevivência na web, tendo em vista que qualquer dificuldade acima do normal queo usuário possa encontrar, como um difícil acesso, a não indicação do que o websiteoferece, se o usuário se perder na navegação, são motivos suficientes para que ousuário abandone o website e parta para outro. Nielsen (2003a) chama de melhores práticas, o uso de 10% do orçamento detodo o projeto para testes de usabilidade. Isto duplicará em média as métricas dequalidade desejadas no website. Entretanto, estas melhorias são relativamentemenores, porém, substanciais e enfatizam a usabilidade no processo de design. Nielsen (2007) afirma também que houve uma estabilidade nas diretrizes deusabilidade e que mesmo com o passar do tempo, ainda permanecem válidasmesmo com novas descobertas. Provando que testes sólidos, porém simples eeficazes, podem fazer a diferença.
    • 233.3 A Acessibilidade na Internet No que se diz respeito à acessibilidade, de acordo com Tim Berners-Lee: “opoder da web está em sua universalidade. O acesso por todos, é um aspectoessencial, independente da deficiência”. (W3C, 2009, tradução do próprio autor). Segundo o W3C (2009), a web é projetada para funcionar corretamente paratodos os públicos, independente de seu hardware, software, cultura ou localização.Quando este objetivo é alcançado, a acessibilidade se torna universal, eliminandobarreiras. A acessibilidade também deve ser lembrada em outros dispositivos, comoaparelhos eletrônicos, domésticos, e também em obstáculos arquitetônicos comotransportes públicos, locais de lazer, instituições de ensino, hospitais, dentre outros. Isto, além de promover a acessibilidade, provoca um retorno positivo. No casoda web, um website que possui uma acessibilidade correta, tem melhores resultadosde pesquisa, redução de custo de manutenção, alcança maior audiência, dentreoutros benefícios (W3C, 2009, tradução do próprio autor). Contudo, a web ainda não está neste patamar. Nielsen expõe duas questões:“se o usuário tem algum problema que dificulta o uso de dispositivos de entrada esaída tradicionais da forma pretendida” e “tornar a web mais acessível [...] resume-se, até certo ponto, a usar o HTML da forma pretendida: para codificar significadoem vez de aparência” (NIELSEN, 2000). Isto deve ser levado em consideração,tendo em vista que a remodelagem de um website para adaptações à acessibilidadegera tempo e custos maiores. Outro aspecto importante é que, segundo conversasinformais com os pesquisados, se o website for acessível, tiver um bomatendimento, e superar suas expectativas, a tendência, é de se tornarem usuáriosfieis a este serviço.3.4 Diretrizes de Usabilidade e Acessibilidade O desenvolvimento de websites surgiu a partir da década de 90, onde oconceito de usabilidade foi aplicado à acessibilidade, onde Amstel (1996) referencia
    • 24este conceito ao princípio básico da web acessada por todos. No entanto, segundo(LEPORINI; ANDRONICO; BUZZI, 2004), os problemas de usabilidade continuaramexistindo. Diretrizes de usabilidade e acessibilidade devem ser seguidas para umapadronização geral dos websites, todavia, este trabalho não citará todas as diretrizesexistentes por serem muito extensas, fugindo do foco deste trabalho. A princípio, as diretrizes de usabilidade estão relacionadas com os princípiosde design escritos por Norman (1990), que são: • Visibilidade de funções; • Feedback relacionado à visibilidade; • Restrições num papel de consistência; • Mapeamento entre os controles; • Consistência na projeção de interfaces. Norman (1990) também cita o termo affordance, que pode ser entendidocomo a forma de algo nos dar uma pista de seu funcionamento. Como por exemplo,uma escada que nos mostra como subir ou descer por ela. (ROCHA;BARANAUSKAS, 2003) citam que muitas vezes, estes princípios são determinadospelos próprios fabricantes como forma de identificação e consolidação de seusprodutos. Quanto às diretrizes de acessibilidade, a Web Accessibility Initiative (WAI) é odepartamento da W3C responsável pela documentação. Eles desenvolveram a WebContents Accessibility Guidelines 1.0 (WCAG 1.0), guia internacional deacessibilidade destinada a todos os profissionais da web. Este documento defineconfigurações de adaptação em conteúdos multimídia em websites, utilizaçãocorreta de indexação na navegação via teclado dentre outras diretrizes. Por fim, Queiroz (2006) salienta que não basta ter uma web acessível eusável, é preciso torná-la mais rápida, fácil e eficaz para todos os públicos,tornando-a mais confortável e confiável.
    • 253.4.1 Hipóteses de Diretrizes para a Deficiência Visual Segundo Pimenta (2006), é impossível criar um artefato que sejacompletamente usável, já que um website acessível não é necessariamente usável.Hanson (2004) também afirma que uma página pode conter a usabilidade,facilitando o uso de um usuário comum, mas pode ser inacessível para um PCDvisual. (TAKAGI; ASAKAWA; FUKUDA; MAEDA, 2004) apresentam em seusestudos, alguns problemas de usabilidade em relação à acessibilidade. Os autoresdestacam três tipos: foco maior na acessibilidade e menor na usabilidade,dependência na verificação e validação apenas da acessibilidade, e falta de atençãoao comportamento do usuário. Desta maneira, é possível definir algumas especificações: o uso de palavrasem links, links consistentes, opções para o aumento do texto, usar um contexto claroe objetivo, usar navegação simples e redundante, dentre outros. Ainda segundo o W3C (2000), são importantes alguns outros fatores: forneceralternativas equivalentes ao conteúdo sonoro e visual, não depender apenas decores em textos e links, orientações quando for necessário, texto alternativo paraimagens, opção de atalho via teclado, linguagem simples, e flexibilidade e totaldomínio da navegação. Ao decorrer dos testes com os pesquisados, algumas outras informaçõesdevem ser consideradas: o leitor de tela teve um papel importante no auxilio anavegação dos PCD’s visuais na internet. Sem esta ferramenta, não seria possível anavegação. Devido a esta importância, não só os leitores de tela, mas todas asferramentas assistivas, devem estar em constante evolução, para auxiliarem damelhor maneira possível os PCD’s visuais no uso da internet.
    • 264 MÉTODOS E TÉCNICAS DE PESQUISA A metodologia utilizada neste trabalho é precedida por uma pesquisabibliográfica e composta por uma abordagem quantitativa e qualitativa, umapesquisa de campo e a coleta de dados. A figura 1 define o desenho metodológico. Figura 1. Desenho Metodológico. Fonte: Próprio autor.4.1 Procedimento Metodológico Dentro de uma pesquisa aplicada, que visa à prática do conhecimento geralvoltado para a solução de problemas, o método dialético foi o utilizado. Por contersegundo Gil (1999) e (MARCONI; LAKATOS, 2002), a junção de contradiçõestranscendidas, originando novas contradições que requerem soluções. Também foi utilizada a abordagem qualitativa para a avaliação inicial dasferramentas e quantitativa para a coleta de dados do perfil de cada PCD visualpesquisado. A partir destas informações, foi possível a realização do campo depesquisa para o levantamento das informações iniciais. Ambas as abordagens,tiveram amostragens intencional, que é uma amostragem não probabilística definidade acordo com os interesses deste trabalho, (SILVA; MENEZES, 2001) sugerem queseja feito um cronograma para o conhecimento geral de cada tarefa realizadadurante a pesquisa. Este trabalho foi realizado em um período de 2 meses e meio,
    • 27tendo o seu início a partir da metade do mês de Setembro e seu final do mês deNovembro. A tabela 1 descreve melhor o cronograma. Tabela 1. Cronograma de tarefas. CRONOGRAMA DE TAREFASNº da Tarefa Período Descrição 1 Set/09 Pesquisa Bibliográfica 2 Out/09 Elaboração do Projeto 3 Out/09 Avaliação inicial das ferramentas de serviço de busca 4 Nov/09 Questionários 5 Nov/09 Coleta de Dados 6 Nov/09 Pesquisa de Campo 7 Nov/09 Entrevistas 8 Nov/09 Levantamento dos dados e análise dos resultados 9 Nov/09 Conclusão Fonte: Próprio autor.4.2 Técnicas Utilizadas A partir das hipóteses definidas no capítulo 3.4.1, foi utilizado também duasavaliações distintas. Uma avaliação inicial das ferramentas de serviço de busca deacordo com as diretrizes pesquisadas e após a escolha dos participantes através deum questionário, uma avaliação prática com os PCD’s visuais, utilizando asHeurísticas e os graus de severidade de usabilidade (NIELSEN, 1994) e asrecomendações de acessibilidade do W3C. Desta forma, foram utilizadas duas abordagens diferentes, a qualitativa para aavaliação inicial e a quantitativa para a pesquisa de campo. Isto trouxe uma eficáciamaior, que segundo o autor, é uma boa maneira para encontrar problemas maioresou menores em uma interface com o usuário, variando entre 32% para um problemamenor até 42% para um problema maior.
    • 28 As Heurísticas definidas por Nielsen estão divididas em dez princípios quevão desde a visibilidade do status do sistema até a ajuda a documentação eprivacidade e estão listados de acordo com a tabela 2. Tabela 2. Os dez princípios das Heurísticas de Usabilidade.1. Visibilidade do status do sistema2. Compatibilidade entre o sistema e o mundo real3. Controle e liberdade do usuário4. Consistência e padrões5. Reconhecimento e prevenção de erros6. Ajuda aos usuários a reconhecer, diagnosticar e se recuperar de erros7. Reconhecimento em vez de lembrança8. Flexibilidade e eficiência de uso9. Estética e design minimalista10. Ajuda a documentação e privacidade Fonte: NIELSEN, 1994. p. 30. (adaptação) Nielsen (1994) define também alguns graus de severidade, que sãodeterminados por três fatores de problema: frequência, impacto e persistência.Esses graus de severidade ajudam a detectar e a entender de uma maneira maisprecisa os problemas encontrados dentro de uma avaliação. A tabela 3 define osgraus definidos por (NIELSEN, 1994) e relatados por (ROCHA; BARANAUSKAS,2003). Tabela 3. Graus de Severidade.1. Eu não concordo que isto é um problema de usabilidade2. É um problema cosmético somente: precisa ser corrigido caso sobre algumtempo de projeto3. Problema de usabilidade menor: corrigi-lo, deve ser prioridade baixa4. Problema de usabilidade grave: corrigi-lo, deve ser de prioridade alta5. Catástrofe de usabilidade: a sua correção é imperativa antes do produto serliberado Fonte: ROCHA; BARANAUSKAS, 2003. p. 183.
    • 294.2.1 Critérios para a Escolha dos Serviços de Busca Para a escolha das ferramentas de serviços de busca, não houve nenhumcritério relevante durante a pesquisa bibliográfica. Apenas foi considerado o fato deque os questionários com os indivíduos pesquisados indicaram a preferência peloGoogle. Decidiu-se escolher mais três outras ferramentas de serviço de busca quesão concorrentes diretas: Bing, da empresa Microsoft, Cadê, da empresa YahooBrasil e UOL busca, da empresa UOL.4.3 Pesquisa de Campo Após uma avaliação inicial das ferramentas baseadas nas diretrizes de algunsautores, foi utilizada a abordagem quantitativa para a seleção dos participantesPCD’s visuais. Nielsen (2000a) afirma que: de três a cinco usuário é a quantidadeideal para se ter uma idéia da diversidade e comportamento. Ao todo, foramescolhidos quatro indivíduos, para que houvesse um equilíbrio na pesquisa etambém pela disponibilidade de cada PCD visual. A princípio, a procura por PCD’s visuais, foi feita por instituiçõesespecializadas. Entretanto, o longo processo de solicitação de agendamento paratrabalhos acadêmicos seguido pela maioria das instituições, impediu a sequência doprocesso, obrigando a alteração da estratégia, passando a ser independente.Portanto, a procura por PCD’s visuais foi feita através de contatos pessoais. Houve um primeiro contato com o indivíduo em uma conversa informal viatelefone. Nesta conversa, foram feitas perguntas prévias sobre seu conhecimento aocomputador, a internet e a ferramentas assistivas como leitores de tela por exemplo.Tendo respostas positivas as perguntas, foi feito um convite para a participação dostestes, com uma explicação prévia do que se tratava. Com a aceitação departicipação, foi marcada uma data para a realização dos testes. Outras técnicas foram utilizadas durante a realização dos testes com osPCD’s visuais pesquisados. Think Aloud: proposto por (ERICSSON; SIMON, 1993) e
    • 30(ERICSSON; SIMON; FAERCH; KASPER, 1987), que propõe ao pesquisado,expressar suas reações em voz alta. Avaliações Analíticas: propõe um questionáriopara levantamento de perfil e entrevistas após os testes para a identificação de errose História Oral: que é definida como uma técnica de produção e tratamento dedepoimentos gravados, segundo Alberti (1990). Foi montado um script para a realização dos testes seguindo asrecomendações de Rubin (1994). A tabela 4 descreve os passos. Tabela 4. Descrição do script dos testes. Segundo Barnum (2002), a melhor forma na determinação de tarefas é definir um objetivo geral. Desta forma, foi elaborado Lista de tarefas um conjunto de oito tarefas básicas para a execução dos testes. Estas tarefas estão presentes no apêndice D. O detalhamento das tarefas para o PCD visual, para que eleOrientações gerais pudesse entender melhor do que se tratava. Com a permissão do participante, foi utilizada a técnica de História Oral, gravando seu rosto e captando suas reações a Documentação partir da técnica Think Aloud. Porém, não houve contagem de tempo para a finalização dos testes. Houve também a gravação das telas durante os testes. Foram feitas validações e observações ao decorrer de todas as Validação tarefas de acordo com as diretrizes pesquisadas. Foram feitas entrevistas ao final de cada teste de acordo com a Entrevistas técnica de Avaliações Analíticas. O questionário e a entrevista estão presentes nos apêndices A e B. Foi entregue um termo de confidencialidade, comprometendo o Termo de pesquisador a responsabilizar-se pela quebra de sigilo dasconfidencialidade informações obtidas, encontrado no apêndice C.Agradecimentos e O agradecimento pela contribuição na pesquisa e um breve conclusão resumo de como seriam utilizadas as informações obtidas. Fonte: Próprio autor.
    • 314.3.1 Indivíduos da Pesquisa Embora a disponibilidade e a aceitação do indivíduo tenham contribuído parasua escolha, o fator conhecimento também foi importante. Com isso, conseguiu-semanter um bom nível de conhecimento dos participantes que resultasse em testesde boa qualidade para detectar os problemas e falhas de usabilidade eacessibilidade nos serviços de busca escolhidos. As informações do perfil geral dosparticipantes da pesquisa são: sexo, idade, escolaridade, profissão e grau decegueira, conforme a figura 2. Figura 2. Perfil dos indivíduos da pesquisa. Fonte: Próprio autor. Como pré-requisito, todos os PCD’s visuais pesquisados já utilizam ocomputador. Todos eles usam o computador tanto em seus ambientes profissionaisquanto em suas residências e a média de uso entre eles varia de 8 a 12 anos.Dentre os indivíduos que usam o mesmo computador, estão os indivíduos 1 e 2, jáos indivíduos 2 e 4 não usam o mesmo computador. Todos utilizam o computador diariamente para comunicar-se, trabalhar,estudar, para notícias e lazer. Apenas o indivíduo 2, não usa para estudo e notícias.Todos eles usam seus computadores sozinhos, sem o auxílio de terceiros e sem oauxílio do mouse, a navegação é feita apenas via teclado.
    • 32 Todos já utilizam a internet e o tempo de uso entre eles varia de 5 a 11 anos.A maioria já teve um contato com a internet ao aprender a usar o computador. Osindivíduos 1, 3 e 4, utilizam a internet todos os dias, apenas o indivíduo 2 não usa ainternet com frequência. A maioria usa a internet para comunicar-se, trabalhar,estudar, lazer, realizar pesquisas variadas e específicas. O indivíduo 2, usa apenaspara comunicar-se, para conhecer novas pessoas e para lazer. Já o indivíduo 3, é oúnico que usa a internet também para compras em lojas virtuais e acesso aoInternet-Banking. Dos leitores de tela, a maioria usa ou já usou o Virtual Vision e o Jaws,apenas o indivíduo 4, usa além destas duas ferramentas, a ferramenta NVDA e aferramenta Orca em ambiente Linux. O problema da organização na navegação dos componentes no website é amaior dificuldade dos pesquisados ao navegar na internet. Quanto ao medo depegar algum vírus, apenas o indivíduo 3 demonstrou algum receio. O indivíduo 4,também relatou alguns problemas com legenda nas imagens, poluição sonora,dentre outros. Todos os pesquisados já utilizaram alguma vez um serviço de busca na web.Os indivíduos 3 e 4, usam sempre, o indivíduo 1 usa de três a quatro dias porsemana e o indivíduo 2 usa raramente. Todos têm preferência pelo Google, istoporque, todos se acostumaram a utilizar este serviço. Porém, os indivíduo 2, 3 e 4, jáutilizaram o Cadê no início de seus aprendizados ou ainda o usam eventualmente. Quanto ao tipo de pesquisa nos serviços de busca, o indivíduo 1 busca porpesquisas escolares, diversas, vídeos e pesquisas traduzidas. O indivíduo 2 buscaapenas por pesquisas diversas. O indivíduo 3 busca pesquisas escolares e diversase o indivíduo 4 busca por pesquisas escolares, diversas e por vídeos. Todos têmpreferência pelo Internet Explorer da Microsoft para o uso na internet, principalmentepelo fato de já estarem acostumados à ferramenta. Apenas o indivíduo 4 usatambém o Mozilla Firefox.
    • 334.4 Materiais de Ambiente Os testes foram realizados em diferentes locais de acordo com adisponibilidade e horário de cada participante. Os locais utilizados foram seusambientes de trabalho e suas residências, nos dias 12, 13 e 21 de novembro de2009 nos períodos da manhã, noite e tarde respectivamente. Antes da execução das tarefas, foram realizados alguns testes para verificarse tudo estava correndo bem, tanto ao leitor de tela, quanto à internet. Umaconversa prévia sobre assuntos diversos com o objetivo de descontração e maiorfamiliaridade entre o pesquisador e o participante também foram realizadas. Com a permissão dos participantes, foram gravados seus rostos e suasreações, juntamente com suas vozes e as ações na tela do computador. Paragravação, foi utilizada uma câmera fotográfica digital Kodak de 7.1 mega pixels. Aofinal dos testes, foi entregue um termo de confidencialidade assinado pelopesquisador se responsabilizando por qualquer quebra de sigilo das informaçõespessoais coletadas nos questionários. Durante as pesquisas, foram utilizados dois Desktops, um foi utilizado emlocal de trabalho e outro em residência. E dois Notebooks, um também utilizado emlocal de trabalho e outro em residência. Com exceção de um dos Notebooks, que foi utilizado o Sistema OperacionalWindows Vista, os outros três foram utilizados o Sistema Operacional Windows XP,com o navegador Internet Explorer. Aos Desktops, foram utilizadas redes de bandalarga convencional e aos Notebooks, foram utilizados redes de banda larga móvel deterceira geração (3g). Um fato interessante observado foi que todos os PCD’s visuais pesquisados,utilizam Hand-Sets para ouvir a voz do leitor de tela, e para falarem no microfoneacoplado se necessário, como uma forma de não atrapalhar quem está em voltacom a voz emitida pelo leitor de tela. Foi pedido para que desconectasse o Hand-Set
    • 34e fosse conectada a caixa de som, para que fosse captado também o som emitidopelo leitor de tela nas gravações através da caixa de som. Um fato inesperado foi que os quatro PCD’s visuais pesquisados possuíamsuas habilidades rotineiras para o manuseio ao computador. Habilidades queajudaram o participante 3 no decorrer dos testes, mas atrapalhou um pouco osdemais participantes. É importante destacar que outras pessoas indiretamente acabaram sendoenvolvidas durante os testes, tanto nos ambientes de trabalho quanto nasresidências. Estas intervenções contribuíram da melhor maneira possível para umarealização satisfatória em todos os testes.
    • 355 AVALIAÇÕES E RESULTADOS A avaliação das ferramentas de serviço de busca se fez necessária de duasmaneiras: uma avaliação inicial de acordo com as diretrizes dos autorespesquisados e uma avaliação prática com os indivíduos PCD’s visuais. Após arealização dos testes, foi feito uma análise dos resultados obtidos com o intuito deapontar os problemas e assim, sugerir algumas correções de acordo com diretrizespesquisadas e resultados dos testes.5.1 Avaliação Inicial das Ferramentas No geral, as quatro ferramentas não apresentam maiores problemas. Apenasalgumas diferenças nas opções de pesquisa. Como o Bing, que não possui pesquisapor vídeos e o Cadê e o UOL Busca, que não possuem pesquisas por páginas doBrasil e páginas em português respectivamente. Em todas as ferramentas, nãoexiste nenhuma opção que permita a busca por páginas em português ou porpáginas no Brasil a partir de buscas por imagens ou vídeos. Alguns termos técnicos e em inglês, também estão presentes na maioria dasferramentas e que não fazem parte da linguagem de um PCD visual. No que se tratade poluição visual, apesar de irrelevante para um PCD visual, pode atrapalhar emalguns pontos, e o Cadê é o que possui uma poluição maior. Todas as ferramentas apresentam uma desordem na indexação com anavegação a partir da tecla Tab e durante esta navegação, todas passam antes porlinks patrocinados e por opções desnecessárias para uma pesquisa básica. O Bingpossui um problema de desordem maior referente às pesquisas por imagens, tendoem vista que ele utiliza recursos de Javascript como o Mouseover que é invocado apartir do momento em que o cursor do mouse está sobre determinada imagem. Aodeixar o cursor sobre a imagem, é ampliada a imagem, porém, a indexação seperde, por não saber se navega pelo objeto em foco ou pelas imagens ao fundo. Umrecurso bom para a Web 2.0, mas ruim para uma boa usabilidade e acessibilidade.
    • 365.2 Avaliações Práticas das Ferramentas com os Pesquisados A partir destas avaliações com os PCD’s visuais pesquisados, foi possívelampliar a identificação dos problemas. Devido ao fato dos quatro pesquisados terempreferência ao Google, foi criada uma ordem de inicio de testes diferente para cadapesquisado. O indivíduo 1 iniciou pelo Google, o indivíduo 2, iniciou pelo Bing, oindivíduo 3 iniciou pelo Cadê e o indivíduo 4 iniciou pelo UOL Busca. O leitor de telautilizado durante os testes foi o Virtual Vision de acordo com critérios descritos nocapítulo 2.4. Além dos problemas relatados, será apresentado um gráfico com o nível dedificuldade em possíveis situações que pudessem ocorrer durante as tarefas. A listacompleta destas tarefas encontra-se no apêndice D.5.2.1 Google Ao passar por links patrocinados, o Google não notifica em nenhum momentoque se está passando por eles, podendo influenciar o participante, fazendo com queele clique no link patrocinado, favorecendo a empresa que pagou pelo espaço. Esteproblema foi classificado como Controle e Liberdade do Usuário com grau deseveridade 4. Este problema estende-se para aos outros tipos de pesquisa doGoogle. Outra opção: Veja o seu anúncio aqui, foi um link encontrado abaixo doslinks patrocinados, dando a entender que o usuário anunciou alguma coisacausando dúvidas quanto ao clicar ou não no link. Problema classificado comoCompatibilidade entre o Sistema e o Mundo Real com grau de severidade 1. A figura3 demonstra os dois problemas. Figura 3. Favorecimento ao acesso de link patrocinado e link de anuncio confuso. Fonte: Google.
    • 37 Outro problema encontrado foi na pesquisa por imagens e por vídeos, onde oVirtual Vision, lê as palavras Ingrin e Watch quando passa pelo foco nas respectivasminiaturas. Isto confunde o participante que não pode visualizar e perceber que oque o Google chama de Ingrin e Watch nada mais é do que a miniatura de umaimagem e de um vídeo. Existe também o termo de memorização Cache, quetambém é encontrado em todas as ferramentas. O indivíduo 2 fez o seguintecomentário referindo-se a esses termos: “Por que esses vídeos vem em inglês? Porque não colocar assistir?” [sic] referindo-se a tradução da palavra Watch. O idiomainglês e outros termos técnicos da informática não estão no cotidiano no PCD visual,portanto este problema foi classificado como Consistência e Padrões com grau deseveridade 3. A figura 4 demonstra os níveis de dificuldade de nove possíveis situaçõesdurante as tarefas. Figura 4. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no Google. Fonte: Próprio autor.
    • 385.2.2 Bing Problemas consideráveis na busca filtrada por páginas em português e doBrasil e nas pesquisas por imagens foram encontrados. O indivíduo 1, se perdia nanavegação em alguns momentos e perguntava ao pesquisador: “Mas é aqui? Eagora?” [sic] e comentou: “Esse site é diferente né?” [sic]. O indivíduo 4 comentousobre a formatação no texto para a opção do(a) Brasil: "É estranho né?! deve seruma formatação automática, uma coisa que não tenha sentido" [sic]. Houve tambémproblemas na busca por páginas em português, onde o foco posicionado nestaopção, na maioria das vezes era sobre o link para configurações avançadas para abusca por páginas em português ao invés da tag de HTML radio Button. Problemaclassificado como Consistência e Padrões e Estética e Design Minimalista com graude severidade 2. O indivíduo 2, se perdeu durante a navegação em alguns momentos fazendoo seguinte comentário: “Eu nunca entrei no Bing” [sic]. O indivíduo 3, se confundiuna busca por imagens, no momento em que o Virtual Vision leu as opções devisualização das imagens, acreditando ser a lista das imagens fazendo o seguintecomentário: “Como ele falou, detalhes da imagem, eu pensei que ele já estava naimagem” [sic]. Problema classificado como Visibilidade do Status do Sistema comgrau de severidade 4. A figura 5 demonstra as duas situações onde ocorreramproblemas.Figura 5. Problemas no filtro por opções em páginas em português e páginas do Brasil e nas opções de detalhe de imagens. Fonte: Bing.
    • 39 A figura 6 demonstra os níveis de dificuldade de nove possíveis situaçõesdurante as tarefas. Figura 6. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no Bing. Fonte: Próprio autor.5.2.3 Cadê Durante os quatro testes, a poluição visual do Cadê, apesar de parecerirrelevante para um PCD visual, atrapalhou bastante, pelo fato do Virtual Vision lertodas as opções de palavras relacionadas à palavra-chave e aos filtros relacionados.O indivíduo 1 se confundiu com algumas legendas das imagens, de vídeos ecomentou: “Viu como esse site demorou muito mais?” [sic] e finalizou os testes coma seguinte opinião: “Eu achei bem poluído o site do Cadê. Realmente não gostei!”[sic]. Com os mesmos problemas, o indivíduo 2 comentou: “Fica difícil de saberqual que é o certo né?” [sic] referindo-se a navegação pelas opções de filtro e pelosresultados. Quanto às opções de filtro para buscas por páginas em português e doBrasil, também houve dificuldades, tanto por parte da navegação quanto pelo Virtual
    • 40Vision não ter lido as tags de radio Button de HTML, este problema resultou noseguinte comentário: “Você viu que ele não leu? Se você não tivesse aqui, eu nãosaberia” [sic]. Problemas classificados como Controle e Liberdade do Usuário eEstética e Design Minimalista com grau de severidade 4. A figura 7 demonstra osproblemas da interface. Figura 7. Problemas de poluição visual na Interface. Fonte: Cadê. Alguns outros problemas foram encontrados pelos participantes durante ostestes. O indivíduo 3, se confundiu com a legenda reproduzir, da miniatura do vídeo.O indivíduo 4 comentou o fato de algumas vezes, o Virtual Vision soletrar algumaspalavras e fez o seguinte comentário: “As vezes é chato ouvir a palavra sendosoletrada” [sic]. Uma vez que o indivíduo 4 clicou num link errado, teve que navegarpelas opções desde o começo e relatou o fato do foco não voltar no mesmo lugar ecomentou em tom de brincadeira: “Perdi a paciência!” [sic]. Estes problemas foramclassificados como Compatibilidade entre o Sistema e o Mundo Real e Estética eDesign Minimalista com grau de severidade 4.
    • 41 Outro problema encontrado foi o uso de opções com palavras em inglês dedifícil compreensão, sem nenhum suporte ou explicação do que se tratam a opção,opções do tipo: Filtro Familiar ativado, Search Pad ou SearchSan - Ativado.Problema classificado como Visibilidade do Status do Sistema e Compatibilidadeentre o Sistema e o Mundo Real com grau de severidade 4. A figura 8 demonstra os níveis de dificuldade de nove possíveis situaçõesdurante as tarefas. Figura 8. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no Cadê. Fonte: Do próprio autor.5.2.4 UOL Busca A ordem de navegação do UOL busca, obrigou o participante a navegarprimeiro pelos serviços do UOL para depois navegar pelos resultados de busca. Oindivíduo 1 comentou: “Isso é péssimo!” [sic]. Além dos problemas de navegação delinks patrocinados, o participante navega também pelo texto publicado dessesresultados, o que causou constrangimento ao indivíduo 1. Diante da situação, fez o
    • 42seguinte comentário em tom de brincadeira quando passou por um bloco de textopublicado no link patrocinado: “Olha isso! Deficiente em oferta!” [sic]. O indivíduo 1fez a seguinte pergunta: “Como a gente identifica que já saiu dos linkspatrocinados?” [sic]. O indivíduo 3, só percebeu que passou pelos links patrocinadosporque ouviu o Virtual Vision falar o link de próxima, que identifica que há maispáginas de resultados e fez o seguinte comentário: “Eu só percebi que passou oslinks patrocinados porque eu ouvi falar próximo” [sic]. Problema classificado comoControle e Liberdade do Usuário com grau de severidade 4. A figura 9 demonstra abarra de serviços do UOL e o link patrocinado que causou constrangimento aoparticipante 1. Figura 9. Barra de serviços do UOL e link patrocinado. Fonte: UOL. Na pesquisa comum, existem duas formas de acesso ao resultado da lista, olink comum, abrindo o resultado na mesma janela e um link em forma de imagempouco explicativa, abrindo para uma nova janela. O indivíduo 1 se confundiu umpouco com estas duas opções. Também foram encontrados nos resultados porvídeos, algumas miniaturas que não aparecem, mostrando apenas a tag em HTMLdo título do vídeo. Problemas classificados como Consistência e Padrões e Estéticae Design Minimalista com severidade 4. Outro problema que esteve presente não só no UOL Busca, mas em todas asoutras ferramentas, foi à incompatibilidade considerável do Virtual Vision com astags de HTML de radio Button. Todos os indivíduos tiveram dificuldades ao executaras pesquisas filtradas por páginas em português ou do Brasil, mesmo o Cadêcontendo apenas filtro de pesquisa por páginas em português e o UOL Buscaapenas por páginas do Brasil. Este problema foi classificado como Flexibilidade eEficiência de uso com grau de severidade 4.
    • 43 A figura 10 demonstra os níveis de dificuldade de nove possíveis situaçõesdurante as tarefas. Figura 10. Nível de dificuldade encontrado em possíveis situações no UOL Busca. Fonte: Próprio autor.5.3 Análise dos Resultados Ao final dos testes, foram analisados os resultados obtidos com a avaliaçãoinicial das ferramentas e com a avaliação prática dos PCD’s visuais pesquisados. Asfiguras captadas dos capítulos 5.2.1, 5.2.2, 5.2.3 e 5.2.4 demonstram os problemasmais relevantes encontrados pelos participantes, além das figuras, foi descrito suasexpressões e opiniões. Com isso, foi possível converter em níveis as possíveisdificuldades relatadas no apêndice B, que foram encontradas no decorrer dastarefas. Foi observado que grande parte destas dificuldades foi concentrada naorganização de navegação entre os componentes do website. Todos os
    • 44participantes tiveram algum tipo de dificuldade na navegação, desde uma dificuldadebaixa até uma dificuldade alta. O Cadê foi o que obteve um maior índice dedificuldades sem sua navegação, principalmente pela sua poluição visual e suasinúmeras opções. Outra dificuldade considerável foi a falta de um Feedback em todas asferramentas. Em sua maioria, o pesquisador teve que interferir no teste, ajudando ouexplicando funções, termos ou falhas durante os testes. O fato dos participantes terem se perdido na navegação, confundindo o que oVirtual Vision falava e onde eles imaginavam estar, também contribuiu para umíndice razoável nesta dificuldade. Isto ocorreu devido a uma incompatibilidade entreo leitor de tela e a padronização de navegação de acordo com as recomendaçõesdo W3C. A maioria dos serviços não segue uma ordem lógica de indexação em suanavegação. Entretanto, o Virtual Vision possui alguns atalhos e uma navegaçãopelas setas do teclado que é habilitada com a ativação da tecla Num Lock doteclado, causando um conflito de navegação entre as setas e o Tab. Outra informação interessante revelada foi à avaliação geral dos participantesquanto às ferramentas. A figura 11 demonstra os resultados. Figura 11. Avaliação Geral das Ferramentas. Fonte: Próprio autor.
    • 45 Pode-se perceber a preferência dos participantes pelo Google, que de acordocom a avaliação, foi à ferramenta que menos apresentou problemas. Devido ao fatodo Google ter sido a primeira ferramenta apresentada a um PCD visual em suamaioria. Desta maneira, sua facilidade no uso aumenta. Todavia, percebe-se umanivelação entre as outras ferramentas, variando entre fácil e médio. O Bing foi àferramenta que mais surpreendeu, pelo fato de não conter buscas por vídeos, fatorimportante em termos de concorrência e também por ser uma ferramenta recente. OCadê foi à única ferramenta com uma avaliação negativa, devido principalmente asua variedade de opções derivadas de busca. Fator que pode agregar a um usuáriocomum, mas não a um usuário PCD visual. A porcentagem de dificuldade durante as tarefas também foi contabilizada emcada tarefa. Segundo demonstra a figura 12. Figura 12. Porcentagem de dificuldades das tarefas realizadas. Fonte: Próprio autor.
    • 46 As maiores dificuldades encontradas pelos participantes foram principalmentea busca pelas opções de filtro que são feitos através da tag de HTML radio Buttonpara páginas em português e do Brasil. Esta dificuldade alegada pelos participantescoincide com a dificuldade em navegar com a tecla Tab e as setas do tecladohabilitadas pelo Virtual Vision. Outro problema relatado, foi a navegação de busca por vídeos, onde éconfusa a identificação das miniaturas, o acesso a elas de formas diferentes eprincipalmente, à navegação de controle dos vídeos, que apesar de não constar nastarefas, a manipulação do vídeo para iniciá-lo, pausá-lo, aumentar seu volume ousua resolução foi de extrema dificuldade. A tarefa em que era digitada a palavra chave para busca também recebeu umdestaque, porém este foi um fato isolado, onde apenas o indivíduo 2 tevedificuldades no foco do campo de pesquisa do Bing e do Cadê.5.4 Proposta de Correções para o Aprimoramento das Ferramentas Este capítulo apresenta uma proposta de correções para o aprimoramentodestas ferramentas baseando-se no método de pesquisa dialético onde, ashipóteses definidas no capítulo 3.4.1, a avaliação inicial das ferramentas de acordocom as diretrizes e as avaliações práticas com os PCD’s visuais pesquisadosservirão de apoio. Antes da especificação de cada ferramenta, podem-se definir algumascorreções gerais que servirão para o aprimoramento das 4 ferramentas: um espaçobem localizado na página inicial do website, mostrando um passo a passoexplicando o funcionamento inicial da ferramenta, links de Feedback durante anavegação, para termos técnicos, termos em inglês e alguma possível dificuldadeencontrada durante o processo de busca, para que o PCD visual não se perca, umapadronização na estrutura e estética do website no que se diz respeito aorganização da indexação para navegação com a tecla Tab do teclado, valendo não
    • 47só para a tag de HTML radio Button, mas também para os demais links, facilitando anavegação, um resultado de busca ordenado por números que viabilize o acesso viateclado, opções de aumento de texto, a reavaliação da linguagem Javascript emalgumas funções, em Plug-ins instalados e em componentes de Flash, e por fim,alternativas de acesso visual ou sonoro nos resultados listados. Com estes aprimoramentos sendo aplicados de forma geral, podem-sereduzir consideravelmente os problemas encontrados nestas ferramentas e também,aumentará a produtividade destes produtos, tendo um resultado satisfatório tantopara as empresas quanto para os usuários.5.4.1 Virtual Vision O Virtual Vision, apesar de ser limitado, ainda é uma boa alternativa para osPCD visuais, contanto que haja algumas modificações. Como o problema deincompatibilidade entre as teclas Tab e as setas habilitadas pela tecla Num Lock,estas funcionalidades da ferramenta devem estar separadas, de tal forma que nãoimplique no funcionamento da tecla Tab. Deve existir também, a inteligência necessária para que o Virtual Vision nãosoletre palavras aleatoriamente. Segundo o indivíduo 4, isto causa uma certairritação por soletrar uma palavra não desejada. Outro fator importante é a padronização do Virtual Vision. Tendo em vista queoutras ferramentas como o Jaws e o NVDA são preferência por existir um padrão emtodas as suas funcionalidades.5.4.2 Google Antes, é importante lembrar que o problema na ordem de indexação tanto natag de HTML radio Button quanto nos links e outras opções, persiste nas 4ferramentas devendo ser revisto. Este foi à maior dificuldade encontrada nos testescom os pesquisados. Portanto, tem prioridade.
    • 48 Deve-se preocupar com o vocabulário técnico de alguns links e termos. Comoa alteração do termo Veja o seu anúncio aqui para Visualizar outros anúncios, porexemplo. Assim como a notificação de passagem por links patrocinados, e também,a substituição de palavras técnicas como Ingris e Watch para Imagem e Assistir.Desta maneira, o PCD visual assemelha o que ouviu as funcionalidades corretas. Afigura 13 identifica os locais associados.Figura 13. Alteração do significado de link patrocinado e de legenda com termos técnicos e em inglês para o português em imagens e vídeos. Fonte: Google.5.4.3 Bing O foco na tag de HTML radio Button deve ser prioritária ao invés do linkPortuguês (Brasil) ao passar por esta opção de filtro de busca e o detalhamento deexibição por imagens deve ser expresso de uma maneira mais clara o seufuncionamento, para que não haja outras interpretações. A figura 14 identifica oslocais associados. Figura 14. Foco prioritário em tag de HTML radio Button e melhor esclarecimento em opções de exibição de imagens. Fonte: Bing.5.4.4 Cadê A poluição visual deve ser amenizada. Apesar de isto parecer irrelevante parao PCD visual. O leitor de tela lê todas as opções disponíveis, transformando apoluição visual em sonora para os usuários PCD’s visuais. Os termos técnicos e em
    • 49inglês sem nenhum Feedback devem ser reavaliados. A figura 15 identifica os locaisassociados. Figura 15. Diminuição da poluição visual e reavaliação de termos técnico e em inglês sem nenhum Feedback. Fonte: Cadê.5.4.5 UOL Busca A alteração na posição dos serviços do UOL para uma posição menosprivilegiada, de forma a não influenciar o PCD visual a acessar algum de seusserviços por engano. A notificação de passagem por links patrocinados e a re-estruturação no design da página de busca por vídeo de modo que, ao buscar umvídeo, não apareça mais a tag de HTML de identificação do vídeo. E sim, a miniaturado vídeo. A figura 16 identifica os locais associados. Figura 16. Serviços do UOL e reestruturação no design e na programação da página de busca por vídeos. Fonte: UOL.
    • 505.5 Opiniões de Aprimoramento para as Ferramentas A opinião dos PCD’s visuais pesquisados também foi levada em consideraçãopara estas propostas de aprimoramento, tanto no Virtual Vision quanto nos serviçosde busca avaliados. Para os indivíduos 1 e 3, a navegação deve ser melhorada, emais concisa, com mais recursos de acessibilidade, com menos arquivos em Flash ePop-ups e uma reavaliação na utilização do Javascript. Para o indivíduo 2, um dosdois deve ser aprimorado, senão as ferramentas de busca, ao menos os leitores detela. O indivíduo 4 tem uma opinião semelhante, que seja feita não só umaaprimoramento, mas também uma padronização dos leitores de tela além dosrecursos de HTML como o radio Button, que poderiam estar numa sequência verticalao invés de horizontal, para uma melhor localização.
    • 516 CONCLUSÃO Este trabalho buscou descobrir as reais dificuldades encontradas por um PCDvisual no uso de serviços de busca na internet. E como conseqüência, encontrou-senecessidades reais de aprimoramento no que se diz respeito à usabilidade eacessibilidade para estes serviços, para que se tenha websites consistentes e comuma boa qualidade de navegação. É certo de que neste trabalho, houve limitações financeiras e de maiorespecialização durante os processos. Entretanto, em seu conteúdo, pode-se obteruma fundamentação sólida para trabalhos futuros. Desta maneira, este trabalho abre a possibilidade da realização de algumaspropostas: O aprimoramento no acesso dos PCD’s visuais a estas ferramentas, umaavaliação mais específica e com proporções maiores. E a criação de uma ferramentapadrão, viabilizando um acesso melhor voltado para este público. Com isso, é interessante que desperte o interesse das empresas para quealgo seja feito. Não só as envolvidas neste trabalho, para que aprimorem suasferramentas, mas também as que tenham o interesse ou a possibilidade de fazeralgo para este público. Desta maneira, gerando lucro e retorno para seusinvestidores e refletindo positivamente para o seu público alvo. A satisfação pela contribuição de alguma forma para a melhoria na qualidadedestes serviços ou até mesmo nas tecnologias em geral para os deficientes visuais éimensa. Dificuldades continuarão existindo, contudo desde que tenhamos ointeresse e o empenho necessários para que algo seja feito, já será um grandepasso para a melhoria na qualidade de vida destas pessoas.
    • 52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASADAMS, Cyrus E. Psychotherapy with a blind patient. American Journal ofPsychotherapy. v. XXXIV, n. 3, Julho 1980.ALBERTI, Verena. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporâneado Brasil. FGV. História Oral: a experiência do CPDOC. 1. ed. Rio de Janeiro, 202p. 1990.ALMEIDA, Maria. G. S. Aspectos psicológicos e o processo educacional dapessoa com deficiência visual. Publicado em 2005. Disponível em:http://www.teleduc.cefetmt.br/teleduc/arquivos/18/leituras/28/3_aspectos_psicologicos_e_o_processo_educacional_da_pessoa_com_deficiencia_visual.doc Acesso em:18 de Setembro de 2009.AMARAL, Luis A. N. Conhecendo a Deficiência (Em Companhia de Hércules).São Paulo, 1995.AMSTEL, Frederick. V. Usabilidade na acessibilidade. Publicado em 2006.Disponível em: http://www.usabilidoido.com.br/usabilidade_na_acessibilidade.htmlAcesso em: 25 de Setembro de 2009.BRASIL, Síntese da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.Publicado em maio 2008. Disponível em:http://www.apaebrasil.org.br/arquivo.phtml?a=11085 Acesso em: 13 de Setembro de2009.BARBOSA, Angelo, A. M; CHEIRAN, Jean. F. P; VIEIRA, Maristela, C. Inclusãodigital na terceira idade: avaliação de usabilidade em sites de cadastro decorreio eletrônico. Publicado em: dezembro 2008. Disponível em:http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2008/artigos/6b_angelo.pdf Acesso em: 18 deSetembro de 2009.BARCZINSKI, Maria C. C. Reações Psicológicas à Perda da Visão. Publicado em2005. Disponível em: http://www.ibc.gov.br/?itemid=110#more Acesso em 17 deSetembro de 2009.BARNUM, Carol. M. Usability Testing and Research. Pearson Education, NewYork, 2002. 428 p.
    • 53BASTIEN, Christian, J. M.; SCAPIN, Dominique L.; LEULIER, Corinne. Looking forUsability ProblemsWith the Ergonomic Criteria and the ISO 9241-10 dialogue priciples, In.Proceedings of CHI’96. Vancouver, 1996.BELARMINO, Joana. Entrelinhas. Publicado em janeiro 2004. Disponível em:http://intervox.nce.ufrj.br/~joana/textos/entrelinhas_jan-jun2004.doc Acesso em 23de Setembro de 2009.ERICSSON, Anders, K; SIMON, Herbert, A. Protocol Analysis: Verbal Reports asData. MIT Press, 2. ed. Boston, 1993.ERICSSON, Andres, K; SIMON, Herbert, A. Verbal reports on thinking. In:FAERCH, C.; KASPER, G. eds. Introspection in Second Language Research.Clevedon, Avon: Multilingual Matters, 1987. p. 24-54.FRANCO, João R.; DIAS, Tárcia, R, S. A Pessoa cega num processo histórico:Um breve percurso. Publicado em Abril de 2005. Disponível em:http://200.156.28.7/Nucleus/media/common/Nossos_Meios_RBC_RevAbr2005_Artigo%201.doc Acesso em: 17 de Setembro de 2009.GIL, Antonio, C. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999.HANSON, Vicki, L. The User Experience: Designs and Adaptations. ACMInternacional Conference Proceeding Series – Proceedings of the internacionalcross-disciplinary workshop on Web access, v.63, 2004. Disponível em:http://portal.acm.org/citation.cfm?id=990659 Acesso em: 18 de Setembro de 2009.IBC, Instituto Benjamin Constant Tópico de artigos – Caracterizando o problema.Publicado em 2005. Disponível em:http://www.ibc.gov.br/?catid=97&blogid=1&itemid=92 Acesso em: 19 de Setembro de2009.IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Censo Demográfico - 2000 -Resultados da Amostra. Publicado em dezembro 2002. Disponível em:http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2000/primeiros_resultados_amostra/brasil/pdf/tabela_1_1_3.pdf Acesso em 16 de Setembro de 2009.LEPORINI, Barbara; ANDRONICO, Patrizia; BUZZI, Marina Designing searchengine user interfaces for the visually impaired. ACM Internacional ConferenceProceeding Series – Proceeding of the internacional cross-disciplinary workshop on
    • 54Web accessibility, v.63, 2004. Disponível em:http://portal.acm.org/citation.cfm?id=990657.990668 Acesso em: 20 de Setembro de2009.LYNCH, Kevin. A Imagem da Cidade. Tradução: AFONSO, Maria C. Tavares. ed.70. Lisboa, 1988. Disponível em: http://www.bengalalegal.com/afetoelugar.phpAcesso em: 28 de Outubro de 2009.MARCONI, Marina, A.; LAKATOS, Eva, M. Técnicas de Pesquisa: planejamento eexecução de pesquisas; amostragens e técnicas de pesquisa; elaboração,análise e interpretação de dados. 5ª ed. São Paulo, Editora Atlas, 2002.MECLOY, Enrique, P. Psicologia de la ceguera. Madrid: Editorial Fragua, 1974.MIRANDA, Andréa. S.; ALVES, João B. M. Acessibilidade, Tecnologia daInformação e Inclusão Digital. Publicado em agosto 2001. Disponível em:http://www.fsp.usp.br/acessibilidade/cd/atiid2001/artigos/ANALIsergonomica.pdfAcesso em 18 de Setembro de 2009.MS, Ministério da Saúde, Política Nacional da Pessoa com Deficiência. Publicadoem junho 2002. Disponível em:http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=29043 Acesso em14 de Setembro de 2009.NIC, Núcleo de Informação e Coordenação, Atividades desenvolvidas na internet– Busca de informações e serviços online. Publicado em novembro 2008.Disponível em: http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008/rel-int-09.htm Acesso em 22 deSetembro de 2009.NIC, Núcleo de Informação e Coordenação, Habilidades relacionadas ao uso dainternet. Publicado em novembro 2008. Disponível em:http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008/rel-habil-03.htm Acesso em 22 de Setembro de2009.NIC, Núcleo de Informação e Coordenação, Proporção de indivíduos que usam ainternet para busca de informações e serviços online. Publicado em novembro2008. Disponível em: http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008/rel-int-08.htm Acesso em:22 de Setembro de 2009.NIELSEN, Jakob. Change vs. Stability in Web Usability Guidelines. Alertbox:Current Issues in Web Usability. Publicado em 2007. Disponível em:
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    • 56ROSA, Renato. Palestra de Usabilidade: Conceitos, Aplicações e Testes.Publicado em 2006. Disponível em http://www.slideshare.net/wudrs/palestra-usabilidade-conceito-aplicaes-e-testes-de-renato-rosa Acesso em: 19 de Setembrode 2009.RUBIN, Jeffrey. Handbook of Usability Testing: how to plan, design and conducteffective tests. New York: John Wiley & Sons, 1994.SANCHEZ, Júlio, G. La ceguera, su concepto en la historia. Revista Perfiles, (80),p. 56. Madrid: ONCE, 1992.SILVA, Edna, L.; MENEZES, Estera, M. Metodologia da Pesquisa e Elaboraçãode Dissertação. Laboratório de Ensino a Distância. 3º. Ed. Santa Catarina: UFSC,PPGEP, LED, 2001. Disponível em:http://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia%20da%20Pesquisa%203a%20edicao.pdf Acesso em: 18 de Novembro de 2009.TAKAGI, Hinorobu; ASAKAWA, Chieko; FUKUDA, Kentarou; MAEDA Junji.Accessibility designer: visualizing usability for the blind. ACM SIGACCESSConference on Assistive Technologies – Proceedings of the ACM SIGACCESSconference on Computers and accessibility, 2004 Disponível em:http://portal.acm.org/citation.cfm?id=1028662 Acesso em 13 de Outubro de 2009.TONET, Luisa, H. Avaliação Comparativa de Usabilidade das Ferramentas deAcessibilidade Web para Deficientes Visuais e Aplicação das Recomendaçõesdo W3C no Site da ULBRA Guaíba. Guaíba, Universidade Luterana do Brasil.2006. Disponível em:http://guaiba.ulbra.tche.br/si/content/tcc/tccI_2006_1/Artigo%20TCCI-Luisa.pdfAcesso em 22 de Outubro de 2009.VYGOTSKI, Lev, S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.W3C, Word Wide web Consortium. Accessibility. Publicado em 2009. Disponívelem http://www.w3.org/standards/webdesign/accessibility Acesso em: 02 de Outubrode 2009.W3C, Word Wide web Consortium. Techniques for Web Content AccessibilityGuidelines 1.0. Publicado em 2000. Disponível em http://www.w3.org/TR/WAI-WEBCONTENT-TECHS/#tech-meaningful-links Acesso em: 04 de Outubro de 2009.
    • 57 GLOSSÁRIO33g: Internet móvel de terceira geração disponibilizada por operadoras de celular.Muito utilizada nos dias de hoje por notebooks em lugares públicos.AAffordance: É a forma de algo nos dar uma pista de seu funcionamento. Como porexemplo, uma escada que nos mostra como subir ou descer por ela.Anátomo-Fisiológicos: São estudos referentes às funções e células responsáveispelo cérebro.Avaliações Analíticas: Técnica utilizada para avaliação. É um questionário paralevantamento de perfil e entrevistas após uma avaliação para a identificação deerros.CCache: É quando um site está memorizado em seu navegador, por ter sidoacessado anteriormente. Podendo assim, ser acessado via off-line.DDesign: Processo técnico e criativo relacionado a configuração, concepção,elaboração e especificação de um artefato.EErgonomia: É a identificação de fatores humanos referentes à eficiência na utilizaçãode sistemas.FFlash: Tecnologia composta por animações. Grande parte dos websites utilizam oucriam artes em flash em seus websites.HHand-set: Aparelho que consiste num fone e um microfone para fala e escuta.
    • 58História Oral: Técnica utilizada para avaliação. São depoimentos gravados duranteas avaliações.IInternet-banking: Tecnologia usada pela maioria dos bancos na internet para oacesso virtual a uma conta de banco, podendo realizar diversas operações.JJavascript: Linguagem utilizada para a construção da funções e efeitos nos websitesda internet.LLeitor de tela: Tecnologia assistiva, utilizada por deficientes visuais com o intuito deauxiliar no uso ao computador, sintetizando em voz, os comandos executados pelosusuários.Link: Utilizado na internet, é uma palavra, texto ou imagem que ao ser clicado, leva ousuário para alguma outra página ou assunto dentro de um website.Linux: Sistema operacional de código aberto gratuito, criado em meados da décadade 90, utilizado por uma parcela de usuários como alternativa ao sistemaoperacional Windows.MMouseover: É um comando da linguagem javascript, utilizado para invocar efeitos apartir do cursor do mouse sobre tal objeto.OOrca: Leitor de tela de código aberto gratuito, desenvolvido para o sistemaoperacional Linux. É uma das poucas ferramentas assistivas disponíveis para estesistema operacional.PPCD: Sigla definida pela Organização das Nações Unidas para pessoa comdeficiência.
    • 59Pixel: Ponto colorido dentro de uma resolução que em conjunto com vários outrosforam uma imagem.Plug-ins: Componentes que, instalados ao navegador, facilitam ou aprimoramdeterminada funcionalidade no uso.Pop-ups: Funcionalidade integrante da linguagem javascript onde ao carregar umapágina da internet, abre-se uma janela no canto superior com alguma informação.PPD: Antiga sigla utilizada para pessoa portadora de deficiência.TThink Aloud: Técnica utilizada para avaliação, onde é proposto ao pesquisadoexpressar suas reações no decorrer da avaliação em voz alta.Touchscreen: Tecnologia de toque sensível para ativar determinadas funções.Normalmente, é utilizado em celulares.WW3C: Sigla utilizada para Word Wide web Consortium, é a empresa que rege asregras de acessibilidade na web. Tem escritórios em todo o mundo inclusive aqui noBrasil.Web 2.0: Novo recurso da internet utilizado nos websites para que haja mais opçõesde interação, correção de problemas constantes, novas utilidades dentre outros.Website: Página na internet contendo diversos temas, interações, informações,músicas, vídeos, imagens, dentre outros.
    • 60 APÊNDICE AQuestionário de Perfil
    • 61Obrigado por sua participação nesta pesquisa.O objetivo desse questionário é aprender mais sobre o seu perfil.Você não será identificado em qualquer momento da pesquisa e seus dadospessoais também não serão revelados.Sinta-se livre para não responder qualquer uma das perguntas.1 – Qual é a sua idade? ________ anos.2 – Qual é a sua escolaridade? ( ) Nenhuma (nunca fui à escola) ( ) Ensino fundamental (1º grau, primário e médio) incompleto ( ) Ensino fundamental (1º grau, primário e médio) completo ( ) Ensino médio (2º grau, técnico) incompleto ( ) Ensino médio (2º grau, técnico) completo ( ) Ensino superior (3º grau) incompleto. Qual curso? __________________ ( ) Ensino superior (3º grau) completo. Qual curso? ___________________ ( ) Pós – graduação (especialização, mestrado ou doutorado). Qual curso? ______________________________________________________________ ( ) Outro. Qual? ________________________________________________3 – Qual o seu grau de cegueira? ( ) Parcialmente. Qual o seu grau de cegueira? _______________________ ( ) Totalmente4 – Qual é a sua profissão? _____________________________________________5 – Já usa o computador? ( ) Sim ( ) Não (pule para a questão 6) A – Há quanto tempo (aproximadamente)? ______________________ B – Com que frequência? ( ) Sempre (todos os dias) ( ) Frequente (três ou quatro dias por semana) ( ) De vez em quando (um ou dois dias por semana) ( ) Raramente (poucos dias por mês) ( ) Quase nunca (usei uma ou duas vezes) ( ) Outra. Qual? _____________________________________ C – Para que usa o computador? Você pode marcar várias respostas nesta questão. ( ) Comunicar-se com outras pessoas ( ) Trabalhar
    • 62 ( ) Estudar ( ) Navegar pela internet (notícias, jornais, etc) ( ) Lazer (passatempos) ( ) Outros. Quais? ___________________________________ D – Usa o computador com a ajuda de alguém? ( ) Sim. Quem? _____________________________________ ( ) Não. E – Se não, você usa o mouse para navegar no computador? ( ) Sim ( ) Não6 – Por que acha importante aprender a usar o computador?_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________7 – Já acessa a internet? ( ) Sim ( ) Não A – Há quanto tempo aproximadamente? _______________________ B – Com que frequência? ( ) Sempre (todos os dias) ( ) Frequente (três ou quatro dias por semana) ( ) De vez em quando (um ou dois dias por semana) ( ) Raramente (poucos dias por mês) ( ) Quase nunca (usei ou duas vezes) ( ) Outra. Qual? _____________________________________ C – Qual o motivo para usar a internet? Você pode marcar várias respostas nesta questão. ( ) Comunicar-se ( ) Conhecer pessoas novas ( ) Trabalhar ( ) Estudar ( ) Lazer (passatempos) ( ) Realizar pesquisas variadas ( ) Realizar pesquisas específicas ( ) Realizar compras em lojas (compras on-line) ( ) Acessar bancos pela internet (e-banking) ( ) Outros. Quais? ___________________________________
    • 63 D – Qual ferramentas assistivas utiliza? ( ) Virtual Vision ( ) Jaws ( ) DosVox ( ) Outro. Qual? _____________________________________ E – Quais dificuldades que costuma enfrentar enquanto navega pela internet? ( ) É difícil saber onde clicar ( ) Me perco na navegação ( ) O leitor de tela não capta todas as informações ( ) A internet é muito lenta ( ) Tenho medo de pegar um vírus de computador ( ) Outras. Quais? ___________________________________8 – Já utilizou alguma vez um serviço de busca? ( ) Sim ( ) Não. A – Há quanto tempo aproximadamente? _____________________________ B – Com que frequência? ( ) Sempre (todos os dias) ( ) Frequente (três ou quatro dias por semana) ( ) De vez em quando (um ou dois dias por semana) ( ) Raramente (poucos dias por mês) ( ) Quase nunca (usei uma ou duas vezes) ( ) Outra. Qual? __________________________________________ C – Quais as empresas de serviço de busca utilizam? Você pode marcar várias respostas nesta questão. ( ) Google ( ) Bing ( ) Cadê ( ) UOL ( ) IG ( ) Ibest ( ) AOL ( ) Pop ( ) Terra ( ) Outro. Quais? _________________________________________ D – Qual o motivo de você usar o serviço de busca? Você pode marcar várias respostas nesta questão.
    • 64 ( ) Pesquisas escolares ( ) Pesquisas diversas ( ) Pesquisas com imagens ( ) Pesquisas com vídeos ( ) Pesquisas traduzidas ( ) Pesquisas com links patrocinados ( ) Outros. Quais? _________________________________________E – Você usa o serviço de busca por qual navegador? ( ) Internet Explorer ( ) Mozila Firefox ( ) Google Chrome ( ) Opera ( ) NetscapeF – Você sempre utiliza o mesmo computador? ( ) Sim ( ) Não
    • 65 APÊNDICE BEntrevista Pós Testes
    • 66Indivíduo: ___________________________________________________________Serviço de busca investigado: ___________________________________________1 - Em quais tarefas encontrou mais dificuldades? Você pode marcar váriasrespostas nesta questão. ( ) Abrir o ícone de atalho do navegador ( ) Clicar na barra de endereços e digitar o endereço do serviço de busca ( ) Clicar no campo de busca, digitar a palavra deficiente visual e clicar no botão de busca ( ) Clicar no primeiro link da lista e voltar para a página de pesquisa ( ) Clicar na opção de pesquisa por imagens, clicar na primeira imagem da lista e voltar para a página de pesquisa de imagens ( ) Clicar na opção de pesquisa por vídeos, clicar no primeiro vídeo da lista e voltar para a página de pesquisa por vídeos ( ) Selecionar a opção “apenas páginas em português” ( ) Selecionar a opção “apenas páginas do Brasil” ( ) Fechar do navegador2 - Abaixo estão listadas algumas dificuldades que pode ter enfrentado durante astarefas que realizou. Foram definidos quatro níveis de dificuldade para cadasituação, marque com um X o nível de dificuldade que encontrou. A – Leitor de tela não reconhece todos os comandos ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 10 B - Acontecem muitos erros ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 10 C – Precisei de algum tipo de dica ou ajuda ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 10 D - Não existem algumas legendas ( )0 ( )3 ( )6
    • 67 ( ) 10 E - É difícil clicar em algumas coisas ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 10 F - Muitas opções desviam o foco ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 10 G - Não sabia onde estava no sistema ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 10 H - A linguagem é difícil ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 10 I - A organização de navegação via teclado confusa ( )0 ( )3 ( )6 ( ) 103 - Como avaliaria a utilização geral desse serviço de busca? ( ) Muito Fácil ( ) Fácil ( ) Médio ( ) Difícil ( ) Muito difícil
    • 68 APÊNDICE CTermo de Confidencialidade
    • 69Eu, Ricardo Fabio Ribeiro de Sousa, brasileiro, solteiro, inscrito no CPF/MF sob o nº___________-__, abaixo firmado, assume o compromisso de manterconfidencialidade e sigilo sobre todas as informações pessoais, técnicas e jurídicasa que tiver acesso no desenvolvimento de suas atividades profissionais/acadêmicasrealizadas no dia __ de ____________ de 2009, durante a pesquisa para o trabalhoindividual de conclusão de curso intitulado “Avaliação de Usabilidade eAcessibilidade para deficientes visuais em serviços de busca web. Por este termo de confidencialidade e sigilo compromete-se: A não utilizar as informações contidas nos documentos a que tiver acesso,para gerar benefício próprio exclusivo e/ou unilateral, presente ou futuro, ou parauso de terceiros: A não efetuar nenhuma cópia da documentação confidencial a que tiveracesso no desenvolvimento de suas atividades profissionais, sem autorização; A não apropriar-se para si ou para outrem de material confidencial e/ousigiloso constante no artigo subscrito; A restringir o conhecimento das informações confidenciais, exclusivamente, aseus professores, e consultores, responsabilizando-se por todas as pessoas quevierem a ter acesso às informações, por seu intermédio, e obrigando-se, assim aressarcir a ocorrência de qualquer dano e/ou prejuízo oriundo de uma eventualquebra de sigilo das informações fornecidas. Neste termo, as seguintes expressões serão assim definidas: “Informação confidencial” significará toda a informação revelada por qualquerdas partes à outra, a respeito de, ou, associada com a “Avaliação”, sob a formaescrita, verbal ou por quaisquer outros meios; “Informação confidencial” inclui, mas não se limita a informação relativa àsoperações, processos, planos ou intenções, informações sobre produção,instalações, equipamentos, segredos de negócio, segredos de fábrica, dados,habilidades especializadas, projetos métodos e metodologia, fluxogramas,especificações, componentes, fórmulas, produtos, amostras, diagramas, desenhos,
    • 70desenhos de esquema industrial, patentes, oportunidades de mercado e questõesrelativas a negócios de qualquer das partes; “Avaliação” significará todas e quaisquer discussões, conversações ounegociações entre, ou com as partes, de alguma forma relacionada ou associadacom o artigo subscrito. A vigência da obrigação de confidencialidade e sigilo, assumida por mim, pormeio deste termo, terá validade enquanto a informação não for tornada deconhecimento público por qualquer outra pessoa, ou mediante autorização escrita,concedida a nós pelas partes interessadas neste termo. Pelo não cumprimento do presente Termo de Confidencialidade e sigilo, fica oabaixo assinado ciente de todas as sanções jurídicas que poderão advir. São Paulo, __ de ____________ de 2009 _______________________________ Ricardo Fabio Ribeiro de Sousa CPF: ___________-__ Carteira Identidade:__________-__
    • 71 APÊNDICE DBanco de Tarefas
    • 72Tarefa 1Abrir o navegador.Tarefa 2Digite o endereço do serviço de busca na barra de endereços e aperte a tecla Enterno teclado.Tarefa 3Procure o campo de pesquisa do site, clique dentro dele, deixando o foco no campo,e digite a palavra Deficiente Visual e clique no botão de busca.Tarefa 4Clique no primeiro link da lista que aparecer, acessando o site. Depois, volte para apágina de pesquisa com a lista dos resultados encontrados.Tarefa 5Procure a opção de busca por imagens e clique nesta opção. Clique na primeiraimagem da lista. E depois, volte para a página de pesquisa com a lista das imagensencontradas.Tarefa 6Procure a opção de busca por vídeos e clique nesta opção. Clique no primeiro vídeoda lista. E depois, volte para a página de pesquisa com a lista dos vídeosencontrados.Tarefa 7Selecione a opção “apenas páginas em português” e verifique se os resultadosmudaram.Tarefa 8Selecione a opção “apenas páginas do Brasil” e verifique se os resultados mudaram.