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Teoria Crítica e Educação:
Adorno
Prof. Dr. Richard Romancini
“Escola de Frankfurt”
• Instituto para a Pesquisa Social (Frankfurt, 1923/19301933 ... 1953-)
• Marxismo teórico e renovad...
Teoria Crítica
“Não é o bem, mas o mal,
que é objeto da teoria. Ela
já pressupõe a
reprodução da vida nas
formas determina...
Teoria Crítica
• Contexto do pensamento:
• surgimento e queda do nazismo,
• ascensão e burocratização do socialismo (exper...
Teoria Crítica e “indústria cultural”
• Indústria cultural: alicerce ideológico do
sistema, caracterizada por:
• Distinta ...
Teoria Crítica e “indústria cultural”
• Produtos padronizados ajustam os
indivíduos ao conformismo (integração
social pelo...
Banalização e integração na IC

http://www.youtube.com/watch?v=skI0JC2s-aU
Arte contra a barbárie
• No mundo administrado,
a arte é praticamente o
único refúgio, mas a arte
que diz “não” ao mundo
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Positivismo x Teoria Crítica: o debate
Popper/Adorno
• Debate no Congresso da Sociedade Alemã de Sociologia (1961)
• As cr...
Positivismo x Teoria Crítica: o debate
Popper/Adorno
• 6) o que existe é uma situação problemática do mundo e não
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Positivismo x Teoria Crítica: o debate
Popper/Adorno
• 11) a sociologia é crítica do objeto. Se a sociologia pretende que
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Positivismo x Teoria Crítica: o debate
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• 14) um comportamento isento de valores é impossível psicológica e
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Adorno e a educação
• Desenvolvimentos nos meios de comunicação (digitalização)
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A semiformação
• Tema assume importância na teoria crítica, tendo em vista que
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A educação na reflexão de Adorno
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A educação na reflexão de Adorno
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A educação na reflexão de Adorno
“Penso até que a desbarbarização do campo constitui um dos
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“Começo destacando que o conceito de formação possui um
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“Em primeiro lugar, compreendo "televisão como ideologia"
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“Como felizmente sou apenas um pensador teórico, diria que é
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“O veículo técnico da televisão é novo. Mas os atuais
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A educação na reflexão de Adorno
“O pathos da escola hoje, a sua seriedade moral, está em
que, no âmbito do existente, som...
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“A seguir, e assumindo o risco, gostaria de apresentar a minha
concepção inicial de educa...
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ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação. São Paulo:
Paz e Terra, 1995.
MARR, Wolfgang Leo. Adorno, Semiformaçã...
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  1. 1. Teoria Crítica e Educação: Adorno Prof. Dr. Richard Romancini
  2. 2. “Escola de Frankfurt” • Instituto para a Pesquisa Social (Frankfurt, 1923/19301933 ... 1953-) • Marxismo teórico e renovado – incorpora influência de Freud, Weber e outros – , elaborando a Teoria Crítica • Autores: • Max Horkheimer (1895-1973) • Theodor Adorno (1903–1969) • Walter Benjamin (1892-1940) • Herbert Marcuse (1898-1979) • Jürgen Habermas (1929-)
  3. 3. Teoria Crítica “Não é o bem, mas o mal, que é objeto da teoria. Ela já pressupõe a reprodução da vida nas formas determinadas em cada caso. Seu elemento é a liberdade, seu tema a opressão” (ADORNO; HORKHEIMER, Dialética do esclarecimento) http://www.youtube.com/watch?v=EwyzPdaXekA
  4. 4. Teoria Crítica • Contexto do pensamento: • surgimento e queda do nazismo, • ascensão e burocratização do socialismo (experiência de desencanto), • integração do proletariado às sociedades capitalistas avançadas (idem), • hegemonia do capitalismo (com tendências autoritárias e totalitárias). • “Dialética do Iluminismo”: vitória da razão instrumental • Pioneira análise crítica dos meios de comunicação situa-se no marco da formação das formas de vida contemporânea, nas quais a mídia ocupa um papel central na integração dos indivíduos ao sistema social e econômico
  5. 5. Teoria Crítica e “indústria cultural” • Indústria cultural: alicerce ideológico do sistema, caracterizada por: • Distinta da “cultura de massa” • Vulgariza a cultura erudita e degrada a cultura popular, perda de seriedade da 1ª e da espontaneidade da 2ª (integração forçada entre grupos sociais desiguais) • Falsa democratização cultural (nivelamento por baixo) • Mercantilização da arte, cultura como mercadoria – lógica capitalista dos valores de troca se introduz na cultura
  6. 6. Teoria Crítica e “indústria cultural” • Produtos padronizados ajustam os indivíduos ao conformismo (integração social pelo consumo) • Fetichização da técnica e reificação das consciências • Cultura “afirmativa” – nega possibilidades emancipatórias da cultura • Instrumentalização da diversão e do tempo livre como prolongamento do trabalho • Integração autoritária, que debilita individualidades • Manipulação das audiências
  7. 7. Banalização e integração na IC http://www.youtube.com/watch?v=skI0JC2s-aU
  8. 8. Arte contra a barbárie • No mundo administrado, a arte é praticamente o único refúgio, mas a arte que diz “não” ao mundo • Daí a incomum estética marxista de Adorno (antirrealista, antipopulista, francamente intelectualizada e de elite) http://www.youtube.com/watch?v=FO2np13ZVJs
  9. 9. Positivismo x Teoria Crítica: o debate Popper/Adorno • Debate no Congresso da Sociedade Alemã de Sociologia (1961) • As críticas de Adorno ao positivismo: • 2) não pode existir uma explicação unívoca, simplificada ao máximo, matematicamente elegante, porque o objeto sociedade não é unívoco, nem simples; • 3) o positivismo é vítima inconsciente de uma contradição interna, porque a sociedade é contraditória (ela é racional e irracional, sistemática e caótica, de natureza cega e mediada pela consciência); • 5) a sociedade é um problema e a contradição não deixará de existir pelo simples fato de conhecermos mais... A contradição está no objeto;
  10. 10. Positivismo x Teoria Crítica: o debate Popper/Adorno • 6) o que existe é uma situação problemática do mundo e não um problema de caráter meramente epistemológico; • 7) a preocupação de Popper é formal ao invés de material e emancipatória, como é a dialética. Nessa perspectiva, a sociologia tem que se preocupar com o todo mesmo quando estuda as particularidades; • 9) as teorias do conhecimento, tanto de Bacon quanto de Descartes, os chamados métodos indutivo e dedutivo, foram concebidas de cima para baixo. O importante não é uma descrição segundo um método lógico. Não é o método que garante a objetividade e a neutralidade da empreitada científica em busca da verdade;
  11. 11. Positivismo x Teoria Crítica: o debate Popper/Adorno • 11) a sociologia é crítica do objeto. Se a sociologia pretende que seus conceitos sejam verdadeiros, então ela deve ser crítica com relação à sociedade. A crítica é ao objeto, a sociedade capitalista liberal; • 12) a crítica permeia todo o processo de conhecimento e não somente um elemento que põe em questão uma hipótese explicativa. A crítica deve suscitar uma atitude de desconfiança em face do conhecimento como tal; • 13) é falsa a separação entre valores científicos e extracientíficos porque os valores são reificados... os valores não são mais produtos do agir humano, mas sim objetos cristalizados sem ligação com o horizonte humano. A sociologia deve incorporar a consciência de sua antinomia, seu paradoxo e sua contradição;
  12. 12. Positivismo x Teoria Crítica: o debate Popper/Adorno • 14) um comportamento isento de valores é impossível psicológica e objetivamente. Não existe independência radical entre a psicologia e a sociologia, sendo a fronteira entre as duas tênue em demasia; • 15) a experiência do caráter contraditório da realidade social não é um ponto de partida arbitrário, mas a base da possibilidade da existência da sociologia. Somente os que podem conceber a sociedade de modo diverso do que ela é podem transformá-la em um problema. A desistência da sociologia de uma teoria crítica da sociedade é resignada, não se atreve mais a pensar o todo porque não vê como alterá-lo (Adorno, 1986). Angela Ganem. Karl Popper versus Theodor Adorno: lições de um confronto histórico. Rev. Econ. Polit. vol.32 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2012. (http://www.scielo.br/scielo.php? pid=S0101-31572012000100006&script=sci_arttext)
  13. 13. Adorno e a educação • Desenvolvimentos nos meios de comunicação (digitalização) atualizam o conceito de indústria cultural e lhe dão novos sentidos (p.ex., o contexto atual de vigilância, no sentido estrito do termo, que as revelações sobre a espionagem na internet evidenciam) • Indústria cultura associa-se ao conceito de semiformação, esta é uma espécie de estágio subjetivo do primeiro conceito, e ambos os processos tem o mesmo efeito integrador, não emancipatório e promotores da barbárie • “A sociedade tecnificada, a qual se afasta cada vez mais de sua função original de contribuir para o fim das necessidades, exige a manutenção do sofrimento humano para a consagração da sua existência” (ZUNIN)
  14. 14. A semiformação • “A semiforção (Halbbildung) faz parte do âmbito da reprodução da vida sob o monopólio da ‘cultura de massas’” (MAAR) • Cultura verdadeira é formação (Halbbildung), enquanto apreensão subjetiva. Nas circunstâncias dominadas pela indústria cultural, tem-se somente a semiformação • A semiformação tem papel reprodutor (sociedade como processo de autoformação) quanto ao atual sistema de relações sociais, em vista de seu caráter integrador. Nesse sentido, o conceito diálogo com correntes de pensamento que discutem essa característica da educação de maneira crítica • Porém, para Adorno, a semiformação não se resume ao papel da escola, mas sim permeia toda a sociedade, particularmente a indústria cultural
  15. 15. A semiformação • Tema assume importância na teoria crítica, tendo em vista que esta procura ser uma reflexão sobre a semiformação na sociedade vigente, sem constituir uma teoria de orientação para a libertação do modo de reprodução vigente • O vínculo entre esclarecimento e liberdade, entre razão e emancipação sofre uma ruptura no contexto da semiformação, na qual o saber limitado é tomado como verdade, atribuindo sentido à realidade • O que explica a semiformação: “As condições da produção material existentes impõem esta forma cultural-ideológica [indústria cultural] e são refletidas na semiformação” (MAAR)
  16. 16. A educação na reflexão de Adorno • Tema da semiformação tem primeiras referências na Dialética do Esclarecimento e tematiza por Adorno num ensaio e as questões educativas foram por ele abordadas numa série de textos a partir de situações de intervenção (debates, transmissões radiofônicas) • Aspectos que marcam essa reflexão são a ideia ampla de formação, que não se dá só na escola, no entanto está teria um papel fundamental na resistência à barbárie e no combate à semiformação
  17. 17. A educação na reflexão de Adorno “A exigência que Auschwitz não se repita é a primeira de todas para a educação. De tal modo ela precede quaisquer outras que creio não ser possível nem necessário justificá-la. Não consigo entender como até hoje mereceu tão pouca atenção. Justificá-la teria algo de monstruoso em vista de toda monstruosidade ocorrida.” (Educação após Auschwitz). “Temo que as medidas que pudessem ser adotadas no campo da educação, por mais abrangentes que fossem, não impediriam que voltassem a surgir os assassinos de escritório. Mas que haja pessoas que, subordinadas como servos, executam o que lhes mandam, com o que perpetuam sua própria servidão e perdem sua própria dignidade; que haja outros Bogers e Kaduks, contra isso pode-se fazer alguma coisa pela educação e pelo esclarecimento” (Educação após Auschwitz).
  18. 18. A educação na reflexão de Adorno “Penso até que a desbarbarização do campo constitui um dos objetivos educacionais mais importantes. Evidentemente ela pressupõe um estudo da consciência e do inconsciente da respectiva população. Sobretudo é preciso atentar ao impacto dos modernos meios de comunicação de massa sobre um estado de consciência que ainda não atingiu o nível do liberalismo cultural burguês do século XIX. Para mudar essa situação, o sistema normal de escolarização, frequentemente bastante problemático no campo, seria insuficiente. Penso numa série de possibilidades. Uma seria — e estou improvisando — o planejamento de transmissões de televisão atendendo pontos nevrálgicos daquele peculiar estado de consciência. Além disto, imagino a formação de grupos e colunas educacionais móveis de voluntários que se dirijam ao campo [...] (Educação após Auschwitz).
  19. 19. A educação na reflexão de Adorno “Começo destacando que o conceito de formação possui um duplo significado em face da televisão, e espero não ser considerado pedante ao me deter na distinção desses dois significados. Por um lado é possível referir-se à televisão enquanto ela se coloca diretamente a serviço da formação cultural, ou seja, enquanto por seu intermédio se objetivam fins pedagógicos: na televisão educativa, nas escolas de formação televisivas e em atividades formativas semelhantes. Por outro lado, porém, existe uma espécie de função formatava ou deformativa operada pela televisão como tal em relação à consciência das pessoas, conforme somos levados a supor a partir da enorme quantidade de espectadores e da enorme quantidade de tempo gasto vendo e ouvindo televisão.” (Televisão e formação)
  20. 20. A educação na reflexão de Adorno “Em primeiro lugar, compreendo "televisão como ideologia" simplesmente como o que pode ser verificado, sobretudo nas representações televisivas norte-americanas, cuja influência entre nós é grande, ou seja, a tentativa de incutir nas pessoas uma falsa consciência e um ocultamento da realidade, além de, como se costuma dizer tão bem, procurar-se impor às pessoas um conjunto de valores como se fossem dogmaticamente positivos, enquanto a formação a que nos referimos consistiria justamente em pensar problematicamente conceitos como estes que são assumidos meramente em sua positividade, possibilitando adquirir um juízo independente e autônomo a seu respeito.” (Televisão e formação)
  21. 21. A educação na reflexão de Adorno “Como felizmente sou apenas um pensador teórico, diria que é necessário tentar ambas as coisas: por um lado, é preciso dar abrigo na televisão às coisas que não correspondem aos interesses do grande público, como os programas qualificados para minorias. Estes, contudo, não devem ser hermeticamente fechados, mas, mediante uma política de programação inteligente e consequente, precisam ser levados ao contato das outras pessoas, no que provavelmente o meio do choque, o meio da ruptura será mais produtivo do que o gradualismo[...] Seria preciso estabelecer um planejamento comum adequado entre os setores que se encarregam da programação para as minorias qualificadas e os responsáveis pela programação para o grande público, discutindo os problemas, inclusive sociológicos, que se apresentam neste plano. Quem sabe com programações orientadas por esta via poderíamos até abrir uma brecha na barreira do conformismo.” (Televisão e formação).
  22. 22. A educação na reflexão de Adorno “O veículo técnico da televisão é novo. Mas os atuais conteúdos, procedimentos e tudo o que se relaciona aos mesmos ainda são mais ou menos tradicionais. Pelo prisma do veículo de comunicação de massa a tarefa que se coloca seria encontrar conteúdos e produzir programas apropriados em seu conteúdo para este veículo, e não impostos ao mesmo a partir de seu exterior. [...] Nestes termos apresentaria uma espécie de cânone ou linha de orientação para o que deveria ser o rumo da televisão, para que ela represente um avanço e não um retrocesso do conceito de formação cultural.” (Televisão e formação)
  23. 23. A educação na reflexão de Adorno “O pathos da escola hoje, a sua seriedade moral, está em que, no âmbito do existente, somente ela pode apontar para a desbarbarização da humanidade, na medida em que se conscientiza disto. Com barbárie não me refiro aos Beatles, embora o culto aos mesmos faça parte dela, mas sim ao extremismo: o preconceito delirante, a opressão, o genocídio e a tortura; não deve haver dúvidas quanto a isto. Na situação mundial vigente, em que ao menos por hora não se vislumbram outras possibilidades mais abrangentes, é preciso contrapor-se à barbárie principalmente na escola. Por isto, apesar de todos os argumentos em contrário no plano das teorias sociais, é tão importante do ponto de vista da sociedade que a escola cumpra sua função, ajudando, que se conscientize do pesado legado de representações que carrega consigo.” (Tabus acerca do magistério)
  24. 24. A educação na reflexão de Adorno “A seguir, e assumindo o risco, gostaria de apresentar a minha concepção inicial de educação. Evidentemente não a assim chamada modelagem de pessoas, porque não temos o direito de modelar pessoas a partir do seu exterior; mas também não a mera transmissão de conhecimentos, cuja característica de coisa morta já foi mais do que destacada, mas a produção de uma consciência verdadeira. Isto seria inclusive da maior importância política; sua idéia, se é permitido dizer assim, é uma exigência política. Isto é: uma democracia com o dever de não apenas funcionar, mas operar conforme seu conceito, demanda pessoas emancipadas. Uma democracia efetiva só pode ser imaginada enquanto uma sociedade de quem é emancipado.” (Educação para quê?)
  25. 25. Referências ADORNO, Theodor. Educação e Emancipação. São Paulo: Paz e Terra, 1995. MARR, Wolfgang Leo. Adorno, Semiformação e Educação. Educ. Soc., Campinas, vol. 24, n. 83, p. 459-476, 2003. Disponível <http://www.scielo.br/pdf/es/v24n83/a08v2483.pdf> ZUIN, Antônio Álvaro Soares. Sobre a atualidade do conceito de indústria cultural. Cadernos Cedes, ano XXI, nº 54, p. 918, agosto/2001. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v21n54/5265.pdf>
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