Antropossolos em Picinguaba (Ubatuba, SP)

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Apresentação em formato PowerPoint do trabalho “Identificação de Antropossolos em Picinguaba (Ubatuba, SP) para o estudo do Tecnógeno.” Evento: X Congresso da Associação Brasileira de Estudos do Quaternário – ABEQUA. Guarapari, ES, 2005. 6 p. Autores: DAGNINO, Ricardo; FREITAS, Marcos; VALERIANO, Márcio; LADEIRA, Francisco; CARPI JUNIOR, Salvador.
Disponível em: www.abequa2005.geologia.ufrj.br/nukleo/pdfs/0064_x_abequa_dagninoetal.pdf.

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Antropossolos em Picinguaba (Ubatuba, SP)

  1. 1. Identificação de Antropossolos em Picinguaba (Ubatuba, SP) para o estudo do Tecnógeno Ricardo DAGNINO - Mestrando em Geografia, IGE/UNICAMP Francisco LADEIRA – Professor – IGE/UNICAMP Marcos FREITAS - Mestrando em Sensoriamento Remoto, INPE Márcio VALERIANO - Pesquisador - DSR/INPE Salvador CARPI JUNIOR - Pesquisador – IGE/UNICAMP X Congresso da ABEQUA Associação Brasileira de Estudos do Quaternário Guarapari - Espírito Santo - 2005
  2. 2. <ul><li>Esta apresentação é parte integrante da análise paisagística integrada </li></ul><ul><li>do Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Picinguaba, e seus subprodutos (DAGNINO et al., 2005; LADEIRA et al., 2005) </li></ul><ul><li>Embora se trate de uma unidade de conservação, a ocupação promove efeitos típicos encontrados em áreas urbanas, resultando em uma outra organização da fisiologia da paisagem criada pela sociedade. </li></ul><ul><li>A drenagem pluvial (infiltração e escoamento) e a fluvial são alteradas pela ocupação humana, com decorrente intensificação dos processos de escorregamento e aumento da carga sedimentar correlativa. </li></ul><ul><li>Em alguns setores desta área, a identificação de antropossolos e solos desenvolvidos sobre depósitos pode servir como indicador das alterações atuais nos processos geomórficos, pedogênicos e sedimentares (fisiologia da paisagem), assim como contribuir para o estudo do Tecnógeno. </li></ul>Introdução
  3. 3. <ul><li>Objetivo Geral : </li></ul><ul><li>Subsidiar o planejamento conservacionista da área do Parque Estadual da Serra do Mar - Núcleo Picinguaba, Ubatuba, São Paulo. </li></ul><ul><li>Objetivos Específicos: </li></ul><ul><li>Organizar e integrar informações geográficas para a caracterização dos antropossolos do ponto de vista do Tecnógeno. </li></ul>Objetivos
  4. 4. Área de estudo Mapa de São Paulo e imagem com a localização do Núcleo Picinguaba Imagem Landsat 7-ETM+ em composição 5R4G3B fusionada com a banda 8, resolução espacial de 15m.
  5. 5. Área de estudo Imagem em visão tridimensional Integração de imagem Landsat 7- ETM+ com modelo numérico de terreno SRTM-30 metros.
  6. 6. <ul><li>O reconhecimento do papel da sociedade humana na dinamização dos efeitos sobre o ambiente tem levado ao crescimento da utilização do termo tecnogênico. De uma ação antropogênica bem localizada e de relativamente baixo risco passamos à atividade tecnogênica, irreversível, altamente problemática e de grande difusão espacial. </li></ul><ul><li>“ As novas coberturas pedológicas e as novas formações geológicas, que se encontram em processo de geração, estão fortemente influenciadas pela ação do homem&quot; (Oliveira, 1995) </li></ul><ul><li>A identificação dos antropossolos representa contribuição ao estudo do Tecnógeno à medida que este tipo de solo, formado a partir da ação humana, pode apresentar-se sobre uma nova formação geológica, dependendo dos depósitos correlativos. </li></ul>Introdução
  7. 7. Exemplos de Classificação (CURCIO, G. et al, 2004) Antropossolos
  8. 8. <ul><li>Levantamento Bibliográfico </li></ul><ul><li>Levantamento Cartográfico </li></ul><ul><li>Sensoriamento Remoto </li></ul><ul><li>Trabalhos de Campo </li></ul><ul><li>Sistematização dos Dados </li></ul><ul><li>Validação </li></ul>Referências Baseados nos estudos de: Ecodinâmica (TRICART, 1977) Geossistemas (BERTRAND; BERTRAND, 2002). Cartografia Dinâmica do Ambiente (JOURNAUX, 1985)
  9. 9. Procedimentos Sensoriamento Remoto: [ Baseado nos trabalhos de VALERIANO (2002, 2003, 2004)] Sensores LANDSAT e CBERS: classificação da cobertura vegetal e uso do solo atual será obtida a partir de imagens de sensores remotos ópticos como Landsat 7 (ETM+) e Cbers (CCD). Sensor SRTM: análise geomorfológica com produtos derivados do MDE (hipsometria, declividade, comprimento de rampa, curvaturas horizontal e vertical, energia do relevo) através do tratamento geoestatístico dos dados extraídos.
  10. 10. <ul><li>Sistematização dos Dados: </li></ul><ul><li>Os dados, compatibilizados em Sistema de Informação Geográfica (SIG), serão integrados para se estabelecer um zoneamento das unidades de paisagem da área em função das condições de conservação e da ocorrência de problemas paisagísticos, além de se identificarem as áreas de provável deposição de material de origem tecnogênica. </li></ul>Procedimentos Trabalhos de Campo: SOLOS: 1) identificação pelo manual de descrição e coleta de solos para pedologia e 2) classificação realizada segundo a proposta da EMBRAPA, complementada pela classificação de antropossolos proposta por pesquisadores da Embrapa Florestas. DEPÓSITOS: utilizaremos as referências de OLIVEIRA (1990, 1994, 1995) e de Fanning and Fanning (1989). MATERIAIS encontrados: seguiremos a proposta de Amaral e Feijó (2004), que os conceituam como rocha, solo residual, tálus/colúvio e/ou lixo.
  11. 11. Procedimentos Validação: será feita em campo, com amostragem de pontos estabelecidos nas etapas de estudo cartográfico (SIG) e entrevistas para levantamento da percepção e da participação da comunidade local em relação às alterações da paisagem. A pesquisa junto à população associada ao estudo da paisagem está de acordo com premissas de Peloggia (1997), pelas quais se deve incluir, junto com a análise dos efeitos da ação humana sobre o ambiente geológico, as práticas humanas em si, suas causas, motivações e tendências, para possibilitar a proposição de soluções de aplicabilidade concreta (das quais se deseja a efetivação em resultados práticos). Dessa forma, o planejamento territorial e a gestão ambiental em áreas de depósitos tecnogênicos seguem os princípios sugeridos para outras áreas: “Quem não souber avaliar e cruzar bem a organização natural das paisagens (superficial e subsuperficial, e seus processos) com a organização humana dos espaços não está preparado para fazer propostas e nem para ter opções corretas” (Ab' Saber 1984).
  12. 12. Dois casos ocorridos em 29 de novembro de 2003, ocasionados por ocupação humana e alto índice pluviométrico. O deslizamento da foto direita causou uma morte (Fonte: IPT) Deslizamentos
  13. 13. <ul><li>AB'SABER A. 1984. Aspectos do planejamento do uso e ocupação solo. In: Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia, 6, Belo Horizonte, Anais. Belo Horizonte, ABGE, v. 4, p. 221-234. </li></ul><ul><li>AMARAL C, FEIJÓ R. 2004. Aspectos ambientais dos escorregamentos em áreas urbanas. In: VITTE A, GUERRA A. (Org.). Reflexões sobre a geografia física no Brasil. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 280 p. </li></ul><ul><li>BERTRAND C, BERTRAND G. 2002. Une geographie traversière: l’environment à travers territories et temporalities. Paris, Éditions Arguments, 311p. </li></ul><ul><li>CURCIO G, et al. 2004. Antropossolos: proposta de ordem (1ª aproximação). Colombo: Embrapa Florestas, 2004 </li></ul><ul><li>DAGNINO R; FREITAS, M; VALERIANO, M; LADEIRA, F; CARPI JUNIOR S. Identificação de Antropossolos em Picinguaba (Ubatuba, SP) para o estudo do Tecnógeno. In: X CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO QUATERNÁRIO, 2005, Guarapari, ES. 2005. 6 p. Disponível em: http://www.abequa2005.geologia.ufrj.br/nukleo/pdfs/0064_x_abequa_dagninoetal.pdf </li></ul><ul><li>FANNING D and FANNING M. 1989. Soil-Morphology, Genesis, and Classification. John Wiley and Sons, New York, 395p. </li></ul><ul><li>JOURNAUX A. 1985. Cartographie intégrée de l’environnement un outil pour la recherche et pour l’aménagement. Paris: UNESCO, MAB 16. </li></ul><ul><li>IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Acidente na Vila Picinguaba, Ubatuba. Disponível em: http://riscos.ipt.br/cpub/search_page . php ? l_intNewCod =260 </li></ul><ul><li>LADEIRA F; DAGNINO R; FREITAS M; VALERIANO M; CARPI JUNIOR S. Análise Paisagística Integrada do Parque Estadual da Serra do Mar - Núcleo Picinguaba, Ubatuba - SP. In: XI Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. São Paulo: Departamento de Geografia - USP, 2005. p. 5794-5798. Disponível em http://mtc-m12.sid.inpe.br/rep-/sid.inpe.br/iris@1912/2005/12.28.15.29 </li></ul><ul><li>OLIVEIRA A.1990. Depósitos tecnogênicos associados à erosão atual. In: Congresso Brasileiro de Geologia de Engenharia, 6, Salvador, Atas... ABGE, v. l, p. 411-415. </li></ul><ul><li>OLIVEIRA A. 1994. Depósitos tecnogênicos e assoreamento de reservatórios. Exemplo do reservatório de Capivara, Rio Paranapanema, SP/RJ. São Paulo, v. l. 211 p. (Tese de Doutoramento, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo). </li></ul><ul><li>OLIVEIRA A. 1995. A abordagem geotecnogênica: a Geologia de Engenharia no Quinário. In: Bitar, O.Y. (coord.) Curso de Geologia Aplicada ao Meio Ambiente. São Paulo, IPT/ABGE, p.231-241. </li></ul><ul><li>PELOGGIA A. 1997. A ação do homem enquanto ponto fundamental da geologia do Tecnógeno: proposição teórica básica e discussão acerca do caso do Município de São Paulo. Revista Brasileira de Geociências, 27(3):257-268, setembro. </li></ul><ul><li>PELOGGIA A. 1998. O Homem e o Ambiente Geológico. São Paulo: Xamã. 271 p. </li></ul><ul><li>TRICART J. 1977. Ecodinâmica. Rio de Janeiro, SUPREN/IBGE, 91p. </li></ul><ul><li>VALERIANO M. 2002. Programação do cálculo da declividade em SIG pelo método de vetores ortogonais. Espaço e Geografia, Brasília, DF, v. 5, n. 1, p. 69-85. </li></ul><ul><li>VALERIANO M. 2003. Curvatura vertical de vertentes em microbacias pela análise de modelos digitais de elevação. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, PB, v. 7, n. 3, p. 539-546. </li></ul><ul><li>VALERIANO M. 2004. Modelo digital de elevação com dados SRTM disponíveis para a América do Sul. São José dos Campos, SP: INPE: Coordenação de Ensino, Documentação e Programas Especiais (INPE-10550-RPQ/756). 72p. </li></ul>Bibliografia

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