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Capítulo 4 sigc

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  • 1. 4Elementos de SistemasNeste capítulo, trataremos de sistemas, abordando os seguintes assuntos:• conceitos e fundamentos de sistemas;• sistemas de informação, ilustrando com exemplos em ambiente de empresas;• sistema de informação contábil/financeiro em organizações;• análise de sistema, destacando o método estruturado;• tópicos da atividade de desenvolvimento de sistemas.No final, propomos um conjunto de exercícios sobre sistemas, questões para de-bate e estudos de casos propostos e resolvidos.4.1 CONCEITOS DE SISTEMASSegundo Dias (10), estamos vivendo atualmente o que poderíamos chamara "Idade dos Sistemas", em decorrência do enfoque global por que os problemaspassaram a ser estudados. Agora, em vez de se estudar o todo a partir das partes,estas é que começam a ser explicadas em função do todo, a exemplo do processode globalização da economia, conhecida e vivenciada por todos nós.4.1.1 Teoria geral de sistemasDas teorias que abordam sistemas, a mais conhecida é a Teoria Geral deSistemas (TGS) ou, simplesmente, Teoria de Sistemas, formalizada pelo biólogoalemão Ludwig von Bertalanffy, que emitiu os princípios seguintes:Elementos de Sistemas 851. Há uma tendência geral no sentido da integração das várias ciências na-turais e sociais.2. Tal integração parece ser centrada em uma teoria geral de sistemas.3. Essa teoria pode ser um meio importante para conseguir uma teoria exatanos campos não físicos da ciência.4. Desenvolvendo os princípios unificadores, essa teoria nos leva mais próxi-mo da meta da unicidade da ciência.5. Pode levar à integração da educação científica.Dois conceitos expressos por Bertalanffy (02) facilitam o entendimento desistema e sua integração com o ambiente:• equidade, segundo a qual um mesmo estado final pode ser alcançadopartindo de diferentes condições iniciais e por maneiras diferentes;• entropia negativa, que mostra o empenho dos sistemas para se organiza-rem para a sobrevivência, por meio de maior ordenação.O mesmo autor preconiza que:"... do ponto de vista físico, o estado característico de um organismo vivoé o de um sistema aberto. Um sistema é fechado se nenhum material entraou deixa-o, é aberto se há importação e, consequentemente, mudança doscomponentes".Os sistemas abertos envolvem a ideia de que determinados inputs são intro-duzidos no sistema e, transformados, geram certos outputs. Portanto, a empresaé considerada um sistema aberto, pois utiliza recursos materiais, humanos e tec-nológicos e os transforma em bens ou serviços.Para Kwasnicka (24), os principais efeitos da TGS sobre a teoria administra-tiva das organizações foram:• visão da empresa como "sistema aberto", contrapondo às demais aborda-gens da teoria clássica;• possibilidade de um método natural de análise das partes que compõem osistema social organizado, sem perder a noção do todo;• conhecimento do ambiente externo e análise de todos os elementos que ocompõem;• reconhecimento da organização como um sistema vivo;• introdução do conceito de troca de energia entre os elementos que compõemo sistema social da organização.
  • 2. 86 Informática na Empresa • SantosA TGS procura agregar todas as ciências de forma integrada, o que permite oestudo interdisciplinar de várias áreas de conhecimento. Alguns autores afirmamque essa teoria é, antes de tudo: uma filosofia, uma forma de olhar as coisas. Alémdisso, tem a preocupação de definir procedimentos teóricos inter-relacionadosque podem ser aplicados ao estudo de sistemas abertos, nos quais os sistemassociais, as empresas e os sistemas de informação se enquadram.4.1.2 SistemaAlgumas definições de sistema:• conjunto de objetos, juntamente com as relações entre os objetos e seusatributos, ligados ou relacionados entre si e também a seu meio ambienteexterior, de tal maneira que forme um todo;• conjunto de partes que interagem de modo a atingir determinado fim, deacordo com um plano ou princípio;• um conjunto de partes em constante interação, construindo um todo orien-tado para determinados fins e em permanente relação de interdependênciacom o ambiente externo (ressalta os aspectos de sistema aberto, inter-relação e interdependência das partes, abordadas na TGS);• conjunto de leis ou princípios que regulam certa ordem de fenómeno (Fí-sica);• órgãos que, coletivamente, contribuem de maneira especial para funçõesvitais complexas (Biologia);• um conjunto de vias, usualmente com características diferentes, de proprie-dade ou controle comum (Transporte).A definição de sistema depende do interesse de quem pretende analisá-lo.Focalizando a área em que atua, o profissional pode idealizar, conceituar e "mo-delar" seus próprios sistemas.4.1.3 Representação de sistemasA representação genérica de sistema aberto pode ser assim expressa (Fi-gura 4.1):Elementos de Sistemas 87AmbienteL Entradas Transformação Saídas Ambiente(Input) (Black Box) • (Output) •LAvaliação eRealimentaçãoControle(Feedback)Figura 4.1 Esquema genérico de sistema.Onde:• entradas (inputs: recursos, insumos, dados): conjunto de objetos forneci-dos ao sistema: pessoal, equipamentos, energia, recursos financeiros etc;• transformação: processamento organizado sobre as entradas para pro-duzir as saídas;• saídas (outputs: produtos, resultados, informações): objetos produzidospelo sistema: produtos e serviços, bens, tributos, taxas, dividendos, in-formação etc, ou seja, os outputs que podem ter o objetivo de realimen-tação e interação do sistema com o ambiente;• realimentação: com base em comparação de saídas com resultados espe-rados, pode ocorrer modificação de entradas para fins de reorganizaçãodo sistema;• ambiente: é o meio externo que envolve o sistema;• avaliação e controle: processo de análise das saídas em relação aos re-sultados esperados, objetivando a aplicação de medidas corretivas (con-troles), para a reorganização do sistema. Sistemas que possuem controlee feedback são algumas vezes denominados sistemas "cibernéticos", emdecorrência de suas autofunções de monitoramento e reorganização.Por exemplo, um sistema que calcula (transformação) índices de mortalidadeinfantil (saídas) de uma cidade ou estado. Caso os índices calculados sejam supe-riores ao esperado (avaliação/controle), os agentes do sistema devem estabelecermedidas para modificar os dados das novas entradas (realimentação), visandoobter índices mais baixos nos próximos processamentos do sistema.
  • 3. 88 Informática na Empresa • Santos4.1.4 Hierarquia de sistemasOs pressupostos da TGS recomendam considerar no estudo de sistema asseguintes interrogações:• O sistema em estudo pertence a qual sistema mais amplo e em que ele con-tribui para as características do sistema mais amplo?• Quais os outros sistemas que constituem juntamente com ele o sistemamais amplo?• Quais os sistemas que constituem o sistema em estudo?Conforme ilustra a Figura 4.2 e com essa perspectiva, Oliveira (35) afirma que:"o executivo ao focalizar determinado sistema em sua organização, deveconsiderar, no mínimo, três níveis: do sistema, dos subsistemas que o for-mam e do supersistema de que faz parte".Figura 4.2 Níveis hierárquicos de sistema.4.1.5 ModelosSegundo Guerreiro (19), um modelo pode ser caracterizado como um arti-fício para expressar a teoria de forma clara e conveniente. E uma representaçãosimplificada, construída com base na realidade do sistema.O modelo de um sistema deve ser confrontado continuamente com a realida-de, mediante critérios preestabelecidos. A confrontação deve ser não só de entra-das com saídas (exatidão da proposta técnica), mas, primordialmente, entre osobjetivos e as realizações (atendimento dos propósitos reais do usuário/empresa).Elementos de Sistemas HVModelos de sistema podem ter a classificação da Figura 4.3:Figura 4.3 Classificação de modelos de sistemas.Um sistema é geralmente representado em mais de um tipo de modelo. AInformática, normalmente, usa modelos gráficos obtidos com base em elementosdescritivos e/ou gráficos que, após implementados, produzem modelos compu-tacionais.Uma das técnicas utilizadas na construção de modelos computacionais de sis-temas é a prototipação. Um protótipo é um "modelito" que serve para demonstrarfunções básicas do sistema a ser construído.Areas da ciência têm seus tipos de modelos próprios. Exemplos:• a Física, a Matemática, a Estatística: dispõem de conjuntos de equaçõespara estudar suas realidades;• a Contabilidade: afirma Guerreiro (19):"... toda estrutura de contabilidade é um modelo para descrever em termosmmíetanos as operações de uma empresa", e acrescenta: "a literatura temenfatizado que a contabilidade tem proporcionado um dos mais antigos emais integrados modelos de um negócio". E conclui: "o sistema contábilconsiste de um modelo que sumariza relacionamentos de um grande nú-mero de modelos menores presumivelment^para-pror^sitos^speaficos".
  • 4. 9 0 1111 i . n u . i 11,1 E m p r e s a • S a n t o sAponta modelos dessa área: "balanço, demonstração de resultados, origeme aplicação de recursos".Definindo um modelo sistémico de empresas agrícolas, no enfoque dos as-pectos do modelo e das informações contábeis, Libonati (26) destaca:"O modelo de informação expõe as características das informações a seremprocessadas e apresentadas pelo sistema de informação. Neste sentido, omodelo de informação é influenciado pelos modelos de gestão, de decisãoe de mensuração. Com base no funcionamento do sistema de informação,os papéis são invertidos, ou seja, a informação é que influencia a tomadade decisão."Alguns exemplos de sistemas amplamente estudados, com base em modelosconhecidos e formalizados:• Sistemas Políticos: cientistas políticos desenvolveram um modelo dinâ-mico usando os enfoque de entrada, saída e realimentação;• Sistemas Sociais: em nível de macroescala, os sociólogos consideram osistema sociedade contendo como subsistemas a comunidade e a família;• Sistemas Económicos: os economistas usam geralmente o conceito deinsumo-produto na avaliação de uma economia;• Sistemas Educacionais: os conceitos de sistemas têm sido usados do pon-to de vista teórico, em que as ideias de TGS são utilizadas para dar umaperspectiva nova aos processos de ensino, como também do ponto devista prático, quando várias técnicas têm sido empregadas no processode ensino-aprendizagem;• Sistemas Administrativos: a abordagem sistémica na área administrativaveio substituir o enfoque da eficiência da administração tradicional, quesugere desdobrar o sistema em partes e torná-las eficientes. O enfoquesistémico, por outro lado, procura otimizar o todo, pois otimizando aspartes que compõem o sistema, muitas vezes não se otimiza o todo;• Sistemas Atmosféricos: a atmosfera, envoltura gasosa da Terra, pelas leisfísicas, oferece-nos os mais bonitos sistemas da natureza. Desde os pri-mórdios, os estudiosos buscaram respostas para interrogações como:Quais os fatores que determinam direções e velocidades dos ventos?Como se processa o ciclo das águas que permite as chuvas?Como se formam e se dissipam as frentes frias e os tornados?Que é chuva de granizo (pedras de gelo)?Por que ocorrem secas periódicas em certas regiões da Terra, a exemplodo Nordeste brasileiro?Elementos de Sistemas 9 1A meteorologia é a parte da física que estuda e procura predizer estes e ou-tros fenómenos atmosféricos, por meio da formulação dos modelos físicos que osrepresentam. São sistemas complexos que interagem formando o sistema atmos-férico global.O mais conhecido desafio dos meteorologistas era prever o tempo com grau deacerto aceitável. Em decorrência de frequentes erros, a previsão do tempo não eralevada a sério. Como esses sistemas tratam um grande número de variáveis e equa-ções físicas, só recentemente, com a operação rotineira de satélites meteorológicoscaptando dados e com os avanços dos modernos computadores, foi possível proces-sar os dados desses sistemas com a rapidez necessária à obtenção de previsões dotempo com razoáveis graus de acertos.4.2 SISTEMAS DE INFORMAÇÃOOs sistemas de informação têm aplicado a seus problemas, com maior fre-quência, os ensinamentos gerados pela Cibernética (controle e comunicação dainformação) e pela TGS, que vem sendo aplicada na solução de problemas ge-renciais nas organizações.Segundo Dias (10), sistema de informação é "um esforço organizado paraprover informações que permitam à organização decidir e operar". E 0Brien (34)assim o define: "um conjunto de recursos, procedimentos e pessoas que coletam,transformam e disseminam informação em uma organização". De formaxesumi-da, pode-se dizer que é um sistema queacessa dados como recursos de entrada eos transforma em produtos de informação como saída. A Figura 4.4 ilustra essesconceitos.EmpresaFigura 4.4 Modelo genérico de um sistema de informação.
  • 5. 92 Informática na Empresa • Santos4.2.1 Conceito de dado e informaçãoDado é a matéria-prima para a elaboração da informação. E representadopor um conjunto de caracteres, dígitos ou símbolos que, tomados isoladamente,não transmitem nenhum conhecimento, não contêm um significado intrínseco.Oliveira (35) define: "dado é qualquer elemento identificado em sua forma brutaque por si só não conduz a uma compreensão de determinado fato ou situação".No entanto, é bom esclarecer que o output (informação) de determinado siste-ma pode ser input (dado) em outro, o que nos leva a refletir sobre o conceitode "forma bruta" dessa definição. O mesmo autor define: "informação é o dadotrabalhado que permite ao executivo tomar decisões".Exemplo: Cia X, R$ 30.000,00, Saldo Devedor. Nota-se que esses valoresnão transmitem conhecimento ou informação, portanto, são apenas dados.Porém, depois de associados em sentença como: CiaX- Saldo Devedor = R$30.000,00, transmitem conhecimento; logo, é uma informação, conforme ilustraBio (03).Portanto, informação é o significado atribuído aos dados valendo-se de símbo-los convencionais utilizados para representá-los. Em sistema de informação, essevocábulo designa tudo o que constitui o objeto ou o resultado de um processamento.De acordo como a Figura 4.4, para elaborar a informação, os dados de entra-da, uma vez coletados, são transportados até o ponto de processamento (manual,mecânico ou eletrônico), onde são transformados em informação. Portanto, dadoé "insumo" e informação é o "produto" obtido do processamento.4.2.2 Sistema de informação de empresaSegundo Guerreiro (19), a empresa vista como um sistema apresenta os sub-sistemas fundamentais:Subsistema Institucional (crenças, valores e princípios);Subsistema Físico (recursos físicos e tecnológicos);Subsistema Social (pessoas);Subsistema Formal (estrutura de organização);Subsistema de Gestão (processos operacionais e gerenciais);Subsistema de Informação (informações).Afirma que:"o objetivo do Subsistema de Informação é dar o adequado suporte infor-mativo ao Subsistema de Gestão, tanto a nível gerencial, planejamento econtrole, bem como a nível da execução das atividades operacionais".Elementos de Sistem.r.Conforme apresenta a Figura 4.5, o Sistema Global de Informações (SGI) daempresa é formado pelo Sistema de Informações Externas (SIE) e pelo Sistemade Informações Internas (SII). Oliveira (35) lembra que o Sistema de Informa-ções Gerenciais (SIG) aborda apenas parte das informações do sistema global, ouseja, somente aquelas utilizadas na estrutura decisória da empresa.(SGI)Sistema Global de InformaçõesAmbiente EmpresarialSistema de InformaçõesExternas(SIE)Ambiente da EmpresaSistema de InformaçõesInternas(SII)(Parte)Ambiente da EmpresaSistema de InformaçõesGerenciais(SIG)Figura 4.5 Sistema global de informações de empresa.O sistema de informação da empresa é, por sua vez, composto de um conjun-to de subsistemas menores inter-relacionados e interdependentes (Figura 4.6).
  • 6. 94 Informática na Empresa * SantosClientesAcionistasFinancia-doresFornece-doresFigura 4.6 Modelo hipotético de sistema de informação de empresa.4.2.3 Sistema de informação contábil/financeiroA Figura 4.7, segundo sugere Gil (17), apresenta o Sistema de InformaçãoContábil/Financeiro como subsistema do sistema de informação de determinadaElementos de Sistemas 9 5empresa, geralmente composto por sistemas menores como: Faturamento, Folhade Pagamento, Contabilidade, Controle de Estoques, Contas a Pagar-Receber.Ambiente daFigura 4.7 Modelo hipotético de sistema de informação contábil/financeiro.As relações de interdependências e inter-relacionamentos entre os subsistemasresultam em troca de informações entre si. Exemplo: uma nota fiscal pode conterinformações dos subsistemas: faturamento, contabilidade e contas a receber.De acordo com Gil (17), o sistema de informação contábil deve produzir in-formações que possam atender a:• níveis empresariais: estratégico, tático e operacional;• ciclo administrativo: planejamento, execução e controle, conforme ilustra-do na Figura 4.8.
  • 7. 96 Informática na Empresa • SantosFigura 4.8 Níveis empresariais e ciclo administrativo.Lembra que o sistema de informação operacional pode conter ou não infor-mação operacional de natureza contábil, donde ser o sistema de informação ope-racional contábil um subsistema do sistema de informação operacional. Exem-plos de informações contábeis operacionais: Diário, Razão.Analogamente, o sistema de informação gerencial pode conter ou não infor-mação de natureza contábil, donde ser o sistema de informação gerencial contá-bil um subsistema do sistema de informação gerencial. Exemplos de informaçõescontábeis gerenciais: Balanços, Balancetes, Lucros e Perdas.E o sistema de informação gerencial tem sempre como base o sistema deinformação operacional, contábil ou não. Portanto, o sistema de informação ope-racional é um subsistema do sistema de informação gerencial (Figura 4.9).Gil (17) aponta como produtos desses sistemas:• informação operacional: relatório com informações de desempenho dasunidades de negócios;• informação gerencial: relatório de nomes dos maiores inadimplentes;• informação gerencial contábil: relatório sobre receitas financeiras e fe-chamento do resultado contábil;• informação operacional contábil: relatório sobre estoques e rentabili-dade.Elementos de Sistemas (>7Sistema de Informação Gerencial ^(SIG)Sistema de InformaçãoGerencial Contábil(SIOC)Sistema de InformaçãoOperacional Contábil(SIOC)Sistema de Informação Operacional(SIO)Figura 4.9 Relacionamentos do sistema contábil, operacional e gerencial.O sistema de informação gerencial possui banco de dados referentes a todasas operações da empresa. Esses dados são tratados e transformados em relatóriosdiversos que servem de apoio à tomada de decisão.4.3 ANALISE DE SISTEMASDefinições de análise de sistemas:• processo lógico de construção de modelos para ajudar na tomada de decisão;• a seleção de elementos, seus relacionamentos e procedimentos para obten-ção de objetivos específicos.A análise de sistemas usou, a princípio, o enfoque "tradicional", que depen-dia de habilidades inerentes ao profissional de sistemas (imaginação, experiên-cia, organização, criatividade etc).4.4 ANÁLISE ESTRUTURADA DE SISTEMASOs métodos estruturados surgiram em decorrência dos problemas vivencia-dos pelos profissionais no uso da abordagem tradicional, conforme relatamos. A
  • 8. 98 Informática na Empresa • Santospartir das técnicas estruturadas, o desenvolvimento de sistemas, antes encaradocomo arte, transformou-se em processo de engenharia de sistemas. Escolhemosesse método porque, no contexto deste livro, a Análise Estruturada apresenta-secomo o método mais adequado e de fácil assimilação pelo usuário final.A maioria das técnicas estruturadas surgiram ou passaram da teoria à práticana década de 70. Foram elas:• programação modular: partição de grandes programas ou programascomplexos em módulos, rotinas (a partir do início de 1970);• programação estruturada: implementação de programas com apenastrês tipos de estruturas: sequência, seleção, repetição (Dijkstra, Wirth eParnas, 1970);• diagrama de entidades e relacionamentos (DER): modelagem dos dados eseus inter-relacionamentos (Peter Chen, 1970);• projeto estruturado de sistemas: desenvolvimento do sistema, hierarqui-camente, de forma estruturada (Constantine, Yordon, 1975);• análise estruturada de sistemas: trata o problema do geral para o parti-cular, de cima para baixo (top-down). Permite o desenho do modelo dedados e funções, o que veio facilitar a compreensão do sistema e a con-sequente inserção do usuário como elemento importante nas atividadesdo sistema (Tom De Marco, Chris Gane e Sarson, 1980);• análise essencial de sistemas ou análise estruturada moderna: usa a téc-nica de partição por eventos, o que permitiu resolver o problema dadelimitação das fronteiras entre o projeto lógico e o projeto físico (JohnPalmer e McMenamim, 1984).Ganham preferência as técnicas orientadas a objetos, análise e programação,que se adaptam muito bem aos ambientes gráficos, a exemplo do Windows.4.4.1 FerramentasAs principais ferramentas utilizadas são:• diagrama de fluxo de dados (DFD), para especificar o modelo das fun-ções do sistema;• diagrama de entidades e relacionamentos (DER), para representar osdados e seus inter-relacionamentos;• diagrama de estrutura de processos (DEP), para representar a hierarquiae a ordem de execução dos processos (ou funções);Elementos de Sistemas 99• dicionário de dados (DD), para representar nomes e tipos de dados;• macrolinguagem estruturada, para descrever a lógica das funções dosistema;• tabela de decisão e árvore de decisão, para seleção de alternativas lógi-cas do processamento.Nesta obra, só exploraremos até os níveis macro de DFD e DER. Além disso,as informações tornam-se mais técnicas e fogem ao escopo do livro.4.4.2 Diagrama de fluxo de dados (DFD)Para representar diagramas de fluxo de dados (DFD), são utilizados os se-guintes elementos:4.4.2.1 Entidade externaOrigem ou destino de informações situadas fora das fronteiras do sistema.Símbolo (Figura 4.10):Símbolo: En <Nomereferêncianome da entidadeindicador de repetição(se necessário)Figura 4.10 Símbolo de entidade externa.Onde:• referência: letra maiúscula "E" seguida de um número sequencial queidentifica a entidade no gráfico. Exemplo: El, E3, E6;• nome da entidade: nome de pessoa, setor qualquer da organização, ór-gão, sistema. Exemplo: Caixa, Presidência, Setor de Vendas, Cliente,Banco Central, Sistema de Contabilidade;
  • 9. 100 Informática na Empresa » Santos• indicador de repetição: quantas vezes a entidade está repetida no gráfico.Exemplo: se a entidade está presente em três locais diferentes do gráfi-co, seu símbolo deverá ter dois indicadores.4.4.2.2 Depósito de dadosRepositório temporário de dados (Figura 4.11):Símbolo: Dn «• Nome <indicador de repetiçãonome do depósitoreferênciaFigura 4.11 Símbolo de depósito de dados.Onde:• referência: letra maiúscula "D" seguida de um número. Exemplo: D3 sig-nifica que é a entidade 3 do gráfico;• indicador de repetição: quantas vezes o depósito está repetido no gráfico.Exemplo: se o depósito está presente em dois locais diferentes do gráfi-co, seu símbolo deverá ter um indicador;• nome do depósito: nome formado pela agregação dos nomes significati-vos do título do depósito de dados, separados com hífen. (Não há neces-sidade de colocar preposições.) Exemplo: o nome do depósito de dados"Plano de Contas" será "Plano-Contas".4.4.2.3 Fluxo de dadosConduto por onde são transportadas as informações (Figura 4.12).Símbolo: Nome ^ Exemplo: "Salário-Bruto-Empregado"Figura 4.12 Símbolo de fluxo de dados.E l e m e n t o s d e S i s t e i n . r , l o lNormas:• o nome do fluxo de dados é formado pela composição de nomes signi-ficativos do título do dado, separados com hífen. Exemplo: o nome dofluxo de dados de título "Movimento das Vendas a Varejo" poderá ser"Mov-Vendas-Varejo". O nome não deve ser muito grande, mas deve re-presentar a essência do significado do título;• o nome do fluxo é dispensável quando o mesmo transporta informaçãode/para elementos autoexplicativos. Exemplo: se o fluxo sai do depósitode dados Cadastro de Empregados é porque ele transporta os dados deum empregado.4.4.2.4 Função (ou processo)Representa transformação de fluxos de dados (Figura 4.13).referêncianome de funçãoFigura 4.13 Símbolo de função.Onde:• referência: a letra maiúscula "F" seguida do código de indicação hierár-quica da função ou da decomposição da função. Exemplo: F2 (macro-função não decomposta), F2.1 (primeira decomposição de F2), F2.1.3(terceira decomposição de F2.1);• nome da função: verbo na terceira pessoa do singular e objeto. Exem-plos: Calcula Salário líquido, critica lançamentos contábeis, processa re-latórios do mês.4.4.2.5 Notações não permitidas no DFDSímbolo:A função é o único elemento ativo do DFD, pois só à função é permitidoiniciar ações do sistema. Entidade externa, depósito e fluxo de dados são consi-
  • 10. 102 Informática na Empresa • Santosderados passivos. Uma ligação isolada no DFD envolve três elementos: o fluxo dedados que estabelece a ligação e os extremos. Numa ligação, pelo menos um dosextremos deve ser ativo, portanto, uma função. Daí, conclui-se que as ligaçõespossíveis são: entre funções, de função com entidade externa ou de função comdepósito de dados. A Figura 4.14 exemplifica ligações não permitidas.Ei(a)Ei— ^ ^EjEi(b)Ei ^ r - ^ »-^ 1J_ | DjEiDjÍIÍÍDi•DjFigura 4.14 Notações não permitidas no DFD.4.4.3 Diagrama de entidades e relacionamentos (DER)Trabalhando com profissionais de informática e estudantes de pós-gradua-ção em banco de dados, muitas vezes implementávamos tabelas (arquivos) emsoftwares gerenciadores de bancos de dados, a exemplo do SQL (IBM) ou Access(Microsoft) e no final o grupo geralmente concluía: "é fácil implementar, mas édifícil entender relacionamentos". O que faltava então?! O desenho prévio domodelo ou diagrama das entidades de dados e seus relacionamentos (DER), quefacilita muito o entendimento da implementação. Queríamos queimar etapas,mas concluíamos que seguir a técnica seria melhor.ConceitosEntidade (conceito de arquivo): item relevante da empresa, sobre o qual háum conjunto de dados correlatos. Pode ser pessoa, objeto, evento, lugar, concei-to. Exemplos: Empregado, Dependente, Cliente, Acionista, Município, Fornecedor,Voo etc.Atributo (conceito de campo de dado): um dos elementos de dado da enti-dade. Exemplo: CPF, CGC, código do projeto, lotação do empregado, placa do carro,salário do empregado, nome do município etc.Ocorrência (conceito de registro), um dos elementos da entidade: um con-junto de atributos correlacionados. Exemplo: uma ocorrência da entidade Clientepode ser formada por um valor de cada campo de: código do banco, código daagência, código da conta, tipo da conta, saldo, data. (Exemplo de cada linha emtabela e planilha.)Identificador (conceito de chave): um ou mais atributos que determinam aidentificação da ocorrência. Exemplo: código da conta do cliente para identificaros dados de determinado correntista da entidade cliente.Valor: o conteúdo armazenado do dado do atributo ou campo. Exemplos:• "1702" para o atributo data de aniversário do empregado;• "KGH0725" para o atributo placa do carro;• "1270,50" para o atributo salário líquido do empregado.Relacionamento: associação entre conjuntos de dados ou entidades. O graude relacionamento pode ser:• 1:1- um para um. Exemplo: diretor x diretoria;• 1 : N -um para muitos. Exemplo: município x habitantes;• N: M- muitos para muitos. Exemplo: especialidades x médicos.Ilustração: suponha as entidades de dados Empresa, Cliente, Empregado, Es-porte e Instrutor. Poderiam ser criados relacionamentos como:• uma empresa possui vários clientes (ou vários clientes comercializamcom uma empresa);• uma empresa possui vários empregados (ou vários empregados traba-lham numa só empresa);• um instrutor ensina um esporte (ou um esporte é ensinado por um ins-trutor).• um empregado pratica vários esportes (ou vários esportes são praticadospor um empregado;A Figura 4.15 fornece um exemplo de modelo de dados (DER) mostrandorelacionamentos.Considerando o relacionamento entre as entidades Empresa e Cliente, a lei-tura poderia ser: "uma empresa possui N clientes"; ou, "N clientes comercializamcom uma empresa".
  • 11. 104 Informática n a Empresa • Santos1:N(possui)(ensinado) 1:1InstrutorFigura 4.15 Exemplo de diagrama de entidades e relacionamentos (DER).4.4.3.1 Implementação de relacionamentos (DER)Os softwares de gerenciamento de banco de dados possuem ferramentas quepermitem ao usuário operacionalizar facilmente um modelo de dados simples, aexemplo do DER apresentado. Para ilustrar o uso, implementamos no Access (Mi-crosoft) o relacionamento Empresa-Cliente. O processo se resumiu em:• criar a tabela de Empresa (nomes, tipos, tamanhos dos campos);• criar a tabela de Cliente (nomes, tipos, tamanhos dos campos);• criar o relacionamento Empresa-Cliente.Criar um relacionamento no Access é, basicamente, arrastar com o mouse ocampo de relacionamento de Empresa para o campo de relacionamento de Clientee indicar o tipo do relacionamento (1:1, 1:N, M:N). Note que o Access representaN pelo símbolo infinito (um oito deitado, Figura 4.16). Daí em diante, o usuáriopode inserir dados nas tabelas e dispor de informações de consultas, formuláriosou relatórios, que podem também ser facilmente assimilados.Elementos de Sisirm.r. I "t=* I RelacionamentosEmpresas ClientesIR5EBB1S53MI CórJgoEmptesaRazaoSocial CódigoClienteMorneFantasia NomeClienteCargoDoContato CatgoEndereço TeiefoneCidade FaxEstado EmailCEP FoneContatoFigura 4.16 Exemplo de relacionamento de DER no Access.4.5 TÓPICOS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMASEntende-se por desenvolvimento de sistema as ações realizadas do momentoem que o usuário inicia contatos com a área de sistema da empresa, na intençãode elaboração de um sistema, até o momento em que ele tem o sistema disponívelpara utilização.Antes de desenvolver um sistema, é necessário traçar um plano para identifi-car a área de abrangência do mesmo no ambiente sistémico da empresa (deve-seaté extrapolar efeitos do sistema para o meio externo à empresa). Guerreiro (19)sugere os seguintes passos:• definição dos objetivos e premissas gerenciais da empresa;• definição dos conceitos do sistema;• concepção do sistema de informação;• concepção do sistema automatizado.4.5.1 Ciclo de vida do sistemaO ciclo de vida de um sistema inclui seu ciclo de desenvolvimento, conformeapresenta a Figura 4.17.
  • 12. 106 Informática na Empresa - Santos4.5.2 Atividades de desenvolvimento de sistemasA título de informação do leitor, apresentamos a seguir as principais atividades de desenvolvimento de sistemas. Enfatizamos que os conceitos mais técnico:não foram tratados no livro, para não fugir de seu objetivo.a) Estudo• Objetivos: • identificar o problema ou a oportunidade;• identificar e recomendar solução• Produtos: • descrição do problema;• lista de soluções alternativas;• solução escolhida.Elementos de Sistemas 107b) Projeto lógico• Objetivo:• Produtos:• detalhar com o usuário a solução aprovada, abstraindo-se de limitaçõestecnológicas.• modelo estruturado do sistema composto de:- propósitos do sistema;- DFD (Diagrama de Fluxo de Dados), níveis macro;- DER (Diagrama de Entidades e Relacionamentos);- DD (Dicionário de Dados) do DFD e do DER;- DEP (Diagrama de Estrutura de Processos), níveis macro;- anteprojeto de modelos de documentos de entrada/saída.c) Projeto físico• Objetivo:• Produtos:• detalhar a solução considerando o ambiente sistémico da empresa e osrecursos tecnológicos disponíveis.• modelo de implementação do sistema composto de:- DFD, DER e DEP detalhados;- projeto de telas e relatórios;- projeto de arquivos de dados;- especificação de módulos e tarefas;- especificação de recursos de redes;- matriz: módulos x arquivos (Creafe, Read, Write, Deiete);- modelo de processadores.d) Implementação• Objetivo:• Produtos:• implementar e testar programas, módulos e o sistema.• plano da implementação;• programas em linguagem-fonte;• plano de testes: da implementação e do usuário;• manual do usuário e manual do sistema.e) Implantação• Objetivo:• Produtos:• disponibilizar o sistema para o usuário.• manual do usuário e do sistema finalizados. Sistema em produção.4.5^$ Importância da participação do usuárioNo estudo e no projeto lógico do sistema, o usuário deverá envolver-se ou atéconduzir a equipe mista (usuários e analistas), formada para tocar as atividadesde desenvolvimento. Com a difusão da Informática, o usuário qualificou-se ou épossível treiná-lo rapidamente com técnicas que ele vai usar e precisa saber.
  • 13. 108 Informática n a Empresa • SantosSobre a importância da participação do usuário no desenvolvimento Dias(10) afirma:"A participação do usuário no processo de especificação de sistemas é fun-damental, pois é ele quem conhece as necessidades da organização e é eleque, futuramente, utilizará as informações do sistema para a tomada dedecisão e operação da empresa."E bom ter em mente que o usuário é o maior especialista no problema, queé dele. É quem melhor entende de detalhes de dados e funções com que traba-lha. Portanto, nas fases do estudo e do projeto lógico do sistema, que o usuárioconhece muito bem, a atuação do analista deve ser mais no sentido de apoiar eredirecionar as ações de desenvolvimento do sistema.Em Pernambuco, esse trabalho conjunto é uma experiência que vem dandoexcelentes resultados junto a profissionais de empresas, entre elas Chesf e Sude-ne, bem como nos cursos académicos da UFPE. Não importa a formação básica dousuário. Temos comprovado isso em trabalhos com profissionais de quase todasas áreas.O usuário não deve envolver-se diretamente no projeto físico e na implemen-tação. Deve delegar essas tarefas aos especialistas de informática. O projeto físicode um sistema é uma obra de engenharia (de sistemas). Análogo a um projetode construção civil (casa, edifício, viaduto). Quando aparecem "entendidos" quese acham capazes de substituírem os especialistas que estudaram para executaresse tipo de obra (engenheiros, arquitetos, técnicos em edificações), o resultadoo leitor já conhece: constroem-se "obras" que não são obras, sem esquecer osprejuízos materiais e até perdas de vidas humanas.Na área de Informática, acontece coisa semelhante: a atuação, no mercado,de amadores ou pessoas de qualificação duvidosa tem produzido projetos "capen-gas", sistemas de "vida curta", outros "rejeitados" pelo usuário no nascedouro,fora prejuízos financeiros para empresas.A partir dos testes de implementação e de implantação, a participação dousuário volta a ser importante. Nessas fases, ele deverá fornecer dados e parti-cipar fortemente da análise dos resultados. Após o sistema implantado, em ope-ração, o usuário passa a ser seu verdadeiro proprietário, ficando a equipe de in-formática responsável somente pelas alterações (manutenção), ocasionadas porpossíveis erros do projeto, pela dinâmica da empresa ou interferências externas(mercado, novas leis, planos económicos etc).4.5.4 Roteiro de desenvolvimento de anteprojeto de sistemaComo enfatizamos, existem fases do projeto do sistema em que é imprescin-dível a participação do usuário (até o projeto lógico) e que daí em diante ele nãoElementos de Sistemas 1 0 9deve envolver-se no projeto técnico. Para destacar o espaço do usuário, ilustra-mos a seguir as atividades que ele deve desenvolver ou em que deve participardiretamente. (Veja os estudos de casos resolvidos.)4.5.4.1 Estudo e identificação da área de abrangência de sistemaNeste tópico, deve ser estudado o problema ou a oportunidade e recomenda-da uma solução. A partir dos objetivos (também chamados "negócio") da organi-zação e da visão do sistema global de informação, deve-se identificar e delimitar,com objetividade e clareza, a abrangência e as interfaces da aplicação com ossubsistemas existentes, permitindo assim, a integração da nova aplicação com osistema de informação da organização (Figura 4.18).Figura 4.18 Delimitação de abrangência ou fronteiras de sistema.4.5.4.2 Identificação de entradas/origens de saídas/destinosOutra tarefa importante do usuário é o levantamento dos dados que alimen-tarão o sistema e as informações que serão produzidas. O quadro de entrada/saí-da é um recurso prático utilizado para listar todas as entradas e locais de origens(Quadro 4.1).
  • 14. 110 Informática na Empresa e SantosQuadro 4.1 Modelo de quadro de entrada/saída de sistema.Entrada SaídaNome Origem Nome DestinoNome-Fluxo-Entrada Local-Origem Nome-Fluxo-Saída Local-Destino4.5.4.3 Definição de conteúdos defluxos de dadosIdentificados os fluxos de dados de entrada: formulários, boletins, imagens,telas, que alimentarão o sistema, é necessário detalhar os conteúdos dos camposdesses veículos de dados. A definição pode ser no próprio documento ou em ta-bela que poderá ter o nome do campo, tamanho em caracteres, tipo (numérico-N,alfanumérico-X, alfabético-A, conforme exemplificado no Quadro 4.2).Quadro 4.2 Modelo de tabela de descrição de dados.Nome do Documento: Cadastro de EmpregadosNome Campo Tamanho Tipo Valor/Intervalo DescriçãoMatrícula 7 N 1 a 99999 Matrícula do empregadoNome 40 X- Nome do empregadoSalário Bruto 12,2 N 0 a 10.000 Salário com 2 decimaisetc.Campos de documentos de saída são derivações ou imagens das entradas.Portanto, dispensam maiores detalhamentos. Podem ser definidos nos própriosdocumentos.4.5.4.4 Elaboração de diagrama de contextoO diagrama de contexto (Figura 4.19) é o DFD de nível 0 que representa,graficamente, o quadro de entrada/saída. E a função maior que representa osistema. Sua grande utilidade é mostrar, visualmente, o contexto do sistema,possibilitando discussões sobre os relacionamentos das entradas e das saídascom as entidades externas do sistema, quando devem ser debatidos necessida-des, compromissos e responsabilidades dos fornecedores e/ou usuários dessasinformações.Elementos de Sistemas 1 1 1Fluxo-1Fluxo-2Fluxo-3Fluxo-4Fluxo-5F 0Fluxo-7Fluxo-8TítulodoSistemaFluxo-9Fluxo-10Fluxo-6 Fluxo-11Figura 4.19 Modelo de diagrama de contexto.4.5.4.5 Elaboração de macrodiagramaO macrodiagrama (Figura 4.20) é o DFD de nível 1, que identifica as macro-funções ou subsistemas, os depósito de dados e os relacionamentos dos fluxos dedados internos do sistema.Figura 4.20 Modelo de macrodiagrama.
  • 15. 1 1 2 Informática na Empresa • Santos„•. • - - .4.5.4.6 Elaboração de diagrama de entidades e relacionamentosMostra as entidades de dados (tabelas ou arquivos) e seus relacionamentos.E projetado com base nas necessidades de informações da organização. Exemplo:considerando um cadastro de Empresas e outro de Clientes, onde cada empresapode ter até JV clientes e um cliente pode comprar em mais de uma empresa ca-dastrada, é possível que se façam perguntas como:Que clientes estão em débito com mais de uma empresa?Qual a relação de empresas por Estado da federação?Quais as duplicatas que vencerão nos próximos 60 dias, por empresa?Quais os clientes que liquidaram mais de 50% de seus débitos?Qual o faturamento e o débito de cada empresa?Quais os maiores clientes de cada empresa?Estes e outros questionamentos podem ser representados no DER em quefiguram as duas tabelas e o relacionamento (M para N, Figura 4.21). O DER podeser facilmente implementado em software de banco de dados, conforme ilustra-mos com o Access (Figura 4.16).Figura 4.21 Exemplo de diagrama de entidades e relacionamentos (DER).4.5.4.7 Proposta de documentos das entradas/saídasConhecedor das informações, o usuário pode muito bem organizá-las, tan-to as entradas como as saídas. Se necessário, profissional de sistemas poderáorientá-lo.Para fins de ilustração, são exemplificados a seguir uma proposta de um do-cumento de entrada e outro de saída (Figuras 4.22 e 4.23, respectivamente).Elementos de Sistemas 1 13Nome:Empresa Cupido: Rapidez na Promoção de CasamentosFone (081) 000-0000 / Fax (081) 999-9999 - Recife/PESistema de Controle de MatrimóniosCADASTRO DE CLIENTESSexo (M,F) Matrícula:Endereço:Bairro:CEP:. NQMunicípio:. Estado:.Tel:( )Natural CidadeGrau de Instrução:( ) Próprio ( ) Recado Data Nasc.: / /_Estado: Nacionalidade:Salário Base:ProfissãoEstado Civil: Solteiro ( ) Viúvo ( ) Divorciado ( ) Outros1. Informações pessoais (características físicas, gostos, virtudes, defeitos,manias etc.) Retrato 5 x 7 :corpo inteiro,de frente,distânciamáxima 3 mComo quer seu companheiro(a)? (Item 1: características físicas, gostos, virtudes, defeitos,manias, idade etc.)Data: / / Funcionário:Figura 4.22 Exemplo de proposta de documento de entrada.
  • 16. 114 Informática na Empresa SantosPág. ZZ9EMPRESA COMERCIAL ABC Ltda.Avenida Rui Barbosa, 120 - Salvador/BA Data 99/99/99CGC 33.333.333/0001-33Fone (071) 000-0000 Fax (071) 999-9999SISTEMA DE PAGAMENTOPROGRAMAÇÃO DE FÉRIAS DE EMPREGADOSMATRÍCULA NOME EMPREGADO: ENDEREÇO: FÉRIAS: INÍCIO / FIM DIAS: VLR. RECEBER:999.999-9 XXX... (30)...XXX XXX... (40)... XXX 99/99/99 - 99/99/99 Z9 ZZZ.ZZ9.99999.999-9 XXX... (30)...XXX XXX... (40)... XXX 99/99/99 - 99/99/99 Z9 ZZZ.ZZ9.99Logotipoda empresaem coresclaras(até 40 empregados por página)999.999-9 XXX... (30)...XXX XXX... (40)... XXX 99/99/99 - 99/99/99 Z9 ZZZ.ZZ9.99TOTAL: ZZZ.ZZZ.ZZZ9.99Figura 4.23 Exemplo de proposta de documento de saída.EXERCÍCIOS1. Por que a empresa pode ser vista como um sistema aberto? Descreva as interaçõesque uma empresa pode estabelecer com o meio externo.2. Que são modelos? Exemplifique.3. Como e por que podemos usar a teoria de sistemas no estudo de empresas?4. Com base em um modelo genérico de sistema, explique o que você entende por: en-tradas, saídas, transformação (ou processamento), realimentação, avaliação e controle.5. Qual a importância do conceito de avaliação, controle efeedback na reorganização desistema? Exemplifique.Elementos de Sistemas 11.5• • " f f " ,6. Defina e exemplifique dado e informação.7. Defina e comente: (a) sistema; (b) sistema aberto; (c) sistema de informação;(d) sistema de informação contábil/financeiro; (e) sistema gerencial de informa-ções; (f) sistema operacional.8. Defina e comente: (a) sistema global de informações; (b) sistema de informaçõesexternas; (c) sistema de informações internas.9. Explique as inter-relações do sistema contábil versus sistema operacional mostradasna Figura 4.9. Dê um exemplo de cada tipo de informação: (a) operacional; (b) ge-rencial; (c) operacional contábil; (d) gerencial contábil.10. Mencione e comente quatro tipos de usuários da informação contábil externos àempresa.11. Que importância tem o SIG na vida da empresa? Comente.12. Exemplifique tipos de informações dos níveis estratégico, tático e operacional daempresa que você mais conhece.13. Que relação você estabelece entre o sistema de contabilidade e o sistema de informa-ção da empresa? Represente graficamente e comente as relações encontradas.14. Muitos sistemas têm seu ciclo de vida encurtado por seu mau funcionamento na em-presa. Por que isso ocorre? Que medidas poderiam minimizar esse problema?15. Tomando como base uma empresa real ou hipotética: (a) defina sua área de atuação,(b) relacione suas principais atividades, (c) desenhe seu organograma, (d) elaboreo esquema de seu sistema de informação, identificando e destacando seus principaissubsistemas e suas interligações internas e externas à organização.Sugestão de procedimentos a seguir na resolução:• eleger uma organização qualquer (de preferência real) e indicar seu "negócio",ou seja, ramo de atuação (a); listar as principais atividades-fins dessa organização(b); representar sua estrutura organizacional (c);• modelar seu sistema de informação (d):i) dentificar os sistemas/subsistemas tradicionais (sistemas-meios), tais como sis-tema de informações Contábeis/Financeiros, Patrimonial, Controle de Estoques,Recursos Humanos, Contas a Pagar-Receber, Marketing etc;ii) identificar os sistemas gerados a partir das atividades-fins;iii) tabelecer as relações internas (inter-relações) dos sistemas identificados;iv) finalmente, estabelecer as relações externas do modelo interno com o meio am-biente (ligações a entidades externas: governos, bancos, clientes, acionistas, fi-nanciadores, outras empresas etc).
  • 17. 116 Informática na Empresa Santos16. Considerando os dados da questão anterior, destaque um subsistema do modelo dosistema de informação da empresa e relacione suas principais entradas (dados) esaídas (informações);17. Sendo o modelo a seguir parte do sistema de informação de determinada empresa:Subsistema deMarketing(a)Subsistema deContabilidade(c)Subsistema deFaturamento(b)Exemplifique:a) três entradas de subsistema (a);b) duas saídas do subsistema (a) que possam ser entradas de (b);c) uma saída do subsistema (b) que possa ser entrada de (c);d) uma saída de (c).18. Defina, exemplifique e desenhe o símbolo dos seguintes elementos do DFD: (a) enti-dade externa; (b) fluxo de dados; (c) função; (d) depósito de dados.19. Rascunhe um relatório gerencial para sua atividade decisória e outro para um dosexecutivos da organização onde você trabalha ou que você conhece. Analise e co-mente os dois relatórios.20. Qual a importância da elaboração do anteprojeto do sistema pelo dono da informa-ção, o usuário? Quais as vantagens e as desvantagens? De que atividades ele deve, ede quais ele não deve participar? Comente.QUESTÕES PARA DEBATEDebata as seguintes questões em grupo e apresente propostas:1. Que paralelo poderia ser feito entre conceito de sistemas/subsistemas e o proces-so internacional de globalização da economia? Qual o motivo do aparecimento deblocos económicos de interesses idênticos, a exemplo do MCE, bloco de países doMercado Comum Europeu (França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, Portugaletc), do Nafta na América do Norte (Canadá, Estados Unidos, México), do Mercosul(Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai) e a mais recente proposta dos Estados Unidos,que é juntar o Nafta e o Mercosul num bloco só, a Alca (Área de Livre Comércio dasAméricas)? Na ótica de sistemas, como se explica o interesse de países de fora que-Elementos de Sistemas I 17rerem entrar nesse tipo de parceria comercial? Por que parte dos países querem ficarde fora? Que motivos levam os Estados Unidos a urgenciar a implantação da Alca?2. Considerando a premissa de que cada pessoa tem em mente a ideia e até a forma deseus próprios modelos, proponha e debata um modelo para o sistema com que vocêestá mais familiarizado, seja de seu ambiente de convivência ou de organização quemais conhece.3. Debata o tema: tal como o dinheiro, a informação époder; logo, a informação deve sertratada como um recurso valioso da organização.4. Considerando o ambiente de uma empresa que você conhece, esquematize e debatao modelo de um sistema comercial exemplificando entradas, processamentos, saídas.Se necessário, escreva fórmulas para expressar cálculos.5. Esquematize e debata o modelo de um sistema da área contábil/financeira, exem-plificando e associando o conceito de dados e informações ao desenho. Analogamen-te, proponha e debata o modelo de sistema de outra área que não seja contábil/financeira.6. Considerando o ciclo de vida de um sistema, em que fases seria importante a par-ticipação do usuário desse sistema? Se você já participou desse tipo de atividade,discuta com o grupo. Ressalte os pontos positivos e os negativos encontrados.7. O que você entende da expressão "auditoria de sistema"? Discuta as atividades quepoderiam ser realizadas ao auditar um sistema contábil/fmanceiro. E, se esse sistemafosse automatizado, como você realizaria o trabalho de coleta de dados e processa-mentos para geração de informações para suas análises?8. Que papel deverão ter as empresas brasileiras no Mercosul? Que mercados terãomelhores resultados no Mercosul: Norte? Nordeste? Centro-Oeste? Como deverãocomportar-se as empresas brasileiras? E as regionais?9. Como resolver o problema do desemprego no Brasil? Que propostas poderiam serapresentadas para seu Estado e sua Cidade?10. Como os assuntos deste capítulo poderiam ser aplicados em seu trabalho ou em em-presa que você conhece? (Mande cópia de suas propostas para o autor!)ESTUDOS DE CASOS PROPOSTOSNa solução dos estudos de casos a seguir, sugerimos elaborar os seguintesdocumentos (antes, veja os estudos de casos resolvidos dos apêndices A e B, res-pectivamente) :• quadro de entrada/saída (todas as entradas/origens e saídas/destinos);• diagrama de contexto do sistema (DFD: representação gráfica do quadrode entrada/saída);
  • 18. 118 Informática na Empresa • Santos• macrodiagrama do sistema (DFD: representação gráfica dos módulos ousubsistemas);• propostas de documentos de entrada;• propostas de documentos de saída.Os macrodiagramas, por serem u m pouco mais técnicos para o nível do pú-blico-alvo, podem ser considerados opcionais.1. Sistema de Controle de VeículosEntradas:formulário dos dados do veículo/proprietário;bilhete pago da taxa rodoviária única (TRU).Saídas:certificado de registro e licenciamento de veículo;bilhetes da TRU para pagamento;relação de veículos cadastrados;veículos com TRU em atraso;veículos roubados,veículos fora de circulação.As informações devem ser encaminhadas para o Departamento de Controle deVeículos (entidade de origem e destino das informações).2. Sistema de Administração do CrediarioA Loja Para Todos resolveu modernizar seus serviços por meio da implantaçãodo Sistema de Administração do Crediario. Para isso, adotou um formulário de soli-citação de crédito, a ser preenchido no Setor de Crediario por quem deseja comprara crédito. Os pagamentos são feitos no caixa da loja, de acordo com os vencimentosdos carnes produzidos com base nos dados do formulário.O sistema deverá emitir relações diárias dos créditos processados para a Conta-bilidade e dos pagamentos recebidos para a Contabilidade e para a Gerência. Sema-nalmente, deverá sair para a Gerência um resumo mostrando, por dia, os totais doscréditos concedidos x pagamentos recebidos.3. Empresa Comercial ABC Ltda.A Comercial ABC tem em seu organograma a Gerência (Vendas), o Setor deVendas e o Almoxarifado com as seguintes funções:VendasNesse setor, o cliente faz seu pedido de compra pelo preenchimento do formulá-rio de reserva de produtos, após consulta do vendedor ao estoque.Elementos de Sistemas 11GerênciaQuando o cliente se apresenta na Gerência com seu pedido confirmado, é emitida a fatura dos produtos, que é paga para liberação. A Gerência também respondipelo pagamento das faturas dos fornecedores de compras a vista ou a prazo, cujoprodutos devem ser incorporados ao estoque (no ato da entrega no Almoxarifado). /Gerência deve receber do sistema as seguintes informações: totais dos pagamentos,recebimentos diários; posição geral do estoque, semanalmente, e consulta de itendo estoque, quando necessário.AlmoxarifadoNo ato de apresentação de fatura pelo despachante, o Almoxarifado libera oprodutos correspondentes. Produtos são adicionados ao estoque no ato de recebimento. O Almoxarifado precisa das seguintes informações: posição geral do estoquetambém recebido pela Gerência; pontos de reposição de produtos, diariamente, par;efeitos de compra; produtos do estoque, para consulta.4. Sistema de ContabilidadeA firma "São Francisco Agropecuária Ltda.", que comercializa produtos industriaipara a agropecuária do vale do São Francisco, pretende automatizar sua contabilidadehoje processada manualmente. Para tal, solicitou aos técnicos do Setor de Contabilidade um anteprojeto envolvendo Quadro de Entrada/Saída, Diagrama de Contexto •Macrodiagrama do sistema, para discussão e aprovação pelas gerências.O sistema deverá ser alimentado pelos dados diários dos lançamentos contábeisDevem ser estruturados e atualizados pelo sistema um Plano de Contas e uma Tabelde Históricos compatíveis com as atividades da firma. Esses dados serão fornecidopelo Setor de Contabilidade, exceto o movimento dos lançamentos contábeis qupoderão ser alimentados também pelo Setor de Vendas, de Pagamento e por vendedores externos.O sistema deverá produzir as saídas contábeis conhecidas: Diário, Razão, Balancetes, Balanço. Deverá também emitir: valores diários de conta, quando solicitado;total de débitos/créditos de dia especificados, bem como listagens dos cadastrosrelação de lançamentos processados. Todas essas saídas serão destinadas ao Setode Contabilidade. O último relatório deverá ser remetido também para o Diretor. Agerências precisam consultar valores de qualquer lançamento contábil, para fins dverificação. Os estornos só serão feitos pelo Setor de Contabilidade.5. Sistema de Controle do IPTU A Prefeitura Municipal de Pau dArco, situadno interior nordestino, decidiu organizar e melhor administrar a cobrança de seIPTU. Embora não represente recursos de grande monta, o Departamento Financeir(DF), responsável pela gerência desses recursos, acha que a decisão de implantaum controle efetivo sobre o cadastro de imóveis e a cobrança do imposto poderá seconvertida em obras e benefícios para a população da cidade.O chefe do DF solicitou a seus técnicos, incluindo os da Seção de Contabilidtde, o levantamento dos dados e a elaboração de um anteprojeto lógico do sisteim
  • 19. 120 Informática tia Empresa • Santosenvolvendo Quadro de Entrada/Saída, o Diagrama de Contexto e o Macrodiagramacorrespondente. (Rascunhe também um documento de entrada e um de saída.) Asinformações básicas do sistema são relacionadas a seguir:Após o estudo inicial, os técnicos decidiram elaborar um Formulário de Cadas-tramento de Imóvel, que conterá os principais dados do imóvel e de seu proprietário.Baseados nesses dados, anualmente serão emitidos os carnes do IPTU, que poderãoser pagos em única parcela (vencimento em 30/03) ou até em 10 parcelas (venci-mento de 30/03 a 30/12), reajustadas pela UFIR. Está prevista em Lei municipal adispensa de IPTUs de proprietários carentes. Os pedidos devem ser encaminhadosà Prefeitura até o dia 15/03, por meio de requerimento anexo ao carne. A partir de1V07, os débitos até o ano em curso deverão ser listados e remetidos ao Cartóriolocal para cobrança judicial.Outras saídas do sistema devem ser previstas, tais como:cadastro de imóveis/proprietários por distrito;parcelas do IPTU vencidas x quitadas até a data;imóveis/IPTU pagos e não pagos, acumulados por distrito;imóveis por tipo de construção (tijolo, tijolo cru, taipa, tábua etc);imóveis com IPTU em cobrança judicial;imóveis/proprietários com IPTU dispensados por ano e distrito.Se achar necessário, proponha outras saídas. Justifique. As duas últimas saídasdevem ser remetidas também para a Câmara de Vereadores e Prefeito.Implantando eOperacionalizandoSistema de Contabilidade5.1 INTRODUÇÃONeste capítulo, utilizamos um sistema de contabilidade informatizado, o Pa-radigma, hoje instalado para práticas contábeis no Laboratório de Informática doDepartamento de Ciências Contábeis da UFPE. A Mult Informática, proprietáriado produto, gentilmente nos cedeu uma cópia do sistema para que pudéssemosdemonstrar, de forma didática, a utilização de um software de contabilidade.Embora focalizando um programa específico, ressaltamos que todos os sis-temas similares, forçados pelas regras contábeis que precisam explicitar, geral-mente implementam sistemas de estruturas parecidas. Portanto, o material aquiapresentado é oportuno e permite ajudar o leitor que queira familiarizar-se comesse tipo de atividade.Seguindo os princípios contábeis, Marcelo Girard e Márcio Henrique Maciel,do curso de Ciências Contábeis da UFPE (1997), sob nossa orientação, fizeram aspráticas deste capítulo. Os resultados são exibidos no final, para fins de compara-ção, caso o leitor decida praticar o sistema.Este capítulo mostra, no item 5.3, passo a passo, todos os procedimentos deutilização do sistema: instalação, implantação e operacionalização.A prática foi elaborada considerando as características de sistema contábilcom custeio permanente, ou seja, apropriação do custo das mercadorias feita àmedida que ocorrem as saídas do estoque. Embora saibamos que, na prática,a grande maioria das empresas utiliza o sistema de custeio periódico (simplifica-do), no qual os custos das mercadorias só são apropriados no final do exercícioou em data determinada para balanço.