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O paradigma do condicionamento operante
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O paradigma do condicionamento operante Presentation Transcript

  • 1. O Paradigma do Condicionamento Operante Terapia Comportamental
  • 2. “Os psicólogos cognitivos gostam de afirmar que a mente é aquilo que o cérebro faz, mas certamente que o resto do corpo desempenha um papel. A mente é aquilo que o corpo faz. É aquilo que a pessoa faz. Por outras palavras, é o comportamento, e é isto que os comportamentalistas têm vindo a afirmar por mais de meio século”. (Skinner).
  • 3. B. F. Skinner (comportamentalista radical), é talvez um dos psicólogos mais influentes do nosso século. Poucos anos antes de morrer, Skinner abria de novo sobre si o fogo da controvérsia ao queixar-se de três obstáculos históricos que continuam ardilosamente a impedir a conceptualização da psicologia como ciência do comportamento: 1. Psicologia Humanista; 2. Psicoterapia Cognitiva; 3. Psicologia Cognitiva.
  • 4. Historicamente falando, a evolução do paradigma do condicionamento operante teve três momentos que ilustram as principais linhas de força da evolução do paradigma: 1. Trabalhos de Thorndike; 2. Trabalhos de Skinner; 3. Estudos de Greenspoon.
  • 5. Thorndike e a Lei do Efeito
  • 6. Edward L. Thorndike introduziu uma nova perspetiva nos estudos de aprendizagem. Enquanto que a escola russa de reflexologia (Pavlov), estava mais interessada no estudo de respostas reflexas, saber como é novos estímulos contribuíam para ativar respostas já existentes no organismo, Thorndike procurou analisar o processo de aquisição de novas respostas.
  • 7. Thorndike colocou gatos em complexas gaiolas com comida no exterior e às quais os animais podiam escapar através da ativação de mecanismos variados. Ao fim de algum tempo, e após várias tentativas de aleatórias, o animal estava capaz de escapar. O gato era então colocado de novo na gaiola tendo em vista verificar se alguma coisa tinha sido aprendida neste processo de tentativa e erro.
  • 8. Verificava-se que a saída era agora mais rápida e aumentava sucessivamente de rapidez, à medida que se verificavam os ensaios repetidos de prática. Thorndike referiu-se a este processo de aprendizagem de respostas instrumentais, como um processo de ligação ou conexão entre estímulos dados e uma nova resposta e que estas ligações eram fortalecidas ou enfraquecidas em função das consequências ou efeitos do comportamento.
  • 9. A partir daqui surgem as duas principais leis elaboradas por Thorndike: A lei da prática; A lei do efeito.
  • 10. A lei da prática O fortalecimento das conexões entre um estímulo e uma nova resposta depende do número de vezes que o estímulo é emparelhado com a nova resposta.
  • 11. A lei do efeito É através das consequências do comportamento que se reforçam as ligações entre estímulos e respostas.
  • 12. Thorndike introduziu dois aspetos que se iriam revelar fundamentais na implementação do paradigma do condicionamento operante: 1. A centração dos estudos de aprendizagem em respostas instrumentais do organismo, em vez de respostas reflexas. 2. A ênfase no processo regulador dos efeitos e consequências dos comportamentos. Estes dois aspetos vão constituir, em larga medida, os temas inspiradores para as investigações de Skinner.
  • 13. Skinner e os Princípios do Condicionamento Operante
  • 14. Enquanto que para Pavlov toda a aprendizagem se resumia ao estabelecimento de uma ligação entre um estímulo novo e uma resposta reflexa, previamente existente no organismo, para Thorndike a ligação dava-se entre um estímulo e uma nova resposta. Para ambos, no entanto, o estímulo antecedente constituía um elemento fundamental na aprendizagem.
  • 15. Foi no entanto Skinner (1931, 1938) que verificou que o meio não estimula unicamente o comportamento; o meio seleciona o comportamento através das suas consequências. Segundo Skinner, o comportamento é fundamentalmente regulado pelas suas consequências e são estas que ocupam um lugar privilegiado na aprendizagem animal e humana.
  • 16. O estímulo não desencadeia por si só a resposta. É através da associação de um estímulo a uma consequência que o primeiro adquire as propriedades discriminativas de indução de resposta. O estímulo funciona assim como um sinal de da probabilidade da ocorrência de determinadas consequências, aumentando ou diminuindo deste modo a probabilidade de ocorrência de uma resposta.
  • 17. Para estudar as leis da aprendizagem, Skinner foi desenvolvendo, ao longo dos anos, uma série de dispositivos experimentais específicos. O mais famoso, a “caixa de Skinner”, consistia numa gaiola insonorizada, equipada com uma alavanca ligada a um mecanismo fornecedor de alimentação e a um instrumento de registo acumulativo das respostas do animal.
  • 18. O rato branco, sujeito favorito das investigações de Skinner, quando colocado numa caixa deste género, iniciava uma série de movimentos exploratórios até que casualmente tocava na alavanca que acionava a distribuição do alimento. Este comportamento de acionar a alavanca era prontamente seguido de uma consequência agradável: o fornecimento de comida (reforço positivo). Rapidamente o animal aprendia a acionar a alavanca como forma de obter alimentação.
  • 19. O reforço positivo da alimentação aumentou rapidamente a frequência da resposta instrumental de acionar a alavanca.
  • 20. Para complicar a situação, Skinner fez com que o dispensador de comida e a respetiva alavanca só funcionassem quando fosse previamente apresentado um sinal luminoso. Após alguns ensaios, verificou-se que o animal passava a acionar a alavanca unicamente após a apresentação dessa luz. A luz transformou-se assim num estímulo discriminativo, sinalizando a probabilidade da ocorrência de uma determinada consequência.
  • 21. Após repetidas pressões na barra sem a apresentação de quaisquer consequências (extinção), o animal deixava rapidamente de exibir a resposta instrumental previamente adquirida.
  • 22. Através deste conjunto simples, mas eficaz, de experiências, Skinner (1938), chegava à formulação das duas principais leis do paradigma do condicionamento operante: 1. Quando a ocorrência de um comportamento é seguida da apresentação de uma consequência reforçadora, a força deste comportamento aumenta; 2. Quando a ocorrência de um comportamento, anteriormente fortalecida por um processo de condicionamento, deixa de ser seguida de uma consequência reforçadora, a força do comportamento diminui.
  • 23. Greespoon e o Comportamento Verbal
  • 24. Os trabalhos inicias de Skinner foram realizados com sujeitos não humanos para evitar aquilo que Skinner referiu como “contaminação verbal” (Skinner, 1987). No entanto, o a contaminação verbal acabou por acontecer e o comportamento verbal começou a ser sistematicamente investigado no âmbito do paradigma do condicionamento operante.
  • 25. Com Skinner, o comportamento verbal adquiriu o estatuto de resposta de pleno direito em lugar de aparecer unicamente como revelador de estados internos ou variáveis intervenientes: “(…) um ponto de vista mais produtivo é o de conceber o comportamento verbal como comportamento. Estes comportamento tem uma característica especial porque é reforçado pelos seus efeitos nas pessoas; primeiro nas outras pessoas, mas eventualmente no sujeito falante” (Skinner).
  • 26. No entanto, foi Joel Greenspoon quem, pela primeira vez, refletiu sistematicamente sobre as implicações clínicas da conceptualização operante do comportamento verbal concluindo que: É possível, através da manipulação contingencial e sistemática das consequências, produzir novas aprendizagens e extinguir aprendizagens anteriormente adquiridas, quer estas aprendizagens se revelem sob a forma de comportamento motor, quer sob a forma de respostas verbais complexas.
  • 27. Conceitos Fundamentais
  • 28. À semelhança daquilo que já acontecia com o paradigma do condicionamento clássico, há alguns princípios à volta dos quais se organiza grande parte da elaboração conceptual do paradigma do condicionamento operante e da qual resultam as principais técnicas de intervenção terapêutica.
  • 29. No condicionamento operante há três noções extremamente importantes: 1. Os estímulos discriminativos ou circunstâncias que indicam ao sujeito a probabilidade da ocorrência de uma determinada consequência. 2. A resposta operante ou ação instrumental do sujeito; 3. As consequências da resposta operante ou instrumental do sujeito. Daqui resultam várias contingências que se constituem os conceitos fundamentais do paradigma do condicionamento operante: reforço, escalas de reforço, punição, extinção e controlo do estímulo.
  • 30. Reforço Dá-se o nome de reforço a uma consequência de um comportamento que tem como efeito aumentar a frequência, duração ou intensidade desse comportamento. A frequência, duração ou intensidade desse comportamento é, na perspetiva do condicionamento operante, orientada por dois conceitos fundamentais: a busca do prazer e a fuga à dor.
  • 31. Assim, a busca do prazer tem a ver com aquilo que se entente por reforço positivo, e que se define pelos acontecimentos que são apresentados após a resposta e que aumentam a sua frequência, duração ou intensidade. A fuga à dor tem a ver com o reforço negativo, que consiste no acontecimento que põe fim a uma situação aversiva aumentando, em consequência, o comportamento precedente.
  • 32. Escalas de Reforço As escalas de reforço referem-se aos programas através dos quais o reforço é administrado. Existem fundamentalmente dois grandes grupos de escalas ou programas de reforço: escalas de reforço contínuo e escalas de reforço intermitente. Enquanto que nas escalas de reforço contínuo todas as respostas operantes são seguidas do reforço, nas escalas de reforço intermitente somente algumas das respostas são seguidas de reforço.
  • 33. Os programas de reforço contínuo são fundamentais na aquisição de um comportamento mas, no entanto, são pouco resistentes aos processos de extinção. Pelo contrário os programas de reforço intermitente, principalmente os de proporções e intervalos variáveis, dificultam consideravelmente os processos de extinção.
  • 34. Punição Consiste na apresentação de um acontecimento aversivo ou na retirada de um estímulo positivo como consequência pela emissão de uma determinada resposta operante, conduzindo em ambos os casos à diminuição da frequência, duração ou intensidade do comportamento.
  • 35. Extinção Consiste em fazer com que uma determinada resposta deixe de ser seguida do respetivo reforço. Por outras palavras, quando uma determinada resposta operante é seguida de determinadas consequências e, a partir de determinada altura, se retiram essas consequências, estamos perante um procedimento contingencial de extinção. A consequência natural deste processo é o enfraquecimento gradual da resposta operante.
  • 36. Controlo do Estímulo Os comportamentos são também controlados pela apresentação de estímulos antecedentes. Desde que repetidamente associados com determinada consequência, os estímulos antecedentes tornam-se estímulos discriminativos para a probabilidade de ocorrência de uma determinada resposta.
  • 37. O processo de reforço diferencial refere-se ao reforço de uma resposta na presença de um estímulo e do não reforço dessa mesma resposta quando na presença de outros estímulo. O estímulo que é associado com o reforço é designado de estímulo discriminativo, ao passo que o estímulo cuja presença é associada com o não reforço é designado de estímulo delta. Quando uma resposta é diferencialmente controlada por estímulos antecedentes, o comportamento é considerado como estando sobre o controlo do estímulo.
  • 38. Pressupostos
  • 39. Também o condicionamento operante é orientado por um conjunto de pressupostos acerca do comportamento humano, do seu desenvolvimento e da sua transformação.
  • 40. Pressuposto do Condicionamento Operante Pressuposto central do paradigma e estabelece que os comportamento humanos e animais são fundamentalmente regulados pelas suas consequências. São as consequências do meio que selecionam os comportamentos a ser desenvolvidos.
  • 41. Sempre que as consequências de um determinado comportamento forem reforçadas pelo meio, aumenta a probabilidade desse comportamento. Pelo contrário, sempre que um comportamento é seguido de consequências punitivas diminui a probabilidade de emissão futura desse comportamento.
  • 42. Pressuposto da Extinção Sempre que um determinado operante deixa de ser seguido de um acontecimento reforçador, diminui progressivamente a probabilidade de emissão desse operante. Assim, a retirada das consequências que fortaleceram um comportamento poderá inverter o sentido da aprendizagem, conduzindo ao desaparecimento de uma resposta instrumental previamente adquirida.
  • 43. Pressuposto da Transformação de Operantes Todos os comportamento humanos, normais ou patológicos, simples ou complexos, verbais ou não verbais, podem ser operacionalizados em unidades comportamentais discretas. Igualmente é possível identificar as consequências que mantêm esses comportamentos, bem como a presença de estímulos discriminativos indicadores da probabilidade de ocorrência dessas consequências.
  • 44. Torna-se assim possível desenvolver planos terapêuticos ou educacionais tendo em vista o aumento ou diminuição da probabilidade desses comportamentos, através da manipulação dos estímulos discriminativos e das respetivas consequências.
  • 45. Implicações Terapêuticas
  • 46. As principais estratégias operantes são técnicas que procuram a diminuição ou aumento de um comportamento através da manipulação das consequências e dos estímulos discriminativos. Três momentos são essenciais na formulação de uma estratégia operante de modificação de um comportamento: 1. Avaliação e conceptualização comportamental; 2. Organização de estratégias para diminuição da frequência, duração ou intensidade de um comportamento; 3. Organização de estratégias para o aumento da frequência, duração ou intensidade de um comportamento.
  • 47. Avaliação e Conceptualização Comportamental Há três momentos importantes numa avaliação e conceptualização comportamental: 1. Definição operacional dos comportamentos; 2. Avaliação das relações contingenciais; 3. Conceptualização da estratégia terapêutica.
  • 48. Definição Operacional dos Comportamento Consiste em traduzir um comportamento em unidades motoras discretas e objetivas, suscetíveis de observação e acordo independente. Antes de iniciar um programa de modificação dos comportamentos, procura definir operacionalmente o reportório comportamental do cliente, com particular incidência nos comportamentos em défice e/ou em excesso.
  • 49. Avaliação das Relações Contingenciais Uma vez definidos operacionalmente os comportamentos e selecionados aqueles que se pretendem modificar, o terapeuta deverá proceder à análise das relações contingenciais que mantêm esses comportamento, através da identificação de: 1. Estímulos antecedentes discriminativos elicitadores dos comportamentos alvo; 2. Consequências ambientais dos comportamentos alvo. Recorrendo a esta análise funcional dos comportamentos é possível identificar os fatores responsáveis pela sua regulação, chegando assim à conceptualização de uma estratégia de intervenção adequada.
  • 50. Conceptualização das Estratégias Operantes A definição operacional dos comportamentos e a sua análise funcional permite a identificação de 3 fatores: 1. Comportamentos que se pretendem fortalecer ou aumentar; 2. Comportamentos que se pretendem enfraquecer ou diminuir; 3. Estímulos discriminativos e consequências reguladoras de cada um dos comportamentos.
  • 51. A partir daqui torna-se facilmente exequível a conceptualização de uma estratégia terapêutica que permita a eliminação dos comportamentos indesejáveis e a sua substituição por comportamentos alternativos desejáveis. Basta, para tal, programar a alteração dos estímulos antecedentes e das respetivas consequências.
  • 52. Para o terapeuta operante a avaliação é indissociável da intervenção. De uma avaliação e conceptualização comportamental adequada deverão resultar, com grande clareza, as estratégias terapêuticas a implementar. Essas estratégias, como já foi visto, podem dividir-se em: 1. Estratégias para diminuir a frequência, duração ou intensidade dos comportamentos; 2. Estratégias para aumentar a frequência, duração ou intensidade dos comportamentos
  • 53. Estratégias para a diminuição da frequência, duração ou intensidade de um comportamento As estratégias para diminuir a frequência, duração ou intensidade de um comportamento só fazem sentido quando usadas em concordância com estratégias intencionalizadas para fortalecer comportamentos alternativos desejáveis. São elas: Extinçao; saciação; super-correção/pratica positiva; custo de resposta; time-out e estimulação aversiva.
  • 54. Extinção Definição: Enquanto técnica terapêutica, a extinção consiste na retirada de todos os reforços que se encontram a manter um determinado comportamento problema. Condições: É necessária a identificação adequada das fontes de reforço. A retirada do reforço necessita de ser consistente e sistemática, de modo a que o comportamento não passe a ser intermitentemente reforçado.
  • 55. Processo: O processo consiste na extinção, sistemática e consistente, por todos os agentes diretos ou indiretos da intervenção, de todos os reforços responsáveis pela manutenção do comportamento. No inicio do processo de extinção verifica-se um aumento dramático do comportamento problema, assistindo-se depois a um progressivo esbatimento. Limitações: A extinção não deve ser utilizada quando o aumento inicial do comportamento – problema levanta sérios riscos para a pessoa ou para os outros.
  • 56. Extinção (aplicação prática) A utilizar unicamente nas situações em que um aumento inicia da frequência, duração ou intensidade do comportamento não levante grandes problemas. 1. Seleção dos reforços positivos que mantêm o comportamento; 2. Esclarecimento de todos os agentes da intervenção (psicólogos, enfermeiros, colegas, pais, professores, etc.) acerca dos reforços responsáveis pela manutenção do comportamento;
  • 57. 3. Negociação para a extinção, sistemática e consistente, de todos os reforços identificados, por todos os agentes diretos ou indiretos da intervenção e esclarecimento acerca do processo de extinção (i.e., aumento inicial dos comportamentos-problema); 4. Início e manutenção do processo de extinção até que o comportamento atinja o objetivo definido previamente; o comportamento problema deverá ser ignorado, de forma consistente e sistemática, por todos os agentes diretos ou indiretos da intervenção.
  • 58. Saciação Definição: Consiste no fornecimento ao cliente, de uma superabundância dos reforços que estão a manter o comportamento, de modo a que estes percam o seu valor reforçador e assim se consiga a diminuição ou eliminação do comportamento. Condições: Para além da identificação das fontes adequadas de reforço é necessário que os reforços que mantêm o comportamento sejam potencialmente saciáveis.
  • 59. Processo: Fornecimento, imediatamente após a realização do comportamento-problema, de grandes quantidades de reforço. Tal como para o processo de extinção, assiste-se aqui também a um aumento inicial do comportamento problema, seguido de um esbatimento progressivo. Limitações: Esta técnica não deve ser utilizada em circunstâncias onde os reforços não sejam objeto de saciação, ou quando a administração excessiva de reforço possa apresentar riscos para o indivíduo ou para o meio.
  • 60. Saciação (aplicação prática) A utilizar com reforços potencialmente saciáveis e nas situações em que o fornecimento abundante de reforço não levante problemas para o cliente ou para a comunidade. 1. Identificação dos reforços positivos que mantêm o comportamento; 2. Esclarecimento de todos os agentes da intervenção (psicólogos, enfermeiros, colegas, pais, professores, etc.) acerca dos reforços responsáveis pela manutenção do comportamento;
  • 61. 3. Negociação para o fornecimento em grandes quantidades de um modo sistemático e consistente, de todos os reforços identificados, por todos os agentes diretos ou indiretos da intervenção e esclarecimento acerca do processo. 3. Início e manutenção do processo de saciação até que o comportamento atinja o objetivo definido previamente; forncecimento insistente de tantos reforços quantos possíveis por todos os agentes diretos ou indiretos da intervenção.
  • 62. Super-correção / Prática positiva Definição: Consiste na correção, para uma situação melhor que a original, dos efeitos negativos que o comportamento indesejável teve no meio. Condições: É necessária a identificação operacional das consequências ambientais do comportamento, bem como das respostas de restituição. É desejável que a resposta de correção consista numa atividade útil para o cliente.
  • 63. Processo: A resposta de restituição deve ser aplicada tão rapidamente quanto possível, após a realização do comportamento-problema. Limitações: Esta técnica não é praticável quando o comportamento não tem um impacto visivelmente negativo no meio.
  • 64. Super-correção / prática positiva (aplicação prática) A usar em situações nas quais o comportamento provoca prejuízos para outros indivíduos ou para a comunidade. 1. Identificação das perturbações ou prejuízos causados pelo comportamento-problema; 2. Restituição, ou reparo pelo cliente, tão imediato quanto possível, dos danos causados pelo comportamento-problema ou, em alternativa, realização de comportamento positivos para a comunidade.
  • 65. Custo de Resposta Definição: Consiste na retirada de reforços previamente adquiridos, como consequência pela realização de um comportamento indesejável. Condições: É necessário que o cliente disponha de um leque suficiente de reforços positivos que possam ser facilmente manipuláveis.
  • 66. Processo: Os custos deverão ser realistas e aplicados, tanto quanto possível imediatamente após a realização do comportamentoproblema; os reforços não deverão ser objeto de fácil reaquisição. Limitações: Esta técnica é impraticável sempre que a quantidade de reforços valorizados pelo sujeito é extremamente reduzida.
  • 67. Custo de Resposta (aplicação prática) A usar sempre que se torne possível punir o cliente através da perda de reforços por ele valorizados. 1. Identificação dos reforços positivos valorizados pelo cliente; 2. Negociação com o cliente acerca dos custos de determinada resposta ou comportamento. Os custos deverão ser realistas e valorizados pelo cliente. 3. Implementação do processo de custo de resposta; os custos deverão ser aplicados tão imediatamente quanto possível, após realização dos comportamentos-problema, e não deverão ser objeto de fácil reaquisição.
  • 68. Time-out Definição: Consiste em retirar ao cliente, como consequência pela realização de um comportamento indesejável, a oportunidade de este ser reforçado positivamente, durante um certo período de tempo. Condições: Para a eficácia desta técnica é necessário que o lugar ou atividade, do qual o sujeito é retirado, seja reforçador para ele, enquanto que a área de isolamento ou área de time-out deverá ser livre de qualquer reforço positivo.
  • 69. Processo: Após a realização do comportamento na área reforçadora, o sujeito deverá ser colocado imediatamente na área livre de reforços, por um período de duração média. Limitações: Só é possível usar esta técnica em situações nas quais for adequado ou exequível o isolamento do cliente de todos as potenciais fontes de reforço.
  • 70. Time-Out (aplicação prática) A usar sempre que se torne possível isolar o cliente de todas as principais fontes de reforço. 1. Identificação de uma situação, espaço ou área completamente livre de reforços positivos; 2. Após a realização do comportamento-problema numa área potencialmente reforçadora, retirar o cliente, tão imediatamente quanto possível para a área de time-out. 3. Manter o cliente na área de time-out por períodos de duração média (entre 5 a 20 minutos).
  • 71. Estimulação Aversiva Definição: Consiste na aplicação de um estímulo aversivo como consequência pela realização de um comportamento indesejável. Condições: O estímulo aversivo deverá ser curto, de intensidade média e aplicado imediatamente após a realização do comportamento-problema.
  • 72. Processo: A aplicação da estimulação aversiva deverá ser imediata e contínua até à supressão total do comportamento. Limitações: A estimulação aversiva tem, em grande parte dos casos, efeitos unicamente imediatos, podendo ainda desencadear reações emocionais negativas. A usar unicamente em situações em que o comportamento é altamente perigoso para o indivíduo ou para a sociedade. Estas duas últimas estratégias, time-out e estimulação aversiva, devido ao seu caracter punitivo deverão ser utilizadas apenas em último recurso.
  • 73. Estimulação Aversiva (aplicação prática) A usar unicamente nas situações em que o comportamento é altamente perigoso para o indivíduo ou para a sociedade e sempre que não haja a possibilidade de recorrer a outros métodos de intervenção. 1. Identificação de estímulos punitivos para o cliente em causa; 2. Informar o cliente acerca das contingências a serem aplicadas; 3. Aplicação contínua e imediata da punição, até à supressão total do comportamento; 4. Sempre que possível, emparelhar a punição com um sinal de controlo e aviso, para que possa ser este a adquirir, no futuro as propriedade punitivas.
  • 74. Estratégias para o aumento da frequência, duração ou intensidade de um comportamento As principais técnicas utilizadas para o fortalecimento do comportamento são: Reforço positivo, reforço negativo, moldagem e esbatimento.
  • 75. Reforço Positivo Definição: Sob o ponto de vista técnico, o reforço positivo consiste na apresentação de uma consequência positiva contingente à realização do comportamento desejável. Condições: Como condição para a aplicação desta técnica é unicamente necessário que o terapeuta tenha disponíveis, para a sua manipulação, um número e variedade suficientes de reforços positivos.
  • 76. Processo: O processo deverá ser iniciado pela aplicação imediata e contínua do reforço passando-se de seguida para uma administração intermitente e variável. Limitações: Sempre que os únicos reforços identificados sejam reforços primários, esta técnica poderá provocar grande dependência dos clientes em relação às fontes de reforço.
  • 77. Reforço Positivo (aplicação prática) A utilizar sempre que haja a necessidade de aumentar a frequência, duração ou intensidade de um comportamento e sempre que se torne possível a identificação de um número suficiente de reforços positivos. 1. Identificação e seleção de uma grande variedade de reforços positivos para o cliente; 2. Negociação, para a aplicação sistemática e consistente, dos reforços pela realização do comportamento-alvo, por todos os agentes diretos ou indiretos da intervenção.
  • 78. 3. Iniciar o processo através da aplicação imediata e contínua do reforço, após a realização do comportamento; 4. Passar progressivamente para a administração do reforço em escalas intermitentes variáveis;
  • 79. Reforço Negativo Definição: Consiste em retirar ao cliente uma estimulação negativa como consequência pela realização de um comportamento apropriado. Condições: Visto que esta situação envolve a colocação ou criação de situações aversivas, é necessário a existência de uma grande motivação do cliente para a mudança.
  • 80. Processo: O cliente deverá ser colocado numa situação aversiva que deverá ser imediatamente terminada, contingencialmente à realização do comportamento apropriado. Limitações: Uma vez que se verifica aqui unicamente um processo de aprendizagem por evitamento, esta técnica deverá ser somente utilizada na aquisição de respostas adaptativas de evitamento (e.g. deixar de fumar, beber, drogas, etc.)
  • 81. Reforço Negativo (aplicação prática) A usar sempre que se torne necessário desenvolver respostas adaptativas de evitamento (e.g. deixar de fumar, deixar de beber, etc.) 1. Identificação de estímulos ou situações aversivas para o cliente; 2. Negociação ou instruções ao cliente sobre o comportamento que irá pôr fim à situação aversiva; 3. Colocação do cliente na situação ou condição aversiva; 4. Terminar a estimulação aversiva contingencial e imediatamente após a realização do comportamento apropriado.
  • 82. Moldagem Definição: Consiste no reforço dos comportamentos que constituem aproximações progressivas ao comportamento-alvo terminal. Condições: É necessário que o terapeuta seja capaz de identificar e operacionalizar várias aproximações ao comportamento alvo.
  • 83. Processo: O terapeuta deverá decompor o comportamento-alvo terminal em várias aproximações e reforçar imediata e continuamente o cliente por cada uma das aproximações. Limitações: Esta técnica só poderá ser utilizada nas situações em que se torne possível definir aproximações sucessivas a um comportamento terminal.
  • 84. Moldagem (aplicação prática) A usar sempre que se torne necessário decompor um comportamento em várias etapas de aproximação sucessivas. 1. Decompor o comportamento-alvo desejável em várias etapas de aproximação sucessiva; 2. Definir a primeira aproximação e reforçar o cliente imediatamente, pela realização da primeira aproximação. 3. Passar para a aproximação seguinte, reforçando igualmente a sua realização, e assim, sucessivamente até à realização do comportamento terminal; 4. Uma vez atingindo o comportamento terminal, passar progressivamente de um processo de reforço contínuo para intermitente variável.
  • 85. Esbatimento Definição: Consiste na passagem progressiva do controlo de um comportamento das consequências para os estímulos antecedentes discriminativos. Condições: É necessário a identificação ou construção de sinais susceptíveis de anunciar as probabilidades de uma determinada consequência.
  • 86. Processo: Tornar evidente a presença de estímulos discriminativos e emparelhá-los com o reforço contínuo dos comportamentos apropriados, esbatendo progressivamente o reforço. Limitações: Em determinadas situações, o cliente pode ficar extremamente dependente dos estímulos discriminativos antecedentes, pelo que se torna também necessário o seu progressivo esbatimento, por forma a que o controlo passe do estímulo para a pessoa.
  • 87. Esbatimento (aplicação prática) Sempre que se procure fazer com que o comportamento passe para o controlo de um sinal verbal ou não-verbal. 1. Identificar os sinais que servem de estímulo discriminativo para a realização do comportamento apropriado; 2. Identificar os sinais que servem de estímulo discriminativo para a realização de comportamentos apropriados; 3. Remover os sinais que servem de estímulo discriminativo para a realização dos comportamentos apropriados;
  • 88. 4. Tornar mais evidentes os sinais que servem de estímulo discriminativo para a realização do comportamento apropriado; 5. Emparelhar a apresentação dos sinais discriminativos com o reforço contínuo dos comportamento apropriados; 6. Esbater progressivamente o reforço, mantendo a apresentação dos sinais discriminativos.
  • 89. Sequência Sugerida 1ª e 2ª sessões – Recolha de informação; 3ª sessão – Identificação e operacionalização dos comportamentosalvo; 4ª sessão – Introdução de estratégias operantes.
  • 90. Para todos os comportamentos é importante saber: • Descrição geral da situação; • Detalhes específicos acerca das respostas verbais e não verbais do cliente nessa situação; • Detalhes específicos acerca de quais seriam as respostas verbais e não verbais mais apropriadas nessas situações; Situação • Comportamenta Atual Comportamento Ideal do Cliente Identificação das consequências que mantêm o comportamento.