Ao ler essa mensagem, lembrei-me   da sabedoria de Carmita.  Ela sempre soube valorizar e enaltecer a mulher sem   menospr...
O Homem  e  a Mulher
O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono; Para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz luz; o coração o amor.  A luz fecunda. O amor ressuscita.
O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude trad...
O homem tem a supremacia;  a mulher a preferência. A supremacia  representa força;  a preferência o direito.
O homem é forte pela razão;  a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.
O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
O homem é o código; a mulher o evangelho.  O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo;  a mulher um sacrário.  Ante o templo, nós nos descobrimos;  ante o sacrário, ajoelhamos-nos.
O homem pensa; a mulher sonha.  Pensar é ter cérebro;  sonhar é ter na fronte uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem pérola que o embeleza;  o lago tem a poesia que o deslumbra.
O homem é uma águia que voa;  a mulher um rouxinol que canta.  Voar é dominar os espaços;  cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia e a esperança salva.
Enfim,
O homem está colocado onde termina a terra; A mulher onde começa o céu ... (Victor Hugo 1801-1885)
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O Homem e a Mulher by Victor Hugo

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    VICTOR HUGO (VICTOR MARIE HUGO) : 1802-1885
    Victor Hugo (1802-1885), poeta, novelista e dramaturgo francês cujas volumosas obras constituíram para um grande impulso, possivelmente o maior dado por uma obra singular, ao romantismo da França.

    Hugo nasceu em 26 de fevereiro de 1802, no Besançon, e foi educado com muitos tutores particulares e também em escolas privadas de Paris. Era um menino precoce, que com idade muita curta decidiu converter-se escritor. Em 1817, a Academia Francesa lhe premiou um poema, e, cinco anos mais tarde publicou seu primeiro volume de poemas, 'Odes e poesias diversas', que fez muito sucesso. No prefácio de seu extenso drama histórico, Cromwell (1827), Hugo expõe uma chamada à liberação das restrições que impunham as tradições do classicismo. Esta chamada se converteu muito em breve no manifesto do romantismo. A censura recaiu sobre a segunda peça teatral de Hugo, Marion do Lorme (1829), apoiada na vida de uma cortesã francesa do século XVII. Isso aconteceu porque a obra era muito liberal. Hugo se ressarciu da censura em 25 de fevereiro de 1830, quando sua peça teatral em verso, Hernani, teve uma tumultuosa estréia que assegurou o êxito do romantismo. Hernani foi adaptada pelo compositor italiano Giuseppe Verdi, e deu como resultado sua ópera, Ernani (1844). O período 1829-1843 foi o mais produtivo da carreira de Victor Hugo. Sua grande novela histórica, Nossa Senhora de Paris (1831), um conto que se desenvolve em Paris, no século XV, fez-lhe famoso e lhe conduziu à nomeação de membro da Academia Francesa, em 1841. Em outra novela desta etapa, Claude Gueux (1834), condenou eloqüentemente os sistemas penal e social da França de seu tempo. Escreveu vários volumes de poesia líricas, que foi muito bem recebida. Entre elas se destacava: Orientais (1829), Folhas de outono (1831), Os cantos do crepúsculo (1835) e Vozes interiores (1837). Peças teatrais de grande êxito : O rei se diverte (1832), adaptado pelo Verdi em sua ópera Rigoletto (1851), o drama em prosa, Lucrecia Borgia (1833) e o melodrama Ruy Blas (1838). Em troca, sua obra, Os Burgraves (1843) foi um enorme fracasso.

    Com o desgosto de Hugo pelo fracasso desta obra, nesse mesmo ano acontece a morte de sua irmã maior e do marido dela, ambos afogados. Afastou-se da poesia e se dedicou de um modo mais ativo à política. Ele, em sua juventude, tinha sido monárquico. Em 1845 foi renomado par da França pelo rei Luis Felipe, mas quando se produziu a revolução de 1848, Hugo já era republicano. Em 1851, depois do fracasso da revolta contra o presidente Luis Napoleão, mais tarde imperador com o nome do Napoleão III, Hugo teve que emigrar para a Bélgica. Em 1855 deu começo ao seu comprido exílio de quinze anos na ilha de Guernsey.

    Durante estes anos, Hugo escreveu a feroz sátira, Napoleão o pequeno (1852), os poemas satíricos, Os castigos (1853), o livro de poemas líricos, As contemplações (1856) e o primeiro volume de seu poema épico, A lenda dos séculos (1859-1883). Em Guernsey completou sua mais extensa e famosa obra, Os miseráveis (1862), uma novela que descreve vividamente, ao tempo de condenação, a injustiça social da França do século XIX.

    Hugo retornou a França depois da queda do Segundo Império, em 1870, e reatou sua carreira política. Foi eleito primeiro para a Assembléia Nacional, e mais tarde para o Senado. Entre as obras mais destacáveis de seus últimos quinze anos, se contam, O noventa e três (1874), uma novela sobre a Revolução Francesa; e A arte de ser avô (1877), conjunto de poemas líricos a respeito de sua vida familiar.

    As obras do Víctor Hugo marcaram um decisivo marco no gosto poético e retórico das jovens gerações de escritores franceses, e ainda é considerado como um dos poetas mais importantes deste país. Depois de sua morte, na época de 22 de maio de 1885, em Paris, seu corpo permaneceu exposto sob o Arco do Triunfo, e foi deslocado, segundo seu desejo, em um mísero carro fúnebre, até o Panteão, onde foi enterrado junto a alguns dos mais célebres cidadãos franceses.
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  1. 1. Ao ler essa mensagem, lembrei-me da sabedoria de Carmita. Ela sempre soube valorizar e enaltecer a mulher sem menosprezar ou diminuir o homem . Olhem que beleza - a música é linda
  2. 2. O Homem e a Mulher
  3. 3. O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais.
  4. 4. Deus fez para o homem um trono; Para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.
  5. 5. O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz luz; o coração o amor. A luz fecunda. O amor ressuscita.
  6. 6. O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível.
  7. 7. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema. A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
  8. 8. O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa força; a preferência o direito.
  9. 9. O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.
  10. 10. O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima.
  11. 11. O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
  12. 12. O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamos-nos.
  13. 13. O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.
  14. 14. O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.
  15. 15. O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma.
  16. 16. O homem tem um farol: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia e a esperança salva.
  17. 17. Enfim,
  18. 18. O homem está colocado onde termina a terra; A mulher onde começa o céu ... (Victor Hugo 1801-1885)

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