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Pps 5 presbiterato e ministério pastoral na igreja metodista

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Transcript

  • 1. P.O.V. 2011 Instituto Educacional Bispo Scilla Franco Ministério Pastoral na Igreja Metodista 5a Região Eclesiástica
  • 2. PRESBITERATO e MINISTÉRIO PASTORAL na Igreja Metodista uma breve reflexão
  • 3. Se perguntarmos a um/a leigo/a da igreja qual a diferença entre um/a presbitero/a e um/a pastor/a, você acha que ele/a está habilitado para responder? E você? Sente-se seguro para responder esta questão?
  • 4. COMPARTILHAMENTO Trabalho em Grupo Em grupos pequenos, todos compartilharão sobre seu conhecimento prévio do tema. Em seguida, representantes de cada grupo compartilharão rapidamente as afirmações colhidas
  • 5. Ao analisar os Cânones 2007 ( versão eletrônica ) verificamos que os membros da “Ordem Presbiteral” (artigos 24 à 33) tem praticamente os mesmos direitos e deveres que os membros do “Ministério Pastoral” (artigos 34 à 41), exceto: ser bispo, SD e membro ao Concílio Geral. Ambos são classificados como membros clérigos. Vejamos:
  • 6. Art. 24. Ordem Presbiteral é a categoria eclesiástica clériga, na qual a Igreja Metodista, com a autoridade e direção do Espírito Santo, acolhe, em nome de Deus, sem distinção de sexo, os membros que ela reconhece vocacionados para o santo ministério da Palavra e dos Sacramentos e outros ministérios por ela reconhecidos, ordenando-os para o desempenho da Missão.
  • 7. Art. 34. Ministério Pastoral é a categoria eclesiástica clériga na qual a Igreja reconhece, dentre seus membros, homens ou mulheres, pessoas vocacionadas para o exercício do pastorado e, após sua formação e experiência probatória, os consagra para a missão.
  • 8. Como vimos, os Cânones não aprofundam a especificidade da Ordem Presbiteral e do Ministério Pastoral. Entender a diferença entre ser ordenado/a presbítero/a e consagrado/a pastor/a, no contexto da Igreja Metodista contemporânea, é uma tarefa difícil e muito complexa.
  • 9. PORTANTO, não temos a pretensão de esgotar o tema ou resolver a questão. Investiremos tempo nesta reflexão, com o objetivo de introduzir o assunto.
  • 10. PARA TAL, utilizaremos dois textos bases: “ A Ordem Presbiteral na Igreja Metodista Contemporânea – Uma Abordagem a partir da Teologia Prática” 1) Dissertação de mestrado do Revmo. Bispo Stanley da Silva Moraes (SSM), intitulada:
  • 11. “ Dons e Ministérios: uma estrutura organizacional que visa realizar a missão de Deus” 2) Monografia final de curso – Bacharel em Teologia do Rev. Paulo Dias Nogueira (PDN), intitulada :
  • 12. Analisaremos, portanto, o desenvolvimento deste ministério ordenado nos seguintes momentos históricos: Iniciaremos a reflexão levando em conta que o ministério ordenado (ordinário -Presbiterato) é muito anterior ao ministério não ordenado (especial – Ministério Pastoral)
  • 13. 2) Igreja Primitiva 3) Início do Metodismo 4) Igreja Metodista Contemporânea 1) Ministério de Jesus
  • 14. O movimento de Jesus é peripatético. 1) Ministério de Jesus Ele é o ministro por excelência, ordenado diretamente por Deus, que realiza a missão divina. Ele vocaciona (chama) um grupo de pessoas, dentre as quais ordena 12 homens, que foram chamados de apóstolos.
  • 15. Estrutura Organizacional da Igreja Primitiva: 2) Igreja Primitiva a) Carismática: Eclesiologia especificamente Paulina b) Hierárquica: Eclesiologia das Cartas Pastorais
  • 16. Ordenação e sucessão apostólica 2) Igreja Primitiva O Colégio Apostólico (CA), reunido elegeu, um substituto para o lugar de Judas. O CA, reunido ordenou aqueles que seriam os diáconos (serviço das mesas). Os apóstolos formaram lideranças que vieram a sucedê-los na missão.
  • 17. 3) Início do Metodismo João Wesley Ministro ordenado da Igreja Anglicana Crescendo o número dos convertidos, mesmo a contragosto, os Wesley’s admitem leigos para cuidar dos mesmos. No início, poderiam exortar, mas não pregar. Depois foram liberados. Os irmãos Wesley’s (João e Carlos) organizam o movimento metodista por toda a Inglaterra.
  • 18. 3) Início do Metodismo Os Wesley’s investiam tempo na formação e exame dos pregadores leigos. Só eram aceitos os que tivessem a “graça, dons e os frutos”. Com o distanciamento do movimento metodista da igreja oficial, veio a faltar clérigos. Para eles o ministério ordenado/ordinário (ministros anglicanos) tinham a responsabilidade sacerdotal. Os pregadores metodistas desenvolviam um ministério extraordinário (profético).
  • 19. 3) Início do Metodismo A situação era mais grave da América do Norte, com 15.000 metodistas (1784). Concomitantemente, desafiou Thomas Coke a assumir um ministério Episcopal João Wesley designou Francis Asbury (leigo) como seu Assistente Geral para a América. Conferência de 1784, foi organizada a IM Episcopal, elegendo Asbury e Coke como seus bispos.
  • 20. 3) Início do Metodismo Este fato (eleição de bispos) apesar de dramático, demonstra o quanto o ministério do presbítero é uma ordem essencial, segundo João Wesley, para a vida e missão da igreja. O objetivo da “Ordem” era assegurar a unidade, a sucessão apostólica, a boa pregação da Palavra e a correta ministração dos sacramentos.
  • 21. 4) Igreja Metodista Contemporânea “ Para o cumprimento do serviço apostólico, eles (pastores e pastoras) recebem a tarefa de reunir e edificar o corpo de Cristo através da pregação e do ensino da Palavra de Deus, bem como pela celebração dos sacramentos, e de dirigir a vida da comunidade no culto divino, na missão e no serviço prestimoso aos outros homens. Portanto, os membros ordenados da Igreja servem à ... Citação: Viver a Graça de Deus...
  • 22. 4) Igreja Metodista Contemporânea ...comunidade, procedem dela e são encarregados de equipar os membros da comunidade para o serviço da mesma (Ef 4.4). À pergunta: por que é necessário um ministério ordenado?, pode-se responder: Para que a igreja continue capaz de agir em todos os seus membros e cumprir as suas tarefas com responsabilidade”.
  • 23. 4) Igreja Metodista Contemporânea Analisaremos as decisões conciliares da Igreja Metodista brasileira, nos últimos anos (1965-2007) procurando entender o Ministério Ordenado e o surgimento do Ministério Pastoral
  • 24. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1965 e 1970 A igreja desse período tem duas Ordens”: 1) Presbiteral – Clériga 2) Diaconal – Leiga As duas ordens estão ligadas ao culto – são serventuárias do culto.
  • 25. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1965 e 1970 A Diaconal absorve a categoria “provisionado”, um pastor presente na legislação anterior. As duas ordens recebiam nomeações e eram sustentadas pela igreja.
  • 26. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1971 e 1974 A Igreja passa a chamar-se Igreja Metodista A Ordem presbiteral, até então composta só por homens, passa a ser sem distinção de sexo Estabelece-se o regime de Tempo Integral e de Tempo Parcial – Presbíteros e Diáconos.
  • 27. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1975 e 1978 A Ordem Diaconal deixa de dar acesso ao pastorado. Ela volta-se exclusivamente para a prestação de serviços especiais, na realização da Missão. O bispo pode nomear estudante de teologia para o pastorado.
  • 28. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1975 e 1978 É criada a categoria de “Pastor Suplente”. O bispo pode nomear um membro leigo de uma igreja local como pastor local de dedicação voluntária. Os diáconos que desejassem, poderiam migrar para “Pastor Suplente”
  • 29. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1979 e 1982 Pastor Suplente deixou de existir. Foi estabelecida a possibilidade de um evangelista ser nomeado Pastor-Evangelista, semelhante ao Pastor Local de dedicação voluntária. Pastor local de dedicação voluntária deixa de existir.
  • 30. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1983 e 1987 Na falta de membro clérigo, evangelista pode ser nomeado pastor-evangelista. Pode ser nomeado pastor, aluno de instituição de preparo bíblico-teológico, cumprindo alguns requisitos.
  • 31. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1983 e 1987 Nesse momento a igreja acolheu muitos pastores evangelistas No início, estes assumiam lugares onde o bispo não conseguia mandar presbíteros, depois passaram a ser nomeados para todos os lugares, disputando vagas com presbíteros.
  • 32. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1983 e 1987 Nesse qüinqüênio, sofre uma profunda crise de identidade. Qual sua especificidade? Na prática da igreja, ministros ordenados e não ordenados são avaliados como sendo de uma mesma ordem. O que valida o ministério Não é a “Ordem”, mas sim o fruto (produção de mercado).
  • 33. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1983 e 1987 O Carisma é avaliado especialmente pelo carisma pessoal, e não pela formação ou pertença à Ordem . Há uma valorização do ministério leigo e um certo preconceito com a liderança clériga (período da redemocratização – fim da ditadura)
  • 34. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1988 e 1991 Dá acesso à Ordem Presbiteral para ministros ordenados em igrejas cooperantes. Processo de nomeação pastoral complexo – envolve igreja, pastores e o bispo – negociação.
  • 35. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1988 e 1991 Por se destacarem, alguns evangelistas foram assumindo igrejas - respondiam às expectativas das igrejas locais. Não poderiam, por questão legal, mas os bispos o fizeram, por necessidade.
  • 36. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1988 e 1991 Para tentar uniformizar e unir a visão da igreja, o Colégio Episcopal começa a publicar Pastorais. Na tentativa de responder às expectativas da igreja, somada à fragilidade da formação teológica levava muitos a abandonarem a doutrina.
  • 37. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1992 e 1997 Surge o “Ministério Pastoral” Aos evangelistas nomeados ou designados pastores poderiam migrar para o ministério pastoral, desde que cumprissem os requisitos.
  • 38. 4) Igreja Metodista Contemporânea 1992 e 1997 Nas atribuições pastorais para uma igreja local, presbítero e Pastor tem os mesmos deveres e as mesmas obrigações A questão sacerdotal não foi tratada a partir da teologia ou eclesiologia mas sim do político, da produtividade, dos frutos, do atendimento às expectativas do “mercado”.
  • 39. Algumas conclusões A Ordem Presbiteral não existe como Ordem organizada. Os membros não tem nenhum espaço específico no organismo da igreja para tratar assuntos de responsabilidade da Ordem. Na caminhada da Igreja Presbíteros e pastores reúnem-se com o bispo para tratar do cuidado pastoral, sem nenhuma distinção entre ambos.
  • 40. Algumas conclusões Se um pastor ou presbítero está anunciando heresia na igreja, ou doutrina contrárias às aceitas pelo metodismo, a Ordem não tem instrumentos para exercer sua autoridade. O assunto acaba não sendo tratado. Se for tratado pelo lado disciplinar, será competência o Concílio e não da Ordem.
  • 41. Algumas conclusões “ A distinção presente no período de Wesley, quando os pregadores sempre estavam sob a superintendência do presbítero, não aparece no metodismo brasileiro contemporâneo. Os leigos da igreja brasileira não sabem, normalmente, nem distinguir entre um presbítero e um pastor. Para eles, são pessoas com as mesmas atribuições e com os mesmos direitos e deveres. A Ordem Presbiteral não exerce nenhuma autoridade, supervisão, e orientação sobre o ministério pastoral. Reúnem-se como pastores e pastoras da Igreja. Não aparece diferença entre o carisma de um e de outro. Ambos falam em nome da Igreja com a mesma autoridade.” (Bispo Stanley)
  • 42. Algumas conclusões Se a Ordem é responsável pela Palavra, como pode ela não ter instrumentos para garantir a anunciação correta dessa Palavra? Presbítero ou pastor que não segue a doutrina não é disciplinado pela ordem pois ela não tem instrumentos institucionais para cumprir sua missão.
  • 43. Algumas conclusões Os bispos ficam muito isolados por falta desse espaço de debate que possa orientar suas decisões.
  • 44. Algumas conclusões Como afirmamos no início de nosso diálogo, o objetivo desta reflexão é iniciar alguns no debate do tema. Quem sabe, até provocar. Que este início de conversa, possa auxiliá-los no melhor entendimento do assunto, levando a um desejo de organizar de fato a ORDEM PRESBITERAL. A Diaconal saiu na frente.