Itinerário dos pioneiros da ieab
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Itinerário dos pioneiros da ieab Itinerário dos pioneiros da ieab Document Transcript

  • IEAB - Itinerário Missionário Brasileiro: um Estudo<br /> <br />O anglicanismo está presente no Brasil desde 1810, com a permissão especial da Coroa Portuguesa para que os ingleses residentes celebrassem sua fé em solo brasileiro.<br />Mas a missão para brasileiros só começa mesmo oficialmente em 1890, com a primeira celebração, no dia 1 de junho, em Porto Alegre, pelos missionários Lucien Lee Kinsolving e James Watson Morris, recém-formados no Seminário Teológico de Virgínia, e recém-ordenados (diáconos e logo em seguida, presbíteros) na Igreja Episcopal dos EUA (na época, o nome era Igreja Protestante Episcopal dos EUA).Antes, porém dessa missão que vingou, outros missionários vieram, sendo importante lembrar de Richard Holden, que esteve em Belém, em 1860, em Salvador e RJ.<br />Interesse lembrar que a missão iniciada em 1890 não nasceu de uma resolução da Igreja Americana. Antes disso, foi uma iniciativa dos estudantes do Seminário, que pediram permissão e aprovação, e insistiram para que fossem enviados ao Brasil. E para isso, realizaram uma verdadeira campanha nas paróquias americanas, apelando para que os paroquianos contribuíssem com doações e ofertas para o início da missão.Uma vez em solo brasileiro, os missionários se preocuparam em formar um clero brasileiro, pois a intenção não era implantar a Igreja americana aqui, mas sim proclamar as boas-novas de Jesus Cristo. E para isso, nada melhor que os próprios brasileiros, com sua cultura própria, que falariam para brasileiros.<br />Todos os planos eram feitos tendo em vista a missão. Por exemplo, o seminário que criaram não tinha exatamente um cunho doutrinário, mas antes, missionário.<br />O bispo da Diocese de Virgínia faz a primeira visita episcopal, em 1893, quando já os 4 primeiros diáconos são ordenados, já havia comunidades formadas em Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas, Santa Rita, e cerca de 150 pessoas são confirmadas.<br />A estratégia dos missionários era de formar comunidades sólidas nos grandes centros urbanos, e daí, irradiar para regiões circunvizinhas. Só depois de a comunidade estar suficientemente formada é que as celebrações públicas deveriam ocorrer, o que garantiria a sua continuidade. Então, com uma ampla divulgação, inaugurava-se o culto público.<br />A recomendação era visitar o máximo de pessoas e famílias, explicar porque estavam ali, reunir interessados na leitura da Bíblia, explicar a Igreja e a forma de culto.<br />As cidades aonde foram, em geral, eram pouco assistidas pela Igreja Romana. E as pessoas receberam com entusiasmo a Igreja Anglicana e a sua forma simples e clara de apresentar a Bíblia, a pregação do Evangelho e a ministração dos sacramentos.<br />Também era explicado que a Igreja Anglicana (ou Episcopal) nunca deixou de ser historicamente ligada à Igreja una, santa, católica e apostólica, não era uma seita nova, os missionários não vieram do nada. Havia a ordem litúrgica, sacramentos, doutrinas, ritos, ordem dos bispos, presbíteros, diáconos.<br />A celebração de acordo com o Livro de Oração Comum agradava as pessoas, o clero paramentado, os lugares preparados, a reverência e solenidade eram especialmente apreciados.<br />A Igreja cresce rapidamente. Os relatos escritos dizem que as salas para as celebrações se enchiam com 250 e até 300 pessoas.<br />As dificuldades enfrentadas pelos missionários eram muitas: grandes distâncias (geografia), transporte, falta de recursos e de ministros, mas não parava de crescer. Assim foi no período do primeiro bispo, Kinsolving.<br />Ainda neste período, ao mesmo tempo em que a Igreja crescia no sul do país, são criadas missões no RJ e o primeiro missionário é enviado a São Paulo, em 1923. O Rev. George Upton Krischke forma a comunidade da Capela do Salvador em 1924, que mais tarde seria rebatizada de Missão da Trindade, a primeira comunidade de brasileiros anglicanos em São Paulo. Essa é a origem da Paróquia da Santíssima Trindade.<br />E o período posterior, do segundo bispo, foi ainda de maior crescimento, não só em números de missões, paróquias e membros, mas também de patrimônio, com edifícios e as escolas de ensino formal. Para isso, o bispo não se poupou de viagens missionárias e visitas episcopais pelas inúmeras missões que já se espalhavam pelo sudeste brasileiro.<br />Em 1950, houve a divisão do Distrito Missionário (este era o status da Igreja Episcopal Brasileira) em 3 dioceses: Brasil Meridional (região leste de RS e SC), Sul Ocidental (região oeste de RS e SC) e Brasil Central (RJ, SP, PR, Belém, Recife, Bahia, Minas Gerais).<br />A partir da década de 1950, também se inicia o processo de integração entre ingleses e brasileiros (aqui incluídos os anglicanos japoneses e seus descendentes em São Paulo), ou entre as comunidades de ingleses e as formadas pela missão da Igreja americana. Também começam os trabalhos mais acentuados da Diocese Central com Belém, Manaus, Salvador, Recife. Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o trabalho da Igreja com os brasileiros foi iniciado se valendo das capelanias inglesas que, no passado haviam estado bem presentes, mas que a partir da década de 1950, começou a decair, devido à diminuição da presença das empresas britânicas nesses lugares, e consequentemente, dos "anglicanos ingleses". O trabalho anterior das capelanias inglesas e a construção de comunidades do passado se tornaram importantes no trabalho missionário com os brasileiros, pois forneceram o ponto de apoio para a estratégia de expansão.<br />Em 1960, o Rev. Saulo Marques é enviado a Brasília, que estava nascendo como capital federal.<br />A Diocese Sul Central é criada em 1969, que viria a ser a atual DASP, e que abrangia o Estado de São Paulo, Paraná e Mato Grasso.<br />Em 1976 é instalada a Diocese Setentrional (regiões Norte e Nordeste), com sede em Recife.<br />O Distrito Missionário de Brasília é criado em 1982, onde ocorria um enorme crescimento populacional.<br />Em 1988 a Diocese de Pelotas, desmembrada da Diocese Meridional, é criada, e em 2000, são criados os Distritos Missionários da Amazônia e do Oeste (MT, MS, RO). Finalmente, em 2006, o Distrito Missionário da Amazônia se transforma em Diocese.<br />Temos, assim, a configuração das atuais 9 Dioceses e um Distrito Missionário que formam a IEAB.<br />Em São Paulo, é importante destacar as obras de dois missionários.O Rev. José Orthon, criou comunidades em Santos, baixada santista, Mauá e Ribeirão Pires. E o Rev. João Yasoji Ito formou missões e paróquias em Registro, São Paulo e cidades ao longo da estrada de ferro Noroeste.<br />Esses foram nossos grandes missionários, e através de seus trabalhos, surgiram as várias paróquias da nossa diocese, como a São João, Cristo Salvador, Cristo Redentor, Cristo Rei, Santo André (Pereira Barreto), Santo Estêvão.É interessante notar como, em nossa história, encontramos a participação, pelo menos, da Igreja Episcopal dos EUA, Igreja da Inglaterra e Igreja Anglicana do Japão (Nipon Seikokai), o que nos faz lembrar que pertencemos à Comunhão Anglicana.<br />E em todos os momentos, sempre houve a concordância da Igreja a que canonicamente pertenciam os missionários para que estes desenvolvessem seus trabalhos. Por exemplo, os primeiros missionários obtiveram o apoio e permissão do bispo da Virgínia para partirem em missão ao Brasil, e os trabalhos de Yasoji Ito e de José Orthon  foram iniciados sob a jurisdição do bispo Kinsolving, ou seja, depois que ambos os missionários tivessem sido devidamente recebidos e ordenados na Igreja Episcopal Brasileira.<br /> <br />Bibliografia<br /> <br />Sobre o Anglicanismo na Amazônia, particularmente em Belém, e o Missionário Richard Holden:<br /> <br />Barros, S. M., Paradigmas da Missão Anglicana na Amazônia, Monografia apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UMESP, 2009<br />http://www.scribd.com/doc/45083342/Paradigmas-da-Missao-Anglicana-na-Amazonia<br /> <br />Barros, S. M., Richard Holden - Um modelo para a Missão Anglicana na Amazônia Brasileira, In Inclusividade No. 7, Ano III, Março 2004, pg. 27 e ss. Centro de Estudos Anglicanos, IEAB<br /> <br />Sobre Anglicanismo na América do Sul, artigo do bispo Every, bispo da Igreja da Inglaterra nas Ilhas Falklands e América do Sul (as capelanias inglesas no Brasil estavam sob sua jurisdição, ao mesmo tempo em que a missão para brasileiros era conduzida pelos bispos americanos no Brasil, ligados à Igreja Episcopal dos EUA)<br /> <br />Every, E. F., The Anglican Church in South America, In Anglicanism in South America, Project Canterbury, London, Society for Promoting Christian Knowledge, 1915<br />http://www.anglicanhistory.org/sa/every1915/index.html<br /> <br />Enfoque na emancipação e a Igreja até a atualidade, artigo bilingueIEAB/ECUSA: from autonomy to partnership in mission<br />IEAB/ECUSA: da autonomia ao companheirismo em missão, apresentado em Detroit, 2007<br /> <br />http://www.swbrazil.anglican.org/emancipacaoieabfinal.pdf<br /> <br />Sobre a missão anglicana japonesa no Brasil:<br />Kawano, C. A., João Yasoji Ito, a vida e obra do missionário e História da Paróquia de São João, São Paulo, Ed. Maluhy, 2010<br />Kawano, C. A., Seikokai - A História da Primeira Construção Religiosa dos Japoneses no Brasil, São Paulo, Ed. Maluhy, 2008<br /> <br />História da IEAB<br />Kickhöfel, O., Notas para uma História da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Porto Alegre, Projeto Memória, IEAB, 1995<br />