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Projeto Político Pedagógico
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Projeto Político Pedagógico

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  • 1. IDENTIFICAÇÃO  Decreto de Criação: Nº. 6532 DE 29 DE ABRIL DE 1992 Autorização da educação Pré-Escolar. Deliberação. CME/MS. Nº. 314 de 05 de agosto de 2004. Deliberação CME/MS nº. 131 de 3 de julho de 2003. Autoriza o Funcionamento do Ensino Fundamental.  Alvará de Funcionamento: N° da Inscrição Municipal: 70651239 e N° de Controle: 009685/08-79.  LOCALIZAÇÂO: →Rua Enzo Ciantelli s/nº. Jardim Colibri II Fone→ 3314 – 4458/ 3314 – 4459.  ÁREA FÍSICA: → Terreno: 7895 m2 → Escola: 1053 m2  Vigência do Projeto Político Pedagógico → 2008 com reformulação anual.  Biblioteca: O Mundo da Leitura  APM→ Associação de Pais e Mestres CGC→ 00.226.096/0001 – 00 Presidente→Sirlei Aparecida Assalin. Vice - Presidente: →Silvia Santana Targino. Mandato: 31 de março de 2010 a 31 de março de 2012
  • 2. O Projeto Político Pedagógico da escola será sempre um instrumentoindispensável para que ocorra de forma organizada e com qualidade o processoeducativo. Esta proposta foi elaborada por meio da participação dos três segmentosda escola: Professores, equipe técnica, funcionários administrativos, APM ecomunidade Escolar. Por meio de estudos e reuniões pedagógicas, buscamos umafundamentação teórica capaz de interagir com as perspectivas filosóficas,psicológicas, lingüísticas, sociológicas, didáticas e do letramento, entre outras quepudessem permitir a elaboração plena deste Projeto Político Pedagógico . Este Projeto Político Pedagógico norteará as ações que visam efetivar umprocesso de construção do conhecimento que realmente permita ao educandoconstruir e reconstruir o seu conhecimento. A função do Educador será deproporcionar ao aluno condições favoráveis para que possa realizar sua própriaaprendizagem, conforme seus próprios interesses, necessidades, fantasias,segundo as dúvidas e exigências que a realidade lhe apresenta”. Martins (apud,Demo, 2006 p.53). Permitirá ao aluno vivências múltiplas, relações com seu exterior e afirmar-se experimentando de forma positiva o confronto com o outro e exercitando asolidariedade. Segundo Piaget, 1987, uma das chaves principais dodesenvolvimento humano é ação do sujeito sobre o mundo e o modo pelo qual issose converte num processo de ensino-aprendizagem. Acreditamos que seja possíveluma educação de qualidade, desde que haja o compromisso com o processo deaprendizagem do educando, mediante a sua efetiva aplicação no cotidiano daescola. Sendo assim, não apresentamos um Projeto Político Pedagógico preso aum determinado método, mas com o compromisso de proporcionar um processoeducativo que vise à aprendizagem eficaz do educando não apenas para aabstração de conhecimento para educação formal, mas com uma missão de formarcidadãos conscientes de seu papel na transformação da sociedade. Entretanto este Projeto Político Pedagógico também apresenta as formasmais viáveis para que todos os funcionários participem ativamente do processoeducativo no espaço escolar de forma competente e solidária. 7
  • 3. Leire Silva Pimentel, nasceu no dia 07 de abril de 1939, na cidade de RioBrilhante (Entre Rios) estado de Mato Grosso do Sul. Filha de Deoclécio Pimentel eAntonia Silva Pimentel, a primeira dos seis filhos do casal. Casou-se em 1974 comGeraldo Carvalho Corrêa (Passou a chamar-se Leire Pimentel de Carvalho Corrêa)com quem teve dois filhos, Geraldo Carvalho Junior e Renata Pimentel de CarvalhoCorrêa. Sua vida profissional foi sempre direcionada ao ensino, onde ocupouvárias posições na área educacional, como professora de Psicologia, Filosofia,História e Geografia. Após 13 anos afastada da educação, no início de 1991, retornou aomagistério como professora de Filosofia no Instituto de Educação, permanecendopouco tempo, pois, por motivo de saúde, teve que se afastar, vindo a falecer no dia16 de setembro de 1991, deixando no coração da família e amigos, a saudade. O nome da escola foi escolhido na gestão do Prefeito Municipal SenhorLúdio Martins Coelho e do Secretário Municipal de Educação Professor HeitorRomero Marques, pelo excelente desempenho da Professora Leire Pimentel deCarvalho Corrêa que dedicou sua vida a ensinar e modernizar idéias de seus alunose dos próprios professores que na época eram muito restritas. A Escola Municipal Professora Leire Pimentel de Carvalho Corrêa, foiinaugurada no dia 05 de agosto de 1992. Nasceu de uma solicitação feita pelo entãoPresidente da Associação dos Moradores da Vila Alves Pereira, Senhor SebastiãoFlorêncio de Melo e dos alunos das escolas Iracema de Souza Mendonça e JoséDorilêo de Pina, ambas da Rede Municipal de Ensino. Teve como diretor em sua inauguração o Professor Celso Guidini Castro.  No final do ano de 1998 a escola foi contemplada com 04 salas de aulas e com a construção da quadra de esporte em parceria com o sindicato dos trabalhadores da Construção Civil, através de um curso oferecido pela comunidade.  No ano de 1999 a APM construiu a sala de apoio, com recursos próprios, destinados para o uso no processo ensino-aprendizagem dos alunos inseridos nesta escola. 8
  • 4.  No dia 10 de agosto de 2000 foi inaugurada a sala de informática com 18 computadores.  Em 20 de abril de 2005 foi construída a quadra coberta, 4 salas de aula, sendo duas no bloco I e duas no bloco II, a construção do muro da escola e instalação do parquinho infantil com tela e 2 WCs no Bloco II.  Em 2008 foi construída calçada em volta da Escola e WC para acessibilidade e conta com 13 salas de aulas funcionando nos turnos matutino e vespertino.  A Escola tem como gestora: Dejair dos Santos Silva que assumiu a sua gestão no dia 04 de Março de 2004, logo em seguida vieram como adjuntos: Hericka Mayza Trazzi Oliveira Escandolhero 2005, Vandirley Aparecido Pereira 2006, e atual adjunta Rossicler Souza Neves Muller que assumiu sua gestão no dia 09 de março de 2007. Ambas desenvolvem um trabalho de parceria melhorando cada vez mais a escola, tanto na parte física da escola como também no assessoramento pedagógico. Lideram os atores que vivem dentro e no entorno da escola, influenciando-os e interagindo com eles para dar e receber contribuições que levem à realização dos objetivos traçados. Coordenam, integram e consolidam os resultados dos membros da escola, explicitados sempre no Plano Integrado de Trabalho contemplando as quatro dimensões pontuadas na Política de Gestão Escolar da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande que são: Dimensão Pedagógica: a busca de mecanismos que contribuam para a aprendizagem efetiva do aluno de acordo com o Projeto Político Pedagógico proposto, Dimensão Administrativa: assegura a integração entre esta unidade e a Semed, Dimensão Legislativa: acompanha o cumprimento e conhece as políticas Públicas de educação que vigoram no país e a legislação pertinente e Dimensão Técnica: promove estudos para elaboração de Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógico assegurando ensino de qualidade. Estes resultados têm como objetivo final, assegurar o único resultado que interessa: O sucesso do aluno. A APM (Associação de Pais e Mestres) teve em sua gestão desde 1992,os seguintes presidentes: Maria Celeste M. Veranis (1992), Cléia Lúcia Miranda(1993), Marilúcia Borges da Silva (1994 e 1995), Romilda dos Santos Prado (1997 a2000), Quitéria Umbelina de Siqueira Tomaz (2001 e 2002), Cleide Fontinele Molina 9
  • 5. (2003 a 2007), Isabel Cristina Vilhalva (2008 a 2010) e atualmente Sirlei AparecidaAsssalin (2010 a 2012). Dentro do desenvolvimento das Atividades Culturais, foi criado no dia 16de abril de 1999 o Coral Infanto Juvenil “Lindo Tom”, composto por alunos daEducação Infantil e Ensino Fundamental, teve como primeira regente a ProfessoraElizete Ferreira Jarcem. Também a Ginástica Olímpica teve seu inicio no ano de2006 na Escola Municipal Profª. Leire Pimentel de Carvalho Corrêa através doPrograma Escola Viva/Escola Aberta, sendo as aulas ministradas nas terças,quartas, quintas e sextas-feiras das 17h 10 m às 18h 10 m pelo professor GiulianoLeopici de Souza. No ínicio haviam poucos alunos interessados em praticar um esporteconsiderado de “elite”, mas com persistência e apoio da Direção Escolar o numerode participantes foi aumentando gradativamente. Ao participar das primeiras competições, os resultados não foramanimadores, mas com o passar do tempo e evolução do nível técnico dos atletas, foipossível em 2007 iniciar duas turmas de treinamento e após o surgimento dessasturmas, os frutos começaram aparecer, hoje a equipe vem se mantendo em primeirolugar tanto no masculino, quanto no feminino nos jogos da REME e jogos escolares,se tornado tradição nesta unidade de ensino. A Escola participa e/ou já participou dos seguintes Projetos: TV Escola,PNDE, PDE, PDDE, PROFA, PROAPA, PROERD, GESTAR, ESCOLA CAMPEÃ,ESCOLA VIVA/ESCOLA ABERTA, ESCOLA QUE PROTEGE, PROGRAMA MAISEDUCAÇÃO, PROJETO FICHA LIMPA, BULLING. Projetos que auxiliam naAprendizagem dos Alunos. Fatos marcantes: Desfile Cívico no bairro em setembro para comemorar aIndependência do Brasil. 10
  • 6. A Escola Municipal Professora Leire Pimentel de Carvalho Corrêaassegura aos alunos a construção do conhecimento, habilidades e competênciasrelevantes para o seu pleno desenvolvimento intelectual e útil para a vida emsociedade com uma aprendizagem eficaz. Definimos então como síntese da missão para esta Unidade de Ensino afrase: “Nossa escola adota como Missão: Assegurar uma educação de qualidade, garantindo o acesso, a permanência, a apropriação do conhecimento e a formação da cidadania.” A visão de futuro identifica as aspirações da escola, criando um clima deenvolvimento e comprometimento com o seu futuro. A definição de onde se pretendechegar permite entender com clareza o que é preciso mudar na escola ou como elaprecisa mudar para que o objetivo seja concretizado. Uma visão de futurocompartilhada une pessoas e as impulsiona a buscar os objetivos apesar dasdificuldades. Entendemos então que uma Unidade Escolar sem visão de futuro é umaescola sem direção. Para tanto se faz necessário que o espaço escolar esteja em consonânciacom a sociedade que desejamos para o futuro. Portanto, realizamos nosso trabalhocom segurança e responsabilidade, envolvendo todos os segmentos da escola nasatividades escolares, proporcionando a formação de alunos participativos, quesaibam reivindicar e exercer seus direitos, conhecer e praticar seus deveres comoum cidadão em construção. 11
  • 7. Para que a visão de futuro da nossa escola seja plena e concretaprecisamos de uma equipe coesa, capacitada, motivada e comprometida com esteideal. Definimos então como síntese a visão de futuro para esta Unidade deEnsino a frase: “Realizamos nosso trabalho com segurança e responsabilidade, envolvendo cada segmento da escola nas atividades escolares, proporcionando um ensino de qualidade.” Entendemos os valores, como idéias fundamentais em torno das quais seconstrói a escola. Os valores permeiam todas as atividades e relações, existentes naescola; com os alunos, com as famílias e com a comunidade. Portanto, entendemosque os valores devem ser compreendidos e aceitos de forma que sejam elementosmotivadores da ação de toda comunidade escolar, sendo então os valores degrande relevância para esta unidade de ensino:  - valorização do ser humano;  - busca da qualidade da educação;  - competência, profissionalismo, eficácia e ética nos serviços prestados;  - exercício da cidadania;  - participação;  - responsabilidade;  - igualdade. 12
  • 8. O Brasil encontra-se num momento de transição política quedificulta as tomadas de decisões no campo econômico, social, seguindo as normas eacordos internacionais. transição política que dificulta as tomadas de decisões no campoeconômico, social, seguindo as normas e acordos internacionais. O Estado de Mato Grosso do Sul é rico em recursos naturais (Pantanal),destacando-se na agropecuária, com predominância da população urbana sobre arural e ênfase nos setores secundários e terciários. Uma das características básicasdo estado é a distribuição da exploração de terra de forma regionalizada com acentralização do desenvolvimento dessas áreas baseadas num sistema deexploração e nos meios e fins que se destina. A questão indígena, os sem-terra e o mercado de trabalho (migração eimigração) tornam-se problemas sociais sérios por falta de infra-estrutura, decompromisso político e de investimento sócio-culturais que são de relevantesignificado para a melhoria da qualidade de vida da população. A educação neste contexto reflete e busca as estruturações político-pedagógicas, organizadas e subsidiadas para atender as necessidades dasociedade que busca caminhos para uma educação de qualidade. O Município de Campo Grande tem sua economia baseada no comércio.O setor industrial é diversificado, predominando a economia privada (micro-empresa)com pequenos, médios e grandes estabelecimentos. A população é resultante da migração de vários grupos étnicos, quesomam uma diversidade cultural. população é resultante da migração de vários grupos étnicos, que somamuma diversidade cultural. Na educação detecta-se que a maior parte dos ingressantes não conclui oensino fundamental e médio, elitizando cada vez mais a classe estudantil eestreitando as opções no mercado de trabalho. 13
  • 9. O Município conta com a Educação Infantil, Ensino Fundamental e médionas escolas Estaduais, Municipais e Particulares. No Ensino Superior, conta comUniversidades e Faculdades privadas, Estadual e Federal. A Escola Municipal Professora Leire Pimentel de Corrêa está localizada nazona urbana do Município de Campo Grande. Fundada em 05 de agosto de 1992(na região do Anhanduizinho), sua clientela é formada por alunos do próprio bairro eoutros oriundo de bairros vizinhos. O bairro onde se localiza a escola é formado nasua maioria de famílias com baixa renda de classe média baixa. Caracterizadodesta forma pela heterogeneidade sócio-econômica e cultural das famílias inseridasno contexto desta Unidade Escolar. Os pais ou responsáveis matriculam os filhos nesta escola por acreditaremque o processo educativo é bom, sendo uma das únicas oportunidades reais queseus filhos terão para vencer as dificuldades econômicas e sociais. O Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal Profª Leire Pimentelsegue uma tendência progressista por entender que estabelece o perfil de homem esociedade que acreditamos e com as quais queremos colaborar. Pretendemos uma sociedade democrática, justa, onde prevalecerão osdireitos, interesses e deveres de cidadãos, eliminando a desigualdade social. É imprescindível a parceria com as famílias e com uma metodologia quevise a formação democrática de nossos educandos, que no futuro serão agentestransformadores para a construção de uma sociedade mais justa. Acreditamos que para interagir com esta sociedade, o ser humanonecessita de uma educação de qualidade que virá por meio de práticas educativasadequadas as suas necessidades políticas, econômicas, sociais e culturais,possibilitadora de uma formação autônoma e crítica, que o torne capaz de atuar comcompetência, dignidade e responsabilidade, objetivando a convivência a participaçãoe a cooperação em uma sociedade democrática e solidária. Neste contexto, propomos um Projeto Político Pedagógico organizado deforma que fundamente e oriente a aprendizagem, criando-se, assim, condições paraque o aluno desenvolva e aperfeiçoe, de forma progressiva, contínua e integrada,várias habilidades ao longo do processo de ensino e aprendizagem. 14
  • 10. Acreditamos que as ações de ensino organizam e constituem o processode aprendizagem e que estas são sempre contextualizadas e embasadas empressupostos teóricos que as sustentam e no contexto histórico e social no qualestão inseridas. O papel do professor será de ajudar a aprender, de estimular e orientar aaprendizagem, organizar situações de ensino baseadas em descobertasespontâneas e significativas dos alunos, permitindo que reflitam sobre asatividades realizadas e os resultados obtidos para incorporá-los à suaaprendizagem e a construção de novos conhecimentos (SANTOS, 2000, p.21-23). O que não quer dizer proporcionar uma aula instrucionista, “aaprendizagem reclama extremo cuidado por parte do professor e por parte do aluno“ [...] “o professor vem hoje definido pelo cuidado com a aprendizagem do aluno, nãopela aula reprodutiva,”(DEMO, 2002,p.137). Sendo assim, consideramosaprendizagem como:  Processo dinâmico que se faz através da atividade do aprendiz. Não se trata apenas de atividade externa física, mas também de atividade interna, mental e emocional, porque a aprendizagem é um processo que envolve a participação total e global do indivíduo, em seus aspectos físicos, intelectuais, emocional e social.  Processo contínuo desde o início da vida, a aprendizagem acha-se presente na idade escolar, na adolescência, na idade adulta e em idade mais avançada; ela está sempre presente.  Processo global ou compósito que inclui sempre aspectos motores, emocionais e ideativos ou mentais. Portanto, a aprendizagem envolve a mudança de comportamento e terá que exigir a participação total e global do indivíduo para que todos os aspectos constitutivos de sua personalidade entrem em atividades no ato de aprender , a fim de que seja restabelecido o equilíbrio vital, rompido pelo aparecimento de uma situação problema.  Processo pessoal em que ninguém aprende por outrem, pois aprendizagem é intransferível de um indivíduo para outro, a maneira de aprender e o próprio ritmo da aprendizagem variam de indivíduo para indivíduo, face ao caráter pessoal da aprendizagem.  Processo gradativo que se realiza através de operações crescentes e complexas, porque, em cada nova situação envolve maior número de elementos. 15
  • 11.  Processo acumulativo, com o sentido de progresso adaptação e ajustamento social. Analisando-se o ato de aprender, verifica-se que, além da maturação, a aprendizagem resulta de atividade anterior, ou seja, da experiência individual. A acumulação das experiências leva a organização de novos padrões de comportamentos, que são incorporados, adquiridos 1 pelo sujeito. Daí se afirmar que quem aprende modifica comportamento. Portanto entendemos que devemos ter a preocupação com o processo deaprendizagem do aluno, conforme é possível notar, na perspectiva esboçada porVigotsky (1999),o aprendizado é um aspecto imprescindível no desenvolvimentodas características psicológicas típicas do ser humano, já que as conquistasindividuais: informações, valores, habilidades, atitudes, posturas, resultam de umprocesso compartilhado com pessoas e outros elementos de sua cultura. SegundoVigotsky (1999), a escola representa o elemento imprescindível para a realizaçãoplena dos sujeitos que vivem numa sociedade letrada, já que, neste contexto, ascrianças são desafiadas a entender as bases do sistema de concepções científicas ea tomar consciência de seus próprios processos de aprendizagem mental.1.MARTINS, Dinah de Souza Campos.Psicologia da Aprendizagem 17ª edição .Petrópolis RJ: Vozes Limitada A escola situada no bairro de periferia, tem asfalto, água, luz e faltandoem sua grande maioria rede de esgoto e segurança pública. Muitos dos pais sãoproprietários de suas casas, têm o Ensino Fundamental incompleto e trabalhamcomo pedreiro, garis, domésticas, manicura e outras ocupações. Não havendo grandes condições de emprego próximo a região na qualresidem, deslocam-se para outros locais utilizando-se diversos meios de locomoçãocomo: Bicicleta, carro, moto e o transporte coletivo. Participam dos programas sociais, como bolsa família, vale gás e luz e osfilhos ficam em creches para que possam trabalhar e assegurar as condiçõesmínimas de sobrevivência. Para o lazer contam com a praça que oferece calçadas para fazercaminhadas e uma quadra de esportes. Contam ainda com atividades oferecidaspela escola com o Programa Escola Aberta /Escola Viva que oferece em suasoficinas nos finais de semana o lazer, esporte e promovem aprendizagem comoficinas que poderão contribuir na renda familiar. Na segunda-feira acontece a feira livre, local onde ocorrem os encontros.Tem, ainda por opções, as reuniões da escola e os eventos promovidos pelasigrejas locais. A escola se organiza de maneira a ampliar a participação dos pais e dosresponsáveis legais nas decisões educacionais, assegurando a representatividade 16
  • 12. através da APM e do Conselho Escolar através de reuniões previamente agendadasno Calendário Escolar a fim de acompanhar a aplicação dos recursos recebidos e oprocesso pedagógico, objetivando garantir o ensino de qualidade e o maioraproveitamento escolar de seus filhos. Os deveres e obrigações dos pais constam no Regimento Escolar destainstituição de ensino. Segundo o Programa PAIR (Plano Nacional de Enfrentamento à ViolênciaSexual e Infantil) a região do Anhanduizinho é o 2º lugar em prostituição infantil. C Considerando a importância de reconhecer que, é no saber ilimitado doaluno que caminha o educador. Daí dizer-se que, a sua ação é caracterizada comoorganizadora e mediadora do processo da construção e reconstrução doconhecimento, ou seja, o educador deve ter clareza em seus objetivos que pretendeatingir com seu trabalho. Ter clareza da intencionalidade de sua ação pedagógicaprovocando, mantendo e autonomizando a aprendizagem no aluno na totalidade daprática educativa. Por meio desta ação o educando possa intervir na sociedade nomomento oportuno (Paulo Freire, 1989). Segundo Vygotsky (1996) A escola não deve cultivar o preconceitosegundo o qual a melhor verificação dos chamados resultados do ensino é o exame,mas sem levar o aluno até ao ponto em que sinta a necessidade de aprender cadavez mais. Para tanto faz se necessário que o educador realize seu trabalhocontribuindo para a formação de um cidadão capaz de usufruir de seus direitos edeveres individuais e coletivos, capaz de estimular a consciência crítica e o domínioafetivo do saber. (LDB, Art.32. Incisos I). É fundamental que o professor conheça seu aluno, suas principaiscaracterísticas, sociais, culturais e individuais para redefinir objetivos viabilizandouma educação significativa e reflexiva no aluno. (João Batista Araújo e Oliveira,1996). Segundo Paro (1998) o momento de modo geral indica que é preciso criarcondições favoráveis que resultem em propostas metodológicas inovadoras, comintuito de melhorar a aprendizagem dos alunos. Acreditamos na necessidade e importância da formação continuada e,partindo desse pressuposto, os educadores vem gradativamente reconstruindo o 17
  • 13. seu jeito de pensar, por meio da ação reflexiva, mudando desta forma sua práticapedagógica em sala de aula, através da fundamentação teórica com objetivo deatingir uma prática pedagógica progressista melhorando a qualidade do ensinoaprendizagem na escola. A Rede Municipal tem se comprometido com grande empenho naformação continuada dos professores, gestores e especialistas em geral e têm comoobjetivo desenvolver as competências profissionais e os conhecimentos necessáriosa uma prática efetiva em sala de aula. A Rede Municipal de Ensino, para atender a Política Nacional deEducação Especial, oferece cursos de formação continuada em serviço aosprofessores para um Atendimento Educacional Especializado, visando com queesses alunos sintam-se inclusos no ensino regular. Esta Unidade Escolar visando uma qualidade de ensino eficaz procura detal forma adaptar em seu espaço instalando rampas, banheiros e corrimão,facilitando também desta forma o trabalho do professor. Este espaço inclusivo na escola deve ser de responsabilidade de todos,com a participação da comunidade interna e externa, porém compete ao professor aparticipação efetiva dentro da elaboração, execução e avaliação de projetos quebeneficiem estes alunos. A escola deve proporcionar que os educadores possamsocializar o seu saber específico junto aos outros profissionais, incentivando-os nabusca por meio de pesquisa a inclusão dentro da escola e como poderão utilizar osrecursos pedagógicos em sala de aula para o Atendimento EducacionalEspecializado. Somente teremos avanços sobre a inclusão na escola quando houver umapolítica que valorize a formação da consciência crítica do professor quanto a suaresponsabilidade pela aprendizagem dos alunos quer sejam eles deficientes ou nãoe que a escola para se considerar um espaço inclusivo deva ter como desafio osucesso de todos os alunos, sem exceção. Nosso objetivo será alcançado se conseguirmos plantar sementes de umaidéia inovadora, que implica na revisão de nossos princípios e práticas educativas,um ensino que contemple e acolha todos os alunos, uma escola em que todos osalunos aprendam. 18
  • 14. A Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa, comoapoio, complemento ou suplemento, todas as etapas e os níveis da EducaçãoBásica e deverá ser oferecida por meio de Atendimento Educacional Especializado –AEE. A Educação Especial, entendida como apoio, complemento e suplemento,deverá oferecer atendimento especializado para a formação do aluno comdeficiência, em idade própria à etapa que frequenta, em classe comum do ensinoregular. A unidade escolar deverá estar preparada para receber crianças,adolescentes, jovens e adultos com deficiência, oferecendo cuidados diários quefavoreçam a inclusão e o acesso ao Atendimento Educacional Especializado, semprejuízo aos atendimentos especializados. Os atendimentos especializados deverão ser realizados por meio deconvênios firmados com instituições especializadas para facilitação do atendimentodo aluno. O Atendimento Educacional Especializado é o apoio especializado quedeverá ser oferecido na unidade escolar com recursos e técnicas adequados a cadatipo de necessidade educacional do aluno com deficiência para que possadesenvolver as atividades escolares. O Atendimento Educacional Especializado deverá ocorrer em Sala deRecursos e Sala de Recursos Multifuncionais, em turno contrário ao que o alunoestá matriculado, para oferecer recursos, serviços e estratégias, a fim de ampliar aspossibilidades de aprendizagem dos alunos. A Sala de Recursos Multifuncional deverá ser organizada com grupo dealunos e com professor especializado nos diferentes tipos de deficiência. O trabalho na Sala de Recursos Multifuncional deverá abranger três eixos:  o de ação pedagógica;  o de produção de material e  o de atendimento e acompanhamento ao aluno com deficiência. Os recursos educacionais e as estratégias de apoio ao aluno com deficiência,por meio da Tecnologia Assistiva, deverão ser as diferentes alternativas deatendimento, estando de acordo com as deficiências de cada um. Compete aos técnicos dos Núcleos Municipais de Apoio Psicopedagógico –NUMAPS, a orientação, o acompanhamento e o encaminhamento referentes aoAtendimento Educacional Especializado no âmbito da unidade escolar. São consideradas matérias (componentes curriculares) de complemento parao Atendimento Educacional Especializado:  – Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS); 19
  • 15.  – interpretação de Libras;  – ensino de Língua Portuguesa para surdos;  – Código Braille;  – orientação e mobilidade;  – utilização de soroban;  – ajudas técnicas e informática adaptada;  – mobilidade e comunicação aumentativa e alternativa – CAA;  – tecnologias assistivas;  – informática educativa;  – Educação Física adaptada;  – enriquecimento e aprofundamento do repertório de conhecimento;  – atividades da vida autônoma e social. A organização didática e a prática de ensino deverão atender às diferenças,sem discriminação, beneficiando o convívio e o crescimento na pluralidade, por meiodas matérias (componentes curriculares) do Atendimento EducacionalEspecializado. A unidade escolar poderá contar, em caso de extrema necessidade, comprofessor auxiliar ao docente que tiver em sua sala aluno com deficiência em graude comprometimento acentuado, seja físico e/ou mental. O acompanhamento técnico-pedagógico às atividades do professor auxiliarserá de responsabilidade da equipe técnica da escola, em articulação com ostécnicos do Centro Municipal de Educação Especial Amilton Garai da Silva e NúcleoMunicipal de Atendimento Psicopedagógico. O professor auxiliar será lotado na unidade escolar, conforme seleção daDivisão de Educação Especial/DEE, mediante a apresentação dos documentos quecomprovem:  cadastro no banco de dados da Divisão de Educação Especial;  habilitação de nível superior em Pedagogia;  especialização e/ou cursos de formação específica na área de educação especial. O professor auxiliar realizará o planejamento e produção de materiais erecursos específicos, em conformidade com planejamento elaborado pelo professortitular da classe do ensino regular. O professor auxiliar não poderá desempenhar nenhuma outra função naunidade escolar a não ser aquela para a qual foi destinado. A unidade escolar será responsável pela organização para atendimento aosalunos especificados no Regimento Escolar, respeitando o horário de planejamentodo professor auxiliar. No horário de trabalho do professor auxiliar, na escola, e na ausência dosalunos assistidos por ele, este dará apoio ao professor titular em sala de aula. O professor auxiliar tem responsabilidades e direitos iguais aos demaisprofessores da unidade escolar, conforme legislação vigente. O profissional de apoio atuará na execução de atividades de carátersócioeducacionais, com os alunos com deficiência e transtornos globais do 20
  • 16. desenvolvimento, e que necessitam de apoio constante nas atividades de higiene,alimentação e locomoção no cotidiano escolar. O profissional de apoio deverá pertencer ao cargo efetivo de Agente deAtividades Educacionais, da Secretaria Municipal de Educação, com carga horáriade 40h. O acompanhamento das atividades do profissional de apoio será deresponsabilidade da escola. A unidade escolar poderá compor em seu quadro de professores, com ointérprete para LIBRAS, quando indicado esse tipo de trabalho para o aluno surdo,que tenha domínio dessa língua. 5.1 Educação Infantil 7.1.1 – OBJETIVOS GERAISPartindo-se do pressuposto de que a criança possui um conhecimento prévio,embasamo-nos no referencial teórico da Educação Infantil para organizar osobjetivos a qual se destina a Educação Infantil. Que a criança seja capaz de:  Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vezmais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de sualimitações;  Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suaspotencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidadocom a própria saúde e bem-estar;  Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças,fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades decomunicações e interação social;  Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendoaos poucos a articular seus interesses e pontos de vista, respeitando adiversidade e desenvolver atitudes de ajuda e colaboração;  Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade,percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agentetransformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuem para suaconservação;  Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos enecessidades;  Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral eescrita), ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de formaa compreender e ser compreendido, expressar suas idéias, sentimentos, 21
  • 17. necessidades e desejos e, avançar no seu processo de construção de significados,enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva. 7.1.2- OBJETIVOS GERAIS POR ÁREA DE CONHECIMENTONo Ensino Fundamental Entendemos a avaliação como um momento importante no processoensino e aprendizagem, não por atribuir notas ou quantificar o aprendizado do aluno,mas por permitir que o educador reflita sobre sua prática pedagógica. Propondo umametodologia participativa, com conteúdos mais significativos; não podendo aavaliação ser fundamentada na decoração, na repetição de enunciados longos e nãosignificativos. Não estamos propondo um aluno passivo, que apenas recebeinformações tampouco um aprendizado baseado na repetição de procedimentos,especialmente quando este procedimento é único. A avaliação não deve sercalcada em um único instrumento: A prova. A avaliação só tem sentido seutilizarmos vários instrumentos, quando é processada em diferentes oportunidadesde diversas formas (trabalho, pesquisa, participação em sala de aula, testes, provadissertativa, trabalho em grupo, projetos, etc.). O aluno deve ser avaliado no dia-a-dia, à medida que vai construindo seuaprendizado. Assim, a avaliação deve ser entendida como um processo contínuo.Se, no decorrer dessa avaliação contínua, o professor verificar que essa construçãonão está se processando de forma adequada, deve-se rever a metodologia aplicadapor meio de feedback. A nota é uma exigência do sistema educacional e da sociedade.Entretanto, não deve funcionar como elemento de coerção e nem como uma tiraniada educação e sim como um juízo de valores sobre dados relevantes com critérios einstrumentos adequados e contextualizados com a realidade do aluno. SegundoHoffman, (2005) não é a nota que motiva ou leva o aluno a ter mais interesse pelasaulas. Se fosse assim, o aluno estudaria apenas para tirar nota e não para aprender. Na observação sistemática e constante do desempenho do aluno,consideram-se além do conhecimento, a atenção, o interesse, as habilidades, aresponsabilidade, a participação, a pontualidade e assiduidade na realização de 22
  • 18. atividades e organização nos trabalhos escolares, preponderando os aspectosqualitativos sobre os quantitativos. A avaliação deve constituir-se em processo de troca, de parceria. Aameaça que muitas vezes ronda o aluno por meio de notas e conceitos deve,especialmente nos primeiros anos, ceder ao companheirismo a ajuda mútua. Odesenvolvimento da confiança em si mesmo e nos colegas incluindo também oprofessor dará ao educando a base firme para o seu processo educacional tranqüilo. Em se tratando de avaliação externa a escola deverá ter um cuidadoespecial com a criança de seis anos, por encontrar-se em processo de alfabetizaçãorequer assim um cuidado afetivo em todas as atividades avaliativas realizadas emsala de aula. Que essas avaliações, sejam aplicadas sem alterar a rotina da sala deaula, mantendo a harmonia própria, uma vez que o objetivo de um diagnóstico écolher dados fidedignos, que representem a fase de desenvolvimento cognitivo doaluno, em um determinado momento de sua aprendizagem. Sendo assim, os professores e equipe técnica devem manter atranqüilidade em relação à avaliação, pois as atividades diagnósticas devem sertratadas como atividades diárias, com a finalidade de estabelecer pontos de partidafrente aos resultados colhidos, a fim de orientá-los na elaboração de ações pontuaisque se concretize na efetiva aprendizagem do aluno. Diante da avaliação externa (SEMED) na escola, os pais recebem porescrito o informativo com as datas que ocorrerão o processo avaliativo. Quanto à avaliação bimestral, fica estabelecida no Calendário Escolardesta unidade, os pais serão informados por meio de bilhetes com datas econteúdos a serem aplicados nas avaliações. Esta unidade escolar fundamenta sua prática em três momentos: 1. Avaliação Diagnóstica → O objetivo desta avaliação é conhecer oaluno. Esse conhecimento deve centrar nas competências e características maisrelevantes para o trabalho escolar devendo ser feito no início do ano/ durante asprimeiras semanas de aula. 2. Avaliação Formativa → O objetivo desta avaliação é corrigir os rumospodendo ser feita de maneira contínua e informal. Qualquer que seja o instrumento,formal ou informal, o objetivo da avaliação formativa e assegurar que os alunosestejam atingindo os resultados pretendidos. É importante avaliar tanto os conteúdos 23
  • 19. aprendidos, os processos inferidos, quanto a outras características, sobretudocognitivos e metacognitivas, inclusive hábitos e ritmo de estudos. 3. Avaliação Somativa: É uma avaliação tipicamente usada para tomardecisões a respeito da promoção, reprovação ou reenturmação dos alunos. Osresultados desta avaliação serão informados aos pais ou responsáveis, para queeles possam acompanhar o desempenho dos alunos e seus progressos. Asseguramos critérios e instrumentos de avaliação conforme ficha própriaentregue ao Professor para anotações em todos os bimestres.  Assiduidade;  Freqüência;  Participação em sala de aula;  Trabalhos apresentados;  Produções de textos (Coerência e coesão);  Projetos;  Pesquisas elaboradas pelos alunos através da biblioteca ou internet;  Avaliações mensais.  Recuperação paralela. As avaliações bimestrais deverão ser elaboradas pelos professores eencaminhadas a Supervisão Escolar para serem analisadas num prazo mínimo detrês dias antes da data marcada no Calendário Escolar. Entendemos a recuperação como um programa que deve ser específico,tanto quanto possível individualizado ou destinado a grupos de alunos comdificuldades comuns. Frequentemente trata-se de dar mais tempo para o alunoestudar, assimilar e organizar sua aprendizagem. No entanto, a recuperação não pode ser tratada como um ritual, nem podeser vista como uma punição. Compete à Direção e à Equipe Técnica elaborar um plano de intervençãopedagógica para recuperar os alunos com baixo desempenho seguindo as 24
  • 20. orientações da Semed e na conformidade do que prevê a Proposta Pedagógica daEscola. O objetivo das atividades de recuperação é sanar a falta de pré –requisitos dos alunos, fatores estes que limitam a possibilidade de novasaprendizagens. O planejamento das aulas de recuperação será baseado emresultados de diagnósticos ou avaliações. O diagnóstico é um teste ou prova, maspoderá ser baseado em outras evidências. Para o diagnóstico deverão serestabelecidos objetivos pretendidos com evidências de compreensão dadas pelosalunos. As respostas dos mesmos irão permitir ao professor diagnosticar certosproblemas de aprendizagem e possibilitar as tomadas de decisões para elaboraçãono planejamento. Esse diagnóstico deverá inclusive separar problemas apresentadotanto individual como coletivo. Esta Unidade Escolar tem a recuperação da aprendizagem como parteintegrante do processo educativo e visa:  Oferecer oportunidade ao aluno de identificar suas necessidades e deassumir responsabilidade pessoal com sua aprendizagem;  Propiciar ao aluno os alcances dos requisitos consideráveisindispensáveis para sua aprovação. No entanto a recuperação da aprendizagem compreenderá duasmodalidades:  Contínua → realizada obrigatoriamente ao longo do processo ensino-aprendizagem à medida que as deficiências forem detectadas pelos professores.  Periódica→Proporcionada após a avaliação mensal e ao final de cadabimestre letivo, e ao aluno que apresente insuficiência de aproveitamento deaprendizagem. A gestão desta unidade escolar tem por objetivo promover a construção deuma prática educativa que contemple e vá ao encontro das necessidades do mundo 25
  • 21. contemporâneo abordados neste projeto e no Plano de Desenvolvimento da Escola(P.D.E.), observando sua real aplicação, desta forma realiza o acompanhamentosistemático de desempenho de alunos e professores tendo como norte a Política deGestão Escolar da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande pautada em quatrodimensões:  Dimensão Pedagógica: Assegura a educação de qualidade através doacompanhamento e cumprimento do planejamento dos professores por meio daequipe técnica do 1° ao 9° ano, preocupando-se em elevar os índices deaproveitamento apontado pela SEMED e MEC, propondo ações efetivas queminimizem os déficits de aprendizagem e também a evasão, o abandono erepetência dos alunos, propiciando o alcance de requisitos básicos paraaprendizagem, primando pela qualidade da ação pedagógica escolar. Coordena aelaboração de estudos, cumprimento das metas referentes ao P.D.E e IDEB e aopróprio Projeto Político Pedagógico. Proporciona através de projetos e planos deintervenções pedagógicas, a oportunidade de recuperar a aprendizagem dos alunoscom baixo rendimento.  Dimensão Administrativa: Assegura a integração entre esta unidade eSEMED promovendo reuniões com a equipe técnica e professores a fim decompartilhar informações e orientações recebidas desta secretaria no que dizrespeito a atividades realizadas, a prestação de contas, a documentos recebidos eenviados, ao cumprimento de prazos, a participação do corpo docente nos eventosvisando a formação continuada e capacitações, na aplicação de práticasprofissionais inovadoras, freqüência no trabalho, desenvolvimento dos planos deensino do corpo docente, da vida funcional, dos bens patrimoniais, da conservaçãode mobiliários, equipamentos e instalações físicas da unidade escolar.  Dimensão Legislativa: Acompanha o cumprimento e conhece as PolíticasPúblicas de educação que vigoram no país e a legislação pertinente as AtividadesEscolares tais como: Plano de Desenvolvimento da Escola, Estatuto da Associaçãode Pais e Mestres, Conselho Escolar, Inspeção Escolar, Regimento Escolar ePrograma do Livro Didático.  Dimensão Técnica: Promove estudos para elaboração do Regimento Escolar,Projeto Político-Pedagógico assegurando condições necessárias junto à equipetécnica e professores no desenvolvimento do ensino de qualidade, incentivando eenvolvendo todo grupo escolar nas ações. 26
  • 22. De acordo com a Política de Gestão Escolar da Rede Municipal de Ensino deCampo Grande, dimensão administrativa, cabe também ao Gestor Escolar participare incentivar sua equipe a participar dos programas de formação continuada, visandoo aperfeiçoamento profissional objetivando o alcance do índice do P.D.E destaunidade de ensino e do I.D.E.B (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A participação efetiva e assídua dos profissionais da educação nos eventos ecursos promovidos pela SEMED tais como: Reuniões de Pólo (Encontro deFormação Reflexiva) que envolvem todos os setores do âmbito escolar que atendemprofessores do 1° ao 9° ano, professores coordenadores das tecnologias da escola,assistentes de biblioteca, assistentes de serviços diversos, monitores/inspetores dealunos, agentes de atividades educacionais/ profissionais de apoio, especialistas emeducação, alunos do 6° ao 9° ano, Cursos de Educação à Distância, Latu Senso,Pro funcionário, nas Reuniões Pedagógicas, nas oficinas e cursos promovidos pelaescola contribuindo na formação docente e demais capacitações possibilitam aaplicação de práticas profissionais inovadoras melhorando o índice deaproveitamento dos alunos desta unidade. 27
  • 23. ORGANOGRAMA 28
  • 24. Apoio Coordenação Pedagógico mais Educação07:00 às 11:00 07:00 às 11:0013:00 às17:00 Merendeiras 13:00 às17:00 06:00 às 10:00 11:00 às 15:00 Supervisão e Escolar  9:00 às Orientação 07:00 às 11:00 13:00 Educacional 13:00 às 17:00 14:00 às 18:00 07:00 às 11:00 13:00 às17:00 Monitores de alunos Professores 07:00 às 12:20 12:20 às 16:20 07:00 às 11:10 e 13:00 às 17:10 7:00 às 10:40 ALUNOS 13:00 às 17:20 07 às 11:10 13 às 17:10 Auxiliar de Biblioteca Secretários 07:00 às 11:00 07:00 às 11:00 13:00 às 17:00 12:00 às 16:00 e 08:00 às 12:00 13:00 às 17:00 ASD 07:00 às 11:00 Guarda 13:00 às 17:00 Gestão Municipal 07:00 às 11:00 13:00 às 17:00 24 horas Profissional de Apoio 07:00 às 11:00 13:00 às17:00 29
  • 25. MODALIDADE E NÍVEIS DE ENSINO 2010EDUCAÇÃO INFANTIL/ENSINO FUNDAMENTAL Educação Infantil: PRÉ-ESCOLA DURAÇÃO: 01 ANO FAIXA ETÁRIA: 04 ANOS. Ensino Fundamental: DURAÇÃO: 09 ANOS ANOS INICIAIS: 05 ANOS. FAIXA ETÁRIA: 06 A 10 ANOS. ANOS FINAIS: 04 ANOS. FAIXA ETÁRIA: 11 A 14 ANOS. 30
  • 26. MATUTINO EDUCAÇÃO QUARTO INFANTIL PRIMEIRO ANO Nº. de Turma: 01 Nº. de Turmas: 02 ANO Nº. de Alunos: 60 Nº.de Alunos: 25 Nº. de Turma: 01 Nº.de Alunos: 30 SEGUNDO QUINTO ANO ANO Nº. de Turmas: 01 Nº. de Turmas: 01 Nº. de alunos: 26 TERCEIRO N de alunos: 30 ANO Nº. de Turmas: 03 Nº. de alunos: 83 NONO ANONº. de Turmas: 01Nº. de Alunos: 25 OITAVO SEXTO ANO ANO Nº. de Turmas: 01 Nº. de Turmas: 01 Nº. de alunos: 27 Nº. de alunos: 35 SÉTIMO ANO Nº. de Turma: 01 Nº.de Alunos: 37 31
  • 27. VESPERTINO EDUCAÇÃO PRIMEIRO INFANTIL ANO SEGUNDO TERCEIRONº. de Turma: 01 Nº. de Turmas: 01 ANO ANONº.de Alunos: 26 N°de Alunos: 28 Nº. de Turmas: 01 Nº. de Turmas: 01  N°de Nº. de Alunos: 27 Alunos: 26 QUARTO SÉTIMO ANO ANO Nº. de Turmas: 01 Nº. de Turmas: 01 Nº. de Alunos: 29 SEXTO Nº. de Alunos: 34 ANO Nº. de Turmas: 03 Nº. de Alunos: 85 OITAVO NONO ANO ANO Nº. de Turmas: 02 Nº. de Turmas: 02 Nº. de Alunos: 58 Nº. de Alunos: 47 32
  • 28. Esta Unidade Escolar Organiza-se nos seguintes níveis de Ensino Previstana (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Art. 87 e na Lei nº. 10.172/2001) aimplantação progressiva do Ensino Fundamental de Nove anos, a inclusão decrianças de seis anos de idade nesse segmento da Educação Básica. Esta Unidade Escolar também se organiza de acordo com a Lei Federalnº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, nos Parâmetros Curriculares Nacionais/Adaptações Curriculares e na Deliberação CME/MS nº. 77 de 05 de dezembro de2002, capítulos IV, Art. 11. Para Viabilizar o acesso à aprendizagem aos alunoscom necessidades educativas especiais, é preciso utilizar medidas de flexibilizaçãoe dinamização do currículo denominado adaptações curriculares. Os conteúdos constituem um elo essencial no processo da concretizaçãodos objetivos educacionais. Eles indicam e definem os aspectos do desenvolvimentoque se deseja promover. A organização Curricular desta unidade escolar visa: Promover odesenvolvimento integral do aluno nos seguintes aspectos:  Socialização.  Exploração sensorial e motora.  Expansão do desenvolvimento intelectual.  Desenvolvimento da personalidade humana.  Enriquecimento do vocabulário.  O despertar da criatividade como elemento de auto - expressão.  O desenvolvimento de atitudes e hábitos de higiene, além de propiciar à criança atividades que a prepare para a aprendizagem subseqüente. A identificação de conteúdos nas diferentes áreas do conhecimentofavorece diferentes aprendizagens para uma melhor compreensão da realidade. Odesenvolvimento integral do aluno em seus aspectos físico, psicológico, intelectual,e social, contemplando a ação da família e da comunidade, proporcionandocondições adequadas para promover o bem estar do aluno, seu desenvolvimentoemocional, intelectual, moral e social, a ampliação de suas experiências estimulandopor sua vez o interesse do aluno pelo processo da construção do conhecimento doser humano, da natureza e da sociedade. 33
  • 29. O fazer pedagógico é uma das ferramentas para a superação de umapedagogia que vem enfrentando problemas de fundos ideológicos e teóricos, poisnão há consenso, o sistema educacional é algo dinâmico que muda de acordo como contexto político e econômico, assim como as concepções teóricas que sustentamo fazer pedagógico do educador. Este Projeto Político Pedagógico não apresenta um método rígido no fazerpedagógico, objetivando o desenvolvimento das capacidades relativas aos aspectoscognitivo, afetivo e ético. A Tendência Pedagógica, aplicada nesta unidade deensino consiste em uma prática progressista, (Crítico Social dos conteúdos) com umprocesso que visa ao desenvolvimento pleno das habilidades (conceitual,procedimental e atitudinal) utilizando a Recuperação Paralela em todos os anos doEnsino Fundamental resultando o progresso amplo, global e contínuo por meio deconteúdos e atividades significativas. Segundo Perrenoud, 1988 o termo progressista, emprestado de Snyders,é usado para designar as tendências que, partindo de uma análise crítica dasrealidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sóciopolíticos daeducação. Evidentemente a pedagogia progressista não tem como institucionalizar-se numa sociedade capitalista; daí ser ela um instrumento de luta dos professoresao lado de outras práticas sociais. A tendência da pedagogia crítico social dos conteúdos propõe uma síntesesuperadora das pedagogias: tradicional e renovada, valorizando a ação pedagógicaenquanto inserida na prática social concreta. Entende-se a escola como mediaçãoentre o indivíduo e o social, exercendo a articulação entre a transmissão dosconteúdos e a assimilação ativa por parte do aluno num contexto de relaçõessociais; desta articulação resulta o saber criticamente reelaborado e com autonomiapor parte do mesmo. Tendo como diretriz o Referencial Curricular da Rede Municipal de Ensino,sugerimos uma proposta que englobe as três tipologias de conteúdos visando a umamelhor compreensão e reflexão do professor perante o seu planejamento e sua açãoreflexiva no seu fazer pedagógico da seguinte forma: Os conteúdos conceituais que de acordo com Moretto (2002), constituemo conjunto de conteúdos e definições relacionados aos saberes socialmenteconstruídos e são fundamentais no processo de construção e representação 34
  • 30. significativa dos alunos. Desde que estejam contextualizados e sua relevânciaidentificada, tanto por quem ensina como por quem aprende. De acordo com Valls (1996) os conteúdos procedimentais se referem aoconjunto de ações de modo a atuar com finalidade de alcançar metas, trata-se doconhecimento ao qual nos referimos ao saber fazer as coisas e sua aprendizagemvai supor em sua última análise, que saberão usá-las e aplicá-las e em outrassituações, para alcançar metas. Neles agrupamos as habilidades ou as capacidadesbásicas para atuar de alguma maneira, estratégias que os alunos aprendemsolucionar, problemas ou as técnicas e atividades sistemáticas relacionadas com asaprendizagens concretas. Os conteúdos atitudinais referem-se ao trabalho comvalores, atitudes, isto é, da predisposição do sujeito para atuar de certa maneira eque estes não devem ser trabalhados isoladamente, mas no contexto com os outros,visto o processo de ensino-aprendizagem. A avaliação está no contexto de uma aprendizagem organizada esignificativa, que permitirá ao educando ter confiança nos recursos e ter liberdade detempo e espaço para suas descobertas. Teremos como objetivo manter-nos atentoàs possibilidades dos alunos; ajustar tempos, espaços e recursos às necessidadesde cada um; promover a interação efetiva entre todos os elementos da açãoeducativa; desenvolver situações diversificadas em diferentes tempos de processo,interpretar a expressão das aprendizagens individuais; adequar tarefas avaliativasao contexto educativo e acompanhar a evolução das aprendizagens dos alunos pormeio de tarefas gradativas e complementares. Dessa forma acreditamos que as tarefas não podem ser interpretadas semlevar em conta o contexto na qual foram feitas [...] Devemos planejar situações, emtodos os níveis de ensino, que envolvam os alunos em conflitos cognitivos,encorajando-os a elaborarem cooperativamente soluções aos problemas colocados(Hoffmann, 2001, p.109- 113). Os encaminhamentos metodológicos para o processo de alfabetizaçãonão poderão desconsiderar o letramento e a lingüística, a ludicidade, a tecnologia eas atividades de intervenção para os alunos com necessidades educativasespeciais. Neste contexto, segundo Isseler, 1996, para a criança obter o domínio deuma língua (Código social com regra) ela terá que compreender que o código secompõe de fonema que se relacionam por regras mofo fonêmicas que Piaget chamade estágio de operações concretas as fases de desenvolvimento em que a criança 35
  • 31. usa mais critérios perceptuais nas soluções de problemas (Sintáticas e semânticas).A criança domina em lugar a linguagem perceptual sob o ponto de vista receptivo –auditivo, aprende a reconhecer, reter e associar certos padrões acústicossignificativos. Não podemos desconsiderar a importância da consciência fonológica(habilidade de prestar atenção aos sons da fala como entidades diferentes de seusentido, reconhecer alterações e rimas, contar sílabas nas palavras), porque acriança adquire um sistema de sons relacionados com o adulto, reiventando-o comtraços próprios, colocando-o dentro de suas próprias estruturas, modificando-oconforme amadurece assim conhece melhor o sistema do adulto. Todas as palavrasdo adulto serão assimiladas a esse padrão. Depois, aprendendo cada vez mais emais novas palavras que correspondem a novos conceitos, seu sistema seráreestruturado para acomodar as palavras do adulto. Assim estabelece uma novaestrutura, equilíbrio entre assimilação e acomodação. Portanto, a teoria de Piaget e a lingüística tem muito em comum, e acriança aprende que os sons são signos sociais com uma referência aceita peloadulto. Então, aprende a coordenar a relação entre eles, isto é a relação entresignificado e significante. Segundo Ferreiro, 1988 (apud Tolchinski, 1995) a criança no início desuas produções escritas, busca parâmetros distintivos entre marcas gráficas icônicas(desenhos) e as não icônicas (escritas). Nesse processo as letras se constituem emobjetos substitutivos. Depois, a criança estabelece a diferenciação entre as formasescritas, trabalhando alternativamente sobre eixos quantitativos referindo-se avariedade das marcas. Neste período a escrita passa apresentar uma série de letrascorrespondentes a algumas diferenças entre as palavras que são realizadas porvariações no repertório, na quantidade ou na posição de letras. Nesta variação podeinfluir a recordação de algum modelo de escrita. Diante desta metodologia acreditamos verificar a caracterização pelafonetização da escrita da criança, que começa por um período silábico e desembocano período alfabético. Durante a primeira fase, a sílaba é utilizada como unidadesobre a qual se pode estabelecer a correspondência entre as letras e a pauta sonoradas palavras. Primeiramente, essas correspondências são apenas quantitativas,mas depois passarão a ser também qualitativas. As correspondências qualitativassão adquiridas a partir do aprendizado dos valores sonoros convencionais dasletras, então se abandona a correspondência quantitativa a favor de uma qualitativa, 36
  • 32. determinadas letras valem para determinada sílaba. Nesse período a criança dedica-se a elucidar as relações de significados dos elementos e suas combinações. Neste contexto, Lemle, 2002, afirma que para ocorrer o cultivo dascapacidades que permitem os saberes básicos para a alfabetização devam serpropostas atividades que estimulem a idéia de símbolos, discriminação das formasdas letras, discriminação dos sons da fala. Esta metodologia além de propor um ambiente de aprendizagem quepossibilite a criança compreender e sistematizar que o casamento entre os sons eletras nem sempre é monogâmico, mostra que há correspondência biunívocas enão biunívocas entre sons da fala e letras do alfabeto e que há a variação dialetal earbitrariedade nas relações entre sons e letras. De acordo com Cagliari 1998, no início o objetivo é escrever. Depois que oaluno conseguir escrever com certa fluência, está na hora de começar a preocupar-se com o segundo aspecto do sistema de escrita que é a grafia das palavrasconforme o modelo ortográfico estabelecido. Superada a primeira fase, que é oaprendizado da leitura, aprender ortografia vem como conseqüência do trabalho deautocorreção de textos. Entretanto, não estamos afirmando que não iremos nos preocupar com aforma como a criança está desenvolvendo a escrita desde o início, porque temoscomo objetivo propiciar um ambiente de aprendizagem em que a criatividade, avariedade lingüística, a função e usos dos sistemas de escrita, serão explicados nocontexto do processo de aprendizagem. Sendo assim, citamos Gomes, 1998, que apresenta situações de ensino-aprendizagem refletindo sobre a ortografia a partir de textos e apresenta comosugestão o ditado interativo, releitura com focalização e reescrita com transgressãoou correção. Temos como objetivo propiciar um processo de alfabetização em que oeducando aproprie-se da escrita isto é, consiga fazer uso das práticas sociais deleitura e escrita. Sendo que o processo de leitura se desenvolverá de formadinâmica. Sendo assim, as atividades de preparação para leitura têm como objetivoa discussão das expectativas e previsões em relação ao texto em função do gêneroou tipo, do suporte, da apresentação gráfica, do título, do autor, etc. O desenvolvimento dessas atividades deverá variar de acordo com osrecursos disponíveis (multimídia) e o interesse e a necessidade dos alunos. 37
  • 33. As atividades a serem trabalhadas nas séries iniciais do EnsinoFundamental são: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia eas disciplinas das séries finais são: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências,História, Geografia, Inglês, Artes e Educação Física. Na sala de Informática serão planejadas atividades com o objetivo desistematização de informações, incentivando a metacognição, o saber sobre opensar, seja no acerto, seja no erro. Possibilitar ao aluno ter acesso a diferentestipos de softwares e ao acesso a internet. Esta metodologia oferece ao professor a possibilidade de acompanhar oprocesso de aprendizagem dos alunos passo a passo e ver como a criança é capazde analisar o que fez. Esta vivência desperta na criança a responsabilidade sobre oseu desenvolvimento, a segurança diante de situações desconhecidas, além delevá-la a refletir sobre seu próprio pensamento (Weiz, 2001) Portanto, acreditamos que através dessa metodologia o professorconsciente do seu papel, possa proporcionar ao aluno uma aprendizagem eficaz. O planejamento é um processo de reflexão, de tomada de decisão sobre aação, que visa á concretização de objetivos em prazos determinados e etapasdefinidas pelo professor no cotidiano de seu trabalho pedagógico. Os parâmetrosdefinidos para a elaboração do plano seguem roteiro abaixo:  Diretrizes Curriculares/Referencial Curricular;  Planejamento Quinzenal;  Planejamento Diário. A metodologia de ensino do Ensino Fundamental visa a uma participaçãoe compreensão do processo de desenvolvimento da cidadania, no exercício dedireitos e deveres políticos, civis, e sociais respeitando e agindo com solidariedade,cooperação e repúdio as injustiças, agindo de maneira crítica nas totalidades edecisões coletivas. 38
  • 34. Valorizar e conhecer a pluralidade do patrimônio sócio cultural brasileiro ede outros países, posicionando-se contra as discriminações culturais de classessociais, de crença, de sexo, de etnia, percebendo-se como integrante dependente etransformador do meio. Conhecer e cuidar do corpo, valorizar e adotar hábitos saudáveis e deconfiança afetiva, física, cognitiva, ética, questionar de forma lógica e criativa,capacitando-se assim no processo evolutivo, social, utilizando diferentes fontes deinformação e recursos tecnológicos para desenvolver diferentes linguagens – verbal,matemática, plástica e usufruir das produções culturais, em contextos públicos. Com base em pressupostos metodológicos da pedagogia progressistaesperamos que os alunos inseridos nesta unidade escolar pudessem adquirir acompetência da autonomia da aprendizagem nos diversos componentes curricularesque compõe a modalidade do Ensino Fundamental tais como:Língua Portuguesa A aprendizagem do aluno está fundamentada na leitura e escrita. Otrabalho com a leitura é imprescindível para dar solução ao problema relacionado aopouco aproveitamento escolar. Por isso, apresentamos atividades que possibilitem odesenvolvimento do processo cognitivo da leitura por meio da variação da tipologiatextual e do funcionamento da língua como elemento fundamental da linguagem orale escrita. A língua falada e a língua escrita são trabalhadas, considerando os seusdiferentes aspectos e significados. O Projeto visa principalmente à formação dos alunos para o conhecimentoda linguagem como processo de interlocução e estabelece alguns objetivosessenciais:  Evidenciar e aprimorar a leitura dando noções de conceitos e utilização da língua falada e da língua escrita.  Formar alunos conhecedores da linguagem como processo de interlocução.  Levar ao conhecimento dos alunos os diferentes tipos de texto e discursos, seus elementos constitutivos e suas funções.  Proporcionar uma visão ampla e esclarecida dos fatos lingüísticos observando sua funcionalidade no nosso cotidiano. 39
  • 35.  Estimular o trabalho artístico visando uma melhora na leitura, na interpretação e na produção de textos de diversas tipologias e gêneros.  Utilizar textos e contextos diferentes para estimular a aprendizagem da Língua Materna. A partir disso, ainda que de modo bastante sucinto, expomos cincoaspectos que consideramos fundamentais a serem desenvolvidos e explorados do1º ao 9º ano em língua portuguesa. 1. Diversidade de textos: Quanto maior for o contato com diferentes tiposde textos, mais chances o professor terá de desenvolver os processos intertextuais.O texto literário, o informativo, o publicitário e o dissertativo, deverão estar presentesnas aulas de língua portuguesa, para que se confrontem nas diferentes formas e,principalmente, seus diferentes tipos de discursos ideológicos. Isso garante aintertextualidade (a dialética textual), porque permite a leitura de diferentes pontosde vista sobre o mesmo assunto. 2. Interdisciplinaridade: A interdisciplinaridade representa uma visãointegrada da aprendizagem, sem artificialismos. Colocando o processo deaprendizagem numa situação concreta de interação social, além de romper com ohabitual ensino compartimentado. 3. Contexto artístico: Entendemos que todo o conhecimento precisa estarvinculado à sensibilização e às condições afetivas e sociais. O trabalho artísticodeve expressar a leitura do aluno sobre a realidade social e humana que o cerca. 4. Ludicidade: Sabe-se que a criança aprende brincando e com maiorprazer, quando a aprendizagem se faz por meio de jogos, brincadeiras, música ouatividades semelhantes. Brincando o aluno descobre o mundo, como ele funciona,aprende e desenvolve, experimenta, vai adquirindo noções especiais produzemsons, desenvolve o cérebro para as funções do falar e do escrever, auxiliando noseu desenvolvimento global. Os aspectos afetivos e sociais são a interação com acriança por meio de estímulos, aprender por intermédio da interação com o ambientepode ser desenvolvida e realizada por meio das brincadeiras com responsabilidadedidática. 40
  • 36. 5. Funcionalidade: Na perspectiva da funcionalidade, os fatos lingüísticos(gramática, ortografia, pontuação) são contextualizados; pois o objetivo principal é acapacidade comunicativa do aluno (receptiva e produtiva). Dessa forma, o ensino dalíngua portuguesa deve ser compreendido como competências (desempenho ehabilidades) que precisam ser desenvolvidas, e não como conteúdos a memorizar.LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA Compreendemos e acreditamos que é de suma importância a aquisição daaprendizagem da Língua Moderna Estrangeira (Inglês) em nossa unidade escolar apartir do 6º ano do Ensino Fundamental e expomos os seguintes objetivos: Despertar no aluno o gosto pela Língua Estrangeira, sem, contudoperder o gosto pela Língua Materna respeitando as diversidades culturais,proporcionando um universo contextualizado onde os aprendizes possam descobrirnovos significados através das informações que lhe forem repassadas utilizandorecursos tecnológicos, livros didáticos e materiais paradidáticos.HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS  Reconhecer que o aprendizado de uma língua estrangeira ou maispossibilita o acesso aos bens culturais da humanidade construídos em outra partedo mundo;  Vivenciar uma experiência de comunicação humana, pelo uso de umalíngua estrangeira, no que se refere às novas maneiras de se expressar e de ver omundo, possibilitando maior entendimento de mundo diversificado;  Construir o conhecimento, sobre a organização textual valorizando aleitura como fonte de informação e prazer, sabendo como e quando utilizar alinguagem nas situações de comunicação, tendo como base a língua materna. 41
  • 37.  Desenvolver a habilidade sensoriovisual e sensoriaudivisual noseducandos;  Conhecer e usar a Língua Inglesa como instrumento de acesso àinformação e a outras culturas;  Aprimorar o vocabulário, bem como permitir que os aprendizes peguemgosto por aquilo que estejam fazendo;  Compreender as expressões das dinâmicas aplicadas.MATEMÁTICA Para enfrentar os desafios dos novos tempos, os seres humanos precisamcada vez mais de autonomia no pensar, capacidade de tomar decisões; criatividadee versatilidade para transitar pelas diversas áreas do conhecimento, além de umaprofunda consciência. Diante dessa realidade, o ensino de forma geral, e amatemática, em particular, precisaram modificar profundamente. É preciso formaraluno pensante, crítico e criativo, originando um cidadão participativo e responsável. Temos para isso alguns objetivos:  Transmitir informações e desenvolver as competências matemáticas necessárias ao exercício da cidadania que possibilitem ao aluno estabelecer conexões e associações entre diferentes noções, entre suas concepções espontâneas e novas aprendizagens, para que possam estabelecer redes de significados.  Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo a sua volta.  Utilizar conceitos matemáticos e procedimentos, bem como recursos tecnológicos disponíveis diante de uma situação- problema.  Desenvolver a auto-estima, a perseverança e a criatividade na busca de soluções.  Resolver situações–problema adotando estratégias, desenvolvendo formas de raciocínio e processos como: intuição, dedução, analogia e estimativa. Propomos aos nossos alunos uma aprendizagem matemática a partir daresolução de situações-problema, exploração dos conteúdos de forma equilibrada e 42
  • 38. articulada, envolvendo números e operações, espaços e formas, grandezas emedidas, tratamento de informação. Além disso, motivar diferentes tipos de cálculos,como cálculo mental e aproximado, o uso da calculadora, permitindo ao alunotambém desenvolver a leitura, oralidade e a escrita percebendo que o estudo damatemática estimula o interesse, a curiosidade e o espírito de investigação. Encaminhamentos e estratégias de atividades: Desenvolver as operações mentais e as habilidades de raciocínio, tais como: 1. Relacionar, classificar, seriar, seqüenciar, levantar hipóteses e etc. 2. Solucionar problemas que permitam o levantamento de questões, apesquisa, a discussão, a exploração e a especulação, além da contextualização dasoperações. 3. Usar procedimentos intuitivos ou estratégias pessoais para resolvercálculos ou problemas, porém sempre com algumas estratégias que possibilitem aoaluno associar os aspectos semânticos e sintáticos das operações matemáticas. 4. Tomar a aprendizagem significativa, levando o aluno a estabelecerrelações entre os novos conhecimentos e os conhecimentos que já possui,ampliando suas capacidades de compreensão da realidade. 5. Possibilitar ao aluno associar os símbolos matemáticos ao seusignificado referencial. 6. Propor ao aluno modelos concretos como manipulativos, verbais,gráficos ou de caráter simbólicos (modelos aritméticos para as regras algébricas)para que os alunos associem os símbolos matemáticos ao seu significadoreferencial. 7. Construir noções e conceitos de procedimentos em diferentescontextos por intermédio de situações-problema que respondam a estruturassemânticas diferentes. 8. Estimular a abstração progressivamente por meio de processos dedissociação entre o conteúdo matemático e extra matemático que leve a abstraçãoe que não seja excludente, mas complementar ao processo de associação entre osignificado referencial e o formal dos símbolos matemáticos. 9. Contextualizar as atividades, utilizando situações do cotidiano do aluno. Em alguns momentos, optamos por situações concretas e lúdicas queenvolvam jogos e brincadeiras, buscando sempre relacionar o conhecimento jáconstruído e a situação – problema, proposta, exigindo, por sua vez , tomada de 43
  • 39. decisões que permitam ao aluno analisar, levantar hipóteses e concluir comautonomia. Desta forma, os conteúdos matemáticos devem ser integrados,naturalmente às demais disciplinas. Consideramos fundamental que se desperte noaluno o gosto e o interesse pela matemática, por meio de uma orientação e umaaprendizagem eficaz.ARTES As atividades lúdicas são indispensáveis para apreensão dosconhecimentos artísticos e estéticos, pois possibilitam o desenvolvimento dapercepção, da imaginação, da fantasia e dos sentimentos. O brincar nas aulas de artes pode ser de uma forma em que o alunoconsiga durante este momento experimentar novas situações, de compreender eassimilar mais facilmente o mundo cultural e estético. A prática artística é vivenciadapelo aluno tanto na educação infantil como no ensino fundamental como umaatividade lúdica, onde o fazer se identifica com o brincar, o imaginar com experiênciada linguagem ou da representação. O jogo simbólico pressupõe a representação de um objeto ausente, eletem características fundamentais, como assimilação do real ao eu, sem quaisquerlimites ou sanções. Assim tudo é possível no faz de conta. A brincadeira permite-lheelaborar a experiência vivida, fazendo parte de seu esforço de compreensão eadaptação ao mundo ao qual está inserida. Essas representações vividas pelascrianças cedem lugar, mais tarde a representação em pensamento, que caracterizao universo do adulto. A construção do conhecimento sobre o trabalho artístico pessoal , doscolegas e sobre a arte como produto da história, da multiplicidade das culturas, comênfase na formação cultivada do cidadão. Objetivos do ensino de Artes: • Conhecer a arte através da alfabetização nas linguagens: ArtesVisuais, teatro, música e dança, promovendo o desenvolvimento cultural dos alunosconsiderando sua capacidade de criar, inventar, construir, viver emoções, conhecere transformar o mundo dentro de uma visão crítica e flexível.HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS EM ARTES 44
  • 40.  Compreender e utilizar a arte como linguagem, mantendo uma atitudede busca pessoal e coletiva articulando a percepção, a sensibilidade e a reflexão aorealizar uma produção artística;  Experimentar e conhecer materiais, instrumentos e procedimentosartísticos diversos em artes (visuais, dança, música, teatro), utilizando-os nostrabalhos pessoais, identificando-os e interpretando-os na apreciação econtextualização cultural.  Identificar, relacionar e compreender a arte como um fato histórico,contextualizando nas diversas culturas, conhecendo e respeitando as produções deum modo geral;  Realizar pesquisa, organizando informações sobre a arte, através dosartistas, obras de arte e fontes de comunicação e informação.  Compreender e reconhecer a arte e a cultura de seu município.(artistas, músicos regionais).CIÊNCIAS Com a supervalorização do conhecimento científico e a crescentepresença e intervenção da tecnologia no cotidiano do aluno, o conteúdo de Ciênciasajuda na compreensão do mundo e suas transformações e permite que nosreconheçamos como parte integrante do universo. Por meio desse saber podemosquestionar, criticar o que vemos ou ouvimos, intervir na natureza e utilizar seusrecursos; agir de forma responsável tanto com relação ao ambiente quanto a nósmesmos e refletir sobre as questões éticas que estão implícitas na relação entreciências e sociedade. Durante séculos o ser humano apropriou-se dos recursos naturais, alterouos ciclos da natureza, acreditando que estava a sua disposição. Hoje estamos diantede uma crise ambiental que coloca em risco toda a vida do planeta. Saber como anatureza se comporta e como a vida se processa é fundamental para o aluno tomarposições com fundamento e orientar suas ações de forma consciente. É preciso ainda que o aluno saiba que o corpo humano, interage como omeio em que vive. O corpo recebe uma herança biológica, mas também éinfluenciado pelo meio cultural, social e afetivo, que contribuem para que cada corposeja único, assim como é cada ser humano. Ao ensinarmos ciências possibilitamos aos alunos passar doconhecimento do senso comum para o conhecimento científico. 45
  • 41. Durante os primeiros anos de vida escolar, a criança se apropria domundo e a formulação de novos conhecimentos vai ampliando e modificando pormeio da aprendizagem sistemática . As perguntas se colocam sucessivamente, acuriosidade se expande e a apropriação do conhecimento sistematizado pelahumanidade acompanha seu desenvolvimento cognitivo e sua trajetória escolar.Embora a curiosidade esteja presente em toda a vida das pessoas, ela éparticularmente intensa durante a infância e a adolescência . Alguns fenômenos da natureza exercem verdadeiro fascínio sobre oaluno. O comportamento e característica de animais, especialmente aqueles quenão fazem parte do seu cotidiano, as explorações de ambiente desconhecido comoo fundo do mar e o universo despertam a curiosidade da maioria dos alunos. Suahabilidade e interesse em montar coleções de pedrinhas, de sementes, de folhase etc. Seu interesse por substâncias esperando alguma surpresa como resultado, aconstante indagação – “E se eu fizer tal coisa, o que vai acontecer?” – a freqüentepergunta “Por quê?”. Algumas vezes tão difícil de responder, são algumascaracterísticas que aproximam crianças do saber científico. Objetivos a serem desenvolvidos na disciplina de acordo com o ProjetoPolítico Pedagógico: Desenvolver a consciência ecológica dos jovens para que compreendama importância da conservação ambiental. Formando cidadãos integrados ao meio econsciente da sua integração ao ecossistema através do estudo de teoriascientíficas que explicam a formação do universo, planetas, origem da vida eevolução das espécies.HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS Compreender a natureza, sendo o ser humano parte integrante e agentetransformador relacionado aos demais seres vivos; Compreender a Ciências como um processo de produção de conhecimento euma atividade humana, associada aos aspectos de ordem social, econômica,política e cultural; Identificar relações entre conhecimento científico de produção tecnológica econdições de vida, compreendendo como um meio para suprir as necessidadeshumanas; 46
  • 42.  Saber utilizar conceitos científicos básicos associados à energia, matéria,transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida, colocando em práticaconceitos, procedimentos e atitudes adquiridas no aprendizado escolar; Valorizar o meio ambiente.HISTÓRIA O conhecimento da própria individualidade e do outro, ou seja, aidentificação da realidade como o eu, você, nós, o lugar está no início do processodo conhecimento histórico e da compreensão homem/ natureza. Sua utilização comorecurso pedagógico possibilita ao aluno elaborar gradualmente uma nova maneirade se relacionar com o mundo, que, em conseqüência, vai deixando de ser umamera projeção de suas emoções para ganhar a dimensão de uma realidade exteriore objetiva. A realidade imediata de cada um dá-se num tempo e um espaçodeterminado. Essa circunstância, que caracteriza as individualidades, está na base dacompreensão das semelhanças e diferenças, das mudanças e permanências,noções fundamentais para o desenvolvimento dos estudos de História. Apresentamos aos professores uma proposta que partindo do tempopessoal do aluno e dos lugares de seu cotidiano, busca levá-los a ampliar asexperiências do tempo e do espaço e a representá-las, como atividade exploratória,no processo de compreensão das relações sociais, das instituições, das regras deconvivências, da pluralidade cultural, das implicações da intervenção humana nosprocessos naturais. Compete ao educador acompanhar o aluno nesse processo,proporcionando a oportunidade de vivências que lhe permitam reavaliar criticamenteas noções do senso comum com as quais chegam à escola e a partir daí, construir oseu conhecimento assumindo novos valores inerentes ao exercício da cidadania eao convívio social. O ensino de História tem como objetivo desenvolver no aluno aconsciência de sua individualidade e a reconhecer a individualidade do outro,condições necessárias e indispensáveis para a sua inserção na sociedade. O proposto está apoiado no mundo conhecido e vivenciado pela criançaem situações que lhe são próximas. Elas são as bases a qual o aluno estabelecerelações entre fatos presentes, próximos e remotos; identifica seus aspectos 47
  • 43. particulares e universais, desenvolvendo, assim, sua capacidade de dar forma esignificado à realidade observada e seu espírito inquiridor e crítico, pressupostonecessário no processo da elaboração das abstrações e das noções de conceitos. A escolha desta forma de ensinar História justifica-se pela facilidade quetêm as crianças de identificar a realidade como o eu, dentro de um processogradativo de descentralização. Por esse caminho, o aluno passa a ampliar eenriquecer o repertório de suas vivências e dá início a um novo modo de relacionar-se com o mundo, abrindo-se para o convívio social e para o exercício da cidadania. Essa é a razão por que apresentamos como eixo temático a maneiracomo a criança constrói sua história, elabora seu conhecimento tendo comoreferência as pessoas com as quais vive e convive em casa, escola, na rua, nobairro, na cidade, as relações de parentesco, os locais onde se movimenta, osobjetos com os quais confere significados pessoais. Esses e outros aspectos de sua vida cotidiana servem de base para odesenvolvimento dos conceitos de História, relações sociais, cultura, tempo eespaço, permitindo aos alunos do ensino fundamental apreender significativamentea realidade mais abrangente e complexa como o município, Estado e país e mundo. Espera-se que ao longo do ensino fundamental os alunos gradativamentepossam ampliar a compreensão de sua realidade, especialmente confrontando-a erelacionando-a com outras realidades históricas e assim possam fazer suasescolhas e estabelecer critérios para orientar suas ações.HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS EM HISTÓRIA  Identificar relações sociais no seu próprio convívio local, regional, nos países e no mundo e outras manifestações estabelecidas em outros tempos e espaços.  Compreender que as histórias individuais são partes integrantes de histórias coletivas.  Reconhecer que o conhecimento histórico é parte de um conhecimento interdisciplinar.  Situar e conhecer os acontecimentos históricos e localizá-los em sua multiplicidade de tempo;  Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos, em diversostempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, 48
  • 44. reconhecendo as semelhanças e diferenças entre eles, continuidade,descontinuidade, conflitos e contradições sociais.  Conhecer e estudar a História e a Cultura Afro-brasileira levando osindivíduos a compreenderem e valorizarem as diferentes culturas sem discriminaçãode acordo com a Lei 10.639/01.  Valorizar o patrimônio sócio cultural e respeitar a diversidade social,considerando critérios éticos;  Valorizar o direito de cidadania dos indivíduos, dos grupos e dos povosfortalecendo a democracia.GEOGRAFIA A escola tem um papel muito importante na construção do conhecimento doindivíduo e de sua preparação para a formação de um cidadão pleno. Cabe a elafortalecer os vínculos, orientar o discente a lidar com as novas tecnologiaspreparando - o assim para o mercado de trabalho. Na busca de alcançar estes objetivos, a Geografia propõe situações diversasde construção e reconstrução do conhecimento através de trocas contínuas entre osindivíduos no meio em que vivem, exercendo um papel fundamental no sentido decontribuir para a continuidade da formação de cidadão consciente.HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS EM GEOGRAFIA  Conhecer o mundo atual em sua diversidade, favorecendo acompreensão, de como as paisagens, os lugares e os territórios se constrói;  Identificar e avaliar as ações dos homens em sua sociedade e suasconseqüências em diferentes espaços e tempos.  Compreender as especialidades e temporalidade dos fenômenosgeográficos e seu funcionamento em suas múltiplas relações;  Compreender a importância das diferentes linguagens de leitura dapaisagem, sabendo utilizar a linguagem gráfica para obter informações e representara especialidade dos fenômenos geográficos. 49
  • 45.  Valorizar o patrimônio sócio-cultural e respeitar a diversidade,reconhecendo-os como direitos dos povos.EDUCAÇÃO FÍSICA Esta Unidade Escolar respeita e obedece a Resolução SEMED nº. 110 de16 abril de 2007 que regulamenta as aulas de Educação Física. Esta resolução regulamenta que as aulas de Educação Física serãoministradas por professores habilitados em curso de graduação em EducaçãoFísica. Compete ao professor elaborar seu plano de trabalho em consonância comas Diretrizes Curriculares. Artigo 6º - O Professor de Educação Física deverá estar adequadamentetrajado para ministrar as aulas. Parágrafo Único – O traje de que trata o caput deste artigo compõe se detênis, camiseta, calça, bermuda ou calção. Esta Unidade compreende que o processo de ensino e aprendizagem emEducação Física, visa aprimorar no aluno condutas motoras básicas, desenvolverprincípios psicomotores, noções de como lidar com as transformações corporais,obter conhecimento de higiene, iniciar a prática desportiva através de atividadeslúdicas, desenvolver aspectos de cuidados com a saúde e qualidade de vida e quepor meio dessas habilidades o aluno possa se desenvolver integralmente adotandoo exercício como parte integrante de sua vida e como forma de vida saudável.Portanto não se restringe ao simples exercício de certas habilidades e destrezas,mas sim de capacitar o aluno a refletir sobre suas possibilidades corporais comautonomia, exercê-la de maneira social e culturalmente significativa e adequada. Trata-se de compreender como o aluno utiliza suas habilidades e estilospessoais dentro de linguagens e contextos sociais, pois um mesmo gesto adquiresignificados diferentes conforme a intenção de quem o realiza e a situação em queisso ocorre. No Projeto Político Pedagógico por meio das habilidades desenvolvidasqueremos que o aluno se aproprie do processo de construção de conhecimentorelativo ao corpo e ao movimento e construa uma possibilidade autônoma deutilização de seu potencial. Para tanto as aulas de Educação Física e recreaçãoocorrerão sempre que possível em: I – Quadra Esportiva; II – Pátio da Unidade Escolar. 50
  • 46. Durante as aulas de Educação Física os alunos portadores denecessidades educativas especiais serão integrados as atividades para quedesenvolvam suas potencialidades, sendo respeitados os tipos e graus delimitações, pois entendemos que a aula de Educação Física pode favorecer aconstrução de uma atitude digna, de respeito próprio por parte do deficiente e aconvivência com os demais alunos possibilitará a construção de atitudes desolidariedade, de respeito, de aceitação, sem preconceitos.HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS EM EDUCAÇÃO FÍSICA  Promover a socialização dos indivíduos através da cultura corporal demovimentos utilizando a ginástica, a dança e o jogo.  Estabelecer relações equilibradas e construtivas sem discriminaçãopessoal, física e social, adotando atitudes de respeito mútuo, repudiando qualquertipo de violência.  Inserir o indivíduo na cultura corporal de forma consciente tornando-separte do processo, interagindo no meio em que vive, sendo capaz de reconhecer aatividade física como imprescindível na manutenção da qualidade de vida e nasaúde coletiva.  Conhecer e valorizar, respeitar e desfrutar da pluralidade demanifestações de culturas do Brasil e do mundo. Esta unidade escolar promove e estimula em todas as disciplinas o estudodos Temas Transversais:  Ética  Pluralidade Cultural  Meio ambiente  Saúde  Orientação Educacional  Trabalho e consumo Assegura o conhecimento, a compreensão e estudo das datascomemorativas dando ênfase nas seguintes:  Dia do índio.  Dia do Trabalho. 51
  • 47.  Dia Internacional da Mulher.  Dia da Páscoa.  Dia do Descobrimento do Brasil.  Dia da Independência do Brasil.  Dia do Folclore.  Semana Nacional do Trânsito.  Dia da Proclamação da República.  Dia da Bandeira.  Dia da Consciência Negra.  Natal e etc. Assegura o uso das tecnologias educativas na contribuição do processode ensino e aprendizagem: Biblioteca, Sala de Informática, TV Escola e materiaisdidáticos e pedagógicos. Assegura a abordagem do Estatuto da Criança e do Adolescente deacordo com a Lei nº 4.314/2005 em todo âmbito escolar, promovendo reuniões como corpo docente, discente e pais, garantindo o seu cumprimento e direito dos alunos. Dentro deste Projeto também asseguramos no currículo do EnsinoFundamental, obrigatoriamente, conteúdos que contemplem e que tratem dosdireitos das crianças e dos adolescentes em cumprimento a Lei n° 11.525, de25/09/07 que acrescenta § 5° ao Art. 32 da Lei n° 9.394 de 20/12/96, para incluireste tema, observando a produção e distribuição de material didático adequado. Esta unidade de ensino participa do Programa Escola Viva/Escola Aberta e ouEscola dos Finais de Semana, conta como apoio e participação do CoordenadorPedagógico, Professor Comunitário e Oficineiros. A comunidade é assídua eparticipativa. O Programa oportuniza o elo de integração entre comunidade e escola.De acordo com os depoimentos da comunidade, as oficinas ministradasproporcionam aumento da renda familiar, novas amizades, interação entreadolescentes, jovens e adultos entre outros fatores. 52
  • 48. A Comunidade Escolar desenvolve projetos de ensino e aprendizagemelaborados com a direção, equipe técnica, professores e alunos visando à aplicaçãode praticas inovadora, incentivando a participação individual e coletiva no processo. A direção juntamente com a equipe técnica está desenvolvendo um projetono intuito de minimizar os problemas de indisciplina no âmbito escolar,principalmente nas salas de aula e conta com a participação efetiva do alunadoenvolvido e com problemas de comportamento. O projeto visa formar alunosconscientes de seu papel na escola, despertando-nos mesmos o prazer e o gostopelas aulas ministradas em sala de aula independente da disciplina trabalhada, numambiente favorável sem interferências no que se refere ao acompanhamento dosalunos, finaliza com a participação do grupo participante na acolhida demonstrandomudanças de comportamento. De acordo com o Regimento Interno, desta Unidade de Ensino em seuartigo 102, Título VI , Visa que : A Política da Educação e o Ensino para o trânsito,embasado nos conceitos éticos e morais, deverão orientar os trabalhos pedagógicosnas unidades escolares, considerando o respeito e a valorização da pessoa humanacomo parte integrante e fundamental da formação dos alunos. Compete ao professor do Ensino Fundamental incluir em seuplanejamento o ensino sobre o trânsito cujo objetivo geral é promover mudanças decomportamento e proporcionar o exercício da cidadania, a inclusão social, o respeitoà diversidade e a solidariedade, estimulando nas crianças , nos adolescentes ,jovens e adultos atitudes, valores e hábitos que venham de fato contribuir para apreservação da vida, para a paz no cotidiano dos espaços urbanos e rurais, capazesde ajudar na redução de acidentes de trânsito. As atividades pedagógicas da educação para o trânsito contemplarão asque propiciem a inclusão social, sem discriminação, trabalhando conteúdos epráticas vivenciadas que valorizem a vida e o exercício da cidadania. A educação e o ensino para o trânsito no Ensino Fundamental deverãooferecer ações que permitam ao aluno compreender o fenômeno “Trânsito” e suasexpectativas sobre diversos aspectos da vida como: a cidadania, o respeito aopróximo, a preservação da saúde e do meio ambiente, entre outros. 53
  • 49. O Bullying na escola causa sofrimento e angústia. As vítimas podem ter oprocesso de aprendizagem comprometido, ocasionando o déficit de concentração,queda do rendimento escolar e desmotivação para os estudos, podendo resultar emevasão e reprovação escolar. Nesta Unidade Escolar o programa será efetuado de acordo com oRegimento Escolar no que se refere ao artigo 173 a 176, e também, articulado aoProjeto Ficha Limpa Premiada.PROJETOS:  Educação para Sustentabilidade.  Dia da Consciência Negra.  Ficha Limpa Premiada.  Cultura Indígena e Africana.  Cultura Regional Pantanal e Música.  Leitura e Fantoches (cronograma na biblioteca).  Intervenções Pedagógica.PROGRAMAS:  Mais Educação.  Saúde na Escola.  Saúde e Prevenção na Escola. 54
  • 50. Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano. A organização na sala de aula deverá respeitar as diferentesnecessidades dos alunos e estar de acordo com a realização das diversasatividades que lhes são propostas. Acreditamos que importante não é a quantidade de espaço, e sim aspossibilidades de ter jogos, brinquedos, um cantinho de leitura, um mural no qual secoloquem os avisos, notícias e fatos que as crianças consideram importantes. A organização da sala de aula é fundamental para que a criança possaconhecer e explorar seu espaço com autonomia. Por isso consideramos importanteprever todas as questões. Faz-se necessário que nos coloquemos em seu lugar e,na medida do possível, com seus olhos, busquemos reconstruir o espaço e aquelastarefas que queremos exigir delas, para que isso ocorra de forma natural. Osprofessores ajudarão a organizar o cantinho da leitura e da rotina de sala de aulaporque se as atividades não variam e os espaços não são modificados, pode haverdificuldade de acompanhamento ou questões de indisciplina na sala de aula. Acreditamos que a sala de aula não pode ser um espaço imutável umavez que ela é o cenário onde ocorrem diferentes situações de aprendizagem. Emalgumas delas o importante é que os alunos estejam à frente de seus colegas,discutindo suas idéias , ouvindo. Em outras há um objeto em elaboração,os alunosprecisam movimentar-se, tirar dúvidas, buscar material. Às vezes o professor precisafalar e ser ouvido por todos, em outro momento fala enquanto os alunos escrevemou lêem . O importante é a adequação do espaço à atividade.Arrumação da sala de aula O espaço é um retrato da relação pedagógica porque registra, concretamente, através de sua arrumação (dos móveis....) e organização (dos materiais....) a maneira como esta relação é vivida. Ela pode contar as inúmeras experiências vividas dentro da sala de aula, mas somente o fará se suas paredes não estiverem nuas ou decoradas (alienadamente) pelo professor com figuras da Mônica ou Pato Donald. (Madalena Freire, 1988). Portanto as salas de aula desta unidade serão constituídas de umambiente de letramento de forma contextualizada a partir de uma rotina dinâmica esignificativa, pois percebemos e também acreditamos que a sala de aula é espaço 55
  • 51. para trabalhar valores éticos e democráticos. O ambiente de aprendizagem deveproporcionar a construção e reconstrução desses valores que promoverão aformação do sujeito crítico e consciente de seu papel na sociedade por meio de umensino de qualidade, ou seja, a formação integral do aluno. Compete a cada professor:  Deixar as paredes de sua sala decorada pelas produções de seus alunos, quer seja por meio de desenhos ou escritas.  Dar acabamento final nas produções dos alunos a fim de valorizá-las.  Expor as produções de seus alunos, nas dependências da escola, tanto nos corredores quanto nas paredes da sala de aula.Cartazes necessários em sala de aula:  Calendário  Aniversariante do mês  Ajudante do dia  Cabeçalho da escola  Alfabeto (Com os quatro tipos de letras)  Números de 0 a 09  Cantinho da leitura  Lista nominal dos alunos  Horário das aulas.Do Ensino Fundamental do 6º ao 9º ano Compete aos Professores, elaborar o mapa de sala no qual o alunopermanecerá no local em que se possibilitem mais condições de aprendizagemassegurando a participação efetiva, a concentração e a compreensão dos conteúdosaplicados. Expor nas paredes da sala de aula:  Cartaz com os Comportamentos Inadequados e Medidas Sócio Educativas para a efetivação do Projeto Ficha Limpa;  Mapa de sala 56
  • 52. Ao gestor escolar compete supervisionar e coordenar as atividadespedagógicas, administrar os recursos financeiros da Unidade Escolar, emconsonância com as normas estabelecidas no Regimento Escolar e neste ProjetoPolítico Pedagógico. O gestor escolar gerencia delegando co-responsabilidades compartilhadas,com visão de futuro e de mundo, exercendo a liderança com apoio administrativo,professores e equipe técnica, bem como de voluntários e parceiros que colaboramcom a obtenção das metas previstas assegurando o êxito dos alunos. Entendemos também que o gestor escolar no seu trabalho cotidiano, lidera osatores que vivem dentro e no entorno da escola, influenciando-os e interagindo comeles para dar e receber contribuições que levem à realização dos objetivos traçados. Diante deste contexto percebemos que o gestor escolar coordena, integra econsolida os resultados dos membros da escola, explicitados sempre no seu PlanoIntegrado de Trabalho contemplando as quatro dimensões pontuadas na Política deGestão Escolar da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande que são: DimensãoPedagógica: a busca de mecanismos que contribuam para a aprendizagem efetivado aluno de acordo com o Projeto Político Pedagógico proposto, DimensãoAdministrativa: assegura a integração entre esta unidade e a Semed, DimensãoLegislativa: acompanha o cumprimento e conhece as políticas Públicas de educaçãoque vigoram no país e a legislação pertinente e Dimensão Técnica: promoveestudos para elaboração de Regimento Escolar e Projeto Político Pedagógicoassegurando o ensino de qualidade. Estes resultados têm como objetivo final,assegurar o único resultado que interessa: O sucesso do aluno. É primordial que o gestor escolar saiba ouvir e compreender osprofessores, alunos, pais e funcionários, usar a liderança sugerindo e discutindo adinâmica das ações e das relações dentro da escola, de tal forma que todas assituações possam ser vivenciadas como experiências que serão revertidas para obenefício de toda comunidade. Esta Unidade Escolar acredita que o sucesso dos alunos decorre daparticipação de todos os segmentos da comunidade escolar. 57
  • 53. Também acreditamos, numa liderança eficaz que não se confunde nemse baseia apenas em comando, mas aquela que garante condições para que seusliderados produzam e alcancem os resultados por meio de um clima de cordialidadee solidariedade por meio de um ambiente adequado de trabalho, com respeito econfiança, definindo e delegando tarefas, apoiando seus liderados em todas asatividades pedagógicas, avaliando e revertendo os resultados para assegurar osobjetivos de uma escola eficaz. Sendo fundamental no processo de gestão escolar compartilhada aparticipação do gestor no acompanhamento da aprendizagem em sala de aula,auxiliando no processo pedagógico,ou seja, sempre que possível lançar um olhar,observador e compreensivo, sobre a reação do aluno diante dos estímulos dosprofessores. A gestão desta Unidade escolar acredita na parceria entre os educadoresna busca da melhoria permanente do processo ensino aprendizagem e na melhoriada qualidade do ensino. Compete ao gestor da Unidade Escolar estabelecer metas que possamviabilizar e concretizar o processo da aprendizagem dos alunos, superandoeventuais resultados por meio da superação dos desafios da gestão escolar nocumprimento das atribuições relacionadas no Regimento Escolar. A gestão escolar em cumprimento as suas obrigações principais, deveverificar algumas ações no contexto escolar: 1. As práticas pedagógicas. 2. A importância do professor. 3. A gestão democrática e a participação da comunidade escolar. 4. A participação dos alunos na vida da escola . 5.As parcerias externas. O Supervisor Escolar atua em articulação com a Direção, OrientaçãoEducacional e os Professores. A função primordial é acompanhar e avaliar o planejamento e a execuçãodo processo pedagógico, intervindo e auxiliando os professores nas dificuldades, 58
  • 54. objetivando a qualidade do ensino, resultando na aprendizagem significativa dosalunos. Esta unidade escolar acredita que a Supervisão Escolar de acordo comas suas atribuições deva :  Apoiar e ajudar o professor a superar dificuldades de conteúdos, metodologias, domínio de classe, relacionamento com alunos, pais e colegas;  Apoiar o professor em atividades de planejamento e avaliação do plano de ensino;  Estimular o professor a trocar experiências, dificuldades e êxitos com outros colegas.  Estimular o professor a engajar-se em outras atividades da escola;  Acompanhar se o professor está presente e cumpre o seu plano de trabalho;  Acompanhar os resultados da ação do professor, verificando os resultados de aprendizagem;  Participar ativamente dos conselhos de classes realizados a cada bimestre.  Conhecer a proposta pedagógica em sua íntegra.  Conhecer e cumprir os termos do Regimento Escolar desta Unidade. Acreditamos que a Supervisão Escolar se constitui em uma atividade deaprendizagem permanente, de troca de experiências e crescimento profissional.Sempre apoiando o professor no alcance de seus objetivos e não permitindo queseu trabalho se confunda com processo de controle, inspeção, tutela ouacompanhamento meramente burocrático. A supervisão Escolar nesta Unidade Escolar tem também a função dereceber e analisar os instrumentos avaliativos bem como conhecer os critérios decorreção das avaliações elaboradas pelos professores com um único objetivo demanter qualidade de ensino e garantir o sucesso dos alunos nos resultados. Para um bom desempenho de sua função a Orientação Educacionalprecisa relacionar-se de maneira positiva e construtiva com a Direção, SupervisãoEscolar, Professores , Administrativos , a Comunidade e principalmente com osalunos. 59
  • 55. Participar, acompanhar e avaliar a execução do processo pedagógico,tendo como objetivo principal a aprendizagem dos alunos. Para o bem estar do aluno compete ao Orientador Educacional:  Realizar a acolhida dos alunos;  Verificar a freqüência e assiduidade dos mesmos;  Acompanhar o trabalho desenvolvido nas salas de aulas e desenvolver atividades específicas com a turma, de liderança, formação de grupo, disciplina, grupo de estudo e monitoria.  Elaborar e executar projetos de cuidados pessoais e higiene dos alunos junto com os professores; (piolho, dengue, leishmaniose, etc).  Resolver juntamente com a Direção conflitos existentes entre Pais, Professores e Alunos. Registrando em livro próprio, casos mais graves;  Conhecer o Projeto Político Pedagógico em sua íntegra, bem como a legislação vigente nos níveis Federal, Estadual e Municipal.  Conhecer e cumprir os termos do Regimento Escolar desta Unidade. Esta Unidade escolar acredita na Orientação Educacional que age e atuacomo um profissional atento às leis que regem a infância e adolescência em nossopaís,ou seja, no profissional que atenda da melhor forma possível o alunorespeitando seus direitos, atento aos seus deveres e que contribua para aparticipação efetiva da família na escola. COORDENAÇÃO DO MAIS EDUCAÇÃO O Programa Mais Educação promove a ampliação de tempos, espaços,considerando as experiências que são vividas na escola, não ficando apenas restritoao ambiente de sala de aula e aos conteúdos que representam os conhecimentoscientíficos, promove atividades em turno inverso, buscando o compartilhamento datarefa de educar utilizando meios onde o educando possa expressar suaslinguagens as quais demonstram o que sentem e pensam sobre o mundo que oscerca. Para essas articulações cabe ao professor comunitário ou coordenador doprograma, a atribuição de coordenar a oferta e a execução das atividades deEducação Integral a seguir: 60
  • 56.  Verificar quais alunos necessitam ser encaminhados para o programa juntamente com a supervisão e orientação e convocar os pais para adesão. Entrevistar a selecionar monitores, verificando atividades que poderão ser acompanhadas por estudantes universitários (estagiários), em processo de formação específica nos macrocampos e com habilidades reconhecidas pela comunidade. Organizar oficinas e turmas. Verificando e definindo horário das atividades que serão desenvolvidas. Acompanhar e auxiliar o planejamento dos monitores. Assessorando-os. Verificando, apoiando, dando sugestões e preparando materiais necessários para a execução das atividades. Acompanhar o desempenho escolar dos alunos, disciplina e participação no Programa. Participando das reuniões de Conselhos de Classe e estando em contato com a SE e OE, verificando o desempenho e avanços dos alunos, bem como a participação nas oficinas e realizando contato com os pais quando necessário. Elaborar relatórios e documentos referentes ao programa. Preenchendo e encaminhando toda a documentação referente ao programa para a Semed e secretaria da Escola, como relatórios de atividades, recibos, pagamentos e termo de adesão. APOIO PEDAGÓGICO Acolhida dos alunos; Registrar dos alunos que chegam atrasados; Registrar as ocorrências; Priorizar o atendimento preventivo em articulação com a Orientação Educacional; Acompanhar o recreio monitorado; Acompanhar o projeto ficha limpa; Conscientizar os alunos ao uso do uniforme; Acompanhar o processo pedagógico dos alunos retidos e alunos abaixo da média; Realizar leitura e acompanhar o desempenho registrando em ficha própria; Utilizar de jogos pedagógicos para a aprendizagem da tabuada e estimular o raciocínio lógico dos alunos; 61
  • 57.  Orientar os alunos nas questões pedagógicas e disciplinares;  Realizar a rotina diária em articulação com os demais segmentos da escola. Esta unidade de Ensino acredita que o professor deve ser um profissionaldinâmico, reflexivo, criativo, comprometido e responsável com a sua formaçãocontinuada, visando sempre à construção e reconstrução da prática pedagógica emsala de aula. Neira (2004) afirma que “[...] o cenário da escola de hoje apresentanovos desafios aos professores e torna insuficiente” [...] os saberes docentesdesenvolvidos no contexto da escola. Nossa sociedade espera que a escola forme o cidadão capaz de viver empaz respeitando as diferenças e que saiba lidar com a complexidade do mundoindividualmente e coletivamente. O trabalho pedagógico não é mais prestado por vocação ou sacerdócio, esim por competência e com intencionalidade. Assim, só terá condições de atender aexpectativa dessa nova sociedade, o professor que estiver melhor preparado. Essepreparo compreende a formação continuada reflexiva, e bem fundamentadateoricamente. Vale também ressaltar a importância da pesquisa como uma práticaefetiva desse profissional e o estudo constante. Observa-se ainda a necessidade daafetividade e a relação de reciprocidade mútua entre professor e aluno. Nessaexpectativa a intervenção professor e aluno no processo de aprendizagempossibilitam ajudá-lo a acreditar em suas possibilidades e potencialidadesvalorizando os seus conhecimentos prévios. Outro fator indispensável em nossa unidade de ensino é que o professordeva ter conhecimento das tendências pedagógicas, principalmente a que ancoraeste Projeto Político Pedagógico,os métodos e técnicas que melhor atendam e quecompreendem o aluno como sujeito construtor do seu próprio conhecimento. Apreocupação com o planejamento é outro fator a ser considerado, pois neste projetonão há lugar para “prática do carbono” (cópias de atividade sem significado). Deve-se levar em conta ainda à importância da avaliação, não como um instrumento deexclusão social, mas como mecanismo que possibilite ao professor mensurar oacerto, detectar o erro e replanejar seu fazer pedagógico a fim de saná-lo. Quantoao método, faz se necessário que o professor saiba que não há um ideal, mas o 62
  • 58. professor consciente do seu papel cria seu próprio caminho, a partir do seuconhecimento, ele pesquisa, cria novos recursos e inova sua prática pedagógica. Vivemos em um mundo de transformações, um mundo acelerado comcaracterísticas diferentes da sociedade ou época em que uma grande maioria dosprofessores atual foi formada. Em conseqüência, esse professor trabalha comalunos que possui valores, características e ações bem diferentes daquelas paraqual o professor foi preparado para trabalhar. Além dos saberes técnicos advindos do curso de formação o professordeve possuir um perfil com base sólida e ir além dos saberes cognitivos, buscandoconhecimento por meio da pesquisa e da leitura, tendo, que não se pode formarprofessor sem a devida consciência da responsabilidade assumida de formar alunosleitores, escritores e críticos. Para tanto esta Unidade de Ensino visa ter em seu quadro permanente deprofessores, profissionais comprometidos com o processo de ensino eaprendizagem que tenham ou que busquem as seguintes características a seguir:  Busca atualizar-se em diversas áreas constantemente;  Construtor de uma imagem positiva de si, dos alunos e da escola;  Planeja suas ações, prevendo suas conseqüências;  Comunica-se bem e mantém a sala de aula com clima agradável;  Mantém o foco no aluno;  Estimula e utiliza as tecnologias disponíveis na escola;  É participativo e comprometido com a escola e seus alunos;  Contextualiza o ensino;  Possui uma postura interdisciplinar, ou seja, trabalha pautado na realidade e na sociedade que está inserido;  Adota metodologia de pesquisas e leituras;  Promove trabalho em grupo e com projetos;  Valoriza os alunos, até aqueles com mais dificuldades;  Sabe que não é o detentor único do saber;  Reconhece nos conflitos uma oportunidade para o crescimento e amadurecimento profissionais;  Que seja inquieto diante dos desafios da formação continuada;  Seja corajoso, não tema as mudanças;  Seja insatisfeito, tenha visão crítica de seu trabalho.  Não seja ingênuo, pois você será avaliado até pelo seu modo de vestir; 63
  • 59.  Saber lidar com o imprevisto;  Faça parte da solução dos problemas surgidos na aprendizagem de seus alunos;  Resolva os conflitos surgidos, não crie, nem os esconda, resolva;  Existem palavras que ofendem, portanto tenha cuidado com o que fala para os outros;  Evite falar de assuntos relacionados aos alunos com os pais na rua ou na frente da escola, sempre resolva conflito Pais e alunos junto com a Orientação Escolar e ou Direção.  Invista na formação continuada sempre.  Ter a coerência e a ética mediante o Regimento Escolar, o Estatuto da Criança e as metas do PDE desta Unidade Escolar. Zelar pela documentação da escola que envolve alunos, professores,funcionários administrativos e direção. Atender a comunidade escolar com respeito,atenção e responsabilidade. Além desses atributos ao secretário escolar, estaUnidade atenta-se também a um profissional responsável em desenvolver comeficiência as seguintes atribuições:  Recolher, selecionar, classificar e catalogar todos os documentos que circulam ou que já devam ser arquivados definitivamente;  Organizar arquivos de modo racional e simples, mantendo-os sob sua guarda, com máximo sigilo;  Garantir a perfeita conservação e restauração dos documentos recolhidos;  Organizar as informações e fontes de pesquisas, de modo que qualquer documento solicitado possa ser rapidamente localizado;  Manter em dia as escriturações dos livros de registros escolares, dos alunos e dos professores, zelando pela sua fidedignidade;  Manter arquivado e organizado em ordem a coleção de leis, regulamentos, instruções, circulares, avisos e despachos que dizem respeito às atividades escolares; 64
  • 60.  Divulgar todas as normas procedentes da diretoria, estimulando todos os envolvidos a respeitá-las, valorizá-las e agir de acordo com as mesmas;  Atender aos alunos, professores ou a qualquer outro elemento da comunidade escolar, em assuntos diferentes à documentação e outras informações pertinentes;  Fornecer em tempo hábil as informações solicitadas;  Planejar seu trabalho de acordo com as necessidades da escola, estabelecendo objetivos e padrões mínimos de desempenho;  Elaborar cronograma de atividades da secretaria, tendo em vista a racionalização do trabalho e sua execução em tempo hábil;  Participar das reuniões, responsabilizando pelo registro em ata;  Responder pelo expediente e pelos serviços gerais da secretaria;  Contribuir para o aumento do esforço individual, criatividade e satisfação do pessoal envolvido no trabalho da secretaria da escola..  Conferir documentos como: Ofício, Comunicação Interna, numeração e datas, antes de qualquer encaminhamento ou assinar.  Ter comprometimento com a formação continuada em serviço;  Manter a ética e a coerência com o Regimento Escolar desta Unidade de Ensino. Os monitores de alunos são responsáveis juntamente com os demaisprofissionais inseridos em nossa Unidade de Ensino pela disciplina geral dos alunos,desempenhando com responsabilidade e compromisso os trabalhos solicitados peladireção e equipe técnica, Esta Unidade escolar acredita que um monitor com um bomrelacionamento com a comunidade escolar poderá contribuir da seguinte forma:  Organizar juntamente com os professores a fila dos alunos;  Verificar se os alunos estão uniformizados  Verificar os alunos que estão chegando atrasados e encaminhá-los a orientação escolar; 65
  • 61.  Atender sala de aula quando o professor precisar sair, zelando pela disciplina dos alunos;  Colaborar com a Supervisão Escolar na tiragem de cópias (xérox) de atividades ou avaliação;  Manter o quadro de avisos atualizado;  Disponibilizar Livro Ponto e documentos para os professores assinarem;  Bater o sino na entrada dos alunos/ recreio/saída conforme horário;  No recreio monitorado realizar brincadeiras no pátio para os alunos;  Ajudar na entrega do Kit escolar, uniforme, livros e outros materiais dos alunos.  Zelar pela disciplina dos alunos no pátio da escola;  Comprometer-se com a formação continuada em serviço;  Manter a ética profissional no relacionamento com os alunos, pais e colegas de trabalho.  Retirar o aluno da sala de aula que estiver com problemas de saúde e encaminhá-lo ao serviço de Orientação Educacional para as devidas providências.Ao profissional de apoio compete auxiliar os alunos com deficiências nos diferentesníveis e modalidades do Ensino Fundamental, que necessitem de apoio constantenas atividades de higiene, alimentação e locomoção no cotidiano escolar. São atribuições do profissional de apoio:- manusear pranchas de comunicação;- acompanhar o aluno quando necessário, orientando-o em todas as atividades quefavoreçam o seu convívio no âmbito do espaço escolar;- acatar as orientações dos superiores e tratar com urbanidade e respeito osfuncionários da unidade escolar e os usuários dos serviços educacionais;- desempenhar a função com competência, assiduidade, pontualidade, senso deresponsabilidade, zelo, discrição e honestidade;- conhecer e cumprir os termos deste regimento. 66
  • 62. Temos como meta um auxiliar comprometido com os projetos da escola eque demonstre o prazer pela leitura estimulando esse hábito aos usuários. Entendemos que o auxiliar de biblioteca deve ser uma pessoa que gostede ler e que saiba organizar o ambiente de forma competente e eficaz cumprindosuas atribuições conforme itens abaixo:  Mantenha os livros organizados facilitando aos alunos no ato da pesquisa;  Controle a entrada e empréstimos de livros;  Distribua os livros didáticos aos alunos no início do ano letivo;  Recolha os livros ao final do ano de professores e alunos.  Entregue e recolha os jornais nas salas de aula.  Se comprometa com a formação continuada em serviço;  Seja responsável, comprometido e competente em sua função;  Seja ético no relacionamento com a comunidade escolar. Segundo a Constituição Brasileira em seu artigo 205 (1998), a educaçãoé dever dos pais e responsabilidade conjunta do Estado, da família e da sociedade.Portanto, esta Unidade de Ensino acredita que os pais são co-responsáveis pelaeducação dos filhos e consequentemente são co-responsáveis por suaescolarização e por mantê-los na escola. Esta unidade vem ampliando os espaços para os pais participarem dasdecisões fundamentais sobre a escola de seus filhos, pois acredita que quanto maiorfor a participação dos pais e comunidade, melhor será o desempenho dos alunos. Aseguir listamos o perfil esperado dos pais e que os mesmos:  Mantenham-se atentos as necessidades de seus filhos, acompanhando o seu desenvolvimento escolar;  Participem das decisões pertinentes a melhoria e a qualidade do ensino de seus filhos;  Acreditem no Projeto Político Pedagógico da escola. 67
  • 63.  Tenha o diálogo como à melhor forma de resolver qualquer conflito existente na vida escolar de seus filhos;  Participem das reuniões e dêem sugestões a escola para melhorar a qualidade do ensino e de aprendizagem;  Orientem seus filhos para a interagirem na sociedade em que vivem de forma construtiva e cooperativa;  Apresentem - se na Unidade Escolar com trajes adequados. Sendo o aluno o foco desta Unidade de Ensino e o motivo porque existe,esperamos também que ele desempenhe a função de estudante, freqüentandoregularmente as aulas, mantendo –se compromissado e atento aos direitos edeveres contidos no Regimento Escolar da escola. Temos como meta a eficácia do ensino e aprendizagem com autonomia,tornando os alunos aptos a interagirem com a sociedade a qual estão inseridos. O perfil exigido dos nossos alunos é:  Que mantenham hábitos de higiene em seu corpo, seu vestuário e em seus objetos escolares;  Que colaborem com a preservação do espaço escolar;  Que sejam disciplinados;  Que tenham visão de futuro e de sucesso escolar. Portanto também dispomos de regras que ajudam a manter o sucesso de nossos alunos como:  Não dispensamos alunos sem bilhete dos pais;  É obrigatório o uso do uniforme doado pela prefeitura;  O aluno que danifica a escola ou algum bem público (vidros, carteiras, etc.) por displicência ou ato intencional deve por meio dos pais ou responsáveis, ressarcir o estrago ou consertá-lo, se for o caso;  Após os recursos e contatos com as famílias sem resultado satisfatório, os alunos faltosos e indisciplinados serão encaminhados ao Conselho Tutelar pelo serviço de Orientação e Direção. 68
  • 64. As merendeiras devem zelar pela higiene e a qualidade no preparo daalimentação dos alunos de forma eficaz e competente. Acreditamos que as merendeiras podem contribuir da seguinte forma:  Manter a organização e a higiene da cozinha;  Estar sempre com proteção no cabelo e usar avental;  Verificar a quantidade suficiente de vasilhame para cada turno;  Preparar e servir a merenda com carinho sem atrasos;  Informar o cardápio do dia no mural;  Fazer o café e distribuir para a secretaria, sala dos professores e direção.  Recolher as garrafas, copos de cafés e demais vasilhames, após servir  Estar em dia com a Carteira Sanitária.  Ser comprometida com a formação continuada em serviço.  Acreditamos que o espaço escolar deve ser atrativo, limpo e organizado,portanto faz-se necessário que as profissionais que exercem essa função sejamatenciosos em relação a limpeza, mantendo o ambiente limpo e agradável. O perfil dos profissionais que zelam pela limpeza da nossa UnidadeEscolar deve ser:  Tratar a todos com cortesia;  Usar adequadamente os materiais destinados a limpeza;  Ser assíduo e pontual;  Ao ter conhecimento de irregularidades detectadas levarem ao conhecimento da gestão escolar;  Que saibam acatar as orientações do gestor escolar;  Manter o foco na limpeza da escola e organização do espaço físico da mesma;  Conhecer e cumprir os termos do Regimento Escolar desta Unidade de Ensino. 69
  • 65. Ao limpar o quadro negro que evitem passar panos com sabão ou outrotipo de detergentes ao limpar paredes das salas, corredores ou demaisdependências da escola evitem danificar os recursos pedagógicos utilizados porprofessores e outros, sempre avisando previamente a data da limpeza. De acordo com a Lei que criou a Guarda Municipal, as atribuições deseus integrantes estão reguladas da seguinte forma: “DA FINALIDADE E COMPETÊNCIAS DA GUARDA MUNICIPAL Art. 1º A Guarda Municipal de Campo Grande, criada pela Lei nº 2.749, de 10 de agosto de 1990, é uma corporação operacional, organizada, de conformidade com o § 8º do art. 144 da Constituição Federal e o art. 81 da Lei Orgânica do Município, com a finalidade de proteger o patrimônio, bens, serviços e instalações públicas do Município. Art. 2º Compete à Guarda Municipal planejar, coordenar e desenvolver as seguintes atividades: I - proteger os bens, serviços e instalações do Município, visando prevenir a ocorrência de atos ilícitos, danos, vandalismo e sinistros, mediante vigilância: a) dos bens de uso comum do povo, assim entendidos as praças, os parques, os jardins, os monumentos e quaisquer outros bens de domínio público municipal; b) das escolas, das unidades de saúde, dos ceinfs, dos museus e dos prédios utilizados na prestação de serviços públicos pela Administração Municipal; c) das áreas de preservação do patrimônio natural do Município, para proteção e conservação do meio ambiente e defesa da fauna e da flora;” (Lei Municipal nº. 2.749/90) Além das atribuições elencadas acima os integrantes daquela instituiçãopode ainda contribuir também com a Unidade Escolar nos seguintes aspectos:  Garantir a ordem, a disciplina e a segurança na ambiente escolar;  Verificar se nas imediações da escola existe alguma situação de risco para os alunos, caso haja, comunicar a Direção da escola;  Estar atento aos procedimentos de entrada de pessoas visitantes ou da comunidade escolar, recebendo-os de forma educada, demonstrando- lhes a importância de sua presença, encaminhando ao setor solicitado;  Evitar distribuir doce ou balas aos alunos; 70
  • 66.  Conhecer as regras e normas da escola que definem quem pode entrar além dos alunos, professores e servidores;  Manter a ética profissional e a coerência com o Regimento Escolar desta Unidade de Ensino.  Atender as solicitações da Direção Escolar. SEMANAL PERÍODO MATUTINO  Acolhida na entrada às 7 horas.  Recreio→ Monitorado - Horário: Das 8h50min às 9h10min Os professores deverão acompanhar os alunos para pegar o lanchejuntamente com os monitores até 9 horas orientando – os na forma correta dealimentar - se. Após esse horário serão oferecidas brincadeiras e jogos para ascrianças. Ao final do recreio os alunos deverão fazer fila para entrar nas salas deaula, acompanhados pelo professor de forma organizada.  Horário da saída: 11h10min - Os alunos deverão sair acompanhadospelos professores até a grade, não sendo permitido retornar. Os alunos queesperam a chegada dos pais para retornarem as suas casas ficarão acompanhadosde um monitor desde que previamente combinado através do caderno de registro.  Não é permitida a entrada e saída dos alunos pelo portão frontal,localizado na Rua Enzo Ciantelli. PERÍODO VESPERTINO  Acolhida na entrada às 13 horas.  Recreio→ Monitorado Horário: Das 14h50min às 15h10min Os professores deverão acompanhar os alunos para pegar o lanchejuntamente com os monitores até 15 horas. Após esse horário serão oferecidasbrincadeiras e jogos para as crianças. Ao final do recreio os alunos deverão fazer filapara entrar nas salas de aula, acompanhado pelo professor de forma organizada.  Horário da saída: 17h10min - Os alunos deverão sair acompanhadospelos professores até a grade, não sendo permitido retornar. Os alunos queesperam a chegada dos pais para retornarem as suas casas ficarão acompanhados 71
  • 67. de um monitor desde que previamente combinado através do caderno de registrocom seus responsáveis. HINOS CÍVICOS  Serão executados uma vez por semana, após o recreio. Compete aoauxiliar de biblioteca organizar o som e CD dos Hinos Cívicos e responsabilizar-sepor esses materiais. Na sua ausência os monitores/inspetores ficarão encarregadosdo serviço.  Compete aos professores e aos monitores de alunos organizarem asfilas orientando a postura correta para a execução dos Hinos Cívicos.  Os professores à frente de seus alunos deverão orientar e dar exemplomantendo postura adequada.  Compete aos professores e aos orientadores educacionais realizaremtrabalho de leitura e interpretação da letra, favorecendo e fortalecendo o sentimentode amor pelo Brasil, repassando atitudes adequadas tais como: não usar boné ebater palmas somente para o hasteamento da bandeira. LIVRO PONTO  Todos os servidores municipais inseridos nesta Unidade de Ensinodeverão conforme Regimento Escolar assinar o Livro Ponto diariamente evitandotranstornos profissionais; DIÁRIO DE CLASSE  Levar o Diário de Classe para a sala de aula mantendo sempreatualizado a freqüência dos alunos, ao final do período deixar o diário na escola.  Ao verificar a ausência de alunos em três dias consecutivosencaminhar o nome do aluno a Orientação Educacional de preferência por escritopara providências.  Em caso de dúvida sobre o preenchimento do Diário, procure asecretária, Supervisão Escolar ou Direção da escola para orientações. PLANEJAMENTO 72
  • 68.  Manter o caderno de planejamento atualizado e coerente com o ProjetoPolítico Pedagógica da Escola. Os planejamentos supervisionados na escoladeverão ser encaminhados a Supervisão Escolar para que a mesma verifique epossa dar sugestões, orientações e fazer intervenções nas atividades.  50% do planejamento deverá ser cumprido na escola, sendoacompanhado pela Supervisora Escolar.  50% do planejamento Livre, podendo ser solicitado para cumprir naescola quando necessário.  Verificar diariamente o Calendário Escolar. Caso haja ReuniãoPedagógica ou Reunião de Pais o professor deverá permanecer na escola ainda queseja seu Planejamento Livre conforme Inciso II Art. 1° da Resolução 90/05. MENSAL  Compete ao professor realizar no mínimo quatro avaliações, sendouma manuscrita, com critérios e instrumentos eficazes de acordo com o ProjetoPolítico Pedagógico da escola.  Reunião pedagógica estabelecida em Calendário Escolar. BIMESTRAL  Realizar a avaliação oficial com os alunos, ou seja, a avaliaçãobimestral;  Entregar devidamente preenchidos os diários de classe sem rasurasnas datas marcadas;  Entregar o canhoto de notas dos alunos na secretaria;  Conferir os diários e canhotos  Participar do Conselho de Classe;  Participar da Reunião de Pais e Mestres;  Rever as ações e metas do PDE;  Rever o Projeto Político Pedagógico. ANUAL  Festa Junina 73
  • 69.  Desfile Cívico  Mostra Científica Cultural  Aniversário da Escola  Dia da Consciência Negra  Festa da Primavera  Dia do Professor e Funcionário Público.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBRASIL. LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Lei nº. 9394de 20 de dezembro de 1996BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Artes Brasília: MEC/SEF, 1998b.BRASIL. Referencial Curricular Nacional do Ensino Fundamental. Brasília:MEC/SEF, 1998 a.BRASIL. Referencial Curricular para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF,1998b.CUNHA, Suzana Rangel Vieira (Org). Cor, som e movimento: Expressão Plástica,musical e dramática no cotidiano da criança. Porto Alegre: Meditação, 2004.DEMO, Pedro. Educação de Qualidade. Campinas: Papirus, 1995.Estatuto da Criança e do adolescente. 2004FREIRE. Madalena. Dois olhares ao espaço na Educação Infantil. In MORAIS,Regis de (org) Sala de aula que espaço é esse? 18. ed. São Paulo, Papirus, 1988.GANDIN, Danilo - Planejamento como prática educativa. São Paulo: Contexto,1992LEMLE. Miriam. Guia Teórico do Alfabetizador. São Paulo: Atica, 1987JARCEM, Elizete Ferreira – O perfil do Professor Alfabetizador a realidade dequatro escolas públicas. IESF/SEMED 2007.Manual Gerenciando uma Escola Eficaz, 2006.LUCKESI, Cipriano. Avaliação em questão, Porto Alegre, 1996OLIVEIRA, João Batista Araújo, APRENDER e APRENDER.PARO, Vitor. Gestão e Participativa, 1989.PARECER. Educação e Ensino no Trânsito 34/2007.PERRENOLD, Filipe, As Competência do Educador, São Paulo, 1993.Projeto Educativo. São Paulo: Liberal, 1995. 74
  • 70. REGIMENTO ESCOLAR DA UNIDADE ESCOLAR, 2007.RESOLUÇÃO SEMED N. 110 de 16 de abril de 2007.SOARES, Magda. Alfabetização e letramento. São Paulo: Contexto, 2003.SEMED, Políticas de Gestão Escolar da Rede Municipal de Ensino de CampoGrande, 2007.VASCONCELLOS, Celso dos Santos – Planejamento de Ensino – Aprendizagem eVIANNA, Ilca Oliveira de Almeida. Planejamento participativo na escola: UMdesafio ao educador. São Paulo – EPU. 1996.Adriana Urt MacielAlessandra Raquel FariaAllan Jones Soares Aquino da SilvaAna Aparecida de Amorim da SilvaAndréa Almeida Duarte da RochaArildo Araújo LimaCarlos Alberto CorrêaCarlos Roberto PonsoCaroline da Silva PortilhoCeleide Alves GonçalvesCilene Dias BasilíoCreuza Pessoa da SilvaCristiane Oliveira da Silva LunaDanielle Camargo dos SantosDejair dos Santos SilvaDeisi KretschmerDeyse Cristina Silva Dias da SilvaEdina da Silva FerreiraEdna Jardim de AbreuEliane Beatriz Nobres da Silva 75
  • 71. Eliane Rodrigues DeipElio Aparecido de Souza SilvaElisângela Jaime CostaÉrika Araújo NunesÉrika Barbosa de AndradeEugênio Zanatto NetoGeane Pereira dos Santos MoraisGermana da SilvaGilmar Morais do Espírito SantoGiuliano Leopici de SouzaGleice Maria Barbosa Muana UtaHelen Cristina de CastroIlisete Fátima PereiraJanaina de Almeida DelcolliJorge Rodrigues de LimaJosé Edílson Dias BasílioKamila da Silva CarvalhoKelly Cristina da SilvaLeandro Rocha MarquesLuciene Pires Recaldes DiasLucyana Ocampos CabralManuel Ramão Ferreira QueirosMarcelo Custódio AlvesMarcelo Urt MacielMaria Aparecida da SilvaMaria Socorro de Melo FélixMarilene Rosa RamiroMuller Patrício LadeiaRita de Cássia Lemes CastilhoRonildo Ferreira Vanderlei 76
  • 72. Rosália Bussolo DorigonRosemary de Oliveira FerreiraRossicler Souza NevesRute Helena da Silva PinhoSandra Batista SilvaSandra Binder SoaresSandra Cristina da Costa SilvaSandra Marcela PereiraSandra Socorro Silva Santos VilasanteSidnéia TeixeiraSilvia Santana Targino VenturaSilvio da Silva SantosSimone Aparecida Garcia RodriguesSirlei Aparecida Assalin PiresSoraya Góes LemosValdomiro Lopes MarianoVanuza Araújo LimaVera Lucia AraújoVera Lucia Hamana KercheVerônica FerreiraVilma Lopes da Cunha Souza 77