Minicurso Redação de RT's

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Técnicas de produção textual e elaboração de Respostas Técnicas.

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  • 1. Redação de RTs: tópicos sobre técnica de elaboração textual Minicurso,7º Workshop SBRT – Bento Gonçalves/RSEste curso pretende discorrer sobre os padrões propostos para o texto dos produtosSBRT, em especial a Resposta Técnica, buscando incrementos e melhorias de qualidade aescrita técnica utilizada.  Língua X Linguagem Linguagem: utilização do Língua: sistema de signos sistema de signos*Saussurre (1916) enfatiza que as línguas são instituições, manobras de agrupamento.Acrescento a este olhar que, para a manutenção deste agrupamento, existe aGRAMÁTICA NORMATIVA. Nela tem-se a “Bíblia” que tenta manter a línguaordenada e obediente.Mas, na prática da língua, tal obediência não se contém, já que a maneira como usamos ocódigo varia e se recria a todo o tempo. Esta prática lingüística denomina-se ALINGUAGEM.  O manuseio deste sistema de signos se abre noutras vertentes que nos levam às VARIEDADES LINGUÍSTICAS: usos diferentes que se faz da mesma língua.Variedades linguísticas dependem:  Da região em que a língua é utilizada;  Dos costumes do grupo em que o usuário da língua vive;  Da faixa etária dos falantes;  Da condição sócio-econômico de quem a utiliza;  Do grau de escolaridade desenvolvido pelo falante;  Da intenção do emissor;  Do contexto ou da situação em que é utilizada;  Da pessoa a quem se destina a mensagem. 1
  • 2. Destes, destaco os dois últimos itens como valores principais para se pensar os textosproduzidos para o SBRT: Qual o nosso contexto lingüístico? Quem é o receptor da nossa mensagem?A RT é um texto produzido sob preceitoslimitadores quanto à sua estrutura, conteúdo e O cliente SBRT passeia pelos maissuporte. diversos grupos sociais, econômicos e Características de texto científico. culturais. Normas técnicas; Numa categorização que leva em Suporte limitado. conta as relações de negócios, temos:Aspectos que garantem CREDIBILIDADE DO EI, microempresário, indivíduo-TEXTO empreendedor, artesão, dentre outros.Isto nos leva à importância de se perceber e aprender a conciliar os polos: TEXTORECEPTOR (leitor/cliente) Como produzir uma escrita obediente às normas cultas da língua e acessível a todo tipo de leitor?Já que não pode/deve haver alterações quanto ao suporte/estrutura das normas quegarantem nosso contexto linguístico, resta ajustar o máximo possível a maneira comoescrevemos para um maior alcance do público-alvo. Como “sintonizar” a linguagem para a Resposta Técnica?DICAS:  Lançar mão desinônimos para se livrar de palavras de uso restrito. Buscar equilíbrio quanto à pressuposição de conhecimento do leitor sobre termos técnicos.Exemplos:“...deve-se adotar as boas práticas de fabricação para a obtenção de um produto dequalidade e inócuo ao consumidor.” (SBRT, 2011. RT publicada. [Grifo meu]).SUGESTÃO: “...para a obtenção de um produto de qualidade e que não cause dano aoconsumidor.”“A escama de peixe é um tipo de osso ou cartilagem, disposta sobre a pele do peixedando-lhe maior hidrodinâmica e proteção.” (SBRT, 2011. RT publicada. [Grifo meu]).SUGESTÃO: “...dando-lhe maior proteção e facilitando sua capacidade dedeslocamento na água (hidrodinâmica). 2
  • 3. “O ácido benzóico (INS 210) é um conservante muito utilizado na indústriafarmacêutica e de alimentos...” (SBRT, 2011. RT publicada. [Grifo meu]).A palavra “conservante” foi perfeitamente utilizada, pois sua escolha ampliou oentendimento de um possível leitor desconhecedor da substância mencionada.Ao chegar à indústria, a uva passa por um processo de desengace (separação do engaçodas bagas).A palavra “desengace” foi muito bem explicada dentro do contexto da sentença.É importante “prever” o quanto o usuário conhece do assunto tratado para optar ou nãoao uso de determinado conceito/palavra. Sempre que possível, ampliar o entendimentode “termos restritos” (jargões: linguagem típica de determinado grupo profissional).Percebe-se, portanto, que pequenos arranjos textuais ampliam a compreensão do texto,mesmo utilizando a língua culta e suas normas. Aliás, vale ressaltar que o uso da línguaculta permite-nos aproveitar o leque extraordinário de conceitos, sinônimos,variações verbais, etc. como aliados à escrita simplificada (leia-se: simplificada porquefluida e não porque simplória ou superficial), em que o leitor não tenha que ir aodicionário para saber o significado de alguma palavra ou “desista” do texto por falta deentendimento.  Sob um olhar mais poético para as definições de LINGUAGEM, LEITOR, TEXTO e outros participantes, vale a leitura do texto “Ler o mundo”, de Affonso Romano de Sant’Anna. (Anexo I, destaque).  O que é texto? Unidade global de comunicação que expressa uma ideia ou trata de um assunto determinado. 3
  • 4.  Tipos de textosO modo de se estabelecer a interação entre texto e leitor é o que vai determinar otipode texto a ser produzido. Isso significa que o tipo é caracterizado pela natureza linguísticade sua construção teórica, ou seja, por seus tempos verbais, aspectos lexicais e sintáticos,relações entre seus elementos. Os principais tipos textuais são:Narrativos Discorre sobre fatos, acontecimentos. Destaca as características. Funciona como uma fotografia do momento, descrevendoDescritivos situações, objetos, pessoas. Faz a palavra virar imagem. Estrutura-se com base na argumentação,Dissertativos exposição de ideias, concordância ou contestação justificadas. Indicam procedimentos a serem realizados.Injuntivos Como por exemplo, as receitas e manuais de instrução.Os tipostextuaisaparecem em número limitado, como informado acima. Já os gênerostextuais estão sempre em constante crescimento quantitativo. Eles estão ligadosdiretamente às práticas sociais. Exemplo: carta, bilhete, conferência, e-mail, artigos,entrevistas, texto científico, reportagem, notícia, nota de falecimento, etc.Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual, da mesma forma queum único gênero pode conter mais de um tipo textual. Quais os tipos e gêneros textuais que abarcam os textos do SBRT?Percebemos recorrentemente textos meramente informativos (principalmente quanto àsRTPs). Isto se dá principalmente pelo caráter também informativo do texto científico,contudo este carrega além da informação (que expõe características, dados e formas deutilização) uma aplicação técnica, comentários e discussões. (Ver Anexo II) 4
  • 5.  Texto científicoApesar de todas as regras a serem seguidas na elaboração de um texto científicoparecerem uma série de manias e peculiaridades para os não-iniciados, elas têm comoobjetivo padronizar os textos produzidos pelos cientistas/pesquisadores de modo atornar a transmissão de informações mais rápida e precisa possível.Antes de tudo devemos lembrar que o texto científico funciona como um outro textoqualquer: é necessário que ele tenha começo, meio e fim, seja agradável de ler,gramaticalmente correto, compreensível, coerente e mantenha conexões lógicas entre asideias nele contidas.O texto científico versa sobre temas que podem ser tratados cientificamente, à luz daexperimentação, do raciocínio lógico, da análise, da aplicação de um método/técnica.Seu objetivo é expor informações comprovadas ou passíveis de comprovação, divulgarideias próprias ou de outrem, partilhar um saber, informar.Seu estilo é marcado pela objetividade, precisão, clareza, concisão, simplicidade eformalidade.Uma característica comum a praticamente todos os textos científicos é a organização nasseguintes partes: Introdução, Objetivos, Materiais e Métodos, Resultados, Discussão eConclusões. Além destes, o Título, Resumo, Palavras-chave, Figuras e Tabelas,Agradecimentos e Referências também compõem um texto científico.As Respostas Técnicas suportam a maior parte destas características do texto científico.Contudo, as classificações acima citadas se adaptamda seguinte forma: Título, Resumo,Palavras-chave, Assunto, Demanda, Solução Apresentada, Conclusões e Recomendaçõese Fontes Consultadas.A seguir, relações funcionais das partes do texto científico, elaborado para a RespostaTécnica: Texto Científico X Resposta Técnica Título  Título Resumo  Resumo Palavras-chave  Palavras-chave Introdução  Assunto Objetivos  Demanda Materiais e métodos, Figuras e Tabelas  Solução Apresentada Resultados, Discussão e conclusões  Conclusões e Recomendações Referências  Fontes consultadas 5
  • 6. o TítuloO título de um texto científico deve ser, ao mesmo tempo, informativo e curto, ou seja,deve relatar em poucas palavras do que trata o texto.Exemplo: "Diversidade de libélulas em lagoa no litoral sul do Estado de São Paulo,Brasil". Note que neste exemplo o assunto do estudo (diversidade), o objeto que foiestudado (libélulas) e a localização geográfica (litoral sul de São Paulo, Brasil) estãoclaramente informados.Desta maneira, podemos pensar um título com a seguinte estrutura: Assunto do estudo + Objeto do estudo + Especificações (complementação do objeto do estudo, localização geográfica, estado/forma/detalhamento de um produto)Exemplos: CONSERVANTES EM SUCOS ENVASADOSTítulo Conservante Sucos Envasados Objeto do Especificação doPartes do título Assunto do estudo estudo produto tratado FORNECEDORES DE ROUPAS MASCULINATítulo Fornecedores Roupas Masculinas Objeto do Detalhamento doPartes do título Assunto do estudo estudo produto tratado CARTEIRA DE EMBALAGEM LONGA VIDATítulo ???? (Produção/confecção, Carteira de Longa vida venda, compra...) embalagem Objeto do Detalhamento doPartes do título Assunto do estudo estudo produto tratado EMBALAGEM PARA COCO RALADO SECOTítulo Embalagem Coco ralado seco ?????? Objeto do Especificação doPartes do título Assunto do estudo estudo produto tratado 6
  • 7. o ResumoGeralmente, os textos científicos vêm acompanhados de um resumo, que é a síntese dospontos relevantes do trabalho, redigido pelo próprio autor. É a partir deste que muitoscientistas selecionam os artigos de interesse. No caso do SBRT, o resumo compõe juntocom o título e a solicitação, o primeiro contato contextual do usuário com a RespostaTécnica:Na RT, a elaboração de um resumo também requer atenção às idéias centrais do texto,contudo restritas à identificação do objeto, seu motivo de ser e sua aplicação.Estruturalmente, necessita ser preciso, contudo merece bastante atenção para as palavrasque o compõe, pois o resumo representa semanticamente a “manchete”/”anúncio” dotexto que se segue. O quê / quem Onde / Por que / ComoExemplo de resumos, retirados de produtos SBRT:Indica a Portaria nº 327/1997, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério daSaúde, determinando aos estabelecimentos produtores de Saneantes Domissanitários, ocumprimento das diretrizes dos Regulamentos Técnicos - Boas Práticas de Fabricação eControle.Informações sobre criação de peixes ornamentais, incluindo estrutura, qualidade da água ealimentação.Informações sobre espaçamento, período para plantio e a produção anual média para opomelo. o Palavras-chave: GTTE o Assunto: GTTE o Demanda: Necessita, sempre que possível e necessário, ser refinada com o cliente requer uma revisão ortográfica e gramatical. 7
  • 8. o Solução apresentada  Descreve o tipo de estudo/delineamento;  Consiste em explicitar o que foi demandado pelo cliente em tópicos, subitens ou esquemas;  Descrição panorâmica dos dados levantados para propiciar ao leitor a percepção adequada e completa da pesquisa realizada de forma clara e precisa, sem interpretações pessoais;  Quando pertinente, deve-se incluir ilustrações como quadros, tabelas e figuras (gráficos, mapas, fotos,etc., constituintes da linguagem não verbal);  Atenção à utilização arbitrária de linguagem não verbal no texto científico. A imagem deve comunicar-se com o texto verbal complementando a informação escrita e/ou detalhando processos e procedimentos. A simples inserção de imagens entre parágrafos sem conexão com os discursos que o circudam, fragmentam o entendimento global do texto pelo leitor. o Conclusões e recomendações  Resumir, apontar e reforçar as idéias principais e as contribuições proporcionadas pelo trabalho anteriormente descrito e analisado;  Aconclusão deve ser analítica, interpretativa, e incluir argumentos explicativos. Deve ser capaz de fornecer evidências da solução da demanda, através da pesquisa realizada;Dica: este é o momento ideal para se voltar à demanda e verificar se nenhum aspecto do questionamento feito pelo cliente foi esquecido. o Fontes consultadas: observar os pressupostos na IT 02 8
  • 9. ReferênciasBAGNO, Marcos. É preciso acabar com a cultura do erro. Revista Caros Amigos,número 131, fev. 2008.CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Texto e interação: umaproposta de produção textual a partir de gêneros e projetos. Ed. Atual: São Paulo, 2005.COSCARELLI, C. V.Leitura em ambiente multimídia e a produção de inferências.In:GUIMARÃES, Ângelo de M. (Ed.) Anais do VII Simpósio Brasileiro de Informáticana Educação. Belo Horizonte: DCC/UFMG, nov. 1996, p. 449-456.POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado deLetras, 1996.SANT’ANNA, Affonso Romano de. Ler o mundo. Editora Global, 2011.SARMENTO, Leila Lauar; TUFANO, Douglas. Português: literatura, gramática,produção de texto. Ed. Moderna: São Paulo, 2004.SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de linguística geral. São Paulo, Cultrix, 2006.SERVIÇO BRASILEIRO DE RESPOSTAS TÉCNICAS. [Respostas utilizadas].Disponível em: <http://www.respostatecnica.org.br>. Acesso em: 18 novembro de2011. 9
  • 10. ANEXOSAnexo I: CrônicaTudo é leitura. Tudo é decifração. Ou não.Ou não, porque nem sempre deciframos os sinais à nossa frente. Ainda agora os jornais estão repetindo, apropósito das recentes eleições, “que é preciso entender o recado das urnas”. Ou seja: as urnas falam, emitemmensagens. Cartola - o sambista- dizia “as rosas não falam, as rosas apenas exalam o perfume que roubam de ti”.Perfumes falam. E as urnas exalaram um cheiro estranho. O presidente diz que seu partido precisa tomar banhode “cheiro de povo”. E enquanto repousava nesses feriados e tomava banho em nossas águas, ele tirou váriasfotos com cheiro de povo.Paixão de ler. Ler a paixão.Como ler a paixão se a paixão é quem nos lê? Sim, a paixão é quando nossos inconscientes pergaminhos sofremum desletrado terremoto. Na paixão somos lidos à nossa revelia .O corpo é um texto. Há que saber interpretá-lo. Alguns corpos, no entanto, vêm em forma de hieroglifo,dificílimos. Ou, a incompetência é nossa, iletrados diante deles?Quantas são as letras do alfabeto do corpo amado? Como soletrá-lo? Como sabê-lo na ponta da língua? Tem 24letras? Quantas letras estranhas, estrangeiras nesse corpo? Como achar o ponto G na cartilha de um corpo?Quantas novas letras podem ser incorporadas nesta interminável e amorosa alfabetização? Movido pelo amor, pelapaixão pode o corpo falar idiomas que antes desconhecia.O médico até que se parece com o amante. Ele também lê o corpo. Vem daí a semiologia. Ciência da leitura dossinais. Dos sintomas. Daí partiu Freud, para ler o interior, o invisível texto estampado no inconsciente. Então, oslacanianos todos se deliciaram jogando com as letras - a letra do corpo, o corpo da letra.Diz-se que Marx pretendeu ler o inconsciente da história e descobrir os mecanismos que nela estavamescritos/inscritos. Portanto, um economista também lê a sociedade. Os empresários e executivos, por sua vez, seacostumaram a falar de "qualidade total". Mas seria mais apropriado falar de "leitura total". Só uma leitura nãoparcial, não esquizofrênica do real pode nos ajudar na produtividade dos significados. Por isto, é legítimo einstigante falar não apenas de uma "leitura da economia", mas de algo novo e provocador: a "economia daleitura".Não é só quem lê um livro, que lê.Um paisagista lê a vida de maneira florida e sombreada. Fazer um jardim é reler o mundo, reordenar o textonatural. A paisagem, digamos, pode ter "sotaque", assim como tem sabor e cheiro. Por isto se fala de um jardimitaliano, de um jardim francês, de um jardim inglês. E quando os jardineiros barrocos instalavam assombrosasgrutas e jorros d’água entre seus canteiros estavam saudando as elipses do mistério nos extremos que são a pedra ea água, o movimento e a eternidade.O urbanista e o arquiteto igualmente escrevem, melhor dito, inscrevem, um texto na prancheta da realidade.Traçados de avenidas podem ser absolutistas, militaristas, e o risco das ruas pode ser democrático dandoexpressividade às comunidades.Tudo é texto. Tudo é narração.O astrônomo lê o céu, lê a epopeia das estrelas. Ora, direis, ouvir & ler estrelas. Que estórias sublimes, suculentas,na Via Láctea. O físico lê o caos. Que epopéias o geógrafo lê nas camadas acumuladas num simples terreno. Um 10
  • 11. desfile de carnaval, por exemplo, é um texto. Por isto se fala de “samba enredo”. Enredo além da história pátriareferida. A disposição das alas, as fantasias, a bateria, a comissão de frente são formas narrativas.Uma partida de futebol é uma forma narrativa. Saber ler uma partida - este o mérito do locutor esportivo, naverdade, um leitor esportivo. Ele, como o técnico, vê coisas no texto em jogo, que só depois de lidas por ele, pornós são percebidas. Ler, então, é um jogo. Uma disputa, uma conquista de significados entre o texto e o leitor.Paulinho da Viola dizia: "As coisas estão no mundo eu é que preciso aprender”. Um arqueólogo lê nas ruínas ahistória antiga.Não é só Sherazade que conta estórias. Um espetáculo de dança é narração. Uma exposição de artes plásticas énarração. Tudo é narração. Até o quadro “Branco sobre o branco” de Malevich conta uma estória.Aparentemente ler jornal é coisa simples. Não é. A forma como o jornal é feita, a diagramação, a escolha dostítulos, das fotos e ilustrações são já um discurso. E sobre isto se poderia aplicar o que Umberto Eco disse sobre o“Finnegans Wake” de James Joyce: “o primeiro discurso que uma obra faz o faz através da forma como é feita”.Estamos com vários problemas de leitura hoje. Construimos sofisticadíssimos aparelhos que sabem ler. Eles noslêem. Nos lêem, às vezes, melhor que nós mesmos. E mais: nós é que não os sabemos ler. Isto se dá não apenascom os objetos eletrônicos em casa ou com os aparelhos capazes de dizer há quantos milhões de anos viveu certabactéria. Situação paradoxal: não sabemos ler os aparelhos que nos lêem. Analfabetismo tecnológico.A gente vive falando mal do analfabeto. Mas o analfabeto também lê o mundo. Às vezes, sabiamente. Em nossaarrogância o desclassificamos . Mas Levi-Strauss ousou dizer que algumas sociedades iletradas eram ética eesteticamente muito sofisticadas. E penso que analfabeto é também aquele que a sociedade letrada refugou. Deresto, hoje na sociedade eletrônica, quem não é de algum modo analfabeto?Vi na fazenda de um amigo aparelhos eletrônicos, que ao tirarem leite da vaca, são capazes de ler tudo sobre aqualidade do leite, da vaca, e até (imagino) lerem o pensamento de quem está assistindo à cena. Aparelhossofisticadíssimos leem o mundo e nos dão recados. A camada de ozônio está berrando um S.O.S., mas os chefesde governo, acovardados, tapam (economicamente) o ouvido. A natureza está dizendo que a água, além de infecta,está acabando. Lemos a notícia e postergamos a tragédia para nossos netos.É preciso ler, interpretar e fazer alguma coisa com a interpretação. Feiticeiros e profetas liam mensagens nasvísceras dos animais sacrificados e paredes dos palácios. Cartomantes leem no baralho, copo d’água, búzios.Tudoé leitura. Tudo é decifração.Ler é uma forma de escrever com mão alheia.Minha vida daria um romance? Daria, se bem contado. Bem escrevê-lo são artes da narração. Mas só escreve bem,quem ao escrever sobre si mesmo, lê o mundo também. A crônica "Ler o Mundo", de Afonso Romano de SantAnna, é a introdução do livro de mesmo nome. 11
  • 12. Anexo II: Exemplo de RT com características somente informativasO Ácido Para-Aminobenzóico (PABA), também conhecido como vitamina H1, é tido como uma vitamina docomplexo B, de relevante importância para a síntese do ácido fólico. De natureza hidrossolúvel, não pode sersintetizado pelo organismo. É produzido por bactérias intestinais, estando ligado à produção de sulfas eantibióticos. A deficiência dessa substância pode causar fadiga, prisão de ventre, irritabilidade, eembranquecimento dos cabelos. Também pode ser encontrado em fontes naturais como: fígado, gérmen de trigo,cereais integrais e ovos (ALVARENGA, [200-?]).Alvarenga ([200-?]) também aponta outras propriedades adicionais do PABA, tais como: auxiliar no combate aoembranquecimento dos cabelos, vitiligo, queimaduras solares, depressão, esquizofrenia, e até em doenças deinfertilidade feminina. Contudo, a aplicação mais conhecida é como protetor solar, colaborando na proteção dosraios UV.(Figura 1- Fórmula do PABA)O ácido p-aminobenzóico foi o primeiro filtro a ser patenteado, em 1943, durante a 2ª Guerra Mundial, pelosEUA. O exército norte-americano desenvolveu formulações com protetores solares para utilização de suas tropas,o que permitiu que o país desenvolvesse importantes estudos na área de fotoproteção (SHAATH, 1997 apudSilva, 2007).Na década de 70 o uso do PABA se proliferou nas formulações de protetor solar, contudo começaram a perceberque ocorria um elevado número de reações alérgicas a ele, o que fez com que fosse removido como ingrediente doprotetor solar comum. Além de potencialmente causar alergias, o PABA pode ser um potencial cancerígeno,segundo pesquisas dos Cosméticos SkinDeep. Por conta desse alarde, muitas empresas de protetores solaresfazem questão de colocar nos rótulos que sua formulação é PABA free, ou seja, que não possuem essa substância,afirmação mais ligada ao marketing, já que atualmente a maioria já não utiliza PABA (GERSTEIN, 2010).O PABA faz parte da categoria dos primeiros filtros solares, que protegiam a pele da radiação UVB, mas eramcapazes de causar os eritemas. Atualmente com os avanços na área da bioquímica e fotobiologia utilizam-secompostos capazes de absorver na região do UVA, ou seja, formulações que aumentam o espectro de absorção(ROSEN, 2003 apud SANTOS, 2007).Além da divisão pelo espectro de absorção, há também a classificação dos filtros em dois grandes grupos: osquímicos e os físicos. Os filtros químicos são aqueles que absorvem a radiação UV e a emitem na região doinfravermelho, acarretando a sensação de calor. Nesse tipo de filtro há a presença de alguns derivados de PABA.Já os físicos são compostos inorgânicos que conseguem refletir ou absorver a radiação UV, tendo como principaisrepresentantes: o dióxido de titânio e o óxido de zinco, ambos atualmente fabricados em partículas microfinaspara terem uma boa aceitabilidade dos consumidores (SHAATH, 1997 apud SANTOS, 2007).A eficácia fotoprotetora de um filtro solar depende da conjunção de vários fatores. Primeiro, a questão da adesãodo filtro solar na pele, que deve formar um filme protetor, permitindo um grande acúmulo do filtro na pele, mascom uma permeação mínima para a corrente sanguínea.Outro fator é a quantidade a ser aplicada, já que segundo testes, a maioria das pessoas não passa a quantidadesuficiente. Depois, fatores como pH e polaridade podem interferir na absorção do filtro. Além disso, devem serfeitos estudos de estabilidade e de como o filtro interage com a pele. Por fim, o fator mais trabalhadorecentemente, a durabilidade do produto em condições adversas, tais como água e areia (SANTOS 2007).Atualmente, depois de comprovado o risco de causar câncer de pele o PABA não é mais utilizado nos filtrossolares, apenas seus derivados, que não oferecem riscos. Diante disso, o PABA geralmente está sendo 12
  • 13. administrado oralmente em complexos vitamínicos, em forma de pílula para o tratamento de sintomasgastrointestinais, ou mesmo o seu sal de potássio é usado como remédio para algumas doenças de pele (SILVA;PEZZA, [200-?]).Conclusões e recomendaçõesRecomenda-se a visita ao site de Descritores em Ciências da Saúde, para informações mais técnicas sobre oPABA:<http://decs.bvs.br/cgi-bin/wxis1660.exe/decsserver/?IsisScript=../cgibin/decsserver/decsserver.xis&task=exact_term&previous_page=homepage&interface_language=p&search_language=p&search_exp=PABA>Recomenda-se a visita ao site da ANVISA, para obter informações sobre as substânciaspermitidas em filtros solares:<http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/mercosul/cosmeticos/71_00.htm> RT publicada no site SBRT 13
  • 14. Anexo III: Novo Acordo OrtográficoApós várias tentativas de se unificar a ortografia da língua portuguesa, a partir de 1º de janeiro de 2009 passou avigorar no Brasil e em todos os países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período detransição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro de 2012.Algumas modificações foram feitas no sentido de promover a união e proximidade dos países que têm oportuguês como língua oficial: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, TimorLeste, Brasil e Portugal.No entanto, não é necessário que haja aversão às alterações, pois são simples e fáceis de serem apreendidas! Alémdisso, há um prazo de adaptação que dá calmaria a todo processo de mudança!O que mudou na ortografia brasileiraO objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da línguaportuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, porPortugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, porTimor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto dalíngua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesacomo idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países.Este guia foi elaborado de acordo com a 5.ª edição doVocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), publicadopela Academia Brasileira de Letras.Mudanças no alfabetoO alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser: ABCDEFGHIJ KLMNOPQRS TUVWXYZAs letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadasem várias situações. Por exemplo: a. na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt); b. na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano. 14
  • 15. TremaNão se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nosgruposgue, gui, que, qui. Como era Como ficaagüentar aguentarargüir arguirbilíngüe bilínguecinqüenta cinquentadelinqüente delinquenteeloqüente eloquenteensangüentado ensanguentadoeqüestre equestrefreqüente frequentelingüeta linguetalingüiça linguiçaqüinqüênio quinquêniosagüi saguiseqüência sequênciaseqüestro sequestrotranqüilo tranquiloAtenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.Mudanças nas regras de acentuação1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônicona penúltima sílaba). Como era Como ficaalcalóide alcaloidealcatéia alcateiaandróide androideapóia (verbo apoiar)apoiaapóio (verbo apoiar)apoioasteróide asteroidebóia boia 15
  • 16. celulóide celuloideclarabóia claraboiacolméia colmeiaCoréia Coreiadebilóide debiloideepopéia epopeiaestóico estoicoestréia estreiaestréio (verbo estrear) estreiogeléia geleiaheróico heroicoidéia ideiajibóia jiboiajóia joiaodisséia odisseiaparanóia paranoiaparanóico paranoicoplatéia plateiatramóia tramoiaAtenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavrasoxítonas e os monossílabos tônicos terminados em eis e ói(s). Exemplos: papéis, herói, heróis, dói (verbo doer),sóis etc.2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. Como era Como ficabaiúca baiucabocaiúva bocaiuva*cauíla cauila***bacaiuva = certo tipo de palmeira / **cauila = avarentoAtenção: a. se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos des), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí; b. se o i ou o uforem precedidos de ditongo crescente, o acento permanece. Exemplos: guaíba, Guaíra. 16
  • 17. 3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êeme ôo(s). Como era Como ficaabençôo abençoocrêem (verbo crer) creemdêem (verbo dar) deemdôo (verbo doar) dooenjôo enjoolêem (verbo ler) leemmagôo (verbo magoar) magooperdôo (verbo perdoar) perdoopovôo (verbo povoar) povoovêem (verbo ver) veemvôos vooszôo zoo4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) epêra/pera. Como era Como ficaEle pára o carro. Elepara o carro.Ele foi ao pólo Norte. Ele foi ao polo Norte.Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo.Esse gato tem pêlos brancos. Esse gato tempelos brancos.Comi uma pêra. Comi uma pera.Atenção:- Permanece o acento diferencial em pôde/pode.Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito doindicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular.Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode.- Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro naestante que foi feitapor mim.- Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verboster evir, assim como de seus derivados(manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos:Ele tem dois carros. / Eles têmdois carros.Elevemde Sorocaba. / Elesvêmde Sorocaba.Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. 17
  • 18. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.Ele detém o poder. / Eles detêm o poder.Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas.- É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso doacento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?5. Não se usa mais o acento agudo no utônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente doindicativo dos verbosarguireredarguir.6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados emguar,quarequir, como aguar, averiguar, apaziguar,desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas dopresente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja: a. se forem pronunciadas comaouitônicos, essas formas devem ser acentuadas.Exemplos:verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem.verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam.b. se forem pronunciadas comutônico, essas formas deixam de ser acentuadas.Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pronunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem. verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela comaei tônicos.Uso do hífen com compostos1. Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Exemplos: guarda-chuva,arco-íris, boa-fé, segunda-feira, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro,bate-boca.*Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, comogirassol,madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, paraquedismo.2. Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elementos de ligação. Exemplos:reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague,esconde-esconde, pega-pega, corre-corre.3. Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação. Exemplos: pé de moleque, pé devento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho desogra.Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Exemplos: maria vai com as outras, leva e traz, diz que dizque, deus me livre, deus nos acuda, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças, faz de conta.*Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.4. Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Exemplos: gota-dágua, pé-dágua. 18
  • 19. 5. Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou semelementos de ligação.Exemplos:Belo Horizonte -belo-horizontinoPorto Alegre -porto-alegrenseMato Grosso do Sul -mato-grossense-do-sulRio Grande do Norte -rio-grandense-do-norteÁfrica do Sul -sul-africano6. Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos,raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação. Exemplos: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso,mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino,peroba-do-campo, cravo-da-índia.Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregadosfora de seu sentido original. Observe a diferença de sentido entre os pares:a)bico-de-papagaio(espécie de planta ornamental) -bico de papagaio(deformação nas vértebras).b)olho-de-boi(espécie de peixe) -olho de boi(espécie de selo postal).Uso do hífen com prefixosAs observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos (anti, super, ultra, sub etc.)ou por elementos que podem funcionar como prefixos (aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini,multi, neo etc.).Casos gerais 1. Usa-se o hífen diante de palavra iniciada porh. Exemplos: 3. Não se usa o hífen se o prefixo terminar anti-higiênico com letra diferente daquela com que se anti-histórico inicia a outra palavra. Exemplos: macro-história Autoescola mini-hotel Antiaéreo proto-história Intermunicipal sobre-humano Supersônico super-homem Superinteressante ultra-humano Agroindustrial Aeroespacial semicírculo 2. Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma letra com que se inicia a outra palavra. Exemplos: *Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar porrous, dobram-se essas letras. Exemplos: micro-ondas Minissaia anti-inflacionário Antirracismo sub-bibliotecário Ultrassom inter-regional semirretaCasos particulares 19
  • 20. 1. Com os prefixossubesob, usa-se o hífen a palavra seguinte começar comrous, também diante de palavra iniciada porr. dobram-se essas letras. Exemplos: Exemplos: Coobrigação sub-região Coedição sub-reitor Coeducar sub-regional Cofundador sob-roda Coabitação 2. Com os prefixoscircumepan, usa-se o hífen Coerdeiro diante de palavra iniciada porm,nevogal. Correu Exemplos: Corresponsável circum-navegação 5. Com os prefixospreere, não se usa o hífen, pan-americano mesmo diante de palavras começadas pore. 3. Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, Exemplos: além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Preexistente Exemplos: Preelaborar além-mar / além-túmulo / aquém-mar / ex- Reescrever aluno / ex-diretor / ex-prefeito / ex- Reedição presidente / pós-graduação / pré-história / 6. Na formação de palavras comab,obead, pré-vestibular / recém-casado / recém- usa-se o hífen diante de palavra começada nascido / sem-terra / vice-rei porb,dour. Exemplos: 4. O prefixocojunta-se com o segundo ad-digital elemento, mesmo quando este se inicia ad-renal poroouh. Neste último caso, corta-se oh. Se ob-rogar ab-rogarOutros casos do uso do hífen 1. Não se usa o hífen na formação de palavras capim-açu / amoré-guaçu / anajá-mirim comnãoequase. Exemplos: 4. Usa-se o hífen para ligar duas ou mais (acordo de)não agressão palavras que ocasionalmente se combinam, (isto é um)quase delito formando não propriamente vocábulos, mas 2. Commal*, usa-se o hífen quando a palavra encadeamentos vocabulares. Exemplos: seguinte começar por vogal,houl. Exemplos: ponte Rio-Niterói / eixo Rio-São Paulo mal-entendido / mal-estar / mal-humorado 5. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição mal-limpo de uma palavra ou combinação de palavras coincidir* Quandomalsignifica doença, usa-se o hífen se não com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte.houver elemento de ligação. Exemplo: mal-francês. Sehouver elemento de ligação, escreve-se sem o hífen. Exemplos:Exemplos:mal de lázaro, mal de sete dias. Na cidade, conta- 3. Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi- -se que ele foi viajar. guarani que representam formas adjetivas, O diretor foi receber os ex- como açu, guaçu, mirim. Exemplos: -alunos 20