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COLAGEM E APROPRIAÇÕES NA ARTE
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COLAGEM E APROPRIAÇÕES NA ARTE

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Transcript

  • 1.
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    Apropriações e colagens
  • 2. 1913 1863 1917
  • 3. ÉDOUARD MANET Almoço na relva , 1863, óleo s/ tela, 81 x 101 cm, Musée d´Orsay
  • 4. No Almoço ..., Manet se baseou em obras antigas, entre elas destaca-se um detalhe de um Sarcófago romano com figuras fluviais , uma gravura de Marco Antonio Raimondi baseado em um quadro desaparecido de Rafael sobre o Julgamento de Paris , e o quadro Concerto campestre , atribuido inicialmente a Giorgione, depois a Tiziano ou, conforme a hipótese, que tenha sido iniciado por Giorgione e terminado por Tiziano. A modelo que posou para Olympia e Almoço ... foi Victorine Meurent.
  • 5. Nas imagens a seguir, podemos perceber que este recurso de visitar obras já existentes não é uma característica apenas da Arte Moderna. Além desta constatação também é possível perceber alguns índices da ruptura representada pelo “Almoço...” quanto ao tratamento da representação do nú feminino reclinado . Além de uma postura cada vez mais “ativa” também ocorre uma revolução no tratamento dos volumes, cores e contornos da figura. Olympia deixa de ser um nú anônimo para se tornar uma figura provocadora tanto dos valores sociais quanto das concepções de pintura.
  • 6. Cabanel o nascimento da vênus 1863 ÉDOUARD MANET Olympia 1863 óleo s/tela 130 x 190 Musée dOrsay
  • 7. GIORGIONE Vênus Adormecida 1510 Pinacoteca dos Mestres Antigos ( Gemäldegalerie Alte Meister ). Dresden, Alemanha Na ala Gottfried Semper do palácio Zwinger. Foi terminado por Tiziano
  • 8. TIZIANO Vênus de Urbino 1538 -119x165- Galleria degli Uffizi- Florença
  • 9. ÉDOUARD MANET Olympia 1863 óleo s/tela 130 x 190 Musée dOrsay
  • 10.
    • O termo APROPRIAÇÃO é empregado pela história e pela crítica da arte para indicar a incorporação de objetos extra-artísticos, e algumas vezes de outras obras, nos trabalhos de arte. O procedimento remete às COLAGENS cubistas e às construções de Pablo Picasso (1881 - 1973) e Georges Braque (1882 - 1963), realizadas a partir de 1912. Nesse momento do cubismo sintético, elementos heterogêneos - recortes de jornais, pedaços de madeira, cartas de baralho, caracteres tipográficos, entre outros - são agregados à superfície das telas. As apropriações, na base das colagens, representam um ponto de inflexão na arte do século XX, na medida em que libertam o artista do jugo da superfície. Desde esse momento, a técnica é largamente empregada em diferentes escolas e movimentos artísticos, com sentidos muito variados.
    • http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=3182
  • 11.
    • RECORTE TEMPORAL:
    • Nesta apresentação consideraremos o período a partir da Arte Moderna, tomando como marcos inicialmente as citações em pinturas de Manet , e depois a colagem cubista, a qual surge a partir da pintura, e vai contribuir para a discussão do objeto na arte contemporânea.
    • No contexto atual, devemos considerar a influência dos processos digitais, não só na construção da imagem, mas em seus desdobramentos dentro da cultura, fazendo com que as noções de colagem ou citações se tornassem parte do cotidiano na contemporaneidade.
    • “ Si ce sont les plumes qui font le plumage, ce n'est pas la colle qui fait le collage.” Max Ernst - Au-delà de la peinture Se a pluma faz a plumagem, a cola não faz a collage
    • Em sentido amplo, se entendemos o termo COLAGEM, como sendo resultado do encontro de duas ou mais imagens , então é possível localizar dentro da história da arte, um conjunto de imagens produzidas segundo este conceito anteriores ao Modernismo. .
  • 12. CUBISMO BRAQUE PICASSO 1912 COLAGEM DADA SURREALISMO Fotocolagem Objeto trouvé READY MADE MARCEL DUCHAMP A FONTE 1917 POP ART Apropriações de imagens de outras mídias( HQ, JORNAIS, OBJETOS INDUSTRIAIS) MATISSE Série JAZZ DAVID HOCKNEY Fotocolagens FRANK STELLA Pinturas objetos Robert Rauschenberg (Pinturas combinadas) Richard Hamilton Roy Lichtenstein Andy Warhol ASSEMBLAGE Jean Dubuffet 1953 DANIEL SENISE VIK MUNIZ JEFF KOONS Collage Max Ernst 1918 Merzbau Kurt Schwiters 1920 Outros artistas
  • 13.
    • Segundo Tadeu Chiarelli [1] , “uma das características mais marcantes da produção artística dos últimos anos é o citacionismo ”, isto é, a produção de imagens através da utilização de imagens preexistentes, tais como obras de arte (de qualquer época), história em quadrinhos, cinema, televisão, ou qualquer outro meio de produção de imagens. Ao contrário da visão modernista, a visão de mundo do pós-moderno exige um olhar retrospectivo ao universo das imagens já produzidas. Estas imagens são usadas como referência para a produção de novas obras.
    • A produção de textos, visuais ou outros, em diálogo com textos anteriores, é característica de um grande contingente de artistas nacionais e estrangeiros . Segundo Chiarelli, na maioria destes artistas
    • (...) percebe-se muitas vezes que a opção pela “volta ao museu” se deu a partir de uma sensação de impossibilidade de prosseguir trilhando os caminhos da arte moderna, presa à tarefa de buscar sempre o Novo e o Original. Sente-se neles, muitas vezes, a consciência do fim definitivo das vanguardas e, mais ainda, a consciência do falimento da noção de arte como atividade transformadora, capaz de mudar a face do mundo.
    • [1] No texto “Considerações sobre o uso de imagens de segunda geração na arte contemporânea”. Imagens de Segunda Geração , São Paulo, MAC/USP, set/ out. 1987.
    • ROSSI, Maria Helena Wagner. Intertextualidade, releitura, citação, apropriação, imagens de segunda geração... Disciplina: Evolução das artes visuais.UCS
  • 14.
    • Ana Mae Barbosa distingue três fases na “história da imagem sobre a imagem”: a da apropriação , a da reelaboração e a da citação . [1]
    • A apropriação se configura quando o artista inclui imagens já produzidas por outros artistas em seus quadros, porém escamoteando a apropriação. Tem-se exemplos de apropriações datadas já do século XV, em formas variadas, desde uma simples gravura, até obras de Van der Weyden, Ticiano e Van Dyck, por exemplo.
    • Na reelaboração o tráfico de imagens é explícito. Picasso fez muitas reelaborações de obras de vários pintores, Sobre o Almoço na Relva de Manet, Picasso fez vinte e sete óleos e mais de cento e cinqüenta desenhos. Também os pintores surrealistas Salvador Dali e René Magritte reelaboraram vários clássicos como Michelângelo, Rafael, Millet, Manet, etc. Nestes casos citados as reelaborações foram feitas a partir da observação das obras originais.
    • (...) Roy Lichtenstein trouxe para a categoria da Arte, a linguagem da história em quadrinhos, com um reticulado, típico das imagens impressas, feito manualmente pela pintura. Lichtenstein pintou, com esta técnica, desde naturezas mortas e paisagens, até reelaborações de outros artistas como Picasso e os abstracionistas.
    • Robert Rauschenberg e Andy Warhol, também fizeram reelaborações a partir de imagens industrializadas, isto é, imagens, da arte ou não, já reproduzidas em cartazes ou anúncios publicitários.
    • A Citação se refere à exploração do mundo das imagens produzidas anteriormente. Estas referências são explícitas para o observador das imagens. Segundo Ana Mae:
    • Hoje, o apreciador de arte precisa ter o olho educado historicamente, tem que ter armazenado uma larga iconografia, que é a bibliografia de olhar, para poder decodificar os trabalhos da maioria dos artistas contemporâneos.
    • Na falta de melhor denominação esta vertente atual de empréstimo de imagens vem se apropriando da terminologia literária e se designando “citação”. [2]
    • [1] Ver o texto de introdução ao texto de Chiarelli.
    • [2] Ver introdução ao texto de Chiarelli.
    • ROSSI, Maria Helena Wagner. Intertextualidade, releitura, citação, apropriação, imagens de segunda geração... Disciplina: Evolução das artes visuais.UCS
  • 15. Em 1999 o Museu de Orsay, Paris, realizou uma exposição intitulada: VAN GOGH-MILLET: UMA RELAÇÃO OBCESSIVA Van Gogh considerava a Millet uma referência e estudou seus quadros até o fim de sua vida. Acreditava que copiar um motivo de um quadro de outro artista permitia criar uma obra nova. Picasso foi outro artista que estudou várias obras da história da pintura.
  • 16. 1850 1881 O Semeador
  • 17. 1854 1889 Dois trabalhadores
  • 18. 1866 1889 A sesta
  • 19. 1855 1890 A caminho do trabalho
  • 20. PABLO PICASSO Demoiselles d’Avignon 1907 Obra que marca o início do cubismo   COLAGEM E CUBISMO A COLAGEM surge na 3ªfase do Cubismo, a SINTÉTICA Guillaume Apollinaire, em Méditations esthétiques. Les peintres cubistes de 1913, estabeleceu uma tipologia para o Cubismo: científico, órfico e instintivo . Também utilizou-se a classificação: fase analítica (da observação a desconstrução da realidade, resultando um conjunto de planos indecifráveis) , fase hermética (aparecem detalhes figurativos e esquematizados, sugerindo os objetos. Também aparecem de caracteres de imprensa, letras ou madeira sugerindo partes de instrumentos, e fase sintética. A COLAGEM surge primeiro com Braque, a partir do Papier collé . A COLAGEM incorpora à arte um fragmento da vida. Esta união entre arte e vida nunca havia ocorrido antes. Inaugura-se uma série de técnicas que provocam a revisão do ato de pintar. Além de pintar, também junta-se, cola-se abrindo caminho para a tridimensionalidade. Além do pincel, usa-se a tesoura, a cola e depois pregos e solda. Os materiais se descontextualizam e adquirem outras características. Pode-se relacionar a Colagem Cubista com o Ready made de Duchamp.  
  • 21.
    • COLLAGE x COLAGEM
    • O termo collage foi criado por Max Ernst em 1918, diferenciando-se da colagem e resistindo até hoje, por neologismo, com várias denominações como fotomontagens, montagens, reliefs, photocollages, assemblages, inimages, rollage e outras.
    • Para Sergio Lima:
    • COLLAGE é o termo para indicar um processo de linguagem que se utiliza de imagens já existentes e, em geral, já impressas .
    • COLAGEM é um termo genérico e serve para designar todo e qualquer trabalho que resulte da aplicação de material colado num plano.
  • 22.
    • ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA COLLAGE conforme Fernando Fuão
    • POÉTICA da collage
    • Fragmentos,Recorte, Cola, Encontros
    • RETÓRICA da collage
    • Décollage, Collage conceitual, Transfiguração, Rollage, Mosaico, Acumulação, Ready -mades, Objets Trouvés, Miniatura, Gigantesco, Ruína, Reciclagem, Metáfora.
    • Procedimentos e técnicas das collages:
    • Papiers collés, Trompe l’oeil, Reliefs, Objets trouvés, Fotomontagem,
    • Photocollage, Montagem, Mosaicos , Fotografia composta, Assemblage,Décollage, Rollage, etc.
    • (DA SILVA, pg. 14)
  • 23. GEORGES BRAQUE
  • 24. PICASSO, Guitarre, verre, boutelle de Vieux-Marc, 1913
  • 25.
    • Lisette Lagnado, comentando o texto de Rosalind Krauss, “Os Papéis de Picasso”, sobre ser ou não Picasso um Pasticheur, critica um dos argumentos deste debate: “Se é possível colar num desenho um cartão de visitas ou um selo postal, ou ainda um pedaço de papel de parede, nada impede que esse procedimento se amplie conceitualmente até abarcar o mundo do imaginário dos grandes mestres,(...)” Os proponentes dessa interpretação não chamam isso de pastiche, mas antes de “o acesso” que Picasso obteve com paciência e legitimamente ao musée imaginaire .”
    • Quando nos referimos a produção contemporânea, não nos parece que o termo “pastiche” deva ser tomado, como uma ação pejorativa, pois o pastiche é uma prática utilizada intencionalmente.
    • Na colagem, a utilização de vários materiais não convencionais ampliou os horizontes da pintura, criando novos laços da arte com os objetos da vida cotidiana.
  • 26. PICASSO
  • 27. Diego Rodríguez de Silva y VELÁZQUEZ Las Meninas 1656-57 3,18 x 2,76 m Óleo s/ tela Museo del Prado, Madrid Na pintura de Velazquez, no espelho da parede se refletem o rei Felipe IV e a rainha Mariana de Austria que são o tema da pintura que o artista está trabalhando. Aparece a princesa olhando seus pais e rodeada de ajudantes e o cão da família. La Infanta Margarita (no centro) rodeada de Isabel Velasco e Agustina Sarmiento (las meninas), na parte direita do quadro, os anões María Bárbola e Nicolás Pertusato, este último brincando com o mastín a seus pés. Atrás deles estão Marcela de Ulloa e um personagem não identificado. No fundo, no ponto de perspectiva da composição, aparece Don José Nieto no umbral da porta. Por último, quase na penumbra aparece o pintor atrás de sua tela. Ver: Ensaio de Michel Foucault em As Palavras e as Coisas Las meninas de PICASSO
  • 28. PABLO PICASSO Guitarra 1913 Cabeça de touro, 1943. PABLO PICASSO Guitarra 1913
  • 29. EM DIREÇÃO AO CAMPO AMPLIADO Uma infinidade de trabalhos e atividades- (Instalações, happenings e land art )que não são pinturas, desenhos ou esculturas- podem ser encarados como uma radicalização da discussão sobre a eliminação do quadro como suporte, cujas origens são o papier collé cubista, o ready-made de Duchamp e o objet trouvé surrealista. Substituir a pintura pelo objeto é desnaturar a linguagem pictórica, gerando ou a total eliminação da figura(?) ou mesmo a eliminação da linguagem, de forma que cada obra criasse seu próprio código. Exemplo disso é o Merzbau de Schwitters, cuja intenção era fazer uma obra não planejada e interminável, que adquiriria sentido e forma final apenas com a morte do artista.
  • 30. KURT SCHWITTERS construção para mulheres nobres 1919 DADÁ : O dadaísmo apresenta-se como um movimento de crítica cultural, que interpela não somente as artes mas modelos culturais, passados e presentes. Trata-se de um movimento radical de contestação de valores que utilizou variados canais de expressão: revistas, manifestos, exposições, entre outros. O termo dada é encontrado "por acaso" numa consulta a um dicionário francês. "Cavalo de brinquedo", sentido original da palavra, não guarda relação direta, nem necessária, com bandeiras ou programas, daí o seu valor: sinaliza uma escolha aleatória (princípio central da criação para os dadaístas), contrariando qualquer sentido de eleição racional
  • 31. Roda de bicicleta-1912 MARCEL DUCHAMP A Fonte, 1917 READY MADE
  • 32. HANNAH HOCH o da dandy 1919
  • 33. Arranjada para sair, 1936 HANNAH-HOCH, O corte com a faca do pastel, 1919
  • 34. RAOUL HAUSMANN Dada vencerá 1920 Tatlin em casa, 1920
  • 35. SCHWITTERS, casa Merz, 1920
  • 36. SURREALISMO (...) Colagens e assemblages , montadas com base em materiais heterogêneos, expressam a lógica de produção surrealista, amparada na idéia de acaso e de escolha aleatória, princípios centrais de criação para os dadaístas. A célebre frase de Lautréamont é emblemática dessa direção dos experimentos surrealistas: "belo como o encontro casual entre uma máquina de costura e um guarda-chuva numa mesa de dissecção". A sugestão do escritor se faz notar na justaposição de objetos desconexos e nas associações à primeira vista impossíveis que particularizam as colagens e objetos surrealistas. Que dizer de um ferro de passar cheio de pregos, de uma xícara de chá coberta de peles ou de uma bola suspensa por corda de violino? O Camarão Telefone, 1936 – literalmente um aparelho telefônico com um grande camarão rosado posto sobre ele - de Salvador Dalí (1904 - 1989), é um dos muitos exemplos das apropriações surrealistas. http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=3182
  • 37. TATLIN, Relief A partir dos “RELEVOS”, Tatlin passou a produzir os “CONTRA-RELEVOS”, os quais são construídos e apoiados na arquitetura do ambiente onde são expostos.
  • 38. TATLIN contra relevo de canto
  • 39.
    • O termo ASSEMBLAGE é incorporado às artes em 1953, cunhado por Jean Dubuffet (1901 - 1985) para fazer referência a trabalhos que, segundo ele, "vão além das colagens". O princípio que orienta a feitura de assemblages é a "estética da acumulação": todo e qualquer tipo de material pode ser incorporado à obra de arte. O trabalho artístico visa romper definitivamente  as fronteiras entre arte e vida cotidiana; ruptura já ensaiada pelo dadaísmo, sobretudo pelo ready-made de Marcel Duchamp (1887 - 1968) e pelas obras Merz (1919), de Kurt Schwitters (1887 - 1948).
    • http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index. cfm ? fuseaction = termos_texto&cd_verbete =325& cd_idioma =28555
  • 40.
    • Arte Contemporânea
    • Pop Art, Op Art, Novo Realismo, Arte Povera, Gafitti, Instalação, Arte Conceitual, Minimalismo, Land Art, Concretismo,...
    • Resgate do passado
    • Fusão novo e antigo
    • Integração
    • Processos cognitivos
    • Reflexão
    • Pluralidade
    • Desconstrução das tradições
    • Desmaterialização
    • Polissemia de significados
    • VIEIRA DA CUNHA, Susana Rangel. 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ Ação Educativa. Encontro com professores/as. Faculdade de Educação – UFRGS, 2005. PROJETO PEDAGÓGICO DA 6ª EDIÇÃO DA BIENAL DO MERCOSUL, ENCONTRO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES, 2007.
  • 41. Estética tradicional e da modernidade CONTEMPLAR ADMIRAR SENTIR EXPRESSAR PERCEBER Pós-modernidade PENSAR INTERPRETAR POSICIONAR DESESTABILIZAR CERTEZAS QUESTIONAR DESACOMODAR VIEIRA DA CUNHA, Susana Rangel. 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ Ação Educativa. Encontro com professores/as. Faculdade de Educação – UFRGS, 2005. PROJETO PEDAGÓGICO DA 6ª EDIÇÃO DA BIENAL DO MERCOSUL, ENCONTRO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES, 2007.
  • 42. PINTURA CONTEMPORÂNEA Pluralidade e contaminação: Influência da colagem, mistura de meios, mistura de informações, de outras mídias(hq, ...) da publicidade influência do graffiti... No final dos anos 70, ocorre uma retomada de uma pintura gestual, de grandes dimensões e cores fortes, sendo nomeada de “Neo-expressionismo”, “Transvanguarda” ou “Geração 80”.
  • 43. RICHARD HAMILTON O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?" 1956
  • 44.
    • Ao analisar uma das obras mais emblemáticas da Pop Arte, a colagem de Hamilton “ O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atrativos?” McCarty chama a atenção, em primeiro lugar, para a origem das imagens que formam esta colagem, isto é, todas são retiradas de revistas populares da época. Depois afirma que “ao reconhecer a existência do material e usá-lo numa colagem, Hamilton sugeria não só que o reino dos meios de comunicação de massa era digno de inclusão nas categorias mais elevadas da cultura ocidental, mas também que as distinções culturais tradicionais – entre elevado e inferior, elitista e democrático (...) – poderiam ser resquício de uma sensibilidade estética antiga e agora obsoleta.” Neste sentido, a Pop Arte vai além da ação duchampiana que desloca um objeto ou imagem de seu sistema original para “ elevá-lo” à categoria de arte. A Pop Arte irá também deslocar uma imagem de seu sistema original e transferí-la ao sistema das artes, porém não irá, necessariamente, “dizer” que com isso a imagem original “elevou-se” ao ser assimilada pelas artes. Desta forma se estabelece um modelo fundamental para o entendimento da arte contemporânea que torna horizontal qualquer tipo de manifestação visual dentro das artes, independente da qualidade ou categoria original da imagem utilizada (publicidade, pornografia, fotografia caseira, filme, televisão, comic , produtos industrializados, lixo, etc.). A ação contemporânea (filha da ação pop) tende a entender e valorizar as imagens, sejam elas oriundas das massas, sejam elas oriundas da alta cultura, em graus de igualdade. Com isso, pouco a pouco, vai-se destruindo a idéia tradicional de que o “auge” da carreira de uma imagem é ser considerada uma imagem artística.
    • IN: McCARTHY, David; Arte pop, São Paulo: Cosac & Naify Citado por Priscila de Paula em http://sobrearte.blog.com/2008/9/
  • 45. ANDY WARHOL Four Marilyns, 1962.
  • 46. TOM WESSELMANN Natureza morta
  • 47. TOM WESSELMANN grande nu americano 50 1963
  • 48. ROY LICHTENSTEIN – Nos levantamos lentamente..., 1964
  • 49. ROBERT RAUSCHENBERG Monogram 1955-59 Nas “pinturas combinadas” o artista leva adiante noções de colagem entre imagens e objetos diferentes, algo que será radicalizado na Arte contemporânea.
  • 50. JEAN MICHAEL BASQUIAT KEITH HARRING A obra destes artistas apresenta influências do grafitti. Característico no grafitti são os cadernos de anotação, que registram desenhos de vários Grafiteiros, não raro desenhados sobre outras superfícies e colados (lambe lambe)
  • 51. MATISSE Jazz Na série Jazz, Matisse Utiliza papéis pintados e recortados, os quais são colados uns sobre os outros. Neste trabalho Matisse aproxima desenho e pintura através da combinação da linha recortada sobre a cor.
  • 52. MATISSE
  • 53. Jazz IX, 1949
  • 54. Tristeza do rei 1952
  • 55. Icaro 1943
  • 56.  
  • 57.  
  • 58. O cavalo, o ginete e o palhaço. 1947
  • 59.
    • DAVID HOCKNEY
    • fotocollage
  • 60. Mesa de Despacho, 1984
  • 61. Hockney, Cadeira no Jardim de Luxemburgo, 1985
  • 62. Hockney, Place Furstenberg, 1985
  • 63. Hockney, Pearblossom, 1986
  • 64. FRANK STELLA
  • 65. FRANK STELLA kastura
  • 66. FRANK STELLA to prince Edward
  • 67. FRANK STELLA
  • 68. FRANK STELLA A Bower in the Arsacides 1992
  • 69. FRANK STELLA
  • 70. FRANK STELLA
  • 71. JEFF KOONS nestas pinturas, diferentes imagens são agrupadas no computador e depois pintadas por uma equipe de auxiliares.
  • 72. JEFF KOONS Sino da liberdade 2007
  • 73. DAVE MCKEAN ver: capas da HQ Sandman , filme The Mirror mask, http://www.mckean-art.co.uk/
  • 74. ADIR SODRÉ almoço na relva1988
  • 75. ALFREDO NICOLAIEWSKY Em “Mistura Fina” o artista combina imagens populares e eruditas. as santinhas1995
  • 76. ALFREDO NICOLAIEWSKY "O que é que tem na sua cabeça?" Técnica Mista, 143x222cm -1995/96
  • 77. DANIEL SENISE
  • 78. DANIEL SENISE st 2006 130x200
  • 79. NUNO RAMOS st1992.jpg
  • 80. VIK MUNIZ
  • 81. VIK MUNIZ narciso após Caravaggio Junk série 2005
  • 82. VIK MUNIZ Vulcano forjando as flechas de cupido after alessandro tiarini junk série 2006
  • 83. VIK MUNIZ Saturno devorando um de seus filhos after Goya junk series 2005.jpg
  • 84.  
  • 85.  
  • 86. VIK MUNIZ Marat (Sebastião) da série Pictures of Garbage, 2008 - impressão digital, 129,5 x 101,6 cm
  • 87. VIK MUNIZ ShoeShineBoy after Lewis Hine rebus series 2004
  • 88. VIK MUNIZ esqueci como se voa
  • 89. VIK MUNIZ valentine the sugar children series 1996 Em “Crianças do Açúcar ”, Muniz fotografou os filhos dos operários que trabalhavam em uma plantação de açúcar em St. Kitts. Depois, em Nova York, ele copiou os instantâneos das crianças fotografando diferentes tipos de açúcar sobre papel preto.
  • 90. VIK MUNIZ Waterlilies after Monet Pictures of Magazines 2005
  • 91. A representação do espaço na pintura -A casa e a arquitetura. -Em torno de três eixos: Espaço da Memória, Espaço Histórico e Espaço Estético O Espaço da Memória . Diz respeito ao universo íntimo do artista, àquelas imagens que o cercam e que são referências pessoais, afetivas. Imagens que desencadeiam novas imagens. Imagens que deverão ser transferidas para o campo da pintura e transmutadas. MARILICE CORONA Em que sentido em que sentido acrilica stela tríptico. 120x300 2000
  • 92. O Espaço Histórico : nele ocorre o diálogo com a história da pintura e suas convenções. Revisitar a história permite a formulação de novas perguntas e o resgate de imagens ou motivos representacionais. Arquitetura padrão acrílica s/ t 200x300 2000
  • 93. O Espaço Estético : seria a zona de confronto e de revisão dos discursos pictóricos. Espaço de alusão à antinomia “ilusão-planaridade”. Este espaço é o de contextualização, entendimento e discussão sobre os discursos da pintura contemporânea. “ Costumo dizer que cada eixo, isoladamente, não faz a obra. É preciso que haja o entrecruzamento dos três. Ao sistematizar meu processo de trabalho, dei-me conta que este ‘esquema’ poderia servir para abordar, quase que de forma geral e, didaticamente, como se constrói o trabalho artístico. “ CORONA, Marilice. Revista AS PARTES nº2- pg6- P.Alegre. Revista da Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre: 2007.
  • 94. BIBLIOGRAFIA ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna . São Paulo: Companhia das Letras, 1998. BECKETT, Wendy. História da Pintura. São Paulo: Ática, 1997 CORONA, Marilice. Revista AS PARTES nº2- pg6- P.Alegre. Revista da Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre: 2007. DA SILVA, Gladys Neves. ARQUITETURA & COLLAGE: um catálogo de obras relevantes do século XX. Dissertação de Mestrado. UFRGS. 2005. GREENBERG, Clement. A revolução da colagem em Greenberg e o debate critico. Rio de Janeiro, . Zahar, 1998. KRAUSS, Rosalind E. Os papéis de Picasso . Editora Iluminuras Ltda, 2006 PERLOFF, Marjorie . A invenção da colagem em O Momento Futurista, Edusp.São Paulo, 1996. ROSSI, Maria Helena Wagner. Intertextualidade, releitura, citação, apropriação, imagens de segunda geração... Disciplina: Evolução das artes visuais.UCS STANGOS, Nikos. Conceitos de Arte Moderna.Rio de Janeiro:Jorge Zahar Editor, 1991 TASSINARI, Alberto. Generalizando a colagem em o Espaço Moderno. Cosac & Naify,São Paulo,2002. VIEIRA DA CUNHA, Susana Rangel. 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ Ação Educativa. Encontro com professores/as. Faculdade de Educação – UFRGS, 2005. PROJETO PEDAGÓGICO DA 6ª EDIÇÃO DA BIENAL DO MERCOSUL, ENCONTRO DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES, 2007. WALTHER, Ingo F. (org.). Obras primas da pintura ocidental . Lisboa: Taschen, 2002.
  • 95. SITES http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=3182 http://sobrearte.blog.com/2008/9/ www.spanisharts.com http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp497.asp