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    • ÉTICA EMPRESARIAL ANA CARINA NEVES DA COSTA Aluno Nº 21120586 PEDRO JORGE MONTEIRO DA COSTA Aluno Nº 20101052 RESUMO: O trabalho abordará a Ética nas Empresas e as vantagens sociais e económicas que a sua adopção acarretará. Far-se-á uma breve descrição da evolução da Ética, desde o seu nascimento até aos nossos dias. Focar-se-á a interligação existente entre os diversos modos de regulação do comportamento. Descreve-se a formalização da Ética nas Empresas, tendo em conta o papel que o gestor ocupará na difusão do documento aos seus colaboradores. Por fim esclarecer-se-á a influência da cultura e responsabilidade sobre a componente ética na empresa. INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE COIMBRA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL MAIO DE 2008
    • ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO……………………………………………………………... 3 2. EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE ÉTICA 2.1. A ética na civilização grega …………………………………………………. 3 2.2. A ética na idade média ………………………………………………………. 4 2.3. A ética aplicada ……………………………………………………………… 4 3. MODOS DE REGULAÇÃO DO COMPORTAMENTO 3.1. A ética ……………………………………………………………………….. 5 3.2. Moral ………………………………………………………………………… 5 3.3. Costumes …………………………………………………………………….. 6 3.4. Direito ……………………………………………………………………….. 6 3.5. Deontologia ………………………………………………………………….. 6 4. COMO INTEGRAR A ÉTICA NA EMPRESA 4.1. A influência do dirigente sobre o comportamento dos seus 7 colaboradores………………………………………………………………… 4.2. O processo de formalização da ética ………………………………………... 7 5. ÉTICA E CULTURA 9 5.1. A influência da cultura da empresa sobre a componente ética ……………… 10 6. ÉTICA E RESPONSABILIDADE 12 6.1. A ética como clarificação do contrato psicológico ………………………….. 13 6.2. A gestão do pessoal na política ética da empresa …………………………… 14 6.3. O Respeito pelos Parceiros da empresa ........................................................... 14 7. CONCLUSÃO ……………………………………………………………… 14 8. CONCEITOS CHAVE …………………………………………………….. 15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SITES CONSULTADOS 2
    • 1.INTRODUÇÃO Hoje em dia, devido à velocidade das mudanças sociais e ao desenvolvimento do capitalismo, já não se sabe ao certo se a verdade deve ser dita custe o que custar, ou se, em determinados casos, mentir e omitir, para salvaguardar os interesses da empresa, é também assumir uma postura ética. Pretendemos explicar a recente relação de parceria entre dois domínios aparentemente incompatíveis: o do lucro e o da educação das vontades, a ética. Nesta perspectiva, a ideia é demonstrar que a Ética nem sempre deve ser entendida como ameaça ou obstáculo, mas como uma alavanca para o sucesso das empresas. Não há empresa, no cenário contemporâneo, com pretensões de aumento da sua competitividade, que escolha tratar a ética não como aliada, mas como adversária. Certamente não há uma causa única e explicativa deste movimento em torno da ética, mas é provável que a concorrência entre empresas, aliada às crescentes exigências de clientes cada vez menos tolerantes com abusos, estejam a forçar as empresas a levar em conta este tema. Perante clientes cada vez mais exigentes, as empresas pensam bastante antes de oferecer bens ou serviços que marquem negativamente as suas imagens. Ao perceberem que não podem ser abusivos em relação aos clientes, as empresas estão a introduzir a Ética nas suas empresas. 2. EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE ÉTICA A Ética tem servido, ao longo dos tempos como uma espécie de semáforo que regula o desenvolvimento histórico e cultural da humanidade, num cruzamento entre a Moral, a Filosofia, a Religião e a Sociedade. Etimologicamente, a Ética provem da palavra grega ethos, que significa costume. A Ética estuda a moral, o dever fazer, a qualificação do bem e do mal, a melhor forma de agir colectivamente. Avalia os costumes e diz quais as acções moralmente válidas, tendendo a estabelecer os princípios de valorização e condução da vida. A evolução do conceito de Ética tem sido determinada pela mudança de hábitos, costumes sociais e padrões morais que determinam a conduta dos indivíduos perante a sociedade onde se inserem, ao longo das várias épocas históricas. 2.1. A Ética na Civilização Grega Na Civilização Grega, a Ética apresentava uma relação muito próxima com a política, tendo por base a cidadania e a forma de organização social. Atenas era o ponto de encontro da cultura grega onde nasceu uma democracia com assembleias populares e tribunais e as teorias éticas incidiam sobre a relação entre o 3
    • cidadão e a polis, em que o comportamento do indivíduo era fundamental para se alcançar o bem-estar colectivo. Apesar das diferenças das várias correntes filosóficas, pode dizer-se que todas têm um ponto comum: o homem deverá pôr os seus conhecimentos ao serviço da sociedade, de modo a que cada um dos seus membros possa ser feliz. A Ética na civilização grega era apenas normativa, limitando-se a classificar os actos do homem como correctos ou incorrectos e adequados ou inadequados a uma determinada situação. Com as conquistas de Alexandre Magno Atenas perde a domínio político, dando lugar a um vasto império constituído por uma diversidade de povos, línguas e culturas, que se misturam e fundem numa panóplia multifacetada, onde as questões políticas perdem proeminência porque os indivíduos deixam de estar ligados à cidade-Estado. A Ética passa a reger-se por teorias mais individualistas que analisam de diversas formas o modo mais agradável de viver a vida. Já não se concilia o homem com a cidade, mas sim com o Cosmos. Em todas estava subjacente a procura da felicidade como o bem supremo a atingir, embora cada um dos seus seguidores optasse por vias diferentes para lá chegar. 2.2. A Ética na Idade Média O conceito de Ética, na Idade Média afasta-se da natureza, indo ao encontro da moral cristã. A Ética e a Moral unem-se numa simbiose que a Igreja considerava perfeita, uma vez que Deus é identificado como o Bem, a Justiça e Verdade, o modelo que todos deveriam seguir, para atingir a felicidade. No final do século XIV, com o início do Renascimento, assiste-se a um regresso ao humanismo da Antiguidade. Nesta época, verifica-se um crescimento monetário, o que leva, ao desenvolvimento de um novo estrato social, a burguesia, regulando-se esta por novos valores éticos. Esta época coincide, com o apogeu dos Descobrimentos, permitindo assim a descoberta de novos povos, culturas e religiões, o que leva ao surgimento de novas teorias éticas que se afastam do Cristianismo, gerando assim alguns conflitos. Começavam assim a ser quebrados os pilares de uma Ética normativa, assente em valores da Antiguidade. 2.3. A Ética Aplicada Na Idade Contemporânea, surgem alguns ramos distintos aplicados aos diferentes campos do saber e das actividades do ser humano. Surge a noção de “Ética Aplicada”, que estabelece regras para áreas específicas, analisando os comportamentos adequados a seguir em situações concretas. 4
    • Os alicerces da Moral são postos em causa, a Ciência e a Economia, vêem assim substituir a Religião. Começa a falar-se de uma “Ética Utilitarista”, que defende que tudo o que contribua para o progresso social é bom, e de uma “Ética Revolucionária”, que incita os trabalhadores a mobilizarem-se na reconstrução de uma sociedade em ruptura. No final do século XX, fala-se de uma multiplicidade de Éticas, continuando no entanto a existir uma ética normativa de raiz moral. O rápido desenvolvimento das tecnologias vem por a baixo valores adquiridos ao longo do tempo, contribuindo assim para as desigualdades a nível mundial. A Economia sugere um modelo que serve de guia para o desenvolvimento, em que os modos de produção, dinheiro, mercado, lucro ou comércio prevalecem sobre os valores da Ética. 3. MODOS DE REGULAÇÃO DO COMPORTAMENTO 3.1. A Ética A Ética é um modo de regulação dos comportamentos que provêm do indivíduo e que assenta no estabelecimento, por si própria, de valores para dar sentido às suas decisões e acções. Faz um apelo ao juízo pessoal do indivíduo e também as suas responsabilidades. Os princípios éticos são linhas orientadoras, pelas quais o Homem rege o seu comportamento. A Ética apresenta em simultâneo uma dimensão teórica, estudando o “bem” e o “mal”, e uma dimensão prática, no que diz respeito ao que se deve ou não fazer. Apesar da Ética ser bastante auto-reguladora, permitindo aos indivíduos gerir os seus próprios comportamentos, é aplicada no contexto não apenas individual, mas social, no seio de um grupo onde os valores são partilhados. A Ética ocupa assim, o ponto de partida da regulação dos comportamentos, uma vez que favorece a reflexão, sendo a sua perspectiva preventiva. 3.2. Moral A Moral é um conjunto de regras, valores e proibições, vindas do exterior do homem, ou seja, impostas pela política, religião, filosofia, a ideologia e os costumes sociais, que impõem ao homem que faça o bem. É uma aceitação das regras dadas. Esta tem uma dimensão imperativa, uma vez que obriga a cumprir um dever criado num valor moral imposto por uma autoridade. 5
    • 3.3. Costumes Os Costumes são formas de pensar e de viver no seio de um grupo. Regem-se por regras informais e não escritas que orientam as práticas do grupo e que traduzem as suas expectativas de comportamento. São uma forma de hetero regulação implícita que existe desde que os indivíduos vivem em sociedade. As regras informais são transmitidas oralmente através da socialização pela educação. 3.4. Direito O Direito, tal como a Ética, tem um carácter obrigatório e normativo, sendo regulador das relações humanas. É o modo de regulação dos comportamentos mais operante nas sociedades democráticas. O objectivo deste é favorecer a coexistência entre os indivíduos, protegendo os direitos de cada um, procurando evitar conflitos e sancionar os indivíduos que violem a lei. A principal diferença entre a Ética e o Direito reside no tipo de regulação. Na Ética as obrigações e os deveres são internos, enquanto que no Direito os deveres impostos pela legislação são externos, uma vez que estes são dirigidos aos outros. 3.5. Deontologia A Deontologia surge da necessidade de um grupo profissional se auto regular. Mas a sua aplicação manifesta-se em hetero-regulação, uma vez que os membros do grupo devem cumprir as regras estabelecidas num código. O objectivo da Deontologia é reger os comportamentos dos membros de uma profissão para alcançar a primazia no trabalho, garantindo a confiança do público e proteger a reputação da profissão. Os princípios e normas reguladoras dos comportamentos nem sempre estão compilados numa regulamentação jurídica. Neste sentido a Deontologia é uma disciplina da Ética especialmente adoptada ao exercício de uma profissão. 6
    • 4. COMO INTEGRAR A ÉTICA NA EMPRESA 4.1. A influência do dirigente sobre o comportamento dos seus colaboradores Os dirigentes condicionam o espírito e os valores da empresa. Estes devem ser conscientes dos efeitos que as suas decisões e comportamentos têm sobre o clima e as relações sociais nas suas organizações. Esta influência está ligada à dimensão da organização, sendo mais visível, nas pequenas organizações. A direcção geral, tem o poder de formular a política ética, mas o recurso à formalização supõe uma tomada de consciência da necessidade de uma existência ética própria à empresa. 4.2. O processo de formalização da ética A formalização da ética é um fenómeno que se expande nas empresas, contudo apresenta inúmeras dificuldades. A empresa que deseja formalizar a sua ética deve optar por duas lógicas principais: - uma lógica de natureza coerciva, cujo principal objectivo é assegurar o máximo respeito pelas regras emitidas pela empresa; - uma lógica de natureza cultural, cujo principal objectivo é fazer com que os colaboradores adiram as valores ou às finalidades da empresa. Para a elaboração do documento, podem distinguir-se duas etapas, sendo elas a elaboração e a difusão do documento. A elaboração da formalização da ética consiste na constituição de um grupo de trabalho, constituído por um responsável, escolhido pelo dirigente da empresa, que será incumbido de orientar a reflexão ética. Este rodeia-se de um grupo de trabalho que reúne pessoas do departamento de recursos humanos e da direcção jurídica. As secções do documento abordam os direitos dos colaboradores e a sua conduta, que são frequentemente redigidas pelos responsáveis do pessoal. Quanto aos juristas, estes são passíveis de dar o seu contributo na maneira de redigir o documento e fornecem igualmente o esclarecimento jurídico sobre certos temas sensíveis, tais como os conflitos de interesse. O departamento de recursos humanos desempenha um papel fundamental na operacionalização do documento de ética. 7
    • A difusão do documento pode ser feita de várias formas. Uma das quais, consiste na sua entrega aos quadros principais da empresa, que serão encarregues de o fazer circular a todos os seus colaboradores. Poderá ser uma tarefa pesada, se a empresa possuir um elevado número de colaboradores. Habitualmente os documentos são distribuídos com uma carta de acompanhamento ao presidente da empresa, permitindo-lhe confirmar o seu compromisso e insistir sobre certos pontos particulares. Muitas vezes o documento é acompanhado por um processo de sensibilização, através de reuniões de informação para explicar o sentido da iniciativa, ajudando assim os colaboradores a compreender e aplicar os princípios descritos no documento. Em certas empresas, este documento é anexado ao contrato de trabalho. Como síntese, o processo de formalização é supervisionado pela direcção geral que intervém fortemente na fase de elaboração, sendo o departamento de recursos humanos encarregue de difundir a política ética formal. Vantagens da Formalização Um documento de Ética: - Constitui um guia duradouro para os membros da organização que pode ajudar a difundir os elementos da cultura organizacional (por exemplo os seus valores); - Melhora a reputação da empresa; - Oferece uma protecção e uma defesa contra os processos; - Melhora os resultados das empresas; - Melhora o comportamento dos trabalhadores, o seu orgulho e lealdade; - Permite criar um clima de trabalho de integridade e de excelência; - Permite ir além da lei e antecipar a intervenção dos poderes políticos em matéria de regulamentação; - Permite catalisar a transformação na empresa; - Permite à empresa afirmar com precisão o que os dirigentes esperam do seu pessoal em termos de comportamento; - Ajuda a satisfazer as necessidades dos accionistas que querem realizar aplicações éticas; 8
    • - Ajuda a integrar ou a transferir culturas de firmas adquiridas ou absorvidas; - Ajuda a proteger os dirigentes dos seus subordinados e inversamente. Os quatro tipos de conflitos na ética abrangidos pela formalização são: Conflitos interpessoais - estão relacionados com as diferentes relações estabelecidas entre os diferentes membros da organização. Estes estão ligados à sua cultura pessoal, e o seu tema principal relaciona-se com o respeito pelas pessoas; Conflitos intra-organizacionais - surgem da relação dos indivíduos com a própria organização. Os assuntos abordados no campo profissional são relativos à confidencialidade da informação, à oferta e aceitação de presentes, à saúde e segurança no trabalho e à equidade em matéria de emprego. Fora da empresa surgem conflitos de interesses; Conflitos inter-organizacionais - surgem com as relações que uma organização mantém com os diferentes intervenientes do meio económico; Conflitos extra-organizacionais – surgem das relações que uma empresa mantém com a sociedade em geral. 5. ÉTICA E CULTURA A Cultura Organizacional contempla a empresa como o meio e o resultado da interacção social. Logo o conceito de empresa varia consoante as culturas, uma vez que cada instituição tem a sua própria personalidade, o seu próprio carácter e as suas próprias aspirações. A empresa, é pois, entendida como uma instituição social com responsabilidades públicas. A Cultura Organizacional é entendida como um conjunto complexo de valores, de crenças, de símbolos, de práticas que definem a maneira como uma empresa realiza as suas actividades. Representações, ideologias e Modos de acção utilizados na crenças veiculadas na empresa empresa Valores e normas de comportamento veiculadas na empresa Modos de expressão utilizados na empresa Metáforas Mitos e Rituais e Símbolos e imagens lendas cerimónias Esquema 1: Os subsistemas da cultura da empresa [4] 9
    • 5.1. A influência da Cultura da empresa sobre a componente ética A Cultura da Organização é um conceito fundamental para o estudo do comportamento ético. Existindo uma forte ou fraca cultura empresarial, esta tem uma grande influência sobre os empregados. A Cultura satisfaz várias funções na empresa: - É um mecanismo de controlo que permite orientar e ajustar as posturas e comportamentos dos empregados; - Delimita as fronteiras da empresa ; - Permite transmitir uma certa semelhança aos seus membros. O vínculo existente entre a Ética-Cultura apresenta-se quando a organização atravessa uma crise, para mudar de cultura, há que, obrigatoriamente falar de ética. Apenas a reflexão ética nos permite saber o por que é que as coisas se fazem. Os comportamentos não éticos das organizações levaram ao desenvolvimento de vários modelos de comportamentos éticos, tendo em conta variáveis pessoais e situacionais. Linda Klebe Trevino [1986] postula que as compreensões do bom e do mau dos indivíduos não são os únicos factores determinantes na tomada das suas decisões. As convicções existentes interagem com as restantes características individuais e com a cultura das organizações. Moderadores individuais - força do ego - lugar de controlo Dilema ético Estádio de desenvolvimento moral Comportamento ético ou não ético Moderadores situacionais - contexto de trabalho - cultura organizacional - características do trabalho - política formal da organização - necessidade financeira pessoal Esquema 2: A tomada de decisão ética [4] 10
    • Uma organização em que a sua cultura privilegia normas ética, encoraja os seus membros a tomarem atitudes éticas, principalmente quando a conduta ética é compensada, e a conduta não ética é punida. Segundo o estudo feito por Posner e Schmidt [1984] existem um conjunto de 6 factores que contribuem para comportamentos não éticos. São eles: 1. Comportamentos dos superiores; 2. Comportamento dos colegas na organização; 3. Práticas éticas em vigor na industria ou na profissão; 4. Clima moral da sociedade; 5. Política formal da organização; 6. Necessidade financeira pessoal. Conclui-se com este estudo, que o indivíduo acaba por ser mais influenciado pelos comportamentos dos indivíduos que os rodeiam, do que pelas suas próprias necessidades financeiras. Clima ético da sociedade Clima ético dos negócios Clima ético na indústria Clima ético da empresa Superiores Indivíduo Colegas Políticas e Práticas Esquema 3: Os factores que afectam os comportamentos individuais na organização [4] 11
    • A tomada de decisão ética está no centro do processo de gestão. As etapas da tomada de decisão ética passam pela: 1. Formulação do problema; 2. Análise do problema; 3. Identificação das soluções que eventualmente possam vir a ser tomadas; 4. Avaliação das várias soluções; 5. Escolha da melhor solução; 6. Concretização da solução fixada. Identificar a acção, a decisão que deseja tomar Articular todas as dimensões desta acção ou decisão Abordagem clássica Abordagem filosófica Testes éticos A solução é A solução não é aceitável aceitável Não concretizar a Concretizar a solução solução Identificar uma nova solução Esquema 4: Um processo de tomada de decisão ética [4] 6. ÉTICA E RESPONSABILIDADE A Responsabilidade suscita uma obrigação fundamental, sem reciprocidade para com o outro. Esta relembra a necessidade de justificar todo o acto ou decisão em função de normas morais e de valores. Existem dois extremos de Responsabilidade Social na óptica empresarial, um deles com uma visão estritamente económica, cujo objectivo é apenas o enriquecimento dos seus 12
    • accionista. Por outro lado existe a Teoria das Partes Interessadas que defende que a maximização dos lucros vai conduzir ao bem-estar social geral. Ao assumir as suas Responsabilidades Sociais, uma empresa, por um lado, reconhece as necessidades e as prioridades dos intervenientes da sociedade, e por outro lado avalia as consequências das suas acções sobre o plano social, tendo por objectivo o bem-estar geral. A tarefa do gerente não será unicamente satisfazer as necessidades de maximizar os lucros dos accionistas, mas sim atingir um equilíbrio que traduza a equidade entre os diferentes grupos de pessoas que fazem parte da empresa. Os accionistas só serão satisfeitos na proporção da sua importância face aos outros parceiros da empresa. É ainda de referir que esta teoria pode ser analisada de um ponto de vista estratégico para as empresas, podendo ou não afectar o desempenho actual ou o futuro da empresa. 6.1. A Ética como clarificação do Contrato Psicológico O Contrato Psicológico apresenta uma panóplia de expectativas recíprocas não escritas entre um colaborador e a organização, existindo uma espécie de entendimento que abrange obrigações morais. O esclarecimento deste contrato, que é realizado a longo prazo, contribui para a estabilidade da empresa. CONTRIBUIÇÕES (servindo as necessidades da organização) - competências - saber I - lealdade -criatividade O N R D - esforço - tempo G Í A V N I I D Z U A O RETRIBUIÇÕES Ç Ã (servindo as necessidades do indivíduo) O - estatuto social - elogios - carreira - segurança - salário - benefícios Esquema 5: O contrato psicológico, processos de troca entre contribuições e retribuições [4] Através da formalização da Ética, a empresa procura demandar o contrato psicológico que une o empregador e o colaborador: formalizando as contribuições e retribuições. 13
    • 6.2. A gestão do pessoal na Política Ética da empresa A Política Ética na empresa, apresenta uma referência para todos, e um compromisso em relação a cada um dos seus membros. Propõe-se a dar sentido e a ouvir as ambições dos seus empregados. O objectivo da política social da empresa recupera as etapas do percurso do colaborador na empresa, através dos: Tabela 1 – Etapas do percurso dos empregados na empresa Aspectos Individuais Aspectos Colectivos Recrutamento Gestão previsional Remuneração Gestão de carreiras Avaliação Gestão Participada Formação 6.3. O Respeito pelos Parceiros da empresa A Ética da empresa relativamente a terceiros, é uma ética de respeito, que se insere numa lógica de relações a longo prazo. O Respeito pelo Parceiro actual é uma necessidade, porque poderá vir também a ser o nosso parceiro num futuro próximo. 7. CONCLUSÃO Constatamos que a evolução natural, tanto a nível tecnológico como moral, conduziu a empresa a interrogar-se sobre os seus próprios valores, verificando-se um interesse crescente por tomar em consideração o factor humano e a responsabilidade social. A formalização Ética na empresa desencadeia, sem dúvida, transformações organizacionais reais, dando assim resposta à necessidade de construir uma identidade social e visando solucionar os problemas que surgem dentro e entre as organizações. É então necessário que a organização esteja receptiva para o processo de mudança, apresentando práticas organizacionais, numa acção contínua de inovação e de adaptação, porque só desta forma ela garantirá a sua competitividade neste novo contexto. É preciso destacar que a Ética não se aprende ouvindo ou lendo belos discursos. Ética é, fundamentalmente, emoção, vivência e experiência singular, para que convertam os problemas sociais em oportunidades para a organização. 14
    • A Ética só se torna eficaz à medida que os dirigentes adquiram a capacidade de se indignar perante acções ou factos que antes não os afectavam. 8. CONCEITOS CHAVE Ética Responsabilidade social Ética nas empresas Modos de Regulação de Comportamentos Código Ético REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Instituto do Emprego e Formação Profissional, “Revista Dirigir para Chefias”, Edição de Set./Out. de 96, Revista nº45, pp.3-8; [2] Instituto do Emprego e Formação Profissional, “Revista Dirigir para Chefias”, Edição de Abril/Maio/Jun.2007, Revista nº98, pp.28-31; [3] Carapeto, C. , Fonseca, F., Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos, “Ética e Deontologia” , Edição 2007, pp. 7-10,15,31-37; [4] Mercier, S., “ A Ética nas Empresas”, Edições Afrontamento, Edição de Dezembro de 2003. SITES CONSULTADOS http://www.redenet.edu.br/publicacoes/arquivos/20070912_095443_GA-10-MAR- 2006-7.pdf http://je2006.fam.ulusiada.pt/pdfs/HelenaGoncalvesJE2006.pdf http://www.iefp.pt/iefp/publicacoes/Dirigir/Documents/Dirigir%202007/DIRIGIR_98.p df http://www.iefp.pt/iefp/publicacoes/Dirigir/Documents/1996/DIRIGIR_45.pdf 15
    • 16