(2) análise fundamentalista básica

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(2) análise fundamentalista básica

  1. 1. Introdução ao Curso  Bem vindo ao curso online de Análise Fundamentalista do Onde Investir by Lopes Filho. Aqui você  será apresentado a esta técnica de se analisar e avaliar ações de empresas de capital aberto, e  obterá fundamentos para poder fazer suas próprias análises.  Em cada módulo você vai encontrar explicações que facilitarão o entendimento, dinamizando o  processo de aprendizado. Nesta introdução serão apresentados os conceitos essenciais da análise  fundamentalista, de forma simples e fácil de compreender.  O que é a Análise Fundamentalista?  O objetivo da análise fundamentalista é avaliar alternativas de investimento. Isto é feito ao se  avaliar as conjunturas macro e microeconômicas e o panorama setorial da empresa, além das  demonstrações financeiras e balanços.  Cabe à análise fundamentalista estabelecer o valor justo para uma ação, respaldando decisões de  compra ou venda. A premissa básica da análise fundamentalista é de que o valor justo para uma  empresa se dá pela definição da sua capacidade de gerar lucros no futuro.  Pode­se dizer que a análise fundamentalista utiliza­se de certas "ferramentas", como por exemplo  as análises de demonstrativos financeiros, elaboração de cenários econômicos, projeções de  resultados das empresas, análise de indicadores financeiros e econômicos, entre outras.  A análise fundamentalista pode ser percebida como um método de análise econômica para  empresas e a viabilidade de projetos. Normalmente, focam­se em aspectos mais "tangíveis", como  as fontes de recursos existentes, o capital humano da organização, conhecimentos tecnológicos  etc, e também em aspectos subjetivos, ou seja, alternativas de investimento, valores éticos,  projeções de desempenho e outros.  Objetivos Principais  A análise fundamentalista pode ser utilizada em situações nas quais se deseja avaliar empresas e  projetos, que podem inclusive já ser operacionais.  Serve também para precificar ações, ou seja, determinar o chamado 'preço justo' das mesmas;  para determinar os valores de negociação de compra e venda em operações de fusões e  aquisições; para projetos cuja viabilidade econômica deva ser determinada; entre outros.  Valorização da Ação  Quando o investidor aplica seu dinheiro em ações, ele espera obter um retorno positivo, dentro de  suas expectativas. Mas de que maneira o investidor pode dizer que, de fato, obteve algo de  positivo a partir de um investimento realizado em ações de uma empresa?  Os principais retornos obtidos a partir de um investimento em ações são os ganhos por meio de  dividendos e pela valorização da ação.  O ganho por meio da valorização da ação se dá quando a cotação dela aumenta após o investidor  tê­la adquirido. Se um investidor tiver comprado uma ação por $50 num dia e no dia seguinte  esse mesmo papel valer $52,50, então o investidor terá tido um retorno (positivo) de 5% (relativo  aos $2,50, que correspondem a 5% de $50).
  2. 2. Entretanto, esse não é o único meio de se obter um retorno a partir do investimento realizado.  Além do ganho que se pode obter quando da valorização da ação, há ainda a possibilidade de  receber dividendos da empresa.  Dividendos  Os dividendos são recursos que a empresa distribui aos acionistas como participação nos lucros  que porventura ocorram naquele período, de acordo com a participação que o acionista tenha na  empresa. Uma forma simples de se compreender essa situação é a seguinte: uma ação pode ser  entendida como uma pequena parte da empresa, logo se uma pessoa possui ações da empresa X,  isso significa que ela é dona de um "pedacinho" da empresa X. Assim, é justo que se a empresa X  tiver lucro num determinado exercício, que uma parte proporcional desse lucro seja distribuído  entre esses "sócios", chamados de acionistas.  Vamos entender essa explicação por meio de um exemplo:  Vamos supor que Fulano comprou 1000 ações da empresa XPTO, ao preço de $ 1,00 cada ação.  Então Fulano, nesse primeiro momento, gastou $ 1000,00 para adquirir as 1000 ações. Vamos  agora supor que algum tempo depois, as ações aumentaram seu valor (isto é, valorizaram),  subindo para $1,20 cada uma. Agora, Fulano tem 1000 ações cotadas a $1,20 cada, então o valor  das ações de Fulano passou a ser $ 1200,00 (ou seja, $1,20 x 1000). Percebemos que houve um  ganho por meio da valorização da ação. No caso, a ação se valorizou 20% (indo de $1,00 para  $1,20), e, em termos financeiros, Fulano ganhou $200, correspondentes a 20% de $1000,00.  Contudo, deve­se considerar um outro aspecto. Se a XPTO teve lucro naquele exercício, então  Fulano deve receber uma parte daquele lucro, correspondente ao número de ações da empresa  que ele detém. Supondo que exista 1.000.000 de ações da empresa, então Fulano tem 0,1% (isto  é, 1.000 / 1.000.000) da empresa. Assim, é de se esperar que ele receba 0,1% do lucro que a  empresa distribuir a seus acionistas. Se, nesse caso, a XPTO informar que seu lucro será  distribuído à razão de, por exemplo, $ 0,05 por ação, então Fulano terá a receber a quantia de $  50 (ou seja, $0,50 x 1000 ações) a título de dividendos.  No fim das contas, Fulano terá um total de $250, sendo $200 devidos à valorização da ação e $50  graças aos dividendos distribuídos. Ele possui agora um patrimônio de $1250, pois os $1000  iniciais não foram perdidos, mas sim valorizados nesse exemplo.  Algumas observações a respeito dos dividendos:  1. Os acionistas têm o direito de receber, em cada exercício, uma parte dos lucros estabelecida  em Estatuto (o chamado dividendo obrigatório), ou, se o estatuto for omisso, metade do lucro  líquido do exercício diminuído ou acrescido de certos valores, a saber:  ­ quota destinada à constituição da reserva legal;  ­ importância destinada à formação de reservas para contingências e reversão das mesmas  reservas formadas em exercícios anteriores;  ­ lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva e lucros anteriormente registrados nessa  reserva que tenham sido realizados no exercício.  É distribuído aos acionistas, em dinheiro, na proporção da quantidade de ações possuídas.  2. A empresa, por meio de seu estatuto, pode estabelecer o pagamento de dividendo de duas  formas distintas:  ­ Primeira forma: Dividendo Fixo: corresponde a um percentual sobre o capital social ou sobre o  lucro da empresa;  ­ Segunda forma: Dividendo Mínimo: as ações preferenciais participam do lucro distribuído nas  mesmas condições das ordinárias, depois de a estas últimas ter sido pago o mínimo.  3. Uma observação a ser realçada é o fato de a empresa poder atribuir ao acionista possuidor de  ações preferenciais a prioridade no recebimento de dividendo, ou seja, este acionista receberá  seus dividendos antes do acionista que possui ações ordinárias, que são aquelas com direito a  voto nas assembléias da companhia. Esta hipótese pode ocorrer quando não houver lucro
  3. 3. suficiente a ser distribuído a todos os acionistas da companhia. Note­se ainda que não incide  imposto de renda (IR) sobre os dividendos recebidos.  4. Não têm direito a receber dividendos as ações adquiridas para cancelamento ou permanência  em tesouraria, enquanto mantidas nestas situações.  Pay­out e Yield  Pay­out é a taxa de distribuição do lucro da empresa para os acionistas na forma de dividendos  ou juros sobre o capital próprio. De acordo com a legislação em vigor, exige­se que seja  distribuído, no mínimo, 25% do lucro líquido, após algumas deduções legais.  Por meio do Pay­out é possível ter uma idéia de quão bem os lucros da companhia suportam os  pagamentos de dividendos. Empresas mais maduras tendem a ter um Pay­out maior, enquanto  que empresas em crescimento provavelmente irão reter mais lucros para investir na própria  instituição, pagando assim dividendos menores ou nenhum dividendo.  O cálculo do Pay­out pode ser ilustrado com o seguinte exemplo: se uma empresa pagou $1 por  ação em dividendos anuais e teve $5 de lucro por ação, então o Pay­out nesse caso foi de 20%  (que é igual a $1 / $5). A questão passa a ser se 20% é uma taxa considerada boa ou ruim para a  empresa em análise. Conforme foi citado anteriormente, empresas em crescimento tendem a  pagar menores dividendos, enquanto que os maiores dividendos costumam ser pagos por  empresas de indústrias maduras, nas quais há pouco espaço para crescimento, daí a percepção de  que um bom uso para o lucro obtido passa a ser a distribuição aos acionistas.  Lembremos que o Pay­out, por si só, diz pouco ao investidor, pois ele deve sempre ser analisado à  luz de um contexto.  Em resumo, Pay­out = Dividendo pago por Ação(%)  Lucro por Ação  Dividend Yield é a relação entre o dividendo pago por ação de uma empresa e o preço dessa  mesma ação. Quanto maior for o Dividend Yield, melhor será o resultado da empresa ou mais  vantajosa será sua política de distribuição de lucros aos acionistas.  Um aspecto a ser ressaltado é o seguinte: o Dividend Yield é o resultado de uma fração (dividendo  pago / preço da ação), então o investidor deve ser cauteloso na hora de avaliá­lo.  Em resumo, Dividend Yield = Dividendo pago por Ação (%)  Preço da Ação  Exemplo:  Suponhamos que a empresa ABC, cuja ação está sendo negociada a $50, efetua uma distribuição  de dividendos no valor de $1 por ação. O lucro por ação da companhia é $3.  Nesse caso, temos o seguinte, para a empresa ABC:  Pay­out = Dividendo pago por Ação = $ 1 = 0,33 = 33%  Lucro por Ação  $ 3  Dividend Yield = Dividendo pago por Ação = $ 1 = 0,02 = 2%  Preço da Ação  $ 50
  4. 4. A Ação  Os títulos negociáveis em Bolsa (ou no Mercado de Balcão, que é aquele em que as operações de  compra e venda são fechadas via telefone ou por meio de um sistema eletrônico de negociação, e  onde são negociadas ações de empresas não registradas em bolsas de valores e outros ativos e  títulos) são aqueles de sociedades anônimas de capital aberto. A sociedade anônima, também  conhecida como “S/A”, tem o seu capital dividido em ações, que são parcelas referentes àquele  capital. Mas o capital da empresa pode ser aberto ou fechado, e as características de cada um  estão mostradas a seguir:  ­ Empresas de Capital Aberto, também conhecidas como “companhias abertas”, são aquelas que  têm valores mobiliários (ações ou debêntures) registrados na CVM (Comissão de Valores  Mobiliários, que é uma autarquia federal cuja função é disciplinar e fiscalizar o mercado de valores  mobiliários), e que podem negociar no mercado de balcão ou em Bolsas de Valores.  ­ Empresas de Capital Fechado, ou “companhias fechadas”, são aquelas que não podem negociar  valores mobiliários no mercado.  Como saber se uma empresa é aberta ou fechada?  Antes de mais nada, deve­se observar o aspecto jurídico da empresa, o qual indica se ela é uma  empresa individual ou uma empresa societária. O capital das empresas individuais pertence a  apenas um indivíduo, enquanto que no caso das empresas societárias há dois ou mais sócios a  quem pertence o capital da companhia. Os tipos mais conhecidos de empresas societárias são as  sociedades anônimas (S/A) e as sociedades por quotas de responsabilidade limitada, em que cada  sócio tem responsabilidade proporcional à quota que detém na sociedade. Então, analisa­se se  podem negociar valores mobiliários no mercado.  Já foi dito que a ação de uma empresa aberta é a menor parcela em que se divide o capital social  desta, ou seja, o patrimônio da companhia. O capital social pode ser definido como a  “representação legal, denominada em moeda, dos valores aportados pelos proprietários de uma  empresa”.  Quando um investidor compra uma ação de uma certa empresa, ele se torna sócio dessa empresa,  e sendo sócio dela, pode tanto valorizar seu investimento, caso a empresa tenha um bom  desempenho, quanto desvalorizá­lo, caso a empresa enfrente dificuldades. Em suma, o  investimento em ações está ligado a um risco.  Liquidez de uma Ação  A definição de liquidez de uma ação está relacionada à velocidade com que ela se transforma em  dinheiro. Por exemplo, as ações de uma empresa X, que possuem uma grande demanda por parte  dos investidores, serão mais líquidas do que as da empresa Y, com menos demanda, uma vez que  será mais fácil negociar (comprar e vender) as ações de X do que as de Y, logo será mais fácil  transformar em numerário as ações de X.  Tipos de Ações  ­ Ações Ordinárias ou ON (Ordinárias Nominativas): Os investidores que possuem ações deste tipo  têm direito a voto nas assembléias da companhia. Eles também têm o direito de usufruir do  chamado tag along, que é o direito dos acionistas minoritários de alienar suas ações, no caso de  venda da empresa ou de alienação de ações realizada pelos controladores da companhia. Nesse  caso, os minoritários deverão receber pelo menos 80% do preço pago pelas ações dos demais  acionistas.
  5. 5. ­ Ações Preferenciais ou PN (Preferenciais Nominativas): Este tipo de ação não dá ao acionista  direito a voto nas assembléias. Este tipo de ação é típico do mercado brasileiro; no mercado  norte­americano, mais desenvolvido, não se encontra esse tipo de ação.  No Brasil, as ações PN são as mais líquidas, e seus detentores têm prioridade no recebimento de  dividendos da empresa.  Uma observação: as chamadas Blue Chips, ou “ações de primeira linha”, são aquelas mais  líquidas, mais negociadas e de maior peso no índice da bolsa em que são negociadas. O nome  Blue Chip se refere, historicamente, às fichas de maior valor nos cassinos americanos, daí a  origem do termo no tratamento das empresas de ações mais líquidas.  Subscrição  A subscrição de novas ações no mercado, também conhecida pelo nome de underwriting, ocorre  quando a empresa emite novas ações e as lança no mercado, buscando captar recursos para  viabilizar um plano de investimentos, amortização de dívidas ou por outro motivo. Esta emissão  faz parte do chamado Mercado Primário de Ações.  O underwriting é um esquema de lançamento de ações mediante subscrição pública, para o qual  uma empresa encarrega um intermediário financeiro, que será responsável por sua colocação no  mercado. Um esquema genérico de underwriting pode ser observado no esquema a seguir:  (Fonte: Pinheiro, 2005, p. 160):  O underwriting apresenta vantagens e desvantagens. Dentre as vantagens existentes, podemos  citar: há o acesso a uma nova fonte permanente de recursos, fortalecendo a empresa; amplia­se a  base da captação de recursos e o potencial de crescimento da empresa; cria­se liquidez para os  títulos de emissão da empresa aberta e também para o patrimônio dos acionistas; desenvolve­se
  6. 6. uma imagem institucional da companhia junto ao mercado, clientes e fornecedores; etc.  Entretanto, há também custos e obrigações, como citado a seguir: distribuição de resultados aos  novos acionistas; contratação de auditoria independente; trimestralmente, apresentar contas de  resultado; anuidade à Bolsa de Valores; manter fluxo de informações à CVM, Bolsa e mercado;  etc.  Existem formas diferentes de se realizar a operação de underwriting:  ­ Abertura de Capital: quando a sociedade oferece pela primeira vez suas ações ou debêntures à  subscrição pública, por meio de uma (ou mais) instituição financeira.  ­ Aumento de capital: nesta operação, a empresa oferece suas ações ou debêntures a seus  acionistas e aos investidores em geral.  ­ Abertura de capital via block­trade: Consiste em colocar no mercado um lote de ações  pertencente a um acionista ou grupo de acionistas por meio de um leilão, em que se parte de um  preço mínimo e se fecha a operação no preço máximo obtido.  ­ Block­trade de ações ou debêntures de companhias abertas: processo similar à abertura de  capital via block­trade, mas sujeito a alguns procedimentos particulares de negociação, de acordo  com regras da Bolsa e da CVM.  Bonificação  A bonificação é uma espécie de prêmio que o acionista recebe da empresa em função de bons  resultados desta. No caso, o acionista recebe uma quantidade de ações proporcional à quantidade  que ele já possui. Normalmente, as bonificações ocorrem devido ao aumento de capital, por  incorporação de reservas ou lucros em suspenso. Não impactam no patrimônio da empresa, visto  que na prática apenas ocorre uma transferência de valor de uma conta para outra (no caso, de  uma conta do Patrimônio Líquido – reservas de lucros, de reavaliações etc – para outra, de  capital).  A bonificação também representa um aumento do capital da empresa, originando­se da  incorporação de reservas acumuladas ao capital, com a emissão de novas ações, que são  oferecidas aos acionistas. Não envolve captação de recursos.  Juros sobre Capital Próprio  Os juros sobre capital próprio são proventos pagos aos acionistas de acordo com o desempenho  da empresa em um período, e são baseados nas Reservas de Lucros da empresa.  Para a companhia, há uma vantagem em distribuir juros sobre capital próprio em vez de distribuir  dividendos: a contabilização do valor pago aos acionistas é feita como sendo um custo, logo reduz  o montante de imposto de renda devido pela empresa.  Desdobramento (Split)  Neste caso, o que ocorre é apenas a multiplicação do número de ações da empresa, que se  desdobra em determinada proporção. Não causa qualquer modificação no balanço da empresa,  provocando apenas a multiplicação do número total de ações (modifica­se exclusivamente o valor  individual das ações). Na prática, as empresas emitem N novas ações para cada ação antiga, onde  a quantidade N pode ser 1, 2, 3, 4 ou mais vezes.  Agrupamento (Inplit)
  7. 7. Processo inverso ao descrito acima. Neste caso o número de ações da empresa é dividido em  determinada proporção. Também não causa qualquer modificação no balanço da empresa,  provocando apenas a redução do número total de ações.  Valor Contábil x Valor de Mercado  O valor de mercado de uma empresa é representado pela cotação das suas ações em Bolsa,  multiplicada pelo número total de ações que compõem seu capital. Para o cálculo adequado do  valor de mercado, deveriam ser consideradas as cotações em Bolsa de cada tipo de ação  (ordinárias e preferenciais) e ponderadas pelas quantidades de cada tipo no capital da empresa.  Entretanto, na maioria dos casos, não há negócios com os dois tipos em Bolsa, motivo pelo qual é  freqüente utilizar­se como referência a cotação da ação mais líquida (com mais negócios em  Bolsa) e efetuar a multiplicação pelo número total de ações.  Valor contábil se refere ao valor dos recursos próprios de uma companhia que aparecem no seu  balanço. É o “valor de livros” ou patrimônio líquido de uma empresa, que é também a diferença  existente entre ativo total e passivo exigível, ou seja:  Valor contábil = Ativo Total Contábil – Passivo Exigível Contábil = Patrimônio Líquido  O valor contábil pode ser entendido como um preço de referência, pois alguns ajustes podem ser  necessários. Esse preço de referência, a partir do qual se negociará a empresa, deve considerar  ainda a geração de valor adicional da empresa e eventuais reservas. Assim, para uma empresa ser  negociada por um valor menor do que o seu valor contábil deve existir uma expectativa real de  ocorrência de prejuízos, a qual absorveria uma parte considerável dos recursos próprios.  O valor patrimonial das empresas não é necessariamente próximo do valor de mercado. Isto se  deve basicamente ao fato de que os dados contábeis são escriturais e podem conter defasagens  em relação ao valor considerado justo para a ação, que é um entendimento subjetivo e pode  variar de investidor para investidor. Os diferentes julgamentos de valor é que fazem, afinal, o  mercado funcionar, havendo sempre compradores e vendedores e proporcionando liquidez para os  ativos. É importante saber que a contabilidade utiliza como parâmetro o conceito de valor  econômico, e não financeiro. Isto significa que os valores observados nos balanços não têm  relação direta com o valor efetivo de realização, o que é dado pelo mercado.  Balanço Patrimonial  O balanço de uma empresa é considerado por muitos autores uma "fotografia" daquela empresa,  demonstrando suas posições patrimonial e financeira em um certo momento. O balanço pode  retratar a situação da companhia a cada ano fiscal ou trimestre (a publicação das informações  financeiras trimestrais não é obrigatória, mas a lei exige que sejam entregues aos órgãos  responsáveis em até 45 dias antes do fim do exercício).  O balanço é precisamente útil para fornecer informações contábeis que ajudam a compreender o  que ocorreu com a empresa em um determinado período. Ao se estudar a Lei das Sociedades  Anônimas (conhecida como "Lei das S/A"), nota­se que ela exige que as companhias divulguem  diversos relatórios que permitem aos investidores comparar as informações de uma companhia  com seus concorrentes. Esses relatórios, que serão abordados mais adiante, são: · Balanço patrimonial · Demonstrações do Resultado do Exercício · Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido · Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos · Notas Explicativas
  8. 8. A Lei das Sociedades Anônimas exige ainda que as Assembléias Gerais Ordinárias sejam realizadas  até o término do mês de abril. Considerando que há um limite de até 30 dias antes da realização  das Assembléias Gerais Ordinárias para que os balanços sejam entregues à Bolsa e à CVM, o  prazo limite para que eles fiquem prontos é o final de março. Ressalte­se que é necessário  publicá­los no mínimo cinco dias antes das Assembléias Gerais Ordinárias.  Composição do Balanço  O balanço é composto por três partes, que são o ativo, o passivo e o patrimônio líquido, que são  analisadas a seguir. Note­se que a seguinte igualdade sempre pode ser verificada:  Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido. Isso é verdade porque o passivo e o patrimônio líquido se  referem à origem de recursos, enquanto que o ativo indica aplicação de recursos. Logo, a  igualdade se verifica, pois só se pode aplicar aquilo que tem origem.  Ativo  Ativos são todos os bens e direitos da empresa, incluindo seus recursos e aplicações que  representam benefícios presentes ou futuros. Por "bens" são entendidos os terrenos, máquinas,  dinheiro, veículos etc, e por "direitos", entendem­se as contas a receber, duplicatas a receber,  ações, títulos de crédito etc. Em resumo, para ser Ativo o item deve preencher os requisitos  abaixo ao mesmo tempo:  ­ constituir bem ou direito da empresa;  ­ ser de propriedade, de posse ou de controle de longo prazo da empresa;  ­ ser monetariamente mensurável;  ­ ocasionar benefícios presentes ou futuros  O Ativo se divide em três grandes grupos: ativo circulante, ativo realizável a longo prazo e ativo  permanente. As contas, em cada grupo, são expostas em ordem decrescente de liquidez.  Ativo Circulante:  Neste grupo entram o dinheiro (item mais líquido de todos) e os itens que são transformados em  dinheiro, consumidos ou vendidos no curto prazo, como estoques, aplicações, duplicatas a  receber, investimentos temporários entre outros.  Ativo Realizável a Longo Prazo:  Os ativos deste grupo transformam­se em dinheiro com menor velocidade que o Circulante.  Alguns exemplos de ativo realizável a longo prazo são empréstimos concedidos a acionistas,  diretores, coligadas etc. Os indicadores são parecidos com os do circulante, entretanto a  realização se dará apenas num prazo superior ao do exercício social, ou seja, dali a mais de um  ano.  Ativo Permanente:  No Permanente se encontram certos investimentos e itens utilizados por muito tempo pela  empresa e de lenta reposição. Por exemplo, fazem parte do ativo permanente os prédios, móveis,  veículos, máquinas, equipamentos e similares da empresa.  O Permanente se divide em três grupos:  1) Investimentos:são participações em outras sociedades, que não se destinam à venda. Neste  subgrupo entram ainda os investimentos em aplicações permanentes sem vínculo com a  atividade­fim da empresa, como obras de arte, terrenos etc.  2) Imobilizado:aqui se encontram aplicações relacionadas à atividade operacional da companhia,  como marcas e patentes, veículos, equipamentos, imóvel (onde a empresa está localizada) etc.
  9. 9. 3) Diferido:neste subgrupo se incluem despesas e aplicações de recursos realizadas em um  exercício que afetarão (um ou mais) exercícios futuros. Como exemplo de ativo diferido pode­se  citar gastos pré­operacionais para constituição da sociedade, despesas com pesquisa e  desenvolvimento de produtos e serviços, entre outras.  Passivo  No Passivo estão expostas as dívidas e obrigações da empresa, também conhecida pelo termo  exigibilidades. O Passivo se divide em dois grupos, que são o Circulante (de curto prazo) e o  Exigível a Longo Prazo.  Passivo Circulante:  Neste grupo se encontram as obrigações da empresa que são pagas dentro de um ano, como por  exemplo contas a pagar, salários, impostos, dívidas com fornecedores de matéria prima,  financiamentos com prazo de até um ano etc.  Exigível a Longo Prazo:  Aqui são expostas as dívidas da companhia com vencimento superior a um ano, tais como títulos a  pagar, financiamentos de longo prazo, fornecedores etc.  Patrimônio Líquido  O Patrimônio Líquido representa os investimentos dos acionistas da empresa, mais o lucro  acumulado no decorrer do tempo retido na empresa (não distribuído).  O Patrimônio Líquido é dividido nas seguintes contas:  ­ Capital Social: São os recursos que os acionistas investiram na empresa ou lucros não  distribuídos a eles.  ­ Reservas de Capital: Aportes de capital por parte dos acionistas, além de reavaliação do valor de  ativos (com aumento de valor) e lucros não distribuídos.  ­ Reservas de Reavaliação: Significa as contrapartidas da valorização do ativo permanente devido  a novas avaliações.  ­ Reservas de Lucro: Surgem quando se retêm lucros para objetivos ou atividades específicas,  como por exemplo expansão da companhia ou determinados investimentos.  ­ Lucros ou Prejuízos Acumulados: Como apenas uma parte do lucro da empresa é distribuída sob  a forma de dividendos aos acionistas, a maior parte desse lucro é, em geral, retida na própria  empresa para reinvestimento no negócio. Esta conta indica o acúmulo de lucros (ou prejuízos) de  exercícios precedentes.  Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)  Trata­se de uma síntese, esquematizada, das receitas e despesas da companhia num certo  período de um ano. Assim, chega­se ao resultado obtido naquele exercício, isto é, lucro ou  prejuízo, o qual é em seguida transferido para as contas do patrimônio.  Para apurar o resultado do exercício, a estrutura é a seguinte:  RECEITA BRUTA (de vendas / serviços)  (­) Deduções, descontos concedidos, devoluções  (­) Impostos sobre vendas  RECEITA LÍQUIDA  (­)Custo dos produtos vendidos  LUCRO BRUTO  (­) DESPESAS OPERACIONAIS:
  10. 10. De vendas,  Administrativas  Financeiras  Outras Despesas Operacionais  (+) Outras Receitas Operacionais  LUCRO OPERACIONAL  (­) Despesas Não Operacionais  (+) Receitas Não Operacionais  (±) Resultado da Correção Monetária  LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (LAIR)  (­) Provisão Para Imposto de Renda  LUCRO LÍQUIDO ANTES DE CONTRIBUIÇÕES E PARTICIPAÇÕES  (­) Contribuições  (­) Participações  LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO  LUCRO POR AÇÃO  Algumas observações a respeito da estrutura demonstrada para a DRE:  ­ No campo "Contribuições" podem entrar as contribuições a instituições ou fundos de assistência  ou previdência dos funcionários e também doações.  ­ "Participações" no lucro podem se referir à participação da Administração, das partes  beneficiárias (fundadores, reestruturadores etc), de empregados da empresa e de debêntures.  ­ O Lucro por Ação deve ser indicado, de acordo com a legislação brasileira, no final da DRE. Para  calculá­lo basta dividir o Lucro Líquido pelo número de ações em que se divide o capital da  companhia.  Regimes de Competência e de Caixa  A contabilidade utiliza o chamado Regime de Competência, e não o de Caixa, o que significa que  todos os valores (receitas e despesas) são lançados na Demonstração dos Resultados, sejam eles  efetivamente recebidos ou não naquele exercício. Se o regime utilizado fosse o de Caixa, apenas  as receitas e despesas realmente recebidas naquele período seriam consideradas na apuração do  resultado. As entidades que visam ao lucro devem utilizar o regime de competência e as sem fins  lucrativos podem usar o regime de Caixa.  Receitas e Despesas  É interessante que se tenha uma definição formal de receitas e despesas, pois, apesar de  intuitivamente serem de fácil compreensão, são termos muito utilizados na contabilidade e na  análise de empresas.  Receitas significam entradas no ativo da empresa, na forma de bens ou direitos que provocam  um aumento da situação líquida.  Despesas são gastos da companhia para, direta ou indiretamente, gerar receitas no futuro. As  despesas podem diminuir o ativo e/ou aumentar o passivo exigível. Entretanto, elas sempre  provocam reduções na situação líquida.  Equivalência Patrimonial  Equivalência Patrimonial diz respeito à parte proporcional que cabe a uma empresa sobre a  variação do Patrimônio Líquido de outras empresas nas quais tenha participação acionária  relevante.
  11. 11. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido  A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é uma demonstração que fornece a  movimentação de todas as (ou diversas) contas do Patrimônio Líquido (PL) ocorrida durante o  exercício. Dessa forma, toda alteração do PL, seja uma redução ou um aumento, são comprovados  por meio dessa demonstração, bem como a formação e o uso dado às reservas.  Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos  A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) destina­se a comprovar, num  determinado período, as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da  empresa, além de apresentar informações sobre financiamentos e empréstimos (ou seja, origens  de recursos) e investimentos (ou seja, aplicações de recursos) da firma durante o exercício, no  qual tais recursos afetam o seu capital circulante líquido.  Notas Explicativas  Quando publicadas, as notas explicativas situam­se após as demonstrações financeiras, e podem  dar informações úteis à complementação destas.  As notas explicativas devem indicar:  ­ Os critérios de avaliação dos elementos patrimoniais.  ­ Os investimentos em outras sociedades, caso estes sejam relevantes.  ­ O aumento do valor de elementos do ativo a partir de reavaliações.  ­ Ônus reais sobre elementos do ativo e garantias dadas a terceiro, além de responsabilidades  eventuais ou contingentes (como causas trabalhistas, contingências físicas etc).  ­ Taxas de juros, datas de vencimento e garantias das obrigações de longo prazo.  ­ Número, espécies e classes das ações do capital social da empresa.  ­ Opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício.  ­ Ajustes de exercícios passados  ­ Eventuais acontecimentos subseqüentes à data de encerramento do exercício que possam ter  algum efeito de relevância a respeito da situação financeira e dos resultados futuros da empresa.  Parecer dos Auditores Independentes  As empresas abertas têm, obrigatoriamente, suas demonstrações financeiras auditadas por  auditores independentes, registrados na CVM, os quais emitem sua opinião por meio de um  parecer indicando se as demonstrações indicam de forma adequada a situação patrimonial e  financeira da companhia naquela data.  Cálculo do Ebitda  Ebitda é uma sigla em inglês que significa Earnings Before Interest, Tax, Depreciation and  Amortization, ou seja, Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (em português,  a sigla seria LAJIDA). O Ebitda é uma conta que mede a geração bruta de caixa da companhia. As  empresas brasileiras passaram a empregar o Ebitda em grande parte por causa do processo de  globalização, em que empresas brasileiras passaram a lançar seus papéis no mercado norte­  americano e a divulgar informações em consonância com os princípios contábeis utilizados naquele  país.
  12. 12. O cálculo do Ebitda é o seguinte:  Receita líquida  (­) Custo dos Produtos Vendidos  (­) Despesas com vendas, despesas gerais e despesas administrativas  Ebit  (+) Depreciação  (+) Amortização  Ebitda Margens  A margem é definida como um rendimento mínimo, abaixo do qual a atividade econômica de uma  empresa ou companhia não tem condições de se manter de forma viável. Existem diferentes margens  utilizadas ao analisar uma empresa:  ­ MARGEM BRUTA: é a relação existente entre o lucro bruto e a receita líquida.  ­ MARGEM EBITDA: é a relação existente entre o Ebitda e a receita líquida.  ­ MARGEM DA ATIVIDADE: é a relação existente entre o lucro da atividade e a receita líquida.  ­ MARGEM LÍQUIDA: é a relação existente entre o lucro líquido e a receita líquida.  Análise Horizontal  Este tipo de análise se caracteriza por sinalizar tendências, indicando o crescimento dos valores de itens  do balanço e das demonstrações de resultados no tempo.  A análise, neste caso, é realizada com a utilização de índices. Um certo ano é considerado a base, e seu  valor será associado a 100. Dessa forma, os índices dos anos subseqüentes serão todos expressos em  termos do índice­base (100).  Vejamos um exemplo:  Valores em $  Ano:  1  2  3  4  5  Vendas  100  107  115  123  132  (­) Custo das Vendas  75  85  89  94  101  = Lucro Bruto  25  22  26  29  31  Utilizando índices, obtemos:  Índices  Ano:  1  2  3  4  5  Vendas  100  107  115  123  132  (­) Custo das Vendas  100  113,3  118,7  125,3  134,7  = Lucro Bruto  100  88  104  116  124  O cálculo foi feito da seguinte forma: Para Vendas, como os valores a partir do Ano 1 já se iniciavam
  13. 13. com o valor de $100, não foi necessário alterar nada, uma vez que o índice usado também é 100. Já no  caso do Custo das Vendas, calcula­se cada índice dividindo­se o valor do ano seguinte pelo do ano inicial  e multiplicando por 100. Assim, no exemplo acima, o valor 75 "virou" 100 (pois 100 é o índice­base  usado) no Ano 1. No Ano 2, dividiu­se 85 por 75 e multiplicou­se por 100, resultando em 113,3. Outra  forma de se fazer essa mesma conta seria usar o quociente (100/75) e multiplicá­lo por 85. A partir daí,  faz­se o mesmo cálculo para os demais anos, conforme exposto na tabela. Para o Lucro Bruto, o  procedimento é idêntico.  A utilidade dessa análise é perceber o que está crescendo e as conseqüências a partir daí. No nosso  exemplo, percebemos que o capital inicial de $100 se transformou em $132 após 4 anos, enquanto que  o custo das vendas, no mesmo período, alcançou $101.  Calculando a capitalização anual, obtemos:  Vendas: $100 x (1+i) 4  = 132  Resolvendo, obtém­se ivendas  = 7,2% ao ano.  Custo das Vendas: $75 x (1+i)  4  = 101  Resolvendo, obtém­se icusto  = 7,7% ao ano.  Percebe­se com essa análise que, se essa tendência continuar, chegará o ano em que a empresa terá  prejuízos, uma vez que o custo das vendas vem crescendo mais do que as vendas. A empresa deve  atentar para esse fato, no exemplo analisado.  Análise Vertical  A análise vertical se caracteriza por avaliar a evolução no tempo de certos itens. Por meio dela, pode­se  perceber como evoluíram os níveis de liquidez dos ativos e dos passivos da empresa analisada.  Vamos a um exemplo (Iudícibus, 2005):  Com esse tipo de análise, torna­se mais fácil perceber diferenças entre os exercícios. Por exemplo, o  custo das vendas era de $193 no ano 20x0 e passou para $244 em 20x1, o que pode representar um  aumento em termos (absolutos) de dinheiro, mas, ao analisar o percentual, observa­se que em 20x1 o  valor representa apenas 46,9% das vendas, enquanto que no ano anterior essa proporção era de  50,1%. Ao analisar as despesas financeiras, é perceptível que as mesmas subiram de 2,6% para 6,9%  das vendas, isto é, mais do que o dobro do ocorrido em 20x0. Devido a essa deterioração, outros itens  acabam sentindo os efeitos, como é visto no lucro líquido da empresa, que apesar de ter se mantido  igual, em termos absolutos ($40 em cada ano), a situação é melhor em 20x0 do que em 20x1 (10,4%
  14. 14. contra 7,7%).  Indicadores de Liquidez  Liquidez Corrente =  Ativo Circulante  Passivo Circulante  Este índice indica quanto a empresa tem a receber no curto prazo em relação a cada unidade  monetária que deve no mesmo período.  Liquidez Seca = Ativo Circulante ­ Estoques  Passivo Circulante  Tem o mesmo significado que a liquidez corrente, com exceção do fato de que os estoques não  são considerados como recebíveis, ou seja, não conta com a realização imediata dos estoques.  Liquidez Geral =  Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo  Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo  Oferece a mesma indicação da liquidez corrente, mas engloba também os ativos e passivos a  longo prazo.  Indicadores de Endividamento  Endividamento Geral = Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo  Patrimônio Líquido  Indica quanto a empresa tem captado junto a terceiros em relação ao seu capital próprio.  Endividamento Oneroso = Dívida Onerosa Total  Patrimônio Líquido  Mede especificamente o comprometimento do capital próprio da empresa em relação à sua dívida  com bancos e outras que têm custo financeiro embutido (debêntures, desconto de duplicatas etc).  Endividamento Oneroso Líquido = Dívida Onerosa Total ­ Disponibilidades  Patrimônio Líquido  Como o nome diz, trata­se do cálculo do endividamento deduzido das disponibilidades aplicadas  no mercado financeiro. É bastante útil nos casos de empresas que têm baixo custo de captação de  empréstimos e o fazem com intuito de realizar o que se chama de arbitragem, ou seja, captam de  um lado e aplicam do outro, gerando ganhos líquidos.  Indicadores de Rentabilidade  Estes indicadores são habitualmente expressos no formato percentual (%).  Rentabilidade do Patrimônio Líquido =  Lucro Líquido  Patrimônio Líquido  É a taxa de retorno dos acionistas e mede a performance do lucro em relação ao capital próprio  empregado no empreendimento. Normalmente se utiliza o patrimônio inicial, mas podem ser  necessários ajustes, o que nos leva a sugerir, em princípio, o emprego do patrimônio médio do  período de apuração do lucro.  Rentabilidade do Ativo Total =  Lucro Líquido  Ativo Total médio
  15. 15. Este indicador mede a eficiência global da administração, ou seja, o retorno obtido em relação ao  total de recursos empregados, sejam eles próprios ou de terceiros.  Indicadores de Mercado  Aqui o que se deseja não é calcular um valor absoluto concernente a uma companhia, mas sim  comparar os índices da empresa em relação aos de outras, a fim de perceber se ela está cara ou  barata, em termos relativos, naquele mercado. Uma observação relevante deve ser feita quanto  ao LPA e ao VPA, que não são comparáveis entre várias empresas, eles apenas medem,  respectivamente, a representatividade do lucro e do patrimônio em relação ao número de ações  da companhia.  Lucro por Ação (LPA): representa a divisão do lucro líquido pelo número total de ações da  empresa.  LPA =  Lucro Líquido  Número Total de Ações  Valor Patrimonial por Ação (VPA): representa a divisão do Patrimônio Líquido da empresa pelo  seu número total de ações.  VPA =  Patrimônio Líquido  Número Total de Ações  Preço/Lucro (P/L): Indica o tempo de retorno do investimento, partindo­se da premissa que o  lucro apurado se repetirá nos próximos anos. Assume ainda um caráter de preço relativo, na  medida em que seja disponível uma série de projeções para várias empresas para determinado  ano.  P/L =  Cotação da Ação = Valor de Mercado  Lucro por Ação  Lucro Líquido  Preço/Valor Patrimonial Ajustado (P/VPA): compara o valor de mercado da empresa com  seu valor contábil. Em tese, quanto mais baixo este índice, mais barata é a empresa.  P/VPA =  Cotação da Ação  =  Valor de Mercado  Patrimônio Líquido por Ação  Patrimônio Líquido  Bibliografia  Bibliografia:  Fontes Consultadas:  1) Luquet, Mara e Rocco, Nelson. Guia Valor Econômico de Investimento em Ações. São Paulo: Ed.  Globo, 2005.  2) Iudícibus, Sérgio de. Análise de Balanços. São Paulo: Ed. Atlas, 1995.  3) Pinheiro, Juliano L. Mercado de Capitais: Fundamentos e Técnicas. São Paulo: Ed. Atlas, 2005.  4) Luquet, Mara. Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais. São Paulo: Ed. Globo, 2000.  5) Cavalcante, Francisco e Misumi, Jorge Y. Mercado de Capitais. Rio de Janeiro: Ed. Campus,  2003.  6) Lemos, Aloísio V. Apostila Análise de Investimento em Ações. Rio de Janeiro: Andima, 2005.  Sites consultados:  1) http://home.furb.br/wilhelm/HPMC.html  2) www.bovespa.com.br  3) http://www.portaldecontabilidade.com.br/index.htm  4) http://www.analisefinanceira.com.br  5) http://www.investopedia.com
  16. 16. 6) http://stocks.about.com/od/evaluatingstocks/a/dpr.htm  7) http://www.theca.com.br/acao/cartilha.shtml

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