Tv Digital Perspectivas Para A Tv PúBlica

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    Tv Digital Perspectivas Para A Tv PúBlica - Presentation Transcript

    1. TV Digital e TV Pública Impacto e Perspectivas Intercom Norte Belém – 18 Junho 2007
    2. TV DIGITAL – O que é Nova tecnologia de TRANSMISSÃO de TV
      • Sistema de transmissão de dados por meio de um código binário (a transmissão analógica é feita por ondas eletromagnéticas).
      • O som e imagem são digitalizados, ou seja, transformados em séries que combinam os dígitos 0 e 1
      • Mesma linguagem utilizada por computadores.
      • TV DIGITAL – O que é
      • Nova tecnologia de TRANSMISSÃO de TV
        • Aproxima a televisão do computador
          • Múltiplas telas e uso simultâneo delas
          • Bidirecionalidade na comunicação
          • Plataforma comum para Texto, Imagem, Áudio e Vídeo
          • Conexão com telefonia e qualquer sistema digital de telecomunicações
      • TV DIGITAL – O que é
      • Nova tecnologia de TRANSMISSÃO de TV
        • Produção já é digital
            • câmeras DV-Cam e Beta Digital
            • sistemas de edição não-linear AVID ou McIntosh G-5
        • Recepção também já é digital
            • televisores de tela plana, de cristal líquido, de plasma
        • Processo chega agora à Transmissão
        • Nova tecnologia otimiza o uso das Freqüências de Radiodifusão (Espectro de Radiofrequências ou Espectro Radioelétrico)
        • Se envolve Frequências, diz respeito ao Patrimônio Público
            • Espectro é patrimônio da União, concedido à exploração privada
            • Estado deve Regular e Controlar (Constituição – Art.220)
      • TV DIGITAL – O que traz
      • Novas Funcionalidades para a Televisão
          • Formato de Tela 16:9
          • Imagens em Alta Definição
          • Multiprogramação
          • Interatividade
            • Local
            • Remota
          • Mobilidade / Portabilidade
          • Multi-Serviço
            • Rádio, Video On Demand, Internet
      • TV DIGITAL – O que traz
      • Tela 16:9 e Alta Definição
        • Excelência de vídeo e áudio, em qualquer tamanho de tela
        • Nenhuma perda de imagem em filmes (tela não corta mais os cantos dos enquadramentos)
        • Diluição dos limites tecnológicos entre produção televisiva e produção cinematográfica – Plataforma comum de operações
        • Melhores perspectivas de interação entre cinema e televisão
      • TV DIGITAL – O que traz
      • Interatividade
        • Aplicações comerciais
            • comércio de produtos, jogos, novos serviços de comunicação e entretenimento
        • Comunicação mais fácil e direta do telespectador com as emissoras; dinamização das Ouvidorias (Ombudsman)
        • Tráfego de dados complementar à programação
            • textos, fotos, áudios, vídeos, softwares, etc
      • TV DIGITAL – O que tra z
      • Interatividade
        • Acesso do Telespectador a serviços on-line de utilidade pública
            • imposto de renda, e-gov, correio eletrônico, trânsito, previsão do tempo
        • Possibilidade de Educação a Distância com uso de uma única mídia (Televisão), simplificando e barateando
        • Possibilidade do Telespectador gerar conteúdo
      • TV DIGITAL – O que traz
      • Mobilidade / Portabilidade
        • Desenvolvimento de novos formatos e linguagens para a transmissão de conteúdos
        • Ampliação da audiência, com a universalização do acesso do telespectador à TV
      • TV DIGITAL – O que traz
      • Multi-Serviços
        • Convergência de mídias no mesmo terminal (TV + Rádio + Internet, etc)
        • Video On Demand, facilitando o acesso do telespectador à programação das emissoras
        • Possibilidade futura de acesso à Internet, produzindo Inclusão Digital mais rápida e a custo mais baixo
      • TV DIGITAL – O impacto
      • Tecnologia de Convergência
          • Telecomunicações e Radiodifusão operando numa plataforma comum
          • Fim das fronteiras tecnológicas entre mercados
      • Impacto econômico
          • Reconfiguração do mercado de televisão aberta, com a introdução de novos atores para novos serviços
          • Reconfiguração de todo o sistema de televisão (aberto e fechado, gratuito e pago), pela superposição ou convergência de serviços
      • TV DIGITAL – O impacto
      • Impacto social
          • Inclusão digital - Acesso a serviços só disponíveis na Internet através do televisor, a custo baixo
          • Nova relação do telespectador com a televisão, trocando a audiência passiva por audiência interativa
          • Democratização - Possibilidade da Audiência participar da produção de conteúdos
      • TV DIGITAL – O impacto
      • Na Produção
        • Programas serão pensados como produtos multimídia, com aplicações de interatividade
        • Os formatos pequenos, de curta duração, vão se desenvolver, para atender à TV portátil
        • Cenografia, figurino e maquiagem exigirão muito mais rigor e sofisticação do que atualmente
        • Alta definição permitirá uma Fotografia de mais textura e sutilezas, com mais uso de planos abertos e elementos em vários planos
        • Tela retangular e alta definição permitirão produtos audiovisuais para uso indistinto na TV e no Cinema
        • Custos vão aumentar, mas a qualidade também
      • TV DIGITAL – O impacto
      • Na Programação
        • Emissoras poderão optar entre a programação única, em alta definição, ou multiprogramação, em definição standard (igual à da atual TV analógica)
        • Canais adicionais viabilizados pela Multiprogramação poderão ser oferecidos a terceiros, através de contratos de programação
        • Empresas “empacotadoras” de canais, como as Programadoras da TV a Cabo (Globosat, Discovery, etc), poderão surgir também na TV digital aberta
      • TV DIGITAL – O impacto
      • No Mercado
        • O número de novos canais deve aumentar pouco; a produção de conteúdos seguirá concentrada em poucas empresas
        • Emissoras atuais não farão Multiprogramação, ao menos inicialmente, porque temem a pulverização dos recursos publicitários existentes
        • A Interatividade servirá mais para a geração de receitas adicionais às emissoras, através de aplicações comerciais, do que à educação, a prestação de serviços e a interlocução com os telespectadores
      • TV DIGITAL – O impacto
      • No Mercado
        • A produção independente e regional seguirá sem veiculação assegurada nos canais existentes; a ampliação de seus espaços dependerá de negociações com esses canais
        • Convergência de Cinema e TV seguirá nos marcos atuais, de hegemonia da TV; ela é quem dará as regras para o mercado audiovisual integrado.
        • O telespectador assistirá filmes em seu televisor com imagem e som iguais aos das salas de cinema; mas os filmes serão os americanos de sempre
      • TV DIGITAL – Situação
      • Funcionalidades autorizadas no Decreto Presidencial 5820, de 29/06/06, com a adoção do Padrão Japonês:
          • Formato de Tela 16:9
          • Transmissão em
            • Alta Definição (HDTV-1080 linhas)
            • Definição Padrão (SDTV-525 linhas)
          • Interatividade (Nível Indefinido)
          • Mobilidade / Portabilidade
          • Multiprogramação
            • Presumida; decreto não explicita,
            • embora autorize SDTV
      • TV DIGITAL – Situação
      • Plano de Implantação
        • Início das transmissões: 2/Dez/2007 – São Paulo
        • Transmissões analógicas paralelas às digitais, pelo período de 15 anos
        • Migração lenta dos Telespectadores à nova tecnologia
          • OPÇÃO 1 – Adiam a adesão à TV Digital; ficam como estão, vendo TV analógica em televisores analógicos
          • OPÇÃO 2 – Compram caixas conversoras (set-top boxes), para receber sinais digitais em televisores analógicos
          • OPÇÃO 3 – Mudam para televisores digitais, recebendo todas as funcionalidades oferecidas pela nova tecnologia
      • TV DIGITAL – Situação
      • Significado do Decreto Presidencial
        • Governo concedeu às Emissoras de TV o padrão técnico que elas queriam
            • Japonês, mais restritivo e menos convergente com as redes de telecomunicações que o Europeu
        • Preservou o mercado atual de TV aberta
            • Menos espaço para novos concorrentes
            • Fortalecimento das atuais emissoras e seu modelo de programação
        • Emissoras vão dar as regras da TV Móvel e Portátil
            • Telefônicas não terão o comando nesse mercado.
        • Emissoras vão definir e comandar os serviços interativos que serão oferecidos
            • Devem limitar-se a aplicações comerciais
      • TV DIGITAL – Situação
      • Significado do Decreto Presidencial
        • Governo atendeu de forma restrita às demandas de democratização do espectro
            • Ampliação do número de canais
            • Percentuais obrigatórios de Produção Independente e Produção Regional (Artigo 221 da Constituição)
            • Interatividade plena, com uso de parte do espectro para uma rede pública de telecomunicações
            • Multi-Serviços, utilizando a plataforma de TV para novos produtos audiovisuais digitais
        • Manteve os canais comerciais existentes e procurou atender parte das demandas em 4 novos canais estatais
      • TV DIGITAL – O futuro
      • A Internet ameaça a TV?
          • Web 2.0 ou TV 2.0 – A explosão do vídeo na Internet de Banda Larga (You Tube, Joost, etc)
          • O telespectador como gerador de conteúdo
          • Modelos em contraste
            • TV – De um para muitos; unidirecional, limitada e pouco democrática
            • TV 2.0 – De muitos para muitos; multidirecional, múltipla, diversificada e totalmente interativa; opera múltiplas ferramentas; mais democrática
      • TV DIGITAL – O futuro
      • A Internet ameaça a TV?
          • Impacto da TV 2.0 sobre a TV:
          • opinião de Leslie Moonves , presidente da CBS norte-americana
            • AMADORES NÃO INCOMODAM PROFISSIONAIS – “A TV feita por usuários ameaçará a TV somente quando começarem a pegar o conteúdo sem permissão. O conteúdo amador genuíno, eu não acredito que possa realmente oferecer alguma ameaça”
            • COMPETIÇÃO POR DIFERENCIAÇÃO DE TELAS – “Penso que, daqui a muitos anos, as pessoas ainda assistirão à televisão, embora provavelmente o formato deverá ter 150 polegadas de largura”
      • TV PÚBLICA - Hoje
      • Sistema heterogêneo e complexo de canais , com múltiplas funções e distribuídos em várias freqüências
        • Canais Educativos
          • TV Cultura, TVE-Rio, SESC-TV, Rede Minas, TVE-Bahia, etc
          • VHF, UHF, Cabo, Satélite Banda C, Satélite Banda Ku (DTH)
        • Canais Institucionais
          • TV Senado, TV Câmara, NBR, TV Justiça, Canais Legislativos estaduais e municipais
          • Cabo, Banda C, DTH
        • Canais Universitários
          • UTV-Rio, CNU-SP, UNITV, TV UNAMA, TV UFAM, etc
          • UHF, Cabo
        • Canais Comunitários
          • Rio, SP e mais 68 cidades
          • Cabo
      • TV PÚBLICA - Hoje
      • Um setor importante da mídia
        • Mais de 180 estações geradoras de conteúdo
        • Rede de retransmissoras e repetidoras alcançando quase 3.000 municípios do país
        • Movimento Financeiro Anual: R$ 450 milhões
            • 1/8 do Faturamento da TV Globo em 2006 (R$ 3,6 bilhões)
        • Financiada por recursos estatais, publicidade comercial e investimentos privados em responsabilidade social
        • Principais entidades representativas:
        • ABEPEC – Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais
        • ABTU – Associação Brasileira de Televisão Universitária
        • ASTRAL – Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas
        • ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários
      • TV PÚBLICA - Função
      • A televisão da cidadania
      • Programação voltada prioritariamente a:
              • Formação Cultural
              • Educação
              • Informação
              • Formação de Cidadania
              • Prestação de Serviços
      • Ambição de estabelecer um contraponto de ética e de qualidade de conteúdo à televisão comercial (destinada primordialmente ao entretenimento)
      • Audiência limitada e segmentada – Não opera na lógica de Massificação de Audiência, mas de atendimento a demandas específicas de segmentos do público
      • TV PÚBLICA – Função
      • A televisão da diversidade
      • Principal exibidora de audiovisual indep endente (documentários, curta-metragens , vídeos, longas)
      • Janela de oportunidade para artistas independentes de todos os campos (música, teatro, artes plásticas)
      • Enfrenta limitação de recursos para compra de programação independente e financiamento de projetos
      • Tem dificuldade de remunerar adequadamente os produtores e artistas, nos preços que praticam – A grande indústria cultural, nacional ou estrangeira, oferece produtos em condições mais vantajosas
      • Espaço aberto aos independentes, mas pouco rentável
      • TV PÚBLICA – Função
      • Televisão para a reflexão
      • É o único segmento da TV que discute TV
      • É o único segmento da Mídia que discute a Mídia com mais isenção e menos interesses subjacentes
      • É essencial, nessa medida, para o debate público dos temas da comunicação, que afetam a democracia e a ordem social no país
      • É essencial à “complementariedade dos sistemas público, estatal e privado de radiodifusão”, princípio consagrado no Artigo 223 da Constituição Federal
      • TV PÚBLICA – Na TV Digital
      • Uma nova etapa
      • TV Digital vai redefinir todo o sistema de televisão brasileiro e terá impacto inevitável sobre a TV Pública
      • Diversidade da TV Pública não está assegurada na TV Digital
        • Campo público da TV defendia que os canais públicos já existentes na TV por Assinatura tivessem espaço na TV digital, nas mesmas condições dos canais comerciais
        • Decreto-Lei 5820/06 não atendeu essa demanda
        • Criou apenas 4 novos canais estatais, geridos pela União
        • Há possibilidade dos canais públicos ocuparem subfrequências dos novos canais estatais (como “inquilinos” da Multiprogramação)
      • TV DIGITAL – Situação
      • Novos Canais criados pelo Decreto Presidencial, para uso da União , sob normas do Ministério das Comunicações:
        • I - Canal do Poder Executivo : para transmissão de atos, trabalhos, projetos, sessões e eventos do Poder Executivo; II - Canal de Educação : para transmissão destinada ao desenvolvimento e aprimoramento, entre outros, do ensino à distância de alunos e capacitação de professores; III - Canal de Cultura : para transmissão destinada a produções culturais e programas regionais; e IV - Canal de Cidadania : para transmissão de programações das comunidades locais, bem como para divulgação de atos, trabalhos, projetos, sessões e eventos dos poderes públicos federal, estadual e municipal.
      • TV PÚBLICA – Na TV Digital
      • A Batalha Política
      • Dois campos em confronto
        • Forum da TV Digital
        • (Emissoras Comerciais + Indústria Eletrônica + MiniCom)
        • X
        • Forum Nacional de TVs Públicas
        • (Emissoras Públicas + MinC)
      • TV comercial quer o mínimo de impacto em seu mercado e o máximo controle nas mudanças que a TV digital trará
      • Campo público defende a integração de todos os canais públicos numa única faixa do espectro, operada cooperativamente
      • Secretaria de Comunicação Social concentra-se na montagem da TV Pública Federal
      • Demais questões do Campo Público de TV podem ficar para o futuro
      • TV PÚBLICA – Na TV Digital
      • As posições do Campo Público
      • A regulação deve permitir todas as funcionalidades da TV Digital; restringí-las é desperdício de tecnologia
      • As emissoras decidirão quantas e quais funcionalidades utilizarão, segundo suas necessidades e as oportunidades abertas pelo mercado
      • A programação em Alta-Definição é indispensável às Emissoras Educativas abertas, para a sustentação de seu atual modelo de negócios (abertura à publicidade)
      • A multiprogramação é prioridade para os canais institucionais, universitários, comunitários e educativo-culturais, que querem romper o “gueto” do cabo e atingir as grandes audiências
      • TV PÚBLICA – Na TV Digital
      • As posições do Campo Público
      • A interatividade é indispensável como ferramenta educacional, para o processo de ensino-aprendizagem.
      • Interatividade é indispensável como mecanismo de promoção de cidadania, ao permitir o contato on-line entre o cidadão e as emissoras de TV, até para enviar conteúdos.
      • Interatividade é instrumento para prestação de serviços relevantes ao público e não apenas para a geração de receitas adicionais às emissoras
      • O uso pleno das funcionalidades da TV Digital incentivará a pesquisa tecnológica e o empreendimento de novos negócios, abrindo o mercado a novos atores e desconcentrando a produção de conteúdos.
    3. Gabriel Priolli [email_address] (11) 9999.8751

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    Palestra Gabriel Prioli no INTERCOM Norte 2007

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