Origens da moral

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Origens da moral

  1. 1. ORIGENS DA MORAL<br />
  2. 2. 1 - AS SOCIEDADES TRIBAISECONOMIA<br />VIVIAM DA CAÇA, PESCA E COLETA DE RAÍZES E FRUTOS<br />DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO DE ACORDO COM O SEXO<br />ERAM COLETORES<br />ECONOMIA DE SUBSISTÊNCIA <br />AUSÊNCIA DE PROPRIEDADE PRIVADA<br />INEXISTÊNCIA DO ESTADO<br />
  3. 3. 1.1 - A MORAL COLETIVISTA<br />AJUSTAR O COMPORTAMENTO DE CADA MEMBRO AOS INTERESSES DA COLETIVIDADE (CRITÉRIO DE BOM E MAL)<br />OBRIGAÇÕES COMUNS COMPORTAM O DESENVOLVIMENTO DAS QUALIDADES MORAIS RELATIVAS AOS INTERESSES DA COLETIVIDADE<br />
  4. 4. 1.2 – JUSTIÇA DISTRIBUTIVA E JUSTIÇA RETRIBUTIVA <br />DAR A CADA UM SEGUNDO SUAS NECESSIDADES E EXIGIR DE CADA UM SEGUNDO SUAS POSSIBILIDADES<br />TRATAR OS IGUAIS COMO IGUAIS E OS DESIGUAIS COMO DESIGUAIS<br />A REPARAÇÃO DE UM MAL CAUSADO A UM MEMBRO DA COMUNIDADE É COLETIVA<br />QUEM DERRAMA SANGUE, DERRAMA O SANGUE DE TODOS (VINGANÇA COLETIVA)<br />
  5. 5. 1.3 – MORAL LIMITADA AO ÂMBITO DA COLETIVIDADE <br />ALÉM DOS LIMITES DA TRIBO, SEUS PRINCÍPIOS E NORMAS PERDIAM A VALIDADE<br />AS OUTRAS TRIBOS ERAM CONSIDERADAS INIMIGAS, LOGO, NÃO LHES ERAM APLICADAS AS NORMAS E OS PRINCÍPIOS VÁLIDOS NO INTERIOR DA PRÓPRIA COMUNIDADE<br />
  6. 6. 2 - A REVOLUÇÃO NEOLÍTICA <br />SURGIMENTO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA<br />O HOMEM SE TORNA SEDENTÁRIO<br />OS HOMENS PASSAM A SER PRODUTORES<br />CRIAÇÃO DO EXCEDENTE DE PRODUÇÃO<br />DIVISÃO SOCIAL DO TRABALHO MAIS RACIONALIZADA<br />
  7. 7. 2.1 – SURGIMENTO DA PROPRIEDADE PRIVADA<br />CHEFES, GUERREIROS, ARTESÃOS, SACERDOTES SE APROPRIAM DE PARTE DO EXCEDENTE DA PRODUÇÃO<br />SURGIMENTO DA PROPRIEDADE PRIVADA<br />SURGIMENTO DE SETORES SOCIAIS DISTINTOS: INTERESSES OPOSTOS<br />LUTA ENTRE AS CLASSES<br />SURGE A ESCRAVIDÃO<br />
  8. 8. 3 – MODO DE PRODUÇÃO ESCRAVISTA<br />SÓ OS ESCRAVOS TRABALHAM, OS HOMENS LIVRES NÃO<br />TRABALHO FÍSICO TORNA-SE UMA OCUPAÇÃO INDIGNA – O ESCRAVO NÃO HUMANO, É UMA COISA<br />O TRABALHO MANUAL NAS CIVILIZAÇÕES DO MUNDO ANTIGO TORNA-SE A BASE DA PRODUÇÃO<br />
  9. 9. 3.1 – A DIVISÃO DA MORAL<br />A MORAL ÚNICA DEIXA DE SER ACEITA CONSCIENTEMENTE POR TODA A SOCIEDADE<br />AGORA EXISTEM DUAS MORAIS: UMA DOMINANTE, DOS HOMENS LIVRES (CONSIDERADA A VERDADEIRA)<br />E A MORAL DOS ESCRAVOS<br />
  10. 10. 3.2 – A MORAL DOS HOMENS LIVRES <br />A MORAL DOS HOMENS LIVRES NÃO SÓ ERA UMA MORAL EFETIVA, VIVIDA, MAS TINHA SUA JUSTIFICATIVA TEÓRICAS NAS GRANDES DOUTRINAS ÉTICAS DOS FILÓSOFOS DA ANTIGUIDADE: SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES.<br />A MORAL DOS ESCRAVOS NUNCA CHEGOU A SER SISTEMATIZADA<br />
  11. 11. 3.3 – SURGIMENTO DA DIFERENÇA ENTRE MORAL INDIVIDUAL E MORAL COLETIVA<br />AS CONCEPÇÕES DE PLATÃO E ARISTÓTELES SOBRE A ÉTICA<br />DE UM LADO CRESCE A CONSCIÊNCIA DOS INTERESSES DA COLETIVIDADE E, DE OUTRO, SURGE UMA CONSCIÊNCIA REFLEXA DA PRÓPRIA INDIVIDUALIDADE (PRIMÓRDIOS DA SUBJETIVIDADE)<br />CONSCIÊNCIA DA RESPONSABILIDADE PESSOAL = AUTÊNTICA VIDA MORAL<br />
  12. 12. 4 – MODO DE PRODUÇÃO FEUDAL<br />FEUDO COMO UNIDADE DE PRODUÇÃO<br />ECONOMIA NATURAL<br />GOVERNO DESCENTRALIZADO<br />SURGIMENTO DE DUAS CLASSES: SENHORES FEUDAIS E SERVOS<br />
  13. 13. 4.1 – A MORAL FEUDAL<br />IDEOLOGIA PREDOMINANTE: DOUTRINA CRISTÃ CATÓLICA<br />MORAL IMPREGNADA DE CONTEÚDO RELIGIOSO<br />DIVERSIDADE DE CÓDIGOS MORAIS: MORAL CAVALHEIRESCA, MORAL MONÁSTICA, CÓDIGOS UNIVERSITÁRIOS, ETC.<br />
  14. 14. 4.2 – O SURGIMENTO DA BURGUESIA: SURGE UMA NOVA MORALIDADE<br />INTERESSE PELO DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO E DA EXPANSÃO DO COMÉRCIO<br />MODELO DE VIDA FOCADO NA PROSPERIDADE ECONÔMICA, NO LUXO E NO BEM ESTAR<br />EXIGÊNCIA DE UMA MORALIDADE QUE LEGITIMASSE O MODO DE VIDA E OS VALORES BURGUESES<br />A IDENTIFICAÇÃO DA BURGUESIA COM A ÉTICA PROTESTANTE<br />
  15. 15. 4.3 – AS REVOLUÇÕES BURGUESAS E A NOVA MORAL:O LIBERALISMO<br />O INDIVIDUALISMO<br />A LIBERDADE <br />A PROPRIEDADE<br />A IGUALDADE<br />A DEMOCRACIA<br />
  16. 16. 5 – O SOCIALISMO CIENTÍFICO:OPOSIÇÃO A MORAL LIBERAL<br />A CRÍTICA MARXISTA AO CAPITALISMO (E AS IDÉIAS LIBERAIS)<br />1) CRÍTICA À RELIGIÃO<br />2) CRÍTICA A ALIENAÇÃO DO TRABALHO<br />3) MATERIALISMO HISTÓRICO E DIALÉTICO<br />4) O ADVENTO DO COMUNISMO<br />
  17. 17. 6 - NIETZCHE: A TRANSMUTAÇÃO DE TODOS OS VALORES<br />O ANUNCIO DA “MORTE DE DEUS”<br />A MORAL TRADICIONAL É A MORAL DOS ESCRAVOS, DOS FRACOS E DOS VENCIDOS RESSENTIDOS CONTRA TUDO O QUE É NOBRE.<br />SOBRE AS CINZAS DE DEUS SE ERGUERÁ O HOMEM NOVO, LIVRE DAS QUIMERAS DO “CÉU”, QUE RETORNA A “SANIDADE DA TERRA”<br />
  18. 18. 6.1 – O ANTICRISTO: O CRISTIANISMO COMO VÍCIO<br />“DÃO-ME PENA ESSES PADRES (...), PARA MIM ELES SÃO PRISIONEIROS MURCHOS. AQUELE QUE ELES CHAMAM DE REDENTOR OS CARREGOU DE GRILHÕES DE FALSOS VALORES E LOUCAS PALAVRAS! AH, SE ALGUÉM PUDESSE REDIMI-LOS DO SEU REDENTOR” (NIETZSCHE, A Gaia Ciência).<br />O CRISTIANISMO CONSIDEROU PECADO TUDO O QUE É VALOR E PRAZER NA TERRA<br />
  19. 19. CONCLUSÃO<br />TODOS OS GRANDES SISTEMAS MORAIS SÃO NA REALIDADE UM ESFORÇO DO HOMEM EM SUPERAR(DE UM MODO OU EM OUTRO, NUM GRAU OU EM OUTRO) A SUA CONDIÇÃO NATURAL.<br />POR TRÁS DE TODAS AS DIFICULDADES MORAIS EXISTE UM PROBLEMA FUNDAMENTAL QUE SE COLOCA INEXORAVELMENTE A CADA UM E QUE NA PRÁTICA NUNCA FOI RESOLVIDO: A RELAÇÃO DO HOMEM COM A CONDIÇÃO HUMANA, OU O SEU COMPORTAMENTO DIANTE DA SUA CONDIÇÃO HUMANA.<br />

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