PortfolioProjeto História de Coisas, Artes e Ofícios.A turma 2012 do curso de Bacharelado em Ciência Ambiental do Institut...
SUMÁRIOPREFÁCIO                           02HISTÓRIA DE ARTES E OFÍCIOS        03JULIANA DA ROCHA                   03BEAT...
PREFÁCIO           A turma 2012 do Curso de Bacharelado em Ciência Ambiental do Instituto deGeociências da Universidade Fe...
HISTÓRIA DE ARTE /OFÍCIO                                                                               TÍTULO: Arte/Ofício...
ele será Juiz de Fora, cidade mineira, onde passará alguns dias desenvolvendo suas obras edaí por diante.                 ...
moderna. O sol também é um grande desafio, e o cheiro que vem das tintas é muito forte.     CONCLUSÃO- O RECONHECIMENTO DO...
ETIQUETA NARRATIVA: A etiqueta do produto foi elaborada em forma de poesia.                                               ...
profissionalmente, porém tinha sócio, o que a desfavorecia em algumas situações. Começoufazendo   escova e maquiagem em pa...
TÍTULO: Arte/Oficio - A Dádiva do Ensino                                AUTORIA: CRISTIANE DE BARROS PEREZ Matrícula: 1120...
Universidade do Estado do Rio de Janeir o, São Gonçalo.Como aprendeu dentro e fora de cursos o que faz?                   ...
riscos   a saúde neste ofício. Acrescenta que: “O maior risco a saúde acho que pode ser opsicológico, porque lidamos com p...
TÍTULO: Arte/Oficio- Artesanato:O cara de pau                                       AUTORIA: ELENA CLÁUDIO BRITTO Matrícul...
MATERIAIS NECESSÁRIOS: Para realização do trabalho meu avô utiliza um canivete bemafiado. (Fig. 4)                        ...
Ele criava os bonecos por prazer e realização pessoal. FONTES PESQUISADAS: Entrevista informal. FOLDER:                   ...
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX...
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX...
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX...
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX...
TÍTULO: Arte/Oficio: Artesanato com ferro reciclado e madeira de demolição                                        AUTORIA:...
Visão interna do                                                Visão externa do        loc al antigo de trabalho. A seta ...
Relacionando a prática do oficio com a saúde, pude observar que a segurança noambiente de trabalho é um risco a saúde do M...
“Reaproveito         peças    de       automóveis, bicicletas para       fazer abajur, lustres...”PRAZER NO TRABALHO: Rela...
CONCLUSÃO: Observando que as condições não são totalmente adequadas à prática dooficio, que as limitações econômicas são f...
VIDEO PRODUZIDO: http://youtu.be/uc8d4xplgakFOLDER: Foi confeccionado um texto síntese da história pesquisada, como se fos...
fazer bolos    ,é uma dona de casa.Ela tem muitos clientes. Faz bolos para padarias, igrejas,pizzarias e outros lugares qu...
Ela começa pré-aquecendo o forno. Enquanto o forno esquenta, ela vai preparandoas outras massas. Ela separa os ingrediente...
Os Bicos e sacos de confeitar são os que dão os formatos mais diferentes nacobertura. Existem diferentes tipos de bico par...
variados lixos em sacolas diferentes, já o modo como se faz, requer atenção, pois se apessoa for distraída , pode acabar q...
PROPOSTA: A proposta do projeto visa promover o processo de conscientização ambientale cultural, melhora nas condições de ...
Objeto 2 - Pufe- 32 garrafas PET de Coca-Cola, papelão, revista, caixa de leite, espuma, cola e fita adesiva.PRODUÇÃO DO P...
produtos a preços mais altos para um público externo e que compra no atacado. No projetoque fica na comunidade ess es prod...
FOLDER:         Projeto LIMPAR         (Lixo Movimentando Produção, Arte e Renda)             O projeto tem como objetivo ...
sociedade e por não restringir essa comunicação apenas a nível verbal, o doente mental criametaforicamente um mundo apenas...
TÍTULO: Arte/Oficio-.Arte com palito de fósforo                                        AUTORIA: PEDRO CREALESE CAMPOS Matr...
Igrejas, casas, pessoas e animais eram alguns dos vários objetos que ele fazia comfósforo. Objetos do dia   a dia eram sua...
IMPORTÂNCIA DO TRABALHO: A arte para ele era sua maior diversão e motivação para avida.FONTES PESQUISADAS: Próprio artesão...
DESENVOLVIMENTO: O comerciante Antônio Oliveira Silva tem 42 anos e há 16 trabalhano ramo aviário juntamente com seu pai, ...
CONCLUSÃO: Durante a realização do projeto foi possível visualizar com proximidade eclareza de detalhes as dificuldades en...
depois de pedir aos passantes para fazer uma perguntinha “só por educação”, descobre se apessoa gosta de arte ou não. Para...
Júlia: Você é o Ítalo, não é?Ítalo: Isso.Júlia: Você está fazendo isso há quanto tempo?Ítalo: Agora vai fazer uns dez anos...
Júlia: Que horas você chega aqui? Ou vocês moram aqui na praia?Ítalo: A gente mora aqui. A gente acampa aqui na praia.Júli...
VÍDEO PRODUZIDO: http://www.youtube.com/watch?v=c03IYZKXBrY&feature=youtu.be                                              ...
preocupação a valores e agrados. Só fluidez e inspiração, inspiração essa que busco emvárias fontes: pesquisas, livros, pa...
Nova Friburgo, que ficaram preocupados com a nossa parada emergencial”, disseBringuenti, que mantém contato com os friburg...
VÍDEO PRODUZIDO: http://www.youtube.com/watch?v=mX2OK_PRV8U&feature=youtu.be                                              ...
como crescer só ouvindo ou com os mesmos exercícios precisa va de mais; mas a minhafamília não tinha condições de pagar   ...
FOTOS:         Alunos na aula de violão                   O artista                      46
FONTES PESQUISADAS: João Marcos de Oliveira Moraes – MarquinhosEmanuela Moraes – EsposaEntrevista dia 27 de Abril de 2012 ...
Está pintura foi a única feita por Zélia quando tinha cerca de 20 anos, que era a casa onde vivia.        No dia da entrev...
Para estas criações contou com dicas de uma profissional e suas irmãs que a auxiliavamcom as tintas e modelos. A caixa e o...
A tampa desta caixa foi feita com papel laminado e para formar as flores e laços utilizou-se uma colher. O artesanato está...
FONTES PESQUISADAS: Entrevista informal com minha avó.FOLDER:                                                             ...
RESULTADOS: Além do tapete, Ana Carla faz também jogo para banheiro, assento parasofá e capa para cabeceira de cama. Cada ...
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios

4,941

Published on

Consolidação de projetos apresentados na unidade curricular Crítica, Consciência e Cidadania Socioambiental I, ministrada pela Profa. Patricia Almeida Ashley, aos alunos ingressantes na turma 2012 do curso de Bacharelado em Ciência Ambiental, na Universidade Federal Fluminense. Relatório editado, revisto e consolidado por Erica Pipas Morgado, integrante da equipe da Rede EConsCiencia e Ecocidades.

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
4,941
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
24
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Transcript of "Portifolio História de Coisas, Artes e Ofícios"

  1. 1. PortfolioProjeto História de Coisas, Artes e Ofícios.A turma 2012 do curso de Bacharelado em Ciência Ambiental do Instituto deGeociências da Universidade Federal Fluminense, desenvolveu o projeto na unidadecurricular Crítica, Consciência e Cidadania Socioambiental I. O seguinte trabalhodescreve o oficio ou produto escolhido pelos estudantes . MAIO-2012
  2. 2. SUMÁRIOPREFÁCIO 02HISTÓRIA DE ARTES E OFÍCIOS 03JULIANA DA ROCHA 03BEATRIZ DE CARVALHO 06CRISTIANE DE BARROS 08ELENA CLAUDIO BRITTO 11ELENICE GONÇALVES 13ERICA PIPAS 18JULIA GOMES 23M ARIANA AMORIM 27SCARLETY HOHARA MASON 31PEDRO CREALESE 33THAMIRIS XAVIER 35JULIA LADEIRA 37FERNANDA SILVA 41GABRIELLE FIGUEIREDO 44M ARIA BEATRIZ AYELLO 47IZABELE DE ALMEIDA 51DAIANY DO NASCIMENTO 53LAINA LOPES 59HISTÓRIA DE COISAS 63CAMILA AMÉRICO 63GRAZIELE NORONHA 67NATHALIA REIS 74NICOLAS FERNANDES 77FLAVIA CUNHA 80EVELISE CARDOZO 84THAINARA SAUSA 91VIVIANE RAMOS 94M ARIANA MENENGOY 98PAMELA DE MIRANDA 102THALITA DA FONSECA 108THAIANE PRADO 112RAYANE VELLOSO 119CRISTIANO GOES 124RAPHAEL DA COSTA 129P AULO CESAR LEMOS 136ANA FLAVIA LINS 141 1
  3. 3. PREFÁCIO A turma 2012 do Curso de Bacharelado em Ciência Ambiental do Instituto deGeociências da Universidade Federal Fluminense, desenvolveu o 1° Projeto na unidadecurricular Crítica, Consciência e Cidadania Socioambiental I, ministrada pela profª. PatriciaAlmeida Ashley. A proposta pedagógica deste projeto de História de Coisas, Artes e Ofícios é umareleitura de uma primeira edição de História de Produtos e Artesãos com Cuidado Social eAmbiental adotada pela professora em 2004 junto aos estudantes dos Cursos de CiênciasEconômicas e Administração da Universidade Federal de São João Del -Rei, em MinasGerais. Com o objetivo de oportunizar a experiência prática de fazer um projeto que contribuapara incorporar história e análise do impacto social e ambiental dos ofícios, artes e artigoscomercializados, os alunos se empenharam na realização do projeto. Certamente, foirealizada uma desconstru ção de certezas antes baseadas em ideias impostas e não bemdefinidas sobre as coisas. Uma conduta mais crítica e cidadã foi relatada e será lembrada aolongo de toda a vida acadêmica e em nossa memória,pois as experiências expostas de cadaaluno se tornaram experiências do grupo, mobilizando novas ideias, novos projetos eprincipalmente novas formas de agir . Com o intuito de divulgar o que foi apresentado pelos alunos, os trabalhos foramreunidos e divididos em História de coisas e Hi stória de artes e ofícios. Uma conquista denovos saberes e o desenvolvimento de novos ideais. 2
  4. 4. HISTÓRIA DE ARTE /OFÍCIO TÍTULO: Arte/Ofício- Pintor AUTORIA: JULIANA DA ROCHA SILVA Matrícula: 112095016INTRODUÇÃO: O trabalho foi desenvolvido a partir de uma produção artística, conta ahistória de um ofício/ arte, em forma de profissão. Relata a história de um pintor, que temcomo forma criativa expressar o seu trabalho através de telas que são decoradas emcidades brasileiras. Proposta feita pela disciplina de Crítica, Consciência e Cidadania Socioambient al I,aos alunos da Universidade Federal Fluminense no ano de dois mil e doze.O ENCONTRO: Fui surpreendida pela arte quando passava por uma rua de meu bairro,Trindade- São Gonçalo -RJ, no dia dezoito de março de dois mil e doze, como a proposta dotrabalho já havia sido dada, comecei ali a elaboração. A montagem do trabalho foi feitaatravés de observação, entrevista e analise de dados coletados no momento em que opintor desenvolvia seu ofício, em apenas um encontro.OFÍCIO E SUA HISTÓRIA: Esse produto que ele vende é ele mesmo que produz, são telasde paisagens e de coisas abstratas capazes de nos remeterem ao seu interior. O trabalho é desenvolvido pelo artista chamado Jessé, de 50 anos de idade e 45 deprofissão. Jessé disse que foi profundamente i nfluenciado pelo trabalho de seus pais, e queaprendeu seu ofício com eles desde pequeno, assim como seus irmãos, que como Jessé,decoram telas na magia de proporcionar ao público esse maravilhoso trabalho. Jessé é natural de Olinda, Pernambuco, porém reside em Guarapari , Espírito Santo,quando não esta a rodar cidades brasileiras com o seu trabalho. O próximo lugar segundo 3
  5. 5. ele será Juiz de Fora, cidade mineira, onde passará alguns dias desenvolvendo suas obras edaí por diante. Jessé trabalhandoO DESENVOLVER DA ARTE: Jessé pinta em média de quinze a trinta telas por dia,diversificadas. Segundo ele, se pegarmos todos os seus trabalhos veremos que não sãoiguais. Sempre tem um detalhe que faz a diferença, pois as telas são feitas de acordo comsua imaginação. Ele trabalha apenas com cinco cores de tinta óleo que se transformam em um grandearco- íris, são elas o branco, o preto, o vermelho, o amarelo e o azul , um si mples jogo depincel e um banco que juntos formam os equipamentos de seu trabalho. Instrumentos e local de produção das telas OS RISCOS DO OFÍCIO: O trabalho de Jessé é sem dúvidas uma grande obra de arte,que além de utilizar a imaginação, requer um desgaste físico muito grande já que as telassão feitas em lugar rasteiro, uma calçada, e Jessé passa horas curvado trabalhando, alémdo perigo de ficar horas exposto na rua em meio ao caos que se encontra a sociedade 4
  6. 6. moderna. O sol também é um grande desafio, e o cheiro que vem das tintas é muito forte. CONCLUSÃO- O RECONHECIMENTO DO TRABALHO E SEUS RESULTADOS: Todosque passavam pela calçada paravam para admirar Jessé trabalhando, e ficavam um grandetempo a observar e parabenizar. Não tinha quem não se encantasse com a habilidade dopintor. Embora esse encontro tenha sido de puro encantamento pela arte e pelo ofício deJessé, acho que ele deixou no coração de cada pessoa que passava uma inspiração paraum mundo melhor, um desejo de mudança, de atribuir valores as coisas que realmente nosimporta: A vida. Aquele senhor mostrou, talvez sem a intensão, que a paz, a felicidade estáem fazer o que se gosta. A ad mira ção do público ao ver Jessé trabalhando. Depois de observar o nobre pintor em seu ofício, pode se dizer que o trabalho é parao homem algo que o enaltece e dignifica perante a sociedade. Que embora não proporcionegrandes lucros, o que importa é a vontade de querer executá-lo e isso vem se perdendo aolongo dos tempos. A busca não por uma profissão, mas sim pelo quanto de dinheiro ela vaime render, e isso tem feito o homem enxergar o trabalho como algo que não oferece prazer. FONTES PESQUISADAS: A coleta de dados para elaboração do trabalho foi feita nomomento em que o pintor desenvolvia sua arte, seu of ício, através de observação, conversainformal, e fotografias. A confecção deste trabalho contou com os métodos apresentados em sala, com ocompartilhamento de ideias trocadas com componentes do grupo e colegas de classe evisitas a sites na internet: Acessado ao longo da elaboração do trabalhohttp://redeeconsciencia.blogspot.com.br/search?updated -maxhttp://www.projetoterra.org.br/portugues/index.htmlv Acessado 02/05/2012. 5
  7. 7. ETIQUETA NARRATIVA: A etiqueta do produto foi elaborada em forma de poesia. ImaginAÇÃO Imaginação, ès um dom que me motiva a ex pressar meus desejos, minhas imagens em formas, em ações e assim confeccionar minhas conclusões. Pinturas de telas- Trabalho feito em São Gonçalo -RJ. Arte- Ofício – Março/ 2012 TÍTULO: Arte/Ofício- Deglier Vidal AUTORIA: BEATRIZ DE CARVALHO SOUZA CUNHA Matrícula: 1120955006INTRODUÇÃO: O trabalho foi desenvolvido a partir do ofício de Deglier Vidal, brasileira,casada, natural do Rio de Janeiro, moradora de São Gonçalo. Trata se de uma profissãoque a mesma faz com muito carinho e dedicação, conquista seus clientes pela simpatia e acompetência que aparentemente veio de berço. Cabeleireira e maquiadora, ela produznoivas, debutantes e afins. Além de ajudar as mulheres a manter a autoestima sempreelevada, se realiza na sua profissão. Segue algumas fotos de uma das noivas que a mesmaproduziu.HISTÓRIA: Deglier começou a trabalhar no salão da Denise, que eu e minha mãefreqüenta mos desde muito tempo. Ela tinha seu próprio negócio, cresceu muito 6
  8. 8. profissionalmente, porém tinha sócio, o que a desfavorecia em algumas situações. Começoufazendo escova e maquiagem em parentes e amigos e desde cedo já demonstrava certaintimidade com escovas e pincéis. Com 15 anos abriu um salão, como dito anteriormente.Contando assim, até parece que foi fácil, mas até chegar nessa conquista passou porpoucas e boas para enfrentar a sociedade, largou os estudos por sofrer bullying, e foiexpulsa da casa da mãe logo assim que assumiu sua homossexualidade. Ela apenas nasceu de uma forma e vive de outra. Esta forma de viver a deixa maissatisfeita e, diante de alguns olhos, por não s er convencional, não é bem aceito. Impôs umafilosofia de vida para ser feliz, e isso não depende de raça, cor, credo. Hoje, trabalha nosalão da Denise. Com seu bom humor, contagia a todos com seu jeito e seu talento. Têm planos para a realização de um b log e um site onde terão dicas de penteado,tutoriais de maquiagens e dicas de como cuidar dos cabelos, ao qual divulgarei em breve.UTENSÍLIOS: Escova, prancha, tinta, pente, produtos de alisamento, variados cremes,pincéis, paleta de sombra, rímel, blush, batons, bases, pó de correção, entre outros.RISCOS ENCONTRADOS: Risco de intoxicação pelo uso de produtos químicos, risco dealergia a determinados produtos usados tanto no cabelo como em maquiagens. E, por isso,faz teste antes de executar o trabalho e faz uso de luvas.COMO APRENDEU: Não fez cursos, aprendeu vendo outros profissionais trabalharem eaprimorou o que foi preciso em workshops.FONTES PESQUISADAS: O trabalho foi feito através da coleta de dados pessoais, umaentrevista através de vídeo e exposição de fotos de alguns trabalhos já realizados.CARTÃO DE VISITA: 7
  9. 9. TÍTULO: Arte/Oficio - A Dádiva do Ensino AUTORIA: CRISTIANE DE BARROS PEREZ Matrícula: 112095001INTRODUÇÃO: Uma das maiores dádiva do ser humano é capacidade de passar seuconhecimento para outras pessoas. Um dos trabalhos mais bonitos e importantes do mundointeiro é a do profissional de ensino, o professor. Todos nós em alguma fase de nossasvidas passamos por esses profissionais e, através deles, que nos capacitamos f uturamentepara sermos profissionais em qualquer escolha de carreira. Sabemos que por maisimportante que seja esta profissão, aqui no Brasil não há tanto incentivo, vemos todos osdias esses profissionais lutando por melhores salários e condições de trabalho. Por essemotivo, resolvi destinar esta pesquisa a esse profissional. Minha entrevistada é Fernanda de Barros Perez, ela esta se formando em Biologia naUniversidade do Estado do Rio de Janeiro – Faculdade de Formação de Professores (UERJ/FFP), futuramente pretende fazer de seu “hobby” sua profissão. Atualmente ela vive noMéxico, onde voluntariamente dar aulas de língua portuguesa para os mexicanos e estácursando um semestre na Universidad de Guadalajara (UDG) – Centro Universitário deCiências Biológicas Agropecuárias (CUCBA). Foto de Fernanda de Barros Perez, em trabalho de ca mp o, México. Universidade de Guadalajara, México. 8
  10. 10. Universidade do Estado do Rio de Janeir o, São Gonçalo.Como aprendeu dentro e fora de cursos o que faz? Sobre este questionamento, aentrevistada não sabe dizer se foi alguém que a ensinou a lecionar aulas, mas ela diz quedesde pequena sempre gostou muito de dar aulas de reforço para os moradores próximos aelas, e também sempre ajudou a irmã e os primos com as tarefas de casa, então, desdenova já desenvolveu uma experiência em passar conhecimentos. Quando adolescente ela sempre ficava depois da aula para passar a matéria paraseus colegas que não haviam entendido a explicação do docente, e de uma maneira maissimbólica, conseguia fazer que seus colegas de classe entendessem a matéria. “Então eu tenho isso, não de uma pessoa que me ensinou e sim foi uma habilidadeque eu descobri desde cedo e com o tempo fui me aperfeiçoando através de horas e horasde estudo.” Ela relata o quanto é prazeroso passar seus conhecimentos para outraspessoas. E então, só busca adquirir mais conhecimentos com atividade extracurriculares taiscomo: Cursos de línguas estrangeiras e outras.O que precisa para realizar o ofício? “Para realizar o oficio eu apenas necessito depessoas disposta a aprender e um espaço para poder receber os alunos.” Não são necessárias muitas coisas para essa prática, mas, se no caso o localoferecer outros dispositivos tecnológicos, fica muito melhor. Porém, de nada adianta ter umlocal bem aconchegante e com aparelhos que facilitam o aprendizado se não tiver alunoscom vontade e determinação de aprender. Ela já voluntariou em diversos locais, mas todoseles sempre tiveram alguma precariedade, mas mesmo assim, nunca deixou de dar aulaspor esses motivos, “É sempre um prazer ver que as pessoas que buscam conhecimentostambém não se importam com os locais.”Quais as situações de risco a saúde você vive, ou pode sofrer? Todos nós estamospredispostos a qualquer tipo de perturbação. Como o professor fala muito, o que pode terrisco se não cuidar é a perda da voz e também o contato direto com pessoas, que podem teralgum tipo de doença contagiosa e passar, mas fora isso, a credita que não há grandes 9
  11. 11. riscos a saúde neste ofício. Acrescenta que: “O maior risco a saúde acho que pode ser opsicológico, porque lidamos com pessoas de todos os tipos. E às vezes podemos nosenvolver demais com os alunos, ou então eles conosco. Além do que é um oficio muitodesgastante e estressante!” Numa turma de alunos existem diversas características, assim como pessoas maistímidas, outros mais brigões e os dispersos. Há uma enorme pressão para que você seadapte a esses tipos de pessoas “(...) ainda mais nós que somos professores, somos ointermediário desses alunos, através de nós que eles conhecem outros amigos e interagementre si. Há também aqueles alunos em que a educação em casa é tão falha que os paiscobram de nós o que seria o papel d eles. Vivemos com pressões psicológicas a todos osmomentos e eu sei que isso pouco a pouco vai afetando a minha saúde. Procuro ser bemmaleável com os alunos, até criando amizades com eles e eles comigo, para assim minharotina não ser tão desgastante. Por enquanto eu só sou voluntária, mas já trabalhei emalgumas escolas. Vejo como essa profissão é desvalorizada aqui no Brasil, não existenenhum incentivo para os alunos e professores para melhorar o ensino, e muita das vezes osalário de um professor mal dá para cobrir as contas no final do mês obrigando assim umdocente ter mais de um trabalho ”SOBRE O MEIO AMBIENTE: “Em relação ao meu trabalho, se através dele existe algumimpacto ambiental de grande escala, creio que não, contudo, a energia elétrica e o consumode papel estão na lista”PARA FUGIR DA ROTINA: “Um meio que eu utilizo para aliviar essa rotina exaustiva ésempre estar em contato com a natureza, vou a diversos trabalhos de campos e costumo ira locais que me tragam paz, assim consigo conciliar os estudos com o voluntariado. Mesmo com todas as dificuldades encontradas para exercer essa profissão, creio queo que você faz com determinação, empolgação e seja prazeroso em exercê-la, não haveránenhum empecilho para continuar. E é isso que eu quero mesmo, é algo que eu descobridesde cedo e que tenho talento para ensinar.”FONTES PESQUISADAS: Entrevista feita através de sites de redes sociais, como aentrevistada que está atualmente no México.VIDEO PRODUZIDO: http://youtu.be/HauIok3lUnk. 10
  12. 12. TÍTULO: Arte/Oficio- Artesanato:O cara de pau AUTORIA: ELENA CLÁUDIO BRITTO Matrícula: 112095032INTRODUÇÃO: O meu avô Vicente (Fig. 1) é muito habilidoso com trabalhos manuais.Quando era mais jovem trabalhou em estaleiro e serraria, além de gostar de desenhar. Elerealizou diversos serviços em sua casa como reforma de sofás, construção de mesas,cadeiras, galinheiros, viveiros, conserto de instalações elétricas e de pequenos aparel hosdomésticos, como ferro elétrico, e de ferramentas, como enxadas. A maioria dos seustrabalhos foi feito artesanalmente. Contudo, o que chamou minha atenção, foi sua habilidadepara esculpir bonecos em madeira, que ele apelidou de cara de pau. Fig. 1HISTÓRIA: Inicialmente seu irmão Francisco foi quem começou a esculpir em madeira. Elese inspirou folheando uma revista em quadrinhos chamada Gibi, observando a fisionomiados personagens (Fig. 2). Meu avô se interessou pelo trabalho do irmão e logo começou aesculpir também, inspirando-se nas famosas estátuas da Ilha de Páscoa. (Fig. 3) Fig. 2 Fig. 3 O processo de criação da escultura exige muito cuidado, paciência e atenção. Foramprecisos muitos dias de dedicação para adquirir prática em esculpir. 11
  13. 13. MATERIAIS NECESSÁRIOS: Para realização do trabalho meu avô utiliza um canivete bemafiado. (Fig. 4) Fig.4 A escolha da madeira é muito importante, pois ela precisa ser macia. Meu avô e seuirmão reaproveitavam galhos secos, das árvores popularmente chamadas de cedro (Fig. 5),pinho e leiteira, encontradas perto de casa. Além disso, eles coletavam restos de madeira deserrarias ou marcenarias. Fig. 5 A melhor opção de ambiente para esculpir era a área dos fundos da casa ondeocorria bastante luz. Segundo meu avô, a etapa de criação mais difícil eram os olhos. Primeiramente elefazia o queixo e pescoço, depois a testa e o nariz, e por fim os olhos. Depois de prontos eledecidia se envernizava ou não os bonecos.CUIDADOS COM O MEIO AMBIENTE: Os resíduos gerados pelo serviço eram pequenaslascas de madeira que posteriormente, poderia ser utilizado em outros trabalhos artesanais. Meu avô esculpiu vários caras de pau e presenteou minha mãe e minhas tias. 12
  14. 14. Ele criava os bonecos por prazer e realização pessoal. FONTES PESQUISADAS: Entrevista informal. FOLDER: “O cara de pau” Produzido por Vicente TÍTULO: Arte/Ofício – Técnico em Eletrônica AUTORIA: ELENICE GONÇALVES RODRIGUES Matrícula:112095011 INTRODUÇÃO: X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX HISTÓRIA:XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 13
  15. 15. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 14
  16. 16. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 15
  17. 17. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 16
  18. 18. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX 17
  19. 19. TÍTULO: Arte/Oficio: Artesanato com ferro reciclado e madeira de demolição AUTORIA: ERICA PIPAS MORGADO Matrícula: 112095041INTRODUÇÃO: Este trabalho relata sobre um artesão chamado Marcelo José Gouveia,de 35 anos, que mora no Estado de Minas Gerais. Ele produz um artesanato com metaltípico da sua cidade e sustenta toda sua família atra vés desse oficio. Será mostrada a suaprática através de um vídeo onde poderemos observar suas condições de trabalho, bemcomo a estrutura local.BREVE HISTÓRICO DA VIDA PROFISSIONAL: Iniciou sua vida trabalhando de pedreiroainda adolescente, teve 2 filhos no primeiro casamento ( 10 e 16 anos) mas separou -se.Posteriormente, já com 25 anos, tornou -se entregador de artesanato para um artesão dolocal. Um ano depois, de entregador passou a ser ajudante do artesão (cortador de chapa)nesta mesma época, com 26 anos, quando conheceu sua atual companheira Luana que játinha um filho hoje com 8 anos. Hoje, Marcelo tem 35 anos e sua companheira Luana tem 24anos, juntos eles tiveram 3 filhos atualmente: 1, 3 e 5 anos. Após mais um ano nesse trabalho de ajudante, tornou-se sócio e 2 anos depois abriuseu próprio negócio. Vale ressaltar que Marcelo aprendeu seu oficio observando o artesãoque lhe deu a primeira oportunidade na vida (seu ex -patrão e ex-sócio). Nunca fez cursoalgum. Comprou seu material com seu suor, vive de aluguel e sustenta sua família com avenda de seus produtos somente para lojistas e eventualmente para particular.ACHADO POR ACASO: Como cheguei até o artesanato do Marcelo. O 1 º CONTATO: Em um passeio de férias, meus pais tomaram como destino Tiradentes em setembrode 2010. Apreciando o artesanato local, depararam com uma casa humilde com desenhosna porta que chamaram a atenção. Meu pai resolveu parar e descobriu uma lojinhaimprovisada onde o Marcelo vendia seus materiais. De tão refinado e com muitos detalhes,ficaram encantados com tanta destreza de sua esposa em fazer cortes na folha de metalpara que essa se tornasse uma flor e assim, constituir varias peças decorativas. No primeiro momento, Marcelo apresenta o seu ateliê num local inade quado,diretamente exposto ao sol, sem condições de realizar dignamente o seu trabalho.Atualmente desativado (foto abaixo). 18
  20. 20. Visão interna do Visão externa do loc al antigo de trabalho. A seta loc alantigo de trabalho indica onde era a sua bancada2 º CONTATO: Em uma segunda visita, ele já está instalado em novo local de trabalho, aolado da lojinha, onde preparou melhor sua bancada e suas ferramentas de trabalho comuma cobertura mais favorável para a realização do seu oficio. (a casa da família ficaintegrada a lojinha, nos fundos da mesma). Mesmo carro que ele fazia as entregas do artesão (ex-sócio) a dez anos atrás. Visão panorâmica do local atu al Novo local de tra balho3 º CONTATO: Em Janeiro de 2012, fui ao encontro do Marcelo por indicação dos meuspais. Deparei-me com crianças em seu local de trabalho e sua esposa a cortar as folhas demetal. As condições não foram agradáveis, porém, vê o esforço dessas duas pessoas, adedicação ao trabalho para o sustento da família, foi muito interessante para a abordagemfutura do meu trabalho, onde retornei especialmente para finalizar o mesmo.O OFICIO/ A ARTE: ARTESANATO EM METAL: O trabalho realizado por eles dependedas encomendas que são solicitadas por lojistas já clientes do Marcelo. Clientes estes devárias partes do Brasil: Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul... O seu oficio depende de algumas ferramentas e materiais que ele compra na própriacidade, tais como as chapas de metal, os eletrodos, liga de solda, a tinta látex e acetinada.As ferramentas como compressor, lixadeira, tesourão, alicate são necessários para afabricação do produto. 19
  21. 21. Relacionando a prática do oficio com a saúde, pude observar que a segurança noambiente de trabalho é um risco a saúde do Marcelo, da Luana e das crianças.( não se temequipamentos de segurança e vestimenta adequada) No vídeo observamos com clareza as condições de trabalho. ”A roupa rasga, queima,queima o sapato”. As mãos não têm proteção para a tinta, que é tóxica, as crianças brincamno mesmo ambiente de trabalho dos pais onde se encontram materiais cortantes eperigosos. A mãe limpa as mãos com gasolina par retirar a tinta nas crianças e nela mesma,o solo não tem proteção, a tinta que respinga da p istola ao pintar as peças contaminam osolo. Antes ele trabalhava no tempo, o sol muito forte e a chuva eram um problema para asua prática. Depois que passou para o galpão, a instalação físicaficou favorável ao trabalho. As inspirações vêm da própria natureza no caso das flores e das árvores, mastambém da sua imaginação.ENVOLVENDO O MEIO AMBIENTE NO OFICIO: Apesar de existirem alguns problemasquanto a prática do oficio, é importante salientar que todo resíduo que é descartado (cortedas chapas de metal, restos de solda e ferro) são vendidos para reciclagem, garantindo quenada é desperdiçado, Luana junta tudo na mesma hora que recorta as chapas.) Inclusive, amadeira que utiliza para emoldurar seus trabalhos, são madeiras de demolição,reaproveitadas de batentes de portas antigas. Agregando em seu trabalho um maior valor edessa venda para a reciclagem ele compra a madeira e reaproveita-as. A base de troca,começou a utilizar peças de carros para incrementar seu trabalho. 20
  22. 22. “Reaproveito peças de automóveis, bicicletas para fazer abajur, lustres...”PRAZER NO TRABALHO: Relata que trabalha de 12 a 14 horas por dia, dependendo dospedidos. Mas, diz que por estar em casa, junto com sua família, “Tudo é mais tranquilo, émais prazeroso”. Nos finais de semana ele tira umas horas de folga a noite para sair com ascrianças, por que: ”Toda a família precisa de um lazer mas, a maior parte do tempo, ficamosem casa”. Quando as crianças vão para escola eles aproveitam pra agilizar o trabalho eLuana a limpeza da casa. Detalh e: e mbalando com Marcelo, Eu ( Erica) Luana Eu e as crianças plástico bolha para não danificar a peça. Comentam que o local ainda não é o ideal para as condições de trabalho, que nãotem como investir muito para aprimorar, pois pagam aluguel. Contudo, muito já se progrediu.As crianças nunca ficaram doentes. Marcelo e Luana sentem- se bem na prática deste of icio,pensam que poderia ser melho r. “Às vezes ficamos cansados”, Luana relata de dores nascostas, mas: “Nada que um banho não resolva, ficamos muito tempo aqui no galpão eperdemos a noção do tempo”, “(...) gosto muito do que eu faço, acho bom quando aspessoas elogiam, tenho vontade de f azer mais!” 21
  23. 23. CONCLUSÃO: Observando que as condições não são totalmente adequadas à prática dooficio, que as limitações econômicas são fatores pertinentes e visíveis, pode-se dizer que afamília está unida em torno de um ideal de vida que gira em torno da c riação dos filhos. Quemesmo compartilhando o trabalho e a própria vida afetiva e, além disso, mesmo com asrestrições sociais, encontramos simpatia, comunicação, mínimo de informação,pensamentos e ideias sustentáveis, percepções diferenciadas sobre o mer cado de consumo(quando ele vende para lojistas e monta sua linha de produção). A qualificação profissionalnão faz a diferença nesses protagonistas, pois participam da economia das mais diversasformas (quando trocam mercadorias e quando vendem para reciclagem). São facetas daquestão social e econômica de uma família que praticamente e só vive do artesanato queproduzem e, hoje, não foi apenas vista como vendedores de peças artesanais, mas aquelamais próxima de muitas realidades em todo o Brasil.O MÉTODO UTILIZADO PARA A REALIZAÇÃO DO TRABALHO: Foi realizada afilmagem do local, do oficio propriamente dito, e uma entrevista informal do Marcelo e daLuana, a fim de colher dados a respeito da vida profissional. Por razões de timidez nãoquiseram falar diretamente sobre o assunto para a câmera, mas f ui autorizada a filmar e tirarfotografias do oficio e dos produtos por eles realizados, bem como tirar fotos deles e dascrianças.(OBS: Com intuito de preservar a identidade das crianças, aparecem sem m ostrar o rosto!).FONTES PESQUISADAS: Para a realização do vídeo, foram feitas buscas no sitewww.youtube.com.br e editados os seguintes vídeos: SEBRAE-MG. O artesanato é a fonte de renda de mais de 500 mil pessoas em Minas Gerais. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=lm09hvsNr9k&feature=youtube_gdata_playe Acesso em: 20 de março 2012. GLOBO COMUNIDADE. Artesanato e dicas do SEBRAE. http://www.youtube.com/watch?v=lm09hvsNr9k&feature=player_detailpage Acesso em: 20 de março 2012. 22
  24. 24. VIDEO PRODUZIDO: http://youtu.be/uc8d4xplgakFOLDER: Foi confeccionado um texto síntese da história pesquisada, como se fosse ajudarna divulgação do trabalho ou arte. Pode ser usado como uma etiqueta narrativa do produtoou folder de divulgação. Conhecendo um pouco da rotina de v ida, segue um resumo da arte que você vai adquirir: Esta peça é produzida por Marcelo José Gouveia e Luana, sua esposa que o ajuda no corte das chapas de ferro. Na casa onde v ivem, em Minas Gerais- Brasil, montaram o próprio negócio e sustentam a família.. Marcelo nunca fez curso, aprendeu observando outro artesão no seu oficio, e assim desenvolve seu papel de artesão com destreza e satisfação. Montou sua linha de produção e tem como público-alv o os lojistas da região e de todo o Brasil. Para a realização das peças artesanais, Marcelo utiliza ferro reciclado, peças de carros e bicicletas. Os resíduos que produz, serve de base de troca para a confecção do seu produto. A madeira que emoldura alguns de seus trabalhos é de demolição - de batentes de portas antigas, fundamentais para a valorização do seu trabalho. O mais importante é a consciência de bem estar e de contribuir para a preservação da natureza. A família tem atitudes de cada vez mais melhorar as condições de trabalho, incentiva o estudo dos filhos e tem pensamentos sustentáveis, quando reutiliza e troca materiais na fabricação das peças que irão embelezar a sua loja e colocar na casa dos seus clientes uma peça feita com muito carinho e respeito ao meio ambiente, incluído v ocê, que faz parte dele. Erica Pipas Morgado Conteúdo ex terno Conteúdo interno TÍTULO: Arte/Oficio: A arte de confeitar AUTORIA: JULIA GOMES CABRAL Matrícula: 112095015INTRODUÇÃO: Senhora Palma confeita bolos a mais de cinco anos. Ela tem dois filhos, emesmo antes deles começarem a trabalhar, sempre fez tudo sozinha. Essa inspiração, esseprazer em confeitar bolos, veio dela mesma; ninguém a influenciou. Ela sempre dedicou oseu tempo a fazer o que mais gostava. A mais ou menos dois ou três anos, ela faziaencomenda de salgadinhos, pizzas, além de vender quentinhas. Ela sempre fez tudo commuita dedicação e até hoje ela é assim. Antes de começar a trabalhar com comida, elacosturava roupas para crianças (vestidos, blusas, calças, entre outros), além de fazerdecoração de quarto.HISTÓRIA: Ela aprendeu a confeitar sozinha, pois nunca fez curso de confeiteira. O únicoque fez, foi um curso manual por três anos. Ela pretende fazer um curso de especialização,para poder aprender melhor a fazer bolos em formato de camisas de futebol,decoração,árvores, e todos esses formatos que requer mais trabalho.Atualmente, além dela 23
  25. 25. fazer bolos ,é uma dona de casa.Ela tem muitos clientes. Faz bolos para padarias, igrejas,pizzarias e outros lugares que também são muito conhecidos, no lugar onde ela mora. Antigamente, ela disse que demorava quase uma hora para confeitar, e com i sso nãopodia aceitar fazer tantos bolos como ela faz hoje. Ao longo do tempo, ela foi adquirindoprática, e hoje ela confeita um bolo em menos de oito minutos. Confeitar bolo é uma açãoque requer paciência e técnica, além de coordenação motora e criativi dade. No inicio dessasua carreira, ela tentou fazer bolos em formato de morango, camisetas, mas disse quegastava muito tempo. “Se com um bolo simples eu já fico toda atarefada, imagina se eufizesse esses tipos de bolo”-disse ela. Por isso que hoje em dia ela decidiu fazer somentebolos simples. Dona Palma contou também que quando o marido dela tinha carro, elamesma que levava os bolos até as clientes, depois que o marido vendeu o carro, ficoucomplicado para ela entregar os bolos. Mas isso não se tornou um problema, pois asclientes vão a casa dela buscar os bolos. Quando se faz um bolo, coloca -o em um suporte e depois entrega para as clientes.Porém existe muita gente que não devolve esse suporte de bolo. Quando o suporte é feitode papel coberto de alumínio, não há problema algum, pois é descartável; contudo se osuporte for de acrílico acaba saindo caro para a confeiteira. Ao longo da entrevista, ela disse que houve dias em que teve que fazer mais de setebolos. Quando isso acontece, ela acorda umas cinco horas da manhã para começar aconfeitar. Se ela não acordar essa hora, ela disse que atrasa tudo, incluindo o almoço. Poisao mesmo tempo em que ela esta confeitando, ela também esta refogando a carne, fazendoarroz e feijão; e isso tudo com muita a tenção e dedicação. Ela contou que esta acostumadacom a “correria” e não há nenhum problema em ir adiantando o almoço ao mesmo tempo emque confeita o bolo. Ela relatou que faz bolos de domingo a domingo incluindo feriados. Qualquer dia queaparecer um pedido, ela faz. No dia da entrevista (que foi em um sábado) ela ia sair detarde, e contou que se não falasse para as clientes que tinha compromisso, já teria maiscinco bolos para ela fazer, ou seja, os quatro bolos, mais os cinco que ela recusou.PRÁTICA DO OFÍCIO: Para realizar essa arte de confeitar, ela precisa esta com osingredientes a mão. Antes de tudo ela precisa preparar a massa do bolo um dia antes paradar tempo de esfriar, pois quando a massa esta quente é muito ruim de trabalhar. No diaanterior ela adianta umas três massas, para no dia seguinte confeitar essas três e mais asduas massas que ainda estão faltando. 24
  26. 26. Ela começa pré-aquecendo o forno. Enquanto o forno esquenta, ela vai preparandoas outras massas. Ela separa os ingredientes que irão para a batedeira, dos que não irão.Por exemplo, primeiro ela coloca a clara do ovo, junto com um pouco de margarina e bateate formar uma substancia homogênea,que será utilizada para fazer o glacê do bolo. Apósisso,ela mistura outros ingredientes na batedeira,como a gema do ovo,copos de farinha detrigo,fermento e por último leite morno. Enquanto os ingredientes estão na batedeira,elacomeça a adiantar outro bolo.Esse outro bolo é de abacaxi. Ela primeiro prepara a calda dobolo,com o suco do abac axi. Ela retira a casca e ferve até sair um suco ( é esse suco queela molha o bolo,e faz o recheio). Após fazer essa calda, ela retira os ingredientes queestavam na batedeira. Na fôrma onde ela os colocará, ela passa farinha de trigo para amassa não grudar. Após esse procedimento ela coloca os ingredientes que estavam nabatedeira na fôrma e leva-os ao forno. Enquanto essa massa assa ela confeita o bolo deabacaxi.MATERIAIS: Para confeitar os bolos ela utiliza diversos utensílios. Por exemplo,para fazeras estrelinhas e corações ela usa uma forminha e a massa é um tipo de pasta americana.Para deixar essa pasta com cor,ela aplica corante para obter a cor desejada.Exemplos de fotos mostrando a pasta americana e as forminhas. Para colocar a massa do bolo ela utiliza fôrmas e assadeiras de diferentes tamanhos;para misturar os ingredientes ela usa uma batedeira,ou um batedor de massa e ovos.Utilizatambém um suporte para por o bolo,espátulas para a pasta( estas espátulas são muito boaspara manusear pasta americana) ,rolo para alisar a massa,além de sacos de confeitar (ossacos podem ser descartáveis ou de materiais de plástico ou de metal ). Exemplos com fotos de saco de confeitar (Um já está pronto e sendo a plicado no boloe no outro saco de confeitar está sendo colocado outro glacê para confeitar mais um bolo). 25
  27. 27. Os Bicos e sacos de confeitar são os que dão os formatos mais diferentes nacobertura. Existem diferentes tipos de bico para confeitar. Tem-se o tipo pitanga aberta, queé usado para criar estrelas e flores; tem a pitanga fechado; flores especiais, esse tipo possuium pequeno pino preso internamente no centro, que garante o formato da flor, e entreoutros. O desenho azul é a pitanga fechado, e o rosa é a pitanga aberto. Muitos bolos são temáticos, e nesse tipo usa-se geralmente o papel arroz, referenteao tema que a pessoa deseja. (fotos de papel de arroz)RISCOS À SAÚDE E AO AMBIENTE: Depois de fotografar os utensílios e as cenas dotrabalho na arte, observei poucas situações de risco. Em relação à saú de notei o excesso decorante (Ela utiliza uma pequena quantidade, somente na hora de colorir a pasta americana,porém, a grande maioria que está nessa área utiliza de forma exagerada, cobrindo o bolotodo,por exemplo), em relação ao ambiente ela mostrou que se preocupa, pois joga os 26
  28. 28. variados lixos em sacolas diferentes, já o modo como se faz, requer atenção, pois se apessoa for distraída , pode acabar queimando os ingredientes além de se queimar também. O que mais observei de interessante é o modo como se faz a calda de abacaxi (quealém de deixar um gosto bom,deixa também um aroma maravilhoso) e as táticas que elaadquiriu ao longo de todos esses anos . Esse trabalho de confeiteiro afeta diretamente os sentidos humanos, principalmente opaladar, portanto ele detém em suas mãos uma obrigação e tanto, pois com seus produtosele vai atrair ou afastar possíveis consumidores. Embora haja um certo glamour em tornodesta profissão, ela exige trabalho árduo. Deve-se disposto a trabalhar duro, para conquistarum espaço cada vez maior nesta área.FONTES PESQUISADAS: Foi realizada uma entrevista informal com a doceira. Fotos doseu trabalho.ETIQUETA NARRRATIVA: TÍTULO: Arte/Oficio: LIXO MOVIMENTANDO PRODUÇÃO, ARTE E RENDA. AUTORIA: MARIANNA AMORIM DE BARROS FERREIRA Matrícula: 112095018INTRODUÇÃO: O ofício escolhido é um trabalho comunitário chamado Projeto LIMPAR,cujo significado é LIXO MOVIMENTANDO PRODUÇÃO, ARTE E RENDA. O projeto buscacontribuir de forma transversal para o alcance dos objetivos do Milênio, através de açõesdesenvolvidas pelo Centro Comunitário Lídia dos Santos – CEACA VILA, no Morro dosMacacos, situado no bairro de Vila Isabel, município do Rio de Janeiro. Tem como propostapromover a reconstrução das relações da comunidade com o lixo produzido, através dacriação de um espaço que permita a transformação do lixo em recursos para aquisição dealimentos, roupa, utensílios, e demais produtos necessários a vida cotidiana das pessoas. 27
  29. 29. PROPOSTA: A proposta do projeto visa promover o processo de conscientização ambientale cultural, melhora nas condições de saúde e higiene, geração de trabalho e renda, geraçãode arte com material reciclado, estímulo a escolarização, e até mesmo mudança na estéticada comunidade, contribuindo para a melhora na qualidade de vida, uma vez que o proje totem como meta a redução do acúmulo de lixo nas encostas e demais locais inapropriados,atuando com o foco na educação para o desenvolvimento sustentável.LIDERANÇA DO TRABALHO: Regina é a pessoa ativa que comanda o projeto receptandoobjetos da comunidade que seriam jogados fora [materiais recicláveis] e reaproveitando deforma artesanal e criativa estes que em sua produção final viram Pufes, poltronas,petisqueiras, bebedor de água para beija flor, moringas, carregadores para celular e outros.Esses materiais recicláveis são trocados pelos moradores por alimentos não perecíveis emateriais de limpeza. ‘‘ O objetivo é limpar a comunidade e ampliar cada vez mais o número de pessoasbeneficiadas com o projeto. ’’ – Regina Para fazer esse trabalho Regina tem no seu currículo cursos como: reciclagem,aproveitamento de material inorgânico e lixo inserido na questão ambiental, artesanato, alémde participação em palestras, eventos e aprendizagem com alguns moradores dacomunidade, através da troca de conhe cimento nos cursos de artesanato oferecidos pelopróprio projeto. Como f ormação possui apenas o ensino médio e a dedicação de cada diafazer melhor o seu trabalho.ELEMENTOS QUE COMPÕEM CADA OBJETO ECOLÓGICO E SUA PRODUÇÃO :Objeto 1 - Petisqueira-garrafa pet, cola branca e papel crepom.PRODUÇÃO DA PETISQUEIRA: Primeiramente lavar a garrafa pet de modo que fique bemhigienizada, fazer um corte na parte inferior da garrafa, reservá-la, pois ela que será usada.Pegar o papel crepom e cortar em tiras, os fios são amarrados em uma de suas pontas emuma batedeira e a outra ponta em um local de apoio, exemplo, maçaneta de uma porta ougrade de um portão, em seguida ligue a batedeira e ela por si só irá enrolar os fios decrepom. Juntar três f ios de cores va riadas e fazer um trançado. Pegar o fundo da garrafaPET que foi reservado e colar com cola branca os trançados de crepom de cima para baixoaté os espaços ficarem ocupados modelando -a. Assim é feita a petisqueira. Utilidade: Servepara colocar condimentos, como torradas, biscoitinhos e petiscos. 28
  30. 30. Objeto 2 - Pufe- 32 garrafas PET de Coca-Cola, papelão, revista, caixa de leite, espuma, cola e fita adesiva.PRODUÇÃO DO PUFE: Primeiro as garrafas são lavadas para estarem higienizadas, emseguida todas as garrafas são cortadas para serem colocadas uma dentro da outra, de duasem duas, para o Pufe ter mais sustentação, o terceiro passo é cortar os papelões de formaquadrada e depois colá-los junto às garrafas para se modelarem no formato quadrado, entãoas fitas adesivas podem ser colocadas em volta para prender as garrafas e o papelão, porcima coloca-se a espuma e para fazer o acabamento são usadas caixas de leite abertas emtodas as partes do Pufe, em seguida para dar o acabamento final são coladas com fitasadesivas folhas de revistas ou retalhos para darem o design do Pufe. Utilidade: É utilizadocomo móvel para decoração em vários ambientes como bibliotecas, salas de leituras, salasde estar, espaços de exposição e para confortar pessoas em suas casas.Objeto 3- Carregador de celular ou porta celular- garrafa pet de 600 ml, papel crepom colorido e cola branca.PRODUÇÃO DO CARREGADOR DE CELULAR :O primeiro passo é cortar as garrafas jálavadas na horizontal e abaixo do meio, mas deixando um espaço para cortar a garrafa emcima fazendo o formato de uma alça, em seguida pegar os fios de crepom em uma de suasextremidades e amarrar a fita em uma batedeira e a outra extremidade amarrar na maçanetade uma porta, assim estique os fios e ligue a batedeira, ela começará a enrolar os fios decrepom, faça isso repetidas vezes com fios coloridos, pois revestirão a garrafa, depois cole-os no porta celular já cortado com cola branca modelando os fios na pet. Então está feito oporta celular. Utilidade: Serve para colocar aparelhos celulares e serem carregados.Objeto 4- Moringa- garrafa pet de 600 ml, tampa, papel crepom e cola branca.PRODUÇÃO DA MORINGA: O processo é simples, usa-se a garrafa inteira e sua tampa,confeccionando apenas o exterior da garrafa com o crepom que antes é enrolado com oprocesso semelhante ao do carregador de celular, e sem seguida usando cola branca para acolagem e acabamento. Sua embalagem é feita também com uma garrafa de refrigerante,só que a de 2 litros.RENDA DO TRABALHO ECOLÓGICO: A renda obtida dos produtos que são feitos advémda venda através de uma revista da rede ASTA que está em circulação e que oferece esses 29
  31. 31. produtos a preços mais altos para um público externo e que compra no atacado. No projetoque fica na comunidade ess es produtos são comercializados a preços mais baixos. Oprojeto também tem participação em feiras e eventos externos que dão oportunidade daspessoas conhecerem os produtos e comprarem no varejo. Existe também a venda de algunsmateriais que não podem ser aproveitados para o artesanato, que são destinados àscooperativas de catadores de material reciclável.DESTINO DA RENDA: O dinheiro é destinado ao reinício do processo de reciclagem dosmateriais do projeto, ás aulas de artesanato para pessoas da comuni dade e para divisãoentre os membros que fazem parte da produção dos materiais artesanais.IMPACTO AMBIENTAL: Não há nenhum impacto ambiental na produção desses produtosecológicos, pois como o nome se refere eles são ecológicos e recicláveis, ou seja, sãoreaproveitamentos de objetos ou qualquer coisa que a população da comunidade local nãousa mais e jogaria fora e são feitos a mão, por meio de artesanato. Portanto não trazemnenhum dano ao meio ambiente, pelo contrário, o projeto age de forma a reduzir osimpactos ambientais, pois os resíduos que poderiam ser despejados em vielas, ruas,encostas e outros locais inapropriados na comunidade pelos moradores, são reaproveitadosnas oficinas artesanais e produtivas e ainda contribuem para educação ambiental dapopulação local.DE QUE FORMA CONHECI O TRABALHO? Conheci o trabalho comunitário através deuma pessoa conhecida que é assistente social e funcionária nessa mesma ONG quepromove o projeto LIMPAR. Ela mencionou o projeto e achei interessante pesquisar para otrabalho de Crítica, Consciência e Cidadania Socioa mbiental, pois é compatível com o quedebatemos em sala de aula e tem obtido resultados muito importantes para a comunidadeem que atua.Aprendizagem‘‘ Aprendi a reaproveitar e transformar objetos que seriam jogados fora causando danos aomeio ambiente em objetos úteis. Assim ajudo a comunidade a viver melhor e ao mesmotempo ao meio ambiente. ’’ - ReginaFONTES PESQUISADAS: O Próprio Projeto 30
  32. 32. FOLDER: Projeto LIMPAR (Lixo Movimentando Produção, Arte e Renda) O projeto tem como objetivo alertar e sensibilizar os moradores do Morro dos Macacos para a necessidade de diminuir a quantidade de lixo que é jogada de forma desordenada na comunidade. Esse mau hábito traz diversos danos à saúde, polui visualmente o local, traz mau cheiro e contribui para a proliferação de animais nocivos ao ser humano. A proposta do projeto é melhorar a qualidade de vida dos moradores contribuindo na resolução do problema do lixo e da má alimentação, porque através de uma “moeda verde” são trocados resíduos sólidos por alimentos não perecíveis e materiais de limpeza. Também são realizadas reuniões e palestras educativas, oficinas de artesanato com materiais recicláveis e orientações quanto ao destino e bom uso do lixo. Funcionamento: 2ª a 6ª feira de 08:00 às 17:00 “Esvazie seu lixo e encha sua panela” TÍTULO: ARTE/OFÍCIO- ARTISTAS. AUTORIA: SCARLETY HOHARA MASON Matricula: 112095024INTRODUÇÃO: ABRANGÊNCIA ARTÍSTICA- A arte, principalmente partindo de umpressuposto moderno, não é nada restrita a isso ou aquilo. O artesão é a pessoa queescolheu a arte como ‘’o que fazer da vida‘’, o que é invejável pois uni o útil ao agradável.Porém, encontramos muitas vezes artistas que não agregam valor comercial a sua arte.Tais como o poeta nada convencional do qual acidentalmente me deparei, que ao distribuirpoemas escritos pelo mesmo em fitas métricas, em um contexto nada esperado, fazendocom que esse tom de ‘’inusitado’’ chamasse atenção para o que ele queria dizer. Como paraqualquer outro doente mental, a arte é um instrumento de comunic ação dele com a 31
  33. 33. sociedade e por não restringir essa comunicação apenas a nível verbal, o doente mental criametaforicamente um mundo apenas seu, e não permite que o outro invada. É através dasdiversas formas de expressões artísticas que ele exterioriza seus sentimentos e permite umaponte de comunicação com o outro, como uma espécie de catalisador.HISTÓRIA: A inserção da arte no doente mental é uma terapia ocupacional já comum emseu.tratamento. Já famosos, há espaços como o Museu de Imagens do Inconsciente (Rio de J aneiro-1952), que foi fundado pela psiquiatra Nise da Silveira quando se viu inconformada com osagressivos métodos de tratamento, buscou novas formas terapêuticas para os seuspacientes com métodos expressivos e não pragmáticos conforme os da época. Dentro de ateliês surgem então verdadeiras obras de arte, onde a pintura e o desenhoespontâneos revelaram-se de tão grande interesse científico e artístico que logo deu umaposição especial a eles. Apesar de nunca haverem pintado antes da doença, muitos dosfrequentadores do ateliê, todos os esquizofrênicos, manifestavam intensa exaltação dacriatividade imaginária, que resultava na produção de pinturas em número incrivelmenteabundante, num contraste com a atividade reduzida de seus autores fora do ateliê, quandonão tinham mais nas mãos os pincéis. A pintura tornam -se passiveis de uma certa forma detrato, ainda que não haja nítida tomada de consciência de significações profundas. Oindivíduo dá forma a suas emoções, despotencializa figuras ameaçadoras.FONTES PESQUISADAS: www.ceaca.org.brCARTAZ: 32
  34. 34. TÍTULO: Arte/Oficio-.Arte com palito de fósforo AUTORIA: PEDRO CREALESE CAMPOS Matrícula: 112095022INTRODUÇÃO: A arte com madeira é conhecido pelo homem há muito tempo, desde oshomens das cavernas para construção de armas até hoje em dia, com objetos dedecoração,seja para casa, áreas públicas, etc. Mas nunca conheci alguém que fizesse tais obras alémde meu avo. Ex-engenheiro da Petrobras, sua verdadeira paixão foi a arte. Pintava eescrevia, porém o mais incrível era sua habilidade de construir obras incríveis com palitos defosforo usados em seu dia a dia. Portador da vaca louca devido a uma viagem à Inglaterrapor trabalho, doença neurodegenerativa que afeta o gado bovino, e que uma dasconsequências de tal doença são as tremedeiras e falta de coordenação motora que oimpossibilitaria de praticar tal atividade. 33
  35. 35. Igrejas, casas, pessoas e animais eram alguns dos vários objetos que ele fazia comfósforo. Objetos do dia a dia eram suas principais referências. Não retirava sua motivação apenas de objetos, mas de filosofias de vida e de ideiasabstratas qu retirava de livros, como as mãos da criação do universo, pensamentos de DomQueixote, passagens bíblicas dentre outros. A maior dificuldade era terminar seus trabalhos, pois ele para fazer uma área de20cm x 20 cm demora cerca de 20 minutos e seus trabalhos eram grandiosos e cheios dedetalhes, desde os olhos ate os dedos dos pés, era realmente de se admirar que um idosocom doenças graves poderia fazer trabalhos incríveis e com o pouco tempo que ti nha portrabalhar muito durante a vida toda. Esse estilo de arte é passado de pai para filho na minha família, e hoje, estoucomeçando aprender a fazê-lo, reconstruindo os antigos, quebrados pelo tempo e pela faltade atenção.MATERIAL UTILIZADO PARA A CONFECÇÃO: Os produtos utilizados para a produçãosão de fácil acesso, são eles:. Cola Branca. Palito de fósforo. Lixa de madeira. PaciênciaCOMO É FEITO: Se lixa fósforo por fósforo até que todos os lados fiquem lisos eexatamente iguais. Coloque cola em uma área lisa e depois lambuze os fósforos nela e vájuntando de forma que crie um quadrado ou a forma que você quiser, também é necessáriamuita paciência para que a cola seque e fique da forma desejada, pois o palito pode sair dolugar por algum motivo de fora (vento, gravidade e até mesmo o simples tocar no local podederrubá-lo). 34
  36. 36. IMPORTÂNCIA DO TRABALHO: A arte para ele era sua maior diversão e motivação para avida.FONTES PESQUISADAS: Próprio artesão.CARTAZ: Habilidade, destreza e paciiênciia. ili tr TÍTULO: Arte/Oficio- O abate de frangos AUTORIA: TAMIRIS XAVIER AMORIM Matrícula: 112095026INTRODUÇÃO: O projeto a seguir faz parte de uma entrevista realizada com o proprietáriode um aviário localizado perto de minha residência, em São João de Meriti, na BaixadaFluminense. T al pesquisa me proporcionou o aprendizado sobre um ofício totalmente fora daminha realidade de vida. 35
  37. 37. DESENVOLVIMENTO: O comerciante Antônio Oliveira Silva tem 42 anos e há 16 trabalhano ramo aviário juntamente com seu pai, o também chamado Sr. Antônio. A família morava em Recife e veio para o Rio de Janeiro em busca de uma vidamelhor, porém, com a situação financeira cada vez mais complicada, abriram um aviário e alimesmo faziam o abate dos frangos. T al função foi aprendida ainda em Recife, com pessoasque já possuíam experiência. O comércio foi aberto em 1996 e nessa época só trabalhavam ali pai e filho. Desde oinício as aves eram compradas em granjas e a matança era de modo primitivo; usavamsomente facas. Antônio, o filho, com seus apenas 26 anos não gostava muito do of ício. Torcia paraque seu pai não o deixasse sozinho no aviário, para que ele não tivesse que matar osfrangos quando chegasse algum freguês. Mas a situação era inevitável. Como não havia maquinário o abate dos frangos acarretava em muita sujeira, já que afalta de experiência tornava difícil o manuseio das aves, que se batiam e espalhavamsangue para todo lado. Com o passar dos anos o comércio se aprimorou e o Sr. Antônio comprou umadepenadeira, funis e contratou uma pessoa para fazer somente o abate dos frangos. Atualmente pai e filho dividem a carga horária do comércio, atuam somente noatendimento aos fregueses e na limpeza do local. Os comerciantes abrem o aviário todos os dias da semana. Vendem diariamentecerca de 30 a 40 frangos, e além destes, vendem também ovos e condimentos. Aosdomingos comercializam também os frangos já assados. Como toda profissão, esta também possui seus riscos. Eles trabalham com facasmuito bem afiadas, água fervente para ajudar a depenar os frangos, além de passarem amaior parte do dia respirando em um ambiente com um odor pouco agradável e com muitaspenas. Ainda necessitam cuidados no manuseio das aves, pois as unhas das mesmasmachucam. O descarte dos resíduos gerados no abate dos frangos infelizmente é feito em lixocomum, recolhido todos os dias pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comburb) eprovavelmente levado para algum lixão, local de destino da maior parte dos resíduosgerados na cidade. Mesmo com todos os anos de experiência e com tudo que já conquistou em sua vidadevido ao comércio aviário, Sr. Antônio fez questão de ressaltar que não aconselha esseofício como profissão para ninguém. Relatou que no princípio sofria ao ter que abater osfrangos e até os dias atuais, não se sente confortável com a situação. 36
  38. 38. CONCLUSÃO: Durante a realização do projeto foi possível visualizar com proximidade eclareza de detalhes as dificuldades enfrentadas na prática do ofício apresentado. Com isso,passei a observar mais profundamente o trabalho realizado por diversos profissionais, quecom suas habilidades, facilitam a vida alheia.FONTES PESQUISADAS: O comerciante Antônio Oliveira SilvaFOLDER: Venham todos conferir as ofertas do Venham todos conferir as ofertas do Aviário da Família Oliveira!! Temos frangos inteiros Temos frangos inteiros ou em pedaços, galos, miúdos, de galos, miúdos, ovos brancos e de galinha caipira, além condimentos caipira, além de todos os condimentos que faltavam na sua cozinha. Nossos preços são populares e os produtos fresquinhos. Atendemos sempre fresquinhos. Atendemos todos os dias das 8hs às 20hs e aos domingos temos também aquele suculento frango assado. também aquele suculento frango assado. TÍTULO: Arte/Oficio- A arte do artesanato com arame AUTORIA: JULIA LADEIRA Matrícula: 112095033INTRODUÇÃO: Com uma touca de tricô com as cores da Jamaica que esconde e segura osdreads do cabelo, um corpo cheio de tatuagens de símbolos com significados distintos euma barba de respeito, Ítalo aborda as pessoas que passam pelo calçadão e tenta conseguirum pouco de sua atenção para que sua arte seja notada. Ele vem fazendo isso há dez anose já desceu o Brasil viajando e mostrando suas técnicas para diferentes áreas. Ítalo, que jáestá no Rio há 5 meses, anda pelo calçadão com seu arame enrolado no braço e alicate e, 37
  39. 39. depois de pedir aos passantes para fazer uma perguntinha “só por educação”, descobre se apessoa gosta de arte ou não. Para os que gostam, o prêmio é vê-lo fazer em menos de doisminutos um anel que pode ser de estrela, coração ou clave de sol. Depois de ganhar asimpatia do cliente e de mostrar suas habilidades (por ele batizada de “mãos mágicas”), eledeixa à critério do cliente julgar quanto sua pequena arte feita na hora vale. Além da arte itinerante, ele também tem seu “ponto”, que divide com mais um amigo euma filhote de vira-lata, a Estrela. O mesmo local onde acampam na praia é onde estendemseus panos e arrumam suas obras que vão além dos anéis e brincos de arame e passampor faixas, tornozeleiras de linha e aranhas e escorpiões de arame. Conseguindo dinheiroaos poucos, os dois vivem a vida calma e ao mesmo tempo de luta que é morar na praia. Ao entrar na praia procurando, inicialmente por esculturas de areia, fui rapidamenteabordada pela figura simpática e excêntrica que Ítalo se mostrou ser. Como por causa dachuva os escultores de areia não estavam mais na praia, resolvi tentar mudar o que estavaimaginando que entrevistaria. Expliquei a situação e perguntei se podia entrevistá-lo e, apósseu choque inicial, ele se mostrou totalmente aberto e até bastante empolgado com asituação de ser filmado. Como ele próprio colocou: “Ítalo em Hollywood!”. Fez questão de melevar até onde seu amigo, seu cachorro e seus pertences ficavam e rapidamente após asapresentações ele começou a arrumar seus artesanatos montando um cenário. Depois deme mostrar cada uma das peças que ele fazia, fil mei -o enquanto ele fazia meu anel deestrela. Em seguida, enquanto Ítalo, que se mostrou bem mais extrovertido que o amigo,resolveu abordar uma adolescente que passava olhando para o artesanato, enquanto isso,filmei um pouco do trabalho de seu amigo. A falta de extroversão de seu companheiro eracompensada por paciência. Seus artesanatos levavam em torno de 3 horas de trabalho paraficarem prontos. Decidi fil mar seu trabalho por partes, pois ele já estava se mostrandodesconfortável com a câmera em foco. Passei para a entrevista de Ítalo, que apesar de tergostado da ideia no início, agora estava ficando tím ido. Porém mais tarde acabou ficando àvontade e fez piadas, sempre preocupado se estava em foco. Acabada a entrevista, voltei a filmar o trabalho um pouco mais adiantado de seucolega e depois fomos aos números. Cada par de brincos ia de 10 a 15 reais. As aranhas eescorpiões pequenos eram 10 e os grandes, 20 reais. Ao final, de presente me deram umatornozeleira e dois anéis e comprei um par de brincos de cada. A entrevista não pôde serexibida em forma de vídeo por causa da praia, que atrapalhou o áudio, então segue abaixo aentrevista com Ítalo: 38
  40. 40. Júlia: Você é o Ítalo, não é?Ítalo: Isso.Júlia: Você está fazendo isso há quanto tempo?Ítalo: Agora vai fazer uns dez anos.Júlia: Dez anos? Caramba... E como você começou? Você aprendeu a fazer essas coisassozinho ou te ensinaram?Ítalo: Algumas coisas eu fui aprendendo sozinho, outras me ensinaram.Júlia: E você é de onde?Ítalo: Eu sou do Piauí.Júlia: E você começou lá e, como você veio parar aqui?Ítalo: Eu vim viajando. Passei por Fortaleza, Natal, Paraíba, Recife, Aracaju, Bahia...Júlia: E veio fazendo isso o tempo todo?Ítalo: O tempo todo. O tempo todo, todo o tempo.Júlia: E como vocês se conheceram?Ítalo: Eu conheci ele aqui.Júlia: Ah, aqui no Rio de Janeiro? E ele já fazia isso ta mbém, ou vocês aprenderam coisasum com o outro?Ítalo: Não, não...Júlia: Então cada um faz suas coisas?Ítalo: Cada um faz suas coisasJúlia: E quanto tempo leva pra fazer cada coisa dessas, mais ou menos?Ítalo: O brinco? Dez minutos.Júlia: Dez? Só?Ítalo: É.Júlia: E os anéis de coco, vocês fazem também?Ítalo: Faço.Júlia: Esses levam mais tempo, né?Ítalo: Mas esses a gente já comprou pronto. Faz também, mas é mais complicado por causada máquina...Júlia: A coisa que você faz com o arame, na hora, já tem um preço ou a pessoa dá quantoquiser?Ítalo: Não, é quanto quiser. Depende da pessoa, vai do coração, entendeu? As vezes deixadez, vinte.Júlia: E o resto tem preço?Ítalo: Ah, o resto tem. 39
  41. 41. Júlia: Que horas você chega aqui? Ou vocês moram aqui na praia?Ítalo: A gente mora aqui. A gente acampa aqui na praia.Júlia: Ah, então vocês trabalham a hora que vocês quiserem? Dizem a hora que quertrabalhar ou não quer...Ítalo: É, a gente trabalha quando tem vontade. Meu patrão sou eu. (risos)Júlia: Onde você compra o material pra fazer por exemplo o cordão, ou os brincos?Ítalo: No Saara. Antigamente a gente achava na praia, osso de tubarão, tartaruga. Mas hojeem dia não pode mais não...Júlia: E por que você escolheu fazer isso? Você gosta disso tudo?Ítalo: Ah, eu gosto. Gosto de arteJúlia: E as pessoas? Geralmente vem falar com vocês ou passam direto e nem olham?Ítalo: Não, sempre vem. Quem mete o olho, a gente chama.Júlia: Ah, então tem que ter um teatro, né?Ítalo: (risos) É, tem que ter uma técnica.Júlia: E você vaificar aqui? Ou vai continuar viajando?Ítalo: Não, vou ficar aqui...Vou ficar aqui.Júlia: Gostou daqui?Ítalo: Gostei, gostei muito.Júlia: E se passar mais alguém que faça isso, fica aqui com vocês?Ítalo: Fica, fica... Se for artesanato, né? Se comprar pronto não fica não.Ítalo: E como é o número da sua turma pra eu mandar um “oi”?Júlia: Não tem número, mas pode mandar um oi pro “pessoal da ciência ambiental”Ítalo:Oi, pessoal da Ciência Ambientation! Tô chegando por aí! (risos) Exemplos como o de Ítalo e das pessoas que ele foi conhecendo em sua viagem nosmostra que a arte é mais importante do que é considerada no Brasil. Se uma arte tãosimples é capaz de sustentar uma pessoa por tanto tempo, havendo incentivos oficiais aesses tipos de atividade, apenas aumentam as chances que as pessoas que vivem dissotem de darem certo. Além disso, uma realidade como a deles é algo fora do pensamento de muita gente,pois são pessoas que conseguem utilizar o dinheiro apenas para o essencial. E, talvez atépor consequência disso, elas vivam e valorizem aspectos da vida que as pessoas que vivemcom mais dinheiro e que já estiveram em vários lugares jamais perceberão. Como saberqual é a melhor maneira de se viver? 40
  42. 42. VÍDEO PRODUZIDO: http://www.youtube.com/watch?v=c03IYZKXBrY&feature=youtu.be TÍTULO: Arte/Oficio- Desiner AUTORIA: FERNANDA SILVA DE REZENDE Matrícula: 112095050INTRODUÇÃO: Meu trabalho fala um pouco do artista André Bringuenti (42), que além deter sido meu visinho, é amigo da minha família. Foi com essa proximidade que conheci epassei a admirar o seu trabalho. Mas, ainda não tinha tido a oportunidade de conferir e entender cada processo que éfeito pra que no fim chegue a esse belíssimo resultado. A escolha do André pra ser o personagem desse trabalho, foi por admirar o sua arte esua história. Que mesmo com algumas dificuldades busca na arte um meio de seguir emfrente e dar a volta por cima.HISTÓRIA: SEGUNDO ANDRÉ BRINGUENTI. “ A arte sempre esteve presente na minhavida, desde criança, na escola quando tinha que fazer os desenhos dos trabalhos de todomundo”. Aos quinze anos fiz um curso de decoração de ambiente, meus amigos jogando bola, eeu de régua T embaixo do braço, indo para o centro da cidade dividir a sala com pessoas,que na média tinham o dobro da minha idade. Depois me afastei, indo trabalhar como representante comercial. Em 2001 me mudeipara Nova Friburgo, lá retomei as pinturas, mon tando um estúdio no caminho para Lumiar. Posso me considerar um autodidata, pois não fiz nenhum curso voltado para arte,tenho muita vontade, mas nunca fiz. Com a relação ao objetivo do meu trabalho, é engraçado, pois sempre tem um fundocomercial, mas é bem legal quando consigo me desvencilhar e a arte corre solta, sem 41
  43. 43. preocupação a valores e agrados. Só fluidez e inspiração, inspiração essa que busco emvárias fontes: pesquisas, livros, passeios, conversas, artes, pensamentos... Entrou a onda das ecobags, todo mundo se preocupando com o bem estar de nossoplaneta, só que nós percebemos que as bolsas que tinham por aí, eram sem atrativos, nãoincentivando o seu uso, então nós resolve mos criar uma ecobag bem transada, que apessoa usasse no dia a dia e qu ando tivesse que comprar algo ela já estava ali. Na verdadeas bolsas ecológicas servem para as compras do dia a dia, pois as compras de mês elasnão comportam. Para tanto, já tenho pensando em caixas de papelão decoradas, pra quesuportem as compras do mê s. Acredito que a arte tem um valor histórico muito grande, quando não tinham aindainventado as palavras, os únicos registros que nós temos são os desenhos, mesmo depois,se consegue saber muito sobre um povo ou época através da arte. Hoje vejo a contribuição da arte em passar valores, contestações e alegrias em meioao caos cotidiano. No âmbito ecológico, temos por um lado a busca de materiais recicláveis,as mensagens passadas, mas não podemos esquecer que a nossa matéria prima (tinta) ébem nocivo ao meio ambiente devido aos corantes usados. Há dez anos, André Bringuenti deu uma pausa no surf no Rio de Janeiro para investirno design – sua profissão desde a adolescência. O artista se destacou com a decoração deambientes residenciais e comerciais, sem contar a transformação de móveis que ganhamnovos coloridos e texturas com as cores vivas, marca registrada de Bringuenti. O artistaganhou fama na região também com o estilo de suas bolsas e estampas multicores. Aotrocar a agitação da capital pela calmaria da serra, Bringuenti, que se define como “designerde trabalhos vivos”, baseou-se na localidade de Galdinópolis, no distrito de Lumiar. Depoistransferiu seu Studio Ateliê de artes para uma nova casa, no bairro de Duas Pedras,solidificando sua clientela e obtendo muito sucesso. Tudo, infelizmente, se foi na trágicamadrugada de 12 de Janeiro. Uma encosta deslizou e engoliu sua casa e o ateliê, com cincomáquinas, atingindo Bringuenti, sua mulher e os três filhos pequenos do casal. Após oresgate, a família tenta afastar as tristes lembranças do episódio numa casa de familiaresem Sepetiba, zona oeste do Rio, onde André, retomou as atividades artísticas,principalmente as bolsas estilo reciclado fashion (ecobags) – que podem ser utilizadas nãosó em eventos sociais, mas também no dia a dia – sem contar os quadros personalizadoscom pinturas de cores contrastadas – que agradam em cheio a clientes de gostosdiferenciados. “ Voltamos a produzir no Rio – onde até já retornei a surfar um pouquinho em Grumari– cativando agora um outro público, mas não podia deixar de atender nossos clientes de 42
  44. 44. Nova Friburgo, que ficaram preocupados com a nossa parada emergencial”, disseBringuenti, que mantém contato com os friburguenses por e-mail, blog ou telefone e sobe aserra pelo menos uma vez por semana para atender a clientela. Sua meta é também criaruma corrente cultural cativando novos clientes. “As bolsas decoradas, as reformas dequartos infantis e bem coloridos e a decoraç ão de ambientes, com a transformação demóveis – tudo pintado à mão – continuam sendo os carros-chefes de André, que personalizatambém almofadas, edredons, cortinas e tudo o mais que a imaginação deles e dos clientespermitirem.CONCLUSÃO: Ao final, consegui conhecer melhor o trabalho do André não só o produtopronto, mas desde o início, os primeiros passos. Espero que com esse trabalho sejapossível espalhar essas idéias e divulgar o trabalho que é feito pelo André. Todo esse tempo de pesquisas, pra contar a história de ofício e arte, foi extremaimportância pra mim, aprendi muitas coisas e a valorizar ainda mais a arte. Outro pontoimportante foi à troca de informações e idéias. Principalmente quando o assunto foi comoreduzir os impactos ao meio ambiente e tornar os produtos mais ecológicos... Sabe-se que a matéria prima utilizada, a tinta, é nociva ao meio ambiente, com isso oAndré ficou disposto em procurar tintas naturais ou outras menos agressivas. Da mesmaforma que ele já vem buscando a utilização de mais matérias recicláveis para a construç ãode suas artes.FONTE PESQUISADA: Através de entrevista informal com o artista. Blog – Estúdio : http://andrebringuenti.blogspot.com.br/ Blog – Ecobags: http://www.estudiobolsas.blogspot.com.br/ Telefones : (21) 3365-5435 (21) 8504-9264 E-mail: andrebringuenti@hotmail.comETIQUETA NARRATIVA: 43
  45. 45. VÍDEO PRODUZIDO: http://www.youtube.com/watch?v=mX2OK_PRV8U&feature=youtu.be TÍTULO: Oficio - Músico AUTORIA: GABRIELLE FIGUEIREDO DO NASCIMENTO Matrícula: 112095002INTRODUÇÃO: A ideia da elaboração do meu trabalho partiu da minha aula de violão e foirealizada uma entrevista com meu professor sobre o seu ofício.ENTREVISTA:Seu nome completo, por favor? Joao Marcos de Oliveira Moraes, mas pode me chamar de“Marquinhos”.Sua idade?30 anosSeu estado civil?CasadoCom que idade você começou a se intere ssar pela música? Comecei a me interessar pelamúsica aos 11 anos de idade por ver e ouvir meu irmão mais velho tocar violão, o outrotrompete, outro contra baixo, outro bateria e minha irmã cantando minha casa era umambiente musical impossível não ouvir.Quando você teve o primeiro contato com um instrumento musical?A minha entrega totalcom a música foi depois do meu 1º contato com a guitarra do meu irmão. Ele saia para otrabalho pela manhã e só voltando à noite, por ter muito zelo pelo instrumento ele trancava aguitarra no guarda roupas a cadeado. Mas eu não medindo as consequências forçava aporta até conseguir alcançar a guitarra para treinas algumas poucas notas durante todo odia. Meu irmão percebendo meu interesse insaciável pela música começou a me passaralguns exercícios e passou a deixar a guitarra comigo. Pronto! Apaixonei-mecompletamente pela arte da música.Você teve ajuda de mais alguém além do seu irmão? Tive sim, meu primo que era meuvizinho na época começou a tocar saxofone e ficáv amos todo o dia estudando enquanto asoutras crianças brincavam na rua. Mas dificuldades começaram a aparecer, já não tinha 44
  46. 46. como crescer só ouvindo ou com os mesmos exercícios precisa va de mais; mas a minhafamília não tinha condições de pagar aulas ou comprar um bom instrumento. Então nãodesanimei, comecei a pegar livros emprestados com amigos, ir à igreja e ficar lá o dia todopor causa dos instrumentos e só consegui superar, pois acreditei em mim e tive FÉ emDeus, a quem pedi muita ajuda. É claro que p erguntei muita coisa à amigos músicos maisexperientes. E quando estava só no meu quarto com a guitarra do meu irmão eu orava àDeus e pedia para que Ele ficasse do meu lado e me ensinar e deu tudo certo, eu elaboravavárias formas de estudos para facilitar o entendimento e mais tarde pegava outros livrosemprestados onde se observava muitas coisas similares aos meus raciocínios.Você chegou a frequentar algum curso para aprimorar o seu talento? Sim, minha mãe quesempre me apoiou começou a pagar um curso no Vila Lobos onde estudei apenas 8 mesese mais uma vez pelas dificuldades tive que deixar o curso.Em meio a tanta dificuldade qual foi a sua maior conquista? Foi no ano de 2008, ondecomprei a guitarra dos meus sonhos uma Fender telecaste Americana, par celada em 12vezes, prefiro não comentar o preço, foi uma grande conquista pra mim.Hoje em dia você vive da música?Sempre sonhei viver de música, infelizmente a arte não évalorizada como deveria, são poucos recursos, incentivos e apoio. Já fui guitarri sta em umabanda evangélica tocava todo fim de semana, comecei a dar aulas nas igrejas e comecei agostar de lecionar. Mas trabalho em um hospital no plantão noturno 3 vezes na semana e dedia dou aula de teoria musical e teclado em um projeto que dar assi stência à crianças ejovens, no Instituto Flordelis em São Gonçalo, nos finais de semana dou aula em duasigrejas evangélicas, além de dar aulas particulares.Uma definição de música para você:Uma das definições da música que eu mais aprecio é afrase: "música é a arte de expressar os sentimentos e vários afetos da alma, através dossons".Finali zou me perguntando:Pare nessa hora e imagine o mundo sem música? Ela estapresente em todos os lugares e momentos; quem nunca chorou, se alegrou, sorriu, ouvindouma música que marcou. 45
  47. 47. FOTOS: Alunos na aula de violão O artista 46
  48. 48. FONTES PESQUISADAS: João Marcos de Oliveira Moraes – MarquinhosEmanuela Moraes – EsposaEntrevista dia 27 de Abril de 2012 ás 21:19hVÍDEO PRODUZIDO: http://www.youtube.com/watch?v=XmFpNYsxiK0&feature=colikeCARTÃO DE VISITA DESENVOLVIDO: TÍTULO: Arte/Oficio- Artesanato Sustentável AUTORIA: MARIA BEATRIZ AYELLO LEITE. Matrícula: 112095034INTRODUÇÃO: O presente trabalho tem como objetivo contar a história de Zélia PettinatiAyello, minha avó, que através do artesanato buscou superar os obstáculos e crescerinteriormente usando e explorando a criatividade. Durante o processo de pesquisa eentrevista pude observar o desenvolvimento dos objetos, a maior capacidade de entender eagir com o que estava sendo trabalhado e o interesse em buscar a cada dia oaperfeiçoamento e preocupação ambiental. Fiquei surpreendida pelo fato de Zélia teraprendido está arte apenas observando suas irmãs que tinham grande interesse em criarobjetos de decoração. 47
  49. 49. Está pintura foi a única feita por Zélia quando tinha cerca de 20 anos, que era a casa onde vivia. No dia da entrevista consegui localizar o local da casa e tirei uma fotografia de comose encontra na atualidade. Nota-se que não houve grandes mudanças e levando em contaque foi sua primeira pintura me impressionou bastante os detalhes da pintura. Minha avócontou que sentiu necessidade de iniciar algum tipo de trabalho depois que ficou viúva,então decidiu começar a pintar quadros já que sempre se interessou por este tema. Estes foram os primeiros quadros feitos por ela após ter objetivado se concentrar em algo e “tocar a vida”. Com o tempo decidiu criar outros objetos como caixas e vela s. 48
  50. 50. Para estas criações contou com dicas de uma profissional e suas irmãs que a auxiliavamcom as tintas e modelos. A caixa e o sabonete com a mesma estampa foram feitos usandoflores do quintal como inspiração e a tampa da caixa teve como modelo guardanapos quesobraram de uma festa na qual ela estava presente. Para ter este aspecto quebradiço foiutilizado a verniz craquelê. Após estas criações Zélia decidiu todos os dias buscar novas idéias e começou apesquisar via Internet modos para que suas criações não prejudicassem o meio ambiente.Foi assim que conseguiu encontrar um posto de reciclagem em Resende, cidade onde vive.Com isso, passou a levar os materiais que não tinham como ser reutilizados como papel,metal, potes de tinta para reciclar. Para a limpeza dos potes de tinta utilizava um solvente eapós o processo levava o solvente usado para uma fábrica que fazia o recolhimento e novouso para fabricação de seus produtos. Para realizar seu trabalho utiliza lixas, pincéis, panos, fita crepe, betume, tinta óleo, vernizcraquelê, goma laca, laca chinesa, plantas, frutas, ente outros. Seu atual objetivo éconseguir o máximo de material em sua casa, em seu quintal, na rua. Este porta tesoura de cozinha, por exemplo, foi feito com caixas de madeira que nãoeram mais utilizadas. Assim, Zélia usou a madeira da caixa para servir como estrutura e fezseu formato com uma serra de bancada e uma lixa para deixar a superfície mais lisa. Ospontos coloridos e linhas foram feitos com o próprio pincel. 49
  51. 51. A tampa desta caixa foi feita com papel laminado e para formar as flores e laços utilizou-se uma colher. O artesanato está presente na minha família há gerações, de aco rdo comminha avó o meu bisavô e tataravô eram artesãos na Itália. Na moradia de Zélia há váriasesculturas e objetos feitos por parentes que foram auxiliados por ela a criar os projetos,muitos deles foram utilizados como inspiração para seus próprios tra balhos. Como estesquadros de vidro feito por minha tia, Geovanina Ayello. Esta obra realizada por meu falecido avô, Franscisco Ayello que tinha como objetivo usaros ladrilhos que restaram da piscina e formar uma espécie de árvore genealógica, ond e o “Z”representava Zélia e ele, os seis peixes brancos meus tios, mãe e os oito peixes azuis eu,meus primos e irmãos. O melhor conhecimento e o tempo que utilizei para conversar, observar e estudar otrabalho que minha avó realiza me ajudou muito a conhecer melhor e perceber o quanto elaé focada, profissional, determinada e atenciosa com o que faz. Fico feliz por Zélia terencontrado uma atividade que se sinta bem em realizar e que haja concordado em participardesta experiência. Seus projetos são realizados com toda a concentração para que seja nãosó um objeto e sim que tenha sentimentos envolvidos e histórias para contar. 50
  52. 52. FONTES PESQUISADAS: Entrevista informal com minha avó.FOLDER: TÍTULO: Oficio - Tapetes AUTORIA: IZABELE DE ALMEIDA PERALVA Matrícula: 112095049INTRODUÇÃO: Esta entrevista tem como objetivo de apresentar a história de uma jovemchamada Ana Carla, que faz trabalhos artesanais com retalhos de pano que aprendeu comsua avó, e hoje ajuda seu pai que é caranguejeiro na renda familiar.HISTÓRICO: A entrevistada Ana Carla, não tem nenhum curso de artesanato, segundo ela,o aprendizado originou desde muito pequena junto com as primas observando como a avófazia cada passo até o fim do trabalho.MATERIAL UTILIZADO: A jovem trabalha sozinha e utiliza tais materiais: Retalhos de Pano Duas varas de tricô – feitas de galho de goiabeira Tesoura 51
  53. 53. RESULTADOS: Além do tapete, Ana Carla faz também jogo para banheiro, assento parasofá e capa para cabeceira de cama. Cada trabalho dura no máximo dois dias para ficarpronto, Em que cada peça grande custa R$ 20,00e cada peça pequena custa R$ 8,00 Com esse trabalho o lucro pode ser de até 60 reais por semana ou 300 reais por mês,que serve para auxiliar a família com gastos econômicos.CUIDADOS COM A SAÚDE: Qualquer trabalho artesanal que envolve panos e/ou tintasdeve ter um cuidado especial, pois o contato direto com esses produtos podem desenvolveruma crise alérgica de tosse, e até mesmo uma doença chamada de Biossinose, que se nãofor tratada pode levar á bronquite crônica. “Devido a essas consequências é importante que o trabalhador artesanal, estejausando uma máscara e tenha intervalos de pelo menos um ou dois dias sem realizar essetipo de trabalho.” – Diz Ana Carla.CONCLUSÃO: Há muito tempo uma malharia na cidade de Magé com o nome de Cor MalhaIndústria Comércio LTDA, fazia doações de retalhos das suas malhas para a avó de AnaCarla, que foi quem começou com o trabalho artesanal do tapete. Conforme seus netosforam crescendo, foram acompanhando os seus trabalhos e aprendendo como se faz. Noano de 2010 a avó da jovem faleceu, com isso, ela e outros membros da família continuaramo trabalho que aprenderam observando uma pessoa fazendo. “O trabalho ajuda na renda familiar, meu pai é caranguejeiro e não ganha muito e nemtem um bom lucro sempre, é um trabalho que depende da época do ano”. “Mas como meus trabalhos artesanais estão ajudando, as próximas gerações tambémvão aprender a fazer esse trabalho.” Garante a entrevistada. A jovem trabalha com esses artesanatos há um tempo e sem nenhum gasto comomaterial auxilia o pai na renda familiar.FONTES PESQUISADAS: Foi realizada uma entrevista informal com a artesã e coleta dosdados.VÍDEO PRODUZIDO: http://youtu.be/6YZHW KuUNhw 52

×