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RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: SEUS BENEFÍCIOS PARA A EDUCAÇÃO

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Jacira e Orozimbo são estudantes de pedagogia na modalidade de Educação a Distancia no polo de Bragança Paulista do Centro Universitário Claretiano e o tema do seu trabalho de conclusão de curso ...

Jacira e Orozimbo são estudantes de pedagogia na modalidade de Educação a Distancia no polo de Bragança Paulista do Centro Universitário Claretiano e o tema do seu trabalho de conclusão de curso foi Recursos Educacionais Abertos.

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    RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: SEUS BENEFÍCIOS PARA A EDUCAÇÃO RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: SEUS BENEFÍCIOS PARA A EDUCAÇÃO Document Transcript

    • JACIRA ROSA CERSOSIMO OROZIMBO JOSÉ DAOLIO Licenciatura em PedagogiaRECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: SEUS BENEFÍCIOS PARA A EDUCAÇÃO Orientadora: Prof. Maria Aparecida Prezoto Centro Universitário Claretiano POLO BRAGANÇA PAULISTA 2012
    • RECURSOS EDUCACIONAIS ABERTOS: SEUS BENEFÍCIOS PARA A EDUCAÇÃO Resumo: Apresenta-se nesse artigo a definição de REA (Recursos EducacionaisAbertos), seus benefícios e a importância das licenças livres para o compartilhamento,utilização, adaptação, e construção coletiva do saber. Sua origem como OER (OpenEducational Resources), abrangência e potencialidades no Brasil. A educação aberta éconsiderada um recurso de aprendizagem, a escola como principal disseminadora doconhecimento e a relevância do engajamento dos atores envolvidos em educação. Odesenvolvimento das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) devem estarrelacionadas com as políticas públicas assim como os repositórios educacionais digitais ondeestão armazenados os diversos recursos pedagógicos.Palavras-chave: OER, Educação Aberta, Recursos Educacionais Abertos, Conteúdos deAprendizagem Licença Creative Commons - Atribuição - CompartilhaIgual 3.0 Brasil.
    • INTRODUÇÃO O objetivo desse trabalho é divulgar os benefícios dos REAs para a Educação eapresentar os atores principais que atuam no ideal da educação aberta oferecendo elementospara tornar as escolas como verdadeiros dispersores do conhecimento. Nota-se sobremaneiraque o tema não é suficientemente abordado em língua portuguesa destarte sua grandeexposição nos últimos anos. Os REAs , mais conhecidos como OER (Open Educational Resources) em inglês, sãoobjetos educacionais na maior parte disponíveis na “nuvem”(computação e utilização dememória, capacidade de armazenamento e cálculo em servidores disponíveis em centros dedados) tais como: cursos, aulas, livros didáticos, mídias, jogos, artigos científicos, vídeos einclui também livros e materiais impressos, além dos aplicativos que permitem a utilizaçãodesses recursos e estão relacionados também aos direitos autorais. O Brasil lida com grandes desafios na área educacional. A proposta do Plano Nacionalde Educação 2011-2020 que está tramitando como projeto de lei PL 8035/2010 na Câmarados Deputados roteiriza as metas para um grande avanço na Educação. Com o advento da internet caminhamos para a era da informação, e para sua utilizaçãono desenvolvimento social é necessário uma interação livre e democrática em rede, comliberdade de opinião, conhecimento e participação de todos para atingir esse potencial noramo escolhido por nós, a educação. REA é formado por um conjunto de pessoas de todas as partes do mundo unidas numideal, compartilhar e ter livre acesso ao conhecimento, esse movimento envolve educadores,gestores, alunos, legisladores, artistas, etc, e acreditam que todas as pessoas têm direito à umaeducação de qualidade. A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação,a Ciência e a Cultura)define “REA” como materiais de ensino, aprendizado e pesquisa, que estão sob domíniopúblico ou licenciados de maneira aberta permitindo que sejam utilizados, adaptados,distribuídos e compartilhados, cumprindo um papel de promoção da paz, desenvolvimentoeconômico e intercambio cultural. A educação aberta são palavras cativantes, porém, a busca de um modelo de aluno quetenha autonomia em relação ao conhecimento além de representar um desafio é um dever paraa educação, o uso e atuação sobre esses objetos e ferramentas educacionais só virão de alunos
    • conscientes, atuantes e cidadãos. O envolvimento nesse processo pede repositórios, sites quehospedam os materiais, utilizando os recursos tecnológicos mais modernos. DESENVOLVIMENTO Nesse trabalho foram utilizados alguns livros escritos na língua inglesa, materiais daUNESCO, artigos atualizados sobre o tema. A pesquisa bibliográfica foi realizada em sitesnacionais, Federais, MEC (Ministério da Educação e Cultura) e contribuíram para a descriçãoqualitativa e quantitativa. Os REAs, começaram em 2001 numa ideia ocorrida no MIT (Massachusetts Instituteof Technology), EUA (Estados Unidos da América), que disponibilizou a maioria dos seuscursos universitários para livre acesso com propósito educacional, seguida por outrasuniversidades, que estimuladas também forneceram conteúdos educacionais de uso livre. Nomesmo ano aconteceram duas ações para a definição das características do OER, a fundaçãoda ONG (Organização Não Governamental) Creative Commons que permite aos detentores dedireitos autorais a liberar sua produção para cópia, adaptação e compartilhamento e o OpenCourseware Consortium que reuniu várias Instituições educacionais de diferentes países quese aliaram ao movimento produzindo e promovendo recursos. O termo REA surgiu em 2002,em Paris, no primeiro OER Forum Global promovido pela UNESCO, que em 2005 criou umacomunidade wiki com apoio da Hewllet Foundation. Os REAs vão se firmando até a Declaração da Cidade do Cabo (África do Sul) paraEducação Aberta: Existem muitos obstáculos para realizar esta visão. A maioria dos educadores ainda não está a par da existência de um vasto e crescente grupo de recursos educacionais aberto. Muitos governos e instituições de ensino não têm conhecimento ou não estão convencidos dos benefícios da educação aberta. As diferenças entre os regimes de licenciamento de recursos abertos cria confusão e incompatibilidade. E, claro, a maioria do mundo ainda não tem acesso aos computadores e redes que são essenciais para a maioria dos atuais esforços de educação aberta. (September 15,2007. Cape Town, South Africa). O projeto REA-Br fundado por Carolina Rossini em 2008 é um dos pioneiros e seuobjetivo é adaptar ao Brasil as particularidades dos recursos e da educação aberta. É umacomunidade em constante crescimento com apoio institucional do Instituto Educadigital, Casade Cultura Digital, Fundação Getúlio Vargas-Direito em São Paulo, UNESCO, e recursosfinanceiros da Open Society Foundation, entre outros. Os REA abrangem os Conteúdos de Aprendizagem ou seja, cursos, módulos de conteúdo, objetos de aprendizagem entre outros. Eles incluem também ferramentas
    • para apoiar o desenvolvimento, uso, reuso, busca e organização de conteúdos, bem como Sistemas de Gerenciamento de Aprendizagem e ferramentas de autoria. E por último os REA contemplam os chamados recursos de implementação que abrangem licenças para a disseminação de materiais abertos, bem como recursos de localização de conteúdos. (HILEN apud DUTRA e TAROUCO, 2007). Os REAs tem como principal meta a aprendizagem, e este deve ser o propósito dequem os cria e publica: contribuir para o ensino de quem os consulta e para um processo maisdinâmico e adaptado aos usuários, quer sejam professores, alunos ou aqueles que constroem oseu próprio percurso, pois ao assumir um objeto educacional com uma licença livrepermitindo modificação ou mesmo uso comercial quando explicitamente definido pelocriador, flexibiliza o compartilhamento com seus parceiros, alunos e o mundo. O artigo deBucher (2011, p.34) segundo Santos (2011, p.13) nos diz: “[...] the key differentiator between an OER and any other educational resourse is its license. Thus, and OER is simply an educational resource that incorporates a license that facilitates reuse-and potentially adaptation-without first requesting permission from the copyright holder.” “[...] a principal diferença entre um REA e qualquer outro recurso educacional é sua licença. Desta maneira REA é simplesmente um recurso educacional que incorpora uma licença que facilita o reuso e potencial adaptação sem primeiro requerer permissão para o dono dos direitos autorais.” Atualmente é muito discutido na mídia em geral os direitos de autoria em obrasculturais, copyrigth, é correto afirmar que os REAs seguem por um outro caminho, queprecisa ser aprendido, além da pirataria e muito ligado às mudanças tecnológicas numasociedade cada vez mais mediada por recursos digitais, onde os arquivos de dados ficamarmazenados na “nuvem” podendo ser acessados, utilizados e compartilhados com propósitoeducacional. Na educação percebemos que as TICs caminham para uma padronização,proporcionando grandes possibilidades, ou seja, materiais de alta qualidade para os maislongínquos lugares do país, através de REAs e do o engajamento das pessoas comprometidascom a Educação. Qual o beneficio maior dos Recursos Educacionais Abertos? Conforme os autores dabibliografia citada elencam, temos: A facilidade de dispor os conteúdos que irão beneficiar aos usuários uma diversidade de objetos didáticos propiciando a reconstrução do seu próprio conhecimento de acordo com a proposta pedagógica do sistema de ensino; A participação e compartilhamento na rede, levando a uma maior interatividade entre os materiais educativos criados e ordenados pelos professores; A liberdade de conhecimento, a disponibilidade de livros didáticos e cursos completos
    • organizados por renomadas universidades nacionais e internacionais, o conhecimento disponível e acessível para qualquer um, seja quem for; Não só a criação de novos materiais pelos usuários, mas também a reflexão dos profissionais da educação sobre seus próprios conceitos numa educação continuada em constante atualização. Em sua pesquisa bibliográfica, Rossini(2010, p.22) menciona razões para umainstituição, escola ou universidade envolver-se em projetos REAs tais como: Compartilhar conhecimento é da tradição acadêmica como um bem cultural coletivo; As instituições educacionais, principalmente as públicas devem valorizar os impostos que as mantém; Melhora da qualidade do ensino e dos materiais pelo compartilhamento e adaptação; Propaganda para atrair novos estudantes; Diminuição de custos em vista do aumento da concorrência; O compartilhamento permite a melhoria da qualidade, criação de novos cursos, inovação, registro e reutilização dos materiais pedagógicos; A importância da atualização em vista da velocidade das mudanças de paradigmas. Outro importante elemento de reflexão é o lucrativo mercado de livros didáticos noBrasil, e aproveitando as análises de Rossini (2010, p.52) observa-se que houve umaconcentração de poucas e grandes editoras, dentro desta questão econômica uma centralizaçãoe uma confluência de fatores como custo, logística e manejo dos direitos autorais. No Brasilas dificuldades são variadas, professores dependem dos livros impressos para conduziremsuas aulas, a distribuição do material didático com atraso, desatualização do material, falta dereposição por perdas ou acidentes naturais. Os REAs não são a única solução, mas abremnovos rumos, pois permitem contextualizações pedagógicas locais, recriação por professorese alunos, impressão local de pequenas tiragens. No seminário Material Didático Digital, promovido pelo Projeto REA Brasil naAssembleia Legislativa do Estado de São Paulo, realizado em 09 de junho de 2011, o pró-reitor de extensão da Universidade Federal do ABC, Plínio Zornof Táboas fez a seguinteobservação "[...]gasta-se cerca de R$ 1 bilhão para publicar livros didáticos no Brasil. Seriainteressante investir um pouco desses recursos em REA". Conforme a Tabela 1 do FNDE(Ministério da Educação e do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação), mostraos dados dos livros didáticos, dicionários e obras complementares de qualidade fornecidospara as escolas públicas de ensino fundamental e médio, alunos do EJA (Educação de Jovense Adultos) e entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado.
    • FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA NACIONAL DO LIVRO DIDÁTICO - 2012 TIRAGENS E VALORES NEGOCIADOS - POR EDITORA ENSINO FUNDAMENTAL ENSINO MÉDIO E EJA (Ensino Médio) TOTAL AQUISIÇÃO EDITORA Tiragem Títulos Tiragem Cadernos Tiragem Títulos Tiragem Cadernos Tiragem Títulos Tiragem Cadernos R$ / R$/ Valor Total Total Adquiridos Média Tipográficos Total Adquiridos Média Tipográficos Total Adquiridos Média Tipográficos Caderno Livro Ática 16.262.515 270 60.232 230.037.502 16.967.514 80 212.094 356.174.753 33.230.029 350 94.943 586.212.255 0,3322 5,85 194.550.185 Scipione 11.572.146 210 55.105 183.132.322 5.603.667 54 103.772 113.681.085 17.175.813 264 65.060 296.813.407 0,3466 5,98 102.786.747 Moderna 10.374.906 174 59.626 152.790.595 20.240.569 68 297.655 516.362.206 30.615.475 242 126.510 669.152.801 0,3300 7,21 220.734.328 Richmond 2.986.149 12 248.846 48.036.370 2.986.149 12 248.846 48.036.370 0,3300 5,31 15.842.659 Saraiva 8.290.564 216 38.382 125.812.389 22.590.137 88 256.706 487.098.966 30.880.701 304 101.581 612.911.355 0,3355 6,65 205.498.681 FTD 14.839.769 262 56.640 234.818.012 10.020.075 60 167.001 241.052.296 24.859.844 322 77.204 475.870.307 0,3400 6,51 161.795.904 SM 1.309.853 46 28.475 20.688.891 4.419.133 30 147.304 106.900.342 5.728.986 76 75.381 127.589.233 0,3922 8,73 50.018.206 Pueri Domus 456.494 6 76.082 7.547.456 456.494 6 76.082 7.547.456 0,6388 10,56 4.819.352 Positivo 3.011.095 102 29.521 42.260.669 840.789 18 46.711 15.070.159 3.851.884 120 32.099 57.330.828 0,5255 7,82 30.109.299 Escala 2.175.965 70 31.085 31.481.790 1.094.293 24 45.596 20.303.728 3.270.258 94 34.790 51.785.517 0,5377 8,51 27.828.402 Lafonte 382.075 6 63.679 5.171.865 382.075 6 63.679 5.171.865 0,5377 7,27 2.777.524 Macmillan 2.438.043 18 135.447 41.520.925 2.438.043 18 135.447 41.520.925 0,4300 7,32 17.853.998 do Brasil 1.090.240 78 13.977 16.028.451 1.204.175 8 150.522 22.339.414 2.294.415 86 26.679 38.367.865 0,5900 9,86 22.629.741 Base 502.609 30 16.754 6.408.013 1.098.440 18 61.024 15.224.954 1.601.049 48 33.355 21.632.967 0,5599 7,56 12.098.451 Nova Geração 1.107.412 12 92.284 26.876.693 1.107.412 12 92.284 26.876.693 0,5533 13,42 14.864.632 AJS 350.659 8 43.832 5.720.322 350.659 8 43.832 5.720.322 0,6500 10,60 3.717.387 IBEP 322.512 40 8.063 4.508.647 183.695 6 30.616 2.407.284 506.207 46 11.005 6.915.931 0,7200 9,84 4.979.470Cia Ed. Nacional 442.506 38 11.645 4.970.957 442.506 38 11.645 4.970.957 0,7200 8,09 3.579.089 Terra Sul 69.451 6 11.575 1.738.516 69.451 6 11.575 1.738.516 0,8822 22,08 1.533.294 Dimensão 60.847 24 2.535 580.795 60.847 24 2.535 580.795 0,9422 8,99 546.910 Sarandi 60.682 10 6.068 1.016.085 60.682 10 6.068 1.016.085 0,8900 14,90 904.316 Casa 16.189 8 2.024 321.798 16.189 8 2.024 321.798 0,7300 14,51 234.913 FAPI 5.702 2 2.851 57.086 5.702 2 2.851 57.086 1,5700 15,72 89.625 Aymará 1.540 6 257 22.856 1.540 6 257 22.856 1,9500 28,94 44.563 TOTAL 70.690.299 1.594 --- 1.060.657.177 91.702.111 514 --- 2.027.507.009 162.392.410 2.108 --- 3.088.164.186 0,6597 10,51 1.099.837.675 Tabela 1
    • É interessante relatar também sobre os sistemas estruturados de ensino. O artigo deLouzano e Becskeházy, “Sala de aula estruturada e seus resultados quantitativos na provaBrasil no estado de São Paulo”, apresenta resultados positivos em alguns municípiospaulistas, mas nota-se a falta de dados de custos e sua eficiência em relação a mais municípiosdo estado. Segundo Militão (2011) afirma em seu artigo: Os resultados da pesquisa demonstram a estreita relação entre o processo de municipalização do ensino fundamental deflagrado no Estado de São Paulo em meados dos anos 1990 e a ampliação das parcerias público-privada para apostilamento das redes municipais de ensino. Os resultados mostram, também, que da consolidação das parcerias entre o poder púbico local e as empresas privadas para aquisição dos sistemas apostilados de ensino decorrem consequências indesejáveis para a educação/escola pública, dentre as quais se destacam: questionável (baixa) qualidade dos materiais e serviços educacionais comprados pelas municipalidades; duplo pagamento público por materiais didáticos utilizados nas escolas municipais; e padronização/homogeneização das escolas da rede municipal de ensino, com a correspondente limitação da sua autonomia. Seguindo recomendações do projeto REA-Br foram estabelecidos três fundamentos norelacionamento das TICs e da política educacional assumindo que o retorno do investimentopúblico no seu mais alto grau realiza-se numa interação de conteúdos e redes de colaboraçãosendo que o primeiro é o acesso público aos materiais educacionais produzidos pelos órgãospúblicos. Os materiais de ensino e pesquisa devem ser considerados bens públicos edisponíveis segundo as definições de REA . O segundo trata da transparência e avaliação. Osdados, estatísticas e medições efetuadas em relação ao sucesso da política de REA devemestar disponíveis para todos. E o terceiro propõe treinamento dos gestores, professores,monitores e comunidade para colaboração. A disponibilidade das TICs deve estarcondicionada a um plano pedagógico para a educação de professores e pessoas-chave dasociedade da informação e da rede. Segundo o que acrescenta Rossini (2010, p.7) “Um planopedagógico define a entrada de recursos abertos, a saída de processos educacionais, e explanacomo professores e a comunidade terão vantagem na combinação da tecnologia e conteúdosabertos.” A inclusão digital nas escolas, ou seja, a disponibilidade das TICs nas instituições deensino, compõe-se de: computadores; banda larga; laboratórios e programas de computadoreducacionais que podem ao mesmo tempo possibilitar a utilização de REAs para a práticapedagógica e ainda podem ser potencializadas por Políticas Públicas. As políticastecnológicas devem estar acopladas às necessidades de conteúdo que estão disponibilizadosem repositórios virtuais. Alguns relacionados ao MEC e ao governo federal são: RIVED,Rede Interativa Virtual de Educação, Portal Domínio Público e Banco Internacional de Obje-
    • tos Educacionais; um exemplo ligado ao governo estadual, Secretaria de Estado da Educaçãodo Paraná é o Projeto Folhas e um do governo municipal, Portal da Secretaria de Educaçãode São Paulo. Veja uma lista no site (http://educacaoaberta.org/wiki/index.php/Lista). Como a escola pode se colocar nessa oportunidade de conhecimento disponibilizadapela internet? O papel da escola é fornecer a utilização de computadores, deve-sedesmistificar a informática, não como uma sala separada e proibida ao uso dos alunos, comhora marcada, e sim de uso comum como o lápis ou caneta. A escola deve ser responsável porfornecer a tecnologia para seus educandos que não possam participar por problemassocioeconômicos. Segundo Castells(2001, p.203-204) "[…], o acesso por si só não resolve oproblema, mas é um pré-requisito para a superação da desigualdade numa sociedade cujasfunções e grupos sociais dominantes organizam-se cada vez mais em torno da Internet." DIREITOS AUTORAIS E CREATIVE COMMONS Uma atribuição de licença livre para os Recursos Educacionais Abertos é condiçãoessencial para a facilidade do uso dos materiais educacionais. Apesar do uso da internetpermitir uma constante atividade de copiar e colar sem verificar o direito do autor, no futuroem vista de tentativas de leis mais restritivas, e também ao pertencer a uma instituição, escola,sistema de ensino local ou estadual ou atuar como professor deve-se ter o cuidado com alegislação vigente e talvez adquirir até mais liberdade. De acordo com o noticiado em 09 de janeiro de 2012 no Portal da Cultura, Ministérioda Cultura o anteprojeto de lei de Direitos Autorais está tramitando na Casa Civil daPresidência da República depois de ter passado pelo Grupo da Propriedade Intelectual (GIPI)visando modernização na Lei de Direito Autoral vigente (Lei nº 9.610/98). O coordenador doCentro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV), professor CarlosAffonso P. de Souza, especialista em Propriedade Intelectual considera a lei brasileira “umadas mais restritivas do mundo” e afirma que não há nenhuma exceção para o uso de obrascom fins educacionais, segundo entrevista para o site Terra Magazine. O Creative Commons é um projeto sem fins lucrativos, sendo um dos fundadores oadvogado Lawrence Lessing, que diz : “We stole the basic idea from the Free SoftwareFoundation — give away free copyright licenses.”. Nós roubamos a ideia básica da FundaçãoSoftware Livre – lançadas as licenças livres de direitos autorais.” O movimento do SoftwareLivre criou a GNU, General Public License que permitia liberdades para os detentores e usuá-
    • Atribuição-Domínio-Público Esta licença permite a redistribuição, comercial e não comercial, desde que a obra permaneça inalterada, com crédito para você.Não cabe nenhuma restrição ao uso público. Atribuição-Não-ComercialAtribuição CC-BY-NCCC-BY Esta licença permite que outros remixem, adaptem eEsta licença permite que outros distribuam, remixem, criem obras não comerciais e, apesar de suas obras novas deveremadaptem e construam sobre a sua obra, mesmo créditos a você você e ser não comerciais, não precisam ser licenciadascomercialmente, desde que lhe deem crédito pela nos mesmos termos.criação original. Esta é a licença mais aberta dentre asoferecidas. Recomendado para ampla divulgação e utilização dos materiais Atribuição-Não-Comercial-Compartilha-Iguallicenciados. CC-BY-NC-SAAtribuição-Compartilha-Igual Esta licença permite que outros remixem, façamCC-BY-SA modificações e construam sobre o seu trabalho não comercialmente, contanto que atribuam crédito a você e licenciem as novas criações sob osEsta licença permite que outros remixem, façam mesmos termos.modificações e construam sobre a sua obra, mesmo para fins comerciais,contanto que atribuam crédito a você e licenciem as novas criações sob Atribuição-Não-Comercial-Sem-Derivadosos mesmos parâmetros. Esta licença é muitas vezes comparada ao CC-BY-NC-ND"copyleft" – licenças de software livre e open source. Todas as novasobras com base na sua levarão a mesma licença, então quaisquer deriva- Esta licença é a mais restritiva das seis licenças principais, permitindo quedos também permitirão o uso comercial. Esta é a licença utilizada pela os outros façam o download de suas obras e compartilhem-nas desde queWikipédia, e é recomendada para materiais que se beneficiariam de deem crédito a você, não as alterem ou façam uso comercial delas.conteúdo da Wikipédia e de projetos igualmente licenciados. ******Atribuição-Sem-DerivadosCC-BY-ND Existem outras ferramentas no site que facilitam atribuições de licenciamento. Quadro 1: Baseado no site Creative Commons/licenses
    • rios de sofware em torno do ano 2000.A ONG Creative Commons disponibiliza suas licenças como um auxílio à criação ecompartilhamento que vem junto com a familiarização e alcance que a internet atingiu. E emoutubro de 2010 lançou a marca de domínio público quando nenhum direito mais cabe a umaobra intelectual. Veja no Quadro 1 algumas licenças livres traduzidas e retiradas do site CreativeCommons. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os repositórios de Recursos Educacionais Abertos no Brasil ainda apresentamquestões importantes de discussão e reflexão sobre a necessidade de aperfeiçoamento porexemplo, no esclarecimento do licenciamento para deixá-los com o acesso mais fácil esimplificar a criação e análise da qualidade dos objetos educacionais, além da tradução elocalização dos recursos importados. “Não é possível existir recursos abertos sem formatos abertos, desenvolvidos de modotransparente e coletivo, e que não requerem programas privados para acessar as informações”(AMADEU apud LUIZE, 2011). Algumas abordagens apresentam-se ao criarmos, remixarmos ou utilizarmos os REAs,pois “Quanto mais contexto há dentro de um recurso, maior a dificuldade de fazer a sualocalização.”(MALCOLM apud AMIEL; OREY; WEST, 2011). Seria de grande relevância aparticipação de órgãos governamentais, instituições universitárias e os aplicativos da web 2.0,blogs, fóruns, twitter, redes sociais, etc, e acrescentamos que recursos educacionais abertospoderão ser considerados como patrimônio da humanidade, já que a ideia da universalizaçãoda educação vai de acordo com a evolução tecnológica e a globalização. Não podemos deixar de citar que existem diferentes culturas, raças e credos erefletimos na flexibilidade do material a ser criado, no remix em variados formatos dearquivos digitais e no engajamento de uma comunidade de usuários e autores de vários paísesnos recursos abertos. Como indica Amiel, Orey e West não devemos nos furtar no trato dadiversidade cultural embutida que pode ser mais um impulso para uma educação inclusiva. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais( 2001, p.61): [...] a autonomia é tomada ao mesmo tempo como capacidade a ser desenvolvida pelos alunos e como princípio didático geral , orientador das práticas pedagógicas. A realização dos objetivos propostos implica necessariamente que seja desde sempre praticados, pois não se desenvolve uma capacidade sem exercê-la.
    • Sérgio Amadeu na revista A Rede, maio/2010 ao mencionar Paulo Freire recorda-nosque o professor deve ser um contínuo pesquisador, para isso é preciso ter autonomia eacrescenta: Professores podem pesquisar e tentar recriar os melhores conteúdos para serem avaliados pelos estudantes que também devem ser pesquisadores do que estudam. […] Construir processos de pesquisa em rede exige que as fonte de informação continuem abertas. A base da criação e do conhecimento é a liberdade de acesso às informações […]. Algumas Instituições e professores, por não saberem lidar com as novas tecnologiasainda desprezam o meio digital e precisam de apoio para se aperfeiçoarem. Seria interessantea criação de uma Nuvem Pública que vá de encontro à tendência atual de grandes empresastransmitirem por demanda arquivos multimídia em geral, voltada essencialmente para aeducação e facilitadora dos sistemas de ensino com a participação da escola, da comunidade,das políticas públicas e parcerias. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAMADEU, S. Autonomia exige recursos educacionais abertos. Revista ARede, n°58, maio2010, São Paulo. Disponível em: <http://www.arede.inf.br/inclusao/edicoes-anteriores/160-edicao-no-58-maio2010/2953-autonomia-exige-recursos-educacionais-abertos>. Acesso em:05/09/2010.AMIEL,T; OREY, M.; WEST, R. Revista ETD, Campinas, v.12,n.esp.,p.112-125, mar. 2011.Disponível em: <http://www.fae.unicamp.br/revista/index.php/etd/article/view/2284/pdf_69>.Acesso em: 04 mai. 2012.BECSKEHÁZY, I.; LOUSANO, P. Sala de aula estruturada O impacto do uso de sistemasde ensino nos resultados da Prova Brasil –um estudo quantitativo no estado de São Paulo.Disponívelem:<http://www.lge.org.br/upload/Cases_SmisteadeEnsino_apresentacao_(Jun27)_FINAL.pdf>. Acesso em: 05/09/2010.BRASIL, Banco Internacional de Objetos Educacionais. Disponível em:<http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/ >. Acesso em: 30 abr. 2012.______. Ministério da Cultura. Portal da Cultura. Direito Autoral.<http://www.cultura.gov.br/site/2012/01/09/134950/>. Acesso em: 04 mai. 2012.______.Parâmetros Curriculares Nacionais. Volume 1. Ministério da Educação. Disponívelem:<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf >. Acesso em: 08 mai. 2012.______. Portal Domínio Público. Biblioteca digital desenvolvida em software livre.Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp>.Acesso em: 30 abr. 2012.______. Projetos de Lei e Outras Proposições. PL 8035/2010.Disponível em:<http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=490116>.Acesso em: 04 mai. 2012.______. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.Livro Didático.MEC. Disponívelem:<http://www.fnde.gov.br/index.php/ph-arquivos/category/75-pnld-2012?download=1064%3Apnld-2012—valores-de-aquisicao-por-editora>. Acesso em: 10 abr.2012.CASTELLS, M. A Galáxia da Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.CC in Review: Lawrence Lessig on Supporting the Commons. News. Lawrence Lessig,
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