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Exame Parasitológico de Fezes - 2010
 

Exame Parasitológico de Fezes - 2010

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Aula Pratica Laboratorial

Aula Pratica Laboratorial
Profa Dra Vera Lúcia Ângelo Andrade

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    Exame Parasitológico de Fezes - 2010 Exame Parasitológico de Fezes - 2010 Presentation Transcript

    • Introdução à parasitologia UNIFENAS Profa Vera Ângelo 2010
    • Exame parasitológico de fezes
      • Barato, de fácil execução e de grande aplicabilidade clínica.
      • Segundo a OMS, mais de 2 bilhões de pessoas estão infectadas com algum tipo de parasita.
      • Tipos de exame de fezes
      •   Parasitológico de fezes   Cultura de fezes   Pesquisa de sangue oculto nas fezes   Pesquisa de rotavírus nas fezes
    • ei
    • Indicações X tipo de exame a ser pedido
      • D. Maria, procura o pediatra e diz que o seu filho de 5 anos não dorme bem devido a prurido anal intenso. Informa que seu marido está com sintomas semelhantes.
      • JFV 21 anos queixa de dor epigástrica intensa.Dor melhora com a alimentação. Há dois meses fez EDA que foi normal SIC. É escoteiro e adora acampar.
      • PPO, 7 anos, estudante foi levado a consulta devido a quadro pneumônico. O RX atual mostra que as imagem “mudaram de lugar”. Refere tosse.
      • EFA 26 anos, cozinheira, refere diarréia aguda. Afebril. Fezes com restos alimentares.
    • EPF: etapas
      • Exame macroscópico:
      • Consistência das fezes
      • Odor
      • Restos alimentares
      • Presença de elementos anormais (muco ou sangue e vermes adultos).
      Saginata
    • Coleta
      • Defecar em local limpo e seco. Retirar do início, meio e fim da amostra. Pode ser colhida qualquer evacuação do dia.
      • Se houver eliminação de muco, pus ou sangue, colocar amostras que os contenham.
      • Não usar laxante.
      • Se houver eliminação de outro material (por ex. vermes ou parte destes), deve ser colocado em outro recipiente limpo.
      • Leve imediatamente a amostra ao laboratório. Caso a coleta tenha sido à noite, guardar o material na geladeira e não congelar. As mulheres devem evitar colher as fezes no período menstrual.
      • Etiquetar adequadamente
    • EPF:
      • Exame a fresco: análise do sedimento
      • Métodos quantitativos: Kato-Katz;
      • Métodos qualitativos:
      • HPJ
      • MIFc
      • Faust
      • Baermann Moraes
      • Método da fita gomada.
    •  
    • Método direto
      • método fácil e barato.
      • permite visualizar protozoários (trofozoítas e cistos) e helmintos (ovos, larvas e proglotes).
      • fezes recém-emitidas (no máximo 30 minutos) e normalmente diarréicas .
      • Método:
      • Colocar 60/70 mg de fezes em uma lâmina de microscopia. (diluir em salina se necessário)
      • Cobrir as fezes com lamínula (embebida em solução aquosa de verde de malaquita a 3% ou lugol).
      • Examinar ao microscópio
    •  
    •  
    • http://www.naea-ufpa.org/revistaNCN/ojs/images/articleimages/hilton01.JPG
    • Fezes: armazenamento
      • Em geladeira: até 3 dias
      • Adicionando conservantes:
      • Formol a 4%;
      • MIF: Merthiolate-Iodo-Formol
      • SAF: acetato de sódio, ácido acético e formol para protozoários
    • Armazenamento em MIF
      • As amostras de fezes são colhidas durante 3 dias consecutivos ou não (emissões diferentes) em líquido conservante-MIF.
      • Colocar pequenas porções das fezes das 3 emissões mergulhadas no MIF e manter em local fresco.
      • Contra-indicações: laxantes e enemas com utilização de contrastes.
    • Método quantitativo:
      • Análise microscópica
      • Contagem da quantitativa de ovos e cistos por campos visuais ou por lâmina.
      • Classificação utilizada por cruzes (+++++)
      • Pouco usado na prática
    • Método qualitativo: HPJ: Hoffman, Pons e Janer
      • Método de sedimentação espontânea;
      • Permite o encontro de larvas, helmintos e cistos e protozoários;
      • Material: cálice, bastão de vidro, fezes, água tratada; funil, gaze cirúrgica dobrada em 4, lâmina e lamínula, Lugol, canudinho ou pipeta
    •  
    • Técnica
      • Diluir as fezes em água tratada pelo bastão;
      • Coar a solução através de gaze assentada sobre um funil para um cálice;
      • Deixar sedimentar por 2 a 24 horas
      • Com o canudinho ou pipeta, depositar uma gota sobre lâmina e colocar lamínula
      • Observar em objetivas de 10 e 40x.
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    • Método qualitativo: Faust
      • Método de centrífugo-flutuação;
      • Usado para a pesquisa de cistos de protozoários e ovos leves;
      • Material: solução de fezes e água,
      • sulfato de zinco a 33%,
      • tubos de centrífuga,
      • alça de platina,
      • lâmina e lamínula,
      • centrífuga,
      • lugol
    • Faust: técnica
      • Coar a solução em tubo de centrífuga e centrifugar a 2500 RPM
      • Desprezar o sobrenadante e completar com água; centrifugar até ficar claro;
      • Adicionar o sulfato de zinco 33% e centrifugar;
      • Com a alça de platina, recolher a película superficial e depositar em lâmina com Lugol e observar em objetiva de 10 e 40x
    • Método qualitativo: Baermann-Moraes
      • Método de concentração para identificação de larvas de helmintos ( Strongyloides stercoralis ) por migração ativa.
      • Propriedades de hidrotropismo e termotropismo positivos.
      • Material: fezes em trouxa de gaze, peneira, água a 45 ºC, funil ligado a borracha, pinça de Mohr, centrífuga, microscópio.
      • Pré-analítico: as fezes tem que ser recém emitidas e não se pode colher em frasco contendo MIF ou outro conservante.
    • Técnica: Baermann-Moraes
      • Colocar 10 g de fezes sobre gaze dobrada em quatro, fazendo uma trouxinha.
      • Colocar o material sobre um funil, contendo um tubo de borracha conectado à sua extremidade e fechado coma pinça de Mohr;
      • Colocar água pré-aquecida a 45 ºC de modo a emergir as fezes
      • Deixar 1 hora de repouso
    • Técnica: Baermann-Moraes
      • Colher 5 ml, abrindo a pinça em tubo cônico de centrífuga;
      • Centrifugar;
      • Desprezar o sobrenadante;
      • Depositar em lâmina, corando com lugol e observar em microscópio ótico, em objetivas de 10 e 40x.
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    • Fita gomada: Grahan
      • Técnica deve ser realizada ao amanhecer, antes do paciente fazer higiene anal e repetida em dias sucessivos, caso dê negativo e a clínica for fortemente sugestiva.
      • Material: abaixador de língua ou tubo de ensaio, fita durex, microscópio.
    • Técnica: Fita gomada: Grahan
      • Colocar uma fita adesiva transparente sobre o fundo de um tubo de ensaio, com o lado adesivo para fora.
      • Abrir a prega anal e encostar a face adesiva várias vezes na região perianal.
      • Fixar a fita em lâmina
      • Observar ao MO.
      • Oxiúrius fêmeas na pele peri anal
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    • MIFc
      • Trata-se de técnica de concentração por centrifugação;
      • Material: fezes em suspensão com água ou MIF; tubo cônico, éter, centrífuga, gaze montada em pinça, lâmina e lamínula, lugol
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    • Laudo: como redigir??
      • Descrever separadamente ovos de helmintos;
      • Cistos de protozoários
      • Larvas
      • Nome científico correto em itálico
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    • Conclusão
      • EPF apresenta grande aplicabilidade clínica.
      • Quando realizado em amostras seriadas tem alta sensibilidade, principalmente em se tratando de populações de alto risco epidemiológico para doenças parasitárias.