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Redação de uma menina de 14 anos
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Redação de uma menina de 14 anos

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  • menina vc esta de parabens gostei da sua redaçao ta bom concerteza tirou 10 nesse trabalho ou mais ate logo maneiro ficou seu trabalho - pra nao falar acontrario né e nem pra ti deixar ofendida tenho que falar felismete a minha redaçao esta melhor que a sua ta eu realmente metir para vc ta kkkkkkkkkkkkkkk
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Transcript

  • 1.  
  • 2. Na cidade de Joinville  houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: "dai pão a  quem tem fome".
  • 3. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um lindo texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.
  • 4. Vejam o texto dessa jovem, que vem a ser uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que vem a ser este sentimento cívico.
  • 5. “ Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? _ perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:
  • 6. _ Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes ?
  • 7. Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. E era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.
  • 8. E não suportando as chorosas queixas do Brasil, saí de casa e fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei...conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais...quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.”
  • 9. Que exemplo! O texto nos remete a uma reflexão muito séria quanto ao nosso papel na sociedade, especialmente levando em conta o fato de sermos uma minoria absoluta no nosso querido Brasil de analfabetos.
  • 10. O momento é mais do que oportuno para seguirmos o exemplo da jovem, tomando uma posição firme e decisiva nas campanhas eleitorais que estão por vir. Não é estranho para ninguém que nosso querido Brasil mergulhou numa crise sem precedentes, afetando direta e mais profundamente, exatamente os irmãos que têm pouca ou nenhuma educação e cultura e que, infelizmente, decidem efetivamente com seus votos o quadro político que estará (ou continuará a estar) à frente de nossos destinos.
  • 11. O que fazer? Ficaremos acomodados? Deixaremos as coisas como estão? Continuaremos apenas olhando o maior show de corrupção de nossa história? Seremos cúmplices (por omissão), de um quadro que chega às raias da criminalidade (em todos os sentidos)?
  • 12. Não dá mais para sermos apenas eleitores. Não basta cumprir com o dever cívico cravando um x em nosso candidato. O Brasil precisa dos que possuem esclarecimento um pouco acima da média. Nosso povo, especialmente o mais humilde, precisa de nossa orientação, nossa ajuda mesmo, com relação aos que se propõem ocupar as vagas públicas em todos os níveis.
  • 13. Só nos resta uma revolução pacífica, porém intensa e generalizada, manifestada pela atitude patriótica na condução dos que ainda não sabem o melhor caminho e não têm a escolha certa com relação aos candidatos constantes das urnas.
  • 14. Assim como a jovem demonstrou seu amor à Pátria, redigindo um texto tanto patriótico quanto exemplar, devemos deixar o conforto de nossos lares e ir à luta, orientando cada brasileiro ainda em dúvida ou sem o esclarecimento necessário, fazendo com que nos livremos em definitivo dos “cânceres” de nossa política e tenhamos em seu lugar, apenas aqueles comprometidos com o bem social.
  • 15. O Brasil pode vir a ser um dos melhores países do universo para se morar e manter nossas famílias. Porém a atitude pró-ativa em busca dessa mudança, orientando os milhões de analfabetos que têm direito ao voto, mas que infelizmente não sabem da importância daquele ato simples de sinalizar um x no número do candidato. Talvez a única saída seja mesmo a luta corpo a corpo junto a esse universo excluído da formação educacional e sem o mínimo de condição para escolher os mais adequados ao nosso Brasil, neste momento tão difícil, decisivo e importante para a solução de nossos problemas.
  • 16. Brasil: Mais do que nunca precisamos entoar o nosso hino: “Um filho seu não foge à luta”.