Terminologias contabeis para custos

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Terminologias contabeis para custos

  1. 1. 1 1- QUE TITULO E COMENTÁRIO VOCE FARIA A ESTE ESTUDO DE CASO. TITULO: Esta fábula se destina a destacar, de forma curiosa e criativa, as diferenças entre vários conceitos de custos. Leia com atenção a pequena história e faça suas próprias reflexões sobre as críticas do contador de custos a respeito da decisão tomada pelo dono do restaurante da esquina quando resolveu dispor de um pedaço do balcão para vender saquinhos de amendoins. ª Joaquim, o dono de um restaurante da esquina, resolveu vender, além dos seus produtos normais, pequenos pacotes de amendoins, para aumentar seus lucros. Seu contador o Sr. Apropriador de Custos, que vem mensalmente encerrar os livros contábeis do restaurante, avisa ao nosso Joaquim que este tem uma “bomba em suas mãos”. Contador: Joaquim, você me disse que quer vender estes amendoins porque grande número De pessoas deseja comprá-los; será que você já pensou no custo? Joaquim: É lógico que não vai me custar nada. É lucro líquido. É verdade que eu tive de pagar R$ 3.750,00 pela prateleira, mas os amendoins custam r$ 9,00 o pacote e eu os venderemos por R$ 15,00. Espero vender 50 pacotes por semana para começar. Em 12 semanas e meia cobrirei o custo da prateleira. Depois disso, terei um lucro líquido de R$ 6,00 por pacote. Quanto mais vender, maior o lucro. Contador: Este seu ponto de vista é antiquado e completamente irreal. Hoje em dia, os métodos aperfeiçoados de contabilidade permitem que façamos um estudo mais aprofundado, que demonstra a complexidade do problema. Joaquim: o quê? Contador: Quero dizer que devemos integrar toda a operação “venda de amendoins”, dentro da sua empresa e apropriar aos pacotes de amendoins a sua parcela correta do total das despesas gastas. Devemos apropriar aos pacotes uma parte proporcional das despesas do restaurante com aluguel, luz , aquecimento, depreciação, salários dos garçons , do cozinheiro etc . Joaquim: Do cozinheiro? O que é que ele tem a ver com os amendoins? Ele nem sabe que eu os vendo. Contador: Olhe, Joaquim, o cozinheiro trabalha na cozinha , a cozinha prepara a comida, a comida traz os fregueses que serão os compradores dos amendoins. Por isso é que deve apropriar ao custo das vendas dos amendoins tanto uma parte do salário do cozinheiro quanto uma parte do seu próprio salário. Veja este quadro demonstrativo; ele contém uma análise de custos cuidadosamente calculada e indica que o lucro operacional deve ser igual a R$ 191.700,00 por ano, para cobrir as despesas gerais. Joaquim: Os amendoins? R$ 190.000,00 reais por ano de despesas gerais? Essa não.
  2. 2. 2 Contador: Na verdade, o total dessas despesas é um pouco superior a isto.Todas as semanas você tem despesas com limpeza e lavagem das janelas e do chão, com a reposição dos sabonetes consumidos no lavatório e com cervejinhas para o guarda. O total então sobe a R$ 196.650,00 por ano. Joaquim: (Pensativo) – O vendedor de amendoins me disse que eu conseguiria bons lucros – era só colocar os pacotes perto da caixa registradora e pronto – R$ 6,00 de lucro por pacote vendido. Contador: (Torcendo o nariz) – Ele não é um contador. Você sabe quanto lhe custa a porção de espaço sobre o balcão ao lado da caixa registradora? Joaquim: Não custa nada – não cabe nem um freguês extra – é um espaço morto, inútil. Contador: O ponto de vista moderno sobre os custos não nos permite pensar em espaços inúteis. O seu balcão ocupa seis m2 e as vendas anuais totalizaram R$ 2.250.000,00 por ano. Logo, o espaço ocupado pela prateleira de amendoins lhe custará R$ 37.500,00 por ano. Desde que você retire aquela área de uso geral, deve debitar o seu custo ao ocupante real do espaço. Joaquim: Você quer dizer que eu devo acrescentar R$ 37.500,00 por ano a mais como despesa com a venda de amendoins? Contador: Justamente. Isto elevará os custos gerais de operação a um total geral de R$ 234.450,00 por ano. Ora, se você quer vender 50 pacotes de amendoins por semana, estes custos representarão R$ 90,00 por pacote. Joaquim: O quê? Contador: Evidentemente, devemos acrescentar a isto o preço de compra R$ 9,00 por pacote, o que nos dará o total de R$ 99,00. Joaquim: Existe aqui alguma coisa esquisita. Contador: Veja os números. Eles provam que a venda de amendoins é deficitária. Joaquim: (Com um sorriso inteligente) – E se eu vender muitos pacotes – mil pacotes por semana, em vez de somente 50? Contador: (Com um ar tolerante) – Joaquim, você não entendeu o problema. Se o volume de vendas aumentar, o mesmo acontecerá com os seus custos operacionais – maior número de pacotes, maior o tempo gasto, maior a depreciação, mais tudo. O princípio básico da contabilidade de custos e invariável: “Quanto maiores as operações, maiores os custos gerais a serem apropriados”.Não, o aumento do volume de vendas não o ajuda em nada. Joaquim: OK. Já que você sabe tanto, o que devo saber?
  3. 3. 3 Contador: (condescendente) – Bem, você poderia reduzir seus custos operacionais. Joaquim: Como? Contador: Mude-se para um imóvel de aluguel mais baixo. Diminua os salários, mande lavar as janelas de 15 em 15 dias; não coloque mais sabonetes nos lavatórios, diminua o custo por metro quadrado de seu balcão. Por exemplo, se você conseguir reduzir suas despesas em 50% , a porção das despesas gerais apropriadas à venda dos pacotes de amendoins passará de R$ 234.500,00 para R$ 117.250,00 pior ano, reduzindo o custo a R$ 54,00 por pacote. Joaquim: (Não muito satisfeito) – Será isso interessante? Contador: É lógico que sim. Contudo, ainda assim você perderia r$ 39,00 por pacote se o seu preço de venda for somente de R$ 15,00 por pacote. Portanto, você deverá aumentar o preço de venda. Se desejar um lucro de R$ 6,00 por pacote, o seu preço de venda deverá ser igual a R$ 60,00. Joaquim: (Desolado) – Você quer dizer que, depois de reduzir minhas despesas de 50% ainda tenho que cobrar R$ 60,00? E quem vai compra-lo, a este preço? Contador: Isto é uma consideração secundária. O que interessa é que R$ 60,00 é um preço de venda baseado em uma avaliação real e justa dos seus custos operacionais já reduzidos. Joaquim: (Satisfeito) – Olhe. Eu tenho uma idéia melhor. Por que não jogar fora os amendoins? Contador: Será que você pode suportar tal perda? Joaquim: Certamente. Só possuo 50 pacotes – ou seja, R$ 450,00, e mais uma prateleira no valor de R$ 3.750,00; jogo tudo fora e pronto, acabou-se esta porcaria de negócio de amendoins. Contador: (Balançando a cabeça) – Joaquim isto não é tão simples assim. Você esta no negócio de amendoins. Se você jogar fora esses amendoins você estará adicionando R$ 234.450,00 de despesas gerais anualmente ao total das suas despesas operacionais. Joaquim, seja realista, esta perda você não pode suportar. Joaquim: (Desesperado) – É incrível. Na semana passada eu estava ganhando dinheiro. Hoje eu estou atrapalhado – só porque pensei que amendoins sobre o balcão .... Só porque eu pensei em 50 pacotes de amendoins por semana. Contador: (Com um olhar sério) – O objetivo dos estudos modernos de custo, Joaquim, é eliminar essas falsas ilusões. FONTE: LIVRO CURSO DE CONTABILIDADE DE CURSOS GEORGE LEONE
  4. 4. 4 2-LEIA E ATRIBUA UM TITULO A ESTE TEXTO: TITULO: A sobrevivência das organizações depende cada vez mais das práticas gerenciais de apuração, análise, controle e gerenciamento dos custos de produção dos bens e serviços, principalmente no atual ambiente de extrema competição. A constante preocupação dos executivos e empresários responsáveis pelo destino das empresas com tais aspectos justifica-se plenamente em virtude da busca contínua de melhor posicionamento competitivo, nas diversas fases da evolução do ambiente empresarial e da sociedade. Nesse sentido, a eficaz administração dos custos reveste-se de uma importância fundamental, fazendo com que haja sempre a preocupou de novas metodologias para apuração, análise e gestão dessa área critica. O pioneirismo na compreensão e adoção de novas e revolucionárias técnicas de custeio constitui- se, também, em importante diferencial competitivo. Como conseqüência imediata, tem-se o desenvolvimento da chamada contabilidade gerencial, cuja primordial preocupação tem sido o estudo da Contabilidade de custos. Principalmente após a revolução industrial, com o surgimento, de fato, das primeiras industrias, os executivos responsáveis pelos custos tem respondido satisfatoriamente aos anseios dos empresários e investidores concernentes às necessárias informações e relatórios para as tomadas de decisões. A globalização da economia trouxe como uma das principais mudanças a eliminação das chamadas fronteiras econômicas e financeiras, exigindo do empresário uma atuação mais dinâmica, abrangente e competitiva. Podendo atuar em novos mercados, as grandes corporações multinacionais sentiram rapidamente a necessidade de modificar seus conceitos operacionais e produtivos, visando principalmente à redução de gastos, para possibilitar sua sobrevivência e crescimento em um novo mercado, caracterizado pela maior exigência dos consumidores. [Principalmente nos países ou nas regiões que se encontram com grandes níveis de desemprego, em economias recessivas ou estabilizadas, tornou-se bastante difícil para essas empresas a conquista de novos clientes e a manutenção dos antigos]. Diante destes fatores citados podemos afirmar que eles são os responsáveis por uma das grandes mudanças no objeto de preocupação da maioria dos empresários dos tempos modernos, que é a necessidade de excelente gerenciamento de seus custos de produção de bens ou serviços. O crescimento das atividades, a diversificação dos negócios , a dispersão geográfica, a sofisticação das finanças e da produção exigiram a delegação para pessoas estranhas às famílias de parte dos controles e do gerenciamento das atividades administrativas, financeiras e produtivas das empresas. Naturalmente , foi cada vez mais crescente e significativa a necessidade da implantação de eficientes sistemas de relatórios gerenciais, para subsidiar as tomadas de decisões dos donos de capital, impossibilitados de participar rotineiramente de todas as fases dos processos administrativos e produtivos. A introdução dos controles internos em todos os níveis já é uma preocupação antiga dos empresários, de acordo com alguns autores: “ As primeiras organizações comerciais americanas a desenvolverem sistemas de contabilidade gerencial forma as tecelagens de algodão mecanizadas e integradas, surgidas após 1812. Elas utilizavam contas de custos para avaliar a mão- de- obra direta e custos gerenciais na conversão das matérias-primas em fios e tecidos acabados”. (Nosso Grifo)
  5. 5. 5 A contabilidade de custos sublinha a idéia de que o Contador de Custos e ou Administrador de Custos deve conhecer o ambiente no qual a Contabilidade de Custos vai atuar e que seus usuários devem estar bem familiarizados com as técnicas de custeio para poderem compreender a utilizar-se das informações de custos. O contador e ou administrador de custos antes mesmo de desenvolver suas atividades , deverá conhecer o processo produtivo e as relações entre os diversos setores da entidade. O processo produtivo deve ser olhado de modo global inicialmente. Ele vai desde o planejamento da produção, considerando planilhas e orçamentos, até a expedição dos produtos para os clientes, passando por todas as fases de Controle. Deve conhecer como e o porque de cada atividade. Deve ter visão clara do ciclo operacional. Muitas vezes, é recomendável que o administrador ou contador de custos , antes de começar a trabalhar, faça um estágio nos diversos setores e componentes operacionais e administrativos da entidade para atender melhor as atividades. “O objetivo principal das empresas é maximizar seus lucros.” 3- LEIA E ATRIBUA UM TITULO A ESTE ASSUNTO: TITULO: Para melhor entender o quanto é importante à contabilidade partimos de um exemplo, imagine que você é um profissional de empresas, e tenha sido convidado para a diretoria de uma empresa ou indústria. Ao assumir o cargo de diretor financeiro, você verifica que quase todos os homens-chaves da empresa se demitiram, solidários com o diretor demissionário. Como você reagiria a essa situação? Certamente um dos primeiros passos seria a coleta de informações e dados, para que , conhecedor da situação econômico-financeira da empresa, você pudesse tomar as primeiras decisões. Seu ponto de partida seria, naturalmente , os registros e relatórios econômico-financeiros de seu antecessor, até a data em que ele deixou a empresa. E é nesse ponto que entra a contabilidade. Pois seu objetivo principal e registrar as transações de uma entidade de forma que sejam expressas em termos monetários, e informar os reflexos dessas transações na situação econômico-financeira dessa empresa e uma determinada data. A importância de se registrar as transações de uma empresa e proveniente de uma serie de fatores: - Como o dinamismo da empresa ; - A mudança de seus dirigentes quando necessário e do pessoal que opera no setor; - A necessidade de comprovar, com registros e documentos, a veracidade das transações ocorridas; - A possibilidade de reconstituir, com detalhes, transações ocorridas muitos anos antes; - A necessidade de registrar as dívidas contraídas, os bens adquiridos, ou o capital que os proprietários investiram no negocio; - E ainda informar os reflexos que as transações provocam na situação econômico-financeira de uma empresa para que os diversos interessados em seu passo , presente e futuro tenham conhecimento de seu progresso, estagnação financeira ou retrocesso. A contabilidade de custos enfatiza o conceito que ela prepara informações diferentes para atender a necessidades gerenciais diferentes. De acordo com as necessidades gerenciais, apresentadas pelos diversos níveis gerenciais, a Contabilidade de Custos vai se organizar em
  6. 6. 6 termos de sistemas de acumulação de dados, de critérios de avaliação e de apropriação dos custos a seus portadores ( componentes organizacionais, atividades e operações, serviços e produtos e outros objetos de custeio, para produzir relatórios que satisfaçam às exigências dos diversos usuários. Pois ela é parte integrante da contabilidade, e, portanto seus sistemas de determinação de custos devem estar sempre integrados e coordenados ao sistema contábil. A contabilidade de custos coleta dados , classifica e registra os dados operacionais das diversas atividades da entidade, denominados dados internos bem como algumas vezes coleta e organiza dados externos. Os dados coletados podem ser tantos monetários como físicos: Exemplos dados físicos operacionais: unidades produzidas, horas trabalhadas, quantidade de requisições de materiais e de ordens de produção. Dados monetários: todos os dados citados acima com seus respectivos valores. Em seguida a contabilidade de custos acumula, organiza, analisa e interpreta os dados operacionais físicos e os indicadores combinados no sentido de produzir, para os diversos níveis da administração e de operação , relatórios com as informações de custos solicitadas. Uma das formas mais empregadas ,que talvez seja o fundamento da contabilidade de custos é baseado no principio da causação ou seja a preocupação em atribuir os custos a seus portadores finais. Isto significa que os custos serão classificados em diretos e indiretos, dependendo da dificuldade existente para sua apropriação. 4- LEIA E ATRIBUA UM TITULO A ESTE ASSUNTO: TITULO: COLETA DE DADOS CENTRO INFORMAÇÕES PROCESSADOR DE INFORMAÇÕES Sistema de Custos Critérios Básicos Em conjunto com Apoio da Administração Procedimentos Registros os Usuários Fonte: ver. FAE nº 03 set/dez,1999, p 21-28 – Artigo Sistemas de gestão de custos dificuldades na implantação
  7. 7. 7 4.1 - FASE I – COLETA DE DADOS O trabalho de coleta e seleção de dados internos e externo, quantitativos e monetários se dará em subsistemas de apoio, constituídos pelas áreas funcionais e instrumentos de controle da empresa, tais como: Etapas de produção, sistemas de controle de materiais, controle de patrimônio e planejamento de produção. A atuação desses subsistemas implicará um planejamento, treinamento, organização e integração entre os setores, o que promoverá uma postura participativa e um entendimento sobre a importância da gestão de custos para a empresa. 4.2- FASE II – PROCESSAMENTO DOS DADOS Nesta fase , o centro processador de informações receberá os dados e executará a operação de acumulação, organização, análise e interpretação desses dados, transformando-os em informações compatíveis com as saídas esperadas, definidas na arquitetura dos sistemas de custos, modelados especialmente para a empresa. 4.3 - FASE III – INFORMAÇÕES Os dados gerados pelo sistema de custos constituem-se em importante elemento do sistema de informações gerenciais, pois representam os resultados de um trabalho de processamento alicerçado num modelo de sistema exaustivamente desenhado e elaborado para atender as necessidades especificas da empresa, levando em conta seus objetivos e metas, seus parâmetros e prioridades. Essas informações deverão advir de contatos iniciais com os usuários do sistema (gerentes de produção, finanças, recurso humanos, vendas, marketing, contabilidade, engenharia, projetos, desenvolvimento de produtos), para que os sistema de custos produza relatórios gerenciais confiáveis, eficientes e úteis para as diversas áreas funcionais da empresa.
  8. 8. 8 5 - NASCIMENTO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS Após revolução industrial: necessidade de maiores e mais precisas informações, que permitissem uma tomada de decisão correta. Antes: praticamente não existia, já que as operações resumiam basicamente à comercialização de mercadorias, e os estoques eram registrados e avaliados pelo seu custo real de aquisição. 5.1- Origem da Contabilidade de Custos Revolução industrial: registrar os custos que capacitavam o administrador a avaliar estoques, determinar mais corretamente resultados e levantar balanços. I guerra e crise de 29: necessidades de melhorias nos controlem. II guerra: maior necessidade de eficiência/eficácia; aumento da competição.
  9. 9. 9 6 LEIA E ATRIBUA UM TITULO A ESTE ASSUNTO: TITULO: São essencialmente medidas monetárias dos sacrifícios com os quais uma organização tem que arcar a fim de atingir seus objetivos. É o ramo da contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxilio as funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões. 7- LEIA E ATRIBUA UM TITULO A ESTE ASSUNTO: TITULO: Os objetos mais conhecidos que formam o campo de atuação da contabilidade de custos mais conhecidos são os seguintes: A entidade, como um todo, seus componentes organizacionais (administrativos e operacionais); Os produtos, e bens que fabrica para si própria e para a venda e os serviços, faturáveis ou não, podemos citar como exemplo: sos estoques, as campanhas, as promoções, os estudos especiais, os segmentos de distribuição, as atividades e as operações desde as menores até as maiores, ao planos e alternativas operacionais. 8- LEIA E ATRIBUA UM TITULO A ESTE ASSUNTO: TITULO: Determinação do lucro: empregando dados originários dos registros convencionais contábeis, ou processando-os de maneira diferente, tornando-os mais úteis à administração; Controle das operações: e demais recursos produtivos como os estoques, com a manutenção de padrões e orçamentos, comparações entre previsto e realizado; Tomada de decisões: o que envolve produção (o que, quanto, como e quando fabricar); formações de preços, escolha entre fabricação própria ou terceirizada. A contabilidade de custos também auxilia na solução de problemas relacionados: - Ao preço de venda; - À contribuição de cada produto ou linha de produtos para o lucro da empresa; - Ao preço mínimo de determinado produto em situações especiais; - Ao nível mínimo de atividade em que o negocio passa a ser viável;
  10. 10. 10 9- POR QUE ESTUDAR OS CUSTOS? Atender necessidades gerenciais de três tipos: – Informações sobre a rentabilidade e desempenho de diversas atividades da entidade; – Auxílio no planejamento, controle e desenvolvimento das operações; – Informações para a tomada de decisões. 10 - QUESTIONÁRIO 1- Para que serve a contabilidade de custos? 2- A contabilidade de custos coleta dados. Que dados são esses? Para que serve cada um deles? Mencione alguns exemplos? 3- A contabilidade de custos produz informações diferentes para atender a necessidades gerenciais diferentes. O que se entende por essa afirmação? 4- Quais são os objetivos da contabilidade de custos? 5- Quais são os objetos da contabilidade de custos? 6- Por que a contabilidade de custos deve ser integrada e coordenada a outros setores da empresa? 7- Por que é importante que o administrador de custos conheça o ciclo operacional da empresa, conheça o ambiente em que a contabilidade de custos vai atuar e esteja bastante familiarizado com as operações? 8- Ao implantar a contabilidade de custos, quais os objetivos que a empresa pretende atingir? 9- Cite 3 tipos de informação gerada pela contabilidade de custos. 10- Cite e explique dois tipos de problemas que a contabilidade de custos ajuda a solucionar.
  11. 11. 11 11- Responda as questões com base no texto acima: 1)Em âmbito mundial, quais foram os principais motivos para a evolução da Contabilidade de Custos? 2)O que você entende por uma empresa industrial? Cite um exemplo de processo industrial: 3)De que maneira um eficiente sistema de apuração de custos pode contribuir para a sobrevivência das empresas modernas que atuam em um ambiente extremamente competitivo e na chamada economia globalizada? 4)No Brasil, algumas empresas de médio e pequeno porte não implantaram sistemas de apuração de seus custos de produção. Em sua opinião, por que isso acontece? Quais seriam os argumentos que você usaria para convencer os empresários a implantar em suas empresas sistemas de apuração de custos? 5)Por que os administradores de empresas precisam conhecer com profundidade os conceitos e as metodologias para apuração dos custos de produção? 6) Quais são as fases da Contabilidade de Custos? Para um bom gerenciamento de custos é possível que se exclua alguma destas fases? Dê sua opinião: 7) Assinale a alternativa correta: a) As empresas prestadoras de serviços não necessitam de sistemas de contabilidade de custos para seu gerenciamento. b) Um sistema de contabilidade de custos só é útil nas grandes empresas que possuem diversos departamentos e produzem diversos produtos. c) A apuração dos custos por departamento pode revelar deficiências nos processos produtivos. d) A contabilidade de custos só fornece informações úteis para os encarregados da produção e não auxilia na tomada de decisões. 8)Você concorda com a seguinte informação? Comente sobre: “O principal objetivo das empresas atualmente é reduzir custos, tornando-se competitivas num mercado globalizado e conseqüentemente maximizando seus lucros.” 9)Em sua opinião quais são os principais usuários das informações geradas por um eficaz sistema de apuração de custos e que decisão estes usuários podem tomar?
  12. 12. 12 12- ALGUMAS DAS TERMINOLOGIAS MAIS USUAIS: O objetivo das terminologias contábeis é uniformizar o entendimento de determinados termos que serão utilizados: • GASTO – sacrifício que a entidade arca para a obtenção de um bem ou serviço, representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). O gasto se concretiza quando os serviços ou bens adquiridos são prestados ou passam a ser de propriedade da empresa. Exemplos: gastos com mão-de-obra (salários e encargos); gasto com aquisição de matérias-primas para industrialização; gasto com setores administrativos; gasto com aquisição de máquinas e equipamentos. • DESEMBOLSO – pagamento resultante da aquisição de um bem ou serviço. Pode ocorrer concomitantemente ao gasto (pagamento à vista) ou depois deste (pagamento a prazo). Os gastos podem ser: INVESTIMENTOS, CUSTOS ou DESPESAS. • INVESTIMENTO – gasto com bem ou serviço ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. Exemplos: aquisição de móveis e utensílios; aquisição de imóveis; despesas pré-operacionais; aquisição de marcas e patentes e aquisição de matéria-prima. • CUSTO – gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços; são todos os gastos relativos à atividade de produção. Exemplos: salários do pessoal da produção; matéria-prima utilizada no processo produtivo; combustíveis e lubrificantes usados nas máquinas da fábrica; aluguéis e seguros do prédio da fábrica; depreciação dos equipamentos da fábrica; gastos com manutenção das máquinas da fábrica. ATENÇÃO: A matéria-prima adquirida pela indústria enquanto não utilizada no processo produtivo, representa um investimento e estará ativada numa conta do Ativo Circulante; no momento em que é requisitada pelo setor de produção, é dada baixa na conta do Ativo e ela passa a ser considerada um custo, pois será consumida para produzir outros bens ou serviços. • DESPESA – gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. Exemplos: Salários e encargos sociais do pessoal de vendas e do escritório de administração; energia elétrica consumida no escritório; gasto com combustíveis e refeições do pessoal de vendas; contas telefônicas do escritório de vendas; aluguéis e seguros do prédio da administração. ATENÇÃO: Custo x Despesa – regra simples Todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são custos; a partir daí, são despesas. Gastos com embalagens são custos se realizados no âmbito do processo produtivo (o produto é vendido embalado); são despesas se realizados após a produção (o produto pode ser vendido com ou sem embalagem). • PERDA – gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade produtiva normal da empresa. Exemplos: perdas com incêndio, obsoletismo de estoques etc. RECEITA – entrada de elementos para o ativo sob a forma de dinheiro ou direitos a receber, correspondente normalmente à venda de bens ou serviços. Ganho: lucro, proveito, vantagem; (osni moura, contabilidade comercial- pag. 165)
  13. 13. 13 A DEPRECIAÇÃO PODE SER CONSIDERADO COMO CUSTO DE PRODUÇÃO DE BENS OU SERVIÇOS QUANDO ESTE BEM ESTA COLOCADO A DISPOSIÇÃO DA PRODUÇÃO. A DEPRECIAÇÃO PODE SER CONSIDERADO COMO DESPESA ADMINISTRATIVA OU COMERCIAL QUANDO ESTES BENS ESTIVEREM SENDO UTILIZADO PELAS ÁREAS ADMINISTRATIVAS OU COMERCIAL. 13 Definição genérica de custos Balanço Patrimonial Demonstrativo de Resultado do Exercício Custos Produtos ou Serviços Consumo associado Elaborados à elaboração do produto ou serviço Consumo associado ao período Investimentos Gastos
  14. 14. 14 14- DIFERENÇA ENTRE CUSTOS E DESPESAS Numa indústria custo significa todos os gastos na fábrica (produção): matéria-prima, mão-de-obra, energia elétrica, manutenção, embalagem etc. Despesa significa os gastos no escritório, seja na administração, seja no departamento de vendas, seja no departamento de finanças ASSOCIAÇÕES ENTRE RECEITAS, CUSTOS E LUCROS. A obtenção de lucros é um dos principais objetivos de qualquer empresa. A equação mais simples para expressar o lucro consiste em apresentá-lo como a diferença entre receitas e gastos, ou: Receitas – Gastos = Lucro Dessa forma, o lucro depende dos custos e das vendas. A área comercial é responsável pelas vendas, embora a contabilidade de custos enxerga certa influência em função do papel dos custos sobre o estabelecimento ou controle do preço de vendas. Para produtos sob encomenda, a relação pode ser apresentada como: Gastos + lucro = preço de venda Mediante planilhas específicas, a contabilidade pode levantar os gastos da encomenda, empregando no processo dados de diferentes áreas, como comercial, industrial, financeira, de compras. Ao somatório dos custos e despesas serão acrescidos os lucros desejados. Por exemplo, quando um cliente leva seu veiculo a uma oficina autorizada, esta dimensionará a quantidade de mão-de-obra necessária para o serviço, estimará o custo dos materiais diretos necessários e alocará, empregando algum critério específico, os custos indiretos e despesas. Posteriormente, incluirá o lucro desejado, fornecendo a cotação para os serviços solicitados. Nessa situação, a receita (ou preço a ser praticado) passa a ser função dos custos da empresa e do lucro desejado. Com base nos custos incorridos, são acrescidos os lucros desejados e é
  15. 15. 15 obtido o preço de venda. Em marketing, esse processo corresponde a um dos 4 ps,o p de preço, variável que seria controlável. Obviamente, apenas em mercados bastantes específicos isso é possível. Nos demais, o preço não é imposto pela empresa, mas consequência das características do produto e do mercado. O caso mais comum da relação entre preço, gastos e lucro pode ser apresentado como: Preço de Venda - Gastos = Lucro Nessa situação, a contabilidade apura os custos (contabilizados, reais, corrigidos ou não) e verifica qual foi a rentabilidade do período, podendo especificá-la por linha de produtos, por região, por clientes ou por outro meio de análise. O lucro obtido pela empresa tornar-se função dos preços praticáveis no mercado e da estrutura de gastos da entidade. Outra forma poderia apresentar os gastos como conseqüência do preço, limitado pelo mercado, e do lucro desejado pela empresa. Dessa forma, a relação matemática pode ser apresentada como: Preço de venda – lucro = gastos A relação anterior exprime o conceito de Target Cost, ou custo-meta-cujo emprego é creditado às empresas japonesas. Com base na receita a ser obtida, predeterminada em função das características do mercado e do produto, e no lucro desejado, lucro-meta ou Target Profit estabelecido pela empresa, obtêm – se o valor máximo possível para os custos. Assim, de acordo com o conceito de Target Cost, se a empresa deseja atingir uma meta de lucro, todos os agentes internos da empresa deverão trabalhar para trazer o montante dos custos ao montante determinado pela fórmula. Todos os esforços devem ser empreendidos para alcançar maior eficiência operacional, reduzindo custos, aumentando a qualidade do produto e do processo e eliminando os desperdícios e o retrabalho em qualquer fase.
  16. 16. 16 14 - ESTUDOS DE CASO Sua vizinha dona Severina é proprietária de um bar na estação rodoviária onde param os ônibus da viação Umuarama ltda. Os fiscais de tributos estaduais fizeram na semana passada uma visita ao estabelecimento e pediram que dona Severina identificasse suas operações do mês anterior de acordo com a teoria de custos para que eles pudessem examinar melhor a escrita contábil da empresa. Para simplificar o trabalho de D. Severina, os fiscais levantaram as operações do mês e presentearam um resumo. D. Severina trouxe-nos esse resumo para ajudássemos a realizar o trabalho pedido pela fiscalização. O resumo é o seguinte: 1- Compra de 50 pacotes do café Corol a R$ 5,00 cada pacote. 2- Como D.Severina tinha vendido grande quantidade de cocos de seu sítio, ela pagou R$ 160,00, na hora. 3- Portanto, ficou devendo ao fornecedor R$ 90,00. 4- Quando foi contar os pacotes , mais tarde , verificou que o fornecedor entregou um pacote a mais. Como era difícil comunicar-se com os vendedores, ela resolveu ficar com ele. 5- Durante o mês , produziu e vendeu cafezinhos , obtendo uma renda de R$ 300,00. 6- No final do mês ao contar seu estoque de pacotes, verificou que tinha consumido 33 pacotes de café assim distribuídos: 6.1. Trinta pacotes para produzir os cafezinhos vendidos aos clientes. 6.2 – dois pacotes para produzir cafezinhos para os dois empregados do bar. 6.3 – um pacote infelizmente caiu da prateleira e o pó esparramou-se pelo chão, e não foi possível recuperar nada. 7- O bar do vizinho sr. João , teve sua cafeteira quebrada. Durante o conserto o sr. João pediu que dona Severina emprestasse a ele uma de suas cafeteiras. Dona Severina boa negociante , emprestou-a, mas cobrou um aluguel de R$ 20,00 pelo três dias. 8 – os fiscais pediram que dona Severina classificasse cada uma de suas operações e transações dentro dos seguintes títulos: ganho – perda – receita – custos – gastos de desembolso – gastos não desembolsado, rendas diversas e despesas. 9- Dona Severina prometeu que retribuiria a ajuda que você prestasse a ela. Você poderia , durante um mês toma seu cafezinho sem pagar. (esta cortesia não precisa ser classificado contabilmente). EXERCÍCIOS SOBRE TERMINOLOGIA DE CUSTOS Assinalar Falso (F) ou verdadeiro (V) à luz da terminologia contábil: ( ) Ao comprar matéria-prima, há uma despesa ( ) Gasto é o sacrifício financeiro com que uma entidade arca para a obtenção de bens e serviços. ( ) Custo incorrido em função da vida útil ou de benefícios atribuídos a futuros períodos aos bens e aos serviços produzidos. ( ) O custo é incorrido no momento da utilização, consumo ou transformação dos fatores de produção. ( ) Perdas são bens e serviços consumidos de forma anormal e involuntária.
  17. 17. 17 EXERCÍCIO 2 Classificar os eventos descritos a seguir, relativos a um banco comercial, em (I) investimento, ( C) custos, (D) despesa, (P) perda, seguindo a terminologia contábil. ( ) compra de impressos e material de escritório. ( ) Gastos com salários do pessoal operacional de agencia. ( ) consumo de energia elétrica. ( ) Gastos com transporte de numerário ( dinheiro) ( carro forte). ( ) telefone ( conta mensal) ( ) aquisição e instalação de ATM. ( ) manutenção do sistema de processamento de dados. ( ) utilização de impressos para acolher depósitos. ( ) reconhecimento de credito como não recebível. ( ) gastos com envio de talões de cheques aos clientes. ( ) depreciação de equipamentos ( computadores,ATM etc). ( ) Remuneração de tempo ocioso. ( ) consumo de material de escritório na Administração. ( ) Remuneração do pessoal da contabilidade geral. ( ) remuneração de gerentes. ( ) depreciação de prédios de agencias. ( ) gastos com treinamento e desenvolvimento de funcionários. ( ) depreciação do prédio da sede administrativa do banco. ( ) desfalque de valores por fraude. ( ) desfalque de valores por assaltos. EXERCÍCIO 2 Classificar os eventos descritos a seguir, relativos a uma lndústria de manufatura, em (I) investimento, ( C) custos, (D) despesa, (P) perda, seguindo a terminologia contábil. ( ) compra de matéria-prima. ( ) consumo de energia elétrica. ( ) gastos com mão-de-obra. ( ) consumo de combustível. ( ) gastos com pessoal do faturamento (salário). ( ) aquisição de maquinas. ( ) depreciação de máquinas. ( ) comissões proporcionais às vendas. ( ) remuneração do pessoal da contabilidade geral (salários). ( ) depreciação do prédio da empresa. ( ) consumo de matéria-prima. ( ) aquisição de embalagens. ( ) deterioração do estoque de matéria-prima por enchente. ( ) remuneração do tempo do pessoal em greve. ( ) geração de sucata no processo produtivo. ( ) estrago acidental e imprevisível de lote de material. ( ) reconhecimento de duplicata como não recebível. ( )gastos com desenvolvimento de novos produtos e processos. ( ) gastos com seguros contra incêndio. ( ) consumo de embalagens.
  18. 18. 18 15- O CUSTO É FÁCIL Veja, então, como o Custo é fácil. Inês gosta de fazer doce de abóbora. Vamos acompanha-la na cozinha: RECEITA DOCE DE ABÓBORA Ingredientes: 8 kg de abóbora 1,5 kg de açúcar 150 gramas de coco ralado 6 gramas de cravo-da-Índia 3 xícaras de água Modo de fazer: Numa panela grande, com tampa, coloque a abóbora descascada e picada em pequenos pedaços para cozinhar. Adicione as 3 xícaras de água e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, até secar. Depois coloque o açúcar e o cravo-da-Índia, mexa bem e apure por aproximadamente 50 minutos. Então, acrescente o coco ralado e deixe no fogo por mais de 25 minutos, mexendo sempre. Tempo de Preparo: Uma hora e quinze minutos de cozimento e uma hora e quinze minutos de apuração (2 horas e meia no total). Rendimento: 5 kg, aproximadamente Após algumas horas de trabalho, o doce de abóbora ficou pronto. Com 8 kg de abóbora foram feitos 5 kg de doce. Perguntamos: - Qual é o Custo desse doce? Quando você vai a uma confeitaria e compra um doce, o Custo desse doce, para você, é o preço pago por ele. Entretanto, para Inês conhecer o Custo do doce que fez ela precisa somar todos os preços pagos na compra dos ingredientes. Suponhamos os seguintes preços pagos pelos ingredientes: • 8 kg de abóbora............................................................................. 840 • 1,5 kg de açúcar............................................................................ 195 • 150 gramas de coco ralado........................................................... 370 • 6 gramas de cravo-da-índia........................................................... 80 Total................................................................................................... 1.485 Pronto!
  19. 19. 19 Se foram gastos R$ 1.485 com a compra dos ingredientes, podemos dizer que o doce custou esse valor. Fácil, não é mesmo? A esta altura, você pode estar indagando: - O Custo do doce corresponde apenas aos gastos com a compra dos ingredientes? É evidente que não, pois para fazer o doce de abóbora, além dos ingredientes, foram utilizados: • cozinha • mesa • faca • panela • fogão • colher • água • gás • energia elétrica • compoteira Além desses elementos, desde o momento em que Inês foi ao supermercado para comprar os ingredientes até o doce ficar pronto, ela gastou 4 horas de trabalho. Dessa forma, tanto os ingredientes utilizados como todos os demais elementos que concorreram para que o doce de abóbora fosse feito têm custo e precisam ser considerados. Pelo que foi exposta até aqui, você pode concluir que o Custo de fabricação apresenta duas partes: • Parte direta – composta pelos gastos com aquisição dos ingredientes utilizados integralmente na fabricação(tecnicamente conhecidos por materiais) mais o custo das horas de trabalho ( tecnicamente conhecido por mão-de-obra). A soma desses gastos é também denominada Custo Direto de fabricação, pois suas quantidades e seus valores são facilmente identificados em relação ao produto. • Parte indireta – composta pelos gastos com outros elementos que concorreram indiretamente na fabricação do doce, como: aluguel/IPTU* (Imposto Predial e Territorial Urbano), depreciação, gás e energia elétrica (tecnicamente conhecidos por gastos gerais de fabricação). É lógico que, ao comer o doce de abóbora, você não estará comendo gás, nem energia elétrica. Entretanto, esses elementos contribuíram para que a fabricação fosse possível. O Custo Direto de fabricação é fácil de ser conhecido, pois geralmente corresponde aos valores integralmente gastos na compra de materiais utilizados, mais a mão-de-obra das pessoas que trabalharam diretamente na fabricação. Por outro lado, para se conhecer o valor dos Custos Indiretos de fabricação de cada produto, deve-se estabelecer regras e efetuar cálculos para que os referidos Custos sejam adequadamente atribuídos a cada produto. Os custos Indiretos de fabricação são assim denominados porque não correspondem a gastos realizados especificamente para esse ou aquele produto. Na empresa industrial, eles beneficiam toda a produção de um período. O gasto com aluguel, por exemplo, é indispensável para que a empresa possa
  20. 20. 20 existir, porém não esta ligado a um ou outro produto; assim, o seu Custo deve ser atribuído através de algum critério para todos os produtos que foram fabricados pela industria naquele período. No nosso exemplo, embora Inês não seja uma empresa, para conhecer o Custo real do seu doce ela precisa incluir nele uma parcela do aluguel. Tecnicamente, a distribuição proporcional que se faz para atribuir a este ou aquele produto o valor dos Custos Indiretos de fabricação denomina-se rateio. Conforme dissemos, para se efetuar o rateio (distribuição), há necessidade de se adotar algum critério, seja ele estimado ou arbitrado. Esse critério é denominado base de rateio. Veja a seguir, com base no exemplo em questão, alguns critérios que podem se usados como base para ratear o valor dos Custos Indiretos: Aluguel/IPTU – critério (base) para rateio = horas de trabalho. Considerando que Inês paga R$ 60.000 por mês de aluguel (IPTU incluído), o valor a ser considerado como Custo Indireto de fabricação é obtido através do seguinte cálculo: R$ 60.000 x 30 dias = R$ 2.000 por dia Considerando que o tempo gasto para fazer o doce foi de meio dia de trabalho (4 horas), o valor do Custo será igual a R$ 1.000. Utensílios – critério (base) para rateio = horas de trabalho. Os utensílios utilizados para fazer o doce – mesa, panela, fogão etc. – não se consomem durante um processo de fabricação de muitos quilos de doce, durante alguns anos. O critério utilizado para incluir no Custo de fabricação o valor gasto na aquisição desses bens é a depreciação, que você já deve ter estudado em Contabilidade Básica ou Comercial, Lembra-se? Através da depreciação, considera-se como Custo do período uma parcela do valor gasto na aquisição dos bens duráveis, em razão do tempo de vida útil estimado para o referido bem. Suponhamos que o fogão, a mesa e os demais utensílios utilizados correspondam à depreciação de R$ 108.000 por ano, equivalendo à depreciação mensal de R$ 9.000. Sabendo que foram gastas 4 horas para se fazer o doce, o valor da depreciação proporcional ao número de horas gastas será de R$ 150 (equivalente a meio dia de trabalho). Gás – critério (base) para rateio = horas de trabalho Suponhamos que, por um botijão de gás de 13 quilos, tenham sido pagos R$ 1.300 e que, para consumir todo o gás contido no botijão, sejam necessárias 130 horas de trabalho. Logo, para cada hora de gás consumido gastam-se R$ 10. Se, para fazer o doce de abóbora, o fogão ficou ligado durante 2 horas e meia, o Custo do gás consumido é dado por: 2,5 horas X R$ 10 = R$ 25 Energia elétrica – critério (base) para rateio = horas de trabalho Considerando que, durante o mês, foram gastos R$ 3.000 com energia elétrica e sabendo que a casa tem 10 cômodos, os quais consomem energia elétrica em quantidades proporcionais, podemos estabelecer que a energia elétrica gasta por dia na cozinha corresponde a: R$ 3.000
  21. 21. 21 16-Classificações : 16.1 - Quanto a Unidade 10 cômodos = R$ 300 mensais por cômodo Logo, o consumo diário é de: R$ 300 30 dias = R$ 10 por dia Assim, o valor a ser considerado por 4 horas de trabalho (meio dia) é de R$ 5. Observações: • Conforme você pode observar, adotamos o número de horas utilizadas na fabricação do doce de abóbora como base de rateio para os Custos Indiretos. • Como partimos de um exemplo hipotético visando atribuir parcelas do Custo Indireto de fabricação a um único produto, para facilitar, na maioria dos casos, consideramos o total de horas trabalhadas como meio dia de trabalho. • O critério das horas trabalhadas é um dos muitos que existem para ratear os Custos Indiretos de fabricação aos produtos. Cada empresa, de acordo com a sua realidade, considerando o tipo de produto que fabrica, adota aquele que mais se ajusta ao seu caso. • Você observou, também, que para ratear os Custos Indiretos de fabricação aos produtos há necessidade de efetuar cálculos que, em certos casos, podem apresentar resultados não muito exatos, como ocorreu com a energia elétrica e com o gás. Assim, podem ocorrer situações em que o uso de determinado critério para cálculo, devido ao pequeno valor que o Custo representa em relação ao produto, fica tão oneroso para a empresa que é preferível encontrar outras formas mais racionais para atribuir certos Custos Indiretos aos produtos. Em nosso exemplo, a água entrou na fabricação em quantidade tão pequena que nem a consideramos. Falta, ainda efetuar os cálculos para determinar o valor da Mão-de-obra Direta (trabalho de Inês). Veja: Mão-de-obra – critério (base) para rateio = horas de trabalho. Levando-se em conta que uma confeitaria ganha R$ 200 por hora e tendo Inês gasto 4 horas o Custo do seu trabalho foi de R$ 800. Agora, podemos concluir que, para Inês fazer o doce de abóbora, concorreram os seguintes elementos: Materiais • Compreendendo os ingredientes utilizados que somaram................. 1.485 Mão-de-obra • Compreendendo o trabalho de Inês................................................................. 800
  22. 22. 22 Gastos Gerais de Fabricação • Nesse caso, correspondendo aos Custos Indiretos de fabricação: Aluguel/IPTU..................................................................................................... 1.000 Depreciação......................................................................................................... 150 Gás.................................................................................................................. 25 Energia elétrica......................................................................................... ........................ 5 Total......................................................................................................................... 3.465 16.3 - Classificações: Volume Lembramos que os Custos Indiretos de fabricação normalmente englobam, além dos Gastos Gerais de Fabricação Indiretos, os Materiais Indiretos e a Mão-de-obra Indireta. Agora sim, podemos dizer que os 5 kg do doce de abóbora custaram R$ 3.465. Até aqui você ficou sabendo que o Custo corresponde à soma dos gastos necessários para a fabricação de um produto. Ficou sabendo, ainda, que o Custo é composto por três 16.2 - Classificação quanto aos elementos:  Diretos: diretamente incluídos no cálculo dos produtos; materiais diretos e mão de obra direta; perfeitamente mensuráveis de maneira objetiva. Indiretos: necessitam de aproximações, rateio. Primários: apenas incluem a matéria-prima a mão-de-obra direta. De transformação: igualmente denominados custos de conversão ou custos de agregação. Consistem no esforço agregado pela empresa na obtenção do produto. Exemplos: mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. PESQUISAR NA BIBLIOTECA: Fixos  Variáveis Semifixos Semivariáveis 17- EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO Identifique: Custo direto Custo indireto
  23. 23. 23 Custo fixo Custo variável Custos semi-fixos Custos semi-variaveis Matéria prima utilizada direto na fabricação do produto; Mão–de-obra do pessoal da fábrica; Material secundário utilizado na fabricação do produto; Gastos com manutenção da fabrica; Gastos com transporte de pessoal da fábrica; Vigilância; Ferramentas de curta duração ; Conta telefônica da fabrica; Gastos com veículo da fábrica; Embalagem aplicada na fabricação do produto; Mão- de- obra utilizada direto na fabricação do produto; Prêmios de produção; Férias do pessoal que trabalha na fabricação do produto; Aviso prévio e indenização do pessoal da produção; Assistência médica e social do pessoal da produção; Seguro de acidentes do trabalho do pessoal da produção; Salários e ordenados do pessoal da produção ; 13 salário do pessoal da produção ; Em uma industria o salário dos supervisores de produção até um determinado volume de produção e de R$ 120.000,00 , fixo se entretanto a produção aumentar o salário deles também aumentará; Fornecedores (duplicatas a pagar) ; Salários das costureiras ( em uma fábrica de roupas); Em uma indústria a energia elétrica utilizada na fábrica é cobrada pela concessionária uma taxa mínima, mesmo que nada seja gasto no período, embora o valor da conta dependa do número de kilowats consumidos e portanto do volume da produção da empresa; Despesas com veículos da administração; Salário da secretária da gerência da fábrica; O aluguel de uma copiadora no qual se cobra uma parcela fixa mesmo que nenhuma copia seja tirada; Aluguel da área ocupada pelo fábrica; O gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira, que varia de acordo com o nível de atividade , mas que existirá , mesmo que seja um valor mínimo quando se nada produza, já que a caldeira não pode esfriar; 18- EXERCÍCIOS: Classifique os custos a seguir em: Diretos (d) indiretos ( i ) Fixos (f) variáveis (v) Semifixos (sm) semi-variaveis (sv) 1-Material de embalagem utilizada na empresa ( ) 1- Energia elétrica da fabrica ( )
  24. 24. 24 2- Matéria-prima ( ) 3- Materiais secundários de pequeno valor ( ) 4- Salários e encargos do pessoal da fabrica ( ) 5- Aluguel da fabrica ( ) 6- Salários e encargos da chefia da fabrica ( ) 7- Materiais secundários identificáveis com cada produto ( ) 8- Depreciação de maquinas utilizados na fabricação de mais de um produto ( ) 9- Consumo de água da fabrica ( ) 10- Refeições e viagens dos supervisores da fabrica ( ) 11- Material de limpeza usado na fabrica ( ) 12- Salários e encargos da segurança da fabrica ( ) 13- Água utilizada na fabrica( ) 14- Mão-de-obra utilizada direto na fabricação do produto ( ) 15- Consumo de combustíveis ( ) 16- Gastos com horas extras na produção ( ) 17- Aluguel de uma fotocopiadora no qual se cobra uma parcela fixa mesmo que nenhuma copia seja tirada. ( ) 18- IPTU ( ) 19- Matéria-prima utilizada na fabricação do produto ( ) 20- Materiais de consumo ( ) 21- Honorários da administração ( ) 22- Seguro contra fogo ( ) 23- Material de embalagem ( ) 24- Depreciação de equipamentos utilizados para fabricação de apenas um tipo de produto ( ) 25- Salários de vigias ( ) 26- Depreciação dos equipamentos quando esta for feita em função das horas trabalhadas. ( )
  25. 25. 25 Controláveis: quando podem ser controlados por uma pessoa, dentro de uma escala hierárquica predefinida. O responsável poderá ser cobrado de eventuais desvios não previstos. Não controláveis: quando fogem ao controle do responsável pelo departamento. Por exemplo, rateio do aluguel. Em uma escala hierárquica superior todos os custos são controláveis. 19.5 - Classificações: Decisões Especiais Incrementais: também denominados diferenciais ou marginais, incorridos adicionalmente em função de uma decisão tomada. De oportunidade: benefício relegado em decorrência da escolha de uma outra alternativa. Evitáveis: custos que serão eliminados se a empresa deixar de executar alguma atividade. Inevitáveis: independentemente da 19- Classificações: Controle decisão a ser tomada, os custos continuariam existindo. Empatados: também denominados sunk costs ou custos afundados. Por já terem sido incorridos e sacramentados no passado, não devem influir em decisões para o futuro por serem irrelevantes. 19.6 - Classificações: Base Monetária Históricos: custos em valores originais da época em que ocorreu a compra, de acordo com a Nota Fiscal. Históricos corrigidos: custos acrescidos de correção monetária, trazidos para o valor monetário atual. Correntes: também denominados custos de reposição. Custo necessário para repor um item no total. Estimados: custos previstos para o futuro. Custo padrão: custo estimado com maior eficiência, valor ideal a ser alcançado.
  26. 26. 26 20- EXERCÍCIO Alguns dados contábeis e financeiros das Fábricas de Sandálias Aladas Ltda. São fornecidos com base nos números apresentados, estime :(a) o custo primário; (b) o custo de transformação;(c) o custo fabril. Conta $ Materiais requisitados : diretos 8.200,00 Depreciação do parque industrial 1.700,00 Aluguel da fábrica 5.200,00 Aluguel de escritórios administrativos 7.400,00 Materiais requisitados : indiretos 950,00 Depreciação de computadores da diretoria 720,00 Mão de obra direta 9.400,00 Seguro da área industrial 2.600,00 RESPOSTA Descrição do Sub-grupo Valor r$ Sub-total e conta MATERIAL DIRETO Materiaia Requisitados: 8.200,00 8.200,00 diretos Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra Direta 9.400,00 9.400,00 Custos Indiretos de Fabricação Depreciação do Parque 1.700,00 Industrial Aluguel da Fábrica 5.200,00 Materiais Requisitados: 950,00 Indiretos Seguro da Área Industrial 2.600,00 10.450,00 Despesas Aluguel de Escritórios 7.400,00 Administrativos Depreciação de comput. 720,00 8.120,00 Da Fab. a) Custo primário= MD + MOD = 17.600,00 b) Custo de Transformação:= MOD + CIF = 19.850,00 c) Custo Total= MD + Custo de Transformação = 28.050,00 d) Custo Integral = Custos + Despesas = 36.170,00
  27. 27. 27 21-EXERCÍCIO DE ADMINISTRAÇÃO DE CUSTOS Observe as informações abaixo, extraídas de uma escrituração de uma empresa industrial , relativas a um determinado período de apuração: Materiais requisitados do almoxarifado Diretos R$ 300.000,00 Indiretos R$ 50.000,00 Mão-de-obra apontada Direta R$ 200.000,00 Indireta R$ 30.000,00 Aluguel da fabrica R$ 40.000,00 Seguro da fabrica R$ 20.000,00 Depreciação de máquinas R$ 60.000,00 Observe os dados abaixo, representativos de custos de uma empresa industrial (fabrica de calçados): Matéria –prima ...................................R$ 2.100.000,00 Depreciação..........................................R$ 27.000,00 Material de embalagem.................. R$ 30.000,00 Aluguéis da fabrica........................... R$ 80.000,00 Salários da administração............ R$ 100.000,00 Mão-de-obra..........................................R$ 1.500.000,00 Energia eletrica da fabrica.......... R$ 50.000,00 Calcule os custos fixos.
  28. 28. 28 22-AVALIAÇÃO DE ESTOQUE Os Estoques abrangem o grupo que cientificamente, na Contabilidade, denominamos “Bens de Venda”. É o grupo que merece atenção especial e o maior nº de horas nos trabalhos de Auditoria, pois envolvem o Ativo Circulante de maior importância, e qualquer erro na compilação dos Estoques influi diretamente nas Demonstrações de Resultado, pois terá efeito no custo das mercadorias vendidas. Os Estoques de empresas comerciais e industriais normalmente são classificados nas seguintes categorias: a) Produtos acabados (comprados ou produzidos para vendas). b) Produtos em Processo (materiais em vários estágios de produção, inclusive, importações em andamento) c) Matéria-prima (materiais e componentes destinados ao processo de produção) d) Material auxiliar (materiais aplicados indiretamente no processo de produção). 22.1 -OBJETIVOS DE AUDITORIA DE ESTOQUES •Assegurar de que os Estoques existem fisicamente e são de propriedade da entidade auditada (em mão,trânsito ou custódia 3ºs) •Determinar a eventualidade da existência de ônus pesando sobre os estoques ou parte deles, e qual a natureza do ônus. •Determinar se os estoques são apropriados para sua finalidade e se tem condição de realização (obsolvências, defeitos, má conservação, ou seja, se são vendáveis, e se estão sendo) •Obter descrição e classificação dos inventários •Examinar os critérios de avaliação e a adequação desses critérios, tendo em vista, os princípios fundamentais da contabilidade e a correção dos cálculos (avaliados pelo preço de custo ou de mercado, dos dois o menor). 22.2 - SISTEMA DE AVALIAÇAO DE ESTOQUES O Princípio contábil determina que a avaliação dos Estoques seja feita pelos preços de Custo ou Mercado, dos dois o menor. Desses dois princípios decorrem: a) custo-padrão (custo estimado baseado em experiência passada e posteriormente ajustado ao custo real fazendo surgir as contas de variação; b) custo específico ( identifica os custos incorridos nos produtos vendidos ou em estoques, usados em produção de um ou poucos itens, pois os custos poderão ser prontamente identificados. Para a produção contínua e de muitos itens, tal método é impraticável; c) custo médio ponderado (onde se apura o custo ponderado de cada espécie de produto, durante o exercício, aplicando-se essa média ao estoque final desse produto;
  29. 29. 29 Sistema de custo PEPS ou LIFO (primeiro que entra e primeiro que sai, estabelece que o custo das primeiras unidades a serem recebidas será o custo utilizado para as primeiras que saem, ficando os estoques sempre com unidades com custo mais atualizado; e) Sistema de custo UEPS ou FIFO (último que entra, primeiro que sai, onde a avaliação é pelo custo da última entrada, ficando os custos mais baixos. Esse método quase não é usado e quase nunca é aceito pelo Fisco. Além desses, há ainda: •custo standard •o preço de reposição •o preço de mercado •o preço de venda e outros. Cabe ao Auditor verificar qual o método de avaliação aplicado pela empresa, examinar se é uniforme em relação ao exercício anterior e se obedece aos princípios fundamentais de contabilidade. FONTE: TRANSPARENCIAS DO MESTRADO AUDITORIA DOS ESTOQUES 22.3-AVALIAÇÃO DE ESTOQUES Como a empresa compra várias unidades em períodos diferentes e não os consome na mesma proporção, elas acabam misturando-se no almoxarifado. Para atribuir custos às unidades consumidas, usamos os métodos de de avaliação de estoques. Para contabilizar a conta mercadoria é necessário saber qual o regime de inventário adotado pela entidade, a saber:  inventário periódico;  inventário permanente. – INVENTÁRIO PERIÓDICO Ocorre vendas sem controle paralelo e concomitante do estoque. É necessário fazer um levantamento físico para conhecer o estoque – INVENTÁRIO PERMANTE Toda empresa deverá ter um sistema de controle de estoque para quando da apuração dos custos das mercadorias ou apuração do resultado do exercício, estes valores estejam disponíveis.
  30. 30. 30 CONTROLE DE ESTOQUE A empresa mantém um controle permanente do estoque através de fichas de estoque ou por sistemas informatizados. O controle de estoque pelo método do Inventário Permanente pode adotar os seguintes critérios: - Preço específico; - PEPS; - UEPS; - Custo Médio. - Preço específico O critério de avaliação do custo específico consiste em se atribuir a cada unidade do estoque o preço efetivamente pago por ela. Vamos estudar os outros três critérios e procurando facilitar o entendimento, apresentaremos cinco operações ocorridas na empresa Intelitech S. A, atacadista de portas de cedro tamanho 2,00 x 0,80 m, e as fichas de estoques dos três critérios. 1. Em 05/06, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda, 100 portas por R$ 10,00 cada, conforme NF, série 1, nº 7.002. 2. Em 08/06, vendeu ao cliente Depósito Humaitá Ltda. 20 portas, CFE NF, série 1 nº 101. 3. Em 10/06, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$ 11,30 cada, conforme NF, série 1, nº 8.592. 4. Em 19/06, adquiriu do fornecedor Pereira Ltda. 50 portas por R$ 15,90 cada, conforme NF, série 1, nº 9.721. 5. Em 28/06, vendeu ao cliente Taboão S.A 140 portas, conforme NF, série 1, nº 102. PEPS A sigla PEPS significa Primeiro que Entra, Primeiro que Sai, e é também conhecido por FIFO, iniciais da frase inglesa First In, First out.
  31. 31. 31 MERCADORIA: PORTAS DE CEDRO TAMANHO 2,00 X 0,80 m MÉTODO DE CONTROLE: PEPS ENTRADAS SAÍDAS SALDO DATA HISTÓRICO QUANT CUSTO CUSTO QUANT CUSTO CUSTO QUANT CUSTO CUSTO UNIT. TOTAL UNIT. TOTAL UNIT. TOTAL 05/06 NF – 1 nº7002 100 10.00 1.000,00 - - - 100 10.00 08/06 NNF 1 nº 101 - - - 20 10.00 200.00 80 10.00 10/06 NF 1 nº 8592 50 11,30 565,00 - - - 80 10.00 50 11.30 130 19/06 NF 1 º 9721 50 15,90 795,00 - - - 80 10,00 50 11,30 50 15,90 180 28/06 NNF 1 – nº102 - - - 80 10,00 800,00 50 11,30 565,00 10 15,90 159.00 40 15.90 140 1.524,00 UEPS A sigla UEPS significa Último que Entra, Primeiro que Sai, e é também conhecido por LIFO, iniciais da frase inglesa Last In, First Out. MERCADORIA: PORTAS DE CEDRO TAMANHO 2,00 X 0,80 m MÉTODO DE CONTROLE: UEPS ENTRADAS SAÍDAS SALDO DATA HISTÓRICO QUAN CUSTO CUSTO QUA CUSTO CUSTO QUAN CUSTO CUSTO T UNIT. TOTAL NT UNIT. TOTAL T UNIT. TOTAL 05/06 NF – 1 nº7002 100 10.00 1.000,00 - - - 100 10.00 1.000,00 08/06 NNF 1 nº 101 - - 20 10.00 200.00 80 10.00 800,00 10/06 NF 1 nº8592 50 11,30 565,00 - - - 80 10.00 800,00 50 11.30 565,00 130 1.365,00 19/06 NF 1 º 9721 50 15,90 795,00 - - - 80 10,00 800,00 50 11,30 565,00 50 . 15,90 795,00 180 2.160.00 28/06 NNF 1 nº102 - - - 50 15,90 795,00 50 11,30 565,00 40 10,00 400,00 40 10,00 400,00 140 1.760,00 FONTE: CONTABILIDADE COMERCIAL (OSNI MOURA)
  32. 32. 32 Custo médio Adotando este critério, as mercadorias estocadas serão sempre valoradas pela média dos custos de aquisição, sendo estes atualizados a cada compra efetuada. MERCADORIA: PORTAS DE CEDRO TAMANHO 2,00 X 0,80 m MÉTODO DE CONTROLE: Custo Médio ENTRADAS SAÍDAS SALDO DATA HISTÓRICO QUAN CUSTO CUSTO QUA CUSTO CUSTO QUAN CUSTO CUSTO T UNIT. TOTAL NT UNIT. TOTAL T UNIT. TOTAL 5/06 NF – 1 nº7002 100 10.00 1.000,0 - - - 100 10.00 1.000,00 08/06 NNF 1 nº 101 - - 20 10.00 200.00 80 10.00 800,00 10/06 NF 1 nº 8592 50 11,30 565,00 - - - 130 10.50 1.365,00 19/06 NF 1 º 9721 50 15,90 795,00 - - - 180 12.00 2.160.00 28/06 NNF 1 – nº102 - - - 140 12.00 1.680,00 40 12,00 480,00 Resumo comparativo Para uma melhor visualização dos três critérios, vamos supor que nos três casos as mercadorias tenham sido vendidas: - Em 08/06, NNF nº 101, 20 peças por .......................R$ 440,00 - Em 28/06, NNF nº 102, 140 peças por......................R$ 3.044,00 TOTAL DAS VENDAS R$ 3.484,00 Desta forma podemos apurar os seguintes resultados: PEPS Compras................................................................R$ 2.360,00 ( - ) Estoque Final.................................................. R$ 636,00 ( = ) CMV (Custo da Merc. Vendida)......................R$ 1.724,00 Vendas.................................................................. R$ 3.484,00 ( - ) Custo............................................................ R$ 1.724,00 LUCRO R$ 1.760,00 UEPS Compras................................................................R$ 2.360,00 ( - ) Estoque Final.................................................. R$ 400.00 = CMV (Custo da Merc. Vendida).......................R$ 1.960,00 Vendas.................................................................. R$ 3.484,00 ( - ) Custo............................................................. R$ 1.960,00 LUCRO R$ 1.524,00 Custo Médio - Compras...................................................R$ 2.360,00 ( - ) Estoque Final........................................ R$ 480,00 = CMV (Custo da Merc. Vendida).............R$ 1.880,00 Vendas........................................................ R$ 3.484,00 ( - ) Custo................................................... R$ 1.880,00 LUCRO R$ 1.604,00
  33. 33. 33 Veja a seguinte comparação: CRITÉRIO CUSTO LUCRO ESTOQUE FINAL PEPS 1.724,00 1.760,00 636,00 UEPS 1.960,00 1.524,00 400,00 CUSTO MÉDIO 1.880,00 1.604,00 480,00 A partir desta tabela comparativa, e possível observar que o critério mais aconselhável de utilização é o custo médio, pois é o que espelha maior realidade nos custos, no lucro e no estoque final. Entretanto, o único não aceito pela legislação de Imposto sobre a Renda brasileira é o UEPS, pois distorce completamente os resultados, apresentando custo maior, lucro menor e estoque final diverso da realidade. Convém ressaltar que no momento da elaboração do Balanço a avaliação dos estoques obedecerá aos critérios estabelecidos no artigo 183 da Lei nº 6.404/76, ou seja, custo de aquisição deduzido da provisão para ajusta-lo ao valor do mercado, quando este for inferior. CRÍTICAS Críticas específicas podem ser feitas aos critérios citados. Adotando-se o mesmo argumento das criticas de ordem geral, depreende-se que o preço especifico pode resultar numa contabilização perfeita, com apuração de um resultado contábil correto. Quando numa situação inflacionaria, haverá a necessidade de se levar em conta essa desvalorização da moeda. Quando estivermos vendendo uma unidade adquirida há algum tempo, estaremos calculando um resultado que é exato, mas não é real. Quando usarmos o PEPS, estaremos dando baixa pelo custo da primeira unidade em estoque. Neste caso, o valor de estoque estará sempre avaliado pelas ultimas compras e, portanto, mais próximo do seu valor real. O uso do LIFO provoca o aparecimento de um CMV mais atualizado quando os preços sobem ou baixam. O valor do estoque final estará sendo baseado nos valores mais antigos. Enfim, qual dos critérios deve ser utilizado? Dos critérios apresentados, o mais indicado é o do Custo Médio Ponderado, pois é o que espelha maior realidade aos custos transferidos para a produção do período, bem como aos estoques remanescentes. O único critério não aceito pela legislação do Imposto de Renda brasileira é o UEPS, porque esse critério distorce completamente os resultados, atribuindo custos maiores aos produtos e ficando os estoques finais com custos sempre menores. Contudo a empresa poderá adotar o critério que achar conveniente e, no caso de adotar o UEPS, estará sujeita a apresentar a diferença para tributação.
  34. 34. 34 Porém, não é aconselhável que a empresa mude de critério de exercício para exercício, pois isso provoca alterações no custo e conseqüentemente na Apuração do Resultado (Convenção Contábil da Consistência). Se, por qualquer motivo, houver necessidade de mudar o critério, este fato, conforme previsto na Lei 6.404/76, deverá ser devidamente justificado na apresentação do Balanço Patrimonial, em Notas Explicativas. Custo ou mercado (o mais baixo) De acordo,com a Lei das Sociedades por Ações e com a Convenção do conservadorismo deve ser esse o principio norteador da avaliação de estoques. Para as mercadorias, valor de mercado deve ser entendido como o valor de venda líquido de impostos e de despesas incidentes sobre a venda. O uso da regra “Custo ou Mercado” o mais baixo é baseado num principio contábil, antigo e conservador, porém cauteloso, que dita: nunca antecipar lucros, mas sempre antecipar possíveis prejuízos. Nosso Fisco só aceita o PEPS e o preço médio ponderado móvel. 22-CUSTO DEPARTAMENTAL INTRODUÇÃO Você viu, até aqui, que existem dois sistemas básicos para apuração e contabilização do Custo da Produção: o sistema de Inventário Periódico e o sistema de Inventário Permanente. Pelo sistema de Inventário Periódico, todos os Custos Diretos e Indiretos de fabricação são atribuídos de uma só vez e englobadamente para toda a produção do período, não sendo possível conhecer o Custo Unitário dos Produtos fabricados. Pelo sistema de Inventário Permanente, os Custos Diretos e Indiretos de fabricação são atribuídos a cada produto ou lote de produtos fabricados, sendo que os controles existentes através de mapas, relatórios, boletins etc. permitem a contabilização e o conhecimento do Custo Unitário dos produtos à medida que eles são fabricados. Você aprenderá que o Custo de produção é atribuído aos produtos em duas etapas: 1ª etapa: atribuição dos Custos Diretos Por meio de controles extracontábeis é possível conhecer os valores dos gastos com Materiais, Mão-de-obra e Gastos Gerais de Fabricação que incidem diretamente no Custo dos produtos. 2ª etapa: rateio de Custos Indiretos Os Materiais, a Mão-de-obra e os Gastos Gerais de Fabricação cuja incidência nos produtos seja de difícil identificação são rateados por meio de critérios estimados ou arbitrados. Assim, no exemplo prático do capítulo 7, rateamos os Custos Indiretos diretamente para os produtos sem nos preocuparmos com os departamentos onde esses Custos foram gerados. A única preocupação que tivemos foi separar os Custos Indiretos em três categorias: Materiais Indiretos (rateados com base no valor da Matéria-prima), Mão-de-obra Indireta (rateado com base no valor da Mão-de-obra Direta) e Gastos Gerais de Fabricação Indiretos (rateados com base no Custo Primário). Para que os Custos Indiretos de fabricação sejam rateados de forma mais coerente ao Custo de cada produto é conveniente que se adote o sistema de Custo Departamental.
  35. 35. 35 Então, estamos diante de um novo sistema para apuração do Custo? Não é bem assim. O Custo Departamental pode ser considerado um subsistema do sistema de Inventário Permanente, pois as empresas industriais que adotam o sistema de Inventário Periódico não fazem uso do Custo Departamental. Em que consiste, então, esse sistema? O Custo Departamental é um sistema de atribuição dos Custos Indiretos de fabricação aos produtos por departamentos. Departamento é a maior unidade administrativa de uma empresa, para efeito de acumulação dos Custos Indiretos de fabricação. As atividades administrativa, comerciais e de produção de uma empresa industrial poderão estar estruturalmente divididas nas seguintes seções: Administração Geral, Ambulatório Médico, Almoxarifado, Conservação e Manutenção, Controle de Qualidade, Recrutamento, Seleção e Treinamento de Pessoal, Estudos e Projetos, Corte, Usinagem, Montagem, Acabamento etc. Para efeito do Custo Departamental, cada uma dessas seções é considerada como sendo um departamento. Assim, na empresa industrial existem dois tipos de departamentos: Departamentos Produtivos – compostos por homens e máquinas, responsáveis pela fabricação dos produtos. Nesses departamentos são gerados, em relação aos produtos, Custos Diretos e Indiretos. Os Custos Diretos são atribuídos aos produtos sem maiores complicações, conforme já estudamos. Os Custos Indiretos, embora necessitem de critérios estimados ou arbitrados, são rateados para cada produto diretamente, já que os produtos passam por esses departamentos. Departamentos de serviços – compostos por homens e máquinas (geralmente apenas por homens) que prestam serviços para toda a empresa industrial, inclusive para os departamentos produtivos. Assim, os Custos gerados nesses departamentos são considerados Diretos em relação aos departamentos, mas Indiretos em relação aos produtos, porque os produtos, porque os produtos não passam por eles. A melhor maneira de ratear esses Custos aos produtos é inicialmente transferidos entre os departamentos, até que os Custos Indiretos de fabricação gerados em todos os departamentos de serviços estejam devidamente transferidos para os departamentos produtivos. A partir daí é que se procede ao rateio para cada produto. Para efeito de cálculo dos Custos Indiretos de fabricação, a Contabilidade de Custos considera cada departamento como sendo um centro de custos. Centro de Custos é a unidade mínima utilizada para acumulação dos Custos Indiretos de fabricação. Um departamento poderá ter mais de um centro de Custos desde que essa subdivisão seja economicamente viável, permitindo melhor apropriação dos Custos Indiretos aos produtos. Por outro lado, a Contabilidade de Custos poderá criar centros de Custos que não correspondam a um departamento. É comum, por exemplo, a criação de um centro de Custos para acumular os gastos comuns a todos os departamentos da fábrica, como: Aluguéis, Seguros, Impostos, Água, Energia Elétrica, Telefones e Comunicações etc. A margem de erro na atribuição dos Custos Indiretos aos produtos é bem menor quando se adota o Custo Departamental. MÉTODOS DE RATEIO
  36. 36. 36 RATEIO: É um artifício empregado para distribuição dos custos, ou seja, é o fator pelo qual vamos dividir os CIFs. Para que se rateiem os Custos Indiretos de Fabricação gerados nos departamentos de serviços, vários métodos podem ser adotados. Veja alguns deles: Método Direto – por este método, os Custos gerados nos departamentos de serviços são rateados diretamente para os departamentos produtivos beneficiados pelos respectivos serviços. Assim, os departamentos de serviços não recebem Custos de outros departamentos de serviços, ainda que tenham sido beneficiados pelos serviços de alguns deles. Método de Hierarquização ou dos Degraus – consistem em fixar uma ordem de prioridade entre os departamentos de serviços; a partir dessa hierarquização rateiam-se os Custos gerados nos departamentos de serviços entre eles. Por este método, o departamento que tiver seus Custos transferidos não receberá Custos de outros departamentos, ainda que tenha sido beneficiado pelos serviços de alguns deles. Assim, o departamento que mais recebe Custos por transferência é o que menos transfere. Adotaremos, no exemplo prático deste capitulo, o método de Hierarquização, o qual apresenta maior coerência na atribuição dos Custos Indiretos de fabricação aos produtos. Esquema técnico para contabilização do Custo Departamental: Providências prévias: no grupo auxiliar do Plano de Contas, Custo Integrado, devem ser previstas as seguintes Contas: Contas que registrem o Custo em Formação de cada produto; Contas individualizadas em nome de cada departamento. Os departamentos produtivos terão sub-contas para Custos Diretos e para Custos Indiretos. O grau de detalhamento dependerá do interesse da empresa. As contas correspondentes aos departamentos de serviços poderão conter apenas sub-contas para registrar sinteticamente os Materiais, a Mão-de-obra e os Gastos Gerais de Fabricação, nas quais serão registrados os Custos Diretos e Indiretos do próprio departamento. Cada departamento poderá, ainda, ter uma Conta específica para receber por transferência os Custos Indiretos de outros departamentos. O grupo de Contas do departamento de Administração deverá conter Contas específicas para registrar os gastos que sejam comuns a todos os departamentos da fábrica. Rateio dos Custos Indiretos de fabricação comuns a todos os departamentos Os gastos com Aluguel, Água, Energia Elétrica, Depreciação etc. que sejam comuns a todos os departamentos devem ser rateados com base em critérios definidos pela empresa. Essa transferência é necessária, pois facilitará o rateio dos Custos de cada departamento para os demais. Podem ser utilizada a Conta “CIF nome do departamento”. Rateio dos Custos Indiretos de fabricação entre os departamentos.
  37. 37. 37 Esse procedimento será repetido até que todos os departamentos de serviços tenham suas Contas com saldo igual a zero. A partir desse momento, os Custos Indiretos gerados nos departamentos de serviços estarão devidamente rateados para os departamentos produtivos. Rateio dos Custos Indiretos de fabricação dos departamentos produtivos para os produtos A esta altura dos acontecimentos, os departamentos produtivos que já transferiram os custos diretos para os produtos terão ainda os Custos Indiretos para ratear. Esses Custos Indiretos compreendem: os Custos Indiretos gerados no próprio departamento mais os Custos Indiretos de fabricação recebidos por transferência dos demais departamentos de serviços da empresa. Produtos Acabados Para se conhecer o Custo dos produtos acabados basta transferir os saldos das contas que registraram os materiais, a mão-de-obra e os gastos gerais de fabricação (ou custos diretos e indiretos) de cada produto para a conta sintética custo em formação do respectivo produto. Caso o critério adotado para transferência seja debitar os custos diretos e indiretos diretamente na conta custo em formação de cada produto, o saldo dessas contas corresponderá ao custo da produção de cada produto ou lote de produtos. Exercícios. 1- Ratear os CIF de R$ 21. 400,00, com base no custo direto:. Dados do período: MATERIAL CONSUMIDO M.O. D. Produto “A”: $ 1.200,000,00 $1. 100,000,00 Produto “B”: $ 2.300,000,00 $5. 200,000,00 Total $ 3.500,000,00 $ 6.300,000,00 2- Em uma empresa industrial, o departamento de manutenção trabalhou 900 horas e teve gastos registrados de $ 5. 510.000,00. Manutenção – horas trabalhadas para os seguintes departamentos: PRENSA: 500 HORAS USINAGEM 400 HORAS
  38. 38. 38 TOTAL 900 horas Qual o valor que deverá ser rateado aos departamentos produtivos? 3- Uma empresa industrial tem 05 departamentos, três produtivos e dois de serviços que apresentavam os seguintes custos no período: Departamento produtivo Montagem Pintura Embalagem Materia prima $ 1.520.000,00 $ 1.620.000,0 $ 630.000,00 Kwh consumidos 800 1200 400 Departamentos de serviços Manutenção Controle de Qualidade. Materiais $ 390.000,00 $ 270.000,00 Mão de obra Indireta $ 120.000,00 $ 390.000,00 Kwh consumidos 1800 800 A energia elétrica é rateada em função dos KWH consumidos e somou $ 1.250.000,00 Os custos dos departamentos de serviços devem ser rateados somente aos departamentos de produção da seguinte forma: Manutenção em função dos KWH consumidos no departamento produtivo; Controle de qualidade em função do valor da Matéria-Prima do departamento produtivo. Pede-se calcular o custo total de cada departamento produtivo.
  39. 39. 39 Trabalho de administração de custos Uma empresa industrial adota o custo departamental para rateio dos custos indiretos de fabricação de seus produtos. Com as informações a seguir calcule o custo unitário e o total dos três produtos fabricados: A empresa possui os seguintes departamentos: Departamento de serviços : administração geral , ambulatório médico , conservação e manutenção , almoxarifado e controle de qualidade; Departamentos produtivos: Corte, montagem e acabamento A empresa fabricou cinco produtos sendo que os produtos A,B,C,D e E passaram pelas três seções produtivas Custos diretos utilizados nos produtos: Matéria-prima Produto A R$ 100.000,00 Produto B R$ 180.000,00 Produto C R$ 130.000,00 Produto D R$ 120.000,00 Produto E R$ 220.000,00 Mão-de-obra direta Produto A R$ 40.000,00 Produto B R$ 60.000,00 Produto C R$ 20.000,00 Produto D R$ 80.000,00 Produto E R$ 50.000,00 Gastos gerais de fabricação Energia elétrica Produto A R$ 25.000,00 Produto B R$ 15.000,00 Produto C R$ 10.000,00 Produto D R$ 12.000,00 Produto E R$ 11.000,00
  40. 40. 40 Depreciação Produto A R$ 12.000,00 Produto B R$ 8.000,00 Produto C R$ 5.000,00 Produto D R$ 3.000,00 Produto E R$ 2.500,00 Custos indiretos de fabricação gerados no departamento produtivo Corte Materiais R$ 18.000,00 Mão-de-obra R$ 15.000,00 Gastos gerais de fabricação R$ 12.000,00 Montagem Materiais R$ 26.000,00 Mão-de-obra R$ 24.000,00 Gastos gerais de fabricação R$ 22.000,00 Acabamento Materiais R$ 33.000,00 Mão-de-obra R$ 31.500,00 Gastos gerais de fabricação R$ 3. 500,00 Custos indiretos de fabricação comuns a todos os departamentos Aluguel da fábrica R$ 250.000,00 Energia elétrica R$ 120.000,00 Água R$ 210.000,00
  41. 41. 41 Custos indiretos de fabricação gerados nos departamentos de serviços Administração geral Materiais R$ 45.000,00 Mão-de-obra R$ 55.000,00 Gastos gerais de fabricação R$ 66.000,00 Ambulatório médico Materiais R$ 12.000,00 Mão-de-obra R$ 20.000,00 Gastos gerais de fabricação R$ 33.000,00 Conservação e manutenção Materiais R$ 6.000,00 Mão-de-obra R$ 8.000,00 Gastos gerais de fabricação R$ 4.000,00 Almoxarifado Materiais R$ 1.000,00 Mão-de-obra R$ 5.000,00 Gastos gerais de fabricação R$ 2.000,00 Controle de qualidade Materiais R$ 1.000,00 Mão-de-obra R$ 6.000,00 Gastos gerais de fabricação R$ 2.500,00
  42. 42. 42 INFORMAÇÕES REFERENTES À EMPRESA A parte da energia elétrica que estamos considerando para rateio a todos os departamentos corresponde à iluminação da fábrica, bem como os gastos com pequenas máquinas que tem consumo inexpressivo. A base de rateio pode ser a quantidade de kw/h consumidos em cada departamento caso haja meio para controlar. Neste caso havia medidores nas seções cabendo a cada uma delas os seguintes valores: Ambulatório Médico: R$ 12.000,00 Conservação e manutenção : R$ 15.000,00 Almoxarifado R$ 13.000,00 Controle de qualidade R$ 12.000,00 Corte R$ 13.000,00 Montagem R$ 13.000,00 Acabamento R$ 21.000,00 A parte da água utilizada e para consumo e higiene dos empregados bem como para limpeza da fábrica a base de rateio pode ser o numero de empregados ou a área ocupada, salvo se houver medidor que possibilite conhecer o consumo de cada departamento. Neste caso não possuímos medidores , mas sabemos que a empresa possui 40 empregados distribuídos nos seguintes departamentos: Ambulatório medico: 3 empregados Conservação e manutenção: ... 10 empregados Almoxarifado 5 empregados Controle de qualidade ... ... . 3 empregados Corte 8 empregados Montagem 7 empregados Acabamentos 4 empregados Aluguel da fábrica. O critério mais utilizado para se ratear esse custo indireto para o s departamentos é com base na área ocupada.

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