Briefing Aventura Solidária
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  • 1. 1
  • 2. 2 Índice 1. O que é a Aventura solidária? 1.1 Quem beneficia? 1.2 Quem participa? 2. Antes de partir 2.1 Documentação 2.2 Informações de saúde 2.2.1 Vacinação 3. Plano de viagem da aventura solidária 3.1 Programa 3.1.1 Localização / percurso 3.2 O dia-a-dia / Atividades de apoio 4. Questões financeiras 4.1 Prazos de pagamento 4.2 Modalidades de pagamento 4.3 Formas de pagamento 5. Outros aspetos 5.1 Condições de segurança 5.2 Condições climatéricas ANEXOS O país de destino: Guiné-Bissau Ação da AMI na Guiné Bissau
  • 3. 3 1. O QUE É A AVENTURA SOLIDÁRIA? A Aventura Solidária é um projeto da Fundação AMI cujo lema é “Viajar Contra a Indiferença, mostrando o Mundo como ele é”. Nos dias que correm, o prazer de umas férias pode ser um descanso diferente: o de contactar com uma realidade distinta, estando dentro dela. Por isso chamamos aventura. É uma jornada ao âmago das nossas missões, onde os participantes terão como atividades de lazer aquelas que as populações locais organizarem e sugerirem. São demonstrações genuínas de grande riqueza cultural, preenchidas por crenças, fés e rituais ancestrais. Onde para os amantes da aventura, se aprende a respeitar, a cooperar e a viver a diferença e se conhece a autenticidade de um país, sem correr o risco de passar ao lado do essencial. A Aventura Solidária é um projeto de envolvimento real com outro povo. Permite, a quem nela participa, contribuir para um diálogo singular entre diferentes culturas e a aproximação entre populações, estreitando laços de solidariedade que não serão quebrados. Ao executar a tarefa para a qual foi designado, cada aventureiro contribui para promover a sustentabilidade dos projetos locais desenvolvidos pela sociedade civil local, ajudando a criar empregos e evitando assim, a migração de populações para os centros urbanos cada vez mais pobres e sobrelotados. Ser um membro desta aventura é fazer parte de um trabalho que visa melhorar a saúde e a educação de outro povo, fomentando a ideia de que cada sociedade se pode empenhar no seu próprio desenvolvimento. Quando as férias terminam, em vez de mapas, guias e bilhetes de entrada em monumentos há, para recordação, a memória de ter partilhado a vida de outras gentes, a certeza de que se contribuiu para uma causa maior em prol de quem realmente vai tirar partido dela e a sensação de que se fez algo único. 1.1 Quem beneficia? Cada Aventura Solidária é planeada em parceria com a ONG (Organização Não Governamental) local, à exceção da missão na Guiné-Bissau, com o objetivo de desenvolver projetos que tenham um impacto positivo e dêem um contributo válido e sustentável para a população local. Esta é uma extraordinária fonte de financiamento para os projetos locais, ajudando a fixar as populações e proporcionando emprego local. Em termos pessoais é uma experiência que obriga o Aventureiro a trabalhar em equipa, envolver-se com a comunidade, conhecer o país e a sua cultura.
  • 4. 4 Descriminamos abaixo as 7 aventuras solidárias já realizadas na Guiné-Bissau com os respetivos projetos financiados:  Construção da Escola de Madina – 1ª Aventura Solidária AMI, na Guiné-Bissau, em Maio de 2009.  Construção da Escola do Wato – 2ª Aventura Solidária, na Guiné-Bissau, em Novembro de 2009.  Construção da Escola na tabanca de Kassucai em Bolama, financiada pelos Pequenos Violinos da Orquestra Metropolitana de Lisboa – 3ª Aventura Solidária, na Guiné-Bissau, em Março de 2010.  Construção da Escola Primária na Ilha de São João – 4ª Aventura Solidária, na Guiné-Bissau, em Novembro de 2010.  Reabilitação do Mercado de Bolama – 5ª Aventura Solidária, na Guiné-Bissau, em Março/Abril de 2011.  Construção da Escola Primária de Gâ-Mindjor – 6ª Aventura Solidária, na Guiné-Bissau, em Novembro de 2011.  Dotar a ONG PEKAT de uma sede própria com escritório, espaço de reunião, trabalho e armazenamento de produtos agrícolas, sementes e outros materiais - 7ª Aventura Solidária, na Guiné-Bissau, em Novembro de 2012. 1.2 Quem participa? A Aventura Solidária destina-se a pessoas a partir dos 18 anos ou menores a partir dos 16 anos acompanhados pelos pais, desde que reúnam condições de saúde para partir. Normalmente, os “aventureiros solidários” inscrevem-se na Aventura Solidária por três razões principais:  Interesse em ajudar uma causa ou projeto, normalmente elacionado com um hobby ou vocação.  Vontade de conhecer “a realidade” de uma zona do mundo: a forma como as pessoas vivem, a sua cultura e os seus problemas.  O desejo de contribuir com algo de significativo para a comunidade global.
  • 5. 5 2. ANTES DE PARTIR Depois de ter tomado a decisão de partir, obterá todas as informações necessárias sobre a Aventura Solidária junto dos responsáveis da AMI. No entanto, poderá começar a responder às suas dúvidas, lendo as informações que listamos de seguida. Será ainda marcada uma reunião na sede da AMI com os “aventureiros solidários” que irão participar na Aventura para uma Sessão de Esclarecimento. 2.1 Documentação Para entrar na Guiné-Bissau é necessário obter um visto em Portugal. Recomendamos que faça este pedido até 1 mês antes da partida. Para isso deve dirigir-se à Embaixada deste país, situada na Rua de Alcolena, 17A, Restelo, Lisboa. O preço a pagar é de € 60,00. Deverá reunir os seguintes elementos:  Passaporte (documento original) com validade de 6 meses;  Fotocópia do Bilhete de Identidade, ou termo de responsabilidade (caso não possua qualquer identificação)  2 fotos (tipo passe) dentro do prazo indicado. 2.2 Informações de Saúde 2.2.1 Vacinação Terá de tratar atempadamente da vacinação, sob pena de comprometer a sua partida. Aconselhamos a consulta 1 mês antes da partida. No caso da Guiné-Bissau, a vacina da febre-amarela é obrigatória e recomenda-se a profilaxia da malária. Certifique-se que as suas vacinas estão em dia. São recomendáveis as seguintes vacinas adicionais: tétano, poliomielite, difteria, meningocócica, tifóide e hepatite A e B. Aconselhamos fortemente o recurso à consulta do viajante que serve para o aconselhar relativamente às medidas preventivas a adoptar antes, durante e depois da viagem. Estas medidas incluem a vacinação, medicação preventiva da malária, informação sobre higiene individual, cuidados a ter com a água e os alimentos que se ingerem, e outros aspetos para que deve estar alerta quando viaja. Também lhe podem ser fornecidas informações sobre a assistência médica e segurança no país de destino e aconselhamento sobre a farmácia que o viajante deve levar consigo.
  • 6. 6 3.PLANO DE VIAGEM DA AVENTURA SOLIDÁRIA Na maioria das Aventuras Solidárias da AMI o Chefe de Missão estará à sua espera no aeroporto. 3.1 Programa Dia Data Hora Actividade 1º 18 – Out (6ª feira) 19h30 Encontro - Aeroporto de Lisboa 22h00 Partida de Lisboa (voo directo TAP) 2º 19 - Out (Sábado) 01h10 Chegada a Bissau 01h20 Dormida – Residencial Sol e Mar Manhã livre em Bissau Partida para Bolama (consoante as marés) 14h00 Almoço Bissau/Bolama (consoante as marés) 16h00 Barco AMI ( Bissau – Ilha de Bolama) 17h00 Visita à cidade (Ilha de Bolama/ Cidade de Bolama )/ Tarde Livre 19h30 Jantar/Dormida ( Cidade de Bolama) 3º 20 - Out (Domingo) 08h00 Pequeno-almoço 09h00 Actividades de trabalho voluntário 14h00 Almoço e descanso 17h00 Demonstração cultural da região 19h30 Jantar/Descanso 4º 21 - Out (2ª feira) 08h00 Pequeno-almoço 09h00 Actividades de trabalho voluntário 14h00 Almoço 15h00 Passeio à Praia de Ofir 17h00 Visita aos Fumeiros dos Pescadores Estrangeiros 19h30 Jantar/Descanso 5º 22 - Out (3ª feira) 08h00 Pequeno-almoço 11h00 Jornada de Nutrição 12h00 Inauguração da Escola 14h00 Almoço 16h00 Folclore 19h30 Jantar/Descanso
  • 7. 7 6º 23 - Out (4ª feira) 08h00 Pequeno-almoço 09h00 Partida para Bolama de Baixo (consoante marés) 10h00 Partida para Bolama de Baixo (consoante marés) Visita à Ilha das Galinhas 16h00 Regresso a Bolama de Baixo (consoante as marés) 19h30 Jantar/Descanso 7º 24 - Out (5ª feira) 08h00 Pequeno-Almoço 09h00 Partida para o Saltinho 12h30 Almoço no Saltinho 14h00 Tarde Livre 19h30 Jantar / Descanso (Residencial Saltinho) 8º 25 - Out (6ª feira) 08h00 Pequeno-almoço no Saltinho 09h00 Manhã Livre 13h00 Almoço 15h00 Partida para Bissau 17h30 Visita a Bissau 19h30 Jantar em Bissau 22h00 Partida para o Aeroporto 9º 26 - Out (Sábado) 02h00 Partida para Lisboa 07h15 Chegada a Lisboa * Programa sujeito a alterações
  • 8. 8 3.1.1 Localização / Percurso Legenda do Mapa: 1. Bissau (local de chegada) 2. Partida para Ilha de Bolama via canoa da AMI 3. Ilha das Galinhas (a visita a esta ilha está incluída no programa da viagem) 4. Saltinho 5. Caminho de regresso a Bissau via terra 3.2 O dia-a-dia / Atividades de apoio Para as tarefas a cumprir não é necessária qualquer experiência prévia, somente vontade e energia para atingir os objetivos da Aventura Solidária. A carga horária é de cerca de 4 horas diárias. A Aventura Solidária foi pensada para garantir que exista um equilíbrio saudável entre horas de trabalho e horas de repouso e imersão na cultura guineense. É esta mistura de descoberta de novos lugares e sensações, nos intervalos do trabalho, que faz da Aventura Solidária uma experiência pessoal única.
  • 9. 9 3.3 Alojamento Na primeira noite, o grupo de Aventureiros Solidários ficará alojado em Bissau na Residencial Sol Mar (ou equivalente). Após a travessia para Bolama, os aventureiros ficarão alojados nas instalações da Missão permanente da AMI em Bolama, que foram recentemente remodeladas para receber os Aventureiros Solidários. O alojamento dispõe de água e electricidade. Poderão ocorrer pontualmente falhas na corrente eléctrica. No final da Aventura, os Aventureiros ficarão, ainda, alojados na Residencial Saltinho. 3.4 Alimentação A alimentação será à base de produtos regionais confeccionados pelas cozinheiras do centro de formação pesqueira (Prodepa), pelo que dificilmente encontrará os pratos a que está habituado. Não existem refeições dietéticas ou vegetarianas.
  • 10. 10 4.QUESTÕES FINANCEIRAS O custo da Aventura Solidária cobre a alimentação (pensão completa) e estadia, todas as viagens e actividades. Estão incluídos no valor total da participação:  Viagens de avião em classe económica e transferes (marcação das viagens pela AMI)  Acomodação e refeições durante toda a sua estadia.  Co-financiamento do projeto  Organização do Trabalho Voluntário  Participação nas atividades diárias  Certificado de Participação Não estão incluídos os extras não previstos no hotel e nas refeições (ex. bebidas extra...) Valor total de participação: € 2.200,00 4.1 Prazos de Pagamento Dois pagamentos: 1ª tranche: 500 € Financiamento do projeto local 2ª tranche : 1.700 € (Despesas de viagem, alojamento, pensão completa) ou 982 € (sem viagem avião) Preço final com viagem de avião incluída 2.200 € Preço final sem viagem de avião incluída 1.482 € 4.2 Modalidades de Pagamento Com viagem de avião incluída 1ª fase – financiamento projeto 500 € (até 26 Julho)* 2ª fase – viagem e estadia (tudo incluído) 1.700 € (até 13 Setembro) Sem viagem de avião incluída 1ª fase – financiamento projeto 500 € (até 26 Julho)* 2ª fase – viagem e estadia (tudo incluído) 982 € (até 13 Setembro) * Ao valor do financiamento corresponderá a emissão de um recibo de donativo dedutível nos impostos, majorado em 40%
  • 11. 11 4.3 Formas de Pagamento  Transferência bancária para a nossa conta BES 015/45875/0008 com o seguinte NIB: 0007 0015 0045875 0008 36. Agradecemos também que nos envie um comprovativo de pagamento por e-mail ou fax ao cuidado do departamento de marketing.  Pagamento por cheque – se pretender enviar por correio deverá endereçar a carta a Fundação AMI, R. José do Patrocínio, 49, 1959-003 Lisboa. No caso do pagamento por cheque agradecemos que indique no envelope carta que o acompanha a referência ao facto de que o dinheiro se destina à Missão Aventura Solidária AMI. 5.OUTROS ASPETOS 5.1 Condições de Segurança A região de Bolama, por estar afastada da capital do país, é relativamente imune às convulsões políticas que têm marcado a história do país nos últimos anos. Ainda assim, a 1ª Missão piloto à Guiné-Bissau tinha sido inicialmente prevista para Fevereiro de 2009 e foi adiada pelo facto da situação política no país revelar instabilidade.  A Missão foi então agendada para o mês de Maio, mas na sequência da morte do presidente Nino Vieira em Março, a AMI considerou adiar a 1ª Missão Aventura Solidária neste país. Por se ter considerado não haver razão para decidir o cancelamento da Aventura Solidária, os aventureiros partiram na data prevista e a estadia desenrolou-se com toda a normalidade. Ainda, aquando da realização da 3ª Aventura Solidária, financiada pelos Pequenos Violinos da Orquestra Metropolitana de Lisboa, e devido ao golpe de estado ocorrido dois dias antes da partida, a AMI enquanto instituição organizadora decidiu cancelar a viagem. Contudo, a equipa de reportagem SIC decidiu partir e acompanhar a construção da Escola na tabanca de Kassucai em Bolama. A decisão foi tomada por precaução e por se tratar de jovens aventureiros, no entanto a estadia desenrolou-se, sem os Pequenos Violinos, com toda a normalidade. Presentemente, a AMI continua a seguir atentamente a situação na Guiné-Bissau e considera não haver qualquer razão que justifique o cancelamento da viagem. 5.2 Condições climatéricas Estação seca: Novembro a Maio, com 24º C a 26º C no litoral e 40º C no interior. Estação das Chuvas: Junho a Outubro, com temperaturas entre os 33º C e os 24º C.
  • 12. 12 ANEXOS O país de destino: Guiné-Bissau A Guiné-Bissau é um país da África Ocidental, geograficamente constituído por uma faixa continental e pelo Arquipélago dos Bijagós. É limitado a norte pelo Senegal, a leste pela Guiné Conacri e a oeste pelo Oceano Atlântico. Administrativamente o país encontra-se dividido em nove regiões – Bafatá, Biombo, Bissau, Bolama, Cacheu, Gabú, Oio, Quinara, Tombali. Estas nove zonas correspondem aos nove distritos sanitários.  Nome oficial: República da Guiné-Bissau  Capital: Bissau  Superfície: 28 120 km2  População: 1,7 milhões de habitantes (2008)  Etnias: 99% da população pertence a etnias guineenses (Balanta 30%, Fula 20%, Manjaco 14%, Mandinga 13%, Papel 7%), e somente 1% tem origens não guineenses.  Clima: tropical seco caracterizado por uma estação seca (Nov-Maio) e uma estação de chuvas (Junho- Outubro)  Língua: Português (oficial), Crioulo, Balanta, Mandinga, Fula, Manjaca, Papel, Mancanha.  Religião: 55% animistas; 40% muçulmana; 5% cristã.  Índice de pobreza: 66,7% vive com menos de 2 USD/dia e 20,8% em pobreza extrema.  Malnutrição: 19% das crianças com menos de 5 anos sofrem de nutrição insuficiente ponderada e 3.8% de nutrição insuficiente grave.  Taxa de mortalidade: 138/1000 (infantil); 7/1000 (materna); 16/1000 (habitantes).  Taxa de alfabetização: 51%  Índice de Desenvolvimento humano (IDH): 175º lugar em 177 países  PIB: 901.2 milhões USD (2007 Est.)
  • 13. 13  PIB por habitante: 550 USD  PNB por volume: 301 milhões USD  PNB por habitante: 190 USD  Taxa de inflação: 7,6% (2005)  Dívida externa: 37,1 milhões USD (2002)  Moeda: Franco CFA da África Ocidental  Câmbio: 1 € = 655.957 XOF (Franco CFA da África Ocidental)  Natureza do Estado: República unitária  Regime Político: Presidencial  Presidente da República: Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da Assembleia Nacional, é desde Maio de 2012 Presidente Interino do país, com mandato para um ano. História Antiga colónia portuguesa, a Guiné-Bissau tornou-se independente em 1974 (embora tenha sido proclamada em 1973 pelo lado guineense), depois de 15 anos de luta armada pela independência. Com a independência, a Guiné-Bissau esforçou-se pela organização de uma economia dirigida com um sistema político de partido único. Certamente devido ao fraco desempenho das políticas e estratégias de desenvolvimento adotadas após a independência, assistiu-se à degradação socio-económica do país. Depois de 1991, enveredou-se por um processo de democratização da vida política com a adoção do multipartidarismo tendo as primeiras eleições legislativas e presidenciais sido realizadas em 1994. No entanto, um período de grande instabilidade conduziu o país a um conflito político-militar de Junho de 1998 a Maio de 1999. O futuro político da Guiné-Bissau ainda é incerto. Desde a guerra civil de 7 de Junho de 1998, o país é denominado uma “sociedade pós-conflito”, devido à fraqueza institucional, a tensões políticas e partidárias e ao forte poder político-militar. É de referir ainda o golpe de estado de 2003 que destituiu o Presidente Kumba Yalá no dia 14 de Setembro, seguido de um período de frágil calmaria, marcado por constantes disputas no meio político. O pagamento de salários dos funcionários públicos atrasou-se por mais de 10 meses. No dia 10 de Agosto de 2005, João Bernardo “Nino” Vieira (PAIGC) foi declarado o vencedor das eleições presidenciais de 24 de Julho de 2005, numa eleição observada por órgãos internacionais. O Presidente iniciou funções no dia 1 de Outubro de 2005. O Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior (PAIGC) não aceitou a vitória de Vieira. O Presidente chamou Aristides Gomes (PAIGC) para ser o novo Primeiro-ministro. Após a morte do presidente João Bernardo Vieira em 2 de Março de 2009, o Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Raimundo Pereira, assumiu a presidência interina do país. Foram marcadas eleições presidenciais antecipadas para dia 28 de Junho de 2009 que foram vencidas à segunda volta por Malam Bacai Sanhá. A 12 de Abril de 2012, uma acção militar levada a cabo por militares guineenses atacam a residência do ex- primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior presidente do PAIGC, e ocuparam vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau, alegando defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que segundo o autodenominado Comando Militar, teria sido autorizada pelos chefes do Estado interino e do Governo. Enquanto a ONU, a União Africana e a União Europeia exigiram a restauração imediata da ordem constitucional, a CEDEAO impôs em 11 de Maio Manuel Serifo Nhamadjo, presidente da Assembleia Nacional, como Presidente Interino do país, com mandato para um ano.
  • 14. 14 Geografia O conflito armado de 1998/1999, que originou 350.000 deslocados, empobreceu o país e provocou uma destruição significativa das infra-estruturas locais. A difícil acessibilidade aos serviços de saúde reflete as elevadas taxas de mortalidade e de morbilidade que se registam no país e se encontram entre as mais elevadas do mundo. Em 2004, a taxa de mortalidade de crianças com menos de 5 anos era de 40,6%. O paludismo é a principal causa desta verdadeira tragédia silenciosa, sendo imediatamente seguido pelas doenças diarreicas e infecções respiratórias, tendo o sarampo e o tétano uma expressão bastante elevada. A agravar seriamente este cenário estão as grandes dificuldades de comunicação e transporte, o que torna a acessibilidade aos serviços de saúde ainda mais complicada e dispendiosa. As estatísticas indicam que o país tem um médico por cada 7.230 habitantes, um enfermeiro para 717 pessoas, uma parteira por cada 914 mulheres em idade fértil e um agente de saúde para 630 pessoas. Os quadros médicos são escassos e, quando não se deslocam para outros países, tendem a concentrar-se na capital da Guiné, devido à extrema dificuldade de circulação e às péssimas condições de vida no interior do território. Em termos de infra-estruturas de saúde, existe uma cama de hospital para 497 habitantes; um centro de saúde por 8.626 pessoas e um posto básico de saúde por cada 1.975 pessoas. Importa também referir que os programas nacionais de vacinação são condicionados pela atual situação socio-económica e política, não havendo combustível para manter e fazer deslocar a cadeia de frio. O baixo nível de desenvolvimento económico e social torna a Guiné-Bissau completamente dependente da ajuda externa: cerca de 80% do orçamento do país. População A população é composta por várias etnias de dialetos próprios, com hábitos diversos e estruturas sociais distintas. Cerca de 99% da população pertence a etnias guineenses (Balanta 30%, Fula 20%, Manjaco 14%, Mandinga 13%, Papel 7%) e somente 1% tem origens não guineenses. Cerca de 40% são muçulmanos (sobretudo os Mandinga e Fula do norte e nordeste). Os Balanta e Papel habitam a parte sul e a costa da Guiné-Bissau, enquanto os Manjaco e Mancanha vivem na parte norte da costa e na parte central do país. A maioria da população dedica-se à agricultura. Economia A Guiné-Bissau é considerada o sexto país mais pobre do mundo, enfrentando condições económicas graves que ameaçam a estabilidade do país. Atravessa um período que não tem favorecido o crescimento económico e as políticas sociais e económicas coerentes. Integra o grupo dos países mais endividados, com uma dívida externa de 37,1 milhões de dólares em 2002, com tendência a aumentar. Segundo o Banco Mundial (2007) o PNB era de 301 MUSD e o PIB per capita 190 USD. O país depende fortemente da ajuda externa.
  • 15. 15 Relativamente ao Índice de Desenvolvimento Humano, em 2007 a Guiné-Bissau ocupou o 175º lugar entre 177 países. Dados do mesmo ano revelam que 66,7% da população vive com menos de 2 USD/dia e 20,8% em pobreza extrema (menos de 1 USD/dia). Cerca de 95% da população tem de se deslocar cerca de 30 minutos para ter acesso a água potável. Ação da AMI na Guiné Bissau Foi na Guiné-Bissau, mais precisamente em Lugadjole, que em 1987 a AMI instalou a primeira missão da sua história. Desde Setembro de 1987 e em 5 anos, passaram por esta aldeia do extremo leste da Guiné-Bissau, 98 voluntários ao serviço da AMI. Desta ação, há que destacar a ajuda na aplicação dos Acordos de Bamako, o trabalho em conjunto com o pessoal de saúde local, designadamente na elaboração dos programas de saúde da região, na supervisão da triagem dos doentes, na vacinação nas “tabancas” (aldeias) limítrofes e na assistência a grávidas. Junho de 1998 - A AMI volta à Guiné-Bissau, sendo a primeira instituição humanitária a entrar no território para prestar ajuda aos guineenses, em Gabú, na sequência da eclosão de uma guerra civil. O número de deslocados na região de Gabú foi estimado em 55.000. Este afluxo repentino de pessoas agravou consideravelmente as já precárias condições sanitárias e provocou uma penúria de alimentos, o que originou um grave problema a nível de segurança alimentar. A AMI, com o imprescindível e inexcedível apoio da ONG senegalesa APROSOR – que vem financiando há já alguns anos – e da embaixada de Portugal em Dakar, conseguiu juntar toda a ajuda alimentar e medicamentosa em tempo recorde e abrir um corredor humanitário até Gabú, onde estabeleceu a sua missão médica humanitária com uma forte componente alimentar. 2000 – A presença da AMI no Arquipélago dos Bijagós, com uma missão de assistência médica e de enfermagem na Ilha de Bolama. 2004 - Alargou-se o âmbito da intervenção, quer em termos geográficos, quer em termos sectoriais (passou a incidir-se na formação), dando-se início a um novo projeto que se dividiu em três áreas fundamentais: reabilitação e equipamento dos postos de saúde e das unidades de saúde de base; formação de matronas e educação cívica das mulheres, formação dos técnicos de saúde locais e assistência médica. 2006 - Foi efetuado em estreita parceria com a AMI o primeiro estudo da qualidade da água nos 28 poços da ilha de Bolama durante a temporada das chuvas. Uma pesquisa fundamental para a procura de soluções que permitam melhorar a saúde da população, já que a baixa qualidade da água é um dos mais importantes vetores que contribuem para a ameaça da saúde global das populações que a consomem e a utilizam para a sua alimentação. 2007 - A missão da AMI continua a localizar-se na Ilha de Bolama (com atuação na Ilha de Bolama, na Ilha das Galinhas e em São João), no arquipélago de Bijagós. Os objetivos específicos desta missão são promover a melhoria dos conhecimentos e práticas na área da saúde; alertar consciências de forma a modificar comportamentos relacionados com o desenvolvimento e promover a melhoria das infra-estruturas locais e do saneamento básico.
  • 16. 16 Em paralelo com as suas missões com expatriados, a AMI levou a cabo os seguintes projectos:  Financiamento da Residencial da ONG guineense Cabás Garandi – Associação dos Filhos e Amigos da Ilha de Bolama, no ano 2000. Esta residencial, inaugurada dia 23 de Junho de 2007, permitiu melhorar as condições de receber turistas na ilha de Bolama e assim, contribuir para o desenvolvimento da ilha, bem como assegurar soluções de alojamento para os trabalhadores que se deslocam à ilha na época da apanha do caju.  Apoio ao Clube de Futebol “Estrela Negra de Bolama” ao longo dos anos. O objetivo deste projeto é incentivar os jovens para a prática do desporto e simultaneamente, promover ações de sensibilização para áreas relacionadas com a educação para a saúde, como na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.  Formação dos técnicos de saúde locais e sensibilização das populações para questões de saúde e de desenvolvimento, na Região Sanitária de Bolama. Este projeto surgiu para dar continuidade ao que teve início em 2004, continuando a abranger a Região Sanitária de Bolama (Ilha de Bolama, na Ilha das Galinhas e em São João), com uma população de 9.382 habitantes. A atuação da AMI incide sobre a população em geral e abrange as 8 unidades de saúde básicas (USB’s), o Hospital de Bolama, jardins-de-infância e escolas da região. Pretende-se contribuir para o desenvolvimento, bem-estar social e melhoria das condições de saúde da população da Região Sanitária de Bolama através da capacitação para a intervenção comunitária e da promoção da melhoria dos conhecimentos e práticas na área da saúde.