Estilos de aprendizagem

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Apresentação sobre Estilos de Aprendizagem no âmbito do curso  «Estilos de Uso do Espaço Virtual para a Aprendizagem», promovido pela Universidade Aberta.

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Estilos de aprendizagem

  1. 1. Estilos de aprendizagem1Estilos de aprendizagemGuia Didática 1Ana Raquel Melo
  2. 2. Definição de estilos de aprendizagemAlonso, Gallego e Honey (2002), com base nos estudos de Keefe (1998)«Traços cognitivos, afetivos e fisiológicos, queservem como indicadores relativamente estáveis2servem como indicadores relativamente estáveisde como os alunos percebem, interagem erespondem aos seus ambientes deaprendizagem».• Preferências e tendências de cada pessoa queinfluenciam a forma de apreender um conteúdo
  3. 3. Estilos de aprendizagem• Têm em conta as diferenças individuais e sãoflexíveis, podendo alterar-se ao longo da vida• Objetivo: ampliar as capacidades dos indivíduos,3• Objetivo: ampliar as capacidades dos indivíduos,indo ao encontro das suas preferências edesenvolvendo estratégias de utilização dosestilos menos predominantes• Risco dos estilos de aprendizagem: servirempara classificar / etiquetar / rotular osindivíduos.
  4. 4. Estilos de aprendizagem• Estilo ativo: indivíduo que valoriza a experiência e que seentusiasma com tarefas novas. Mente aberta e muito ágil.• Estilo reflexivo: recolhe, estuda e reflecte sobre os dados de quedispõe. Tem em consideração a experiência, analisando-a de4dispõe. Tem em consideração a experiência, analisando-a dediferentes ângulos para alcançar uma conclusão.• Estilo teórico: regido pela lógica, estabelece relações entre os factospara gerar teorias e modelos. Abordam os problemas por etapaslógicas, realizando a sua análise e síntese.• Estilo pragmático: gosta de aplicar as ideiam em contextos práticos.Descobrem o aspeto positivo das novas ideias. São realistas quandotem de tomar uma decisão ou resolver problemas.
  5. 5. Estilos cognitivos• Envolve uma consistência no processamento deinformação, maneiras típicas de perceber, recordar,pensar e resolver problemas. (Merrian 1991apud LOPEZ, 2001)5apud LOPEZ, 2001)• Característica: são relativamente estáveis, quandocomparados com os estilos de aprendizagemAlonso e Gallego (2000): EC dependem de uma série de factores:Dependência-independência de campoConceituação e categoriaDimensão reflexiva e impulsivaModalidades sensoriaisFatores afetivosFatores fisiológicos
  6. 6. Contextualização• Desde os anos 50 que se estuda a combinaçãodos conhecimentos e dos processos cognitivos eemocionais de um indivíduo.6emocionais de um indivíduo.Diferentes concepções:• estilo cognitivo (Witkins, 1964, Steneberg, 1997),• estilo de aprender ( Dunn, Dunn & Price, 1989),• estilo de personalidade ( Milton, 1994),• estilo criativo (Kirton, 1976,Torrance, 1982) etc.
  7. 7. Referências teóricas• David Kolb estudou a repercussão dos estilos deaprender na vida adulta das pessoasIdentificou cinco forças:7Identificou cinco forças:• tipo psicológico• especialidade de formação escolhida• carreira profissional• trabalho atual• capacidade de adaptaçãoA aprendizagem é eficaz quando cumpre quatro etapas(ciclo de aprendizagem)
  8. 8. Referências teóricas (cont.)• experiência concreta, quando se executa algo;• observação reflexiva: analisa e pondera;• conceptualização abstrata: compara as teorias depois daanálise8análise• experimentação ativa: permite comparar o resultado daaprendizagem com a realidade.Estilos de aprendizagem (Kolb)• acomodador: prefere a execução, a experimentação;• divergente: o sonhador, em que predomina a imaginação;• assimilador: baseia-se na criação de modelos teóricos e cujoraciocínio indutivo é a sua ferramenta de trabalho;• convergente: predomina a aplicação prática das ideias
  9. 9. Referências teóricas (cont.)• Rita e Kennedy Dunn (1977): Alguns elementos influenciam aaprendizagem de forma positiva ou negativa• Necessidades imediatas: som, luz, temperatura, desenho,forma do meio;9forma do meio;• Emoção: motivação, persistência, responsabilidade, estrutura;• Necessidades sociológicas de trabalho pessoal: comcompanheiros, com um pequeno grupo, etc• Necessidades físicas de alimentação, tempo, mobilidade,perceção;• Necessidades psicológicas analítico globais, reflexivas,impulsivas, dominância cerebral (hemisfério direito ouesquerdo).
  10. 10. Referências teóricas (cont.)• Anthony Gregorc (1979) investigou sobre oshemisférios cerebrais e descreveu a forma comose recebe e processa a informação (Mind Styles10se recebe e processa a informação (Mind Stylesmodel )• concreto sequencial• abstracto sequencial• abstrato aleatório• concreto aleatório
  11. 11. Referências teóricas (cont.)• Messich (1984): estilo e características auto-coerentes no processamento da informação sãodesenvolvidas de forma compatível com as11desenvolvidas de forma compatível com astendências de personalidade.• Juch (1987): os estilos estruturam-se numprocesso cíclico de aprendizagem
  12. 12. Referências teóricas (cont.)• Honey e Mumford (1988) elaboraram um questionário edestacaram um estilo de aprendizagem que se diferenciou deKolb em dois aspetos:▫ as descrições dos estilos são mais detalhadas e baseiam-se naação dos diretivos;12ação dos diretivos;▫ as respostas do questionário são um ponto de partida e não umfim, isto é, são um ponto de diagnóstico, tratamento e melhoria.• Honey e Alonso (1992): adaptação das teorias de Honey eMumford, levando-as para o campo da Educação▫ Centra a problemática dos estilos de aprendizagem dentro dasteorias gerais de aprendizagem,▫ antes utilizava-se a perspetiva da psicologia e da área empresarial
  13. 13. Teoria das inteligências múltiplas• Howard Gardner (1993): desenvolve a teoriadas inteligências múltiplas, em que propõe seteinteligências que todos nós possuímos.13inteligências que todos nós possuímos.• Propõe uma redefinição do conceito deinteligências em todos os aspectos.▫ Inteligência linguística, lógico-matemática,espacial, cinestésica, musical, interpessoal eintrapessoal.
  14. 14. Modelo de estilo de aprendizagem• Rita Dunn e Shirley Griggs (1995) destacam ummodelo de estilos de aprendizagem revelandocinco fatores que afetam os alunos:14cinco fatores que afetam os alunos:• o ambiente em que vivem, condições de estudo• as emoções, como a motivação, persistência, etc• a conduta social e a forma como estudam• as características fisiológicas próprias• a forma de utilizar a informação naaprendizagem
  15. 15. Características dos estilos• Guild e Garger (1998): características que devemter os estilos: neutralidade, estabilidade, não sãoabsolutos15absolutos▫ Cada pessoa tem o seu próprio estilo▫ O estilo é neutral, é estável (mas os padrões que surgem desseestilo podem alterar de acordo com as circunstâncias)▫ O estilo não é absoluto▫ O estilo por si mesmo não demonstra uma competência▫ Os traços do estilo são mais fáceis de reconhecer se pessoalmenteidentificarmos essas características em nós próprios.
  16. 16. Elementos dos estilos• Lozano (2000) a partir de várias teorias, destaca os elementosque dão forma aos estilos:• Disposição: estado físico ou psicológico para realizar uma ação16• Disposição: estado físico ou psicológico para realizar uma ação• Preferências: remete para os gostos pessoais;• Tendências: inclinação, às vezes inconsciente, de realizar ouexecutar uma determinada ação;• Padrões contratuais: manifestações típicas que apresenta umapessoa perante uma situação;• Habilidade é uma capacidade física ou intelectual de umapessoa;• Estratégia de aprendizagem é uma ferramenta cognitiva que umindivíduo utiliza para completar uma tarefa específica que temcomo resultado a aquisição de conhecimento.
  17. 17. Definições de estilos de aprendizagem• Garcia Cue (2006): Estilos de aprendizagem: traços cognitivos, afetivos, fisiológicos, depreferência pelo uso dos sentidos, ambiente, cultura, psicologia, comodidade, desenvolvimento epersonalidade• Gegorc (1979) : consistem em comportamentos distintos que servem de indicadores de como umapessoa aprende e se adapta ao seu ambiente.• Butler (1982): assinalam algo significativo pelo o que uma pessoa de maneira mais fácil, efetiva eeficiente compreende a simesma, o mundo e a relação entre ambos.17eficiente compreende a simesma, o mundo e a relação entre ambos.• Smith (1988 ): modos característicos pelos quais o indivíduo processa a informação e a formacomo se comporta nas situações de aprendizagem.• Keefe (1982) traços cognitivos, afetivos e fisiológicos que servem como indicadores, relativamenteestáveis, de como os discentes percebem, inter-relacionam e respondem aos seus ambientes deaprendizagem.• Kolb (1984 ): algumas capacidades de aprender que se destacam em relação a outras porconsequência de fatores hereditários, experiências prévias e exigências do ambiente• Gallego e Ongallo (2004): estilos é algo mais do que uma série de aparências. As característicasestilísticas são os indicadores de dois níveis profundos da mente: o sistema total do pensamento eas qualidades da mente que um indivíduo utiliza para estabelecer laços com a realidade.• Cazau (2004): refere-se ao método ou estratégias que cada pessoa utiliza aprender.▫ As estratégias variam de acordo com o que se queira aprender▫ Cada indivíduo tende a desenvolver preferências globais que definem o seu estilo deaprendizagem.
  18. 18. Identificar estilos de aprendizagem• Inventários, de autorreporte direto ou indirecto• Testes ou provas de caráter18• Testes ou provas de caráter• Observação• Entrevistas• Análises de tarefas• Exemplo: CHAEA–ALONSO GALLEGO y HONEY
  19. 19. Implicações pedagógicas• Ensino centrado na individualidade do aluno, adequando asopções pedagógicas às necessidades do aluno e o conteúdo aser ensinado• É frequente que um professor procure ensinar como gostaria19• É frequente que um professor procure ensinar como gostariaque ele fosse ensinado (de acordo com o seu estilo), não tendoem conta os estilos de aprendizagem dos alunos/formandos• O diagnóstico dos estilos de aprendizagem dos alunos é umelemento fundamental• Dar ênfase às necessidades dos alunos na preparação dosmateriais educativos e das atividades a desenvolver
  20. 20. Recomendações para o docente• Concretizar quais as dimensões da forma de aprenderdos alunos, considerando a idade, a maturidade e o temaem estudo.20• Escolher métodos didáticos apropriados para ascaracterísticas dos seus alunos.• Organizar a diversidade de estilos com os métodos eestratégias de aprendizagem.• Verificar as possibilidades de desenvolver um trabalhodesse nível, mas adequando as características doespaço da sala de aula.
  21. 21. Utilização dos estilos• na área de educação de adultos• alfabetização e leitura• educação especial• educação online e à distância, na ação tutorial e no21• educação online e à distância, na ação tutorial e noatendimento individualizadoNota: A abordagem espanhola foca as questões sociais e deaprendizagem do indivíduo, tendo sempre como objetivoaumentar as hipóteses de êxito no processo deaprendizagem e diminuir os elementos de frustação nosalunos, ao aumentar a sintonia entre o que é necessárioaprender numa sociedade em constante mutação, e asformas de o fazer.
  22. 22. Perspetiva futura• Catalina Alonso alerta para uma situação crítica de evolução muitorápida (revolução), em que se exige aos professores que se adaptemaos novos estudantes para os preparar para a vida▫ Ensinar de outra forma22▫ Ensinar de outra forma▫ Desenvolver outras competências▫ Novos métodos de avaliação▫ Fomentar a aprendizagem ao longo da vidaA destacar:1. Importância de valorizar os estilos de aprendizagem comocompetências em si próprias2. Recomenda que se alcance a maior quota possível em cada umdos 4 estilos, não desenvolvendo só aquela que prefere3. As aulas devem promover a pluralidade dos 4 estilos
  23. 23. Nota• Apresentação no âmbito do curso «Estilos deUso do Espaço Virtual para a Aprendizagem»,promovido pela Universidade Aberta23promovido pela Universidade Abertawww.raquelmelo.com/e-learning

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