Atividades para educação infantil

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Atividades para educação infantil

  1. 1. 1 FAVOR APLICAR FRONTIS 2 Danielle Cavalcante Oliveira Educação Infantil CONHECER e CRESCERNOVO EE_CCEDINF2_manual.indd 1 9/16/09 4:58:56 PM
  2. 2. A criança deve ser constantemente estimulada para se tornar um ser criativo, independente e capaz de encontrar sozinho as respostas para as suas indagações. A Coleção Conhecer e Crescer - Educação Infantil foi elaborada com esse objetivo. Descrição do material...................................................................3 Enfoque metodológico..................................................................5 Estrutura do volume 2....................................................................9 Propostas de trabalho.................................................................22 Avaliação......................................................................................30 apresentação sumário EE_CCEDINF2_manual.indd 2 9/16/09 4:58:56 PM
  3. 3. 3 A coleção é composta de quatro volumes. Cada um dos volumes 1, 2 e 3 tem seu conteúdo distribuído em blocos temáticos, trabalhados a partir de elementos recolhidos do universo infantil e apoiados em textos de diferentes gêneros literários: cantigas, poemas, parlendas, contos de fada, fábulas, entre outros. BLoCoS tEMátICoS No volume 4, o conteúdo está distribuído em quatro blocos identificados pela apresentação das letras do alfabeto e seguidas da exploração de uma palavra- -chave recolhida de um texto literário ou de domínio público. descrição do material VoLuME 1 Bloco 1 – As cantigas Bloco 2 – Os poemas Bloco 3 – As parlendas Bloco 4 – Os contos de fadas VoLuME 2 Bloco 1 – As imagens Bloco 2 – Os alimentos Bloco 3 – As fábulas Bloco 4 – Os poemas VoLuME 3 Bloco 1 – Os animais Bloco 2 – As brincadeiras Bloco 3 – As moradias Bloco 4 – O circo VoLuME 4 Bloco 1 – Os nomes Bloco 2 – As vogais Bloco 3 – Os grupos silábicos simples Bloco 4 – Os grupos silábicos complexos As atividades valorizam a criatividade e a imaginação das crianças e são acompanhadas de ícones que indicam como realizá-las. PARA ATIVIDADES DE CONTORNO E ESCRITA PARA ATIVIDADES ORAIS PARA ATIVIDADES DE PINTURA, RECORTE E COLAGEM PARA ATIVIDADES LÚDICAS PARA ATIVIDADES CORPORAIS, DE MOVIMENTO PARA ATIVIDADE DE LEITURA OU ACOMPANHAMENTO DE LEITURA FEITA PELA PROFESSORA EE_CCEDINF2_manual.indd 3 9/16/09 4:58:56 PM
  4. 4. 4 Ao longo do trabalho também são apresentadas algumas seções especiais, como LIÇÃO DE CASA, a partir do volume 2, e QUEM ESCREVEU FUI EU, no volume 4. Com as lições de casa, as crianças terão a oportunidade de reforçar os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Nas seções QUEM ESCREVEU FUI EU, os alunos poderão produzir pequenos textos. Os valores sociais, de cidadania, ética, pluralidade cultural, saúde, meio ambiente são tratados em todos os volumes, respeitando a gradualidade e a faixa etária. Um conjunto composto de datas comemorativas enriquece o conteúdo dos volumes 1, 2 e 3 e amplia as oportunidades de os alunos trabalharem com dife- rentes atividades criativas e motivadoras. No final do volume 1, além de outros materiais recortáveis, os alunos também encontrarão letras e números para trabalhar à medida que eles forem apre- sentados nas lições. No final dos volumes 2, 3 e 4 encontram-se as letras móveis, que serão utilizadas para formar diversas palavras durante a realização das atividades. Para o professor, a coleção oferece: • sugestões para auxiliar o encaminhamento dos assuntos explorados e os passos a serem seguidos; • orientações didáticas com diversas propostas de atividades de ampliação para complementar o trabalho apresentado. EE_CCEDINF2_manual.indd 4 9/16/09 4:58:56 PM
  5. 5. 5 A Coleção Conhecer e Crescer – Educação Infantil foi programada a partir da integração dos conteúdos de Linguagem oral e escrita, Matemática, Natu- reza e Sociedade, Artes Visuais e Movimento, permitindo uma interdisciplinaridade entre os blocos trabalhados. Essa interdisciplinaridade garante ao aluno uma aprendizagem mais contextualizada e significativa, dando sentido aos conhecimentos adquiridos na escola. De acordo com o Referencial curricular nacional para educação infantil (Introdução. v. 1. Brasília: MEC/SEF, 1998), “os conteúdos devem ser apresentados nos diversos eixos de trabalho, organizados por blocos. Essa organização visa a contemplar as dimensões es- senciais de cada eixo e situar os diferentes conteúdos dentro de um contexto organizador que explicita suas especificidades por um lado e aponta para a sua “origem” por outro. Por exemplo, é importante que o professor saiba, ao ler uma história para as crianças, que está trabalhando não só a leitura, mas também, a fala, a escuta, e a escrita; ou, quando organiza uma atividade de percurso, que está trabalhando tanto a percepção do espaço como o equilíbrio e a coordenação da criança. Esses conhecimentos ajudam o professor a dirigir sua ação de forma mais consciente, ampliando as suas possibilidades de trabalho. Embora estejam elencados por eixos de trabalho, muitos conteúdos encontram-se contemplados em mais de um eixo. Essa opção visa a apontar para o tratamento integrado que deve ser dado aos conteúdos. Cabe ao professor organizar seu planejamento de forma a aproveitar as possibilidades que cada conteúdo oferece, não restringin- do o trabalho a um único eixo, nem fragmentando o conhecimento. Os conteúdos devem ser compreendidos, aqui, como instrumentos para analisar a realidade, não se constituindo um fim em si mesmos. Para que as crianças possam compreender a realidade na sua complexidade e enriquecer sua percepção sobre ela, os conteúdos devem ser trabalhados de forma integrada, relacionados entre si. Essa integração possibilita que a realidade seja analisada por diferentes aspec- tos, sem fragmentá-la. Um passeio pela rua pode oferecer elementos referentes à análise das paisagens, à identificação de características de diferentes grupos sociais, à presença de animais, fenômenos da natureza, ao contato com a escrita e os números presentes nas casas, placas etc., contextualizando cada elemento na complexidade do meio. O mesmo passeio envolve, também, aprendizagens relativas à socialização, mobilizam sentimentos e emoções constituindo-se em uma atividade que pode contribuir para o desenvolvimento das crianças”. Em Linguagem oral e escrita, os conteúdos estão assim distribuídos: • no volume 1, habilidades motoras, perceptivas, de linguagem oral, de orientação espaço-temporal, de esquema corporal, de lateralidade; • no volume 2, conhecimento de letras e palavras; • no volume 3, trabalho de reconhecimento e escrita de todas as letras do alfabeto; • no volume 4, atividades de alfabetização. As atividades orais são importantes para conduzir a criança a expressar-se com desinibição, espontaneidade, a se fazer entender e a satisfazer seus anseios e desejos. É por meio do treino da linguagem oral que os alunos adquirem o hábito de ouvir, falar e organizar seu pensamento lógico, atributos indispensáveis para que a criança seja alfabetizada. Devem-se criar oportunidades variadas para que o educando enriqueça o seu vocabulário por meio do emprego da linguagem habitual, característica do seu grupo social, e, a partir daí, entre em contato com palavras novas, pronunciadas corretamente, passando a conhecer seu significado. enfoque metodológico EE_CCEDINF2_manual.indd 5 9/16/09 4:58:56 PM
  6. 6. 6 A linguagem oral pode ser desenvolvida a partir de conversas informais, conversas dirigidas sobre temas variados, hora da história, hora da novidade ou hora da surpresa, jornal falado, relato e comentário de histórias, pantominas, dramatizações etc. De acordo com o Referencial curricular nacional para a educação infantil (Conhecimento de mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998), “o trabalho com a linguagem oral deve se orientar pelos seguintes pressupostos: • escutar a criança, dar atenção ao que ela fala, atribuir sentido, reconhecendo que quer dizer algo; • responder ou comentar de forma coerente aquilo que a criança disse, para que ocorra uma interlocução real, não tomando a fala do ponto de vista norma- tivo, julgando-a se está certa ou errada. Se não se entende ou não se dá importância ao que foi dito, a resposta oferecida pode ser incoerente com aquilo que a criança disse, podendo confundi-la. A resposta coerente estabelece uma ponte entre a fala do adulto e a da criança; • reconhecer o esforço da criança em compreender o que ouve (palavras, enunciados, textos) a partir do contexto comunicativo; • integrar a fala da criança na prática pedagógica, ressignificando-a.” “Para favorecer as práticas de escrita, algumas condições são consideradas essenciais. São elas: • reconhecer a capacidade das crianças para escrever e dar legitimidade e significação às escritas iniciais, uma vez que estas possuem intenção comunica- tiva; • propor atividades de escrita que façam sentido para as crianças, isto é, que elas saibam para que e para quem estão escrevendo, revestindo a escrita de seu caráter social; • propor atividades que permitam diversidade de estratégias nas formas de resolução encontradas pelas crianças; • ajudar as crianças a desenvolverem a habilidade de retornar ao texto escrito – reler o que está ou foi escrito – para reelaborá-lo, ampliá-lo ou melhor compreendê-lo.” Em Matemática, as noções básicas são exploradas desde o volume 1, com ampliação da intensidade desse conhecimento nos volumes 2, 3 e 4. Nos volumes 2, 3 e 4 foram contempladas atividades e recursos pedagógicos que envolvem os quatro eixos do ensino do conhecimento matemático: números, geometria, medidas e tratamento da informação. É importante reforçar que, na pré-escola, as atividades e os conceitos matemáticos são componentes de um todo harmônico, que visa sobretudo ao cresci- mento da criança. O nível de desenvolvimento das crianças ainda está intimamente ligado à percepção dos elementos que as cercam. Nessa fase a criança deve pegar, ver, apalpar, enfim, agir sobre os objetos. Desse modo ela vai descobrir e chegar às suas próprias conclusões. O primeiro passo no trabalho referente à exploração dos conceitos matemáticos deve ser o de classificar, identificando atributos (cor, forma, textura, dimensão etc.). Para tanto, a exploração de materiais variados deve preceder qualquer atividade. Após a identificação desse material, é possível classificá-lo segundo seus atributos. É importante que seja trabalhado um atributo de cada vez e, progressivamente, outros atributos sejam introduzidos. Inicialmente, o material a ser usado deve apresentar diferenças significativas. Pouco a pouco outras peças deverão ser introduzidas, diminuindo-se assim a diferença entre uma peça e outra. Ao trabalhar com as atividades de exploração e classificação de materiais, o aluno já está sendo preparado para as atividades de comparação e ordenação, para estabelecer relações e, paulatinamente, familiarizar-se com o vocabulário matemático. Para isso, o professor deverá empregar aos poucos os conceitos rela- EE_CCEDINF2_manual.indd 6 9/16/09 4:58:56 PM
  7. 7. 7 tivos a tamanho (igual/diferente, grande/pequeno, maior/menor), a largura (largo/estreito), a textura (áspero/liso/macio), a altura (alto/baixo), a quantidade (muito/ pouco, mais/menos) e também explorar as formas geométricas: círculo, quadrado, triângulo, retângulo etc. Algumas crianças já chegam à escola sabendo contar verbalmente um, dois, três etc., conseguindo distinguir um objeto grande de um pequeno, mas não se pode afirmar que elas compreendem o significado de tudo o que falam. A representação gráfica dos numerais deverá ocorrer em uma etapa mais avançada do desenvolvimento da criança, quando ela for capaz de reconhecer que os números são mera representação simbólica utilizada para nomear quantidades. De acordo com o Referencial curricular nacional para a educação infantil (Conhecimento de mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998), o trabalho com a mate- mática deve garantir oportunidades para que os alunos sejam capazes de: • “reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano; • comunicar ideias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema relativas a quantidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática; • ter confiança em suas próprias estratégias e na sua capacidade para lidar com situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios.” Em Natureza e Sociedade, os alunos trabalham com temas referentes aos conteúdos de Ciências, História e Geografia. De acordo com o Referencial curricular nacional para a educação infantil (Conhecimento de mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998), o objetivo no trabalho com o eixo Natureza e Sociedade é garantir oportunidades para que os alunos sejam capazes de: • “interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções para compreendê-lo, manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações e confrontando ideias; • estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos; • estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana.” Constituindo um repertório rico em estímulos, as atividades de Artes Visuais são imprescindíveis nos trabalhos aplicados a alunos da pré-escola, sobretudo no volume 1. É por meio desses trabalhos que a criança consegue expressar seus sentimentos, anseios e as impressões que capta do mundo exterior. As atividades de Artes Visuais, como pintura, recorte, colagem, desenho livre, dobraduras, entre outras, levam a criança ao desenvolvimento da imaginação, da criatividade e constituem-se num reforço e num apoio para os trabalhos relativos à leitura e à escrita. O professor não deve se preocupar em utilizar material dispendioso. O material de sucata (bolinhas, caixas vazias, pedaços de madeira, de tecido, de papel etc.) pode ser extremamente útil. De acordo com o Referencial curricular nacional para educação infantil (Conhecimento de Mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998), “o objetivo com o trabalho tendo como eixo Artes Visuais é garantir oportunidades para que os alunos sejam capazes de terem suas próprias impressões, ideias e interpretações sobre a produção de arte e o fazer artístico. Tais construções são elaboradas a partir de suas experiências ao longo da vida, que envolvem a relação com a produção de arte, com o mundo dos objetos e com seu próprio fazer. As crianças exploram, sentem, agem, refletem e elaboram sentidos de suas EE_CCEDINF2_manual.indd 7 9/16/09 4:58:56 PM
  8. 8. 8 experiências. A partir daí constroem significações sobre como se faz, o que é, para que serve e sobre outros conhecimentos a respeito da arte. Artes Visuais devem ser concebidas como uma linguagem que tem estrutura e características próprias, cuja aprendizagem, no âmbito prático e reflexivo, se dá por meio da articulação dos seguintes aspectos: • fazer artístico – centrado na exploração, expressão e comunicação de produção de trabalhos de arte por meio de práticas artísticas, propiciando o desen- volvimento de um percurso de criação pessoal; • apreciação – percepção do sentido que o objeto propõe, articulando-o tanto aos elementos da linguagem visual quanto aos materiais e suportes utilizados, visando desenvolver, por meio da observação e da fruição, a capacidade de construção de sentido, reconhecimento, análise e identificação de obras de arte e de seus produtores; • reflexão – considerado tanto no fazer artístico como na apreciação, é um pensar sobre todos os conteúdos do objeto artístico que se manifesta em sala, compartilhando perguntas e afirmações que a criança realiza instigada pelo professor e no contato com suas próprias produções e as dos artistas”. Em Movimento: De acordo com o Referencial curricular nacional para educação infantil (Conhecimento de Mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998), “o trabalho contempla a multiplicidade de funções e manifestações do ato motor, propiciando um amplo desenvolvimento de aspectos específicos da motricidade das crianças, abrangendo uma reflexão acerca das posturas corporais implicadas nas atividades cotidianas, bem como atividades voltadas para a ampliação da cultura corporal de cada criança. Ao brincar, jogar, imitar e criar ritmos e movimentos, as crianças também se apropriam do repertório da cultura corporal na qual estão inseridas, sendo assim, os objetivos para se trabalhar com esse eixo temático são: • Ampliar as possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação; • Explorar diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força, velocidade, resistência e flexibilidade, conhecendo gradativamente os limites e as potencialidades de seu corpo; • Controlar gradualmente o próprio movimento, aperfeiçoando seus recursos de deslocamento e ajustando suas habilidades motoras para utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações; • Utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento etc., para ampliar suas possibilidades de manuseio dos diferentes materiais e objetos; • Apropriar-se progressivamente da imagem global de seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos e elementos e desenvolvendo cada vez mais uma atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo. EE_CCEDINF2_manual.indd 8 9/16/09 4:58:56 PM
  9. 9. 9 estrutura do volume 2 Bloco 1 – as imagens LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • HABILIDADE MOTORA ESPECÍFICA (QUEBRA-CABEÇA): 8 • EXPRESSÃO ORAL: 8, 9, 10, 11, 14 • TAMANHO (GRANDE, PEQUENO): 12, 14 • PARTES DO CORPO: 10, 11, 13 • PLANTAS (CACTO): 14 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • LEITURA DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS SEM PALAVRAS: 24, 25 • EXPRESSÃO ORAL: 24, 25, 31, 34, 35 • CARACTERÍSTICAS DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: 26, 32 • PREPARAÇÃO PARA A ESCRITA (TRAÇADOS): 27 • QUANTIDADE (MAIS, MENOS): 32 • FORMAS IGUAIS E DIFERENTES: 33, 34 • FOLCLORE (SACI-PERERÊ): 25, 28, 33 • VIDA NO CAMPO: 29, 30, 31 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • EXPRESSÃO ORAL: 16, 17, 19, 20 • ADIVINHA: 18 • PREPARAÇÃO PARA A ESCRITA (TRAÇADOS): 18, 21, 22 • QUANTIDADE: 23 • PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE: 16, 17, 23 • PLANTAS: 19, 20, 21, 22 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • LEITURA DE NARRATIVA VISUAL: 36 A 39 • EXPRESSÃO ORAL: 36 A 39, 41, 43, 47 • PERCEPÇÃO VISUAL: 40, 41 • ADIVINHA: 45, 46 • ORIENTAÇÃO TEMPORAL (DIA, NOITE): 37 • TAMANHO (MESMO TAMANHO, TAMANHO DIFERENTE): 42 • TAMANHO (GRANDE, PEQUENO): 43 • TAMANHO (MAIOR, MENOR): 44, 45 • COMPRIMENTO (MAIS COMPRIDO, MAIS CURTO): 45 • ALTURA (MAIS ALTO, MAIS BAIXO): 46 • ESPESSURA (GROSSO, FINO, LARGO, ESTREITO): 47 • DISTÂNCIA (PERTO): 48 • CARACTERÍSTICAS DAS AVES (PATO): 48, 49, 50, 51 • CARACTERÍSTICAS DOS MAMÍFEROS (GATO): 52, 53 LIÇÃO 1: PINTURAS – PÁGINAS 8 A 15 LIÇÃO 3: HISTÓRIA EM QUADRINHOS – PÁGINAS 24 A 35 LIÇÃO 2: CARTUNS – PÁGINAS 16 A 23 LIÇÃO 4: NARRATIVA VISUAL – PÁGINAS 36 A 53 EE_CCEDINF2_manual.indd 9 9/16/09 4:58:56 PM
  10. 10. 10 Bloco 2 – os alimentos LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • LEITURA DE PARLENDA: 54, 65 • EXPRESSÃO ORAL: 54, 55, 56, 60, 62 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 55 • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: 56 • FIGURAS GEOMÉTRICAS (CÍRCULO, TRIÂNGULO, QUADRADO E RETÂNGULO): 59, 60, 61 • SITUAÇÃO-PROBLEMA: 59 • ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (CAFÉ DA MANHÃ, ALMOÇO E JANTAR): 62 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • LEITURA DE TRAVA-LÍNGUAS: 66, 67, 75 • EXPRESSÃO ORAL: 66, 67, 71 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 67, 68 • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: 68, 69, 70 • ESCRITA DE NOME: 71 • QUANTIDADE (CHEIO, VAZIO): 72 • MESMA QUANTIDADE: 73 • ALIMENTOS DOCES E SALGADOS: 74 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • LEITURA DE HISTÓRIA (FEITA PELA PROFESSORA): 76, 77 • EXPRESSÃO ORAL: 76, 77, 80, 81, 82 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRA: 78 • ESCRITA DO PRÓPRIO NOME: 78 • LEITURA DE IMAGEM: 80 • ALTURA (ALTO, BAIXO): 81 • QUANTIDADE (MAIS, MENOS): 82 • QUANTIDADE (CHEIO): 83 • FICHA PESSOAL: 84 • ANIVERSARIANTES DO MÊS: 85 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • LEITURA DE RECEITA CULINÁRIA (FEITA PELA PROFESSORA): 86, 87 • EXPRESSÃO ORAL: 86, 87, 88, 89, 93, 94 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 87 • PARTES DA RECEITA: 88, 89, 91 • ATIVIDADE DE FECHAMENTO DO BLOCO: 96, 97 • QUANTIDADE (MAIS, NENHUM): 93 • CORRESPONDÊNCIA UM A UM: 94 • ALIMENTOS DE ORIGEM VEGETAL: 88 • ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL: 95 LIÇÃO 5: PARLENDA – PÁGINAS 54 A 65 LIÇÃO 6: TRAVA-LÍNGUAS – PÁGINAS 66 A 75 LIÇÃO 7: CONVITE DE FESTA – PÁGINAS 76 A 85 LIÇÃO 8: RECEITA CULINÁRIA – PÁGINAS 86 A 97 EE_CCEDINF2_manual.indd 10 9/16/09 4:58:57 PM
  11. 11. 11 Bloco 3 – as fábulas LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • ORIENTAÇÃO ESPACIAL (EM CIMA, EMBAIXO, ATRÁS): 105, 106 • PESO (MAIS PESADO): 106 • ANIMAIS (COBERTURA DO CORPO): 107, 108 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • QUANTIDADE (MUITO): 115 • NOÇÃO DE DIREÇÃO: 116 • CORRESPONDÊNCIA UM A UM: 117 • ESTAÇÕES DO ANO (VERÃO E INVERNO): 118, 119 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • CORRESPONDÊNCIA PELA ESPESSURA, PELO TAMANHO E PELA COR: 127 • ORIENTAÇÃO ESPACIAL (NA FRENTE, ATRÁS): 128 • VISÃO: 129 • AUDIÇÃO: 130 • PALADAR: 131 • TATO: 132 • OLFATO: 133 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática NATUREZA E SOCIEDADE • ORIENTAÇÃO ESPACIAL: 141 • DISTÂNCIA: 141 • AMIGOS: 142, 143 LIÇÃO 9: CAPAS DE LIVROS – PÁGINAS 98 A 109 LIÇÃO 10: FÁBULA EM VERSOS – PÁGINAS 110 A 119 LIÇÃO 11: FÁBULA EM QUADRINHOS – PÁGINAS 120 A 133 LIÇÃO 12: FÁBULA EM PROSA – PÁGINAS 134 A 145 • LEITURA DE CAPAS DE LIVROS: 98, 99 • EXPRESSÃO ORAL: 98, 99, 100, 101, 102, 105 • CARACTERÍSTICAS DAS FÁBULAS: 99, 101, 102, 109 • LEITURA DE FÁBULA (FEITA PELA PROFESSORA): 100, 101, 102, 105 • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: 100, 101, 105 • IDENTIFICAÇÃO DE LETRAS: 101 • ORGANIZAÇÃO DE CENAS PARA COMPOSIÇÃO DE HISTÓRIA: 102 • LEITURA DE POEMA (FEITA PELA PROFESSORA): 110, 111 • EXPRESSÃO ORAL: 110, 111, 117, 118, 119 • RIMAS: 111, 112, 113 • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: 111 • IDENTIFICAÇÃO DE LETRAS: 112 • ESCRITA DE LETRAS: 112, 113 • LEITURA DE FÁBULA (FEITA PELA PROFESSORA): 114 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 114 • LEITURA DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS: 120, 121, 122 • EXPRESSÃO ORAL: 120, 121, 122, 124, 126, 129 A 133 • LISTA DE PALAVRAS (ESCRITA PELA PROFESSORA): 123 • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: 124, 126 • LEITURA DE FÁBULA (FEITA PELA PROFESSORA): 125 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 125 • LEITURA DE FÁBULA (FEITA PELA PROFESSORA): 134, 135, 136 • EXPRESSÃO ORAL: 134, 135, 136, 143, 144 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 134 • INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: 137 • ESCRITA DE PALAVRAS: 137 • RIMAS: 138, 139 • IDENTIFICAÇÃO DE LETRAS: 138, 139 • LINGUAGEM VISUAL (LABIRINTO): 140 EE_CCEDINF2_manual.indd 11 9/16/09 4:58:57 PM
  12. 12. 12 Bloco 4 – os poemas LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO • LEITURA DE POEMA (FEITA PELA PROFESSORA): 146, 147 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 146, 153 • TRABALHO COM LETRAS MÓVEIS: 147, 148, 149, 150, 151, 152 • IDENTIFICAÇÃO DE LETRAS: 148, 149, 150, 152, 154 • ESCRITA DO PRÓPRIO NOME: 150 • ESCRITA DO NOME DA PROFESSORA: 151 • LEITURA DE PALAVRAS (COM AJUDA DA PROFESSORA): 153 • ALFABETO (VOGAIS E CONSOANTES): 154 • ESCRITA DAS LETRAS APRENDIDAS: 157 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO • LEITURA DE POEMA (FEITA PELA PROFESSORA): 158 A 165 • LISTA DE PALAVRAS INICIADAS POR VOGAIS: 159, 160, 161, 162, 163, 164 • ESCRITA DAS VOGAIS MINÚSCULAS EM LETRA CURSIVA: 160, 161, 162, 163, 164, 165 • IDENTIFICAÇÃO DO NOME DAS FIGURAS: 160, 163, 167, 168 • IDENTIFICAÇÃO DE LETRAS: 161, 162, 164, 165, 166 • ESCRITA DE NOME: 163 • DITADO DE VOGAIS: 169 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO matemática • LEITURA DE POEMA (FEITA PELA PROFESSORA): 170, 171, 172 • CONTAGEM DE 1 A 10: 171 • NÚMERO 6: 178 • NÚMERO 1: 173 • número 7: 179 • NÚMERO 2: 174 • número 8: 180 • NÚMERO 3: 175 • número 9: 181 • NÚMERO 4: 176 • número 0: 182 • NÚMERO 5: 177 • NÚMERO 10: 183 LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO NATUREZA E SOCIEDADE • LEITURA DE POEMA (FEITA PELA PROFESSORA): 184 A 192 • EXPRESSÃO ORAL: 184 A 192 • IDENTIFICAÇÃO DE PALAVRAS: 184, 185, 186 • TRABALHO COM LETRAS MÓVEIS: 189 • FENÔMENO DA NATUREZA (ARCO-ÍRIS): 186 • FAMÍLIA: 187 • MEIOS DE TRANSPORTE: 188 • PROFISSÕES (CARTEIRO): 189 • MEIO DE COMUNICAÇÃO (CARTA): 189 • PARTES DA MORADIA: 190, 191 • OBJETOS DA MORADIA: 191 LIÇÃO 13: O ALFABETO – PÁGINAS 146 A 157 LIÇÃO 14: AS VOGAIS – PÁGINAS 158 A 169 LIÇÃO 15: OS NÚMEROS – PÁGINAS 170 A 183 LIÇÃO 16: MAIS POEMAS – PÁGINAS 184 A 192 EE_CCEDINF2_manual.indd 12 9/16/09 4:58:57 PM
  13. 13. 13 Os blocos de trabalho apresentam atividades das diversas áreas ou eixos curriculares. BLOCO 1 – AS imagens No primeiro bloco trabalha-se com textos não verbais: pinturas (lição 1), cartuns (lição 2), história em quadrinhos (lição 3) e narrativa visual (lição 4). De acordo com o Referencial curricular nacional para a educação infantil (Conhecimento de mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998): O desenvolvimento da imaginação criadora, da expressão, da sensibilidade e das capacidades estéticas das crianças poderão ocorrer no fazer artístico, assim como no contato com a produção de arte presente nos museus, igrejas, livros, reproduções, revistas, gibis, vídeos, CD-ROM, ateliês de artistas e artesãos regionais, feiras de objetos, espaços urbanos etc. O desenvolvimento da capacidade artística e criativa deve estar apoiado, também, na prática reflexiva das crianças ao aprender, que articula a ação, a percepção, a sensibilidade, a cognição e a imaginação. As pinturas (lição 1) O texto a seguir, escrito por Maria Gabriela Mielzynska, norteou nossa escolha para o trabalho com pinturas. Arte: ampliando horizontes e formando cidadãos De uma maneira ou de outra, as crianças se deparam com a necessidade de apreensão de significados e códigos desde o início das suas vidas, algo que também se traduz (por que não?) no contato destas com as mais variadas formas de arte. Esta necessidade de apreensão se torna ainda mais urgente quando há o ingresso na escola. Assim, se o processo se intensifica quando as crianças aprendem, entre outras coisas, a ler, a escrever, a adicionar e a subtrair – e se o escritor se comunica com palavras e o matemático com números –, o interesse infantil também se abre na escola ainda mais para as estruturas visuais da arte, estruturas criadas com a intenção da comunicação de significados sobre a maneira pessoal do artista de encontrar sentido no mundo que o rodeia. Ainda sobre a necessidade – e, melhor dizendo, a capacidade – que as crianças têm de apreender o mundo, de reparar nos mínimos detalhes e de olhar com atenção, devemos dizer que ela é infinita, algo que constatamos durante a nossa trajetória no ensino das artes. Em todo contato nosso – e de obras de arte por nós propostas – com crianças, estas nos chamaram a atenção para as cores, as formas e as estruturas visuais que constituem um quadro, por exemplo. Não pudemos deixar de concluir, então, que as interpretações dos pequenos das imagens e os trabalhos artísticos que vieram a desenvolver em cima destas inter- pretações refletiam um repertório imagético e cultural consideravelmente amplo. Partindo do pressuposto (mais do que aceito e comprovado) de que a arte é algo “universal”, podemos concluir que o desenvolvimento da sensibilida- de, da criatividade, dos horizontes cognitivos e da compreensão da criança do seu patrimônio cultural – processo de suma importância para a sua formação enquanto sujeito social – ocorre por causa do desmoronamento das barreiras linguísticas, culturais e religiosas que acontece no contato com as obras de arte. Em outras palavras, mesmo que não saibamos nada a respeito da vida de pessoas que viveram em tempos e lugares distantes, as obras de arte que estas pessoas criaram possuem o poder, de uma maneira ou de outra, de nos encantar no presente com suas soluções pictóricas. Deste “encantamento” surge o interesse nos significados das obras e, a partir dos significados, começamos a penetrar nos universos pessoais, sociais, políticos e culturais dos criadores... Ora, o que poderia melhor derrubar barreiras e preconceitos a respeito de qualquer assunto se não o conhecimento e o interesse por este assunto? Vejamos agora, passo por passo, como ocorre o desenvolvimento da capacidade das crianças de criar e “recriar” no contato destas com as artes – contato facilitado pela Arte Educação. Num primeiro contato com uma obra de arte, os alunos ficam geralmente interessados em saber “por que” o artista criou sua EE_CCEDINF2_manual.indd 13 9/16/09 4:58:57 PM
  14. 14. 14 obra. O olhar que interroga o objeto observado se desenvolve atentamente e é seguido pela curiosidade em saber o que teria inspirado o artista, que contexto cultural influenciou suas escolhas e em que momento da História a obra foi criada. Uma vez identificado o tema, ou seja, o que se encontra representado na obra, os alunos procuram saber a respeito dos processos, do planejamento da composição e da sua elaboração, pensadas para que o quadro tenha uma determinada aparência: o “como” do fazer artístico. Ao mesmo tempo, surge o interesse em saber o que teria influenciado o artista, porque ele pintou de determinada maneira e qual seria o significado da obra em questão. Dito isto, podemos reafirmar que o contato do aluno com as obras de arte através de reproduções em livros, cópias em xerox, transparências ou slides projetados durante a aula, exposições (...), além de propiciar o conhecimento de obras que tiveram um impacto marcante sobre a nossa identidade cultural, possibilita e facilita uma reflexão sobre o próprio fazer artístico. (...) Ora, se através do “olhar”, do “ver”, do “adaptar”, do “transformar” e do “criar” a criança estará compreendendo e apreciando os métodos que o artista pode escolher para organizar as linhas, as formas e as cores presentes em seu quadro, sua própria criatividade, poder de observação e organização estética é que sairão ganhando. Disponível em <http://www.monica.com.br/mural/alcance/alcance5.htm>. Acesso em 20 jun. 2009. As histórias em quadrinhos (lição 3) A importância das histórias em quadrinhos Segundo Waldomiro Vergueiro, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, “as crianças naturalmente gostam dos quadrinhos, se identificam com a narrativa. Afinal, a linguagem dos quadrinhos se aproxima muito do universo das crianças e também dos adolescentes. Felizmente, aqui no Brasil, temos forte produção infantil (basicamente assinada por Mauricio de Sousa) que está facilmente disponível no mercado e ao alcance de boa parte dos leitores. A leitura é fácil e prazerosa. Se compararmos com a de outros países, a produção de quadrinho infantil brasileiro é bastante significativa. Nos EUA, por exemplo, não se publica mais quadrinho infantil. Lá, as histórias são voltadas para os jovens. Mesmo tendo um mercado de quadrinhos infantis monopo- lizado (as revistas de Mauricio de Sousa respondem aproximadamente por 85% de tudo o que é produzido para o público infantil), o Brasil é uma exceção na América Latina em investimentos no setor”. [...] O Núcleo de Histórias em Quadrinhos da Escola de Comunicação e Artes da USP tem trabalhado nesse sentido, mostrando alternativas e caminhos para que os quadrinhos sejam utilizados, pelas escolas, de uma forma interdisciplinar. O professor deve trabalhar o quadrinho com o mesmo rigor com que se usa o livro didático. Não existe limite para a utilização de quadrinhos na Educação; tudo depende da criatividade do professor. Disponível em <http://www.multirio.rj.gov.br/portal/riomidia/rm>. Acesso em maio 2009. Indicamos a obra Leia como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula, de Paulo Ramos, Waldomiro Vergueiro e outros, editora Contexto. Veja a seguir a lenda do Saci, que deverá ser lida para os alunos na atividade da página 28. EE_CCEDINF2_manual.indd 14 9/16/09 4:58:57 PM
  15. 15. 15 Lenda do Saci O Saci é uma entidade muito popular no folclore brasileiro. No fim do século XVIII já se falava dele entre os negros, mestiços e Tupis-guaranis, de onde se origina seu nome. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão, que esconde objetos da casa, assusta animais, assovia no ouvido das pessoas, de- sarruma cozinhas; enquanto em outros lugares ele é visto como uma figura maléfica. É um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, entre eles, o de aparecer e desaparecer onde desejar. Tem uma mão furada e gosta de jogar objetos pequenos para o alto e deixá-los atravessá-la para pegar com a outra. Ele costuma assustar viajantes ou caçadores solitários que se aventuram por lugares ermos nos sertões ou matas, com um arrepiante assovio no ouvido, para em seguida aparecer numa nuvem de fumaça pedindo fogo para seu cachimbo. Ele gosta de esconder brinquedos de crianças, soltar animais dos currais, derramar sal que encontra nas cozinhas e, em noites de lua, monta um cavalo e sai campo afora em desembalada carreira fazendo grande alvoroço. Diz a crença popular que dentro dos redemoinhos de vento – fenômeno onde uma coluna de vento rodopia levantando areia e restos de vegetação e sai varrendo tudo que encontra a sua frente – existe um Saci. Diz ainda a tradição que, se alguém jogar dentro do pequeno ciclone um rosário de mato abençoado, pode capturá-lo, e se conseguir sua carapuça, será recompensado com a realização de qualquer desejo. Disponível em<http://www.ifolclore.com.br/lendas/gerais/g_saci2.htm>. Acesso em 18 jun. 2009. As narrativas visuais (lição 4) As crianças estão imersas em um mundo audiovisual, em contato com inúmeras formas de expressão e comunicação. Uma concepção de infância que pensa a criança como produtora de cultura pressupõe também a convivência com as linguagens não verbais, de modo a enriquecer sua leitura de mundo. Uma dessas linguagens são as narrativas em imagens, apresentadas na lição 4. Essa narrativa foi retirada do livro O gato Viriato e está a meio caminho entre as técnicas das tiras e das histórias em quadrinhos e as narrativas comuns nos livros de imagens. A narrativa nos livros de imagem (...) no livro de imagem a história se constrói de imagem em imagem. A narrativa é fragmentada, pois entre cada quadro há um espaço (em branco, às vezes limitado por molduras, uma nova página etc.); por isso o autor deve ser muito claro e preciso nos elos de encadeamento de modo que cada quadro tenha traços bem visíveis de sua ligação com o quadro anterior e elementos que “puxam” a narrativa para o quadro seguinte, até o desenlace. Há também muitos detalhes da história, entre um quadro e outro, que devem ser imaginados pelo leitor, e por esta razão a ordenação das sequências e dos cortes deve ter uma or- ganização rigorosa. A técnica da simultaneidade e os indícios gerais indicando a passagem do tempo e as mudanças no espaço são extremamente importantes, destacando-se o gestual das personagens e tudo o que indica a ação e movimento, para que a história seja bem compreendida. Mais do que nunca, é importante a leitura circular da imagem para dar ao leitor, em primeiro lugar, uma ideia geral da cena. EE_CCEDINF2_manual.indd 15 9/16/09 4:58:57 PM
  16. 16. 16 Um trabalho minucioso com as crianças, apontando ou levando-as a descobrir esses elementos técnicos que fazem progredir a ação ou que explicam espaço, tempo, características das personagens etc. aprofundará a leitura da imagem e da narrativa e estará, ao mesmo tempo, desenvolvendo a capacidade de observação, análise, comparação, classificação, levantamento de hipóteses, síntese e raciocínio. No decorrer de algumas sessões de leitura do livro de imagem, a criança vai entendendo o “como se faz ou é feita” essa história. Tudo isso exige do pequeno leitor competências específicas e domínio da estrutura e das técnicas da narrativa. A narrativa nos livros de imagem pode ter um encadeamento muito simples, mas pode também chegar a estruturas bem complexas, que exigirão do leitor muita atenção para entender o desenrolar da história, suas sequências e cenas, e seu epílogo. Maria Alice Faria. Como usar a literatura infantil na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004. p. 58-59. BLOCO 2 – OS ALIMENTOS O tema do segundo bloco são os alimentos. Nesse conjunto, trabalha-se os seguintes gêneros: parlenda (lição 5), trava-línguas (lição 6), convite de festa (lição 7) e receita culinária (lição 8). As parlendas (lição 5) De acordo com o Referencial curricular nacional para a educação infantil (Conhecimento de mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998): “Os jogos e brinquedos musicais da cultura infantil incluem os acalantos (cantigas de ninar); as parlendas (os brincos, as mnemônicas e as parlendas propriamente ditas); as rondas (canções de roda); as adivinhas; os contos; os romances etc. (...) As parlendas servem como fórmula de escolha numa brincadeira, como trava-línguas etc., como os seguintes exemplos: “Rei, capitão, soldado, ladrão, moço bonito do meu coração...”; “Lá em cima do piano tem um copo de veneno, quem bebeu morreu, o azar foi seu...”. Os trava-línguas são parlendas carac- terizadas por sua pronunciação difícil: “Num ninho de mafagafos/ Seis mafagafinhos há/ Quem os desmafagafizar/ Bom desmafagafizador será...”, ou ainda, “Nem a aranha arranha o jarro, nem o jarro arranha a aranha...”. As mnemônicas referem-se a conteúdos específicos, destinados a fixar ou ensinar algo como número ou nomes: “Um, dois, feijão com arroz/ Três, qua- tro, feijão no prato/ Cinco, seis, feijão inglês/ Sete, oito, comer biscoito/ Nove, dez, comer pastéis...”, ou “Una, duna, tena, catena/ Bico de pena, solá, soladá/ Gurupi, gurupá/ Conte bem que são dez...”.” BLOCO 3 – AS FÁBULAS No terceiro bloco trabalha-se com as fábulas: capas de livros de fábula (lição 9), fábula em versos (lição 10), fábula em quadrinhos (lição 11), fábula em prosa (lição 12). Por que trabalhar com fábulas? Um dos trabalhos mais significativos que se desenvolvem nos primeiros ciclos da escolarização é o realizado com narrativas. A prática de contar e ouvir histórias parece resgatar os elementos de um tipo de discurso que a maioria das crianças já conhece há bastante tempo, desde antes do ingresso na escola. Daí talvez a insistência em utilizar narrativas para iniciar a criança no mundo da leitura e da escrita. (...) EE_CCEDINF2_manual.indd 16 9/16/09 4:58:57 PM
  17. 17. 17 Dentro do universo narrativo, encontramos uma série de gêneros que se caracterizam por “contar uma história”, mas cada qual tem uma intenção e forma particulares. A fábula – com seu enredo curto, composto de um ou dois acontecimentos breves que destacam um princípio moral, ético ou político – apresenta uma validade universal, preservada através dos tempos, por tratar de situações cotidianas ou de temas recorrentes na história do homem. (...) Em sua origem, a fábula não constituía um gênero para crianças. Mais tarde é que escritores como La Fontaine (século XVII) e Monteiro Lobato (século XX), entre outros, dirigiram fábulas ao público infantil, com as mais diversas intenções: satirizar certos defeitos de personalidade, criar atitudes humanas ou mostrar a oposição do vício à virtude, da tolice ao bom senso, etc., indicando que, na vida real, nem sempre o bem vence o mal e que, contra a força, a solução pode ser a esperteza. (...) Mônica Teresinha Ottoboni Sucar Fernandes. Trabalhando com os gêneros do discurso. Narrar: fábula. São Paulo: FTD, 2001. Veja a seguir as fábulas que devem ser lidas aos alunos. A rã que queria ser do tamanho do boi Dentre as rãs daquele lago, havia uma que era muito invejosa. Certo dia, ela estava na beira do rio quando apareceu um boi para beber água. A rã inve- josa olhou para as amigas e disse: – Vocês duvidam que eu fique do tamanho deste boi? – Duvidamos – elas responderam em coro. – Pois olhem só o espetáculo. E pôs-se a encher os pulmões de ar. – E aí? Já estou do tamanho dele? – Que nada! – as amigas diziam –, falta muito. Ela engoliu mais ar, a barriga estufou mais um pouco. – E agora? Estou quase lá? – Desista, falta muito. Nem que você engula todo o ar do mundo, vai conseguir se igualar ao boi. A rã vaidosa não se deu por vencida. Encheu mais ainda os pulmões, seu corpo virou uma bola. Até que, PLAFT, a barriga estourou e voou rã pra todo lado. O boi, que olhava tudo de longe, pensou: – Este é o triste espetáculo que a inveja nos oferece. Moral Quem nasce para centavo nunca chega a mil reais. Fábulas de Esopo. Adaptação de Ivana Arruda Leite. São Paulo: Escala Educacional, 2004. p. 44-45. EE_CCEDINF2_manual.indd 17 9/16/09 4:58:57 PM
  18. 18. 18 O lobo e o cordeiro Um cordeiro estava bebendo água no rio quando o lobo apareceu. De dentes à mostra, ele pôs-se a berrar: – Seu cordeiro porcalhão, vou devorá-lo por sujar a água que estou bebendo. – Como posso sujar sua água se estou mais abaixo que o senhor? – Ok – disse o lobo, tratando de achar outra justificativa. – Então vou devorá-lo porque soube que no ano passado você me xingou. – Como posso tê-lo xingado se no ano passado eu nem tinha nascido? Tenho apenas seis meses. – Se não foi você, foi seu irmão. – Como pode ser meu irmão se sou filho único? O lobo impaciente, vendo que a conversa já ia longe demais pro seu gosto, berrou furioso: – Se não foi você, foi seu pai, ou sua mãe, ou seu avô, ou alguém da sua família e, NHAC, devorou o cordeiro num bocado. Moral Contra a força não há argumento. Fábulas de Esopo. Adaptação de Ivana Arruda Leite. São Paulo: Escala Educacional, 2004. p. 6-7. (Adaptado para fins didáticos) A lebre e a tartaruga Certa vez a tartaruga desafiou a lebre para uma corrida. As outras tartarugas riram da cara da pobrezinha: – Você está maluca? Apostar corrida com o bicho mais veloz da mata? Você vai perder, e feio! Mas a tartaruga não se deixou abater: – Deixe estar, deixe estar. No dia marcado, a lebre e a tartaruga se aqueceram e o macaco deu o tiro de largada. Sob aplausos das torcidas, começou a corrida do século. Em menos de um minuto, a lebre já estava tão longe que resolveu tirar uma soneca. – A tartaruga vai demorar uma vida pra chegar aqui. Só que aí aconteceu o que parecia impossível. A lebre dormiu tão profundamente que a tartaruga conseguiu ultrapassá-la e chegou em primeiro lugar. Moral Nem sempre os mais velozes chegam em primeiro lugar. Fábulas de Esopo. Adaptação de Ivana Arruda Leite. São Paulo: Escala Educacional, 2004. p. 10-11. O corvo e a raposa Todos sabem que os corvos são os piores cantores da floresta. Não há quem suporte o seu cantar. Certo dia, a raposa estava passando embaixo de uma árvore quando viu lá em cima um corvo empoleirado. Na boca, ele tinha um enorme pedaço de queijo. A raposa teve uma ideia: – Amigo corvo, sabe que não há dentre as aves uma que cante melhor que você? EE_CCEDINF2_manual.indd 18 9/16/09 4:58:57 PM
  19. 19. 19 O corvo ficou encantado com o elogio. Finalmente alguém reconhecia o seu talento! Continuou a raposa: – Será que daria para você me deliciar com uma de suas melodias? De peito estufado, o corvo abriu o bico e se pôs a cantar. O queijo, claro, caiu bem nos pés da raposa, que saiu correndo sem ouvir a gritaria que o coitado fazia. Moral Ai de quem acredita em elogio de inimigo. Fábulas de Esopo. Adaptação de Ivana Arruda Leite. São Paulo: Escala Educacional, 2004. p. 23. BLOCO 4 – OS POEMAS Neste bloco trabalha-se com vários poemas. De acordo com o Referencial curricular nacional para a educação infantil (Conhecimento de mundo. v. 3. Brasília: MEC/SEF, 1998): “As poesias, parlendas, trava-línguas, os jogos de palavras, memorizados e repetidos, possibilitam às crianças atentarem não só aos conteúdos, mas também à forma, aos aspectos sonoros da linguagem, como ritmo e rimas, além das questões culturais e afetivas envolvidas.” Veja algumas sugestões de atividades para trabalhar poesias com as crianças: “São tantos os elementos para se trabalhar poesia com as crianças, em sala de aula... O ler em voz alta um poema amado com a emoção que ele des- pertou... O encontrar poesias que mexeram com o sensorial de cada um (visão, olfato, paladar...) e perceber como aconteceram escolhas diferentes por razões diversas... O procurar poemas que falem de assuntos paralelos, parecidos, mas tratados de outra forma, valorizados por outro ângulo... O trocar experiências pessoais a partir de um poema que tenha sido vivido – por cada leitor – à sua maneira, no seu momento de vida, de modo mais abrangente, mais específico ou mais distanciado. O ter um caderno, um álbum, uma agenda, onde anotar poemas inteiros ou versos que pareceram particularmente belos ou sábios ou perspicazes ou esclarecedores ou incríveis... O musicar, tornando cantigas, algumas expressões poéticas, que dão aquela vontade de criar uma melodia. O descobrir ritmos e lê-los em conjunto ou em voz alta... O escrever os próprios, a partir dum jogo de rimas – fáceis ou difíceis –, de significados, de inversões, de brincadeiras com o sentido das palavras, através da cor, da textura, do movimento de cada palavra, cada frase ou estrofe... SE A PROFESSORA FOR LER UM POEMA PARA A CLASSE – que o conheça bem, que o tenha lido várias vezes antes, que o tenha sentido, perce- bido, saboreado. Para que passe a emoção verdadeira, o ritmo e a cadência pedidos, que sublinhe o importante, que faça pausas para que cada ouvinte possa descobrir – por si próprio, cada passagem, cada estrofe, cada mudança... Que a criança goste de ler, de sorver devagarinho, sem pressa, a poesia que encontrar... Que, ao folhear um livro, saiba reparar numa passagem bem escrita e que saboreie esse momento de boniteza que o autor elaborou. Ou, ao se deparar com o mal escrito, com o tolo, com o desprovido de emoção e sen- sações, com o texto apressado, mal resolvido, que perceba e registre o quanto aquilo não quer dizer absolutamente nada... E que comente, fale e leia alto, pra demonstrar seu espanto – não com o bom e o novo, mas com o malfeito ou o batido... EE_CCEDINF2_manual.indd 19 9/16/09 4:58:57 PM
  20. 20. 20 E, SE FOR SELECIONAR ALGUMA POESIA PRA SER LIDA PELAS CRIANÇAS, que não seja a escrita por iniciantes, que ainda estão à procura de forma. É melhor recorrer àqueles autores que já dominam o verbo, constroem o verso, controlam o ritmo, sabem eliminar o supérfluo, para condensar – de modo exato e belo – as imagens, e provocar encantamento, suspiros, concordância, gostosura, sorriso, vontade de querer mais, de repetir, de dizer “Ah, é isto!” ou “Oh, é aquilo!”, de precisar ler de novo pra melhor se inteirar, pra compreender lá no fundinho ou descobrir algo que – na primeira ou na segunda leitura – não foi percebido... de até querer guardar – dum modo especial – palavras que abriram as portas da compreensão dum mundo mágico e sábio (que nem se intuía, imaginava ou percebia que era assim...).” Fanny Abramovich. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 2001. p. 94-95. A imitação constitui um procedimento metodológico interessante para desenvolver habilidades nessa faixa etária. Leia nossa sugestão a seguir, conforme indicado na página 40. Sugestões de atividades com imitação INTRODUÇÃO Pretende-se com este plano de aula que o aluno compreenda mensagens corporais delicadas e representações simples por imitação, observando o ambiente à sua volta para poder perceber diferentes posições, posturas, gestos de si mesmo e dos demais. Além disso, espera-se com as atividades preparar os alunos para entender a linguagem não verbal, de tal modo que possam manejar sua comunicação e transmissão de sentimentos. Para isso, serão utilizados jogos competitivos simples (individuais, em pares ou em equipe), que incluem correr, pegar, fugir e também adquirir a consciência de espaço e dos outros jogadores. Esses jogos in- cluem também a prática e o desenvolvimento de diversas maneiras de lançar, receber e transladar uma bola ou outro objeto. OBJETIVOS Desenvolver a criatividade, promover e exercitar o desenvolvimento físico e pessoal em um contexto de respeito e valorização do ser humano, promover o interesse e a capacidade de conhecer a realidade, utilizar o conhecimento e selecionar informação relevante. PROCEDIMENTOS As atividades podem ser realizadas na sala de aula ou na quadra. A turma será organizada em grupos, de acordo com a atividade. 1. Convide os alunos para que, aos pares, façam duas atividades. Na primeira etapa, peça que um dos dois alunos diga o nome de um objeto e que o outro imite os movimentos desse objeto. Por exemplo, imitação de máquinas em locomoção (carros, barcos, aviões, planadores) ou imitação de máquinas sem desloca- mento (guindaste, impressora, fotocopiadora, câmera de vídeo etc.). Durante a atividade, os alunos vão trocando de papel. O jogo também pode ser feito em trios, em grupos de cinco ou em grandes grupos. Numa segunda etapa, conte aos alunos uma história que envolva diversos animais. Peça aos alunos que se desloquem livremente pelo espaço, imitando os animais ou pessoas. Se for uma história que aconteceu em uma selva, por exemplo, eles podem imitar maca- cos, elefantes, leões, indígenas, fotógrafos, personagens fictícios, como o Tarzan. Outra opção é contar uma história que se passe em um zoológico ou em um circo. 2. O safári fotográfico. Nessa atividade, distribua os alunos em três grupos. Um deles deverá imitar animais (de diferentes grupos e tipos). Outro imitará os mem- bros do safári e o outro imitará as atividades que acontecem na selva (caça, dança, pesca). Enquanto um grupo imita, os outros tentam adivinhar o que estão imitando. A cada rodada de adivinhação, os grupos devem trocar de papel. 3. O armazém de brinquedos. Cada aluno escolhe ser um brinquedo e imita seus movimentos. A turma deve se dividir em dois grupos. Os alunos do primeiro grupo EE_CCEDINF2_manual.indd 20 9/16/09 4:58:57 PM
  21. 21. 21 começam imitando os brinquedos que escolheram e, a um sinal do professor, acabam as pilhas, tornando o movimento mais lento até parar. Em seguida, os alunos do grupo que ficou como observador escolhem os brinquedos de que mais gostaram. Depois disso, invertem-se os papéis. 4. A grande orquestra. Todo o grupo se coloca em semicírculo e é designado um instrumento musical para cada aluno ou grupo de alunos. Um fica com o papel de diretor da orquestra e com seus gestos indicará o começo, a execução e o final da música. Como variação, pode ser que a orquestra se transforme em uma banda de rua e desfile enquanto toca. O diretor da orquestra deve indicar a cada aluno que instrumento tocar, por meio de gestos e da imitação do som do instrumento. 5. Os eletrodomésticos. Cada aluno imagina que está utilizando um aparelho eletrodoméstico igual ao de seus pais (oriente aqueles que não tiverem ideia, suge- rindo que imitem um liquidificador, uma batedeira, uma enceradeira, uma cafeteira, uma máquina de cortar grama, uma furadeira). Numa primeira etapa, peça aos alunos que imitem o uso do aparelho. Depois, que se transformem no equipamento. 6. Convide os alunos a formar um círculo. Conte a eles que todos vão dormir um pouco para descansar. O grupo reunido imitará diferentes formas de dormir con- forme o seu comando: com frio e cobertores, com calor no verão, roncando, sonhando, com pesadelos, tranquilamente, sonâmbulo. Depois da última atividade, analise com os alunos a importância da observação para poder imitar. Peça a eles sugestões e comentários sobre as atividades. avaliação Uma possibilidade de avaliação das atividades pode ser feita por meio de uma pauta de observação individual contendo os seguintes itens: O aluno reage perante as informações auditivas que estão ao seu redor, empregando o movimento de gestos? O aluno reage perante as informações visuais que estão ao seu redor, empregando o movimento de gestos? Plano produzido pela Fundação Chile. Traduzido do espanhol e adaptado para o Brasil pelo IP3, Instituto de Pesquisas Sociais e Políticas Públicas. Disponível em <http://www.cantinhodoprofessor.org/aula_pratica/edufisimitacao.htm>. Acesso em maio 2009. EE_CCEDINF2_manual.indd 21 9/16/09 4:58:58 PM
  22. 22. 22 propostas de trabalho Eixo: Linguagem oral e escrita • Colocar as crianças em contato com obras de grande qualidade e solicitar que façam releituras. Fazer a releitura de uma obra não é só produzir uma cópia dela, pois é preciso interpretar aquilo que se vê e usar a criatividade. • Apresentar diferentes técnicas que os alunos podem utilizar ao organizar as releituras das obras de arte, como colagem, pintura, mosaico, escultura, fotografia. Deixar que eles experimentem essas técnicas e busquem caminhos próprios, mesmo que isso leve a releituras bem diferentes da obra “imitada”. O mais impor- tante é criar algo novo sem negar o que serviu de inspiração. • Aproveitar para estudar e analisar a obra dos artistas: o tema dessa e de outras obras suas, a técnica que ele usou, a época em que viveu, detalhes de sua biografia, artistas que admirou, outros artistas de seu tempo etc. • Solicitar aos alunos que criem perguntas de interpretação de um texto, um quadro, um poema, uma música para os colegas responderem. Quando eles têm de criar as perguntas, o trabalho de interpretação é intensificado, pois só podem questionar aquilo que realmente compreenderam. • Ler poesias para os alunos e pedir a eles que desenhem seus sentimentos. • Ler uma fábula e pedir às crianças que a recontem ou inventem outra seguindo uma proposta dada, como inventar fatos, inventar um novo final ou um novo começo, dar um novo título, criar novas personagens, mudar o cenário da história, inverter o papel do vilão e do herói. • Contar histórias é uma arte, e o contador de histórias deve ser bem-vindo e solicitado pelo ouvinte. Brincar com a voz ao contar histórias. Ler frases com voz doce, alegre, triste, de político, aveludada, de papagaio, de criança, dengosa, grave, medrosa, de formiguinha, de onça irritada, de príncipe apaixonado, de gigante, de anão. Utilizar chapéu, saia, avental, vassoura e outros objetos que caracterizem a história contada. Também é possível utilizar recursos como fantoches, teatro de sombras, sucatas, marionetes, gravuras, maquetes, máscaras. O ambiente deve ser agradável, para que todos se sintam à vontade. • Organizar uma rotina diária de atividades em sala de aula com as crianças para que elas identifiquem tudo o que farão durante o período. • Montar um mural de combinados da turma. • Criar a Hora da novidade. Apresentar aos alunos atividades interessantes e relacionadas aos temas estudados ou solicitar que algumas crianças tragam no- vidades sobre o que aprenderam para mostrar ao grupo. Enfeitar uma caixa de papelão para colocar a novidade. Combinar um dia com as crianças para que elas apresentem suas novidades. • Para trabalhar com as vogais, confeccionar com as crianças fantoches em palitos com o formato das letras. As crianças podem levar o material para casa e apresentar as letras para pessoas da família, em forma de teatrinho. Os personagens (fantoches de vogais) devem dizer tudo o que existe com a inicial de seus nomes. • Alfabeto de sucatas. Utilizar garrafas plásticas de refrigerante. Colar etiquetas com as letras do alfabeto nas garrafas. Usar esse material de formas diferencia- das: 1. boliche de letras – o aluno joga a bola, derruba as garrafas e fala palavras iniciadas pelas letras que caíram. 2. As garrafas também podem ser dispostas de forma desordenada para que as crianças as organizem na sequência alfabética. • Bingo do alfabeto. Confeccionar cartelas de bingo para a criança marcar as letras com tampinhas, feijão, milho etc. Sortear as letras para que elas marquem na cartela. Quem preencher a cartela primeiro será o ganhador. • Confeccionar um minidicionário com gravuras ou desenhos em ordem alfabética. EE_CCEDINF2_manual.indd 22 9/16/09 4:58:58 PM
  23. 23. 23 • Solicitar aos alunos que criem perguntas de interpretação de um texto, um quadro, um poema, uma música para os colegas responderem. Ao criar perguntas, o trabalho de interpretação é intensificado, pois as crianças só podem questionar aquilo que realmente compreendem. • Ler poesias e pedir aos alunos que desenhem seus sentimentos. • Ao trabalhar com fábulas, pedir às crianças que a recontem, inventem outra seguindo uma proposta dada, criem fatos e personagens, imaginem um novo final ou um novo começo, deem um novo título, mudem o cenário da história, invertam o papel do vilão e do herói. • Brincar de objeto oculto. Pedir às crianças que tragam objetos de casa. Embrulhar alguns objetos ou colocá-los em uma caixa. Sentados em rodinha, os alunos devem descobrir qual é o objeto oculto pelas pistas que você fornecer. Após a descoberta, eles devem fazer uma descrição de suas características e de sua utilidade. • “Aconteceu comigo”. Deve ser um momento em que um aluno, sentado no centro da rodinha, conta aos colegas um fato que aconteceu com ele: uma viagem, um passeio, um encontro, uma festa, o nascimento ou a morte de alguém ou de um animalzinho etc. Dependendo da situação, propor que façam desenhos ou tragam fotos para mostrar aos colegas. • Confeccionar uma televisão usando uma caixa de papelão. Desenhar, em tiras de cartolina, diferentes figuras relacionadas ao tema que está sendo trabalhado. Ao serem passadas na televisão, nomear e discutir as figuras apresentadas com os alunos. • Organizar um painel ou um varal com o nome dos alunos em ordem alfabética. Usar esse varal para fazer as letras do alfabeto também e deixá-las expostas na sala. • Confeccionar crachás com o nome de cada criança. Fazer atividades diárias para que elas identifiquem seus nomes: 1. Embaralhar os crachás e solicitar que procurem seus nomes. 2. Dispor os crachás no chão e pedir que separem os nomes de meninos e de meninas, os nomes que terminam ou iniciam com as mes- mas letras ou que tenham a mesma quantidade de letras. 3. Escolher um crachá e entregá-lo ao seu dono. 4. Usar os crachás para fazer a chamada diária. • Propor atividades para que os alunos associem figuras aos respectivos nomes. • Ditado invertido. As crianças ditam as palavras e o professor as escreve na lousa. Depois, elas fazem a leitura das palavras que ditaram ao professor, traba- lhando assim o movimento da escrita e a memorização de palavras. • Alfabeto humano. Escrever todas as letras do alfabeto em pequenos papéis e, com uma fita adesiva, colá-las em seu corpo. Falar uma letra, pedir a um aluno que encontre essa letra em seu corpo e cole-a em seu próprio corpo. No final, eles desenham figuras que iniciam com as letras coladas no corpo de cada um. Realizar essa atividade de acordo com as letras em estudo. É possível trabalhar apenas com as vogais, com todo o alfabeto e até mesmo com as sílabas para formação de palavras. • Inventando histórias. Selecionar 36 figuras de três tipos de revistas em quadrinhos, recortadas e coladas em cartolina. Por exemplo: 12 quadrinhos de uma re- vista, 12 quadrinhos de outra e 12 quadrinhos de uma terceira. As crianças podem criar histórias formando sequências com as figuras em quadrinhos ou inventar histórias misturando os personagens de diversas revistas. As figuras também podem ser utilizadas para um jogo da memória. O critério para a formação dos pares pode ser a associação de figuras cujos personagens pertençam à mesma história. • Para trabalhar com histórias em quadrinhos, selecionar figuras que façam parte de uma história e colá-las em uma tira, formando a sequência da narrativa. Escolher algumas figuras, cortá-las ao meio e entregá-las às crianças. Elas deverão juntar as tiras para formar as partes separadas das figuras e compor nova- mente a toda a história. Linguagem oral • Nas atividades de expressão oral, é importante levar o aluno a observar e respeitar certas regras sociais: prestar atenção no assunto; não interromper a pessoa que fala; esperar a vez de falar; respeitar a opinião dos colegas; falar baixo; ser educado etc. EE_CCEDINF2_manual.indd 23 9/16/09 4:58:58 PM
  24. 24. 24 • Proporcionar conversas informais sobre qualquer assunto, permitindo que os alunos façam e respondam perguntas, peçam esclarecimentos, exponham um tema, contem um acontecimento. Observe como os alunos falam e faça correções sem inibi-los, controle os monopolizadores, estimule os mais tímidos a falar. • Brinque de objeto oculto: embrulhe um objeto ou coloque-o em uma caixa. Sentados em rodinha, os alunos devem descobrir do que se trata pelas pistas que você fornecer. Após a descoberta do objeto oculto, os alunos devem fazer uma descrição de suas características e de sua utilidade. Proponha que os próprios alunos tragam objetos ocultos e apresentem novidades sobre ele aos colegas. • “Aconteceu comigo” pode ser um momento em que um aluno, sentado no centro da rodinha, conta aos colegas um fato que aconteceu com ele: uma viagem, um passeio, um encontro, uma festa, o nascimento ou a morte de alguém ou de algum animalzinho etc. Dependendo da situação, proponha que façam dese- nhos ou tragam fotos para mostrar aos colegas. • Confeccione uma televisão usando uma caixa de papelão e tiras de cartolina com diferentes figuras relacionadas ao tema que está sendo trabalhado. Ao serem passadas na televisão, nomeie e discuta as figuras apresentadas com os alunos. • Na hora da história, várias atividades podem ser realizadas: ouvir uma história contada pelo professor para desenvolver a atenção; observar figuras enquanto ouve uma história; reproduzir oralmente uma história curta, depois de ouvi-la algumas vezes; dramatizar uma história; desenhar personagens ou cenas mais apreciadas; inventar histórias com base em figuras de revistas; compor histórias com base em cenas em sequência. Linguagem escrita Para trabalhar com a leitura e a escrita, sugerimos que o repertório de palavras seja sempre retirado do universo da criança. • Rotule os brinquedos preferidos dos alunos e o mobiliário da sala de aula. • Organize um painel ou um varal com o nome dos alunos. • Confeccione crachás. • Prepare fichas ilustradas e nomeie as figuras. • Escreva um pequeno texto em uma cartolina para os alunos localizarem palavras a partir de hipóteses. • Proponha atividades para que os alunos associem figuras aos respectivos nomes. • Escreva nomes que os alunos pedirem e solicite que copiem. • Escreva na lousa palavras que os alunos ditarem para depois realizar uma leitura coletiva. • Solicite escrita espontânea, convidando alguns alunos para escreverem na lousa o que quiserem e como quiserem. • Trabalhe com as palavras apresentadas na lição. A sugestão a seguir pode ser adaptada para outras palavras. - Palavra escolhida: GATO. - Confeccionar a dobradura de um gato. - Brincar com o gato confeccionado. - Comparar o gato de cada aluno. - Afixar a dobradura em uma folha e escrever a palavra GATO. - Destacar a letra inicial. - Dar exemplos de palavras que começam com essa letra. Eixo: Matemática Noções de grandeza • Entregar aos alunos cartões coloridos de diferentes cores, formas e tamanhos para que eles agrupem pela cor, depois pela forma e finalmente pelo tamanho. EE_CCEDINF2_manual.indd 24 9/16/09 4:58:58 PM
  25. 25. 25 • Caixinha de cálculo. Reunir materiais de diferentes formas, cores e tamanhos em uma caixinha, como lápis, réguas, fitas, tiras, barbantes, fios, retalhos, botões, tampinhas, carretéis, contas, cartões. Deixar os alunos brincarem com essa caixinha, a fim de se familiarizar com ela. Depois, pedir que retirem da caixinha: os botões grandes; os fios grossos; os cartões pequenos; as tiras finas. Pedir também que seriem os diferentes materiais: do maior para o menor; do menor para o maior; do mais fino para o mais grosso; do mais grosso para o mais fino; do mais largo para o mais estreito; do mais estreito para o mais largo; do mais curto para o mais comprido; do mais comprido para o mais curto. • Solicitar que formem torres usando caixas de tamanhos diferentes. • Separar fitas, tiras, barbantes, fios, bastões, réguas, lápis de diferentes comprimentos e pedir aos alunos que identifiquem o mais curto, o mais comprido, os que têm o mesmo comprimento. • Distribuir folhas com figuras de tiras largas e estreitas para que os alunos recortem e coloquem a mais estreita sobre a mais larga. • Entregar figuras de árvores altas e baixas, com troncos finos e grossos e pedir aos alunos que separem a árvore mais alta, a de tronco mais fino, a mais baixa, a de trono mais grosso. Noções de posição • Mostrar pinturas, desenhos de livros de história, fotos e perguntar aos alunos a posição dos elementos observados, para que eles verbalizem o que está em cima e o que está embaixo. • Pedir aos alunos que observem a sala de aula e a posição das pessoas e dos objetos que estão ao redor deles, verificando quem está ao lado de quem, o que existe entre as carteiras e a lousa, o que está ao lado da mesa do professor, do armário etc. • Colocar três objetos em uma pilha e perguntar aos alunos qual está em cima, embaixo e no meio. • Pedir aos alunos que disponham diferentes materiais da caixinha de cálculos sobre a mesa e digam em que posição está uma determinada peça usando as palavras: na frente, ao lado, entre, no meio, em cima, embaixo. Noções de quantidade • Recorrer à caixinha de cálculos e solicitar aos alunos que retirem muitos botões, poucas tampinhas. Perguntar se há mais tampinhas ou botões. Repetir esse procedimento usando outros materiais. • Colocar três estojos na mesa e pedir a um aluno que ponha muitos lápis no primeiro, poucos no segundo e nenhum no terceiro. Perguntar qual estojo tem mais lápis, qual tem menos e qual não tem nenhum. • Desenhar diferentes formas na lousa e convidar alguns alunos para fazer muitas bolinhas em uma delas e poucas em outra. Formas e figuras geométricas • Mostrar diferentes formas aos alunos e pedir que procurem na sala objetos que tenham essas formas. • Desenhar diferentes formas em folhas e pedir aos alunos que: pintem as figuras iguais; pintem as figuras da mesma forma com a mesma cor; liguem as figuras que têm a mesma forma; pintem as formas que aparecem em determinada figura usando as cores do modelo; pintem os quadrados grandes de azul; pintem os círculos pequenos de vermelho; pintem os triângulos que estão na mesma posição com a cor amarela. • Propor atividades de seriação observando formas, observando forma e cor, observando forma e tamanho e observando forma, cor e tamanho. • Espaço fechado e aberto. Abrir e fechar as mãos, abrir e fechar portas, janelas, caixas, latas, pastas, estojos, livros. • Dentro e fora. Pular dentro e fora de pneus e círculos. Fazer a brincadeira do coelhinho sai da toca. Mostrar o que está dentro e fora da sala, materiais que estão dentro e fora do armário, do estojo. EE_CCEDINF2_manual.indd 25 9/16/09 4:58:58 PM
  26. 26. 26 • Muito e pouco. Separar um cantinho na sala de aula denominado Cantinho da Matemática. Separar palitos, tampinhas, canudinhos, botões, caixinhas para formar conjuntos com muitos e poucos elementos. Formar grupos com os próprios alunos. • Em cima e embaixo. Colocar objetos em cima e embaixo da mesa, alunos em cima da cadeira e embaixo da mesa etc. • Noção de quantidade. Contar objetos em diferentes lugares, separar objetos de acordo com o tamanho, a cor, a forma. • Formas geométricas. Entregar várias formas geométricas aos alunos e solicitar que criem figuras com elas. • Saco surpresa. Colocar dentro do saco as peças do bloco lógico e pedir aos alunos que adivinhem, pelo tato, o tamanho e a forma. • Criar caricaturas usando formas geométricas. • Trabalhar com agrupamentos utilizando materiais escolares: lápis, borracha, cadernos ou materiais de sucata. Separar os grupos utilizando cordão ou lã. • Solicitar aos pais que trabalhem com agrupamentos em casa também, pedindo aos filhos que organizem suas gavetas, juntando meias, calças, camisetas etc. Assim a criança sai da teoria e parte para o concreto, brincando com seus familiares e aprendendo a organizar objetos em sua casa. Eixo: Natureza e Sociedade Animais • Antes de trabalhar com algum animal, conversar com os alunos para que eles identifiquem se esse animal: é grande ou pequeno; põe ovos ou nasce da barriga da mãe; tem o corpo coberto de pelos, penas, escamas etc.; tem duas, quatro, nenhuma ou muitas patas ou pés; anda, se arrasta, voa; vive na água ou na terra; fornece alimentos; come plantas, animais ou outros alimentos. • Perguntar aos alunos que animais eles conhecem, de qual eles mais gostam, que animais eles têm etc. • Apresentar gravuras de pessoas cuidando de animais e perguntar aos alunos que mensagem essas gravuras transmitem. • Confeccionar diferentes animais de dobradura com os alunos. • Cantar músicas relacionadas a animais. • Pedir que recortem figuras de animais para uma exposição. Plantas • Perguntar aos alunos como nascem as plantas e preparar alguns experimentos para que eles vejam as plantinhas crescerem: - colocar grãos de feijão com algodão umedecido em um copo para observação diária da germinação; - plantar sementes diversas em vasinhos para que os alunos observem o desenvolvimento de cada plantinha; - colocar batatas-doces e cenouras em vasilhas com água para os alunos observarem o crescimento dos brotos. • Passear com os alunos no jardim da escola ou em uma praça próxima para que eles observem os diferentes tipos de planta. Depois, pedir que desenhem o que observaram. • Solicitar aos alunos que recolham cascas de troncos, folhas secas e que organizem um cartaz com esses elementos. • Pedir que recortem de figuras de plantas para uma exposição. Corpo • Fazer o contorno do corpo do colega usando papel kraft. Solicitar que desenhem o rosto, colem lã para imitar os cabelos e pedaços de tecido para fazer as roupas. • Aproveitar o contorno do corpo da criança e fazer um quebra-cabeça, recortando as partes e pedindo que montem o corpo novamente. • Fazer colagens usando sucatas para representar o corpo. EE_CCEDINF2_manual.indd 26 9/16/09 4:58:58 PM
  27. 27. 27 • Providenciar músicas diversas que falem do corpo. • Solicitar às crianças que descrevam as partes de seu corpo para os colegas. • Brincar de estátua. O professor coloca uma música e todos dançam. Quando ele disser “ESTÁTUA”, a música para e um colega escolhe a estátua que ficou me- lhor. O escolhido será o próximo a comandar a brincadeira. • Brincar de O mestre mandou. O professor dá as ordens e as crianças executam com o corpo. Por exemplo: o professor diz: – O mestre mandou. E as crianças perguntam: – Fazer o quê? Então, o professor dá o comando: – Todos levantarem os pés, bater palma, colocar as mãos na cabeça, pular de uma perna só etc. • Montar um corpo usando formas geométricas. • Selecionar de revistas figuras de pessoas realizando alguma ação: se abraçando, dançando, brincando, trabalhando. Pode-se usar também fotografias das próprias crianças. Colar essas imagens em papel sulfite. Colocar uma música bem agitada. Quando a música parar, mostrar uma das imagens e pedir às crian- ças que reproduzam a ação mostrada. Essa atividade trabalha o reconhecimento das partes do corpo e o contato com o próximo. • Trabalhar a lateralidade com as mãos: colocar fitas coloridas no pulso e no tornozelo do lado direito e fazer exercícios que peçam movimentos, como erguer a mão direita, abaixar a mão esquerda, erguer o braço direito e abaixar o esquerdo. • Fazer gestos diante do espelho, imitando o professor. Colocando-se ao lado do aluno, o professor deverá levantar a mão direita do aluno e sua própria mão direita. Dessa maneira a criança perceberá que a sua mão direita e a do professor ficam do mesmo lado. Repetir o exercício frente a frente com o aluno. Assim ele poderá perceber que se uma pessoa estiver de frente para a outra os braços levantados ficam em posições opostas. Os cinco sentidos • Qual você pegou? Providenciar uma caixa com garrafas de plástico e frascos de tamanhos diferentes. Pedir à criança que escolha um frasco. Depois, vendar os olhos da criança e tentar adivinhar o frasco que escolheu com os olhos vendados, apenas apalpando o objeto. Pode-se também fazer ao contrário: primeiro a criança venda os olhos e apalpa um frasco ou uma garrafa. Depois, ela abre os olhos e tenta adivinhar qual objeto ela segurou. • Cheira-cheira. Providenciar 10 potinhos de iogurte de mesmo tamanho. Colocar pares de odores diferentes dentro dos potinhos. Por exemplo: dois potinhos com pó de café, dois com cravo, algodão com perfume, canela, sabão em pó etc. Fechar bem os potinhos com elástico e tecidos de textura fina. A criança não deverá ver o conteúdo de cada potinho e deverá formar pares selecionando os potinhos apenas pelo olfato. • Que som é esse? Providenciar 10 embalagens com tampa, feijões, sementes secas, arroz e outros tipos de objeto que produzem sons. Colocar o mesmo mate- rial em duas embalagens diferentes. Cada participante escolhe uma embalagem e tem duas chances de achar o som igual. Caso o encontre, recebe uma ficha. Ganha quem tiver mais fichas. • Providenciar com antecedência o material necessário para a produção de vários ruídos, como apito, chocalho, relógio despertador, sino, bolas etc. As crianças devem estar de olhos vendados e sentadas em círculo. O professor faz o ruído e a criança escolhida descreve o que originou o ruído. Se acertar, a criança pode tirar a venda dos olhos e fazer o próximo ruído para que outro colega tente adivinhar. • Quente ou frio? Providenciar 8 latinhas. Colocar pedrinhas de gelo em duas latinhas, água fria em outras duas, água quente em mais duas e água morna nas outras. Pedir à criança que forme os pares de latinhas procurando as temperaturas iguais. Alimentação • Levar algumas frutas para a sala de aula e trabalhar a textura de cada alimento, as sementes, o tamanho, a forma, o nome da árvore da qual ela nasce e o sabor de cada uma. Depois de a fruta ser completamente explorada, finalizar com uma salada de frutas. • Fazer uma salada saudável usando alface, tomate, milho, azeitona etc. Essa será uma atividade divertida, em que as crianças deverão montar um rosto usando os alimentos. Por exemplo: os olhos podem ser feitos com rodelas de tomates, o nariz com azeitona, a boca com milho, o cabelo com alface cortado em tiras EE_CCEDINF2_manual.indd 27 9/16/09 4:58:58 PM
  28. 28. 28 etc. Para que a criança coma, contar uma história dizendo que essa é a comida de um super-herói. Quem comer os cabelos, ficará com os cabelos fortes como os de um herói. Quem comer os olhos, terá uma visão mágica. Fazer assim até que toda a salada seja consumida. Profissão • Em uma roda de conversa, perguntar às crianças como elas devem ajudar em casa. • Deixar que os alunos relatem aos colegas o que pretendem ser quando crescer. Eles deverão pesquisar gravuras sobre sua futura profissão, colar no mural das profissões que deverá estar escrito: Quando eu crescer serei... Abaixo da profissão escolhida pela criança, ela deverá escrever seu nome. • Levar as crianças para fazer um passeio pela escola, conhecerem os profissionais, o trabalho que realizam, o nome de cada um e o nome de sua profissão. • Entrevistar o papai e a mamãe sobre a profissão que exercem. • Brincar de imitar as profissões, imitar o médico, o dentista, a costureira, o pedreiro, o lixeiro, o motorista etc. • Selecionar brinquedos que representem instrumentos de trabalho e deixá-los em um local de fácil acesso, dentro de diferentes caixas. Montar, por exemplo, a caixa do médico, a caixa do mecânico, a caixa do professor etc. Com essas caixas as crianças poderão brincar livremente com as profissões. Os seres vivos e o ambiente • Montar a maquete de uma floresta usando rolinhos de papel. As crianças pintam as folhas e colam nos rolinhos que serão os troncos das árvores. Depois da floresta montada, as crianças podem criar uma história com o tema “Conhecendo a floresta”. • Fazem parte da natureza o Sol, a água, a terra, os animais, as plantas. Encontrar gravuras desses elementos em revistas e deixar que as crianças montem uma paisagem com elas. Fazer uma exposição das paisagens montadas. • Criar animais usando frutas e legumes. As crianças deverão ter em mãos uma fruta ou legumes levados de casa, palitos de fósforos, botões, cola, papel colorido, lã. Com a pera é possível montar um gatinho usando palitos de fósforos para fazer as patas, lã para fazer o rabo e papel picado para fazer as orelhas. Desenhar a cara do gato com canetinha. Deixar as crianças soltarem a imaginação. • Pedir às crianças que montem um bicho maluco. Recortar de revistas partes de vários bichos e montar um bicho maluco. Dar nome ao seu novo bicho. Eixo: Movimento • Duelo das letras e palavras. Em uma rodinha, todos ficam sentados. Em duas placas, escrever dois nomes ou duas letras. Escolher duas crianças para ficarem no centro dos círculos. As placas são colocadas nas costas das crianças sem que elas tenham o conhecimento da palavra ou da letra que está escrita. Ao sinal do professor, elas colocarão as mãos para trás e tentarão ler o que está escrito nas costas do colega, ambas deverão impedir que o outro leia sua placa. Ganha a criança que conseguir ler primeiro a placa do colega. • Encontre seu par. As crianças escolhem colegas para formar pares e o professor estará com uma vassoura nas mãos ou qualquer outro objeto. Quando ele der um sinal, todos deverão trocar de par, inclusive o professor. Uma criança ficará sozinha, sem par, iniciando o procedimento anterior e segurando o objeto que estava nas mãos do professor. • Passe a bola. Sentar todas as crianças em roda. Passar a bola de mão em mão, no ritmo de uma música conhecida. Ao término da música, quem estiver com a bola deverá dizer seu nome ou o nome do seu colega, se assim for combinado. • Meu nome na roda. Formar um círculo com uma criança no centro, segurando uma bola. Essa criança deverá dizer o nome de um colega e jogar a bola. O aluno que pegar a bola vai para o centro da roda e o procedimento se repete. • Estoura balões. Cada participante receberá uma bexiga. Dada a voz de começo, cada um começará a encher a sua bexiga até estourar. Vencerá quem conse- guir estourar primeiro. EE_CCEDINF2_manual.indd 28 9/16/09 4:58:58 PM
  29. 29. 29 • Caça tênis. As crianças devem tirar seus calçados e deixá-los em um canto da sala. Ao sinal do professor, todos devem correr e encontrar seus calçados. Vence que conseguir calçar o tênis corretamente primeiro. • História maluca. Colocar vários objetos dentro de uma caixa. Sentar as crianças em roda e começar uma história maluca. Ele retira um objeto da caixa e começa a contar uma história usando esse objeto. Em seguida, retira outro objeto e uma criança deverá continuar a história usando o objeto mostrado até que todos os objetos tenham saído e todas as crianças tenham participado. • Corrida de balões. Organizar duas filas com a mesma quantidade de crianças. Dar um balão bem cheio para cada criança. Marcar no chão uma linha de partida e outra de chegada. Iniciado o jogo, a primeira criança de cada fila colocará o balão no chão em cima da linha de partida e, de joelhos, o assoprará até a outra linha. Depois, recolherá o balão e voltará correndo ao ponto de saída, indo para o final da fila. A próxima criança repetirá a ação feita pelo colega. Ganhará o jogo a equipe que chegar à primeira criança novamente. • Rabo de cavalo. Cortar tiras de papel crepom. Prendê-las na parte de trás da calça da criança. Colocar uma música bem agitada. Ao sinal do professor, cada um tentará tirar o rabo que está preso no colega. Cada participante deve proteger o seu rabo de cavalo, pois vence a brincadeira quem ficar com o rabo até o final. • Campo minado. Amarrar um balão no tornozelo de cada criança, com uma música bem agitada. As crianças tentarão estourar o balão uma da outra criando estratégias para evitar que o seu seja estourado. • Carrinho de mão. Fazer duas linhas no chão: uma de partida e outra de chegada. Em duplas, na linha de partida, um colega fica de pé pegando nas duas per- nas do amigo que será o carrinho de mão. Levar o carrinho de mão até a linha de chegada. Os alunos podem brincar de apostar corrida com outros grupos. • Tudo meu. Essa brincadeira deverá ser realizada com duas crianças de cada vez. Colocar vários montinhos de objetos no centro da sala da aula. Ao sinal dado por outro aluno, as duas crianças correm e pegam, de uma só vez, quantos objetos conseguir e coloca-os dentro de uma caixa. Cada uma deve ter a sua caixa. O procedimento pode ser repetido mais algumas vezes. No final, serão contados os objetos. Quem pegou mais será o ganhador. • Jogo da vassoura. Em uma quadra de futebol, formam-se dois times. As crianças deverão estar com uma vassoura e a bola será um pano. Elas deverão fazer gols usando a vassoura. • Bobinho. Formar grupos de três crianças, duas nas pontas e uma no meio, que será o bobinho. As duas crianças da ponta jogam a bola uma para outra e o bobinho tenta pegá-la. Quando ele conseguir, troca de lugar com o último que jogou a bola. • Amigo secreto. Formar uma roda com o grupo. Uma criança sentará no meio e ficará com os olhos vendados. Um colega vai até o centro sem fazer barulho e puxa, de leve, a orelha da criança que está com os olhos vendados. Em seguida, volta ao seu lugar. A criança deverá adivinhar quem puxou sua orelha. Se acertar, troca de lugar com o colega. • Ao som do apito. Uma criança ficará com os olhos vendados e a outra com um apito. Quem estiver com o apito deverá se esconder e apitar bem forte. Quem está com os olhos vendados deverá seguir o som do apito e encontrar o colega escondido. Quando isso acontecer, os dois devem trocar de posição. • Quem mudou de lugar? Todos sentados em círculo e uma criança no meio com os olhos vendados. Na roda, um colega deverá trocar de lugar. A criança abre os olhos e adivinha quem mudou de lugar. Se acertar, ela ocupa o lugar do colega. • Brincadeira do pomar. Dispor as cadeiras da sala de aula em círculo, deixando espaço para passar uma pessoa. O número de participantes será um a mais que a quantidade de cadeiras. Cada um receberá o nome de uma fruta ou qualquer outro alimento. A criança que ficou de pé ficará para fora andando em volta dos participantes, dizendo: “O pomar está calmo, que venha abacate” e a fruta nomeada deixará seu lugar e seguirá o líder que está fora. O líder continuará chamando as frutas. Em um determinado momento, o líder deverá dizer: “O pomar está agitado!”. Todos deverão correr para as cadeiras vazias, inclusive o líder. Quem ficar de pé será o próximo líder. EE_CCEDINF2_manual.indd 29 9/16/09 4:58:58 PM
  30. 30. 30 avaliação O trabalho de avaliação constitui uma das etapas mais complexas do trabalho docente. Sua principal função é determinar o grau de ajuste e de alcance dos objetivos estabelecidos. A avaliação deve levar em conta não apenas o conteúdo aprendido, mas também as atitudes e habilidades alcançadas. A avaliação evi- dencia novas necessidades do aluno, possibilitando ao professor uma revisão dos objetivos propostos e um replanejamento das atividades. Para se realizar uma avaliação coerente, é preciso que se conheça a criança, seus anseios, seu comportamento enquanto brinca, ouve, vê, se dirige a outra pessoa etc. e atua nas situações propostas. A avaliação não deve recair apenas sobre o educando. Ela deve também ser um instrumento para o educador ponderar sobre a eficiência de seu trabalho. A avaliação é, portanto, uma ação que contribui para o desenvolvimento integral da criança e não um mero instrumento para medir valores. Há vários métodos de avaliação. Em princípio, todos os trabalhos realizados pelos alunos são úteis para a avaliação. Ressaltamos, em primeiro lugar, as observações diretas feitas pelo professor. Essas observações podem ser registradas em fichas no final de cada unidade, ou mesmo no final de cada bimestre ou semestre de trabalho. Os álbuns com os trabalhos feitos pelos alunos também constituem um material bastante significativo para registrar o desenvolvimento da criança. Por meio deles, o professor poderá comparar o desempenho da criança nas diversas etapas de seu aprendizado. As conversas dirigidas diárias também constituem uma forma objetiva de avaliação. Através delas, o professor poderá chamar a atenção dos alunos para determinados comportamentos apresentados por eles, em diferentes situações. É importante que tudo o que a criança faça seja valorizado, sem que se estabeleçam comparações entre trabalhos de diferentes alunos. Todos deverão ter, indistintamente, o mesmo tratamento. EE_CCEDINF2_manual.indd 30 9/16/09 4:58:58 PM
  31. 31. 31 anotações EE_CCEDINF2_manual.indd 31 9/16/09 4:58:58 PM
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