Microsoft Word Interdisciplinar 2008 1

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    Microsoft Word Interdisciplinar 2008 1 - Presentation Transcript

    1. FIB - Centro Universitário da Bahia ANTONIO VAGNER CARLOS ÁTILA CAUÊ LEMOS IVISSON CÁSSIO MARCIO FERNANDES OLÍVIA LUCINDA RAJIV NERY COLÉGIO SÃO BENTO TRABALHO INTERDISCIPLINAR Salvador 2008 1
    2. ANTONIO VAGNER CARLOS ÁTILA CAUÊ LEMOS IVISSON CÁSSIO MARCIO FERNANDES OLÍVIA LUCINDA RAJIV NERY COLÉGIO SÃO BENTO TRABALHO INTERDISCIPLINAR Trabalho interdisciplinar em grupo apresentado ao Centro Universitário da Bahia – FIB, como requisito parcial obrigatório para a disciplinas de Administração Financeira, sob a orientação do Professor Fernando Nunes. Salvador 2008 2
    3. SUMÁRIO 1. INTODUÇÃO .............................................................................................. .p4 2. UMA HISTÓRIA DE UM SÉCULO ............................................................. .p4 3. COMPOSTO MERCADOLÓGICO ........................................................... .p6 a. PRODUTO b. PREÇO c. PRAÇA d. PROMOÇÃO i. CAMPANHAS DE MARKETING 4. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ................................................................p.7 5. ESTRATÉGIA DE RISCO........................................................................... p.8 6. PROGRAMAÇÃO DE GASTOS ............................................................... p.8 7. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ............................................................ p.9 a. O Ser humano e a Tecnologia b. Informática x Currículo c. Informática e Aprendizagem d. Os Professores e a Informática e. O Coordenador do Laboratório de Informática f. A Internet na escola g. TI na Escola 8. SETORES DE ATENDIMENTO .............................................................. p.15 9. EMPRESAS CONVENIADAS ................................................................. p.19 10. ANEXOS ...................................................................................................p.20 11. CONCLUSÃO ......................................................................................... p.22 12. REFERÊNCIAS ....................................................................................... p.23 3
    4. INTRODUÇÃO Este trabalho tem como objetivo traduzir na prática a teoria que nos foi transmitida durante a nossa vivencia acadêmica até então e principalmente do semestre corrente. No atual semestre tivemos o contato com as disciplinas de: Administração Mercadológica, Administração da Produção, Administração Financeira e Orçamentária, Contabilidade Gerencial e Tecnologia da informação. Durante a realização do trabalho interdisciplinar percebemos a intervenção e envolvimento de todos, alguns até dando sugestões e críticas no funcionamento do colégio que visitamos. Este trabalho foi feito da forma mais prática possível. Fizemos três visitas técnicas ao Colégio São Bento com o intuito de atingir setores diferentes, sendo eles: Administrativo, Financeiro, Marketing e Tecnológico. Primeiramente nos reunimos com o Administrador Financeiro do Colégio São Bento, José Carlos Oliveira Santiago, formado em Administração de Empresas e Economia e a 5 anos a frente da administração do Colégio São Bento, este foi o ponto principal de nossa pesquisa, de um modo geral explicou o funcionamento do São Bento indicando suas estratégias, setores, funcionamento, falando sobre a concorrência e nos encaminhou para os setores mais específicos posteriormente. Partindo de uma serie de perguntas relacionadas ao funcionamento do colégio construímos a imagem do são bento perante o contexto em que se insere. Acreditamos que na reunião que tivemos o mais importante foi o fato do Sr. José Carlos ser muito receptivo e disposto a ajudar a todo momento. Nos mostrando várias planilhas no Excel: Previsão de demanda, Balanço Patrimonial, DRE e outras. A que nos chamou mais atenção foi uma planilha que ao inserirmos os custos e as despesas ligadas ao produto final obtemos o preço mínimo e o valor ideal da mensalidade. UMA HISTÓRIA DE UM SÉCULO O Colégio São Bento, mantido pelo Mosteiro de São Bento e sob orientação de seus monges, foi fundado em 03 de fevereiro de 1905, com a finalidade de se dedicar à formação moral e intelectual de seus educandos. 4
    5. Ao longo de um século de existência, o Colégio São Bento vem formando centenas de jovens que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento histórico de nosso Estado, com base na Oração e no Trabalho, duas palavras que sintetizam o conteúdo da vida humana, na Regra de São Bento, a qual afirma que: •Pela Oração, se estabelece comunicação com Deus, nosso Pai, que nos vivifica, constantemente, com suas graças. •Pelo Trabalho, tomamos parte ativa no processo de desenvolvimento da humanidade, continuando, assim, a obra da criação. Deste modo teremos: •Presença franca: que corrige e ajuda, temperando a austeridade com a indulgência; •Ambiente que educa com o exemplo: a grande alavanca da ação educativa, pois as palavras movem, mas os exemplos convencem. O Colégio São Bento é uma instituição católica, que segue os princípios da espiritualidade beneditina, tendo como fonte inspiradora a Regra de São Bento. Esta, por sua vez, transformou centenas de mosteiros em centros de irradiação de cultura e de civilização, através da Palavra de Deus. A Regra Beneditina, elaborada no século VI, permanece atual até os nossos dias, pois vê com misericórdia as fraquezas humanas e sugere um caminho seguro para se chegar mais facilmente à vida de santidade. A Regra Beneditina deseja que o mosteiro e suas dependências sejam um lugar onde se aprende a servir o Senhor. O Colégio São Bento é uma escola que segue os princípios do espírito beneditino, onde se cultivam: •A busca dos valores cristãos; •A excelência acadêmica; •A busca da formação integral e integrada do educando; •O desenvolvimento esportivo e artístico. 5
    6. COMPOSTO MERCADOLÓGICO Produto O Colégio São bento presa muito pela qualidade de ensino. Possui instalações muito bem organizadas e limpas constantemente. Funcionários contratados fazem o serviço de limpeza integralmente. Possui em suas instalações uma cantina terceirizada, mas sob fiscalização intensa da coordenação do colégio, visando uma boa alimentação para os alunos. Preço As mensalidades variam de R$ 230,00 a R$ 520,00 1º Série do ensino Fundamental R$ 230,00 2º Série do ensino Fundamental R$ 260,00 3º Série do ensino Fundamental R$ 265,00 4º Série do ensino Fundamental R$ 270,00 5º Série do ensino Fundamental R$ 275,00 6º Série do ensino Fundamental R$318,00 7º Série do ensino Fundamental R$350,00 8º Série do ensino Fundamental R$375,00 1º Ano do Ensino Médio R$ 400,00 2º Ano do Ensino Médio R$ 460,00 3º Ano do Ensino Médio R$ 520,00 Praça A instituição está presente não só em salvador, mas também no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Em salvador o acesso é fácil e de muito movimento devido a estar perto da Estação Rodoviária da LAPA. 6
    7. Promoção CAMPANHAS DE MARKETING Ao longo dos anos o Colégio São Bento, assim como a instituição como um todo, vem investindo em campanhas onde o foco principal é a tradição. A religião católica é como um manto que cobre toda azienda, \"todos funcionário são instruídos a seguirem as norma religiosas da casa.\" Explicou José Carlos ao responder uma pergunta nossa referente as normas da empresa. Por sorte nossa o Colégio São Bento esta passando por uma reformulação no setor de marketing. Presenciamos uma reunião que indicou a necessidade de inovar, sair um pouco do tradicional. \"Pela primeira vez criamos uma campanha de marketing ligando diretamente o Colégio a Faculdade\". Esta mudança de estratégia de marketing pode ser percebida claramente quando comparamos um folder de propaganda (em anexo) recentemente impresso onde a chamada principal é \"Qualidade de ensino faz parte de nossa tradição!\" com a propaganda veiculada em Outdoors, site, FOLHA DIRIGIDA (em anexo) e outros meios que atualmente esta na praça com a chamada principal: \"DO FUNDAMENTAL À PÓS-GRADUAÇÃO - Colégio e Faculdade São Bento. Ensino para toda vida. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Tivemos acesso a algumas planilhas usadas pelo Administrador do colégio, porém não foi possível obtermos os valores para que não saíssem informações sigilosas e estratégicas da empresa. Mas este fato não ofuscou nossas intenções de entender como era a relação Realizável a Curto Prazo X Exigível a Curto Prazo ou seja “O Circulante” do Colégio. Primeiramente procuramos saber como era feito o pagamento dos professores e funcionários. “Não atrasamos salários... o pagamento é feito através de depósito bancário todo dia 5 de cada mês. Hoje contamos com 40 professores e 23 funcionários da Administração e Serviços Gerais”. Vale salientar que este numero de funcionários atendem 320 alunos do colégio e também atende a Faculdade. O colégio preza muito pela qualidade de ensino e pelo bem estar 7
    8. de todos envolvidos no processo escolar, desde alunos e professores a funcionários da Administração e Serviços auxiliares. ESTRATÉGIA DE RISCO Quando o assunto é concorrência e estratégia para obter mais clientes. A reposta foi rápida, mostrando que conhecem muito bem seus concorrentes, apontando para uma tabela no computador, José Carlos, nos informou que corre um grande risco ao diminuir o valor da mensalidade da 1ª serie do ensino fundamental e do 1º Ano do Ensino Médio para poder atrair mais clientes. \"Fazendo isso eu trabalho abaixo do ponto de equilíbrio nestas séries, mas compenso nos aumentos dos outros anos\". Assim ficou claro que nas séries a situação não é confortável para as finanças do Colégio, só em ver os valores em vermelho percebemos que nestas séries as receitas não cobrem as despesas geradas pela mesma, sendo necessário absorver parte dos lucros de outras turmas. E se o aluno só estudar na primeira série? “Nós garantimos que ele não sairá!” Foi desta forma que encerramos a primeira reunião. PROGRAMAÇÃO DE GASTOS PROGRAMAÇÃO DE GASTOS DESP./CUSTO PUBLIC./PROPAGANDA DESPESA UNIFORMES/FARDAS DESPESA BENS MOVEIS/UTENSÍLIOS DESPESA PASSEIOS E EVENTOS DESPESA FESTAS E COMEMORAÇÕES DESPESA LANCHES E REFEIÇÕES DESPESA CONS/LIMPEZA DESPESA ALUGUEL MAQUINAS DESPESA AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS DESPESA DIVERSOS DESPESA CONSTRUÇÃO E REFORMA DE SALAS DESPESA COMBUSTIVEIS/TAXI DESPESA DESPESAS FINANCEIRAS DESPESA OUTROS SERVIÇOS DESPESA MANUTENÇÃO/CONSERVAÇÃO CUSTO INDIRETO CURSOS,ENCONTROSE E PALESTRAS CUSTO DIRETO MATERIAL ESPORTIVO CUSTO INDIRETO PROJETOS PEDAGÓGICOS CUSTO INDIRETO MATERIAIS DE INFORMÁTICA CUSTO INDIRETO MATERIAL DIDÁTICO CUSTO INDIRETO AGENDAS/MÓDULOS CUSTO INDIRETO 8
    9. Partindo destas tabelas (em anexo) elaboradas pelo Administrador do colégio entendemos a importância da previsão de demanda em qualquer seguimento. Com estas informações antevemos situações perigosas. Como exemplo temos os meses de maior inadimplência: Janeiro, Fevereiro, Junho, Julho e Dezembro. Assim identificados como meses atípicos, pois são meses que não podemos confiar na previsão de demanda devido a serem meses próximos de São João e carnaval por exemplo. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A Informática vem adquirindo cada vez mais relevância no cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio social vem aumentando de forma rápida entre nós. Nesse sentido, a educação vem passando por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. Houve época em que era necessário justificar a introdução da Informática na escola. Hoje já existe consenso quanto à sua importância. Entretanto o que vem sendo questionado é da forma com que essa introdução vem ocorrendo. O Colégio São Bento já se encontra na era digital. No ato da matrícula o aluno além de receber os módulos também recebe 4 CD RON. Estes contem programas que ajudam o aprendizado, como: jogos, atlas, vídeos, simulados de vestibulares e outros. No site os alunos contam com uma área direcionada para eles. \"Hoje já temos um grau de interatividade muito bom com os alunos, mas ainda não é o ideal... Estamos evoluindo esta área do aluno!\" disse Marilia Calazans - Diretora de Marketing da instituição As aulas recebem um plus devido a mecanismos tecnológicos como, por exemplo: data- show, DVD e também um laboratório de ciências para as aulas de Biologia, Química e Física. Os alunos na hora do intervalo podem acessar a internet através de computadores na biblioteca. Com isso percebemos a necessidade de um colégio, mesmo que tradicional, acompanhar esta evolução tecnológica. O Ser humano e a Tecnologia A Tecnologia não causa mudanças apenas no que fazemos, mas também em nosso comportamento, na forma como elaboramos conhecimentos e no nosso relacionamento com o mundo. Vivemos num mundo tecnológico, estruturamos nossa ação através da tecnologia. 9
    10. Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia, a Internet, a telemática trazem novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito ou mesmo datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como conseqüência, a um pensar diferente. Dessa mesma forma devemos entender a Informática. Ela não é uma ferramenta neutra que usamos simplesmente para apresentar um conteúdo. Quando a usamos, estamos sendo modificados por ela. Informática x Currículo O principal objetivo, defendido hoje, ao adaptar a Informática ao currículo escolar, está na utilização do computador como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados, além da função de preparar os alunos para uma sociedade informatizada. Entretanto esse assunto é polêmico. No começo, quando as escolas começaram a introduzir a Informática no ensino, percebeu-se, pela pouca experiência com essa tecnologia, um processo um pouco caótico. Muitas escolas introduziram em seu currículo o ensino da Informática com o pretexto da modernidade. Mas o que fazer nessa aula? E quem poderia dar essas aulas? A princípio, contrataram técnicos que tinham como missão ensinar Informática. No entanto, eram aulas descontextualizadas, com quase nenhum vínculo com as disciplinas, cujos objetivos principais eram o contato com a nova tecnologia e oferecer a formação tecnológica necessária para o futuro profissional na sociedade. Com o passar do tempo, algumas escolas, percebendo o potencial dessa ferramenta introduziram a Informática educativa, que, além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo a utilização dessa ferramenta como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados. Entretanto esse apoio continuava vinculado a uma disciplina de Informática, que tinha a função de oferecer os recursos necessários para que os alunos apresentassem o conteúdo de outras disciplinas. Vivemos em um mundo tecnológico, onde a Informática é uma das peças principais. Conceber a Informática como apenas uma ferramenta é ignorar sua atuação em nossas vidas. E o que se percebe? Percebe-se que a maioria das escolas ignora essa tendência tecnológica, do qual fazemos parte; e em vez de levarem a Informática para toda a escola, colocam-na circunscrita em uma sala, presa em um horário fixo e sob a responsabilidade de um único 10
    11. professor. Assim, todo o processo de desenvolvimento da escola como um todo e perdem a oportunidade de fortalecer o processo pedagógico. A globalização impõe exigência de um conhecimento da realidade. E quando colocamos a Informática como disciplina, fragmentamos o conhecimento e delimitamos fronteiras, tanto de conteúdo como de prática. Dentro do contexto, qual seria a função da Informática? Não seria de promover a interdisciplinaridade ou, até mesmo, a transdisciplinaridade na escola? Informática e Aprendizagem JONASSEN (1996) classifica a aprendizagem em: Aprender a partir da tecnologia, em que a tecnologia apresenta o conhecimento, e o papel do aluno é receber esse conhecimento, como se ele fosse apresentado pelo próprio professor; Aprender acerca da tecnologia, em que a própria tecnologia é objeto de aprendizagem; Aprender através da tecnologia, em que o aluno aprende ensinando o computador (programando o computador através de linguagens como BASIC ou o LOGO); Aprender com a tecnologia, em que o aluno aprende usando as tecnologias como ferramentas que o apóiam no processo de reflexão e de construção do conhecimento (ferramentas cognitivas). Nesse caso a questão determinante não é a tecnologia em si mesma, mas a forma de encarar essa mesma tecnologia, usando-a sobretudo, como estratégia cognitiva de aprendizagem. A Informática deve habilitar e dar oportunidade ao aluno de adquirir novos conhecimentos, facilitar o processo ensino/aprendizagem, enfim ser um complemento de conteúdos curriculares visando o desenvolvimento integral do indivíduo. As novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das comunicações e da Informática. As relações entre os homens, o trabalho, a própria inteligência dependem, na verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação e aprendizagem são capturados por uma Informática cada vez mais avançada. 11
    12. O acesso à Informática deve ser visto como um direito e, portanto, nas escolas públicas e particulares o estudante deve poder usufruir de uma educação que no momento atual inclua, no mínimo, uma‘alfabetização tecnológica’ . Tal alfabetização deve ser vista não como um curso de Informática, mas, sim, como um aprender a ler essa nova mídia. Assim, o computador deve estar inserido em atividades essenciais, tais como aprender a ler, escrever, compreender textos, entender gráficos, contar, desenvolver noções espaciais etc. E , nesse sentido, a Informática na escola passa a ser parte da resposta a questões ligadas à cidadania.” Os Professores e a Informática Diante dessa nova situação, é importante que o professor possa refletir sobre essa nova realidade, repensar sua prática e construir novas formas de ação que permitam não só lidar, com essa nova realidade, com também construí-la. Para que isso ocorra! O professor tem que ir para o laboratório de informática dar sua aula e não deixar uma terceira pessoa fazer isso por ele. O professor será mais importante do que nunca, pois ele precisa se apropriar dessa tecnologia e introduzi-la na sala de aula, no seu dia-a-dia, da mesma forma que um professor, que um dia, introduziu o primeiro livro numa escola e teve de começar a lidar de modo diferente com o conhecimento – sem deixar as outras tecnologias de comunicação de lado. Continuaremos a ensinar e a aprender pela palavra, pelo gesto, pela emoção, pela afetividade, pelos textos lidos e escritos, pela televisão, mas agora também pelo computador, pela informação em tempo real, pela tela em camadas, em janelas que vão se aprofundando às nossas vistas. Más, para o professor apropriar-se dessa tecnologia, devemos mobilizar o corpo docente da escola a se preparar para o uso do Laboratório de Informática na sua prática diária de ensino-aprendizagem. Não se trata, portanto, de fazer do professor um especialista em Informática, mas de criar condições para que se aproprie, dentro do processo de construção de sua competência, da utilização gradativa dos referidos recursos informatizados: somente uma tal apropriação da utilização da tecnologia pelos educadores poderá gerar novas possibilidades de sua utilização educacional.” Se um dos objetivos do uso do computador no ensino for o de ser um agente transformador, o professor deve ser capacitado para assumir o papel de facilitador da construção do conhecimento pelo aluno e não um mero transmissor de informações. Mas o professor deve ser constantemente estimulado a modificar sua ação pedagógica. Aí entra a figura do coordenador de Informática, que está constantemente sugerindo, 12
    13. incentivando e mobilizando o professor. Não basta haver um laboratório equipado e software à disposição do professor; precisa haver o facilitador que gerencie o processo o pedagógico. O Coordenador do Laboratório de Informática Como vimos acima, para introduzir a Informática na escola, não basta ter um laboratório equipado, professores treinados e um projeto pedagógico. A experiência mostra que sem a figura do coordenador de Informática o processo “emperra”. Mas quem é esta pessoa? E por que ela é tão importante? Peça principal do processo, ele não deve ter apenas uma formação técnica. Muitas escolas contratam técnicos pelo seu baixo custo. Esse profissional deve ter uma formação pedagógica, uma experiência de sala de aula. Não necessita ser um pedagogo, mas que tenha um envolvimento com o processo pedagógico. Deve ser capaz de fazer uma ponte entre o potencial da ferramenta (software educativos) com os conceitos a serem desenvolvidos. O coordenador não é apenas um facilitador, mas o coordenador do processo, ele deve perceber que o momento de mudar de etapas e de propiciar recurso necessários paraimpulsionaras engrenagens do processo, como por exemplo: a formação de professores e recursos necessários, como softwares. O coordenador de Informática dever estar atento e envolvido com o planejamento curricular de todas as disciplinas, para poder sugerir atividades pedagógicas, envolvendo a Informática. Entretanto, sem apoio da coordenação ou da direção, não terá força para executar os projetos sugeridos. Em resumo, o coordenador de Informática deve: ter uma visão abrangente dos conteúdos disciplinares e estar atento aos projetos pedagógicos das diversas áreas, verificando sua contribuição; conhecer o projeto pedagógico da escola; ter uma experiência de sala de aula e conhecimento de várias abordagens de aprendizagem; ter a visão geral do processo e estar receptível para as devidas interferências nele; perceber as dificuldades e o potencial do professores, para poder instigá-los e ajudá-los; mostrar para o professor que o Laboratório de Informática deve ser extensão de sua sala de aula e esta deve ser dada por ele e não por uma terceira pessoa; pesquisar e analisar os softwares educativos; ter uma visão técnica, conhecer os equipamentos e se manter informado sobre as novas atualizações 13
    14. A Internet na escola O uso da Internet nas escolas está delimitado, em sua maioria na pesquisa de informação. As pessoas esquecem que o grande potencial da Internet é a comunicação. Entretanto, dentro de nossa visão de processo, isso é admissível. Em um primeiro momento, usamos a Internet como ferramenta e sua característica mais marcante que é o acesso à informação. Após um processo de maturação, percebemos que a Internet é mais que isso: passamos a usá-la como uma rede comunicação. Passamos a participar de projetos e eventos colaborativos mundiais, a participar de Listas de Discussão no qual debatemos e trocamos experiências e a usá-la com ferramenta de expressão política e social. TI na Escola Educação e Informática são duas realidades unidas nas esperanças de um futuro melhor, onde as informações adquiridas e elaboradas nestes primeiro ambiente possam se difundir aos mais diversos lugares em tempo e quantidades recordes. No mundo contemporâneo, a aliança entre: tecnologia, pesquisa e saber, são capazes de criar uma nova forma de moldar o futuro, antecipando-o. Antes dessa \"parceria\" o acesso ao saber elaborado, despendia um grande tempo e esforço. Mas hoje isso é instantâneo. Devemos ter cuidado então para que a reelaboração ativa deste saber se dê de uma forma saudável e produtiva. Então cabe a escola e a seus agentes, utilizar corretamente essa aquisição. Moldando-a conforme sua realidade e necessidade. Isso é um mundo globalizado, o saber é de todos, mas seu uso é individual, local e real. Não apenas uma célula passiva no organismo vivo da estrutura mundial. O ser humano é dotado da capacidade de gerar transformação, contribuir com o movimento evolutivo (às vezes positiva, outras negativamente), mas, nós educadores não podemos deixar de conscientizar o sujeito de seu papel nessa transformação. A informática é uma ponte de ligação entre os mais diversos processos de cognição. Porém não podemos permitir o distanciamento da cultura tecno-ciêntífica da humanística. Integrá-las, é sem dúvida o grande desafio da escola hoje. E precisa ser enfrentada com urgência pelos educadores em geral. Caso isso não ocorra às previsões para o futuro provavelmente serão caóticas, pois infelizmente haverá uma nova seleção em nossa existência, e dessa vez não será uma seleção natural, mas sim tecnológica. Nos tornaremos tão dependentes do computador, a ponto de não 14
    15. sabermos mais como viver sem sua presença (será que isso está tão distante?), relembremos o ocorrido na virada do último século quando nos deparamos com o chamado \"bug do milênio\". Se isso já causou todo esse transtorno, a ponto de preverem o caos com a parada total das atividades comerciais contemporâneas, imagine qual será a nossa dependência dessa máquina daqui alguns anos... Precisamos perceber que a máquina foi criada com o objetivo único, de facilitador do nosso dia-a-dia e não como um instrumento ceifador de nossa idepêndencia. Se a escola não der o primeiro passo para percpção desta e de outras realidade, quem o fará? A globalização? Com certeza não, pois esta está economicamente intrincada com os paises desenvolvidos, e para eles esse fator alienador, lhes é favoravelmente útil. Cabe então à educação esse árduo papel. A informática deve sim ser usada, não podemos fugir dela, mas podemos a utilizar em prol de uma realidade mais concreta, possibilitadora de um avanço real da cultura do saber, não ficando apenas na subjetividade do mundo virtual; antes, engajá-la ao mesmo. \"Nunca se soube tanto em tão pouco tempo\", mas nunca também se teve notícia, de um distanciamento tão grande dos valores morais e éticos em nossa sociedade. Algo precisa ser feito. Mas nada será possível se os formadores de opinião, entre eles os professores, não discutirem buscando novas alternativas para esta realidade que bate a nossa porta. Quem sabe assim, possamos contrapor esses dois mundos, gerando uma nova forma de ver o processo de ensino-aprendizagem, através da nova realidade transformacional em que estamos inseridos. Precisamos urgentemente tomar o leme da modernização, para que não nos tornemos \"escravos virtuais\" do sistema globalizado. SETORES DE ATENDIMENTO Direção O Diretor é o responsável pelo andamento pedagógico, moral, religioso, disciplinar, escolar e administrativo do Colégio. Diretor: Dom Mateus Ferreira Monteiro, OSB 15
    16. Administração Setor responsável pelo equilíbrio financeiro e administrativo da instituição, viabilizando os recursos necessários à execução do projeto pedagógico e do bom funcionamento dos diversos setores que compõem o Colégio São Bento. Responsável: José Carlos Oliveira Santiago Secretaria É o setor responsável pelo recebimento e expedição de toda a documentação do educando e do Colégio, tais como: Certificados: expedidos para certificar a conclusão de série; Diplomas: expedidos na conclusão do Ensino Médio; Histórico Escolar: expedido quando solicitado pelo responsável. Será entregue ao interessado no prazo de trinta dias, a contar da data solicitada; Atestados e Declarações: expedido quando solicitado pelo responsável. Será entregue ao interessado no prazo de quarenta e oito horas a contar da data solicitada; Transferência: Expedida quando solicitada pelo responsável através de requerimento ao Diretor do Colégio. Será entregue ao interessado no prazo de trinta dias a contar da data da solicitação. Responsável: Juliana Brasil Coordenação Pedagógica As coordenações têm por finalidade organizar as atividades técnico-pedagógicas, buscando integração e cumprimento dos programas adotados. Responsáveis: Ensino Fundamental: Profª Maria Isabel Pires da Cruz - 1ª a 8ª série Ensino Médio: Profª Maria Isabel Pires da Cruz - 1ª a 3ª séries 16
    17. Serviço de Orientação Educacional - SOE É o serviço que orienta o educando no aspecto sócio-afetivo-comportamental, cooperando para o seu desenvolvimento integral. O SOE tem por objetivo maior mediar as relações existentes entre Escola e Família, promovendo integração e visão globalizada da história de vida do educando, a fim de compreender melhor a maneira com a qual ele se relaciona com a aprendizagem. Trabalha com a afetividade e cognição como fatores interligados ao processo de aprendizagem com atendimento contínuo, individualizado ou em grupo, buscando possíveis alternativas para a solução de problemas que, de alguma forma, interfiram no aproveitamento escolar do educando. Responsáveis: Ducicleide Oliveira – Ensino Fundamental e Maria Consuelo Pôrto – Ensino Médio Psicopedagogia - Institucional: • Intervenção na instituição com caráter preventivo, objetivando evitar possíveis dificuldades no processo de ensinar e de aprender; • Acompanhamento e orientação psicopedagógica aos alunos e às suas respectivas famílias; • Auxílio aos profissionais da instituição com ênfase da aprendizagem do grupo. - Clínica: • Avaliação e Acompanhamento Psicopedagógico: parceria Colégio e Faculdade São Bento; * Encaminhamento e acompanhamento dos alunos que apresentam dificuldades no processo de aprendizagem ao Núcleo de Estágio e Acompanhamento Psicopedagógico; * Mediação entre Família, Colégio e o Núcleo de Acompanhamento. Responsável: Andréia Rodrigues Souza de Azevedo Serviço de Orientação Religiosa - SOR 17
    18. É o serviço responsável por cuidar da Formação Religiosa do Colégio São Bento, visando uma prática religiosa e social. O trabalho do SOR está assim estruturado: • Atendimento pessoal aos educandos e pais, em matéria de orientação religiosa; • Acompanhamento do conteúdo programático da disciplina: Educação Religiosa; • Pastoral do Colégio: celebrações, campanhas humanitárias, formação catequética (Batismo, Eucaristia, Crisma, Grupo de Perseverança e Louvor São Bento) Responsável: Dom Mateus Ferreira Monteiro, OSB Coordenação de Informática Cabe ao responsável do Setor de Informática, coordenar, organizar e integrar, sob a direção da Coordenação Pedagógica, o uso dos recursos tecnológicos no processo de ensino- aprendizagem, tornando-o mais dinâmico e interativo. Responsável: Viviane Conceição Moraes da Rocha Coordenação de Disciplina É o serviço responsável por acompanhar o comportamento disciplinar do educando, objetivando sempre um trabalho compartilhado com os pais ou responsáveis. A Coordenação de Disciplina considera a disciplina como um meio e não um fim, procurando um caráter formador e dirigindo-a para que se constitua num apoio ao ensino e ao educando. Responsável: Francisco Silva Biblioteca O Colégio mantém uma biblioteca em ambiente silencioso, arejado e com iluminação adequada para estimular a pesquisa bibliográfica e incentivar o gosto pela leitura. Responsável: Paula Gatis Mecanografia Setor responsável por oferecer serviços de xerox aos nossos educandos, a fim de proporcionar maior comodidade e segurança aos mesmos. 18
    19. Responsável: Zilda Santos Tesouraria É o setor responsável pelo recebimento das mensalidades e outras receitas, bem como pagamentos das despesas contraídas para o bom funcionamento e conservação do estabelecimento. Responsável: Saionara Ramos Enfermaria É o setor responsável por disponibilizar medicamentos analgésicos, antitérmicos, pomadas tópicas, bem como materiais para limpeza de ferimentos leve. Responsável: Margarida Maria Pereira do Espírito Santo EMPRESAS CONVENIADAS ESCOLA / EMPRESA, TRT 5 REGIÃO, APCEF – Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal, COELBA, Secretaria de Segurança, Policia Militar da Bahia, Candeias Saúde e Lazer, Monte Tabor – Hospital São Rafael, Sindicato da Policia Civil e Servidores da SSP - SINDPOC, CONSEIL, ANSEF – POLICIA FEDERAL, SEC, Sindialimentação, SEBRAE, Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia, Sindicato dos Bancários da Bahia, Câmara dos Vereadores de Salvador, Associação dos Servidores da Assembléia Legislativa de Salvador, PETROBRAS, 6ª Região Militar, Santa Casa da Misericórdia, SOS Computadores, Associação dos Arquivistas da Ba, ATUE – EMBASA, Sindicato dos Servidores Penitenciário do Estado da Bahia, Corpo de Bombeiros e Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia. 19
    20. ANEXOS Mosteiro de São Bento da Bahia - Divisão do Espaço Logomarca do Colégio São Bento e Laboratório de Ciências 20
    21. ANEXOS Organograma Colégio São Bento Atividades Extra Curriculares – Colégio São Bento – Fonte Site saobento.org Atividades Extra Curriculares – Colégio São Bento – Fonte Site saobento.org 21
    22. CONCLUSÃO Partindo desta experiência pratica, conseguimos perceber o quanto é importante o papel de um professor, o quanto é importante saber os caminhos e principalmente o quão importante é poder apreender em meio de nossas próprias experiências, e mesmo que por instantes aprender com as experiências de outros. O sentimento que ficou foi de que passamos a fazer parte da empresa durante os três dias em que estivemos lá, participando do contexto operacional da empresa e as vezes até opinando. A interdisciplinaridade é de muita importância para nós, Graduandos em Administração, pelo fato de nos proporcionar o contato com situações que requerem experiências em diversas áreas. Os problemas de hoje são cada vez mais globais e interdisciplinares. Sobre os ombros do mestre Edgar Morin conseguimos entender a importância desta atividade interdisciplinar. Entendemos também que a visão de alguém de fora é importante em alguns momentos da empresa. Sem dúvida alguma, para nós, foi enriquecedor esta experiência, refletindo diretamente em nossa graduação. 22
    23. REFERÊNCIAS Pesquisa de Campo: Colégio São Bento, Terminal Rodoviário da LAPA Sites: www.saobento.org MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita. RJ, Bertrand Brasil, 2000 FLORES, Angelita Marçal - A Informática na Educação: Uma Perspectiva Pedagógica – monografia- Universidade do Sul de Santa Catarina 1996 - http://www.hipernet.ufsc.br/foruns/aprender/docs/monogr.htm. Acessado em 20 de Maio de 2008. FROES,Jorge R. M.Educação e Informática: A Relação Homem/Máquina e a Questão da Cognição - http://www.proinfo.gov.br/biblioteca/textos/txtie4doc.pdf CHAVES, E.O.C. Informática e educação. http://www.chaves.com.br/TEXTSELF/EDTECH/cartgraf.htm. Acessado em 20 de Maio de 2008. 23

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