Ed68fevereiro12

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Ed68fevereiro12

  1. 1. 1 Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  2. 2. 2 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012
  3. 3. Editorial Expediente: Conselho Editorial: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Editora: Carla Rossini - MTb 39.788 Projeto gráfico e Diagramação: Rafael H. Mermejo Equipe de redação e fotos: Carla Rodrigues - MTb 55.115 Murilo Sicchieri Rafael H. Mermejo Comercial e Publicidade: Marília F. Palaveri (16) 3946-3300 - Ramal: 2008 atendimento@revistacanavieiros.com.br comercial@revistacanavieiros.com.br Impressão: São Francisco Gráfica e Editora Ltda Tiragem: 20.000 exemplares ISSN: 1982-1530 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred. As matérias assinadas e informes publicitários são de responsabilidade de seus autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Endereço da Redação: A/C Revista Canavieiros Rua Augusto Zanini, 1591 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-550 Fone: (16) 3946 3300 - (ramal 2190) redacao@revistacanavieiros.com.br www.revistacanavieiros.com.br www.twitter.com/canavieiros www.facebook.com/RevistaCanavieiros 3 2012 - Ano Internacional do Coperativismo: o que esperar? D esde março de 2002, a Copercana realiza o recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos. Para proporcionar aos seus cooperados um atendimento mais eficiente e de melhor qualidade, o Centro de Distribuição de Insumos da Copercana passou por uma reestruturação. Somente em 2011, foram 88 toneladas recolhidas. Acompanhe na Reportagem de Capa desta edição as mudanças estruturais do Centro de Distribuição, além de dicas para facilitar a entrega das embalagens. O entrevistado deste mês é o presidente da Copercana e da Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, que fala sobre o cenário da agroindústria canavieira, a falta de segurança econômica enfrentada pelo setor e, principalmente, a obrigação do governo em apoiar um produto tão rico como é o etanol. Tonielo também fez uma análise sobre o que esperar da próxima safra de cana-de-açúcar e de grãos. Edivaldo Del Grande, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) é quem assina o Ponto de Vista deste mês. Em sua opinião, 2012 ter sido escolhido o Ano Internacional do Cooperativismo, foi uma escolha certa, já que acredita ser o ano que será marcado pelo equilíbrio entre as forças econômicas. Em Assuntos Legais, o advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, explana sobre a obrigatoriedade de autorização da queima de palha de cana-de-açúcar para a safra 2012/13, procedimento imprescindível para realizar a queima sem estar sujeito à responder administrativamente e judicialmente por esta omissão. Confira em sua página como seguir corretamente o procedimento. As Notícias Canaoeste trazem a realização do “Programa Aplique Bem, um projeto desenvolvido pela Arysta LifeScience e o IAC (Instituto Agronômico), em parRC ceria com a Canaoeste. O evento reuniu produtores e técnicos para demonstrar a forma correta e mais eficiente de se utilizar os pulverizadores. Também em Notícias Canaoeste está o treinamento realizado para os agrônomos e secretárias de todas as filiais com o objetivo de apresentar os serviços que serão oferecidos pela associação durante o ano de 2012. Ainda em Notícias Canaoeste o leitor pode conferir a participação do presidente, Manoel Ortolan, no Seminário de Lançamento do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, realizado em Brasília, no dia 31 de janeiro. E também a realização da Assembleia Geral Ordinária, que reuniu associados e diretores para discutir o balanço do exercício de 2011. Em Notícias Copercana é possível conferir o lançamento do novo herbicida da Dow, que aconteceu durante uma reunião técnica para produtores em Sertãozinho. Há ainda a participação dos cooperados no 3º Encontro de Produtores e Dia de Campo de Amendoim, realizado na Fazenda Experimental do Pólo Regional Centro-Norte, localizada na cidade de Pindorama. Além disso, as Notícias Copercana mostram a inauguração da lotérica da Caixa Econômica Federal dentro do Supermercado de Serrana. As Notícias Sicoob Cocred desta edição trazem uma entrevista realizada com o diretor administrativo e financeiro da cooperativa, Marcio Meloni. Em conversa com a Canavieiros, Meloni falou sobre a atuação da Sicoob Cocred durante o ano de 2011, crédito rural e a importância da confiabilidade entre cooperativa e cliente. Além disso, não deixe de conferir as Informações Setoriais com o consultor agronômico da Canaoeste, Oswaldo Alonso, Dicas de Leitura e Português. Boa leitura! Conselho Editorial Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  4. 4. 4 Índice: Foto capa: Banco de imagens do inpEV Ano V - Edição 68 - Fevereiro de 2012 - Circulação: Mensal Capa - 20 Copercana recolhe 88 toneladas de embalagens de agrotóxicos em 2011 O Centro de Distribuição de Insumos da cooperativa passou por reestruturação E mais: Circular Consecana .................página 14 05 - Entrevista Antonio Eduardo Tonielo Presidente da Copercana e Sicoob Cocred “O governo precisa viabilizar políticas públicas para dar competitividade ao etanol” 07 - Ponto de Vista Edivaldo Del Grande Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp) 2012, o ano do cooperativismo 10 - Notícias Copercana - Copercana e Dow realizam reunião técnica para produtores - Supermercado Copercana realiza parceria com lotérica - 3º Encontro de Produtores e Dia de Campo de Amendoim 15 - Notícias Canaoeste - ABC: Agricultura de Baixo Carbono - Canaoeste realiza treinamento para colaboradores - Canaoeste realiza Assembleia Geral Ordinária - O acompanhamento psicológico de equipes de trabalho e seus efeitos na saúde emocional da empresa - Programa Aplique Bem realiza treinamento para produtores 22 - Notícias Sicoob Cocred - Balancete - Cooperativismo de crédito: um bom negócio Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 Laboratório de Análises .................página 17 Informações Setoriais .................página 26 Assuntos Legais .................página 28 Biblioteca .................página 30 Cultura .................página 30 Agende-se .................página 32 Classificados .................página 34
  5. 5. 5 Entrevista “O governo precisa viabilizar políticas públicas para dar competitividade ao etanol” Antonio Eduardo Tonielo Carla Rossini O cenário para a agroindústria da cana-de-açúcar hoje é bem diferente de alguns anos atrás. A euforia em torno do potencial de mercado principalmente para o etanol fez o setor crescer. Para se ter uma ideia, na safra 2009/2010 o Brasil colocou diversas novas unidades industriais em operação e ampliou a capacidade de produção de algumas já existentes. Na época o horizonte que se enxergava era muito promissor e ninguém imaginava que problemas climáticos aliados a crise econômica mundial que teve início em meados de 2008 e se expandiu em 2009, freasse os investimentos em novos projetos no setor sucroenergético. É certo que atualmente o grande desafio do setor é outro. A falta de segurança econômica, não incentiva greenfields a investirem em novas unidades, tornando os números do setor em 2011, menores dos que os obtidos em outras safras. O que pode mudar esse cenário? O governo decidir se quer realmente incentivar a produção de combustíveis renováveis. Essa é a opinião do presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Tonielo que concedeu entrevista à Canavieiros. Confira! Revista Canavieiros: O que podemos esperar da safra 2012/13 de cana-de-açúcar? Antonio Eduardo Tonielo: Ainda está cedo para falarmos em estimativas dessa safra que começa em abril/maio, mas o que esperamos é que a situação melhore um pouco. Queremos voltar a produzir 550 milhões de toneladas de cana, como produzimos em 2010. Tudo depende do que vai acontecer com o clima até abril. Pelo menos até agora, acredito que as canas estão bem diferentes do ano passado e esperamos uma melhor produção. que também depende do clima, vamos ver se conseguimos colher tudo aquilo que produzimos. Revista Canavieiros: E os grãos, o que podemos esperar da próxima safra? Tonielo: Esse ano tivemos problemas no Sul - Paraná, Santa Catarina e um pouco do Mato Grosso do Sul -, mas a maior parte do país está indo bem. O que se percebe é que o Brasil terá uma safra um pouco menor do que estava planejando - uns 10% menor mas teremos uma safra boa de grãos. Agora entraremos na época de colheita, “Uma boa parcela de cooperativas está se firmando e com isso teremos uma expansão no cooperativismo brasileiro. O grande desafio é termos diretores que pensam realmente nas cooperativas...” Revista Canavieiros: Um dos problemas da safra 2011/2012 de cana foi a produtividade. O senhor acredita que neste ano vai haver uma recuperação de produtividade? Tonielo: Acredito que a produtividade, tanto agrícola quanto industrial, vai melhorar. Quando a cana é boa, produzimos bem na lavoura e na indústria. O ano passado foi ao contrário, tivemos cana ruim na lavoura e na indústria. Os canaviais sofreram com as geadas e florescimento. Se não tivermos todos esses problemas climáticos, voltaremos a nossa realidade, mas não com a expansão que precisaríamos ter. Revista Canavieiros: Esse é o Ano Internacional do Cooperativismo. No Brasil, existem grandes desafios para as cooperativas enfrentarem? Tonielo: Existem. O Brasil está começando a caminhar quando o assunto é cooperativa. Uma boa parcela de cooperativas está se firmando e com isso teremos uma expansão no cooperativismo brasileiro. Mas já tivemos muitos problemas com cooperativas, por ações de seus diretores. O grande desafio é termos diretores que pensam realmente nas cooperativas, e não individualmente. Outra coisa são os incentivos em relação às cooperativas. Nesses últimos 8 anos, o governo estimulou o cooperativismo melhorando a área de crédito. Mas as cooperativas precisam de boas condições de compra e venda para ajudar os seus cooperados. Se o governo Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  6. 6. 6 Entrevista continuar liberando crédito, continuar confiando nas cooperativas, tudo vai melhorar. As leis já mudaram bastante, mas precisariam ter mudado há vinte anos atrás. A lei do “colarinho branco”, por exemplo, para os diretores que fazem coisas erradas dentro da cooperativa, já deveria ter entrado em vigor há muito tempo. Se fizer coisa errada tem que sofrer a penalidade e, infelizmente, isso não acontecia. Mas hoje já é diferente. Isso traz tranquilidade tanto para a diretoria que quer entrar para dirigir e não para tirar proveito, como também para o cooperado ter mais confiança. Por que o que é uma cooperativa? É confiança. Dessa forma podemos dar condições para o produtor melhorar sua renda e ficar mais fortalecido perante a agricultura de um modo geral. Sabemos que a agricultura carrega o Brasil, que é um país extremamente agrícola e que tem que dar alimento para o mundo. É isso que estamos fazendo. “Quem não comprou na feira, pagou mais caro dos produtos depois. Já quem efetuou suas compras no Agronegócios Copercana só vai pagar quando vender a sua produção...” Revista Canavieiros: Como os cooperados podem ajudar a alavancar a cooperativa? Tonielo: Temos cooperados muito bons e que atuam muito forte dentro das cooperativas. Aqueles cooperados que entravam em cooperativa apenas para usufruir estão acabando. Eu estou aqui na Copercana há 40 anos e já vi cooperado entrar, comprar e depois achar que não tinha que pagar. Mas isso não existe mais. Quem compra tem que pagar. Se estivermos em época de crise, é diferente. A cooperativa tem obrigação de ajudar prorrogando prazo de pagamento e renegociando as dívidas. Mas a cooperativa não pode ficar sem receber, porque precisa ter crédito para ter confiança. Toda cooperativa que cuida bem dos negócios, é viável para os cooperados. Revista Canavieiros: A data do Agronegócios Copercana já foi definida e mais uma vez é no final de junho. O senhor acredita que esse ano vai ser bom para a realização de negócios como foi 2011? Tonielo: Tenho certeza que sim, porque os cooperados já sabem que quem fez negócio com a Copercana no ano passado foi muito bem. Quem não comprou na feira, pagou mais caro dos produtos depois. Já quem efetuou suas compras no Agronegócios Copercana só vai pagar quando vender a sua produção. Nós fazemos pacotes com volume de produtos, boas condições financeiras e de pagamento. Tudo para oferecer um bom negócio ao cooperado. Todo ano melhoramos nossa estrutura porque adquirimos experiência. O ano passado foi um sucesso e não tem porque não ser igual esse ano. Estamos cada vez mais práticos. Os cooperados não precisam dispor de dinheiro para comprar, eles só assinam o pedido e depois recebem a mercadoria na propriedade. Acho que não existe negócio mais tranquilo do que esse. Sei que tem várias cooperativas copiando esse nosso sistema, mas é complicado, porque temos que ter confiança dos nossos fornecedores também. E isso a Copercana tem. Revista Canavieiros: Na sua opinião, o que é necessário haver para uma expansão da produção do sistema sucroenergético? Tonielo: A expansão de canaviais para o setor é muito importante. Mas precisamos primeiro saber para que lado o governo quer ir. Se ele quer olhar os produtos da cana como sendo renováveis e incentivar, ou se vai deixar de lado. Até hoje esse novo governo que está em vigên- Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 cia não mostrou o que quer. Dizem que vai ter estocagem de etanol e desoneração dos produtos, estamos aguardando. Nossos produtos não tem nenhum sistema de segurança de preço. A gasolina tem um CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) que o governo altera toda vez que é necessário amenizar as flutuações dos preços internacionais do petróleo para garantir a manutenção da estabilidade dos preços dos combustíveis de origem fósseis. Dessa forma, as distribuidoras não perdem dinheiro e também não há aumento de preços para os consumidores finais. Antigamente, as usinas vendiam o etanol por R$ 0,40 o litro e ganhavam dinheiro. Hoje, o etanol é vendido a R$ 1,00 o litro e não remunera adequadamente os produtores, porque houve um aumento nos custos de produção, principalmente por agregação de tributos e leis trabalhistas e socioambientais que foram inseridas no cotidiano das indústrias. Os custos triplicaram e os preços praticados não sofreram a mesma alteração. O governo não está enxergando isso. Revista Canavieiros: Do jeito que está não há interesse de grandes grupos investirem no setor? Tonielo: Não tem nenhuma greenfield querendo montar usinas e nós precisamos montar no mínimo 30 novas unidades. Tem algumas que estão ampliando, algumas que estavam com os projetos aprovados estão tocando, mas não tem grandes negócios em usinas. O setor não enxerga nada. Até o ano passado, tínhamos bons negócios com o açúcar, esse ano, nem o açúcar está bem. Se fizermos mais etanol, jogaremos seu preço para mais baixo, porque automaticamente quando tem oferta o preço cai. E o preço caindo as usinas ficam em situação mais difíceis. A política que o setor precisa é essa desoneração. O governo precisa entender que CIDE não é só para gasolina, que vem do petróleo, é poluente e faz mal para a saúde. O governo precisa prestigiar o etanol e os produtos da cana-de-açúcar. Até para produzir energia estamos sem estímulo. Era o nosso “filé mignon”, mas acabou também o nosso estímulo com a energia, nem leilão temos mais. Está na hora do governo fazer alguma coisa por esse setor. RC
  7. 7. 7 Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  8. 8. 8 Ponto de Vista Edivaldo Del Grande* 2012, o ano do cooperativismo A Organização das Nações Unidas (ONU) não poderia ter feito melhor escolha ao determinar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. A crise que abala a economia dos países da União Europeia, com reflexos imediatos em nações de outros continentes, faz de 2011 um ano que não devemos esquecer por aquilo que nos ensina e pelos novos caminhos que podemos trilhar. São momentos de crise como esses que ressaltam as fragilidades de nossos sistemas e nos obrigam a repensar o modo como agimos. Acreditamos que 2012 será o ano do renascimento, após um longo período de reflexão sobre o futuro desejado para nossas famílias e para nosso país. Depois da avalanche de notícias negativas, nossa vontade é ver florescer em 2012 perspectivas concretas de um mundo mais humano, com maior equilíbrio entre as forças econômicas, garantindo trabalho digno e geração de renda para os povos. O cooperativismo tem muito a contribuir para a construção desse mundo que almejamos, pois traz em sua essência um sistema econômico baseado na cooperação entre as pessoas. No atual mundo da ultracompetitividade, as cooperativas ajudam a equilibrar forças buscando construir uma sociedade mais justa, livre e fraterna. Esses empreendimentos apostam na organização social e econômica das comunidades. Organizadas, as pessoas podem suprir suas reais necessidades, remunerando adequadamente o trabalho de cada um dos cooperados. Presente em 92 países, com quase um bilhão de pessoas associadas, o cooperativismo forma um poderoso sistema na economia das nações, além de contribuir para o desenvolvimento social onde atua. No Brasil, por exemplo, movimentou mais de R$ 93 bilhões em 2010, melhorando diretamente a qualidade de vida de mais de nove milhões de famílias; em São Paulo, somos quase três milhões de cooperados. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) demonstra que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é maior em municípios que contam com a atuação de cooperativas. São indicadores da importância do nosso sistema. A recente crise mostrou ainda que o mundo deve rediscu- Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 tir a gestão de governos e empresas. Nesse quesito, o cooperativismo também contribui. As cooperativas são organizações genuinamente democráticas, controladas pelos seus membros, que devem participar na formulação de políticas e na tomada de decisões. Esse é o maior exemplo que podemos dar aos nossos governantes. E para sermos ouvidos, estamos fazendo um grande esforço de aproximação aos poderes públicos com o propósito de obtermos o tratamento que merecemos. Ao mesmo tempo em que assimilamos as lições deixadas pela crise devemos vibrar pela oportunidade que se abre para as mudanças que poderão contribuir para uma sociedade mais justa. O reconhecimento da ONU nos fortalece e ratifica a certeza de que nosso modelo de negócio tem um importante papel na construção de um mundo melhor. É um chamado para que, juntos, possamos trabalhar a fim de fazer o nosso Brasil cada vez mais cooperativo. No ano de 2012 abre-se então um longo e promissor caminho a ser trilhado por todos nós. RC * Edivaldo Del Grande é presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp)
  9. 9. 9 Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  10. 10. 10 Notícias Copercana Copercana e Dow realizam reunião técnica para produtores Os cooperados participaram do lançamento de um novo herbicida Carla Rodrigues N o dia 2 de fevereiro, a Copercana em parceria com a multinacional Dow AgroSciences, realizou no Cred Clube, uma reunião para produtores e agrônomos da cooperativa e da Canaoeste, com o objetivo de lançar o novo herbicida da empresa, o COACT. O evento teve como finalidade apresentar as características diferenciais do novo produto. Segundo Caio de Carvalho, responsável pelo desenvolvimento de mercado da Dow AgroSciences, “este produto apresenta elevado residual com seletividade, fácil descarte de embalagem e de manuseio”. Ele também lembra que o COACT apresentou ótimos resultados no controle de folhas, larvas em geral e da tiririca. De acordo com Marcelo Rocha Côrrea, engenheiro agrônomo e sócio da Tech Field - Assessoria e Consultoria Agrícola, para que o produtor tenha um controle mais efetivo de matos e plantas daninhas em seu canavial, é importante que conheça sua área, o nível de infestação e as espécies de plantas daninhas José Renato Paro, cooperado envolvidas no seu sistema de produção. “Tendo as informações básicas sobre seu canavial e conhecendo o que tem em sua área, o produtor consegue determinar qual o melhor método de controle e qual o produto a ser utilizado, se for no caso, o controle químico. Em algumas situações, ele (produtor) pode até retardar uma aplicação ou uma operação de manejo de controle, ou mesmo não realizá-la devido ao nível de infestação e espécies presentes na área”, explicou Côrrea. O diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, também esteve presente no evento e disse que essas reuniões são fundamentais para que os produtores obtenham melhores rendimentos. “É nossa obrigação trazer as novidades do mercado na porta de nossos cooperados. Temos que divulgá-las para que apliquem isso na prática, tendo assim, uma lavoura mais saudável”, disse Bighetti. O gerente comercial da Copercana, Frederico Dalmaso, falou sobre as vantagens que o cooperado tem ao adquirir Frederico Dalmaso, gerente comercial da Copercana Caio de Carvalho, Dow AgroSciences Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 produtos através da cooperativa, como o “prazo de safra”, onde o produtor só vai pagar quando colher seu grão/cana. Além disso, “a Copercana tem uma preocupação muito grande com qualidade, ou seja, os produtos oferecidos pela cooperativa trarão benefícios para lavoura. É de conhecimento de todos que a cana produziu um pouco menos que o normal nesta última safra, então através dessas ações, ofertando novas tecnologias, a nossa intenção é fazer com que o produtor colha sempre mais”, disse Dalmaso. O cooperado, José Renato Paro, acredita ser de extrema importância essa iniciativa da cooperativa em informar seus produtores sobre as novas tecnologias disponíveis que podem ser repassadas para o campo e ajudar o produtor a ter uma melhor produtividade e, consequentemente, um melhor retorno econômico. “Hoje estamos vivendo um mundo canavieiro com custos muito altos, então as tecnologias tem que ser bem aproveitadas e essa difusão, reuniões técnicas são bastante esclarecedoras para os produtores”, explicou Paro. RC Pedro Esrael Bighetti, diretor da Copercana,
  11. 11. 11 Supermercado Copercana realiza parceria com lotérica Filial de Serrana agora conta com serviços da Caixa Econômica Federal Carla Rodrigues N o dia 24 de janeiro, o Supermercado Copercana da cidade de Serrana, inaugurou em suas dependências, uma lotérica da Caixa Econômica Federal, oferecendo para a população e principalmente para seus clientes, mais um serviço de qualidade e comprometimento com a comunidade. Antes da inauguração oficial, o Padre José Aparecido Borini, da Paróquia Nossa Senhora das Dores, deu bênçãos ao local. Os proprietários da lotérica, Mauro Hernandes e Sérgio Yamaki, o gerente geral da Caixa Econômica Federal de Serrana, Altair Mendonça e o supervisor de canais, Fábio Henrique Frezza, estiveram presentes na inauguração. O diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, também esteve na inauguração e aproveitou a oportunidade para agradecer a parceria realizada. “Não tenho dúvidas de que a lotérica vai aumentar o movimento em nosso supermercado, abrindo caminhos para futuras parcerias”, disse Bighetti. O supervisor de canais da Caixa, Fábio Henrique Frezza, disse estar satisfeito com a parceria e espera conseguir concretizar mais projetos como este. “Esta é a primeira “sociedade” que a Caixa tem com a Copercana, e juntas trabalharemos com ética para atender as O padre José Aparecido Borini deu bênçãos ao local Representantes da Copercana, Caixa Econômica Federal e da Lotérica participaram da inauguração necessidades da cidade. Assim como a Copercana, a Caixa também se preocupa em trazer até seus clientes o melhor atendimento”, afirmou Frezza. Os proprietários da lotérica, Mauro Hernandes e Sérgio Yamaki, estão realizados com a parceria e garantiram que Lelo Bighetti e Frederico Dalmaso tentaram a sorte na nova lotérica executarão o trabalho com muito profissionalismo e, principalmente, com muito respeito à população. “É ela (a população) que irá trazer para nós o retorno desta parceria, e para isso iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para deixar os clientes satisfeitos, assim como estamos hoje”, disse Hernandes. RC Proprietários e colaboradoras da lotérica Parceria da Copercana com Caixa Econômica Federal, vai oferecer mais um serviço de qualidade e comprometimento com a comunidade. Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  12. 12. 12 Notícias Copercana 3º Encontro de Produtores e Dia de Campo de Amendoim Evento reuniu produtores em Pindorama para conhecer o trabalho realizado na Fazenda Experimental Carla Rodrigues A Uname (Unidade de Grãos da Copercana) participou do 3º Encontro de Produtores e Dia de Campo de Amendoim, realizado na Fazenda Experimental do Pólo Regional Centro-Norte, localizada na cidade de Pindorama, interior de São Paulo. O encontro contou com palestras técnicas e visita a campos experimentais, reunindo pesquisadores, técnicos e produtores rurais com o intuito de mostrar o trabalho realizado na Fazenda Experimental e também integrar o produtor com as novas tecnologias disponíveis no mercado para a cultura do amendoim, desde o pré-melhoramento até a colheita. O programa de amendoim da Fazenda Experimental é coordenado pelo IAC (Instituto Agronômico) e desenvolvido em parceria com a Apta Regional (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios). O Pólo Centro-Norte possui aproximadamente 500 hectares de expansão e atualmente, trabalha com mais de 20 culturas, como as perenes (manga, goiaba, abacate, abacaxi, entre outras), seringueira, culturas anuais (milho, soja, algodão, amendoim, entre outras) e culturas de inverno (feijão, trigo, entre outras). “A Fazenda Experimental foi fundada em 1934 para trabalhar com a cultura do café e depois, com a crise de 1929, Um grande público acompanhou os trabalhos realizados no Dia de Campo houve uma diversificação das culturas da região e com isso vários outros experimentos foram sendo desenvolvidos. Assim, outras culturas foram instaladas aqui na unidade”, disse o diretor técnico do Pólo Apta Centro-Norte, Dr. Antonio Lucio Melo Martins. De acordo com Dr. Ignácio José de Godoy, pesquisador científico do IAC/Apta e um dos coordenadores do evento, o trabalho realizado com melhoramento genético é a ciência mais importante para o desenvolvimento de uma cultura. No caso da cultura de amendoim, por exemplo, “o melhoramento visando resistência a doenças, tem importância muito grande porque na medida em que as variedades são resistentes, menor será a necessidade de produtos químicos, se tornando Dr. Antonio L. Melo Martins, diretor técnico do Pólo Apta Centro Norte Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 menos agressivas e, portanto, causarão menos danos ao meio ambiente”. Ainda segundo o pesquisador, o Pólo Centro-Norte possui dois focos principais e as pesquisas com materiais genéticos são desdobradas de acordo com estes objetivos. “Para o IAC, o principal objetivo em longo prazo é o desenvolvimento de cultivares resistentes as doenças e em curto prazo é o desenvolvimento de cultivares rasteiros e cortadores da característica auto-oleico”, explicou Godoy. A característica auto-oleico é importante principalmente para a indústria, uma vez que o ácido oleico é considerado benéfico por prolongar a vida de prateleira do produto. Sendo assim, o produto auto-oleico leva mais tempo para oxidar ou deteriorar. Edgard Matrangolo Junior, encarregado técnico do programa de amendoim da Uname.
  13. 13. 13 João Mantovani, produtor rural Entre os rasteiros auto-oleicos, a Fazenda Experimental criou uma linha para “precocidade” ou a possibilidade de explorar cultivares para colheita antecipada, já que o sistema de produção é bastante concentrado nas áreas de renovação de canavial e o manejo de cana é prejudicado se o cultivar de amendoim tiver o ciclo muito longo. Para o pesquisador do Pólo Apta Centro-Norte, Dr. Marcos Doniseti Michelotto, para os produtores conseguirem produtividades elevadas, precisam Os participantes visitaram campos experimentais Cooperados e colaboradores da Copercana Dr. Marcos Doniseti Michelotto, pesquisador do Pólo Apta Centro-Norte lançar mão de produtos para controlar, principalmente, pragas e doenças, que elevam o custo de produção e diminuem a margem de lucro. “A ideia do projeto que estamos trabalhando há alguns anos é o desenvolvimento de materiais resistentes, e o que o pré-melhoramento faz é justamente buscar esse gene em resistência em espécie silvestre que já existe na natureza. O Brasil possui essas espécies. O trabalho de busca e armazenamento já foi feito por várias décadas pela Embrapa e agora, como estamos no centro da região pro- Dr. Ignácio José de Godoy, pesquisador científico do IAC/Apta dutora de amendoim, a ideia é utilizar esses materiais e transferi-los para os materiais comerciais, diminuindo assim a utilização de fungicidas. Isso vai favorecer não só os produtores, como também o consumidor final que vai ter um produto com melhor qualidade”, explicou Michelotto. A Uname é uma das unidades que fazem parte do programa de amendoim da Fazenda Experimental, e acredita ser de grande relevância o trabalho desenvolvido para o crescimento eficiente de seus produtores. “Nós temos vários trabalhos com outras instituições de pesquisas, como na área de fungicidas e inseticidas, e com o IAC, trabalhamos na parte de desenvolvimento de variedades, proporcionando aos nossos produtores novas variedades que sejam mais produtivas, que buscam um ciclo menor para atender as áreas de renovação de cana-de-açúcar e que sejam mais resistentes a doenças e pragas”, disse Edgard Matrangolo Junior, encarregado técnico do programa de amendoim da Uname. O produtor João Mantovani, esteve presente no evento e acredita que o encontro foi de extrema importância para atualização e facilitação no campo do produtor. “São nesses eventos que aproveitamos para nos informar do que está acontecendo na cadeia produtiva do amendoim, junto às agroindústrias, que acompanha este mercado desde o plantio até o final do ciclo, e assim ficamos sabendo sobre as tecnologias que temos disponíveis no mercado para a cultura do amendoim”, comentou Mantovani.RC Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  14. 14. 14 Notícias Canaoeste Consecana CIRCULAR Nº 12/11 DATA: 31 de Janeiro de 2012 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo A seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de JANEIRO de 2012 e ajuste parcial da safra 2011/2012. O preço médio do kg de ATR para o mês de JANEIRO de 2012, referente à Safra 2011/2012, é de R$ 0,5026. O preço de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de abril de 2011 a janeiro de 2012 e acumulados até JANEIRO são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do etanol anidro e hidratado, carburante (EAC e EHC), destinados à industria (EAI e EHI) e ao mercado externo (EAE e EHE), são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de abril de 2011 a janeiro de 2012 e acumulados até JANEIRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/11, são os seguintes: Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012
  15. 15. 15 ABC: Agricultura de Baixo Carbono O Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono inicia um novo ciclo de desenvolvimento agropecuário Carla Rossini O presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, participou do Seminário de Lançamento do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, realizado em Brasília, no dia 31 de janeiro. O evento foi organizado pela CNA – Confederação Nacional da Agricultura, em parceria com o Banco do Brasil e a Embaixada Britânica, com o objetivo de apresentar cases de sucesso envolvendo práticas agrícolas sustentáveis que reduzam a emissão de gases poluentes com potencial agressivo à camada de ozônio. a perda de água. Assim é possível manter a umidade, acumular carbono, aumentar a produtividade da lavoura e diminuir despesas com maquinário e combustível. Integração lavoura pecuária - floresta É uma estratégia de produção sustentável que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área, em cultivo consorciado, em sucessão ou rotacionado, e busca efeitos convergentes entre os componentes, ou seja, sinergia. A Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, ou ABC como é conhecida, se baseia em métodos de produção e tecnologias de elevado grau de sustentabilidade, como sistemas de plantio direto, integração lavoura-pecuária-floresta, recuperação de áreas de pastagens degradadas, florestas plantadas, fixação biológica de nitrogênio e tratamento de dejetos animais. A ABC também busca desenvolver processos que permitam a geração de energia renovável nas próprias fazendas, em substituição a energia gerada a partir de fontes não renováveis. Recuperação de áreas e pastagens degradadas A técnica consiste em transformar as terras degradadas (no caso específico de pastagens degradadas) em áreas produtivas para a produção de alimentos, fibras, biodiesel, florestas e carne, evitando a derrubada de novas áreas de florestas. Florestas Plantadas O plantio de espécies florestais de rápido crescimento (eucalipto, pinus e acácia-negra, entre outras) proporciona renda, abastece um amplo mercado consumidor e reduz o carbono do ar por causa da fotossíntese. Plantação de eucalipto Nilton Souza Sistema de Plantio Direto É uma tecnologia que dispensa o revolvimento do solo e que evita a erosão a partir da semeadura direta na palha da cultura anterior. A palha e os restos orgânicos protegem o solo e reduzem Fixação Biológica de nitrogênio A técnica possibilita captar, por meio de microorganismos e/ou bactérias, o nitrogênio existente no ar e transformá-lo em matéria orgânica para as culturas, o que permite a redução do custo de produção e melhoria da fertilidade do solo. Tratamento de dejetos animais A técnica aproveita os dejetos dos animais para a produção de energia (gás) e composto orgânico. O tratamento adequado desses efluentes e dejetos contribui para a redução da emissão de metano. O Programa ABC O Programa ABC financia práticas e tecnologias adequadas e também sistemas produtivos eficientes que contribuem para redução dos gases causadores do efeito estufa. Sua elaboração é de responsabilidade do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), contanto com a participação de entidades representativas dos produtores. É uma linha de crédito rural instituída em agosto de 2010 e inserida no Plano de Safra 2010-2011com valor disponibilizado de R$ 2 bilhões. Para saber todas as informações do Plano ABC e também as regras de financiamento, os produtores rurais podem acessar os sites da Revista Canavieiros (www.revistacanavieiros.com. br) e da Canaoeste (www.canaoeste. com.br) e obter as informações no Guia de Financiamento ABC. RC Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  16. 16. 16 Notícias Canaoeste Canaoeste realiza treinamento para colaboradores Departamentos Técnico, Planejamento e Topografia participaram de atividades e palestras sobre a associação Carla Rodrigues C om o intuito de apresentar e explanar todos os serviços que serão oferecidos pela associação durante o ano de 2012, a Canaoeste, reuniu no dia 10 de fevereiro, no Cred Clube, os seus agrônomos e secretárias. Além disso, o encontro também teve como finalidade estreitar as relações entre os colaboradores. Durante a reunião, o Departamento Técnico da Canaoeste, distribuiu uma apostila de conduta e um material para consulta, que servirão como base de procedimentos em diferentes atividades, descrevendo as situações diversas em que os colaboradores se encontram com os associados. “Este material vai trazer mais segurança aos colaboradores, inclusive as secretárias que lidam diretamente com atendimento aos associados, principalmente na época em que é realizado o plano de queima, é um dos períodos mais movimentados do ano na maioria das filiais”, explicou Almir Torcato, do departamento de Planejamento e Controle Agrícola da Canaoeste, responsável pela criação do material. Através de palestras explicativas, o departamento técnico procurou nivelar os conhecimentos e as rotinas administrativas dos escritórios entre todas as filiais para que sigam o mesmo modelo, como Gustavo Nogueira e Cássia Rossini recolhimento de taxa, elaboração do requerimento do plano de queima, filiação dos fornecedores e atualização das informações sobre os benefícios e serviços que a entidade disponibiliza aos associados. Colaboradores da Canaoeste participaram do treinamento “É importante padronizar as informações e procedimentos diretamente ligados aos serviços prestados pelos agrônomos e secretárias, isso vai facilitar e agilizar o atendimento aos fornecedores”, disse Torcato. O advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, esteve presente na reunião para falar sobre o Protocolo Agroambiental, as atividades realizadas pelo departamento jurídico, e também aproveitou a oportunidade para passar orientações sobre como agir diante de uma situação cujo caminho seja o departamento jurídico da associação. A psicóloga Cássia Rossini participou do encontro e realizou atividades para estimular o desenvolvimento profissional e humano. De acordo com a psicóloga, uma das formas de promover isso é através da brincadeira. “Não é verdade que o adulto não gosta de brincar, porque brincar é “coisa de criança”. O que acon- Juliano Bortoloti e Almir Torcato Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 tece é que o adulto foi reprimido e por isso, carece de espontaneidade. Quem não tem prazer fica mais cansado e afasta novas descobertas, não inova, vive rotineiramente”, disse Cássia. Sendo assim, as atividades elaboradas para o encontro, tiveram como objetivo principal, estimular o retorno dessa espontaneidade, através de dinâmicas que prepararam os participantes para estarem integrados, atentos e bem humorados para enfrentar os desafios do dia-a-dia. “Precisamos interagir, trocar, aprender, socializar e descobrir. Em outras palavras, exercitar o nosso quociente emocional, competência imprescindível nas equipes de trabalho para avaliarmos como nos relacionamos com as outras pessoas e que efeito causamos uns nos outros, por isso, em situações de dinâmica de grupo há um canal de observação entre os membros participantes”, explicou a psicóloga. RC Rodrigo Zardo e Thiago Silva
  17. 17. 17 Canaoeste realiza Assembleia Geral Ordinária Diretores e associados se reuniram para leitura, discussão e votação do balanço do exercício de 2011 Carla Rossini C om a presença de associados e diretores, a Canaoeste realizou na tarde do dia 14 de fevereiro a sua Assembleia Geral Ordinária para leitura, discussão e votação do balanço, relatório da Diretoria e parecer do Conselho Fiscal, referentes ao exercício de 2011. Também foram eleitos os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal para o quadriênio 2012/2015. A abertura da reunião foi realizada pelo presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan que fez a leitura do relatório das atividades do exercício de 2011 e passou a palavra para o gerente da controladoria, Marcos Molezin, que apresentou o balanço do exercício. Após a aprovação pelos associados presentes, foi realizada a eleição da diretoria que ficou composta pelos seguintes membros: Presidente: Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Vice-Presidente: Augusto César Strini Paixão 1º Secretário: Luiz Carlos Tasso Júnior 2º Secretário: Paulo Paulista Leite Silva Júnior 1º Tesoureiro: Francisco Cesar Urenha 2º Tesoureiro: João Nilson Magro Diretor Adjunto: José Mário Paro Conselho Fiscal Efetivos: Luiz Clemente Lunardi Plácido Heitor Castro Boechat Paulo César Canesin Suplentes: José Natal Lucato Alexandre Jorge Saquy Neto Daniel Annibal RC RC Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  18. 18. 18 Notícias Canaoeste O acompanhamento psicológico de equipes de trabalho e seus efeitos na saúde emocional da empresa Cássia Rossini, psicóloga H oje, uma grande associação como a Canaoeste, se destaca como organização idônea e competitiva dentro das políticas de bem estar emocional. Como diferencial houve a preocupação por parte de seus gestores, dos quais apresentam consciência da importância na saúde afetiva de seus liderados, oportunizando o conhecimento dos aspectos psíquicos que influenciam o relacionamento entre os colaboradores, através de ferramentas técnicas na área de acompanhamento psicológico dentro de grupos na associação. Neste sentido, o acompanhamento psicológico pode promover uma reflexão mais concreta sobre as implicações entre as personalidades dos indivíduos que compõem a equipe de trabalho. Há vários tipos psicológicos dentro de uma empresa, dos quais há características específicas que definem um perfil e também definem maior habilidade em determinadas práticas do que em outras, por exemplo. Segundo o analista Jung há funções básicas que compõem os tipos psicológicos, são elas: intuição ou sensação, pensamento ou sentimento com atitudes de extroversão ou introversão, que dependendo do tipo psicológico, há funções mais desenvolvidas do que outras em cada indivíduo, portanto caracterizando um estilo de se adaptar as situações que lhes são im- postas com maior ou menor facilidade dependendo das interações pessoais e das habilidades de cada tipo. Os tipos psicológicos podem ser compostos pelas seguintes funções, que estruturam o estilo das pessoas, por exemplo: Intuição: são hábeis para ver a amplitude das situações. Sensação: são rápidos para captarem os pequenos detalhes. Pensamento: seu julgamento dos fatos é de forma racional, pessoas analíticas. Sentimento: pessoas de sensibilidade aguçada, percepção apurada em experiências emocionais. A combinação dessas funções pode ser articulada entre duas atitudes: Extroversão: pessoas que observam com bastante objetividade os fatos. Introversão: pessoas que assimilam e associam ideias com facilidade. Assim, podemos observar que dentro de uma equipe, através de um levantamento dos tipos psicológicos de todos, há inferências em relação às abordagens que o líder deve ter quando tem conhecimento do perfil profissional de cada pessoa que está diretamente ligada a sua personalidade e ao seu comportamento para que ocorra eficiência na interação entre líderes e liderados, praticando o autoconhecimento e o conhecimento mútuo, potencializando as pessoas nas suas qualidades e intervindo sobre aspectos que precisam desenvolver para uma melhor atuação profissional. Com a ajuda de um intermediador habilitado em analisar as relações humanas no trabalho, ou seja, um psicólogo especialista para acompanhar o desenvolvimento dos membros da equipe na empresa e como consequência melhorar a saúde organizacional que trará como indicador a qualidade nas relações produtivas dentro das equipes dos líderes envolvidos com este trabalho. Para finalizar, o trabalho se respaldará na quebra de qualquer paradigma do pensamento, na quebra de qualquer inflexibilidade na ação, no repensar as relações para evolução pessoal e profissional e como meta observar filosoficamente a frase: “conhece-te a ti mesmo”, de Sócrates, para que possas conhecer melhor o íntimo de cada pessoa e ter como recurso de liderança o aperfeiçoamento da sofisticada inteligência emocional.RC Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012
  19. 19. 19 Programa Aplique Bem realiza treinamento para produtores Em parceria com a Canaoeste, produtores aprenderam a fazer o uso correto de pulverizadores Carla Rodrigues O “Programa Aplique Bem”, um projeto desenvolvido pela Arysta LifeScience e o IAC (Instituto Agronômico), realizou no dia 15 de fevereiro, em parceria com a Canaoeste, mais um treinamento para produtores rurais sobre regulagem de pulverizadores e qualidade na manutenção. O treinamento aconteceu na Fazenda São Paulo, localizada na região de Ribeirão Preto, com o intuito de demonstrar aos produtores e técnicos a forma correta e mais eficiente de se utilizar os pulverizadores. De acordo com o consultor técnico comercial da Arysta, Carlos Correa Júnior, desde o início do projeto, o “Programa Aplique Bem” já atingiu mais de 27 mil produtores por todo o país, e devido ao sucesso, pretende expandir seu público ainda mais. “Nós trabalhamos com duas vans, que chamamos de tachmóvel, onde é possível encontrarmos todas as ferramentas necessárias para realizar um dia de treinamento com os produtores. Com o auxílio deste transporte, conseguimos trabalhar com todas as culturas e não somente com a cana-de-açúcar, que hoje é a de maior destaque, e por conta desta diversificação, atingimos todos os tipos de produtores da cadeia”, disse Correa. Além de demonstrar a utilização correta do equipamento, outra área abordada dentro do projeto é a segurança do trabalhador, ou seja, a utiliza- ção correta dos EPI (Equipamento de Proteção Individual). “Nós abordamos assuntos relacionados à tecnologia de aplicação, mas também acreditamos que assim como ter uma máquina regulada e calibrada, é importante o aplicador estar protegido, por isso também falamos sobre a segurança no campo”, comentou Douglas Carmanhan, instrutor do Programa. Segundo Marcel Sarmento de Souza, instrutor do “Programa Aplique Bem”, os principais problemas encontrados nos pulverizadores são em cima da regulagem, como fator de rotação, pressão de trabalho, pontas de pulverização e pontas desgastadas, que se não identificados, podem causar prejuízos. “Se não for realizado o dimensionamento e regulagem adequada para cada situação, o custo de produção pode ser maior do que o esperado. O que o produtor precisa entender é que cada área é uma situação e o equipamento tem que ser regulado de acordo com ela (área) para que não haja perdas no campo”, explicou Sarmento. A Canaoeste tem apoiado estes treinamentos em todas as suas áreas de atuação, procurando atingir o maior número de associados, uma vez que sua função é levar conhecimento e novas informações até seus produtores. “Esses encontros proporcionam a difusão de tecnologias, por isso o incentivo da Canaoeste é tão importante para que seus associados aprendam e façam a melhor aplicação em suas propriedades”, disse Gustavo Nogueira, gerente do departamento Técnico da associação. DEPOIMENTOS “Os produtores rurais precisam saber trabalhar com os novos implementos que estão disponíveis no mercado para conseguirem utilizarem ao máximo sua tecnologia, e consequentemente, obterem o resultado que esperavam. Por isso, participar de treinamentos como este é relevante para o sucesso de produção”. Diego Vilela Ferreira, produtor rural. “É através destes encontros que a Canaoeste promove a difusão de tecnologias. Eu procuro me atualizar sobre as novidades do mercado. Estes treinamentos demonstram como devemos realizar a melhor forma de aplicação e reduzir nossos custos”. RC Roberto Rossetti, produtor rural. Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  20. 20. Copercana recolhe 88 toneladas de embalagens de agrotóxicos em 2011 20 O Centro de Distribuição de Insumos da cooperativa passou por reestruturação Carla Rossini Além disso, o Centro de Distribuição de Insumos da Copercana, que fica anexo a UNAME (Unidade de Grãos), passou por uma readequação da sua estrutura física e de segurança. Frederico Dalmaso, gerente comercial da Copercana Segundo o gerente comercial da Copercana, Frederico José Dalmaso, a realização da obra adequou o barracão as normas de vigilância e melhorou o atendimento aos cooperados, inclusive na logística de distribuição dos produtos. “Conseguimos separar de forma adequada todos os produtos e controlar a data de validade. Com essa organização, nos tornamos mais ágeis na entrega dos agroquímicos aos nossos cooperados”, disse Dalmaso. A Copercana funciona como uma central de recebimento. “Nós recebemos as embalagens dos produtores rurais, separamos e enviamos para unidades responsáveis pelo processamento e incineração”, explica Altair Luiz Porcionato, encarregado do comércio de defensivos e fertilizantes da Copercana. Para manter um sistema eficiente e envolver todos os cooperados, a Copercana tem parcerias com cooperativas e associações das regiões de sua abrangência. Dessa forma, o produtor rural não precisa se deslocar por grandes distâncias para devolver suas embalagens. “O cooperado Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 devolve as suas embalagens no posto de recebimento mais próximo da sua propriedade. Com essa facilidade, o cooperado não deixa de entregar suas embalagens corretamente”, disse Dalmaso. Silvio Lovato, cooperado Os cooperados do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred são conscientes da importância de dar o destino adequado às suas embalagens. “Desde 2002 entrego as embalagens vazias dos produtos que utilizo na lavoura, na central de recebimento da Copercana em Sertãozinho. A criação dessa central facilitou a minha logística, porque antes eu tinha que ir para Guariba para fazer o descarte”, disse o cooperado Silvio Lovato. Banco de imagens do inpEV. D esde março de 2002, quando entrou em vigor a Lei nº 7.802/89 (com as alterações da Lei nº 9.974/00 e regulamentada pelo Decreto nº 4.074/02), a Copercana realiza o recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos. Em 2011, foram 88 toneladas recolhidas, sendo 65 toneladas de embalagens laváveis e 23 toneladas de embalagens não laváveis.
  21. 21. 21 Readequação da estrutura física e de segurança do Centro de Distribuição de Insumos da Copercana Banco de imagens do inpEV. Instalação de telhas translucidas e reforma do piso Maior ventilação graças aos tijolos vazados colocados em torno de todo o depósito Câmeras de segurança Brasil destina mais de 34 mil toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos em 2011 O Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos), formado por agricultores, fabricantes - estes representados pelo inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias -, canais de distribuição e com apoio do poder público, encaminhou para o destino ambientalmente correto, em 2011, 34.202 toneladas de embalagens vazias de agrotóxicos. O volume representa um crescimento de 9% em relação ao ano anterior, quando foram destinadas 31.265 toneladas. Somente em dezembro deste ano, 2.035 toneladas de embalagens vazias foram retiradas do campo. De acordo com o inpEV, 15 Estados apresentaram crescimento no volume destinado. Os maiores destaques foram a Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo, que juntos correspondem a 73% do volume total destinado em todo o país em 2011. Em funcionamento desde 2002, operando em 25 Estados e no Distrito Federal por meio de 421 unidades de recebimento, o Sistema Campo Limpo já destinou mais de 200 mil toneladas do material por meio da integração de todos os elos da cadeia. Comparativo de embalagens destinadas Jan a Dez 2010 x 2011 Volume 2010 (t) Volume 2011 (t) Crescimento (%) Mato Grosso 7.103 8.785 24 São Paulo 3.613 3.740 4 Goiás 3.314 3.580 8 Rio Grande do Sul 2.839 3.272 15 Bahia 2.469 2.760 12 Minas Gerais 2.605 2.733 5 Mato Grosso do Sul 2.176 2.290 5 Maranhão 581 710 22 Santa Catarina 529 551 4 Piauí 247 277 12 Pernambuco 213 239 12 Espírito Santo 194 209 8 Rio de Janeiro 22 68 212 Pará 57 63 11 Sergipe 11 33 212 Outros 5.292 4.892 (7,5) Brasil 31.266 34.202 9 Sobre o inpEV O inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, é uma entidade sem fins lucrativos criada pela indústria fabricante de agrotóxicos para realizar a gestão pós-consumo das embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. A legislação atribui a cada elo da cadeia (agricultores, fa- bricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) responsabilidades compartilhadas que possibilitam o funcionamento do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos). RC Fonte: inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  22. 22. 22 Notícias Sicoob Cocred Balancete Mensal COOP. CRÉDITO PRODUTORES RURAIS E EMPRESÁRIOS DO INTERIOR PAULISTA - BALANCETE - JANEIRO/2012 Valores em Reais Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012
  23. 23. 23 Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  24. 24. 24 Notícias Sicoob Cocred Cooperativismo de crédito: um bom negócio Márcio Fernando Meloni Carla Rodrigues O diretor administrativo e financeiro da Sicoob Cocred, Márcio Fernando Meloni, concedeu entrevista à Revista Canavieiros. Meloni falou sobre os números da Sicoob Cocred em 2011, seu diferencial de produtos e atendimentos e também sobre crédito rural. Confira a íntegra da entrevista! Revista Canavieiros: Em relação ao desempenho da Sicoob Cocred, houve crescimento em 2011? Em quais áreas? Márcio Fernando Meloni: Nos últimos 3 anos, tivemos um volume de operações com crescimento muito expressivo. Em 2011, crescemos em depósito 64%, enquanto a média dos bancos está girando em torno de 10% e o próprio sistema cooperativo ficou em 28%. O sistema inteiro cooperativo já foi alto em relação ao sistema bancário comum. Isso mostra a confiança do produtor rural/cooperado em relação à cooperativa. Nós tivemos um crescimento de ativo na ordem de 55% e, esse crescimento nos bancos está girando de 15 a 20%. Isso nos deixa muito feliz. Revista Canavieiros: A que fatores você atribui esse crescimento? Márcio Meloni: Em primeiro lugar porque fazemos um bom negócio. Ninguém vem aqui apenas por ser uma cooperativa, mas por ser um bom negócio. Em segundo lugar, a credibilidade que a Sicoob Cocred tem hoje, além de atendimento diferenciado. Atendemos todas as necessidades dos nossos associados e isso é muito importante. Revista Canavieiros: Mesmo com o aumento do número de cooperados, a Sicoob Cocred ainda oferece um atendimento personalizado? Márcio Meloni: Hoje, deixamos de crescer em termos de quantidade, de aberturas de PAC’s (agências) e começamos a reestruturar as agências internamente, oferecendo acomoda- ções de primeira classe, procurando dar um maior conforto ao nosso associado. Cada gerente tem um grupo de associados para trabalhar, o que permite que ele (gerente) foque somente neste grupo, conhecendo a vida das pessoas, sabendo com quem está lidando. Dessa forma, os gerentes procuram ter um estreitamento de relacionamento e isso faz com que nosso atendimento seja diferenciado mesmo. Também tem a liberdade que oferecemos para o associado ir até as agências, conversar com o nosso presidente e com os diretores. Se o cooperado tiver problemas com crédito, sabe para onde ir, para quem ligar e isso faz com que se torne um diferencial no mercado. “...a cooperativa ajuda a desenvolver a região onde está. E a cooperativa de crédito não é diferente. Todo recurso que recebemos na cooperativa... volta para o desenvolvimento da própria região.” Revista Canavieiros: Em sua opinião, pode-se dizer que a cooperativa tem sido uma auxiliadora para o produtor nesta questão? Ela oferece um suporte significativo nesta área? Márcio Meloni: Principalmente após a crise de 2008, a cooperativa não fechou as portas - ao contrário de muitos bancos, que seguraram a liberação de crédito -, a cooperativa não. Ela abriu as portas ao produtor e Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 atendeu as necessidades dele. Então, nesse aspecto, a cooperativa foi muito importante para o produtor. E quando falamos produtor, não vamos pensar apenas em rural, a Sicoob Cocred atende o público rural, mas também atende o público do comércio e da indústria. Temos tentado fazer com que esse público venha aqui e tenha condições de mostrar o seu problema. Nós vamos procurar a solução para resolvê-lo. Revista Canavieiros: Como você avalia a influência do cooperativismo de crédito no desenvolvimento da economia local e regional? Os recursos oferecidos pela Sicoob Cocred, permanecem na região ou vão para outras áreas? Márcio Meloni: Existe um estudo da ONU (Organização das Nações Unidas), que mostra que onde tem cooperativa, o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade é mais alto. Por quê? Porque a cooperativa ajuda a desenvolver a região onde está. E a cooperativa de crédito não é diferente. Todo recurso que recebe-
  25. 25. 25 mos na cooperativa é o cooperado e produtor da região que vem e aplica na cooperativa, trabalha com a cooperativa. É lógico que têm os limites que somos obrigados a respeitar pelo Banco Central, mas de uma maneira geral, estes recursos voltam para o desenvolvimento da própria região. Quando um cooperado ou mesmo a própria população faz poupança na cooperativa – porque a gente pode trabalhar com a população sem ser cooperado, na captação de poupança, por exemplo, então quando a gente trabalha com população da cidade para que ela faça poupança na cooperativa, 70% deste recurso volta para cooperativa para fomentar a cidade em que foi captado este recurso – então todo recurso da cooperativa volta para desenvolver a cidade, a região, para fomentar a necessidade do cooperado, e isso faz com que a cidade cresça, ao contrário de muitas agências bancárias, em que captam na cidade, pegam este recurso e levam para onde tem menos problema, menos perigo, onde consegue uma rentabilidade melhor. Aqui não, independente da rentabilidade que se tenha, o nosso negócio é desenvolver essa região. Revista Canavieiros: Você acredita que o cooperativismo de crédito rural tem contribuído para o agronegócio nacional? Márcio Meloni: Não tenho dúvi- da que tem contribuído muito. Vários bancos não têm a carteira de crédito rural e não querem ter, porque para eles isso é um “problema”. Eles não têm aquele feeling, aquele foco no produtor, o negócio deles é o geral. A cooperativa de crédito rural foca o produtor rural. Como já disse, hoje, nós abrimos também para outros setores, como comércio e indústria, mas ainda mantemos na nossa carteira 60% rural, sempre conhecendo a pessoa para quem estamos emprestando dinheiro. E os bancos não têm isso, então preferem não trabalhar com o setor rural. Quando o banco não trabalha com o setor rural, repassa este recurso que é obrigatório para as cooperativas para que façam esse trabalho. Para o banco é bom, pois ele acaba cumprindo o seu papel, ou seja, “jogando” esse recurso no crédito rural. Mas ele não faz isso sozinho, usa a cooperativa para fazer. Como a cooperativa conhece os caminhos com quem ela está lidando, se torna um trabalho mais fácil. Revista Canavieiros: O que dizer do sistema cooperativo no Brasil? Márcio Meloni: O sistema cooperativo no Brasil é pequeno em relação ao mercado financeiro global. Está crescendo, mas ainda representa de 2,0 a 2,5% do mercado financeiro total. Temos muito a crescer e muitos objetivos para atingir. O que chama atenção, às vezes, em crédito rural, é que temos nas regiões em que a Sicoob Cocred está presente, representação de quase 50% do crédito rural fornecido por todas as instituições financeiras daquela localidade. Existem cidades que são mais agrícolas, onde a cooperativa tem 40% do mercado, ou seja, 40% de todo o volume de crédito rural que foi dado para a cidade/região. Então, todos os bancos dividem uma fatia de 60% e a Sicoob Cocred sozinha, tem 40%. Nós fazemos a seguinte comparação: no mercado nacional inteiro o cooperativismo representa 2%. A Sicoob Cocred, em algumas regiões, representa cerca de 40 a 50%, se tornando uma presença marcante. Em Sertãozinho, por exemplo, temos hoje 50% dos depósitos na Sicoob Cocred. Primeiro porque as grandes contas, os bancos tiram daqui e levam para outras plataformas (São Paulo, Ribeirão Preto, etc). Acaba ficando na cidade apenas o volume corriqueiro de depósitos de comércio e neste item a Sicoob Cocred supera a maioria das agências bancárias da cidade, assim como em Pitangueiras, Pontal, etc. Então a participação da Sicoob Cocred nesses municípios é muito forte, e quando chegamos a alguma cidade é porque as pessoas estão pedindo a nossa presença. O cooperativismo de crédito é um bom negócio por si só e a Sicoob Cocred representa melhor ainda esse negócio. Temos alguns produtos exclusivos, como o LCA (Letra de Crédito do Agronegócio – que é uma aplicação financeira que possui maior potencial rentável que uma aplicação comum. Seu crescimento e retorno são garantidos, pois é totalmente isento de Imposto de Renda). Os bancos também têm, mas oferecem muito pouco, às vezes nem sabem oferecer. É a primeira cooperativa de crédito do Brasil a ter esse produto. É por esse motivo e outros que a Sicoob Cocred tem se destacado tanto no mercado. E é para isso que estamos trabalhando.RC Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  26. 26. 26 Informações Setoriais Chuvas de janeiro e Prognósticos Climáticos de fevereiro a abril 2012 No quadro a seguir, são apresentadas as chuvas do mês de JANEIRO de 2012. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Técnico Agronômico da Canaoeste O A média das observações de chuvas anotadas durante o mês de janeiro (313mm) ficou praticamente igual à média das normalidades climáticas de todos os locais informados (310mm). Os locais com chuvas acima de suas médias foram registrados em Dumont, CFM-Pitangueiras, na LDCSEV Santa Elisa, Pedra, Ibirá e São Simão. Nota-se que, a exemplo de novembro e dezembro, em relação às suas médias históricas, a distribuição das chuvas na região não foi regular. Mapa 1, que se refere ao período de janeiro até o dia 16, mostra que uma estreita faixa Oeste já se encontrava com baixa Disponibilidade de Água no Solo. Baixa Disponibilidade esta, que migrou para a região Central do Estado ao final do mês. O Mapa 2, ao final de janeiro de 2011, faz relembrar a ocorrência de baixos e até críticos índices de Disponibilidades de Água no Solo que foram observados na metade Centro-Norte do Estado. Enquanto que, em fins de janeiro de 2012 (Mapa 3), condições críticas Umidade do Solo foram registradas em Mapa 1:- Água Disponível no Solo entre 14 a 16 de janeiro de 2012 Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 região no entorno de Bauru à região de Ourinhos. Nas demais áreas, ainda podia se notar entre média a boa Disponibilidade de Água na área sucroenergética do Estado de São Paulo. Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a Canaoeste resume o Mapa 2:- Água Disponível no S
  27. 27. 27 prognóstico climático de consenso entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de fevereiro a abril, conforme mostrado no Mapa 4. • Para os meses fevereiro a abril, prevê-se temperaturas médias próximas das respectivas médias históricas em toda Região Centro Sul; • Com relação às chuvas, durante o mesmo período, “ficarão” em torno das normais climáticas nas Regiões Centro Oeste, Sudeste e toda área sucroenergética do Estado do Paraná; • Como referência de normais climáticas para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, pelo Centro de Cana-IAC, as médias históricas de chuvas são: 220mm em fevereiro, 170mm em março e 70mm em abril. Por sua vez, a SOMAR Meteorologia com base em modelos climáticos mais recentes, assinala que para a região de abrangência da Canaoeste estão previstas somas de chuvas de fevereiro-março a maio próximas às respectivas médias históricas. Logo, não se prevê (hoje) chuvas tão intensas e constantes como ocorreram entre fi- Solo ao final de janeiro de 2011. nal de fevereiro a início de abril de 2011, que poderão favorecer as operações de plantio. Tampouco, não estão previstas total escassez de chuvas para os meses subsequentes. Mapa 4:- Adaptação pela Canaoeste do Prognóstico de Consenso entre INMET e INPE para o trimestre fevereiro-abril. Prognóstico este não muito diferente dos anteriores. A Canaoeste volta a enfatizar sobre qualidade das mudas, como fator fundamental para assegurar produtividade e longevidade dos canaviais. A relação custo/benefício é por demais de favorável quando se empregam mudas sadias. Face estas previsões climáticas para estes próximos meses, a Canaoeste recomenda aos produtores de cana muitas atenções mesmo - em monitoramentos/controles de pragas (leia-se, cigarrinhas), doenças e ervas daninhas. fatos serão noticiados em nosso site www.canaoeste.com.br. Estes prognósticos serão revistos a cada edição da Revista Canavieiros. Prognósticos climáticos relevantes ou Persistindo dúvidas, consultem os Técnicos mais próximos ou através do Fale Conosco Canaoeste. RC Mapa 3:- Água Disponível no Solo ao final de janeiro de 2012. RC Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  28. 28. 28 Assuntos Legais Queima de palha de cana-de-açúcar obrigatoriedade de autorização para a safra 2012/2013 M ais uma vez estamos prestes a iniciar outra safra canavieira, razão pela qual novamente vimos alertar aos fornecedores de cana-de-açúcar e unidades produtoras sobre a obrigatoriedade de obter a autorização do órgão ambiental (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) para se efetuar a queima de palha de cana-de-açúcar, procedimento obrigatório àqueles que não queiram responder administrativamente e judicialmente (cível e criminal) por esta omissão, inclusive com pesadíssimas multas. As indústrias já fazem o seu licenciamento e, para evitar as penalidades retro citadas, devem os fornecedores de cana-de-açúcar procurar a sua associação de classe para que esta realize adequadamente o procedimento visando a obtenção da autorização. A Canaoeste, novamente este ano, irá proceder a orientação, elaboração, confecção e envio da documentação necessária à obtenção da Autorização de Queima Controlada de Palha de Cana-de-Açúcar para os seus associados, cujo prazo para protocolo no órgão ambiental expirará em 02 de abril. Para tanto, pois sem autorização não se poderá queimar, a entidade afirma que seus associados procurem os Técnicos, Agrônomos ou as Secretárias dos respectivos escritórios regionais ou da matriz da Canaoeste, a partir de 01 de fevereiro de 2012, para realizar o Requerimento de Autorização de Queima de Palha de Cana-de-açúcar. Os fornecedores(as) que tiveram expansões em seus canaviais, aquisições de propriedades por compra ou arrendamento, dentre outras situações, nas quais a área total ou soma das áreas contíguas à serem colhidas na Safra 2012/2013 sejam iguais ou superiores a 150 ha cultivadas com cana-de-açúcar, deverão procurar os escritórios da Canaoeste até a data limite de 02 de março de 2012, para possibilitar o levantamento topográfico prévio de sua lavoura, sem custo algum, necessário ao devido licenciamento. O prazo para se indicar, no mapa, as áreas que serão colhidas sem a queima expira em 23 de março de 2012. Tudo isto se torna necessário porque, na safra anterior, inúmeros fornecedores de cana não obtiveram a autorização de queima, tendo que proceder ao corte manual sem o uso do fogo e/ou de forma mecanizada, mesmo em áreas não adaptadas para isso. Tudo para evitar o descumprimento ao que dispõe o Decreto Estadual nº 47.700/2003, regulamentador da Lei Estadual nº 11.241/2002, que diz que o produtor de cana-de-açúcar pode ser autuado pela Polícia Ambiental em 30 (trinta) UFESPs (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo), aproximadamente R$-553,20 por hectare queimado sem as observâncias legais, além de poder, ainda, ser autuado pelos agentes fiscalizadores da CETESB (Companhia de Tecnologia e de Saneamento Ambiental) em valores que variam de 5.001 a 10.000 UFESPs, aproximadamente R$-92.218,44 a R$184.400,00, independentemente do tamanho da área queimada. Alheio a estas penalidades administrativas, o produtor de cana-de-açúcar que não observar o prescrito na legislação poderá responder, ainda, uma ação cível, visando outra indenização e a suspensão da queima em sua propriedade, além de uma ação penal, que visa restringir o seu direito de liberdade (pena de detenção). Fica registrado, então, que para aquele produtor de cana-de-açúcar que não cumprir os requisitos prescritos na legislação de queima ou, mais gravemente, efetuar a queima sem a devida autorização, fica evidente que não lhe restará quase nenhuma possibilidade de defesa, tanto administrativa (auto de infração) como judicial (cível e penal). Neste ano, como ocorrido nos anos anteriores, a Secretaria do Meio Ambiente está exigindo a adesão do fornecedor/unidade industrial ao Protocolo de Cooperação Agroambiental, entabulado entre as entidades de classe dos fornecedores de cana e unidades industriais para com o Governo Estadual, que estabelece diversas metas ambientais, principalmente a antecipação dos prazos das queimadas, em áreas de produtores independentes de cana-de-açúcar de 2021 para 2014 nas áreas mecanizá- Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 Juliano Bortoloti Advogado da Canaoeste veis e, de 2031 para 2017, nas áreas não mecanizáveis, além de determinar outras providências, todas já previstas em leis, como a proibição da queima da palha pós colheita, conservação do solo, conservação da água, proteção de matas ciliares e nascentes e descarte adequado de embalagens de agrotóxicos Apesar de ser uma adesão voluntária, os produtores que não a fizerem poderão enfrentar grandes dificuldades com os órgãos de fiscalização ambiental, inclusive com a possibilidade de recusa e/ou corte da autorização de queima e, também, quando da venda de seus produtos (cana-de-açúcar) junto às usinas/ destilarias, pois estas estão passando por processo de renovação de licença, auditoria e certificação ambiental/social para viabilizar a comercialização do etanol e do açúcar que produzem. Logo, se torna evidente a necessidade do fornecedor de cana-de-açúcar em buscar a devida autorização dentro do prazo legal (até 02 de abril), para poder utilizar-se do fogo como método despalhador da cana-de-açúcar durante a safra 2012/2013, bastando, somente, que procure o mais rapidamente possível a sua associação de classe, no caso da macro região de Ribeirão Preto-SP., a Canaoeste para a sua devida orientação e, se porventura, persistir dúvidas a respeito do assunto, os Departamentos Jurídico, Técnico e de Planejamento estarão à inteira disposição dos associados para esclarecê-las. Importante salientar, segundo informações da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que o prazo para protocolo não será prorrogado, razão pela qual deve o associado procurar a Canaoeste o mais rápido possível, ressaltando que esta realizará o plano de queima gratuitamente até o dia 02.03.2012, para aqueles ue não tenham realizado o levantamento topográfico da propriedade e/ou precisam alterá-lo e, 23.03.2012, para aqueles que já fizeram o referido mapeamento RC
  29. 29. 29 Revista Canavieiros - Fevereiro 2012
  30. 30. 30 “General Álvaro Tavares Carmo” Tecnologias na Agroindústria Canavieira Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português. “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.” Clarice Lispector 1) Pedro gosta e joga muito bem “dominó”. Renata Sborgia Parabéns duplamente, Pedro: grafia correta e joga bem dominó. Correto: dominó (plural: dominós) Dica fácil: não houve mudanças fundamentais quanto às regras de acentuação das palavras oxítonas (palavras cuja sílaba tônica – forte - é a última). Regra mantida: são acentuadas as palavras oxítonas terminadas nas vogais tônicas abertas ou fechadas grafadas a, e ou o, seguidas ou não de s. 2) Sua atitude foi “heróica”. “Somos o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, mas, em essência, empregamos tecnologia gerada há mais de 50 anos para a fabricação de açúcar e há mais de 30 anos para a fabricação do álcool, além de mão-de-obra com baixo grau de especialização. Isso nos permite afirmar que nossos produtos são competitivos no mercado internacional por sermos exímios produtores de cana, em larga escala, e respeitáveis exportadores de açúcar bruto e etanol-combustível, em grau de importância menor. O principal objetivo do II Simpósio do Setor Sucroalcooleiro de Jaboticabal foi a discussão de temas de importância para o setor, em que técnicos, pesquisadores e estudantes discutiram as melhores opções para a solução de problemas do setor. Fazem parte desse volume vinte capítulos elaborados por autores de reconhecida experiência no setor, que abordam de forma técnica, simples e precisa, temas de suma importância que compõem os processos de fabricação de açúcar e álcool em usinas e destilarias brasileiras”. (Texto extraído da apresentação do livro) MARQUES, Marcos Omir; MUTTON, Miguel Angelo; NOGUEIRA, Thiago Assis Rodrigues; JÚNIOR, Luis Carlos Tasso; NOGUEIRA, Gustavo Almeida; BERNARDI, Juliano Henrique. Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste. novo endereço: Rua Frederico Osanan, nº842 - Sertãozinho-SP A atitude, mas a grafia não... Correto: heroica (heroicas) Nova Regra Ortográfica: não será mais acentuada a palavra heroico (ou heroica), porque os ditongos ei, oi da sílaba tônica - forte - de palavras paroxítonas (palavras cuja sílaba tônica - forte - é a antepenúltima) perdem os acentos gráficos. 3) Ele é um “herói”. Parabéns! Correto! Dica fácil: regra mantida. Herói continuará sendo acentuado porque os grupos ei , oi das palavras oxítonas (palavras cuja sílaba tônica - forte - é a última) continuam acentuadas. Saiba mais para não errar: 1) “menas” - não existe. Correto: menos. 2) “comcerteza” - com certeza se escreve separado. PARA VOCÊ PENSAR: “Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: - E daí? Eu adoro voar! Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.” Clarice Lispector * Advogada, Prof. de Português, Consultora e Revisora, Mestra USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Pós-Graduada pela FGV/RJ, com MBA em Direito e Gestão Educacional, autora de vários livros como a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras), em co-autoria. Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012
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  32. 32. 32 Eventos em Março 2012 FEINCO 2012 - 9ª Feira Internacional de Caprinos e Ovinos Empresa Promotora: Agrocentro Feiras e Exposições Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 12/03/2012 Fim do Evento: 16/03/2012 Estado: SP Cidade: São Paulo Localização do Evento: Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 Informações com: Secretaria do Evento - Agrocentro Site: www.feinco.com.br Telefone: (11) 5067-6770 E-mail: feinco@agrocentro.com.br 14º Seminário de Mecanização e Produção de Cana-de-Açúcar Data: de 28 a 29 de Março Inscrições: Até o dia 26 de Março Local: Centro de eventos Taiwan km 310 Endereço: Rod. Ribeirão Preto - Bonfim Paulista Bairro: Royal Park Mais informações: (16) 3514-0631 / 3211-4770 E-mail: eventos@ideaonline.com.br Valor: Valor por participante: valor para inscrições até 16/03/2012 R$ 765,00 e até 26/03/2012 R$ 850,00 Feicana (Feira de Negócios do Setor de Energia) Início do evento: 06/03/2012 Fim do evento: 08/03/2012 Descrição do evento: Reúne expositores do setor sucroenergético, entre máquinas, equipamentos e serviços. Local: Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado Site: http://www.feicana.com.br As informações são de responsabilidade exclusiva dos organizadores do evento Endereço do evento: Rua Dr. Alcides Fagundes Chagas, 600 – Araçatuba Cana, substantivo feminino Data: 22 /03/ 2012 Horário: 8h30 às 20h30 Local: Centro de Convenções de Ribeirão Preto Público-alvo: executivas e executivos do setor sucroenergético e de setores afins. Entrada: gratuita com distribuições de convite e confirmação antecipada. Mais informações e inscrições: lurp10@hotmail.com ou pelo telefone (16) 3627-4502 Notas Ceise Br e CTBE reúnem empresas associadas ao centro Encontro aconteceu em Campinas, na sede do laboratório Carla Rodrigues O Ceise Br (Centro Nacional das Industrias do Setor Sucroenergético e Bicombustíveis) em parceria com a CTBE (Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol) realizou uma reunião para as empresas associadas ao centro com o intuito de assinar um protocolo de intenções entre as instituições para aproximar o setor industrial ao desenvolvimento de pesquisas. O encontro aconteceu na sede do laboratório, em Campinas, no dia 25 de janeiro. O CTBE foi inaugurado em janeiro de 2010 e integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) junto com outros três laboratórios nacionais, tornando-se um campus que estimula a produção científica. Seus trabalhos são organizados por programas: Programa Industrial, Ciência Básica, Agrícola, Sustentabilidade e Biorefinaria. Segundo Marco Aurélio Pinheiro Lima, diretor do CTBE, as recentes mudanças no cenário do setor sucroenergético do país, automaticamente “forçam” o setor a tomar medidas para garantir uma boa produtividade no final de cada safra. “Com a cooperação tecnológica conseguiremos resultados positivos em aumento de investimento e, com isso, trazermos uma maior eficiência para o setor. Por exemplo, há necessidades da cana que acabam surgindo por conta das máquinas, como o plantio mecanizado que exige algumas qualificações técnicas das máquinas”, explicou Lima. Apesar de ser um laboratório recente, o CTBE já possui contratos de peso com grandes indústrias e proporciona condições para realizar o trabalho com mais facilidade e qualidade. “Com as indústrias, atuamos através de diversas maneiras, Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 como fornecimento de insumos, infraestrutura, materiais para desenvolvimento de equipamentos, produtos derivados, intercambio de recursos humanos, criação de empresas, apoio por busca de recursos governamentais, pesquisa e desenvolvimento, entre outros; enfim nosso objetivo é garantir e manter um bom relacionamento com a cadeia industrial”, explicou a gestora de negócios do CTBE, Rosana Ceron Di Giorgio. Participaram desta reunião representantes de várias empresas associadas ao Ceise Br, o secretário da Indústria e Comércio de Sertãozinho, Marcelo Pelegrini, o coordenador do Comitê de Novos Bicombustíveis, Claudinei Andreoli e o professor da UFSCar e coordenador do MTA da Universidade Corporativa do Setor Sucroenergético (UNICEISE), Octavio Valeschi.RC
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  34. 34. 34 COMPRA-SE - Tubos de irrigação de todos os diâmetros, motobombas, rolão autopropelido, pivot, etc. Pagamento á vista. Tratar com Carlos pelos telefones: (19) 9166.1710/ (19) 8128.0290 ou pelo e-mail:cyutakam@hotmail.com VENDEM-SE -08 alqueires na região de Gastão Vidigal/SP, planta 8 e arrenda 60 toneladas/ano. Valor: R$ 40.000,00/alqueire; - 41 alqueires na região de Monções/SP a 6 km da Usina Virgulino, planta 36 e arrenda 60 toneladas. Valor: R$ 50.000,00/alqueires; - 120 alqueires na região de Santo Antônio do Aracanguá/SP; planta 110. Valor: R$ 45.000,00 /alqueire; - 48 alqueires na região de Votuporanga; planta 42 alqueires, arrenda a 55 toneladas/safra. Valor: R$ 43.000,00/alqueire; -117 alqueires na região de Fernandópolis, planta 95 alqueires e arrenda 50 toneladas/ano. Valor: R$ 45.000,00/alqueire; -13 alqueires na região de Nova Castilho, planta 9 alqueires e arrenda a 60 toneladas/ano. Valor:R$ 35.000,00/alqueire; Tratar com Wilson Perticarrari ou Amaral pelos telefones: (16) 9174.8183/ (16) 9739.9340 / (16) 8217.1255 VENDEM-SE - 01 transformador de 45 KVA; - 01 transformador de 112 KVA; - mourões de aroeira; - porteiras; - arame farpado usado Tratar com Wilson pelo telefone: (17) 9739.2000 – Viradouro /SP VENDEM-SE - MB 2423K/07, equipado com caçamba distribuidora de 17m³ da marca Ota; - Ford Cargo 2626/06, equipado com tanque novo Gascom de 16.000 l bombeiro, pipa; - Ford Cargo 1717/05 toco, equipado com munk MASAL, modelo 12.000; - Ford Cargo 2425/02, equipado com tanque novo Gascom de 16.000 l, bombeiro, pipa; - VW 26-260/08, equipado com caçamba basculante de 12m³ da marca Facchini; - VW 12-170bt/99, toco, equipado com tanque novo de 10.000 l, bombeiro, pipa; - VW 15-180/07, toco, equipado com comboio de lubrif. e abast. Gascom Prolub; - VW 14.220/97, truk, equipado com munk IMAP, modelo 20.000; - MB 1516/86, truk, equipado com munk IMAP, modelo 20.000; - MB 1313/82, toco, equipado com munk Motocana, modelo 10.000; - MB 1113/85, toco, equipado com munk, modelo 640-18; - MB 1620/03, truk no chassi; - Semi Reboque Prancha, marca NOMA, ano 07, 3 eixos, 3 mts de ,largura, rampa hidr.; - Ford F11000/82, toco, equipado com tanque 9.000 l, bombeiro, pipa; - Ford Cargo 2425/98, equipado com tanque novo de 16.000 l, bombeiro, pipa; - Munk ARGO, modelo 20.500, ano 2010; - Munk MUNCK modelo 640-18, ano 1990; - Munk PHD, modelo 16.000, ano 2006; - Tanque de água novo de 16.000 l, bombeiro, pipa; - Tanque de água usado de 9.000 l, revisado; - Poly Guindaste Bruk, duplo com carrinho para caminhão toco; - Tanque de fibra para caminhão de 16.000 l; - Carreta 2 eixos com tanque de fibra de 22.000 l; - Caçamba distribuidora de calcário, marca Ota, para caminhão truk; - Caçamba basculante para caminhão toco de 5m³. Tratar com Alexandre pelos telefones: (16) 3945-1250 / 9766-9243 / 78133866 - id 96*81149, com Luiz Monteiro pelos telefones: (16) 3945-4760 / 97669244 / 7813-3865 id 96*81148 ou pelo e-mail: trecaminhoes@yahoo.com.br Revista Canavieiros - Fevereiro de 2012 VENDEM-SE - Mudas de seringueira da variedade RIM600 com borbulheira registrada; - Porta enxertos para mudas cítricas de todas as variedades; - Mudas de limão e laranja de todas as variedades; - Mudas de manga e abacates. Tratar pelos telefones: (17) 9133.5717 / 9629.5456 / 8101.8767 – Prop. Cleiton Bulgo Verdeiro (BRANCO) – 23 anos de experiência. VENDEM-SE - casa de lazer com 4 suítes, sala, cozinha, varanda com fogão à lenha, forno, churrasqueira, 1 wc externo, spa com 8 box de hidromassagem e bela jardinagem com piscina ornamental. Tudo isso em um condomínio murado, próximo ao ubatã. Toda infraestrutura com piscina, quiosque, campo de futebol iluminado, rampa para barcos. Tudo isso para apenas 20 lotes, portanto muita privacidade e pouca despesa; - lotes para construção de casa. Tratar com o proprietário pelos telefones: 3338-3946 ou 9972-3946. VENDEM-SE - 01 trator Massey Ferguson 290, ano 89 com conjunto de pá e lâmina. Em ótimo estado de conservação; - 01 scania P 124 – 360, modelo canavieiro, ano 98, 6 x 4. Valor R$ 85.000,00. Troca-se por pá carregadeira. Tratar com Ademir Barbosa pelos telefones: (17) 3238-1163 ou (17) 97237856 – São José do Rio Preto/SP. VENDE-SE - Caixa d’água, tipo taça, coluna cheia, com 7 metros de altura e capacidade de 6.000 litros. Valor: R$ 3.500,00 para pagamento à vista. Tratar pelos telefones (16) 3628.1010 ou (16) 9220.4444 com Pedro Bom - Ribeirão Preto.
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