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  • 1 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 2 Revista Canavieiros - Junho de 2011
  • 3 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • Editorial 4 Expediente: Conselho Editorial: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Editora: Carla Rossini - MTb 39.788 Projeto gráfico e Diagramação: Rafael H. Mermejo Equipe de redação e fotos: Carla Rodrigues - MTb 55.115 Murilo Sicchieri Rafael H. Mermejo Comercial e Publicidade: Marília F. Palaveri (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 comercial@revistacanavieiros.com.br atendimento@revistacanavieiros.com.br Impressão: São Francisco Gráfica e Editora Ltda Tiragem: 11.500 exemplares ISSN: 1982-1530 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e SicoobCocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Endereço da Redação: A/C Revista Canavieiros Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311 - (ramal 2190) www.revistacanavieiros.com.br Agronegócios Copercana: feira exclusiva aos cooperados O Agronegócios Copercana chegou a sua sétima edição em 2011, ano que está sendo marcado pela retomada de negócios no setor sucroenergético. A feira já se tornou tradicional e é conhecida pelas facilidades que apresenta para os produtores rurais na hora de comprar máquinas, equipamentos e agroquímicos. Neste ano, o evento será realizado nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho , no Clube de Campo Vale do Sol. Esse é o assunto da “Reportagem de Capa” de junho. Neste mês, a Canavieiros tem novidade: duas entrevista com personalidades importantes para o setor sucroenergético do país, na secção “Entrevistas”. A primeira é com o presidente da Petrobrás Biocombustíveis, Miguel Rosseto, que falou sobre a demanda de energia no planeta e o crescimento da petroleira no setor sucroenergético. E a segunda entrevista é com o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Bruno Covas que falou sobre as ações da Secretaria do Meio Ambiente no Estado de São Paulo e as expectativas em relação ao novo Código Florestal. As entrevistas foram concedidas exclusivamente à Canavieiros durante o Ethanol Summit 2011. A revista traz nas páginas de notícias da Copercana, a participação no Ethanol Summit 2011, junto com o presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, com o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan e com os diretores Luiz Carlos Tasso Júnior e José Mário Paro. Mais de mil e quinhentas pessoas assistiram RC www.twitter.com/canavieiros redacao@revistacanavieiros.com.br de 2011 Revista Canavieiros - Junho na manhã da segunda-feira, 6 de junho, à cerimônia de abertura do evento. Nas páginas da Canaoeste, está a participação de diretores e associados na posse de Mônika Bergamaschi à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A cerimônia foi realizada no Palácio dos Bandeirantes e contou com a participação do governador paulista, Geraldo Alckmin. O Artigo Técnico “Acompanhamento da Safra 2011/2012”, foi assinado pelo assistente de Controle Agrícola da Canaoeste, Thiago de Andrade Silva, que apresenta os dados obtidos até a 2ª quinzena de maio em comparação com os obtidos na safra 2010/2011. O advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti escreve sobre dois temas em “Assuntos Legais”: a suspensão das autorizações que queima da palha na cana-de-açúcar no Estado de São Paulo e, sobre o Decreto 7.497/2011 que prorroga o prazo de vencimento de averbação da Reserva Florestal Legal. Na secção “Pragas e Doenças”, o engenheiro agrônomo da Canaoeste, Marcelo de Felício explica a broca Diatraea saccharalis, uma das pragas mais prejudiciais aos canaviais brasileiros e que infelizmente tem aumentado muito no nordeste paulista. Além disso, não deixe de conferir as Informações Setoriais com o Técnico Agronômico da Canaoeste, Oswaldo Alonso, dicas de leitura e gramática, agenda de eventos e classificados. Boa leitura! Conselho Editorial
  • 5 Ano V - Edição 60 - Junho de 2011 Índice: Capa - 20 Vem aí o VII Agronegócios Copercana Feira exclusiva aos cooperados marca retomada de crescimento do setor sucroenergético E mais: Ponto de Vista 06 - Entrevistas Miguel Rosseto Presidente da Petrobrás Biocombustível Produção aliada à sustentabilidade .................página 10 Circular Consecana .................página 16 Assuntos Legais .................página 18 Bruno Covas Secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo Produção aliada à sustentabilidade 11 - Notícias Copercana Destaque .................página 24 Informações Setoriais - Diretores da Copercana prestigiam lançamento de produto da Dupont - Ethanol Summit: “desafio do setor sucroenergético é crescer de forma sustentável e eficiente” .................página 26 14 - Notícias Canaoeste Artigo Técnico - Mônika Bergamaschi assumiu Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo 17 - Notícias Sicoob Cocred - Balancete Mensal 32 - Pragas e Doenças Broca da Cana-de-açúcar: uma praga “quase” invisível, mas que provoca grandes prejuízos à cultura Marcelo de Felício, Engenheiro Agrônomo Canaoeste-Pitangueiras Leandro Aurélio Rossini, Engenheiro Agrônomo Biocontrol-Sertãozinho .................página 28 Agende-se .................página 35 Cultura .................página 36 Classificados .................página 38 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 6 Entrevista com: Produção aliada à sustentabilidade Carla Rossini Miguel Rosseto, Presidente da Petrobrás Biocombustível Bruno Covas, secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo Neste mês, a Canavieiros traz duas entrevista com personalidades importantes para o setor sucroenergético do país. A primeira é com o presidente da Petrobrás Biocombustíveis, Miguel Rosseto, que falou sobre a demanda de energia no planeta e o crescimento da petroleira no setor sucroenergético. E a segunda entrevista é com o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Bruno Covas que falou sobre as ações da Secretaria do Meio Ambiente No Estado de São Paulo e as expectativas em relação ao novo Código Florestal. As entrevistas foram concedidas exclusivamente à Canavieiros durante o Ethanol Summit 2011. Confira! Revista Canavieiros - Junho de 2011
  • 7 Foto: Pedro Calado uma outra parcela da comunidade mundial. Por isso os governos e as empresas de energia precisam assegurar crescentemente a ampliação de oferta de energia e a sua racional utilização. Neste cenário planetário mundial, não enxergamos outras fontes primárias nas próximas décadas que não o petróleo, o gás e o carvão, que continuarão sendo responsáveis por grande parte da oferta primária de energia em escala mundial, eu falo em 80%. Revista Canavieiros: Quando foi criada a Petrobrás Biocombustíveis e com qual finalidade? Rosseto: A Petrobrás Biocombustíveis foi criada em 2008, à partir de uma decisão estratégica da Petrobrás em participar da produção de etanol e biodiesel. Nós terminamos 2010 operando 14 usinas, sendo 4 de biodiesel e 10 de etanol. Como na área de etanol ainda temos muito que aprender e conhecer essa atividade, fizemos a opção de presença flexível, através de busca de associações com grupos que dispõem de experiência na produção do setor. Tanto as empresas Guarani, Nova Fronteira com o Grupo São Martinho e Minas Gerais são investimentos onde temos 50% e participamos ativamente da gestão dessas empresas. Isto permitiu que rapidamente tivéssemos uma produção de etanol e uma sinergia com empresas como a BR, por exemplo, e o próprio abastecimento da Petrobrás. Isto tem criado um aprendizado muito grande por parte da equipe da Petrobrás Biocombustíveis. É uma nova atividade econômica e é evidente que temos exigências ambientais e sociais muito grande, temos uma responsabilidade junto com esses sócios e desenvolvemos as melhores práticas ambientais e sociais na atividade de produção. Vamos continuar crescendo, temos investimentos importantes que estão sendo realizados, temos hoje em termos de negócios US$ 1,9 bilhões para investimento na produção de etanol no Brasil até 2014, ou seja, investimentos muito fortes e de crescimento. Revista Canavieiros: O que o senhor pensa sobre o futuro do etanol? Rosseto: O sucesso do etanol como um combustível renovável, com qualidade ambiental e o enorme crescimento que teve nos mostra um cenário muito pro- missor. Hoje, o etanol representa quase 50% da matriz de veículos leves. Portanto mexe diretamente com a economia brasileira, mexe com os interesses da sociedade brasileira. Isso fez com que a Petrobrás reorientasse sua estratégia e passasse a participar ativamente da produção de etanol e biodiesel, os biocombustíveis, como grande empresa de energia. Há uma observação importante que é a enorme velocidade de participação das petroleiras, das empresas de energia internacionais no Uma das fontes alternativas que está sendo trabalhada em vários cenários, que é a energia nuclear ou atômica, entra num profundo processo de reflexão, à partir dos acontecimentos do Japão. Portanto temos duas agendas que vão ter que obrigatoriamente se encontrar. O direito de acessar energia, a existência das fontes primárias fósseis por um longo período e as exigências ambientais crescentes. mercado de produção da energia no Brasil. Energia exige planejamento, porque exige disponibilidade permanente, isso em qualquer país do mundo. Temos que ter capacidade de ofertar preços razoáveis para a sociedade. 2011 será um grande ano de discussão do novo marco regulatório para os biocombustíveis no Brasil. Por que eu digo isso? Porque o cenário das energias alternativas ou renováveis, a solar, a eólica e as biomassas fazem parte de uma agenda de transição já começada impostas por questões ambientais e por questões de soberania energética. Temos que trabalhar com uma maior diversidade energética. Diferente de outros países, o Brasil tem em sua matriz energética, cerca de 50% de energia renovável por conta da hidroeletricidade, do etanol e biodiesel. Essas matrizes vão continuar crescendo. É evidente que todos os países devem manejar os seus recursos naturais com sabedoria e com visão estratégica, isso serve para o petróleo, para os minerais, para suas terras e para as suas águas, para o conjunto de recursos naturais que compõem o patrimônio de um país. Todas elas devem ser gerenciadas com sabedoria e com visão de tempo. Revista Canavieiros: Alguns especialistas afirmam que se tratando de biocombustíveis, as empresas petroleiras estão tendo mais estratégica do que o próprio governo. Você concorda? Rosseto: Existe uma demanda crescente por energia em escala mundial, temos bilhões de homens e mulheres no planeta que não tinham acesso a nenhum padrão energético e passam necessidades, tem dificuldade de acessar alimentos e bens culturais, ou seja, tem dificuldade de ter um padrão de qualidade de vida que a tecnologia energética oferece a O governo vem trabalhando no sentido de reorganizar a atividade do etanol, fez dois movimentos muito importantes em 2009, o Zoneamento Agroambiental, disciplinando a expansão da cana-deaçúcar no país, preservando áreas importantes como o bioma amazônico e bioma do pantanal. E o segundo grande movimento foi o compromisso de qualificação das relações de trabalho de tal forma que afastou o setor de práticas inaceitáveis como as péssimas condições de trabalho. Esses dois movimentos colocaram o setor em outro padrão de qualidade. Hoje, o etanol representa quase 50% da matriz de veículos leves. Portanto mexe diretamente com a economia brasileira Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 8 Foto: José Jorge Entrevista Revista Canavieiros: O Estado de São Paulo apresenta números bastante positivos em relação a sustentabilidade da produção agrícola e o meio ambiente. Como o senhor avalia esses números? Secretário: O setor sucroenergético representa 25% da área agricultável no Estado de São Paulo, ou seja 1/3 de toda a agricultura do nosso estado, portanto é um setor muito importante do ponto de vista econômico, mas no ponto de vista ambiental causa grande impacto. Acho que o Protocolo e o Zoneamento ajudaram muito a diminuir o impacto ambiental, é um caso de sucesso que a gente quer levar para outros setores da agricultura e vamos ampliar a participação do Estado esse ano no sistema atual de prevenção e combate aos incêndios, e esperamos anunciar, em breve, um plano de financiamento de mecanização, principalmente para os fornecedores pequenos, porque as máquinas são muito caras e individualmente os pequenos produtores tem dificuldades de se financiar para conseguir comprar essas máquinas. Revista Canavieiros: Os especialistas do setor são quase que unânimes em dizer que precisamos praticamente dobrar a produção de cana, açúcar e etanol para atender as demandas. No caso do etanol, a demanda ocasionada pelos carros flex cresce aceleradamente. Por outro lado existe uma pressão muito forte em relação à questão ambiental. Essa contradição pode ser perigosa para o setor? Bruno: Não acredito nisso. Acho que temos que conseguir dialogar, discutindo a utilização de recursos hídricos, diminuindo a pegada hídrica do setor, diminuindo Revista Canavieiros: Em quanto tempo deve sair esse financiamento? Bruno: Nós tínhamos iniciado a conversa com o secretário João Sampaio, esperamos retomar agora com a nova secretária, para em breve o governador Geraldo Alckmin anunciar esse plano tão importante para a mecanização do pequeno agricultor no Estado de São Paulo. ainda mais a queima da palha. Há uma série de ações que podem ser realizadas para evitar os impactos ambientais e ainda assim ter um crescimento no setor. O nosso desafio na Secretaria do Meio Ambiente é aliar produção e sustentabilidade. “Há uma série de ações que podem ser realizadas para evitar os impactos ambientais e ainda assim ter um crescimento no setor. O nosso desafio é aliar produção e sustentabilidade...” Revista Canavieiros: Uma nova secretária assumiu a pasta da Agricultura no Estado de São Paulo. Revista Canavieiros - Junho de 2011 Como será o relacionamento das duas Secretarias? Bruno: Temos duas Secretarias, mas o mesmo Governo. Não podemos ter ações em campos opostos. Nós precisamos trabalhar em conjunto porque o governador tem uma responsabilidade com o desenvolvimento sustentável no Estado de São Paulo, por isso precisamos fortalecer a agricultura e também o meio ambiente. Revista Canavieiros: Como o senhor analisa o novo Código Florestal que foi votado recentemente na Câmara dos Deputados e agora vai ao Senado? Bruno: Assim que o Código Florestal for aprovado no Senado, teremos que fazer um grande Seminário aqui no Estado de São Paulo para analisarmos quais serão os impactos desse novo Código. Precisamos saber de que forma as novas regras de consolidação e das áreas que foram devastadas antes do atual Código, qual é o impacto disso dentro do nosso Estado. Estou certo de que o Senado vai rediscutir esse Código e que não será apenas homologador do que foi discutido na Câmara. O que se previa inicialmente era que o Senado não faria nenhuma alteração, mas não é isso que estamos vendo nas declarações dos senadores. Revista Canavieiros: O texto que foi aprovado, teve pareceres do governo, de ambientalistas, de cientistas e ruralistas. O senhor acredita que a discussão avança? Bruno: Acho que o Brasil perdeu muito porque a discussão não foi técnica. A discussão acabou sendo política a apaixonante. Quando esquecemos o lado técnico e perguntamos, quem é melhor: quem produz alimento ou quem pensa na população no futuro? Temos é que conciliar as duas coisas. No ponto de vista técnico o que interfere na preservação? Talvez no Senado vamos conseguir uma conciliação mais técnica de ambos os lados. Revista Canavieiros: Essa conciliação é importante porque ninguém consegue pensar nas gerações futuras de “barriga vazia” né? Bruno: Exatamente. Para o agricultor não há nenhum interesse em não proteger os recursos hídricos, ele precisa da água para irrigar, enfim, o agricultor é um parceiro na preservação do meio ambiente. RC
  • 9 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 10 Ponto de Vista Arnaldo Jardim* Ampliar a produção de etanol O s produtores de etanol precisam investir R$ 97 bilhões até 2020 para atender o aumento da demanda interna de 170%, segundo estimativa da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), no “Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 (PDE)”. Isso sem levar em conta o promissor mercado internacional de biocombustíveis, que deve se consolidar na esteira do combate às emissões de gases de efeito estufa. Todavia, se o futuro nos reserva um céu de brigadeiro, o presente do setor sucroenergético é desafiador e exige ação imediata. Entenda a “crise” Depois de um salto de quase 60% em apenas três safras, elevando a produção de etanol de 17 bilhões de litros para 27 bilhões, no ciclo 2008/09, o setor sucroenergético passou por um período de estagnação de investimentos causado pela crise financeira global. A partir daí, os investimentos se concentraram na compra de empresas em dificuldades, ou seja, na consolidação do mercado, e não mais na construção de novas usinas. Na safra 2008/09, o número de novas unidades produtoras chegou a 34, na safra seguinte (2009/10) foram 19, caindo para dez (safra 2010/11) e chegando a apenas cinco previstas para safra 2011/12. A falta de investimentos na produção somada a problemas climáticos nas últimas safras fez com que o preço do etanol disparasse, suscitando dúvidas sobre a capacidade do setor de atender a crescente demanda interna e fazendo surgir dentro do governo recaídas intervencionistas! Ausência de políticas públicas Este foi o pano de fundo para o Ethanol Summit 2011, o maior evento de etanol, bioletricidade e açúcar do mundo, organizado pela Unica (União da Agroindustria de Cana-de-Açúcar). Estabeleceu-se um paradoxo entre as boas perspectivas futuras, disponibilidade de recursos (nacionais e internacionais), e o atual momento atribulado do setor marcado pela escassez de in- vestimentos na ampliação da produção de etanol. Fui palestrante no painel: Políticas públicas: Garantindo o abastecimento e o crescimento, juntamente com representantes dos Ministérios da Fazenda, Minas e Energia, Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. Na ocasião, destaquei a necessidade de políticas públicas capazes de garantir a estabilidade, previsibilidade e o planejamento, que evitem grandes oscilações de preços do etanol e que garantam a capacidade de abastecimento do mercado. Neste setor estratégico para o desenvolvimento do País, as demandas ficaram mais complexas evidenciando a necessidade deste arcabouço institucional claro, estável e perene para o restabelecimento da competitividade do etanol. Um marco regulatório que defina o papel da bioeletricidade e do etanol na matriz energética nacional, incorporando as externalidades do setor, em virtude dos seus benefícios ambientais. Cobro ainda tratamento igualitário na definição de preços de combustíveis concorrentes, pois o preço da gasolina é artificialmente mantido pelo governo, desde 2005, enquanto o preço do etanol oscila de acordo com a relação entre a oferta e a demanda. Secretaria Nacional de Biocombustíveis As questões que cercam o segmento de biocombustíveis se dispersam em vários ministérios e secretarias, com diferentes linhas de abordagem, interesses e enfoques. Assim defendo a criação da Secretaria Nacional de Biocombustíveis, ligada diretamente à Presidência da República, para promover um diálogo sério, propositivo e definitivo quanto aos rumos do etanol e demais biocombustíveis, envolvendo governo, toda a cadeia produtiva, comercializadores e consumidores. Que defina medidas estruturantes de curto, médio e longo prazos, tais Revista Canavieiros - Junho de 2011 como: a formação de estoques estratégicos com recursos orçamentários garantidos; o tratamento tributário diferenciado para os biocombustíveis (alíquota nacional de ICMS, IPI diferenciado para veículos menos poluentes que utilizam combustíveis renováveis, uso da CIDE como imposto ambiental e regulatório); melhorias na estrutura de comercialização; incentivos tributários para desonerar investimentos em pesquisa e a inovação, além de ampliação dos canaviais e melhorias na eficiência das unidades de produção. Algumas delas de responsabilidade do Executivo e outras que seriam decididas pelo Legislativo. Força à Bioeletricidade Um exemplo a ser seguido vem do Estado de São Paulo, onde o Governador Geraldo Alckmin e o Secretario José Anibal, anunciaram um decreto que isenta de ICMS a compra de equipamentos para a coogeração de energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar. Com a medida, o governo estadual espera ampliar os atuais 660 MW exportados pelas usinas para a rede pública para 5,5 MW em 2015, quase metade do que é produzido pela Usina de Itaipu. Ninguém discute as excelentes perspectivas para o nosso setor sucroenergético, mas precisamos de medidas estruturais de curto, médio e longo prazos. Para tanto, governo e setor produtivo precisam trabalhar juntos para atender as novas exigências do mercado: comercialização eficiente, respeito às normas socioambientais e investimentos permanentes em pesquisa e desenvolvimento. RC *Deputado Federal (PPS-SP) e membro da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal
  • 11 Notícias Copercana Diretores da Copercana prestigiam lançamento de produto da Dupont Carla Rossini A O herbicida – Front – é para uso em época de seca nas lavouras de cana-de-açúcar Dupont Produtos Agrícolas, reconhecida mundialmente como uma companhia que investe no desenvolvimento da ciência aplicada à produção de açúcar, etanol e energia, apresentou, no Hilton Hotel em São Paulo, o seu mais recente lançamento - Front®, um herbicida para uso em época de seca nas lavouras de cana-de-açúcar (cana soca-seca). O evento de lançamento foi realizado no dia 28 de abril. O presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, prestigiou o lançamento do produto, acompanhado pelo diretor da cooperativa, Pedro Esrael Bighetti e pelo gerente de comercialização, Frederico José Dalmaso. Na ocasião, houve apresentação de Talk Show com o Jô Soares, apresentador da Rede Globo. Ricardo Vellutini, presidente da Dupont; Frederico Dalmaso, gerente de comercializado da Copercana; Antonio Tonielo, presidente da Copercana; Pedro Bighetti, diretor da Copercana; Marcos Jank, presidente da Unica; Jorge Cavallieri, Usina da Pedra; Jaime Stupiello, diretor agrícola Grupo Tereos Guarani e Rodrigo Junqueira, diretor de vendas da Dupont O herbicida promete controlar plantas daninhas (corda-de-viola, brachiarias, capim colonião, entre outras) no perío- do de seca e pode ser aplicado na cana convencional (queimada) ou na palha (colheita mecanizada). RC Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 12 Notícias Copercana Ethanol Summit: “desafio do setor sucroenergético é crescer de forma sustentável e eficiente” Da redação J A declaração é do presidente da UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar, Marcos Jank unto com o presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, com o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan e com os diretores Luiz Carlos Tasso Júnior e José Mário Paro, a Revista Canavieiros participou do Ethanol Summit 2011. Mais de mil e quinhentas pessoas assistiram na manhã da segunda-feira, 6 de junho, à cerimônia de abertura do evento. O presidente da UNICA - União da Indústria de Cana-de-açúcar, Marcos Jank, que abriu oficialmente o Ethanol Summit 2011, fez uma apresentação de projeção de crescimento do setor. A primeira plenária teve duração de quase duas horas sob coordenação do jornalista da Rede Globo, William Waack. “Nosso desafio é o crescimento com sustentabilidade e eficiência, o que implica em investimentos para a inovação tecnológica, eficiência e uma crescente profissionalização do setor,” afirmou Jank. Ele citou importantes esforços na área educativa e social, como o Projeto AGORA, iniciativa de comunicação e marketing de toda a cadeira produtiva da cana, e o RenovAção, cujo principal trabalho é a recapacitação profissional Silvio Borsari Filho (MAPA), Manoel Ortolan (presidente da Canaoeste), Antonio Eduardo Tonielo (presidente da Copercana) Luiz Carlos Tasso Jr. (diretor da Canaoeste) dos trabalhadores manuais do corte de cana em função do avanço da colheita mecanizada. Em seguida, o presidente do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, afirmou que o BNDES está preparado para suportar a expansão do setor sucroenergético. “No curto prazo temos desafios, como o investimento para aumentar a capacidade de produção, precisamos ampliar e expandir a oferta de cana com novos projetos greenfields,” explicou. De acordo com o Coutinho, o BNDES investiu R$ 7,6 bilhões em 2010 no setor, sendo parcela significativa desta cifra para a mecanização da indústria. Coutinho disse que os problemas ocasionados com a crise mundial de 2008 já foram superados, um “teste importante pelo qual todos já passamos”. Ele concluiu ao afirmar que “estamos preparados para novos financiamentos para o açúcar e o etanol.” O deputado federal Aldo Rebelo, relator do projeto do novo Código Florestal, falou sobre o momento único pelo qual a agricultura brasileira atravessa e disse que existe um paradoxo no Senado: “a mesma agricultura que produz um combustível renovável é acusada de forma leviana, de destruir o meio ambiente”, disse Rebelo e concluiu: “esta atividade (do setor sucroenergético) é o depoimento mais eloquente de que se pode proteger o meio ambiente e produzir tecnologia, situações que são tratadas pelo Novo Código.” Revista Canavieiros - Junho de 2011
  • 13 Geraldo Alckmin e Marcos Jank, assinaram um decreto que zera o ICMS para a aquisição de bens de capital para a produção de energia elétrica gerada a partir da da cana-de-açúcar. O presidente da ANP – Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, explicou que o trabalho conjunto do órgão junto às usinas resultará em “aperfeiçoamento do sistema”, com objetivo de afastar qualquer risco de desabastecimento de etanol no País, e auxiliar para que não haja tanta volatilidade nos preços ao consumidor do produto, particularmente no período de entressafra. Ele também falou dos investimentos estrangeiros no setor. “Nos últimos 4 anos, os grupos estrangeiros cresceram 7% no setor sucroenergético”, disse Lima. Já o Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, preferiu fazer apologia ao etanol como forma de se combater a poluição nas grandes cidades e aumentar a qualidade de vida das pessoas. E citou o recente lançamento de 50 ônibus movidos à etanol na cidade, “um exemplo que deve ser assistido por outras cidades do País”. “Precisamos investir muito nesta questão ambiental, de poluição, para termos de fato uma economia movida por meio de energia limpa como o etanol,” afirmou. O Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão - que representou a Presidente da República, Dilma Rousseff, disse que o “setor sucroenergético vive uma nova fase após a crise global de 2008 cujos desafios são enormes, mas que vamos superar”. Lobão ratificou o trabalho da Agência Nacional de Petróleo, que a partir de agora será o órgão de competência para acompanhamento do setor em lugar do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e anunciou para breve um “Plano Decenal”. “Trabalhamos para elaboração de um plano de extrema importância, que mostrará os desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos,” acrescentou ao explicar a necessidade da consolidação de uma matriz energética brasileira limpa, de longo prazo. Atualmente cerca 45% da matriz nacional tem esta característica, com o uso de recursos hídricos, etanol e uso de biomassa da cana-de-açúcar, entre outras fontes de energia. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), aproveitou sua participação na abertura do Ethanol Summit e assinou um decreto que zera o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a aquisição de bens de capital para a produção de energia elétrica gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Antes, os novos investimentos eram tributados em 12%, mas os investidores tinham o valor do ICMS devolvido em 48 meses sem juros. Agora, a isenção é imediata. Segundo Alckmin, “o governo não vai deixar de arrecadar, porque o imposto já era devolvido; a isenção direta, com a alíquota passando de 12% para zero vai ajudar e facilitar os investimentos no setor”, disse o governador. Alckmin também anunciou um plano de investimento de R$ 1 bilhão na remodelação da hidrovia Tietê-Paraná, com obras de ampliação de pontes, rebaixamento da calha de rios e a construção de terminais de escoamento de produtos transportados, bem como para integração com ramais ferroviários. Do total, de acordo com Alckmin, R$ 600 milhões virão do governo federal e R$ 400 milhões do Estado. Também durante o evento, foi assinado o protocolo de cooperação para a certificação de energia verde em bioeletricidade, entre o governo paulista, a UNICA e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. O certificado funciona como um selo verde, a ser obtido por uma empresa certificada que utilizou, em sua linha de produção, energia adquirida de usinas signatárias do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, em 2007. O protocolo, além de determinar o fim da queima da palha da cana no Estado até 2017, estipulou ainda diretrizes de sustentabilidade para as usinas sucroalcooleiras. A expectativa é que até agosto o selo possa ser solicitado junto à Secretaria de Energia pelos consumidores livres e especiais de energia, ou seja, aqueles que escolhem o próprio fornecedor. Mesmo fora do Estado de São Paulo, esse consumidor poderá obter o selo verde, desde que a eletricidade adquirida seja proveniente das usinas do Protocolo Agroambiental. RC *Com informações da UNICA e da Agência Estado Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 14 Notícias Canaoeste Mônika Bergamaschi assumiu Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo Carla Rodrigues N Diretores e associados da Copercana e Canaoeste prestigiaram a cerimônia de posse o dia 6 de junho, a ex-diretora executiva da ABAG-RP - Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto, Mônika Bergamaschi, assumiu a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, que contou com a participação do governador paulista, Geraldo Alckmin. Mônika substitui o secretário em exercício, Antonio Julio Junqueira de Queiroz. O governador Geraldo Alckmin, disse em seu discurso que nomeou a pessoa certa para o cargo, já que a nova secretária “é uma pessoa extremamente experiente, preparada, apaixonada pelo setor e tem liderança”. Para a cerimônia estiveram presentes várias lideranças do agronegócio paulista, como o ex-secretário da Agricultura, João Sampaio, o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz, o deputado federal, Duarte Nogueira e o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. O presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antônio Eduardo Tonielo e o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan participaram da cerimônia. Também estava presente o diretor das instituições, Luiz Carlos Tasso Júnior e um grupo de cooperados e colaboradores que viajaram à São Paulo exclusivamente para prestigiar a nova secretária. Mônika é a primeira mulher a ocupar este cargo na Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. Ela é engenheira agrônoma formada pela UNESP (Universidade Estadual Paulista) com mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Carlos, com MBA pela FEA/USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo) e por 10 anos foi diretora executiva da ABAG. Nério Costa (prefeito de Sertãozinho), Manoel Ortolan (presidente da Canaoeste), Mônika Bergamaschi (Secretária da Agricultura), Antonio Eduardo Tonielo (presidente da Copercana) Revista Canavieiros - Junho de 2011 Após a cerimônia, a secretária recémempossada concedeu uma coletiva de imprensa e conversou com os jornalistas sobre importantes pontos que pretende trabalhar durante sua gestão no agronegócio paulista. A equipe de redação da Revista Canavieiros esteve presente. A seguir, a entrevista: Revista Canavieiros: A senhora assume a secretaria num momento em que o principal produto do agronegócio brasileiro (cana-de-açúcar) está passando por algumas dificuldades. Como superar isso? Secretária: Todo esse momento pelo qual estamos passando, decorre em parte de uma época de entressafra. Porém, a safra já começou e os fundamentos do setor são importantíssimos. Nós precisamos muito da bioenergia, da bioeletricidade e dos outros derivados da canade-açúcar. Todos estão sendo estudados, para inclusive, termos energia necessária para o crescimento que queremos para o Estado de São Paulo. Imagino que daqui para frente, com muito investimento, a gente consiga melhorar e colocar o etanol sempre numa grande posição de destaque do setor sucroalcooleiro. Revista Canavieiros: A senhora acredita ser possível aumentar o ganho do produtor rural? Secretária: Com certeza. Essa é uma das minhas principais metas. Existem
  • 15 Associados e colaboradores da Canaoeste parabenizaram a nova Secretária da Agricultura alguns mecanismos, que passam por créditos, por questão do seguro rural, pela pesquisa, pelo afinco e pelo comprometimento de todos com relação à defesa, pois isso compromete todo agronegócio paulista, e também o ramo cooperativista que nos ajuda a darmos oportunidades aos pequenos produtores. As medidas que vou tomar serão em conjunto com o setor e com todos os institutos voltados na secretaria e, inclusive, com outras secretarias para trabalhar essa questão. Revista Canavieiros: Como a senhora pretende conseguir mais investimentos para aumentar a renda do produtor? Secretária: Existem diversas iniciativas do setor público e do setor privado. A minha ideia é sentar, conversar e conseguir maximizar o resultado em vista de tanto investimento que já é feito. Não é pouco dinheiro que está sendo investido, claro que mais é sempre bem vindo, mas se conseguirmos juntar todo mundo e trabalhar numa linha compondo isso, com certeza os resultados serão ainda melhores. Revista Canavieiros: A senhora já tem algum projeto desse tipo? Secretária: Tenho grandes metas, mas tudo ainda é muito recente para mim. O entusiasmo do governador Alckmin me motivou ainda mais. Com base nisso eu vou partir agora para um reconhecimento de toda estrutura da secretaria, aproximar o setor privado e, juntos, delinearmos as principais linhas de ação num futuro bem próximo. Revista Canavieiros: A senhora fez parte da ABAG por 10 anos. Como é deixar o setor privado, onde as respostas são mais rápidas e vir para o setor público, que é bem mais burocrático? Secretária: É um desafio que eu estou auto impondo. Nunca fiz parte de um setor público, também não tenho envolvimento político, todos sabem, mas estou fazendo tudo isso pelo agronegócio paulista. Eu entendo que dá para fazer e espero imprimir um pouco dessa agilidade que a gente tem no setor privado, inclusive via aproximação deles (setor público e privado), para que possamos conseguir mais ganhos e mais resultados positivos para o nosso setor. Diretores, associados e colaboradores do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred no Palácio dos Bandeirantes. Revista Canavieiros: O governador disse que vai adiantar o pro- implemento. Isso é uma forma do governo auxiliar os agricultores a ter mais produtividade em suas lavouras? Secretária: Sem dúvida. Como disse anteriormente, nós precisamos de muito investimento e esses investimentos feitos em máquinas e implementos são difíceis o retorno. As margens agrícolas são sempre muito espremidas. São muitos os fatores e as variáveis que não são controláveis, como o clima, que temos visto como isso afeta o setor. Então é claro que, se nós pudermos equalizar o custo do investimento, colocar isso com mais tempo em juros compatíveis com a atividade, uma vez que isso é um bem para a produção, é sempre muito bem vindo. No que depender de mim, vou sempre conversar com o governador no sentido de ampliarmos esse tipo de linha para os produtores e para as agroindústrias também. Revista Canavieiros: Com relação às mudanças que estão por serem feitas no Código Florestal, qual o posicionamento da senhora? E como secretária, a senhora pretende conversar com os senadores e trabalhar para a aprovação do texto que vai ao encontro dos anseios de São Paulo? Secretário: O Código Florestal, da maneira que ele foi proposto, traz uma importante cláusula que é a manutenção do direito na linha do tempo, ou seja, quem abriu sua fazenda e não existia uma legislação que dizia para fazer diferente, essa pessoa foi jogada na ilegalidade por uma lei que teve um efeito retroativo. A nossa própria legislação, a própria constituição diz que a lei não pode retroagir para prejudicar, portanto, isso que parece uma banalidade porque é um direito constitucional, está resgatado nesse texto. Então não se trata de acobertar o mal feito, o que se quer é que se dê segurança jurídica necessária para que tenha investimento e assim os produtores possam continuar produzindo. Além disso, também é importante ter alternativas para os casos onde forem necessárias as compensações em outros biomas para que elas possam ser feitas. O que o agricultor quer em relação a questão ambiental é estar legalizado e trabalhar com tranquilidade para continuar a produzir. RC Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 16 Notícias Canaoeste Consecana A CIRCULAR Nº 03/11 DATA: 31 de maio de 2011 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de MAIO de 2011. O preço médio do kg de ATR para o mês de MAIO, referente à Safra 2011/2012, é de R$ 0,5148. O preço de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de abril e maio de 2011 e acumulados até MAIO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do etanol anidro e hidratado, carburante (EAC e EHC), destinados à indústria (EAI e EHI) e ao mercado externo (EAE e EHE), são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de abril e maio de 2011 e acumulados até MAIO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/11, são os seguintes: Revista Canavieiros - Junho de 2011
  • 17 Notícias Sicoob Cocred Balancete Mensal COOP.CRÉDITO PRODUTORES RURAIS E EMPRESÁRIOS DO INTERIOR PAULISTA - BALANCETE - MAIO/2011 Valores em Reais Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 18 Assuntos Legais Queima de palha de cana-de-açúcar suspensão das autorizações no estado de São Paulo O Resolução SMA - 22, de 30 de maio de 2011. artigo 7º, da Lei Estadual nº 11.241/2002 e, o artigo 14, do Decreto nº 47.700/2003, autorizam a suspensão das autorizações para uso do fogo como método despalhador da cana-de-açúcar em todo Estado de São Paulo, quando a umidade relativa do ar estiver muito baixa, podendo ocasionar risco à saúde pública. Com base nos sobreditos artigos, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, publicou no Diário Oficial do Estado de 31 de maio de 2011, a Resolução SMA nº 22, de 30.05.2010, proibindo a queima de palha de cana-de-açúcar no período de 01 de junho a 30 de novembro deste ano, das 6:00 às 20:00 horas. Referida Resolução, prevê a suspensão da queima da palha de canade-açúcar em qualquer horário do dia, quando o teor médio da umidade relativa do ar for inferior a 20%, medido das 12:00 às 17:00 horas, pelos postos oficiais determinados pela Secretaria do Meio Ambiente, ocasião em que ficam sem validade os comunicados de queima a ela previamente encaminhados. Tal suspensão será declarada pela Secretaria do Meio Ambiente às 18:00 horas do dia que se observar a baixa umidade e será aplicada a partir das 6:00 horas do dia posterior a referida declaração. Após o dia 30 de novembro, poderá ocorrer a suspensão da queima quando a umidade relativa do ar ficar abaixo de 30% (trinta por cento) e acima de 20% (vinte por cento), durante dois dias consecutivos. Neste caso, ficará suspenso o uso do fogo como método despalhador da cana-de-açúcar no período compreendido das 6:00 às 20:00 horas do dia posterior à declaração de suspensão, efetuada pela Secretaria do Meio Am- Revista Canavieiros - Junho de 2011 Juliano Bortoloti Advogado da Canaoeste biente, sempre às 18:00 horas do segundo dia consecutivo que perdurar a umidade acima descrita. Nada impede, portanto, que a Secretaria do Meio Ambiente possa suspender mais vezes a autorização de queima quando as condições climáticas ou a qualidade do ar estiverem desfavoráveis e, se isso ocorrer, cumpre informar que NÃO SE PODE EFETUAR A QUEIMA EM HIPÓTESE ALGUMA - até mesmo porque os órgãos ambientais estarão procedendo intensiva fiscalização nestes períodos -, sob pena de sofrerem as sanções cabíveis, tais como multas vultosas, além de responder judicialmente em ações cíveis e criminais. Cumpre informar que é de extrema importância que os fornecedores se informem com antecedência junto os técnicos/agrônomos da Canaoeste sobre as condições futuras de clima (já que a Canaoeste possui convênio com órgãos de previsão de umidade relativa do ar), para evitar transtornos em seu planejamento de queima, pois esta safra promete baixos índices de umidade relativa do ar, assim como consultarem o “link” específico sobre as suspensões de queima (Queima da Palha de Cana) no “site” da Secretaria do Meio Ambiente (www. ambiente.sp.gov.br).
  • 19 Decreto nº 7.497/2011 - prazo para averbação da Reserva Florestal Legal que vencia em 11.06.2011, foi prorrogado por mais 180 dias Em virtude da discussão no Congresso Nacional sobre o Novo Código Florestal, a Presidência da República, através do Decreto nº 7.497/2011, resolve prorrogar o prazo para se averbar a reserva florestal legal das propriedades rurais, por mais 180 (cento e oitenta) dias, tendo em vista que o prazo final previsto no artigo 152, do Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008, expirava em 11.06.2011. Findo tal prazo, poderia o Governo aplicar multas aos proprietários rurais que não averbaram e/ou deram início ao procedimento de averbação da reserva florestal legal de sua propriedade. Oportuno salientar que tal prazo não se presta às pessoas físicas e jurídicas que já estejam obrigadas, por sentença judicial definitiva, a fazê-lo, ficando estas adstritas aos termos da referida decisão judicial. Veja abaixo a íntegra do decreto nº 7.497/2011. DECRETO Nº 7.497, DE 9 DE JUNHO DE 2011 Dá nova redação ao artigo 152 do Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente e estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea “a”, da Constituição, DECRETA : Art. 1º O art. 152 do Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 152. O disposto no art. 55 entrará em vigor em 11 de dezembro de 2011.” (NR) Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 9 de junho de 2011; 190º da Independência e 123º da República. DILMA ROUSSEFF Izabella Monica Vieira Teixeira RC Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 20 Vem aí o VII Agronegócios Copercana Carla Rossini Feira exclusiva aos cooperados marca retomada de crescimento do setor sucroenergético O Agronegócios Copercana – feira exclusiva aos cooperados do sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred – chega a sua sétima edição em 2011, ano que está sendo marcado pela retomada de negócios no setor sucroenergético. A feira já se tornou tradicional e é conhecida pelas facilidades que apresenta para os produtores rurais na hora de comprar máquinas, equipamentos e agroquímicos. Neste ano, o Agronegócios Copercana será realizado nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho, no Clube de Campo Vale do Sol. O clube fica localizado na Rodovia Atílio Balbo, Km 331 em Sertãozinho. Durante os três dias de evento, são esperados aproximadamente 3 mil visitantes. aos cooperados para facilitar as compras durante a feira. “Vamos oferecer as melhores oportunidades aos nossos cooperados”, afirmou Tonielo. Em 2011, o evento vai contar com aproximadamente 65 expositores, que vão demonstrar e comercializar produtos (adubos, calcário, defensivos agrícolas, etc), serviços, máquinas e equipamentos para as culturas de cana, amendoim, soja e milho. O Agronegócios Copercana é uma vitrine de produtos à disposição dos cooperados. Quem visita a feira pode conferir as novidades e adquirir informações sobre utilização e manuseio de equipamentos. O evento proporciona conforto e praticidade para o cooperado realizar suas compras. Otimista em relação aos negócios que podem ser gerados na feira, o presidente da Copercana, Sicoob Cocred e do Agronegócios Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, diz que o momento é propício para os produtores rurais fazerem suas compras. “Realizamos a feira nesse período porque é o momento certo para os cooperados comprarem os produtos que precisam para cuidar das lavouras. A retomada de crescimento do setor sucroenergético vai ajudar a feira a ter bons resultados”, disse Tonielo. O diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, confirma as boas expectativas para os cooperados comprarem durante a feira. “Realizamos o Agronegócios Copercana para os nossos cooperados realizarem suas compras na hora certa. As condições e facilidades oferecidas durante a feira são bem mais vantajosas”, disse e completou: “esperamos os nossos cooperados na feira. Além de adquirir produtos eles podem conhecer novos equipamentos e máquinas durante o evento”, finalizou Bighetti. Segundo Tonielo, a Copercana e a Sicoob Cocred terão crédito disponível Tradicionalmente realizado no Agronegócios Copercana, o rali em busca Revista Canavieiros - Junho de 2011 de prêmios será realizado pelo 4º ano consecutivo. Os cooperados visitam os estandes, preenchem uma cartela e a depositam em uma urna, de onde serão sorteadas TVs de LCD de 46” – uma para cada dia do evento. Os sorteios acontecem na praça central do salão principal, sempre no final da tarde. Para o cooperado Paulo Sérgio Passela, que todos os anos visita o Agronegócios Copercana, a feira é a melhor oportunidade para realizar as compras. “Eu visito a feira e aproveito para comprar os produtos que preciso. Também fico sabendo de lançamento de máquinas e equipamentos”, disse Passela. O cooperado também participa do rali: “todos os anos eu preencho a minha cartela do rali. É um incentivo para os cooperados visitarem todos os estandes”, finalizou. Revista Canavieiros A Revista Canavieiros é o único veículo de comunicação que circula no Agronegócios Copercana. Com um estande exclusivo dentro do salão principal, a equipe de redação da Canavieiros recebe os visitantes e transmite informações. Os cooperados aproveitam o estande da Canavieiros para descansar enquanto lêem a edição mais atualizada da revista.
  • 21 Reportagem de Capa RC Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 22 Revista Canavieiros - Junho de 2011
  • 23 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 24 Destaque Seminário de Canavicultura Sustentável Carla Rodrigues O Evento realizado em Ribeirão Preto marcou parceria entre Brasil e Itália Instituto Agronômico (IAC) realizou nos dias 25 e 26 de maio, o Seminário de Canavicultura Sustentável: uma visão para o futuro, em Ribeirão Preto, no Centro de Cana do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O Seminário, que é uma parceria do IAC com o Ministero Dell’ Ambiente e Della Tutela Del Território e Del Mare, da Itália, e do Fórum das Américas, teve como principal objetivo reunir os melhores da área em pesquisas e experiências, assim como fornecedores, estudantes, pesquisadores, professores e técnicos, para mostrar a viabilidade econômica da produção de cana-de-açúcar em consonância com a preservação do ambiente, com adequação às características regionais que o país possui. Durante a abertura do evento, o diretor geral do IAC, Dr. Hamilton Ramos, na ocasião representando o secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em exercício, Antônio Junqueira, ressaltou a importância do encontro para o setor e para a secretaria do Estado. “Queremos e devemos ser uma instituição praticante e atenuante para a cana”, destacou Ramos. Além disso, falou também sobre a necessidade de “produzir ambientalmente correto para que os produtores brasileiros sejam reconhecidos lá fora”. No dia 25, houve palestras sobre novos produtos da cana-de-açúcar, condições climáticas, produção de biomassa, pragas e nematóides, qualificação do ambiente Marcos Landell (diretor do Centro de Cana IAC), Hamilton Ramos (diretor geral do IAC) e Dr. Erickson Marino (representante da Usina São Martinho) de produção e, além disso, o Dr. Marcos Fava Neves (FEA/USP) falou sobre sustentabilidade e a importância do setor do agronegócio para o Brasil. “A sociedade tem dificuldade em reconhecer este setor, mas se o tirarmos da balança, o país fica no negativo”, disse Neves. Durante sua apresentação, Fava Neves, falou sobre os problemas que o setor passou nos últimos anos devido ao desequilíbrio que ocorreu na cadeia. “O custo de produção da cana supera o custo de remuneração, além disso, houve uma enorme transferência de renda do produtor para o consumidor, ocasionando um problema de falta de planejamento”, explicou. De acordo com Neves, para resolver essa situação, o país precisa de um plano imediato para instalar novas usinas em regiões estratégicas para fornecer combustível a sua região. Ainda em sua apresentação, o professor sugeriu, baseado em seus estudos e pesquisas, o que é importante o país fazer para manter-se líder na produção de etanol, Público presente Marcos Fava Neves (FEA/USP) como: não retroceder (sem aumento de tributo e sem redução da mistura do anidro na gasolina), retomar os investimentos em novas usinas, desonerar de tributos o setor de bens de capital, expandir e facilitar o financiamento de estoques na safra e o preço da gasolina, investir na cana para ocupar o mercado interno com o etanol e ser um grande exportador de petróleo. Para finalizar sua participação no seminário, Neves ressaltou alguns pontos que o Brasil se destaca, como por exemplo, sua diversificação e competitividade, capacidade de responder a demanda mundial, mercado interno grande, tecnologias e pesquisas de qualidade, supridores internacionais, terra disponível, imagem internacional, ausência de subsídios e estabilidade política e econômica. Já no dia 26, foram proferidas palestras sobre doenças de cana-de-açúcar, otimização de nutrientes e manutenção de qualidade dos solos em cana, melhoramento genético, criação de novas variedades e cogeração de energia com biomassa de cana. RC Revista Canavieiros - Junho de 2011
  • 25 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 26 Informações Setoriais CHUV AS DE MAIO e Prognósticos Climáticos As chuvas do mês de MAIO de 2011 são mostradas no quadro a seguir. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Técnico Agronômico da Canaoeste A média das chuvas anotadas em MAIO [7 (sete) mm] “ficaram” muito abaixo da média (60mm) das normais climáticas. As chuvas foram desuniformes e em nenhum dos locais acima foram anotadas chuvas acima das respectivas médias históricas. Se bem que, nos últimos quatro anos, as chuvas de maio foram sempre inferiores à normal climática na região de abrangência (≈ 40km) do Centro Cana IAC-Ribeirão Preto. O Mapa 1, mostra que até meados de MAIO (16 a 18), a disponibilidade d’água do solo já se encontrava (bem) desfavorável em todo Centro, Oeste e Sudoeste do Estado. Nota-se a restritiva condição de umidade dos solos em quase toda área canavieira do Estado, já no início da safra passada (Mapa 2- MAIO 2010). Ao final de MAIO deste ano (Mapa 3 - utilizandose o de Índice de Umidade e Satisfação Hídrica) observa-se a persistência da crítica condição da disponibilidade de água no solo em toda área sucroenergética do Mapa 1:- Água Disponível no Solo entre 16 a 18 de MAIO de 2011. Revista Canavieiros - Junho de 2011 Estado, com exceção da pequena faixa Mococa-São João da Boa Vista, que apresentava apenas razoável índice de satisfação hídrica. Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a CANAOESTE resu- Mapa 2:- Água Disponível no S
  • 27 me abaixo o prognóstico climático, consensuado entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, para os meses de junho a agosto de 2011: Mapa 4:- Prognóstico de consenso entre INMET e INPE para a Região Centro Sul durante o trimestre junho a agosto de 2011. Adaptado pela CANAOESTE • As temperaturas médias e as chuvas poderão “ficar” próximas das normais climáticas em toda Região Centro Sul do Brasil até a faixa norte do Estado do Paraná. Ao sul desta faixa e ao longo do trimestre, poderão ocorrer grandes variações térmicas e chuvas abaixo das respectivas médias históricas; • Para referências, as médias históricas para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, pelo CentroCana e Apta-IAC, são de 30mm em junho, 20mm em julho e de 20mm em agosto. Por sua vez, a SOMAR Meteorologia assinala que, para a região de abrangência CANAOESTE e após novas e revisões das “rodadas” de previsões climáticas, as chuvas previstas para ocorrer entre junho a agosto poderão ser próximas ou ligeiramente aquém das respectivas médias históricas. Não estão previstas secas absolutas no trimestre. Idem, quanto às temperaturas médias, após as mesmas revisões. Já com vistas para a safra 2012/13, face à persistência de demanda por matéria-prima (cana), recomenda-se aos Produtores em início de suas colheitas, que procedam aos esmerados tratos culturais mecânicos e/ou químicos. Já, nas áreas que estejam comprometidas por danos com pragas, doenças, falhas ou elevada infestação de ervas daninhas e com vistas às safras futuras (2013/14 e seguintes), justificam-se as renovações . . . lembrando . . . plantios de inverno somente com irrigação e proteção das mudas e, que sanidade e qualidade Solo ao final de MAIO de 2010. das mudas de cana é fundamental para obter maiores produtividades e longevidades dos canaviais, resultando em redução do custo unitário por tonelada ou por área. Persistindo dúvidas, consultem os técnicos próximos ou através do Fale Conosco CANAOESTE. RC Mapa 3:- Água Disponível no Solo ao final de MAIO de 2011 RC Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 28 Artigo Técnico Acompanhamento da Safra 2011/2012 A safra 2011/2012, iniciada em março de 2011, encontra-se na 1ª quinzena do mês de junho e, neste trabalho, são apresentados os dados obtidos até a 2ª quinzena de maio em comparação com os obtidos na safra 2010/2011. Na Tabela 1, encontra-se o ATR médio acumulado (kg/tonelada) do início da safra até a 2ª quinzena de maio desta safra em comparação com o obtido na safra 2010/2011, sendo que o ATR da safra 2011/2012 está 7,98 Kg abaixo do obtido na safra 2010/2011 no mesmo período. Thiago de Andrade Silva Assistente de Controle Agrícola da Canaoeste Tabela 1 – ATR (kg/t) médio da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da Canaoeste das safras 2010/2011 e 2011/2012 As tabelas 2 e 3 contém detalhes da qualidade tecnológica da matéria-prima nas safras 2010/2011 e 2011/2012. Tabela 2 – Qualidade da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da Canaoeste, até a 2ª quinzena de maio, da safra 2010/2011 Tabela 3 – Qualidade da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da Canaoeste, até a 2ª quinzena de maio, da safra 2011/2012 O Gráfico 1 contém o comportamento do Brix do caldo da safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. O Gráfico 2 contém o comportamento da Pol do caldo na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 1 – Brix do caldo obtido nas safras 2011/2012 e 2010/2011 Gráfico 2 – Pol do caldo obtida nas safras 2011/2012 e 2010/2011 O Brix do caldo da safra 2011/2012 ficou abaixo em todas as quinzenas, em relação à safra 2010/2011, sendo de forma mais acentuada na 1ª quinzena de março. Pode-se observar que a Pol do caldo apresentou o mesmo comportamento do Brix do Caldo. Gráfico 3 – Pureza do caldo obtida nas safras 2011/2012 e 2010/2011 O Gráfico 3 contém o comportamento da Pureza do caldo na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. A Pureza do caldo da safra 2011/2012, exceto o mês de maio que ficou próximo, do início da safra até a 2ª quinzena de abril, ficou muito abaixo da obtida na safra 2010/2011, com maior acentuação na 2ª quinzena de março. Revista Canavieiros - Junho de 2011 ►
  • 29 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 30 Artigo Técnico O Gráfico 4 contém o comportamento da Fibra da cana na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 4 – Comparativo das Médias de Fibra da cana A Fibra da cana na safra 2011/2012 ficou acima do obtido na safra 2010/2011 somente na 1ª quinzena de abril. Na 2ª quinzena de abril e 1ª de maio observa-se poucas variações em relação à da safra 2010/2011, ficando bem abaixo na 2ª quinzena de março e na 2ª quinzena de maio. O Gráfico 5 contém o comportamento da Pol da cana na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 5 – Pol da cana obtida nas safras 2011/2012 e 2010/2011 O Gráfico 7 contém o comportamento do volume de precipitação pluviométrica registrado na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 7 – Precipitação pluviométrica (mm de chuva) registrada em 2010 e 2011 A precipitação pluviométrica média dos meses de fevereiro e abril de 2011 ficou acima dos valores observados em 2010. O mês de março ficou muito acima, comparativamente com o de 2010. Porém nos meses de janeiro e maio a precipitação pluviométrica desta safra ficou abaixo da observada em 2010. O Gráfico 8 contém o comportamento da precipitação pluviométrica acumulada por trimestre na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 8 – Precipitação pluviométrica (mm de chuva) por trimestre, em 2010 e 2011 A Pol da cana obtida na safra 2011/2012 ficou muito abaixo da obtida na safra 2010/2011 em todas as quinzenas, sendo a diferença mais acentuada na 2ª quinzena de março. O Gráfico 6 contém o comportamento do ATR na safra 2011/2012 em comparação com a safra 2010/2011. Gráfico 6 – ATR obtido nas safras 2011/2012 e 2010/2011 Em 2011, tem-se um volume de chuva muito acima no 1ª trimestre e um pouco maior de chuva no 2º trimestre, se comparado aos volumes médios de 2010. Pode-se observar que o ATR apresentou um comportamento semelhante ao da Pol da Cana. Mesmo com a precipitação pluviométrica ocorrida, muito acima da média, no mês de março, o prejuízo causado pelo déficit hídrico ocorrido em 2010 fez com que houvesse uma queda não só na produção, mas também na qualidade. O provável motivo da baixa acentuada da qualidade apresentada na 2ª quinzena de março se deve ao fato da cana-de-açúcar ter sido colhida forçadamente por motivo de queima acidental, uma vez que a cana não estava na época correta para ser colhida. O crescimento vegetativo do canavial também foi comprometido devido ao déficit hídrico, explicando assim a qualidade mais baixa nesta safra 2011/2012, em relação a safra 2010/2011. Isso fez com que o ATR médio ficasse 7,98 kg abaixo do obtido na safra 2010/2011, para o mesmo período. RC Revista Canavieiros - Junho de 2011
  • 31 Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 32 Pragas e Doenças Broca da Cana-de-açúcar: uma praga “quase” invisí vel, mas que provoca grandes prejuí zos à cultura Marcelo de Felício, Engenheiro Agrônomo Canaoeste-Pitangueiras Leandro Aurélio Rossini, Engenheiro Agrônomo Biocontrol-Sertãozinho A broca Diatraea saccharalis é uma das pragas mais prejudiciais aos canaviais brasileiros e infelizmente tem aumentado muito no nordeste paulista pelo descaso ou falta de conhecimento de alguns produtores dessa região que acreditam que os índices de intensidade de infestação de algumas usinas próximas que realizam o controle biológico com a vespa Cotesia flavipes, tal como usina Santo Antônio, São Francisco e São Martinho correspondem às intensidades de infestação deles. Isso é um absurdo, pois a Cotesia tem um raio de ação de no máximo 30 metros e mesmo tendo um talhão bem próximo da usina não terá controle algum se não fizer a liberação da vespinha. Compreenda o inimigo É um inseto de metamorfose completa, com pelo menos 5 gerações por ano, apresentando desenvolvimento holometabólico, ou seja, passa pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto, sendo uma das principais pragas da cultura, onde causa diversos prejuízos. Suas posturas ocorrem frequentemente nas folhas ainda verdes, tanto na face inferior quanto superior do limbo foliar, e ocasionalmente na bainha, são de formato oval e achatado, sendo depositadas em grupos de forma embricada, onde um ovo cobre 2/3 ou a metade do que vem logo a seguir. Essas quantidades de ovos, de número bastante variável se assemelha a escama de peixe ou coro de cobra. A coloração inicial dos ovos é amarelo-pálida e com o desenvolvimento embrionário vão adquirindo tonalidade rósea até chegar ao marrom-escuro, quando é possível visualizar as cápsulas cefálicas. A duração desta fase pode variar, principalmente em função da temperatura, sendo nas condições brasileiras de uma a duas semanas. As lagartas eclodem após quatro a nove dias e dirige-se para a região do Figura 1 - Ciclo reprodutivo da broca “Diatrea saccharalis” - fotos: Rafael Mermejo e CTC. Revista Canavieiros - Junho de 2011 Marcelo de Felício Assistente de Controle Agrícola da Canaoeste cartucho da planta a procura de abrigo e alimenta-se através da raspagem da folha ou da casca do entrenó em formação, permanecendo ali por uma a duas semanas. E logo a seguir sofre uma a duas ecdises (troca de pele), quando inicia a perfuração do colmo. O orifício de entrada da broca geralmente localiza-se próximo à base do entrenó, porção mais mole, perfurando a região do palmito da planta. Ocasionalmente, as lagartas podem construir galerias circulares no sentido transversal, enfraquecendo o colmo e deixando mais suscetível à quebra ou acamamento. Durante o período larval, o inseto sofre de cinco a seis ecdises. Ao atingirem o completo desenvolvimento larval, em média 40 dias, medem de 2,2 a 2,5 cm de comprimento, com coloração amarelo-pálida e cabeça marrom. Antes de se transformarem em pupas, as lagartas abrem um orifício para o exterior do colmo da cana, fechando-os com fios de seda e serragem. As pupas medem cerca de 1,7 cm de comprimento e 0,4 cm de largura. Inicialmente, possuem coloração marrom clara, mas com o desenvolvimento vão adquirindo coloração mais escura, durando esse estágio de nove a quatorze dias. O adulto emerge pelo orifício anteriormente feito pela lagarta. O ciclo biológico completo leva cerca de 58 a 90 dias. Quanto à época de ocorrência O ataque da broca na cana-de-açúcar ocorre durante todo o seu desenvolvimento. Nota-se que a incidência é menor quando a cana é jovem e não apresenta entrenós formados, aumentando os danos com o crescimento da planta. No entanto, esse comportamento pode variar em função da época do ano e da variedade de cana. Em geral, as canas-plantas sofrem ataques mais severos quando comparadas
  • 33 às socas. Isso ocorre pelo fato da cana nova possuir maior vigor vegetativo e ficar exposta durante muito tempo à praga. Ao mesmo tempo nesses canaviais, a atuação dos inimigos naturais é menor em função das diversas práticas culturais visando à instalação da cultura. Quanto aos danos provocados A fase larval é a que gera prejuízos à cultura da cana-de-açúcar. Sua ocorrência pode ser extremamente destrutiva, chegando a inviabilizar o canavial dependendo da intensidade de ataque. A broca da cana pode causar danos diretos e indiretos. Os danos diretos decorrem da alimentação do inseto e caracterizam-se por perda de peso do tolete, devido à abertura de galerias no entrenó, morte da gema apical da planta, mais conhecido como “coração morto”, encurtamento de entrenó, quebra da cana, enraizamento aéreo e germinação das gemas laterais. Esses danos ocorrem isoladamente ou associados, o que pode agravar os prejuízos. Os danos indiretos são causados por microrganismos que invadem o entrenó através do orifício aberto na casca pela lagarta. Esses microrganismos, predominantemente, fungos (Fusarium e Colleto- tricum), invertem a sacarose armazenada na planta, provocando perdas pelo consumo de energia no metabolismo de inversão e pelo fato dos açúcares resultantes desse desdobramento não se cristalizarem no processo industrial. Entretanto, quando a matéria-prima se destina à produção de etanol, o problema é mais grave, pois os microrganismos que penetram no entrenó aberto contaminam o caldo e concorrem com as leveduras na fermentação alcoólica. Quanto ao controle da broca No que se diz a respeito ao controle da broca da cana, podemos dividir de duas maneiras, “Controle Químico” e “Controle Biológico”. Sendo que, a partir do momento que a broca penetra no colmo da cana, o controle químico, com o uso de inseticidas, torna-se mais difícil. Dependendo, pode-se levar em consideração o alto custo, tendo que ser aplicado de avião e a baixa eficiência dos produtos que são incapazes de atingir as lagartas no interior dos colmos. Uma alternativa interessante e ecologicamente desejável é o uso de inimigos naturais da broca que são eficientes em localizar as lagartas dentro das galerias e específicos no modo de atuação. Para o controle da broca-da-cana é usado a Cotesia flavipes, uma vespa endoparasitóide originária da Índia e do Paquistão que foi introduzida no Brasil em 1974, para ser utilizada no controle de lagartas da broca-da-cana. Atualmente obtém o maior sucesso em áreas que as lagartas já se encontram dentro dos colmos da cana. Figura 3 - vespinha no momento da ovoposição. Neste caso, a “vespinha” comumente chamada, irá ovopositar (sentará em cima da broca para colocar seus ovos) na lagarta e esta tem seu desenvolvimento dentro das lagartas, matando-as e evitando o aumento da praga, consequentemente diminuindo o dano provocado na cultura de cana-de-açúcar. A liberação das vespinhas a campo ocorre com base na densidade populacional da broca para saber onde, quando e quanto liberar. Então, faz-se um levantamento da densidade populacional da broca (coleta). Deve ser iniciado a partir da cana com três entrenós tanto para cana planta como soca e repetido de 30 em 30 dias se possível até quando restar 45 dias para o corte. O levantamento ou coleta é feito nas ruas de cana conforme mostra a figura de n° 5. Figura 2 - Ciclo reprodutivo da vespinha “Cotesia flavipes” - fotos: Rafael Mermejo e CTC. Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 34 Pragas e Doenças Figura 5 - Esquema de levantamento populacional da broca com metodologia CTC - fonte Biocontrol. O manejo integrado da broca da cana utiliza, prioritariamente, o método biológico. O parasitóide mais empregado atualmente é a vespa Cotesia flavipes. Ela possui um ciclo de 20 dias aproximadamente. Suas larvas alimentam-se da broca da cana, matando-a. A fase de pupa é protegida por fios de seda e suas pupas ficam agrupadas formando uma massa branca. Em média, essa fase dura 5 dias. É sensível a elevadas temperaturas e deve ser liberada nas primeiras horas do dia, preferencialmente, evitando-se o choque térmico. Os copos estão prontos para liberação quando 70 a 80% das vespas estiverem nascidas. Cada copo possui 1500 vespas aproximadamente. Após o levantamento populacional, usa-se este quadro de liberação. Dessa forma, uma área de 10 hectares que apresente densidade populacional de 3.000 brocas por hectare deverá receber a liberação de 60.000 adultos de Cotesia flavipes o que corresponde a 40 copos nos 10 hectares. A dispersão da Cotesia pode atingir um raio de 30 metros. Para planejar um caminhamento de liberação deve ser utilizado um raio de 25 metros. O copo de Cotesia aberto é encaixado entre a bainha e colmo da cana com o intuito que ele fique preso na parte aérea da planta para dificultar a ação de predadores. Conforme esquema da figura 6. A fêmea da Cotesia a qual se diferencia do macho por possuir antenas menores é a responsável pelo parasitismo na lagarta da broca. Ela chega com facilidade pelo cheiro das fezes da praga, introduz o abdômen na broca, deixa os ovos e estes quando se tornarem larvas consumirão toda a broca por dentro realizando, portanto, o controle. Estas larvas saem da broca e tecem fios de seda formando uma massa branca (fase pupa da Cotesia) sendo que cada massa contém, em média, 50 casulos, ou seja, 50 novas Cotesias. Conclusão Os danos causados pela broca influenciam principalmente na produtividade e qualidade da cana-de-açúcar. O controle biológico da Diatraea saccharalis pelo parasitóide Cotesia flavipes, é uma prática cada vez mais utilizada nas regiões onde se cultiva a cana-de-açúcar, além da eficiência comprovada desta vespinha em parasitar a praga e da dificuldade em controlar a broca com produtos químicos, este método possui ainda algumas vantagens, tais como: facilidade de criação em laboratório e liberação no campo, interrupção do ciclo evolutivo da praga, não provoca desequilíbrio à fauna benéfica e não deixam resíduos. Figura 6 - Esquema para liberação no campo da vespinha “Cotesia flavipes” - fonte Biocontrol. Revista Canavieiros - Junho de 2011 Portanto, o controle biológico traz somente benefícios ao produtor de cana e ao meio ambiente.Para aproveitar ao máximo o produto biológico, é necessário manter uma equipe de levantamento e controle com liberação da vespa para que os resultados sejam máximos e se obtenha uma cana-de-açúcar com mais peso e qualidade. RC
  • 35 Eventos em Junho e Julho de 2011 8º Congresso Brasileiro de Marketing Rural e Agronegócios Empresa Promotora: ABMR&A - Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócios Tipo de Evento: Congresso Início do Evento: 27/06/2011 Fim do Evento: 28/06/2011 Estado: SP Cidade: São Paulo Localização do Evento: Transamérica Expo Informações com: ABMR&A Site: www.abmr.com.br/ Telefone: 11 3812.7814 E-mail: abmra@abmra.org.br V Simpósio: Tecnologia de Produção de Cana de Açúcar Empresa Promotora: Parceria pela ESALQ, FEALQ e GAPE Tipo de Evento: Simpósio Início do Evento: 06/07/2011 Fim do Evento: 08/07/2011 Estado: SP Cidade: Piracicaba Localização do Evento: Teatro UNIMEP Informações com: Maria Eugênia (FEALQ) ou na GAPE Site: www.fealq.org.br ou www.simposiocana.com.br Telefone: (19) 3417-6604 ou (19) 3417-2138 E-mail: cdt@fealq.org.br ou simposiocana2011@yahoo.com.br 1º Congresso Brasileiro de Fertilizantes Empresa Promotora: ANDA - Associação Nacional para Distribuição de Adubos Tipo de Evento: Congresso Início do Evento: 12/07 Fim do Evento: 12/07 Estado: SP Cidade: São Paulo Localização do Evento: sede do Conselho Regional de Química – CRQ, localizado no bairro de Pinheiros, Capital/SP. Informações: www.anda.org.br/congresso Agroind Familiar 2011 - Feira Nacional de Máquinas, Equipamentos, Produtos e Serviços para a Agroindústria Familiar Empresa Promotora: Famurs, CIC Vale do Taquari e Centro Universitário Univates Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 13/07/2011 Fim do Evento: 17/07/2011 Estado: RS Cidade: Lajeado Localização do Evento: Parque do Imigrante Informações com: ACIL - Associação Comercial e Industrial de Lajeado Site: www.agroindfamiliar.com.br Telefone: 51 3011-6900 E-mail: eventos@acilajeado.org.br XVII Congresso Brasileiro de Agrometeorologia Empresa Promotora: SBAGRO, UFV, CNPMS e INCAPER Tipo de Evento: Congresso Início do Evento: 18/07/2011 Fim do Evento: 21/07/2011 Estado: ES Cidade: Guarapari Localização do Evento: SESC Centro de turismo de Guarapari Informações com: SBAGRO Site: www.sbagro.org.br/cba2011/ Telefone: 31 3027-1332 E-mail: secretaria@sbagro.org.br Revista Canavieiros - Junho 2011
  • 36 36 “General Álvaro Tavares Carmo” Caminhando contra o vento Roberto Rodrigues Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português. ““ Mude suas opiniões, mantenha seus princípios. Troque suas folhas, mantenha suas raízes.” Victor Hugo 1) Parabenizaram Pedro pelo seu ato “heróico”! A partir do Novo Acordo Ortográfico, ato heroico será sem acento! Assim, a Língua Portuguesa parabenizará também a escrita correta. Regra: nos ditongos (encontro de duas vogais-ou vogal+semi-vogal ou vice-versa- proferidas em uma só sílaba) abertos EI e OI das palavras paroxítonas (sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima) o acento desaparece das palavras. No exemplo: HE- ROI- ditongo e paroxítona- CO 2) “DOI” muito o machucado no braço de Maria. Dói mais sem o uso o acento! Prezado amigo leitor as oxítonas (palavras com acento na última sílaba) e os monossílabos tônicos terminados em ÉI, ÉU, ÓI continuam com o acento (no singular e/ou no plural), segundo o Novo Acordo Ortográfico. Assim, no exemplo: dói-monossílabo-terminado em oi -usar o acento agudo “Pouco menos de três anos após o lançamento de seu último livro – Depois da Tormenta -, Roberto Rodrigues publica mais um trabalho. De novo, vem à luz um conjunto de ideias, propostas e comentários ligados ao avanço e às esperanças dos produtores profissionais do campo brasileiro. Desta vez, há um capítulo diferente, causos que Rodrigues presenciou e ouviu, típicos do interior do País. E assim, entre a dureza do dia a dia rural e a alegria das estórias próprias da gente simples, ele segue como seus companheiros agricultores e pecuaristas, caminhando contra o vento da eterna indiferença em relação aos verdadeiros construtores do Brasil moderno e competitivo.” 3) Churrasco aos domingos... Pedro fez a lista para comprar: carnes, “linguiças”. Será um churrasco agradável e delicioso! Segundo o Novo Acordo Ortográfico, o trema não existirá mais (regra geral). PARA VOCÊ PENSAR: “ As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa. O essencial faz a vida valer a pena e para mim basta o essencial.” Mário de Andrade Dicas e sugestões, entre em contato: renatacs@convex.com.br * Advogada, Prof. de Português, Consultora e Revisora, Mestra USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Pós-Graduada pela FGV/RJ, com MBA em Direito e Gestão Educacional, autora de vários livros como a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras), em co-autoria. Citação: RODRIGUES, Roberto. Caminhando contra o vento. São Paulo: [s.n.], 2011. 272 p. Trecho retirado da contracapa do livro Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone : (16)3946-3300 - Ramal 2016 Revista Canavieiros - Junho de 2011
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  • 38 VENDE-SE - Varredura de adubo, ótima qualidade. Eficiência comprovada. Tratar com Valter pelo telefone: (16) 9184-3385. VENDE-SE - Triturador de milho, marca KG, capacidade de produção até 5.000Kg/hora; com caixa de controle e chupim elevador do produto (fubá). Tratar pelo telefone: (19) 3561-3103. VENDE-SE - Canos de aço para irrigação em perfeito estado,tenho 1000 canos de 6 metros,engate rápido. Valor: R$ 40,00 por peça à retirar em Goiânia. Mando fotos por e-mail. Tratar com Sergio Murilo pelo telefone: (62) 9965-8610 ou pelo email: smpec@bol.com.br VENDEM-SE - Colhedora de cana Brastof, valor: R$ 85.000,00; - Plantadeira de cana automática, valor: R$ 65.000,0; - Carroceria cana picada, valor: R$19.000,00 Aceito troca por veiculo, caminhão, trator, carta de credito contemplada ou não.Tratar com Cristian Rafael Pasqualli, pelo telefone: (65) 8155 4268 ou pelo email: cristian_pasqualli@hotmail.com VENDE-SE - Bombas centrifugas com alta capacidade de vazão, inéditas no mundo, recalcam em 360 graus. Na sua categoria superam as nacionais e multinacionais. Vejam nosso site: www.twinpumps.com.br. Tratar com Julio Patrao pelo telefone: (11) 2642 5045 ou pelo email: twinpumps@terra.com.br VENDE-SE - Bicos de Centrifugas marca JDF, servem para Alfa~Laval, Mausa, EBS,em aço inox,tenho de diversas medidas de 1.0 até 2.0.Tenho também bicos de entrada. Usados em centrifugas de usinas e outras finalidades. Abaixo do preço. Mando fotos por e-mail. Tratar com Sergio Murilo pelo telefone: (62) 9965 8610 ou pelo email: smpec@bol.com.br Revista Canavieiros - Junho de 2011 VENDEM-SE - 01 invertedor de amendoim (Arrancador); - 01 serra fita schiffer vol. 1- 10 mts; - 01 serra fita horizontal (Mendes;) - 01 desdobro; - 01 grade aradora 12x32 com controle - 03 destopadeiras pneumáticas; - 02 circulares; - 01 trator TL 75 - ano 2002 - 4x2; - 01 uniport Selv Spray 2002; - 01 adubador 16 linhas - ano 2005, Super Novo; - 01 ranger 4x4 -07 - XLS cabine dupla. Tratar com Lair pelo telefone: (16) 3667-3322. VENDEM-SE - 01 caixa d’água modelo australiana para 50.000 lts - 01 caixa d’água modelo australiana para 5.000 lts - 01 transformador de 30 KVA - 01 transformador de 45 KVA - 01 transformador de 112 KVA - mourões de aroeira - coxos de cimento - porteiras - arame farpado usado - 01 cultivador de cana DRIA 2006 – semi-novo Tratar com Wilson – 17.9739.2000 – Viradouro SP VENDE-SE Caminhonete D20 verde - ano 93 turbo, ótima conservação, motor refeito - 6.000km único dono (tem nota fiscal). Tratar com Valter 3942-6565 / 9705-4477
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