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  • 1. 1 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 2. 2 Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 3. 3 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 4. Editorial 4 Safra 2011/12 com boas perspectivas C om o início da safra canavieira, projeções são realizadas com o intuito de divulgar o volume de cana que será processado e, assim, preparar todo o setor sobre o mercado de açúcar e etanol. A safra 2011/12 é o assunto da “Reportagem de Capa” da Revista Canavieiros deste mês. As informações são da UNICA (União da Indústria de Cana-de-açúcar). A “Entrevista” desta edição foi concedida pelo presidente da Orplana – Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil, Ismael Perina Júnior, que conversou sobre a safra passada e também refletiu sobre os números divulgados pela UNICA da safra 2011/12. Durante a entrevista, Perina também falou sobre o Código Florestal e a atuação da presidente Dilma Rousseff. José Mario Paro, diretor adjunto da Canaoeste, assinou o “Ponto de Vista” desta edição com o artigo “Pensando no futuro”. Em “Notícias Copercana” está a realização da AGO (Assembleia Geral Ordinária) da cooperativa, que reuniu cooperados e diretores para aprovarem a prestação de contas da administração do exercício de 2010. Já em “Notícias Canaoeste”, o leitor encontrará a cobertura realizada pela Canavieiros sobre a manifestação do Código Florestal, realizada em Brasília, no início de abril. Diretores, gerentes e produtores de cana filiados à associação, participaram da mobilização. Também nesta editoria o leitor encontra a publicação do fechamento da safra 2010/2011, focando os dados obtidos até o término da moagem em comparação com os obtidos na safra 2009/2010. Em “Assuntos Legais”, o advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, explica aos agricultores e usuários de agrotóxicos, os deveres e responsabilidades com o procedimento que deve ser realizado para a destinação final de embalagens vazias e semi-utilizadas dos produtos. Com o início da safra no país, inicia-se também a preocupação com o controle eficiente de plantas daninhas, para garantir melhor desempenho da cultura de cana-de-açúcar nas áreas de cultivo. O que são plantas daninhas e porque efetuar o controle? O leitor encontra essa resposta em “Pragas e Doenças”, assinado pelo engenheiro agrônomo da Copercana, Marcos de Felício. O “Destaque” de abril é a Agrishow 2011 (Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação), principal vitrine do setor agribusiness, na América Latina, que chega a sua 18ª edição, trazendo novidades em tecnologia e infraestrutura para o público participante. Este ano, a feira acontece de 2 a 6 de maio, no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste / Centro de Cana IAC (Instituto Agronômico), em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Além disso, à Canavieiros traz as Informações Setoriais, com o assessor agronômico da Canaoeste, Oswaldo Alonso, os classificados, agende-se e as dicas para leitura e português. Confira! RC Revista Canavieiros - Abril de 2011 Boa leitura! Conselho Editorial
  • 5. 5 Ano V - Edição 58 - Abril de 2011 Índice: Capa - 22 Safra de cana 2011/2012 na Região Centro-Sul do Brasil: crescimento de 2,11% Os números são da UNICA – União da Indústria de Canade-Açúcar; a projeção aponta para uma moagem de 568,50 milhões de toneladas 05 - Entrevista Consecana - ATR .................página 10 08 - Ponto de Vista Assuntos Legais .................página 28 Ismael Perina Júnior presidente da Orplana Safra 2010/11: “Não foi uma safra excepcional, mas esteve acima das expectativas...” José Mario Paro* Diretor Adjunto da Canaoeste Pensando no futuro 08 - Notícias Copercana 12 - Notícias Canaoeste - Safra 2011/2012: plano de eliminação gradativa da queima da palha de cana-de-açúcar - Canaoeste participa de mobilizações sobre o Código Florestal em Brasília 29 - Notícias Cocred - Balancete Mensal 30 - Plantas daninhas. Fechamento da safra 2010/2011 .................página 16 Índice de Confiança dos Fornecedores .................página 33 Cultura .................página 34 - Com o início da safra no país, inicia-se também a preocupação com o controle eficiente de plantas daninhas, para garantir melhor desempenho da cultura de canade-açúcar nas áreas de cultivo. Conselho Editorial: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Destaque - Agrishow .................página 24 Informações Setoriais .................página 26 - Copercana realiza AGO Expediente: E mais: Equipe de redação e fotos: Carla Rodrigues - MTb 55.115 Murilo Sicchieri Rafael H. Mermejo Agende-se .................página 37 Classificados .................página 38 Tiragem: 13.000 exemplares ISSN: 1982-1530 Foto CApa: Arquivo CaseFotos Editora: Carla Rossini - MTb 39.788 Comercial e Publicidade: Marília F. Palaveri (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 comercial@revistacanavieiros.com.br atendimento@revistacanavieiros.com.br Projeto gráfico e Diagramação: Rafael H. Mermejo Impressão: São Francisco Gráfica e Editora Ltda A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Endereço da Redação: A/C Revista Canavieiros Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946-3311 / (16) 3946-3300 www.revistacanavieiros.com.br Revista Canavieiros www.twitter.com/canavieiros redacao@revistacanavieiros.com.br - Abril 2011
  • 6. 6 Entrevista com: Ismael Perina Júnior Carla Rossini A declaração é do presidente da Orplana – Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil, Ismael Perina Júnior, que concedeu entrevista exclusiva à Revista Canavieiros. Perina falou sobre a safra 2010/11 encerrada em dezembro do ano passado e também refletiu sobre os números divulgados pela UNICA - União da Indústria de Cana-deAçúcar, da safra 2011/12, que teve início em abril na região Centro-Sul. Durante a entrevista, Perina também falou sobre o Código Florestal e a atuação da presidente Dilma Rousseff em 4 meses de governo. Confira! Safra 2010/11 : “Não foi uma safra excepcional, mas esteve acima das expectativas iniciais” Revista Canavieiros: Faça um balanço da safra 2010/11 para os fornecedores independentes de cana-de-açúcar. Ismael Perina Júnior: A safra 2010/11, que teve seu encerramento no final de dezembro, foi um pouco diferente do que se esperava. Inicialmente, havia a previsão de alcançar a produção de 600 milhões de toneladas de cana, mas acabou encerrando com uma queda em torno de 10%, e um total de moagem de aproximadamente 566 milhões de toneladas. Com a queda de produtividade, já sentida no meio da safra, iniciou-se um processo de recuperação de preços, o que fez com que o fechamento apontasse o valor final de R$ 0,4022 o kg de ATR. Como a qualidade média melhorou bastante em relação à safra anterior, o valor apurado para a tonelada de cana permitiu a superação dos custos médios levantados durante a safra. Não foi uma safra excepcional, mas se compararmos com as safras anteriores veremos que esteve acima das expectativas iniciais. Revista Canavieiros - Abril de 2011 “...já passou da hora do setor, juntamente com o governo e a Petrobrás, criarem mecanismos visando a um fornecimento mais adequado e uma volatilidade menor nos preços (do etanol)”. Acredito que para a maioria dos produtores esta safra permitiu uma tranquilidade para se pensar em arrumar a casa. Apesar de algumas dificuldades com relação ao fornecimento de açúcar e etanol para o mercado, o mesmo se ajustou e estamos iniciando a próxima safra com preços bastante interessantes para os produtos e também para a canade-açúcar. Como aspecto negativo, sem dúvida apontaria a elevação dos custos de produção, principalmente no final da safra, o que será um problema para esta safra que se inicia. Revista Canavieiros: A UNICA divulgou recentemente sua estimativa da safra 2011/12. A projeção aponta uma moagem de 568,50 milhões de toneladas de cana na Região Centro-Sul. Segundo a UNICA, esse número representa um aumento de 2,11% em relação à última safra. O que representam esses números para o setor? O que esperar desta nova safra? Perina: Apesar de a UNICA ter divulgado uma projeção de moagem de 568 milhões de toneladas de cana, algumas outras empresas têm se posicionado com previsões um pouco menores. Entendo que pelas pressões financeiras e dificuldades de crédito a partir do final de 2008, o que se estendeu por praticamente todo o ano de 2009, muitas áreas de produção tiveram seus tratos culturais comprometidos. Muitos canaviais deixaram de ser reformados e os investimentos nas lavouras diminuídos. Isso, naturalmente, já seria suficiente para que as próximas safras estivessem comprometidas, o que, fa-
  • 7. 7 talmente, foi potencializado pela seca que ocorreu no ano de 2010. Assim, a produção global para a Região CentroSul deve ser muito próxima da produção obtida na safra anterior. “Necessitamos de um Código Florestal moderno e atual que contemple a produção agrícola e a conservação ambiental...” Revista Canavieiros: Ainda segundo a UNICA, apenas 5 novas unidades industriais entrarão em atividades na safra 2011/12. Isso reflete uma desaceleração do setor? O setor tem condições de atender as demandar de açúcar e etanol? Revista Canavieiros: O assunto de maior relevância para os produtores rurais brasileiros neste momento é o Código Florestal. As mudanças propostas pelo deputado e relator Aldo Rebelo atendem as necessidades dos produtores, caso o novo Código seja votado e aprovado? Perina: Pelas últimas informações que temos, talvez o número seja de três unidades novas entrando em produção, num reflexo claro de que o setor teve problemas sérios de investimento. Como podemos notar, depois de praticamente um crescimento de 10% ao ano, nos últimos 6 a 7 anos, realmente entraremos numa fase de crescimento baixo. Como a cana-de-açúcar, além de depender fortemente do clima, depende da continuidade dos investimentos, a paralisação do crescimento é uma realidade. Obvio que hoje a demanda caminha à frente da oferta e os preços serão o balizador do mercado. Perina: Esse tema já passou do tempo de ser definitivamente resolvido. É um problema seriíssimo para os produtores, que não conseguem cumprir a atual legislação emendada e remendada por um número quase infinito de portarias, decretos e tudo o mais que é possível, colocando em risco a produção e o produtor. Também não há a criação de mecanismos e normativas eficientes para uma boa gestão ambiental. Necessitamos de um Código Florestal moderno e atual que contemple a produção agrícola e a conservação ambiental. O relatório aprovado contempla uma eficiente forma de se fazer lei, que é a conversa com diversos setores da sociedade envolvidos com o problema. Audiências públicas, dentro e fora do Congresso Nacional, foram importantíssimas para a elaboração do texto que, sem sombra de dúvida, reflete o que é importante para o país no momento. Certamente, com pequenas alterações que deverão ser elaboradas, teremos um Código Florestal que atenda aos interesses do país, pro- Perina: Após a liberação dos preços do etanol, o mercado passou e está passando por uma grande turbulência. Com as crises econômicas e suas dificuldades, é muito difícil para o setor, que tem um grande número de empresas, controlar devidamente o fluxo deste produto. Durante muito tempo, tivemos um preço do etanol aviltado, que foi ao mercado quando deveria ter ido para estoque. Com as dificuldades, não foi possível retê-los nas empresas. Insistimos muito para que o governo criasse linhas de crédito para retenção de estoques, mas sempre chegou atrasado. Com o final da safra e a produção efetivada, a única forma de equilibrar a oferta foi subir os preços, pois caso contrário faltaria produto. Entendo que já passou da hora do setor, juntamente com o governo e a Petrobrás, criarem mecanismos visando a um fornecimento mais adequado e uma volatilidade menor nos preços. Revista Canavieiros: Qual análise o senhor faz destes 4 meses do governo Dilma Rousseff para a agricultura nacional? E de forma geral? Perina: Em primeiro lugar, entendo que em quatro meses, principalmente com relação à agricultura, não é possível fazer nenhum tipo de análise. A agricultura vem vivendo de preços bons praticamente em todas as commodities agrícolas, o que certamente alivia um pouco a pressão. Entendo ter sido importante para o setor a continuidade do Ministro Wagner Rossi na pasta da Agricultura, pois o diálogo com os vários setores tem sido uma constante. Revista Canavieiros: Na sua opinião, quais são os maiores gargalos do setor sucroenergético brasileiro e como solucioná-los? Perina: Entendo que boa parte dos gargalos do setor são os mesmos que vêm sendo há anos comentados por muitos que atuam nesta área. Vão desde a formatação de um marco regulatório, que contemple compromissos do setor com o governo e vice-versa, trabalhando para equalizar o problema das questões tributárias e que promovam o etanol como combustível limpo, e melhoria das condições de infra-estrutura e logística, passando por construções de etanoldutos, transporte fluvial, ferrovias, estradas e portos, incentivando a produção de energia elétrica, promovendo as interligações às redes já existentes. Enfim, aproveitando o máximo possível a grande oportunidade que o setor tem de auxiliar no crescimento deste país. RC Foto: Regianealves/Neomarc Revista Canavieiros: Muito se fala no aumento do preço do etanol e uma possível falta deste produto no mercado. O que o senhor tem a dizer sobre isso? movendo crescimento da agricultura e contemplando a conservação ambiental. Em Brasília, após reunião sobre o Código Florestal: Roberto Cestari, presidente da Oricana e Coplana, Wagner Rossi, Ministro da Agricultura, Edvaldo Del Grande, presidente da OCESP, Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia, Ismael Perina Jr., presidente da Orplana e Nério Costa, prefeito de Sertãozinho Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 8. 8 Ponto de Vista José Mario Paro* Pensando no futuro U ma das minhas funções na nossa empresa é tentar prever o futuro. Explico: como sou o responsável pela comercialização de nossos produtos (cana-de-açúcar, soja, milho e gado de corte) e, juntamente com meus irmãos, elaboro o planejamento estratégico de nossos negócios, vejo-me na contingência de procurar antever o comportamento futuro destas atividades. De um lado, temos os fundamentos do mercado – basicamente produção, consumo e estoques de passagem – e de outro lado, o chamado mercado especulativo. No primeiro caso e diante da globalização em que vivemos, importa saber como estarão a produção, o consumo e os estoques, em escala mundial. O que implica prever como andará o clima nas diversas regiões produtoras do planeta. E aqui nos deparamos com a primeira grande dificuldade: a enorme instabilidade climática a que estamos assistindo. Do mercado especulativo, arisco por natureza, interessa conhecer a atuação dos fundos de investimentos, que movimentam montanhas de dinheiro em busca de lucros rápidos, ora aplicando em commodities agrícolas, ora em commodities minerais ou se refugiando em títulos do tesouro americano, ao menor sinal de risco. Estes fundos, usualmente, seguem o efeito manada, o que faz com que o mercado futuro tenha oscilações de tirar o fôlego. A somatória destas instabilidades todas (clima, produção, consumo, fundos de investimentos) torna o resultado da produção de commodities agrícolas uma incógnita. Ou, como costumo dizer, numa equação com múltiplas variáveis, em que o alcance do resultado ótimo é quase impossível. E não há nada à vista que possa mudar este estado de coisas. Consequência lógica: a instabilidade é companheira inseparável dos processos produtivos. O desafio que se coloca é, pois, como viver e produzir num terreno que às vezes mais parece ser areia movediça. Ter mais de uma atividade é imperioso. Alcançar níveis de excelência na produtividade e qualidade é obrigação. Conhecer os custos de produção e trabalhar para reduzi-los é básico. E para tal, é necessário manter atitude alerta, vivendo numa inquietação constante, em busca de informações que possam ser uteis para maximizar os ganhos. Transgenia; fertilizantes e defensivos agrícolas de ultima geração; máquinas e implementos de alta performance; agricultura de precisão, aqui tomada num sentido amplo, são nossas ferramentas, a serem utilizadas num adequado sistema de manejo e gestão eficaz. Neste contexto, a Agrishow, que acontecerá por estes dias em Ribeirão Preto, será uma excelente vitrine para o atendimento destas necessidades. Pelo menos para aqueles que estejam pensando no futuro. RC *Diretor Adjunto da Canaoeste Notícias Copercana Copercana realiza AGO Carla Rossini N o dia 28 de março, a Copercana realizou sua AGO (Assembleia Geral Ordinária), no auditório da Canaoeste, em Sertãozinho. Cooperados e diretores da cooperativa participaram da assembleia para aprovarem a prestação de contas da administração do exercício de 2010, acompanhada de parecer do Conselho Fiscal; destinação das sobras líquidas do exercício; eleição dos membros do Conselho Fiscal; entre outros assuntos. Revista Canavieiros - Abril de 2011 Na composição da mesa de trabalhos estavam o presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, os diretores Manoel Ortolan e Pedro Esrael Bighetti, além do advogado da cooperativa, Clóvis Aparecido Vanzela. O contador da Copercana, Marcos Molezin, apresentou os resultados de 2010. RC
  • 9. 9 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 10. 10 Notícias Canaoeste Consecana A CIRCULAR Nº 17/10 DATA: 31 de março de 2011 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo qualidade média da matéria-prima entregue pelos Fornecedores de Cana do Estado de São Paulo, na Safra 2010/2011 foi a seguinte: Cana processada: 108.081.290 toneladas; Pol da Cana = 14,49; Pureza do Caldo = 86,52; Fibra da Cana =13,14; ARC = 0,56; ATR = 143,36 e Fator K = 0,9952. Para a cana entregue no mês de março, referente à safra 2011/2012, sugere-se adotar o preço médio do referido mês, que ficou em R$ 0,5192 por kg de ATR, para efeito de pagamento. Os preços dos produtos praticados no mês de março de 2011 foram: A seguir, informamos a curva de comercialização praticada na safra 2010/2011 do Açúcar de Mercado Interno (ABMI), Açúcar de Mercado Externo Branco (ABME), Açúcar VHP de Mercado Externo (AVHP), Etanol Anidro Carburante (EAC), Etanol Hidratado Carburante (EHC), Etanol Anidro destinado à Industria (EAI), Etanol Hidratado destinado à Industria (EHI), Etanol Anidro Exportado (EAE) e Etanol Hidratado Exportado (AHE). A alíquota de IPI apurada pelo CEPEA foi de 3,3976% ajustando o fator para cálculo do preço líquido do Açúcar de Mercado interno (ABMI) de 0,82111 para 0,82589. A seguir informamos: o mix de produção e comercialização, os preços de faturamento do açúcar nos mercados interno e externo, do etanol anidro e hidratado, carburante, destinados à indústria e exportado e os respectivos preços líquidos médios do Kg de ATR, em R$/kg, por produto, para efeito do ajuste final da safra 2010/2011. O preço médio final do kg de ATR do Estado de São Paulo na Safra 2010/2011 é de R$ 0,4022. Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 11. 11 Safra 2011/2012: plano de eliminação gradativa da queima da palha de cana-de-açúcar Franklin Camilo de Oliveira Rafael Guidi Pinotti Rodrigo Zardo Thiago de Andrade Silva Planejamento / Topografia / Ambiental CANAOESTE C onforme a tabela ao lado pode-se observar que na Safra 2011/2012 foram realizados cerca de 2.960 requerimentos para autorização de queima. Dentre estes, 123 requerimentos de propriedades cujas áreas totais de colheita foram iguais ou superiores a 150 ha e outros 2.837 requerimentos de propriedades com áreas totais de colheita inferiores a 150 ha. Lembrando que desde o começo do procedimento de Autorização para queima da palha de cana-de-açúcar ocorrido na Safra 2002/2003 até a Safra passada, 2010/2011, a redução na área de cana-de-açúcar a ser queimada fora de 30% sobre a área total de colheita mecanizável da propriedade, quando esta atingisse área igual ou superior a 150 ha. A partir desta Safra a redução na área de cana a ser queimada será de no mínimo 50% sobre a área total de colheita mecanizável e no mínimo 10% para área total de colheita não-mecanizável e mecanizável abaixo de 150 ha da propriedade. Lembrando que as áreas de restrições não podem ser contabilizadas como áreas de compensação de cana crua, pois estas legalmente já devem ser colhidas crua. RC Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 12. 12 Notícias Canaoeste Canaoeste participa de mobilizações sobre o Código Florestal em Brasília Carla Rossini Nos dias 4 e 5 de abril, o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, juntamente com diretores, gerentes e produtores de cana filiados à associação, participaram de diversos eventos sobre o Código Florestal em Brasília. Reunião com a Ministra do Meio Ambiente Manoel Ortolan participou de uma reunião do Cosag - Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), no dia 4 de abril, que contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A reunião discutiu o andamento dos trabalhos em torno do Código Florestal. Segundo Ortolan, a ministra demonstrou conhecimento, habilidade e preparo técnico para falar sobre as questões que envolvem o setor produtivo e o meio ambiente. “A ministra deixou claro que visa o bem estar do país, assegurando produção, trabalho e aspectos sociais dentro do contexto da sustentabilidade. Ela nos passou uma boa impressão sobre o que diz respeito às negociações entre o setor produtivo agrícola e o meio ambiente”, disse Ortolan. Na reunião a ministra disse que o governo e o setor agropecuário estavam próximos de um consenso. “Estamos na reta final de consolidar uma proposta que seja convergente e de consenso”, disse. Para o presidente da Orplana – Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil, Ismael Perina Júnior, houve prioridade em torno de um diálogo entre os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Desenvolvimento Agrário sobre a aprovação do Código Florestal. “A ministra reforçou a questão da “sustentabilidade na prática”, disse que existem pontos de amplo consenso quando se trata de conservação do meio ambiente, produção agrícola sustentável e Áreas de Preservação Permanente (APPs). Ela ressaltou que a ilegalidade não interessa a ninguém e que é necessário promover a regularização ambiental”, disse Ismael. Revista Canavieiros - Abril de 2011 Manifestação reúne cerca de 25 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios No dia 5 de abril, data que passa a ser considerada um marco para a agricultura brasileira, a Canaoeste levou à Brasília produtores rurais de Sertãozinho e região. Os fornecedores da Canaoeste participaram de uma manifestação para reivindicar agilidade na votação das mudanças do Código Florestal. O movimento foi organizado pela Frente Parlamentar da Agropecuária e pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) e contou com a participação de cerca de 25 mil produtores rurais de todo o país. Os fornecedores da Canaoeste, juntamente com ruralistas de outras cooperativas, foram recebidos na sede da OCB (Organização das Cooperativas Brasi- leiras), onde o presidente da instituição, Márcio Lopes de Freitas, ressaltou a importância da nova legislação para a sustentabilidade da agropecuária brasileira. Já em frente ao Congresso Nacional, os produtores participaram do movimento com faixas de apoio às mudanças no Código Florestal.
  • 13. Grupo de fornecedores da Canaoeste em frente ao Congresso Nacional 13 Encontro com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara. Logo depois da audiência, os produtores deram um “abraço simbólico” no Congresso Nacional, terminando as atividades do dia. Secretário de Meio Ambiente de Sertãozinho, Sebastião Macedo Pereira, prefeito de Sertãozinho, Nério Costa, presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan e o diretor da Canaoeste, Paulo Paulista Leite Silva Júnior O evento teve início com uma missa campal, seguida de um discurso da senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu. Deputados e lideranças de todas as re-giões do país discursaram durante o movimento. Além da manifestação no plenário, houve uma audiência pública na Comissão da O presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, o prefeito de Sertãozinho, Nério Costa e o secretário de Meio Ambiente de Sertãozinho, Sebastião Macedo Pereira, também participaram da manifestação. Para Ortolan o movimento foi bem organizado e extremamente pacífico demonstrando a seriedade dos produtores rurais ao tratarem do Código Florestal. “Todos os produtores rurais que estão aqui reunidos tem um só objetivo: continuar a produzir alimentos e energia de forma sustentável. Não queremos agredir o meio ambiente, mas temos que ter condições para trabalhar. Essa manifestação pacífica é a prova de que lutamos por nossos direitos respeitando as adversidades que existem em torno dessa questão”, disse Ortolan. Representantes de várias entidades de classe, sindicatos e cooperativas, entre eles o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan e o prefeito de Sertãozinho, Nério Costa, participaram de um encontro com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi. Além do ministro, pelo Mapa também estavam presentes o assessor, Paulo Saquy, o diretor do departamento da Cana-de-açúcar e Agroenergia, Silvio Borsari Filho e o secretário de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone. A reunião aconteceu no dia 5 de abril, no momento em que estava sendo realizada em frente a Esplanada dos Ministérios, uma manifestação de produtores rurais para reivindicar agilidade na votação das mudanças do Código Florestal. Segundo Manoel Ortolan, durante a reunião, o ministro se mostrou otimista quanto à reforma do Código Florestal. “O ministro vem trabalhando junto à outros ministérios para resolver a questão do Código e disse que os resultado das negociações é muito positivo”, disse Ortolan. Segundo Wagner Rossi, todos os setores envolvidos na discussão querem que o Congresso vote a reforma do Código Florestal o mais rápido possível. “Nada de atropelos nem retardamentos desnecessários”, disse. Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 14. 14 Foto: Regianealves/Neomarc Nério Costa e Manoel Ortolan com o ministro Wagner Rossi Sobre o Código No último dia 14, os parlamentares ambientalistas e os ruralistas fecharam um acordo para negociar a reforma do Código Florestal com o Congresso. A reunião foi coordenada pelo presidente da República em exercício, Michel Temer. Após a reunião, em declaração a imprensa, o relator do projeto que propõe mudanças no Código, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), disse que as divergências em torno da reforma do código estão praticamente superadas. Aldo Rebelo ressaltou que já há consenso em torno dos principais pontos do seu relatório. “Nós nos aproximamos do acordo, se não definitivo, pelo menos em torno de 98%, 99% do relatório”, disse Rebelo. O deputado ressaltou que deve manter em seu relatório a proibição de Revista Canavieiros - Abril de 2011 novos desmatamentos por um prazo de cinco anos. Ele chegou a cogitar retirar o dispositivo do texto do projeto para atender ao apelo de diversos governadores, dentre eles, o de Tocantins e do Piauí. Durante a reunião no Palácio do Planalto chegou-se a um acordo com os ambientalistas para manter o chamado desmatamento zero. O deputado afirmou ainda que os produtores rurais que desmataram, desrespeitando a lei, terão tratamento diferente dos que a respeitaram. A grande crítica ao projeto era a anistia indiscriminada aos desmatadores. “Essas diferenças podem ser introduzidas no texto sem qualquer problema”, afirmou Aldo. Até o fechamento desta edição da Revista Canavieiros, ainda não tinha uma data definida para a votação do Código Florestal. RC
  • 15. 15 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 16. 16 Safra Fechamento da safra 2010/2011 A Safra 2010/2011 chegou ao fim e este trabalho tem como objetivo apresentar os dados obtidos até o término da moagem em comparação com os obtidos na Safra 2009/2010. A Tabela 1 contém o ATR médio acumulado (kg/tonelada) desta safra 2010/2011, em comparação com o obtido na safra 2009/2010; sendo que o ATR desta safra ficou 11,42 Kg acima do obtido na Safra 2009/2010. Tabela 1 – ATR (kg/t) médio da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da CANAOESTE nas safras 2009/2010 e 2010/2011 As tabelas, 2 e 3, mostram detalhes da qualidade tecnológica da matéria-prima nas safras 2009/2010 e 2010/2011, respectivamente. Tabela 2 – Qualidade da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da CANAOESTE, na Safra 2009/2010 Thiago de Andrade Silva Assistente de Controle Agrícola da CANAOESTE O Gráfico 1 mostra o comportamento do BRIX do caldo da Safra 2010/2011 em comparação com a Safra 2009/2010. O BRIX do caldo da Safra 2010/2011 ficou bem acima ao da Safra 2009/2010 durante todo o período. No Gráfico 2 pode-se verificar o comportamento da POL do caldo na Safra 2010/2011 em comparação com a Safra 2009/2010. Tabela 3 – Qualidade da cana entregue pelos Fornecedores de Cana da CANAOESTE na Safra 2010/2011 Pode-se observar que a POL do caldo apresentou o mesmo comportamento do BRIX do Caldo. O Gráfico 3 mostra o comportamento da PUREZA do caldo na Safra 2010/2011 em comparação com a Safra 2009/2010. A PUREZA do caldo da Safra 2010/2011, com exceção dos meses de março à junho e dezembro, ficou semelhante à obtida na Safra 2009/2010. No Gráfico 4 encontra-se o comportamento da FIBRA da cana na Safra 2010/2011 em comparação com a da Safra 2009/2010. A FIBRA da cana na Safra 2010/2011 ficou acima da obtida na Safra 2009/2010 até a 2ª quinzena de novembro, se acentuando a partir de setembro, exceto na 1ª quinzena de maio e 1ª quinzena de julho, ficando bem abaixo no restante do período comparativo. Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 17. 17 O Gráfico 5 contem o comportamento da POL da cana na Safra 2010/2011 em comparação com a Safra 2009/2010. Gráfico 1 – BRIX do caldo obtido nas safras 2010/2011 e 2009/2010 APOL da cana obtida na Safra 2010/2011 ficou bem acima à da Safra 2009/2010 durante todo o período, se acentuando nos meses de setembro e dezembro. No Gráfico 6 pode-se observar o comportamento do ATR na Safra 2010/2011 em comparação com a Safra 2009/2010. Como o ATR é calculado a partir da POL e do ARC da CANA, observa-se um comportamento semelhante ao da POL da Cana, por apresentar maior participação no teor de ATR. Gráfico 2 – POL do caldo obtida nas safras 2010/2011 e 2009/2010 O Gráfico 7 mostra o comportamento da precipitação pluviométrica (mm de chuva) registrada na Safra 2010/2011 em comparação com a Safra 2009/2010. A precipitação pluviométrica média dos meses de janeiro, fevereiro e de junho à dezembro da Safra 2010/2011 ficaram muito abaixo dos valores obtidos na Safra 2009/2010, exceto julho que ficou Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 18. 18 abaixo porém com menor intensidade. Abril teve a mesma condição de julho. Porém no mês de março, a precipitação pluviométrica desta safra ficou muito acima da observada na Safra 2009/2010. Safra Gráfico 3 – PUREZA do caldo obtida nas safras 2010/2011 e 2009/2010 O Gráfico 8 contem o comportamento da precipitação pluviométrica acumulada por Trimestre na Safra 2010/2011 em comparação com a Safra 2009/2010. Na Safra 2010/2011, observa-se um menor volume de chuva no 1°, 2° e 4° Trimestre e um volume bem menor no 3º Trimestre, se comparado aos volumes médios da Safra 2009/2010. Gráfico 4 – Comparativo das Médias de FIBRA da cana A precipitação pluviométrica, muito abaixo da média, ocorrida na maioria dos meses, fez com que a cana-de-açúcar tivesse um crescimento vegetativo menor, resultando em uma queda expressiva de produtividade, porém houve um aumento no teor de POL; com conseqüente aumento do teor de ATR acentuado ao término de moagem, se comparada à Safra passada. Isso fez com que o ATR médio ficasse 8,46% (11,42 kg/t) acima do obtido na Safra 2009/2010. RC Gráfico 5 – POL da cana obtida nas Safras 2010/2011 e 2009/2010 Gráfico 6 – ATR obtido nas safras 2010/2011 e 2009/2010 Gráfico 7 – Precipitação pluviométrica (mm de chuva) registrada nas safras 2010/2011 e 2009/2010 Gráfico 8 – Precipitação pluviométrica (mm de chuva) por Trimestre, nas safras 2010/2011 e 2009/2010 Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 19. 19 Informe Publicitário CanaVialis apresenta sorgo sacarino com alta produtividade para produção de etanol A Tecnologia desenvolvida pela Monsanto pode se transformar em importante alternativa à cana-de-açúcar nos períodos de entressafra. CanaVialis, marca comercial, de melhoramento e tecnologias em canade-açúcar da Monsanto, apresenta ao mercado uma nova tecnologia que tem como principal objetivo a antecipação da operação industrial e conseqüente produção de etanol pelas usinas, aumentando o período de produção de etanol e reduzindo os custos fixos das unidades. Cultura de ciclo rápido, ou seja, de 120 dias, o sorgo sacarino produz biomassa e açúcares fermentáveis que, uma vez industrializados, transformam-se em etanol. A proposta da cultura do sorgo sacarino não é competir com a cana-de-açúcar para a produção de etanol no Brasil, mas, sim, ser uma opção alternativa e viável, plantada como rotação de culturas nas áreas de reforma de cana-de-açúcar em outubro e novembro, para colheita em março e abril. “Dessa maneira, é possível um melhor aproveitamento do parque industrial no ano, produção de etanol em um período de baixos estoques e ainda possibilitar ganhos de produtividade na própria produção de cana-de-açúcar ao proporcionar sua colheita em um período mais favorável”, afirma José Carlos Carramate, líder de Negócios da CanaVialis. Foco em produtividade O projeto do sorgo sacarino teve início em 2004 na Monsanto, com cruzamentos direcionados para biomassa e açúcar. Em 2008, com a aquisição da empresa CanaVialis, que constitui-se na plataforma de combustíveis renováveis da Monsanto, o projeto ganhou novas perspectivas. Primeiramente, com a ex- ná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Os estados escolhidos seguiram o critério de presença representativa da indústria sucroenergética e as áreas-testes foram conduzidas em usinas clientes da CanaVialis, que contam com a presença constante de agronômos responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias. pertise dos profissionais da CanaVialis, foi estabelecido um conceito de produto, no qual foram determinados índices mínimos para serem alcançados no sorgo sacarino quanto à produtividade, concentração de açúcar e período útil de industrialização. “Tratam-se de critérios fundamentais para que essa matériaprima fosse considerada efetivamente uma nova alternativa à produção de etanol na entressafra da cana-de-açúcar. Alcançados resultados no campo, passamos para testes industriais”, explica Urubatan Klink, líder de Melhoramento de Sorgo da Monsanto do Brasil. Em maio de 2010, uma área teste de 20 hectares foi processada na região de Piracicaba, dando origem aos primeiros resultados industriais dessa matéria-prima para produção de etanol. Em outubro de 2010, já com sete híbridos em destaque atendendo o conceito do produto e os resultados positivos da indústria, a Monsanto evoluiu com o plantio de 12 campos de avaliação em cinco estados diferentes: São Paulo, Goiás, Para- Paralelamente à condução dos campos de avaliação, em parceria com a Usina Cerradinho, localizada em Catanduva (SP) e com a Usina Porto das Águas em Chapadão do céu (GO), foram montados dois campos demonstrativos de caráter agroindustrial, ou seja, áreas plantadas com o sorgo sacarino extensas o suficiente para que fossem realizados testes industriais de produção de etanol em usinas de grande escala. As primeiras colheitas com destino à indústria de ambas usinas teve início na semana de 14 – 18 de Março dando origem posteriormente ao primeiro etanol de sorgo sacarino do Brasil em escala industrial. Os híbridos, desenvolvidos pela Monsanto, líder mundial na área de melhoramento genético de sorgo, proporcionam ciclo curto, com produtividades estimadas de 60 toneladas por hectare, sadios, possuem concentração de açúcares mínimas de 12%, fibra em torno de 11 a 15% e porte ereto – o que possibilita a colheita com a utilização de colhedoras de cana. “É um conceito bem diferenciado, pois assemelha-se mais à cana com essas características do que com a cultura do sorgo sacarino do passado”, afirma Klink. Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 20. 20 Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 21. 21 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 22. 22 Safra de cana 2011/2012 na Região Centro-Sul do Brasil: crescimento de 2,11% Fonte: União da Indústria de Cana-de-Açúcar A Os números são da UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar; a projeção aponta para uma moagem de 568,50 milhões de toneladas safra 2011/12, que já teve início na Região Centro-Sul do Brasil, deverá moer 568,50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 2,11% em relação ao total processado na última safra, que foi de 556,74 milhões de toneladas. Os números, divulgados em abril, são da UNICA - União da Indústria de Cana-de-Açúcar, em conjunto com o CTC - Centro de Tecnologia Canavieira, sindicatos e associações de produtores de etanol e açúcar da região Centro-Sul. Segundo a UNICA, os dados levantados através do mapeamento com imagens de satélite feitas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CANASAT – INPE), indicam uma pequena expansão na área de cana-de-açúcar disponível para colheita, mas esse crescimento não deve se traduzir em aumento significativo da quantidade de cana a ser processada, devido à menor produtividade agrícola do canavial (mensurada em toneladas de cana por hectare), especialmente nas unidades tradicionais. Na última safra houve uma quebra agrícola, devido ao longo período de estiagem observado em toda a região produtora de cana-de-açúcar. Para a nova safra, esse fenômeno não deverá ocorrer e a expectativa é de que a produtividade por estágio de corte fique próxima de valores históricos, superiores aos observados na safra anterior. Revista Canavieiros - Abril de 2011 Apesar dessa recuperação da produtividade agrícola por estágio de corte, esperase que a produtividade média da área total de cana-de-açúcar na safra 2011/2012 diminua relativamente à observada no último ano, devido aos seguintes fatores: • Envelhecimento do canavial - o canavial disponível para colheita nas áreas tradicionais está mais velho em função dos baixos índices de renovação observados nos últimos anos – a idade média do canavial foi de 3,7 anos na safra 2010/2011, contra 4,0 anos previstos para a nova safra; • Redução no volume de cana bisada a cana bisada (aquela que permanece no campo por mais de uma safra e, por isso, geralmente apresenta uma produtividade agrícola maior), representou 14% da área colhida nas unidades tradicionais no último ano. Para este ano, tal área deverá ser mínima, respondendo por menos de 3% da área total; • Menor produtividade no início de safra – a produtividade do canavial colhido no início de cada safra é fortemente dependente do clima observado no ano anterior. Portanto, a expectativa é de queda na produtividade da cana neste início de safra em razão das condições climáticas desfavoráveis para o desenvolvimento da planta registradas de abril a agosto de 2010; Segundo o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, o desequilíbrio do perfil do canavial está mais acentuado nesta safra: “Uma lavoura estabilizada é composta por 60% de cana nova e mais produtiva e por 40% de cana envelhecida, acima de quatro cortes. Para a safra 2011/2012, esse cenário está invertido e o impacto negativo desse envelhecimento do canavial sobre a produtividade da lavoura é expressivo. O setor precisará investir fortemente na renovação do canavial ao longo deste ano, para garantir o crescimento da oferta a partir da safra 2012/2013”. Novas unidades produtoras Na avaliação da UNICA, apenas cinco novas unidades iniciarão suas atividades na safra 2011/2012. É um número significativamente inferior ao observado nos últimos anos, reflexo da desaceleração no crescimento do setor sucroenergético após a crise global de crédito em 2008 e 2009. Foram 25 novas usinas na safra 2007/2008, 30 em 2008/2009, 19 em 2009/2010 e 10 unidades produtoras na última safra. As novas unidades esperadas para 2010/2011 estão localizadas nos Estados do Mato Grosso do Sul (3), Goiás (1) e São Paulo (1).
  • 23. Reportagem de Capa Foto: Arquivo CaseFotos Qualidade da matéria-prima O período prolongado de seca que prejudicou a produtividade agrícola do canavial na última safra, também promoveu uma maior concentração de açúcares na cana colhida em 2010/2011. Para este ano, as previsões meteorológicas disponíveis indicam que o fenômeno La Niña persistirá, embora mostre sinais de enfraquecimento. Ainda segundo estas previsões, a chuva ao longo da safra deverá permanecer próxima da média histórica. Com a expectativa climática de um inverno não atípico, espera-se uma menor concentração de açúcares na cana durante a primeira metade da nova safra, seguida por uma provável recuperação na segunda metade devido à colheita da planta em idade fisiológica adequada. No último terço da safra 2010/2011, parte significativa do canavial foi colhido com menos de 12 meses de desenvolvimento, com maturação comprometida. Além desse aspecto, o aumento da colheita mecanizada também se configura como um fator que deve reduzir a quantidade de produto obtido por tonelada de cana processada na safra 2011/2012. Isso porque a colheita com máquinas eleva a quantidade de impurezas vegetais trazidas à indústria, prejudicando a eficiência industrial. Por outro lado, na safra que se inicia deverá haver uma maior concentração da colheita nos meses em que o ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) é mais elevado, já que o volume de cana disponível para o início e término de safra deverá ser menor que aquele observado em 2010. Esse aspecto eleva o ATR médio da safra. A menor quantidade de cana bisada a ser colhida na safra 2011/2012 também contribui para o aumento do teor de sacarose na cana. Dessa forma, o balanço de todos os fatores indica que a quantidade de ATR por tonelada de cana-de-açúcar deverá atingir 140,80 kg, queda de 0,29% em relação ao valor de 141,21 kg por tonelada de cana processada registrado na safra 2010/2011. Produção de açúcar e de etanol Do total de cana-de-açúcar projetado para a safra 2011/2012, a UNICA estima que 45,34% será destinado à produção de açúcar, leve acréscimo em relação aos 44,71% observados no último ano. Assim, a exemplo dos anos anteriores, a maior parte da cana colhida nesta safra (54,66%) continuará sendo utilizada para a produção de etanol. A produção de açúcar projetada é de 34,58 milhões de toneladas, crescimento de 3,25% em relação as 33,49 milhões de toneladas produzidas na safra 2010/2011. Para atingir essa produção projetada, as unidades aptas à produção de açúcar deverão operar próximo da capacidade máxima instalada, na medida em que a moagem de cana por essas unidades deverá ser praticamente a mesma do último ano. O incremento de moagem previsto para a nova safra decorre do aumento do volume de cana processada pelas unidades que só produzem etanol. A produção de etanol, por sua vez, deverá atingir 25,51 bilhões de litros, aumento de 0,52% em relação à produção da última safra, que totalizou 25,37 bilhões de litros. 23 Dos 25,51 bilhões de litros de etanol que deverão ser produzidos, 17,21 bilhões serão de etanol hidratado e 8,30 bilhões de etanol anidro. Esse volume de etanol anidro é suficiente para atender à mistura de 25% do produto na gasolina, mesmo considerando uma menor parcela da frota flex utilizando etanol hidratado em função da consequente migração para o consumo de gasolina. Mercado de açúcar e de etanol As exportações brasileiras de açúcar devem apresentar índice de crescimento inferior ao esperado para a produção. Enquanto o crescimento na produção de açúcar deverá atingir 1,09 milhão de toneladas, as exportações podem avançar apenas 0,60 milhão de toneladas, atingindo o total de 24,90 milhões de toneladas exportadas na próxima safra. Ao contrário do que ocorre no mercado de açúcar, as exportações de etanol devem apresentar uma retração significativa na safra 2011/2012, chegando a 1,45 bilhão de litros – queda superior a 18% em relação à safra 2010/2011. O aumento da produção e a retração nas exportações de etanol irão resultar em um incremento de quase 500 milhões de litros na oferta do produto ao mercado doméstico. Porém, para o diretor técnico da UNICA, “esse incremento de oferta de etanol para o mercado doméstico é inferior ao crescimento esperado na demanda em função das vendas aceleradas de carros flex.” Para Rodrigues, o cenário é de déficit estrutural na oferta de cana, sendo preciso criar incentivos para que ocorra um novo ciclo de investimentos na produção. RC Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 24. 24 Destaque Agrishow 2011: bem vindo ao mundo do agronegócio Carla Rodrigues A Feira cresce 15% em área de exposição Agrishow 2011 (Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação), principal vitrine do setor agribusiness, na América Latina, chega a sua 18ª edição, trazendo novidades em tecnologia e infraestrutura para o público participante. Este ano, a feira acontece de 2 a 6 de maio, no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste / Centro de Cana IAC (Instituto Agronômico), em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Em 2010, a Agrishow apresentou uma feira com mudanças em sua infraestrutura, proporcionando uma melhoria aos expositores e visitantes, e neste ano, outras modificações foram realizadas. Sendo assim, de acordo com o gerente geral da Agrishow, José Danghesi, é esperado um sucesso maior ainda que no ano passado. “Em 2010, a nossa organizadora realizou durante a feira, uma pesquisa com os expositores e visitantes e constatamos que 97% do público ficou satisfeito com o evento e 95% deve retornar neste ano. Devido às mudanças que fizemos para o ano passado, os expositores também ficaram exultantes com o resultado, tanto que nesta edição, todos estarão presentes novamente”, disse Danghesi durante a apresentação da Agrishow 2011 para a imprensa em evento realizado no Centro de Convenções do IAC. Em 2011 serão 765 expositores de 50 países diferentes, tendo 38 novas empresas nacionais e 22 novas empresas estrangeiras. Para receber o público estimado em 145 mil pessoas, a feira teve um crescimento de 15% nas áreas de exposição e foram criadas duas portarias para facilitar ainda mais o acesso dos visitantes. Essas novas portarias serão dividas por cores, de acordo com o convite de cada pessoa. “A feira tem evoluído bastante e os números de expositores também. Estão aparecendo novos participantes, inclusive estrangeiros, que estão vendo no agronegócio brasileiro e Revista Canavieiros - Abril de 2011 Agrishow 2010 na Agrishow Ribeirão Preto uma porta de entrada para o mercado”, disse Carlos Nogueira, diretor do setor de Máquinas e Ferramentas da ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. No campo de exposição também foi ampliada a área de regionalização dos setores, por exemplo: automobilístico, aviação, irrigação, pneus, máquinas e transbordos, etc, melhorando a logística dos visitantes. Além dessas novidades, dentro da área total de 360 mil m², - a mesma da edição passada, depois de passar por um aumento de aproximadamente 50% em relação a 2009-, será possível realizar mais de 800 demonstrações de campo, que segundo o engenheiro agrônomo responsável por elas, Luís Mário Machado, também traz novidades. “Todos os anos temos três tipos de demonstrações: a coletiva, por empresa e o test drive com os tratores, colhedoras, en- tre outros e para que isso ocorra teremos para os visitantes, plantações de milho, soja, capim e cana-de-açúcar. Este ano teremos a demonstração de sistema de produção e tecnologias de diversos órgãos (a longo prazo), que desenvolve a sustentabilidade, ou seja, a cada ano o visitante vai acompanhar o ciclo entre pecuária, lavoura e floresta”, explicou Machado. Voltada para agricultores, pecuaristas, agroindustriais, empresários, industriais, entidades de classe e estudantes, a AGRISHOW 2011 é organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, com iniciativa da ABAG (Associação Brasileira de Agribusiness), ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e SRB (Sociedade Rural Brasileira) e é patrocinada pelo Banco do Brasil, Bradesco, Ministério da Agricultura, OCB, Santander, SESCOOP, Sistema OCESP e Vale Fertilizantes. RC
  • 25. 25 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 26. 26 Informações Setoriais CHUV AS DE MARÇO e Prognósticos Climáticos As chuvas do mês de MARÇO de 2011 estão apresentadas no quadro a seguir. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Assessor Técnico Canaoeste A média das chuvas anotadas em MARÇO (358mm) ficou muito (mais que 2 vezes) acima da média das normais climáticas (157mm). Chamaram atenção os volumes de chuvas registradas (≈500mm) na FCAV Unesp Jaboticabal, IAC- Instituto Agronômico e LDC SEV-Santa Elisa. Ocorreram menores somas de chuvas entre Luiz Antonio, Serrana, Santa Rosa do Viterbo e São Simão. O Mapa 1, mostra que, até meados de MARÇO (14 a 16), a Disponibilidade Hídrica do solo encontrava-se muito favorável no quadrante Nordeste do Estado e mostrando também a irregularidade de distribuições das chuvas nas demais áreas canavieiras do Estado. Mapa 1:- Água Disponível no Solo entre 14 a 16 de MARÇO de 2011. Revista Canavieiros - Abril de 2011 Observando-se os mapas 2 e 3 notase, o que quase houve de comum aos finais de MARÇO dos dois anos, foram as menores Disponibilidades de Umidade Mapa 2:- Água Disponível no So
  • 27. 27 no Solo na região Central do Estado. Durante MARÇO deste ano notou-se maior concentração de chuvas no quadrante Nordeste e faixa Norte de São Paulo, como anteriormente previsto pela SOMAR Meteorologia e também mostrado no quadro acima. Mapa 4:- Prognóstico de Consenso entre INMET e INPE para a Região Centro Sul durante o trimestre abril a junho de 2011. Adaptado pela CANAOESTE Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a CANAOESTE resume abaixo o prognóstico climático de consenso entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de abril a junho de 2011: • As temperaturas médias e as chuvas (como mostra o Mapa 4) poderão “ficar” próximas das normais climáticas em toda área Sucroenergética do Centro Sul do Brasil, exceto Rio Grande do Sul; • Para referências, as médias históricas para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, pelo Centro Cana e AptaIAC, são de 70mm em abril, 55mm em maio e próximo de 30mm em junho. Por sua vez, a SOMAR Meteorologia assinala que, para a região de abrangência CANAOESTE, as chuvas previstas para ocorrer (talvez, apenas) em meados de maio poderão vir a ser acima das normais climáticas. Entre meados de junho a meados de agosto, provavelmente e sem ser totalmente seco, venha a ocorrer “longa estiagem”. Objetivando-se a safra 2012/13, recomenda-se aos produtores que irão iniciar suas colheitas, que evitem pisoteios e procedam aos esmerados tratos culturais mecânicos ou quí- olo ao final de MARÇO de 2010. micos. Nas áreas que já estejam comprometidas por danos com pragas, doenças, falhas ou elevada infestação de ervas daninhas e com vistas às safras futuras, devem merecer e justificam-se renovações. Persistindo-se dúvidas, consultem os técnicos mais próximos ou através do Fale Conosco CANAOESTE. RC Mapa 3:- Água Disponível no Solo ao final de MARÇO de 2011 RC Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 28. 28 Assuntos Legais Agrotóxicos Deveres e Responsabilidades dos Agricultores/Usuários O Decreto Federal n.º 4.074, de 04 de janeiro de 2002, que regulamentou a Lei Federal nº 7.802/89, alterada pela Lei n.º 9.974/2000, disciplinou os procedimentos de pesquisa, experiência, experimentação, produção, embalagem e rotulagem, exportação, registro, classificação, controle, inspeção e fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins e, principalmente para os agricultores-usuários, o procedimento a ser observado para a destinação final de embalagens vazias e semiutilizadas de agrotóxicos. A falta de cumprimento dos dispositivos legais acima implicará ao infrator, seja ele agricultor, comerciante ou fabricante, sem embargo do adequado processo administrativo instaurado pelos órgãos fiscalizadores, possível condenação pela prática de crime ambiental, o que lhe(s) acarretará o pagamento de multa, além da correspondente pena de reclusão (prisão com regime inicial de cumprimento fechado) de dois a quatro anos. De acordo com a legislação, todo usuário de agrotóxicos, em obediência a lei (Lei nº 7.802/89, alterada pela Lei nº 9.974/2000) e sua regulamentação (Decreto Federal n.º4.074/2002), DEVE, APÓS EFETUADA A ADEQUADA LAVAGEM E NO PRAZO LEGAL, DEVOLVER AS EMBALAGENS VAZIAS às revendedoras ou diretamente ao fabricante, para que tenham a destinação final correta dentro das novas normas. Dentre elas, destacamos como principais: 1) O usuário de agrotóxico será responsável pela entrega de forma tecnicamente adequada, de todas as embalagens vazias de agrotóxicos à unidade de recebimento que constar da nota fiscal de compra do produto, da seguinte forma: • Embalagens rígidas laváveis: efetuar a lavagem das embalagens através da Tríplice Lavagem ou Lavagem sob Pressão. • Embalagens rígidas não laváveis: mantê-las intactas, adequadamente tampadas e sem vazamento; • Embalagens flexíveis contaminadas: acondicioná-las em sacos plásticos padronizados a serem adquiridos nas revendas de agrotóxicos; • As embalagens secundárias que são caixas coletivas de papelão, cartuchos de cartolina, fibrolatas e as embalagens termomoldáveis, também deverão ser entregues aos Postos de Recebimento; O descumprimento dessas exigências técnicas pelo usuário-agricultor, implica- Juliano Bortoloti Advogado da Canaoeste rá na sua notificação pelo Posto de Recebimento, através do comprovante de entrega de embalagens vazias, o que possibilitará a sua fiscalização pelos agentes públicos, podendo sofrer, consequentemente, as sanções administrativas cíveis e criminais previstas na legislação. 2) O transporte e a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos COM SUAS RESPECTIVAS TAMPAS, para o Posto de Recebimento, será de responsabilidade do usuário. O prazo que o usuário dispõe para a entrega das embalagens será de um ano a partir da aquisição do produto, porém, se o produto não for utilizado nesse período, a entrega poderá ser efetuada após a sua utilização, dentro de seis meses, se o mesmo estiver no prazo de validade; 3) O usuário deverá manter em seu poder o comprovante de entrega das embalagens vazias e a nota fiscal de compra do produto, durante o período de um ano da data da devolução das embalagens ao Posto de Recebimento; 4) O armazenamento dos agrotóxicos deve ser feito em locais adequados, observando a legislação vigente e “às instruções fornecidas pelo fabricante, inclusive especificações e procedimentos a serem adotados no caso de acidentes, derramamento ou vazamento de produto e, ainda, às normas municipais aplicáveis, inclusive quanto à edificação e à localização”. 5) O agrotóxico só pode ser comercializado diretamente ao usuário mediante apresentação de receituário próprio, con- Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 29. 29 Notícias Sicoob Cocred feccionado por profissional habilitado, específico para cada cultura ou problema, que deverá conter: “I - nome do usuário, da propriedade e sua localização; II - diagnóstico; III - recomendação para que o usuário leia atentamente o rótulo e a bula do produto; IV - recomendação técnica com as seguintes informações: a) nome do(s) produto(s) comercial(ais) que deverá(ão) ser utilizado(s) e de eventual(ais) produto(s) equivalente(s); b) cultura e áreas onde serão aplicados; c) doses de aplicação e quantidades totais a serem adquiridas; d) modalidade de aplicação, com anotação de instruções específicas, quando necessário, e, obrigatoriamente, nos casos de aplicação aérea; e) época de aplicação; f) intervalo de segurança; g) orientações quanto ao manejo integrado de pragas e de resistência; h) precauções de uso; e i) orientação quanto à obrigatoriedade da utilização de EPI; e V - data, nome, CPF e assinatura do profissional que a emitiu, além do seu registro no órgão fiscalizador do exercício profissional”. Balancete Mensal COOP.CRÉDITO PRODUTORES RURAIS E EMPRESÁRIOS DO INTERIOR PAULISTA - BALANCETE - FEVEREIRO/2011 Valores em Reais Diante dessas normas, torna-se transparente a preocupação da sociedade com o controle ambiental de agrotóxicos, uma vez que a aludida legislação tem por escopo coibir o depósito e o abandono dos recipientes vazios de agrotóxicos em locais inadequados, evitando assim uma maior degradação ao meio ambiente natural e, consequentemente, riscos aos usuários, trabalhadores e à população e aos em geral. Por derradeiro, ao agir em obediência ao que determina a legislação em comento, estará o fabricante, o comerciante e, principalmente, o usuário - agricultor, contribuindo para o melhor aproveitamento do agrotóxico, em respeito aos valores econômicos e ambientais com vistas à preservação da natureza às presentes e futuras gerações, inserindo mais uma vez a nossa agricultura nos padrões ecológicos do desenvolvimento economicamente sustentável. RC Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 30. 30 Pragas e Doenças Plantas daninhas na cultura de canade-açúcar. Porque controlá-las? Marcos de Felicio - Eng. Agrônomo / COPERCANA Com o início da safra no país, inicia-se também a preocupação com o controle eficiente de plantas daninhas, para garantir melhor desempenho da cultura de cana-de-açúcar nas áreas de cultivo. O que são plantas daninhas e porque efetuar o controle? A s plantas daninhas são caracterizadas por se desenvolverem indesejadamente em um ambiente de cultivo de outra espécie, por exemplo, uma planta de soja pode ser considerada planta daninha em meio a uma área de cultivo de cana-de-açúcar. Algumas espécies podem se desenvolver em ambientes menos favoráveis, ou seja, em condições de estresse hídrico, ausência ou pouca luminosidade, áreas de solos compactados, locais com índices de fertilidade desfavoráveis, altos índices de salinidade e excessiva acidez. Entretanto, em condições ideais, sua competitividade com a cultura cultivada no local é aumentada, concorrendo por recursos naturais (água, luz e nutrientes do solo) o que transformam as plantas daninhas nas grandes vilãs das lavouras de cana-de-açúcar. Sendo assim, a partir do momento que a planta daninha se instala no canavial, torna-se uma competidora com a cana-de-açúcar por todos os fatores bióticos (vivos) e abióticos (não vivos) que são necessários para uma boa formação do canavial. Além da concorrência por recursos naturais, as plantas daninhas podem liberar substâncias alelopáticas, que agem bioquimicamente na cultura da cana-de-açúcar e comprometem o seu desenvolvimento e, também, podem atuar como hospedeiros de doenças e pragas que prejudicam o desenvolvimento dos canaviais. Além de todos estes fatores, quando analisado não somente a competição entre planta daninha e canavial, outro grande prejuízo é a perda no momento da colheita, quando for mecanizada. Como exemplo, podemos citar ambientes de produção com infestação de “cordas-deviola”, que “embucham” as máquinas no momento da colheita. Segundo Blanco (1982), a somatória de todos estes danos, pode representar de 24 a 86% de redução de produtividade quando um canavial possui a interferência de plantas daninhas. Como controlar as plantas daninhas? • Prevenção: consiste em impedir que as plantas daninhas sejam transportadas para áreas agrícolas onde elas ainda não existem. É, em geral, o meio mais prático de combate às plantas daninhas. • Erradicação: consiste na eliminação de todas as plantas e seus órgãos, inclusive as sementes. É um método difícil, e só Canavial infestado por corda-de-viola é economicamente viável em pequenas áreas de cultivo. • Controle: este é o método mais utilizado de combate de plantas daninhas na agricultura e consiste em interromper temporariamente o crescimento e o desenvolvimento das referidas plantas durante o ciclo da cultura, especialmente no período crítico de competição. O controle pode ser: mecânico (tração animal ou trator); com enxadas ou químico (uso de herbicidas aplicados em concentrações que matam ou retardam o crescimento das plantas daninhas e beneficiam as plantas cultivadas). Considerações finais Apesar das informações sobre prejuízos e possibilidades de controle das plantas daninhas, é importante que o produtor tenha o acompanhamento de um Engenheiro Agrônomo para que possa orientá-lo sobre a melhor estratégia de acordo com a espécie invasora e o estágio de desenvolvimento da cultura. RC Referências: ALMEIDA, F.S. Controle de plantas daninhas em plantio direto (1991). BLANCO, H.G. Ecologia das plantas daninhas (1982). EMBRAPA (2010). Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 31. 31 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 32. 32 Revista Canavieiros - Abril de 2011
  • 33. 33 Notícias do Setor Pesquisa mostra confiança presente no segmento industrial Carla Rodrigues N Resultados obtidos apontam para quadro positivo em 2011 o dia 28 de março, a AgroFEA Ribeirão (Núcleo de Pesquisas em Agronegócios da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto) e a Fundace (Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia) em parceria com a Multiplus Feiras e Eventos, apresentaram os resultados do primeiro índice de Confiança dos Fornecedores do Setor Sucroenergético Multiplus/Fundace. A apresentação ocorreu no Anfiteatro Ivo Torres da FEA-USP, em Ribeirão Preto. O objetivo do estudo é avaliar as condições atuais e as expectativas em relação à economia brasileira, o sistema agroindustrial e o setor de fornecedores sucroenergéticos e a própria empresa. É uma pesquisa quantitativa e será analisada bimestralmente até o fim deste ano. De acordo com o coordenador da AgroFEA, Roberto Fava, o trabalho mostra a junção da experiência acadêmica com a experiência do empresariado. “Hoje faz parte da cultura organizacional da FEA essa aproximação, assim fica mais fácil compreendermos o que se passa no setor”, explicou Fava. Para a primeira edição do Índice realizada em fevereiro de 2011, foram ouvidas 125 empresas representantes do segmento de fornecedores industriais do setor sucroenergético de abrangência do Ceise Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis) por meio de telefonemas e contatos por e-mail. Os indicadores variam no intervalo de 0,00 a 1,00. Os valores obtidos acima de 0,50 pontos indicam empresários confiantes. O resultado alcançado através da pesquisa foi de 0,69, o que mostra um empresário do setor sucroenergético otimista neste início de ano. Sobre as Con- dições Atuais do segmento, o resultado encontrado foi de 0,64, demonstrando que o efeito dos últimos seis meses foi considerado bom. Quando questionados sobre a Expectativa do Setor para os próximos seis meses, o resultado foi de 0,72, um número muito positivo que pode ter sido consequência da boa expectativa para a safra 2011/2012. Já o índice para as condições atuais da Economia Brasileira foi de 0,62, mostrando mais uma vez que o ano de 2010 foi positivo para o setor. Roberto Fava, explicou que os resultados obtidos com essas pesquisas foram extremamente importantes para o setor, já que, empresários confiantes no futuro devem fazer mais investimentos, gerando assim mais empregos na cadeia de produção. “Este é apenas o nosso primeiro passo, até o final do ano pretendemos ampliar esse trabalho às usinas, produtores e depois para fornecedores de defensivos, máquinas e implementos agrícolas”, disse o coordenador. Os resultados das pesquisas podem ser conferidos no site da FUNDACE – www.fundace.org.br ou no site da Multiplus Feiras e Eventos: www.multiplusfeiraseventos.com.br RC Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 34. 34 34 “General Álvaro Tavares Carmo” Tecnologias na Agroindústria Canavieira Marcos Omir Marques, Miguel Angelo Mutton, Thiago Assis Rodrigues Nogueira, Luis Carlos Tasso Junior, Gustavo Almeida Nogueira, Juliano Henrique Bernardi. Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português. “Para que nasçam virtudes é necessário semear recompensas” Provérbio Oriental 1) A atitude do cidadão foi “inconsequente”. Prezado amigo leitor, segundo o Novo Acordo Ortográfico o trema não existirá mais (regra geral). Por favor, atitudes consequentes e sem trema! 2) Pedro trabalha muito. Conforme o dito popular está fazendo o “ pé-de-meia”. Pedro, parabéns! Pensa no futuro e mantenha o hífen na expressão “pé-de-meia”. (Segundo o Novo Acordo Ortográfico, o hífen permanece na expressão “pé-de-meia”) Neste livro, os autores abordam temas de grande relevância para a cultura de cana-deaçúcar no país, como: matéria-prima (considerações sobre a qualidade da matéria-prima, limpeza de cana a seco, produção e viveiro de mudas, manejo com a utilização de maturadores químicos e atualidades em cultivares de cana-de-açúcar), fitossanidade (as principais doenças e manejo de pragas), plantio mecanizado, adubação e nutrição (manejo e uso de fertilizantes, silício e escória de siderurgia em cana-de-açúcar e aproveitamento agrícola de resíduos no canavial), física do solo (compactação e influência de sistemas de produção de cana-de-açúcar nos atributos físicos do solo), cogeração (tecnologias, oportunidades e estudos para o incremento da co-geração de energia no setor sucroalcooleiro, caldeiras a bagaço e eficiência energética com turbina a vapor atendendo a processo) e fabricação (inovações na purificação do caldo e fermentação alcoólica). Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone : (16)3946-3300 - Ramal 2016 Revista Canavieiros - Abril de 2011 3) Maria não se considera bonita. Está com a “ auto-estima” baixa. Maria levante sua autoestima com a nova grafia escrita de forma correta: sem o uso do hífen. Dica e regra: quando o primeiro elemento termina por vogal diferente da que inicia o segundo elemento, a palavra é escrita sem hífen. Com o exemplo autoestima temos: Auto: primeiro elemento termina com a vogal o Estima: segundo elemento inicia com a vogal e Portanto, vogais diferentes. Correta a escrita junta: autoestima PARA VOCÊ PENSAR: “Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. - Clarice Lispector” “ E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior que eu mesma,e não me alcanço” - Clarice Lispector Dicas e sugestões, entre em contato: renatacs@convex.com.br * Advogada, Prof. de Português, Consultora e Revisora, Mestra USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Pós-Graduada pela FGV/RJ, com MBA em Direito e Gestão Educacional, autora de vários livros como a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras), em co-autoria.
  • 35. 35 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 36. 36 Safra de Grãos Safra de grãos: novo recorde O O sétimo levantamento da safra de grãos 2010/2011 mostra que previsão da produção do país é de 157,4 milhões de toneladas sétimo levantamento da safra de grãos 2010/2011 mostra que a produção do país deve alcançar novo recorde e chegar a 157,4 milhões de toneladas. O estudo divulgado no início de abril é realizado pela Conab Companhia Nacional de Abastecimento, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O volume divulgado pela Conab representa um aumento de 5,5%, ou cerca de 8,2 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que foi de 149,2 milhões de toneladas. Comparada ao último levantamento, realizado em março, a produção cresceu 2,1%, o que equivale a 3,2 milhões de toneladas. A área cultivada também aumentou e chegou a 49,2 milhões de ha (1,8 milhão de ha a mais ou 3,9% de acréscimo). O aumento das áreas de plantio deve-se à ampliação do cultivo do algodão, do feijão (primeira e segunda safras), da soja e do arroz. A boa influência do clima sobre o desenvolvimento das plantas também foi responsável por essa evolução. O algodão teve o maior crescimento percentual em área, com 62,9% a mais que no ano passado (835,7 mil ha). Esse aumento pode levar a uma produção de 2 milhões de toneladas, o que significa 833,5 mil toneladas a mais em comparação à anterior (1,2 milhão de toneladas). No caso da soja, houve uma ampliação da área de 2,3%, com o cultivo em 24,2 milhões de ha. A produção cresceu 5,2% e chegou a 72,2 milhões de toneladas. A colheita do grão está em fase final nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Já a produção de milho deve ser de 55,6 milhões de toneladas, 0,7% a menos que a safra passada (56 milhões de toneladas). A queda teve origem no milho 1ª safra, em menor grau, em função da diminuição da área em 55,5 mil ha, o que levou a 7,8 milhões de ha plantados. Para o milho 2ª safra, a estimativa é semear 5,5 milhões de ha, um aumento de 4,5%, com a produção de 21,7 milhões de toneladas, menos que a da safra passada. A razão é que a semeadura de boa parte da lavoura foi feita fora da época de recomendação técnica. RC Fonte: Conab T ecnologia diminuirá gastos do produtor Ministério define regras para registro de bactérias que fixam o nitrogênio no solo. Produto reduzirá os custos com fertilizantes nas lavouras de milho, cana-de-açúcar, arroz e trigo O s produtores rurais vão poder reduzir os gastos no plantio de milho, cana-de-açúcar, arroz e trigo, com o emprego de tecnologia à base de inoculante ─ bactérias que fixam nitrogênio no solo. Esse tipo de produto é empregado com sucesso no cultivo da soja desde a década de 70. A Instrução Normativa Nº 13, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira, 25 de março, moderniza o registro desses produtos no Brasil, melhorando as regras existentes para produção, pesquisa e importação. De acordo com o coordenador do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Ministério da Agricultura, Hideraldo Coelho, os inoculantes diminuem bastante a quantidade de fertilizantes nitrogenados usada na lavoura. “No cultivo de soja, por exemplo, os agricultores chegam a gastar, em média, R$ 15 por hectare. Entre os que não aderem à tecnologia, os custos podem chegar a aproximadamente R$ 700,00 por hectare, calculam os especialistas da área”, diz Hideraldo Coelho. Revista Canavieiros - Abril de 2011 Diferentemente da adubação mineral, os inoculantes têm como base material biológico. Além de mais baratos, os produtos não causam danos ao meio ambiente. “A fixação biológica de nitrogênio pelas plantas leguminosas pode suprir a adubação mineral dependendo da espécie e sistema de cultivo”, explica o coordenador. As novas normas para o registro do material produzido, importado e comercializado em território nacional incluem os micro-organismos aprovados para uso e as orientações para embalagens. “O pedido de registro deverá conter a relação das matérias-primas utilizadas na fabricação e as suas funções, bem como a espécie de micro-organismo utilizado e a qual cultura se destina”, informa Coelho. Saiba mais : Após a fotossíntese, a Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) é considerada o mais importante processo biológico fundamental para a vida. A FBN é o processo que captura o nitrogênio presente na atmosfera e o converte em formas que podem ser utilizadas pelas plantas. Em termos de agricultura, a simbiose entre bactérias fixadoras de nitrogênio (denominadas rizóbios e bradirizóbios) e plantas leguminosas (família à qual pertencem a soja, o feijão e a ervilha) é a mais importante. Após a formação de nódulos nas raízes dessas plantas, a bactéria passa a fixar o nitrogênio atmosférico e a planta o transforma em compostos orgânicos, diminuindo uso de adubos nitrogenados. No Brasil, graças ao processo de FBN, a inoculação substitui totalmente a necessidade do uso de adubos nitrogenados nas lavouras de soja. A disseminação desta técnica é uma das ações previstas no Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do Ministério da Agricultura. O objetivo do programa é promover ações na agropecuária nacional para atingir as metas acordadas na conferência de Copenhague, em 2009. O uso de inoculantes evita a contaminação da água pelo nitrato existente nas fórmulas de adubo nitrogenado e contribui para reduzir a emissão de gases do efeito estufa.RC Fonte: MAPA
  • 37. 37 Eventos em Maio 2011 AGRISHOW 2011 - 18ª Feira Internacional de Tecnologia Empresa Promotora: ABIMAQ, ABAG, SRB e ANDA Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 02/05/2011 Fim do Evento: 06/05/2011 Estado: SP Cidade: Ribeirão Preto Localização do Evento: Pólo de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro - Leste Anel Viário Km 321 Informações com: Reed Exhibitions Alcantara Machado Site: www.agrishow.com.br Telefone: 011 3060-5000 E-mail: comunicacao@reedalcantara.com.br V Congresso Brasileiro de Defensivos Agrícolas Naturais - III COBRADAN Embrapa Meio Ambiente Tipo de Evento: Congresso Início do Evento: 24/05/2011 Fim do Evento: 26/05/2011 Estado: SP Cidade: Jaguariúna Localização do Evento: Embrapa Meio Ambiente Informações com: Embrapa Meio Ambiente Site: w www.cnpma.embrapa.br/nova/mostra2.php3?id=725 Telefone: 19 3311.2700 E-mail: sac@cnpma.embrapa.br Herbishow 2011 Tipo de Evento: Seminário Nacional sobre Controle de Plantas Daninhas no Cultivo da Cana-de-Açúcar Realização: Idea Online Início do Evento: 15/05/2011 Fim do Evento: 19/05/2011 Estado: SP Cidade: Ribeirão Preto Localização do Evento: Centro de Convenções de Ribeirão Preto Informações e Inscrições: (16) 3514 0631 / 3211 4770 CROP WORLD - SOUTH AMERICA 2011 Tipo de Evento: Conferência / Palestra Início do Evento: 09/05/2011 Fim do Evento: 10/05/2011 Estado: SP Cidade: São Paulo Localização do Evento: Blue Tree Morumbi - São Paulo Informações com: Luciana Souza Telefone: 11 3524-8505 E-mail: luciana.souza@Lstreinamentos.com.br Descrição: Desafios, Investimentos e Melhores Práticas em Comércio Internacional, Regulação, Investimentos, Insumos e Sustentabilidade nos Setores de Defensivos e Fertilizantes Participação especial de palestrantes de entidades como: ANVISA, MAPA e IBAMA Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 38. 38 VENDEM-SE - Trator MF 5320, ano 2002; - Recolhedora, Miac, Double Masterii, ano 2002; - Transbordo SANTAL VT-8; - Subsolador 7 ASTES BALDAN; - Plantadeira Jumil 4l pd2980 ex; - Plantadeira Jumil 4l pd 2650; - Prancha Trivellato, ano 1959; - Scania 111, ano 1977; - Kombi, ano 1997; - Plantadeira Jumil 6l. pd2980, ano 2004. Tratar com Luís Godoy pelo telefone: (16) 3944 3333 / 9181 7176 VENDEM-SE - Ônibus MB ano 95, 55 lugares no documento, três gavetas de ferramentas, geladeira 250 litros elétrica, toldo fixo; - S10 dupla Advantage, flex, modelo 2006, banco de couro, roda liga leve. Tratar com Luiz pelos telefones: (16) 9163-2196 ou (16) 3952-2361. VENDEM-SE - Sulcador de cana DMB, 2 linhas, com marcador de sulco; - Grade hidráulica em x-nova; - Grade niveladora de arrasto de 42x20”; - Grade niveladora de arrasto de 32x18”; - Par de esteira para carreta de torta de filtro. Tratar com Eduardo pelos telefones: (16) 3942-3987 ou 3942-2895. VENDE-SE VENDE-SE - Tanque de 15 mil litros de fibra de vidro para distribuição de vinhaça. Ótimo estado. Valor a combinar. Tratar com Carlos Lovato pelo telefone: (16) 9773-3583 ou (16) 9139-1248. VENDE-SE - Sítio localizado no distrito Butiá, cidade de Descalvado, ótima localização, 4 km da cidade. São 15 alqueires, sendo um pouco mais da metade de área cultivável e a outra de reserva. Tratar pelos telefones: (19) 35811903 / (19) 9758-3248 ou pelo e-mail: gutoporto@bol.com.br VENDE-SE - Tanque para resfriamento de leite, marca ALFA LAVAL, com capacidade para 600 litros. Tanque semi novo instalado e funcionando na propriedade em Descalvado-SP. Valor: R$ 8.400,00, dividido em 04 vezes, ou outra forma de pagamento a combinar. Tratar com Carlos pelo telefone: (19) 9607-7000. VENDE-SE - Fiat Strada 2008, com ar condicionado, direção hidráulica, bom estado de conservação, cabine simples, cor branca. Tratar pelos telefones: (34) 9972-3073 ou (34) 3332-0525. - Dois tonéis de cachaça (vazios) com capacidade de 30 e 50 mil litros. Madeira amendoim. Valores: R$ 8.000,00 e R$ 10.000,00. Tratar com Adriano Falcão pelo telefone: (15) 9705-9901. - Varredura de adubo, ótima qualidade. Eficiência comprovada. Tratar com Valter pelo telefone: (16) 9184-3385. COMPRA-SE - Tubos de irrigação de todos os diâmetros, motobombas, rolão autopropelido, pivot, etc. Pagamento á vista. Tratar com Carlos pelo telefone: (19) 9166-1710 ou pelo e-mail: cyutakam@ hotmail.com - 04 Reboques agrícola (transbordo) SMR, Ano 2008/09 (SERMAG), Chassis duplo, recebido em 2009; - 01 Trator agrícola VALTRA BH180, Ano 2006 (Gabinado), 4x4 com HiFlu (Lataria, parte elétrica e pneus perfeitos); - 01 Trator agrícola VALTRA BH180, Revista Canavieiros - Abril de 2011 VENDE-SE VENDEM-SE Ano 2007 (Gabinado), 4x4 com HiFlu (Lataria, parte elétrica e pneus perfeitos); - 01 Caminhão FORD 5032, Ano 2006, 4x4 Traçado (Pneus Semi-novos), com Carroceria Canavieira (GOYDO), ano 2009, comprimento 8m., com cabos de aço e cambão (ótimo estado); - 01 Reboque 2 eixos (GOYDO), ano 2009, comprimento 8,20m, altura 4,40m, largura 2,60m com cabos de aço e cambão (pneus em bom estado) medida dos pneus 1000/20 (Semi-novo); - 01 Carreta agrícola Tanque 6400 litros (4 rodas) , ano 2010, para óleo diesel com bomba para abastecimento seminova (com medidor); - 01 Carreta agrícola Tanque 3000 litros (2 rodas) com bomba para abastecimento de óleo diesel e medidor; - 01 Colheitadeira de Cana CASE A7700 (esteira), Motor CUMMINS M11, despontador, disco de corte lateral, Auto tracks (copiador de solo), elevador estendido. Fabricada em 2008, foi recebida em dezembro de 2008. Começou a trabalhar na safra 2009, por tanto trabalhou 2 safras, com 5000 horas. Os atendimentos dos caminhões são da própria concessionária. Tratar com Marcus pelo telefone: (17) 8158-1010 ou com Nelson pelo telefone: (17) 8158-0999. VENDEM-SE - 01 caixa d’água modelo australiana para 50.000 lts; - 01 caixa d’água modelo australiana para 5.000 lts; - 01 transformador de 15 KVA; - 01 transformador de 45 KVA; - 01 transformador de 75 KVA; - Mourões de aroeira; - coxos de cimento; - porteiras; - 01 repetidora com 10 rádio-amadores e 3 HT; - 01 cultivador de cana DRIA 2006, semi novo. Tratar com Wilson pelo telefone: (17) 9739-2000 - Viradouro –SP.
  • 39. 39 Revista Canavieiros - Abril 2011
  • 40. 40 Revista Canavieiros - Abril de 2011

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