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  • 1 Revista Canavieiros - Março 2011
  • 2 Revista Canavieiros - Março de 2011
  • 3 Revista Canavieiros - Março 2011 View slide
  • Editorial 4 Expediente: Conselho Editorial: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Editora: Carla Rossini - MTb 39.788 Projeto gráfico e Diagramação: Rafael H. Mermejo Equipe de redação e fotos: Carla Rodrigues - MTb 55.115 Murilo Sicchieri Rafael H. Mermejo Comercial e Publicidade: Marília F. Palaveri (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 comercial@revistacanavieiros.com.br atendimento@revistacanavieiros.com.br Impressão: São Francisco Gráfica e Editora Ltda Tiragem: 11.000 exemplares ISSN: 1982-1530 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e SicoobCocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Endereço da Redação: A/C Revista Canavieiros Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311 - (ramal 2190) www.revistacanavieiros.com.br Fatores climáticos na vida do produtor A atividade exercida pelo produtor rural está sempre sendo influenciada pelas intempéries. As vezes, o agricultor sofre pela falta das chuvas e hoje, por exemplo, sofre pelo excesso dela. Este é o assunto da editoria “Culturas de Rotação” desta edição, já que o grande volume de chuvas provocou o atraso na colheita de safra de verão e consequentemente, no plantio de cana-de-açúcar. Ainda abordando o tema sobre fatores climáticos, a Reportagem de Capa traz informações sobre a principal causa do florescimento da cana-de-açúcar: o fotoperíodo, que nada mais é do que o período de luz de um dia, desde quando o sol nasce até ele se por. Além do fotoperíodo, as condições de temperatura e a quantidade de chuvas no período indutivo – que na região Centro-Sul, vai de final de fevereiro ao final de março também afetam o florescimento, causando prejuízos e perdas ao canavial, pois prejudicam a produtividade da planta. O entrevistado do mês é o pesquisador do IAC – Apta (Instituto Agronômico – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), Denizart Bolognezi. Ele conversou com a Canavieiros sobre suas principais áreas de atuação, que é o sistema de plantio direto e a palhada de cana crua, já que o plantio da cana-deaçúcar é um exemplo de atividade que vem sendo modificado e aperfeiçoado. O presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Marcos Sawaya Jank, é quem assina o Ponto de Vista, em que discute sobre alta dos preços agrícolas. Em seu artigo, Jank questiona e reflete se isso poderá causar uma ameaça ou uma oportunidade para o país avançar. As Notícias Copercana mostram a preocupação da cooperativa com o meio RC www.twitter.com/canavieiros redacao@revistacanavieiros.com.br Revista Canavieiros - Março de 2011 ambiente. Depois de firmado um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, a Copercana plantou 1800 árvores nativas do Brasil em troca do corte de uma paineira, localizada no terreno onde será instalado o futuro supermercado da rede na cidade de Jaboticabal. Em Notícias Canaoeste o leitor poderá conferir as apresentações realizadas pelo superintendente da Sicoob Cocred, Marcio Meloni, pelo gerente do departamento técnico da Canaoeste, Gustavo Nogueira e pelo consultor agronômico da Canaoeste, Oswaldo Alonso durante o Ribeirão Canainvest, evento que reuniu profissionais do setor. Ainda em Notícias Canaoeste estão as informações sobre o “XI Encontro Anual de Produtores de Cana”, que destacou as mudanças necessárias do Código Florestal. O evento foi organizado pela Orplana e foi realizado durante a Feicana 2011, em Araçatuba. Em Assuntos Legais, o advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti aborda os procedimentos que devem ser adotados pelos produtores em caso de incêndio de origem desconhecida e alerta para as queimas de cana realizadas sem a autorização junto a Secretaria do Meio Ambiente. Na editoria “Destaque” está o II Simpósio Paulista de Mecanização em Cana-de-açúcar em Jaboticabal, que reuniu profissionais do setor para discutir os problemas da mecanização da cultura de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto. E também o encontro realizado pelo Ceise Br com lideranças do setor para retomada de investimentos na cadeia produtiva sucroenergética. Além disso, não deixe de conferir as Informações Setoriais com o consultor agronômico da Canaoeste, Oswaldo Alonso, dicas de leitura e gramática. Boa leitura! Conselho Editorial View slide
  • 5 Ano V - Edição 57 - Março de 2011 Índice: Capa - 22 Fatores climáticos atuam no florescimento dos canaviais Na região Centro-Sul, o período indutivo natural é de final de fevereiro ao final de março; perda de produtividade é uma das consequências do florescimento E mais: Safra de Grãos .................página 12 06 - Entrevista Circular Consecana Denizart Bolognezi Pesquisador científico do IAC Plantio Direto: uma tendência crescente .................página 14 Destaque 10 - Ponto de Vista .................página 24 Informações Setoriais Marcos Sawaya Jank Presidente da UNICA Alta dos preços agrícolas, ameaça ou oportunidade? .................página 26 10 - Notícias Copercana Assuntos Legais - Copercana planta 1800 árvores nativas do Brasil .................página 28 18 - Notícias Canaoeste Mecanização - XI Encontro Anual de Produtores de Cana - Setor Sucroenergético em debate no Ribeirão Canainvest .................página 31 24 - Notícias Sicoob Cocred Cultura - Balancete Mensal .................página 32 30 - Rotação de Cultura Agende-se .................página 33 Colheita e plantio são prejudicados pelas chuvas Excesso de umidade provocou atraso na colheita de safra de verão e consequentemente, no plantio de cana Classificados .................página 34 Revista Canavieiros - Março 2011
  • 6 Entrevista com: Denizart Bolognezi Carla Rodrigues A prática da agricultura está em constante transformação e todas as suas etapas, desde o plantio até a colheita, passam por modificações. O plantio da cana-de-açúcar é um exemplo de atividade que vem sendo modificado e aperfeiçoado. Para falar sobre esse assunto, a Revista Canavieiros entrevistou o pesquisador científico do IAC – Apta (Instituto Agronômico – Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios), Denizart Bolognezi, que explicou o sistema de plantio direto, seus benefícios e suas características. Bolognezi tem experiência em agronomia com ênfase em fitotecnia. Ele atua principalmente nos temas de plantio direto, amendoim, palhada de cana crua, fluxo de CO² e pastagem. Plantio Direto: uma tendência crescente Revista Canavieiros: O que é o plantio direto? Denizart: O sistema plantio direto não se restringe a preparar solo, mas sim envolver outros aspectos que compõem os princípios da agricultura conservacionista, ou seja, ele é uma modalidade dentro de um conceito mais amplo que denominamos de agricultura conservacionista. Revista Canavieiros: Quais os tipos de culturas que podem ser usadas no plantio direto? Denizart: Como estamos falando da cana-de-açúcar, nesse caso a nossa janela para diversificar o ambiente agrícola começa em setembro/outubro e vai até fevereiro/março, que é o plantio de canavial de 18 meses. Nessa janela entre o último canavial a ser reformado e o novo canavial, nós temos todas as condições para poder cultivar as espécies leguminosas comerciais e os adubos verdes também. As espécies comerciais mais uti- “...redução de insumos externos através da rotação de culturas, estabilidade de produção pela manutenção de melhoria de estrutura de solo, reciclagem de nutrientes...” lizadas são a soja e o amendoim, que até na região de esfera da Copercana, Sertãozinho e Ribeirão Preto, o amendoim é uma cultura predominante, até por razões de estrutura de recebimento do produto. Já nas regiões onde a estrutura para o amendoim não está em boas condições, a soja ocupa o espaço de maneira mais efetiva. Existem outras opções, como o sorgo sacarino, que apesar de hoje não ser uma leguminosa, pode se tornar uma opção interessante porque permite florescer matéria-prima para começar a Revista Canavieiros - Março de 2011 safra mais cedo e diminuir o período de ociosidade das usinas, sendo esta uma matéria-prima que pode fabricar o etanol com qualidade da mesma forma com que a cana produz. Outra característica que precisa ser mais bem estudada, que é uma vantagem do sorgo, pelo menos fora do Brasil, é que os genótipos de sorgo que estão sendo cultivados, têm uma particularidade de melhorar o controle e reduzir a população de Pratylenchus zeae, que são nematóides que têm aumentado na área de cana. Precisamos testar isso nas condições de cana do Estado de São Paulo, e ver se isso será verdadeiro também aqui. Revista Canavieiros: Quais os benefícios/vantagens do plantio direto? Denizart: Redução de insumos externos através da rotação de culturas, estabilidade de produção pela manutenção de melhoria de estrutura de solo, reciclagem de nutrientes, equilíbrio na fauna e solos, sofrendo menos estres-
  • 7 se hídrico no período de veraneio e a redução de impacto ambiental. Como tenho um ambiente mais equilibrado, na medida em que uso menos defensivo, uso menos fertilizantes, porque tenho ciclagem de nutrientes, como por exemplo, o nitrogênio que é fixado no solo por leguminosas. Isso gera uma estabilidade de produção, fazendo com que deixe de usar recursos externos de maneira excessiva. Revista Canavieiros: Os produtores estão se identificando com esse método de plantio? Denizart: O plantio direto como tecnologia já é conhecido desde o final da década de 70, quando lançaram o glifosati. No começo da liberação comercial do glifosati a cana foi uma das primeiras culturas a ser estudada, assim como a dissolução química da sua soqueira e o seu plantio sem o preparo. Agora o conceito de sistema plantio direto, onde envolve a rotação de culturas no contexto da cana crua, é algo novo que ainda precisa ser trabalhado. Já têm agricultores em São Paulo, na abrangência de Sertãozinho e Ribeirão Preto, até São Joaquim da Barra e Morro Agudo, que há 12 anos vêm praticando a soja em cima da palha da cana. E a tendência é crescente. Para o produtor capitalizado, que arrenda áreas mais extensas, em parceria com as usinas, ou mesmo as usinas que são produtoras de soja, como a Usina Guaíra, a tecnologia está muito bem ajustada. O problema tem sido para o pequeno e médio produtor, com no máximo 150 hectares. Esse produtor não tem maquinário “...quando a infestação é muito alta e o produtor não vai utilizar um controle químico, a destruição mecânica das soqueiras passa a ser a alternativa mais viável. Mas isso representa manchas do total de áreas, onde é possível fazer o preparo localizado...” que se ajuste a realidade atual. Então é preciso criar mecanismos de investimentos, pois a cana crua está presente e esse pequeno agricultor terá que ter implementos adequados para fazer um bom trabalho. Revista Canavieiros: Os implementos utilizados durante o plantio direto são os mesmos do método convencional? Denizart: Não, as semeadoras são outras. No caso do produtor de amendoim, esse é um entrave. Não tem crescido as áreas de amendoim no plantio direto porque o produtor ainda tem aquela semeadora convencional e precisa de um investimento. Nessas áreas de amendoim são módulos de produção muito grandes, e as vezes a cultura não permite que adote a tecnologia e a faça bem feita. As adaptações muitas vezes levam a frustração da adoção e isso diminui o interesse em adotar o modo de plantio direto. Na soja as adaptações são menores, é mais fácil. As semeadoras conseguem ter um desempenho, mesmo que não sejam específicas para área de palhada de cana. O pesquisador Denizart Bolognezi ao lado do gerente do departamento técnico da Canaoeste, Gustavo Nogueira, durante o Ribeirão CanaInvest Revista Canavieiros: O plantio direto é recomendado para todos os tipos de solo ou há algumas restrições? Denizart: Na década de 80 quando começou a se pensar em fazer cana sem preparo de solo, os levantamentos para as áreas paulistas eram de 40% das áreas viáveis para se adequar ao sistema. Hoje com a expansão da cana, nas regiões Noroeste do estado, existem solos com limitações que demandam uma tecnologia um pouco mais refinada. Para a região Nordeste do estado, não existe limitação de solo. Já os solos da região Oeste do estado, principalmente nos argissolos, há problemas com alumínio em subsuperficie, uma questão ainda a ser trabalhada. Nos solos que têm problemas de infestação de pragas, que nesse caso, quando a infestação é muito alta e o produtor não vai utilizar um controle químico, a destruição mecânica das soqueiras passa a ser a alternativa mais viável. Mas isso representa manchas do total de áreas, onde é possível fazer o preparo localizado, e nas áreas que não tem o problema, o produtor pode ir adotando paulatinamente o sistema de manejo conservacionista. Revista Canavieiros: Hoje muito se fala na “obrigação” dos produtores em proteger o meio ambiente. Em 2006 foi assinado o protocolo agroambiental pelo governo paulista para acabar com as queimadas de cana. Você acredita que o estado de São Paulo irá conseguir manter-se fiel ao protocolo? Denizart: Certamente 100% não é possível num espaço tão curto. O que a gente ouve nas discussões, é que até as fábricas de colhedoras não conseguem suprir essa demanda tão rápido. Eu acredito que tem um desejo do setor produtivo em adotar logo a colheita mecanizada não só por questões ambientais, mas trabalhistas também. Muitas regiões têm dificuldade com mão-de-obra, que está ficando cara e tem todas as exigências trabalhistas, então a colheita de cana crua passa a ser uma alternativa mais interessante. Eu não vejo nenhum empecilho da adoção em médio prazo, talvez em 2014 já consiga viabilizar. Já as áreas não mecanizáveis, que tem topografia mais acidentada, talvez seja necessário substituir a cana por outra atividade, como por exemplo, o café nas regiões possíveis. Revista Canavieiros: Hoje qual é a porcentagem de área colhida de cana crua no Estado de São Paulo? Denizart: Aproximadamente 70% Revista Canavieiros - Março 2011
  • 8 da área colhida no Estado é mecanizada. De acordo com o levantamento realizado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), as áreas que não são possíveis de mecanizar aqui na região mais tradicional de cana-de-açúcar, estão em torno de 89 a 90 mil hectares. Essas áreas teriam que ter outro destino ou outra atividade, o que ajudaria o produtor a diversificar sua renda. Mas vale lembrar que esses 89/90 mil hectares não são contínuos, são maciços, ou seja, numa propriedade tem 5% de área não mecanizável, na outra tem 10% , na outra 15%, etc. Revista Canavieiros: A cana crua pode causar algum dano na produção final? Denizart: Na literatura internacional mostra que a Austrália já tem mais de 20 anos de experiência com colheita de cana crua, e muito pelo contrário, a produtividade pode até aumentar por razões de melhoria de fertilidade de solo, assim, nos anos de alto custo da cana, pode-se reduzir alguns nutrientes como o potássio, que é Entrevista lixiviado da palha. A questão hídrica, que é determinante em muitos anos e a rebrota da cana em condição de palha é melhor do que na condição de cana queimada, e as variedades já estão adaptadas para isso. Para os problemas fitossanitários como a cigarrinha já existe solução para conviver na condição de palha, de maneira que cana queimada versus cana crua é um paradigma que foi quebrado nos últimos anos. Todo mundo sabe das vantagens agronômicas, o que vejo hoje como problema é a demanda da palha como mais um insumo, que é uma matéria que a usina no futuro possa querer levar pra aumentar o seu rendimento industrial, para produzir etanol ou cogeração de energia. Revista Canavieiros: Há algum diferencial no preparo da cana que será colhida crua? Denizart: Tem. As áreas são sistematizadas. Os lances de colheita devem ser os mais contínuos possíveis, de maneira que a máquina faça a mesma manobra. Revista Canavieiros - Março de 2011 Revista Canavieiros: O que acontece com a palha da cana crua depois que ela é colhida? Denizart: Certamente, dependendo da época que o canavial for colhido, retirar a palha vai aumentar a evaporação de água no solo. Se aumentar a evaporação, num período de inverno, diminui a disponibilidade hídrica para brotação dessa cana. Isso é um efeito direto. Um efeito indireto disso é aumentar a infestação de daninhas. Colchão de palha ajuda a controlar a planta daninha, e se retirar esse colchão, aumenta a infestação e terá um aumento de custo de herbicidas nessa área. Outro aspecto é o recolhimento do palhiço da cana, que a meu ver não é viável, porque é mais uma operação que vai aumentar a compactação dessa área. O que eu vejo é que com o tempo o melhoramento genético vai desenvolver mais variedades que retenham mais a folha, de maneira que leve mais fibra para a usina, e o que ficar no campo, se deixa no campo. RC
  • 9 Revista Canavieiros - Março 2011
  • 10 Ponto de Vista Marcos Sawaya Jank Alta dos preços agrícolas, ameaça ou oportunidade? A recente alta dos preços dos produtos agrícolas e dos alimentos novamente desperta sinais alarmistas no Brasil e no mundo: temores de pressões inflacionárias, ameaças de desabastecimento e agravamento do problema da fome em algumas regiões do planeta. Na esteira da alta vêm as revoltas de consumidores e o risco de queda de governos, com destaque para os recentes levantes no mundo árabe, que é notório importador líquido de alimentos. De fato, se olharmos para a História, não faltam exemplos de conflitos e guerras causados pela falta de commodities agropecuárias, energéticas e minerais. É, todavia, também verdade que o problema da fome no século 20 esteve e está muito mais relacionado com a falta de renda do que com a disponibilidade global de alimentos. A imensa injeção de tecnologia com o melhoramento genético, a introdução de insumos modernos, a mecanização, a biotecnologia, o manejo das lavouras, a integração das cadeias produtivas, a melhoria nos transportes e da armazenagem e a globalização dos mercados permitiram que a produção de alimentos explodisse e juntamente com ela a população mundial, permitindo ao mesmo tempo um forte crescimento do nível de urbanização e da renda per capita nas principais economias emergentes. Nas últimas quatro décadas, o Brasil tornou-se o terceiro maior exportador mundial de produtos do agronegócio e referência notável de competitividade na área tropical do planeta, com uma pauta cada vez mais diversificada, gerada por sistemas eficientes de produção de alimentos, bebidas, fibras, rações e agroenergia. Um setor que exporta hoje US$ 76 bilhões, gera 16 milhões de empregos apenas no campo, interioriza o desenvolvimento e incorpora alta tecnologia, tendo se tornado benchmark global em diversas cadeias produtivas. Mas, ainda assim, nos últimos anos temos assistido a recorrentes problemas de oferta em importantes regiões agrícolas do planeta em razão de inundações, chuvas excessivas, secas, doenças e outros fatores inerentes ao sistema. Os estoques dos principais grãos encontram-se no nível mais baixo dos últimos 30 anos e muitos especialistas já preconizam que caminhamos para uma década com déficits estruturais de oferta no mundo. O primeiro impacto da alta dos preços agrícolas são as análises precipitadas e as recomendações equivocadas de políticas. Tal é o caso da carta do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que propõe a velha e fracassada receita da formação de estoques reguladores e controles de preços pelos governos centrais. Não é de espantar que a proposta de controlar a oferta, em vez de expandi-la, venha exatamente de um país campeão em gerar distorções nos mercados agrícolas mundiais. O clássico protecionismo da Política Agrícola Comum da União Europeia tem profundas raízes francesas. No acesso aos mercados, são tarifas altíssimas e cotas de importação aplicadas cirurgicamente sobre as commodities mais importantes, escaladas tarifárias que protegem contra a importação de produtos de maior valor adicionado e toda sorte de barreiras não tarifárias. Na produção e na exportação, são subsídios altamente distorcivos que deterioram a concorrência mundial. A solução para ampliar a oferta mundial e reduzir o preço das commodities agrícolas não é mais intervenção governamental no mundo, mas sim menos distorções, com a redução das tarifas, cotas, subsídios e outras proteções que impedem que a plena expressão das vantagens comparativas se manifeste. Internamente, é hora de refletir sobre a imensa responsabilidade que esta nova crise global representa para a agricultura brasileira. O Brasil é o país mais bem posicionado do plane- Revista Canavieiros - Março de 2011
  • 11 ta para dar um salto de produção nas cadeias produtivas da agricultura com rentabilidade e sustentabilidade. Mas esse setor tem sido altamente prejudicado pela valorização do câmbio, pelos gargalos da infraestrutura, pelas deficiências da defesa sanitária, por um conflito cada vez mais insano entre desenvolvimento agrícola e conservação ambiental, sem contar os inaceitáveis conflitos agrários e as restrições aos investimentos na ampliação da área agrícola brasileira. Na questão do Código Florestal, por exemplo, corremos o risco de ver imensas áreas produtivas sendo compulsoriamente transformadas em florestas, ao mesmo tempo que continuamos permitindo o desmatamento de imensas áreas de florestas com baixa aptidão agrícola. Isso porque depois de 500 anos ainda não fizemos um simples zoneamento capaz de apontar onde deve ficar a agricultura e onde devem ficar as florestas. É hora de constituir uma verdadeira força-tarefa público-privada para atuar organizadamente ante o desequilí- brio de oferta que se desenha no mundo. Em vez de taxar, incentivar. Em vez de controlar a oferta e a demanda, expandir a produtividade. Fazer com que a eficiência já obtida dentro das propriedades rurais chegue às estra- “...o problema da fome no século 20 esteve e está muito mais relacionado com a falta de renda do que com a disponibilidade global de alimentos...” das, ferrovias, hidrovias e aos portos. Equilibrar desenvolvimento agrícola e conservação ambiental, modernizar a legislação trabalhista no campo, ampliar os investimentos nacionais e estrangeiros, aumentar a racionalidade e fortalecer as nossas instituições. Este é certamente um importante desafio para o novo governo, com repercus- sões não apenas para o Brasil, mas para o planeta, já que até 2050 será necessário aumentar em 70% a produção agrícola mundial. Confúcio, o famoso sábio chinês, dizia que, “apesar das muitas conquistas da humanidade, devemos a nossa existência aos primeiros 20 centímetros de solo e ao fato de chover”. É verdade! Mas, além da água das chuvas e dos minerais do solo, a civilização moderna, globalizada, urbana, consumista e hiperconectada só existe porque o homem desenvolveu tecnologias agropecuárias que trouxeram imensos ganhos de eficiência e importantes quedas nos preços reais dos alimentos. Este é o momento certo e o país certo para avançar com firmeza nessa equação. *Artigo publicado originalmente no jornal O Estado de São Paulo, edição de 09 de fevereiro de 2011 - Marcos Sawaya Jank é presidente da UNICA - União da Indústria de Cana-de-Açúcar Revista Canavieiros - Março 2011
  • 12 Notícias Copercana Copercana planta 1800 árvores nativas do Brasil Carla Rossini A Várias áreas verdes de Jaboticabal receberam as mudas Copercana e o Ministério Público firmaram em agosto de 2010, um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta, para que, em troca do corte de uma paineira que estava localizada no terreno onde será instalado o futuro supermercado da rede na cidade de Jaboticabal, fossem plantadas 1.747 árvores nativas brasileiras em áreas verdes da cidade, desprovidas de vegetação. A paineira foi autorizada a ser retirada do local pelo Comdema – Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. O Projeto de Revegetação das Áreas Verdes foi aprovado pelo secretário Fábio Trevisoli, da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Jaboticabal. A cooperativa tinha até o final de março de 2011 para cumprir o acordo, mas em fevereiro, 1800 árvores nativas do Brasil foram plantadas em diversas áreas verdes da cidade. Para o diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, além de cumprir o acordo, a cooperativa está ajudando a cidade a criar áreas verdes. “Nas áreas em que foram plantadas as mudas, não haviam árvores. Dessa forma, estamos contribuindo com a preservação ambiental e a criação de praças arborizadas em Jaboticabal”, disse Bighetti.RC Safra de grãos Valor bruto da produção é o maior em 14 anos Em 2011, o rendimento das 20 maiores lavouras do país deve chegar a R$ 189,6 bilhões, quase 6% superior ao registrado no ano passado, ultrapassando recorde de 2008 O Valor Bruto da Produção (VBP) das 20 principais lavouras do Brasil deve alcançar R$ 189,6 bilhões em 2011. O resultado apurado, com base na estimativa da safra 2010/2011 e nos preços praticados até fevereiro deste ano, representa crescimento de 5,8% em relação ao VBP obtido em 2010. O estudo elaborado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura mostra também que esse é o maior valor da produção dos últimos 14 anos e deve ultrapassar o recorde registrado em 2008, quando o número fechou em R$ 181,8 bilhões. “A projeção de que tenhamos a maior safra de grãos da história, com 154 milhões de toneladas e os Revista Canavieiros - Março de 2011 preços dos produtos agrícolas em ascensão provocam um efeito direto no valor bruto da produção”, afirma José Garcia Gasques, coordenador de Planejamento Estratégico do Ministério da Agricultura e responsável pelo levantamento. RC Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  • 13 Revista Canavieiros - Março 2011
  • 14 Notícias Canaoeste Consecana A CIRCULAR Nº 16/10 DATA: 28 de fevereiro de 2011 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para o ajuste parcial da safra 2010/2011. O preço médio do kg de ATR para o mês de FEVEREIRO, referente à Safra 2010/2011, é de R$ 0,3912. O preço de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de abril de 2010 a fevereiro de 2011 e acumulados até FEVEREIRO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do etanol anidro e hidratado, carburante (EAC e EHC), destinados à indústria (EAI e EHI) e ao mercado externo (EAE e EHE), são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de abril de 2010 a fevereiro/2011 e acumulados até FEVEREIRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/10, são os seguintes: Os preços mensais e acumulados do kg do ATR, em R$/ kg, obtidos nos meses de abril de 2010 a fevereiro de 2011 são apresentados a seguir: Revista Canavieiros - Março de 2011
  • 15 XI Encontro Anual de Produtores de Cana O Evento, organizado pela Orplana, destacou os equívocos do Código Florestal. XI Encontro Anual da ORPLANA, realizado no dia 17 de fevereiro, durante a Feicana/Feibio 2011, em Araçatuba – SP, reuniu cerca de 300 produtores, técnicos do setor sucroenergético, diretores de Associações da Região Centro-Sul, imprensa e pesquisadores. Na abertura, a vice-presidente da Orplana, Maria Christina Pacheco, representou o presidente, Ismael Perina Junior. Christina fez um chamado à classe produtora para manter a união em um momento crucial para o setor, que é a discussão sobre as mudanças do Código Florestal. Caso não haja alterações, o “Código colocará a maioria dos produtores na ilegalidade. Tudo o que nós queremos é continuar a produzir e com sustentabilidade. O Encontro da Orplana é um marco, que demonstra a força do Estado de São Paulo, na defesa por mudanças”, ressaltou Christina. O deputado federal Aldo Rebelo, que iria ministrar a palestra, foi convocado para outra reunião que tratou da proposta de mudanças do Código Florestal. Ele escreveu uma mensagem aos produtores, em que ressaltou o equívoco da atual legislação. “A agricultura se encontra premida por uma lei anacrônica e um decreto que a suspende. O projeto que relatei enfrenta essa realidade, oferece soluções, tira os produtores da ilegalidade e ainda mantém o Brasil com a mais rígida legislação de proteção ambiental do mundo”, afirmou Rebelo em texto enviado à organização do evento. Ele conclui pedindo o apoio de São Paulo. “Há um movimento crescente pela aprovação Santo. Mas o Brasil espera muito de São Paulo. O novo Código Florestal precisa do apoio do Estado maior da Nação.” O professor Luís Carlos Moraes foi o palestrante, que tratou do Código. Ele foi requisitado, junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, pela Câmara dos Deputados, para prestar assessoria à Comissão Especial do Código Florestal. O advogado defende que Professor Antonio de Pádua Luís Carlos Moraes Rodrigues - Diretor a manutenção da legisTécnico da Unica lação atual traz perdas ao país, quando reduz a produção. “O problema não é de falta de terra, mas de ajuste no território nacional. Onde está a maior produção, a maior geração de riqueza é onde se quer a maior recomposição (florestal).” Para o especialista, seria necessário, resolver o problema das áreas consolidadas sem do projeto que se manifesta do Norte ao pensar em passado histórico. “Pensar em Sul do País. Aqui estão vocês, planta- quais são as áreas consolidadas necessádores de cana, reunidos em Araçatuba. rias a não prejudicar o Brasil, o rumo cerEm Rondônia, o governador do Estado to que o Brasil está tomando em imposto, defende o projeto. No Rio Grande do renda, qualidade de vida. Isso desmistiSul, trabalhadores rurais organizam um ficaria todo o resto. A Amazônia vai ser movimento para acelerar a votação em muito pouco tocada, porque 75% dela é Brasília. Recebo diariamente mensagens pública.”, concluiu. de apoio de brasileiros do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa A outra palestra do dia foi proferida Catarina, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, por Antonio de Pádua Rodrigues - DireMaranhão, Pernambuco, Goiás, Espírito tor Técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). Ele falou sobre a situação do fornecedor de cana com a consolidação do setor. Na opinião de Pádua, não é possível dizer que os preços do açúcar se manterão em altos patamares. Por isso, “é necessária uma remuneração sustentável do etanol”. Ele ressalta que será necessário rever custos, já que a falta de preço nos anos anteriores fez com que não houvesse renovação na lavoura. “Estamos com o mesmo canavial, mesma tecnologia, mas com 10 toneladas abaixo [em termos de produtividade por hectare].” RC Fonte: Assessoria de Imprensa da Orplana Revista Canavieiros - Março 2011
  • 16 Notícias Canaoeste Setor Sucroenergético em debate no Ribeirão Canainvest Carla Rodrigues Evento reuniu profissionais do setor em Ribeirão Preto Márcio Meloni superintendente da Sicoob Cocred Gustavo Nogueira gerente do dep. técnico da Canaoeste N os dias 28 de fevereiro, 01 e 02 de março, aconteceu em Ribeirão Preto, no teatro D. Pedro II, o Ribeirão Cana Invest 2011, que contou com a participação de profissionais do setor, empresários, estudantes e produtores rurais. O objetivo do evento é trazer para mais perto de Ribeirão Preto e região, temas que geram discussões de grande importância para a cadeia sucroenergética. Oswaldo Alonso consultor agronômico da Canaoeste O público presente pode participar fazendo perguntas aos palestrantes Durante os três dias de evento vários palestrantes do setor industrial, agrícola, empresarial, bioenergia, associações e pesquisadores passaram pelo palco, entre eles o superintendente da Sicoob Cocred, Márcio Meloni, o gerente do departamento técnico da Canaoeste, Gustavo Nogueira e o consultor agronômico da Canaoeste, Oswaldo Alonso. ao cooperado”, explicou Meloni. Além disso, ele também lembrou a dificuldade que o produtor tem para fechar seu círculo com seguro de preço, já que a cana ainda não faz parte do seguro agrícola. “Nós que trabalhamos diretamente com os produtores, temos que entender que eles não querem negociar dívida e sim pagá-las”, completou Márcio. Em sua apresentação, Márcio Meloni que participou do painel “Recuperação, Investimentos e Logística do Setor Sucroenergético”, falou sobre o trabalho realizado pela cooperativa, a maneira especial com que cuida de cada produtor e também citou alguns problemas constantes na vida dos produtores. “Sessenta por cento do nosso negócio é voltado para os pequenos e médios produtores, e por isso temos linhas de crédito mais longas. Também enfrentamos alguns problemas pontuais, como por exemplo, recuperar o que ficou para trás nas safras passadas e devolver isso Gustavo Nogueira participou do painel “Inovações na área agrícola canavieira – rumo à agricultura de baixo impacto – novidades na área de plantio; cultivo mínimo, plantio direto; colheita e transporte de cana”. Segundo Gustavo, “os fornecedores reconhecem as vantagens de uma agricultura de baixo impacto, onde a adoção do plantio direto em áreas de renovação de cana colhidas mecanicamente cruas é tecnicamente aplicável, economicamente viável e socialmente correto. Mas ainda é necessária a criação de mecanismos para os pequenos produtores adotarem esse método, já que Revista Canavieiros - Março de 2011 exigi-se um investimento grande”, esclareceu Nogueira. O consultor agronômico Oswaldo Alonso, participou do painel “Expectativas da safra 2011/12 – número de produção de cana, açúcar e etanol”. Alonso foi questionado sobre a expectativa da região de Ribeirão Preto para a próxima safra e disse acreditar numa “produtividade semelhante à do ano passado”. Além desses debates, outros temas foram discutidos, como: sustentabilidade, qualificação e requalificação profissional no setor sucroenergético, inovações na área agrícola canavieira rumo à agricultura de baixo impacto, melhoramento genético, sanidade e nutrição da cana-de-açúcar, inovações na área industrial, bioeletricidade, plástico verde, alcoolquímica, expectativas da safra 2011/2012 para produção de cana, açúcar e etanol, logística e perspectivas para o mercado sucroenergético. RC
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  • 18 Notícias Sicoob Cocred Balancete Mensal COOP.CRÉDITO PRODUTORES RURAIS E EMPRESÁRIOS DO INTERIOR PAULISTA - BALANCETE - FEVEREIRO/2011 Valores em Reais Revista Canavieiros - Março de 2011
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  • 22 Fatores climáticos atuam no florescimento dos canaviais Carla Rossini Na região Centro-Sul, o período indutivo natural é de final de fevereiro ao final de março; perda de produtividade é uma das conseqüências do florescimento A principal causa do florescimento da cana-de-açúcar é o fotoperíodo, que nada mais é do que o período de luz de um dia, desde quando o sol nasce até ele se por. Além do fotoperíodo, as condições de temperatura e a quantidade de chuvas no período indutivo – que na região Centro-Sul, vai de final de fevereiro ao final de março também afetam o florescimento, causando prejuízos e perdas ao canavial, pois prejudicam a produtividade da planta. A maioria das variedades de cana-deaçúcar podem ser induzidas com um foto- período inicial de 12 horas e 55 minutos, necessitando de dias curtos para a indução. O pesquisador do IAC – Instituto Agronômico, Maximiliano Salles Scarpari, explica que as condições climáticas deste ano, estão favoráveis ao florescimento. “É cedo ainda para afirmarmos com toda certeza, a indução começou por volta do dia 20 de fevereiro e vai até o final de março na região de Ribeirão Preto, mas acredito que as variedades mais floríferas devem ser induzidas”, disse o pesquisador, que há 4 anos realiza um trabalho de acompanhamento de indução de florescimento de cana na região. Nessas condições, mesmo as variedades não floríferas, podem sofrer este efeito, florescendo e causando danos ao rendimento da cultura. Maximiliano explica que para a formação da flor, a planta sofre alterações morfológicas e fisiológicas causando no final do processo, em algumas variedades, a isoporização ou chochamento. “A planta interrompe o seu crescimento, ocorre geralmente brotações laterais pela perda da dominância apical e consequente diminuição do caldo e produtividade”, disse Maximiliano. Gustavo Nogueira - Canaoeste conversa com Maximiliano do IAC Um fator importante do trabalho realizado pelo pesquisador é para o planejamento da safra. O gerente do departamento técnico da Canaoeste, Gustavo de Almeida Nogueira, afirma Revista Canavieiros - Março de 2011 Pesquisador do IAC – Instituto Agronômico, Maximiliano Salles Scarpari que através das informações recebidas do IAC, consegue orientar melhor os fornecedores de cana da associação. “É possível planejar o manejo das variedades floríferas, antecipando sua colheita e, assim, diminuindo os prejuízos que podem ser causados pelo florescimento”, conclui Gustavo. Indução Alguns trabalhos literários dizem que a indução natural necessita de pelo menos 10 dias (que não precisam ser necessariamente seguidos) em condições
  • Reportagem de Capa Câmara de Fotoperíodo de fotoperíodo curto, umidade antes e durante o processo, diferença entre as temperaturas médias diurnas (não superiores a 32º) e noturnas (não inferiores a 21º) e sensibilidade da cana. Câmara de Fotoperíodo Única no Brasil, a Câmara de Fotoperíodo automatizada foi obtida pelo IAC com investimentos da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, pelo projeto BIOEN. Sua tecnologia permite manter as plantas em temperaturas entre 21 e 32 graus, não ultrapassando esse intervalo, que é o ideal para o florescimento da cana-de-açúcar e desenvolvimento das variedades. Esse trabalho também é realizado pelo IAC na Bahia, que possui um clima quente durante o dia e à noite. Em Ribeirão Preto, onde está o Centro de Cana do IAC, o clima durante o dia é quente, mas ao longo da noite esfria, fazendo com que o grão do pólen seja esterilizado. Um dos principais benefícios da câmara é manejar o fotoperíodo fazendo uma indução considerada impossível de se conseguir na natureza, que é o cruzamento de variedades que florescem em épocas diferentes no ano, casando o período de florescimento entre elas e podendo produzir “filhos” delas. RC 23 Variedades suscetíveis ao florescimento Revista Canavieiros - Março 2011
  • 24 Destaque Ceise BR realiza reunião de comitês técnicos e setoriais F Autoridades, personalidades do setor e convidados participaram da reunião no auditório do Centro Empresarial Zanini oi dada a largada oficial para colocar em prática as ações dos Comitês Técnicos e Setoriais. Dia 16 de março, membros dos Comitês se encontraram em primeira reunião para falar da importância de cada um dos Comitês, seus respectivos programas e cronogramas de atividades. Criados com o objetivo de formar no futuro o Núcleo de Inteligência Competitiva do Setor Sucroenergético, por iniciativa do Ceise Br, Unica e Orplana, os membros atuarão como grupos de assessoria da presidência do Ceise Br no intuito deles formularem sugestões para depois serem encaminhadas aos poderes públicos e à iniciativa privada com o propósito de resolver problemas e conflitos, bem como atender demandas setoriais da cadeia produtiva sucroenergética. Durante o encontro, o presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis, Adézio José Marques, apresentou cada Comitê e seus respectivos membros, expressou quais serão as ações iniciais de cada grupo, destacou suas peculiaridades e ainda, em primeira mão, revelou o nome de quem irá coordenar cada Comitê. Os coordenadores dos Comitês nomeados foram: Comitês Técnicos Relações Institucionais & Governamentais – Manoel Ortolan (CANAOESTE) Logística & Transportes – Márcio Mattos Borges de Oliveira (FEA/USP) Serviços – José Américo Rubiano (J.A. Rubiano Consultores) Máquinas & Implementos Agrícolas – José Roberto Santo André (Santal) Tecnologia da Informação & Automação Industrial – Leandro da S. Pereira (LA Automação) Comércio Internacional – Flávio Castelar (APLA Piracicaba) Bens de Capital – Antonio Carlos Christiano (Sermatec) Insumos & Produtos Químicos – Otto Rohr (MiracemaNuodex) Sustentabilidade Ambiental – Profa. Sônia Valle Walter Borges de Oliveira (FEA/USP) Inovação Tecnológica – Marcelo F. Selli (Inselli Engª & Ciência Aplicada) Acoolquímica – Edmundo Coelho Barbosa (Sindálcool/PB) Comitês Setoriais Biodiesel – Carlos Eduardo O. Alexandre (Grupo UniAmerica) Bioeletricidade – Zilmar José de Souza (UNICA) Novos Biocombustíveis – Claudinei Andreoli (Bioenergia Techbio Consulting) Depois das nomeações reveladas e das breves explicações Revista Canavieiros - Março de 2011 Diretoria do CEISE Br e coordenadores dos Comitês revelados na reunião das atribuições de cada grupo e seus respectivos coordenadores, o presidente da entidade passou a palavra ao Prof. Dr. Alberto Borges Matias, da FEA-RP/USP e presidente do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (INEPAD). Com muita propriedade o professor falou sobre a Nova Economia Brasileira e Mundial e a Inserção da Cadeia Produtiva Sucroenergética com demonstrações em gráficos e ilustrações contundentes. Segundo Matias, toda essa mobilização recorrente significa que estamos estudando o setor no futuro, e não, simplesmente, vivendo o agora. Fonte: Assessoria de Comunicação do Ceise BR Membros dos Comitês Técnicos
  • 25 Membros dos Comitês Setoriais Retomada de investimentos na cadeia produtiva Sucroenergética Carla Rodrigues I Ceise Br realiza reunião com lideranças do setor para retomada de investimentos mplantação de uma política de apoio à indústria de bens de capital, desoneração fiscal em investimentos para a construção de novas usinas e ampliação das plantas fiscais, implantação de linhas especiais de financiamento à exportação de máquinas, equipamentos e insumos, recursos para qualificação profissional, maiores linhas de financiamento a projetos de biocombustíveis de segunda e terceira geração. Essas foram algumas das propostas oferecidas em conjunto pelo Ceise Br – Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis, pela Força Sindical de São Paulo e pela Secretaria de Indústria, Comércio, Abastecimento, Agricultura e Relações do Trabalho da Prefeitura Municipal de Sertãozinho durante a apresentação do Projeto de “Retomada dos Investimentos na Cadeia Produtiva do Setor Sucroenergético” realizada em fevereiro, no Ceise Br. Participaram do encontro lideranças e autoridades do setor, como o presidente e o vice-presidente do Ceise Br, Adézio José Marques e Antonio Eduardo Tonielo Filho, o presidente e o vice-presidente da Força Sindical de São Paulo, Danilo Pereira e Antônio Vítor e o secretário da Indústria Comércio, Abastecimento, Agricultura e Relações do Trabalho da Prefeitura Municipal de Sertãozinho, Marcelo Pelegrini. De acordo com Danilo Pereira, foi a própria presidenta Dilma Rousseff quem apontou as necessidades de tais investimentos, fazendo com que diferentes representantes do setor reunissem forças para conversar com os interlocutores do governo federal. “Fomos convidados a participar deste encontro para acompanharmos de perto o trabalho que está sendo realizado pelo Ceise Br, no sentido de alavancar mais investimentos para o setor. As empresas estão reclamando da escassez de mãode-obra qualificada, por isso é interessante também ter nesse grupo os representantes dos trabalhadores”, explicou o presidente da Força Sindical de São Paulo. Para Adézio Marques, é importante essa criação de comitês técnicos e se- toriais para incentivar o ramo sucroenergético e de biocombustíveis, já que há uma cadeia produtiva atrás deste setor, que emprega cerca de dois milhões de trabalhadores, é composto por quatro mil indústrias e em 2009 chegou a movimentar aproximadamente US$ 85 bilhões. “Nenhum outro setor da economia nacional tem os níveis de sustentabilidade social e ambiental como o nosso, mas temos que ver que o perfil da produção da área rural mudou e agora precisamos acompanhar essa mudança, através da qualificação e requalificação dos trabalhadores”, disse Adézio. Atualmente no Ceise Br há os Comitês Técnicos de Logística & Transportes, Relações Institucionais & Governamentais, Serviços, Máquinas & Implementos Agrícolas, Tecnologia da Informação & Automação Industrial, Comércio Internacional, Inovação Tecnológica, Bens de Capital, Insumos & Produtos (Químicos e Sustentabilidade Ambiental) e os Comitês Setoriais (Alcoolquímica, Biodiesel, Bioeletricidade e Novos Biocombustíveis).RC Revista Canavieiros - Março 2011
  • 26 Informações Setoriais CHUV AS DE Fevereiro e Prognósticos Climáticos As chuvas do mês de FEVEREIRO de 2011 são mostradas no quadro a seguir. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Assessor Técnico Canaoeste A média das chuvas anotadas em FEVEREIRO (168mm) “ficaram” abaixo da média das normais climáticas (223mm). Chuvas significativamente superiores ocorreram apenas “no corredor” entre Copercana-Uname, LDCSEV Santa Elisa e Usina São Francisco. Entretanto, na Fazenda Santa Rita e arredores, as chuvas ficaram muito aquém das médias históricas dos locais. O Mapa 1, mostra que até meados de FEVEREIRO (14 a 16) a condição hídrica do solo, na faixa Centro-Norte do estado de São Paulo e a partir de final de JANEIRO, gradativamente tendeu a reumedecimento, com exceção de um círculo entre Bebedouro a Catanduva. A região Sudoeste do estado manteve a alta umidade do solo; enquanto que, uma larga faixa do leste do esta- do e atravessando Piracicaba - Sorocaba, mostrou perda da boa condição hídrica inicial do mês. Pelos mapas 2 e 3, observa-se progressivo e significativo dessecamento do solo na faixa Centro Norte, em pleno mês de FEVEREIRO, entre os dias 17 e 23. Observando-se os mapas 4 e 5, nota-se o que houve de comum aos finais de FEVEREIRO dos dois anos Mapa 1:- Água Disponível no Solo entre 14 a 16 de FEVEREIRO de 2011. Revista Canavieiros - Março de 2011 foram as regiões Norte-Nordeste e Centro do Estado, que se apresentaram com maior umidade no solo. As demais regiões mostraram condições hídricas bem opostas nos mesmos períodos. Neste FEVEREIRO, destacaram-se os expressivos volumes de chuvas na região Central do Estado e na de Piracicaba, que foram muito acima das respectivas normais climáticas. Mapa 2:- Água Disponível no Solo entre 17 a 20 Fevereiro 2011
  • 27 Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a CANAOESTE resume abaixo o prognóstico climático de consenso entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de março a maio de 2011: • Prevê-se que as temperaturas médias serão acima das normais climáticas em toda Região Centro Sul do Brasil; • Como ilustrada no Mapa 6, a previsão de chuvas serão próximas às normais climáticas em toda área sucroenergética da Região Centro Sul do Brasil e caracterizadas por pancadas esparsas. Exceto para as Unidades do Rio Grande do Sul, onde as chuvas poderão “ficar” abaixo das respectivas médias históricas; • Como referência, as médias históricas para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, pelo Centro Cana e AptaIAC, são de 165mm em março, 70mm em abril e de 55mm em maio. Aos produtores que irão iniciar suas colheitas em abril, recomenda-se, já visando a safra 2012/13, evitar pisoteios e proceder aos esmerados tratos culturais mecânicos ou químicos, em áreas que não estejam comprometidas por danos de pragas, doenças, falhas ou elevada infestação de ervas daninhas. Áreas estas, que merecem e justificam renovações. Por sua vez, a SOMAR Meteorologia assinala que para a região de abrangência CANAOESTE, o prognóstico é de que as Persistindo dúvidas, consultem os chuvas após março (de abril a junho, inclusive) serão, em média, próximas das Técnicos mais próximos ou através do normais climáticas. Provavelmente, não Fale Conosco CANAOESTE. RC ocorram excessos, tampouco ficar sem chuva em qualquer um Mapa 6:- Prognóstico de Consenso entre INMET e INPE para destes meses. a Região Centro Sul durante o trimestre março a maio de 2011. Mapa 5:- Água Disponível no Solo ao final de FEVEREIRO/início MARÇO de 2011 Mapa 3:- Água Disponível no Solo entre 21 a 23 Fevereiro 2011 Adaptado pela CANAOESTE Mapa 4:- Água Disponível no Solo ao final de FEVEREIRO de 2010. Revista Canavieiros - Março 2011
  • 28 Assuntos Legais QUEIMA DE CANA Procedimentos a serem adotados em caso de incêndio de origem desconhecida E stimados produtores de canade-açúcar, inobstante as autorizações de queima de palha a serem obtidas junto à Secretaria do Meio Ambiente, de igual forma iremos presenciar mais uma vez uma avalanche de autuações administrativas sendo aplicadas em desfavor dos produtores, decorrentes de incêndios descontrolados, originados por terceiras e desautorizadas pessoas, que atingem os canaviais. Nesse caso, por precaução, deve o produtor de cana-de-açúcar buscar produzir o maior número possível de provas negativas, ou seja, àquelas capazes de demonstrar que o produtor rural não teve intenção de utilizar-se do fogo na lavoura atingida pelo incêndio. Provas essas que servirão em prováveis defesas administrativas e judiciais. Mais uma vez, venho enumerar alguns exemplos de provas que o produtor deve fazer: > Fazer análise da cana queimada para poder constatar que o rendimento industrial, medido em quilos de ATR, não está no ponto ideal, ou seja, a cana queima- da não estava no seu nível de maturação máximo para ser colhida, não sendo justificável, portanto, o uso do fogo como auxiliar da colheita; > Pedir declaração da unidade industrial e ou prestadora de serviços que enviou o caminhão tanque (bombeiro), onde conste que o produtor assim solicitou para apagar um incêndio de origem desconhecida ocorrido em seu canavial; > Tirar fotos dos aceiros existentes na propriedade, bem como do não plantio em áreas proibidas de serem exploradas (abaixo das linhas de transmissão de energia elétrica, por exemplo), demonstrando com isso obediência à legislação pertinente; > Caso possua autorização, informar ao agente autuador, caso esse apareça, que não estava programada a queima, tanto que sequer efetuou as comunicações aos confrontantes e à Secretaria do Meio Ambiente; > Caso não possua autorização, informar ao agente autuante que não possuía Juliano Bortoloti Advogado da Canaoeste interesse em utilizar-se do fogo em sua lavoura, tanto que sequer buscou referida autorização; > Demonstrar, através de fotos, testemunhas e laudo pericial, que a área queimada estava preparada para o corte mecânico, não justificando, portanto, o seu interesse em utilizar-se do fogo, assim como a correta área atingida pelo fogo. > Demonstração de que a queima na área ocorreu em um período inferior a 12 meses. Isso pode ser feito através de documento que comprove a data da colheita da área queimada na safra anterior, inclusive por meio da comunicação de queima feita à secretaria do meio ambiente. > Apresentação de laudo técnico, assinado por profissional habilitado, demonstrando a origem desconhecida do fogo ou a origem provocada por terceiros que poderá ser solicitado pelo Escritório Regional da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral – CATI (casa da agricultura), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento Estadual. Portanto, estes são alguns exemplos de provas que o produtor rural deverá produzir em caso de incêndio acidental ou criminoso em sua propriedade, devendo, ainda, caso receba a visita de um Policial Ambiental ou agente ambiental, informar esses fatos para que sejam apostos no respectivo Boletim de Ocorrências ou Auto de Infração, além de procurar orientação jurídica adequada, onde o Departamento Jurídico da Canaoeste estará à inteira disposição do associado para defendê-lo nestes casos. RC Revista Canavieiros - Março de 2011
  • 29 Revista Canavieiros - Março 2011
  • 30 Rotação de Cultura Colheita e plantio são prejudicados pelas chuvas Carla Rodrigues C Excesso de umidade provocou atraso na colheita de safra de verão e consequentemente, no plantio de cana om o excesso de chuvas que ocorreram no início do mês de março, os produtores rurais estão preocupados com as perdas que podem ocorrer nas áreas de renovação dos canaviais, as culturas de rotação com a cana-de-açúcar. Produtor Roberto Rossetti Nesta safra de verão, o produtor Roberto Rossetti, plantou amendoim na sua área de rotação e por causa das chuvas, ainda não conseguiu realizar a colheita, que já está atrasada. “Esta grande quantidade de chuva faz com que o grão perca sua qualidade e produtividade. Isso vai nos afetar lá na frente, na próxima safra quando os preços vão subir”, explicou Rossetti. De acordo com o gerente do departamento técnico da Canaoeste, Gustavo de Almeida Nogueira, quando há um atraso de colheita como este, todo o resto da cadeia produtiva acaba sendo atingido também, como o atraso no plantio da canade-açúcar. “Tudo o que é em excesso é prejudicial. Se faz muito sol, a plantação sofre, se chove demais, como é o caso de agora, também é ruim. O amendoim que já deveria ter sido colhido, está brotando de novo por excesso de umidade. Por esse motivo, as máquinas não conseguem entrar na plantação e muitos grãos deixam de ser colhidos, ocasionando uma perda de 30 a 40% para o produtor em sacas por hectare, produtividade e qualidade”, explicou o gerente. Além disso, Nogueira também explicou que “este amendoim prejudicado pelas chuvas já não serve mais para exportação (consumo), pois este grão tem uma classificação, ou seja, se perde qualidade, há uma desvalorização do grão (preço)”, finalizou. RC Safra de grãos tem novo recorde A Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que devem ser colhidas 154 milhões de toneladas nesta safra Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal vinculada ao Ministério da Agricultura, anunciou, na quinta-feira, 10 de março, uma nova previsão de recorde para a safra de grãos 2010/2011. Pelo novo levantamento, o Brasil deve colher aproximadamente 154,2 milhões de toneladas de grãos este ano. Esse é o sexto levantamento desta safra. O número representa um aumento de 3,4%, o que equivale a aproximadamente 5 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que atingiu 149,2 milhões de toneladas. A área plantada com soja teve uma ampliação de 2,4%, e alcançou 24 milhões de hectares. A produção, por sua vez, cresceu 2,3%, chegando a 70,3 milhões de toneladas. A colheita do grão começou no Rio Grande do Sul e continua nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. No milho total, a produção estimada é de 55 milhões de toneladas, 1,7% a me- Revista Canavieiros - Março de 2011 nos que na safra passada, que atingiu 56 milhões de toneladas. A queda teve origem no milho 1ª safra, que será menor em um milhão de toneladas, devido à diminuição em 33,6 mil hectares (0,4%) da área plantada, que totaliza 7,7 milhões de hectares. Para o milho 2ª safra, cujo plantio ainda continua, a estimativa é de uma área de 5,45 milhões de ha, ou seja, um aumento de 4,5%, em comparação com a safra anterior, e com uma produção prevista de 21,96 milhões de toneladas. RC Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  • 31 Mecanizaçao II Simpósio Paulista de Mecanização em Cana-de-açúcar Carla Rodrigues Jaboticabal sediou o evento que reuniu profissionais do setor canavieiro Nos dias 22 e 23 de fevereiro foi realizado o SPMEC 2011 (Simpósio Paulista de Mecanização em Cana-de-açúcar) na UNESP (Universidade Estadual Paulista) em Jaboticabal. Aproximadamente 180 pessoas estiveram presentes no evento, que reuniu profissionais do setor para discutir os problemas da mecanização da cultura de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto. Estudantes, empresários e produtores assistiram às palestras. Durante as apresentações foram discutidos vários assuntos como os desafios da mecanização da cana-de-açúcar, as novas tecnologias para colheita, agricultura de precisão e tecnologia plene. Além disso, foram apresentados os resultados da pesquisa realizada sobre a avaliação das falhas em linhas de cana-de-açúcar, um estudo realizado pelo professor Dr. Rubismar Stolf da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). “É natural o canavial ser falhado, e é interessante conhecer os espaços entre as falhas. Quando um canavial é considerado “não falhado” é porque ele apresenta muitas falhas pequenas, já o canavial “falhado” apresenta falhas grandes”, explicou o professor. De acordo com diretor de Mercado e Oportunidades do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), Dr. Osmar Fi- Ao final das palestras as dúvidas da platéia foram esclarecidas pelos palestrantes gueiredo Filho, os maiores desafios enfrentados pela colheita de cana crua são a conservação do solo (sistematização e diminuição da compactação), redução do número de operações, o plantio mecanizado, qualidade de plantio, mão-de-obra qualificada, carregamento e transporte, aumento da capacidade de equipamentos, aplicação completa do conceito de agricultura de precisão a toda cadeia de produção agrícola e manejo da palha da cana-de-açúcar. “Não podemos desanimar. Temos que criar mecanismos para incentivar toda essa mudança necessária nos canaviais, principalmente para os pequenos produtores”, disse o diretor. para a cana crua, assim como saímos da colheita manual para a mecanizada”, explicou Magalhães. RC Dr. Osmar Figueiredo Filho - diretor de Mercado e Oportunidades do CTC Já para o professor Paulo Magalhães, da Feagri/Unicamp, o estado de São Paulo, apesar dos desafios enfrentados, conseguiu avançar com a cultura da canade-açúcar. “Sabemos que será uma longa jornada, mas temos que reconhecer que avançamos. Saímos da cana queimada Professor Dr. Rubismar Stolf da UFSCar Professor Paulo Magalhães, da Feagri/Unicamp Revista Canavieiros - Março 2011
  • 32 32 “General Álvaro Tavares Carmo” Guia Ilustrado de Pragas e Insetos Benéficos da Cana-de-açúcar Alexandre de Sene Pinto / Paulo Sérgio Machado Botelho / Heraldo Negri de Oliveira Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português. “Carrega de ouro as asas do pássaro e ele nunca mais voará pelo céu” Tagore 1) ...e a polícia está a procura do “sequestrador”. Sem o trema, conforme o Novo Acordo Ortográfico a polícia o encontrará rapidamente. Dica: o trema não existirá mais (regra geral), conforme o Novo Acordo Ortográfico. 2) “PÔR” a conversa de forma transparente entre Pedro e o chefe foi a opção. ...opção bem escolhida e com a grafia correta. PÔR (verbo): mantém-se o acento circunflexo como diferencial POR (preposição): sem acento 3) Os candidatos “leem” e estudam muito para a prova do concurso público. Com certeza, ler e estudar são as formas indicadas para realizar uma boa prova. Segundo o Novo Acordo Ortográfico, o hiato “êem” da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo do verbo LER, NÃO será mais acentuado. PARA VOCÊ PENSAR: O Guia Ilustrado de Pragas e Insetos Benéficos da Cana-de-açúcar foi preparado por atuantes pesquisadores e consultores do setor sucroalcooleiro para orientar o leitor na identificação das pragas e de seus inimigos naturais na cultura da cana-de-açúcar, e para trazer informações sobre aspectos bioecológicos desses organismos. Este livro contém cerca de 250 ilustrações das diferentes fases de desenvolvimento das pragas, assim como dos danos que causam, e de seus inimigos naturais (predadores, parasitóides e entomopatógenos), ajudando o leitor a minimizar suas dúvidas sobre os possíveis problemas encontrados em suas plantações. “Se algum dia alguém lhe perguntar quem sou eu...Diga que sou, intimamente, desconhecida, que me amou ou odiou pelos meus olhos, pois neles estão todas as minhas verdades”. Procura-se autoria. “À noite, quando começo a pensar nos meus defeitos, durmo imediatamente”. Abraham Lincoln. Dicas e sugestões, entre em contato: renatacs@convex.com.br * Advogada, Prof. de Português, Consultora e Revisora, Mestra USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Pós-Graduada pela FGV/RJ, com MBA em Direito e Gestão Educacional, autora de vários livros como a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras), em co-autoria. *sinopse retirada do livro. Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone : (16)3946-3300 - Ramal 2016 Revista Canavieiros - Março de 2011
  • 33 Eventos em Abril 2011 XII Simpósio Brasil Sul de Avicultura Empresa Promotora: Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária - Núcleo Oeste e Embrapa Suínos e Aves Tipo de Evento: Encontro / Simpósio Início do Evento: 05/04/2011 Fim do Evento: 07/04/2011 Estado: SC Cidade: Chapecó Localização do Evento: Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nês Informações com: Núcleo Oeste de Médicos Veterinários Site: www.nucleovet.com.br Telefone: (49) 3329-1640 E-mail: nucleovet@nucleovet.com.br Expolondrina - 51ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina Empresa Promotora: Sociedade Rural do Paraná Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 07/04/2011 Fim do Evento: 17/04/2011 Estado: PR Cidade: Londrina Localização do Evento: Parque de Exposições Governador Ney Braga Informações com: Sociedade Rural do Paraná Site: www.srp.com.br Telefone: (43) 3378-2020 E-mail: secretaria@srp.com.br Tecnoshow Comigo 2011 Empresa Promotora: COMIGO Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 12/04/2011 Fim do Evento: 16/04/2011 Estado: GO Cidade: Rio Verde Localização do Evento: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) Informações com: Secretaria Geral - Patrícia Moni Site: www.tecnoshowcomigo.com.br Telefone: (64) 3611-1525 E-mail: secretaria@tecnoshowcomigo.com.br Expogrande 2011 - Exposição Agropecuária e Industrial de Campo Grande Empresa Promotora: Acrissul - Associação de Criadores do MS Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 14/04/2011 Fim do Evento: 24/04/2011 Estado: MS Cidade: Campo Grande Localização do Evento: Parque de Exposição Laucídio Coelho Informações com: Acrissul Site: www.expogrande.com.br Telefone: (67) 3345-4200 E-mail: acrissul@terra.com.br 8º Seminário Internacional em Logística Agroindustrial Empresa Promotora: ESALQ-LOG - Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial Tipo de Evento: Seminário / Jornada Início do Evento: 18/04/2011 Fim do Evento: 18/04/2011 Estado: SP Cidade:Piracicaba Localização do Evento: Anfiteatro do Pavilhão da Engenharia, na ESALQ/USP Informações com: Priscilla, Vanessa, Joseane ou Claudirene. Telefone: (19) 3429-4580 Site: log.esalq.usp.br/home/pt/seminario.php E-mail: cdt@fealq.org.br 77ª ExpoZebu Empresa Promotora: ABCZ - Associação Brasileira dos Criadores de Zebu Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 28/04/2011 Fim do Evento: 10/05/2011 Estado: MG Cidade:Uberaba Localização do Evento: Parque Fernando Costa Telefone: (34) 3319-3900 Site: www.expozebu.com.br E-mail: abcz@abcz.org.br AGRISHOW 2011 - 18ª Feira Internacional de Tecnologia em Ação Empresa Promotora: ABIMAQ, ABAG, SRB e ANDA Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 02/05/2011 Fim do Evento: 06/05/2011 Estado: SP Cidade: Ribeirão Preto Localização do Evento: Pólo de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro - Leste Anel Viário Km 321 Informações com: Reed Exhibitions Alcantara Machado Site: www.agrishow.com.br Telefone: (11) 3060-5000 E-mail: comunicacao@reedalcantara.com.br Revista Canavieiros - Março 2011
  • 34 VENDE-SE - 01 picado JM 5200, Jumil 2006. Tratar com Alessandra pelo telefone: (16) 9283-8240. VENDEM-SE - 01 Invertedor de amendoim (Arrancador); - 01 Serra Fita Schiffer vol. 1- 10 mts; - 01 Serra Fita Geminada (Mendes); - 01 Serra Fita Horizontal (Mendes); - 01 Desdobro; - 01 Grade aradora 12x32 com controle remoto; - 03 destopadeiras pneumáticas; - 02 circulares; - 01 trator TL 75 - ano 2002 - 4x2; - 01 moto Honda 150 - ano 04/05; - 01 Uniport Selv Spray 2002; - 01 W20E - ano 90 - Est. 0km; Tratar com Lair Ribeiro pelo telefone: (16)3667-3322. VENDEM-SE - Sulcador de cana DMB, caixa quadrada, chapa de prato mecânico, reformado,com marcador de sulco; - Esteira da carreta de torta de filtro Otta semi-nova; - Plataforma traseira para tratores de chapa bem reforçada; - Arado aiveca, duas hastes completo, semi-novo; - Enleirador de palha leve, quatro rodas DMB. Tratar com Eduardo pelos telefones: (16) 3942-2895 ou (16) 8136-6830 VENDE-SE - Barracão de estrutura metálica, sem uso, com cinco tesouras de 11 metros, terças de 5 metros cada num total de 20 metros e pé direito de 5 metros de altura, totalizando 220 m². OBS: Não tem cobertura (telhas). Valor a Combinar. Tratar com Antonio Celso Ancheschi pelos telefones: (16) 3942-5490 ou (16) 81460957. VENDEM-SE - 03 colhedeiras de cana Cameco, ano 2001, esteira, motor Scania; - 11 transbordos de cana de trator; - 07 transbordos de cana para caminhão; - 04 tratores Valtra 1780, ano 2002, com kit transbordo e freio; - 02 tratores Valtra BH 180, ano 2002, com kit transbordo e freio; - 01 caminhão MB 1519 Oficina, com grupo gerador MWM; - 01 caminhão Pípa Scania 111, ano 1979, com tanque de fibra 12 mil litros; - 01 caminhão Chevrolet D60, ano 1977, com munk para 4 ton. Tratar com Luiz Antonio pelos telefones: (18) 9633-5100 ou (16) 8112-5151. VENDEM-SE - Caminhão MB 1620 04/1720, 02 chassis; - Carreta Randon 92/94/04; - Volvo FH 01.04.05 6x4, revisado; - Caminhão MB1620 04/1720, 02 chassis; - Carreta Sider 01 guerra; - Caminhão FH 380 05 6x4 com caçamba; Tratar com Plauto pelo telefone: (41) 30351938 ou pelo email: planetatruck@hotmail.com. VENDE-SE - Carreta canavieira, quatro eixos (12 mts por 3,70 mts) Rondon, rodoviária, em ótimo estado, toda reformada. Cor vermelha. Valor: R$ 25.000,00. Tratar com Gilmar pelo telefone: (16) 81527322 ou pelo email: macedo@wurth.com.br. VENDE-SE - Fazenda Santo Antônio do Pantano, localizada em Descalvado (SP). Segue abaixo os dados da fazenda: - 192,24 hectares planos; - 03 rios que cortam a propriedade; - 01 sede; - 03 casas colono; - 01 armazém; - 01 oficina (almoxarifado); - 01 barracão garagem; - 02 caixas d’água sendo uma de 27 mil litros e a outra de 5 mil litros; - 01 terreiro; -01 paiol; - 01 estábulo simples; -01 igreja; - 01 transformador trifásico 30kva; - 04 açudes; - 01 jazida de cascalho (brita e pedra portuguesa, ideal para cana, laranja e pastagem); - Distância de locais estratégicos: 06 km da Usina Santa Rita de Açúcar e Alcool, 17 km de Descalvado, 12 km da Rodovia Anhanguera, 03 km de vicinal asfaltada e 256 km de São Paulo. Tratar com o Sr. Antonio Augusto Torres pelos telefones: (19) 9724-8485 ou (19) 9613-2138. Revista Canavieiros - Março de 2011 VENDEM-SE - 04 Reboques agrícola (transbordo) SMR, ano 2008/09 (SERMAG), Chassis duplo, recebido em 2009; - 01 Trator agrícola VALTRA BH180, ano 2006 (Gabinado), 4x4 com HiFlu (Lataria, parte elétrica e pneus perfeitos); - 01 Trator agrícola VALTRA BH180, Ano 2007 (Gabinado), 4x4 com HiFlu (Lataria, parte elétrica e pneus perfeitos); - 01 Caminhão FORD 5032, ano 2006, 4x4 Traçado (Pneus Semi-novos), com Carroceria Canavieira (GOYDO), ano 2009, Comprimento 8m. Com cabos de aço e cambão (Ótimo estado); - 01 Reboque 2 eixos (GOYDO), ano 2009, Comprimento 8,20m, Altura 4,40m, Largura 2,60m com cabos de aço e cambão (pneus em bom estado) medida dos pneus 1000/20 (Semi-novo); - 01 Reboque 2 eixos (GOYDO), ano 2009, Comprimento 8,20m, Altura 4,40m, Largura 2,60m com cabos de aço e cambão (pneus em bom estado) medida dos pneus 1000/20 (Semi-novo); - 01 Caminhão FORD 5032, ano 2007, 4x4 Traçado (pneus em bom estado), com Carroceria Canavieira (GALEGO), ano 2008, Comprimento 8m. Com cabos de aço e cambão (em ótimo estado); - 01 Reboque Monobloco 4 eixos (GALEGO), ano 2008, Comprimento 12m, Altura 4,20m, Largura 2,60m - 16 rodas com medida 1100/22 (em bom estado). Os atendimentos dos caminhões são da própria concessionária. Tratar com Marcus pelo telefone: (17) 8158-1010 ou com Nelson pelo telefone: (17) 8158-0999. VENDEM-SE - 01 caixa d’água modelo australiana para 50.000 lts; - 01 caixa d’água modelo australiana para 5.000 lts; - 01 transformador de 15 KVA; - 01 transformador de 45 KVA; - 01 transformador de 75 KVA; - Mourões de aroeira; - coxos de cimento; - porteiras; - 01 repetidora com 10 rádio-amadores e 3 HT; - 01 cultivador de cana DRIA 2006 Semi novo. Tratar com Wilson pelo telefone: (17) 9739-2000 - Viradouro –SP.
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