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Revista Canavieiros - Outubro de 2010
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Revista Canavieiros - Outubro de 2010
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Revista Canavieiros - Outubro de 2010
Editorial

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Expediente:
Conselho Editorial:
Antonio Eduardo Tonielo
Augusto César Strini Paixão
Clóvis Aparecido Vanzell...
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Ano V - Edição 52 - Outubro de 2010

Indices:

Capa - 20
Ridesa realiza lançamento
regional de variedades
Duas variedad...
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Entrevista com:

Luiz Antônio
Ribeiro Pinto

Fundador da Santal Equipamentos S/A Comércio e Indústria
Carla Rodrigues

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Canavieiros: Isso esfriou a ideia de
se fazer uma colhedora?
Ribeiro Pinto: As carregadoras de
cana sustentaram a Santal...
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Canavieiros: Quais foram os maiores
desafios enfrentados?
Ribeiro Pinto: Realmente o maior
desafio da Santal é a concorr...
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Ponto de Vista

Antonio Eduardo Tonielo*
O setor está com os pés
no chão
Atender as demandas dos mercados
interno e ex...
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Notícias Copercana

Copercana: filial em Santa Rosa de Viterbo
conquista produtores
Carla Rodrigues

Com a incorporaçã...
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AFTOSA

Febre aftosa é uma doença aguda, altamente contagiosa que afeta os animais de
cascos fendidos. Ela não ataca s...
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Notícias Copercana

Gerente da Copercana integra diretoria
regional da AP
AS
Carla Rossini

Luís Ricardo Meloni, geren...
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Assuntos Legais

Queima de palha de
cana-de-açúcar: - mais uma
decisão do superior tribunal de justiça

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rezados pro...
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Notícias Canaoeste

Consecana

A

CIRCULAR Nº 11/10
DATA: 30 de setembro de 2010

Conselho dos Produtores de Cana-de-A...
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Notícias Cocred

Balancete Mensal

COOP.CRÉDITO PRODUTORES RURAIS E EMPRESÁRIOS DO
INTERIOR PAULISTA - BALANCETE - SET...
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Revista Canavieiros - Outubro de 2010
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Ridesa realiza lançamento
regional de variedades

Carla Rodrigues

A

Duas variedades foram apresentadas em Ribeirão P...
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Reportagem de Capa

Ismael Perina Júnior - presidente da Orplana

Marcos Jank - Unica

Roberto Rodrigues - ex-ministro...
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Reportagem de Capa

“Desde 1982 foram liberadas
30 variedades com características diferentes de cana-deaçúcar, porém a...
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Safra de Grãos

Nova safra pode sofrer redução de plantio e
produção

O

s agricultores brasileiros começam um novo pl...
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Destaque

Chuvas prejudicam moagem pela segunda
quinzena consecutiva na região centro-sul, mas
favorecem produção de e...
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do mês, apenas 44,70% destinou-se à
produção de açúcar, percentual inferior
aos 46,41% verificados na quinzena
anterior...
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Informações Setoriais

CHUV
AS DE Setembro
e Prognósticos Climáticos

No quadro abaixo, são apresentadas as chuvas do ...
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INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para os meses de outubro ...
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Artigo Técnico

Adubação verde no sistema de
produção da cana-de-açúcar
Denizart Bolonhezi,
José A. Donizeti Carlos (E...
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É importante mencionar que em relação às leguminosas comerciais, as
espécies de adubos verdes fornecem
quantidades muit...
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ção, quanto à dessecação com glifosato,
a fim de evitar surpresas desagradáveis,
como a rebrota que pode ocorrer em alg...
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Artigo Técnico II

Série: conheça o seu solo

Produtividade de cana-de-açúcar em Neossolos Quartzarênicos
Antônio Cels...
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“General Álvaro
Tavares Carmo”

Manual de Fisiologia Vegetal: Fisiologia de Cultivos
Castro-Kluge-Sestari

Cultiva...
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Eventos em Novembro de 2010
Produção e Uso de
Biocombustíveis
Tipo de Evento: Seminário
Início do Evento: 19/11/2010
F...
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VENDEM-SE
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  1. 1. 1 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  2. 2. 2 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  3. 3. 3 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  4. 4. Editorial 4 Expediente: Conselho Editorial: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Editora: Cristiane Barão – MTb 31.814 Jornalista Responsável: Carla Rossini - MTb 39.788 Projeto gráfico e Diagramação: Rafael H. Mermejo Equipe de redação e fotos: Carla Rodrigues - MTb 55.115 Marília F. Palaveri Rafael H. Mermejo Comercial e Publicidade: (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 comercial@revistacanavieiros.com.br atendimento@revistacanavieiros.com.br Impressão: São Francisco Gráfica e Editora Ltda Tiragem: 11.000 exemplares ISSN: 1982-1530 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. Endereço da Redação: A/C Revista Canavieiros Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311 - (ramal 2190) Investir D para consolidar entre todas as certezas que dizem respeito à cadeia sucroenergética, uma delas é que é necessário investir para este se tornar um setor sólido, pronto para superar crises e momentos de insegurança. Investimentos em pesquisas e estudos são de extrema importância para este setor, já que é do campo, ainda na plantação, que sairão os resultados das melhores produtividades. Em 2010, a Ridesa (Rede Interuniversitária de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro) comemora 20 anos de trabalho e dedicação ao setor canavieiro. Para tal comemoração, lançou um catálogo com mais 13 novas variedades, sendo duas dessas variedades lançadas regionalmente no mês de outubro, em Ribeirão Preto. Confira na Reportagem de Capa deste mês as características e qualidade de cada uma delas e também as novidades que estão por vir. Em mais uma comemoração, a Entrevista desta edição da Canavieiros foi realizada com Luiz Antônio Ribeiro Pinto - Fundador da Santal Equipamentos S/A Comércio e Indústria, hoje presidente do conselho administrativo da empresa, que este ano completou 50 anos de atividade. Durante a entrevista, Luiz Antônio conversou sobre a trajetória percorrida pela empresa, seus principais desafios e também sobre os futuros projetos. O presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, é quem assina o Ponto de Vista. Em seu artigo, ele defende a sustentabilidade, que é uma das maiores metas para o setor sucroenergético brasileiro, e também a necessidade cada vez maior de investimentos no setor para torná-lo consolidado perante os olhos do mundo. www.revistacanavieiros.com.br Os Artigos Técnicos deste mês trazem importantes discussões sobre a produtividade de cana-de-açúcar em neossolos quartzarênicos, de acordo com os pesquisadores do CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), Antônio Celso Joaquim e Jorge www.twitter.com/canavieiros redacao@revistacanavieiros.com.br RC Revista Canavieiros - Outubro de 2010 Luiz Donzelli. E também sobre adubação verde no sistema de produção da cana-deaçúcar assinado pelos engenheiros agrônomos Denizart Bolonhezi, José A. Donizeti Carlos e Antonio Cesar Bolonhezi. O advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, está presente nos Assuntos Legais desta edição, informando os produtores sobre a queima de palha de cana-de-açúcar e traz mais uma decisão do Superior Tribunal de Justiça de que é possível a queima controlada, desde que autorizada pelos órgãos ambientais e observando-se as restrições legais. A seção Notícias Copercana traz a incorporação de cinco lojas que faziam parte da antiga Coopervam e mostra a satisfação dos cooperados de Santa Rosa de Viterbo com a chegada da Copercana na cidade. Ainda em Notícias Copercana tem a posse do gerente da Copercana, Luis Ricardo Meloni, como integrante da diretoria regional da APAS (Associação Paulista de Supermercados). Já no Destaque deste mês você encontrará informações sobre as chuvas, que tanto prejudicaram a moagem na região Centro-Sul, mas ao mesmo tempo favoreceram a produção de etanol. Não deixe de conferir ainda dados sobre a nova safra de grãos, informações setoriais com o assessor técnico da Canaoeste, Oswaldo Alonso e a dica de leitura. Errata: Na reportagem “Copercana realiza reunião técnica de amendoim para produtores” publicada na edição 51, de setembro , pela Revista Canavieiros, há uma informação incompleta no seguinte parágrafo: “Já o professor Carlos Alexandre (UNESP/ Botucatu) mostrou aos produtores os resultados de sua avaliação feita com uso de fertilizantes foliares na cultura do amendoim. Para isso foram realizados três experimentos: Programa Stoller (I), Agrovec (II) e Brasquímica (III). Feitas as análises, ele concluiu que independente da empresa, os tratamentos aplicados proporcionaram produtividade”. O correto é: “Feitas as análises, ele concluiu que independentemente da empresa, os tratamentos (produtos) com aplicação de 15 a 30 g/ha de Mo (Molibidênio), até os 30 DAE, foram suficientes para proporcionar produtividades semelhantes aos “Programas Completos” e superiores a testemunha”. Boa leitura! Conselho Editorial
  5. 5. 5 Ano V - Edição 52 - Outubro de 2010 Indices: Capa - 20 Ridesa realiza lançamento regional de variedades Duas variedades foram apresentadas em Ribeirão Preto; Catálogo Nacional de Variedades RB traz 13 novos cultivares 05 - Entrevista Luiz Antônio Ribeiro Pinto Fundador da Santal Equipamentos S/A Comércio e Indústria Os 50 anos de atividades da Santal E mais: Assuntos Legais .................página 15 Circular Consecana .................página 16 Destaque 08 - Ponto de Vista .................página 24 Informações Setoriais Antonio Eduardo Tonielo, presidente da Copercana, SicoobCocred e Sindicato Rural de Sertãozinho. “O setor esta com os pés no chão” .................página 26 12 - Notícias Copercana Artigo Técnico I - Copercana: filial em Santa Rosa de Viterbo conquista produtores - Gerente da Copercana integra diretoria regional da APAS .................página 28 16 - Notícias Canaoeste Artigo Técnico II - Consecana .................página 31 18 - Notícias Cocred - Balancete Mensal Cultura 23 - Safra de Grãos .................página 32 - Nova safra pode sofrer redução de plantio e produção Os agricultores brasileiros começam um novo plantio de grãos para o ciclo 2010/2011. Agende-se .................página 33 Classificados .................página 34 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  6. 6. 6 Entrevista com: Luiz Antônio Ribeiro Pinto Fundador da Santal Equipamentos S/A Comércio e Indústria Carla Rodrigues O fundador da Santal Equipamentos, o engenheiro mecânico Luiz Antônio Ribeiro Pinto, acredita no potencial brasileiro no desenvolvimento de máquinas e produtos agrícolas. Em 2010, a Santal comemora 50 anos de atividades como a principal empresa brasileira fornecedora de produtos e serviços para mecanização agrícola no setor canavieiro. Nesta entrevista concedida à Canavieiros, o Sr. Luiz Antônio, hoje presidente do Conselho Administrativo da Santal, fala sobre a trajetória percorrida pela empresa, seus principais desafios e também sobre os futuros projetos. Os 50 anos de atividades da Santal Canavieiros: Em 2010 a Santal comemora 50 anos de fundação. Como foi o início dessa história? Luiz Antônio Ribeiro Pinto: A Santal nasceu em 1960, fruto das experiências que eu e meu pai, Arnaldo Ribeiro Pinto, fizemos na Usina Santa Lídia. Ao final da década de 50, começava a haver falta de mão-de-obra e reclamações salariais e devido a isso começamos a pensar que estava na hora de iniciar a mecanização. Nessa ocasião, importamos para a Usina Santa Lídia uma colhedora de cana americana, que colhia cana inteira e a jogava em cima de um cesto, que ficava no alto e depois se abria em cima de uma carreta. Em 1959 resolvemos redesenhar essa máquina. Pegamos algumas peças e desenhamos uma máquina nova montada em cima de um trator TD9, que pegava a cana inteira queimada e a levantava. Ela era jogada numa esteira transversal por cima do trator e caía no caminhão ao “...desenhamos uma máquina nova montada em cima de um trator TD9, que pegava a cana inteira queimada e a levantava. Ela era jogada numa esteira transversal por cima do trator e caía no caminhão ao lado. Depois de muito quebrar a cabeça, essa máquina funcionou e nós resolvemos fazer uma pequena fábrica (Santal = Santa+l de Lídia)...” lado. Depois de muito quebrar a cabeça, essa máquina funcionou e nós resolvemos fazer uma pequena fábrica (Santal = Santa+l de Lídia), para assim podermos fabricar algumas máquinas, vendê-las e iniciar a mecanização aqui no Brasil. Revista Canavieiros - Outubro de 2010 Inauguramos a Santal em 1960 em uma área alugada. As duas primeiras máquinas que fizemos foram vendidas para a Usina São Geraldo e assim, em 1961, entraram em operação as primeiras colhedoras de cana Santal. Três meses depois, durante a safra, elas já provaram que estavam completamente fora do tempo, pois a mão-de-obra voltara a ser abundante e barata. Já as máquinas eram caras, com elevado custo de operação e manutenção. Com isso chegamos à conclusão de que estávamos fora do tempo e a Usina são Geraldo, depois de muito trabalhar conosco perguntou se não queríamos receber de volta as máquinas. Como estávamos começando a fazer as carregadoras de cana, propusemos fazer uma troca e eles aceitaram. Trocamos e começamos a comercializar carregadoras de cana que eram máquinas bem mais simples e que o mercado já estava demandando. Este foi o início.
  7. 7. 7 Canavieiros: Isso esfriou a ideia de se fazer uma colhedora? Ribeiro Pinto: As carregadoras de cana sustentaram a Santal nos primeiros 30 anos. Chegamos a fazer 700 unidades por ano dessas máquinas. Fabricamos a maior quantidade de carregadoras de cana do Brasil até hoje. Apesar das carregadoras suprirem muito bem as necessidades do mercado na época, sempre continuamos com a ideia de fazer uma colhedora. Canavieiros: E qual foi o próximo passo? Ribeiro Pinto: No início da década de 70 fiz três viagens para a Austrália e cheguei à conclusão de que o caminho que eles tinham tomado, de fazer uma máquina para cana picada, era a melhor solução. A partir daí fizemos um contrato com uma pequena empresa da Austrália, a Don Mizzi, e importamos 10 máquinas para montar aqui no Brasil, em tratores Massey Ferguson. Logo depois, em 1974 reformulamos totalmente essa máquina e passamos a montá-la num trator Valmet sem eixo dianteiro, o que deu um ótimo resultado. Assim nasceu a Santal 115. Era uma máquina que colhia muito bem, picava e carregava simultaneamente. Ao longo de sua vida vendemos cerca de 400 unidades. Nesse período continuamos fazendo as carregadoras de cana e atendendo o mercado, pois nessa época praticamente não se carregava mais cana na mão. A Santal 115 era toda fabricada aqui no Brasil e como eu disse, vendemos bastante, mas a produtividade era pequena. Por volta de 1980, o governo brasileiro resolveu autorizar a importação de colhedora de cana sem taxas. Com isso, máquinas estrangeiras e mais potentes do que a nossa começaram a entrar no país. Canavieiros: E qual foi o impacto da entrada das máquinas estrangeiras? Ribeiro Pinto: Nesse momento a Santal resolveu que era hora de aposentar a 115 e desenvolver uma máquina nova, mais potente e automotriz. Assim nasceu a Santal Rotor, inclusive com um princípio diferente das australianas: ao mesmo tempo em que ela picava cana, o mesmo mecanismo jogava a cana para cima e carregava. Essa ideia nasceu aqui. Tivemos a Santal Rotor 1, 2, 3 e 4 e depois a Amazon, que foi durante muito tempo uma máquina vendida por nós com bastante sucesso. Finalmente depois da Amazon, a partir de 2000 chegamos à conclusão de que, porque carregava para um lado só, não fazia o que as concorrentes faziam: elas viravam os elevadores para o lado esquerdo e direito, e isso permitia que andassem numa linha de cana e depois fizessem a volta e voltassem pela rua seguinte. Concluímos que teríamos que fazer uma colhedora nova que acompanhasse o mercado; daí nasceu a Tandem, já em 2004. A tendência é de grandes grupos continuarem comprando as poucas usinas “familiares” que sobrarem. Grandes grupos que vão não só fazer açúcar e álcool, mas também energia, vão explorar tudo começando pelo bagaço, folhas, palha e pontas da cana. Canavieiros: Qual o diferencial da Tandem? Ribeiro Pinto: A Tandem é um desenvolvimento também da Santal e única no mundo, pois não era nem uma máquina convencional de pneus, nem uma de esteira. Ela ficou intermediária, com muito mais estabilidade porque tinha quatro rodas atrás e duas na frente, e ao mesmo tempo conservava a velocidade e a facilidade de deslocamento que uma máquina de pneu tem em comparação com uma máquina de esteira. Canavieiros: Com a boa aceitação das colhedoras, qual a fatia que as carregadoras passaram a ter na linha de produção da empresa? Ribeiro Pinto: À medida que começou a aumentar realmente a quantidade de colhedoras mecânicas, o mercado passou a comprar menos carregadoras porque elas dispensam uso da carregadora, já que ela corta, pica e carrega simultaneamente. Gradualmente a carregadora passou a ter menos importância aqui na Santal. Em compensação os transbordos aumentaram muito e praticamente tomaram o lugar da carregadora na empresa. Todos eles são desenhados e desenvolvidos aqui. Canavieiros: O que veio depois da Tandem, lançada em 2004? Ribeiro Pinto: Dois anos depois lançamos a Tandem série II com uma porção de melhorias e hoje estamos preparando o lançamento da mesma máquina, mas com esteira, para que ocupe a parte do mercado que precisa das vantagens da esteira, com solos menos preparados. Continuamos desenvolvendo outras linhas de produtos, como transbordos e plantadoras. As primeiras plantadoras foram feitas já na década de 60, todas para cana inteira e agora, a partir de 2004, começamos com as primeiras plantadoras de cana picada. Vale destacar que a Santal foi uma empresa concebida desde o início para a mecanização da cana-de-açúcar. Canavieiros: Qual o maior foco da Santal nestes 50 anos? Ribeiro Pinto: A Santal primou por desenvolver. É uma linha que poucos adotaram: desenvolver seus produtos com tecnologia própria. Nós não contratamos consultorias estrangeiras, nem participação de capital estrangeiro, nada, foi tudo feito com trabalho e capital brasileiro. Essa é a evolução da Santal. Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  8. 8. 8 Canavieiros: Quais foram os maiores desafios enfrentados? Ribeiro Pinto: Realmente o maior desafio da Santal é a concorrência com empresas multinacionais muito fortes. Hoje em dia, tanto a Case como a John Deere são duas gigantescas empresas, vieram para cá fabricar visando o mercado brasileiro, o maior em cana-de-açúcar do mundo, e começaram a fabricar aqui, com tecnologia americana e australiana. A Case comprou a Austoft australiana com toda sua tecnologia. A John Deere comprou uma fábrica americana, que por sua vez tinha copiado a máquina da Austoft nos EUA e veio para o Brasil fabricar também. Isso é um desafio permanente para nós. E agora daqui pra frente isso vai continuar. Antigamente as usinas eram propriedades familiares, e também de capital brasileiro, que expandia gradualmente seu próprio capital. Hoje estamos numa situação que mostra uma mudança radical no mercado sucroalcooleiro. Grandes grupos estrangeiros estão vindo e grandes grupos nacionais estão entrando no negócio. Isso está mudando o tipo de comercialização. Canavieiros: Como o senhor enxerga o setor sucroalcooleiro daqui a 50 anos? Ribeiro Pinto: A tendência é de grandes grupos continuarem comprando as poucas usinas “familiares” que sobrarem. Grandes grupos que vão não só fazer açúcar e álcool, mas também energia, vão explorar tudo começando pelo bagaço, folhas, palha e pontas da cana. Hoje a cana só é colhida crua e com o tempo essa palha vai ser aproveitada como combustível para gerar eletricidade ou talvez ainda para ser aproveitada em novos processos de fabricação de açúcar, através da transformação da fibra vegetal em cadeias de carbono, que permitam ser transformadas em açúcar. É o açúcar e o etanol a partir da celulose, o que irá mais do que dobrar o atual aproveitamento da energia contida na cana-de-açúcar. Isso vai aumentar muito a nossa capacidade de produção de açúcar e de álcool. Já se faz isso há muito tempo, mas o custo é alto. O que vai acontecer é descobrir sistemas que produzam em larga escala a um custo bem menor. Canavieiros: O que precisa ser desenvolvido para que as colhedoras de cana trabalhem em todas as áreas de uma pro- Entrevista priedade, independente de seu terreno? Ribeiro Pinto: Vai sempre depender muito da topografia. Hoje uma máquina é capaz de trabalhar em terrenos com até com 25% de inclinação, mas toda a operação fica muito mais cara, a produtividade é muito menor. Isso não tem jeito de mudar porque as máquinas são grandes. O que vai acontecer gradualmente é que a cana plantada em terreno irregular vai sumir, vai ficar tão caro em relação ao resto que ela vai acabar sendo utilizada para outra finalidade e, ao mesmo tempo, grandes áreas de pastagens que temos aqui no Brasil Central serão transformadas em cana. Acho que o futuro esta por aí. Não se vai fazer uma máquina para trabalhar em terrenos acidentados, não compensa, pois não iria ter mercado. Canavieiros: Quais são os projetos para o futuro? Ribeiro Pinto: Atualmente vamos lançar a nossa máquina de esteiras e estamos desenvolvendo também uma plantadora de cana mais eficiente do que essas que estão no mercado. Fora isso, sempre estamos pesquisando novas possibilidades na medida em que forem surgindo. Canavieiros: O que a Santal representa para o senhor? Ribeiro Pinto: Representa algo que fiz porque acreditava e porque gostava e continuo acreditando e gostando. Canavieiros: Como surgiu a ideia Revista Canavieiros - Outubro de 2010 de se desenvolver o densímetro de etanol? Ribeiro Pinto: O densímetro apareceu porque na ocasião, no início do Proálcool, havia um problema bastante delicado e generalizado. No álcool a água é totalmente miscível. Se você pegar o álcool puro e jogar um copo de água, não vai mudar em nada a aparência. O posto poderia facilmente adulterar o combustível e na época a única maneira de verificar isso era através de um tubo de ensaio, termômetro, medidas de temperatura e densidade e o resultado seria comparado com uma tabela que ficava no posto. O que desanimava qualquer usuário de verificar a qualidade do produto. Então surgiu a necessidade de um método simples, que só de olhar você saberia se o combustível estava bom ou não. Para isso imaginei um densímetro que compensasse automaticamente a variação da temperatura, coisa que não existia até então. Você coloca o densímetro térmo-compensado dentro da mistura álcool e água e em qualquer temperatura a coluna vermelha mostra a qualidade: se ela aparecer acima do nível do líquido, o álcool está adulterado. Tive a patente desse sistema por 15 anos. Hoje ele está em todos os postos do Brasil e é exigido por lei. Uma patente desenvolvida aqui dentro da Santal. Foi uma contribuição ao Proálcool, de que muito nos orgulhamos. RC
  9. 9. 9 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  10. 10. 10 Ponto de Vista Antonio Eduardo Tonielo* O setor está com os pés no chão Atender as demandas dos mercados interno e externo, tanto na produção de açúcar como na fabricação de etanol, com foco na sustentabilidade, é uma das maiores metas e um dos maiores desafios para o setor sucroenergético brasileiro. A região Centro-Sul do país deverá produzir 534 milhões de toneladas de canade-açúcar na presente safra 2010/2011, de acordo com estimativa da ÚNICA (União da Agroindústria Canavieira), que também estima uma produção de açúcar de 34 milhões de toneladas e de etanol de 28 bilhões de litros. colocam à disposição do produtor rural novas variedades de cana, mais produtivas e resistentes às pragas e doenças. São atitudes que estão garantindo desenvolvimento e rentabilidade ao produtor e ao empresário do setor. A retomada de negócios no primeiro semestre de 2010 nos apresenta um cenário mais positivo para esse final de ano. Os industriais e também os produtores de cana estão mais otimistas em relação à safra 2010/2011. Esta é a hora de juntarmos as forças e alavancarmos os nossos negócios. Porém, com as perspectivas de crescimento desses dois mercados, é preciso investimentos para ampliar a produção. A cadeia produtiva de cana-de-açúcar não tem medido esforços para desenvolver suas atividades e consolidar cada vez mais o setor sucroenergético mundo afora. O desafio da produção com sustentabilidade tem sido alcançado em grande escala. Mas é preciso saber até onde o governo brasileiro quer a expansão do setor. Não dá para os empresários continuarem investindo apenas recursos próprios. É preciso financiamentos oficiais a longo prazo e a juros acessíveis para dar suporte a esse aclamado crescimento. Caso contrário, muitas indústrias não terão recursos para andar com suas próprias pernas e entrarão em crise. “...para fazer parte deste ambiente altamente profissionalizado e competitivo, o setor deve estar preparado e organizado. Só assim teremos a certeza que o setor está crescendo e se desenvolvendo, mas com os pés no chão.” Investimentos na expansão de novas unidades industriais e em melhorias nas unidades já em operação têm sido intensificados. Modernas tecnologias estão sendo descobertas e implantadas; pesquisas e estudos técnicos também Uma das indicações de que o setor vai bem é que a entrada de capital externo está cada vez mais freqüente. Isso também aumenta a competitividade do país e estimula o desenvolvimento do comércio internacional. O Brasil vai se tornar um fornecedor mais confiável de etanol, ou seja, o aumento de capital estrangeiro no setor sucroenergético é visto com bons olhos pelo mercado. De acordo com a Única, a participação de capital estrangeiro no Brasil já é da ordem de 22%. É claro que muitos problemas ainda perseguem o setor, como a volatilidade nos preços do etanol. Sentimos na pele essas dificuldades, mas temos de admitir que elas existem em qualquer setor e que Revista Canavieiros - Outubro de 2010 sempre existirão percalços a enfrentarmos, por melhor que esteja a situação. É preciso reagir para enfrentar os desafios e é o que o setor sucroalcooleiro tem feito com muita competência. Outro desafio que o setor vem enfrentando é a qualificação dos trabalhadores ligados à cadeia produtiva. A falta de mão-de-obra qualificada pode se tornar um dos principais gargalos do setor. Por isso é tão importante a implantação de programas de qualificação em parceria com instituições públicas e privadas. Um bom exemplo é o projeto renovAção, fruto de entendimentos da Única com suas associadas e trabalhadores, desenvolvido com patrocínio de empresas e apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), numa demonstração de grande coordenação e comprometimento da cadeia produtiva do setor sucroenergético com ações de responsabilidade social e melhoria contínua das condições de trabalho. Enfim, o momento é muito propício para o setor. No entanto, para fazer parte deste ambiente altamente profissionalizado e competitivo, o setor deve estar unido, preparado e organizado. Só assim teremos a certeza que o setor está crescendo e se desenvolvendo, mas com os pés no chão.RC *presidente da Copercana, SicoobCocred, Sindicato Rural de Sertãozinho e Conselheiro da Única.
  11. 11. 11 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  12. 12. 12 Notícias Copercana Copercana: filial em Santa Rosa de Viterbo conquista produtores Carla Rodrigues Com a incorporação à antiga Coopervam, Copercana virou sinônimo de confiança entre cooperados E m 2008, a Copercana realizou a incorporação de cinco lojas que faziam parte da antiga Coopervam (Cooperativa Agropecuária do Vale do Mogi-Guaçu), e com isso ganhou mais filiais nas cidades de Descalvado, Santa Rosa de Viterbo, Santa Rita do Passa Quatro, Porto Ferreira e Santa Cruz das Palmeiras. Hoje a filial de Santa Rosa de Viterbo conta com aproximadamente 320 cooperados e há um ano está instalada em novo endereço. Assim como na matriz, a Copercana local oferece aos seus cooperados produtos agrícolas, como insumos, defensivos, ferramentas, implementos e também os produtos de magazine. O cooperado Eli de Andrade é produtor de gado, eucalipto, café e cana-de-açúcar e está bastante satisfeito com a chegada da Copercana na cidade. Ele acredita que com a cooperativa a vida do produtor é valorizada. “A Copercana chegou aqui no momento certo e até hoje só temos coisas positivas para falar a seu respeito. Nela, eu encontro tudo o que preciso para meu trabalho, inclusive o atendimento de agrônomos que estão sempre prontos para esclarecimentos”, disse. Entre os produtos utilizados por Andrade está a vacina para prevenir a febre aftosa no seu rebanho. A aplicação das vacinas é realizada por ele mesmo, mas a compra das vacinas e a orientação correta são feitas via Copercana. “A campanha de vacinação contra a febre aftosa é muito séria e rígida para nosso país. Por isso temos que comprar produtos que confiamos.” A segunda etapa da campanha para prevenir a febre aftosa no Estado de São Paulo tem início no dia 1º de novembro e termina no final do mesmo mês. Durante este período, todos os bovinos e bubalinos (de mamando a caducando) deverão ser vacinados e no Estado de Minas Gerais somente os animais com dois anos ou menos deverão ser vacinados. Os pecuaristas terão 30 dias para aplicar as vacinas nos seguintes Estados: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins, assim como no Distrito Federal. No Amapá, a vacinação deve ocorrer até o dia 15 de novembro. fachada da loja da Copercana em Sta. Rosa do Viterbo De acordo com o veterinário da Copercana, Gustavo Lopes, em 2009 foram vacinados 196 milhões de animais em todo o país durante a segunda etapa da campanha e este ano estima-se de 170 a 180 milhões de animais, o que é um número significativo para que se mantenha a sanidade do rebanho. “Essa campanha é muito importante para o Brasil. É necessário que todos vacinem seus animais, mesmo aqueles que possuem uma pequena quantidade, pois só assim, num futuro próximo, poderemos buscar a suspensão da vacina”, explicou o veterinário. Parte interna da loja “A Copercana chegou aqui no momento certo e até hoje só temos coisas positivas pra falar a seu respeito. Nela, eu encontro tudo o que preciso ...” Revista Canavieiros - Outubro de 2010 O cooperado Eli de Andrade
  13. 13. 13 AFTOSA Febre aftosa é uma doença aguda, altamente contagiosa que afeta os animais de cascos fendidos. Ela não ataca somente o gado. Porcos, carneiros, cabras, búfalos e até alguns bichos do mato como o veado e a capivara sofrem com esse mal. Raramente afeta pessoas, apenas as que têm contato com animais doentes ou com vírus, em laboratório de pesquisa. Se apenas um animal do seu rebanho for atacado, a febre pode passar para os outros de forma rápida. A aftosa maltrata muito o animal. Forma feridas na boca, nos pés e nas mamas. Pode fazer com que as fêmeas prenhas percam a cria e até matar bezerros com poucos meses de vida. Mas a doença maltrata também o bolso do criador. Rebanho com aftosa é prejuízo na certa. O animal perde peso e diminui a produção de leite. Transmissão: O principal veículo de transmissão é o próprio ar, através de aerossóis emitidos pelos animais doentes, podendo chegar até 50 km de alcance. A maior fonte de disseminação é o contato com animais infectados ou através de roupas, veículos automotores entre outros objetos que estiveram em contato com os animais contaminados. Evolução da Doença: É causada por um vírus que no Brasil apresenta 3 tipos (O, A e C) e mais de 60 subtipos diferentes. Inicialmente o vírus é instalado nas células da mucosa e faringe onde se multiplica. A partir daí cai na circulação e se dissemina por todo organismo. Após 24 a 48 horas, o animal apresenta febre, vesículas na língua, na cavidade bucal, nos espaços interdigitais e às vezes nas tetas e úberes. Após 48 horas do surgimento destes sintomas, estas vesículas se rompem facilitando a instalação de bactérias, dificultando assim a cicatrização. Sintomas: O animal baba excessivamente devido às vesículas na cavidade bucal, língua e faringe. Apresenta febre alta, falta de apetite e pêlos arrepiados. O animal emagrece severamente e não consegue se locomover. As fêmeas em gestação podem abortar o feto, os animais jovens podem morrer e as vacas em lactação têm sua produção leiteira bastante diminuída. Consequências: Os animais que sofreram de febre aftosa podem desenvolver lesões secundárias crônicas oral, nasal e podal (nos pés). A deformação dos cas- cos pode resultar num comprometimento permanente da capacidade de locomoção do animal prejudicando seu bem estar. O envolvimento da glândula mamária pode resultar em mastite e permanentes danos na produção de leite. O ganho de peso de animais com sequelas será abaixo quando comparados ao de animais sadios. Tratamento: Esta doença não existe cura, o que pode ser feito é tratar os efeitos causados pelo mal, como por exemplo, fazer anti-sepsia das lesões e feridas tentando evitar sequelas de maiores proporções. Profilaxia: A prevenção é feita através de vacinação seguindo o calendário estabelecido por órgãos oficiais. O descumprimento da lei que obriga a vacinação de todos os animais da propriedade acarreta em sanções como multas e interdição da propriedade. Vacinar o rebanho é investir no próprio negócio. É dar uma injeção de lucro no animal. Vacinado ele vale muito mais e pode ser exportado com melhores preços. RC *Texto retirado do site Agromundo – www.agromundo.com.br Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  14. 14. 14 Notícias Copercana Gerente da Copercana integra diretoria regional da AP AS Carla Rossini Luís Ricardo Meloni, gerente dos supermercados, lojas de ferragens, magazines e automotivos da Copercana assumiu cargo no dia 15 de outubro O novo diretor da APAS (Associação Paulista de Supermercados) Regional Ribeirão Preto, Tiago Trevelatto Albanezi, tomou posse na noite da sexta-feira (15 de outubro), juntamente com os vice-diretores, para a gestão 20102012, em cerimônia realizada na Choperia Pinguim, em Ribeirão Preto. Tiago, diretor dos Supermercados Alpheu, recebeu o cargo de Aurélio Mialich, que, após dois mandatos à frente da Regional, assumiu a vicediretoria de Apoio e Relacionamento com o Associado. Luís Ricardo Meloni, gerente dos supermercados, lojas de ferragens, magazines e automotivos da Copercana se tornou o 1º vice diretor da Regional Ribeirão Preto. “Fazer parte de uma associação tão bem conceituada é muito importante. É o nome da cooperativa que está sendo representado. Já praticamos o cooperativismo e agora, também o associativismo. A troca de informações dentro da Apas é muito relevante para os participantes”, disse Meloni. Paulo César Oliveira, Eder Mialich, Rodrigo Canesin, Ricardo Meloni, Antônio Savegnago, José Carlos Rinaldi e Tiago Albanezi Diretoria Regional Ribeirão Preto: Diretor: Tiago Trevelatto Albanezi (Supermercados Alpheu) 1º Vice-Diretor: Luís Ricardo Meloni (Copercana) 2º Vice-Diretor: Éder Mialich (Supermercados Mialich) Vice-Diretor: Antonio Aparecido Savegnago (Savegnago Supermercados) Vice-Diretor: Rodrigo Canesin (Supermercado Canesin) Vice-Diretor: José Carlos Rinaldi (Supermercado 3 Jota) Vice-Diretor: Paulo César Oliveira (Supermercados 3 Irmãos) O presidente da Canaoeste e diretor da Copercana, Manoel Ortolan, esteve no evento para prestigiar Meloni. Também estiveram presentes o presidente da APAS, João Galassi, que deu as boas vindas à diretoria; o diretor de Regionais e Distritais APAS, Palimércio de Luccas; e cerca de 140 pessoas, entre supermercadistas e fornecedores, incluindo empresários do setor. Galassi reforçou o compromisso da APAS com os associados e conclamou os supermercadistas a participarem mais ativamente dos projetos da entidade. “As informações disponíveis na APAS auxiliam a gestão das empresas e nossos associados obtêm resultados superiores à média do mercado”, enfatizou. RC Revista Canavieiros - Outubro de 2010 Juliano Silva, Marco Sarni, Ricardo e Ana Meloni, Manoel Ortolan e Márcio Zeviani
  15. 15. 15 Assuntos Legais Queima de palha de cana-de-açúcar: - mais uma decisão do superior tribunal de justiça P rezados produtores de cana-deaçúcar, chegou ao nosso conhecimento uma importante notícia acerca de um julgamento ocorrido em 29 de setembro de 2010, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), última instância judicial para discutir questões que envolvem a queima de palha de cana-deaçúcar e a legislação que a autoriza. O STJ, que possui duas Turmas Julgadoras com cinco ministros cada e que formam a Primeira Seção do Tribunal, competente para julgar essa questão, ainda não havia chegado a uma conclusão final sobre o assunto, pois as referidas turmas possuem entendimentos opostos, ou seja, enquanto uma entende que a legislação que autoriza a prática da queima da cana controlada é legal, a outra turma entende que a mesma lei não observa os ditames constitucionais. Nesta decisão supra mencionada (Embargos de Divergência no Recurso Especial nº 418.565-SP.), proferida pelos 10 ministros que compõem a 1ª Seção do Tribunal (1ª e 2ª Turmas), uniformizouse o entendimento de que a proibição de utilizar-se do fogo disposta no Código Florestal (Lei nº 4.771/65), em seu artigo 27, abrange a cultura de cana, tendo os ministros ressaltado, porém, que o mesmo código prevê a hipótese de queima controlada (§ único do artigo 27). Desta forma, é possível utilizar-se da queima controlada, desde que autorizada pelos órgãos ambientais e observando-se as restrições legais. Os ministros ressaltaram, ainda, que se tal prática causar danos além dos previstos na legislação, restará ao seu causador a responsabilidade pelos prejuízos causados ao meio ambiente e a terceiros. Juliano Bortoloti - Advogado Departamento Jurídico Canaoeste Portanto, sem sombra de dúvida, esta decisão emanada de tão importante Corte de Justiça criou um importante precedente em defesa do setor sucroalcooleiro, demonstrando, mais uma vez, que a prática da queima quando realizada dentro dos parâmetros estipulados pela lei, além de constitucional também reflete o tão consagrado princípio do desenvolvimento sustentável. RC Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  16. 16. 16 Notícias Canaoeste Consecana A CIRCULAR Nº 11/10 DATA: 30 de setembro de 2010 Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de SETEMBRO de 2010. O preço médio do kg de ATR para o mês de SETEMBRO, referente à Safra 2010/2011, é de R$ 0,3524. O preço de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de abril a setembro e acumulados até SETEMBRO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do etanol anidro e hidratado, carburante (EAC e EHC), destinados à industria (EAI e EHI) e ao mercado externo (EAE e EHE), são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de abril a setembro e acumulados até SETEMBRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/10, são os seguintes: Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  17. 17. 17 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  18. 18. 18 Notícias Cocred Balancete Mensal COOP.CRÉDITO PRODUTORES RURAIS E EMPRESÁRIOS DO INTERIOR PAULISTA - BALANCETE - SETEMBRO/2010 Valores em Reais Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  19. 19. 19 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  20. 20. 20 Ridesa realiza lançamento regional de variedades Carla Rodrigues A Duas variedades foram apresentadas em Ribeirão Preto; Catálogo Nacional de Variedades RB traz 13 novos cultivares Ridesa (Rede Interuniversitária de Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro) completa 20 anos de história em 2010 e para comemorar lançou o Catálogo Nacional de Variedades RB de Cana-de-açúcar, para apresentar as treze novas variedades desenvolvidas. O lançamento regional de duas das variedades aconteceu no dia 8 de outubro, em Ribeirão Preto, no Hotel JP. Várias autoridades do setor, professores, estudantes e empresários estiveram presentes, como o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, o presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Marcos Jank, o presidente da Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região CentroSul do Brasil), Ismael Perina Júnior, o vice-reitor da UFSCar, Pedro M. Galetti Junior, e Hermann Hoffmann, professor e coordenador do programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar da UFSCar. Os presidentes da Canaoeste, Manoel Ortolan, e da Copercana e SicoobCocred, Antonio Eduardo Tonielo, estiveram presentes. Os participantes ouviram palestras do ex-ministro, Roberto Rodrigues, sobre a agroenergia, considerada por ele a nova geopolítica global. Para ele a economia verde é realidade no Brasil. A cana é a segunda fonte de energia do Brasil e segundo Jank, o setor tem grande potencial de crescimento. “O crescimento do nosso setor não será em linha reta, será em curvas, como sempre foi. Vai sobreviver quem conseguir ir para as áreas verdes, já que novos produtos estão surgindo, como o ramo dos plásticos, bioeletricidade, além da frota flex, que só tende a crescer”, explicou. “Num mundo sem estratégia, avulta a sustentabilidade. O Brasil tem que impor sua visão tecnológica para orientar os demais outros países a produzirem com sustentabilidade. Temos referência para isso. Falta estratégia para que o Brasil possa liderar uma nova economia verde”, explicou Rodrigues. Já, o presidente da Unica, Marcos Jank, falou sobre a dinâmica e as perspectivas do setor sucroenergético. Para ele, esses lançamentos são de grande importância para a competitividade do setor. “A cana é uma verdadeira máquina de fotossíntese. Com ela avançamos, mas ainda podemos avançar muito mais”, disse o presidente da Unica. Revista Canavieiros - Outubro de 2010 Ainda de acordo com Jank, o maior desafio do setor é construir políticas públicas para criar segurança e mostrar ao mundo a diferença entre etanol e combustíveis fósseis. Além disso, também há desafios a serem vencidos no que se referem à logística, barreiras tarifárias, entre outros. “Temos muito potencial para vencer, mas é preciso um novo ciclo de investimentos”, completou.
  21. 21. 21 Reportagem de Capa Ismael Perina Júnior - presidente da Orplana Marcos Jank - Unica Roberto Rodrigues - ex-ministro da Agricultura 8ª Liberação de Variedades RB de cana-de-açúcar Para Marcos Sanches Vieira, diretor-executivo da Ridesa, a liberação de mais essas duas variedades é um marco significativo para o setor canavieiro, e muito emocionado, agradeceu a todos os envolvidos neste trabalho. “O trabalho realizado com essas variedades, mostra a grande parceria que temos com o setor. Muitos aspectos e características estão surgindo, como a mecanização, e nós nos adequamos a essas mudanças”, comentou Marcos. A apresentação das duas variedades liberadas no evento, a RB965902 e a RB965917 foi feita pelo coordenador do programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar da UFSCar, Hermann Hoffmann, que destacou a importância das pesquisas e trabalhos realizados nesta área. “Desde 1982 foram liberadas 30 variedades com características diferentes de cana-de-açúcar, porém a dificuldade maior encontrada por nós, pesquisadores, é liberar variedades que se firmam e realmente vão contribuir com o produtor no final”, explicou o professor. Com isso em mente, a Ridesa realizou um censo varietal pelo país, e os resultados foram satisfatórios, alcançando em 79% de variedades RB no Estado de Pernambuco, 76% no Paraná, 58,9% em São Paulo, 55,7% em Minas Gerais, 47% em Alagoas e 42,5% em Goiás. A Ridesa engloba as Universidades Federais de Alagoas, Rural de Pernambuco, São Carlos-SP, Viçosa-MG, Paraná, Rural do Rio de Janeiro, Goiás, Sergipe, Mato Grosso e Piauí. Parcerias com mais de 300 empresas do setor sucroalcooleiro garantem investimentos de R$ 15 milhões por ano em pesquisas. Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  22. 22. 22 Reportagem de Capa “Desde 1982 foram liberadas 30 variedades com características diferentes de cana-deaçúcar, porém a dificuldade maior encontrada por nós, pesquisadores, é liberar variedades que se firmam e realmente vão contribuir com o produtor no final” IAC lançou três variedades em setembro As variedades lançadas regionalmente pela Ridesa somam-se às três apresentadas pelo Centro de Cana do IAC, em setembro: IACSP95-5094, IACSP96-2042 e IACSP96-3060. Marcos Guimarães de Andrade Landell, “entre produtividade de biomassa e teor de sacarose as novas variedades estão produzindo 10% a mais que as usadas na primeira me- Essas três variedades adequam-se ao plantio mecânico e à colheita mecânica crua, dispensando a queima. A IACSP95-5094 e IACSP96-2042 têm adaptação muito boa à região do cerrado e trazem a perspectiva de otimizar a produtividade nas regiões secas, antes ocupadas por pastagens. A IACSP96-3060 tem longo período de utilização, característica que contribui na logística da cadeia de produção por flexibilizar o período de colheita. De acordo com o pesquisador e diretor do Centro de Cana do IAC, Revista Canavieiros - Outubro de 2010 tade desta década”. Esse ganho pode chegar aos 30% se os produtores explorarem o potencial desses materiais, associando-os aos ambientes de produção adequados. RC
  23. 23. 23 Safra de Grãos Nova safra pode sofrer redução de plantio e produção O s agricultores brasileiros começam um novo plantio de grãos para o ciclo 2010/2011. A nova safra deve ficar entre 145,72 e 147,93 milhões de toneladas, com uma redução que vai de 887,60 mil a 3,10 milhões de toneladas sobre a safra passada, que chegou ao recorde de 148,82 milhões de toneladas. Já a área destinada ao plantio deve variar en tre 47,32 (-0,1%) e 47,99 (+1,3%) em relação à anterior (47,37 milhões de ha). Os números são do primeiro levantamento realizado pela Conab e divulgado no início de outubro, que destaca o algodão em caroço em termos de área e produção. Neste primeiro estudo, a pesquisa se baseia numa média de produtividade, obtida nas últimas cinco safras. Foram descartados os anos atípicos e agregado o ganho tecnológico. Os principais responsáveis pela variação negativa na produção e na área desta safra são a soja e o milho total (1ª e 2ª safras). A previsão é de que os sojicultores colham de 67,60 (-1,5%) a 68,90 milhões de toneladas (+0,3%) sobre a safra anterior (68,68 milhões de toneladas). A área destinada à leguminosa varia positivamente de 23,76 (+1,3%) a 24,20 milhões de ha (+3,1%), sendo que a da safra anterior é de 23,46 milhões de ha. O milho total reduz de 51,83 (-7,5%) a 52,41 (-6,5%) milhões de toneladas sobre as 56 milhões de toneladas do último ciclo. A área também diminui de 12,71 (-2,1%) a 12,81 milhões de ha (-1,3%). O algodão em caroço é o grande destaque, em função dos preços bons praticados no mercado. Com isso, a produção do grão aumenta de 2,43 (+32,5%) a 2,57 milhões de toneladas (+39,3%), comparado ao período passado que foi de 1,84 milhões de toneladas. Já a área plantada pode crescer de 1,01 (+21,9%) a 1,07 milhões de ha (29,1%). A produção do feijão total também cresce, variando entre 3,39 milhões de toneladas (+4% e 3,42 (+5%) contra as 3,26 milhões de toneladas da safra passada, assim como a de arroz que aumenta de 12,05 (+7,1%) a 12,26 milhões de toneladas (+8,9%). A pesquisa foi realizada por 50 técnicos, entre os dias 19 e 25 de setembro, nas regiões Sul, Sudeste e CentroOeste. No Norte e Nordeste, onde o plantio começa em dezembro, foram considerados os dados de área da safra anterior e a produtividade média dos cinco últimos anos. RC Fonte: Conab Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  24. 24. 24 Destaque Chuvas prejudicam moagem pela segunda quinzena consecutiva na região centro-sul, mas favorecem produção de etanol A moagem de cana pelas unidades produtoras da Região CentroSul do País totalizou 27,16 milhões de toneladas na segunda quinzena de setembro, recuo de 27,03% em relação ao valor observado nos primeiros quinze dias do mês (37,23 milhões de toneladas) e queda superior a 35% no comparativo com o volume processado na segunda quinzena de agosto (42,07 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da safra até o final de setembro, a quantidade de cana-de-açúcar moída no Centro-Sul alcançou 444,54 milhões de toneladas. A intensa retração na moagem de cana observada na segunda quinzena de setembro ocorreu, novamente, em função das chuvas que atingiram as principais áreas produtoras. O indicador de precipitação pluviométrica de setembro ficou 59,27% superior à média histórica para o período. Essa condição climática impactou o aproveitamento de tempo das unidades produtoras e aumentou o número de dias de moagem perdidos: em média, as usinas registraram 6,78 dias perdidos em setembro contra apenas 2,92 dias perdidos em agosto deste ano. tivamente ao mesmo período de 2009. No acumulado desde o início desta safra, a quebra supera 3,9% em relação ao acumulado da safra anterior. Até o início de outubro, oito unidades produtoras já haviam encerrado a safra 2010/2011 na região Centro-Sul, confirmando as projeções da UNI- Para o Diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “apesar de ter prejudicado a moagem, o maior volume de chuva nas últimas semanas de setembro não foi suficiente para interromper a queda que vinha sendo observada na produtividade do canavial”. “Certamente não haverá tempo hábil para a recuperação da produtividade agrícola nesta safra e o volume de cana disponível para a moagem continuará abaixo do projetado no início do ano,” completou o executivo. Dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam, de fato, uma redução de 15,6% na produtividade agrícola da cana colhida na região Centro-Sul em setembro, comparaRevista Canavieiros - Outubro de 2010 CA quanto ao encurtamento da atual safra devido à antecipação da moagem, consequência do longo período de estiagem. Das 10 novas unidades produtoras previstas para iniciar suas atividades na atual safra, apenas uma optou por postergar o início para a safra 2011/2012. Qualidade da matéria-prima A concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana processada atingiu 170,16 kg de ATR na segunda quinzena de setembro, alta de 5,73% em relação aos primeiros 15 dias do mês. No acumulado desde o início da safra, a quantidade de ATR somou 142,10 kg por tonelada de cana-de-açúcar, crescimento de 7,36% no comparativo com igual período da safra anterior. Cabe destacar que o indicador de ATR divulgado pela UNICA é calculado a partir do volume de cana-de-açúcar moída e da produção de açúcar e de etanol em determinado período, considerando algumas premissas em relação às perdas industriais, eficiências de fermentação e de destilação.
  25. 25. 25 do mês, apenas 44,70% destinou-se à produção de açúcar, percentual inferior aos 46,41% verificados na quinzena anterior. De acordo com Rodrigues, “é natural uma redução na produção de açúcar no último terço da safra, contudo, ao longo de setembro esse aspecto foi intensificado pela maior ocorrência de chuvas e pela consequente deterioração da qualidade da cana”. Esse indicador é conhecido como “ATR produto” e devido a forma de cálculo ele não refletiu momentaneamente a interrupção da moagem pelas usinas ocorrida ao final de setembro, de modo que o volume de açúcar e etanol que já se encontrava em processamento na segunda quinzena do mês não obteve sua respectiva contrapartida em cana-de-açúcar. Portanto, o aumento do ATR produto verificado na segunda quinzena de setembro não é real e deverá ser compensada pela queda significativa deste indicador na primeira quinzena de outubro. Existe outro indicador de concentração de ATR na cana que é chamado “ATR cana” e provêm de análises laboratoriais de amostras de cana-de-açúcar coletadas no momento de sua entrega na unidade industrial. Estas análises seguem rígidas normas operacionais estabelecidas pelo Sistema – ATR, desenvolvido pelo Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Consecana – SP). De acordo com os dados apurados pelo Sistema ATR, vinculado ao Consecana (SP), o ATR cana na segunda quinzena de setembro apresentou um crescimento de apenas 1% em relação a primeira quinzena do mês. Esse indicador aponta ainda que na primeira quinzena de outubro houve uma redução de cerca de 9% no ATR, que passou de 160,88 kg por tonelada de matériaprima no final de setembro para 146,57 kg no início de outubro. Segundo o Diretor da UNICA, “os dois indicadores de ATR mensuram a mesma coisa e geralmente apresentam valores semelhantes no final da safra; entretanto, o ATR produto sofre distorções durante períodos com elevada precipitação pluviométrica e essas distorções precisam ser entendidas para a realização de qualquer análise”. Basicamente, a queda no ATR cana deverá ser observada de forma mais intensa no ATR produto na primeira quinzena de outubro, os indicadores apresentam apenas diferenças no tempo de resposta, mas os valores finais deverão ser equivalentes, concluiu o executivo. Ele explica ainda que “estamos vivenciando mais um ano atípico em termos de condições climáticas. De abril até o início de setembro, o volume de chuvas ficou muito aquém da média histórica, reduzindo a disponibilidade de cana. Já em setembro, principalmente no final do mês, as chuvas retornaram com uma intensidade maior do que a prevista, prejudicando a moagem e, mais importante, reduzindo a qualidade da cana que será colhida em outubro”. Esses fatores devem impactar a produção de açúcar e etanol no final da safra, acrescentou o executivo da UNICA. Produção de açúcar e etanol Na segunda quinzena de setembro observou-se um recuo significativo da proporção de cana destinada à fabricação de açúcar. Do volume de matériaprima processado na segunda quinzena Como reflexo da retração do percentual da cana colhida dedicado à produção de açúcar na última quinzena de setembro, a produção de açúcar no período ficou em 1,97 milhões de toneladas, queda de 25,70% em relação à quinzena anterior. A produção de etanol, por sua vez, somou 1,49 bilhões de litros, dos quais 448,68 milhões de litros de etanol anidro e 1,04 bilhão de litros de etanol hidratado. No acumulado desde o início da safra 2010/2011, a produção de açúcar somou 27,10 milhões de toneladas, enquanto a de etanol alcançou 20,30 bilhões de litros, crescimento de 22,59% comparado ao mesmo período de 2009. Vendas de etanol pelas unidades produtoras As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 2,33 bilhões de litros em setembro. Já o volume de etanol anidro comercializado ao longo do mês somou 594,71 milhões de litros, dos quais 5,21%, ou 31,00 milhões de litros, destinaramse às exportações e 563,70 milhões ao mercado doméstico. Em relação ao etanol hidratado, as vendas internas atingiram 1,58 bilhão de litros e as vendas para o mercado internacional somaram apenas 155,49 milhões de litros. No acumulado da safra, de abril até setembro, o volume total comercializado pelas usinas do Centro-Sul soma 13,30 bilhões de litros, queda de 5,49% relativamente à safra 2009/2010. Esta retração decorre do forte declínio das exportações, na medida em que as vendas internas acumulam alta de 1,30% no comparativo com igual período de 2009. RC Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  26. 26. 26 Informações Setoriais CHUV AS DE Setembro e Prognósticos Climáticos No quadro abaixo, são apresentadas as chuvas do mês de SETEMBRO de 2010. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Assessor Técnico Canaoeste A média das observações das chuvas deste mês de SETEMBRO (100mm) concentrou-se, praticamente, na última semana do mês,“ficando” acima (até das previsões) da média das normais climáticas (62mm) e, em todos os locais observados. Note-se que em Barretos e Bebedouro as chuvas do mês “ficaram” bem próximas das respectivas médias. P elo Mapa 1A abaixo, observa-se que, ainda até 16 a 19 de SETEMBRO, as condições hídricas do solo se mostravam severas em toda área canavieira sucroenergética do Estado de São Paulo. O Mapa 1B mostra que o reumidecimento do solo iniciou-se pelo Leste do Estado, ou seja, inverso até das “entradas” das frentes frias. A Disponibilidade Atual de Água no Solo ao final de SETEMBRO de 2010 (Mapa 3), já mostrava a recuperação de índice médio a bom em quase toda área sucroenergética do Estado, menos na faixa Pirassununga/Rio Claro/Botucatu/ Avaré e entre as Unidades Produtoras Moema e Vertente. Enquanto que, ao final de SETEMBRO 2009 (Mapa 2), ain- Mapa 1A:- Água Disponível no Solo entre 16 a 19 de SETEMBRO de 2010. Revista Canavieiros - Outubro de 2010 da persistia a baixa umidade do solo na Região de São José de Rio Preto e começando a reduzir o índice de água disponível no Extremo Oeste paulista e ao redor de Piracicaba. Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a CANAOESTE resume o prognóstico climático de consenso entre Mapa 1B:- Água Disponível no Solo entre 20 a 22 de SETEMBRO de 2010.
  27. 27. 27 INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) e INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) para os meses de outubro a dezembro. • As temperaturas médias poderão ser próximas a ligeiramente acima das normais climáticas em toda Região Centro-Sul do Brasil; • Quanto às chuvas, para os meses de outubro a dezembro, poderão ser próximas das normais climáticas para o Estado de Mato Grosso, Centro-Norte de Goiás e faixa Norte de Minas Gerais; próximas a abaixo das respectivas médias no Estado de Mato Mapa 2:- Água Disponível no Solo ao final de SETEMBRO de 2009. Grosso do Sul, Centro-Sul de Goiás e em toda Região Sudeste, com exceção de faixa Norte de Minas Gerais; e, abaixo das normais climáticas para os Estados da Região Sul; • Como referência, as normais climáticas de chuvas para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, pelo Centro Cana e Apta-IAC, são de 125mm em outubro, 170mm em novembro e 270mm em dezembro. A SOMAR Meteorologia, a exemplo do INPE e INMET, também prevê que as chuvas ficarão entre próximas das respectivas médias climáticas nos meses de outubro a dezembro em toda região de abrangência da CANAOESTE. A SOMAR prevê, ainda, prognóstico semelhante para o mês de janeiro, ou seja, próximo a pouco acima da normalidade climática. Mapa 3:- Água Disponível no Solo, 50cm de profundidade, ao final de SETEMBRO de 2010. Quanto às condições climáticas previstas para estes meses finais de moagem - outubro/novembro, a CANAOESTE recomenda aos produtores de cana que primem nas operações de colheita e aproveitem ao máximo os dias e tempos disponíveis, bem como efetuem aprimorados tratos culturais e cuidadosas renovações de canaviais (baixa produtividade, alta incidência de ervas daninhas e os impactos da recente ferrugem alaranjada em variedades suscetíveis), com vistas às certas e crescentes demandas por matéria-prima na(s) próxima(s) safra(s). Persistindo dúvidas, consultem os Técnicos mais próximos ou através do Fale Conosco CANAOESTE. RC Mapa 4:- Prognóstico de Consenso entre INMET e INPE para o trimestre outubro a dezembro. Adaptado pela CANAOESTE Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  28. 28. 28 Artigo Técnico Adubação verde no sistema de produção da cana-de-açúcar Denizart Bolonhezi, José A. Donizeti Carlos (Engenheiro Agrônomo, Piracicaba) Antonio Cesar Bolonhezi (Engenheiro Agronômo, UNESP-Ilha Solteira) Luiz Abilio Ferreira Neto (Bolsista Iniciação Científica do CNPQ, Universidade Federal de Dourados) A INTRODUÇÃO cana-de-açúcar é cultivada em mais de 7 milhões de hectares no Brasil, dos quais aproximadamente 5,5 milhões de hectares estão no Estado de São Paulo. Os canaviais paulistas expandiram 54,6% nos últimos 4 anos (Rudorff et al., 2010), sobretudo em áreas de pastagem da Região Noroeste. Diferente das expansões ocorridas no passado, atualmente o mercado e a opinião pública internacional exigem do setor sucroenergético a apresentação de indicadores de sustentabilidade da produção. Dessa maneira, não basta mais ser eficiente em produtividade, tem que demonstrar qual o impacto das práticas agrícolas sobre as questões relativas à conservação do solo e da água, às emissões de gases do efeito estufa, à manutenção da biodivesidade, etc. Neste sentido, a adoção de boas práticas agrícolas é imprescindível para melhorar a imagem do etanol brasileiro no mercado internacional. Dentre estas práticas agrícolas, a rotação de culturas e adubação verde merecem destaque em virtude dos diversos benefícios que proporcionam, tanto nos aspectos agronômicos quanto nos ambientais. Normalmente é empregada na reforma dos canaviais, embora o consórcio seja também uma modalidade de cultivo. Os critérios para reforma são variáveis de acordo com a empresa e região produtora e são dependentes: do histórico de produtividade do talhão, da necessidade de substituição de genótipos, da ocorrência de problemas fitossanitários, da necessidade de correção da fertilidade e da compactação do solo, da perspectiva de aumento dos lucros frente aos custos de implantação. Embora o ideal seja reformar pelo menos 15% dos canaviais para manter bons patamares de produtividades, devido aos custos da renovação, a média nacional está em torno de 8,2 % da área cultivada. Parte desta área é destinada para o cultivo de leguminosas comerciais, um expressivo percentual fica em pousio e aproximadamente 300 mil hectares são utilizados com adubação verde. Considerando o início do ano agrícola, o presente artigo visa contribuir para o esclarecimento das vantagens, as principais espécies cultivadas e seu manejo, assim como os aspectos importantes para obtenção de sucesso com esta prática. Benefícios da Adubação Verde e principais espécies recomendadas para a cana-de-açúcar A adubação verde é uma técnica milenar, apresenta lastro técnico-científico para cana-de-açúcar e pode ser adotada sem comprometer o sistema de produção canavieiro. Para nossas condições, os benefícios da adubação verde na reforma de canaviais são conhecidos desde a clássica pesquisa realizada por Cardoso (1956). Como estes benefícios ocorrem simultâneamente em nível de campo, muitas vezes é difícil mensura-los. Dentre os benefícios relevantes produzidos pelo uso de leguminosas como adubos verdes, podem ser citados: - Controle da erosão hídrica, do assoreamento de sulco e da compactação do solo; - Fixação de nitrogênio, aumento da absorção de fósforo e ciclagem de nutrientes; - Auxílio na redução da população de nematóides, insetos-pragas e patógenos; - Supressão de plantas daninhas e fitorremediação de herbicidas; - Contribuição para redução das emissões de gases do efeito estufa; - Maior disponibilidade de água no solo; - Aumento dos teores de matéria orgânica no solo; - Redução da amplitude térmica do solo; - Aumento da produtividade de colmos (+ 20 TCH no 1o corte) e qualidade da matéria prima; - Redução dos custos de implantação do canavial (28 a 32 %) É importante esclarecer que há legislação específica (Lei Estadual n.o 6171, regulamentada pelo Decreto n.o 41.719 de 16/04/1997), a qual dispõe sobre o uso, conservação e preservação do solo agrícola, e pode mediante fiscalização, aplicar punições aos agricultores, quando são identificados problemas de erosão. Mesmo em terraços bem dimensionados, as três principais fases do processo erosivo (desagregação, transporte e depósito) podem ocorrer intensivamente. Conde e Donzelli (1997) esclarecem que o plantio direto da Crotalaria juncea, possibilitou a eliminação de terraços em declividade até 6%. A utilização de adubos verdes é uma ferramenta importante no controle da erosão em cana-de-açúcar, pois normalmente as espécies apresentam crescimento inicial rápido, permitindo eficiente cobertura do solo. Este benefício é extremamente importante nos Argissolos, em razão da declividade mais acentuada e menor infiltração de água. Nestes solos é comum o assoreamento de sulco, demandando replantio, conforme apresentado na Figura 1. Figura 1 - Assoreamento de sulco de plantio em Argisolo (lado esquerdo). Semeadura direta de Crotalaria juncea em soqueira de cana crua (Lado direito). Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  29. 29. 29 É importante mencionar que em relação às leguminosas comerciais, as espécies de adubos verdes fornecem quantidades muito maiores de nitrogênio. Na Tabela 1, estão apresentadas as principais espécies recomendadas para cultivo na reforma da cana-de-açúcar e as quantidades de nitrogênio fornecidas através da fixação biológica. A escolha das espécies dependerá do alvo a ser atingido (fertilidade do solo, nematóides, etc), da disponibilidade de sementes na região e equipamentos para semeadura. Embora existam centenas de espécies leguminosas com potencial de utilização na reforma, cultivo intercalar e MEIOSI (Método Inter-Rotacional Ocorrendo Simultaneamente) em canaviais, as principais são: crotalária-juncea, crotaláriaspectabilis (Figura 2), feijão-de-porco (Canavalia ensiformes), lab-lab (Lab lab purpureus, sin. Dolichos lab lab), mucuna-preta (Mucuna aterrima), mucuna-cinza (Mucuna cinereum) e guandu (Cajanus cajan). Eventualmente, culturas comerciais como o caupí, o girassol são utilizados com a finalidade de adubação verde, assim como, outras espécies não leguminosas, como por exemplo o naboforrageiro (Raphanus sativus). Com relação às crotalárias, a época de semeadura é um aspecto a ser observado, pois estas espécies são sensíveis ao fotoperíodo. Quanto mais tarde, menor será a altura e consequente a produção de biomassa. As mucunas são mais tolerantes a solos ácidos, porém há necessidade de escarificação para quebrar dormência para algumas espécies (mucuna preta). A semeadura de "coquetéis de adubos verdes" é uma possibilidade para agregar os benefícios de diferentes espécies, mas requer atenção na proporção e qualidade das sementes utilizadas na mistura. Figura 2 - Visual da Crotalaria juncea semeada em linha Figura 2 - Crotalaria spectabilis em soqueira de cana crua Tabela 1. Quantidade de N fixado e informações de manejo da fitomassa dos principais adubos verdes utilizados em canaviais. Fonte : Wutke (1993); Wutke et al. (2007); Calegari (1995). Figura 2 - Manejo mecânico em crotalaria ao lado de mucuna dessecada Métodos de manejo da Fitomassa Conceitualmente, adubação verde compreende a incorporação ao solo da biomassa produzidas pelas diferentes espécies, a fim de obter os benefícios apresentados. Contudo, atualmente este conceito foi ampliado, considerando que é crescente a adoção do manejo conservacionista do solo, tais como o cultivo mínimo e o plantio direto. O manejo da fitomassa pode ser mecânico, realizado por diferentes equipamentos (roçadoras, grades, rolofaca, trituradores) ou químico (herbicida sistêmico). Normalmente, as crotalárias são manejadas mecanicamente antes do plantio e as mucunas através da aplicação de herbicidas (Figura 3). A sulcação direta também é bastante utilizada em plantio manual. Convém salientar, que no plantio mecanizado, sobretudo sobre resíduo de Crotalaria juncea, recomenda-se não incorporar, pois os resíduos não decompostos formam “bolsas de ar” e consequentemente ocorrem falhas na brotação da gemas e emergência dos perfilhos primários. Figura 3 - Sucação direta sobre Crotalaria spectabilis O plantio mecanizado favorece a adoção de manejo conservacionista do solo, devido a expressiva quantidade de massa transportada pelas plantadoras, a qual facilita a abertura dos sulcos de plantio. O plantio direto de cana é viável em muitas situações, não havendo restrições quanto ao estabelecimento inicial (Figura 4), porém é imprescindível conhecer a susceptibilidade da espécie escolhida na rotaRevista Canavieiros - Outubro de 2010
  30. 30. 30 ção, quanto à dessecação com glifosato, a fim de evitar surpresas desagradáveis, como a rebrota que pode ocorrer em algumas espécies. Figura 4 - Plantio direto sobre Crotalaria juncea Artigo Técnico Considerações finais Atualmente são estimados mais de 1 milhão de hectares disponíveis para renovação na Região Centro Sul, os quais são passíveis da prática da rotação de culturas com espécies de adubos verdes. O lastro de conhecimento técnico-científico acumulado até o momento, aliado às validações em escala comercial, permitem afirmar que os ganhos médios na produtividade são em torno de 20 t ha-1 de colmos, quando se utiliza sucessão com leguminosas adubos verdes, com possível efeito residual até segundo corte e provável aumento nas características tecnológicas. Além disso, a quantidade de nitrogênio fixado é suficiente para suprir as Figura 4 - Plantio direto sobre Crotalaria spectabilis em região de expansão em Aparecida do Taboado/MS O cultivo intercalar de adubos verdes, pode ser uma alternativa para complementar a adubação nitrogenada na soqueira. Em áreas com disponibilidade de irrigação do canavial, pode-se inclusive utilizar espécies que apresentam bom desempenho no outono/inverno, tais como tremoço-branco e dependendo da época, o feijão-de-porco ou guandu-anão, conforme apresentado nas Figuras 5. Figura 5 - Consórcio com tremoço branco . Fotos: Fazenda São José, Sertãozinho, proprietário José Luiz Balardin. Revista Canavieiros - Outubro de 2010 exigências da cana- planta. De modo geral, o aumento na produtividade da cana planta, amortiza entre 40 e 60% os custos de implantação do novo canavial. Considerando o contexto da canavicultura, a rotação ou cultivo intercalar de adubos verdes (Figura 5) é a prática cultural com a melhor relação custo benefício, principalmente em função do fornecimento de nitrogênio. Todavia, a fim de evitar problemas e consequente retração da sua adoção, é imprescindível conhecer bem as características da espécie, utilizar sementes de qualidade e semear no momento e condições mais indicadas. RC
  31. 31. 31 Artigo Técnico II Série: conheça o seu solo Produtividade de cana-de-açúcar em Neossolos Quartzarênicos Antônio Celso Joaquim - Pesquisador Jorge Luiz Donzelli - Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento – Agronomia (CTC) Centro de Tecnologia Canavieira 1. Descrição s Neossolos Quartzarênicos Órticos (figura 1), antigas Areias Quartzosas, estão colocados na categoria dos Solos Pouco Desenvolvidos, estando o perfil em fase de formação. São solos originários de sedimentos aluvionares e arenitos, que conferem a este solo textura arenosa, muito profundos, uniformes e soltos, compostos quase que exclusivamente de quartzo. Apresentam teor de argila inferior a 15% no horizonte “A” e nas camadas subjacentes, classificadas no triângulo textural de areia e areia franca. Em virtude desta característica a capacidade de armazenamento de água neste solo é baixa. O 2. Produtividades Alcançadas No critério Ambiente de Produção Edafoclimáticos, desenvolvido pelo Centro de Tecnologia Canavieira, visando recomendação varietal, este solo está colocado no ambiente “E” em 5 condições climáticas no Centro-Sul (I, II, III, IV e V), com produtividades médias de 5 cortes abaixo de 80 t/ha. Por isso, a produtividade média esperada, no primeiro corte pode variar entre 105 TCH e 86 TCH, enquanto que no quinto corte pode variar entre 62 TCH e 48 TCH nos 5 ambientes de produção edafoclimáticos onde ele ocorre. São normalmente de fertilidade natural baixa, predominando os distróficos e álicos devido à grande quantidade de areia e baixos teores de matéria orgânica. Nesses solos a matéria orgânica (MO) tem grande influência no seu comportamento, atuando em várias características como, por exemplo: na capacidade de troca de cátions (CTC), disponibilidade de água e agregação do solo. Essas características são mais presentes na camada superficial, que deve ser preservada. Portanto, a aplicação de métodos de conservação de solo que preservem esta camada é fundamental para a manutenção do potencial produtivo destes solos. O uso de subprodutos industriais da fabricação de açúcar e etanol e adubação verde, além da manutenção da palha da colheita da cana sem queima, contribuem para o aumento da baixa fertilidade natural destes solos. 3. Alocação Varietal Atualmente as variedades mais colhidas neste tipo de solo são: SP83-2847, SP81-3250, RB867515 e SP84-2025. A recomendação técnica de plantio, neste tipo de solo, são as variedades SP83-2847, CTC-9, CTC15, CTC17, RB867515, PO8862, IACSP93-3046, IACSP94-2094, IAC87-3396 e IAC915155. Figura 1 - Neossolo Quartzarênico Órtico Este tipo de solo ocorre nas regiões de Ribeirão Preto, São Carlos, Jaú e Piracicaba em formações derivadas de sedimentos aluvionares e arenitos Botucatu e Pirambóia. No Pontal do Paranapanema e noroeste do Paraná, em solos derivados do arenito da formação Caiuá. Na Região de Andradina em solos derivados de sedimentos aluvionares e arenitos da Formação Santo Anastácio. Na região Sudoeste de Goiás em solos derivados dos arenitos da formação Botucatu e cobertura arenosa indiferenciada. Os associados ao CTC recebem orientação técnica sobre como explorar ao máximo a capacidade produtiva deste tipo de solo. A alocação correta de variedades deve considerar a distribuição do plantel varietal equilibradamente entre solos existentes na Associada, procurando colocar as variedades de maior retorno econômico nos solos de ambientes de maior potencial, deixando os Neossolos Quartzarênicos Órticos (menor potencial), para plantar as variedades mais rústicas. RC Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  32. 32. 32 32 “General Álvaro Tavares Carmo” Manual de Fisiologia Vegetal: Fisiologia de Cultivos Castro-Kluge-Sestari Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português. “A vida é como andar de bicicleta.Para manter equilíbrio,é preciso se manter em movimento” Albert Einstein-em carta a seu filho Eduard 05/02/1930 1) Pedro trabalha muito na empresa. É conhecido pelos amigos como o “burro-de-carga”. A popular expressão antiga tornou-se mais antiga e incorreta com o uso do hífen... outrora usávamos o sinal para separar a expressão. Com o Novo Acordo Ortográfico, a regra com as locuções em geral não colocamos o hífen. O correto é: burro de carga. E ste livro é destinado principalmente às disciplinas das áreas de Fitotecnia e de Horticultura nos níveis de graduação e de pós-graduação das faculdades de Agronomia. O texto poderá ser utilizado também por professores e estudantes das áreas de Biologia e Ecologia Vegetal, Agricultura e Pastagens, além de outras disciplinas afins, pois propicia a base necessária para a abordagem científica destas disciplinas. Esta obra abrange conhecimentos ecofisiológicos de 50 plantas cultivadas. Dentre essas tratamos de 15 frutíferas, 11 cultivos, 8 olerícolas, 7 extrativas, 5 estimulantes, 3 forrageiras e 1 ornamental. Para a solução de problemas com essas culturas em condições de campo e maximizar a produção econômica, a obra torna-se indispensável aos agrônomos, consultores e produtores que vivem o dia a dia nos sistemas de produção agrícola. Atenção especial foi dada à extensão e aos temas tratados em cada cultivo de forma a apresentar os fundamentos mais relevantes. 2) A família está reunida para decidir onde irão passar as férias. Pedro convocou todos: esposa, filhos, sogra, nora, genro... Conversa saudável! Longe de alguém “pisar no calcanhar-de-Aquiles” sobre o assunto com algum parente. E longe de usar o hífen! Conforme o Novo Acordo Ortográfico, a regra das locuções, em geral, não recebem hífen. Está correto: calcanhar de Aquiles (expressão popular) 3) Maria usa a “água-de-colônia”. Prezados amigos leitores gosto não se discute, mas a Língua Portuguesa escrita de forma correta sim! Assim, água-de-colônia (plural: águas-de-colônia) permanece com o uso do hífen, mesmo que seja “arco-da-velha”! (expressão correta, com hífen, plural: arcos-da-velha) PARA VOCÊ PENSAR: “ O tempo é muito lento para os que esperam; muito rápido para os que tem medo; muito longo para os que lamentam; muito curto para os que festejam; mas, para os que amam, o tempo é eterno.” William Shakespeare A bibliografia citada encontra se no final do texto referente a cada cultivo. Todos os autores de cada texto realizaram o trabalho durante o curso de Pós-Graduação da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, disciplina Fitofisiologia Ecológica. Dicas e sugestões, entre em contato: renatacs@convex.com.br * Advogada,Profa. de Português, Consultora e Revisora, Mestra USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Pós-Graduada pela FGV/RJ, com MBA em Direito e Gestão Educacional, autora de vários livros como a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras), em co-autoria. *Texto retirado da sinopse do livro Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone : (16)3946-3300 - Ramal 2016 Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  33. 33. 33 Eventos em Novembro de 2010 Produção e Uso de Biocombustíveis Tipo de Evento: Seminário Início do Evento: 19/11/2010 Fim do Evento: 19/11/2010 Estado: SP Cidade: Jundiaí Localização do Evento: Centro de Engenharia e Automação – IAC Rod. Gabriel Paulino Bueno Couto, km 65, Caixa Postal 26, 13201-970 Telefone: (11) 45828155 E-mail: engenharia@iac.sp.gov.br BioFach América Latina 2010 Empresa Promotora: IFOAM (International Federation of Organic Agriculture Movements). Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 03/11/2010 Fim do Evento: 05/11/2010 Estado: SP Cidade: São Paulo Localização do Evento: Transamérica Expo Center Informações com: Planeta Orgânico Site: www.biofach-americalatina.com.br Telefone: (21) 22392395 E-mail: expositor@planetaorganico.com.br Feileite 2010 - Feira Internacional da Cadeia Produtiva do Leite Empresa Promotora: Agrocentro Empreendimentos e Participações Tipo de Evento: Exposição / Feira Início do Evento: 09/11/2010 Fim do Evento:13/11/2010 Estado: SP Cidade: São Paulo Localização do Evento: Centro de Exposições Imigrantes Informações com: Organização Feileite Site: www.feileite.com.br Telefone: (11) 50676767 E-mail: secretaria@agrocentro.com.br Revista Canavieiros - Outubro de 2010
  34. 34. 34 VENDEM-SE - Trator Massey Fergunson 680 HD, ano 2006 com 6750 horas, super conservado, equipado com kit freio pneumático e cabina climatizada; - 01 subsolador de arrasto sete hastes com disco destorroador, pouco usado; - 01 caminhonete D20, ano 1991, cabina dupla branca, com ar e direção hidráulica. Tratar com Walter pelos telefones: (17) 9141-2290 ou (17) 3392-1066. de Marília, formado para pasto, com mangueira, poço semi artesiano, luz e outras benfeitorias. Região plana. Tratar com Roberto pelos telefones: (14) 3413-6177 ou (14) 3433-9221. VENDEM-SE - 15 alqueirões próximos à duas usinas, terra plana, própria para cana ou soja. Estrada Frutal/Pirajuba Km 20; - 72 mil alqueirão. Tratar com Francisco (proprietário) pelos telefones: (16) 8828-9092 ou (16) 3013-9192. VENDE-SE - Sede de fazenda situada a 900m do asfalto, 9km da cidade, excelente mina com água na cabeceira, córrego nos fundos, lagoa com peixes e roda d’ água. Casa com piscina, quadra, campo de futebol e casa/caseiro. Com um alqueire em Santa Rita do Passa Quatro/SP. Aceita-se propriedade como parte de pagamento em São Paulo, Campinas ou Ribeirão Preto. Tratar com Sebastião pelos telefones: (19) 3584-6124 ou (19) 8212-4277. COMPRA-SE - Tubos de irrigação de todos os diâmetros, motobombas, rolão autopropelido, pivot, etc. Pagamento à vista. Tratar com Carlos pelo telefone: (19) 9166-1710 ou pelo e-mail:cyutakam@ hotmail.com VENDEM-SE - 01 caixa d’água modelo australiana para 50.000 lts; - 01 caixa d’água modelo australiana para 5.000 lts; - 01 transformador de 15 KVA; - 01 transformador de 45 KVA; - 01 transformador de 75 KVA; - lascas e mourões de aroeira; - coxos de cimento; - porteiras; - 01 repetidora com 10 rádio amadores e 3 HT; - 01 torre de 60 metros. Tratar com Wilson pelo telefone: (17) 9739 2000 - Viradouro -SPVENDE-SE - Sítio na região de Oriente/SP, 18 alqueires, ótima localização, a 30 km VENDE-SE - 01 Carroceria de madeira pronta para puxar amendoim ou soja a granel. Comprimento: 8m, Largura: 2.60m e Altura: 3,20m. Tratar com Agnaldo pelo telefone: (16) 3945-6018. VENDE-SE - Chevrolet Vectra Elegance 2.0 (flex), 2007/2007, cor prata, 31.000 Km. Tratar com Fernanda pelo telefone: (16) 8146-0688. VENDE-SE - Caminhão Mercedes 2635, ano 96 plataforma, com motor, embreagem (simples), bomba injetora e turbina feitos a 30 dias, pneus da frente novos e traseiros recauchutados novos, com ou sem carroceria cana inteira. Valor: R$ 120.000,00. Aceito permuta. Não está muito bom de lata. Tratar com Hugo pelo telefone: (66) 9988-4267 ou pelo email: jaciaramt@hotmail.com. VENDEM-SE - Caminhões para o plantio de cana. Tratar com Marcos Nalia pelo telefone: (18) 9702-8063 ou pelo email: marcosnalia@bol.com.br. Revista Canavieiros - Outubro de 2010 VENDEM-SE - Tratores novos a partir de R$ 18.000,00 até R$ 65.000,00. Tratar com Fernando França pelos telefones: (16) 8135-7399 / (16) 3877-1117 ou pelo email: jkmeds@gmail.com. VENDEM-SE - Dois Pivot Central, um com 11 torres e outro com sete torres, nunca foram usados, marca ASBrasil, não possui motor. Tratar com ZPTratores pelo telefone:(19) 3541-5318 ou pelo email: zptratores@yahoo.com.br. AGREGA-SE Caminhão Canavieiro - Precisa-se com “urgência” de Treminhões e Plataforma de cana (Traçados), para trabalhar em Usinas da região de Pirassununga e Jaguariúna, até o final de dezembro de 2010 e para as próximas safras; *Preferencialmente caminhões que já possuam carreta e gaiola (Picada ou Inteira); *Faturamento girando em torno de R$ 12.000,00 a R$ 25.000,00 Livre do Óleo (de acordo com o ano/ mod do caminhão) e do motorista; * Precisamos também de Reboque e Carregadeira. Tratar com Leonardo pelo telefone: (19) 9284-2216 ou pelo email: transportedecana@hotmail.com Vende-se - Fazenda com 114 alqueires (552 hectares) , pode ser vendida total ou em duas partes (50 alqueires ou 64 alqueires). Possui um curral novo de concreto, duas sedes novas, telefone rural fixo, localizada no Triângulo Mineiro, no municipio de Prata-MG- Campina Verde. Ideal para pecuária, lavoura e reflorestamento. Toda limpa, com curva de nível. Pastos novos. Valor: R$ 7.000,00 o hectare. Tratar com Ozires pelos telefones: (34) 3214-9703 ou (34) 9974-7500. Anuncie no Classificados da Canavieiros, envie seu anúncio para classificados@revistacanavieiros.com.br
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