Ed19janeiro08

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  • 1. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 1
  • 2. 2 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008
  • 3. Editorial Preocupação com o meio-ambiente A Revista Canavieiros inicia 2008 falando de um assunto de extrema importância: o cuidado com o meio-ambiente. A reportagem de capa de nossa 19ª edição fala sobre empenho da Copercana e do Brasil como um todo na correta destinação das embalagens vazias de defensivos agrícolas. Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil é líder na reciclagem deste material, recolhendo 95% dos vasilhames que entram no mercado nacional. Desde março de 2002, quando entrou em vigor a Lei nº 7.802/89 (com as alterações da Lei nº 9.974/00 e regulamentada pelo Decreto nº 4.074/02). A Copercana mantém um depósito para embalagens de agrotóxicos vazias em sua Unidade de Grãos (UNAME). Lá funciona como uma central de recebimento para as embalagens dos cooperados que depois são enviadas para uma unidade da Coplana, (Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba), onde são processadas ou incineradas. O entrevistado deste mês é o Deputado Federal Arnaldo Jardim. Segundo ele, o lançamento do contrato de álcool para exportação na BM&F reforça a necessidade de planejar o quanto de cana será destinada para produção de etanol e de açúcar, por meio de contratos de longo prazo; definir os volumes destinados ao mercado interno e externo; estabelecer responsabilidades quanto a logística e a armazenagem; difundir o uso dos combustíveis renováveis em todo o país. O deputado também falou do ano de 2007 para as cooperativas brasileiras e das expectativas para 2008. Nesta entrevista, ele aponta os desafios que as cooperativas terão de enfrentar na elaboração de leis capazes de assegurar o crescimento sustentável da atividade no Brasil. No "Ponto de Vista", o presidente da Orplana, Ismael Perina Júnior, fala sobre as perspectivas do setor para 2008. Nas páginas da Copercana, o presidente da cooperativa dá seu parecer sobre o cenário da agricultura nacional em 2007 e 2008. Antonio Eduardo Tonielo criticou o aumento da Alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e aconselha os produtores a "trabalharem sempre de forma segura e com cautela". As Notícias Canaoeste trazem a "Carta de Ribeirão Preto". Documento gerado no I Workshop Brasileiro sobre Crises Ambientais no Agronegócio, realizado pela Canaoeste com parceria com o escritório Pinheiro Pedro. Nas páginas da Cocred você conhece as novas instalações da cooperativa em Barretos e a opinião dos cooperados da cidade sobre a mudança. O destaque deste mês fica para o serviço de odontologia da Canaoeste. Uma das dentistas conveniadas, Marlei Seccani, fala sobre a importância social do projeto. O "Antes da Porteira" mostra a criação de gado de elite do associado João Carlos Thomazatti. Ele tem um rebanho de 120 cabeças de Nelore Mocho com vários animais premiados usados para melhoramento genético. Uma matéria especial fala sobre o Carvão da Cana-de-Açúcar, uma doença que volta a assustar os produtores do estado. O consultor da Canaoeste, Cléber Moraes, assina a terceira parte de seu artigo que ensina como planejar a implantação de um canavial. Como de costume a Revista traz os prognósticos climáticos do Dr. Oswaldo Alonso, dicas de português, indicação de livros, agenda de eventos, repercutiu e classificados. Boa Leitura Conselho Editorial Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 3
  • 4. Indice EXPEDIENTE Capa CONSELHO EDITORIAL: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson Copercana recolhe embalagens de agrotóxicos: Em 2007, foram mais de 115 mil unidades Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil continuou a liderar, o ranking do Comitê Internacional de Destinação de embalagens da Croplife; Pag. Pag. 20 OUTRAS DESTA DESTA QUES CONSECANA Entrevista Pag. 15 Pag. Pag. Pag. 05 Pag. INFORMAÇÕES SETORIAIS 28 ARTIGO TÉCNICO 30 PRAGAS E DOENÇAS Ponto de vista Ismael Perina Júnior Presidente Orplana Notícias 09 09 10 Copercana - Presidente da Copercana e Cocred fala sobre cenários para a agricultura nacional - Copercana e Ouro Fino sorteiam tourinho Notícias Notícias Pag. IMPRESSÃO: São Francisco Gráfica e Editora Pag. 35 CULTURA Pag. 36 AGENDE-SE Pag. 37 Pag. 38 CLASSIFICADOS Pag. Antes da Porteira Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 TIRAGEM: 7.500 exemplares ISSN: 1982-1530 16 Cocred - Cocred ganha "cara nova" em Barretos - Mês de festas na Cocred 4 4 COMERCIAL E PUBLICIDADE: (16) 3946-3311 - Ramal: 2008 revistacanavieiros@copercana.com.br CULTURAS DE ROTAÇÃO 34 Pag. Associado cria gado de elite em meio a canavial FOTOS: Carla Rossini Marcelo Massensini DEPARTAMENTO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO: Ana Carolina Paro, Carla Rossini, Daniel Pelanda, Letícia Pignata, Marcelo Massensini, Rafael Mermejo, Roberta Faria da Silva, Talita Carilli. Pag. 12 Canaoeste - Crises Ambientais no Agronegócios: alterações na “Carta de Ribeirão Preto” PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Rafael H. Mermejo REPERCUTIU Pag. Cana-de-açúcar. O que esperar para 2008? Pag. Pag. COLABORAÇÃO: Marcelo Massensini 26 Arnaldo Jardim Deputado Federal - 1º vicelíder da bancada do PPS na Câmara Federal EQUIPE DE JORNALISMO: Carla Rossini – MTb 39.788 Cristiane Barão – MTb 31.814 Pag. Pag. 32 A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. ENDEREÇO DA REDAÇÃO: Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP - CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311 www.revistacanavieiros.com.br
  • 5. Entrevista Arnaldo Jardim Deputado Federal - 1º vice-líder da bancada do PPS na Câmara Federal "Planejar com eficiência e comercializar com agressividade" Perfil: Eleito deputado federal nas eleições de 2006, Arnaldo Jardim é o atual 1º vice-líder da bancada do PPS na Câmara Federal. O deputado é titular da Comissão de Energia, onde também é coordenador do Grupo de Trabalho sobre regulação do setor elétrico, ocupa a suplência na Comissão de Viação e Transportes, assim como da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, além de fazer parte da Comissão Especial da Lei do Gás. Também atua na Frente Parlamentar Ambientalista, onde coordena os trabalhos sobre Resíduos Sólidos, e na Frente Nacional pelo Cooperativismo - Frencoop Nacional. Presidente Estadual do PPS (2001/02), atualmente, é membro da Executiva Nacional do partido, assim como, do Diretório Estadual de São Paulo. Também foi pré-candidato do partido à Prefeitura de São Paulo (2004). Carla Rossini / Marcelo Massensini E sse é o conselho do deputado federal Arnaldo Jardim para que o Brasil faça uma boa "lição de casa" e continue produzindo açúcar e álcool com excelência e liderança. Segundo o deputado, "o lançamento do contrato de álcool para exportação na BM&F reforça a necessidade de planejar o quanto de cana será destinada para produção de etanol e de açúcar, por meio de contratos de longo prazo; definir os volumes destinados ao mercado interno e externo; estabelecer responsabilidades quanto a logística e a armazenagem; difundir o uso dos combustíveis renováveis em todo o país; equacionar as grandes flutuações de preços; além de estabelecer normas ambientais e trabalhistas na produção de açúcar e etanol. A simples expectativa de aumento do consumo de etanol nos EUA, Europa e Japão, serve de estiímulo para fazermos a lição de casa de planejar com eficiência e comercializar com agressividade". O deputado também falou do ano de 2007 para as cooperativas brasileiras e das expectativas para 2008. Nesta entrevista, Arnaldo Jardim aponta os desafios que as cooperativas brasileiras terão de enfrentar na elaboração de leis capazes de assegurar o crescimento sustentável da atividade no Brasil. Confira a íntegra da entrevista que o deputado Arnaldo Jardim, concedeu através de e-mail para a Revista Canavieiros. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 5
  • 6. Entrevista Revista Canavieiros: Como foi o ano de 2007 para as cooperativas brasileiras? Arnaldo Jardim: No âmbito do Legislativo, foram dados passos importantes para avançarmos na aprovação de uma nova legislação para o Ato Cooperativo, como a inclusão das cooperativas na Lei das Pequenas e Médias Empresas e a recém-aprovada proposta de regulamentação das cooperativas de trabalho, pela Comissão de Trabalho da Câmara Federal. A medida, além de criar o Programa Nacional de Fomento às Cooperativas de Trabalho – Pronacoop, também estabelece regras para impedir fraudes no setor e proibir a criação de cooperativas para intermediação de mão-de-obra terceirizada. Em São Paulo, realizamos uma reunião entre representantes de cooperativas paulistas do ramo de trabalho com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para tratar da revisão da legislação municipal referente ao ISS-QN (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza). Considero que não deveria incidir o ISS sobre as cooperativas e existe uma discussão a ser feita na Câmara dos Deputados a partir de um projeto oriundo do Senado Federal, que de uma forma clara poderia elucidar esta questão. Também tivemos um problema por parte do Ministério Público em relação às cooperativas da área educacional, onde o órgão buscou pressionar a própria Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para diminuir a participação das cooperativas nos 6 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 diferentes aspectos da etapa educacional e pedagógica. Nós estamos trabalhando nesta questão, se estabeleceu um diálogo entre a Secretaria e as cooperativas deste ramo e nós estamos acompanhando para que isto seja respeitado. Portanto, destaco que ainda há muito o que fazer. Ainda temos uma Agenda Legislativa extensa, no sentido de proporcionar um crescimento sustentável de todos os 13 ramos de atividades do cooperativismo no País. Revista Canavieiros: Qual foi à participação das cooperativas de crédito na economia do país? Arnaldo Jardim: Em franca expansão, as cooperativas de crédito no Brasil vêm a cada ano que passa concretizando seu espaço no mercado financeiro nacional. A Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB aponta o crescimento dos pontos de atendimento que, em dezembro de 2002, somavam 2.915 pontos e, em agosto de 2007, totalizavam 3.876, uma expressiva marca de mais de 01 ponto de atendimento inaugurado a cada 02 dias nos últimos 56 meses. No Brasil, existem mais de 1.460 Cooperativas de Crédito, totalizando 3.876 pontos de atendimento, com mais de 3 milhões de associados e pelo emprego direto de cerca 30 mil pessoas, com um ativo na faixa de R$ 30 bilhões de reais. De acordo com a OCESP – Organização das Cooperativas Paulistas, no Estado de São Paulo, são 206 cooperativas, mais de 366 mil cooperados, uma movimentação financeira de 1.469 bilhões e mais de 15 mil postos de trabalho. Como diretor do ramo de crédito da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo – Frencoop, reitero o meu compromisso com a Agenda Legislativa do Cooperativismo, um conjunto de pro- postas que orientam a ação de parlamentares compromissados com o setor. Revista Canavieiros: Qual a previsão para 2008? Arnaldo Jardim: No Congresso Nacional, os debates serão calorosos em relação à nova lei cooperativista e à importância da unicidade do sistema; na regulamentação de diversos ramos; nas discussões acerca do tratamento adequado do Ato Cooperativo; no acesso direto das cooperativas de crédito aos recursos do FAT (Fundo de Amparo do Trabalhador); e na aprovação das medidas que eliminem a bi-tributação. Também é fundamental avançarmos na “batalha da comunicação” junto à opinião pública e as próprias autoridades constituídas, ampliando a divulgação de boas práticas cooperativistas, além de ter o mais profundo clima de solidariedade entre todos os ramos. Sem que estas questões sejam esclarecidas, acho difícil avançarmos na regulamentação do cooperativismo, porque será difícil constituirmos uma maioria parlamentar, convencermos o Poder Executivo. Mais do que isso, a regulamentação não pode ser apenas “a letra fria de uma lei”, ela deve ser construída de modo a permitir o aperfeiçoamento cotidiano e que seja reconhecida por toda a sociedade, as diferentes esferas da administração pública e do Judiciário e do Legislativo. São muitos os desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos, que só serão superados com muita cooperação e espírito público. Para isso, é importante que a OCB, OCESP e as lideranças do setor cooperativista ajudem na mobilização, participem e colaborem na elaboração de leis capazes de assegurar o crescimento sustentável da atividade no Brasil. Revista Canavieiros: O senhor trabalha ativamente em prol das cooperativas de crédito. Qual a importância delas para o cooperado e para a economia em geral? Arnaldo Jardim: Uma das características do cooperativismo de crédito é possuir baixo índice de inadimplência entre os associados, atendimento personalizado e adequado ao potencial in-
  • 7. Entrevista teresse do associado. O princípio das cooperativas de crédito é desenvolver programas de assistência financeira e prestação de serviço aos cooperados, com a finalidade de oferecer adequado atendimento às suas necessidades de crédito, contribuindo para torná-los independentes de outras instituições financeiras públicas e privadas. Apesar de possuir um longo caminho a ser percorrido no mercado financeiro nacional, é notório que ao passar dos anos as Cooperativas de Crédito vem rompendo barreiras e criando seu espaço no seio financeiro e econômico do País, trazendo consigo a construção de uma sociedade mais responsável, participativa, voltada para o bem comum e com ganhos em escala. Nas cooperativas de crédito o objetivo não é o lucro financeiro, símbolo do capitalismo e objeto fim de muitas instituições financeiras, mas sim os benefícios individuais e coletivos que possam agregar qualidade de vida através de um modelo eqüitativo de renda com valores e princípios incontestá- veis que enaltecem os sentidos de democracia, humanismo e irmandade entre os povos. Revista Canavieiros: Em 2007, o senhor promoveu duas audiências públicas sobre a discrepância entre o preço do etanol cobrado na usina e o preço final aos consumidores. A que conclusão os senhores chegaram? Arnaldo Jardim: Na Comissão de Minas e Energia, apresentei propostas para aumentar a geração de bioeletricidade, busquei debater em audiências públicas iniciativas para inibir a volatilidade de preços do etanol, além de normas técnicas e de padronização para torná-lo uma commodity ambiental. Emergiram propostas como a venda direta das usinas aos postos de combustível e a alíquota única de 12% do ICMS, diante da constatação de que o preço do etanol tem caído para o distribuidor e subido para o consumidor. De acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional de Petróleo), feito entre 3 e 10 de dezembro, os revendedores pagaram 0,4% a menos pelo produto, enquanto que na bomba o encarecimento foi de 1,08%. Isso nos enseja para a necessidade de um marco regulatório específico para o etanol. Hoje, não existe limitação imposta por lei para a sua comercialização, que são feitas a partir de normas estabelecidas pela ANP. Apesar dos preços liberados do etanol nos três elos da cadeia: produtor, distribuidor e revenda, as normas da ANP provocam um engessamento do mercado, não permitindo uma real concorrência. Na geração energética, 20 anos após a instalação do 1º projeto de cogeração da Usina São Francisco e do recente fracasso do Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia), o governo decidiu apostar no potencial do setor. O Ministério das Minas e Energia publicou Portaria nº. 331, estabelecendo para o dia 15 de abril de 2008 a realização de leilão exclusivo para a compra e venda de bioeletricidade a ser produzida a partir de 2010. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 7
  • 8. Entrevista Revista Canavieiros: Para o senhor, o que deve ser feito para garantir um crescimento sustentável da atividade sucroalcooleira no Brasil? Arnaldo Jardim: O lançamento do contrato de álcool para exportação na BM&F reforça a necessidade de planejar o quanto de cana será destinada para produção de etanol e de açúcar, por meio de contratos de longo prazo; definir os volumes destinados ao mercado interno e externo; estabelecer responsabilidades quanto a logística e a armazenagem; difundir o uso dos combustíveis renováveis em todo o país; equacionar as grandes flutuações de preços; além de estabelecer normas ambientais e trabalhistas na produção de açúcar e etanol. A simples expectativa de aumento do consumo de etanol nos EUA, Europa e Japão, serve de estímulo para fazermos a lição de casa de planejar com eficiência e comercializar com agressividade. Revista Canavieiros: A Reserva Legal é uma questão que vem criando polêmica entre o setor produtivo e os ambientalistas. Qual a sua opinião sobre o assunto? Arnaldo Jardim: A questão é um extrato de uma antiga polêmica ambiental do país, trazida à tona novamente pelo Congresso Nacional. No centro do debate, polarizado com ambientalistas de um lado e a bancada ruralista na outra, a discórdia: Como compensar milhares de hectares de mata derrubados? Quem é responsável por essa conta? Entretanto, sou favorável que a proposta que possibilita ao produtor compensar a reserva legal em bacia hidrográfica ou bioma diferentes de onde está a propriedade, considerando-se áreas prioritárias definidas pelo Estado. Em São Paulo, por exemplo, responsável por 60% da produção nacional de etanol, merece destaque a elaboração do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroalcooleiro Paulista, envolvendo as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Agricultura, que já conta com a adesão de 129 usinas de um total de 156. A iniciativa tornará possível a antecipação do prazo para o fim da prática da queima, a recuperação de áreas de proteção permanente (APP) e a proteção de nascentes e matas ciliares, além de estimular a disseminação da 8 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 formalização do mercado de trabalho. Acredito que iniciativas como esta surtem efeitos mais animadores e positivos que normas impositivas, pois busca o caminho do entendimento e da conscientização ambiental, ao invés de simplesmente baixar uma norma sem ter conhecimento da realidade do produtor, nem da região. Revista Canavieiros: De forma geral, como podemos classificar o ano de 2007 para os produtores de cana, açúcar e álcool? Arnaldo Jardim: O setor sucroalcooleiro nacional está colhendo os frutos da sua competitividade na produção de um combustível limpo e renovável, economicamente viável na substituição dos derivados de petróleo. O etanol foi o tema principal das visitas dos Chefes de Estado dos EUA, Alemanha e da Itália este ano, o barril de petróleo já beira os US$ 100 e o compromisso internacional de combate ao aquecimento global amplia-se. Por aqui, o aumento da participação da bioeletricidade na matriz energética é eminente. Não param de brotar novos investimentos nacionais e estrangeiros para ampliar a produção nacional. Os veículos “flex” tornaramse objetos de desejo, com mais de 4 milhões de veículos rodando pelo País. Esse frenesi impulsionou uma safra mais alcooleira, tendência que deve se consolidar nos próximos anos, diante do aumento significativo de 22,95% na produção de etanol na região CentroSul, que chegou a 19,27 milhões de litros. Nos dados da Unica (União da Indústria de Cana-deAçúcar) também chama a atenção o aumento na produção de álcool hidratado, que bateu 43,73% e totalizou 12 milhões de litros. O etanol, produzindo empregos e gerando renda no interior do Estado e do País, é uma marca registrada que nos possibilitará servir de referência para uma mudança da matriz energética mundial. Por isso, é consenso entre todos os elos da cadeia produtiva e de comercialização que é preciso planejar, produzir e comercializar com sustentabilidade econômica, ambiental e social. Revista Canavieiros: O que fazer de agora em diante? Arnaldo Jardim: Para fazer jus a excelência e a liderança no setor de biocombustíveis, é imprescindível avançarmos na tecnologia para obtenção de etanol a partir do bagaço e da palha da cana. Já dispomos de uma planta piloto capaz de produzir etanol de lignocelulose, que utiliza da tecnologia enzimática – fruto de um esforço conjunto entre Petrobras, universidades, empresários do setor e institutos de pesquisa. O domínio desta tecnologia representa rendimento e produtividade expressivos, ou seja, produzir mais com menos. Ao mesmo tempo, é fundamental contarmos com uma melhor qualificação de mão-de-obra, que detenha o conhecimento de todo o ciclo produtivo dos biocombustíveis e de bioenergias. O setor produtivo caminha a passos largos. O componente “cana” foi o mais dinâmico do setor agropecuário e colaborou decisivamente para o aumento do número de postos de trabalho e geração de renda. Cabe ao Executivo e o Legislativo elaborar e implantar políticas públicas que assegurem um crescimento sustentável e duradouro do nosso “ouro verde”. Que o clima ajude nossos produtores na próxima safra e os bons ventos soprem a favor de um futuro esplêndido que está reservado aqueles que investem na energia que vem da terra.
  • 9. Ponto de Vista Cana-de-açúcar. O que esperar para 2008? Ismael Perina Júnior P raticamente encerrada, na região centro-sul, a safra de cana-de-açúcar e os dados consolidados devem apresentar produção da ordem de 425 milhões de toneladas de cana, recorde histórico no Brasil, colocando o país como maior produtor desta gramínea no mundo. Isto representa um crescimento acima de 12% em relação à safra 2006/ 2007, que já acumulava crescimento da ordem de 10% em relação à safra 2005/2006. Os números são extremamente expressivos, pois o aumento de produção em 50 milhões de toneladas, de um ano para outro, representa mais que a produção total da Austrália ou da Colômbia, países representativos dentro do cenário de produção de cana-de-açúcar. Realmente, estes números são, até certo ponto, assustadores, mas nos encontramos no Brasil e são movimentos como este que fazem do país um gigante no setor, em que somos muito competitivos. Com toda esta grandeza, o produtor de cana-de-açúcar não pode ficar alheio a esse movimento, imaginando que as coisas acontecerão naturalmente e que, em nenhum momento, será afetado por tal situação. Sabemos que para ganharmos mercado, temos que ter produção. Tendo-se produção, num primeiro momento a oferta aumenta e os preços deprimem. É praticamente o que aconteceu nesta safra, em que tivemos que conviver com preços muito baixos, inclusive não dando cobertura aos nossos custos de produção. Só que não podemos nos esquecer que, assim, ganhamos mercado, tanto de álcool como de açúcar e, no futuro, isso será muito importante. Só para se ter uma idéia do crescimento de consumo de álcool, em curto período o volume passou de 900 milhões de litros, por mês, para 1,5 bilhão - dados do último mês de novembro. Dificilmente voltaremos a conviver com vendas de álcool abaixo de 1 bilhão de litros por mês. Com todos estes acontecimentos, temos que ficar ligados nos mercados de açúcar e álcool para tentar visualizar cenários e o que podemos esperar de preços de cana-de-açúcar para a próxima safra. Para tanto, dispomos de ferramentas e não podemos deixar de utilizá-las. Independente disto, devemos cada vez mais trabalhar a questão da redução de custos, pois temos muitos competidores e, certamente, estarão em melhores condições quem conseguir produzir com custos mais reduzidos. Mesmo que para isso, tenhamos que quebrar alguns paradigmas, principalmente nas questões de trabalho em consórcios. Nesta hora, o "cooperar" passa a ser uma importante ferramenta. Se olharmos para a história, veremos que cada vez mais a produção agrícola, de modo geral, tem sofrido pressões de preços e a nossa sobrevivência depende, fundamentalmente, de dois fatores intimamente ligados, que são custo de produção e produtividade. Portanto, para este próximo ano, vamos acompanhar atentamente os números que o mercado vem trabalhando e utilizar nossas Associações de Fornecedores de Cana como ferramenta de trabalho no gerenciamento do nosso negócio, pois elas têm material suficiente para dar uma boa informação a todos nós, produtores. Aproveito este espaço para deixar a todos os produtores e leitores em geral, votos de um feliz 2008, repleto de muita paz, saúde, sucesso e muito álcool, só que no tanque dos carros. Presidente Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil) Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 9
  • 10. Notícias Copercana Presidente da Copercana e Cocred fala sobre cenários para a agricultura nacional Antonio Eduardo Tonielo acredita na recuperação dos preços da cana, açúcar e álcool Carla Rossini O presidente da Copercana e da Cocred, Antonio Eduardo Tonielo fez um balanço da agricultura nacional para o ano de 2008. Ele criticou a ação do governo federal em relação ao aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Tonielo, ainda aconselhou os cooperados a "trabalharem sempre de forma segura e com cautela, já que 2008 será um ano de dúvidas em relação aos mercados de açúcar e álcool". Confira a íntegra da entrevista exclusiva que ele concedeu à Revista Canavieiros Revista Canavieiros: O que podemos esperar da agricultura nacional para o ano de 2008? existe ‘uma luz no fim do túnel’ para a cana. O consumo de álcool no mercado interno é muito bom e o mercado de açúcar está com tendência a melhorar. O plantador de cana não pode esperar um ano excelente, mas também não será um ano tão ruim como algumas previsões passadas estavam sinalizando. O produtor tem de acreditar na cana porque ela vai dar a volta por cima e deve terminar 2008 melhor do que estávamos esperando. Antonio Eduardo Tonielo: Em minha opinião, o ano de 2008, se falarmos em agricultura de um modo geral será bom uma vez que o mundo está precisando comprar alimentos, principalmente grãos. A China é um exemplo de país que está precisando comprar alimentos e isso para quem produz soja, milho, trigo e outros grãos será muito importante. É um ano favorável à agriRevista Canavieiros: E 2007, foi cultura apesar dos insuum ano difícil para a “Quando o mos estarem com preagricultura? ços muito elevados, cooperado tem mas acredito que os Antonio Eduardo grãos vão suportar esboa vontade e Tonielo: Foi um ano s e s p r e ç o s . Ta m b é m difícil já que tivemos acredito que será um ex- trabalha sério, a preços ruins de cana, c e l e n t e a n o p a r a o cooperativa tem açúcar, álcool e milho. amendoim. Agora, se Alguns grãos tiveram obrigação de uma pequena melhora falarmos de cana, 2008 será um ano com alguno segundo semestre. ajudá-lo”. mas dúvidas já que exisJá a cana foi ao conte um excesso de produção de açú- trário, ela entrou 2007 com um precar no mundo. É claro que existem ço melhor e terminou muito ruim. expectativas de que esse cenário Esse ano eu acredito que será o inmelhore para o Brasil. Em dezembro verso para cana, devemos entrar passado tínhamos uma outra visão, com um preço muito ruim e sair com hoje, como estamos vendo a Índia o preço melhor. produzindo menos do que estava previsto e o mercado de álcool está Revista Canavieiros: E como as assinalando algumas melhoras, cooperativas de agropecuária e cré- “ 10 10 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008
  • 11. Notícias Copercana dito podem ajudar a agricultura e os produtores rurais nesse momento? perado tem boa vontade e trabalha sério, a cooperativa tem obrigação de ajudá-lo. Revista Canavieiros: E como o governo brasileiro pode ajudar os agricultores? Revista Canavieiros: Em terAntonio Eduardo Tonielo: EsAntonio Eduardo Tonielo: As cooperativas estão sempre ajudan- mos de mercado externo, o que po- perar coisas do governo é perder do os produtores através de finan- demos esperar na comercialização tempo. O governo é muito bom quando ele não atrapalha a agricultura. ciamentos, repasses de insumos, de açúcar e álcool em 2008? Ele vive prometendo que vai alonorientação técnica e nunca vai deixar de acontecer. O volume de proAntonio Eduardo Tonielo: Exis- gar dívidas, ajudar os agricultores, dutos (crédito e insumos) e a co- tia uma grande preocupação no fi- mas isso está provado que é tudo balela e até agora não aconmercialização que colocamos a disposição dos “Esperar coisas do governo é perder teceu nada. Em 2008 ele deu um 'presente de grego' aos cooperados levam tranqüilidade aos produto- tempo. O governo é muito bom quando agricultores quando aumentou a alíquota do IOF (Imres. A Cocred e a Coperele não atrapalha a agricultura”. posto sobre Operações Ficana estão sempre trananceiras), que vai onerar balhando juntas para dar estabilidade nos negócios e nal de 2007, mas hoje as expectati- os cooperados no mínimo em 0,38% r e t o r n o a o s c o o p e r a d o s . To d o vas estão melhores. Os números já nos créditos agrícolas. De agora em mundo tem a obrigação de comprar mudaram e a quebra de produção diante, qualquer conta que os cooe pagar, mas não estamos aqui para de açúcar da Índia de 4 milhões de perados venham a atrasar será co'colocar a faca no peito de nin- toneladas vai ajudar o Brasil. Os brado o IOF. A cooperativa de créguém'. Caso o cooperado tenha um contratos para venda de álcool tam- dito é obrigada a cobrar e repassar problema durante a safra, a coo- bém estão melhores. Isso é positi- ao governo, já que o Bancoob vai perativa trabalha para ajudá-lo. vo e traduz preços melhores. Mas é debitar isso da conta dela. Que isso Esse é o papel da cooperativa, ad- preciso ter cautela e não se arriscar sirva de alerta aos cooperados: esse ministrar créditos e garantir prazos em aventuras que possam trazer foi o presente que ganhamos do presidente Lula em 2008. para pagamentos. Quando o coo- prejuízos. “ Copercana e Ouro Fino sorteiam tourinho Marcelo Massensini N o dia 17 de dezembro foi realizado o sorteio de um Tourinho PO, com genética Ouro Fino, na Loja de Ferragens Copercana em Sertãozinho. O sorteio fez parte da Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa realizada pela empresa no mês de novembro.A cada R$30,00 em compras o cooperado ganhava um cupom para concorrer ao animal puro sangue. O cooperado Minervino Aragão sorteou o nome do ganhador José Geraldo Mattos Joaquinta da cidade de Serrana. Também participaram do sorteio, o supervisor de filiais Cláudio Pelanda, o promotor técnico da Ouro Fino Ciro do Nascimento, o comprador Rodrigo de Freitas, o ge- Cláudio, Minervino, Ciro, Rodrigo, Ricardo e Geraldo. rente do Departamento de Compras Ricardo Meloni e o encarregado da Loja de Ferragens de Sertãozinho Geraldo Ribeiro. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 11
  • 12. Notícias Canaoeste Conforme anunciado na Revista Canavieiros, edição número 18 – dezembro/2007, estamos publicando na íntegra a “Carta de Ribeirão Preto”, documento este que foi produzido no I Workshop Brasileiro sobre Crises Ambientais no Agronegócio, realizado nos dias 22 e 23 de novembro de 2007, no Centro de Convenções da USP, em Ribeirão Preto-SP. Referida carta servirá para alertar à sociedade constituída sobre a problemática ambiental enfrentada pelo setor produtivo. Conclusões e consolidação de propostas R eunidos no 1º Workshop Brasileiro sobre Crises Ambientais no Agronegócio, realizado nos dias 22 e 23 de novembro de 2007, na cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, os organizadores, palestrantes, representantes e profissionais técnicos do setor, entidades de classe e participantes em geral, após debaterem, analisarem o conteúdo produzido no evento e considerando: - Que o Código Florestal foi editado em 1965, quando as realidades econômica, política, técnica e social eram bem distintas da atual; - Que o Código Florestal, ao par de sua difícil implementação, sofreu seguidas modificações, introduzidas nas décadas de 70 e 80, culminando com a arbitrária MP n. 2166-67/2001, sem que essas alterações indicassem parâmetro técnico que as justifique; - Que sequer existe exposição de motivos, explicação oficial para a adoção dos institutos e das medidas métricas e de proporção, respectivamente, de APP e de Reserva Legal, seja na sua versão original, seja posteriormente; - Que o instituto da Reserva Legal, no texto original da Lei, fazia referência textual, simplesmente as áreas de florestas e, com as alterações promovidas pela Medida Provisória nº 216667/2001, passou a ser vinculado a funcionalidade diversa, referidas as reservas como áreas da propriedade necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação 12 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas; fique a Reserva Legal ou lhe confira, efetivamente, funcionalidade ambiental; - Que o Poder Público não cumpriu e não está cumprindo o seu papel, na definição de um ordenamento territorial e no exercício de efetivo controle ambiental do território brasileiro e, portanto, não pode abusar dos cidadãos e do setor produtivo privado, extraindo destes, unilateralmente, um pseudo-ordenamento ambiental, impreciso, insuficiente e recessivo, com a finalidade histórica de "expiar suas culpas"; - Que, nesse sentido, até o momento, o Poder Público não realizou o seu dever de ordenar o território, de executar um zoneamento ecológico-econômico que traduza sua competência constitucional estatuída no art. 225, §1º, III, da Carta; - Que a questão amazônica, a qual sempre vem a tona quando se questiona a eficácia e a legitimidade dos institutos acima elencados, não guarda relação direta com o assunto, criando-se falso dilema, pois, aproximadamente 75% da Amazônia constitui-se de terras públicas, como informa a Confederação Nacional da Agricultura - CNA, sendo que sua exploração desordenada é efeito de descontrole territorial, de ausência de Poder de Polícia do Estado, originando grilagem, devastação e degradação social e ambiental; - Que, se ¾ da mata amazônica é pública, descumprindo com seu dever o Poder Público quando disso não cuida. A ausência de um Plano e de um Zoneamento em larga escala, na região, não pode ser substituída pelo instituto da Reserva Legal, que naquelas matas não há de se aplicar; - Que não há embasamento técnico-científico que efetivamente justi- - Que esse dever de instituir áreas especialmente protegidas não se confunde com os institutos pensados no Código Florestal de 1965, pois a manutenção de uma Biota saudável só será possível em áreas cujo tamanho seja determinada por estudos de caráter estritamente cientifico; - Que a averbação de Reservas Legais em território paulista, onde 50% das propriedades rurais não alcançam, individualmente, 140 hectares, formando fragmentos florestais de forma esparsa e desordenada, pouco contribui para estruturação dos ecossistemas e sequer atinge a funcionalidade ecológica ou a biodiversidade pretendida pela norma legal. Que a atual política florestal garantirá apenas uma melhora cosmética; - Que a instituição da Reserva Legal e a delimitação das Áreas de Preservação Permanente, desvinculadas do contexto integrado da bacia hidrográfica, comprometem as funções ambientais esperadas dessas áreas e a produtividade possível de ser alcançada nas outras áreas afetadas;
  • 13. Notícias Canaoeste - Que as modificações, introduzidas sem qualquer base técnico-científica, no Código Florestal Brasileiro, tais como a de não permitir o cômputo da área de preservação permanente no percentual de Reserva Legal a ser averbada, ou autorizando o cômputo por meio de fórmula percentual que compromete a produtividade do imóvel rural, não apresentam alternativas de uso sustentável que viabilizem economicamente a propriedade; - Que a compensação da Reserva Legal vinculada à localização da área a ser averbada à mesma micro-bacia hidrográfica do imóvel rural, como se pretende ver implementado atualmente, não apresenta fundamentação técnica que a justifique e sequer permite que se formem condomínios de Reserva Legal em bacias determinadas, que se aproximem das extensões necessárias ao cumprimento da função ambiental legalmente pretendida; - Que, apenas no Estado de São Paulo, a efetivação da Reserva Legal poderá reduzir 17% da área rural atualmente destinada à produção, a qual constitui um terço da base do PIB, o que irá significar uma redução de 5% no PIB estadual, com conseqüente e igual queda de repasses de tributos aos municípios, estados e federação, queda de ICMS, aumento de desemprego e desinvestimento governamental, sendo que esta projeção, para os demais estados do país, não é menos crítica; restal, culminando com a arbitrária Medida Provisória editada em 2001, foi substituído de forma maliciosa por um conceito preservacionista estreito e preconceituoso, que classifica a produção agrícola de alimentos, fibra, energia e insumos importantes para a ma- nutenção da vida humana como "uso alternativo do solo", entre outras barbaridades incompatíveis com os objetivos de proteção à dignidade do ser humano e o seu direito ao Desenvolvimento Sustentável, estatuído pelas Nações Unidas; Concluem e resolvem: 1. Que se deve estimular a formação de grandes fragmentos florestais, de forma coordenada e tecnicamente fundamentada, considerando uma estratégia de manutenção do equilíbrio ecológico conciliado com as demandas de desenvolvimento social e econômico do Brasil, a partir de um Zoneamento Agro-Ecológico, onde a propriedade individual não seja o foco, mas sim as necessidades dos ecossistemas com equilíbrio biológico, para então se determinar a proporcional demanda territorial; 2. Que os parâmetros insertos na legislação florestal e ambiental devem obrigatoriamente se adaptar às peculiaridades territoriais de cada estado da federação, considerando que as variáveis dos aspectos ambientais diferem de região para região, incluindo parâmetros, formas de implementação e limites, que não se confundem com os institutos e princípios estabelecidos pela norma geral federal, obedecida a competência legislativa concorrente estatuída na Constituição Federal; - Que já existe grave endividamento do setor rural, e as despesas de implantação da Reserva Legal (mesmo em 30 anos) somadas com a perda de geração de riqueza (imediata perda de área produtiva) irão tornar definitivamente inadimplentes os pequenos proprietários rurais, por romper um ponto de equilíbrio econômico-financeiro que já é muito sensível, induzindo à concentração de terras a curto e médio prazos; 3. Que, cada estado da federação tem por obrigação elaborar sua própria política florestal, como informado no art. 225 da Constituição Federal, definindo os parâmetros e limites correspondentes à realidade social, econômica e ambiental de seu território. Exemplo disso é o Estado de Santa Catarina que, aplicasse o atual Código Florestal de forma ortodoxa, seria uma extensa e quase inexplorada área de APP; - Que o conceito de suporte conservacionista à atividade econômica rural, que comandava originalmente a legislação, a partir de seguidas modificações no texto original do Código Flo- 4. Que, embora a legislação tenha sido elaborada sob o pretexto de evitar a degradação da qualidade ambiental, os parâmetros definidos principalmente para o percentual de prote- ção da Reserva Legal e as metragens das Áreas de Preservação Permanente foram estabelecidos arbitrariamente, sem respeito à autonomia federativa, às atividades econômicas, à realidade social, carecendo de embasamento técnico-científico para validálos e inexistindo qualquer avaliação real sobre sua viabilidade e eficácia ecológica, razões mais que suficientes para que sejam promovidos estudos convincentes que estimem parâmetros viáveis e adequados para cada bioma e bacia hidrográfica, viabilizando os Zoneamentos Ecológico- Econômico (ZEE) e o Agro ecológico (ZA), bem como as políticas ambientais integradas a serem implementadas pelos estados federados; 5. Que a característica marcante da legislação florestal brasileira é apresentar de maneira inédita um instituto jurídico de reserva legal, que não possui qualquer referência internacional, bem como uma crescente e preocupante alteração conceitual de Área de Preservação Permanente, que praticamente vem expropriando segmentos territoriais privados para um domínio de uso público difuso bastante subjetivo e arbitrário, que não encontra parâmetro no direito comparado. Em geral, os países democráticos, cientes da demanda por alimentos e produção de recursos agrícolas e do limitado território passível de ser apropriado à agricultura, protegem a flora e a fauna em áreas de solos inapropriados para cultivar, ou definem áreas sob tutela direta do Estado para a proteção de biomas importantes. A “originalidade” de nossos institutos legais, portanto, antes de representar inovação positiva, é sintoma claro de incoerência e falta de planejamento e controle territorial do Estado Brasileiro; Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 13
  • 14. Notícias Canaoeste 6. Que o ônus e o bônus vinculados à manutenção dos chamados serviços ambientais sejam processados eqüitativamente entre o setor público e o privado, ocorrendo uma corajosa substituição dos segmentos cosméticos de reservas legais fragmentadas em cada propriedade, por territórios especialmente protegidos delimitados adequadamente na área do Estado de São Paulo, mediante um zoneamento criterioso que permita a preservação de ecossistemas com equilíbrio biológico dos 6 reinos bióticos; 7. Que, tendo em vista diversos conflitos de interesses, e a urgência de se atualizar a legislação vigente de maneira a adequar as questões conservacionistas e de desenvolvimento econômico sem prejuízos à população rural, sugere-se o estabelecimento de moratória na aplicação dos institutos da Reserva Legal e da Área de Preservação Permanente, tais como preconizados pela arbitrária Medida Provisória de 2001, com salvaguardas instituídas por instrumento legal advindo do Congresso Nacional, vinculada ao equacionamento e resolução em prazo determinado das questões supracitadas, em bases democráticas e transparentes; 8. Que, como medida auxiliar, tendo em vista a urgência e importância dessas modificações, sugere-se que seja nomeada comissão composta por representantes da comunidade acadêmica, jurídica e demais segmentos econômicos e sociais responsáveis, com a finalidade de debater propostas de implantação das medidas sugeridas e outras que o debate saudável possa oferecer em um ambiente democrático; 9. Que é importante observar que não há sustentabilidade ambiental em território brasileiro sem democracia e que o Estado Democrático de Direito não pode prescindir de leis estatuídas com fundamento na realidade social do país e embasadas na melhor técnica jurídica e científica; 10. Que é hora do Código Florestal deixar de ser remendado e costurado como um “Frankenstein jurídico”, cri14 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 ando-se novo instrumento para lidar com a questão florestal brasileira, adequado ao princípio da competência concorrente entre União, estados e Distrito Federal e que enfrente as diferenças regionais que delimitam fórmulas, percentuais e limites de acordo com a demanda característica de cada uma dessas unidades federativas; 11. Que o novo marco legal a ser criado respeite a autonomia federativa e, em especial, dos municípios, mormente quanto à sua aplicação no meio urbano, sendo certo que o diploma atualmente em vigor tem causado transtornos jurídicos, políticos, financeiros e sociais para cidadãos, autoridades, municípios, estados e à própria União; 12. Que é imprescindível elaborar e consolidar o zoneamento ecológico econômico do Estado de São Paulo, por parte do Poder Público, visando orientar e fomentar zonas de desenvolvimento e zonas de proteção ambiental, o mesmo devendo ocorrer em todo o território nacional; 13. Que as fontes internacionais de financiamento de ações do terceiro setor em território brasileiro devam submeter-se a um controle governamental rígido e permanente, evitando-se o financiamento de entidades e movimentos que afrontam interesses nacionais e que direcionam o importante discurso preservacionista para finalidade diversa do interesse ambiental, causando obstrução ao desenvolvimento econômico e social do país; 14. Que é imprescindível a participação da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados para avaliar as alterações ora propostas ao Código Florestal, bem como as atualmente em trâmite no Congresso Nacional; Apoio: 15. Que apesar das questões ambientais serem de grande importância na atualidade, é importante frisar que o poderio econômico de nosso país ainda é essencialmente agrícola e que a qualidade ambiental sempre necessária não será obtida a custo do sacrifício unilateral dos cidadãos que têm na agricultura a base da sua sobrevivência; 16. Que a redução territorial fragmentada da capacidade produtiva do setor de agronegócios, que tem gerado divisas e contribui significativamente para a estabilidade econômica do país, é medida recessiva, intervenção nociva ao Bem Comum e resulta no enfraquecimento da economia nacional. Os participantes e organizadores do I Workshop Brasileiro sobre Crises Ambientais no Agronegócio, esperam, portanto, que nossas instituições públicas não se acovardem ante discursos falaciosos e desprovidos de fundamento técnico, jurídico e econômico, erigidos à guisa de instituir recessão e perda de competitividade internacional, à guisa de proteção ambiental, e busquem enfrentar a necessária reestruturação de nossa Política Pública Florestal, compatibilizando-a com os preceitos do Desenvolvimento Sustentável, do combate à fome e às desigualdades regionais, da manutenção da produção agrícola de alimentos, fibra e energia, com o respeito aos que produzem, aos que trabalham e lutam pela manutenção de um Estado de Direito Democrático, constitucional de justo – objetivos estatuídos na Declaração dos Direitos Humanos e nas Cartas de Princípios de Estocolmo e do Rio de Janeiro, instituídas pela Organização das Nações Unidas.
  • 15. Consecana Conselho dos Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo Notícias Canaoeste CIRCULAR Nº 11/07 DATA: 28 de dezembro de 2007 A seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de DEZEMBRO de 2007 e ajuste parcial da safra 2007/2008. O preço médio acumulado do kg de ATR para o mês de DEZEMBRO é de R$ 0,2423. Os preços de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do álcool anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de ABRIL a DEZEMBRO e acumulados até DEZEMBRO, são apresentados a seguir: Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) e os do álcool anidro e hidratado destinados à industria (AAI e AHI), incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do álcool anidro e hidratado, carburante e destinados ao mercado externo, são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de ABRIL a DEZEMBRO e acumulados até DEZEMBRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/07, são os seguintes: Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 15
  • 16. Notícias Cocred Cocred ganha "cara nova" em Barretos Novo endereço da agência foi inaugurado no dia 19 de dezembro Marcelo Massensini O s cooperados da Cocred na cidade de Barretos estão em festa. A agência que funcionava na cidade desde 2003 mudou de endereço no último mês de dezembro. O novo prédio conta com um espaço amplo, moderno e com várias vagas para estacionamento exclusivas para cooperados. Além de estar localizado em um local de fácil acesso para todos da cidade e região. "Hoje é unânime, todos os cooperados estão satisfeitos com a mudança, com esse novo espaço podemos atender bem melhor nossos cooperados", comemora Gamair Pereira dos Santos Junior, gerente da filial. "Agora vai crescer ainda mais. A Cocred apostou no potencial da cidade e não vai se arrepender", diz o cooperado, Waldir Aparecido Moura. A mudança foi realizada no dia 19 de dezembro e contou com a presença de cooperados e diretores da instituição. A nova agência fica na Avenida Engenheiro Necker Carvalho de Camargo (mais conhecida como Avenida 7), nº 2135. A equipe da Cocred Barretos: Antonio Paulo, André, Juliana, Priscila, Denise, Gamair e Josie. Vários cooperados estiveram presentes na abertura da agência. Vinicius Grassi Pongitor, o superintendente Márcio Meloni, o diretor da Copercana e Cocred Pedro Esrael Bighetti e o gerente da agência Gamair dos Santos. 16 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008
  • 17. Notícias Cocred Cooperados satisfeitos “Os cooperados de Barretos agradecem a Cocred por ter confiado no potencial da cidade e ter investido na nova agência”, comemora Waldir Aparecido Moura, produtor rural e associado desde 2004. O gerente da filial, Gamair Pereria dos Santos Junior endossa a opinião de Moura e diz que a reestilização da agência atraiu novos cooperados. Somente na semana em que a entrevista foi realizada, o gerente abriu dez novas contas. “Isso fora as contas inativas que estão sendo reativadas”, conta Gamair. Waldir Moura explica que o grande atrativo da Cocred, para ele, é o fato da cooperativa ser voltada exclusivamente para produtores rurais. “Ela (Cocred) nos entende, sabe das nossas necessidades, que são diferentes de clientes bancários normais, e fazem de tudo para nos ajudar”, conta Moura. Ele explica ainda que produtores rurais não tem renda fixa José Pamplona utiliza a Cocred em 90% de suas movimentações financeiras mensal como outras atividades e por isso precisam de prazos de pagamento diferenciados “e a Cocred nos oferece isso. Hoje, para se plantar um canavial gasta-se, em média, R$ 4.500 por hectare e não é fácil recuperar Waldir Moura e Gamair Pereira: “A Cocred entende o produtor rural” isso. Nenhum banco convencional tem prazos compatíveis com nossa condição”, completa. José Pamplona de Menezes, cooperado desde 2003, utiliza a Cocred para 90% de suas movimentações bancárias e tem pretensão de chegar a 100% logo. “Aqui nós somos tratados como donos mesmo. Algumas cooperativas te tratam como ‘mais um’ cooperado. Na Cocred não, te tratam diferente, fazem tudo para ajudar”, conta Menezes. “Os funcionários são ótimos, é quase uma família”, completa. O cooperado conta ainda que utiliza vários produtos e serviços da Cocred. “Faço sempre cotações antes de contratar esses serviços e aqui é sempre mais vantajoso”, parabeniza Menezes. Para ele, os grandes atrativos são: a simplicidade , facilidade e objetividade. “Não tem burocracia nenhuma, os processos são rápidos e acessíveis. Você fala com o gerente, ele liga para o superintendente e resolve. É tudo muito fácil”, termina. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 17
  • 18. Notícias Cocred Mês de festas na Cocred Marcelo Massensini E m dezembro, duas agências da Cocred comemoraram aniversário de funcionamento. No dia 10, a filial de Viradouro completou um ano de atividades na cidade com a presença de vários cooperados, que participaram de um café da manhã especial para celebrar a data. No dia 14 foi a vez de Batatais, que festejou os 2 anos da Cocred na cidade também com um café da manhã oferecido aos cooperados. O Gerente Administrativo e Financeiro da Cocred Cláudio Rodrigues ao lado do cooperado José Guilherme Baldochi. Os funcionários Renato e Robson ao lado do cooperado Alessandro Dela Marta. 18 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Vários cooperados compareceram ao café da manhã.
  • 19. Notícias Cocred Balancete Mensal Cooperativa de Crédito dos Plantadores de Cana de Sertãozinho BALANCETE - Novembro/2007 Valores em Reais Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 19
  • 20. Reportagem de Capa Copercana recolhe emba Em 2007, foram mais Pelo quarto ano consecutivo o Brasil lidera o ranking do Comitê Internacional de Destinação de embalagens da Croplife; A Copercana já conscientizou seus cooperados da importância da devolução Carla Rossini U m depósito lotado de embalagens de agrotóxicos vazias na Unidade de Grãos da Copercana (UNAME) demonstra a eficiência no recolhimento que a cooperativa vem realizando desde março de 2002, quando entrou em vigor a Lei nº 7.802/89 (com as alterações da Lei nº 9.974/00 e regulamenta pelo Decreto nº 4.074/02). O sistema de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas reúne o trabalho da indústria produtora de fitossanitários, distribuidores, cooperativas, agricultores e poder público e é gerenciado pelo INPEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). Segundo informações do instituto, desde a implantação do sistema até dezembro de 2007, já foram recicladas ou incineradas mais de 104 mil toneladas de embalagens vazias. Somente em 2007 foram mais de 21 mil toneladas, valor 7,6% maior do que o de 2006. A rede de postos e centrais de recebimento do Brasil, atualmente conta com 354 unidades distribuídas em 25 estados. O Brasil é líder neste quesito: 95% das embalagens vazias de defensivos agrícolas colocadas no mercado brasileiro são recicladas, contra 60% na Alemanha, 45% na França, 50% na Austrália, 10% Argentina e menos de 20% nos EUA. A Copercana funciona como uma central de recebimento. "Nós recebe- 20 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 mos as embalagens dos cooperados e depois enviamos para uma unidade da Coplana, (Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba), onde essas embalagens são processadas ou incineradas", explica o encarregado de comércio de defensivos e fertilizantes da Copercana, Altair Luiz Porcionato. Para manter um sistema eficiente, a Copercana mantém parcerias com cooperativas e associações de cidades da região. O gerente comercial de insumos da Copercana, Frederico José Dalmaso, explica que essas parcerias ajudam o produtor rural na hora de devolver a embalagem. "O cooperado pode devolver as embalagens em um dos postos de recebimento mais próximo da sua propriedade. Para isso é que mantemos as parcerias", diz Dalmaso e completa: "em 2008, a Copercana deve finalizar as negociações para iniciar o funcionamento de mais três postos de recebimento: em Barretos (SP), em Frutal (MG) e Quirinópolis (GO)", finaliza. Crescimento em números Ano 2002 2003 2004 2005 2006 2007 UNIDADES DE RECEBIMENTO Postos Centrais Total 33 1 34 165 98 263 215 111 326 242 108 350 257 108 365 262 92 354 VOLUMES TOTAIS DE DESTINAÇÃO Ano Toneladas 2002 3.700 2003 7.855 2004 13.933 2005 17.881 2006 19.634 2007 21.129 Fonte: INPEV Os produtores e cooperados do sistema Copercana, Canaoeste e Cocred já estão conscientes da importância de dar destino adequado às embalagens de agrotóxicos. Em 2007, mais de 115 mil unidades de embalagens foram entregues na central de recolhimento. Frederico explica que a Central da Copercana está apta a receber as embalagens durante todo o ano. Segundo ele, as embalagens recolhidas no final de 2007 ainda estão sendo separadas. “Existe um processo de separação de embalagens contaminadas, que são incineradas, das que podem ser recicladas”, explica.
  • 21. Reportagem de Capa balagens de agrotóxicos: s de 115 mil unidades Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 21
  • 22. Reportagem de Capa Responsabilidades Agricultor – O agricultor deve observar na nota fiscal de compra dos defensivos agrícolas, o prazo e o local para devolução das embalagens vazias. Ele deve realizar a tríplice lavagem das embalagens no momento da aplicação do produto, prepará-las para devolução de acordo com o seu tipo, além de transportá-las ao local de recebimento indicado na nota fiscal. Indústria – Cabe a indústria fabricante a responsabilidade legal de dar o destino ambiental adequado às embalagens, a partir das unidades de recebimento. O INPEV - representante legal da indústria fabricante – realiza o transporte das embalagens para a reciclagem e incineração e assegura sua destinação final apropriada. Canal de distribuição – Ao vender o produto, o distribuidor indica o local de devolução na nota fiscal de venda. Além disso, dispõe e gerencia o local de recebimento, emite comprovante de entrega para agricultores, orienta e conscientiza agricultores quanto suas responsabilidades. Poder Público – O poder público integra as ações de licenciamento, fiscalização e educação, que também é uma responsabilidade compartilhada com o sistema de comercialização e a indústria fabricante. 22 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008
  • 23. Reportagem de Capa Dicas: TIPOS DE EMBALAGENS Laváveis: As embalagens laváveis são aquelas que devem ser lavadas. São feitas de plástico duro, vidro ou lata e normalmente contém produtos que devem ser diluídos em água antes de serem aplicados nas plantações. Não Laváveis: São embalagens que não podem ser lavadas. Estas embalagens podem estar contaminadas ou não contaminadas. Contaminadas: são as embalagens que entram em contato direto com o produto e não podem ser lavadas. Essas embalagens podem ser saquinhos plásticos, de papel ou de plásticos metalizados. Não contaminadas: São embalagens que não entraram em contato direto com o produto agrotóxico, como por exemplo caixas de papelão que são usadas para transportar outras embalagens. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 23
  • 24. Destaque Serviço de Odontologia da Canaoeste O Serviço de Odontologia do Netto Campello Hospital & Maternidade é realizado há mais de 40 anos e tem uma conotação social sem limites. Ao longo desse tempo, passou por várias mudanças administrativas, mas seu propósito maior, que é seu compromisso social, nunca foi alterado. O primeiro consultório odontológico no hospital foi instalado ainda na década de 60 e lá trabalhava apenas a Dra. Albertina Fontana. Hoje, a equipe se ampliou - são 16 profissionais - assim como o atendimento, se antes passavam pelo consultório os fundadores do sistema Copercana, Canaoeste e Cocred, hoje passam seus filhos e até netos e também funcionários e dependentes do próprio hospital, do Supermercado Copercana, e também fornecedores de cana e seus dependentes e colaboradores. O valor do Serviço Odontológico prestado é muito grande. Ao longo desses anos, foram milhares de procedimentos (consultas, pequenas cirurgias, restaurações, extrações, profilaxias, tratamentos preventivos: aplicação de selantes e de flúor) e também foram realizados investimentos para o aperfeiçoamento dos atendimentos. 24 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Sua equipe de profissionais é respeitada e querida pelos usuários, tem história para contar e, assim, muitos motivos para se orgulhar. Em relação à sua infra-estrutura, o Serviço de Odontologia do Netto Campello foi agora informatizado, buscando agilizar os atendimentos, facilitar as consultas ao cadastro e autorizações, e maior controle, com monitoramento sistemático deste serviço. No dia da apresentação da informatização do sistema, no início de dezembro, estiveram presentes funcionários do hospital, da Canaoeste, cirurgiões dentistas e o diretor Paulo Canesin. A rede de computadores irá abranger todos os locais onde existem filiais da Canaoeste com atendimento odontológico. Além de Sertãozinho fazem parte deste atendimento os municípios de Bebedouro, Cajobi, Cravinhos, Morro Agudo, Pitangueiras, Pontal, Serrana, Severínia, Terra Roxa e Viradouro. O atual coordenador odontológico, Dr. André Rosa, ressalta que, além dos fornecedores de cana, o Sistema de Odontologia da Canaoeste também oferece tratamento gratuito aos cortadores de cana. “A filosofia é que as riquezas geradas pela cana também Dra. Marlei Seccani Cirurgiã dentista e professora de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Barretos geram lucro social. Os cirurgiões dentistas que fazem parte deste serviço carregam esta bandeira, fazendo sempre um trabalho de responsabilidade e qualidade. Confio muito nos nossos profissionais”. O Serviço de Odontologia da Canaoeste sempre esteve preocupado com a prevenção, valorizando e apoiando este trabalho em praticamente toda a sua existência. “Atualmente, os cursos de Odontologia têm buscado formar profissionais com uma consciência cada vez mais preventiva, porque o indivíduo agora tem que ser visto sob uma óptica holística (como “um todo”), não sendo possível ter um corpo saudável se a boca está doente. Além do que, quando se pensa em custos, as pesquisas apontam que o investimento em prevenção a um curto prazo se mostra muito mais econômico do que o tratamento curador. Como já se dizia antigamente: ‘a saúde começa pela boca’”.
  • 25. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 25
  • 26. Informações Setoriais CHUVAS DE DEZEMBRO e Prognósticos Climáticos e Prognósticos Climáticos N o quadro abaixo, estão anotadas as chuvas que ocorreram durante o mês de DEZEMBRO de 2007, na região de abrangência da CANAOESTE. Engº Agrônomo Oswaldo Alonso Assessor Técnico Canaoeste Nota-se que as chuvas ocorridas no mês de DEZEMBRO, foram mais uma vez irregulares no trimestre OUTUBRO/ DEZEMBRO, na região de abrangência da CANAOESTE. Somente em Dumont (Algodoeira Donegá), Barretos e Franca (IAC/Ciiagro) é que as chuvas foram bem próximas das respectivas médias históricas; enquanto que, nos demais postos de observação, as chuvas “ficaram” aquém (até, bem aquém, como na Açúcar Guarani e Usina Ibirá) das normais climáticas. Mapa 1:- Água Disponível no Solo entre 17 a 19 de DEZEMBRO de 2007. O Mapa 1, ao lado, mostra claramente que o índice de Água Disponível no Solo a 50cm de profundidade, no período de 17 a 19 de DEZEMBRO, apresentava-se como médio a crítico na faixa Oeste do Estado de São Paulo e, com algumas exceções, na estreita faixa paralela ao Rio Grande, divisando com o Estado de Minas Gerais; enquanto que, na faixa Centro-Leste e Leste do estado a Disponibilidade de Água no Solo encontrava-se de média a alta. 26 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008
  • 27. Informações Setoriais Mapa 2: Água Disponível no Solo ao final de DEZEMBRO de 2006. Mapa 3a: Água Disponível no Solo, a 50cm de profundidade, ao final de DEZEMBRO deste ano. Mapa 3b: Água Disponível no Solo, a 25cm de profundidade, ao final de DEZEMBRO de 2007. Observando-se o Mapa 2 acima, ao final de DEZEMBRO de 2006, mostrava que a Disponibilidade de Água no Solo, em toda região sucroalcooleira do Estado, estava entre média a alta, com exceção de alguns pontos isolados e no extremo Sudoeste do Estado. Em DEZEMBRO de 2007 (Mapa 3a), a irregularidade das chuvas durante os meses da Primavera, não foram suficientes para evitar a baixa e até crítica Disponibilidade de Água no Solo a 50cm de profundidade na faixa Oeste do Estado, e mais aguda ainda a 25cm de profundidade (Mapa 3b), excetuando-se Araçatuba, Barretos, Mirante do Paranapanema e entre Avaré a Marília. Para subsidiar planejamentos de atividades futuras, a CANAOESTE resume o prognóstico climático de consenso entre INMET-Instituto Nacional de Meteorologia e INPE-Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para os meses de janeiro a março. · A temperatura média poderá ficar dentro da normalidade na Região Centro Sul; · Quanto às chuvas previstas para os meses de janeiro a março, poderão “ficar” dentro das médias históricas nas áreas canavieiras das Regiões CentroOeste e Sudeste e abaixo da normalidade climática nos Estados da Região Sul; · Exemplificando:- para Ribeirão Preto e municípios vizinhos, as médias históricas pelo Centro Apta-IAC, são de 270mm em janeiro, 225mm em fevereiro e 165mm em março. Tudo faz crer que tratos culturais mecânicos, adubações e as operações de mato-controle das soqueiras já foram concluídas. A CANAOESTE recomenda efetuar cuidadosos monitoramentos das pragas cigarrinha das raízes e broca, bem como efetuar seus controles, quando necessários. A CANAOESTE lembra ainda que, nesta região, dado os históricos climáticos, o melhor e mais seguro período de plantio de cana de ano e meio será entre finalzinho de fevereiro e os primeiros dias de abril. Acreditar que venham ocorrer providenciais e salvadoras chuvas (acima da média) em maio é apostar “pesado” contra os custos de plantio ou de produção e os atuais preços da cana. Persistindo dúvidas, consultem os Técnicos CANAOESTE mais próximos. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 27
  • 28. Artigo Técnico Como planejar a implantação de um canavial? PARTE III - D ando continuidade a Parte II desta série de artigos, vamos tratar neste mês do "Planejamento da Expansão do Canavial" e da "Definição do Sistema Produtivo". Nos próximos artigos trataremos do: 5) Dimensionamento de Estrutura; 6) Elaboração das Estimativas de Custo; 7) Elaboração do Fluxo de Caixa. Abaixo segue a PARTE III desta série de artigos. Obrigado pela atenção e boa leitura! Cleber Moraes - consultor de planejamento e controle agrícola da Canaoeste 1. Planejamento da Expansão do Canavial: O planejamento da multiplicação e expansão do canavial deve ocorrer de forma gradativa segundo o potencial produtivo da região, a longevidade esperada do canavial (número de cortes) e a meta de produção na estabilidade. Abaixo é apresentada a metodologia de cálculo da área necessária para o projeto: Figura 6 – Dimensionamento da Área de Produção DEVEM SER ESTABELECIDOS: 1.1. Cronograma de Moagem de Cana; 1.2. Projeto de Implantação de Viveiros e Expansão do Canavial; 1.3. Área requerida para o projeto; 1.4. Produções Anuais Estimadas. A formação ano a ano do canavial deve ser realizada com área o mais constante possível, pois o preparo de solo é a fase que mais utiliza tratores e implementos agrícolas e a adoção de plantio anuais muito variáveis podem causar uma grande ociosidade na frota e, consequentemente, custos de produção extremamente elevados, onerando as demais fases da cultura que por ventura utilizem os equipamentos ociosos. As produções obtidas entre o início da multiplicação e expansão do canavial e a estabilidade do mesmo serão conseqüências da escolha da região. A tentativa de aumentar a produção neste período poderá trazer sérios prejuízos ao empreendimento, causar instabilidade no balanço de áreas de plantio, tratos culturais de cana soca e colheita. Qualquer medida neste sentido deve ser estudada com muito cuidado, pois um erro nesta decisão poderá perpetuar-se por toda a vida do empreendimento. 28 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 A seguir é apresentada, na figura 7, uma marcha de expansão do canavial com plantio anuais constantes e estabilidade na área de tratos culturais e colheita para a produção, na estabilidade, de 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. As estimativas feitas na figura, consideram uma taxa de multiplicação de 8 ha de área plantada para cada 1 ha de muda e as seguintes produtividades médias: 1º Corte: 110,00 t/ha 2º Corte: 90,00 t/ha 3º Corte: 80,00 t/ha 4º Corte: 75,00 t/ha 5º Corte: 72,00 t/ha Figura 7 – Marcha de Expansão de um Canavial para a produção de 2 milhões de toneladas
  • 29. Artigo Técnico Figura 8 – Produção anual de cada estádio de corte: A multiplicação de mudas, caso não haja a possibilidade de aquisição local de mudas, pode ser realizada de diversas formas. Ao lado é apresentada uma forma de multiplicação do canavial. É fundamental ressaltar a importân- cia da multiplicação do canavial com mudas sadias, que tenham sofrido tratamento térmico e operações constantes de rouging, ou seja, limpeza de plantas doentes nas áreas de multiplicação. Estas operações garantirão produtivi- dade e longevidade no canavial, tornando possível atingir as metas estabelecidas no projeto. 2. Definição do Sistema Produtivo: Uma vez conhecidos todos os aspectos agronômicos da região, seu potencial produtivo e a marcha de expansão, é preciso definir o manejo a ser dado para a lavoura para as combinações de ambiente de produção e tecnologia a serem empregadas. Basicamente, é preciso a: 1.1. Definição de Períodos de Produção e Colheita, Plantio e Tratos Culturais; 1.2. Definição e Descritivo dos Sistemas de Formação do Canavial; 1.3. Definição e Descritivo dos Sistemas de Tratos Culturais; 1.4. Definição e Descritivo dos Sistemas de Colheita; 1.5. Definição e Descritivo dos Sistemas de Transporte de Cana; 1.6. Manejo e distribuição de efluentes e resíduos sólidos (vinhaça, cinzas, torta, etc.). A definição dos Períodos de Produção e Colheita, Plantio e Tratos Culturais são fundamentais para estabelecer-se a quantidade de dias aproveitáveis a cada período de tempo, que pode ser mês, quinzena ou semana, dependendo do nível de detalhamento que seja dado ao projeto. A disponibilidade de tempo para trabalho pode ser dada pela fórmula: TD = {[Nt “ (Ndf + Nimp)]× (Jt × Eg ) Em que: TD é o tempo disponível para realizar cada operação em horas; Nt é o número de dias contido no período determinado para a realização da operação; Ndf é o número de domingos e feriados, quando respeitados, existentes no período; Nimp é o número de dias úteis impróprios ao trabalho das máquinas; Jt é a jornada de trabalho adotada em horas; Eg é a eficiência gerencial ou administrativa. Vale lembrar que as operações de: · Preparo de solo: Exigem solo friável, portanto úmido; · Plantio: Exigem solo úmido, dia pouco chuvoso ou sem e chuvas após o plantio; · Tratos Culturais: Exigem solo friável e as pulverizações pouco vento; · Colheita: Exigem tempo seco e solo o menos úmido possível. Disto decorre que o tempo disponível para cada uma das fases será extremamente diferente em uma mesma época do ano, assim, no dimensionamento da estrutura deve-se ter este cuidado. Vale lembrar que algumas operações não podem ser realizadas em 3 turno ou mais propriamente à noite, dependo do sistema de manejo e da tecnologia a ser utilizada. Para a definição do sistema produtivo é preciso ter-se os itens listados no capítulo 3 deste relatório. Minimamente é preciso ter-se: · Análises químicas de solo nas camadas de 0-20, 20-40 cm e físicas de 60-80 cm representativa das áreas que serão explorar; · Estudo sobre a ocorrência de pragas; · Estudo a ocorrência de ervas daninhas; · Estudo do Balanço Hídrico de 10 anos ou mais. As etapas de definição do sistema produtivo são: · Estimativas da necessidade de correção do solo; · Técnicas de conservação do solo; · Operações de Preparo de Solo; · Adubação de Plantio; · Controle de Pragas de Solo; · Manejo de Resíduos Industriais no Plantio e eventualmente de outros resíduos disponíveis na região que possibilitem a melhoria dos ambientes de produção; · Sistema de Plantio; · Planejamento Prévio Varietal; · Controle de Ervas Daninhas; · Adubação de Soqueiras; · Manejo de Resíduos Industriais nos Tratos Culturais; · Necessidade e Definição dos Sistemas de Irrigação e Drenagem; · Sistemas de Colheita e Transporte; · Utilização de Maturadores. Após elaborar um descritivo em português estruturado do sistema produtivo, é necessário produzir-se um dimensionamento da estrutura necessária que será apresentada no artigo do próximo mês, quando falaremos sobre o “Dimensionamento de Estrutura”. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 29
  • 30. Pragas e Doenças Carvão da Cana-de-Açúcar Quais os prejuízos e como conter a doença que volta a assustar os produtores Marcelo Massensini “ Carvão da cana-de-açúcar, O pelo seu histórico de prejuí- Figueiredo conta que o Carvão apareceu em terras paulistas há mais de 60 anos, mas que, na época, não era um grande problema devido ao controle radical adotado pelos fitopatologistas. “O controle adotado era a exclusão, ou o também chamado controle absoluto, que só permitia o plantio de variedades altamente resistentes como a CB 41-76, extremamente imune ao carvão e outras com resistência similar”, explica. Além disso, existia uma vigilância constante sobre as lavouras, com a eliminação total de qualquer foco de carvão que aparecesse. Esse tipo de controle radical gerou um problema: algumas variedades com inúmeros benefícios agroindustriais, mas que tinham média ou baixa resistência ao Carvão, não poderiam ser plantadas, restando variedades altamente resistentes à doença, mas com menos benefícios em outras áreas. "Entre outras medidas, a Comissão de Controle do Carvão da Cana, estabeleceu uma nova metodologia sobre resistência ao carvão, adotando um gradiente de resistência que permitia agrupar as variedades em quatro grupos: altamente resistentes (AR), resistentes (R), resistentes intermediárias (RI) e suscetíveis (S)", conta Figueiredo. Tais medidas tomadas no passado permitiram o cultivo de variedades de cana sob um conceito de resistência poligênica, ou horizontal, em que a doença pode até se manifestar nas lavouras, mas em índi30 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Foto: Divulgação CTC zos causados em muitos países, é uma doença temida em todo o mundo”, assim, o Pesquisador do Programa Canade-Açúcar do Instituto Agronômico (IAC) Pery Figueiredo, define a doença que volta a assustar os canavicultores paulistas. Cana afetada pelo Carvão: perdas podem chegar até 60% ces baixos. "Essa nova mudança de comportamento requer do lado dos produtores de cana algumas medidas fitossanitárias mais rígidas para contrabalançar o efeito do conceito de resistência ao carvão", completa. PREJUÍZOS Os prejuízos econômicos causados por esse fungo na cultura da cana-deaçúcar variam de acordo com o local em que são encontrados, podendo chegar a até 60% da produção. A manifestação do carvão em uma mesma variedade difere muito em função da qualidade da muda, da época de plantio, do elenco de variedades utilizadas, das características químicas e físicas do solo, da distribuição de chuvas, da capacidade de armazenamento de água no solo e dos tratos culturais. “Assim o carvão pode ser considerado a principal doença da canade-açúcar de alguns ambientes e em outros ter importância apenas secundária”, esclarece Pery. bre a manifestação do número de perfilhos e de perfilhos com carvão, que geralmente é contabilizado no momento de maior perfilhamento (de 4 a 6 meses do plantio ou do corte). Relatos sobre a NA 56-79 cultivadas sobre solos ricos, chegaram a apresentar até 3 chicotes por metro linear de sulco, ou seja, mais de 21 mil chicotes por hectares”. No entanto, Pery conta que essas lavouras, no final, eram compensadas com outros perfilhos sadios que substituíram os com chicotes na época do perfilhamento e, no final, não havia queda do TCH e nessas condições os produtores ainda cultivavam essa variedade por 6 a 8 ciclos. Estudos mostram que as perdas são maiores na cana-soca do que na canaplanta, mas, segundo o pesquisador do IAC, “isso é considerado apenas so- O pesquisador diz ainda que existem conflitos de opiniões sobre a importância do carvão. Há regiões do Estado em que o nível de infestação
  • 31. Pragas e Doenças conta. Desde 1975, com a expansão das lavouras para novas áreas de pastagens degradadas, a preocupação com o carvão vem aumentando. “É algo esperado e deve apresentar, nestas condições, queda do TCH, redução da relação açúcar/fibra, impedir o cultivo de variedades mais produtivas e ainda exigir a reforma precoce dos canaviais”, conclui. CONTROLE O controle do carvão integra várias atividades que devem ser aplicadas seqüencialmente. A primeira delas é planejar o plantio de forma que as variedades ocupem em torno de 10 % da área total de cultivo. Porém, o pesquisador do IAC lembra que “no passado, a NA56-79 que ocupou quase 50% da área cultivada por cana do estado de São Paulo, não era suscetível ao carvão, segundo os testes da Comissão de Controle do Carvão da Cana-de-açúcar, mas atingiu um nível epidêmico em muitas regiões do Estado”. Pery Figueiredo - Pesquisador do Programa Cana-deAçúcar do Instituto Agronômico (IAC) é muito alto, provavelmente em função das características que favorecem muito o fungo do carvão, tais como: os solos leves, com baixa retenção de água e fertilidade, com longos períodos de seca e altas temperaturas e mal distribuição das chuvas. “Tudo isso favorece a multiplicação dos esporos, a disseminação até atingir alto nível por toda a lavoura e provocar quebra da resistência de muitas variedades consideradas de resistentes e de resistência intermediária”, O segundo passo é realizar o plantio somente com mudas sadias originárias de viveiros com tratamento térmico, operação que, segundo Pery, nem sempre tem merecido a devida atenção dos produtores de cana. “É importante ressaltar que mudas sadias não estão livres de re-infecção por inóculo do carvão remanescentes no solo, ou trazidos pelo vento de lavouras da região”, explica. O tratamento dos toletes com fungicida antes do plantio pode ajudar no controle do carvão e de outros fungos do solo. O terceiro passo é realizar o roguing mensalmente no viveiro, a partir dos 45 dias, até as plantas atingirem 6 a 8 meses de idade, eliminando, assim, todas as plantas com sintomas de doenças ou mistura de variedades. O quarto passo para controlar o carvão é preparar de maneira adequada as áreas de renovação de canaviais com alto índice de carvão. “Se possível, devese fazer uma rotação de culturas ou deixar em ‘pousio’ durante certo tempo, antes do plantio do novo canavial”, orienta Pery. O pesquisador explica ainda que, em hipótese alguma, o produtor deve formar uma nova lavoura usando cana colhida em talhão comercial. “Essa operação tem contribuído para disseminação de muitas doenças e pragas dentro da própria propriedade e também para as novas áreas de expansão, causado grandes prejuízos econômicos e degradação ambiental”, completa. O CARVÃO HOJE Os programas de melhoramentos varietais trouxeram inúmeros ganhos ao setor. O que falta, segundo Pery Figueiredo, é um “melhor refinamento de al- gumas tecnologias conhecidas e pouco utilizadas”. Ele cita como exemplo o uso de mudas sadias. “É uma técnica muito simples, antiga, mas tem sido negligenciado por muitos produtores. Isso já aconteceu no passado com a variedade NA56-79 e está se repetindo neste momento”. Isso porque, a expansão acontece, em sua maioria, sobre solos de pastos degradados e serrados. Regiões onde, de acordo com Pery, não se conhecem as técnicas de manejo e tecnologias que a serem empregadas sobre o cultivo dessas variedades. O agrônomo Pery Figueiredo considera a SP83-2847, a variedade mais importante no momento com relação ao carvão. Ela é suscetível à doenças e está no topo da lista das mais plantadas. * Esta matéria contou com a colaboração do gerente regional de produtos do CTC, Mauro Sampaio Benedini. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 31
  • 32. Antes da Porteira Associado cria gado de elite em meio a canavial O associado da Canaoeste, João Carlos Thomazatti, transformou sua paixão em um trabalho que dá sinais de sucesso no futuro Marcelo Massensini H á cinco anos, João Carlos Thomazatti cria gado de elite em sua fazenda Santa Maria, em Barretos. A propriedade, de 70 alqueires, é divida entre a cana-de-açúcar, que ocupa 50 alqueires e o gado que toma conta de 20 alqueires da fazenda. Thomazatti exibe orgulhoso as 120 cabeças de Nelore Mocho que, segundo ele, ainda não é um número muito expressivo, mas que foi fruto de cinco anos de trabalho árduo por parte dele e mais de 60 anos de melhoramento genético realizado pelos produtores que lhe venderam as primeiras matrizes. Ele conta que o plantel de gado sempre foi uma paixão em sua vida, mas que até 2002 trabalhava com o chamado “gado de cara limpa”, ou seja, aquele animal que não tem registro de antecedentes. Todo o rebanho era destinado a abate. “Eu comecei a interessar mais pela criação de um gado puro 32 32 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 e comecei a trocar meu plantel. Adquiri algumas matrizes e descartei os ‘caras limpas’”, conta. Hoje, todo o rebanho do associado é composto somente por animais puros. “Demorei cinco anos para chegar a esse ponto”, completa. reprodução. Tudo com avaliações genéticas feitas pela USP (Universidade de São Paulo) e pela ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu)”, explica Thomazatti. Esses animais serão reprodutores e irão transferir essa boa genética a fim de ter uma Com a troca de todo o rebanho, melhora de qualidade na carne. “Isso João Carlos mudou também a área de tudo é feito em função da precocidaatuação. “Com o gado de elite é dife- de do animal. Estes animais poderão rente: eu tenho registro das cinco 5 ser abatidos com peso de abate com o menor tempo posJoão Carlos Thomazatti: “os animais sível”, diz. vencedores são uma vitrine do que conseguimos fazer” últimas gerações de cada um", explica Thomazatti. Seus animais não são mais destinados a abate, mas sim para melhoramento genético. "Nós trabalhamos exclusivamente com inseminação e transferência de embriões. Sai algum descarte para abate, mas o objetivo é sempre a Os animais de Thomazatti já participaram de diversas exposições de gado na região, conseguindo sempre boa repercussão e alguns prêmios. As exposições de gado, "são amostragens daquilo que temos de melhor. Os animais são avaliados e eles precisam ter um ganho de peso acima do normal e uma qualidade de carcaça excepcional. Os animais vencedores são uma vitrine do que conseguimos fazer". João já participou da Exposição de São José do Rio Preto, da Exposição de Avaré, da ExpoZebu, da Expoinel e da Exposição de Barretos. O criador explica que esta pode ser uma atividade rentável desde que o produtor tenha qualidade e esteja engajado na parte de comercialização. "Depende muito de um bom relacionamento para que consiga comercialização dentro dos preços justos e, principalmente, qualidade. Aí ela se torna uma atividade rentável", termina.
  • 33. Antes da Porteira A raça “O Nelore Mocho é um puro Nelore, mas sem o chifre”, sintetiza Thomazatti que define o chifre apenas como um empecilho: “O chifre só serve para machucar o peão, outro animal e até os cavalos”, brinca. Por não terem chifres são mais manços. Segundo o criador, hoje, nos sumários da Embrapa, a raça tem se saído nos primeiros lugares, porém não está tão valorizada quanto deveria por falta de um trabalho mais unido por parte dos criadores. “Existe um volume expressivo de criadores, mas ainda é menor do que o do padrão. Agora nós estamos procurando trabalhar para valorizar a raça”. O boi Barão de 3 anos já foi premiado em exposições União de criadores Dia de Campo realizado na Fazenda Santa Maria No dia 4 de janeiro deste ano, foi realizado um Dia de Campo na fazenda de Thomazatti, onde criadores de Nelore Mocho da cidade se reuniram para discutir o futuro da raça e a possível fundação de uma associação para defender os interesses dos rebanhos de Barretos. “Existem três grupos de criadores no Estado e os de Barretos estão um pouco dispersos. A idéia é unir os de Barretos para que se forme um plantel maior e que viabilize a possibilidade de trabalhar a parte de divulgação do Nelore Mocho”, explica Thomazatti. A associação ainda trabalharia na área comercial, na compra de insumos e nas trocas de genética. “Temos que pensar no Brasil como um todo. Provavelmente vamos vender nosso gado em uma região longe da nossa e as maneiras de comercialização que existem hoje são leilões e então precisamos nos unir para que consigamos fazer da melhor maneira possível”, termina. Relação de participantes do Dia de Campo e possíveis membros da futura Associação Barretense de Criadores de Nelore Mocho Flávio Cotrim Fernando Oliveira da Silva Antenor Junqueira José Roberto Girardi Maria Lilian Maia Chateaubriand Gabriel Luiz Peixoto da Silva Ruy Alfredo Antonini João Carlos Thomazatti Fazenda Boticão Fazenda Gil Mesquita Fazenda Palmital Fazenda Malibu Fazenda Kanaxue Fazenda Bacuri Fazenda Santa Maria Fazenda Santa Maria Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 33 33
  • 34. Cultura de Rotação Conab: safra de grãos pode ser recorde Brasil deverá colher 135,8 milhões de toneladas, aumento de 3,1% Da redação A safra brasileira de grãos deve totalizar 135,8 milhões de toneladas, um aumento de 3,1% em comparação com a safra anterior, que foi de 131,7 milhões de toneladas, de acordo com a quarta estimativa divulgada pela Conab no último dia 8. A área plantada deve crescer apenas 0,3% em relação à safra passada, passando de 46,2 milhões de hectares para 46,3 milhões de hectares. Os produtos que mais apresentaram incremento na produção foram: o trigo com 71,5%; o milho 1ª e 2ª safra com 3,9% e o arroz com 5,5% . Já a safra total de feijão está estimada em 3,27 milhões de toneladas, com queda de 2,1% ante as 3,33 milhões de toneladas da safra passada. A soja é o principal produto cultivado, com estimativa de produção de 58,2 milhões de toneladas. Apesar do incremento na área plantada de 1,2%, a oleaginosa teve a produção reduzida em 0,4% (na safra anterior foram colhidas 58,38 milhões/ton). De acordo com a Conab, essa redução devese à diminuição na produtividade em função do fenômeno La Niña, e da queda na área cultivada no Sul em 1,7%, com parte dessa área sendo ocupada pelo milho 1ª safra. A produção total de milho deve crescer de 51,36 milhões de toneladas em 2006/07 para 53,36 milhões de toneladas em 2007/08, representando alta de 3,9%. A Conab atribui o aumento aos preços remuneradores do mercado, mas alerta que esse quadro depende do clima nas próximas semanas, já que as lavouras encontram-se em fase de floração e frutificação. A primeira safra de milho (de verão) deve somar 38 milhões de toneladas e a segunda (safrinha, ou de inverno) deve ser 15,3 milhões de 34 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 toneladas, ambas com alta de 3,9%, iguais a da safra total. A Conab estima que a produção de arroz deve ser de 11,9 milhões de toneladas, representando aumento de 5,5% sobre as 11,3 milhões de toneladas de 2006/07. O aumento ocorre principalmente pela retomada do cultivo no Rio Grande do Sul. A safra de algodão em caroço está estimada em 2,49 milhões de toneladas, com alta de 4,8% ante as 2,38 milhões de toneladas de 2006/07. A produção de trigo deve ser 3,8 milhões de toneladas. O resultado representa aumento de 71,5% sobre as 2,23 milhões de toneladas da safra passada. Segundo a Conab, o crescimento ocorre pela recupera- ção da produtividade, já que a safra anterior foi castigada pela seca e geada durante o desenvolvimento da cultura e pelas chuvas no período de colheita. Já a safra total de amendoim está estimada em 232,4 mil toneladas, aumento de 2,8% em relação às 226,2 mil toneladas do ciclo anterior. A primeira safra está estimada em 187,7 mil toneladas (aumento de 3,1%) e a segunda, em 44,7 milhões, incremento de 1,1%. A área ocupada pela cultura deverá ter um aumento de 2,1%, passando de 102,9 mil hectares para 105,1 mil/ha. A safra paulista deverá ser de 184 mil toneladas, um acréscimo de 6,1% em relação à safra anterior e a área ocupada crescerá no Estado 5,8%, atingindo 76,2 mil/ha.
  • 35. Repercutiu O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoel Bertone. Foto: Agência Brasil Foto: Fernando Battistetti Foto: Agência Brasil “O Brasil mostrará que sua política é baseada na sustentabilidade e reafirmará sua liderança na produção do etanol no mundo” “Nosso foco é o mercado interno por causa do carro flex. Falta computar os números do Nordeste, mas já podemos afirmar que nossa safra cresceu de 10% a 13% na comparação dos dois anos anteriores” “O agronegócio continua sendo um setor extremamente importante na balança comercial brasileira. O agronegócio brasileiro se tornou muito competitivo, ele só não cresce mais em razão de barreiras protecionistas em vários países do mundo. Ao lado do crescimento em números, em quantidade de exportação, houve um crescimento muito grande em todo o mundo de preço do produto. Isso tem ajudado muito o saldo e a quantidade exportada pelo Brasil” O Chefe do escritório regional da Unica em Ribeirão Preto, Sérgio Prado, afirmou que o Brasil deve se preocupar com o mercado externo somente a partir de 2015. Welber Barral, secretário de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento. “(A queda das exportações) não é bom para os empresários, mas é bom para o consumidor interno. A lei da oferta e procura pode manter o preço na bomba menor que no ano passado” Do empresário Maurílio Biagi Filho. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 35
  • 36. Biblioteca Cultura Cultivando a Língua Portuguesa “GENERAL ÁLVARO TAVARES CARMO” "AGRONEGÓCIO" Antônio André Cunha Callado Esta coluna tem a intenção de maneira didática, esclarecer algumas dúvidas a respeito do português 1) “ACERCA DE” 10 anos Pedro foi aprovado no concurso. Prezados amigos leitores parabenizamos a aprovação de Pedro no concurso, mas reprovamos o Português. Renata Carone Sborgia* Confusão muito grande com as expressões: ACERCA DE, CERCA DE e HÁ CERCA DE. Explicação: ACERCA DE: sobre, a respeito de Ex.: Acerca da interpretação legal, foi definido que o prazo é de 10 dias. CERCA DE:aproximadamente Ex.: Cerca de cem pessoas assistiram à palestra. HÁ CERCA DE: faz aproximadamente Ex.: Há cerca de 10 anos foi aprovado no concurso. O correto é (na frase acima): HÁ(faz) CERCA DE 10 anos Pedro foi aprovado no concurso. 2) Maria levou os óculos para consertá-los na nova “ótica” do Shopping Center. Maria, os óculos e o Português continuam “quebrados”! Diferença na grafia e pronúncias iguais entre as expressões ÓTICO e ÓPTICO: ÓTICO: relativo ou pertencente ao ouvido ou ponto de vista sobre um assunto, algo(do grego: “otikós”) Ex.: Minha ótica sobre a política brasileira é... ÓPTICO: relativo à vista ou à visão (do grego: “optikós”) Ex.: Comprei meus óculos na óptica nova. O correto é: Maria levou os óculos para consertá-los na nova óptica do Shopping Center. Agora, sim, Maria irá enxergar tudo correto! 3) Este ano ela está “AFIM DE” começar o famoso regime. Promessa universal, geralmente, do universo feminino: começar o regime, às segundas-feiras e após as datas comemorativas! Minha promessa também, prezados leitores! Mas com o Português correto. Com certeza, ajudará o regime e o vernáculo. Vejamos a diferença das expressões: AFIM DE: semelhante, parente de Ex.: Ele é primo afim de meu cunhado. A FIM DE : para, com a finalidade de Ex.: A fim de disciplinar os procedimentos internos, foi baixada a portaria. PARA VOCÊ PENSAR: “Pouco importa as quedas, o essencial é levantar, continuar a caminhada conscientes de suas possibilidades e de seus limites.” G. de la Mothe 36 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 * Advogada e Prof.ª de Português e Inglês Mestra—USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, Consultora de Português, MBA em Direito e Gestão Educacional, Escreveu a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras) com Miriam M. Grisolia E ste livro apresenta uma perspectiva contemporânea sobre os principais fundamentos relacionados à gestão de empresas no agronegócio. Aborda tópicos relacionados aos produtos e mercados inerentes ao agronegócio no contexto atual da economia brasileira, bem como suas relações com o ambiente internacional. Também descreve as principais ferramentas de gestão empresarial aplicadas às organizações agroindustriais, caracterizando as tendências de modernização do agronegócio, bem como a crescente exigência por padrões de eficiência cada vez maiores no que se refere à gestão de pessoas, gestão de custos, auditoria, gestão ambiental, teoria dos jogos e mercados futuros. Outra característica relevante desta obra está associada à linguagem objetiva e apropriada para os iniciantes no estudo sobre agronegócio, tanto para ampliação de conhecimentos como para referenciar aprofundamentos posteriores e interesses mais amplos despertados pela leitura abrangente e atual sobre a administração de empresas e agronegócio. Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros podem procurar a Biblioteca da Canaoeste, na Rua Augusto Zanini, nº1461 em Sertãozinho, ou pelo telefone (16)3946-3300 - Ramal 2016
  • 37. Agende-se Fevereiro de 2008 2º WORKSHOP INTERNACIONAL SOBRE PARASITÓIDES DE OVOS Data: 11 a 14 de fevereiro de 2008 Local: ESALQ/USP – Piracicaba – SP Temática: A segunda edição deste workshop acontece 10 anos após o primeiro encontro e acreditamos que será uma grande oportunidade para estudantes, pesquisadores, praticantes do controle biológico e funcionários de empresas de relacionadas ao setor de atualizar seus conhecimentos no que há de mais avançado sobre parasitóides de ovos e seu uso como agente de controle biológico. Mais Informações: (19) 3417 6600 V CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE BENEFICIAMENTO DE FOSFATO Data: 11 a 16 de fevereiro de 2008 Local: Acadêmica Agência de Comunicação – Rio de Janeiro – RJ Temática: Os interessados em enviar resumos de artigos deverão fazê-lo até o dia 30 de setembro pelo site http:/ /www.engconfintl.org/8au.html. Entre os tópicos que serão discutidos na conferência estarão: novos reagentes e técnicas de processamento, separação física, processos de análise e controle, separação da dolomita do fosfato, redução e utilização do lixo, e hidrometalurgia no processamento de fosfato. Mais Informações: (11) 5549-1863 XXXI CONGRESSO PAULISTA DE FITOPATOLOGIA Data: 12 a 14 de fevereiro de 2008 Local: CATI - Av. Brasil, 2340 – Campinas – SP Temática: O Congresso Paulista de Fitopatologia reúne professores, pesquisadores, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação envolvidos com estudos em fitopatologia. Este ano o tema central do congresso será o aquecimento global e suas implicações para o estudo de doenças de plantas. Mais Informações: (19) 32518714 CURSO FINANÇAS NO AGRONEGÓCIO CAFÉ Data: 21 de fevereiro de 2008 Local: Centro de Excelência do Café do Sul de Minas – Machado – MG Temática: A Universidade do Café Brasil (UdC) realizará em parceria com o Centro de Excelência do Café do Sul de Minas o curso “Finanças no Agronegócio café”. Temas a serem abordados: Desmistificando as Finanças Aplicadas ao Agronegócio / Utilização da HP 12C / Cálculos Financeiros / Contabilidade Gerencial / Custos na cafeicultura / Visão da Formação de Preços e Volatilidade na Cafeicultura / Riscos no Agronegócio e Cafeicultura / Derivativos Agrícolas / CPR - Cédula do Produtor Rural / Seguro Rural / Gestão Econômico-Financeira da Cafeicultura / Fontes de Capital Mais Informações: (11) 3732-2034 FEICANA / FEIBIO 2008 Data: 26, 27 e 28 de fevereiro de 2008 Local: Recinto de Exposições Clibas de Almeida Prado – Araçatuba – SP Temática: - O volume de negócios realizados na Feicana/FeiBio 2007 comprova o bom momento do setor energético brasileiro. A feira bateu a marca de R$ 1 bilhão em negócios, superou as expectativas dos organizadores e consolidou-se como um dos mais importantes do setor de bioenergia do País. Mais Informações: (18) 3624-9655 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 37
  • 38. Compra-se Quero adquirir um caminhão traçado para trabalhar em plantio de cana queimada. Tratar com Eduardo Alves Miranda pelo telefone: (18) 3281-1131 ou pelo e-mail edu.almi@hotmail.com Vende-se Vendo setenta pés de Coco Anão, produzindo em Severínia SP. Tratar com Cacau ou Murilo pelos telefones (17) 9134-5567 ou 9136-8175 Vende-se 375 alq. a 50km de Araras, 300 alq. arrendada para Eucalipto até 2019 com renda anual de R$ 500.000,00, 40 alq.de pasto para fardo, haras com cavalos, sede completa espetacular, 4 alq. de água com criação de peixes e frigorífico completo com maquinas e equipamentos, porteira fechada, R$ 30.000.000,00, sendo R$ 10.000.000,00 de entrada e o restante de 4 a 5 anos. Tratar com José Paulo Prado pelos telefones (19) 3541-5318 ou (19) 9154-8674 Tratar com Lucas ou Elias pelo telefone: lor total 130.000,00. Valor do caminhão R$ 100.000,00. Aceito carro como forma de (14) 3239-9679 ou (14) 9754-2629 pagamento. Tratar com Silvio César pelo telefone: (18) 9109-3711 ou 3263-2676 ou Vende-se Caminhão MB 2220 R$ 65.000,00 no pelo e-mail: silvioataide@hotmail.com Chassi. Ano 88 na cor branca, câmbio 16s. Vende-se Tratar com Luis Carlos Forte pelo telefone: MB 2214 - 89 traçado turbinado com car- (16) 3343-2640 ou 9721-3731 roceria, todo revisado é só trabalhar. Tratar com Marcos Rogério Eleotério, pelo telefoVende-se 1 Grade niveladora 32x20 Pitcin; ne: (18) 3421-7338 ou pelo e-mail m.eleoterio@regionaltelhas.com.br 1 Enleirador de amendoim, 1 Grade aradora 14x20 Baldan; 1 Plantadeira JM 2900 Exacta com 6 liVende-se Ford Cargo 2831, traçado com reboque nhas Jummil; 3 CPD com 6 depósitos para adubos com canavieiro. URGENTE. Tratar com Welton, pelo telefone: (34) 9168-2086 ou pelo e- 12 discos e com 6 depósitos para adubo e mexedor. Tatu; mail: w.udi@hotmail.com 1 Pulverizador Jatao 600 Export Jacto; 1 Cultivador tipo gradinhas para cana. Vende-se Semi-novos com preços especiais. Tratar com Caminhão 2215, traçado ano 85, em ótimo estado. Pronto para trabalhar. R$ 68 mil Marcio Sarni pelo telefone (16) 3946-4200. Vende-se Vende-se Vende-se 6,18 na entrada de Sertãozinho. Passível de loteamento e/ou condomínio. R$ 1.900,00. Sítio do monte 2 - um das glebas da Fazenda Santa Rosa. Tratar com Andrey pelo telefone (16) 9219-5656 ou (16) 3942-6205. Vende-se Trator Valmet 148, traçado 4x4 só R$ 32 mil. Aproveite o preço. Tratar com Patito 01 plantadeira JUMIL JM 2880 8/7, ano pelo telefone: (16) 9187-1901 ou pelo e- 01 plantadeira TATU PST PLUS 7/7, ano 2004. Nova. Tratar com Marcio Sarni pelo 2004. Nova. Tratar com Marcio Sarni pelo mail ppratali@uol.com.br telefone (16) 3946-4200. telefone (16) 3946-4200. Vende-se Vende-se Vende-se Caminhão 1318, ano 88, com graneleiro. Mecânica em perfeito estado, pneus todos radiais, cabine em perfeito estado, graneleira muito boa, caminhão pra pessoas exigentes. Tratar João Gazoti Junior pelo telefone: (18) 9749-5042 ou pelo e-mail jr_fake@hotmail.com Vende-se Ford cargo 2425, ano 98. Interculado, turbinado, 8 marchas reduzido, bloqueio, 10 01 Picador desintegrador JUMIL TRC 01 plantadeira JUMIL JM 2880 10/9, ano pneus novos, bomba bico e turbina revisados, diferencial feito a 60 dias, tudo ok. Ju- 2004. Nova. Tratar com Marcio Sarni pelo 2500, ano 2005. Novo. Tratar com Marcio Sarni pelo telefone (16) 3946-4200. lieta FNC 93, com 8 pneus novos 295. Va- telefone (16) 3946-4200. 38 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008
  • 39. Revista Canavieiros - Janeiro de 2008 39
  • 40. 40 Revista Canavieiros - Janeiro de 2008