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  • 1. Editorial Liderança absoluta na produção de cana, açúcar e álcool. A edição deste mês apresenta aos leitores uma reportagem especial sobre a atual safra canavieira no Brasil. Depois de duas safras bastante complicadas, o setor de produção de cana-de-açúcar respira mais aliviado e ganha fôlego para planejar o futuro. A safra da cana-de-açúcar deverá ser recorde, isso devido ao bom desempenho dos preços do açúcar e também pela perspectiva de ampliação do espaço ocupado pelos produtos brasileiros no comércio internacional, confirmando assim a expectativa de crescimento projetada por conta do aumento da demanda interna, principalmente de álcool. É sobre a expansão do setor sucroalcooleiro que o presidente da UNICA (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Eduardo Pereira de Carvalho, enfoca o artigo exclusivo produzido para a Revista Canavieiros. Segundo ele, as indústrias e os produtores de cana têm uma séria missão pela frente: garantir a expansão da atividade para tranqüilizar o Brasil e o mundo quanto ao fornecimento de álcool combustível. E o motivo é simples – a questão energética ganhou dimensão internacional que demanda uma visão de longo prazo. A entrevista do mês apresenta o vice-presidente geral do Grupo Cosan, Dr. Pedro Isamu Mizutani, falando sobre as polêmicas: Reserva Legal e Queimadas de Cana-de-açúcar. O Dr. Pedro também esclarece sua visão sobre como o Brasil deve aproveitar esse bom momento vivido pelo setor e faz sugestões ao próximo presidente brasileiro para possíveis atitudes que possam ser tomadas em relação ao setor canavieiro. Os principais fatos que aconteceram no sistema Copercana/Canaoeste/Cocred no mês de setembro são apresentados nesta edição em seis páginas. Nas páginas da Cocred mostraremos a inauguração de uma agência da cooperativa de crédito em Cajuru e, nas páginas da Canaoeste, um relato da reunião com o deputado estadual Arnaldo Jardim. A matéria de destaque traz o evento que marcou os 30 anos da ORPLANA – Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil, presidida pelo também presidente da Canaoeste, Manoel Carlos de Azevedo Ortolan. O evento, que aconteceu em Piracicaba, teve como principal homenageado da noite o Dr. Roberto Rodrigues – ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O tema “verticalização da produção ou aumento de produtividade e rentabilidade” também está sendo abordado nesta edição para que os produtores possam se orientar quanto ao aumento de produtividade e renda, ou ainda, manter alto nível tecnológico de produção com redução dos custos unitários, quer em área ou tonelada do produto. A revista também traz informações sobre Plantas Daninhas, queima de palha da cana-de-açúcar – procedimentos para suspensão das autorizações, e uma matéria especial sobre um cooperado que, com o objetivo de obter cavalos “Mangalarga Marchador”, reuniu as melhores características da raça e fundou o seu próprio haras. Boa leitura Conselho Editorial Revista Canavieiros - Setembro de 2006 03
  • 2. Indice EXPEDIENTE Capa CONSELHO EDITORIAL: Antonio Eduardo Tonielo Augusto César Strini Paixão Clóvis Aparecido Vanzella Manoel Carlos de Azevedo Ortolan Manoel Sérgio Sicchieri Oscar Bisson SAFRA SERÁ RECORDE E A CANA AVANÇA EM SÃO PAULO A cana deverá ocupar em todo o país 6,2 milhões de hectares EQUIPE DE JORNALISMO: Carla Rossini – MTb 39.788 Cristiane Barão – MTb 31.814 Marino Guerra – MTb 39.180 20 OUTRAS DESTAQUES Entrevista 24 DESTAQUE Pedro Isamu Mizutani 28 “Brasil não é um país de primeiro mundo, mas estamos caminhando para isso”. 05 Ponto de Vista 30 31 Eduardo Pereira de Carvalho O presidente da UNICA fala sobre expansão do setor sucroalcooleiro 32 INFORMAÇÕES SETORIAIS LEGISLAÇÃO PRAGAS E DOENÇAS SAFRA CANAVIEIRA 08 REVISÃO GRAMATICAL: Igor Fernando Ardenghi DIAGRAMAÇÃO: SPM Comunicação FOTOS: Carla Rossini Marino Guerra CAPA: Marino Guerra COMERCIAL E PUBLICIDADE: Aline Rodrigues revistacanavieiros@copercana.com.br DEPARTAMENTO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO: Aline Rodrigues, Artur Sandrin, Carla Rossini, Daniel Pelanda, Letícia Pignata, Marino Guerra, Roberta Faria da Silva, Tatiana Sicchieri 34 35 Notícias 14 Canaoeste Canaoeste inaugura filial em Bebedouro Notícias 16 Cocred Cocred implanta o cooperativismo de crédito em Cajuru Antes da Porteira 04 36 CULTURA TIRAGEM: 8.000 exemplares REPERCUTIU 38 CLASSIFICADOS A Revista Canavieiros é distribuída gratuitamente aos cooperados, associados e fornecedores do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. A reprodução parcial desta revista é autorizada, desde que citada a fonte. 10 Copercana Copercana marca presença na Fenasucro & Agrocana 2006 Mangalarga Marchador: paixão de cooperados AGENDE-SE 37 Notícias CULTURAS DE ROTAÇÃO 26 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 IMPRESSÃO: São Francisco Gráfica e Editora ENDEREÇO DA REDAÇÃO: Rua Dr. Pio Dufles, 532 Sertãozinho – SP CEP:- 14.170-680 Fone: (16) 3946 3311
  • 3. Entrevista Dr. Pedro Isamu Mizutani vice-presidente geral do Grupo Cosan “O Brasil não é um país de primeiro mundo, mas estamos caminhando para isso” Carla Rossini A declaração é do vice-presiden te geral do Grupo Cosan, Dr. Pedro Isamu Mizutani, que concedeu entrevista exclusiva à redação da Revista Canavieiros. Na entrevista, Dr. Pedro fala sobre os desafios do Brasil em vender a imagem de um país capaz, em pleno desenvolvimento e que apresenta uma doce e eficiente resposta ao problema de encontrar fontes renováveis de energia limpa. O Grupo Cosan possui 17 unidades produtoras, duas refinarias e dois terminais portuários. Somadas as suas unidades produtivas, o grupo tem capacidade instalada para moer aproximadamente 40 milhões de toneladas de cana por ano. Para mover essa engrenagem e produzir toda essa energia, a Cosan conta com um quadro de mais de 30 mil funcionários durante o período da safra. Dr. Pedro manda um recado para o próximo presidente. “Nós não queremos subsídio nenhum, porque somos competitivos. Queremos que o governo crie uma demanda. Além disso, queremos divulgar melhor o sistema de produção de álcool, mostrar que temos credibilidade e gostaríamos que o governo participasse junto nessa abertura de mercado. É isso que precisamos”, afirma. UNIDADES DE PRODUÇÃO DO GRUPO COSAN Costa Pinto – Piracicaba-SP Santa Helena – Rio das Pedras-SP São Francisco – Elias Fausto-SP Rafard – Rafard-SP Bom Retiro – Capivari-SP Da Barra – Barra Bonita-SP Dois Córregos – Dois Córregos-SP Diamante – Jaú-SP Ipaussu – Ipaussu-SP Serra – Ibaté-SP Bonfim – Guariba-SP Tamoio – Araraquara-SP Junqueira – Igarapava-SP Destivale – Araçatuba-SP Univalem – Valparaíso-SP Mundial – Mirandópolis-SP Gasa – Andradina-SP Revista Canavieiros - Setembro de 2006 05
  • 4. Entrevista REVISTA CANAVIEIROS: Com as reservas de petróleo se esgotando, as fontes de energia renováveis começam a serem olhadas com mais entusiasmo. Como o Brasil pode aproveitar esse momento já que possui ótimas alternativas para substituição dos combustíveis de origens fósseis? PEDRO ISAMU MIZUTANI: Basicamente é divulgando e mostrando para o mundo o potencial que temos aqui. Conseguimos obter a energia renovável mais barata graças ao nosso clima, solo, instituições fortes e um país cada vez mais democrático e estável. Temos que mostrar que o Brasil é um país de muita credibilidade e fazer com que as pessoas venham investir no nosso país e ao mesmo tempo, adotem o álcool como mistura ao combustível deles, ou seja, passem a consumir o álcool brasileiro. Nós temos que produzir e vender essa credibilidade para que eles possam investir e comprar o nosso combustível. Por enquanto, não conseguimos criar uma boa imagem lá fora. Temos que nos estruturar para vender bem o nosso potencial. REVISTA CANAVIEIROS: E 06 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 como fazer isso? PEDRO MIZUTANI: Cada um de nós tem que fazer a sua parte. Por exemplo, o Grupo Cosan, do qual faço parte, tem recebido a visita de muitas instituições estrangeiras; pessoas do senado, formadores de opinião, consulado, universidades, pesquisadores e até uma colônia de pescadores do Japão que querem conhecer o que Eles acham que somos apenas um engenho, quando na verdade existem no Brasil mais de 300 usinas de álcool que geram mais de 1,2 milhões de empregos. Temos que divulgar que aqui não existe escravidão como “alguns” tanto gostam de dizer. é o nosso álcool. Temos que mostrar que o Brasil é um país diferente do que eles imaginam. Eles acham que somos apenas um engenho, quando na verdade existem no Brasil mais de 300 usinas de álcool que geram mais de 1,2 milhão de empregos. Temos que divulgar que aqui não existe escravidão como “alguns” tanto gostam de dizer. Eu acredito que existem muitos países que são contra o desenvolvimento do Brasil, mas tenho certeza que temos potencial para provar o contrário. Hoje o Brasil não é um país de primeiro mundo, mas estamos caminhando para isso. Vamos mostrar que somos empresários realmente e que entendemos do nosso negócio. Aqui não existem engenhos de pinga que se tornaram usinas de açúcar e álcool. Aqui existem indústrias que foram formadas com fundamento e que estão se desenvolvendo para ocupar esse mercado mundial de açúcar e álcool. REVISTA CANAVIEIROS: Nesse bom momento pelo qual atravessa o setor, está se falando numa expansão muito grande. Talvez 90 novas unidades industriais. Como o Grupo Cosan enxerga essa expansão? PEDRO MIZUTANI: O que eu vejo é o seguinte: commodities são feitas de altos e baixos. Por exemplo, o açúcar chegou a bater os 8 cents de dólar por libra peso e em outros momentos chegou a 12 ou 15 cents. Então, o que eu acredito é que existem muitos murmúrios, mas quem vai realmente construir são aqueles que já estão no setor. Até acredito que possamos conseguir mais cem usinas, mas não serão construídas por empresários que não são do ramo. Nós vemos muitas empresas estrangeiras falando que vão construir usinas aqui, mas quem realmente vai crescer são as empresas como a Cargill, Dreyfuss, Tereos, por exemplo, que já são tradicionais no Brasil. O Grupo Cosan quer ajudar a consolidar esse setor. O Brasil tem mais de 300 usinas, e lógico que as usinas muito pequenas terão mais dificuldades porque a competição de custos é muito grande. Elas terão que disputar com multinacionais e não terão escala na realidade para poder com-
  • 5. Entrevista petir, em termos de custos, com as empresas grandes. Eu afirmo que essa expansão é para empresários que já estão consolidados no setor. REVISTA CANAVIEIROS: Como os produtores independentes de canade-açúcar podem aproveitar o momento e ficar com uma boa fatia dessa expansão da cana? PEDRO MIZUTANI: Na minha opinião quando o setor industrial ganha, o produtor de cana também ganha. A forma mais justa que se montou para pagamento foi o Sistema CONSECANA.. Ele foi idealizado logo depois da extinção do IAA – Instituto do Açúcar e do Álcool, que regulamentava os pagamentos até então. O CONSECANA trouxe um equilíbrio porque o fornecedor de cana participa diretamente no preço de venda dos produtos finais da cana-de-açúcar, como o álcool e o açúcar, por exemplo. Hoje, em torno de 60% do preço final é pago aos fornecedores de cana. Essa é uma forma justa de dividir. Dessa forma eu acredito que os produtores independentes vão participar dessa expansão, porque na medida em que as empresas crescem eles também crescerão. E nós empresários queremos que eles participem. Na Cosan, 40% da cana moída, provém de fornecedor de cana. E a Cosan só cresceu porque investiu nos fornecedores de cana. Poderíamos comprar terras e plantar cana, mas preferimos dar condições para que os fornecedores pudessem se desenvolver. Assim pudemos usar o nosso capital para expandir o número de usinas. Cada empresa adota uma política diferente e a Cosan adotou crescer em indústria. Temos certeza que quem entende da cana é o produtor de cana. Nós entendemos de indústria e comercialização, por isso valorizamos muito os nossos fornecedores de cana. REVISTA CANAVIEIROS: Qual sua opinião sobre a exigência dos 20% de Reserva Legal nas propriedades rurais? PEDRO MIZUTANI: Nós temos que lutar muito para que haja uma mudança nessa lei. Uma coisa é falar em 20% de reserva legal em estados que possuem área para isso, outra é falar no Estado de São Paulo que tem Repito: subsídios não queremos, porque vivemos livres e temos que por em prática a lei da oferta e procura. Não gostamos quando o governo tenta intervir, por exemplo, dizendo que vai regulamentar a exportação de álcool. Isso cria dificuldades para as empresas que querem vir aqui comprar. área quase que totalmente agriculturáveis. No Estado de São Paulo, além de ser muito onerosa essa exigência é praticamente impossível de ser atendida. Eu acho que junto com o Governo de nosso estado, temos que lutar para a nossa realidade. REVISTA CANAVIEIROS: Levando em consideração as pesadas leis ambientais no Estado de São Paulo, como o senhor vê a questão polêmica na proibição da queima da palha da cana-de-açúcar? PEDRO MIZUTANI: Eu penso que temos que fazer um estudo mais profundo em relação às queimadas de cana. Alguns defendem que as queimadas são prejudiciais à saúde, outros garantem que não são prejudiciais. Mas a verdade é que a cana faz fotossíntese e gera um ambiente mais favorável em termos de clima onde está plantada, do que em lugares onde não tem cana. Por exemplo, se o ar tem a umidade relativa baixa, as queimadas são suspensas. Mas por que só a queimada de cana? Não deveria só se parar as queimadas, mas deveria parar de rodar os carros, outras indústrias e tudo que pode contribuir para baixar a umidade relativa do ar. Por que só em cima desse nosso setor? Penso que os estudos deveriam ser mais profundos. Em alguns países, quando a umidade do ar está baixa, analisa-se tudo que possa causar prejuízos à umidade do ar. REVISTA CANAVIEIROS: Eleições: o que o setor espera do próximo governante brasileiro? PEDRO MIZUTANI: Na realidade o que lutamos muito para conseguir é uma reforma tributária, para que o ICMS do álcool seja 12% em todo o Brasil. No Estado de São Paulo já é 12%, mas temos estados em que é 17, em outros 25 e isso tira a competitividade do álcool. Se fizermos um trabalho para que o ICMS passe a ser de 12% em todo o Brasil, a demanda de álcool aumentará bastante. Nós não queremos subsídio nenhum, porque somos competitivos. Além disso, queremos divulgar melhor o sistema de produção de álcool, mostrar que temos credibilidade e gostaríamos que o governo participasse junto nessa abertura de mercado. É isso que precisamos. Repito: subsídios não queremos, porque vivemos livres e temos que por em prática a lei da oferta e procura. Não gostamos quando o governo tenta intervir, por exemplo, dizendo que vai regulamentar a exportação de álcool. Isso cria dificuldades para as empresas que querem vir aqui comprar. Como é que eles vão comprar o nosso álcool se amanhã o governo pode dizer que estamos proibidos de exportar? Isso não é livre mercado. Não queremos essa interferência. Só gostaríamos que o governo transmitisse essa tranqüilidade para o mundo. Revista Canavieiros - Setembro de 2006 07
  • 6. Ponto de Vista Parceria para o futuro As indústrias e os produtores de cana têm tes na esteira das mudanças climáticas. Mesmo uma séria missão pela frente: garantir a expansão os países que rejeitaram o Protocolo de Kyoto, da atividade para tranqüilizar o Brasil e o mundo que propõe a redução das emissões de poluentes quanto ao fornecimento de álcool combustível. aos patamares do início da década de 1990, comeE o motivo é simples – a questão energética ga- çam a levar a questão mais a sério. nhou dimensão internacional que demanda uma Dessa forma, o álcool combustível tem chamavisão de longo prazo. do a atenção como a fonte de energia renovável em O petróleo deixou de ser uma fonte barata melhor condição de substituir parte do petróleo para se tornar o calcanhar-de-aquiles energético consumido no mundo, pelo menos no que diz resdo século XXI. Sendo fóssil e finito – como o peito aos transportes. E o fato de o Brasil ter saído carvão e o gás natural –, sua vulnerabilidade re- na frente é incontestável – em que pese as primeisultou na disparada dos preços internacionais. ras experiências de mistura de álcool na gasolina Ao contrário das crises dos anos 1970, a alta não registradas nos anos 1930, contamos com 30 anos é conseqüência de oferta menor, mas sim da de- de opção pelo álcool e espaço para ampliar o culmanda acelerada, principalmente tivo de cana. Em três décadas, por parte de países emergentes, aprendemos muito sobre como como China e Índia. Ainda contriaumentar a produtividade da cana, bui para esse quadro a sede cresa melhor matéria-prima para procente por combustíveis dos Estaduzir álcool, com redução de 80% dos Unidos e de seus carros 4x4 dos custos de produção. Também pela gasolina. usamos o bagaço para produzir a Os preços altos de hoje são reenergia elétrica que move cada sultado direto das poucas reserusina brasileira. Tudo isso resulvas novas de petróleo descobertou em um balanço energético em tas na década de 1990 e do baixo que cada unidade fóssil usada *Eduardo Pereira de investimento feito em refinarias. para produzir álcool de cana reCarvalho Mesmo se a Organização dos Paísulta em 8,3 unidades renováveis ses Exportadores de Petróleo – o retorno do álcool de milho não (Opep) conseguisse aumentar a produção, esse chega a dois. volume adicional esbarraria no gargalo do refiTemos 90 milhões de hectares extras que pono. Também é preciso ressaltar que a maioria das dem ser utilizados para a produção agrícola sem reservas encontra-se em áreas de grande turbu- que para isso se derrube uma árvore sequer. Essa lência política, como o Oriente Médio. área é praticamente o dobro da utilizada atualEmbora o alto preço do petróleo e de seus mente e da qual a cana ocupa 5,5 milhões de hecderivados – e o rombo que provoca na balança tares. Também dispomos de milhões de hectares comercial – seja o fator mais visível para o inves- de pastagens para a criação extensiva de gado, timento que vem sendo feito nos últimos anos onde qualquer ganho de produtividade represenna produção de álcool combustível para ser mis- tará mais terra para a agricultura. turado à gasolina, outra questão que tem empurO setor tem investido pesado em sua expanrado o mundo no caminho dos biocombustíveis são industrial e agrícola, com crescimento de proé o aquecimento global. dução estimado em 50% em cinco anos na região O peso maciço dos combustíveis fósseis na Centro-Sul. É pouco, temos de investir mais no emissão de gases causadores do efeito estufa aumento da produtividade, numa parceira entre tornou-se algo muito mais decisivo na diversifi- indústrias, fornecedores e pesquisadores para um cação da matriz energética do que se poderia ima- futuro mais limpo. Afinal, o custo da omissão de ginar. Tragédias ocorrem em todos os continen- hoje será pago pelas próximas gerações. *Eduardo Pereira de Carvalho é presidente da Unica – União da Agroindústria Canavieira de São Paulo 08 Revista Canavieiros - Setembro de 2006
  • 7. Artigo Técnico ATR ou ART? Com o advento do sistema CONSECANA-SP foi necessário criar um parâmetro que expressasse a quantidade de açúcar possível de ser recuperada industrialmente e que servisse para dar valor à cana. Adotou-se sigla ATR que está, atualmente, incorporada na mente de todos os que estão envolvidos no setor sucroalcooleiro. Contudo, quando se fala em ART da cana, parece reinar uma certa confusão. A sigla ATR, como já se sabe, é a expressão do potencial da cana-de-açúcar, em termos de açúcares recuperáveis sacarose e açúcares redutores, estes representados pela glicose e pela frutose. Por necessidade do sistema, decidiu-se expressar o ATR em termos de açúcares redutores, convertendo-se, por cálculo, a sacarose da cana nestes açúcares e somando com os açúcares redutores originais da cana. Portanto, o ATR é expresso em açúcares redutores totais recuperáveis, ou seja, em ART. O exemplo, a seguir, deve explicar melhor o significado destas siglas. Seja: Brix do caldo(B)=22% *Enio Roque de Oliveira Leitura sacarimétrica(L)=78ºZ Peso do bagaço úmido da prensa(PBU)=145g Cálculo do ATR da cana a)Pol do caldo(S)=L(0,2605-0,0009882xB) =78(0,2605-0,0009882x22) =18,62 % b)Pureza do caldo(Q)=100 x S ÷ B =100 x 18,62 ÷ 22 =84,64% c)Açúcares redutores do caldo(AR)=3,641-0,0343xQ =3,641-0,0343x84,64 =0,738% d)Fibra da cana(F)=0,08xPBU+0,876 =0,08x145+ 0,876 =12,48% e)Pol da cana(PC)=S(1-0,01xF)(1,0313-0,00575xF) =18,62(1-0,01x12,48)(1,0313- 0,00575x12,48) =15,64% f)Aç.red.da cana(ARC)=AR(1-0,01xF)(1,03130,00575xF) =0,738(1-0,01x12,48)(1,0313-0,00575x12,48) =0,620% g)Açúcares Totais Recuperáveis (ATR)=9,5263xPC+9,05xARC =9,5263x15,64+9,05x0,620 =154,60 kg/t de cana Cálculo do ART da cana =PCx1,05263 +ARC =10(15,64x1,05263 + 0,620) =170,83 kg/t de cana onde: 1,05263 é o coeficiente estequiométrico que converte a sacarose em açúcares redutores e o ARC, como já visto, é a porcentagem de açúcares redutores da cana. O coeficiente não é modificável, pois, é o que acontece na natureza. Assim, durante a industrialização da cana, uma parte da sacarose pode ser transformada em açúcares redutores (glicose e frutose). É a chamada inversão do açúcar. Esta reação, também, acontece quando a cana se deteriora ou quando há uma rebrotação em seu colmo, etc. O ATR poderá ser calculado, a partir do ART da cana, conhecendo-se a perda industrial, fixada pelo CONSECANA-SP em 9,5%, ou seja, a recuperação é de 100-9,5=90,5%: ATR = ART da cana x 0,905 = 154,60 kg/t de cana Reciprocamente, o ART da cana pode ser calculado pela divisão do ATR por 0,905: ART da cana = 154,60 ÷ 0,905 = 170,83 kg/t de cana Para fins de cálculo de rendimento industrial utilizase o ART da cana, pois, o seu valor corresponde à quantidade total de açúcar que entra na usina. Suponha-se que um produtor entregou 10.000t de cana. Partindo-se dos valores anteriores tem-se: - Quantidade total de açúcares entregue à usina: 10.000 x 170,83 = 1.708.300 kg - Quantidade de açúcares que a usina vai, teoricamente, recuperar: 1.708.300 x 0,905 = 1.546.115 kg Deixou-se, portanto, de recuperar 162.185 kg de açúcares. Vale mencionar que a perda de 9,5%, fixada pelo CONSECANA-SP se verifica na extração da moenda, na água de lavagem, no tratamento do caldo e nas chamadas perdas indeterminadas. Estas, pela própria denominação, são imponderáveis. *Enio Roque de Oliveira Assessoria Técnica da ORPLANA Revista Canaplanta - Julho de 2006 09
  • 8. Notícias Copercana Copercana marca presença na Fenasucro & Agrocana 2006 Carla Rossini A s feiras, que aconteceram de 19 a 22 de setembro, contaram com 550 expositores apresentando o que existe de mais moderno no mundo para a produção de cana, açúcar e álcool O bom momento vivido pelo setor sucroalcooleiro atraiu aproximadamente 50 mil pessoas à cidade de Sertãozinho entre os dias 19 e 22 de setembro. Todos tinham a mesma intenção: visitar a Fenasucro & Agrocana 2006, que, pelo segundo ano consecutivo, aconteceram simultaneamente no Centro de Eventos Zanini. Desta vez, reuniu 550 expositores espalhados numa área de mais de 40 mil metros quadrados, na maior vitrine tecnológica do setor sucroalcooleiro mundial. Visitantes de mais de 30 diferentes países compareceram em busca de novidades e lançamentos voltados para o aprimoramento da produção de cana, açúcar e álcool. Na abertura das feiras, dia 19, esteve presente, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente da República, José Alencar, no qual afirmou que o governo federal trabalha e incentiva as ações pela energia O vice-presidente da República, José de Alencar, visitou as feiras ao lado do presidente da Copercana e Cocred, Antonio Eduardo Tonielo. 10 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 Vista do estande do Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred e da Revista Canavieiros na Agrocana & Fenasucro 2006. renovável e também fez um discurso em nome do atual presidente. "É inegável os esforços que ele (Lula) tem feito pelo desenvolvimento do biodiesel e todos os produtos que possam significar energia alternativa e renovável", disse Alencar antes de iniciar a leitura do discurso. Em sua fala, ele elogiou o setor no qual considerou "consolidado", e que gera milhares de empregos "de Norte a Sul do Brasil". tante objetivo foi alcançado. “Hoje a Agrocana é a maior feira agrícola canavieira do mundo. Nesse ano, a feira apresentou condições vantajosas para o produtor rural investir no seu negócio e alavancar bons resultados. O número , cada vez maior, de empresas que participam da Agrocana ajudam a consolidar a feira e colocam a disposição dos visitantes o que há de mais moderno para produção de cana, açúcar e álcool”. "Temos uma tecnologia consolidada que se estende por todas as etapas da cadeia de produção do etanol. Hoje, cada hectare de cana gera mais do que o triplo de energia produzida se comparado ao início do Proálcool", afirmou. O Sistema Copercana, Canaoeste e Cocred, com estande na Agrocana – que representa a parte agrícola das feiras – recebeu a visita de cooperados, autoridades e visitantes. Segundo Antonio Eduardo Tonielo, presidente da Copercana e Cocred, desde 2.005, quando a Agrocana passou a ser realizada paralelamente a Fenasucro, um impor- O presidente da Copercana e Cocred, Antonio Eduardo Tonielo durante o seu discurso na abertura das feiras sendo observado por José Alberto Gimenez (prefeito de Sertãozinho); José de Alencar (vice-presidente da República do Brasil); Mário Clóvis Garrefa (presidente do Ceise) e Augusto Balieiro (diretor da Multiplus)
  • 9. Notícias Copercana VIII Fórum do Álcool discute perspectivas do setor Evento contou com a participação de diversas autoridades que debateram, dentre outros assuntos, os obstáculos que podem estragar o crescimento comercial do combustível Marino Guerra N o primeiro dia de Agrocana/ Fenasucro aconteceu o VIII Fórum Internacional do Álcool, evento realizado pelo CEISE (Centro das Indústrias de Sertãozinho) e Sindicato Rural, durou todo o dia e teve como tema: “Álcool: o mundo quer e o Brasil tem o exemplo de eficiência.” Foram discutidos diversos assuntos, entre eles, os movimentos do setor sucroalcooleiro, inserção de outros estados no cenário de pro- dução de açúcar e álcool, realocação de investimentos no setor agrícola, a revolução e sustentabilidade do setor canavieiro brasileiro, a expansão dos motores flex, o cenário econômico brasileiro e seus desafios internacionais. Manoel Ortolan (Presidente da Orplana e da Canaoeste): Segundo o líder dos fornecedores de cana, o principal problema é que os produtores de outras culturas passem a investir no setor de forma agressiva fazendo com que o crescimento na oferta seja maior e mais rápido do que o da demanda. Rubens Dias de Morais (Vice Presidente da ABIMAQ): O empresário acredita que o maior obstáculo de qualquer ramo do agronegócio brasileiro é o Custo Brasil, no qual a cobrança abusiva de impostos e a falta de infra-estrutura são fatores fundamentais para a perda de competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional. Luiz Custódio (Presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Minas Gerais, SIAMIG): Para o industrial mineiro, o maior obstáculo é fazer com que a cadeia produtiva trabalhe dentro de um processo em que o produto final fosse direcionado pelo estado. Edson Ustolin (Representante da Confederação Nacional da Agricultura, CNA): Para o produtor rural, o grande desafio é conseguir formar e manter mão-de-obra qualificada dentro do setor para ser inserida tanto na área industrial como na agrícola. Maurício Borges (Representante do Ministério do Desenvolvimento): O representante do governo federal acredita que o grande obstáculo é viabilizar a produção de álcool através da hidrólise da celulose, no qual o bagaço da cana também poderia ser transformado no combustível, o que garantiria um aumento significativo de produção. O momento de maior reflexão do evento aconteceu durante o painel “Movimentos do Setor Sucroalcooleiro” no qual o mediador convidado, Mônika Bargamaschi (Diretora Executiva da ABAG-RP): Segundo a líder agroindustrial, o grande obstáculo do setor é a questão da imagem, que é arranhada internamente e atrapalha a confiança de países interessados na importação do produto. Wison Nélio Brumer (Secretário de Estado de Minas Gerais): O representante do governo mineiro acredita que o obstáculo está na desconcentração de sinergia do setor, ou seja, na falta de sincronia entre os diversos agentes da cadeia produtiva. Maurílio Biagi Filho (Conselheiro de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Federal): Segundo uma das vozes mais representativas dentro da indústria sucroalcooleira, o setor precisa passar por três obstáculos diferentes: 1) Quebrar a aversão cultural do bra- Eduardo Pereira de Carvalho (presidente da UNICA) pediu para que 12 autoridades presentes dessem suas opiniões sobre os obstáculos que o setor terá que enfrentar para não perder a grande oportunidade de crescimento que está por vir com a possível crise dos combustíveis fósseis. Confira agora a opinião de cada autoridade: sileiro pelo sucesso. 2) Aumentar o investimento em pesquisa e desenvolvimento. 3) Quebrar a idéia de concentração de unidades industriais na mesmas regiões. Carlos Liboni (Empresário): O grande problema do setor é conseguir quebrar a acomodação estratégica que se acarreta na falta de empreendedorismo e de visão tecnológica. José Luiz Ricca (Superintendente do SEBRAE–SP): O governo federal precisa definir sua matriz energética e, com isso, o setor apresentar qual será a sua participação dentro dessa matriz. Saulo Pucci Bueno (Vice-presidente da CIESP): O representante da indústria acredita que é preciso criar recursos para o Brasil se manter como o melhor do mundo na produção de álcool. Ângelo Bressan Filho (Representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento): O representante do governo federal acredita que é necessário fazer acordos de produção na busca por ganhos no mercado externo e ainda definir como vai ficar a produção doméstica. Revista Canavieiros - Setembro de 2006 11
  • 10. Notícias Canaoeste Canaoeste discute impactos climáticos com associados Marino Guerra Problemas relacionados com a seca é o assunto debatido entre os fornecedores de cana e a equipe técnica da Canaoeste o seu corte manual em decorrência da proibição das queimadas por parte da Secretaria do Meio-Ambiente quando a umidade relativa do ar se aproxima dos 20%. Além dos problemas climáticos, assuntos como tratos culturais, renovação do canavial, plantio mecanizado e ATR Relativo, também fizeram parte da pauta das reuniões. Cerca de 150 fornecedores compareceram na reunião de Severínia Desde o dia 24 de agosto, a equipe técnica da Canaoeste vem percorrendo as filiais com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas dos fornecedores associados em relação aos pro- blemas enfrentados do meio para o final desta safra. Esse ano, o assunto mais abordado é a falta de chuvas, que além de prejudicar o desenvolvimento da cana também está impossibilitando “As reuniões técnicas realizadas pela Canaoeste são de fundamental importância para que o fornecedor associado saiba como lidar com os principais problemas do dia-a-dia no campo”, disse Oswaldo Alonso, consultor agronômico da Canaoeste. Até o fechamento desta edição já haviam ocorrido quatro reuniões técnicas (nas cidades de Severínia, Barretos, Viradouro e Pitangueiras) e estariam previstas mais duas nas cidades de Cravinhos e Sertãozinho. Silvana Resende MOSTRA SUA VISÃO DO SETOR NO AUDITÓRIO DA CANAOESTE A vereadora e presidente da comissão de meio-ambiente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto mostrou seu ponto de vista sobre os assuntos de interesse dos fornecedores Marino Guerra No dia 27 de agosto, a vereadora e candidata a uma cadeira na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, Silvana Resende, esteve presente no auditório da Canaoeste onde fez um breve discurso a respeito de sua visão sobre assuntos relacionados ao meioambiente e o setor canavieiro. Em seu discurso, Silvana falou de sua história ligada ao setor sucroalcooleiro de quando exerceu a 12 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 profissão de jornalista na EPTV, prometendo servir de apoio aos interesses da classe caso consiga se eleger. “Quero fazer parte desse time, representando os interesses dos canavieiros na assembléia legislativa do estado”, completou Silvana. A candidata também lembrou da importância em se escolher um candidato que não tenha o seu nome envolvido em escândalos de corrupção. Silvana Resende, candidata a deputada estadual
  • 11. Notícias Canaoeste Arnaldo Jardim FALA SOBRE O USO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS AOS PRODUTORES DE CANA-DE-AÇÚCAR Carla Rossini O s associados da Canaoeste participaram, no dia 6 de setembro, de uma reunião com o deputado estadual Arnaldo Jardim – PPS-SP, “ que proferiu uma palestra sobre “Energia Limpa e Renovável”. O encontro aconteceu no auditório da Canaoeste em Sertãozinho e reuniu mais de 200 produtores de cana-de-açúcar. Segundo o deputado, a Frente Parlamentar pela Energia Limpa e Renovável visa fomentar o uso de energias renováveis, como, por exemplo, o álcool combustível, que além de ser mais limpo do que a gasolina, poluindo menos o meio ambiente, também gera milhares de empregos no campo. “Essa frente trata de questões concretas, O deputado federal Valdemar Corauci, durante o seu discurso, observado por Francisco César Urenha (diretor da Canaoeste e Cocred) e Antonio Eduardo Tonielo (presidente da Copercana e Cocred). Frente Parlamentar do Cooperativismo Paulista (Frencoop-SP). “Precisamos melhorar o atendimento ao setor cooperativista, trabalhando no aperfeiçoamento e na implementação de uma legislação que promovam o seu desenvolvimento”, defendeu o deputado. O encontro também teve a presença do deputado federal Valdemar Corauci Sobrinho – PFL-SP, que, em seu discurso, falou sobre a importância das pessoas votarem em candidatos que apresentam propostas concretas e positivas. “Temos que acreditar que ainda existem pessoas honestas e trabalhadoras que nos representam na Câmara Federal. Não são todos os deputados que estão envolvidos em escândalos. E são esses que merecem a nossa confiança”, falou Corauci Ao lado do deputado Arnaldo Jardim, estiveram presentes o deputado federal Valdemar Corauci; o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan; o viceprefeito municipal de Sertãozinho, Nério Costa; o presidente da Copercana e Cocred, Antonio Eduardo Tonielo; o diretor da Canaoeste, Francisco César Urenha e o presidente da Coplana (Cooperativa dos Plantadores de Cana da Zona de Guariba), Roberto Cestari. como a implementação do Protocolo de Kyoto, a negociação de créditos de carbono, a utilização de carros flex, a expansão da co-geração de energia a partir do bagaço da cana e o desenvolvimento científico e tecnológico, apostando em alternativas como as chamadas células de energia”, disse Arnaldo. O deputado também falou sobre cooperativismo. Em fevereiro de 2004, o deputado Arnaldo Jardim relançou a O encontro reuniu mais de 200 produtores de cana-de-açúcar no auditório da Canaoeste. Quem é Arnaldo Jardim engenheiro civil, 51 anos, casado, pai de 3 filhos. Iniciou sua vida política como líder estudantil na Escola Politécnica da USP. Foi eleito pela primeira vez deputado estadual em 1986 e, no segundo mandato em 1991, foi Líder do Governo e do PMDB na Assembléia Legislativa. Em 1992 assumiu a Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo, onde ficou até 1993. Em 94 disputou eleições majoritárias como candidato a Vice-Governador pelo PMDB. De volta à Assembléia em 1999, o deputado ganhou destaque como relator geral do Fórum São Paulo Século XXI. No âmbito partidário, foi Presidente Estadual do PPS - Partido Popular Socialista (2001/02). Atualmente, coordena a Frente Parlamentar pela Habitação, a Frente Parlamentar pela Energia Limpa e Renovável e a Frente Parlamentar pelo Cooperativismo Paulista, foi indicado para ser membro da Câmara Especial de Biocombustíveis, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é o presidente do Grupo de Trabalho responsável pela elaboração de uma nova legislação de destinação dos resíduos sólidos no Estado, representa o Poder Legislativo junto ao Conselho Consultivo da ARTESP - Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo, representa a Assembléia Legislativa no Conselho Estadual de Política Energética, além de ser o líder da bancada do PPS. Revista Canavieiros - Setembro de 2006 13
  • 12. Notícias Canaoeste Canaoeste inaugura filial em Bebedouro Marino Guerra Com o objetivo de ampliar sua estrutura de atendimento ao associado, a entidade inaugura seu 10º escritório D esde o dia 31 de agosto, os associados da Canaoeste podem contar com mais um escritório de apoio, a décima unidade da associação funciona no município de Bebedouro. A equipe que prestará atendimento aos associados no novo escritório é formada por uma secretária e dois engenheiros agrônomos. Além disso, os associados poderão contar com a prestação de serviços médicos, através de uma parceria entre a entidade e a Santa Casa do Município. Equipe da Canaoeste que dará suporte aos produtores canavieiros de bebedouro e região. “Foi um apelo constante dos associados de Bebedouro para que a Canaoeste voltasse ao município através de um escritório”, disse o associado e diretor da entidade, José Mário Paro. os serviços prestados pela entidade com um aumento significativo em tempo e eficiência”. Helio de Almeida Bastos. Nas duas ocasiões, as autoridades desejaram votos de sucesso á nova unidade. Para o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, “o importante é deixar claro que a filial de Bebedouro tem o objetivo de somar no que se diz respeito à assistência técnica ao produtor de cana. A inauguração do escritório vai trazer ao fornecedor associado todos No dia da abertura da filial de Bebedouro, o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, o diretor da entidade, José Mário Paro, e o engenheiro agrônomo, Carlos Henrique Balardin, realizaram uma visita ao presidente da Coopercitrus e Credicitrus, Leopoldo Pinto Uchoa, e ao prefeito municipal, Manoel ainda concedeu uma coletiva com a imprensa do município apresentando a entidade e os motivos que a levou a se instalar na cidade. O novo escritório fica na Avenida Raul Furquim, 1118 – CEP.: 14700-740 no bairro Jardim Esplanada e o telefone é (17) 3342 4454. José Mário Paro (diretor da Canaoeste); Hélio de Almeida Bastos (prefeito municipal de Bebedouro); Manoel Carlos de Azevedo Ortolan (presidente da Canaoeste) e Carlos Henrique Balardin (engenheiro agrônomo da Canaoeste). 14 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 Manoel Carlos de Azevedo Ortolan (presidente da Canaoeste); Leopoldo Pinto Uchoa (presidente da Coopercitrus e Credicitrus); José Mário Paro (diretor da Canaoeste) e Carlos Henrique Balardin (engenheiro agrônomo da Canaoeste).
  • 13. Notícias Canaoeste Consecana CIRCULAR Nº 07/06 DATA: 31 de agosto de 2006 A seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de AGOSTO de 2006. O preço médio do kg de ATR para o mês de AGOSTO é de R$ 0,3820 Os preços levantados pela ESALQ/CEPEA de faturamento do açúcar e do álcool, anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, nos meses de MAIO a AGOSTO e acumulados até AGOSTO, são apresentados a seguir: Mês Maio Junho Julho Agosto Até Agosto ABMI ABME 41,19 41,26 40,21 37,61 36,07 35,91 34,60 33,29 966,47 983,66 1036,03 955,43 848,56 854,55 898,36 819,57 1056,41 1071,78 1152,71 1084,05 955,95 937,42 1008,19 977,33 1034,51 1042,19 1026,83 1039,71 716,37 949,48 910,45 918,68 48,28 39,69 34,92 985,60 855,16 1089,89 965,96 1036,71 881,00 48,56 49,72 50,25 44,31 VHP AAC AHC AAI AHI AAE AHE Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) e os do álcool anidro e hidratado destinado à industria (AAI e AHI), incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e VHP) e do álcool anidro e hidratado, carburante e destinados ao mercado externo, são líquidos (PVU/PVD). Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de MAIO a AGOSTO e acumulados até AGOSTO, calculados com base nas informações contidas na Circular 03/05, são os seguintes: Mês Maio Junho Julho Agosto Até Agosto ABMI ABME VHP AAC AHC AAI AHI AAE AHE 0,4521 0,4762 0,4187 0,3400 0,3116 0,3373 0,3185 0,3640 0,2630 0,4629 0,4770 0,4168 0,3461 0,3138 0,3422 0,3124 0,3667 0,3486 0,4678 0,4649 0,4016 0,3645 0,3299 0,3680 0,3359 0,3613 0,3343 0,4125 0,4348 0,3864 0,3361 0,3009 0,3461 0,3257 0,3658 0,3373 0,4495 0,4589 0,4053 0,3468 0,3140 0,3480 0,3219 0,3647 0,3235 Mês Maio Junho Julho Agosto Preço Médio do kg de ATR Mês 0,3830 0,3897 0,3920 0,3648 Acumulado 0,3830 0,3865 0,3881 0,3820
  • 14. Notícias Cocred Cocred implanta o cooperativismo de crédito em Cajuru O prefeito de Cajuru, João Batista Ruggeri Ré ao lado do secretário de Agricultura, Renato de Oliveira Marino Guerra No dia 14 de setembro, os produtores rurais de Cajuru puderam comemorar a abertura da agência de uma das maiores cooperativas de crédito rural do Brasil T er a oportunidade de buscar fi nanciamentos ou investir em uma instituição financeira na qual parte do lucro volta para o próprio bolso. É isso que os produtores rurais de Cajuru podem ter ao se tornarem cooperados da Cocred (Cooperativa de Crédito dos Plantadores de Cana de Sertãozinho), que inaugurou sua agência no município. A cerimônia de inauguração contou com uma benção, feita pelo diácono José Joaquim. Após a cerimônia religiosa os convidados foram até a Casa da Cultura onde fizeram o uso da palavra o diretor da Cocred e presidente da Canaoeste, Manoel Carlos de Azevedo Ortolan, que falou da importância das cooperativas (Cocred e Copercana) em acompanhar o crescimento da cul- tura canavieira. “É importante ver que nas regiões de crescimento no cultivo da cana-de-açúcar, o produtor rural já conta com a assistência financeira da Cocred, o que vai ser muito útil na implantação dos canaviais”, disse Ortolan. O prefeito de Cajuru, João Batista Ruggeri Ré também fez uso da palavra agradecendo a diretoria da Cocred por acreditar no potencial agrícola do município, investindo na abertura de uma agência. E ainda falou da importância econômica da instalação da cooperativa de crédito. “Quero lembrar que, com a vinda da Cocred para Cajuru, também virão investimentos nas propriedades rurais, fazendo com que aumente o número de empregos e, em conseqüência disso, o dinheiro gire dentro do muni- As colaboradoras Ana Paula Santana, Bruna Luiza dos Santos e Maria Gabriela do P. Freiria ao lado do gerente Maurício Roberto Rodrigues. Equipe da Cocred pronta para atender as necessidades dos cooperados. 16 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 cípio através do comércio e prestação de serviços”, disse o prefeito. Em seu discurso, o diretor do Cocecrer (Cooperativa Central de Crédito Rural do Estado de São Paulo), David Andrade, falou da importância do cooperativismo de crédito rural para o desenvolvimento agropecuário do estado e da grande força que a Cocred tem para ajudar os produtores. “O dinheiro da cooperativa é o dinheiro de todos os associados, com isso ele precisa ter uma administração séria e competente. Hoje, as cooperativas de crédito rural têm que ser profissionais, caso contrário, a instituição não tem futuro. A central é responsável pelas auditorias nas cooperativas, o que dá uma visão direta sobre as informações da movimentação financeira diária, dessa forma posso afirmar que cooperativas do tamanho e importância da Cocred possuem uma solidez bastante clara. No cooperativismo, eu também vejo mais respeito ao ser humano, ele não vai ser tratado como um cliente, ele é dono e usuário da cooperativa. Outro fator importante é que a cooperativa não tira o dinheiro da região, mas sim faz com que o dinheiro volte do mesmo lugar de onde ele surgiu, ao contrário dos Bancos que investem seus lucros nas praças onde o dinheiro esteja tendo maior rentabilidade”, afirmou David. Para finalizar o presidente da Cocred, Antonio Eduardo Tonielo, mostrou com números a segurança financeira e a credibilidade que a instituição tem hoje no mercado, além de descrever todas as vantagens que o cooperado pode ter ao fazer sua movi-
  • 15. Notícias Cocred mentação financeira. O cooperado do município de Cajuru, Raimundo Constancio, acredita que a abertura de uma agência da Cocred na cidade é uma grande conquista dos produtores rurais, e que ela será de fundamental importância aos novos canavieiros. “O número de canavieiros está em crescimento e a Cocred surge num momento muito bom para os produtores de cana do município de Cajuru”, declarou Raimundo. Já o secretário da Agricultura, Renato de Oliveira, enxerga a instalação da agência da Cocred fundamental para os produtores rurais que sofrem com a atual crise agropecuária e também para aqueles que têm a intenção de começar a plantar cana-de-açúcar. “A cooperativa de crédito oferece várias linhas de financiamento para a compra de insumos o que vai estimular o produtor rural a investir no setor e ter o retorno para poder ressarcir seu compromisso junto a cooperativa de crédito”, afirmou o secretário. Antonio Eduardo Tonielo (presidente da Cocred e da Copercana), David Andrade (diretor do Cocecrer), Manoel Sérgio Sicchieri (assessor das diretorias da Copercana, Canaoeste e Cocred), Pedro Esrael Bighetti (diretor da Cocred), Francisco César Urenha (diretor da Cocred) e Manoel Carlos de Azevedo Ortolan (diretor da Cocred e presidente da Canaoeste). Após a cerimônia houve um coquetel de confraternização entre diretoria, colaboradores, cooperados e futuros cooperado da Cocred. Raimundo e Cida Constancio, Eduardo e José Achisar Fachada de Agência da Cocred em Cajuru.
  • 16. Notícias Cocred Balanço Patrimonial COOPERATIVA DE CRÉDITO DOS PLANTADORES DE CANA DE SERTÃOZINHO SICOOB/SP COCRED CNPJ:- 71.328.769/0001-81 BALANCETE MENSAL - JULHO/2006 Valores em Reais
  • 17. Reportagem de Capa SAFRA SERÁ RECORDE E A CANA AVANÇA EM SÃO PAULO Cristiane Barão A safra de cana-de-açúcar deverá ser recorde, isso devido ao bom desempenho dos preços do açúcar e pela perspectiva de ampliação do espaço ocupado pelos produtos brasileiros no comércio internacional, confirmando assim a expectativa de cresci- 20 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 mento projetada por conta do aumento da demanda interna, principalmente de álcool. A cana deverá ocupar, em todo o país, 6,2 milhões de hectares, um crescimento de 5,5% em relação à safra passada. Esse aumento é o resultado da ocupação de áreas antes usadas pela pecuária e pelo plantio de grãos. O Brasil deverá colher, segundo a Conab, 471,17 milhões de toneladas. O crescimento na produção é de 9,2%, resultado da expansão na área em 321,5 mil hectares e aumento de 3,5% na produti-
  • 18. das à produção de álcool e o restante, 47,80 milhões, serão utilizadas para a fabricação de cachaça, alimentação animal e outros fins. Para o Centro-Sul, a Conab estimou a produção de 406,6 milhões de toneladas. Já a UNICA revisou, no último dia 19, sua posição para a safra 2006/ 07 para 370,6 milhões de toneladas, um pouco abaixo da primeira estimativa, que foi de 375 milhões de toneladas. A expectativa de aumento de área, de 11%, foi mantida, mas houve queda na produtividade por causa das condições climáticas. Só em São Paulo, que produz 60% da cana brasileira, a área plantada com a cultura deverá crescer 10%, segundo previsão de safra divulgada neste mês pelo IEA (Instituto de Economia Agrícola), órgão da Secretaria Estadual de Agricultura. É um índice bem acima dos 5,5% de crescimento estimado pela Conab para todo o país. Dos 3,6 milhões de hectares de cana na safra passada, a área plantada deverá passar para 4,1 milhões de hectares em território paulista. A área nova representa 711,3 mil hectares e as regiões com maior crescimento foram Barretos (59,5 mil/ha), São José do Rio Preto (47,2 mil/ha), Orlândia (46,5 mil/ ha) e Jaboticabal (43,4 mil/ha). Para o presidente da Canaoeste, Manoel Carlos de Azevedo Ortolan, o momento é favorável para o produtor de cana. “Nas áreas tradicionais, como a de Ribeirão Preto, onde praticamente não há mais espaço para a cana crescer, o desafio é crescer verticalmente. Mas o que observamos é que muitos produtores estão investindo em áreas novas e, é por esse motivo também, que a área com cana deverá ser maior”, explica. O avanço da cana em São Paulo coincide com uma retração na área ocupada com grãos. Segundo a estimativa do IEA, a produção de grãos será de 7,087 milhões de toneladas, um crescimento de 2,2% em relação à safra passada, mas a área plantada deverá ser reduzida em 11% e ficará em 2,2 milhões de hectares. REFLEXOS SOBRE O PREÇO DA CANA vidade média, que foi de 2.599 kg/ha. Do total a ser produzido no país, 238,39 milhões de toneladas de cana serão transformadas em açúcar (50,6%), 184,98 milhões de toneladas de cana serão destina- Reflexo de alguns fatores, entre eles o bom desempenho do álcool e do açúcar nos mercados interno e internacional, o preço da cana-de-açúcar também reagiu positivamente a partir da safra passada, depois de dois ciclos acumulando prejuízos. A revisão do Consecana, que serve como parâmetro para o pagamento pela matéria-prima, depois de uma longa negociação entre fornecedores independentes e industriais, também foi determinante para essa recuperação no preço. É o que considera a pesquisadora do IEA, Raquel Caruso Sachs. Baseada em dados da Orplana e UNICA, a pesquisadora aponta que o preço da tonelada de cana foi de aproximadamente R$ 44,95 na safra 2005/06, com aumento de 27,92% em relação à safra anterior. O valor obtido pela tonelada de cana, que é um preço médio para o Estado, variou entre R$37,02/t de cana na Associação dos Fornecedores de Cana de General Salgado e R$46,73/t de cana na Associação dos Fornecedores de Cana de Catanduva. “Essa variação de preço ocorre em função de diversos fatores, dentre os quais pode se destacar a qualidade da matéria-prima de cada fornecedor e do “mix” de produção de cada unidade industrial onde foi entregue a matériaprima”, salienta. Segundo o estudo, o aumento verificado no valor médio da tonelada de cana para o Estado ocorreu, em parte, Revista Canavieiros - Setembro de 2006 21
  • 19. Reportagem de Capa devido ao aumento de 1,41% no ATR em relação à safra anterior, passando de 143,70 quilos para 145,73 quilos de ATR por tonelada de cana. Setor Segundo a pesquisadora, as condições climáticas dos últimos meses, bastante atípicas quando comparadas com as condições médias históricas, provavelmente aumentarão os níveis de ATR em relação aos apurados na safra anterior. Na safra 2006/07, foram freqüentes valores médios de 150 kg/t . As exportações do setor sucroalcooleiro foram destaques na balança comercial do agronegócio brasileiro no mês de agosto, segundo o Ministério da Agricultura. Os embarques cresceram 86,2%, sendo que as vendas de açúcar aumentaram 53,2% devido à elevação dos preços (em torno de 60%). O valor exportado de álcool foi ampliado em 319,8%, resultado de um aumento de 137% na quantidade embarcada e preços 77% acima dos registrados em agosto de 2005. Ao considerar um rendimento para a cana-de-açúcar de 145 quilos de ATR/t, em média, e o preço do quilograma de ATR divulgado pelo CONSECANA, estima-se que os preços da atual safra estão próximos de R$55,00 por tonelada de cana. segura balança comercial De janeiro a agosto, o agrone- gócio brasileiro exportou US46, 7 bilhões, 12,2% acima do valor exportado no mesmo período do ano passado. A expressiva participação do setor sucroalcooleiro na balança comercial do agronegócio também ocorreu no semestre. De janeiro a junho, os grupos que mais contribuíram para os embarques do setor foram açúcar e álcool mais 21,8% (de US$ 2 bilhões para US$ 2,5 bilhões); papel e celulose mais 17,7% (de US$ 1,6 bilhão para US$ 1,9 bilhão); couros e seus produtos mais 11,6% (de US$ 1,48 bilhão para US$ 1,65 bilhão); cereais, farinhas e preparações mais 59,7% (de US$ 197,9 milhões para US$ 316 milhões). Descarregamento de cana na esteira da Usina Santa Elisa, que moeu 5,3 milhões de toneladas de cana na safra passada 22 Revista Canavieiros - Setembro de 2006
  • 20. Destaque Orplana comemora 30 anos Carla Rossini Durante a celebração de seus 30 anos, a ORPLANA faz homenagem aos presidentes das 24 associações que a compõem e também ao “homem do agronegócio”, Roberto Rodrigues N a noite do dia 1º de setembro, a ORPLANA – Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil comemorou 30 anos de fundação. A comemoração aconteceu no Centro CANAGRO – José Coral, em Piracicaba. A solenidade reuniu cerca de 250 pessoas, entre elas, o Superintendente Federal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Chaguri Neto; o Prefeito Municipal de Piracicaba, Barjas Negri; o Secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Alberto José Macedo Filho; o Deputado Federal e Presidente da AMCESP Antonio Carlos de Mendes Thame e os deputados estaduais Antonio Duarte Nogueira Júnior e Roberto Morais, além de diretores, funcionários e convidados. Na ocasião, a diretoria da ORPLANA fez uma homenagem ao estimado Dr. Roberto Rodrigues pelos serviços prestados, enquanto foi ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em prol aos produtores de cana-de-açúcar. Roberto, que é carinhosamente chamado de “homem do agronegócio” recebeu um troféu das mãos do presidente da ORPLANA, Manoel Carlos de Azevedo Ortolan. “Temos a honra de eleger como homenageado especial dos 30 anos de fundação da ORPLANA, essa personalidade querida que traduz e simboliza todo o trabalho, o esforço, a dedicação, a perseverança e o espírito de união em pregar, difundir e fortalecer os sistemas cooperativista, associativista e em geral do 24 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 agronegócio brasileiro”, enfatizou Manoel Ortolan em referencia ao Dr. Roberto Rodrigues. Em seu discurso, o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento disse que “a ORPLANA sempre foi uma instituição séria, sóbria e respeitável, isto da credibilidade a ela e as pessoas que estão a sua frente. Além disso, essa instituição viveu, nesses 30 anos, momentos dramáticos como, por exemplo, quando se criou o pagamento da cana por teor de sacarose. Foi nesse momento que a ORPLANA exerceu um brilhante papel, mantendo as associações unidas e permitindo que os produtores derrotassem esse mau momento”, afirmou Rodrigues. Já o Superintendente Federal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Luiz Chaguri Neto, parabenizou a iniciativa da ORPLANA em homenagear Roberto Rodrigues. “Quero aproveitar essa oportunidade para agradecer o Dr. Roberto Rodrigues pelo brilhante trabalho que ele desenvolveu no Ministério. Ele fez jus por essa homenagem que está recebendo”, disse Chaguri. O Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Alberto José Macedo Filho, lembrou que a ORPLANA tem sido uma grande parceira da Secretaria, principalmente na área de pesquisas para novas variedades de cana-de-açúcar. “A Secretaria da Agricultura não poderia deixar de congratulá-los, porque a cooperação dessa instituição e do seu presidente, Manoel Ortolan, para com o desenvolvimento do setor, é muito importante”, falou Alberto. Também foram homenageados na noite, os ex-presidentes da ORPLANA, os presidentes das 24 associações que a compõem e os assessores técnicos da instituição, Dr. Geraldo Majela de Andrade Silva e Dr. Enio Roque de Oliveira. No final da solenidade um jantar foi oferecido aos convidados. Da esquerda para direita: o Secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Alberto José Macedo Filho; o deputado estadual Antonio Duarte Nogueira Júnior; o presidente da Copercana e Cocred, Antonio Eduardo Tonielo; o diretor da Copercana e Cocred, Pedro Esrael Bighetti; o diretor do Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico) em Ribeirão Preto, Marcos Landell e o presidente da Orplana e Canaoeste, Manoel Ortolan.
  • 21. A ORPLANA A ORPLANA foi fundada em 29 de junho de 1976, quando produtores de cana-de-açúcar do Estado de São Paulo resolveram se unir para ganhar força e representação e, dessa forma, defender seus interesses e consolidar seus objetivos comuns. Já naquela época, a ORPLANA se firmava como a maior organização estadual de canavieiros do Brasil. Nes- sas últimas três décadas, participou de forma intensa das principais discussões do setor sucroalcooleiro brasileiro, em especial quando da desregulamentação e retirada da rígida intervenção do Estado do domínio econômico do setor agroindustrial canavieiro, sem perder de vista os objetivos que a originaram: o de defender os interesses dos fornecedores independentes de cana e representá-los junto a órgãos públicos/privados ligados ao setor e tam- O presidente da Orplana, Manoel Ortolan entregou o troféu nas mãos do Dr. Roberto Rodrigues que comemorou a justa homenagem que recebeu. Os assessores técnicos da Orplana, Drs. Geraldo Majela de Andrade Silva e Enio Roque de Oliveira também foram homenageados. Dona Maria Amélia de Souza Dias, ex-presidente da Orplana foi homenageada com um cartão de prata que recebeu das mãos do deputado estadual Roberto Morais. bém de aprimorar a atividade canavieira. A ORPLANA congrega, hoje, 24 associações de plantadores de cana de diferentes regiões de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. Juntos, os fornecedores são responsáveis pela produção de 25% da matéria-prima processada pela indústria em São Paulo e, além dessa importante contribuição, tem ainda uma outra, não menos nobre: a de garantir a distribuição de renda. Manoel Ortolan recebeu o seu troféu das mãos do secretário Alberto José Macedo Filho. Dr. Ermínio Jacon, um dos ex-presidentes da Orplana foi homenageado com um cartão de prata que recebeu das mãos do deputado federal Antonio Carlos de Mandes Thame. O evento foi realizado no Centro CANAGRO - José Coral
  • 22. Antes da Porteira Mangalarga Marchador: paixão de cooperados Carla Rossini Beto Meirelles e o reprodutor Acaiá da Selva Morena A criação de cavalos, como qualquer outra atividade econômica, exige um trabalho profissional e deve ser analisada com atenção antes de qualquer investimento. Segundo o cooperado, Carlos Roberto Ribeiro Meirelles, o primeiro ponto para o início uma criação é conhecer bem a raça que se deseja criar. E ele pode afirmar com toda convicção, já que a paixão pelos animais começou cedo. 26 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 Beto Meirelles, como é carinhosamente conhecido, fundou o Criatório Selva Morena em 1977 com o objetivo de obter cavalos “Mangalarga Marchador” que reunissem as melhores características da raça. Desde lá, vem sempre buscando inovações e novidades, hoje o criatório possui um site informativo que pode ser acessado através do endereço www.selvamorena.com.br. Proprietário da Fazenda Santa Rita da Selva Morena, em Batatais, Beto, com a ajuda do filho Humberto, administram as plantações de cana-de-açúcar, principal atividade da propriedade (45%), seguida por reflorestamento (36%), pastagens (14%) e café (5%). “Entramos na cana-de-açúcar como uma alternativa para o café, soja e milho. Nosso primeiro ano na cana foi em 1991”, afirma Beto.
  • 23. Antes da Porteira A raça O Mangalarga Marchador tem como característica principal o andamento marchado, com momentos de tríplice apoio, tornando-o progressivo e cômodo. Possui uma boa estatura para sela, sendo muito utilizado na lida com o gado e cavalgadas. A docilidade e rusticidade destes cavalos também justificam o fato de ser a maior raça da América Latina. Atualmente a raça Mangalarga Marchador é bem difundida em todo o Brasil. Existem criadores e campeonatos por todo território nacional. Padrão, reprodutor da Fazenda Santa Rita da Selva Morena FICHA TÉCNICA O cooperado explica que apesar da cana atravessar um bom momento, sua paixão por cavalos ainda é maior. Atualmente, ele possui 105 animais entre reprodutores, matrizes, potros, potras, cavalos de sela e éguas receptoras. “Este ano está previsto o nascimento de 35 novos animais filhos de cruzamento de alta genética”, afirma. Mas os custos de uma criação profissional não são baixos. “O custo médio mensal de um animal hoje é de R$ 200 a R$ 300, levando em consideração os manejos e a reprodução. Neste caso as competições estão à parte, podendo ser gasto de R$ 300 a R$ 1.000, de acordo com a distância onde será realizada a prova”, afirma Beto. Ele também ressalta que a mão-de-obra deve ser especializada e bem treinada para se ter uma boa apresentação em campeonatos. Diferente do criador Beto Meirelles são poucos os criadores que têm, na ponta do lápis, um controle claro dos custos na formação de animais. A grande maioria não controla os valores de criação e de comercialização, isso porque, ligados a outras atividades, têm a criação de cavalos mais como um hobby, um passatempo. Se bem administrado, um haras pode deixar de ser apenas uma atividade prazerosa e passar a dar lucro. Atualmente, um animal pode ser vendido de R$ 3 a R$ 15 mil em média. Os valores variam de acordo com suas qualidade morfológicas, andamento, genética e campeonatos conquistados. “No Brasil existem reprodutores e matrizes que chegam a valer mais de R$ 150 mil”, finaliza Beto. Vanuiri da Selva Morena, égua matriz - doadora de embriões. Revista Canavieiros - Setembro de 2006 27
  • 24. Informações setoriais Chuvas de Agosto e Prognósticos Climáticos As chuvas do mês de agosto de 2006, anotadas em vários postos meteorológicos na região de abrangência da CANAOESTE, são apresentadas no quadro abaixo. Locais mm chuvas médias históricas Açúcar Guarani AgroClimatologia FCAV UNESP-Jaboticabal Algodoeira Donegá - Dumont Andrade Açúcar e Álcool Barretos - IAC/Ciiagro Central Energética Moreno CFM - Faz Três Barras - Pitangueiras Cia Energética Santa Elisa (Sede) E E Citricultura - Bebedouro Faz Santa Rita - Terra Roxa Franca - IAC/Ciiagro IAC-Centro Apta Cana-Ribeirão Preto São Simão - IAC/Ciiagro Usina da Pedra Usina Ibirá - Santa Rosa do Viterbo Usina Batatais Usina M B - Morro Agudo Usina São Francisco 18 19 23 9 20 28 9 25 10 8 27 16 21 20 20 23 9 18 25 27 27 25 10 31 17 21 28 23 11 20 20 20 20 24 19 27 Médias das observações 18 22 As médias das chuvas observadas em agosto “ficaram” próximas das médias históricas. Entretanto, foram anotadas chuvas abaixo das respectivas médias históricas na Andrade Açúcar e Álcool, CFM-Fazenda Três Barras, EEC-Bebedouro, Fazenda Santa Rita, Usinas MB e São Francisco. Por outro lado, apenas os postos de Barretos e Franca, conveniados com o CiiagroIAC, foram os que mostraram chuvas acima das médias correspondentes. Mapa 1: Água Disponível no Solo no período de 21 a 23 de agosto de 2006. Engº AGRÔNOMO OSWALDO ALONSO Consultor Agronômico CANAOESTE O mapa 1, mostra que o índice de Água Disponível no Solo, desde o início até 23 e 24 do de agosto, encontrava-se em nível crítico em toda área canavieira do Estado de São Paulo. Tais condições permitem alto aproveitamento do tempo disponível para a colheita e processamento de matéria-prima (cana) com alta con- 28 Revista Canavieiros - Setembro de 2006
  • 25. Informações setoriais centração de açúcares. Entretanto, na região de abrangência da CANAOESTE, em função das últimas chuvas que foram anotadas até meados de abril e pouquíssimas de maio a agosto, trazem sérias preocupações aos produtores quanto às áreas plantadas após abril e brotações das soqueiras recém-colhidas, com queima prévia, que já mostram severos ataques por elasmo. Mapa 2: Água Disponível no Solo ao final de agosto de 2005. Mapa 3: Água Disponível no Solo ao final de agosto de 2006. Se compararmos os mapas 2 e 3, notamos que ao final de agosto de 2005 e 2006 (mapas 2 e 3), os índices de Água Disponível no Solo foram igualmente críticos em todas as regiões canavieiras do Estado de São Paulo, deixando claro que o retrato climático, desde o final de abril de 2006, é bem diferente da média histórica. C om o fim de subsidiar em planejamentos de atividades futuras, o Departamento Técnico da CANAOESTE resume o prognóstico climático para a Região Centro Sul do Brasil, que poderão ocorrer durante os meses de setembro a novembro de 2006. Prognósticos estes de consenso entre o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), bem como, o elaborado pela Agritempo, a saber: - As temperaturas à SuperfícieTSM do Oceano Pacífico Equatorial encontram-se ligeiramente acima da neutralidade, resultando em fraca intensidade do fenômeno “El Nino”; - Mesmo que de médio-baixa confiabilidade, os prognósticos de consenso INPE-INMET apontam que: - As temperaturas serão próximas a ligeiramente acima das médias históricas; - Chuvas são previstas “dentro” das médias históricas nas principais áreas canavieiras da Região Centro Sul do Brasil. Como exemplo, na região de abrangência da CANAOESTE e normais anotadas pelo Centro Apta IAC - Ribeirão Preto, as chuvas poderão somar 350mm no período, ou ainda, 55mm em setembro, 125mm em outubro e 175mm em novembro. Em complemento às informações acima, transcreve-se os dias com maior probabilidade de chuvas entre meados de setembro e de outubro no Estado de São Paulo segundo o Programa Agritempo (Unicamp e Embrapa): 15, 16, 18,19 e 24 de setembro; 2, 8, 9, 12 e 13 de outubro. Revista Canavieiros - Setembro de 2006 29
  • 26. Legislação QUEIMA DE PALHA DA CANA-DE-AÇÚCAR PROCEDIMENTOS PARA SUSPENSÃO DAS AUTORIZAÇÕES C omo é de conhecimento dos fornecedores de cana-de-açúcar, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente vem suspendendo as autorizações para uso do fogo como método “despalhador” da cana em todo Estado de São Paulo quando a umidade relativa do ar não atinja alguns índices pré-estabelecidos. Para tanto, disponibilizou em seu site (www.ambiente.sp.gov.br), os critérios a serem observados, conforme abaixo se vê: SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE GABINETE DO SECRETÁRIO Procedimentos relativos à suspensão da queima da palha da cana de açúcar (art. 7º da lei 11241/2002). 1º - Quando necessário a, suspensão da queima da palha da cana de açúcar será determinada por região, considerando o teor de umidade relativa do ar medido às 15 horas nos postos oficialmente determinados pela SMA. 2º - Sempre que o teor de umidade relativa do ar for maior ou igual a 20% (vinte por cento) e menor que 30% (trinta por cento) – correspondente ao Estado de Atenção declarado pela Defesa Civil - por um período de três dias consecutivos, a queima da palha da cana de açúcar será suspensa entre as 6 (seis) e as 20 (vinte) horas. I) a suspensão será declarada às 16 (dezesseis) horas do terceiro dia consecutivo em que for constatado o teor de umidade do ar entre 20% e 30%, e valerá a partir das 6 (seis) horas do dia seguinte ao da 30 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 Juliano Bortoloti Advogado da Canaoeste declaração de suspensão. que for declarada a liberação. II) nos dias em que a queima da palha da cana de açúcar estiver suspensa entre as 6 e as 20 horas, os comunicados de queima já registrados terão validade para a efetivação da queima entre 0 e 6 horas e entre as 20 e as 24 horas, independentemente do horário previamente previsto para a realização da queima. II) caso os teores de umidade relativa do ar atinjam valores iguais ou maiores que 30%, a queima da palha será liberada, para qualquer horário do dia, valendo a liberação imediatamente após a divulgação da interrupção da suspensão. 3º - Sempre que o teor de umidade relativa do ar for inferior a 20% (vinte por cento) – correspondente ao Estado de Alerta declarado pela Defesa Civil - a queima da palha da cana de açúcar será suspensa em qualquer período do dia, ficando sem validade os comunicados de queima previamente encaminhados. I) a suspensão será declarada às 16 (dezesseis) horas do dia em que for constatado o teor de umidade do ar menor que 20%, e valerá a partir das 6 (seis) horas do dia seguinte ao da declaração de suspensão. 4º - A retomada da queima da palha da cana de açúcar ocorrerá quando os teores de umidade relativa do ar atingirem valores maiores ou iguais a 20%, voltando a ter validade os comunicados de queima protocolados no site da SMA. I) caso os teores de umidade relativa do ar atinjam valores maiores ou iguais a 20% porém inferiores a 30% a queima da palha será liberada apenas para o período entre as 20 e as 6 horas (período noturno), iniciandose a liberação às 20 horas do dia em 5º - O Secretário do Meio Ambiente poderá, excepcionalmente, liberar a queima em determinadas regiões, mesmo fora dos parâmetros acima descritos. 6º A informação sobre a suspensão e a liberação da queima da palha de cana será efetuada por meio do aviso disponibilizado na página da SMA na internet. 7º Este procedimento entrará em vigor a partir das 16hs do dia 15/8/ 2006. São Paulo, 14 de agosto de 2006 José Goldemberg Secretário de Meio Ambiente Tais procedimentos são justificáveis sob o fundamento de que a umidade relativa do ar muito baixa, pode ocasionar risco à saúde pública. Porém, foi criada uma comissão pelo Governador do Estado, da qual a ORPLANA faz parte, para discutir e melhorar estes novos procedimentos, no qual já se sugeriu o aumento da quantidade e da precisão dos equipamentos medidores, através da rede utilizada pelo IAC (Instituto Agronômico de Campinas), ligado à Secretaria Estadual da Agricultura.
  • 27. Pragas e Doenças Plantas Daninhas perdas significativas na produtividade Carla Rossini A lguns pesquisadores definem planta daninha como aquela em que as vantagens ainda não foram descobertas ou que interferem com os objetivos do homem em determinada situação. Outros ainda definem planta daninha como sendo aquela que cresce onde não é desejada. Assim, o capim-colonião, embora seja uma forrageira importante, é considerada planta daninha nas lavouras de canade-açúcar. Segundo o professor da ESALQ – USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - Universidade de São Paulo), Ricardo Victoria Filho as plantas daninhas competem com a planta da cana-de-açúcar em água, luz e nutrientes. Ele explica que também pode ocorrer a ação de compostos químicos liberados no ambiente pelas plantas daninhas que interferem com a canade-açúcar. Se estiverem presentes na cultura irão interferir no plantio como na soqueira. O período importante de manejá-las situa-se entre 20 a 120 dias dependendo de uma série de fatores. É muito importante conhecer as plantas daninhas principalmente o seu ciclo de vida, e as estratégias que elas tem para reprodução e disseminação, afirma o professor. Ricardo ainda alerta que a necessidade de controle de plantas daninhas na lavoura de cana, pode interferir de 15 a 25% no custo de produção. “Esse valor é significativo para os produtores de cana-de-açúcar”, aponta. “Além disso, elas interferem de 20 a 80% na produtividade, provocam decréscimo na longevidade do canavial e queda na qualidade industrial da matéria-prima. O produtor também terá problemas na colheita e transporte”, afirma. MANEJO DE PLANTAS DANINHAS “É importante inicialmente conhecer o conceito de manejo integrado”, alerta Ricardo. Manejo seria a utilização dos diferentes métodos de controle disponíveis como preventivos, culturais, mecânicos, biológicos e químicos, preservando o meio ambiente e a saúde do produtor. “Para a utilização de um manejo adequado, há a necessidade de um monitoramento envolvendo conhecimentos multidisciplinares nas áreas de biologia das plantas daninhas, fitotecnia da cana-de-açúcar, física e química dos solos, máquinas agrícolas, mecanismo de ação dos herbicidas, tecnologia de aplicação e avaliação do impacto ambiental”, disse Ricardo. tação ou sucessão de culturas evita a predominância de determinadas plantas daninhas. A presença da palha de cana na superfície pode trazer benefícios ao manejo das plantas daninhas. Com a aplicação da legislação que proíbe a queima da palha da cana-de-açúcar ocorrera uma mudança significativa nas plantas daninhas que irão predominar nessa situação. Essa é uma das linhas de pesquisa do professor Ricardo. Também a importância de se conhecer o impacto ambiental dos herbicidas utilizados na cultura é outra linha de pesquisa do professor. A sustentabilidade da cultura exige um manejo adequado das plantas daninhas com a utilização de medidas integradas com o menor custo possível ao agricultor e, com o mínimo impacto ambiental. O professor explica que existem medidas preventivas para evitar a introdução na área algumas plantas daninhas como a tiririca, grama-seda, capim-colonião, capim-massambará e capim-camalote. Algumas medidas são: utilização de mudas livres das planta daninhas; manutenção de canais de vinhaça ou de irrigação livres de plantas daninhas; limpeza de equipamentos agrícolas; utilização de torta de filtro, ou composto orgânico livre de plantas daninhas; limpeza de áreas adjacentes que possam produzir sementes. Também salienta a importância da utilização de medidas culturais que possam favorecer a planta de cana-deaçúcar no aspecto competitivo. Assim é importante a escolha de variedades adaptadas as condições locais que possam proporcionar com rápido crescimento e ocupação do espaço. A ro- Alta infestação de capim-marmelada (Brachiaria plantaginea) na linha de cana-de-açúcar: prejuízos na produção Revista Canavieiros - Setembro de 2006 31
  • 28. Safra Canavieira Verticalização da Produção Oswaldo Alonso Consultor Agronômico CANAOESTE Verticalizar, no caso da produção agrícola, entende-se como a contínua busca por aumento de produtividade e renda, ou ainda, manter alto nível tecnológico de produção com redução dos custos unitários, quer em área ou tonelada do produto. As restritas áreas à expansão da cultura canavieira, até “disputadas a palmo”, na Grande Região de Ribeirão Preto – ABAG-RP, justificam retornar ao tema “VERTICALIZAÇÃO da PRODUÇÃO ou AUMENTO de PRODUTIVIDADE e RENTABILIDADE”. Dentre os tópicos desta fase do sistema de produção canavieira, citamse: colheita, tratos culturais de soqueiras e planejamentos das reformas, rotações de culturas e varietais. COLHEITA: A operação de corte (manual ou mecânico), carregamento e transporte (CCT) é, senão a mais, uma das fases de maior importância, a da fatura. Objetivando o AUMENTO de PRODUTIVIDADE (em açúcares) e RENTABILIDADE, cabe aqui destacar a importância do planejamento varietal, devendo-se conhecer e respeitar as características de cada uma das variedades, principalmente as que se referem à maturação e precocidade, visando suas épocas ideais de colheita. As condições climáticas não são exatamente iguais nos diferentes anos agrícolas e, particularmente, ao longo dos períodos de colheita (moagem). Portanto, as mesmas variedades podem mostrar comportamentos diversos como: início de maturação, florescimento, entre outros. Sempre e nestes casos, as pré-análises são importantes informações para ordenar seqüências de corte, pelo menos até início de agosto. Daí e até meados de outubro, em média, todas as variedades e suas idades de cortes se apresentam no “pico” 32 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 de maturação. Lembrando-se apenas que a colheita da RB 72454 deve ser efetuada após o reinício das chuvas. Além de focar o máximo em açúcar e produtividade de colmos, recomendase persistir em qualidade da colheita ou menores índices de impurezas vegetais (palmitos, folhas verdes e palha) e minerais (terra), visando aumentar a qualidade e RENTABILIDADE da cana (matéria-prima). Enganam-se os produtores que acreditam ser compensador (ou “dá na mesma”) transportarem tais impurezas, pois estudos desenvolvidos na UNESP-Jaboticabal, pela Prof. Dra. Márcia M. R. Mutton, mostraram que, além de pagar pelo CCT do peso delas, a cada percentual de terra ou de interação das impurezas (terra, folhas e palha) perde-se, respectivamente, 1,4% ou 1,2% em kg de ATR / tonelada de cana. O estudo considerou o intervalo de 0 (zero) a 80kg (8%) de impurezas minerais, folhas verdes e palhas, ou ainda, suas interações (mistura delas). Quanto ao custo desta operação, somente aos filiados, a CANAOESTE está sempre à disposição para prestar informações, ou ainda aferir valores (preços) que serão cobrados, quando prestados pelas Usinas/Destilarias. Convém frisar, as negociações devem ser efetuadas sempre antes das prestações dos serviços e, também, acompanhar as operações anotando todas as viagens. Tenham certeza, as Usinas/ Destilarias agradecem. T R AT O S C U LT U R A I S DE SOQUEIRAS: Pelas pre- visões climáticas, assim que estiver recebendo esta edição da Revista Canavieiros, os diferentes solos da região já deverão estar “mudando” da condição de seca para a semi-úmida. O Departamento Técnico da CANAOESTE insiste em recomendar que, a não ser para eventuais nivelamentos em áreas já colhidas e que não sofreram pisoteios, mesmo que se encontrem com bom nível de umidade do solo, os tratos culturais mecânicos e, principalmente, escarificações, são perfeitamente dispensáveis. As formulações de soqueiras devem conter nitrogênio ainda na forma de nitrato ou sulfatos de amônio. Na forma amídica (uréia), só quando o solo se apresentar bem e constantemente úmido. Deve-se lembrar que as dosagens recomendadas de fertilizantes são as tidas como econômicas, relacionandose seus custos aos preços da tonelada de cana. Projeta-se que o valor do kg de ATR para a safra 2006/07, venha a ser entre 20% a 25% superior ao da safra anterior. Logo, os níveis econômicos da adubação podem ser proporcionais. Dados os recentes preços dos fertilizantes, a relação custo/benefício mostra-se favorável. Como muitos produtores já efetuam bons a altos níveis de adubação e cada situação requer análises e interpretações distintas, sugere-se contatar os Técnicos da CANAOESTE e da COPERCANA para que se ajustem aos níveis recomendáveis de adubação e, também, os de correções. Tendo em vista que a “mato-competição” começa comprometer a produtividade três a quatro semanas após a germinação das principais ervas daninhas, já se torna possível aguardar chuvas para as aplicações de diferentes princípios ativos herbicidas. Porém, sugere-se efetuar as devidas revisões em implementos cultivadores e pulverizadores para que “fiquem tinindo”, dependendo apenas de ajustes e regulagens para entrarem em ação assim que as condições de umidade do solo permitirem. Ainda, face ao presente e próximosfuturos melhores preços da tonelada de cana, a CANAOESTE tem, também,
  • 29. Nononononoo PL ANEJAMENTOS REFORMA DE CANAVIAIS: Como muitos produtores já obtêm produtividades acima da média, que é considerado como 85 toneladas de cana / ha em cinco cortes requer que a determinação do número econômico de cortes sejam examinados caso a caso. As condições climáticas, até então registradas nesta safra, estão comprometendo a produtividade de colmos, exigindo estudos não só para o número viável de cortes, mas também às estratégias para a próxima safra. A CANAOESTE oferece também estes estudos diferenciados a todos seus filiados. Para tanto, é necessário fornecer todos os dados de produção, seus ambientes e os efetivos gastos na atividade. Desde que as infestações de pragas de solo e de nematóides não sejam restritivas, sugere-se que o preparo do solo seja o do tipo reduzido e se efetue rotação de culturas em plantio direto, que além de ser mais produtivo e econômico, apresenta forte apelo ambiental. ROTAÇÃO DE CULTURAS: São inúmeros os benefícios desta prática, citando-se entre eles: a) cobertura vegetal reduz o risco de erosões; b) fixação de nitrogênio e reciclagem de nutrientes; c) auxilia no controle de ervas daninhas, pragas e doenças. A fim de evitar conflitos entre colheita das culturas em rotação e plantio da cana, requer que se estabeleça bom cronograma das operações de preparo, conservação e correção do solo, semeadura e colheita destas culturas. A COPERCANA e a COCRED lançaram um importante programa de apoio técnico e financeiro para a produção de amendoim. Programa este que consta na edição de agosto da Revista Canavieiros. Embora a remuneração pela soja ainda não se mostre convidativa, sua utilização em rotação, além dos benefí- cios listados acima, possibilita, também, uma pequena margem econômica. Destinando-se os custos de preparo e conservação do solo para a “conta cana”, os demais custos operacionais estão, atualmente, entre 35 a 38 sacas de soja / ha e R$ 23,00 / saca ao produtor. Por segurança e para não ficar totalmente dependente de variações de ciclos destas culturas, a utilização de adubos verdes, crotalária por exemplo, é uma boa alternativa a um percentual da área, principalmente onde o relevo é mais ondulado. Foto: Divulgação Monsanto recomendado investir em altos níveis de produção. VARIETAL: Na próxima edição, o Eng. Agrônomo, Gustavo Nogueira, trará informações sobre as variedades de cana recomendadas pela CANAOESTE, suas principais características, vantagens e desvantagens, bem como a importância da formação de viveiros de mudas sadias. O emprego de mudas sadias e o manejo de colheita das diferentes variedades, segundo o CTC-Centro de Tecnologia Canavieira, mostram potencial de redução de custos de produção, via aumento de produtividade e longevidade dos canaviais de, pelo menos, 10% (dez por cento). PERÍODO DE COLHEITA: A fim de contribuir para o AUMENTO de PRODUTIVIDADE e RENTABILIDADE, as antecipações de início de moagem para os primeiros dias de abril, também previstas pelo CONSECANA-SP e CANATEC, possibilitarão que o período de moagem possa se encerrar antes de dezembro. Não há a menor dúvida que a substituição de moagens nos dias finais de safra pela correspondente antecipação em abril confere maior ganho em produtividade de colmos, sem implicar perdas significativas nos teores de açúcar (kg ATR / t de cana). . . . e lembrem-se, os Técnicos da CANAOESTE / COPERCANA / COCRED estão aptos a prestar quaisquer orientações ou informações complementares em todas estas operações e . . . sucesso. Revista Canavieiros - Agosto de 2006 33
  • 30. Culturas de Rotação Sistema de plantio direto: um bom aliado no combate às plantas daninhas Marino Guerra Uso de cobertura morta de restos vegetais é uma das formas mais antigas de se diminuir custos no combate às plantas daninhas O sistema de plantio direto de culturas em rotação na palha da cana-de-açúcar, que foi colhida mecanicamente e sem queima, é um importante aliado no controle das plantas daninhas, pois os efeitos físicos da manutenção da palha no campo proporcionam uma queda na infestação, utilizando uma quantidade menor de herbicidas, o que provoca redução no custo de produção. Esse efeito se dá porque a presença do colchão de palha inibe a germinação de várias espécies de plantas daninhas, principalmente as gramíneas, em decorrência das mudanças de temperatura, luminosidade e umidade que ocorrem no ambiente. “No caso específico, em que a cobertura vegetal era a palhada de canade-açúcar, foi utilizada uma única aplicação de herbicida sistêmico, com a finalidade de erradicação da cultura da cana (eliminação da soqueira). Após a implantação da cultura de rotação, não foi utilizado nenhum herbicida para conter a emergência das plantas daninhas, pois não houve ataque suficiente para comprometimento da produtividade da cultura plantada”, citado por Tasso 2003. Para conseguir a redução de custos com herbicidas utilizando o sistema de plantio direto, o produtor tem que cumprir alguns pré-requisitos para realizar a eliminação das ervas daninhas antes do plantio da cultura de rotação. Um deles é a utilização de herbicidas dessecantes (caso as espécies estejam bem desenvolvidas, é aconselhado o uso do glifosato). Outra medida que o produtor poderá optar é relacionar as quantidades de dosagens e aplicações tendo em vista as seguintes informações: espécie de ervas infestantes, tamanho da população dessas ervas, teor de matéria orgânica do solo, porte das plantas, cultura que será implantada e época do ano que será realizado o plantio. Segundo o engenheiro agrônomo da Copercana, Gustavo Nogueira, o planejamento de reforma associado com a rotação do canavial é de suma importância para que o agricultor tenha sustentabilidade de sua atividade. “Desde a escolha da cultura, que será utilizada para fazer a rotação até a variedade de cana que será plantada, o produtor precisa estudar todas as possibilidades nos mínimos detalhes, pois uma escolha precipitada poderá atrapalhar a otimização dos recursos disponíveis”, explica Gustavo. Saiba o que é o plantio direto O plantio direto é um modo de manejo de solo em que, no caso da cana-de-açúcar, protege o solo que vai passar pelo processo de reforma e rotação de cultura, utilizando a palha da cana colhida mecanicamente. Dentre sua enorme gama de benefícios frente ao plantio convencional estão: conservação do solo relacionado à erosão, aumento da umidade do solo, conservação da temperatura, combate a plantas daninhas e ganhos de fertilidade. O engenheiro agrônomo Luiz Carlos Tasso Júnior analisa experimento com soja no plantio direto 34 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 Com esses benefícios, essa prática ganha cada vez mais adeptos no estado de São Paulo. Na safra de 97/98 apenas 45 mil hectares utilizaram o sistema de plantio direto, já na de 02/03 havia 1 milhão de hectares plantados dessa maneira.
  • 31. Agende-se Outubro e Novembro de 2006 Outubro 18/10 – Workshop Governança Cooperativa e Bioenergia: Estado e Sociedade Civil – Piracicaba/SP Informações: Departamento de Economia, Administração e Sociologia - (19) 3417 8700 Site: agroener@esalq.usp.br 23 e 24 – VI Conferência Internacional da Datagro sobre Açúcar e Álcool – São Paulo/SP Informações:conferencia@datagro.com.br ou (11) 4195 7774 Site: www.datagro.com 25 a 27 – Ffatia (Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação) – Goiânia/GO Informações: Múltiplus Eventos (16) 2132 8936 Site: www.ffatia.com.br Novembro 13 a 15 – Enerbio/2006 (Feira Internacional de Agroenergia e Biocombustíveis) – São Paulo/SP Informações: BrasilAgro (11) 4154-2366 Site: www.enerbio.com.br Revista Canavieiros - Setembro de 2006 35
  • 32. Biblioteca Cultura Cultivando a Língua Portuguesa Esta coluna tem a intenção de esclarecer, de maneira didática, algumas dúvidas a respeito do português Lembranças podem ser positivas ou negativas... Você pode contar alguma coisa que aconteceu HÁ muito tempo ATRÁS? Acredito que deu “um branco”!!! Impossível lembrar alguma coisa HÁ muito tempo ATRÁS!!! HÁ é forma verbal que indica fato passado. Usa-se ou HÁ ou ATRÁS, mas não ambas as palavras na mesma frase. O correto é: Você pode contar alguma coisa que aconteceu HÁ muito tempo? Outro exemplo: HÁ dez anos tudo era muito diferente. ou Dez anos ATRÁS tudo era muito diferente. Para MAIORES informações, ligue para 0800.... Há pessoas que ligam mesmo!!! É muito comum ouvir a frase acima. O problema está na palavra “MAIORES”. Preste atenção, prezado amigo leitor: informações não se medem por metros. O correto seria trocar MAIORES por: mais informações, mais detalhes, mais comentários... Dessa forma correta, até eu ligaria... Ele vive “MAU-HUMORADO”!!! Acerte no uso correto de MAL e MAU que o humor, com certeza, melhorará... Dica: Use MAU quando puder substituí-lo por BOM. Use MAL quando puder substituí-lo por BEM. Ex.: Ele está mau.(contrário de bom) Ela vive mal-humorada.(contrário de bem) CURIOSIDADE “...mas tudo na vida, às vezes, consiste em não se ter nada, contanto que se tenha um coração com potencial para amar...” Almir Satter “Entrai com vossa paixão, galgai-me com vosso amor, doravante, não sou mais dono de meu coração. Nos demais, eu sei, qualquer um sabe, O coração tem domicílio no peito. Comigo, a anatomia ficou louca, Pois sou todo coração...” (autor desconhecido) 36 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 RENATA CARONE SBORGIA Advogada e Prof.ª de Português e Inglês Mestra—USP/RP, Especialista em Língua Portuguesa, MBA em Direito e Gestão Educacional, Escreveu a Gramática Português Sem Segredos (Ed. Madras) com Miriam M. Grisolia “GENERAL ÁLVARO TAVARES CARMO” Fruto do idealismo de um seleto grupo de professores, pesquisadores e técnicos fortemente envolvidos com o setor sucroalcooleiro, a obra “Tópicos em Tecnologia Sucroalcooleira”, elaborada em onze capítulos por diferentes autores de renome, aborda, com muita propriedade, vários assuntos que diz respeito às fases agrícolas e industriais, que compõem os processos de fabricação de açúcar e álcool em usinas e destilarias brasileiras. A segunda sugestão dessa edição é o “Manual dos Derivados da Canade-Açúcar: diversificação, matériasprimas, derivados do bagaço, derivados do melaço, outros derivados, resíduos, energia”. A obra aborda a importância da cana-de-açúcar e seus derivados em três frentes estratégicas: alimentação, energia e meio-ambiente. •Alimentação: é o alimento energético mais completo e de consumo geral para o ser humano. •Energia: Capacidade de gerar energia cinco vezes superior à necessária para obtê-la. •Meio-ambiente: contribuir para atenuar o “efeito estufa” pela sua fotossintética, além de sua capacidade de extrair derivados (através de aplicação de tecnologias bioquímicas e biotecnologias) só superadas pelos oriundos da petroquímica. Por estas e outras abordagens é que está obra é de suma importância para o setor canavieiro. Autor: ICIDCA – Instituto Cubano de Pesquisas dos Derivados da Canade-açúcar. Os interessados em conhecer as sugestões de leitura da Revista Canavieiros, podem procurar a Biblioteca da Canaoeste em Sertãozinho – Rua Augusto Zanini, nº 1461 ou pelo telefone (16) 3946 3300 Ramal 2016.
  • 33. Repercutiu AMENDOIM É MÁGICO! Você consegue imaginar um único alimento que tem grandes quantidades de vitaminas, carboidratos e sais minerais, ajuda a diminuir o colesterol e inibe o apetite, além de colaborar com o combate de alguns tipos de câncer? É exatamente isso o que o amendoim faz! Uma pesquisa norte-americana comprovou que essa semente contém uma grande quantidade de antioxidantes que, além de protegerem as células do corpo, ajudam a combater doenças cardíacas. E mais: o amendoim também tem uma substância chamada sitosterol, que ajuda na prevenção do câncer o no tratamento de tumores que já estão instalados no corpo. Mas cuidado. Nada de consumir quilos de amendoim, porque tudo o que é bom deve ser bem dosado. É importante evitar o excesso de consumo desse alimento por causa do alto teor calórico e da grande quantidade de sal. Fonte: Revista Viva Saúde – Editora Símbolo Fatos & Gente Com mais informações, qualidade editorial e de impressão, o informativo... que durante muitos anos, foi o principal canal de comunicação do sistema Copercana/Canaoeste/Cocred, foi substituído pela Revista Canavieiros. A reformulação teve como objetivo estreitar ainda mais o relacionamento entre as três entidades e seus associados e cooperados, brindando-os com um veículo moderno, de fácil leitura e com informações que ampliem o produtor em sua atividade. Nota publicada na STAB vol. 25 nº 1, setembro/outubro-2006. "Os efeitos positivos do tempo este ano fizeram com que as indústrias processassem a pleno vapor desde o começo da safra, com aproveitamento fantástico e com um ATR mais rico”. Do vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores do Grupo Cosan, Paulo Diniz referente a estiagem no Estado de São Paulo que, segundo ele, melhorou a qualidade da cana-de-açúcar e aumentou o açúcar total recuperável (ATR) por tonelada processada nas usinas do grupo. Notícia publicada na Agência Estado, dia 18 de setembro de 2006. "Quando vou passar o final de semana em uma fazenda em Goiás eu abasteço com álcool, onde o litro custa R$ 1,39”. De Ângelo Bressan, diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, referente ao aumento de 20% para 25% de álcool anidro na gasolina a partir de novembro. Ele confessou ter um veículo flex em que utiliza gasolina quando abastece em Brasília, onde o álcool custa R$ 1,70 o litro. Notícia publicada na Agência Estado, dia 19 de setembro de 2006. “As empresas represam seus lançamentos na feira. Para o setor, ela é muito mais importante que a Agrishow”. De Maurílio Biagi Filho , sobre a importância da Fenasucro e Agrocana para o setor sucroalcooleiro, em notícia publicada na Folha de São Paulo, dia 19 de setembro de 2006.
  • 34. Arrendo Fazenda 460 Ha para cana-deaçúcar ção estimada em 300.000 cx, R$ 60.000/ alqueire; Localizada a 26 km de João Pinheiro, MG, sendo 5 km do asfalto (BR 040); Benfeitorias: 2 casas, energia da Cemig (15 kva), curral, toda cercada, pomar, topografia plana, solo arenoso vermelho, desmatada, diversas aguadas, divisa com 2 ribeirões, altitude media 800 m, índice pluviométrico 1227 mm/a, temperatura média 22º c; próxima a duas destilarias de álcool; Produtividade média em 5 cortes: 80 ton/ha; Área disponível p/ plantio de 315 ha, com produção estimada de 25.000 ton/safra; Valor do arrendo: 4.200 ton/safra. 193 alq. toda em cana, a 12 km da usina, 4 km do asfalto, na região de Leme, R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais). Em caso de interesse, entre em contato com o Sr. Dagoberto Corrarello, pelo telefone: (19) 34211459 ou pelo e-mail: dcorrarello@itelefonica.com.br Fazenda plantada com eucalipto Botucatu-SP - no asfalto Fazenda com 350 alq, plantada 320 alq com eucalipto de várias idades, inclusive alguns já em idade de corte, em Botucatu-SP, no asfalto, próximo a Eucatex. Preço: R$36.000,00 p/alq. Em caso de interesse, entre em contato com o Sr: João Garcia, pelo telefone:(17) 3523.3057 - 9615.1200 ou pelo email: bolsine.joao@terra.com.br VENDO 260 alq. com laranja na região de Botucatu, R$ 70.000,00/alqueire. Safra sem contrato; 184 alq. com cana a 5 km da Usina, relevo plano-colheita toda mecanizada, terra de cultura, R$ 60.000,00/alqueire; 154 alq. com 30 alqueires com laranja, próximo a usina, R$ 50.000,00/alqueire; 200 alq. com laranja, toda formada, produ- 38 Revista Canavieiros - Setembro de 2006 Em caso de interesse, entre em contato com o Sr. José Paulo Prado, pelo telefone:(019) 35415318 ou 97584054 ou pelo e-mail: zptratores@yahoo.com.br. VENDO ÁREA DE LAZER Em caso de interesse, entre em contato com o Sr. José Paulo Prado, pelo telefone:(019) 35415318 ou 97584054 ou pelo e-mail: terraverdeimoveis@yahoo.com.br. VENDO Dois Ford 4630/4 ano 95 e 97 + MF 275 simples ano 88, ambos com rodagem fina, único dono, nota fiscal de origem, R$ 84.000,00; A 200 mts. da igreja matriz, do supermercado Gimenes, farmácias, bancos, lotérica, restaurantes, lanchonetes, clubes e correio. Terreno com 900,00 mts2. Área construída 170,00 mts2. Piscina de concreto e azulejo (8,00 x 4,00 x 1,20m.) R$ 130.000,00- PITANGUEIRAS/SP Contatos pelos telefones (16) 3952 1522 e 3952 2580, com Paulo Pereira e Luis Pereira. CBT 8440 ano 86, motor MWM, carregadeira Motocana, trator trabalhando, R$ 18.000,00; VENDO IMÓVEL CBT 2105 ano 80, carregadeira Motocana, motor Perkins, R$ 18.000,00; CBT 1090 ano 74, carregadeira Motocana, motor Perkins, R$ 18.000,00; Próprio para loteamento e/ ou empreendimento de casas populares. Área no perímetro urbano. 102.000,00 mts2. PITANGUEIRAS/SP Preço: R$ 8,00 (oito reais) o metro quadrado. Carregadeira de cana MF 290/4 ano 95, com torque, carregadeira Motocana, maquina em excelente estado, R$ 45.000,00; Trator Engesa modelo 815 (143 cv) ano 86, motor Mercedes, trator trabalhando, R$ consulte por fone ou email; MF 5320/4 (120 cv) ano 2002, cabinado com ar condicionado, completo, R$ 100.000,00; CBT 2105/4 ano 86, motor Mercedes, sem hidráulico e tomada de força, ideal para lamina, R$ 26.000,00; Colheitadeira NH 4040 ano 87, plataforma de soja, maquina em excelente estado, R$ 35.0000,00. Aceita troca com carro, trator, F-1000 ou F-4000. Contatos pelos telefones: (16) 39521522 e 39526527, com Paulo Pereira e Manoel Henrique. Vendo Sítio São Gabriel ÓTIMO PREÇO No município de Jacuí- MG (entre São Sebastião do Paraíso e Guaxupé) Ótima localização; 2,5 alqueires ; "casa com: 04 quartos, sala, copa, banheiro, cozinha com fogão a gás e a lenha ,varanda nas laterais e à frente do imóvel", Criação de gado (pequena quantidade); fartura em água de córrego e em cisterna . Contato com Mateus pelos telefones (16) 3945-0148/8123-1506