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  • 1. 1 DIOCESE DE URUGUAIANA PASTORAL DA JUVENTUDEENCONTROS EM PREPARAÇÃO AO ENCONTRÃO DE JOVENS – 2011 PRIMEIRO ENCONTRO TEMA: O ENCONTRO COM JESUS NOS FAZ SEGUIR SEUS PASSOS Ambiente: Colocar no centro do ambiente o quadro de Jesus, a bíblia, a vela, um mapa do Brasil preenchido com colagens que retratam a realidade social, política, econômica e ambiental, um símbolo que representa o grupo. Primeiro Momento: a- Acolher os jovens com um canto de animação b- Observar o cenário organizado no centro da sala c- Conversação sobre o que cada jovem observou, relacionando-o com o tema do encontro. Segundo Momento: Leitura em grupos do texto que segue. Encontrar Jesus nos desencontros do mundo Os homens primitivos eram profundamente religiosos. A história da humanidade e as descobertas arqueológicas nos confirmam essa verdade. Diante do poder da natureza, das chuvas, dos trovões, do sol, da lua e das estrelas, o homem primitivo percebia e reverenciava uma força superior. O homem moderno perdeu esse contato com a natureza. A ausência de contato com a natureza provoca uma insensibilidade no homem contemporâneo, fazendo com que não consiga perceber e encontrar a presença de Deus nas coisas criadas. Com isso, não queremos cair no panteísmo. Queremos apenas, despertar a atenção para as belezas da criação. Embora aceitemos a evolução, afirmamos a intervenção de Deus nessa evolução. Negar a mão de Deus na criação é o mesmo que afirmar o acaso. A perfeição relativa do mundo não pode ser fruto do acaso. Se as coisas criadas são um caminho para Deus, são também um convite para a entrega total. O próprio Cristo usou da natureza para nos evangelizar. Ao apontar para as aves do céu e os lírios do campo, Ele não quis fazer poesia, mas indicar um caminho para Deus. Diante da natureza, podemos questionar nossa confiança em Deus. Nós nos abandonamos nas
  • 2. 2mãos de Deus? “Olhai as aves que voam no céu; não semeiam o grão nem colhem, nemacumulam a colheita nos celeiros; pois o vosso Pai celeste lhes dá de comer. Acaso não valeismuito mais do que elas?” (Mt 6,26).É claro que valemos muito mais do que as aves, porque somos filhos de Deus; só que,infelizmente, nos deixamos levar por vãs preocupações, pelo consumismo e não percebemos esseamor imenso.Com tantos problemas para resolver, como parar para observar flores? Tantos homens no mundomorrendo de fome, tantas guerras; o petróleo que está acabando; a inflação cada vez subindomais; o governo cada vez mais corrupto; a poluição sonora e ambiental; as doenças contagiosas;as favelas sempre maiores... E nós ainda perdendo tempo para olhar os lírios? Não seriaalienação?O que devemos aprender é olhar o mundo com os olhos de Deus. Jesus quando esteve entre nós,como homem, conhecia perfeitamente os graves problemas da humanidade. No entanto, Ele quisnos ensinar que é preciso aprender com as flores. Elas, como os pássaros, nos ensinam a confiarem Deus. Infelizmente, não aprendemos a amar a natureza, assim como não aprendemos a amaros homens, criados por Deus à sua imagem e semelhança.Como encontrar Deus nos desencontros do mundo?Aquele que faz uma experiência de Deus em sua vida, procura olhar o mundo a partir dessa óticadivina. Percebe a mão do Pai em cada criatura, em cada acontecimento, mesmo que corriqueirode sua vida. É preciso escutar o Senhor que nos fala através das coisas mais simples que nosacontecem.Quando experimentamos Deus como um Pai que nos ama, então, torna-se fácil perceber sua açãoem nossa vida. O homem moderno não se contenta mais com uma idéia a respeito de Deus. Elequer tocá-lo. Como tocá-lo, senão através de cada um de nós? Quando o experimentamos, nostornamos canais do seu amor para os outros homens. Tornamo-nos “torneiras” de Deus parasaciar a sede de amor que os homens de hoje tanto sentem. Para isso, é preciso escutar o que Eletem a nos dizer através da sua Palavra, mas também através dos acontecimentos do dia-a-dia, danatureza, das coisas criadas... É preciso experimentá-lo! (Trecho extraído do livro "Tocar o Senhor", do saudoso padre Léo-SCJ).Terceiro Momento: a- Canto para acolhida da Palavra de Deus b- Leitura Orante do texto: Lc 24, 13- 35 (Este momento poderá ser realizado em grupo em forma de oração) 1º PASSO: Procure um lugar agradável e acomode-se. Com os olhos fechados inspire profundamente e devagar várias vezes puxando o ar para dentro dos pulmões sentindo Deus ocupando o lugar central do seu ser e expire soltando o ar pela boca sentido toda a tensão saindo do corpo. Faça isso várias vezes. Coloque- se na presença de Deus, dando alguns minutos para que a "poeira" de seus pensamentos e suas ações se assente um pouco. Inspire paz, tranquilidade, harmonia, segurança... expire, insegurança, medo, tensão...
  • 3. 32º PASSO: Através de um canto, um mantra, repetição constante de um refrão musical, conhecido ou umaoração, peça as luzes do Espírito Santo para esse tempo de oração. Sem a força e o auxilio do EspíritoSanto de Deus, nosso esforço será inútil.3ºPASSO: Agora abra a sua Bíblia e comece a ler o texto indicado. É preciso ler nas linhas e nasentrelinhas, pois o autor do texto Bíblico ao escrevê-lo, não estava pensando em mim, em você ou nosproblemas do nosso século. Ao escrever o texto, ele estava dando uma resposta a um problema concretoque a comunidade dele estava enfrentando. Depois dessa primeira leitura procure descobrir qual é esseproblema. O que estava acontecendo na comunidade do autor que o levou a escrever esse texto?4º PASSO: Esse passo, a meditação, quer atualizar o que se leu, buscando o seu sentido para a nossa vidade hoje, aqui no Brasil, no lugar onde moramos, e portanto, vai responder a pergunta: O que diz o textopara mim, para nós? O que esse texto tem de semelhante e de diferente com a nossa vida? Com a nossacomunidade? O que tem a ver com o nosso país?5º PASSO: Oração é entrar em sintonia e diálogo com Deus dando uma resposta solicitada pela Palavralida e meditada que nos foi dirigida por Ele. Agora é o momento de nos colocar em comunhão íntima comEle e expressar nossos sentimentos, angústias, apreensões, alegrias e sonhos que por ventura surgiramdurante a leitura e a meditação. Você não deve se preocupar em falar muito e em preparar palavras bonitas,que fórmula usar. Fale com espontaneidade, simplicidade e naturalidade e conte a Deus Pai tudo o que oseu coração sentiu e experimentou a partir das descobertas feitas até agora.6° PASSO: A contemplação introduz-nos numa "conversa tranquila com Deus", sem outro desejo a nãoser o de permanecer ao seu lado. Olhar e sentir-se olhado por Ele, num sentimento de adoração, escuta esilêncio. Esta presença e esta proximidade tornam-se sempre mais silenciosa, como em um "passeio entre oamado e a amante, em que, num certo momento, após o diálogo e a alegria do reencontro, fica-sesimplesmente um perto do outro. Não se diz mais nenhuma palavra, falam apenas com os olhos e com ocoração. Assim, sempre mais próximo de Deus, conhece-se em profundidade seu pensamento, pressente seclaramente seu coração no texto e abandona-se a ele". Uma outra característica da contemplação é que,dentro do método da leitura orante, ela é ativa, exige conversão, tomada de posição. Quando, através dotexto, lido, meditado e rezado, experimentamos o amor de Deus, algo acontece conosco. Mudamos. Nãopodemos mais ficar na mesma. Esse é o desafio, realizar aqui e agora o Reino de Deus.7º PASSO: O Método da Leitura Orante da Bíblia é como um mapa: indica o caminho, mostra o que Deusquer de nós. O mesmo Deus que estava presente no texto lido, meditado, orado e contemplado e querespondia ao grito do povo sofredor (Ex 3,7), está e estará sempre presente na nossa vida, falando conoscoa partir de nossa realidade e espera uma tomada de posição da nossa parte, pois sua fala é sempre um apeloa um compromisso pessoal e comunitário com a vida, com os outros, com a transformação da história. Nóssomos convidados a tomar uma posição, assumir um compromisso concreto e um dia estaremos no céu eescutaremos as palavras de Jesus: "Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de bebe; eraperegrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim (Mt25,35).8º PASSO: Rezar um salmo. Salmos são orações poéticas, das quais cerca de cem expressam lamentaçãoe/ou denúncia, e cinquenta, louvor. Eles dizem que Deus é Alguém: que aparece a qualquer momento; estáem comunicação direta com os homens; intervém nos momentos críticos da vida; vence as guerras; curasas doenças; chega a mudar as leis da natureza para realizar o seu plano com os homens.Todos elesnasceram de Circunstâncias que nós também vivemos: alegria, gratidão, tristeza, angústia, dúvida,desespero, frustração, abandono, derrota, luta, vitória, solidão, doença, busca de Intimidade, crise, paz,guerra, incompreensão fidelidade, amizade, traição, doença, velhice, perseguição, injustiça, opressão,sensação de contradição. Por exemplo, se a sua oração te levar a agradecer, reze o Salmo 100, 118; se vocêestiver angustiado reze o Salmo 51; se você estiver ansioso. reze o Salmo 46; se você estiver em viagem,reze o Salmo 121; se estiver cansado, reze o Salmo 91; se estiver contrito, reze o Salmo 4 ou o 42; seestiver deprimido, reze o Salmo 34, 91 ou o 118,5-6; se estiver desencorajado, reze o Salmo 23 ou o 55,22;em dificuldade, reze o Salmo 16 ou o 31; enfermo ou na dor, reze o Salmo 33; enfrentando crise, reze oSalmo 121; Falta de fé, reze o Salmo 42,5; falta de amigos, reze o Salmo 41,9-13; necessitando orientação,Salmo 32,8; necessitando proteção de Deus, Salmo 27,1-6; 13,1-3; 34,7; tentado, reze o Salmo 1; 139,23.Para cada situação da vida há um Salmo correspondente.9º PASSO: Na oração, há a necessidade de se despedir, de encerrar não com um ADEUS, mas um, ATÉLOGO desejoso de um novo encontro, pois, assim como a amizade arrefece se não há momentos deencontro e intimidade, do mesmo modo a fé se debilita se não nos recolhemos em oração. A oração poderáser encerrada com um Pai Nosso ou um canto de sua preferência.
  • 4. 4 10º PASSO: Não basta ler, meditar, orar e contemplar a Palavra de Deus. É preciso produzir no cotidiano na realidade concreta do dia-a-dia, em casa e na rua frutos como paz, sorriso, decisão, caridade, entrega, seguimento, serenidade, compreensão, bondade, e.., semeada no seu coração.Quarto Momento:Concluir o encontro com uma visita solidária para uma entidade carente da comunidade. Leitura complementar para o coordenador do Encontro: A aparição de Jesus aos discípulos de Emaús. - Frei Carlos Mesters, O.Carm O evangelho de hoje traz o episódio tão conhecido da aparição de Jesus aos discípulos de Emaús. Lucasescreve nos anos 80 para as comunidades da Grécia que na sua maioria eram de pagãos convertidos. Osanos 60 e 70 tinham sido muito difíceis. Houve a grande perseguição de Nero em 64. Seis anos depois em70, Jerusalém foi totalmente destruída pelos romanos. Em 72, em Massada no deserto de Judá, foi omassacre dos últimos judeus revoltosos. Nesses anos todos, os apóstolos, testemunhas da ressurreição,foram desaparecendo. O cansaço ia tomando conta da caminhada. Onde encontrar força e coragem paranão desanimar? Como descobrir a presença de Jesus nesta situação tão difícil? A narração da apariçãode Jesus aos discípulos de Emaús procura ser uma resposta para estas perguntas angustiantes. Lucasquer ensinar as comunidades como interpretar a Escritura para poder redescobrir a presença de Jesus navida.  Lc 24,13-24: 1º Passo: partir da realidade. Jesus encontra os dois amigos numa situação de medo e de descrença. As forças de morte, a cruz, tinham matado neles a esperança. Era a situação de muita gente no tempo de Lucas e continua sendo a situação de muitos hoje em dia. Jesus se aproxima e caminha com eles, escuta a conversa e pergunta: "De que estão falando?" A ideologia dominante, isto é, a propaganda do governo e da religião oficial da época, impedia-os de enxergar. "Nós esperávamos que ele fosse o libertador, mas...". Qual é hoje a conversa do povo que sofre?O primeiro passo é este: aproximar-se das pessoas, escutar sua realidade, sentir seus problemas; sercapaz de fazer perguntas que ajudem as pessoas a olhar a realidade com um olhar mais crítico.  Lc 24,25-27: 2º Passo: usar a Bíblia para iluminar a vida. Jesus usa a Bíblia e a história do povo de Deus para iluminar o problema que fazia sofrer os dois amigos, e para esclarecer a situação que eles estavam vivendo. Usa-a também para situá-los dentro do conjunto do projeto de Deus que vinha desde Moisés e os profetas. Ele mostra assim que a história não tinha escapado da mão de Deus. Jesus usa a Bíblia não como um doutor que já sabe tudo, mas como o companheiro que vem ajudar os amigos a lembrar o que estes tinham esquecido. Jesus não provoca complexo de ignorância nos discípulos, mas procura despertar neles a memória: "Como vocês demoram para entender o que os profetas anunciaram!".
  • 5. 5O segundo passo é este: com a ajuda da Bíblia, ajudar as pessoas a descobrir a sabedoria que já existedentro delas mesmas, e transformar a cruz, sinal de morte, em sinal de vida e de esperança. Aquilo que asimpedia de caminhar, torna-se agora força e luz na caminhada. Como fazer isto hoje?  Lc 24,28-32: 3º Passo: partilhar na comunidade. A Bíblia, ela por si, não abre os olhos. Apenas faz arder o coração. O que abre os olhos e faz enxergar, é a fração do pão, o gesto comunitário da partilha, rezar juntos, a celebração da Ceia. No momento em que os dois reconhecem Jesus, eles renascem e Jesus desaparece. Jesus não se apropria da caminhada dos amigos. Não é paternalista. Ressuscitados, os discípulos são capazes de caminhar com seus próprios pés.O terceiro passo é este: saber criar um ambiente de fé e de fraternidade, de celebração e de partilha, ondepossa atuar o Espírito Santo. É ele que nos faz descobrir e experimentar a Palavra de Deus na vida e nosleva a entender o sentido das palavras de Jesus (Jo 14,26; 16,13).  Lc 24,33-35: O resultado: Ressuscitar e voltar para Jerusalém. Os dois criam coragem e voltam para Jerusalém, onde continuavam ativas as mesmas forças de morte que tinham matado Jesus e que tinham matado neles a esperança. Mas agora tudo mudou. Se Jesus está vivo, então nele e com ele está um poder mais forte do que o poder que o matou. Esta experiência os faz ressuscitar! Realmente tudo mudou! Coragem, em vez de medo! Retorno, em vez de fuga! Fé, em vez de descrença! Esperança, em vez de desespero! Consciência crítica, em vez de fatalismo frente ao poder! Liberdade, em vez de opressão! Numa palavra: vida, em vez de morte! Em vez da má noticia da morte de Jesus, a Boa Notícia da sua Ressurreição! Os dois experimentam a vida, e vida em abundância! (Jo 10,10). Sinal do Espírito de Jesus atuando neles! SEGUNDO ENCONTRO TEMA: NO ENCONTRO COM JESUS TECENDO RELAÇÕES DE VIDAAmbiente: Dispor na sala diversos novelos de lã com cores diferentes e sobre as coresestendidas sobre o chão colocar palavras como: FAMÍLIA. PASTORAL DA JUVENTUDE,NATUREZA, AMIGOS, EDUCAÇÃO, SAÚDE, COMUNIDADE, ESPORTE, MULHER,VIDA, ETC.; um poço e na boca do mesmo a Palavra de Deus.Primeiro Momento:Observar o cenário e questionar o grupo, provocando um debate: Quais são as situações de vidaque precisam ser tecidas em nossas comunidades e grupos? Como percebemos a participação damulher na vida da sociedade e em nossas comunidades? Como a mulher pode resgatar seuprotagonismo profético?Segundo Momento:1-Encenação ou leitura do texto: JESUS E A SAMARITANA (Jo 4,5-42)
  • 6. 62- REFLEXÃO PARA O COORDENADOR DO ENCONTRO SOCIALIZAR COM OGRUPO:- A samaritana era 4 vezes rejeitada:· Por ser mulher: a sociedade judaica era bem machista. Só a mulher podia ser condenada nocaso de adultério.· Por ser pecadora: o meio-dia não é horário para buscar água.· Por ser estrangeira: os samaritanos eram considerados como bastardos, mistura de raças.· Por ser pobre: ela mesma foi buscar água no poço.- Jesus: cansado, se senta na beira do poço de Jacó.A. A saída do círculo vicioso marcado pela tradição e as forças coletivas (v. 7-9).· “Você um judeu... eu, uma samaritana”.Jesus disse: “Dá-me de beber!” A reação da mulher é de surpresa:“Como sendo judeu, tu me pedes de beber, a mim que sou samaritana”.· A mulher está insegura porque Jesus quebra um tabu. Um judeu não ia humilhar-se para pediruma ajuda a uma pecadora, só se este estivesse na pior.· É o confronto com a nossa miséria que nos leva à conversão.· A mulher estranha a atitude de Jesus porque já tinha incorporado a tradição: judeu e samaritanonão se falam;· Ela aceita seu papel, sua “Persona” (máscara) em função do que os outros esperam dela.· Jesus quebra o seu papel de judeu e obriga a mulher a se questionar na sua situação desamaritana. Jesus não vê nela simplesmente uma “samaritana”.B. O dom de Deus: “água viva” – Oferta de uma nova vida (v.10).· Jesus propõe uma água que corre, não mais uma água parada. É isso o dom de Deus.· O dom de Deus é o próprio Jesus.· A intervenção de Jesus marca um salto qualitativo. Jesus quer que a mulher descubra que elenão é simplesmente um judeu, mas o dom de Deus capaz de dar água viva.· Isso a mulher não consegue entender.C. Rompeu com a tradição: “Você é maior que o nosso pai Jacó” (v.11-14 c 5-6).· Jacó é considerado o pai dos samaritanos. Ele representa a tradição. O poço indica a descida naprofundeza da origem religiosa. Por isso, a mulher pergunta se Jesus é maior do que o pai Jacó.· O poço, a água são símbolos materiais e representam a origem.· Em todas as culturas “os pais” significam a Lei, a Ordem, a Consciência.· A pergunta da mulher: “Você é maior que o nosso pai Jacó”, revela a crise de valores sentidapor ela.· Não é por acaso que o encontro se realiza no poço de Jacó que representa para a mulher a fontedos valores que ela tinha até agora. Ela se questiona: “Será que este judeu é uma nova fonte daqual posso viver?”· Por isso, os versículos 13-14 respondem bem ao que preocupa a mulher. “Aquele que bebedesta água (Jacó) terá sede novamente; mas quem beber da água que eu lhe darei, nunca maisterá sede. Pois a água que eu lhes der, tornar-se-á nele uma fonte de água jorrando para a vidaeterna”.D. Desejo da nova fonte de vida (v. 15)
  • 7. 7· A samaritana começa a alimentar o desejo de uma água (de uma fé) capaz de satisfazerplenamente. A água (a fé) do poço de Jacó não conseguiu satisfazê-la porque precisava tirá-latodos os dias e necessitava de esforço.· A mulher pede nesse versículo 15, o que Jesus tinha proposto que pedisse no versículo10.· Assim termina a 1ª parte. A samaritana descobre que precisava sair do seu “egocentrismo”, dasua “persona”, do seu papel no qual estava trancada para descobrir seu verdadeiro “ego”.· É dentro de nós, que encontramos o caminho do místico.E. A mudança na metade da vida: a sexta-hora (v. 6,16-19).· C.G. Jung escreve que e a primeira parte da nossa vida é orientada pela ação, enquanto asegunda leva para a interioridade.· Quando Jesus disse: “Vai, chama teu marido”, ele provocou a mulher para reconhecer o ladoescuro da sua vida. Ela o reconhece, no entanto, só parcialmente quando disse: “Não tenhomarido”, escondendo que já teve 5 maridos. Jesus a questiona para obrigá-la a reconhecer toda averdade.· Só quem aceita reconhecer e confessar o seu lado escuro é capaz de fazer a experiência da águaviva. Não adianta esconder alguma coisa a si mesmo ou ao confessor.· O reconhecimento do lado escuro da nossa personalidade é o inicio da cura e o primeiro passopara a “individuação”.· A mulher não vê mais em Jesus um judeu, mas um profeta (v. 19) e mais tarde o messias (v.25)e finalmente o salvador (v.42).· O segundo passo para a individuação é o reconhecimento da anima para o homem e do animuspara a mulher. O fato que a mulher reconhece Jesus como profeta e que ela aceita exercer elamesma este papel para com os samaritanos, prova que começa a descobrir no seu caminho para a“individuação” seu lado masculino feito de iniciativa.F. O encontro com Deus (v. 20-26): o símbolo unificado· Deus se encontra no mais interior de si mesmo.“ Deus interior íntimo” como disse S. Agostinho.· Só pode encontrar Deus quem para de apresentar aos outros e a si mesmo uma “persona”.· A mulher só foi capaz de fazer uma pergunta sobre Deus, após ter aceito seu lado escuro.A descoberta de Deus se faz a partir do conhecimento do seu ego mais profundo.· A partir do v. 20, a mulher começa a ter iniciativa do diálogo. Pela primeira vez, ela faz umapergunta e a resposta é no mesmo nível.· Agora a mulher é capaz de se confrontar com sua própria tradição.· No versículo 25, a mulher manifesta o desejo de encontrar Cristo, aquele que não somente lherevelou seu lado escuro, como o fez Jesus, mas aquele que é capaz de revelar “tudo”.· A mulher ainda pensa de maneira dualista: adorar em Jerusalém ou em Garizim? Jesus fala queprecisa rezar em espírito e verdade. Ele acaba deste jeito com qualquer dualismo.Refaz a unidade entre o humano e o divino, entre o espírito e a carne.· Quando Jesus diz: “Sou eu, que falo contigo”, isso significa, para a mulher samaritana, oencontro com Cristo na sua plenitude e a realização plena na sua personalidade.G. Mensageira para o povo (v. 28-30 c 42)· A mulher abandona sua jarra, porque descobriu uma outra “água”.
  • 8. 8· A água do poço (religião de Jacó) já não a satisfaz mais. Ela descobre a água viva: Jesus é oMessias.· A volta para a cidade, mostra uma mulher bem diferente. Agora, não é mais uma mulher quesegue um papel coletivo, mas alguém que tem sua própria personalidade.CONCLUSÃO· Na metade de sua vida, uma mulher experimenta uma mudança radical na qual o seu passado setorna consciente e na qual seu futuro se orienta radicalmente para Cristo.· O texto da samaritana é um texto de revelação (e não de moral), no qual Jesus vai se revelando.A conversão é o resultado concreto deste encontro.· Enquanto a religião se resume simplesmente a formas externas e a função religiosa não leva auma experiência íntima de Deus, não acontece nada de fundamental. Quem não compreende isso,pode ser doutor em teologia, mas de religião não entende nada e menos ainda de educação.Terceiro Momento: a- Convidar as mulheres do grupo a se aproximarem do poço e buscar água (dispor de água e copo), dizendo qual o protagonismo profético que deseja assumir em sua comunidade ou no grupo. b- Canto: Eu te peço dessa água que tu tens... c- Oração do Pai Nosso...Quarto Momento:- As Meninas do grupo oferecem um café dialogando sobre “O PROTAGONISMO FEMININO”para algumas mulheres líderes da comunidade para escutar seu depoimento de vida. TERCEIRO ENCONTRO TEMA: "JOVENS MULHERES TECENDO RELAÇÕES DE VIDA" Ambiente: Tecidos coloridos, coração, espelho, bíblia, flores, agulhas com linhas coloridas, tesouras, costuras incompletas, figuras de mulheres... Primeiro Momento: Canto de acolhida Segundo Momento: Prender uma folha de ofício nas costas das meninas e escrever uma qualidade feminina que mais admira. Terceiro Momento: Socializar as qualidades, comentando como posso colocá-las a serviço da comunidade e do grupo. Quarto Momento: Estudo em grupos do texto e após usar a criatividade para a apresentação podendo usar retalhos de tecidos, linhas, agulhas, tesoura, papel e a música. CADA GRUPO RECEBE A FICHA ONDE ESTÁ ESCRITO:
  • 9. 9 a- Mulher na Política b- Mulher na Igreja c- Mulher na Educação d- Mulher no Mercado de Trabalho e- Mulher Produtora Rural f- Mulher explorada na moda, na prostituição e na droga g- Mulher Violentada DESTACAR A PRESENÇA DA MULHER NAS DIFERENTES REALIDADES E SEUS DESAFIOS. Texto para leitura em grupos: JUVENTUDE E PROTAGONISMO FEMININOA juventude organizada tem um olhar perspicaz sobre a realidade, e sabe apontar para oscaminhos de esperança que nos são dados de presente, dentro de um contexto de marcha teimosae vigorosa, no universo poético e profético tecido pela Igreja, a partir das mãos do coração dasjovens mulheres de nosso tempo. Ao trazer o protagonismo feminino no horizonte da juventudeem seu todo, sentimos um canto novo no ar. É a ternura em doação, a beleza em curso, aconstância do sorriso nas poeirentas estradas de nossas romarias e a sintonia das bandeiras,bordadas com as cores do coração e com as tintas da emoção bailando e tremulando nasavenidas, praças, Redes Sociais, Campus Universitário, meio Rural, espaços públicos e políticos,periferias, centros urbanos e templos religiosos.O protagonismo feminino, a partir da juventude, se tornou mais arrojado, propositivo edeterminado, sem perder a ternura, o carinho, a beleza e a feminilidade própria da mulher. Nãose trata de simples tomada de decisão, mas fortaleza diante dos propósitos escritos nas páginas daprópria alma. Seu coração fala com liberdade, suas palavras arrancam aplausos com paixão e suacoerência vivencial lhe faz tomar partido diante das diferenças ideológicas que o mundo impõe.A mulher é líder. Até mesmo quando a mulher está "invisível", não passa despercebida. Suapresença é notada na sutileza de seus gestos, na delicadeza das palavras e no olhar responsável,por isso é valorizada. A beleza continua sendo importante, pois toda mulher, pelo fato de sermulher, traz consigo uma beleza irrenunciável, única, digna de nota e verdadeiramenteencantadora. É na canção silenciosa composta por seu coração que nós aprendemos a escutar osom do universo que os sonhos ousam declamar.Ao mergulhar no universo feminino encontramos a força de seu coração envolta pelo bálsamo daÁgua Viva (Jesus Cristo) revelar a Fonte do amor (Espírito Santo) que fala a partir do coração dopróprio Deus (Pai). A vida é associada com a mulher, sempre pronta para ser mãe. Por causa dacomunhão entre um homem e uma mulher, é fundamental a presença do homem na vida damulher, mas apenas quando o amor está em destaque. Isso não significa que o homem pode dar-se o direito de empoderar-se das questões familiares pelo simples fato de haver uma aparentefragilidade no ser feminino. A mulher é verdadeiramente uma guerreira, sem perder a candura desua feminilidade ou a firmeza de suas convicções. Mais do que nunca, a mulher soube conquistar
  • 10. 10seu espaço e garantir a sua presença nesse lugar que lhe foi proposto a partir de seu suor, que nãovai mais ser "roubado" pela incompreensão machista de alguns ranços culturais arcaicos.O protagonismo da mulher passa pelo diálogo e evidencia-se na escuta, transcende com aternura, debruça-se sobre o estudo, surpreende na dedicação, apresenta-se com o trabalho eagiganta-se no compromisso com o outro. O princípio da alteridade (preocupação com o outro,em especial os menos favorecidos) está desenhado em seu coração como uma realidade natural enormal. O protagonismo, mais do que nunca, está na capacidade de manifestar o pensamento deforma cuidadosa e inteligente, sem deixar de fora os princípios éticos. Sabemos que a mulher nãoé um ser superior e nem mais importante do que o homem, mas alguém que revela capacidade deinclusão a partir de sua própria presença feminina.A mulher ocupa seu espaço na condição de mulher e não se incomoda com a presença de outraspessoas. Não se trata de tirar os homens de seus postos para que as mulheres entrem, mas demostrar o quanto há espaço para todos em lugares onde elas tinham pouco ou nenhum acesso. Amulher traz consigo o potencial da maternidade. A lógica do coração de mãe no contexto dafamília é o amor. Vivemos momentos importantes no cenário da Igreja. As mulheres estão naspastorais, na Liturgia, na obras sociais, nas escolas, nas faculdades e, não poucas vezes, sãoforçadas a tomarem posições radicais no contexto familiar por não se sentirem amadas. Noutrostempos a mulher vivia no contexto familiar e "agüentava" as situações de sofrimento em silêncio.Não obstante essas situações, nós defendemos a família sempre e incentivamos o princípiomisericórdia.Em nossos dias a mulher tem voz e vez. Num contexto de injustiça a mulher é capaz de tomardecisões e partir em busca de novos caminhos quando o ambiente não é mais favorável. Háquebras de paradigmas em muitas situações. É verdade que muitas mulheres também seprecipitam em algumas decisões e depois sofrem com as consequências. Nesse sentido há muitapressão e cobrança sobre o protagonismo que lhes é exigido. Lembremos que o protagonismo damulher não rompe com tudo e com todos e nem quer ocupar o lugar dos homens, mas buscaocupar o próprio espaço a partir de seu ser feminino que traz elementos fundamentais, capazes deagregar valores em ambientes com interatividade, que valorizam as diferenças raciais, culturais,religiosas, sociais, políticas e econômicas.A mulher é aquela que sabe tecer, construir e despertar o novo a partir da sua paciência históricae sonhadora. O fio se submete às agulhas e essas, por sua vez, se deixam conduzir pelas mãoshabilidosas da artista em suas atentas conexões. No tecido da realidade o desenho de seus sonhosvai sendo moldado com a emoção do coração. Ao som da música que se faz mantra, a mulherconduz com habilidade o fio do amor na dança das agulhas. Seu olhar não perde o tecido e seucoração tem um sexto sentido. Seu corpo vive os sentimentos, acolhe os riscos que a realidadeimpõe e corre ao encontro de quem lhe suplica um abraço de amor. Quem pede esse abraço deamor é a juventude sedenta de afeto, que quer confirmação em cenários de indiferença,fragilidade e omissão que a sociedade impôs. A mulher é vista por primeiro porque está emnossa vida por primeiro. Foi assim desde a concepção. Com a juventude não é diferente. Com oprotagonismo das mulheres, nos damos conta das atitudes arrogantes e excludentes dos homens.Quanto mais dialogarem com as mulheres, mais os homens serão compreendidos e mais irãorespeitar as conquistas e os espaços que elas carregam em seus corações. Sabemos que as
  • 11. 11mulheres não querem ficar sozinhas, sem uma atenção especial ou longe das realidades quegeram vida. Os homens querem garantir seu espaço, mas não às custas da eliminação dasmulheres dos lugares que conquistaram, mas a partir do exemplo, da dedicação, determinação esuperação que elas revelaram com suas lutas.Tecer relações é ter a capacidade de olhar o diferente como uma presença que soma e encanta enão apenas como uma presença que ameaça. A mulher tornou a vida mais bela e o mundo maisesperançoso com seu protagonismo. Avancemos ainda mais. Agora é o tempo da evangelização.Maria, mãe de Jesus, é a protagonista por excelência, pois nos ensina a estar sempre ao lado deJesus. Maria, a Mãe de Deus, ajuda seu próprio Filho a ser protagonista no primeiro Sinal dasBodas de Caná: "Fazei tudo o que Ele vos disser" Jo 2, 5. Que o Encontrão da Juventude daDiocese de Uruguaiana seja um momento único de reflexão e de partilhar do universo femininoque está gerando vida nova a partir do seu incansável protagonismo.Quinto Momento:Apresentação dos grupos e construção de um símbolo que representa do PROTAGONISMO DASMULHERES DA SUA COMUNIDADE para levar no encontrão em Quaraí.Sexto Momento:Oração final e canto.