Pelve feminina ii 18.10.11 final

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Pelve feminina ii 18.10.11 final

  1. 1. PELVE FEMININA II OVÁRIOSMR2 Roberto Corrêa 20.10.2011
  2. 2. Lesões ovarianas benignasAfecções benignas como lesões císticas nãoneoplásicas e os tumores ovarianos benignos:maioria das massas ovarianas.A caracterização por TC ou RM se baseiaclassicamente na morfologia interna, tecidos,vascularização e topografia das lesões.
  3. 3. Lesões císticas não neoplásicasCisto ovariano fisiológicoCisto de inclusão peritonealHyperreactio luteinalisSíndrome dos ovários policísticosCisto endometrióideHidrossalpinge
  4. 4. Cisto ovariano fisiológicoEtiologia: falta de rotura ou de regressão defolículos ovarianos;Tamanho: 3 a 8 cm, maioria até 5 cm;Extremamente comuns em idade fértil;Maioria é assintomática e hormonalmente inativa;Complicações: rotura, hemorragia e torção;Cistos foliculares na puberdade: síndrome deMcCune-Albright.
  5. 5. Cisto ovariano fisiológicoRM e TC: uniloculares, exibindo as mesmascaracterísticas de imagem dos folículos normais.Imagem de sinal alto ou intermediário em T1:hemorragia;Nestes casos: úteis técnicas de saturação degordura para diferenciar entre conteúdoproteináceo ou hemorrágico e gordura.
  6. 6. T2 T1 pós contraste T1 supressão
  7. 7. Cisto hemorrágico: T1 com supressão
  8. 8. Cisto de inclusão peritonealSão pseudocistos formados por acúmulos delíquido produzido pelos ovários que são formadossecundariamente às aderências peritoneais;Tipicamente encontrados na pré-menopausa comhistória de cirurgia, endometriose ou DIP;Tamanho variável: alguns mm a grandes lesõescísticas;Sintomas: dor ou desconforto pélvico por efeito demassa ou assintomáticos.
  9. 9. Cisto de inclusão peritonealNos exames de imagem aparecem como:• Lesões anexiais císticas uni ou multiloculares;• Contornos irregulares definidos pelas estruturasao redor da lesão;• Massa anexial cística que contenha o ovário nocentro ou na periferia da lesão: altamentesugestivo;• Geralmente densidade e sinal de água;• Pode conter septações finas, mas não há realce.
  10. 10. Septações junto ao útero, ovário no meio da lesão e parede da lesão sem realce
  11. 11. Hyperreactio luteinalisOu Síndrome da Hiperestimulação Ovariana* Etiologia: transtornos associados a altos níveis deHcG: mola hidatiforme, coriocarcinoma e,raramente, em gestações múltiplas ou diabetes.* Até 65% das pacientes tratadas comogonadotrofinas para infertilidade;•Típico: ovários aumentados de volume commúltiplos cistos teca-luteínicos;• Casos graves: ↑ovários, ascite e derrame pleural:
  12. 12. Hyperreactio luteinalisAchados nas imagens:Ovários bilateralmente aumentados devolume( 10 a 20cm); Assemelham-se a tumores multicísticos eapresentam tamanho uniforme; Conteúdo semelhante à água e não háespessamento mural.
  13. 13. Síndrome dos ovários policísticosTranstorno endócrino complexo caracterizadopor hiperandrogenismo e anovulação crônica; Afeta 5 a 20% das mulheres em idade fértil eaté 50% das mulheres com infertilidade; Tríade clássica de amenorreia, hirsutismo eobesidade ocorrem em metade das pacientes; SOP não deve ser diagnosticada apenas porimagens; Papel da RM: complementação da US
  14. 14. Síndrome dos ovários policísticosRM: ovários esféricos, discretamenteaumentados de volume bilateralmente comnumerosos pequenos folículos em uma localizaçãosubcapsular, rodeando o estroma centralanormalmente largo e com baixa intensidade dosinal;Diferentemente dos ovários normais,estesfolículos medem menos de 1,0 cm e tem tamanhoe aspecto uniformes;Fazer imagens das suprarrenais: descartartumor
  15. 15. Cisto endometriótico Manifestação mais comum da endometriose; Envolvimento bilateral em 33 a 50%; Infertilidade: 30-50% das mulheres comendometriose; Causa mais comum de dor pélvica crônica emmulheres em idade fértil; Cistos endometrióticos se apresentam comolesões hemorrágicas complexas cheias dederivados do sangue de diferentes idades.
  16. 16. Cisto endometriótico Parede do cisto geralmente espessa e fibróticae cercada por aderências; Maioria: 3 a 6 cm e raramente excede 15 cm; Ca-125 pode estar elevado e se correlacionacom a atividade da doença; RM: diagnóstico se baseia na detecção dederivados do sangue de diferentes idades emmassa anexial uni ou bilateral;
  17. 17. Cisto endometriótico Compostas por cistos únicos ou múltiplos,tipicamente exibindo alta intensidade do sinal emT1 com e sem supressão de gordura; Variável a intensidade de sinal em T2; Baixa intensidade em T2(“sombreado”)se deveao sangramento crônico e é um sinal específico deendometriomas; Forma irregular e paredes espessas com baixaintensidade de sinal e que realçam pós contraste.
  18. 18. T2: sombreamento T1: cistos hiperintensos
  19. 19. Hidrossalpinge A salpingite é a causa mais comum de oclusãoda tuba uterina distal, o que resulta emhidrossalpinge; Outras causas: tumores tubários, endometriosee aderências de cirurgias prévias; Líquido seroso, sangue ou pus podemacumular-se e causar a dilatação da tuba; Nas imagens: se apresenta como uma estruturatubular cheia de líquido que se origina no fundouterino e é separada do ovário ipsilateral;
  20. 20. Hidrossalpinge Se grande: devido à proximidade do ovário,pode simular uma lesão anexial multisseptada; No entanto, a hidrossalpinge aparece comouma estrutura cística tortuosa com septaçõesmurais interdigitadas; A parede e os septos são finos e exibem baixaintensidade de sinal em T2. O realce septal distintonas imagens contrastadas ponderadas em T1 ou deTC podem oferecer o diagnóstico de piossalpingite; Habitualmente: alto sinal em T2.
  21. 21. Diagnóstico Diferencial RM e TC multiplanares e a opacificação dointestino na TC facilitam a identificação da origemovariana ou extraovariana da lesão; Somente os cistos paraovarianos e ahidrossalpinge representam lesões císticasextraovarianas; Na hidrossalpinge extensa: pode ser difícildiferenciar de cistadenoma multissepatado, mas aestrutura serpenginosa e a presença de pregasmurais e de septos incompletos são característicasda tuba dilatada;
  22. 22. Diagnóstico Diferencial Cistadenoma pode exibir as mesmascaracterísticas dos cistos foliculares: geralmente serealiza seguimento US cistos funcionaisregridem em 2 a 3 ciclos menstruais; A falta de realce da parede, os contornosirregulares e antecedentes de cirurgia ou deaderências pélvicas: cistos de inclusãoperioteneais; O tamanho uniforme dos cistos e um quadroclínico típico auxiliam na diferenciação de cistosteca-luteínicos;
  23. 23. Diagnóstico Diferencial A saturação de gordura auxilia em identificargordura nos dermoides, que, como osendometriomas, podem exibir alta intensidade desinal nas imagens ponderadas em T1; Diferentemente dos endometriomas, os cistoshemorrágicos funcionais geralmente são unilaterais enão exibem hipossinal nas imagens ponderadas emT2; A falta de componentes sólidos ou de projeçõespapilares auxilia em diferenciar endometriomas doscânceres de ovário hemorrágicos ou mucinosos.
  24. 24. Tumores ovarianos benignos A maioria dos tumores ovarianos é benigna (60-80%); Grande espectro de tumores ovarianos; Tipos: teratoma benigno(58%), cistadenomas(37%), fibromas-fibrotecomas(4%) e tumores deBrenner(1%).
  25. 25. Teratoma cístico benigno Tumores benignos de células germinativas; Neoplasia ovariana mais comum em idadefértil; Bilaterais em 10 a 25% dos casos; A maioria tem material gorduroso liquefeito epêlos no interior da cavidade do cisto ou há tecidoadiposo dentro da parede do cisto ou do tampãodermoide; Tamanho: 60% medem entre 5 e 10cm; Complicações: torção, peritonite química e
  26. 26. Teratoma cístico benigno Imagens: TC e RM: Característica específica: gordura no interior deuma lesão ovariana unilocular encapsulada; Não se recomenda sequência STIR(endometriomas podem ter supressão de sinal); Uso de imagens com desvio químico; Cerca de 8-15% tem pouca ou nenhumagordura macroscópica; TC e RM podem avaliar as complicações.
  27. 27. Cistadenoma Maioria dos tumores epiteliais ovarianos; Frequência aumenta com a idade: 80% dostumores benignos na pós-menopausa; Lesões císticas uni ou multiloculadas comparede fina cheias de conteúdo seroso, mucinosoe algumas vezes hemorrágico; Cistadenomas serosos: 20% é bilateral; Rotura de C. mucinoso: pseudomixomaperitoneal; Torção e dor inespecífica por efeito de massa.
  28. 28. Cistadenoma Imagens: TC e RM Massas císticas de paredes finas e regulares; Pode haver septações finas(<3mm) com realce; Serosos costumam ser uni ou biloculados; Intensidade do sinal e densidade de água; Projeções papilares em até 20% dos casos; Mucinosos costumam ser grandes(>10)cm; Mucinosos tem intensidade variável em T1 e T2e na TC.
  29. 29. Cistadenofibroma: subtipo de cistadenoma seroso.
  30. 30. Fibroma e fibrotecoma Tumores de origem estromal: 3-4% dostumores ovarianos; Tipicamente unilaterais(90%); Mulheres na peri e pós-menopausa; Compostos por fibroblastos e células em fuso etem abundante conteúdo em colágeno ou célulasda teca; pode elevar CA-125; Associação com síndrome de Meigs: 1%; Tecomas são hormonalmente ativos em 60%dos casos e câncer de endométrio em 20%.
  31. 31. Fibroma e fibrotecoma Imagens: TC e RM: Tumores ovarianos sólidos bem delimitados;T1: baixa a intermediária intensidade do sinal; T2: Sinal muito baixo(semelhante leiomiomas); Realce leve ou tardio pós contraste(TC e RM); Lesões maiores: calcificações amorfas.
  32. 32. T1: isointenso aoT2 coronal: miométriobaixo sinalT1 pós contraste:homogêneo
  33. 33. Tumor de Brenner Raros tumores ovarianos epiteliais(2%); Idade média à apresentação: 50 anos; Vasta maioria é benigna(98%); Incidentaloma; Menor de 2 cm em 60% dos casos; Imagem: tumor sólido unilateral com baixo sinalem T2; TC: calcificações amorfas; Imagem cística: diagnóstico de tumor de fusão.
  34. 34. T2 T1 contraste
  35. 35. Diagnóstico Diferencial Alto sinal em T1: dermoides, endometriomas,cistos hemorrágicos e tumores mucinososhemorrágicos; T1 com supressão de gordura(↓sinal):teratoma Dermoides sem gordura ou monodérmicosraros (ex: struma ovarii): indistinguível do câncerde ovário; Controle sequencial; Tumores anexiais sólidos de baixo sinal em T2:fibromas, fibrotecomas ou tumor de Brenner.
  36. 36. Neoplasias Malignas do Ovário Neoplasias epiteliais(86%); Neoplasias de células germinativas; Neoplasias do cordão sexual-estroma; Linfoma.Dependendo das características histológicas edo comportamento biológico, as lesões epiteliaispodem ser classificadas como invasivas oulimítrofes.
  37. 37. Câncer de Ovário Epitelial Segunda malignidade ginecológica maiscomum(Haaga); 8º. neoplasia em mulheres(Brasil) INCA: Estimativa de novos casos: 3.837 (2009); Número de mortes: 2.836 (2008) Incidência se eleva continuamente entre os 30e os 70 anos, com pico aos 59 anos; Mais letal que o câncer de endométrio e colouterino combinados; ACS: 22430 novos casos e 15280 mortes em
  38. 38. Câncer de Ovário Epitelial Devido à falta de sintomas e disseminaçãoperitoneal precoce: 70% dos casos com propagaçãoalém da pelve(> ou = estágio III); O estágio é o fator mais importante para oprognóstico; Taxas de sobrevida em 5 anos caem de 93% comdoença localizada para 28% nas com metástases; Disseminação peritoneal(ascite); drenagemlinfática segue os vasos ováricos até LND ilíacoscomuns e para-aórticos e pelo ligamento largo e osparamétrios até LND ilíacos externos e obturatórios.
  39. 39. Câncer de Ovário Epitelial Divisão histológica:1)Cistadenocarcinoma seroso(40-65%);2)Câncer mucinoso(10%);3)Câncer endometrioide(10%);4)Câncer de células claras(5%);5)Tumor de Brenner maligno(2%);6)Cânceres indiferenciados(5 a 10%).
  40. 40. Câncer de Ovário Epitelial Estadiamento: sistema FIGO e TNM:Baseia-se nos achados durante uma laparotomiade estadiamento abrangente, que inclui umahisterectomia abdominal total, salpingo-ooferectomia bilateral, omentectomia infra-cólicae linfadenectomia;Além disso, são colhidas citologia peritoneal emúltiplas biópsias peritoenais na pelve e abdomesuperior;Subestadiamento: 18-31% dos casos.
  41. 41. Câncer de Ovário Epitelial Papel dos exames de imagem:TCMD é a modalidade de escolha;RM: papel como modalidade de solução deproblemas;Precisão do estadiamento: 53-92% TC; 78-88%RM;Novos conceitos estão sendo criados tendendo aum tratamento mais individualizado, abordado porequipe multidisciplinar e os exames de imagemdesempenham papel fundamental.
  42. 42. Câncer de Ovário Epitelial: TC e RM Massa ovariana sólida e cística uni ou bilateral; Lesão multiloculada com espessura > 3mm; Septações que se contrastam irregularmente; Componentes não fibrosos sólidos contrastados Excrescências papilares; Componentes císticos podem conter líquidoseroso, mucinoso ou hemorrágico(melhor visto emT2); Sinais secundários: ascite, implantes peritoenaisou aumento de volume dos linfonodos.
  43. 43. Lesão sólida OE e nódulos em FS Massa predominantemente sólida Finos cistos e ascite em FSAsterisco: fibroide uterino
  44. 44. BIBLIOGRAFIA:1.http://www.slideshare.net/CHIRLEI/tumores- de-ovrio; 2. Haaga; 3. Fundamentos em Radiologia e Diagnóstico por Imagem(Brant); 4. Gamuts in Radiology; 5. www.inca.gov.br

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