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Reflexologia Integral Aplicada

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Este documento reflete minha visão sobre a REFLEXOLOGIA, e como esta técnica tem ajudado milhões de pessoas a adquirir mais saúde e qualidade de vida, tanto nos aspectos físicos como emocionais.

Este documento reflete minha visão sobre a REFLEXOLOGIA, e como esta técnica tem ajudado milhões de pessoas a adquirir mais saúde e qualidade de vida, tanto nos aspectos físicos como emocionais.

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  • 1. Reflexologia Integral Aplicada por SANDRO PEDROL
  • 2. “São nossos pés que nos sustentam... Assim como arvores tem raízes, as nossas são nossos pés, São estes que nos levam onde queremos chegar Pois uma longa jornada sempre se começa com um primeiro passo. Quanto tempo durará, nossa maior incógnita...” “Os melhores vinhos são os feitos com os pés...de incomparável sabor!” Sandro Pedrol 2
  • 3. Índice Legislação Brasileira História 1 . Reflexologia Científica 2 . Origens da Reflexologia 3 . Zonas de Reflexoterapia 3.1 – OS PÉS 3.2 – AS ORELHAS 3.3 – AS MÃOS 3.4 – A IRIS Familiarizando-se 4 . O princípio da zonoterapia Os primeiros toques 5 . Introdução à Reflexoterapia 5.1 - QUANTO TEMPO ESTIMULAR OS PONTOS 5.2 - TRATANDO O CORPO EM DESEQUILÍBRIO Relaxamento 5.3 – MANOBRAS DE RELAXAMENTO (CD-DVD) 6 . Tocando alguns distúrbios 6.1 – CONTRA INDICAÇÕES DA REFLEXOTERAPIA 6.2 – EXPERIMENTANDO OS PRIMEIROS TOQUES 6.3 – EXERCÍCIOS 7 . Relatando os resultados 8 . Anatomia dos pés 3
  • 4. LEGISLAÇÃO BRASILEIRA 4
  • 5. O Paradigma Holístico: Holístico, por sua vez, vindo do grego holos, que significa totalidade, tendência atual de abordagem em diversas áreas do saber, onde a visão de totalidade, de síntese e de interconexão entre todos os itens se sobrepõe à análise e "dissecação" das "partes". Exemplos: Terapia Holística*, Empresariado Holístico (meio ambiente, qualidade de vida do empregador e do funcionário, lucro, tudo é tido como interdependente e igualmente importante), Educação Holística (as matérias são estudadas interconectadas entre si). A profissão de Terapeuta Holístico é LÍCITA, ou seja, inexiste Lei que a preveja, limite ou impeça o seu LIVRE exercício. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: ... XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; Entretanto, ela não é REGULAMENTADA, ou seja, não existe Lei ou Decreto Federal específicos sobre o tema. A ausência de Regulamentação pelo governo para muitas profissões tem sido altamente benéficas, para outras, nem tanto, pois a colocam como alvo de polêmicas e perseguições. A correta interpretação da Constituição Federal garante que a ausência de regulamentação por Lei Federal torna LIVRE o exercício profissional. A CBO - Classificação Brasileira de Ocupações registra mais de 36.000 profissões e destas, cerca de 30 possuem Lei regulamentando e órgão fiscalizador próprio. Ou seja, via de regra, a esmagadora maioria das profissões brasileiras são desregulamentadas, cabendo à "lei de mercado" a seleção dos trabalhadores, daí a grande importância da Auto-Regulamentação, das Normas Técnicas Voluntárias, Certificados de Conformidade e do CRT - Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado, cuja adesão espontânea por parte do profissional, possibilita ao público interessado selecioná- los como seus escolhidos. 5
  • 6. CBO - Classificação Brasileira de Ocupações 3221: Acupunturistas, podólogos, quiropraxistas e afins. Descrição sumária Realizam prognósticos energéticos por meio de métodos da medicina tradicional chinesa para harmonização energética, fisiológica e psico- orgânica; aplicam estímulos físico-químicos e técnicas corporais para tratamento de moléstias psico-neuro-funcionais e energéticas (acupunturista). Prognosticam e tratam as patologias superficiais dos pés e deformidades podais utilizando-se de instrumental pérfuro- cortante, medicamentos de uso tópico, órteses e próteses (podólogo). Realizam ações prognosticas e terapêuticas, com o emprego das mãos, pelo uso da palpação, dinâmica e estática, bem como ajustes, com objetivo de normalizar o sistema neuro-músculo-esquelético, reconduzindo ao equilíbrio homeostático (quiropraxista). Câmara dos Deputados - Projeto de Lei Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Terapeuta Holístico e dá outras providências. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º. Terapia Holística é uma proposta de natureza predominantemente preventiva e não invasiva, onde o que se busca é o equilíbrio corpóreo/psíquico/social por meio de estímulos os mais naturais possíveis para que sejam despertos os próprios recursos do cliente, almejando a auto-harmonização pela ampliação da consciência. Parágrafo Único: O Terapeuta Holístico atua como um catalisador da tendência ao auto-equilíbrio, facilitando-a por meio de diversas técnicas, podendo, inclusive, fazer uso de instrumentos e equipamentos não agressivos, além de produtos cuja comercialização seja livre, bem como orientar seus clientes através do aconselhamento profissional. 6
  • 7. Art. 2º. O exercício profissional como Terapeuta Holístico somente será permitido aos indivíduos e instituições registrados e em dia com as suas obrigações nos Conselhos Regionais de Terapia e portadores de certificados ou diplomas da área, reconhecidos pelos órgãos competentes do Ministério da Educação, ou no caso da inexistência destes, na Unidade da Federação do requerente, reconhecidos pelo órgão federal de fiscalização da classe. Parágrafo Único: Os cargos de Terapeuta Holístico no serviço público e na economia privada, quer como profissional liberal, quer como assalariado, só poderão ser exercidos por profissionais legalmente habilitados nos parâmetros desta lei e em dia com suas obrigações perante o órgão regional de fiscalização da classe. Art. 3º. A fiscalização do exercício da profissão de Terapeuta Holístico compete ao Conselho Federal de Terapia e aos Conselhos Regionais de Terapia, os quais ficam criados pela presente lei. Parágrafo Único: Os membros do Conselho Federal de Terapia - autarquia criada por esta lei, que exercerão, a partir da promulgação da mesma, o primeiro mandato de 03 anos, serão os da diretoria atualmente eleita para o exercício destas funções no já existente Conselho Federal de Terapia (registrado no CGC sob nº. 01.080.937/0001-87) Art. 4º. Ao Conselho Federal compete, especialmente: I. Elaborar o seu regimento interno; II. Criar os Conselhos Regionais; III. Fixar as contribuições, emolumentos, multas aplicáveis e forma de sanções, tanto pelo Conselho Federal, quanto pelos Conselhos Regionais. [...] Art. 6º. A inscrição como Terapeuta Holístico será feita no Conselho Regional de Terapia (CRT) mais próximo de sua área de atuação ou diretamente ao Conselho Federal de Terapia. 7
  • 8. CÓDIGO DE ÉTICA AOS TERAPEUTAS 1 - É VEDADO AO TERAPEUTA INTERVIR EM OUTROS TRATAMENTOS Caso a pessoa atendida já esteja sob tratamento de saúde com outros profissionais, este não deve ser interrompido, pois a Terapia Holística é sem contra-indicações e casa bem com qualquer outra forma de tratamento. Caso a pessoa atendida esteja tomando algum medicamento, a decisão de suspender ou continuar a usá-lo compete exclusivamente ao próprio médico que o receitou e não ao Terapeuta Holístico. Este, simplesmente, poderá recomendar o acréscimo de algum produto natural como complementação ao seu trabalho. 2 - INADEQUAÇÕES DO TERMO "PACIENTE" NA TERAPIA HOLÍSTICA Do ponto de vista técnico "paciente" designa pessoa que se submete a uma cirurgia ou está hospitalizada. Na Terapia Holística, o recomendável é "cliente", pois por definição, traduz-se no individuo que confie seus interesses habitualmente a uma mesma pessoa. 3 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "DOUTOR", "DOENTE", "DIAGNÓSTICO", "RECEITA" E "CURA" NA TERAPIA HOLÍSTICA A profissão que os Terapeutas Holísticos abraçaram requer o dobro de cuidados das demais, inclusive no referente ao modo de se expressar, tanto verbalmente, quanto por escrito. Se um bacharel em Direito ou um médico, sem nunca terem feito doutorado, são chamados de "doutor", ninguém se sente lesado. Se um Terapeuta Holístico aceitar ser tratado como "doutor", em pouco tempo é acusado de falsidade ideológica... Assim sendo, um Terapeuta Holístico jamais "receita", mas sim, "recomenda"; ele nunca "diagnostica", ele "avalia", "analisa"; jamais "doenças", mas sim, "disfunções", "desequilíbrios energéticos", "predisposições". Da mesma forma, jamais usa "medicamentos" (que pressupõe, pela própria gênese da palavra, a existência de um "médico"), recomenda, isto sim, "remédios", "essências", "extratos". 8
  • 9. IMPORTANTE: jamais o Terapeuta deve alegar ter recomendado algum produto para tratar alguma "doença" (doença é monopólio médico), deve, isto sim, afirmar que o "recomendou" para "harmonizar, equilibrar, etc." os "desequilíbrios energéticos, as disfunções, etc.". 4 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "MASSAGEM" E "MASSAGISTA" NA TERAPIA HOLÍSTICA Se o profissional faz uso de técnicas corporais, jamais deverá chamar este trabalho de "massagem", não só pelo sentido pejorativo que a confusão com prostituição trouxe à palavra, como, também, pelo fato de que estaria sendo enquadrado dentro de alguns requisitos impossíveis de serem cumpridos, pois estaria sujeito às seguintes diretrizes, dentre outras: DECRETO-LEI 4.113 DE 14/02/1942 Regula a Propaganda de Médico, Cirurgiões Dentistas, Parteiras, Massagistas, Enfermeiros, de Casas de Saúde e de Estabelecimentos Congêneres, e a de Preparados Farmacêuticos Das Parteiras, dos Massagistas e Enfermeiros (artigos 2 e 3) ART.2 — é proibido às parteiras, aos massagistas e aos enfermeiros fazer referências a tratamentos de doenças ou de estado mórbido de qualquer espécie. ART.3 — As parteiras, os massagistas e os enfermeiros estão obrigados a mencionar em seus anúncios o nome, título profissional e local onde são encontrados. LEI 3.968 DE 05/10/1961 Dispõe sobre o Exercício da Profissão de Massagista, e dá outras Providências. ART.1 — O exercício da profissão de Massagista só é permitido a quem possua certificado de habilitação expedido e registrado pelo Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina após aprovação, em exame, perante o mesmo órgão. ART.2 — O massagista devidamente habilitado, poderá manter gabinete em seu próprio nome, obedecidas as seguintes normas: 1 — a aplicação da massagem dependerá de prescrição médica, registrada a receita em livro competente e arquivada no gabinete; 9
  • 10. 2 — somente em casos de urgência, em que não seja encontrado o médico para a prescrição de que trata o item anterior, poderá ser esta dispensada; 3 — será, somente, permitida a aplicação de massagem manual sendo vedado o uso de aparelhagem mecânica ou fisioterápica; 4 — a propaganda dependerá de prévia aprovação da autoridade sanitária fiscalizadora. Como podem perceber, será muito melhor nomear seus trabalhos como "Terapia Corporal", evitando, assim, se enquadrarem nas leis acima citadas, as quais só podem ter sido criadas para coibir a prática da Massagem. Ultimamente, a expressão "massoterapia" igualmente passou a ser sinônimo de prostituição, além de que, no Paraná, os órgãos públicos identificam como sinônimo de "massagem" e passaram a exigir daqueles que alegam trabalhar com esta técnica, o cumprimento das legislações impraticáveis (DECRETO-LEI 4.113 DE 14/02/1942 e LEI 3.968 DE 05/10/1961). Portanto, a melhor solução é o termo "Terapia Corporal". 5 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "MEDICINA" E "MÉDICO" NA TERAPIA HOLÍSTICA Outro tema importante a abordar é o perigo de usar expressões definidas por lei. Por exemplo: as palavras "medicina" e "médico". Muitos Terapeutas Holísticos, formados em outros países, de forma ingênua, fazem uso das mesmas expressões utilizadas em outras línguas, tais como "médico naturista", "medicina tradicional chinesa", ignorando serem estas expressões definidas e limitadas por Lei Federal, podendo ser acusados de exercício ilegal de medicina. 6 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "NUTRIÇÃO" E "NUTRICIONISMO" NA TERAPIA HOLÍSTICA Certa vez, inadvertidamente, fizeram uso na propaganda de uma conceituada profissional da área de trofoterapia ("trofo" = comida) naturalista, da expressão "formada em nutricionismo pela antidieta", referindo-se a um de seus inúmeros diplomas estrangeiros. No Brasil, porém, as palavras "nutricionismo" e "dieta", são termos definidos por Lei e privativos dos Nutricionistas, que a denunciaram à Delegacia do Consumidor, acusando-a de "exercício ilegal de profissão"... 10
  • 11. 7 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "PSICOLOGIA" E "PSICÓLOGO" NA TERAPIA HOLÍSTICA É importante a abordar é o perigo de usar expressões definidas por lei. Por exemplo: as palavras "psicologia" e "psicólogo". Muitos Terapeutas Holísticos, formados em outros países, de forma ingênua, fazem uso das mesmas expressões utilizadas em outras línguas, tais como "psicólogo oriental", "psicologia indiana", ignorando serem estas expressões definidas e limitadas por Lei Federal, podendo serem acusados de exercício ilegal de profissão, pois tais expressões são prerrogativas de quem estiver devidamente inscrito junto ao CRP (Conselho Regional de Psicologia). 8 - INCONVENIÊNCIAS DOS TERMOS "NATURISTA" E "NATURALISTA" NA TERAPIA HOLÍSTICA Um enorme número de reportagens popularizou a expressão "naturismo" como sinônimo de "nudismo", o que torna o uso desta palavra, no mínimo, estranha, quando aplicada a um consultório. Além da consagração pela mídia como sendo sempre referente ao nudismo, o "naturismo" também é uma expressão definida em Projeto de Lei, de autoria de Fernando Gabeira, onde igualmente se consolida, desta vez de modo "oficial", a palavra como sinônimo de "nudismo". Holístico, por sua vez, vindo do grego holos, que significa totalidade, torna muito mais ampla a gama de possibilidades de atuação do profissional. 9 - INSCRIÇÃO COMO TERAPEUTA HOLÍSTICO AUTÔNOMO — ABERTURA DE FIRMA INDIVIDUAL — CRIAÇÃO DO CÓDIGO ESPECÍFICO EM SEU MUNICÍPIO Todo profissional que estabelece consultório necessita, sim, de inscrição como autônomo e/ou empresa e/ou firma individual e consideramos que esta é essencial para a segurança dos próprios filiados. Quem trabalha sem registro, é "clandestino" e, como tal, fica à total mercê e sem defesa perante qualquer tipo de fiscalização, além de desperdiçar a oportunidade de ter mais um documento oficial que ateste seu tempo de exercício profissional, fator que conta muito se tiver que brigar judicialmente pelo seus direitos ao exercício da Terapia Holística. 11
  • 12. Municípios de todo o Brasil, de forma majoritária, acatam a inscrição como Terapeuta Holístico autônomo, pois, afinal, são mais impostos entrando nos cofres públicos. Algumas cidades ainda não possuem este código e é impossível obrigar uma Prefeitura a criar um código específico para Terapeuta Holístico, ficando a cargo do bom-senso. Neste caso, a melhor e mais rápida alternativa é a abertura de Firma Individual (código — 8516-2- Outras atividades relacionadas com a atenção à saúde), uma saída eficiente e barata. Como as condições de abertura variam em cada cidade, será fundamental encontrar um Contador experiente em sua própria região. Ao preencher a Declaração de Firma Individual, tome cuidado para escolher um Nome Comercial que não pareça com nome de "farmácia" ou de "consultório médico". Usem, por exemplo, "FULANO DE TAL — Terapia Holística M.E." No campo Objeto/Atividade Econômica, preencham com o máximo de detalhes, por exemplo: "PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS E ORIENTAÇÃO EM TERAPIA HOLÍSTICA,TAIS COMO: ACUPUNTURA, SHIATSU, MASSOTERAPIA E SIMILARES." Observação: as técnicas citadas são meramente ilustrativas; cada um pode adaptar esta lista com as técnicas que realmente use ou pretenda vir a usar. Se a empresa pretende crescer, talvez o ideal seja abrir uma Sociedade Civil Com Fins Lucrativos. Neste caso, é preciso ter pelo menos um sócio e registrarem o Contrato Social, tirar CGC junto à Receita Federal, o DIF — Documento de Identificação Fiscal junto à Secretaria de Fazenda e Planejamento. A Razão Social seria, por exemplo, "Centro de Atendimento de Terapia Holística FULANO DE TAL S/C Ltda.", Tipo de Contribuinte: Sociedade Por Quota de Resp. Limitada, poderia ter, também, Nome Fantasia; Código de Atividade Econômica — ISS: o nº varia para cada região. O Alvará de Funcionamento deverá ser obtido junto à Divisão Regional de Licenciamento / Serviço de Licenciamento de Atividades Econômicas. Não se preocupe: para um Contador experiente isto será fácil. MUITA ATENÇÃO: é questionável se o Terapeuta Holístico precisa de alvará da Vigilância Sanitária para trabalhar, entretanto, a Vigilância Sanitária em todo o país é extremamente rigorosa. Portanto, se estiverem pretendendo atender como Terapeutas e vender os produtos que recomendam, não convém! A Vigilância Sanitária considera antiético este tipo de atitude e tudo fará para fechar o local. Por este mesmo motivo é que um médico não pode ser dono de 12
  • 13. farmácia: para não ser "tentado" a receitar cada vez mais medicamentos, já que teria lucro nas vendas dos mesmos... É claro que, algumas pessoas, fazem uso de artifícios, tipo o médico tem seu consultório montado num local e a esposa tem uma farmácia, montada em outro e ele recomenda aos seus pacientes que comprem lá. Convenhamos, é um assunto muito polêmico, razão pela qual não recomendamos a ninguém que monte seu consultório junto com seu ponto de venda de produtos naturalistas. 10 - JURISPRUDÊNCIA: ACUPUNTURA NÃO CARACTERIZA EXERCÍCIO ILEGAL DE MEDICINA É de conhecimento público que, na metade última do ano de 1995, fazendo-se valer de uma simples resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) sobre a Acupuntura (a qual não poderia jamais pretender ingerir sobre outras categorias profissionais que não fosse a classe médica), alguns médicos se dirigiram aos meios de comunicação dizendo-se representantes do CFM, e, iniciaram uma campanha difamatória, tentaram prejudicar seriamente os Acupunturistas, induzindo a perseguições indevidas dos órgãos públicos tais como Centros de Vigilância Sanitária, Secretarias de Saúde e Prefeituras de alguns pontos do território nacional, as quais, foram levadas ao erro, pois trataram as simples entrevistas nos meios de comunicação como se fossem leis. Na verdade, um Conselho profissional pode criar regras tão somente para seus próprios membros, ou seja, o Conselho de Medicina poderia criar regras para os médicos exercerem acupuntura, mas não tem direito legal de criar regras para os fisioterapeutas, nutricionistas, biomédicos, terapeutas holísticos, nenhuma outra profissão que não a própria... Assim sendo, tentaram lesar o Acupunturista em seus direitos constitucionais, em especial o ARTIGO 05 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL que lhe garante livre exercício deste ofício. Os membros dignos da classe médica, ou seja, a sua grande maioria, estão de pleno acordo com a nossa posição e nos apóiam, pois sabem que é moralmente insustentável que apenas os médicos possam exercer a Acupuntura, já que tal matéria nem sequer é estudada nos cursos de medicina. 13
  • 14. Esta temática já foi objeto de avaliação recente em vários colegiados, sendo unânime a conclusão de que PRATICAR ACUPUNTURA NÃO É ATO MÉDICO. Já houve tentativa anterior de monopolizar a técnica para a classe médica, isto em 1993, por parte, inclusive, de alguns indivíduos que novamente nos dias de hoje procuram o mesmo objetivo. Tal absurdo partiu de alguns membros da Secretaria de Vigilância Sanitária (Brasília) que emitiu um "Relatório Final e Recomendações/ Seminário Sobre O Exercício Da Acupuntura No Brasil", onde extrapolando as suas atribuições, procuravam, numa atitude corporativista, monopolizar a Acupuntura como exclusividade médica. TODOS OS CONSELHOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE ASSINARAM DOCUMENTO DIRIGIDO AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DA SAÚDE ONDE DISCORDAM DO RELATÓRIO E CONCLUEM SOBRE A ACUPUNTURA: "A MESMA NÃO É UMA PRÁTICA MÉDICA MAS, SIM, E TÃO SOMENTE UMA METODOLOGIA TERAPÊUTICA APLICÁVEL EM QUALQUER CAMPO DO SABER NA SAÚDE". E mais, afirmam OFICIALMENTE ser a Acupuntura: "Em se tratando de uma Metodologia Terapêutica Milenar montada em bases Filosóficas dispares de qualquer formação acadêmica, em qualquer área profissional do campo da Saúde no país"; "Estas bases Filosóficas que movimentaram os Métodos e as Técnicas de Acupuntura são distintos dos princípios de diagnóstico e metodologia terapêuticas que movimentam academicamente as práticas de Saúde do mundo ocidental"; " Para a Acupuntura não há exigência de pré-qualificação no campo da medicina tanto no Brasil como no exterior. A mesma não é uma prática médica mas, sim, e tão somente uma Metodologia Terapêutica aplicável em qualquer campo do Saber na Saúde". Acrescentam ainda, de forma muito justa e honesta: "O Seminário contou apenas com a participação restrita e não representativa das profissões de Saúde, haja visto não terem sido convidados outros profissionais e mesmo autodidatas, que sempre demonstraram grau de responsabilidade com a questão da Acupuntura em nosso país". Relembrando: assinam este documento os representante oficiais dos Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Conselho Federal de Nutricionistas, Conselho Federal de Biologia, Conselho Federal de Odontologia, Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federal de Biomedicina, Conselho Federal de Psicologia, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Medicina Veterinária, 14
  • 15. Conselho Federal de Serviço Social, Conselho Federal de Fonoaudiologia e, até mesmo, o próprio Conselho Federal de Medicina. Documento de teor semelhante é a Recomendação 27/93 da Comissão Técnica de Atuação Profissional na Área de Saúde, do Ministério da Saúde, afirmando: "Que no documento conclusivo do Seminário de Acupuntura transparece, fortemente, a vontade da criação de reserva mercantil para o exercício de tal atividade desconsiderando o aprofundamento necessário das discussões científicas e acadêmicas que envolvem a matéria". Convém lembrar que só uma lei federal pode restringir as práticas da Acupuntura para nossos filiados ao e não há um único projeto de lei que seja que tentasse enquadrá-la como monopólio médico. Todos os existentes visavam incluí-la como uma técnica distinta da classe médica. Como exemplos, podemos citar o próprio projeto desenvolvido pelo SINTE, que propõe a regulamentação da profissão de Terapeuta Holístico, que foi apresentado pelo ilustre Deputado José de Abreu, além dos anteriores do então senador Valmir Campelo que propunha a profissão de Terapeuta em Medicina Natural (projeto de Lei do Senado número 306, de 1991), além do PLC 67/95, e, o projeto mais explícito sobre Acupuntura, de autoria do então senador, e ex- PRESIDENTE DA REPÚBLICA, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, que dispõe sobre o exercício da profissão de Técnico em Acupuntura. Muito nos gratifica saber que o próprio Presidente da República concorda com nosso ponto de vista. Igualmente interessante é a jurisprudência sobre as técnicas naturalistas serem ou não atividades lícitas e se são ou não ato médico: TODOS os pareceres concluíram ser LIVRE o exercício profissional. Tanto isso é verdade que o CFM abriu mão de seu direito de se manifestar na ocasião em que o Sr. Dr. Waldir Paiva Mesquita, M. D. Presidente do Conselho Federal de Medicina, recebeu a Notificação do CFT — Conselho Federal de Terapia, remetida via Cartório do 2º Ofício de Brasília, onde interpelamos: "Pretende o CFM, de acordo com as suas resoluções, impedir o terapeuta "não-médico" de exercer a acupuntura?". Esta Notificação, somada a outras ações do CFT pôs fim a uma série de informações incorretas sobre o exercício da Acupuntura, conquistando o máximo de tranqüilidade para nossos filiados. Curiosamente, após tanta polêmica, conforme noticiado no próprio Jornal do CFM (Ago/Set/96), acabou não sendo validada a "especialidade médica de acupuntura", pois, "... situações como a da 15
  • 16. Associação Médica Brasileira de Acupuntura, que foi reconhecida pelo CFM mas não integra a AMB, não podendo, portando, conceder título de especialista" (o grifo é nosso). 11 - MODELO DE AUTORIZAÇÃO DE ATENDIMENTO COM TH A CLIENTE MENOR DE 18 ANOS A privacidade cliente / terapeuta holístico é justificável, outrossim, se as técnicas que utilizadas possibilitarem, melhor será a presença dos responsáveis durante o atendimento. Em ambos os casos, é correto obter a autorização assinada de pelo menos um dos pais ou responsável, a qual deve ser anexada junto à ficha do cliente. Para tanto, pode-se utilizar uma folha do BRT, com o seguinte texto: Eu, Fulano(a) de Tal, pai, mãe ou responsável, autorizo o atendimento com Terapia Holística, com as técnicas XXXXXXXXXXXX, ao(à) menor Fulano(a) de Tal Júnior, com o(a) Terapeuta Holístico Sicrano de Tal — CRT XXXXX Local, data e assinatura. 12 - MODELO DE BLOCO DE RECOMENDAÇÃO TERAPÊUTICA — BRT Um fator importante para todo Terapeuta Holístico é distinguir claramente a sua profissão das demais atividades ligadas à saúde. Registramos inúmeros casos onde ocorreram acusações de "exercício ilegal de medicina" e de "estar de posse e fazer uso de Receituário Médico falsificado", pelo simples fato do Terapeuta Holístico fazer uso de um bloco com texto e modelos de impressão completamente desaconselháveis do ponto de vista legal. Abaixo, está o formato recomendado por nossa organização. O BRT serve também para estas circunstâncias: "Declaro, para os devidos fins, que a Sra. Fulana de Tal realiza comigo sessões de Terapia Holística, por tempo indeterminado, ao custo de R$ 50,00 cada". Lembrando que isto só é possível se o colega for registrado como autônomo na Prefeitura e que deve declarar isto em seu imposto de renda. Caso não queira usar seu BRT, pode fazer uso de um recibo vendido em papelarias chamado RPA. O BRT também pode ser utilizado para atestar presença: "Atesto para os devidos fins que Fulano de Tal esteve em consulta na data de XX de XX de 2000, das XXhs às XXhs" — atenção: inexiste lei que obrigue 16
  • 17. qualquer empresa a reembolsar, a abonar faltas ou atrasos de seus funcionários por estarem em atendimento com Terapia Holística, por isso, cuidado com possíveis usos indevidos de seus atestados de presença. 13 - MODELO DE FICHA DE CLIENTE — FC Um fator importante para todo Terapeuta Holístico é distinguir claramente a sua profissão das demais atividades ligadas à saúde. Registramos inúmeros casos onde ocorreram acusações de "exercício ilegal de medicina" e de posse e uso de "Prontuário Médico falsificado", pelo simples fato do Terapeuta Holístico fazer uso de uma ficha com texto e modelos de impressão completamente desaconselháveis do ponto de vista legal. Muitos colegas subestimam as implicações que podem decorrer do uso de termos inadequados nas fichas de seus clientes, supondo serem estas invioláveis. Entretanto há registros de apreensão dos cadastros de clientes de profissionais, sob o pretexto de investigar-se suposto exercício ilegal de profissão, sendo as fichas submetidas à perícia de, é claro, médicos, os quais ao localizarem uma simples menção a um nome de doença, darão seus pareceres confirmando a existência do crime de exercício ilegal de medicina, pois tanto diagnóstico, quanto tratamento de doenças é monopólio médico segundo a legislação vigente. Como Terapeuta Holístico trabalha sobre um paradigma absolutamente distinto, realmente inexiste justificativa para constar este tipo de dados na FC, exceto se estiver explicitado o médico responsável pela informação, comprovando que em momento algum, o Terapeuta Holístico extrapolou as atribuições de sua profissão. 14 – SOBRE O USO DE TERMOS “CURA” No Código Penal, se observamos os Artigo 284 (CURANDEIRISMO) — Exercer o curandeirismo: I — Prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância; II — Usando gestos, palavras ou qualquer outro meio; III — Fazendo diagnóstico; e o Artigo 283 (CHARLATANISMO) — Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível. Ou seja, se uma pessoa má intencionada quiser prejudicar aqueles que INADVERTIDAMENTE, utilizem expressões como "cura" ou que utilize símbolos "secretos", bastará ir à delegacia de polícia mais próxima e registrar queixa. 17
  • 18. 15 - INADEQUAÇÃO QUANTO AO USO DE ROUPAS BRANCAS Inexiste qualquer Lei que proíba o branco, ou que o torne exclusivo de uma só profissão: açougueiros, vendedores de picolé, pais e mães-de- santo, etc. muita gente o usa. Outrossim, o bom-senso nos leva a desaconselhar o seu uso, tendo em vista ser muito tênue a linha que separa o gosto pessoal pelo branco com a acusação de falsidade ideológica e de exercício ilegal de medicina. A recomendação expressa é higiene, bom gosto ao se vestir e abolir o branco, cor, aliás, que nem os médicos mais estão usando: suja muito. 16 - SIMPLIFICANDO A SELEÇÃO DOS PONTOS (T.T.C) Dificilmente se encontrará mais que uns 5 pontos a serem equilibrados. Se possui conhecimentos maiores de anatomia, estará bem servido pelos mapas auriculares da escola francesa. Se a sua formação tender mais para a "anatomia energética", um bom procedimento é fazer a pesquisa nos órgãos equivalentes aos Cinco Movimentos Chineses: coração e intestino delgado (Fogo), baço-pâncreas e estômago (Terra), pulmão e intestino grosso (Metal), rim e bexiga (Água) e fígado e vesícula biliar (Madeira). Em minha prática, opto por esta segunda alternativa, acrescida de uma pesquisa de pontos na região correspondente à coluna e em outras relativas às queixas do cliente ou suspeitas devido aos sintomas apresentados. 17 - INTERFERÊNCIA DO TERAPEUTA HOLÍSTICO NA FILOSOFIA OU RELIGIÃO DO CLIENTE? A interpretação do material psíquico aflorado como sendo um fato real ou meramente simbólico é de exclusivo direito do cliente, que o fará de acordo com sua filosofia e crenças religiosas, jamais devendo o TH impor seu ponto de vista pessoal. Quer seja interpretado como fato concreto, quer seja considerado uma fantasia do inconsciente, tecnicamente, o que importa é que a vivência proporciona "insight" sob a forma de lembranças ou de imagens simbólicas a serem decifradas em conjunto pelo cliente e TH, o que possibilita apreender na forma de síntese uma série de fatores até então não compreendidos, os quais, via aconselhamento, proporcionam ao cliente condições de elaborar a vivência em auto-conhecimento. 18
  • 19. 18 - UTILIZAÇÃO DE MEDIDORES DE PRESSÃO ARTERIAL É uma prerrogativa exclusiva do Médico, pois a informação se a pressão está alta ou baixa é utilizada comumente para diagnósticos de doenças. Até mesmo farmacêuticos já foram processados por exercício ilegal de medicina pelo simples fato de terem medido a pressão de seus clientes. Quem atua em nossa área profissional deve ter o dobro de cuidados, daí a inconveniência de realizar medições de pressão no atendimento de consultório, pois este simples ato pode ser usado contra você. 19
  • 20. História 20
  • 21. 1 – REFLEXOLOGIA CIENTÍFICA O termo Reflexologia vem do termo grego (logia) , isto é, estudo dos reflexos, ciência que estuda os efeitos reflexos no organismo humano. As pesquisas científicas no início do século XX realizadas por Ivan Petrovitch Pavlov (1849-1936) (figura 1) e seus companheiros na Rússia, foram importantíssimas para as descobertas da influência dos estímulos e respostas condicionadas nos organismos, assim ficando estabelecidas como todos os seres vivos se adaptam no mundo que os cercam, e no caso do ser humano como estabelece um sistema de sinais (linguagem simbólica), que indicavam que o ser humano age e reage segundo padrões aprendidos em seu meio de vivência, como também pelo seu próprio experenciar. Segundo estas pesquisas, o comportamento são reações observáveis, que podem ser captadas também por instrumentos, como no caso de reações musculares, glandulares (i.e hormonais) e neurológicas, pois há regiões do cérebro específicas para determinadas funções, assim, muito embora a palavra REFLEXOLOGIA não seja sempre mencionada, ela está na base de muitas pesquisas científicas atuais, e até mesmo de exames simples e rotineiros pelos quais passamos. É óbvio que os cientistas russos não pensavam em “Reflexologia” nos termos que passaremos a explicar, mas há uma clara a relação entre a Reflexologia Russa e a Reflexoterapia proposta , pois ambas trabalham debaixo da regra Estímulo-Resposta (E-R) e seus efeitos, e ambas tem por objetivo tanto as reações no organismo provocadas pelos estímulos, bem como em estabelecer um “meio” de equilibrar todo o organismo e suas funções vitais. “ Podemos analisar os fenômenos da adaptação em suas formas simples, apoiando-nos sobre os fatos objetivos... Que razão teríamos para mudar de procedimento quanto ao estudo das adaptações numa ordem mais elevada ?” I.P. PAVLOV Figura 01 21
  • 22. 2 - ORIGENS DA REFLEXOLOGIA As origens da Reflexologia remontam à antiguidade, quando as terapias de pressão eram reconhecidas como uma forma de “medicina” preventiva e terapêutica. Embora não se saiba ao certo quando e como isso começou, as evidências indicam que a massagem terapêutica nos pés, tem sido praticada por diversas culturas ao longo da história. De acordo com uma teoria que tem longa aceitação, a Reflexologia nasceu na China há 5.000 anos. Vários reflexologistas respeitados manifestam sua crença nessa teoria, muito embora as evidências concretas sejam ambíguas. Entretanto, as culturas egípcias e babilônica desenvolveram-se antes da chinesa, e o Egito contribuiu com uma valiosa evidência histórica e arqueológica. Um antigo documento que mostra a prática da Reflexoterapia foi encontrada em escavações no Egito, quando um pictograma produzido em torno de 2500 A.C., foi descoberta numa tumba de Ankmahor, médico egípcio em Saqqaral. Figura 02 22
  • 23. Uma forma de Reflexoterapia, semelhante a atual Auriculoterapia foi praticada na Europa até o século XIV, pois após isto com uma “demonização” realizada contra terapias milenares dentro do “domínio cristão de Roma”, foram expulsas todas as pessoas com conhecimentos considerados “bárbaros”, ou então queimadas como praticantes de bruxaria, fizeram que sob o domínio da igreja, somente seus desígnios, fossem aceitos como “santos” e praticados dentro dos impérios “cristãos”. Assim no ocidente, perdeu-se muito tempo, em termos de avanço das terapias naturais, fato que só se alterou séculos mais tarde com os médicos Adamus e Atatis escrevendo um livro sobre terapias por zonas, sendo que em Leipezig o Dr. Ball escreveu outro livro sobre o mesmo assunto, ambos por volta de 1600. Em 1898, Sir Henry Head (Londres-Inglaterra) demonstrou a existência daquilo que se tornaria conhecido como “zonas de hiperalgesia”. Na Alemanha por volta do início do ano 1900, foram desenvolvidas técnicas denominadas como "massagem reflexa" , ficando aí esclarecidas os benefícios destas, como reações as massagens. Nos Estados Unidos da América o Dr. William Fitzgerald, conhecido como o fundador da chamada “Terapia por Zonas” (figura 06) também por volta do ano 1900, foi quem impulsionou o conhecimento e a arte da terapia reflexa no ser humano, sendo que ele descobriu que pressionando certos pontos em uma das 10 ZONAS em que ele dividiu o corpo humano, podia afetar outras partes do corpo. 23
  • 24. Mapa proposto pelo Dr. William Fitzgerald Figura 03 24
  • 25. Infelizmente suas técnicas não foram bem aceitas pela comunidade médica de seu tempo, mas um médico chamado Dr. Joe S. Rilley e sua esposa, acreditaram em seu trabalho e usaram suas técnicas durante anos. Rilley aprimorou a técnica e fez os primeiros “mapas” e desenhos detalhados dos pontos reflexos nos pés. Mas foi a assistente de Rilley que provavelmente fez a maior contribuição para o moderno tratamento de saúde através dos pés, sim, coube a uma mulher, Eunice D. Ingham (1879-1974) as maiores descobertas para a reflexoterapia podal. Eunice D. Ingham Figura 04 Ela mapeou os pontos reflexos dos pés seguindo as 10 Zonas propostas pelo Dr. Fitzgerald, assim estabelecendo um mapa seguro para cada parte reflexa do corpo humano nos pés. 25
  • 26. Com seu conhecimento e sensibilidade, os quais a ajudaram a desenvolver a Reflexoterapia, também pôde contribuir com dois maravilhosos livros; HISTÓRIAS QUE OS PÉS PODEM CONTAR (1938) E HISTÓRIAS QUE OS PÉS CONTARAM (1963), levando a um aprofundamento da REFLEXOTERAPIA PODAL muito além do tratamento de doenças. No Brasil o seu desenvolvimento natural parece iniciar na década de 1980, quando passou a ser divulgada e praticada por pioneiros terapeutas. 3 – ZONAS DE REFLEXOTERAPIA Fazem parte destes estudos as técnicas de Auriculo-reflexologia (reflexo das orelhas), Quiro Reflexologia (reflexo das mãos) e Reflexologia Podal (reflexo dos pés), pois são regiões com alta concentração de plexos nervosos (i.e. parte do Sistema Nervoso), correspondentes ao corpo humano, embora não possamos afirmar que o alcance desta forma de terapia se deva tão somente ás funções do sistema nervoso. Seu desenvolvimento demonstrou que há áreas e zonas de reflexo nos pés, mãos e pavilhão auricular que tem ligação com órgãos, sistemas e estados emocionais. São nestes “canais de energia” que esta terapia visa seu alcance, pois quando corretamente estimulados, enviam “mensagens corretivas” que passam a equilibrar e restabelecer a saúde global da pessoa. A afirmação mais coerente em relação à Reflexoterapia, é que ela é uma forma de tratamento para a pessoa, e não contra sua doença ou sintomas. 3.1 – Os pés Nos pés há uma representação fiel de todo o organismo (figura 02), havendo no mínimo uma zona de reflexo capaz de estimular e equilibrar cada órgão, víscera ou glândula, bem como estados emocionais desequilibrados. 26
  • 27. A Imagem Humana refletida nos Pés Figura 05 3.2 – As orelhas No pavilhão auricular encontramos a semelhança de um feto invertido, (figura 03) pesquisado pelo Dr. Paul Nogier (França 1957), onde reavivou uma técnica usada pelos romanos desde 100 A.C . Figura 06 A Imagem de um Feto Invertido no Pavilhão Auricular Pesquisado pelo Dr. Paul Nogier 27
  • 28. 28
  • 29. 29
  • 30. 3.3 – As mãos Também é possível localizarmos zonas de reflexo nas mãos, embora se necessite um pouco mais de “profundidade” nos toques terapêuticos para tratarmos uma pessoa. MAPA DE REFLEXOLOGIA DAS MÃOS 30
  • 31. Figura 07 A Reflexoterapia traz diversos benefícios para a saúde e qualidade de vida da pessoa tratada, tanto aplicada isoladamente, bem como na potencialização de outros métodos convencionais ou ortodoxos de tratamento, pois é capaz de restabelecer a harmonia no funcionamento global do organismo, estimulando recursos que todo ser vivo traz dentro de si, que é a capacidade de auto- regulação e auto-regeneração (homeoestase), trazendo com isto um equilíbrio geral da saúde. 31
  • 32. 3.4 – A íris IRIDOLOGIA A Iridologia iniciou-se no século 19, com um jovem húngaro chamado, Ignats Von Peczley. Quando tinha 11 anos quebrou acidentalmente a perna de uma coruja. Ao olhar nos olhos do animal, observou uma listra negra surgindo na íris. Von Peczley enfaixou a perna e cuidou do pássaro até que ele se restabelecesse e restituiu-lhe a liberdade. Mas o animal permaneceu no jardim por vários anos e Von Peczley, pode observar o aparecimento de linhas brancas e tortuosas, onde primeiramente havia aparecido a listra negra. Esta listra tornou-se finalmente um pequenino ponto preto, cercado por linhas brancas e sombras. Quando Ignatz von Peczley cresceu tornou-se um médico. Ele jamais esqueceu o incidente com a coruja. O trabalho em salas de cirurgia de hospital de sua universidade deu-lhe a oportunidade de observar as íris de seus pacientes após acidentes e precedendo cirurgias. Um estudo sobre as transformações nos olhos coincidindo com traumatismos, cirurgias ou doenças, convenceu von Peczley que havia um relacionamento reflexo entre os vários sinais na íris e o resto do corpo. Ele estudava certo que a íris reflete mudanças nos tecidos dos diversos órgãos e criou primeiro mapa da íris¹, baseado em suas descobertas. Em um ponto similar na história o Rev. Niels Lijequist, um clérigo sueco, descobria a relação existente entre o uso contínuo de várias drogas e as descolorações da íris do olho. Extremamente doente quando jovem, Lijequist tomou maciças doses de quinina. Isto o levou a correlacionar o descoramento amarelo everdeado de seu olho e o uso da quinina. A iridologia progrediu tremendamente desde o século 19, Numerosos terapeutas e cientistas tem estudado iridologia e revisto e ampliado o mapa da íris. Entre eles podemos destacar os trabalhos de Deck e Vida biólogos alemães que relacionaram iridologia e genética humana e também o trabalho de Bernard Jensen², nutricionista norte- americano que introduziu a ciência da iridologia nos EUA e elaborou um dos mapas mais aceitos atualmente. 32
  • 33. O que é Iridologia Como uma forma de definição podemos dizer que é a ciência e a prática de revelar inflamações, sua localização e estágio em que se encontram. A íris revela as condições de saúde, determinadas fraquezas inatas e a transição que ocorre no corpo de uma pessoa de acordo com a forma que ela vive. Esta análise complementar permite ao terapeuta relacionar pontos e sinais na íris com manifestações dos vários órgãos do corpo. O olho tem sido proclamado através dos tempos como o espelho da alma e atualmente os iridologistas o conhecem como a janela para o corpo, permitindo visualizar estados normais e anormais dentro corpo e seus órgãos. Como a Íris representa tudo isso? Contidos na íris¹ estão milhares de filamentos nervosos microscópicos. Eles recebem mensagens virtualmente de todos os nervos do corpo por via de concessões aos nervos óticos, tálamo e cordão espinhal. Também microscópicas fibras musculares e finíssimos vasos sanguíneos duplicam as alterações teciduais simultaneamente com os órgãos refletidamente associados. Deste modo, pelo exame das marcas descoloramentos, texturas e outras manifestações da íris, o iridólogo está apto a analisar o grau de sanidade de todos os constituintes do corpo humano. COMO TUDO ISSO? 33
  • 34. 34
  • 35. Familiarizando-se 35
  • 36. 4 - O PRINCÍPIO DA ZONOTERAPIA O Dr. Fitzgerald dividiu o corpo em 10 ZONAS (figura 06), sendo que 5 zonas (linhas imaginárias) ficam do lado esquerdo e 5 zonas do lado direito do corpo. A zona 1 começa sempre no centro do corpo indo para o lado direito ou esquerdo as outras 4 zonas, assim nos pés começam no hálux e nas mãos no polegar as zonas 1 , indo para os outros dedos do lado as 4 zonas restantes, terminando no ultimo dedo o mínimo a zona 5. A terapeuta alemã Hanne Marquardt, identificou originalmente as ZONAS HORIZONTAIS, dividindo-as em três partes (figura 08): 1- Cintura escapular (cabeça) 2- Cintura (tórax) 3- Cintura pélvica (pélvis) ; Sendo que nos pés também se refere em três divisões reflexas destas áreas no corpo, veja a figura abaixo: A imagem das zonas no corpo e nos pés Figura 08 36
  • 37. Assim como o Dr. Paul Nogier fez uma analogia entre a orelha e a posição de um feto invertido, a Terapeuta alemã Hanne Marquardt propôs uma analogia entre os pés e a posição de uma pessoa sentada. 37
  • 38. Os primeiros toques 38
  • 39. Nossa terminologia para assegurar um entendimento mutuo Zonas Corporais, longitudinal ou horizontal: a “grelha” de Fitzgerald para orientação na pessoa in situ e no microssistema dos pés. - Em RT nós não trabalhamos apenas nos reflexos porque nós consideramos que estes estejam somente conectados ao sistema nervoso. Nós trabalhamos com áreas que “refletem” o “macro cosmo” da pessoa num “micro cosmo”, os pés, mãos ou orelhas. Entretanto nós denominamos estas de Zonas de Reflexo ou abreviada de: Zona ou Área. Características das Zonas Anormais Mais e mais dos denominados “microssistemas” tem sido descobertos no ultimo século. O formato de uma pessoa sentada verticalmente é facilmente reconhecida nos pés, e é provavelmente a forma mais bem conhecida. Os microssistemas não são reconhecidas numa pessoa saudável, assim como uma pessoa saudável não pode sentir a posição dos órgãos no corpo. Todavia, em tempos de desconforto ou distúrbios, os órgãos e sistemas in situ e seus microssistemas também podem ser reconhecidos por: - Por dores locais, variando em intensidade e qualidade; - Por sinais específicos do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e - posteriormente, com a prática e boa observação, pela palpação. 1. Sensação de dor Nós devemos lembrar: A dor não é nossa inimiga que devemos lutar contra, pois ela é necessária à vida. Nós temos que aprender a ouvir o que esta quer nos dizer. A dor, não importa onde quer que apareça, no nível físico ou emocional, sempre significa que há uma necessidade de mudar algo. Na RT, a dor mostra o caminho para o tratamento. Nós sempre trabalhamos com a dor do cliente, mas nunca contra esta. Muitos reagem aos estímulos nas zonas com disturbios (doloridas), com sinais verbais ou de maneira muito pessoal relacionada a dor experenciada. Estes clientes devem ser encorajados a expressar seus 39
  • 40. sentimentos livremente. Assim, estes sinais podem ajudar os iniciantes a não violar os limites pessoais, concernente a dosagem apropriada de pressão durante o tratamento. Sinais audíveis: Exclamações repentinas, suspiros ou um riso embaraçado. Sinais visíveis: Lábios pressionados, testa enrugada, movimentos rápidos das sobrancelhas. Gestos expressando incomodo, dor ou desconforto. Tensão em vários grupos musculares ou na pessoa toda. Entretanto, deve se ter cuidado em não subestimar a dor sentida ou expressada pela pessoa, mas preste muita atenção, senão, mais que o normal aos sinais „silenciosos“ do SNA. Inicialmente a dor nas zonas de reflexo é um indicador suficiente para alterar a dosagem da pressão. Atualmente, entretanto, sinais normais de dor são quase sempre mascarados por medicamentos ou outras influências. Portanto, evitamos estímulos fortes demais, que são desnecessários,mas quanto a importância dos sinais do SNA deve ser fortemente enfatizada. 2. Irritação do SNA Alguns clientes mostram também um SNA irritado e super ativo antes de ser tratado.Um dos sinais mais comuns são o suor das mãos. A irritação do SNA também pode ser causada por pressões rudes, rápidas ou fortes demais em certas zonas de reflexo, durante a sessão terapêutica. Isto sinaliza a necessidade de mudarmos o modo de estimularmos estas áreas, mesmo se elas estiverem sem dor (ex. Pessoa usando antiinflamatórios, psicotrópicos, ansiolíticos, pílulas pra dormir etc.). Sinais de um SNA irritado pedindo por uma dosagem correta de estímulo/pressão: Transpiração rápida e profusa das palmas das mãos, transpiração em outras partes no corpo pessoa. Mudanças óbvias e espontaneas em: - frequência do pulso, mais em direção da taquicardia - Face: muito branca ou muito vermelha - Temperatura corporal: Muito quente, muito frio e tremores persistentes. - Aumento de saliva ou mesmo diminuição. - Ritmo respiratório – pouco e muito superficial, às vezes estagnado. - Nausea, provinda dos órgãos digestivos ou da circulação sanguínea (raramente!). 40
  • 41. Reações inesperadas no nível emocional como uma inquietação pessoal, medo, desconcentração, raiva, um quase choro sem motivos aparentes. Uma forte sensação de frio ou vibrações e tremores. 3. Palpação Nós podemos testar nossas qualidades táteis, de modo a reconhecer as zonas anormais por mudanças no tônus do tecido e/ou temperatura local. Neste estágio nós não dependemos somente das reações do paciente para reconhecer os limites da dosagem correta. Para adquirir esta destreza, a empatia e um interesse no trabalho são requisitos básicos, também uma certa quantidade de prática. 4. A dosagem apropriada Cada sessão representa uma relação muito pessoal entre duas pessoas. Ambos tem seus modos muito pessoais de aproximação durante o tempo de tratamento. A dosagem apropriada é de crucial significancia para o resultado do tratamento e demanda de uma cuidadosa observação das reações do cliente durante o tratamento, e um empático entendimento da situação atual da pessoa. Acima de tudo: Não deve ser somente a boa vontade da pessoa para cooperar com o Terapeuta, que deve determinar a dosagem correta; é preferível que o terapeuta deva estar bem familiarizado com as regras profissionais para tratar eficientemente o paciente. 5. Como lidar com as irritações do SNA e reações fortes durante o tratamento - Nós oferecemos pressões de harmonização antes, durante e/ou depois do tratamento. - Nós reduzimos a intensidade e velocidade do impulso terapêutico, e encurtamos a sessão. - Quando o cliente mostra sinais de reações fortes, não importa se foi a dor ou sinais do SNA, é preferível para ambos que o terapeuta reestabeleça sua propria tranquilidade, postura e ritmo respiratório e/ou - simplismente tocar a região irritada nos pés do paciente gentilmente e calmamente com as mãos, por um curto espaço de tempo. Isto já é o suficiente em si mesmo. 41
  • 42. - Nós oferecemos uma bebida quente, uma bolsa de água quente ou uma coberta para manter a pessoa aquecida quando for necessario. - Nós estamos conectados com a capacidade de auto regeneração do cliente e não com sua irritação ou medo. - A fase de repouso (pelo menos 15 a 20 min.) após o tratamento é de grande importancia e valor, recomende sempre isto ao seu cliente. 5 - INTRODUÇÃO À REFLEXOTERAPIA Ao procurarmos restabelecer o equilíbrio do organismo, sempre temos de lembrar que ao tocar os pontos reflexos, não basta apenas pressionar o ponto reflexo do órgão com mau funcionamento, mas sim com um conjunto de áreas e pontos, que influenciam o funcionamento de determinado órgão e as emoções refletidas ali, assim o terapeuta em questão, não estará se preocupando apenas com o sintoma que afeta o órgão, mas sim com o conjunto reflexo desequilibrado da pessoa . Fragmento de epiderme com terminações nervosas livres (t.n.l) Parte da terapia de reflexo tem ação direta aqui. Figura 09 42
  • 43. Ao tocarmos os pontos e áreas nos pés, mãos ou orelhas, podemos utilizar ambas as mãos em especial os polegares ou instrumentos próprios de estimulação, deslizando e parando sobre as zonas reflexas em desequilibrio. 5.1 - QUANTO TEMPO ESTIMULAR OS PONTOS Sempre ao tratarmos uma pessoa, temos de lembrar que cada um tem um limite a ser descoberto e respeitado em relação a dor, causadas pelos estímulos durante a sessão de Reflexoterapia. O Terapeuta respeitará os limites de cada pessoa, sendo que um estímulo não precisa se prolongar mais do que alguns segundos (em geral aproximadamente 12 segundos), aqui é importante lembrar que a “dose faz o veneno!”, se ultrapassarmos tempo demais ou um estímulo (i.e. toque) muito forte, o organismo tratado poderá ter reações exacerbadas além do necessário, assim o Terapeuta estará de todo atento a este fato, pois observará que ao retornar ao mesmo ponto após uma série de estímulos em ambas as áreas de reflexo nos dois pés que estamos trabalhando, notaremos que a dor ali diminuiu, indicando um processo de auto-regulação, e até que se alcance o equilíbrio almejado, que é sentida ao tocarmos as áreas e pontos , onde estas zonas gradualmente vão ficando menos sensíveis, isto é, não serão doloridos aos estímulos dados pelo terapeuta. Geralmente este processo acontece em cerca de 6 a 12 sessões iniciais, sendo que , tais sessões são realizadas 1 vez por semana, com um tempo aproximado de 45 minutos cada sessão terapêutica, não ultrapassando 1 hora. 43
  • 44. 5.2 - TRATANDO O CORPO EM DESEQUILÍBRIO Físico : Avalia-se pelo grau da dor na zona de reflexo, a intensidade do distúrbio, quando estas zonas de reflexo são estimuladas corretamente, enviam informações aos órgãos e sistemas afetados, restabelecendo o seu bom funcionamento (homeostase) e como conseqüência a saúde global do organismo. Emocional : Avalia o estado geral através das zonas relacionadas às emoções, segundo a “Somatização Pessoal” que vão se esclarecendo a cada nova sessão realizada, auxiliando a identificar alguns possíveis bloqueios que atrapalham o pleno desenvolvimento do ser humano e seu vivenciar, neste caso, a pessoa pode aumentar seu auto-conhecimento em áreas da vida que pode melhorar por sua responsabilidade, com a possibilidade de mudança de curso na maneira de experenciar sua vida, beneficiando assim uma real qualidade de vida, não apenas no nível físico, mas também nas emoções humanas. OBS.: NESTA FASE NÃO ENTRAREMOS NOS DETALHES EMOCIONAIS DAS ZONAS DE REFLEXO, POIS ENTENDEMOS QUE AO TOCARMOS AS PESSOAS A QUEM TRATAMOS, JÁ OCORRERÃO ALGUMAS REAÇÕES EMOCIONAIS EM NÍVEIS INCONSCIENTES, FATO PELO QUAL, SEMPRE PERMITIREMOS QUE A PESSOA A QUEM TRATAMOS EXPRESSE SEUS SENTIMENTOS, NUNCA INTERFERINDO NISTO, EMITINDO UMA “OPINIÃO”, MAS APENAS “OUVINDO” A PESSOA!!! 44
  • 45. Relaxamento 5.3 – Manobras de relaxamento (CD-DVD) Figura 10 45
  • 46. 6 - Tocando alguns distúrbios A partir de agora passaremos da “teoria” ao “tocar”, onde você precisará da colaboração de algum parente, amigo ou pessoa disposta, para ser dado os primeiros toques em seus pés, pois praticamente será impossível fazer em si mesmo, assim será muito proveitoso contar com alguns “colaboradores dispostos”, e assim acompanhar os resultados de perto, através dos relatos destas pessoas e das reações provocadas. Importante: EM NOSSA PROFISSÃO JAMAIS TRATAMOS, DIAGNOSTICAMOS OU “CURAMOS” DOENÇAS, POIS ESTAS SÃO LEGALMENTE DEVER DA CLASSE MÉDICA! (veja matéria adicional no final da apostila). POR PRINCÍPIO E HISTORICAMENTE FALANDO, A REFLEXOTERAPIA É UM TRATAMENTO PARA A PESSOA, E NÃO CONTRA SEUS SINTOMAS , DERIVADOS DE UMA SUPOSTA DENOMINADA DOENÇA ! 6.1 – CONTRA INDICAÇÕES DA REFLEXOTERAPIA Em qualquer situação das quais descritas abaixo, não se aplicará a Reflexoterapia até que o problema seja sanado: - LESÕES OU CIRURGIAS RECENTES NOS PÉS; - FERIDAS NÃO CICATRIZADAS E RECENTES NOS PÉS; - TROMBOSES NAS PERNAS E PÉS; - MELANOMA (CÂNCER) NOS PÉS; 46
  • 47. - INFECÇÕES POR MICOSES OU FUNGOS DISSEMINADO; 6.2 – EXPERIMENTANDO OS PRIMEIROS TOQUES Bem, aqui chegamos a um inicial denominador comum sobre o que se espera do(a) Terapeuta em relação a sua prática, e falando nesta vamos ao que interessa, o “toque”. Nos exercícios propostos, você iniciará com uma série chamada “ZONO REFLEXOTERAPIA PODAL” , onde, mesmo sem saber quais partes do corpo estará estimulando, teoricamente estará estará estimulando “todo o organismo” (veja os exemplos, figura 06 e figura 08). Denominação das áreas dos pés: A) PLANTAR = sola dos pés; B) DORSAL = parte de cima dos pés; C) LATERAL = parte de “fora” dos pés; D) MEDIAL = parte “interna” dos pés. Figura 11 47
  • 48. ATENÇÃO! Em relação às dores nos pés, nem sempre podem estar relacionadas a zonas de reflexo, mas podem estar ligadas a problemas de coluna, tais como “bico de papagaio”, “hérnia de disco” ou “subluxações”. Assim o(a) terapeuta tem de estar atento, se não houver melhoras nas sensibilidades de tais áreas após as sessões terapêuticas, deve-se encaminhar a um outro profissional de nossa área, por exemplo um Quiropraxista. Segue abaixo exemplo de áreas nos pés e sua relação com a coluna vertebral: Onde: L = LOMBAR S = SACRAL 48
  • 49. MAPA DE ZONAS DE REFLEXO PROPOSTA PELA TERAPEUTA ALEMÃ HANNE MARQUARDT 49
  • 50. 50
  • 51. Ao colocar a pessoa a ser tratada, deitada em um local confortável, bem como você também se colocar numa posição confortável em relação a esta pessoa, que poderá ser seu parente, amigo(a) ou conhecido(a), e passe a “identificar” os pés, tocando as diversas áreas e regiões dos pés, deslizando seu “dedão” pelas linhas imaginárias, pois isto será muito importante daqui em diante. Após ter se certificado dos passos anteriores, comece apoiando bem os pés em suas mãos, como por exemplo, ao começar trabalhando no pé direito com o exemplo abaixo, procure sustentar com outra mão como suporte, iniciando no calcanhar na área plantar na LINHA 1 e terminando na mesma LINHA 1 na área dorsal e assim de maneira sucessiva as LINHAS 2,3,4 e 5 no pé direito e depois iniciando o mesmo no pé esquerdo começando na LINHA 1 do calcanhar da área plantar, e terminando na mesma LINHA 1 da área dorsal, e assim sucessivamente as LINHAS 2,3,4 e 5 no pé esquerdo. 51
  • 52. Atenção: Quando chegar nas áreas do Hálux (Dedão) note que há uma micro divisão de zonas, e assim como nos pés aqui também comece na linha um na área plantar e termine na mesma linha 1 da área dorsal do dedão em ambos os pés nas 5 micro zonas. Ao encerrar a ZONOTERAPIA LONGITUDINAL, comece seus toques nas ZONAS TRANSVERSAIS, sempre seguindo a direção das setas, PROCURE FAZER TODOS OS TOQUES “DESLIZANDO” PELAS LINHAS IMAGINÁRIAS ! Ao realizar seus “exercícios de toque”, não se preocupe em saber qual região você estará estimulando, neste momento você deve apenas estar se familiarizando com os pés em contato com suas mãos, e aprimorando este contato com os pés e sua forma própria de tocá-los! Lembre-se, não existe uma “fórmula” rígida na maneira de abordar os pés e tocá-los, mas você terá de descobrir sua maneira de abordar os pés e estimular os pontos e zonas de REFLEXO. Inicie sempre nas bases da seta seguindo suas direções deslizando em ambos os lados dos pés, usando o DEDÃO de suas mão para tocar. 52
  • 53. ZONO REFLEXOTERAPIA PODAL Longitudinal 53
  • 54. ZONO REFLEXOTERAPIA PODAL Transversal 54
  • 55. Veja aqui a imagem refletida nos pés e nas mãos, das zonas de reflexo do corpo humano, propostas pelo DR. RANDOLPH STONE da Alemanha (Terapia da Polaridade) , e veja se consegue visualizar “onde” passou pelo corpo humano, ao realizar seus primeiros toques terapêuticos. Figura 13 55
  • 56. EXERCÍCIOS PRÁTICOS Agora você fará seus toques terapêuticos de maneira 56
  • 57. diferente, usando o mesmo “mapa” de terapia por zonas, pois no primeiro exercício você “deslizou” seus dedos através das linhas imaginárias, o que mudará no próximo! Ao iniciar seus toques terapêuticos na linha 1 de cada zona e indo em direção as demais, em cada um dos pés, iniciando pelo pé direito e depois da mesma maneira em todas as zonas no pé esquerdo, SEMPRE MANTENDO A DIREÇÃO DAS SETAS, VOCÊ USARÁ UMA PRESSÃO MAIOR COM SEUS DEDOS NESTAS LINHAS, E QUANDO A PESSOA DIZER QUE DOEU, NESTE PONTO VOCÊ IRÁ ESTIMULAR COM SEU DEDO, DURANTE APROXIMADAMENTE DOZE SEGUNDOS, E APÓS ISTO, CONTINUARÁ SEGUINDO A MESMA LINHA IMAGINÁRIA ATÉ SEU FINAL, REPETINDO O MESMO ESTÍMULO EM TODAS AS ÁREAS SENSÍVEIS AO TOQUE, RESPEITANDO A TOLERÂNCIA INDIVIDUAL EM CADA EXERCÍCIO!!! Lembre-se de marcar o nome da pessoa que você estará tratando em cada um dos três exercícios propostos, E VEJA SE CONSEGUE VER AS DIFERENÇAS DE ZONAS SENSIVEIS EM CADA UM DE SEUS CLIENTES, E IDENTIFICAR SE ESTÃO NA ZONA DO CÍNGULO SUPERIOR OU ESCAPULAR (CABEÇA E PESCOÇO), NA CINTURA (TÓRAX) OU NA CINTURA PÉLVICA (PÉLVIS), procure anotar com uma caneta as áreas mais sensíveis no mapa, para depois identificar em quais zonas do corpo se localizam (figura 08). 57
  • 58. 6.3 – EXERCÍCIOS 1 - NOME:___________________________________________________________ IDADE:____ 58
  • 59. 59
  • 60. 2 - NOME:___________________________________________________________ IDADE:____ 60
  • 61. 61
  • 62. 3 - NOME:___________________________________________________________ IDADE:____ 62
  • 63. 63
  • 64. 7 . Relatando os resultados No espaço abaixo passe a descrever as reações e resultados obtidos seus primeiros toques terapêuticos e suas dúvidas para respondermos através do canal eletrônico exclusivo que você terá acesso durante o seu curso. 1 - DESCREVA AQUI O NOME DA PRIMEIRA PESSOA TRATADA, RESULTADOS E DUVIDAS : 2 - DESCREVA AQUI O NOME DA SEGUNDA PESSOA TRATADA, RESULTADOS E DUVIDAS: 3 - DESCREVA AQUI O NOME DA PRIMEIRA PESSOA TRATADA, RESULTADOS E DUVIDAS: 64
  • 65. 8 . Anatomia dos pés O pé humano é composto de 26 ossos assim distribuídos: sete ossos do tarso (tálus , calcâneo, cubóide, navicular e os três cuneiformes); cincos ossos do metatarso; 14 falanges (três para cada um dos dedos, exceto para o hálux , que tem apenas duas). Os ossos são mantidos unidos através dos ligamentos, que totalizam número de 107, formando as articulações. No pé, as articulações são em número de 33: articulação superior do tornozelo( talocrural ), articulação subtalar, articulação mediotársica ( calcaneocubóide e talonavicular ), articulações tarsometatarsianas ( cubóide, cuneiformes e bases metatársicas), articulações metatarsofalangeanas, articulações interfalangeanas. 65
  • 66. Os músculos são classificados em extrínsecos e intrínsecos. Os músculos extrínsecos possuem origem abaixo do joelho e inserção no pé, e realizam os movimentos do tornozelo como dorsiflexão , a plantiflexão , a inversão e eversão , além de atuarem na movimentação dos artelhos (dedos). Os músculos intrínsecos são representados pelos que se originam abaixo da articulação do tornozelo, podendo situar-se no dorso ou na planta do pé, estes músculos realizam a movimentação dos artelhos. MOVIMENTOS DO TORNOZELO E PÉ Dorsiflexão é o movimento de aproximação do dorso do pé à parte anterior da perna. A amplitude desse movimento é em torno de 20°. Os músculos que atuam neste movimento são o tibial anterior, o extensor longo dos dedos e o fibular terceiro. Plantiflexão consiste em abaixar o pé procurando alinhá-lo em maior eixo com a perna, elevando o calcanhar do chão. A amplitude média desse movimento é de 50°. Esse movimento é realizado principalmente pelos músculos sóleo e gastrocnêmios. Inversão ocorre quando a borda medial do pé dirige-se em direção a parte medial da perna oposta. A amplitude máxima deste movimento é de 20°. Realizado principalmente pelo músculo tibial posterior, e auxiliado pelos músculos gastrocnêmios , sóleo e flexor longo dos dedos. Eversão ocorre quando a borda lateral do pé dirige-se para fora. A amplitude máxima é de 5°. Realizado principalmente pelos músculos fibular curto e longo, auxiliado pelos músculos extensor longo dos dedos e fibular terceiro. Abdução é o movimento que ocorre no plano transverso, com os dedos apontando para fora. A adução consiste no movimento oposto, de apontar os dedos para dentro. Pronação este movimento é triplanar, ocorre com uma combinação de movimentos sendo formado por uma eversão do calcâneo, abdução e dorsiflexão, onde o calcâneo move-se em relação ao tálus. Supinação é o oposto da pronação, ocorrendo uma inversão do calcâneo, abdução e flexão plantar. 66
  • 67. BIOMECÂNICA DA MARCHA Podemos dividir em duas fases. A primeira é a fase de apoio ou de sustentação, que começa a partir do contato inicial no toque do calcâneo e termina quando os dedos saem do chão. A segunda fase e a de balanço ou recuperação. Representa o período imediatamente seguinte ao desprendimento dos dedos. Durante o contato inicial, a articulação subtalar encontra-se supinada. Essa supinação da articulação subtalar acarreta obrigatoriamente a rotação externa da tíbia. À medida que o pé recebe a carga, a articulação subtalar move-se para pronação e conseqüentemente uma rotação interna da tíbia. A pronação do pé destrava a articulação mediotarsal e permite uma melhor absorção de impacto. A pronação é normal e permite essa distribuição de forças sobre o máximo de estruturas possíveis com o objetivo de evitar o excesso de carga. A articulação subtalar permanece em pronação até que 55% a 85% da fase de apoio sejam compatíveis com o centro de gravidade corporal que passa sobre a base de apoio. O pé recomeça a supinar e se aproxima da posição subtalar neutra em 70% a 90% da fase de apoio. Na supinação a articulação mediotarsal está travada e o pé fica estável e rígido preparando-se para a propulsão EXCESSO DE PRONAÇÃO E SUPINAÇÃO Destacamos que a pronação e supinação são movimentos normais da articulação subtalar, que ocorrem na marcha. Entretanto, se forem excessivas ou prolongadas, podem desenvolver lesões específicas importantes. Tanto a pronação excessiva, quanto a supinação são decorrentes de alguma deformidade estrutural ou funcional do pé ( antepé valgo, antepé varo ou retropé varo). A pronação excessiva relaciona-se com o antepé e retropé varo. Já a supinação decorre de um antepé valgo. A compensação geralmente ocasiona a lesão por esforço repetitivo e não a deformidade em si. Estes são os principais, devemos considerar outras deformidades como; tíbia vara, tornozelo equinovaro, eversão excessiva do calcâneo etc. 67
  • 68. 2) TIPOS DE PISADA Neutra - Inicia o contato com o solo do lado externo do calcanhar e, então, ocorre uma rotação moderada para dentro, terminando a passada no centro da planta do pé. - Calçado ideal: entre amortecimento e estabilidade. Supinada - A pisada inicia no calcanhar do lado externo e se mantém o contato do pé com o solo do lado externo, terminando a pisada na base do dedinho. - Pé supinado é, em geral, muito rígido. - Calçado ideal: aumento do amortecimento e da flexibilidade. Pronada - Aquela em que a pisada também se inicia do lado externo do calcanhar, ou algumas vezes um pouco mais para a parte interna, para então ocorrer uma rotação acentuada do pé para dentro, terminando a passada perto do dedão. - A pronação é um problema de hipermobilidade . - Calçado ideal: menos flexível, mais estabilidade e controle do movimento (retropé). 68
  • 69. 3) COMO ESCOLHER O TÊNIS IDEAL? Em primeiro lugar, é preciso entender que os tênis de corrida, em geral, são agrupados em cinco categorias: estabilidade, controle de movimento, amortecimento, performance e trilha. O que de fato vai nos interessar são as três primeiras categorias. CONTROLE DO MOVIMENTO - São os mais rígidos. - Geralmente, são mais pesados, mas muito duráveis, e têm solado plano para oferecer maior estabilidade e suporte. - Você deve preferir este tipo de tênis caso tenha um grau de pronação muito acentuada. ESTABILIDADE - Estes tênis possuem uma boa estabilidade, mas não deixam totalmente de lado o amortecimento. Amortecem o impacto, pelo menos no calcanhar, e sua estrutura procura minimizar o movimento de pronação , estabilizando o pé após seu contato com o solo. - Geralmente indicado para pronadores leves a moderados, mas corredores neutros e supinadores leves podem optar por modelos dessa categoria, desde que o nível de amortecimento seja adequado ao seu peso. - Solado semi-curvo. AMORTECIMENTO - Amortecimento: está do outro lado do espectro em relação à categoria Controle de Movimento. - Tem como principal objetivo amortecer o impacto com o solo. - Os supinadores, que normalmente têm o pé mais rígido (e portanto menos eficiente como amortecedor natural), vão encontrar aqui os modelos mais adequados. Corredores de pisada neutra também podem se satisfazer com esse tipo de tênis. - Solado curvo ou semicurvo para estimular os movimentos dos pés. 69
  • 70. 4) PRINCIPAIS LESÕES ESPORTIVAS QUE PODEM OCORRER NOS PÉS DEVIDO UMA BIOMECÂNICA INEFICIENTE, CAUSADA POR SUPINAÇÃO OU PRONAÇÃO EXCESSIVA 70
  • 71. Lesões por Supinação excessiva - Entorses por inversão do tornozelo. - Síndrome do estresse tibial medial - Tendinite dos fibulares . - Síndrome do atrito no trato iliotibial. - Bursite trocantérica. - Fratura por estresse do 5º metatarso (fratura de Jones). Lesões por Pronação excessiva - Fratura por estresse do navicular. - Fratura por estresse do 2º metatarso ( fratura de March). - Joanete. - Fasciíte plantar. - Tendinite do tibial posterior . - Tendinite do tendão de aquiles. - Síndrome do estresse tibial medial (sóleo e tibial posterior). - Dor na parte medial do joelho. - Neuroma de morton. - Subluxação do cubóide. - Síndrome do túnel do tarso. 5) CUIDADOS NA PREVENÇÃO DE LESÕES. - Avaliação médica, física e postural . - Treinamento aeróbico e anaeróbico adequado e individualizado. - Reforço muscular. - Exercícios de alongamentos. - Alimentação adequada. - Uso de Calçados adequados à sua pisada. 71
  • 72. MATÉRIA PARA INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa "síndrome" que exige tratamento. Ray Moynihan, Alain Wasmes Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune seu desespero por ver o mercado potencial de sua empresa confinado somente às doenças. Explicando preferiria ver a Merck transformada numa espécie de Wringley's - fabricante e distribuidor de gomas de mascar -, Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos destinados às... pessoas saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade de "vender para todo mundo". Três décadas depois, o sonho entusiasta de Gadsden tornou-se realidade. As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a indústria farmacêutica, que movimenta cerca de 500 bilhões de dólares por ano, explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência física e da doença - mudando assim literalmente o que significa ser humano. 72
  • 73. Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes. A fabricação das "síndromes" A maioria de habitantes dos países desenvolvidos desfruta de vidas mais longas, mais saudáveis e mais dinâmicas que as de seus ancestrais. Mas o rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são descritos como muitas síndomes graves, de tal modo que a timidez torna-se um "problema de ansiedade social", e a tensão pré-menstrual, uma doença mental denominada "problema disfórico pré-menstrual". O simples fato de ser um sujeito "predisposto" a desenvolver uma patologia torna-se uma doença em si. O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de inúmeras multinacionais famacêuticas. Com menos de 5% da população mundial, esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. As despesas com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Cresceram quase 100% em seis anos - e isso não só porque os preços dos medicamentos registram altas drásticas, mas também porque os médicos começaram a prescrever cada vez mais. De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry representa o que há de melhor no marketing mundial. Especialista em publicidade, ele se dedica agora à mais sofisticada forma de venda de medicamentos: dedica-se, junto com as empresas farmacêuticas, a criar novas doenças. Em um artigo impressionante intitulado "A arte de catalogar um estado de saúde", Parry revelou recentemente os artifícios utilizados por essas empresas para "favorecer a criação" dos problemas médicos [1]. Às vezes, trata-se de um estado de saúde pouco conhecido que ganha uma atenção renovada; às vezes, redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, 73
  • 74. dando-lhe um novo nome; e outras vezes cria-se, do nada, uma nova "disfunção". Entre as preferidas de Parry encontram-se a disfunção erétil, o problema da falta de atenção entre os adultos e a síndrome disfórica pré- menstrual - uma síndrome tão controvertida, que os pesquisadores avaliam que nem existe. Médicos orientados por marqueteiros Com uma rara franqueza, Perry explica a maneira como as empresas farmacêuticas não só catalogam e definem seus produtos com sucesso, tais como o Prozac ou o Viagra, mas definem e catalogam também as condições que criam o mercado para esses medicamentos. Sob a liderança de marqueteiros da indústria farmacêutica, médicos especialistas e gurus como Perry sentam-se em volta de uma mesa para "criar novas idéias sobre doenças e estados de saúde". O objetivo, diz ele, é fazer com que os clientes das empresas disponham, no mundo inteiro, "de uma nova maneira de pensar nessas coisas". O objetivo é, sempre, estabelecer uma ligação entre o estado de saúde e o medicamento, de maneira a otimizar as vendas. Para muitos, a idéia segundo a qual as multinacionais do setor ajudam a criar novas doenças parecerá estranha, mas ela é moeda corrente no meio da indústria. Destinado a seus diretores, um relatório recente de Business Insight mostrou que a capacidade de "criar mercados de novas doenças" traduz-se em vendas que chegam a bilhões de dólares. Uma das estratégias de melhor resultado, segundo esse relatório, consiste em mudar a maneira como as pessoas vêem suas disfunções sem gravidade. Elas devem ser "convencidas" de que "problemas até hoje aceitos no máximo como uma indisposição" são "dignos de uma intervenção médica". Comemorando o sucesso do desenvolvimento de mercados lucrativos ligados a novos problemas da saúde, o relatório revelou grande otimismo em relação ao futuro financeiro da indústria farmacêutica: "Os próximos anos evidenciarão, de maneira privilegiada, a criação de doenças patrocinadas pela empresa". 74
  • 75. Dado o grande leque de disfunções possíveis, certamente é difícil traçar uma linha claramente definida entre as pessoas saudáveis e as doentes. As fronteiras que separam o "normal" do "anormal" são freqüentemente muito elásticas; elas podem variar drasticamente de um país para outro e evoluir ao longo do tempo. Mas o que se vê nitidamente é que, quanto mais se amplia o campo da definição de uma patologia, mais essa última atinge doentes em potencial, e mais vasto é o mercado para os fabricantes de pílulas e de cápsulas. Em certas circunstâncias, os especialistas que dão as receitas são retribuídos pela indústria farmacêutica, cujo enriquecimento está ligado à forma como as prescrições de tratamentos forem feitas. Segundo esses especialistas, 90% dos norte-americanos idosos sofrem de um problema denominado "hipertensão arterial"; praticamente quase metade das norte- americanas são afetadas por uma disfunção sexual batizada FSD (disfunção sexual feminina); e mais de 40 milhões de norte-americanos deveriam ser acompanhados devido à sua taxa de colesterol alta. Com a ajuda dos meios de comunicação em busca de grandes manchetes, a última disfunção é constantemente anunciada como presente em grande parte da população: grave, mas sobretudo tratável, graças aos medicamentos. As vias alternativas para compreender e tratar dos problemas de saúde, ou para reduzir o número estimado de doentes, são sempre relegadas ao último plano, para satisfazer uma promoção frenética de medicamentos. Quanto mais alienados, mais consumistas A remuneração dos especialistas pela indústria não significa necessariamente tráfico de influências. Mas, aos olhos de um grande número de observadores, médicos e indústria farmacêutica mantêm laços extremamente estreitos. 75
  • 76. As definições das doenças são ampliadas, mas as causas dessas pretensas disfunções são, ao contrário, descritas da forma mais sumária possível. No universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde, tal como as doenças cardiovasculares, pode ser considerado pelo foco estreito da taxa de colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A prevenção das fraturas da bacia em idosos confunde-se com a obsessão pela densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal resulta de um desequilíbrio químico da serotonina no cérebro. O fato de se concentrar em uma parte faz perder de vista as questões mais importantes, às vezes em prejuízo dos indivíduos e da comunidade. Por exemplo: se o objetivo é a melhora da saúde, alguns dos milhões investidos em caros medicamentos para baixar o colesterol em pessoas saudáveis, podem ser utilizados, de modo mais eficaz, em campanhas contra o tabagismo, ou para promover a atividade física e melhorar o equilíbrio alimentar. A venda de doenças é feita de acordo com várias técnicas de marketing, mas a mais difundida é a do medo. Para vender às mulheres o hormônio de reposição no período da menopausa, brande-se o medo da crise cardíaca. Para vender aos pais a idéia segundo a qual a menor depressão requer um tratamento pesado, alardeia-se o suicídio de jovens. Para vender os medicamentos para baixar o colesterol, fala-se da morte prematura. E, no entanto, ironicamente, os próprios medicamentos que são objeto de publicidade exacerbada às vezes causam os problemas que deveriam evitar. O tratamento de reposição hormonal (THS) aumenta o risco de crise cardíaca entre as mulheres; os antidepressivos aparentemente aumentam o risco de pensamento suicida entre os jovens. Pelo menos, um dos famosos medicamentos para baixar o colesterol foi retirado do mercado porque havia causado a morte de "pacientes". Em um dos casos mais graves, o medicamento considerado bom para tratar problemas intestinais banais causou tamanha constipação que os pacientes morreram. No entanto, neste e em outros casos, as autoridades nacionais de regulação parecem mais interessadas em proteger os lucros das empresas farmacêuticas do que a saúde pública. 76
  • 77. A "medicalização" interesseira da vida A flexibilização da regulação da publicidade no final dos anos 1990, nos Estados Unidos, traduziu-se em um avanço sem precedentes do marketing farmacêutico dirigido a "toda e qualquer pessoa do mundo". O público foi submetido, a partir de então, a uma média de dez ou mais mensagens publicitárias por dia. O lobby farmacêutico gostaria de impor o mesmo tipo de desregulamentação em outros lugares. Há mais de trinta anos, um livre pensador de nome Ivan Illich* deu o sinal de alerta, afirmando que a expansão do establishment médico estava prestes a "medicalizar" a própria vida, minando a capacidade das pessoas enfrentarem a realidade do sofrimento e da morte, e transformando um enorme número de cidadãos comuns em doentes. Ele criticava o sistema médico, "que pretende ter autoridade sobre as pessoas que ainda não estão doentes, sobre as pessoas de quem não se pode racionalmente esperar a cura, sobre as pessoas para quem os remédios receitados pelos médicos se revelam no mínimo tão eficazes quanto os oferecidos pelos tios e tias [2] ". Mais recentemente, Lynn Payer, uma redatora médica, descreveu um processo que denominou "a venda de doenças": ou seja, o modo como os médicos e as empresas farmacêuticas ampliam sem necessidade as definições das doenças, de modo a receber mais pacientes e comercializar mais medicamentos [3]. Esses textos tornaram-se cada vez mais pertinentes, à medida que aumenta o rugido do marketing e que se consolidas as garras das multinacionais sobre o sistema de saúde. (Tradução: Wanda Caldeira Brant) wbrant@globo.com Autor recomendado pelo IPETRANS: Ivan Illich, com a Nêmesis da Medicina, on-line. http://www.ivanillich.org/Principal.htm Mais autores recomendados: http://www.ipetrans.hpg.ig.com.br/IPETRANS-166.htm 77
  • 78. * Philippe Pignarre, "O que é o medicamento?", Ed. 34,1999. Bibliografia complementar: * A revista médica PLoS Medecine traz, em seu número de abril de 2006, um importante dossiê sobre "A produção de doenças" - http://medicine.plosjournals.org/ * Na França, as revistas Pratiques (dirigida ao grande público) e Prescrire (destinada aos médicos) avaliam os medicamentos e trazem um olhar crítico sobre a definição das doenças. * Jörg Blech, Les inventeurs de maladies. Manouvres et manipulations de l'industrie pharmaceutique, Arles, Actes Sud, 2005. * Philippe Pignarre, Comment la dépression est devenue une épidémie, Paris, Hachette-Littérature, col. Pluriel, 2003. [1] Ler, de Vince Parry, "The art of branding a condition ", Medical Marketing & Media, Londres, maio de 2003. [2] *Ler, de Ivan Illich, Némésis médicale, Paris, Seuil, 1975. [3] Ler, de Lynn Payer, Disease-Mongers: How Doctors, Drug Companies, and Insurers are Making You Feel Sick, Nova York, John Wiley & Sons, 2002. Matéria do Le Monde Diplomatique-Brasil, in coDebate.com.br - 16/06/2006 Os vendedores de doenças 16/6/2006 78

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