Conectivismo: uma teoria para a era digital
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×
 

Conectivismo: uma teoria para a era digital

on

  • 3,643 views

Tradução livre para o português do artigo sobre Conectivismo de Siemens.

Tradução livre para o português do artigo sobre Conectivismo de Siemens.

Statistics

Views

Total Views
3,643
Views on SlideShare
3,631
Embed Views
12

Actions

Likes
2
Downloads
146
Comments
0

1 Embed 12

http://paper.li 12

Accessibility

Categories

Upload Details

Uploaded via as Adobe PDF

Usage Rights

© All Rights Reserved

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Processing…
Post Comment
Edit your comment

Conectivismo: uma teoria para a era digital Conectivismo: uma teoria para a era digital Document Transcript

  • Conectivismo: uma teoria da aprendizagem para a era digital George Siemens (gsiemens@elearnspace.org) 12 de dezembro de 2004 Tradução*: Bruno S. Leite1 bsl02@hotmail.com Setembro – 2011 Este trabalho está publicado sob uma Licencia Creative Commons 2.5Introdução O condutivismo, o cognitivismo e o construtivismo são as três grandes teorias deaprendizagem mais utilizadas frequentemente na criação de ambientes instrucionais. Estasteorias, contudo, foram desenvolvidas em uma época na qual a aprendizagem não havia sidoimpactada pela tecnologia. Nos últimos vinte anos, a tecnologia tem reorganizado a forma emque vivemos, nos comunicamos e aprendemos. As necessidades de aprendizagem e as teoriasque descrevem os princípios e processos de aprendizagem, devem refletir nos ambientessociais subjacentes. Vaill enfatiza que “a aprendizagem deve constituir uma forma de ser – umconjunto permanente de atitudes e ações que os indivíduos e grupos usam para tentarmanter-se atualizados de eventos surpreendentes, inovadores, caóticos, inevitáveis,recorrentes...” (1996, p.42). Faz tão somente quarenta anos, que os alunos, logo ao completar a educação formalrequerida, ingressa a uma carreira que normalmente duraria toda sua vida. O desenvolvimentoda informação era lento. A vida do conhecimento era medida em décadas. Hoje, estesprincípios fundamentais tem sido alterados. O conhecimento cresce exponencialmente. Emmuitos campos da vida do conhecimento se mede agora em meses e anos. González (2004)descreve os desafios gerados pela rápida diminuição da vida do conhecimento: “Um dos fatores mais persuasivos é a redução da vida média do conhecimento. “A vida média do conhecimento” é o lapso do tempo que transcorre entre o momento em que o conhecimento é adquirido e o momento em que se torna obsoleto. A metade do que é conhecido hoje não era conhecido há 10 anos. A quantidade de conhecimento no mundo se tem duplicado nos últimos 10 anos e duplica a cada 18 meses de acordo com a Sociedade Americana de Treinamento e Documentação (American Society of Training and Documentation - ASTD). Para combate a redução da vida média1 Bruno Leite é pesquisador em Tecnologia Educacional e professor no uso das Tecnologias no Ensino.Possui Mestrado em Ensino de Ciências e Licenciatura Plena em Química pela UFRPE.
  • do conhecimento, as organizações tem sido obrigadas a desenvolver novas métodos para levar a capacitação.”Algumas tendências significativas na aprendizagem:  Muitos alunos se desempenham em uma variedade de ares diferentes, e possivelmente sem relação entre si, ao longo de sua vida.  A aprendizagem informal é um aspecto significativo de nossa experiência de aprendizagem. A educação formal já não constitui a maior parte de nossa aprendizagem. A aprendizagem ocorre agora em uma variedade de formas – através de comunidades de prática, redes pessoais, e através da realização de tarefas relacionadas ao trabalho.  A aprendizagem é um processo contínuo, que dura toda a vida. A aprendizagem e as atividades relacionadas ao trabalho já não se encontram separados. Em muitos casos, são os mesmos.  A tecnologia está alterando (religando2) nossos cérebros. As ferramentas que utilizamos definem e moldam nosso pensamento.  A organização e o indivíduo são organismos que aprendem. O aumento no interesse pelo gerenciamento do conhecimento mostra a necessidade de uma teoria que trate de explicar o laço entre aprendizagem individual e organizacional.  Muitos dos processos utilizados previamente pelas teorias de aprendizagem (em especial os que se referem ao processamento cognitivo da informação) podem ser agora realizados, ou apoiados, pela tecnologia.  Saber como e saber o que estão sendo complementados com saber onde (a compreensão de onde encontrar o conhecimento requerido)Acontecimentos Driscoll (2000) define a aprendizagem como “uma mudança persistente nodesempenho humano ou no desempenho potencial... [na qual] deve produzir-se comoresultado da experiência do aprendiz e sua interação com o mundo” (p.11). Esta definiçãocompreende muito dos atributos associados comumente com o condutismo, o cognitivismo eo construtivismo – a saber, a aprendizagem como um estado de mudança duradouro2 A expressão (religando) provém de áreas técnicas (em especial da computação), onde os cabos e asconexões entre eles são os que possibilitam a operação de um artefato ou equipamento. Assim, ao falarde “cabeamento” do cérebro, se faz referência as conexões existentes no interior da mesma, que variamde uma pessoa a outra (“É a maneira como estou cabeado”, é uma expressão que se usa para justificar aforma de reagir ou opinar frente a uma situação particular). (N.T.)
  • (emocional, mental, fisiológico (i.e., habilidades)) obtendo como resultado das experiências einterações com conteúdos ou com outras pessoas. Driscoll (2000, p. 14-17) explora algumas das complexidades para definiraprendizagem. Seu debate se centra em:  Fontes válidas de conhecimento – Adquirimos conhecimento através de experiências? É inato (presente no nascimento)? O adquirimos através do pensamento e o raciocínio?  Conteúdo do conhecimento – é o conhecimento realmente cognoscível? Pode ser cognoscível através da experiência humana?  A consideração final foca em três tradições epistemológicas na relação com a aprendizagem: objetivismo, Pragmatismo, e Interpretativismo:  O objetivismo (similar ao behaviorismo) estabelece que a realidade é externa e é objetiva, e o conhecimento é adquirido através de experiências.  O pragmatismo (similar ao cognitivismo) estabelece que a realidade é interpretada, e o conhecimento é negociado através da experiência e pensamento.  O interpretativismo (similar ao construtivismo) estabelece que a realidade é interna, e o conhecimento é construído. Todas estas teorias de aprendizagem mantém a noção que o conhecimento é umobjetivo (ou um estado) que é alcançável (se já não é nato) através do raciocínio ou daexperiência. O behaviorismo, o cognitivismo e o construtivismo (construído sobre as tradiçõesepistemológicas) tentam evidenciar como é que uma pessoa aprende. O behaviorismo estabelece que a aprendizagem é, em geral, desconhecido, isto é, quenão podemos entender o que ocorre dentro de uma pessoa (a “teoria da caixa negra”). Gredler(2001) expressa o behaviorismo como um conjunto de várias teorias que fazem trêspresunções acerca da aprendizagem:  O comportamento observável é mais importante que compreender as atividades internas.  O comportamento deveria estar focado em elementos simples: estímulos e respostas específicas.  A aprendizagem tem relação com a mudança no comportamento.O behaviorismo muitas vezes leva a um modelo computacional de processamento dainformação. A aprendizagem é vista como um processo de entradas, administradas namemoria de curto prazo, e codificadas para sua recuperação à longo prazo. Cindy Buell detalha
  • este processo: “Nas teorias cognitivas, o conhecimento é visto como construções mentaissimbólicas na mente do aprendiz, e o processo de aprendizagem é o meio pela qual estasrepresentações simbólicas são consignadas na memória”. O construtivismo sugere que os alunos criem conhecimento enquanto tratam decompreender suas experiências (Driscoll, 2000, p. 376). O behaviorismo e o cognitivismo veemo conhecimento como externo ao aluno e ao processo de aprendizagem como ato deinternalizar o conhecimento. O construtivismo assume que os alunos não são simplesrecipientes vazios para ser preenchido com conhecimento. Pelo contrário, os alunos estãotentando criar significado ativamente. Os alunos frequentemente selecionam e perseguem suaprópria aprendizagem. Os princípios construtivistas reconhecem que a aprendizagem na vidareal é caótico e complexo. As salas de aulas que emulam a “confusão3” desta aprendizagemserão mais eficazes ao preparar os alunos para a aprendizagem ao longo da vida.Limitações do behaviorismo, cognitivismo e construtivismo Um princípio central da maioria das teorias de aprendizagens é que a aprendizagemocorre dentro de uma pessoa. Mesmo a visão construtivista social, que argumentam que aaprendizagem é um processo social, promovem o protagonismo do indivíduo (e sua presençafísica, isto é, baseado no cérebro) na aprendizagem. Estas teorias não fazem referência aaprendizagem que ocorre por fora das pessoas (i.e., aprendizagem que é armazenada emanipulada pela tecnologia). Também falham ao descrever como ocorre a aprendizagem nointerior das organizações. As teorias de aprendizagem se ocupam do processo de aprendizagem em si mesmo,não do valor do que está sendo aprendido. Em mundo interconectado, vale a pena explorar amesma forma da informação que adquirimos. A necessidade de avaliar a relevância deaprender algo é uma meta-habilidade que é aplicada antes da própria aprendizagem começar.Quando o conhecimento é escasso, o processo de avaliar a relevância é assumido comointrínseco a aprendizagem. Quando o conhecimento é abundante, a avaliação rápida doconhecimento é importante. Preocupações adicionais surgem por causa do rápido aumento naquantidade de informação. No ambiente de hoje, muitas vezes leva a ação sem aprendizagempessoal, isto é, necessitamos atuar a partir da obtenção da informação externa a nossoconhecimento primário. A capacidade de sintetizar e reconhecer conexões e padrões são umahabilidade valiosa.3 Tradução para Fuzziness.
  • Muitas perguntas importantes surgem quando as teorias de aprendizagem existentessão vistas através da tecnologia. A tentativa natural dos teóricos é continuar revisando edesenvolvendo teorias a medida que as condições mudam. Em algum ponto, contudo, ascondições subjacentes se têm alterado de maneira tão significativa, que uma modificaçãoadicional não é viável. Uma abordagem totalmente nova é necessária.Estas são algumas perguntas para explorar a relação com as teorias de aprendizagem e oimpacto da tecnologia e das novas ciências (caos e redes) na aprendizagem:  Como são afetadas as teorias de aprendizagem quando o conhecimento já não é adquirido de forma linear?  Que ajustes precisam ser realizados com as teorias de aprendizagem quando a tecnologia realiza muitas das operações cognitivas que antes eram realizadas pelos alunos (armazenamento e recuperação da informação)?  Como podemos nos manter atualizados em uma rápida evolução da ecologia da informação?  Como as teorias de aprendizagem lidam com momentos onde o desempenho é necessário na ausência de uma compreensão completa?  Qual é o impacto das redes e das teorias de complexidade na aprendizagem?  Qual é o impacto do caos como um processo de reconhecimento de padrões complexos na aprendizagem?  Com o reconhecimento crescente de interconexões em diferentes campos do conhecimento, como são percebidos os sistemas e as teorias ecológicas a luz das tarefas de aprendizagem?Uma teoria alternativa A inclusão da tecnologia e a identificação de conexões como atividades deaprendizagem, começam a mover as teorias de aprendizagem para a era digital. Já não épossível experimentar e adquirir pessoalmente a aprendizagem que necessitamos para atuar.Agora derivamos nossa competência de formação de conexões. Karen Stephenson indica: “A experiência tem sido considerada o melhor professor do conhecimento. Dado que não podemos experimentar tudo, as experiências de outras pessoas, e por conseguinte outras pessoas, se convertem em substitutos do conhecimento. ‘Eu guardo meu conhecimento em meus amigos’ é um
  • axioma para juntar o conhecimento através de pessoas coletando (sem data).”O caos é uma nova realidade para os trabalhadores do conhecimento. ScienceWeek (2004) cita adefinição de Nigel Calder em que o caos é “uma forma critica de ordem”. O caos é o colapso daprevisibilidade, evidenciada em configurações complexas que inicialmente desafiam a ordem. Adiferença do construtivismo, que afirma que os alunos tratam de desenvolver compreensão através detarefas que geram significado, o caos afirma que o significado existe, e que o desafio do aprendiz éreconhecer os padrões que parecem estar escondidos. A construção do significado e a formação deconexões entre comunidades especializadas são atividades importantes. O caos, como ciência, reconhece a conexão de tudo como todo. Gleick (1987) indica: “No clima, 4por exemplo, isto se traduz no que é conhecido meio jocosamente como o Efeito Borboleta: a noçãoque uma mariposa que bate suas asas hoje em Pequim pode transformar os sistemas de tormentas nopróximo mês em nova Iorque” (p.8). Esta analogia evidencia um verdadeiro desafio: “a dependênciasensível das condições iniciais” impacta de maneira profunda o que aprendemos e a maneira na queatuamos, baseados em nossa aprendizagem. A tomada de decisões é um indicador disto. Se ascondições subjacentes usadas para tomar decisões mudam, a decisão em si mesma deixa de ser tãocorreta como era no momento em que se tomou. A habilidade de reconhecer e se ajustar a mudançasnos padrões é uma tarefa de aprendizagem fundamental. Luis Mateus Rocha (1998) define a auto-organização como a “formação espontânea deestruturas, padrões ou comportamentos bem organizados, a partir de condições iniciais aleatórias”(p.3). A aprendizagem, como um processo de auto-organização, requer que o sistema (sistemas deaprendizagem pessoais ou organizacionais) “seja informativamente abertos, isto é, para que sejamcapazes de classificar suas próprias interações com um ambiente, devem ser capazes de mudar suaestrutura...” (p.4). Wiley e Edwards reconhecem a importância da auto-organização como um processode aprendizagem: “Jacobs argumenta que as comunidades se auto organizam de maneira similar aosinsetos sociais: em lugar de ter milhares de formigas cruzando os rastros com feromônios de cada um emudam seu comportamento de acordo com eles, milhares de seres humanos passam uns aos outros nacalçada e mudam seu comportamento.“. A auto organização a nível pessoal é um micro-processo deconstruções de conhecimento auto organizado maiores, que se criam no interior dos ambientesinstitucionais ou corporativos. A capacidade de formar conexões entre fontes de informação, para criarassim padrões de informações úteis, é requerida para aprender em nossa economia do conhecimento.Redes, Mundos Pequenos, Laços fracos Uma rede pode ser definida simplesmente como conexões entre entidades. As redes decomputadores, as redes de energia e as redes sociais funcionam sobre o simples princípio que as4 De modo jocoso: que provoca riso, Alegre, gracioso. (N.T.)
  • pessoas, grupos, sistemas, nós e entidades podem ser conectados para criar um todo integrado. Asalterações dentro da rede tem um efeito de onda no todo. Albert-László Barabási indica que “os nós competem sempre por conexões porque as ligaçõesrepresentam a sobrevivência de um mundo interconectado” (2002, p.106). Esta competição estábastante pequena dentro de uma rede de aprendizagem pessoal, mas o valor de certos nós emdetrimento de outros é uma realidade. Os nós que adquirem um maior perfil serão mais exitosos emadquirir conexões adicionais. Em termos de aprendizagem, a probabilidade de que um conceito deaprendizagem está ligado depende de quão bem conectado está atualmente. Os nós (são áreas, ideias,comunidades) que se especializam e obtém reconhecimento por sua especialização tem maioreschances de reconhecimento, resultando assim na polinização cruzada de comunidades deaprendizagem. Os laços fracos são links ou pontos que permitem conexões curtas entre a informação. As redesde nossos pequenos mundos estão povoadas, geralmente, com pessoas cujos interesses econhecimento são similares aos nossos. Encontrar um novo trabalho, por exemplo, ocorre muitas vezesatravés de laços fracos. Este princípio tem grande mérito na noção de coincidência, inovação ecriatividade. As conexões entre ideias e campos distintos podem criar novas inovações.Conectivismo O conectivismo é a integração de princípios explorados pelas teorias do caos, redes,complexidade e auto-organização. A aprendizagem é um processo que ocorre dentro de ambientesdifusos onde elementos centrais estão em mudança – que não estão totalmente sob o controle do 5individuo. A aprendizagem (definido como conhecimento aplicável ) pode residir fora de nós (dentro deuma organização ou banco de dados), está focada em conectar conjuntos de informação especializada, eas conexões que nos permitem aprender mais tem maior importância que nosso estado atual deconhecimento. O conectivismo é orientado pela compreensão que as decisões estão baseadas em princípiosque mudam rapidamente. Continuamente se está adquirindo nova informação. A habilidade de realizardistinções entre a informação importante e não importante resulta vital. Também é crítica a habilidadede reconhecer quando uma nova informação altera um ambiente baseado nas decisões tomadasanteriormente. Princípios do conectivismo:  A aprendizagem e o conhecimento dependem da diversidade de opiniões.  A aprendizagem é um processo de conectar nós ou fontes de informação especializadas.  A aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos.5 Actionable knowledge, do original. O sentido do término se refere ao conhecimento suscetível de seraplicado ou utilizado de maneira imediata. N. T.
  •  A capacidade de saber mais é mais crítica que aquele que se sabe em um momento dado.  A alimentação e mantimento das conexões são necessários para facilitar a aprendizagem contínua.  A habilidade de ver conexões entre áreas, ideias e conceitos é uma habilidade chave.  A atualização (conhecimento preciso e atual) é a intenção de todas as atividades conectivistas de aprendizagem.  A tomada de decisão é, em si, um processo de aprendizagem. O ato de escolher o que aprender e o significado da informação que se recebe, é visto através da lente de uma realidade em mudança. Uma decisão correta hoje, pode estar equivocada amanhã devido a alterações no ambiente informativo que afeta a decisão.O conectivismo também contempla os desafios que muitas corporações enfrentam em atividades degestão de conhecimento. O conhecimento que reside em uma base de dados deve estar conectado comas pessoas precisas no contexto adequado para que pode ser classificado como aprendizagem. Obehaviorismo, o cognitivismo e o construtivismo não tratam de referir-se a desafios do conhecimento ea transferência organizacional. O fluxo de informação dentro de uma organização é um elemento importante da efetividadeorganizacional. Em uma economia do conhecimento, o fluxo de informação é o equivalente ao um tubode óleo em uma economia industrial. Criar, preservar e utilizar o fluxo de informação deveria ser umaatividade organizacional chave. O fluxo de informação pode ser comparado com um rio que flui atravésda ecologia de uma organização. Em certas áreas, o rio torna-se estagnada e em outras diminui. A saúdeda ecologia da aprendizagem de uma organização depende do cuidado efetivo do fluxo de informação.A análise de redes sociais é um elemento adicional para compreender os modelos de aprendizagem daera digital. Art Kleiner (2002) explora a “Teoria quântica da confiança” de Karen Stephenson, a qual“explica não somente como reconhecer a capacidade cognitiva coletiva de uma organização, sem como 6cultivá-la e incrementá-la”. O interior das redes sociais, os hubs são pessoas bem conectadas, capazesde promover e manter o fluxo de informação. Sua interdependência resulta em um fluxo de informação,permitindo a compreensão pessoal do estado de atividades desde o ponto de vista organizacional. O ponto de partida do conectivismo é o indivíduo. O conhecimento pessoal se compõem deuma rede, a qual alimenta organizações e instituições, as que sua vez retroalimentam a rede, provendonova aprendizagem para os indivíduos. Este ciclo de desenvolvimento do conhecimento (pessoal a rede,de rede a instituição) permite aos alunos estarem atualizados em sua área mediante as conexões quetem formado.6 Sem tradução para o português. Um hub é o ponto central em que se concentram toras ou tráfico paraser redistribuídas ou (re)dirigidas; em telecomunicações, um hub é um “concentrador” que cumpre umafunção similar em uma rede de computadores: concentrar e redistribuir o tráfico da rede. N. T.
  • Landauer e Dumais (1197) exploram o fenômeno segundo o qual “as pessoas têm muito maisconhecimento do que parece estar presente na informação a qual tem estado expostas”. Estes autoresprovêm um enfoque conectivista ao indicar “a simples noção que alguns domínios de conhecimentocontêm grande quantidades de inter-relações fracas que, se explorada corretamente, podem ampliarenormemente o aprendizado por um processo de inferência”. O valor do reconhecimento de padrões ede conectar nossos próprios “pequenos mundos do conhecimento” é aparente no impacto exponencialque recebe nossa aprendizagem pessoal. Joh Seely Brown apresenta uma interessante noção, na qual a Internet equilibra os pequenosesforços de muitos com os grandes esforços de poucos. A premissa central é que as conexões criadascom nós não usuais suportam e intensificam atividades existentes que exigem um grande esforço.Brown mostra o exemplo de um projeto do sistema de Universidade Comunitaria del Condado deMaricopa, na qual reúne idosos e estudantes da escola fundamental em um programa de mentores. As 7crianças “escutam a estes “Avós” mais do que escutam a seus pais, a mentoría realmente ajuda osprofessores... os pequenos esforços de muitos – os idosos – complementam os grandes esforços depoucos – os professores-“ (2002). Esta amplificação da aprendizagem, conhecimento e compreensãoatravés da extensão de uma rede pessoal é epítome do conectivismo.Implicações A noção de conectivismo tem implicações em todos os aspectos da vida. Este artigo focaprincipalmente a aprendizagem, pois os seguintes aspectos também são afetados:  Administração e liderança: a gestão e organização de recursos para alcançar os resultados esperados é um desafio significativo. Compreender que o conhecimento completo não pode existir na mente de uma só pessoa requer uma aproximação diferente para criar uma visão geral da situação. Equipes diversas com pontos de vistas discrepantes são uma estrutura crítica para a exploração exaustiva das ideias. A inovação é outro desafio adicional. A maior parte das ideias revolucionaria de hoje em dia, existiram uma vez como elementos marginais. A habilidade de uma organização para fomentar, nutrir e sintetizar os impactos de visões diferentes sobre a informação é crucial para sobrevir em uma economia do conhecimento. A rapidez da “ideia a implementação” também melhora em uma concepção sistêmica da aprendizagem.  Meios, notícias, informação: Esta tendência já está em curso. As organizações de meios massivos estão sendo desafiadas pelo fluxo de informação aberto, em tempo real e em duas vias que permitem os blogs.  Administração do conhecimento pessoal em relação com a administração do conhecimento organizacional.7 Ação do mentor. N. T.
  •  O desenho de ambientes de aprendizagem.Conclusão 8 O tubo é mais importante que o seu conteúdo. Nossa habilidade para aprender o quenecessitamos amanhã é mais importante que o que sabemos hoje. Um verdadeiro desafio para 9qualquer teoria de aprendizagem é ativar o conhecimento adquirido em sítio de aplicação . Contudo,quando o conhecimento necessita, pois não é conhecido, da habilidade de conectar-se com fontes quecorrespondem ao que se requer é uma habilidade vital. Como o conhecimento continua a crescer eevoluir, o acesso ao que é necessário é mais importante que o que o aluno possui atualmente. O conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece os movimentostectônicos em uma sociedade onde a aprendizagem tem deixado de ser uma atividade interna eindividual. A forma na qual trabalham e funcionam as pessoas se alteram quando usam novasferramentas. A área da educação tem sido lenta para reconhecer o impacto de novas ferramentas deaprendizagem e as mudanças ambientais, na própria concepção do que significa aprender. Oconectivismo fornece uma percepção de competências de aprendizagem e as tarefas necessárias paraque os alunos floresçam em um era digital.Referências  Barabási, A. L., (2002) Linked: The New Science of Networks, Cambridge, MA, Perseus Publishing.  Buell, C. (undated). Cognitivism. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://web.cocc.edu/cbuell/theories/cognitivism.htm.  Brown, J. S., (2002). Growing Up Digital: How the Web Changes Work, Education, and the Ways People Learn. United States Distance Learning Association. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004, de http://www.usdla.org/html/journal/FEB02_Issue/article01.html  Driscoll, M. (2000). Psychology of Learning for Instruction. Needham Heights, MA, Allyn & Bacon.  Gleick, J., (1987). Chaos: The Making of a New Science. New York, NY, Penguin Books.  Gonzalez, C., (2004). The Role of Blended Learning in the World of Technology. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://www.unt.edu/benchmarks/archives/2004/september04/eis.htm.  th Gredler, M. E., (2005) Learning and Instruction: Theory into Practice – 5 Edition, Upper Saddle River, NJ, Pearson Education.  Kleiner, A. (2002). Karen Stephenson’s Quantum Theory of Trust. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://www.netform.com/html/s+b%20article.pdf.  Landauer, T. K., Dumais, S. T. (1997). A Solution to Plato’s Problem: The Latent Semantic Analysis Theory of Acquisition, Induction and Representation of Knowledge. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://lsa.colorado.edu/papers/plato/plato.annote.html.  Rocha, L. M. (1998). Selected Self-Organization and the Semiotics of Evolutionary Systems. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://informatics.indiana.edu/rocha/ises.html.  ScienceWeek (2004) Mathematics: Catastrophe Theory, Strange Attractors, Chaos. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://scienceweek.com/2003/sc031226-2.htm.8 O tubo de óleo. N.T.9 Isto se refere a importância de poder usar o conhecimento quando se necessita, aspecto que deveriaser contemplado por qualquer teoria de aprendizagem. N. T.
  •  Stephenson, K., (Comunicación interna, no. 36) What Knowledge Tears Apart, Networks Make Whole. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://www.netform.com/html/icf.pdf.  Vaill, P. B., (1996). Learning as a Way of Being. San Francisco, CA, Jossey-Blass Inc.  Wiley, D. A and Edwards, E. K. (2002). Online self-organizing social systems: The decentralized future of online learning. Recuperado el 10 de Diciembre, 2004 de http://wiley.ed.usu.edu/docs/ososs.pdf. Este trabalho está publicado sob uma Licencia Creative Commons 2.5* Tradução Livre para o português (Brasil). Sugestões: @brunleite