Aula 01

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    1. INTRODUÇÃO Anatomia Aula N. 01 março, 2009 Projeto de aperfeiçoamento profissional
    2. Introdução
      • Proposta
      • Esta oficina se propõe a introduzir os seus participantes nos conhecimentos de Anatomia Funcional, Cinesiologia Aplicada a Dança, Controle Motor, Fisiologia do Exercício, princípios de Educação Somática e improvisação voltada à conscientização do movimento.
    3. Introdução
      • Anatomia
      • É a ciência que estuda a estrutura e a forma dos corpos ou seres organizados
        • Anatomia descritiva  estuda os órgãos e os aparelhos que constituem o corpo humano.
        • Anatomia microscópica  estuda a estrutura microscópica das diferentes células, tecidos e órgãos.
        • Anatomia do desenvolvimento  trata da embriologia.
    4. Introdução
      • Anatomia do Sistema Musculoesquelético
      • O sistema músculo-esquelético tem como funções principais: produção de movimentos, auxílio na estabilidade articular, manutenção da postura e posicionamento corporal, e suporte.
      • Como isto se relaciona com a dança?
    5. Introdução
      • Cinesiologia Aplicada a Dança
      • Cinesiologia : ciência do estudo do movimento e das estruturas passivas e ativas envolvidas.
      • Biomecânica : ciência que examina a ação das forças, internas e externas, no corpo vivo. (dicionário médico Stedman)
      • É a ciência que analisa as diferentes componentes envolvidas no movimento humano (fisiológicos, biomecânicos, morfológicos,) e a interação entre eles, dando respostas às mais diversas solicitações, desde a otimização do rendimento até a prevenção de lesões.
    6. Introdução
      • Controle Motor
      • O controle motor diz respeito ao conhecimento de como ocorre a interação entre os sistemas musculoesquelético e nervoso com o objetivo de gerar movimento.
    7. Introdução
      • Fisiologia do exercício
      • A fisiologia do exercício delimita as funções e as respostas destes sistemas, sua interação e como conseguir um melhor aproveitamento do corpo humano diante da atividade física.
      • Levando em consideração os princípios básicos do exercício, como este conhecimento pode ajudar o bailarino a melhor entender o processo de treinamento físico?
    8. Introdução
      • Educação somática
      • corpo e soma
      • O corpo enquanto experiência
      • A educação somática é um campo teórico-prático que se interessa pelas relações entre a motricidade humana, a consciência e o aprendizado.
      • A experiência humana e a subjetividade passam a ser validadas como fonte de conhecimento.
      • Para os profissionais da área de educação somática, não é o corpo da pessoa que é abordado, mas a sua experiência através do corpo.
    9. Introdução
      • Aulas práticas
      • Focos da oficina:
        • Importância do potencial criativo do bailarino, possibilitar a ele ser co-criador no processo coreográfico,
        • Questionar a forma hierarquizada de se ensinar dança, onde na maioria das vezes os bailarinos são apenas meros repetidores inconscientes tentando imitar uma forma pré-estabelecida de se movimentar.
        • Possibilitar os participantes a explorarem este potencial, na ultima parte das aulas serão propostos diferentes técnicas de improvisação utilizando temas abstratos e objetivos.
    10. Introdução
      • O corpo constituído de sua massa , se movimenta de acordo com certas leis e com o intuito de propor símbolos significantes.
      • Os componentes básicos deste movimento são:
        • os ossos , que formam a estrutura de sustentação deste corpo,
        • os músculos que movem estes ossos através das articulações ,
        • os nervos que conduzem os impulsos elétricos, do centro para a periferia, para acionar estes músculos e da periferia para o centro para informar ao cérebro se o movimento foi executado de acordo com o “plano”,
        • a pele , que se estabelece como a fronteira que divide o espaço interno do externo, estabelecendo individualidade, e o
        • EU que decide como e quando se mover.
    11. Introdução à anatomia
      • Definição
      • Anatomia (do grego antigo νατομή [ anatome ], "seccionar"), é o ramo da biologia no qual se estudam a estrutura e organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente.
      • Alguns autores usaram este termo incluindo na anatomia igualmente o estudo das funções vitais (respiração, digestão, circulação sanguínea, etc) para que o organismo viva em equilíbrio com o meio ambiente. Segundo esta definição, mais lata, a anatomia é de certa forma o equivalente à morfofisiologia (do grego morphe , forma + logos , razão, funcionamento).
      • A anatomia humana, a anatomia vegetal e a anatomia comparada são especializações da anatomia. Na anatomia comparada faz-se o estudo comparativo da estrutura de diferentes animais (ou plantas) com o objetivo de verificar as relações entre eles, o que pode elucidar sobre aspectos da sua evolução.
    12. Introdução à anatomia
      • Terminologia
      • É essencial para estudante que está iniciando seus estudos em anatomia, se familiarizar com um vocabulário aceito internacionalmente , permitindo comunicação e entendimento entre todos os membros da área médica e paramédica, a nível global.
      • Talvez a característica descritiva mais importante neste vocabulário seja a adoção de uma posição inequívoca do corpo humano. Esta é conhecida como “ posição anatômica ”.
      • Ela é descrita da seguinte forma: Nela o indivíduo está em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para a frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente.
      • Todas as terminologias posicionais são usadas com referência a esta posição, independente da posição real do corpo quando executando uma atividade qualquer.
    13. Posição das estruturas
      • Anterior - Na frente, a frente do corpo, mais próximo da frente do corpo (ventral).
      • Posterior - Atrás, dorsal, no dorso.
      • Superior (cefálica ou cranial) - Acima (supra), em relação a outra estrutura; indica também a extremidade.
      • Inferior - Abaixo(infra) em relação a outra estrutura; indica também a extremidade caudal.
      • Medial (interno) - Relativo ao meio ou centro, mais próximo do plano mediano do que outra
      • Lateral (esterno) - Refere-se à do lado de fora, mais distante do plano mediano do que outra
      • Proximal - Mais perto do tronco ou do ponto de origem, ou mais próximo a raiz do membro.
      • Cranial - Para cima, para o extremo cranial ou cefálico (superior).
      • Distal - Significa mais afastado do centro ou do ponto de origem.
      • Caudal - Para o extremo caudal do corpo ou inferior.
    14. Posição das estruturas
      • Decúbito Dorsal (DD) - O corpo deitado de costas.
      • Decúbito Ventral (DV) - O corpo deitado com a face anterior para baixo.
      • Decúbito Lateral (DL) - O corpo é deitado de lado.
      • Ântero-superior - Na frente e em cima.
      • Ântero-inferior - Na frente e em baixo.
      • Ântero-lateral - Na frente e no lado externo.
      • Ântero-medial - Na frente e no lado interno.
      • Póstero-superior - Situado atrás e na parte de cima (cranial).
      • Póstero-inferior - Atrás e embaixo(caudal).
      • Póstero-lateral - Atrás e do lado externo.
      • Póstero-medial - Atrás e do lado interno.
      • Central - Mais próximo do centro ou em direção do centro.
      • Periférico - Mais distante ou afastado do centro.
    15. Planos e eixos
      • A análise dos movimentos depende de uma descrição correta dos movimentos articulares que constituem cada padrão de movimento.
      • A compreensão desses movimentos em relação ao plano e ao eixo que são encontrados, é de grande importância para médicos, fisioterapeutas, educadores físicos, técnicos de esportes, treinadores de atletismo, coreógrafos, bailarinos e outros profissionais que trabalham com o movimento, devido formar a base na elaboração de um programa de atividades e uma melhor localização das partes do corpo.
      • Os movimentos ocorrem através de planos imaginários e em eixos perpendiculares ao movimento e por convenção os movimentos articulares são definidos com relação à posição anatômica, que coloca o corpo ereto com os pés unidos, membros superiores ao lado do corpo e as palmas olhando para a frente. (RASCH, 1991)
      • Na posição anatômica, o corpo é referenciado de acordo com três planos mutuamente ortogonais:
    16. Plano sagital
      • O Plano Sagital , divide o corpo simetricamente em partes direita e esquerda. As ações articulares ocorrem em torno de um eixo horizontal ou transversal e incluem os movimentos de flexão e extensão .
    17. Plano frontal ou coronal
      • O Plano Coronal ou Frontal , divide o corpo em partes anterior (ventral) e posterior (dorsal). As ações articulares ocorrem em torno de um eixo ântero-posterior (AP) e incluem a abdução e a adução .
      • O Plano Transversal ou Horizontal divide o corpo em partes superior (cranial) e inferior (caudal). As ações articulares ocorrem em torno de um eixo longitudinal ou vertical e incluem a rotação medial – lateral e pronação – supinação.
      Plano transversal ou horizontal
    18. Planos e eixos
      • Os termos que descrevem os movimento podem ser usados para várias articulações em todo o corpo, sendo que alguns termos são específicos para certas regiões, mas sempre respeitando a posição anatômica.
      • Nomenclatura e Descrição dos Principais Movimentos Corporais de acordo com RASCH, SMITH et al. e THOMPSON:
    19. Movimentos
      • GERAIS :
      • Flexão : movimento no plano sagital, em que dois segmentos do corpo (proximal e distal) aproximam-se um do outro.
      • Extensão : movimento no plano sagital, em que dois segmentos do corpo (proximal e distal) afastam-se um do outro. Quando esse movimento ultrapassa a posição anatômica é chamada de Hiperextensão .
      • Abdução : movimento no plano frontal, quando um segmento move-se para longe da linha central (média) do corpo. Adução : movimento no plano frontal, a partir de uma posição de abdução de volta à posição anatômica, podendo até ultrapassá-la – Adução além da linha média. Circundução : movimento circular de um membro que descreve um cone, combinando os movimentos de flexão, extensão, abdução e adução. Abdução Horizontal : movimento no plano horizontal afastando-se da linha mediana do corpo. Adução Horizontal : movimento no plano horizontal aproximando-se da linha média do corpo. Rotação Externa : movimento no plano horizontal, em que a face anterior volta-se para o plano mediano do corpo. Rotação Interna : movimento no plano horizontal, em que a face anterior volta-se para o plano lateral do corpo.
    20. Movimentos – regiões específicas
      • CINTURA ESCAPULAR E ARTICULAÇÃO DO OMBRO:
      • Elevação : movimento no plano frontal onde a escápula move-se no sentido superior (para cima ou cranial).
      • Depressão : movimento no plano frontal onde a escápula move-se no sentido inferior (para baixo ou caudal) ou retorno a posição inicial antes da elevação.
      • Rotação Superior : movimento no plano frontal onde a escápula gira superiormente , ao mesmo tempo que se afasta da linha mediana e se eleva.
      • Rotação Inferior : movimento no plano frontal onde a escápula gira inferiormente, ao mesmo tempo que se aproxima da linha mediana e se deprime.
      • Anteposição do ombro : movimento no plano horizontal em que o ombro é direcionado para frente.
      • Retroposição do ombro : movimento no plano horizontal em que o ombro é direcionado para trás.
      • Escapulação do ombro : movimento recentemente estudado, adiante do plano frontal (30º/40º) associado a flexão e a abdução
    21. Movimentos – regiões específicas
      • ARTICULAÇÃO RADIOULNAR:
      • Pronação : movimento no plano horizontal, onde o rádio gira internamente sobre a ulna resultando na posição da palma da mão para baixo.
      • Supinação : movimento no plano horizontal, onde o rádio gira internamente sobre a ulna resultando na posição da palma da mão para cima.
    22. Movimentos – regiões específicas
      • PUNHO E MÃO:
      • Flexão radial (desvio radial) : movimento no plano frontal, onde a mão afasta-se da linha mediana do corpo. (abdução do punho)
      • Flexão ulnar (desvio ulnar) : movimento no plano frontal, onde a mão aproxima-se da linha média do corpo ou volta a posição anatômica depois de uma flexão radial. (adução do punho)
      • Oposição do polegar : movimento no plano horizontal, em que ocorre a aproximação das polpas digitais (polegar em relação aos demais dedos) e envolve uma combinação de abdução, circundução e rotação.
      • Reposição do polegar : movimento no plano horizontal, em que ocorre o afastamento das polpas digitais, é o inverso da oposição.
    23. Movimentos – regiões específicas
      • COLUNA:
      • Flexão lateral : movimento no plano frontal, em que a cabeça ou o tronco lateralmente afastam-se da linha mediana.
      • Redução : movimento no plano frontal, onde ocorre o retorno da coluna vertebral à posição anatômica.
    24. Movimentos – regiões específicas
      • PELVE:
      • Anteroversão : movimento no plano sagital, onde a pelve inclina-se para a frente, logo a espinha ilíaca ântero-superior anterioriza-se à sínfise púbica.
      • Retroversão : movimento no plano sagital, onde a pelve inclina-se para trás, logo a espinha ilíaca ântero-superior posterioriza-se à sínfise púbica.
      • Inclinação D/E : movimento no plano frontal, em que ocorre uma elevação da crista ilíaca em relação ao lado contrário.
      • Rotação D/E : movimento no plano horizontal, em que ocorre uma anteriorização da hemipelve em relação ao lado contrário.
    25. Movimentos – regiões específicas
      • TORNOZELO E PÉ:
      • Flexão Dorsal ou Flexão do Tornozelo : movimento no plano sagital, onde o dorso do pé movimenta-se no sentido da tíbia anterior.
      • Flexão Plantar ou Extensão do Tornozelo : movimento no plano sagital, onde a planta do pé afasta-se da tíbia.
      • Inversão : movimento no plano frontal, ocorre quando a planta do pé é girada para dentro ou medialmente.
      • Eversão : movimento no plano frontal, ocorre quando a planta do pé é girada para fora ou lateralmente.
    26. Movimentos – regiões específicas
      • ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR:
      • Depressão da mandíbula: movimento no plano sagital, em que a mandíbula move-se para baixo. (abertura da maxila)
      • Elevação da mandíbula: movimento no plano sagital, em que a mandíbula move-se para cima. (fechamento da maxila)
      • Desvio lateral: movimento no plano horizontal, em que a mandíbula desvia-se lateralmente para a direita ou para a esquerda.
      • Protração da mandíbula: movimento no plano sagital, em que a mandíbula move-se para frente.
      • Retração da mandíbula: movimento no plano sagital, contrário a protração onde a mandíbula move-se para trás.
      • Diducção: movimento circular da mandíbula, sendo uma combinação de todos os seus movimentos.
    27. Terminologia dos movimentos
      • Na fisioterapia o conhecimento da nomenclatura é utilizada na avaliação cinético-funcional, na realização de testes e analise dos movimentos humanos, na elaboração do programa de tratamento e na recuperação e manutenção dos movimentos cinesiológicos.
    28. Terminologia dos movimentos
      • Normalmente, os termos usados em dança se originam do balé clássico.
      • Esta nomenclatura tanto dos planos como de movimentos ( Arrière, en - Para trás; Avant, en - Para frente; Cambré - Inclinado, curvado; Dedans, en - Para dentro; Dehors, en - Para for a; etc.) já não corresponde com a realidade social em que vivemos. É conveniente que cada vez mais os bailarinos, professores e coreógrafos se familiarizem com estes termos e tentem aplicá-los em seu dia a dia.
    29. Terminologia dos movimentos
      • É importante para o bailarino, coreógrafo e professor de dança, o conhecimento desta terminologia, uma vez que pode facilitar a comunicação e a descrição exata do posicionamento do corpo e de suas partes constituintes assim como os movimentos realizados por cada uma destas partes.
    30. Movimentos, planos e eixos
    31. Movimentos, planos e eixos
    32. Movimentos, planos e eixos
    33. Planos de movimento
    34. Planos de movimento
    35. Planos de movimento
    36. Planos de movimento Plano e Eixo Transverso
    37. Obrigado pela atenção
    38. Planos de movimento
    39. Bibliografia
      • Shumway-Cook A; Woollacott MH. Controle Motor – Teoria e Aplicações Práticas . MANOLE. 2º Ed. 2002.
      • Katch FI, KatchVL, McArdle WD. Fisiologia do Exercício . Guanabara Koogan. 6º ed. 2008.
      • Roberts Behnke. Anatomia do movimento. Editora Artmed-Bookman
      • Philip J. Rasch. Cinesiologia e Anatomia Aplicada. Editora Guanabara Koogan S/A
      • KNUTZEN, K. M; HAMILL, J. Bases Biomecânicas do Movimento Humano . Editora Manole: São Paulo, 1999.
      • DANGELO, J.G.;FATTINI,C.A. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar . 2ªed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2004.
      • OLSON, T. R., A.D.A.M. Atlas de Anatomia Humana . 1ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 1998.
      • GRAY, H. Anatomia . 29ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 1998.
      • HEIDEGGER, W., Atlas de Anatomia Humana (Heidegger). 5ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 2000.
      • PROMETHEUS. Atlas de Anatomia – Anatomia Geral e Aparelho locomotor . 1ª ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 2006.
      • CALAIS-GERMAIN, BLANDINE; Anatomia para o movimento. Vol. I, São Paulo: Ed. Manole. 1992.
    40. Até a próxima…!!!!!
      • OBRIGADO PELA ATENÇÃO
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