As 11 camadas do Jornalismo Cidadão
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As 11 camadas do Jornalismo Cidadão

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As 11 camadas do Jornalismo Cidadão Presentation Transcript

  • 1. The 11 Layers of Citizen Journalism As 11 camadas do Jornalismo Cidadão By Steve Outing ( more by author ) jun/2005 Um guia para ajudá-lo a descobrir como colocar esta tendência da “indústria” para trabalhar para você e sua informação. FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 2. Dados sobre o autor: Steve Outing Steve Outing é fundador e editor da Enthusiast Group LLC , que publica uma rede de medias dirigidas por cidadãos, sobre aventura e actividades desportivas. Ele também é colunista interactivo do Editor and Publisher Online . De 2001 até o início 2006, Steve foi editor sénior no Instituto Poynter . Ele mantém um blog no steveouting.com. FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 3.
    • O que é exactamente?
    • Isto é algo que vai ser essencial para a prosperidade futura das organizações de notícias?
    • “ Jornalismo Cidadão, não é um conceito simples que pode ser aplicado universalmente por todas as organizações de notícia. É muito mais complexo, com muitas variações possíveis.”
    Citizen Journalism ou Jornalismo Cidadão FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 4. As 11 camadas do Jornalismo Cidadão
    • ajudar publicadores e editores a compreender o jornalismo cidadão e como este pode ser incorporado em seus sites e no meio social.
    • analisar como as organizações de noticia podem empregar o conceito cidadão jornalista em seus diferentes níveis ou camadas.
    OBJECTIVOS DO GUIA FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 5. 1ª camada: abrir ao comentário público
    • Este é o primeiro passo. Os comentários oferecem aos leitores a oportunidade de reagir, criticar, elogiar ou acrescentar ao que é publicado por jornalistas profissionais; levam informações que, até certo ponto, foram perdidas ou acrescentam novas informações que o repórter não sabia. Esses leitores podem dar melhor origem a história.
    • Que conteúdo deve ser aberto a comentários do leitor? Agendas culturais, obituários, cartas ao editor e até mesmo os anúncios de classificados.
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 6.
    • Para evitar comentários desagradáveis: obrigar os usuários à inscrição no site e apresentação dos respectivos nomes e endereços de correio electrónico antes de terem a permissão para postar comentários; estabelecendo um sistema que torne mais fácil o relato de comentários censuráveis.
    • O segredo é perceber que a abertura aos comentários do leitor requer vigilância, mesmo que o número de problemas pareça ser pequeno.
    • A conversa “bidirecional” é um característica imperativa na maioria do jornalismo cidadão, mas parece que continua a ser uma ameaça a muitos jornalistas profissionais e editores.
    1ª camada: abrir ao comentário público FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 7. 2ª camada: O cidadão - repórter
    • Este é o segundo passo. Recrutar cidadãos para contribuir com as histórias escritas por jornalistas profissionais. Solicitar informações e experiências entre os membros do público, e adicioná-las à história principal para reforçá-la.
    • Muitas (mas não todas) histórias podem beneficiar-se deste tratamento.
    • Este tipo de abordagem, às contribuições do cidadão, não é algo que tenha que ser feito em cada notícia, mas, quando adequado, é uma otima maneira de oferecer à comunidade a maior e mais profunda cobertura possível como de um repórter profissional. Portanto, procure por notícias que podem se beneficiar da abordagem do cidadão. Ex.: quebra de carros num parqueamento.
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 8. 3ª camada: (começando a valer) fonte aberta ou participativa
    • Outra técnica que deve ser usada uma vez ou outra, quando apropriado, a uma determinada história ou projecto.
    • Colaboração sobre a história entre um jornalista profissional e os seus leitores. Estes últimos são conhecedores do tema e são convidados a contribuir com a sua experiência, fazendo perguntas para orientar o repórter, ou até mesmo dar informações reais que serão incluídas no último artigo.
    • Possível abordagem: anunciar, logo na entrada, que o site está trabalhando em uma história particular, e pedir aos leitores para guiá-lo (ex.: entrevista com um famoso).
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 9.
    • Possível abordagem: distribuir um esboço do artigo (profissional), antes de oficializar a publicação, aos usuários que têm ajudado frequentemente; recebendo comentários (sobre o tema) “por fora”, antes que o artigo receber a ampliação dos leitores.
    • Possível abordagem: incorporar os “conselhos” do leitor ao artigo, “invisivelmente” , construindo sugestões específicas para a história e dar o crédito aos leitores. Técnica: adicionar pop-up as notas de uma história e destacar ideias do leitor (usuário). O pop-up podem aparecer quando o rato de um leitor do site estiver sobre palavra ou frase “quente”.
    3ª camada: (começando a valer) fonte aberta ou participativa FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 10. 3ª camada: (começando a valer) fonte aberta ou participativa
    • Possível abordagem: que os leitores com conhecimento ou envolvimento num tópico façam um relato real, que será então incorporado na última publicação sobre história. É um trabalho que pode ser recompensado com o crédito ao leitor no artigo finalizado ou em dinheiro.
    • Possível abordagem: Painel do Leitor. Desenvolver uma base de dados de leitores voluntários dispostos a ser entrevistados por repórteres. Quando um jornalista precisa de encontrar um grupo de fontes para ser entrevistado para o projecto de uma história, ele pode pesquisar a base de dados por determinadas características e contactá-los.
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 11. 4ª camada: O cidadão “blogueiro”
    • Alguns jornais já fazem uso dos blogs e uma boa maneira de manter os cidadãos envolvidos em uma notícia do site é simplesmente convidá-los ao blog delas.
    • Possível abordagem: convidar qualquer pessoa interessante para começar um blog , oferecendo um serviço de hospedagem de blogs ; o que pode transformar-se numa longa lista de blogueiros separados por categorias e conteúdos. Os editores do site podem assistir as postagens dos blogueiros e escolher a melhor para ser destacada na página principal do blog .
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 12.
    • Possível abordagem: usar uma aplicação agregadora que crie uma espécie de Über blog caracterizando a mais recente entrada de um cidadão “blogueiro”, e que seja permanentemente actualizada .
    • É importante ser selectivo, convidando as pessoas que darão boas contribuições para “blogar” novidades no site, sob suas marcas. Isto significa procurar pessoas locais, que já tenham blogs independentes, incentivando-as a passar à noticiar no seu site; talvez com “regalias” tais como: hospedagem livre, promessas de promoção para aumentar a visibilidade e audiência da pessoa no blog , ou mesmo dinheiro; ou aceitar "pedidos" de blogueiros, dizendo que você escolhe o melhor para ser publicado em seu site (e talvez dando-lhes uma “modesta taxa”).
    4ª camada: O cidadão “blogueiro” FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 13.
    • (cont.) é oportuno reflectir sobre os temas que os blogs podem abranger. A melhor estratégia é ter blogs cidadãos que complementem as notícias produzidas. A grande promessa do blog cidadão é que ele pode abranger temas e áreas descobertas por cidadãos ou demasiado estreitas para justificar o interesse na notícia.
    • Precaução: os cidadãos “blogueiros” são geralmente voluntários, por isso não é possível contar com eles para manter um blog preenchido constantemente ou por muito tempo. A maioria dos sites de notícias, que já usaram blogs cidadãos, relatam que os blogs tendem a ser de curta duração; é comum um inicio forte, seguido pelo menos frequente e depois pela completa inactividade. Por isso pagar cidadãos “blogueiros” (mesmo que um montante simbólico ou com prémios) poderia contribuir para minimizar este problema.
    4ª camada: O cidadão “blogueiro” FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 14. 5ª camada: “Transparência” na construção das notícias dos blogs cidadãos
    • Um tipo específico de blog do cidadão merece sua própria categoria aqui. Trabalha com a "transparência" na construção da notícia e compartilha o funcionamento interno da informação com os leitores.
    • Abordagem: convidar um leitor ou alguns leitores de blogs (com as queixas, críticas ou os elogios públicos) para o trabalho contínuo de construção da notícia. Um painel do leitor pode servir como provedor do cidadão, oferecendo comentários públicos sobre como a construção da notícia está sendo executada.
    • Ex.: O blog do editor (normalmente escrito pelo editor que explica o funcionamentos interno da informação e discuti como são tomadas as decisões editoriais específicas), com comentários dos leitores, de modo que o editor tenha um diálogo público com os mesmos.
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 15. 6ª camada: A autonomia dos sites de jornalismo cidadão: versão editada
    • Deve-se estabelecer um site de noticia orientada, que é composto inteiramente ou quase inteiramente das contribuições da comunidade.
    • A maioria desses sites focaliza as notícias locais. Cidadãos contribuintes podem apresentar o quer que queiram e os editores do site devem acompanhar e editar (levemente) às submissões, a fim de manter um certo grau de "integridade editorial" do conteúdo colocado sob a marca do leitor. Fotos também são um grande recurso desses sites.
    • Abordagem: os editores desses sites de jornalismo cidadão devem orientar os membros da comunidade a fazer submissões de qualidade, para educá-los sobre o que há de valor para partilhar com os seus concidadãos.
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 16.
    • Neste modelo os editores do site também executam uma edição impressa, assegurando que o conteúdo tenha um nível mínimo de qualidade. (ortografia correcta, gramática correcta e atenção aos potenciais problemas difamação).
    • Vantagem destes sites: os cidadãos podem abranger questões e acontecimentos que os principais media locais ignoram. É uma maneira de divulgar notícias que não são grandes o suficiente para terem a atenção dos jornais (impressos) ou telejornais locais, que inclusive podem estar tentando evitá-las.
    • Sugestão: “Começou uma queixa sobre a imprensa local? Vá a volta dela.”
    6ª camada: A autonomia dos sites de jornalismo cidadão: versão editada FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 17.
    • Aqui as submissões do cidadãos não são editadas. O que as pessoas escrevem vai ao site: erros ortográficos e tudo.
    • É importante que haja protecções contra conteúdo impróprio sendo postado.
    • Um modelo prático é incluir uma tecla " Report Misconduct" em cada história e fotografia submetidas pelos cidadãos. Os usuários carregam no site e automaticamente uma mensagem é enviada para o editor que poderá dar uma olhada e tomar medidas, se necessário.
    7ª camada: A autonomia dos sites de jornalismo cidadão: versão “não editada” FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 18.
    • Mas porque os editores dos sites não querem ter “trabalho” e nem sequer corrigem erros óbvios?
    • Por um lado é uma abordagem mais coerente com o espírito do jornalismo cidadão, pois lhes permitem ser o que eles são (escritores amadores, membros da comunidade), ao invés de tentar transformar cada contribuinte em um mini-jornalista. Torna o site mais sobre a comunidade e menos sobre "jornalismo".
    • Depois, há um ângulo jurídico. Um cidadão jornalista, contribuinte de um site, pode estar seguro juridicamente por não ter sua submissão editada, pois se um editor modificar um artigo submetido por um usuário, pode ser perigoso (viola os termos de uso do site), então deve naturalmente removê-lo. Mas por ter que rastrear cada submissão (devido às potenciais difamações antes da publicação) o site terá uma maior responsabilidade e poderá passar por uma acção judicial.
    7ª camada: A autonomia dos sites de jornalismo cidadão: versão “não editada” FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 19. 8ª camada: Adicionar uma Edição Impressa
    • Uma boa opção é criar uma edição impressa, distribuída gratuitamente, uma vez por semana (inserida em um diário tradicional ou como um produto autonomo).
    • Essas edições especiais serão atraentes se apresentarem os melhores conteúdos do cidadão jornalista, publicados no site. As secções podem ser semelhantes as do jornal tradicional: negócios, esportes, opinião, pessoas, produtos alimentares, etc. As fotos devem ser as melhores, seleccionadas dentre todas as pessoas que participaram de um evento local, por exemplo.
    • A edição impressa pode ajudar a motivar o "confiável" contribuinte para se inscrever no voluntariado da escrita. Particularmente nos primeiros dias de iniciativa do jornalismo cidadão, a perspectiva de escrever para um jornal pode ser mais atraente do que escrever para um site (qualquer, ainda desconhecido).
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  • 20. 8ª camada: Adicionar uma Edição Impressa
    • Essas edições impressas muitas vezes são vistas como a principal fonte de receitas para os jornais que se arriscam no jornalismo cidadão. As taxas de publicidade são significativamente mais baratas do que no próprio jornal ou site, por isso pode ser interessante para as pequenas e médias empresas que, de outro modo não têm condições de anunciar nos jornais tradicionais.
    • No entanto, existe uma “escola de pensamento” que tendo uma edição impressa, como parte de um jornalismo cidadão é uma espécie de "retrógrada". Acrescenta custos significativos que não devem ser subestimados, e, de acordo com este argumento, a edição impressa não pode começar a captar o que há de mais interessante sobre o conceito jornalismo cidadão, porque não se trata de um meio interactivo, bidirecional (essência do jornalismo cidadão).
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  • 21. 9ª camada: O híbrido: Jornalismo pro + Jornalismo Cidadão
    • Abordagem: combinar o jornalismo cidadão com o trabalho de profissionais.
    • Ex. 1: O site sul coreano OhmyNews recruta "cidadãos repórteres (de todas as nacionalidades) , que contribuem com artigos para a equipe editorial OhmyNews . Uma pequena equipe de profissionais repórteres também cria conteúdo para o site. Os relatos dos cidadãos representam cerca de 70% do conteúdo do site, e os profissionais criam o resto, tão clara é a ênfase do cidadão.
    • Alguns dos contribuintes recebem modestas taxas por seus escritos e/ou fotografia. Esta é uma abordagem diferente da que é tomada pela maioria dos sites de jornalismo cidadão dos EUA, por exemplo, que raramente pagam pelas submissões. O OhmyNews trata seus cidadãos repórteres como se eles fossem jornalistas (embora com baixos salários).
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 22.
    • É uma abordagem potencialmente lucrativa: em 2004 este site tinha apenas quatro anos de idade e fez quase meio milhão de dólares em lucros, dois terços dos quais de publicidade.
    • Ex. 2: O BlufftonToday.com . É um site de notícias da Carolina do Sul (parte do império da Morris Communications ) que também pratica jornalismo profissional + participação cidadã. O site é dominado pelas submissões dos cidadãos, principalmente nas formas de blogs e álbuns de fotos. Acompanhando o site está o diário Bluffton Today , a edição impressa. É o jornal principal da cidade de Bluffton (1.600 habitantes). A página 32 da edição é entregue livremente nas casas e é composta do trabalho da equipe de jornalistas, mas inclui também a participação cidadã. A intenção é fazer crescer essa participação ao longo do tempo.
    • Este site virou a cabeça dos profissionais que nele trabalham e se tornou um exemplo de uma pequena cidade que possui uma organização principal da notícia que oferece um misto de cobertura noticiosa de profissionais e cidadãos.
    9ª camada: O híbrido: Jornalismo pro + Jornalismo Cidadão FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 23. 10ª camada: Integrar cidadania e jornalismo pro
    • É uma mistura dos conteúdos profissionalmente escritos (pagos) e os submetidos pelo cidadão (grátis), rotulados adequadamente, a fim de que o leitor saiba o que ele consome.
    • Abordagem: compor a notícia com os relatos de jornalistas profissionais directamente ao lado de submissões quotidiana dos cidadãos. É ligeiramente diferente da camada 9, sobretudo, porque, em qualquer página, pode haver a mistura. É bem melhor que o típico walling-off do conteúdo do cidadão.
    • Como isso pode aparecer? Ex.: Uma secção sobre alimentos pode incluir links não só para uma opinião sobre um restaurante (dada por um crítico), mas também para opiniões de clientes deste restaurante. Ex.: um relatório elaborado por uma correspondente da câmara municipal pode ser acompanhado com a opinião dos cidadãos, sobre o resultado de uma questão decidida pelo conselho municipal.
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 24.
    • O segredo deste trabalho é a marcação (rótulo ou legenda) do respectivo conteúdo. Ex.: "Por Joe Jones, repórter profissional" e "Por Sam Smith, cidadão contribuinte”; faz a diferença óbvia entre os dois autores. O primeiro autor é credível e deve oferecer um certo nível de confiança; já o segundo, pode ser tão bom e credível, mas o leitor deve compreender que o site não credencia o seu conteúdo da mesma forma, por isso deve ter cuidado em confiar no que foi escrito.
    • Esta visão de jornalismo cidadão, que complementa e soma com o jornalismo profissional, é muito atraente, pelo menos na teoria, já que poucas organizações têm um “manpower ” na equipe profissional para cobrir tudo o que interessa aos seus leitores. O cidadão é um recurso barato e por mais que possa estar abaixo do nível da equipe profissional, proporciona uma melhor e mais diversificada cobertura de grandes questões, trazendo outras vozes e perspectivas.
    10ª camada: Integrar cidadania e pro jornalismo FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 25.
    • Este é o modelo que talvez chegue mais próximo ao que os pioneiros da media cidadã, Jeff Jarvis e Dan Gillmor, defendem: “…quando a notícia torna-se uma conversa, e não apenas uma leitura”. O profissional e o cidadão compartilham a media online , em benefício da audiência.
    • Neste avanço do jornalismo cidadão (especialmente nos EUA) alguns publicadores parecem desconsiderar esta combinação de conteúdo pro e amador. Eles são mais propensos à exclusão das submissões do cidadão, como se elas fossem "contaminar" o trabalho dos profissionais. Steve Outing desconfia que essa atitude vai se apagar com o tempo, e que esta abordagem complementar fará profissionais e cidadãos mais unidos em benefício da audiência.
    10ª camada: Integrar cidadania e pro jornalismo FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente
  • 26. 11ª camada: Wiki jornalismo: Onde os leitores são editores
    • O exemplo mais conhecido é o site WikiNews , que permite a qualquer pessoa escrever e publicar uma notícia, e a qualquer um editar qualquer história que tenha sido postada. Trata - se de um conceito experimental que defende a teoria de que o conhecimento e a inteligência do “cliente” pode produzir notícias credíveis.
    • O debate ainda está aberto sobre se WikiNews irá ou não funcionar, mas o modelo wiki parece ser bem sucedido com a Wikipedia que é hoje uma das principais fontes de informação na internet, e seus cadastros são, em grande parte, precisos e úteis.
    • É improvável que as tradicionais organizações de notícia copiem a WikiNews , mas o wiki conceito pode ser útil para eles em determinadas situações. Ex.: um obituário poderia funcionar como um wiki .
    • A grande preocupação que os editores têm sobre Wikis é que as pessoas possam utilizá-los indevidamente, mas ao mesmo tempo a experiência na Wikipedia parece indicar que isso é improvável.
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  • 27. Citizen Journalism ou Jornalismo Cidadão
    • “ Ir tão longe com jornalismo cidadão terá algumas vísceras e uma mudança de pensamento. Significa um movimento contínuo da interacção jornalista-leitor, permitindo uma inédita perda de controle do produto editorial.”
    • Steve Outing
    FSCH – Universidade Nova de Lisboa Mestrado Profissionalizante em Jornalismo Questões Contemporâneas do Jornalismo Aluna: Priscilla N. F. Valente