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Hipóteses

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  • 1. HIPÓTESES DEESCRITA DOS ALUNOS
  • 2. Certezas Provisórias• Todas as crianças passam por hipóteses até atingirem a alfabetização:• Uns alunos são mais rápidos que outros para se alfabetizarem;• Precisamos distinguir as hipóteses que cada criança se encontra para proporcionar atividades adequadas com seu grau de dificuldade.
  • 3. Dúvidas Temporárias• Quais as atividades que podemos usar para cada hipótese em que o aluno se encontra?• Quando a criança pode ser considerada alfabetizada?• Como diferenciar as hipóteses que os alunos se encontram?
  • 4. Aprendizagem é um processo de apropriação do conhecimento que só é possível com o pensar e o agir do sujeito sobre o objeto que ele quer conhecer.A criança busca a aprendizagem na medida em que constrói o raciocino lógico.
  • 5. A alfabetização é um processo no qual oindivíduo assimila o aprendizado e a sua utilização como código de comunicação. Esse processo não se deve resumir apenas na aquisição dessas habilidades mecânicas do ato de ler, mas na capacidade de interpretar, compreender, criticar e produzir conhecimento. A alfabetização envolve também o desenvolvimento de novas formas decompreensão e uso da linguagem de uma maneira geral.
  • 6. O processo evolutivo de aprender a ler e escrever passa por níveis deconceitualização que revelam as hipóteses a que chegou a criança.
  • 7. Nível 1- Hipótese Pré- Silábica não estabelece vínculo entre a fala e aescrita;representa coisas e usa desenhos, garatujaspara escrever; supõe que a escrita representa o nome dosobjetos e não os objetos;coisas grandes(nomes grandes), coisa pequenas(nomespequenos);
  • 8.  usa letras do próprio nome ou letras e números na mesma palavra; pode conhecer ou não os sons de algumas letras; caracteriza uma palavra com uma letra inicial;só ela sabe o que quis escrever;
  • 9. Desafio: Qual é osignificado dossinais escritos?
  • 10. Nível 2 – Intermediário I Começa a ter consciência de que existe alguma relação entre a pronúncia e a escrita; Começa a desvincular a escrita das imagens e números das letras; Só demonstra estabilidade ao escrever seu nome ou palavras que teve oportunidade e interesse de gravar. Esta estabilidade independe da estruturação do sistema de escrita; Conserva as hipóteses da quantidade mínima e da variedade de caracteres.
  • 11. Desafio: Como resolver ahipótese de que a escrita se vincula com apronúncia das partes da palavra?
  • 12. Nível 3- Hipótese Silábica Já supõe que a escrita representa a fala; Tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras; Pode ter adquirido, ou não, a compreensão do valor sonoro convencional das letras; Já supõe que a menor unidade da língua seja a sílaba; Supõe que para cada sílaba oral corresponde uma letra ou um sinal; Em frases, pode escrever uma letra para cada palavra.
  • 13. Desafio: Como compatibilizar, na escrita ou na leitura das palavras monossílabas e dissílabas, a idéia de quantidade mínima e de variedade de caracteres, se ela supõe que as palavras podem ser escritas com uma ou com duas letras? Ao ler as palavras que escreveu, o que fazer com as letras que sobraram no meio das palavras (almofada) ou no final (sobrantes)? Se coisas diferentes devem ser escritas de maneira diferente, como organizar as letras na palavra?
  • 14. Nível 4- Hipótese Silábico- Alfabética Inicia a superação da hipótese silábica; Compreende que a escrita representa o som da fala; Combina só vogais ou só consoantes. Por exemplo, AO para gato ou ML para mola e mula; Pode combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para cavalo; Passa a fazer uma leitura termo a termo (não global).
  • 15. Desafio: Como conciliar a hipótese silábica com a hipótese da quantidade mínima de caracteres? Como adequar as formas gráficas que o meio lhe propõe à leitura dessas formas? Como separar palavras ao escrever, quando elas não são separadas na fala? Como tornar a escrita socializável, possível de ser lida por outras pessoas?
  • 16. Nível 5- Hipótese AlfabéticaCompreende que a escrita tem uma função social: a comunicação;Compreende o modo de construção do código da escritaCompreende que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba;Conhece o valor sonoro de todas as letras ou de quase todas;Pode ainda não separar todas as palavras nas frases;Omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábica;Não tem problemas de escrita no que se refere a conceito;Não é ortográfica nem léxica.
  • 17. Desafio:Como entender que falamos de um jeito e escrevemos de outro?Como aprender as convenções da língua?Como distinguir letras, sílabas e frases?
  • 18. CONCLUSÃOSe entende por alfabetizada a criança que dominou a base alfabética do sistema de escrita, que lê com compreensão e escreve textos com sentido possíveis de serem lidos, mesmo que apresentem erros de ortografia.
  • 19. Uma historinha para reflexão 19
  • 20. o Um grupo de cientistas e pesquisadores colocou cincomacacos numa jaula. No meio, uma escada e no alto daescada um cacho de bananas.o Quando um macaco subia a escada para pegar asbananas, um jato de água fria era jogado nos que estavamno chão.o Depois de um certo tempo, quando um macaco subia aescada para pegar as bananas, os outros que estavam nochão o pegavam e enchiam de pancada.o Com mais algum tempo, nenhum macaco subia mais aescada, apesar da tentação das bananas. O jato de águafria tornou-se desnecessário. 20
  • 21. o Então substituíram um dos macacos por um novo. Aprimeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendoretirado pelos outros que o surraram.o Depois de algumas surras, o novo integrante do gruponão subia mais a escada.o Um segundo substituto foi colocado na jaula e o mesmoocorreu com este, tendo o primeiro substituto participadocom entusiasmo na surra ao novato.o Um terceiro foi trocado e o mesmo ocorreu.o Um quarto e afinal o último dos cinco integrantes iniciaisfoi substituído. 21
  • 22. •Os pesquisadores tinham, então, cinco macacos na jaulaque, mesmo nunca tendo tomado um banho frio,continuavam batendo naquele que tentasse pegar asbananas.•Se fosse possível perguntar a algum deles porque elesbatiam em quem tentasse subir a escada, com certeza,dentre as respostas, a mais freqüente seria:•"NÃO SEI, MAS AS COISAS SEMPRE FORAM ASSIMPOR AQUI." 22
  • 23. Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para suaprodução ou sua construção Paulo Freire