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Estudio con estadisticas y estado de situacion del Comercio Electronico y los Negocios por Internet en America Latina - Parte Uno en Portugues

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Acceda al estudio completo con metricas e indicadores sobre el estado de situacion y pespectivas para el 2011 del ecommmerce y negocios por internet en America Latina y sus paises realizado …

Acceda al estudio completo con metricas e indicadores sobre el estado de situacion y pespectivas para el 2011 del ecommmerce y negocios por internet en America Latina y sus paises realizado AméricaEconomía Intelligence por encargo de la firma de medios de pago Visa que fueron presentados en forma exclusiva durante los eCommerce DAY realizados en las ciudades de: Santiago (Chile), Lima (Peru), Buenos Aires (Argentina), San Pablo (Brasil), Mexico DF (Mexico) y el eCommerce LATAM en la ciudad de Bogota (Colombia) durante el 2010 organizados por el Instituto Latinoamericano de Comercio Electronico ILCE junto con Latinpacific y los capitulos locales que conforman el ILCE en cada país.

Para mas informacion ingrese al Observatorio y Centro de Estudios de la Economia Digital del Instituto Latinoamericano de Comercio Electronico: http://www.einstituto.org/?page_id=631 que tiene como objetivo general el promover la información económica y métricas sobre la evolución del comercio y los negocios electrónicos y sus efectos a escala internacional, de América Latina y de las economías nacionales que la componen.

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  • 1. Estudo comércio electrónico na América Latina Junho 2010 Q uem temeu que o incipiente comércio eletrônico latino- americano fosse mais uma vítima da crise financeira que colapsou a economia em todo o mundo, pôde respirar tranquilo ao ver os resultados de 2009. O uso da internet como canal de vendas de produtos e serviços a consumidores (ou B2C, como é conhecido no jargão especializado) continuou crescendo, mesmo frente a um cenário adverso. Segundo um estudo realizado pela AméricaEconomía Intelligence, a pedido da empresa de meios de pagamento Visa, o B2C cresceu 39,2% em 2009, chegando a US$ 21,77 bilhões Ilustrações: PatrICIO OtNIel em toda a América Latina e o Caribe. E, se o comportamento registrado no primeiro trimestre se repetir durante o ano, em 2010, esse comércio poderá crescer 27%, chegando próximo de US$ 28 bilhões em vendas.A força do Tal resultado, em meio a uma temporada repleta de indicadores econômicos e financeiros em baixa, tampouco chega a ser uma surpresa.e-commerce O comércio eletrônico promove uma mudança tão profunda na forma como as pessoas se relacionam com as empresas que lhes proveem serviços e produtos, que a tendência geral foiImpulsionado pelo Brasil, pelo turismo e prejudicada apenas pelo impacto do crescimento negativo de alguns paísespor grandes redes de varejo, o comércio e pela desconfiança dos investidores internacionais, e não pela disposiçãoeletrônico segue crescendo na América do consumidor.Latina A penetração de computadores
  • 2. e de banda larga na América Latina CLICS & MONEY 34.497,3 Gasto total com e-commerce na América Latina (em US$ milhões)continuou subindo a taxas anuais Fontes: AméricaEconomía Intelligencede 20% e 15%, respectivamente. No 30.000 27.597,9final de 2009, havia 150 milhões de 25.000usuários de computador na região e 21.774,9 20.00040 milhões de assinantes de internet 15.645,0banda larga. O mesmo aconteceu com 15.000 10.572,5a disponibilidade e o uso de diferentes 10.000 7.542,5meios de pagamento. 4.885,0 5.000 3.042,1 A oferta sofisticou-se, em um 1.866,4processo liderado pelas empresas 0 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010p 2011paéreas e pelas grandes operadoras devarejo, seguido por um grupo cada vez LAtINOS AMAdurECEM Brasil Chile B2C como % do PIB México Latinoaméricamaior de pequenas e médias empresas, Fonte: AméricaEconomía Intelligence 0,9%que aperfeiçoaram seus modelos de 0,84%negócio na rede. A demanda cresceu 0,8%em número e na disposição doconsumidor em comprar, à medida que 0,7% 0,64%as gerações que foram educadas com 0,6%a internet desde o colégio entraram 0,54% 0,52%no mercado de trabalho e puderam 0,5% 0,52% 0,42%canalizar seu poder de compra via web. 0,4%“Finalmente, alcançamos uma massa 0,33% 0,36% 0,35% 0,26% 0,32% 0,30%razoável de usuários na América Latina, 0,3% 0,27%suficiente para que muitos modelos 0,19% 0,24% 0,2% 0,20%de negócio na internet conquistem 0,14% 0,18% 0,18% 0,13%rentabilidade mais rapidamente”, diz o 0,1% 0,09%0,11% 0,11% 0,13% 0,10%argentino Alec Oxenford, fundador da 0,05% 0,07% 0,07% 0,0%casa de leilões online DeRemate.com 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009(comprada pela MercadoLivre.com)e que hoje está à frente da OLX.com, Entretanto, esse estudo aponta mercados, a crise foi uma justificativaum serviço de classificados gratuitos que tal crescimento ainda não se para adiar investimentos em tecnologiacom presença global. dá de maneira uniforme. Em alguns e logística, necessários para um avanço Grãos pelo planeta O velho clichê de que o comércio eletrônico abre as portas de um negócio para o mundo cabe como luva na história da costa- riquenha Café Britt. Em 2009, 95% dos US$ 5,1 milhões que a empresa vendeu pela web tiveram como destino consumidores dos EUA e do Canadá. “Um turista que viaja à Costa Rica degusta uma xícara de café no avião, compra chocolates e bolsas da Café Britt no aeroporto para presentear seus entes queridos e leva um cartão de desconto para sua compra online”, diz Pablo Vargas, presidente executivo da Café Britt, indicando que o marketing e a logística são parte fundamental de sua operação. CafeBritt.com A companhia fez acordos com empresas de entrega expressa, como FedEx e DHL, e instalou um serviço de atendimento ao cliente em San José, no qual só trabalham pessoas bilíngues com grau universitário. “Apesar de estarmos em um país pequeno, através da internet podemos oferecer um excelente serviço e uma experiência de compra muito positiva, com assistência online por chat, atendimento telefônico e resposta a consultas em, no máximo, duas horas”, diz Vargas. A empresa tem crescido a taxas de 15% ao ano, mas o executivo admite que chegar a esse resultado não foi fácil. Ele conhece outros empresários que tentaram comercializar seu produto pela web, mas não conseguiram resultados rápidos e abandonaram a iniciativa. “É preciso encarar esse setor como primordial, focar-se e investir.”
  • 3. A vantagem de ser o últimoN o Brasil, a intensa guerra no campo do comércio eletrônico tem sido alimentada, nos últimos tempos, pela chegada de players globais. Em outubro de 2008, a rede norte-americana Walmart entrou em campo. Agorachegou a vez da francesa Carrefour, que inaugurou sua operação em março, com um objetivo ambicioso: ocupara quinta posição entre os players do comércio eletrônico, no Brasil, até o final de 2011. “Ser o último pode trazerbenefícios”, diz Rodrigo Lacerda, diretor de Marketing da rede. “Podemos criar um site a partir do diagnóstico detudo o que está acontecendo, entendendo as necessidades do consumidor, conhecendoas tendências atuais e oferecendo uma solução diferenciada.” Com um investimento de Carrefour.com.brUS$ 27 milhões, o portal levou sete meses para ser desenvolvido, aproveitando todosos conceitos da rede 2.0. Os usuários podem obter informações sobre produtos por meio de vídeos explicativos,resenhas escritas por outros internautas, blogs, chats e redes sociais. A loja virtual do Carrefour no Brasiloferece garantia estendida de produtos e atenção pós-venda. A plataforma brasileira, primeira a ser lançadapela multinacional francesa em um país emergente, servirá de modelo em seus projetos em outros países, comoArgentina, Colômbia e China.nos modelos de comércio online, o mais de 60% de todo o e-commerce quer aumentar sua oferta online dosque impediu um aumento maior no focado no consumidor final da região. atuais 10 mil artigos, distribuídos emvolume de bens e serviços adquiridos “Nosso cenário conservador de 11 categorias, para 100 mil, divididospor meio da internet. Colômbia e crescimento para o B2C é de 30% em 21 seções, até o final do ano. OPeru, por exemplo, foram países que por ano até 2016”, diz Gerson Rolim, Walmart também tem lojas virtuaisregistraram altas muito discretas diretor executivo da Câmara-e.net, em outros países, como no Chile,no comércio de produtos pela web. associação que reúne as operadoras representado pela marca Líder, e noSomente este ano o Grupo Éxito, de comércio eletrônico. México, com a Superama. Contudo,principal rede varejista da Colômbia, Rolim não é o único otimista em ambos operam somente na vendacomeçará a investir no desenvolvimento relação ao Brasil. As grandes redes de alimentos. O Carrefour Brasil,de seu negócio na web (veja quadro varejistas incrementaram fortemente que acaba de lançar seu portal deO Papel dos Donos). suas apostas tecnológicas e logísticas e-commerce no país, tem um plano Em outros países, a contração do para aumentar a força de seu comércio semelhante (veja quadro A Vantagemturismo – gerada pela crise e pela gripe eletrônico. O Walmart, por exemplo, de Ser o Último).suína – impediu que se registrassem que entrou no e-commerce brasileiro Entretanto, o maior destaque notaxas de expansão maiores. Esse é o em outubro de 2008, afirma que segmento varejista é o Pão de Açúcar,caso principalmente do México, onde pretende dobrar suas vendas virtuais gigante que, com a compra de seuso turismo representa cerca de 70% em 2010. O foco de sua estratégia se rivais Ponto Frio e Casas Bahia, nãodas operações de B2C. concentra na variedade: a empresa apenas assumiu a liderança dasVarejistas ao ataque CONfIANçA EM ALtANão é possível compreender a dimensão Qual é a sua percepção sobre a segurança nas operacões que realiza pela internet?do crescimento do B2C na América Fonte: Pesquisa com leitores de AméricaEconomia, maio de cada ano 2008Latina sem falar do Brasil. O país 2010 80%não é somente o maior da América 70%Latina; também é o que apresenta os 60%indicadores mais altos em termos de 50% 40%uso de comércio eletrônico na região, 30%uma vantagem que se acentuou 20%durante 2009, com a entrada de 4,4 10%milhões de novos usuários de internet 0% ARgENtiNA BOLViA BRASiL COLÔMBiA COStA RiCA CHiLE ECUADOR MÉxiCO PANAMá PARAgUAy PERU URUgUAy VENEzUELA A. LAtiNAno país, que ajudaram a levar as cifrasde B2C para além dos US$ 13 bilhões,
  • 4. vendas físicas de varejo, como alcançou 47%. Em busca de reverter tal tendência, México, a rede PalaciodeHierro.com éa segunda posição no comércio o grupo anunciou que investirá US$ 100 líder, mas o segmento varejista aindaeletrônico brasileiro. A empresa, que, milhões em tecnologia neste ano. não aposta suas melhores fichas nono fechamento desta edição, passava A necessidade de reação é justificada; canal de vendas online. Na Argentina,por um processo de revisão de sua afinal, o mercado brasileiro tem se há modelos bem-sucedidos, mas aindafusão com a Casas Bahia, passou a sofisticado. Por exemplo, em 2009, falta demanda. Na Colômbia e noconcentrar as unidades de venda de os eletrodomésticos figuraram pela Peru, o investimento dos operadoresbens duráveis na internet em uma nova primeira vez entre os artigos mais varejistas é recente e dominado porempresa, chamada de Nova PontoCom. comprados pela web no Brasil. As pequenos casos isolados. SomenteCom um faturamento estimado em US$ vendas desses itens cresceram 137% o Chile, segundo país com maior1 bilhão para 2010, fica atrás apenas em relação a 2008 e só ficaram atrás, maturidade em comércio eletrônicoda B2W-Companhia Global do Varejo, entre os produtos tangíveis, das da região, mostra desenvolvimentosformada por Submarino.com e Lojas categorias mais tradicionais, como importantes, em um setor dominadoAmericanas. A B2W, entretanto, tem livros, assinaturas de jornais e revistas, pela Falabella.com (veja quadro Davisto sua distância em relação às além de acessórios de cuidado pessoal Logística às Redes Sociais), mas noconcorrentes se reduzir. Em 2009, (saúde, beleza e medicamentos). qual também se destacam outraspelo segundo ano consecutivo, cresceu O dinamismo do B2C brasileiro, varejistas, como Cencosud, Ripley,menos que a média dessa indústria, entretanto, ainda não se repete em Sodimac e LaPolar.reduzindo sua participação de 60% para outros mercados da América Latina. No Pequenas em destaque Ser um jogador relevante em umaDa logística às redes sociais área de e-commerce requer muito investimento em tecnologia e emS e alguém pesquisar a história da rede chilena de lojas de departamento Falabella, não encontrará nenhuma referência a seu site. Fontes da empresa dizem que tais informações estão classificadas como confidenciais, por causa do sucesso do negócio. sistemas logísticos. É impossível conseguir vendas de US$ 100 milhões sem que haja compromissos Ricardo Alonso, gerente geral da Falabella.com, afirma que substanciais e recursos sustentáveis. o nível de vendas registrado no portal supera o de qualquer Contudo, as pequenas empresas loja física do país. Fontes próximas da empresa dizem também têm conquistado bons que as vendas online representam 57% do faturamento resultados na web. À medida que os da área de varejo da Falabella, participação que justifica motores da busca começam a ser a os dados de tráfico online indicados por sites como Alexa. principal ferramenta de pesquisa dos com ou googletrends.com. Alonso não confirma tal dado, usuários da internet na hora de tomar mas comenta os fatores-chave do sucesso da Falabella. decisões de compra, os pequenos com. “A experiência da compra começam a ter chances similares às Falabella.com é o fundamental”, diz. Segundo das grandes redes de chegar com sua o executivo, não basta ter um oferta ao consumidor. Isso é facilitado bom catálogo de ofertas sem ter boa logística. “isso não por sites como o MercadoLivre.com, implica apenas ter caminhões para entrega, mas sistemas um portal que passou de leilões a inteligentes para traçar rotas e integração de sistemas que transações com consumidores, cujas permita monitorar as entregas”, diz. Um exemplo-chave no vendas, atualmente, são 90% a preço qual muitos falham é a logística reversa, que permite que fixo, e 80% de produtos novos, o queum comprador devolva o produto, se não estiver satisfeito com a compra. “É um processo complexo, mas mostra um amplo domínio de pequenosnão fazê-lo bem pode significar o fim do e-commerce.” Por isso, Falabella tratou de desenvolver seu negócios em sua plataforma.próprio modelo, seguindo o exemplo de varejistas bem-sucedidos dos EUA e da Europa, os quais Alonso Uma das vantagens do e-commercevisita regularmente. Outro fator fundamental é observar o usuário. “Medimos tudo o que ele faz no site. é que ele gera incentivos para quetudo”, afirma. A estratégia de observação permanente estende-se inclusive às redes sociais, realizando empresas que operam na informalidadepromoções em canais como Facebook ou twitter. Além do Chile, Falabella.com opera na Argentina e se ingressem no mundo formal comprepara para estrear na Colômbia e no Peru, países nos quais atualmente só possui sites informativos.
  • 5. O papel dos donosA visão dos donos e o apoio que dão ao comércio eletrônico são fundamentais na hora de elaborar uma estratégia de sucesso. Não acredita? Então pergunte aos executivos do grupo Éxito, maior rede de varejo da Colômbia, comprada em 2007 pela francesa Casino.“Começamos nossa plataforma online em 1998, mas era uma unidade pequena, sem ambição”, conta Eduardo René Miranda, chefede Comércio Eletrônico do grupo. “Desde que a Casino chegou, porém, passamos a respirar internet.” Para essa Grupo Éxitomudança, foi importante a experiência da rede francesa com seus portais em outros países, injetando ambição nogrupo, que prepara vários investimentos para renovar seu portal. “As vendas online do Éxito foram de US$ 15 milhões em 2009, apenas0,8% do total; no caso do Extra.com, no Brasil, o site representa 5% das vendas do grupo”, compara Miranda, calculando o potencial aexplorar.propostas de valor diferenciadas. É o de consumo que talvez ainda não do novo aparelho provenientes dacaso do Mercado La Salada, um grande estejam disponíveis no comércio de América Latina”, diz Paul Gartland,centro têxtil de Buenos Aires, que criou determinada região. Mas isso não CEO da Skybox, empresa de logística,o MercadoLaSalada.com, ou das feiras impede que se compre diretamente com sede em Miami, dedicada aotecnológicas peruanas Las Malvinas dos EUA, por meio dos sites mais envio de produtos comprados nos(Malvinasperu.com) e Computiendas populares desse país, como o Amazon EUA para seus consumidores latino- ou o eBay. A modalidade de consumo americanos. “Em 2009, fizemos 150 O Brasil online caracterizada pela compra de produtos que estão disponíveis em sites mil envios de produtos dos EUA para a América Latina, um aumento de representa mais de comércio eletrônico de outros países 18% em relação a 2008, apesar da de 60% de já ganhou relevância. Na verdade, é um dos componentes do e-commerce crise”, explica. O México é, por sua integração todo o comércio que mais cresce. Apesar dos custos de logística e de aduanas, cada vez mais logística com os Estados Unidos, o país que mais compra dos EUA eletrônico os consumidores latino-americanos através da web. Muitos mexicanos da região estão usando a internet para comprar produtos que não encontram em seus compram diretamente na Amazon e no BestBuy.com, sem passar por países. “Quando o iPhone foi lançado, um serviço intermediário. Líderes da(Computiendasperu.com). em 2007, recebemos uma enorme indústria estimam que esse comércio “As empresas pequenas e médias quantidade de pedidos de compra seja equivalente a quase um terçotêm tudo a ganhar com o comércioeletrônico, por seus benefícios visíveis, E-CONSuMO tOtAL Países/blocos selecionadoscomo o acesso a novos mercados, e B2C em US$ milhõespela afinidade da natureza dinâmica do Fonte: América Economía Intelligencemeio com seus modelos de negócio”, 2005 2006 2007 2008 2009diz José María Ayuso, vice-presidente BRASIL 2.269,9 3.540,5 4.898,7 8.572,6 13.230,4Executivo Global de Produto da Visa. MÉXICO 567,1 867,6 1.377,0 2.010,0 2.624,9“São muitos os casos bem-sucedidos CHILE 242,8 471,8 687,5 919,5 1.027,9nos países com maior infra-estrutura VENEZUELA 253,4 489,6 821,5 787,8 906,1 ARGENTINA 240,9 378,1 561,5 732,8 875,0financeira e tecnológica. Sem dúvida, o CARIBE 387,0 565,0 660,0 754,9 868,1futuro do setor virá através do comércio AMÉRICA CENTRAL 189,2 359,9 499,0 563,9 637,2eletrônico.” PORTO RICO 344,0 384,3 445,0 489,8 587,8 COLÔMBIA 150,3 175,0 201,3 301,9 435,0Cruzar fronteiras PERU 109,1 145,5 218,2 250,9 276,0Um iPad, um celular Android ou OUTROS 131,3 164,8 203,0 260,9 306,5o último PC da Sony são sonhos AL + CARIBE 4.885,0 7.542,1 10.572,5 15.645,0 21.774,9
  • 6. A compra do mês Agripe A (H1N1) fez bem ao negócio da LeShop.com.ar. O portal, criado em 2000, viu sua demanda crescer em julho do ano passado, quando a pandemia forçou a quarentena nas principais cidades da Argentina. Foi então que o LeShop se transformou em um dos sites prediletos de compra online, com uma taxa de crescimento de 50% em 2009. gonzalo tomás Benítez, diretor executivo do portal, afirma que esse resultado se deve a dois fatores: logística própria e atenção personalizada. “Entendemos que, para ganhar mercado e fidelizar clientes, esses fatores são chave, porque ajudam a construir confiança”, diz. Esse supermercado na internet afirma ter 35% de participação de Leshop.com.ar mercado, em um segmento que faturou US$ 65 milhões em 2009. A navegação no site da LeShop – que replica a operação da empresa suíça homônima – simula o passeio por um supermercado, incluindo as gôndolas. Seu objetivo é facilitar a mudança de hábito do consumidor na hora de fazer suas compras. também oferece um assessor pessoal, que se apresenta com nome e sobrenome e responde a qualquer dúvida ou mudança no pedido. “Nosso cliente é exigente e valoriza a qualidade, pontualidade e exatidão em cada pedido”, afirma Benítez.de todo o e-commerce realizado mais natural. Camara-e.net, os brasileiros gastarampelo México. De fato, a concorrência No entanto, se havia um país onde US$ 620 milhões dólares, em 2009,direta dos Estados Unidos é um dos os cidadãos se caracterizavam por em compras internacionais pela web,fatores que têm inibido as empresas fazer compras internacionais, esse um aumento de 30% em relação amexicanas a incrementar sua aposta era a Venezuela. Até 2007, o governo 2008.no comércio eletrônico. venezuelano autorizava uma cota de Esse movimento de compras A América Central e o Caribe compras pela internet de até US$ transfronteiriças é de mão dupla.também são grandes compradores de 1,5 mil. Entretanto, por causa da Por isso, também vale destacar quesites estrangeiros, por sua proximidade realidade dual do mercado de câmbio muitos imigrantes que vivem nosgeográfica com os EUA e pela pouca venezuelano, essa cota, que permitia Estados Unidos substituíram asprofundidade de seus próprios a compra de dólares na taxa oficial remessas de dólares em dinheiro quemercados. Os países do Caribe que mais baixa, acabava funcionando enviariam às suas famílias em seusfalam inglês contam, ainda, com a como um subsídio, incentivando o países de origem por compras emvantagem do idioma, o que torna a uso massivo. Isso motivou o governo sites de e-commerce desses lugares.compra um processo ainda a reduzir o limite de compras Isso tem levado empresas como a para US$ 400, elevar o câmbio mexicana TiendasElektra.com, do pOtêNCIA BrASIL Participação por país no oficial, e fixar requisitos mais Grupo Salinas, assim como clubes gasto total do B2C na AL restritivos ao acesso a esses de desconto, como o PriceSmart, Fontes: AméricaEconomía Intelligence ARgENtiNA dólares, reduzindo o número na América Central e no Caribe, a OUtROS 1,4% 4% de compras online. desenvolver serviços especiais para CARiBE Já no Brasil, o volume de os clientes internacionais. 4% AMÉRiCA CENtRAL compras no exterior registra 2,9% um crescimento significativo. Como aViÃo VENEzUELA Apesar de algumas tarifas Grande parte do impulso do comércio 4,2%PORtO RiCO sobre produtos eletrônicos eletrônico na região continua sendo2,7% BRASiL chegarem a 100%, os brasileiros protagonizado pela indústria do PERU 60,8% 1,3% de maior poder aquisitivo têm turismo, especialmente pelas MÉxiCO aproveitado a valorização do companhias aéreas. E não se trata de 12,1% real para comprar pela internet tentativas revolucionárias de algumas muitos dos produtos eletrônicos companhias de baixo custo, como a COLÔMBiA que ainda não estão nas lojas Gol, no Brasil, a Volaris, no México, ou 2% CHiLE de seu país. De acordo com a a Aires, na Colômbia. O maior esforço, 4,7%
  • 7. nos últimos dois anos, ocorreu entre resort no Caribe, ou uma pousada em em sua grande maioria não sofra comos players estabelecidos, ou seja, Machu Picchu, no Peru. “Hoje, 70% os problemas de logística que atingemcompanhias aéreas de bandeira das reservas de hotéis passam por os varejistas on-line – já que não háque têm investido fortemente para uma atividade online”, afirma Alvaro um bem físico para entregar –, tem ofomentar a venda direta de passagens Diago, diretor para América Latina do desafio da confiança do consumidor,pela internet. A chilena Lan, por meio grupo InterContinental Hotels Group, pois se trata de compras caras. Umde seu site Lan.com, tem sido uma que inclui marcas como a HolidayInn. ticket médio na indústria do turismo édas mais agressivas nessa luta, com “Embora a fidelidade de marcas seja de US$ 900 para a passagem de aviãopromoções para atrair os viajantes relevante nessa indústria, a internet e US$ 400 para a reserva de hotel,a comprar em seu site e eliminar tem permitido que empresas de de acordo com dados da Despegar.qualquer agência intermediária, que menor porte se tornem conhecidas com, o que requer uma alta dose deganharia uma comissão pela venda. e ganhem posições.” credibilidade para ser realizado.Mas é a brasileira Gol que continua A indústria de viagens, ainda quesendo a companhia da região commaior volume de vendas pela internet, COMprAdOrES COMpuLSIvOScom mais de 90% de sua receita gerada Quem fez compras no último mês (só respostas positivas) Fonte: TGI / KMRdessa forma – embora muitas delas 8,0% 2007não possam ser consideradas diretas, 7,21% 2008 2009 7,0% 6,58%já que são feitas pelas agências de 6,14% 60%viagens no site da empresa. 5,0% 4,28% A novidade, porém, é que já existem 4,01% 3,75%pequenas e médias empresas do setor 4,0% 3,4% 3,72% 3,1% 1,75% 3,07% 2,76%que começam a utilizar o comércio 3,0% 2,8% 2,94% 2,63% 2,40% 1,62% 1,89%eletrônico para fechar transações. 1,96% 1,78% 1,81% 1,77% 2,0%Pode ser uma empresa de transporte 1,34% 1,0% 0,71% 0,94% 1,00%turístico no costa maia mexicana, 0,28%como a CancunTransfers.com, ou um 0,0% ARgENtiNA BRASiL CHiLE COLÔMBiA ECUADOR MÉxiCO PERU VENEzUELA A. LAtiNAEuforia virtualO show do Aerosmith na Colômbia estava programado para o dia 20 de maio, mas, no escritório de Eduardo Olea, o frenesi envolvendo esse espetáculo começou muito antes: especificamente,à zero hora do dia 13 de março, momento em que começava a venda de ingressos através do portaltuboleta.com, da empresa Coltickets, da qual Olea é gerente de Pesquisa e Desenvolvimento.“Nessa hora, 85 mil pessoas disputavam um dos 10 mil ingressos. Chegamos a ter um pico de 110mil pessoas”, conta. O excesso de busca fez o sistema cair, o que incentivou a empresa a investirem capacidade para processar um grande volume de transações. Afinal, umnegócio online que envolve grandes nomes da música precisa de robustez TuBoleta.compara administrar a euforia dos fãs. “A internet é o canal predileto paraa compra de entradas para eventos como finais de campeonatos de futebol ou grandes showsinternacionais”, diz. A empresa – com presença também no Peru e no Equador – realiza vendaspor meio de diferentes canais: dois presenciais (em 70 pontos de venda, mais bilheterias de váriosteatros e estádios), além da venda por telefone e internet. Do total de entradas que a tuboletavendeu em 2009, 27% foram por via telefônica e 22%, pela web. Uma característica verificada é queas compras feitas pela web se concentram nos ingressos de valor mais alto. Enquanto, somandotodos os canais de venda, o valor médio de uma entrada é de US$ 15, a média de preço de um ticketvendido pela internet é de US$ 30.
  • 8. Como queima de estoqueN este ano, o Despegar.com lançou uma promoção para a qual convenceu hotéis da Argentina a reduzir em até 50% o valor das diárias e antecipar as vendas de temporada através do portal. tal estratégia não foi isolada.Desde a sua criação, nos anos 1990, essa agência de viagens busca aumentar a participação de estadia e pacotesturísticos em suas vendas. “A ideia é que, dentro de poucos anos, eles representem 50% do total”, diz o argentinoCristian Vilate, co-fundador e vice-presidente da Hoteles Despegar.com para a América Latina. A preocupaçãoda empresa se justifica. Hoje, a venda de passagens de avião, que representa 80% dastransações feitas pelo site, já não oferece a mesma rentabilidade de anos atrás, sobretudo Despegar.comporque as próprias companhias aéreas passaram a buscar a internet para fortalecer suasvendas diretas, reduzindo as comissões pagas às agências. “Esse é um negócio que só vale a pena em escala”,diz Vilate. A empresa fechou 2009 com um volume de transações próximo dos US$ 500 milhões e espera chegaraos US$ 900 milhões em 2010. O mercado brasileiro, no qual a empresa atua por meio da marca Decolar.com.br,é o maior da operação, respondendo por mais de 40% dos negócios da companhia. No país, são superados apenaspelo site SubmarinoViagens.com, filial do gigante B2W. O México é seu segundo mercado, com 20% das vendas,seguido pela Argentina, com 15%.os GarGaLos ineficientes de distribuição de bens, o diferenciadas para o usuário emApesar dos bons resultados revelados que obriga muitas empresas a criar a relação às compras tradicionais.neste estudo, a América Latina continua sua própria logística. Algo impensável, Esse fator, somado à desconfiançaa ser uma região predominantemente por exemplo, nos EUA, onde empresas que ainda persiste em grandeoffline e não bancarizada. Ainda são como a DHL, UPS e Fedex são os parte da população, cria barreiras.muitos os fatores que devem evoluir melhores sócios das lojas. Nada, entretanto, que não possapara que a região alcance os níveis Além disso, ainda faltam fortes ser superado, e cada novo avançode comércio eletrônico dos países investimentos em tecnologia para permitirá o aumento do volume dedesenvolvidos. Por exemplo, em que as empresas ofereçam serviços bens e serviços que nossas economiasvários países ainda há pendências que realmente gerem experiências movimentam pela web.quanto aos mecanismos de transaçãocomercial online, o que gera trâmites MetodologIa comércio eletrônico a consumidorese complicadores adicionais para as estimativas da américaeconomía (B2C) as transações comerciais queessas operações. Intelligence para a elaboração deste estudo, são fechadas pela internet e derivam Os sistemas de logística e postal relativas aos anos de 2008 e 2009, foram em pelo menos uma ordem de compra feitas a partir das informações fornecidas cujo destinatário seja uma pessoa física.também são citados como grandes por fontes oficiais de cada país (câmaras Isso inclui transações realizadas entreobstáculos para a consolidação de ou associações de comércio eletrônico), consumidores e empresas de varejo, deprojetos. Com exceção do Brasil, que homologadas e complementadas por turismo e companhias aéreas; entre outros análises industriais, relatórios financeiros consumidores (C2C); e transações com oconta com um sistema de correio de grandes empresas e análise de governo (pagamento de impostos online).postal de alto nível, os demais especialistas, além de informações os valores em dólares foram obtidospaíses da região têm mecanismos fornecidas por duas pesquisas: a “tgI utilizando a taxa de câmbio válida para o 2009”, da consultoria KMR, realizada em último dia de cada ano respectivo. uma amostra representativa de 24.433 agradecemos a colaboração das seguintesdINhEIrO ELEtrôNICO entrevistados, em oito países da região, fontes de informação: amipci, Camara-e.Meio de pagamento preferido durante 2009; e outra feita em maio, pela net, Cace, Cavecom, CCS, FMI, Ilce, ItU,Fonte: TGI 2009 américaeconomía Intelligence, com 2,3 World Internet Statistics, Unctad, Cepal, CARtãO DE 75% CRÉDitO mil leitores da revista américaeconomia. organização Mundial do turismo, Câmara CARtãO DE Para os países que não têm órgãos que Colombiana de e-Commercio, Capece, DÉBitO 13% forneçam dados estatísticos sobre o direção geral do Comércio eletrônico CONtRA setor, a américaeconomía Intelligence do Panamá, Camtic, tendencias digitales, 7% ENtREgA realizou estimativas próprias, tendo em entre outros especialistas e líderes na tRANSFERêNCiA 3% conta outras variáveis relacionadas às área de comércio eletrônico na região, CHEqUE 1% vendas pela web. que nos ajudaram a obter as informações 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Para fins deste estudo, definimos como necessárias para essa pesquisa.

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