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  • 1. Resumo O trabalho consiste em teorias para a pratica de Moda Consciente, tendo como sub-tema Preservação e Ecologia. Tem como objetivo, também, mostrar o caminho percorrido por casacos de pele animal desde a Pré-História até os dias de hoje, observando o avanço tecnológico têxtil, motivos, moda, como são feitos. Com isso, mostrando alternativas coerentes para o mercado e para o equilíbrio ecológico.
  • 2. Introdução Este trabalho é de extrema importância, não apenas por seu conteúdo acadêmico, mas também por seu cunho social e ético. O tema abordado é um tanto incômodo quanto necessário em termos de conscientização. O tema é: O uso de Peles na Moda. Desde o início dos tempos, o homem utiliza a pele animal para diversos meios. No principio, usava para se aquecer e se proteger de predadores. Com o evoluir dos tempos, a pele se tornou um motivo de status. E hoje em dia, há quem ainda acredite ser chique seu uso, por mais que a ética e a moral mostrem que não há nada belo em usar animais mortos cruelmente a favor da beleza egoísta. Este trabalho interdiciplinar pretende atingir fortemente àqueles que não conhecem ou negam a cruel realidade por trás da industria de pele animal na moda. 2
  • 3. Problemática Devido ás novas tendências comportamentais e à apresentação de novos meios de tecnologia têxtil com fibras que possam substituir o pêlo animal, existirá a possibilidade de marcas que ultilizam pele animal e couro ter decadência de demanda perdendo assim seu público para marcas alternativas que não prejudicam o meio ambiente? 4. Hipóteses É necessário analisar a questão revendo todos os pormenores, pois é uma indústria de longa data e talvez o mundo da moda não se adequasse ao não uso de peles animais. Porém, há alternativas para suprir esta necessidade, sem precisar utilizar crueldade com animais, em extinção ou não. 5. Moda e consumo: tendências comportamentais A moda é um sistema econômico que sobrevive devido ao consumo, movida pela mudança, a moda sempre busca novidade e descartabilidade anunciada, Lipovetsky identifica moda como “filha dileta do capitalismo”, assim podendo ligá-la a sociedade de consumo revestido de razões positivas como prazer individual, conforto e bem-estar. (DE CARLI, 2002) “Poucos fenômenos exibem, tanto quanto a moda, o entrelaçamento indissolúvel das esferas do econômico, social, cultural, organizacional, técnico e estético. A moda é um rebento explícito do capitalismo, do qual ela extrai sua condição de possibilidade. Não há moda em um mundo em que as coisas duram, permanecem estáveis, envoltas na sua aura sagrada de um tempo que parece não passar. O capitalismo só pode se preservar na medida mesma da aceleração e volubilidade de sua produção.” (DE CARLI, p.9, 2002) 3
  • De acordo com Caldas, “a tendência está presente em toda parte na cultura contemporânea”, é uma projeção do futuro captado por uma série de informações do tempo presente. Então podemos dizer que tendência não é nada mais que uma previsão obtida através de pesquisas de consumo, de desejos particulares do consumidor e pode até ser uma releitura de um quadro ou de um determinado tempo no passado entre outros, fazendo parte do ciclo da moda. (CALDAS, 2006) A moda e o consumo estão ligadas em tendências comportamentais. Pois como já foi dito, a moda é movida ao consumo e a tendência é uma projeção do futuro para a moda, para explicar melhor sua relação com o comportamento é mais fácil dizer que, a moda e o consumo dependem da tendência comportamental, como o ser humano quer ser visto, como ele se vê, sua personalidade, etc nos dizem que produtos de moda eles podem vir a consumir. 6. Preservação e ecologia: moda consciente Preservação é o mesmo que preservar, tratar, cuidar. Neste caso estamos falando sobre preservar os seres vivos e o meio ambiente. É possível encontrar diversas informações sobre a preservação do meio ambiente e dos seres vivos ultimamente em revistas e sites de internet, pois já não estamos em uma situação muito agradável em relação ao planeta. A poluição audiovisual e produtos que usamos, que afeta a camada de ozônio tornando as estações irregulares, prejudicando o ecossistema que vem a nos prejudicar também. Todas as informações, por mais que não nos agrade muito, fazem parte de uma conscientização pessoal, para que nós e outros seres vivos possamos viver mais. 4
  • 7. Uma breve história da pele na moda A breve história da pele, que tem inicio na Pré-história, o homem aprende a caçar para se alimentar e sobreviver. A pele animal é usada para vestimenta, para suportar mudanças do clima, preservação do corpo e para o mostrar poder concedido através da pele diante de outros homens. Um tempo depois, o Egito é visto de mudanças, além de o homem usar tecidos leves por causa do calor, usar pele animal era visto com repugnância pela religião, tornando o gato um animal sagrado. Conforme o tempo, o uso de peles de animais se tornou baixo, apesar do couro já ser muito utilizado antes da era Cristã. O uso de peles para o luxo do consumidor vem com a amplitude das trocas internacionais, na Idade Média. (BRAGA, 2005) “as indústrias têxteis e o grande tráfico comercial permitiram diversificar os materiais que serviam para a fabricação do vestuário: seda do Extremo Oriente, peles preciosas da Rússia e da Escandinávia, algodão turco, sírio ou egípcio, couros de Rabat, plumas da África, produtos corantes da Ásia Menor.” (LIPOVETSKY, p.51, 1989) A pele se torna símbolo de riqueza, luxo e ao mesmo tempo um resgate de uma cultura da qual houve uma releitura e nunca notamos que esteve presente. A pele adquiriu mais força nos anos 30, quando fotógrafos descobrem que roupas de pele branca formavam a moldura perfeita do rosto feminino. Na década de 40 elas estavam presentes em golas, estolas, mangas, tornando-se uniforme das estrelas ou das mulheres com maior poder aquisitivo. 5
  • Nos anos 50 o uso de pele era visto como decadente, mas o seu combate começou nos anos 70 e 80, quando um grupo chamado Lynx realiza campanhas contra esse abuso e nos anos 80 com o Greenpeace, quando é veiculado um anúncio nos cinemas que diz: “São necessários mais de cem animais burros para se fazer um casaco de pele, mas apenas um para usá-lo”.1 A cultura do couro no Brasil não vem apenas como uma simples cultura para a sobrevivência, e sim como uma forma histórica e tradicional da região nordeste do país. Deve-se levar em conta o solo que é apropriado para criação de gado, a colonização da região, a tradição e a auto-sobrevivência do "vaqueiro". Por mais que seja uma cultura de crueldade, é uma das tradições mais antigas do país, sendo praticamente impossivel adotar outros meios para conseguir o couro, logicamente.Temos que ter em vista, também, o lado negativo, pois a criação de gado provoca em seu solo o desgaste e produz gases maléficos para a atmosfera da terra, além de que no processo de curtimento são usadas substâncias quimicas muito fortes, que comprovam em dados que quem trabalha da harea de curtimento.2 1 BAUDOT, Franços. Moda do século. São Paulo: Cosac Naify, 2002. BRAINSTORM9. PETA, uma pioneira no mareting de guerrilha. Disponível em: www.brainstorm9.com.br/2005/03/17/peta-uma-pionei Acesso em: 18 março 2008. FASHIONUP. Moda à flor da pele. Disponível em: www.fashionup.com.br/noticias_detalhe.asp?id=78 Acesso em: 18 março 2008. JONES, Sue Jenkyn. Fashion Design: o manual do estilista. São Paulo: Cosac Naif, 2005. MUNICCHI, Anna. Ladies in Fur 1900-1940. Modena(Italy): Zenfi Editori, 1992. 2 FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO. Diário de Pernambuco. Disponível em: www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode =16&pageCode=602&textCode=5591&date=currentDate Acessado em: 20 abril 2008 6
  • Atualmente, graças a tecnologia têxtil, foram criados novos materiais para substituir a pele natural. Marcas como Ralph Lauren, Calvin Klein e Tommy Hilfinger, declararam publicamente a iniciativa de não usar mais peles e materiais de origem animal. Eles dizem ser apenas uma questão de ética, mas podemos notar que é também uma tendência comportamental. 3 8. A indústria de peles A indústria da moda utiliza peles de animais para a confecção de casacos, calçados, estofaria e marroquinaria. Muitos estilistas baseiam coleções inteiras com a matança de animais inocentes, mortos de maneira que nenhum ser vivo deveria sequer conhecer. São diversos os modos como matam os animais, tais como: caça com armadilha; asfixia; eletrochoque genital; injeção de veneno; quebra de pescoço ou se corta a língua do animal e o deixa sangrar até sua morte (embora não seja muito ultilizado pois pode ser possivel estragar a pele). Utilizam estes métodos, que são os mais cruéis, para não estragar a pele, pois qualquer outro método sujá-la-ia com sangue e partes internas do corpo. Os animais que são utilizados neste trabalho são muitas vezes animais em extinção, grande beleza e pequeno porte, tais como raposa, coelho, marta, lince, chinchila e guaxinim. Deve-se ressaltar que, além destes animais, nos últimos tempos temos assistido a utilização de animais domésticos, como cão e gato (que são mortos pelo fato de seus pêlos serem muito curtos para serem cortados ainda com o animal vivo), também para esta indústria nada gentil. Uma realidade 3 RAMOS,Jaqueline B. Moda sem crueldade. Revista dos vegetarianos, São Paulo, ano.2, n. 16, p. 48-51, fev. 2008. 7
  • assustadora até que se tome uma atitude não só da população mundial, mas dos governos. Estima-se que mais de dois milhões de animais de estimação sejam mortos anualmente para a confecção de casacos. Para que se tenha uma idéia aproximada, para confeccionar casacos de pele de comprimento médio, são mortos 125 Arminhos, 100 Chinchilas, 70 Martas Zibelinas, 30 Ratos Almiscarados, 30 Coelhos, 27 Guaxinins, 17 Texugos, 14 Lontras, 11 Raposas Douradas ou 11 linces para cada casaco. A triste realidade é de que as etiquetas muitas vezes não indicam a origem das peles, e mesmo quando o fazem, nem sempre a indicação é verdadeira.4 “Segundo estimativas da Fur-Free Alliance, uma coalização internacional formada por cerca de 30 organizações de proteção animal, a indústria da pele mata por ano cerca de 50 milhões de animais para o mercado da moda, de lobos a esquilos (e o levantamento nem inclui coelhos, por falta de números oficiais). E para piorar a situação, uma investigação da ONG Humane Society, dos Estados Unidos, no final da década de 90 divulgou a matança indiscriminada de gatos e cachorros na China e outros países asiáticos. Os animais, alguns de raça e outros de rua, são abatidos covardemente depois de semanas de confinamento e sua pele abastece a indústria de roupas, acessórios, e bugigangas em geral que são exportadas para todo o mundo.” (RAMOS, p.49, 2008) 4 ACÇÃO ANIMAL. Peles e pêlo: fatos e estátisticas: indústria das peles. Disponível em: www.accaoanimal.com/site/content/view/147/149/ Acesso em: 18 março 2008. ACÇÃO ANIMAL. Peles e pêlo: fatos e estátisticas: técnicas útilizadas. Disponível em: www.accaoanimal.com/site/content/view/199/149/ Acesso em: 18 março 2008. PEA. Extração de peles. Disponível em: www.pea.org.br/crueldade/peles/index.htm Acesso em: 18 março 2008. 8
  • 8.1 Outras alternativas Com o desenvolvimento da tecnologia têxtil, entram em cena materiais derivados de fibras naturais e sintéticos, que se tornou um estilo chamado Veg Fashion, ou moda sem crueldade, lançando um lovo olhar sobre o que é ser chic. Não nos sobram dúvidas de que não precisamos de peles de animais como roupas devido ao grande recurso de fibras ecológicamente corretas, como algodão, bambu, cânhomo, entre outras que já estão no mercado. 5 “As inovações tecnológicas da tecelagem trouxeram tecidos multifuncionais, mais leves e mais elásticos, permitindo a confecção de roupas sem costura e acabamentos; os tratamentos que fazem o tecido não amassar geram roupas mais fáceis de passar e ideais para viagens. Há novos desenvolvimentos em microfibras que podem transmitir aromas e vitaminas e proteger contra condições ambientais nocivas, como a radiação. O consumidor agora também demanda o conforto emocional de saber que os fornecedores de suas roupas seguem métodos de produção éticos e sustentáveis, com controle dos resíduos.” ( JONES, p.30, 2005) A microfibra sintética surgiu na indústria têxtil por volta dos anos de 1960, fazendo com que as empresas não só criassem novos e diferenciados produtos, mas também a crescente substituição da fibra natural, reduzindo gastos e obtendo grandes ganhos de custo. A fibra sintética é uma mistura de diversas fibras, incluindo acrílico, modacrílico e poliéster. Como foi dito anteriormente, milhares de vacas, porcos, ovelhas, cabras, entre outros animais, são abatidos todos os anos, para a utilização de sua carne e também de sua pele, como meio de aproveitar o animal por inteiro. Para a pele animal se tornar couro, ela precisa passar pelo processo de curtume, no qual 5 RAMOS,Jaqueline B. Moda sem crueldade. Revista dos vegetarianos, São Paulo, ano.2, n. 16, p. 49, fev. 2008. 9
  • são usados substancias químicas perigosas, tanto para o meio ambiente como para o homem. Um levantamento oficial mostra que as pessoas que trabalham nessas indústrias de curtume ou as que moram próximo delas, são comumente vítimas de câncer devido às substâncias tóxicas. Já as indústrias de lã, através da criação intensiva dos animais, são responsáveis por impactos no meio ambiente, através da poluição da água e da grande quantidade de gás metano na atmosfera. Além das novas fibras sintéticas preservarem mais o homem e o meio ambiente, ela possui custo mais baixo, é possível dizer que as fibras sintéticas se tornaram melhores que as naturais. (RAMOS, p.49, 2008) Uma maneira de pensar em sustentabilidade, é a criação inovadora de novas fibras sintéticas, similares a pele, ou simplismente pensar em fibras têsteis que não prejudiquem o meio ambiente, e até melhor, que ajudem o meio ambiente. Uma dessas grandes inovações, ocorreu aqui no Brasil, quando dois alunos da faculdade Belas Artes se destacaram com seu projeto inovador que trás um grande significado nos trabalhos de reciclagem em nosso país, o tecido criado a partir da bituca de cigarro, que são em média em São Paulo certa de 15 mil toneladas de lixo produzido diariamente, 13 toneladas6 são bitucas de cigarro7 que demoram cerca de 5 anos para se decompor no meio ambiente. Os filtros passam por uma limpeza, onde perdem a coloração amarela causada pela nicotina, resultando um produto hipoalérgico e higiênico. O uso da massa celúlosica resultante da reciclagem dos filtros para a confecção de tecidos, é uma brilhante idéia que deve atender o mercado têxtilnos seguimentos de moda, acessórios de moda, imóveis e industrias em geral.8 6 Dado baseado em pesquisa do Datafolha que diz que em São Paulo existem 2,5 milhões de fumantes - pesquisa realizada com pessoas acima de 18 anos - que fumam em média 12 cigarros por dia. 7 Uma bituca pesa 0,4g. 8 REVISTA TÊXTIL.Tecido de filtro de cigarro. Disponível em: http://www.revistatextil.com.br/noticias_detalhes.asp?tipo=T&numero=151 Acessado em: 01 maio 2008 10
  • 9. A pele e o couro no mercado da moda Mesmo com toda a crueldade envolvida na indústria de peles e couro, ainda existe um glammor que sustenta esse mercado, grifes como Vogue América, Yves Saint-Laurent, Prada e Jean Paul Gaultier ainda valorizam peças de pele real, “propagando a idéia de que usá-las é elegante. O maior desafio é mudar a mente das pessoas em relação a este conceito”, diz a autora de artigos sobre crueldade com animais na moda e diretora das duas edições do desfile “Veg Fashion”, Danielle Ferraz. (RAMOS, p.49, 2008) “Quando as pessoas vestem roupas. Elas não tem a experiência dos intricados estágios iniciais da construção, da escolha do tecido e do desenho e arranjo das peças do molde, da sensação de cortar o tecido do encaixe dos componentes abstratos e da construção da roupa final.” (Charlie Watkins, modelista de Hussein Chalayan) Acompanhando a tendência dos dois últimos anos, estilistas como Ralph Lauren, Calvin Klein, Kenneth Cole, Tommy Hilfiger e marcas nacionais como a Rainha (marca esportiva que criou um tênis 100% ecológico)9, já aderiram a essa moda, declarando publicamente a resolução de não usar mais peles e materiais de origem animal em suas criações, e o melhor: puramente pela questão da ética.10 A palavra ética, é derivada do grego etchiké, é parte de uma filosofia que estuda os princípios morais e ideais da conduta humana.11 9 ECOTRENDS & TIPS. Bons Fluidos e Capricho: clipping eco-friendly. Disponível em: www.ecotrendstips.wordpress.com/category/tendencia Acesso em: 22 abril 2008. 10 RAMOS,Jaqueline B. Moda sem crueldade. Revista dos vegetarianos, São Paulo, ano.2, n. 16, p. 49, fev. 2008. 11 MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2007. 11
  • Enquanto isso a organização PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) continua com seus protestos contra o uso de peles de animais com a ajuda de celebridades, usando o slogan “prefiro ficar nu a usar peles”. A presidente da PETA em julho do ano passado declara, “Nós sempre estamos procurando por novos jeitos de conscientização sobre o sofrimento extremo pelo qual os animais passam nas fazendas onde se tiram suas peles e nas armadilhas cruéis que o homem espalha na natureza”. Os “Veg Fashion” no Brasil, idealizados pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), foram responsáveis por mostrar que nos bastidores da moda, não se preocupam com os materiais que utiliza e valorizar grifes que apresentam peças livres de crueldade. “Moda sem crueldade é um conceito amplo que alia questões éticas, sociais e ambientais. Não se pode (nem se deve) pensar em acabar com a exploração de animais sem considerar o contexto mais holístico de destruição de ambientes naturais e hábitos insustentáveis praticados pelo homem nos dias atuais. ‘A questão básica é o consumo ético e consciente, respeitando os animais e o meio ambiente. Não faz o menor sentido a utilização de peles e couros em roupas. Tanto pelo sofrimento dos animais como pelos graves impactos ambientais associados à criação intensiva ou captura ilegal dos animais para este fim’, afirma a presidente da SVB.” (RAMOS, p.50, 2008) Hoje os empresários e estilistas têm em mente de que o foco de sua marca é o direito e a preservação de animais, sabendo que esse conceito leva a outras discussões, como impactos ambientais, não respeito a direitos humanos e danos à saúde. A “Veg Fasion”, como em qualquer atividade econômica, também vale a lei da oferta e procura, quanto maior a demanda, as opções de oferta crescem, refletindo num preço final mais competitivo e menor. Por tanto, para a moda consciente não sair de moda é necessário que as pessoas 12
  • procurem saber mais a respeito de produtos ecologicamente correto, respeitando os animais. No Brasil, o conceito de moda consciente é mais novo, porém a consciência é crescente, e as opções de Veg Fashion vão surgindo e se estabelecendo. A questão é de que algumas grifes brasileiras estão bem avançadas na questão de campo ambiental, usando matérias orgânicas ou recicladas, porém nem sempre são tão criteriosas com o não uso mais de materiais de origem animal. A expectativa é de que esta tendência se aprimore e se aprofunde, eliminando materiais provenientes de peles, couro e outros derivados. É importante saber que uma moda livre de crueldade pode ser feita com informação, quem não conhece a crueldade por trás de seus casacos, sapatos, etc, deve usar o conhecimento para adquirir novos hábitos, questionando a origem do material de suas roupas e ser mais criterioso na hora da compra, afinal. Como bem se resume o slogan da veg fashion “ser chic é ser consciente”, e ninguém em sã consciência quer ser cúmplice de exploração, covardia e maus-tratos a qualquer ser vivo. (RAMOS, p.50-51, 2008) 9.1 Econômia verde Moda consciente não é apenas salvar os animais, é sustentábilidade. Afinal, como já foi dito, a indústria de peles é uma das que mais poluem o meio ambiente. Desde o ano passado, carreiras que defendem o verde estão em alta, o cuidado do meio ambiente entrou na pauta das empresas, primeiro porque são obrigadas a cumprir com as rigorosas leis ambientais, que rendem multas altas a quem não respeita-las. Em segundo porque há a necessidade de receber o ISO 14000, que é apenas concedido a empresas que implantam um sistema de gestão ambiental, trazendo pontos e agradar o consumidor. E em terceiro lugar, as empresas começaram a aprender que agredir o meio ambiente trás a ameaça a própria sobrevivência. 13
  • Essa nova tendência trás novos empregos, pois é necessário mão-de-obra especializada, como antes era mais difícil achar um proficional com mais de quatro anos de experiência, as empresas começaram a buscar estagiários que estivessem no primeiro ano.12 A General Electric vem com uma recente e significativa mudança estratégica, com o faturamento de 172 bilhões de dólares o ano passado, em 2004 o presidente da GE, Jeffrey Immelt determinou que todas as áreas da empresa deveriam se engajar na produção de produtos ambientalmente corretos. Hoje Immelt tem uma das marcas mais vísiveis de sua gestão des de que assumiu a presidência. O pragmatismo de Immelt é resumido no lema: “Green is green”(verde é verde), que lança uma causa de efeito direto entre produtos sustentáveis e lucro. Em um pouco mais que três anos Immelt está a frente da mais arrojada estratégia de lançamentos de produtos verdes no mundo, até sua lista de equipamentos e serviços foi batizada de Ecomagination (ecomaginação), que vão de turbinas que emitem menos gases de efeito estufa a sistemas de automação para casas que visam reduzir o consumo de água e energia. Assim as vendas somaram 14 bilhões de dólares em 2007, que seria quase a 10% das vendas globais da GE e valor semelhante ao lucro total de empresas como Google e Avon nos Estados Unidos, esses negócios geraram um lucro dequase 1 bilhão de dólares e segundo estimativas o faturamento da Ecomagination cresce três vezes mais que a média dos outros produtos da companhia, se tornando um exemplo eloqüente dos disafios de uma empresa ao colocar em prática uma estratégia verde. A nova GE, hoje etá reduzindo, de fato, a emissão de carbono (nos últimos quatro anos, diminuiu 20% mesmo com o crescimento de 40% das vendas. Immelt além disso, também se dedicou para despoluir o rio Hudson em Nova York, do qual possui uma história de quade três décadas durante as quais a 12 PAULINA, Iracy. O futuro é verde nas empresas. Revista Claudia, São Paulo, ed.533, out. 2007. 14
  • GE despejou substâncias tóxicas em suas águas, assim trazendo a adimiração de ambientalistas.13 9.2 A pesquisa de campo A pesquisa de campo passou a ser o processo mais difícil deste trabalho, muitas pessoas abordadas, não gostam de dar entrevistas, ou simplesmente não tem o mínimo interesse em participar. Queríamos falar com todas as pessoas que conhecíamos e que não conhecíamos, a pesquisa de campo se tornou uma oportunidade de conhecer melhor as pessoas a nossa volta, passamos por lugares como a galeria do rock no centro de São Paulo, com suas duas lojas vegetarianas, falamos com pessoas de Santos, São Paulo, Lins e Minas Gerais, e diversas opiniões e pontos de vistas foram mostrados. Dentre as pessoas abordadas, formou-se dois grupos, um grupo que não acreditava na ligação entre pele, couro e luxo; e o outro grupo, que acredita no poder de influência da marca no mercado. Embora nesses dois grupos houve uma ligação importante, o fato deles se considerarem pessoas conscientes, dentro da moda e ainda ajudam a preservar o meio ambiente, procurando reciclar seu lixo e respeitando a higiene de lugares públicos, como parques, danceterias e as ruas, mostrando o quanto é forte essa nova tendência ecológica. Apesar do conservadorismo ainda ser aparente em alguns pontos da pesquisa, ainda há a preocupação com o meio ambiente, o maior exemplo para ser citado a respeito disso é o fato de que grande parte das mulheres entrevistadas, se sentiam atraídas pelo couro pelo fato dele durar mais, apesar de mais caro. 13 MANO, Cristiane.Econômia. Revista Exame, São Paulo, ano.42, n. 05, p. 20-30, 26 março. 2008. 15
  • 10. Animais racionais Assim como nós, os animais são racionais. A psicóloga Irene Pepperberg em 1977, resolveu descobrir o que passava na cabeça dos animais, por tanto, conversando com eles. Começando por Alex, um papagaio cinzento que tinha na época um ano. Sua intenção era ensiná-lo a reproduzir os sons da lingua inglesa, Irene acreditava que se ele aprendece a falar, ele poderia lhe dizer como via o mundo. Quando Irene iniciou sua pesquisa com Alex, muitos ciêntistas concideravam os animais incapazes de qualquer tipo de pensamento: para eles, os animais apenas reagiriam a estímulos, o que qualquer pessoa que já teve ou tem um animal de estimação discordaria. Com esse estudo foi possivel concluir que os papagaios, por exemplo, sabem que outras aves da mesma espécie costumam roubar alimentos e que a comida corre o risco de estragar; as ovelhas conseguem distinguir rostos; os chimpanzés usam várias ferramentas para escarafunchar ninhos de cupim e até dispõem de armas para abater pequenos mamíferos; e os golfinhos imitam posturas humanas. Podemos, então, perceber que não somos os únicos capazes de raciocinar, planejar, inventar ou observar a nós mesmos. Os animais são racionais, ao seu modo, têm sentimentos e merecem respeito. Não temos o direito, a presunção de achar que apenas por não conseguirem se comunicar diretamente conosco, somos seres superiores. Afinal, estamos todos sob a mesma terra e somos seres vivos e deveríamos entender a grande lição das pesquisas a respeito da cognição animal: a de humildade, conforme foi explicado acima.14 14 REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL. Mentes que Brilham. Disponível em: www.viajeaqui.abril.com.br/ng/materias/ng_materia_270789.shtml Acessado em: 01 maio 2008 16
  • Conclusão Com a conclusão deste trabalho acadêmico, há a esperança de conscietização futura, mobilização social e governamental. Como foi dito anteriormente, o homem precisa aprender que todos os seres vivos estão lado a lado no mesmo planeta, no mesmo solo. S o sofrimento de um ser dito "inferior" traz a ganância por vaidade, não evoluimos e não percebemos o ciclo da vida dos animais. Animais que mortos, perdem a cor e toda a graciosidade. Animais que pensam, que sentem, que vivem e que, como nós, tem direito a vida. 17
  • REFERÊNCIAS ACÇÃO ANIMAL. Peles e pêlo: fatos e estátisticas: indústria das peles. Disponível em: www.accaoanimal.com/site/content/view/147/149/ Acesso em: 18 março 2008. ______________. Peles e pêlo: fatos e estátisticas: técnicas útilizadas. Disponível em: www.accaoanimal.com/site/content/view/199/149/ Acesso em: 18 março 2008. BAUDOT, Franços. Moda do século. São Paulo: Cosac Naify, 2002. BRAGA, João. História da Moda. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2005. BRAINSTORM9. PETA, uma pioneira no mareting de guerrilha. Disponível em: www.brainstorm9.com.br/2005/03/17/peta-uma-pionei Acesso em: 18 março 2008. CALDAS, Dário. Observatório de Sinais: teoria e prática da pesquisa de tendência. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, 2006. CALLAN, Georgina O’ Hara. Enciclopédia da moda. São Paulo: Companhia das letras, 2007. CIDREIRA, Renata Pitombo. Os sentidos da moda. São Paulo: Annablume, 2005. DE CARLI, Ana Mery Sehbe. O sensacional da moda. Caxias do Sul: EDUCS, 2002. ECOTRENDS & TIPS. Bons Fluidos e Capricho: clipping eco-friendly. Disponível em: www.ecotrendstips.wordpress.com/category/tendencia Acesso em: 22 abril 2008. FASHIONUP. Moda à flor da pele. Disponível em: www.fashionup.com.br/noticias_detalhe.asp?id=78 Acesso em: 18 março 2008. FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO. Diário de Pernambuco. Disponível em: www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?p ublicationCode=16&pageCode=602&textCode=5591&date=currentDate Acesso em: 20 abril 2008 18
  • HERBARIO. Sob protestos, roupas de pele voltam à moda. Desponível em: www.herbario.com.br/atual04/2411guerrapelles.htm Acesso em: 20 abril 2008. JONES, Sue Jenkyn. Fashion Design: o manual do estilista. São Paulo: Cosac Naif, 2005. LAVER, Jammes. A roupa e a moda. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. LIPOVETSKY, Gilles. O Império do Efêmero. São Paulo: Companhia das letras, 1989. MANO, Cristiane. Estratégia. Revista Exame, São Paulo, ano.42, n. 05, p. 20-30, 26 março. 2008. MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2007. MUNICCHI, Anna. Ladies in Fur 1900-1940. Modena (Italy): Zenfi Editori, 1992. PAULINA, Iracy. O futuro é verde nas empresas. Revista Claudia, São Paulo, ed.533, out. 2007. PEA. Extração de peles. Disponível em: www.pea.org.br/crueldade/peles/index.htm Acesso em: 18 março 2008. PETA. People for ethical treatment of animals. Disponível em: www.peta.com Acesso em: 18 março 2008. RAMOS, Jaqueline B. Moda sem crueldade. Revista dos vegetarianos, São Paulo, ano.2, n. 16, p. 48-51, fev. 2008. REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL. Mentes que Brilham. Disponível em: www.viajeaqui.abril.com.br/ng/materias/ng_materia_270789.shtml Acessado em: 01 maio 2008 REVISTA TÊXTIL. Tecido de filtro de cigarro. Disponível em: www.revistatextil.com.br/noticias_detalhes.asp?tipo=T&numero=151 Acessado em: 01 maio 2008 Organização Não-governamental Defesa da Vida Animal (Santos – SP) 19
  • APÊNDICE 20
  • Apêndice A – Pesquisa de Campo CASE: O USO DE PELE ANIMAL NA MODA Síntese do problema de marketing O casaco de pele desde muito tempo é considerado um artigo de luxo indispensável para a vaidade de muitos. Ele adquiriu estes status nos anos 30 graças a Hollywood. Sendo indispensável nos armários das atrizes e das pessoas fashion, luxuosas e elegantes. Há uma batalha histórica contra o uso de peles. O combate começou nos anos 70 com um grupo ativista chamado Lynx, que começou a divulgar anúncios que mostrava uma modelo com um casaco de pele de raposa branca e arrastando atrás de si o corpo do animal ensangüentado. Isso causou um grande impacto que casou uma queda significativa na venda de casacos de pele. Desde então vários grupos de ativistas vem fazendo campanhas contra o uso de pele animal, apesar disso, usar pele voltou estar em alta e anda movimentando US$ 9,9 bilhões. Uma retomada do uso significativo. Por outro lado, em alguns países muito frios os casacos são usados unicamente por necessidade e não por vaidade. Mais tanto quem usa por vaidade ou por necessidade de se aquecer, hoje há alternativas para ambos sem maltratar os animais. O mercado oferece couros e peles sintéticas, além das mais roupas quentes sem ser de peles. 21
  • PROBLEMA OBJETIVO GERAL • Devido ás novas tendências comportamentais e à apresentação de novos meios de tecnologia têxtil com fibras que possam substituir o pêlo animal, existirá a possibilidade Analisar o grau de conciêntisação em de marcas que ultilizam pele relação ao uso de pele e couro na animal e couro ter decadência moda. de demanda perdendo assim seu público para marcas alternativas que não prejudicam o meio ambiente? HIPÓTESES OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Sim. As pessoas estão mais • Dados demográficos. conciêntisadas em relação a pele e couro, devido a exposição esseciva • Imagem da pessoa que usa de campanhas contra o uso. roupas ou acessórios que tenham material animal. • Visão do casaco de pele ou couro. • Assunto de interesse. • Opinião sobre a crueldade com os animais com a moda. 2. Não. A pele e o couro podem • Preocupação com tendência ostentar um status social elevado. ou necessidade. • Interesse/ motivação em ter um casaco de pele ou couro. • Situação de uso. • Preferencia por alguma marca. • Concentração de gastos mensais. 22
  • 3. Sim. A tecnologia têxtil avançou e • Nivel de satisfação com criou fibras sintéticas capazes de vestimenta e acessórios de substituir a fibra natural animal. fibra sintético. • Razão da preferencia pela fibra sintética QUESTÕES • O que é consciência para você? A. Você se considera pessoa consciente? B. Porque você se considera pessoa consciente? C. E essa sua consciência atinge a natureza? D. Como você colabora para a preservação da natureza? E. Você conhece algum grupo ativista? F. Qual a sua posição diante a isso? G. Porque você acha errado o uso de pele e couro na moda? • Pra você, o que é luxo? A. Você se considera receptivo a novidades? B. Pra você é importante estar por dentro dessas novidades? C. E dentro da moda? D. Onde você costuma fazer suas compras? E. Em quais lojas você costuma entrar? F. E gasta muito em uma só compra? G. E essa roupa que você compra, é pra você usar aonde? H. Pra você, pele, couro e luxo estão ligados um ao outro? • Você já experimentou uma roupa de fibra sintética? A. Você se sente atraído pela substituição de couro e pele por fibras sintéticas? B. Você acha que elas podem substituir de vez as naturais? 23
  • C. Pra você isso é uma questão de economia, pelo preço baixo, ou uma questão ecológica? D. E se as grandes marcas de luxo passassem a não usar mais material animal em suas peças, como você se sentiria? E. Que efeito você acha que causaria nas pessoas que já utilizam essas marcas? 24
  • ANEXOS 25
  • ANEXO A – Declaração Universal dos Direitos dos Animais Declaração Universal dos Direitos dos Animais 1. Todos os animais têm o mesmo direito à vida. 2. Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem. 3. Nenhum animal deve ser maltratado. 4. Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat. 5. O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado. 6. Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor. 7. Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida. 8. A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimes contra os animais. 9. Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei. 10. O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais. DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS PREÂMBULO • Considerando que todo o animal possui direitos; • Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza; • Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo; • Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros; • Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante; • Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais, PROCLAMA-SE O SEGUINTE: Artigo 1º Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência. Artigo 2º 26
  • 1. Todo o animal tem o direito a ser respeitado. 2. O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais 3. Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem. Artigo 3º 1. Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis. 2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia. Artigo 4º 1. Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir. 2. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito. Artigo 5º 1. Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie. 2. Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito. Artigo 6º 1. Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural. 2. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante. Artigo 7º Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso. Artigo 8º 1. A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação. 2. As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas. Artigo 9º 27
  • Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor. Artigo 10º 1. Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem. 2. As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal. Artigo 11º Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida. Artigo 12º 1. Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie. 2. A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio. Artigo 13º 1. O animal morto deve de ser tratado com respeito. 2. As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal. Artigo 14º 1. Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental. 2. Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem. 28
  • ANEXO B – Lista de produtos que não são testados em animais * Empresas Nacionais ** Empresas que Pararam de Testar em Animais - Continuam sob Investigação (PETA) ITENS Alimentos/Vitaminas/Suplementos Bebês e Crianças Produtos para Pets Casa Higiene Oral Higiene Pessoal Sol Banho Cosméticos Outros Restaurantes e Lojas Vegans Alimentos, Vitaminas e Suplementos Adoçante: Rahda* Café: Melitta/Amway Coco e Derivados (Água, Doce, Óleo, Leite): Copra* Controlador de Peso (Shakes): New Diet/Prolev*, Rahda*, Hebalife Chá: Rahda* Suco: Veraloe/Cassiopéia* Vitaminas, Suplementos, Energizantes, Fibras: Bionatus*, Prolev*(Levedura e Guaraná), Rahda*, Carlson, Herbalife, Amway 29
  • Bebês e Crianças Colônia, Creme Dental, Óleo, Sabonete, Shampoo, Condicionador, Talco: Acqua Kids/Nazca*, Ag Fragrâncias*, Água de Cheiro*, Antídoto*, Boticário*, Davene*, Empório Bothânico/Driss*, Farmaervas*(Linha Barbie e Looney Tunes), Francis/Unisoap*, Granado*, L’aqua di Fiori*, Racco* Weleda* Pets Ração: Guabi* (Biriba, Faro, Fiel, Herói, Natural, Sabor e Vida / Cat Meal, Natural, Top Cat, Limpi Cat), Fri Dog* (Vegetariana) Shampoo, Condicionador, Perfume, Sabonete: Granado* Casa Água Sanitária: Búfalo*, Jet/Búfalo* Aguarrás: Búfalo* Alvejante: Búfalo*, Amway Amaciante: Atol*, Soft/Búfalo*, Ypê*, Amway, Ecover Aromatizante de Ambiente: Búfalo*, Sensória*, Valmari* Brilho e Cera para Calçados: Búfalo* Desentupidor: Bull/Búfalo* Desinfetante: Atol*, Búfalo*(Bufalo e PinhoJet), Ypê*, Amway, Ecover Detergente: Atol*, BioWash/Cassiopéia*, Ypê*, Amway Esponja de Aço: Amway Incenso, Velas, Óleo: Antídoto*, Empório Bothânico/Driss*, Florestas*, Sensória* Lava Carro: Amway Lava Roupas: Atol*, BioWash/Cassiopéia* Limpador de Alumínio: Jet/Búfalo* Limpador de Banheiro: BioWash/Cassiopéia* Limpador de Vidros: BioWash/Cassiopéia*, Jet/Búfalo*, Amway Limpador Multiuso: Cassiopéia* (Auxi e BioWash), Búfalo*(Bull e Jet), Ypê*, Ecover Lustra-Móveis: Atol*, Búfalo* 30
  • Microbicida: Búfalo* Naftalina: Búfalo* Pedra Sanitária: Búfalo* Querosene: Búfalo* Removedor: Búfalo*(Bufalo e Bull), Ecover Repelente: Citronium/Weleda* Sabão em Barra/Pasta: Atol*, Búfalo*, Ypê* Sabão em Pó/Líquido/Cremoso: Búfalo*, Tixan/Ypê*, Ecover Sachê: Atelier do Banho* Soda Cáustica: Búfalo* Higiene Oral Anti-Séptico, Enxágüe, Refrescante Bucal, Spray Bucal: Abelha Rainha*, Condor*, Contente*, Racco*, Rahda*, Amway Creme Dental: Condor*, Contente*, Rahda*, Amway, Tigrama, Weleda* Escova de Dente / Fio Dental: Condor*, Contente*, Rahda*, Amway Higiene Pessoal Absorvente: Rahda* Fraldas: Rahda* Haste Flexível: Rahda* Sol Protetor/Bronzeador Solar: Adcos*, Antídoto*, Boticário*, Contém 1g, Driss*, Extrato da Amazônia/Natuphitus*, L’aqua di Fiori*, Ox*, Red Aple/Cosinter*, SunBlock/Davene*, TotalBlock/Farmaervas*, Valmari* Alba Botânica/Avalon, Amway, Avon, Clarins of Paris, Clinique, Estée Lauder, Herbalife, Nívea, Payot, TheBody Shop Protetor/Hidratante Labial: Antídoto*, Boticário*, TotalBlock/Farmaervas*, Valmari*, Veraloe/Cassiopéia* Alba Botanica/Avalon, Amway, Herbalife, Lush, Payot 31
  • Banho Óleos, Sais e Espuma: Ag Fragrâncias*, Akla*(Pele Macia e Sliven), All Vida*, Antídoto*, Anantha*, Atelier do Banho*, Boticário*, Davene*, Driss*, Ecologie*, Empório Bothânico/Driss*, Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Extratophlora*, Florestas*, Impala*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Mahogany*(KevinNichols, LyoPlant e Mahogany), Racco*, Rahda*, Sensória*, Valmari*, Veraloe/Cassiopéia* Ahava, Clarins of Paris, Lush Sabonete (Líquido/Barra): Abelha Rainha*, Ag Fragrâncias*, Água de Cheiro*, Anaconda*, Anantha*, Antídoto*, Atelier do Banho*, Avora*, Boticário*, Davene*, Driss*, Ecologie*, Empório Bothânico/Driss*, Essence*, Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Extratophlora*, Florestas*, Francis/Unisoap*, GotasVerdes*, Granado* Holos/Ypê*, Impala*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Mahogany*(AmyrKlink, KevinNichols, Lavalma*, Leite de Rosas*, (LyoPlant e Mahogany), Natustrato*, Ox*, Phytoervas/Nasha*, Racco*, Rahda*, Sensória*, Sliven/Akla*, Valmari*, Fragê/Yamá* Ahava, Alba Botânica/Avalon, Amway, Avon, Clinique, Estée Lauder, Herbalife, Lush, Nívea, Payot, StYves Shampoo/Condicionador: Abelha Rainha*, AfroNature*(AfroNature, Keraseal, SemidiLino, TopFruit), Água de Cheiro*, Anaconda*, Anantha*, Antídoto*, Amend*, Avora*, BioExtratus*, Biorene/Niasi*, Boticário*, Clorofitum*, Cosinter*(RedAple e MaxiTrat), Driss*, Ecologie*, Éh Cosméticos*, Embelleze*(FrizzyHair e SempreBella), Empório Bothânico/Driss*, Essenza/Class*, Esthetic*(Belladonna e Esthetic), Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Extratophlora*, Farmaervas*, Florestas*, Francis/Unisoap*, GotasVerdes*, Impala*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Mahogany*(KevinNichols, LyoPlant e Mahogany), MasterLine*(Bell Soft e Skala), Nazca*(Origem e Plusline), Ox*, Phytoervas/Nasha*, Racco*, Rahda*, Sensória*, Shizen*(Essenza e Traty), Surya*, Terractiva*, Veraloe/Cassiopéia*, Valmari*, Vita-a*, VitaDerm*, Yamá*, Weleda* Ahava, Alba Botânica/Avalon, Amitée, Amway, Avon, Estée Lauder, Herbalife, L'anza, Lush, Nívea, Payot, Revlon, StYves, The Body Shop, Tigrama 32
  • Cosméticos Especiais Cabelo: (Alisador, Anti-Caspa, Anti-queda, Cacheador, Finalizador, Fixador, Gel, Iluminador, Máscaras, Mouse, Pomada, Reparador de Pontas, Tonificante, Vitaminas etc.): Abelha Rainha*, Adcos*, AfroNature*(AfroNature, Keraseal, NatureColor, PHC, SemidiLino, TopFruit), Amend*, Anaconda*, Anantha*, Antídoto*, Avon, Avora*, BioExtratus*, Biorene/Niasi*, Boticário*, Class*(Care Liss, Charming e Essenza), Clorofitum*, Cosinter*(MaxiBelle e MaxiTrat), Driss*, Ecologie*, Éh Cosméticos*, Embelleze*(AfroHair, AmaciHair, HairLife, Henê, IndianHair, LisaHair, Novex, Selise, Stillus, SuperRelax, Toin, UrbanHair), Essence*, Esthetic*(Belladonna e Esthetic), Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Farmaervas*, Florestas*, GotasVerdes*, Impala*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Mahogany*(LyoPlant e Mahogany), MasterLine*(Bell Soft e Skala), Max Love*, Nazca*(MaxiLiss, Origem, Plusline, Ravor e Sphere), Ox*, Phytoervas/Nasha*, Racco*, Rahda*, Shizen*(Charming, Essenza e Traty), Sunshine/Allumé*, SuryaHenna*, Terractiva*, Valmari*, Veraloe/Cassiopéia*, Vita-a*, VitaDerm*, Yamá*(Yamá, Yamafix e Yamasterol) Alba Botânica/Avalon, Amitée, Amway, Clinique, Estée Lauder, L'anza, Lush, Nívea, Revlon, StYves Especiais Corpo (Anti-celulite, Anti-estria, Esfoliante, Creme para Mãos e Pés, Creme para Massagem, Firmeza, Óleo Corporal, Redução de Gorduras etc.): Abelha Rainha*, Adcos*, Anaconda*, Antídoto*, Atelier do Banho*, Belladonna/Esthetic*, BioExtratus*, Boticário*, Celulan/Farmaervas*, Ecologie*, Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Extratophlora*, Florestas*, GotasVerdes*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Mahogany*, Natustrato*, Ox*, Racco*, Rahda*, Sensória*, Veraloe/Cassiopéia*, Valmari*, VitaDerm*, Weleda* Ahava, Alba Botânica/Avalon, Amitée, Amway, Avon, Chanel, Clarins of Paris, Clinique, Estée Lauder, Herbalife, Lush, Nívea, Payot, Revlon, StYves Especiais Rosto (Adstringente, Anti-acne, Anti-idade, Esfoliante, Firmeza, Limpeza, Máscaras, Peeling, Regenerador, Tônico etc.): Abelha Rainha*, Adcos*, Ag Fragrâncias*, Anaconda*, Boticário*, Davene*, Driss*, Ecologie*, Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Florestas*, GotasVerdes*, Korai*, L’aqua di 33
  • Fiori*, Natustrato*, Ox*, Racco*, Sensória*, Veraloe/Cassiopéia*, Valmari*, VitaDerm* Ahava, Alba Botânica/Avalon, Amway, Avon, Chanel, Christian Dior, Clarins of Paris, Clinique, Estée Lauder, Herbalife, Lush, M.A.C, Nívea, Payot, Revlon, StYves, The Body Shop Tintura e Shampoo Tonalizante: Biocolor/Niasi*, Bonyplus*(BeautyColor, BioShine, BonyGirls, Fructals e PowerColors), Class* (Bigen, Lightner), Coferly* (Santantonio, SoaviCapelli), Embelleze* (Fleury, Hannaya, Idealist, Maxton, Natucor, YesColor, YoungHair), NatureColor/AfroNature*, Nazca*(MaxiColor e Plusline), Skala/MasterLine*, Sunshine/Allumé*, SuryaHenna*, Vita-a*, VitaDerm*, Yamá* Revlon Creme Hidratante: Abelha Rainha*, Adcos*, Ag Fragrâncias*, Água de Cheiro*, Akla*(Pele Macia e Sliven), Anaconda*, Anantha*, Antídoto*, Atelier do Banho*, Avora*, Belladonna/Esthetic*, Boticário*, Cosinter*(MaxiBelle e RedAple), Davene*, Driss*, Ecologie*, Empório Bothânico/Driss*, Essence*, Extratophlora*, Florestas*, Francis/Unisoap*, GotasVerdes*, Impala*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Leite de Rosas*, Mahogany*(KevinNichols e Mahogany), MasterLine*(BellSoft e Skala), Natustrato*, Origem/Nazca*, Ox*, Phytoervas/Nasha*, Racco*, Rahda*, Sensória*, Valmari*, Veraloe/Cassiopéia*, Vita-a*, VitaDerm*, Yamá* Ahava, Alba Botânica/Avalon, Amway, Avon, Chanel, Clarins of Paris, Clinique, Herbalife, Nívea, StYves, Victoria Secrets Desodorante: Abelha Rainha*, Água de Cheiro*, Anaconda*, Antídoto*, Belladonna/Esthetic*, Boticário*, Empório Bothânico/Driss*, Essence*, Francis/Unisoap*, GotasVerdes*, Granado*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Leite de Rosas*, Mahogany*(AmyrKlink, KevinNichols, LyoPlant e Mahogany), MasterLine*(BellSoft e Skala), Origem/Nazca*, Ox*, Racco*, Rahda*, RedAple/Cosinter*, Sliven/Akla*, Valmari*, Vita-a*, VitaDerm* Alba Botânica/Avalon, Amway, Avon, Clarins of Paris, Clinique, Estée Lauder, Nívea 34
  • Perfumes/Colônias: Abelha Rainha*, Ag Fragrâncias*, Água de Cheiro*, Anantha*, Antídoto*, Atelier do Banho*, Belladonna/Esthetic*, Boticário*, Contém 1g*, Driss*, Empório Bothânico/Driss*, Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Giovanna Baby/Nasha*, Impala*, Korai*, L’aqua di Fiori*, Mahogany*(AmyrKlink, KevinNichols, LyoPlant e Mahogany), Racco*, Rahda*, Valmari*, Xuxa/Avamiller* Avon, Amway, Chanel, Christian Dior, Clarins of Paris, Clinique, Estée Lauder, M.A.C, Amway, Payot, Revlon, Victoria Secrets Maquiagem (Batom, Blush, Corretivo, Delineador, Gloss, Lápis, Pancake, Pó, Rímel, Sombra) Abelha Rainha*, Ag Fragrâncias*, Água de Cheiro*, Anaconda*, Belladonna/Esthetic*, Boticário*, Contém 1g*, Elke/Nasha*, Empório Bothânico/Driss*, Extrato da Amazônia/Natuphitus*, Impala*, L’aqua di Fiori*, MaxLove*, Racco*, Tracta/Farmaervas*, Valmari* Amway, Avon, Chanel, Christian Dior, Clarins of Paris, Clinique, Estée Lauder, M.A.C, Nívea, Payot, Revlon, The Body Shop, Victoria Secrets Manteiga de Cacau: Abelha Rainha*, Anaconda* Esmalte, Removedor, Óleo Secante: Abelha Rainha*, Impala*, Risqué/Niasi*, Yamá* Amway, Avon, Chanel, Estée Lauder, M.A.C, Nívea, Revlon Água Oxigenada e Descolorante de Pêlos: Biocolor/Niasi*, Coferly* (Santantonio, SoaviCapelli), Lightner/Shizen*, Lightner/Class*, NatureColor/AfroNature*, Sunshine/Allumé*, Valmari*, Vita-a*, Yamá* Cera e Produtos de Depilação: Ludovig*(Depilsam, Évora e DepiLinea), Depil Mist/Yamá* Creme, Espuma, Gel para Barbear, Loção pós Barba: Abelha Rainha*, Antídoto*, Boticário*, Empório Bothânico/Driss*, Korai*, L’aqua di Fiori*, 35
  • Mahogany*(AmyrKlink e Mahogany), Ox*, Ravor/Nazca*, Sensória*, Valmari*, Veraloe/Cassiopéia* Alba Botânica/Avalon, Amway, Clarins of Paris, Clinique, Nívea, Weleda* Outros Alicate de Unha, Cutícula, Trim: Revlon Aparelhos de Barbear e Depilar: Carrefour*/American Safety Razor, Norelco Medicamentos Naturais: Bionatus* Lenço: Leite de Rosas* Talco, Polvilho: Extratophlora*, Granado*, Leite de Rosas*, Rahda* Fonte: PEA.Lista de Compras da PEA - Produtos Não Testados em Animais - Última Atualização 09/05/08. Disponível em: http://www.pea.org.br/crueldade/testes/lista.htm 36