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Interdisciplinar do primeiro semestre de Negócios da Moda em São Paulo, na Anhembi Morumbi, ano de 2007.

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    • UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI Danielle Paiva Laís Amorim Braz Barbosa Paola Trebbi Dietzold Rosendo Miguel Marvulo Martins Thaís Vaz Alves Desconstrução e Reconstrução de uma peça de vestuário Retrô baseado nos anos 60 primavera/verão 2008 São Paulo 2007
    • Danielle Paiva Laís Amorim Braz Barbosa Paola Trebbi Dietzold Rosendo Miguel Marvulo Martins Thaís Vaz Alves Desconstrução e Reconstrução de uma peça de vestuário Retrô baseado nos anos 60 primavera/verão 2008 Trabalho Interdisciplinar de Conclusão do primeiro semestre apresentado como exigência parcial para a obtenção de título de Graduação do Curso de Negócios da Moda na Universidade Anhembi Morumbi. Orientadores: Profa. Eleni Kronka e Profa. Lilian Maria Junho 2007 2
    • Danielle Paiva Laís Amorim Braz Barbosa Paola Trebbi Dietzold Rosendo Miguel Marvulo Martins Thaís Vaz Alves _____________________________________________________________ 3
    • RESUMO Neste trabalho sobre desconstrução e reconstrução, explorando a década de 60, na visão de retrô para a moda, busca-se analisar quais as características que foram marcantes para a década estudada e que ainda continuam a influenciar a sociedade atual, sejam nos aspectos moda ou comportamento. Para a moda, retrô, é basicamente, o conjunto das roupas de épocas anteriores de no mínimo 20 anos passados, sendo assim, os anos 60 se encaixam nessa categoria e tornam-se o alvo dessa pesquisa para identificar o paralelismo existente entre aquela época até dias atuais. Através da observação dos desfiles internacionais para o verão 2008, constata-se a minissaia como uma das tendências mais fortes da estação. Esta peça que foi criada na década de 60, originou-se nessa proposta o primeiro paralelo desenvolvido neste trabalho. E a partir daí, a revolução de comportamento instaurada, principalmente na busca de liberdade pelas mulheres até então oprimidas por uma sociedade machista. E nessa pesquisa, foi explorado o modo como a filosofia reconstrutivista pode atuar na moda, influenciando as tendências de retrô para essa próxima estação, na reconstrução na moda da década de 60. Palavras-chave: Moda. Retrô. Anos 60. Comportamento. 4
    • Sumário 1. INTRODUÇÃO………………………………………………………………….....……....... 6 2. (DES) CONSTRUÇÃO E (RE) CONSTRUÇÃO .......................................................... 7 3. MODA 3.1 Retrô …………………………………………..…………………….……………........ 8 3.1.2 Releitura 3.2 Anos 60 ............................................................................................................... 9 3.2.1 Os criadores 4. ATITUDE ................................................................................................................... 10 4.1 Produto de Moda .............................................................................................. 11 CONCLUSÃO ............................................................................................................ 12 GOSSÁRIO ................................................................................................................ 13 REFERÊNCIAS .......................................................................................................... 14 ANEXOS .................................................................................................................... 16 5
    • 1. INTRODUÇÃO Neste trabalho serão discutidos vários aspectos do retrô da década de sessenta, como política, moda, música, criadores, comportamento, fatos que marcaram, entre outros. Será visto também a importância da minissaia no comportamento feminino desta época e a influência do uso da peça nos dias atuais. A forma de expressão, a liberdade, a visão da mulher nesse mundo que crescia, aos poucos tomando forma de um moderno feminismo, a mulher começava a querer se emancipar do patriarcalismo machista que estava em voga e a necessidade de contestação que os jovens viam na sociedade fazendo, aos poucos as manifestações na moda se tornarem verdadeiras revoluções. A moral patriarca e machista vigente entravam em conflito com os ascendentes ideais de igualdade de direitos e valores femininos, e em formas de protestos e rebeldia as jovens começaram a buscar meios acessíveis, como a criação de um vestuário mais ousado e provocante, sendo ainda um tema muito utilizado como inspiração em vários conceitos na atualidade. 6
    • 2. (Des) Construção – (Re) Construção À principio, a idéia de desconstrução pode parecer sinônimo de destruição, porém esse conceito aprofunda-se em uma outra aura de ideologias e significados. A palavra desconstrução é apresentada quando se deseja fazer a análise das partes isoladas, desconsiderando o sentido do todo, seja qual for o objeto de análise. A leitura de um texto transmitirá o seu sentido usual, se for analisado desde o começo até o fim numa seqüência lógica restringida pelas regras gramaticais. O texto lido e comprendido poderá transmitir uma mensagem concreta e objetiva, mas há outras que ainda podem ser extraídas. A desconstrução atua nesse processo,um olhar diferente, de vários ângulos, sobre um mesmo aspecto. Analisando separadamente as partes, ou parágrafos, do texto, conseguiremos outras possibilidades de interpretação e compreensão, as idéias são livres, não há um todo que as prenda. Reconstruindo esse texto, após sua desconstrução, o seu sentido será outro.A análise desses fragmentos permite várias hipóteses resultantes, partindo de um mesmo princípio. O próprio texto pode não transmitir a idéia original de seu autor, tantas são as regras de formatação as quais é submetido, porém, a desconstrução permite que essas inspirações iniciais floresçam a superfície,indicando suas reais intenções, vendo o texto como um outro todo, entendendo-o. 3. MODA A moda é um fenômeno complexo, que faz funcionar uma das mais antigas e poderosas indústrias da nossa civilização, que faz com que a roupa seja vista como portadora de mensagens, caracterizando a pessoa que a veste e a sociedade que a produz. É necessário reavaliar a diferença entre a moda, enquanto mudanças no vestir, e as diversas modas, entendidas como padrões estéticos e de comportamento de uma sociedade. A “Moda é a mudança obrigatória do gosto.”, diz Simmel, de uma maneira da qual 7
    • podemos entender como a constante substituição do velho pelo novo, definindo a moda como “o império efêmero”(Lipovetsky, 1987). A moda consumada vive de paradoxos: sua inconsciência favorece a consciência; suas loucuras, o espírito de tolerância; seu mimetismo, o individualismo; sua frivolidade, o respeito pelos direitos do homem. No filme acelerado da história moderna, começa-se a verificar que, dentre todos os roteiros, o da Moda é o menos pior. (Lipovetsky,p.19, 1987) 3.1 Retrô Ao falar de Retrô, antes, é necessário saber seu significado, pois seu conceito é bastante abrangente. Callan denomina retrô como uma Palavra usada para descrever roupas de épocas anteriores, no mínimo vinte anos passados. Muitos estilistas apresentam trajes retrô em suas coleções. Essas roupas, embora tenham uma proposta reformista, são revividos para funcionar com o visual do momento nos anos 90, calças bocas- de- sinos e crochês, duas idéias características dos anos 60, reapareceram nas coleções, mais de forma sofisticada e na corrente em voga. (CALLAN, 2002) Outra citação diz que o Retrô “compreende o conjunto de criações da Alta Costura, e também as modas que a precederam. São roupas que pertencem a uma época e, por isso, são facilmente localizáveis no tempo.” (CALDAS, 1999) Entendemos então que Retrô é uma “inspiração do passado”, focalizado em uma certa época. 3.1.2 Releitura “A releitura ou recriação implica em criar novamente partindo de um pressuposto já existente”. Trata-se, portanto de “uma reelaboração ou mudança com interferência significativa em relação ao original”. O processo de releitura parte-se, sempre, de uma referência, “de uma obra preexistente, em que o autor que a relê mantém um vínculo com ela” (MOURA,p.79, 1996). 8
    • De acordo com a citação de Moura, considera-se que a releitura da moda seja a reciclagem de uma época, trazendo em detalhes, na roupa, vestígios de uma memória do vestuário de outrora, ponderando as mudanças ocorridas e as tendências atuais. 3.2 Anos 60 Nos anos 60, a moda deixa de ser conservadora e passa a ser, mais do que nunca, uma forma de expressão. È nessa década que, pela primeira vez, a moda focaliza os jovens, ampliando a massa consumidora. Estes foram os anos do “último grito da moda" - o início da escravidão de garotas com as novidades da moda, que correm às lojas todo mês para atualizar o look. Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, um fato inédito, criando a sua própria moda, independente da dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época. 3.2.1 Os criadores Courrèges utilizava materiais jamais utilizados no meio da moda, como tecidos sintéticos em coloridos primários, branco ótico e cores. Em 1966, ele cria uma nova coleção, da qual parecia ter sido feita por um geômetra, enquanto Mary Quant transformava vestidos em míni vestidos. “O modernismo da ‘safra’ de 1960 se deve principalmente a uma nova concepção de ‘distinção’. A geração mais nova deixava de considerar o chique sofisticado como valor supremo, mas continua valorizando a distinção já modernizada.” (RICARD, p.24, 1989) 9
    • O vestido tubinho, de Pierre Cardin, torna-se micro vestido com bolsos e com formas geométricas coloridas, a roupa dos pescadores se transforma em capa de chuva, os trajes-marinheiro em duffle-coats, dando um ar mais moderno à alta costura. Já Paco Rabanne, cria de maneira provocante, em 1965, o primeiro vestido de plástico. Em 1967, usa couro, papel e non-tissé para produzir uma cota de malha inteiramente transparente. E tudo acontecendo quando Yves Saint Lorent já havia dado entrada ao prêt-à-porter. “...os novos interlocutores ganham espaço na produção do mundo fashion. Misturando-se as estéticas da alta, média e baixa costura, contribuindo para este fato, a importância da disseminação do prêt-à-porter, da revolução feminina e da dos jovens. A alta costura começa a dialogar com a rua e a moda entra definitivamente no universo cultural, enquanto lugar onde a produção de sentido ganha espaço. A moda torna-se atitude de comportamento.” (VILLAÇA, p.67, 2006) 4. ATITUDE As tendências atuais, para o verão 2008, apontam a mini-saia, como a grande vedete da estação, criada nos anos 60 “foi a invenção que se salientou na década (...) deu às mulheres a liberdade de movimento que alterou seu comportamento”.(SEELING, 2000) A década de 60, foi marcada pelo idealismo da juventude que lutava por maiores direitos e liberdade, as mulheres encontraram na minissaia um ícone desse movimento.Valorizava as pernas com muita feminilidade e paralelamente ocorria a queima dos sutiãs em praça pública, simbolizando o fim da repreensão feminina perante a sociedade machista vigente na época. A saia sempre foi uma peça característica do vestuário feminino, portanto também símbolo de sua submissão, porém, nessa impressionante releitura que vem a reduzir os comprimentos, ela torna-se o marco da moda daquela década. Ela dava movimento as pernas, liberdade, que era o desejo daquela juventude cada vez mais independente e envolta num mundo de sexo, drogas e rock'n'roll. A desconstrução atua na moda, dirigindo o rumo das tendências. Atualmente, caso 10
    • aparecesse na íntegra seria um retrocesso, portanto os anos 60 aparecem em detalhes atualizados pelo tempo,numa reconstrução de sua forma original, caracterizando o processo desconstrutivista. 4.1 Produto de Moda Os acessórios utilitários foram elaborados partindo da filosofia desconstrutivista, a partir de uma peça de roupa própria de cada integrante do grupo, e na análise das características, como um todo, mais marcantes da década de 60. Visando atingir uma maior segmentação de mercado, as peças são baseadas em formas simples, pré- existentes, portanto de melhor aceitação. Destinadas a um público jovem e urbano, de idade média entre 17 e 25 anos, que busquem por peças alternativas indicadoras de uma identidade própria. Apresentam qualidade, e uma boa durabilidade, ainda assim garantindo um preço acessível para classes B e C. “Agora chegamos a um ponto em que um produto, e especialmente uma grife, tem de possuir qualidade, serviço, valor, status, refletir um estilo de vida, ter pedigree e alma. Um produto com alma não só atrai o interesse do consumidor, como também consegue se comunicar com ele e até aumentar seu conhecimento. Não é só uma novidade, é uma inovação.” (Villaça, p.9, 2006) 11
    • CONCLUSÃO Na evolução desse trabalho, espera-se, dentro do tema "construção e desconstrução", e do subtema "retrô", explorar a sociedade no seu campo moda e comportamento, dando enfoque na década de 60. A desconstrução age no olhar de diferente ângulos sobre o mesmo referencial, é nesse conceito que as tendências da moda agem, pois os anos 60 foram desconstruídos para que poder caracterizar as tendências dos dias de hoje, é nessa idéia também a execução do acessório utilitário, construído a partir da desconstrução de uma peça de roupa e confeccionado inspirado em formas e cores que remetam à década de 60. Para a moda, essa foi uma importante década em vários aspectos, mas nesse trabalho explorou-se apenas um quesito, a criação da minissaia e o seu uso denotativo de um comportamento mais liberal, tanto para a época como para a atualidade. Gerando conflito de idéias, em até que ponto a minissaia era símbolo da mudança de comportamento ou um objeto de vulgaridade. Com as pesquisas, comprova-se, que a juventude da época batalhava pela sua liberdade, e principalmente as mulheres, no auge do feminismo, lutavam por mais liberdade e igualdade, e a minissaia tornou-se um ícone dessa mudança de comportamento, onde as mulheres queriam direitos iguais ao dos homens mas mantendo a sua feminilidade. Os anos 60 foi uma época de inovações, tendo novas maneiras de vestir, pensar e se comportar, que continuam influenciando os dias de hoje de uma forma inovada e adequada à nossa época e realidade, mas que ainda podem ser analisados e explorados por diversas opiniões diferentes, já que a moda é algo complexo, ela é portadora de mensagens, dizendo o que a pessoa é e que ela quer. 12
    • GLOSSÁRIO Acessórios: complementos do vestuário sujeitos aos ditames da moda. Alta Costura: estilismo e execução de alta qualidade. Baby Boom: fenômeno do período pós-guerra, caracterizado pelo aumento da taxa de natalidade nos países industrializados. Botas Chelsea: botas pelo tornozelo com elásticos nas zonas laterais. Cut-outs: expressão criada para designar atrativos recortes no vestuário. Duffle-coats: casaco, com ou sem capuz, usado durante a Segunda Guerra Mundial. Linha Trapézio: evolução da linha “A”. Prêt-à-porter : “pronto-a-vestir”. 13
    • REFERÊNCIAS Bibliográficas BRAGA, João. História da Moda. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2005. CALDAS, Dario. Universo da Moda. São Paulo: Anhembi Morumbi, 1999. CALLAN, Georgina O’ Hara. Enciclopédia da Moda. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. CATELLANI, Regina Maria. Dicionário da Moda A-Z. São Paulo: Manole, 2002. EDGAR, Andrew; SEDGWICK, Peter. Teoria Cultural de A a Z. Conceitos-Chave para entender o mundo contemporâneo. São Paulo: Contexto, 2003. LEHNERT, Gertrud. História da Moda Século XX. Berlin: Konemann, 2001. LIPOVETSKY, Gilles. O Império do Efêmero. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. MOUTINHO, Maria Rita. A moda no Século XX. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2003. SEELING, Charlotte. MODA: O Século dos Estilistas. Portugal: Konemann, 2000. VILLACA, Nizia. Plugados na Moda.São Paulo: Anhembi Morumbi, 2006. VINCENT-RICARD, Françoise. As Espirais da Moda.São Paulo: Paz e Terra, 1996. 14
    • Webgrafia GARCIA, Claudia. A Época que mudou o mundo. < http://almanaque.folha.uol.com.br/anos60 >. Acesso em: 02 mar. 2007. Hora: 14:33. MINISSAIA, A Mulher que Ousou criar a. <http://www.terra.com.br/istoegente/100mulheres/moda/quant.htm >. Acesso em: 10 abr. 2007. Hora: 15:05. GALVÃO, Diana. < http://www.uol.com.br/modabrasil >. Acesso em: 17 abr. 2007. Hora: 14:20. 15
    • ANEXOS 16
    • ANEXO A – Cronologia 1960 • John F. Kennedy é nomeado presidente dos Estados Unidos. • Abertura do Museu Guggenheim em Nova Iorque. • Estréia do filme Psyco de Alfred Hitchcoock. • É decretado o final da era colonial em África e 17 Estados tornam-se independentes. • Conferência Internacional sobre o Desarmamento em Genebra. 1961 • O Governo da RDA manda construir o muro de Berlim. • Primeiro vôo espacial à volta do mundo (URSS). • A linha do comboio transiberiano é electrificada. • Desenvolvimento e promoção da pílula contraceptiva. • A tentativa de golpe de estado contra Castro desencadeia a primeira crise cubana. 1962 • A demonstagem dos mísseis russos em Cuba põe fim à crise. • Independência da Argélia. • Suicídio de Marylin Monroe. • Primeiro filme de James Bond. • Estréia de War Requiem de Beijamin Britten. • A França faz um teste atômico subterrâneo no deserto do Saara. 17
    • 1963 • Assassinato de John F. Kennedy, Presidente dos EUA. • Desenvolvimento de uma máquina Polaroid para tirar fotografias instantâneas a cores. • O artista Alemão Joseph Beuys expõe a sua Fettshuhl (“Cadeira de Gordura”), causando escândalo. 1964 • Martin Luther King recebe o Prêmio Nobel da Paz. • Início da Guerra do Vietname. • A Pop-Art da entrada no mundo da publicidade. • Sucesso dos Beatles. 1965 • Bob Dylan e Joan Baez tornam-se figuras da proa do movimento anti-guerra do Vietname. • A organização internacional de ajuda às crianças, UNICEF, recebe o Prêmio Nobel da Paz. 1966 • Depois de um golpe de estado, o General Suharto torna-se presidente da Indonésia. • David Lean filma Doutor Jivago. • O Romance Les Belles Images de Simone de Beauvoir é publicado em França. • Mao mobiliza a juventude chinesa contra a organização do Partido Comunista, durante a “Revolução Cultural”. 18
    • 1967 • Guerra dos Seis Dias de Israel contra o Egipto, a Síria, a Jordânia e o Líbano. • O estudante de Berlim, Benno Ohnesorg, é morto por um policial, durante uma manifestação de protesto. • Morte do líder revolucionário “Che” Guevara. • Na cidade do Cabo é realizado o primeiro transplante cardíaco. 1968 • “Primavera de Praga” : tropas da URSS, da Polônia, da Bulgária e da RDA ocupam a Checoslováquia, abafando os protestos num banho de sangue. • Assassinato de Martin Luther King. • Estréia do musical Hair. • O acordo sobre desarmamento nuclear entre os EUA, a Grã-Bretanha e a URSS prevê acabar com o desenvolvimento das armas nucleares a nível mundial. 1969 • Neil Armstrong é o primeiro homem a pisar a superfície da Lua. • Festival de Música de Woodstock. • Estréia do filme de Peter Fonda, Easy Rider. • Movimento “Black is beautyful” nos EUA. • Willy Brandt é nomeado Chanceler da Alemanha. Fonte: LEHNERT (2001) ANEXO B – Mary Quant Mulher que foi considerada “revolucionária” da moda. Nascida em Londres, Inglaterra em 1934, freqüentou Goldsmith’s College of Art, em Londres. Na década de 50 trabalhou 19
    • durante meses com Erik, um chapeleiro de Londres, saindo para abrir sua primeira butique chamada Bazaar junto com homem que seria seu futuro marido, Alexander Plunket Greene e Archie McNair. Após vender moda jovem de vários estilistas Mary passou a inventar roupas, mesmo tendo pouca experiência em moda, seus trajes de baixo preço destinado ao mercado adolescente e jovem com seu ar de vanguarda, logo tornou seu nome familiar. Coloridos, simples e bem coordenados, os trajes de Quant entram em perfeita sintonia com a década de 60, que simbolizavam a moda jovem britânica da Swinging London tornando popular a minissaia, as meias-calças coloridas, as malhas caneladas e os cintos usados nos quadris. O polemico fenômeno da MÍNI surgiu 1964, junto com o estilista André Courréges, há um pouco de controvérsias sobre o inventor da minissaia, pois nessa época Courréges “subiu” as saias de sua coleção de verão cerca de 15 centímetros acima do joelho, seriam as primeiras minissaias, porêm Quant radicalizou ao desenhar saias com no “mínimos” 30 centímetros de comprimento pra serem usadas com blusas justas, botas e meias para fazer frente com o frio londrino, causando desespero das mulheres conservadoras e a alegria dos homens em geral. ANEXO C – PACO RABANNE Paco Rabanne-1934-. Estilista. Nascido Francisco Rabaneda y Cuervo, em San Sebastián, Espanha. Sua mãe era costureira-chefe da filial espanhola de BALENCIAGA. Durante a Guerra Civil Espanhola, a família mudou-se para a França, onde Rabanne foi educado. De 1952 a 1964, estudou arquitetura na École des Beaux-Arts, em Paris. As principais contribuições de Rabanne para a moda foram algumas ousadas bijuterias e botões de plástico, que vendia a BALENCIAGA, DIOR E GIVENCHY. Em 1965, produziu seu primeiro vestido de plástico. Um pioneiro na utilização de materiais alternativos para inventivos modelos, Rabanne fazia vestidos usando alicate, em vez de agulha e linha; discos de metal e correntes, em vez de tecido. Suas roupas de malha de metal, montadas com pequenas peças geométricas, atraíram muita atenção. Rabanne também criou vestidos de papel amassado, alumínio e toalhas de jérsei, “costurados” com fita adesiva. 20
    • Prendia elos de corrente a malhas de lãs e peles. Era muito requisitado como figurinista para cinema, teatro e balé. Em 1966, inaugurou sua própria Maison, adquirindo fama internacional com bijuterias, acessórios e roupas incomuns. ANEXO D – YVES SAINT LAURENT Yves Henri Donat Mathiel-Saint Laurent, nasceu no dia 1 de agosto de 1936 em Oran, na Argélia, no seio de uma família francesa bastante abastada. Desde criança a moda o fascinava. Depois de acabar com o liceu, em 1954,Yves Saint Laurent mudou- se definitivamente para Paris, onde freqüentou um curso de desing na escola da “ Chambre Syndicale de la Couture”. Um ano depois, Christian Dior, ofereceu-lhe o cargo de assitente de estilista na sua casa. A sua primeira coleção de alta-costura, apresentada a 30 de janeiro de 1958. Onde apresentou a linha trapézio, teve um sucesso estrondoso. Com a linha trapézio, Yves Saint Laurent havia já demonstrado destreza e os seus conhecimentos da história de vestuário com que pretendia imortalizar o seu nome na história da moda. A empresa Dior resolve separar-se de Saint Laurent, pois houve uma grande viagem em termos de estilo. Isto porque em 1960 Laurent cortou com a tradição dior e optou pela revolução: com o seu “beat-look” e os casacos de couro pretos. Juntamente com o seu parceiro de toda uma vida Pierre Bergé, responsável pelos assuntos comerciais, Saint Laurent resolve usar o seu próprio nome e criou o seu primeiro salão de alta-costura. Em 1966, Saint Laurent abriu a sua primeira butique de prêt-à-porter, a YSL, Rive Gauche [que ficava exatamente do lado esquerdo do Sena] na Rue de Tournon, em Saint- Germain-Des-Près. Ele foi o primeiro costureiro parisiense de alta-costura a abrir uma 21
    • butique de prêt-à-porter de luxo. A sua primeira coleção, apresentada no dia 19 de janeiro de 1962, teve um grande sucesso. A partir daí Saint Laurent passou a apresentar as criações mais importantes dos anos 60: vestidos de corte direto com padrões ao estilo do mondrian (1965), o smoking feminino (1966), a coleção influenciada por Andy Warhol (1966), o polêmico vestido transparente com uma blusa em chiffon de seda com pena de avestruz aplicada, bem como as referências aos protestos estudantis com canadianas e casacos com franjas (1968). ANEXO E – Pop-Art A Pop Art, que significa “popular art” foi um movimento artístico que surgiu na década de 60, por Andy Warhol, que chocou de uma maneira positiva a sociedade com “seus elementos arrojados, acessíveis e coloridíssimos”. (Galvão, 2001?). Em 1961 Andy realizou a sua primeira obra em série usando as latas da sopa Campbell's como tema, continuando com as garrafas de Coca-Cola e as notas de Dólar, reproduzindo continuamente as suas obras, com diferenças entre as várias séries, tentando tornar a sua arte o mais industrial possível, usando métodos de produção em massa. Depois disso, passou então a usar pessoas universalmente conhecidas, como fontes do seu trabalho. De Jacqueline Kennedy a Marilyn Monroe, Che Guevara ou Elvis Presley. A técnica baseava-se em pintar grandes telas com fundos, lábios, sobrancelhas, cabelo, etc. berrantes, transferindo por seregrafias fotografias para a tela. É possível observar pop-art em muitas lojas dos tempos atuais, em estampas de camisas, bolsas e etc. 22
    • ANEXO H – CROQUIS Rosendo 23
    • Paola 24
    • Thais Frente 25
    • Costas 26
    • Laís 27
    • Danielle ANEXO I – PEÇA DESCONSTRUIDA E RECONSTRUIDA ELEITA PELO GRUPO 28
    • 29
    • 30