Monografia Aragonez

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Descrição do comportamento agronómico e enológico de uma das castas mais importantes da Península Ibérica.

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Monografia Aragonez

  1. 1. Pedro M. N. Tereso Material Vegetal Vitícola
  2. 2. Origem e Evolução <ul><li>Casta difundida por toda a Península. </li></ul><ul><li>Valdepeñas como origem. </li></ul><ul><li>Possibilidade de entrada no país pelo Alentejo. </li></ul><ul><li>Difusão através dos Caminhos de Santiago. </li></ul><ul><li>Expansão Marítima Espanhola (América Sul). </li></ul>
  3. 3. Distribuição da casta em PORTUGAL (Fonte: Divisão do cadastro vitícola) DOC – Trás-os-Montes, Douro, Távora-Varosa Bairrada, Dão, Beira Interior, Óbidos, Encostas d’Aire, Alenquer, Arruda, T.Vedras, Ribatejo, Palmela, Alentejo, Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira Regional – Minho, Transmontano, Duriense, Beiras, Estremadura, Ribatejano, Terras Sado, Alentejano e Algarve
  4. 4. Superfície (2003) <ul><li>PORTUGAL - 23500 ha. </li></ul><ul><ul><li>Douro - 4000 ha. </li></ul></ul><ul><ul><li>Alentejo - 2676 ha. </li></ul></ul><ul><li>ESPANHA – 45000 ha. </li></ul><ul><li>ARGENTINA – 12000 ha. </li></ul><ul><li>FRANÇA – 2500 ha. </li></ul><ul><li>EUA – 250 ha. </li></ul>
  5. 5. Sinonímias <ul><li>Douro/Dão: Tinta Roriz. </li></ul><ul><li>Alentejo: Aragonez. </li></ul><ul><li>P. Setubal: Tinta de Santiago. </li></ul><ul><li>Austrália/França/Argentina: Tempranillo. </li></ul><ul><li>EUA: Valdepeñas. </li></ul><ul><li>Espanha: Tempranillo. </li></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Cencibel. (Castilla La Mancha) </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Ull de Llebre. (Catalunha) </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Tinta de Toro e Tinta del País. (Castilla Leon) </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  6. 6. Tempranillo Cencibel Diferenças fenotípicas
  7. 7. Caracterização Morfológica <ul><li>Ramo Jovem: Ápice vegetativo aberto e orla de pigmentação carmim de média intensidade. </li></ul><ul><li>Folha jovem: Página superior amarelada com tons bronzeados, página inferior com média a forte densidade de pêlos. </li></ul>
  8. 8. Caracterização Morfológica <ul><li>Pâmpano: Face dorsal dos entre-nós avermelhado e face ventral verde e gomos verde com gavinhas curtas de distribuição regular e descontínua. </li></ul><ul><li>Flor: Hermafrodita. </li></ul>
  9. 9. Caracterização Morfológica <ul><li>Folha Adulta: Limbo pentagonal, bolhoso, enrogado com cinco lóbulos, verde médio e irregular, seios peciolar e laterais fechados e em “U”, dentes grandes e convexos. </li></ul><ul><li>Página Inferior com média e forte densidade de pêlos prostrados e erectos respectivamente. </li></ul><ul><li>Pecíolo mais curto que nervura principal. </li></ul>
  10. 10. Caracterização Morfológica <ul><li>Cacho: Médio, cilindro-cónico, medianamente compacto, com pedunculo visivel, médio de fraca lenhificação. </li></ul>
  11. 11. Caracterização Morfológica <ul><li>Bago: Médio, arredondado, de cor negro-azul, com película de espessura e consistência média, pouco pruinado. </li></ul><ul><li>Pedícelo médio e fácil separação. </li></ul><ul><li>Graínhas duras, 3 a 4 p/bago. </li></ul>
  12. 12. Caracterização Morfológica <ul><li>Sarmento: Bastante quebradiço com secção transversal circular, superfície estriada, castanho amarelado e castanho mais escuro junto aos nós. </li></ul>
  13. 13. Comportamento Agronómico <ul><li>Casta vigorosa de porte erecto. </li></ul><ul><li>Bastante sensível ao vento, rasgando as folhas com alguma facilidade. </li></ul><ul><li>Necessita de 1200º/dia para completar o seu ciclo reprodutivo. </li></ul><ul><li>Apresenta sensibilidade ao Míldio, ao Oídio e Podridão Cinzenta. </li></ul>
  14. 14. Comportamento Agronómico 10 Set. média simultaneo Maturação 3ª sem Jul. média (2 após) Pintor 2ª quinz jun. média (6 após) Floração Até 10 Maio média (9 dias após Castelão) Abrolhamento (Romero,1979) (EVN,2007)
  15. 15. Comportamento Agronómico <ul><li>Produtiva c/ fertilidade média de1,54. </li></ul><ul><li>1103P – 1,36 -> 8 ton/ha. </li></ul><ul><li>R99 – 1,75 -> 18 ton/ha. </li></ul><ul><li>Elevadas produções influenciam negativamente. </li></ul><ul><li>Redução de 24% na produção (1 latente + 1 basal) . </li></ul>
  16. 16. Comportamento Agronómico <ul><li>Um solo pobre com moderada reserva hídrica pode ser a chave para um bom nível na qualidade. </li></ul><ul><li>No Douro, solos de xisto, apresenta boa interacção rendimento/qualidade quando enxertado em 110R, 196-17 e 1103P. </li></ul><ul><li>No Alentejo, solos de xisto em 110R, apresentou fraca aptidão para a qualidade mesmo com 6 ton/ha. </li></ul><ul><li>A reserva hídrica do solo é o principal meio de controlo do crescimento do bago e acumulação de açúcares. </li></ul>
  17. 17. Comportamento Agronómico <ul><li>A monda de cachos pode influenciar positivamente a qualidade (> álcool provável e pH, mas < acidez total, antecipação de vindima). </li></ul><ul><li>Fisiologicamente, a monda, promoveu um crescimento antecipado tardio, não teve influência no peso médio do cacho e do bago, contudo aumenta a [antocianas e taninos]. </li></ul><ul><li>Na Estremadura em solos argilosos não houve diferenças significativas . </li></ul>
  18. 18. Comportamento Agronómico <ul><li>Elevada sensibilidade ao stress hídrico e térmico, demonstrando dificuldade de recuperação hídrica nocturna e durante o dia apresenta fraca act. fotossintética, reduzida condutância estomática e fraca eficiência no uso da água e elevada [CO 2 ], a partir de potenciais base 0,4MPa. </li></ul>
  19. 20. Comportamento Agronómico <ul><li>Em regime de sequeiro apresenta fenómenos de adaptação à secura, reduzindo os crescimentos, o número de frutos e aumenta a eficiência nos processos de osmorregulação mantendo elevados os níveis de fotossíntese e condutância estomática. </li></ul>
  20. 21. Selecção Clonal Portugal - baixo; = conforme média; + bom; ++ muito bom; +++ excelente +++ + +++ + 58 EAN ++ - = = 60 EAN ++ = + = 59 EAN ++ = +++ +++ 57 EAN Ambiente favorável = = = + 56 EAN ++ = ++ = 55 EAN Bagos peq. +++ ++ ++ + 54 EAN Obs Cor A. T. Álcool Rend. Clone
  21. 22. Selecção Clonal Portugal - Inferior à média; = conforme média; + superior à média; ++ excelente + + 117 JBP - ++ 114 JBP = = 111 JBP - = 110 JBP + = 106 JBP Tam. bago Rend. Clone
  22. 23. Selecção Clonal Espanha s/r sem referência; B bom; MB muito bom; MB MB MB 182 12200 VP 25 (Rioja) s/r s/r s/r 150 6800 VP 28 (Rioja) B B B 221 15600 VP 19 (Logroño) s/r MB s/r 179 9300 VP 18 (Rioja) MB MB MB 239 18600 VP 13 (Rioja) s/r MB s/r 124 6700 VP 8 (Rioja) T.Alc. Cor A. T. Pcacho Rend. Clone
  23. 24. Selecção Clonal Espanha - Inferior à média; = idêntico à média; + superior à média - = 228 12200 TP 179 = = 211 11000 TP 261 = + 152 7580 TP 117 = = 198 10600 TP 98 - = 278 11900 TP 32 = = 178 7000 TP 16 Cor T.Alc. Pcacho Rend. Clone
  24. 25. Selecção Clonal Espanha - Inferior à média; = idêntico à média; + superior à média = = 135 5890 TT 311 = = 197 8930 TT 326 + + 146 6710 TT 306 - + 185 8920 TT 292 = = 177 7360 TT 280 = = 177 6700 TT 271 Cor T.Alc. Pcacho Rend. Clone
  25. 26. Outros Clones…. <ul><li>Espanha: </li></ul><ul><ul><ul><li>Rj 43; Rj 67; Rj 79. </li></ul></ul></ul><ul><li>França: </li></ul><ul><ul><ul><li>ENTAV 770; ENTAV 771; ENTAV 776. </li></ul></ul></ul>
  26. 27. Potencial Enológico <ul><li>Produções moderadas origina grandes vinhos. </li></ul><ul><li>Casta baixa acidez total. (3,85 g/l ac tart) </li></ul><ul><li>Teor alcoólico chega facilmente aos 13%. </li></ul><ul><li>Apresenta boa intensidade corante, quando rendimentos < 10000 kg/ha. </li></ul>
  27. 28. Potencial Enológico Antocianinas monoméricas quantificadas no bago
  28. 29. Potencial Enológico Antocianinas monoméricas quantificadas no vinho elementar
  29. 30. Potencial Enológico Cabrita et al. (2003) 1058 2169 1604 Flavonoides totais (mg/l) 1973 2729 1712 Polifenois totais (mg/l) 442 754 730 Antocianinas totais (mg/l) 1999 1998 1997
  30. 31. Potencial Enológico Intensidade de cor Tonalidade
  31. 32. Potencial Enológico Perfil sensorial da casta para o Alentejo (Laureano, 2000) Ameixa, passa de ameixa, amora e compota
  32. 33. Potencial Enológico Os vinhos são estruturados e taninosos, providos de matéria corante, aromaticamente intensos e complexos. Costa et al.(1999)
  33. 34. <ul><li>Muito Obrigado </li></ul><ul><li>pela Atenção </li></ul>

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