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A nutrição como factor terapeutico em oncologia

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A nutrição como factor terapeutico em oncologia A nutrição como factor terapeutico em oncologia Presentation Transcript

  • Seminário Terapias Complementares em Oncologia A Nutrição Como Factor Terapêutico Dietista Ana Brandão 10 de Julho de 2010
  • Cancro  Doença causada pelo desregulamento das funções da célula, durante a qual esta adquire progressivamente características que lhe permitem crescer e invadir os tecidos do organismo;  Em 2002 foram diagnosticados, no mundo inteiro, 11 milhões de novos casos e 7 milhões de óbitos. As estimativas apontam para que estes número tripliquem em 2030; 40% dos casos de cancro estão associados a uma alimentação incorrecta, ao sedentarismo e ao excesso de peso corporal
  • Alimentação e Cancro  Substâncias promotoras da carcinogenese  Substâncias protectoras da carcinogenese Modificações Dietéticas
  • Alimentação e Cancro  World Cancer Research Fund American Institute for Cancer Research Food, Nutrition, Physical Activity and the Prevention of Cancer A Global Perspective, 2007 www.dietandcancerreport.org  European Prospective Investigation into Cancer (EPIC) International Agency for Research on Cancer Relationships between diet, nutritional status, lifestyle, environmental factors and the incidence of cancer and other chronic diseases. www.epic.iarc.fr
  • Gordura Corporal  Cancro do esófago, pâncreas, vesícula biliar, cólon, recto, endométrio, mama (sobretudo na pós-menopausa) e ovário. Recomendações:  Restrição calórica de 20 a 30% face as necessidades energéticas;  Manutenção de um índice de massa corporal (IMC) entre 21 e 23 kg/m²;  Evitar o ganho de peso ao longo da vida;  Evitar o aumento do perímetro de cintura. IMC = Peso / (Altura)²
  • Fibra Dietética  Cancro do estômago, vesícula biliar, cólon, recto e mama. Recomendações:  Ingerir 30 a 40 gr de fibra diariamente;  Escolher arroz, massa, pão e cereais integrais;  Limitar o consumo de hidratos de carbono processados e refinados.
  • Frutas e Legumes  Cancro da cavidade oral, faringe, laringe, esófago, pulmão, estômago, pâncreas, vesícula biliar, fígado, cólon, recto, ovário e endométrio. Recomendações:  Consumir no mínimo 5 porções diárias (400g) de legumes e frutos variados;  Incluir estes alimentos em várias refeições ao longo do dia;  Limitar o consumo de sumos de fruta.
  • Lacticínios  As evidências apontam para diferentes direcções:  Redução do risco de cancro do cólon e recto;  Aumento do cancro do ovário e próstata;  Consumo elevado de cálcio relacionado com o cancro da próstata. Recomendações:  Ingerir cerca de 3 porções de lacticínios por dia;  Preferir os lacticínios magros;  Procure obter o cálcio necessário também através dos vegetais.
  • Gorduras  Dieta ocidental:  Elevado rácio ómega-6/ómega-3 = 20/10;  Ácidos gordos saturados:  Cancro da cavidade oral, faringe, laringe, endométrio e próstata;  Colesterol:  Cancro do pâncreas;  Promove o excesso de peso e a obesidade.
  • Gorduras Recomendações:  Aumentar o consumo de ómega -3;  Diminuir o consumo de ómega-6;  Consumir peixes gordos, no mínimo, 2 vezes por semana;  Limitar o consumo de ácidos gordos saturados;  Diminuir o consumo de gorduras hidrogenadas ou parcialmente hidrogenadas (trans).
  • Açucares  Cancro do cólon e recto;  Contribui para o excesso de peso e obesidade;  Promove a desregulação do metabolismo da glicémia. Recomendações:  Limitar o consumo de hidratos de carbono simples.
  • Sal  Cancro gástrico. Recomendações:  Limitar o consumo diário de sal a menos de 5g (2 g de sódio);  Evitar alimentos processados;  Preservar os alimentos sem o contributo do sal: refrigeração, congelamento, secagem, engarrafamento e fermentação.
  • Carne vermelha  Cancro do esófago, pâncreas, estômago, cólon, recto, mama, endométrio e próstata. Recomendações:  Limitar o consumo a menos de 500 g por semana;  Controlar a porção ingerida;  Preferir carnes magras;  Substituir a carne por outras fontes proteicas.
  • Carnes Processadas  Principais fontes de nitritos e compostos N-nitroso;  Cancro da cavidade oral, faringe, laringe, cólon e recto. Recomendações:  Evitar o consumo de carnes processadas;  Na ocasionalidade do seu consumo, rejeitar o invólucro.
  • Métodos de Confecção  A carne e o peixe, quando submetidos a altas temperaturas podem produzir elementos tóxicos: Hidrocarboretos aromáticos policíclicos:  Surgem quando se confeccionam os alimentos sobre uma chama directa;  Quanto mais alta a temperatura de confecção maior a sua presença. Aminas heterociclícas:  Quanto mais tempo e mais elevada a temperatura de confecção, mais compostos destes se formam.  Estudos sugerem que se deve marinar os alimentos na presença de ácidos, como o limão, no sentido de reduzir a formação desses compostos.
  • Métodos de Confecção Recomendações:  Não ingerir alimentos total ou parcialmente carbonizados;  Cozinhar os vegetais em pouca água e durante o menor tempo possível;  Aproveitar a água de cozedura dos vegetais para confeccionar outros pratos;  Escolher recipientes apropriados e tapar os alimentos enquanto estiverem a ser cozinhados no micro-ondas;  Não ingerir os alimentos a temperaturas muito elevadas.
  • Água e Outros líquidos  Cancro da bexiga. Recomendações:  Ingerir no mínimo 1,5 L de água diariamente;  Limitar o consumo de sumos de fruta naturais;  Evitar o consumo de bebidas açucaradas.
  • Álcool  Cancro da cavidade oral, faringe, laringe, esófago, pâncreas, vesícula biliar, fígado, cólon, recto e mama;  Independente do tipo de bebida alcoólica;  Associado ao tabaco o risco aumenta consideravelmente. Recomendações:  Limitar o consumo diário a 2 copos para homens (125 ml x 2), e 1 copo para mulheres (125 ml);  Proibir o consumo a crianças e mulheres grávidas.
  • Fitoquímicos  Os alimentos de origem vegetal, para além de macro e micro nutrientes, contêm uma grande variedade de outras moléculas, designadas fitoquímicos (polifenóis).  Estas moléculas apresentam actividade biológica comprovada, exibindo propriedades anti-inflamatórias, anti-oxidantes, anti-microbianas, imunomoduladoras e anticancerígenas.
  • Vegetais Crucíferos  Composto fitoquímico: Glucosinolatos  Para aproveitar as suas propriedades:  Cozer no mínimo de água, a vapor ou saltear;  Cozinhar durante menos tempo possível.  Os vegetais congelados têm menor teor de glucosinolatos;  Para favorecer a libertação das moléculas activas mastigar muito bem os vegetais.
  • Alho e Família  Composto fitoquímico: Sulfurado  As moléculas responsáveis pelos seus efeitos anticancerígenos são libertadas pelo corte mecânico dos legumes.
  • Soja  Composto fitoquímico: Isoflavonóides  O molho de soja e o óleo de soja não possuem isoflavonóides;  Os suplementos à base de isoflavonóides não constituem uma alternativa válida aos alimentos;  Devido à actividade estrogénica da soja, mulheres com risco aumentado de cancro da mama, e mulheres que já sofram de cancro da mama devem evitar o seu consumo.
  • Curcuma  Composto fitoquímico: Curcumina  Apesar da biodisponibilidade da curcumina ser relativamente fraca, pode ser extremamente potenciada pela presença da pimenta;  Adição quotidiana de uma colher de chá de curcuma às sopas, ao molho de vinagre ou aos pratos de pastas.
  • Chá Verde  Composto fitoquímico: Catequinas  A sua composição varia muito segundo o local de cultura, a diversidade das plantas utilizadas, a época da colheita e os processos de fabricação;  Tempo ideal para extrair o máximo de catequinas:  8 a 10 minutos;  Beber 3 chávenas diárias de chá infundido de fresco.
  • Frutos Silvestres  Composto fitoquímico: Ácido elágico, Antocianidinas, Proantocianidinas  Dificuldade em determinar com exactidão o seu impacto na expansão do cancro devido a sazonalidade das suas colheitas;  Preferível consumi-los inteiros, em vez de sob a forma de sumos.
  • Tomate  Composto fitoquimico: Carotenóides – Licopeno  Maior vantagem se for cozinhado, visto que o calor permite uma melhor extracção do licopeno, assim como o torna mais assimilável pelo organismo;  As gorduras aumentam igualmente a disponibilidade do licopeno;  O consumo de duas refeições por semana tendo como base o molho de tomate confeccionado com azeite pode reduzir em 25% o risco de contrair cancro da próstata.
  • Citrinos  Composto fitoquímico: Flavonas  Fornecem vitamina C;  Agem directamente sobre as células cancerígenas;  Ajudam a aumentar o potencial anticancerígeno de outros compostos fitoquímicos existentes na alimentação.
  • Vinho Tinto  Composto fitoquímico: Resveratrol;  O seu consumo deve ser moderado.
  • Chocolate  Composto fitoquímico: Catequinas  Consumir diariamente 40 g de chocolate negro (cerca de 2 quadrados) que contenha 70% de pasta de cacau.
  • Amamentação  Vantagens tanto para o recém-nascido como para a mãe;  Quanto mais tempo a mulher amamentar, maior a protecção contra o cancro da mama. Recomendações:  O leite materno deve ser fonte exclusiva de alimentação até aos 6 meses;  Se possível, após os 6 meses continuar a complementar a alimentação da criança com o leite materno;  Recomendações de acordo com UN Global Strategy on Infant and Young Child Feeding.
  • Suplementos Dietéticos Razões para os evitar:  Eficácia: em muitas situações o composto activo do alimento é menos benéfico quando é administrado de forma isolada, fora do contexto do alimento completo;  Diversidade: presença de numerosos compostos fitoquímicos num só alimento, o que não acontece tomando um suplemento;  Qualidade: vários suplementos não contêm a quantidade de moléculas que normalmente deveriam lá estar, devido à instabilidade dos compostos fitoquímicos.
  • Suplementos Dietéticos  Procurar alcançar as necessidades nutricionais através de uma alimentação saudável;  Os suplementos dietéticos não são recomendados para a prevenção do cancro;  No entanto, em algumas situações de doença ou inadequação alimentar, pode ser necessário recorrer à suplementação.
  • Questões Frequentes O aspartame causa cancro?  Evidências correntes não mostram nenhuma ligação entre o consumo de aspartame e o aumento do risco de cancro. Beber café causa cancro?  Não existe evidência de que aumente o risco de cancro. A ligação entre o cancro do pâncreas e o consumo de café foi negada recentemente.
  • Questões Frequentes Os aditivos alimentares causam cancro?  Os novos aditivos alimentares têm de ser apresentados à Food and Drug Administration (FDA) antes de serem integrados nos alimentos;  Testes rigorosos em animais para procurar qualquer efeito no cancro é parte deste processo;  Os aditivos são usualmente presentes nos alimentos em muitas pequenas quantidades, e não existe evidências convincentes que essas doses de aditivos causem cancro em humanos.
  • Questões Frequentes Os alimentos biológicos são melhores para proteger contra o cancro?  A maioria dos estudos que conseguiram estabelecer o potencial anticancerígeno de frutos e legumes abrangeram o consumo de alimentos provenientes da cultura tradicional. Os pesticidas dos alimentos causam cancro?  Os pesticidas podem ser tóxicos quando usados impropriamente. Os pesticidas residuais, associados aos frutos e legumes, estão presentes no estado de vestígios e nenhum estudo conseguiu estabelecer a ligação entre esses resíduos e o cancro.
  • Conclusão  Longe de ser uma terapia alternativa, a prevenção do cancro pela alimentação constitui um instrumento complementar para fornecer ao organismo certos agentes anticancerígenos de origem nutritiva;  A prática de uma alimentação saudável corresponde a uma quimioterapia preventiva, impedindo os microtumores de atingir uma fase com consequências patológicas, sem toxicidade para a fisiologia dos tecidos normais;  No entanto, mais evidências são necessárias para esclarecer e compreender o papel benéfico de certos alimentos na protecção contra o cancro.
  • Obrigado