Proposta Curricular Municipal - Educacao Infantil
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Proposta Curricular Municipal - Educacao Infantil Presentation Transcript

  • 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁSECRETARIA DE EDUCAÇÃOPROPOSTA CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTILItapoá2007
  • 2. 2FICHA CATALOGRÁFICAItapoá (SC), Prefeitura MunicipalProposta Curricular para as Instituiçõesde Educação Infantil da rede Municipal de Ensino- Secretaria Municipal de Educação – 2007.1. Educação Infantil – Itapoá (SC)2. Proposta Curricular.
  • 3. 3PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁ – SCSECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃODIRETORIA DE ENSINOGESTÃO 2005-2008PREFEITO MUNICIPALSÉRGIO FERREIRA DE AGUIARVICE-PREFEITOEVANDRO ROBERTO BERBIGIER COSTASECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃOMÁRCIA REGINA EGGERT SOARESCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICATEREZINHA FÁVARO DA SILVEIRASANDRA REGINA FERNANDES DA SILVAVANILDA DE SOUZACONSULTORIA E ASSESSORIA PEDAGÓGICAPLANEJAR - PROJETOS EDUCACIONAIS CONSULTORIA E ASSESSORIAS/C LTDA
  • 4. 4EIDOS PROJETOS E CONSULTORIA EDUCACIONALDP CONSULTORIA E PROJETOS EDUCACIONAISCoordenação Geral: Doutora Zita Ana Lago Rodrigues – Ph.D.Assessoria Psicopedagógica: Norma Nycz – Ms.Assessoria Pedagógica: Maria Dolores M. Dibb – Ms.Assessoria de Planejamento: Josiane Pariz Bertoja - Ms.Neide Ferreira – Ms.Participação Especial: Professor Mario BandieraAssessoria por segmentos de estudos:Adriana Costa – Ms. Interdisciplinaridade e Metodologia de ProjetosMarly R. Muller - Ms Educação InclusivaCarla Ropelato - Ms.- Carlos Wolff -Ms. - AvaliaçãoAssessoria por disciplinas:Paulina Jaegher Muniz – Ms. - MatemáticaVânio César Seemann – Ms. - AlfabetizaçãoMaria Dolores M. Dibb – Ms. - Língua PortuguesaAngélica Góis Muller Morales – Ms. - Ciências e Educação AmbientalMaria Cristina M. C. Rau – Ms. - Educação FísicaClaudia Zanela – Ms. - Geografia e HistóriaEmídia da Silva - Ms. - Ensino ReligiosoRosanny M. de Morais Teixeira - Esp. - ArtesAndréa M. Fontolan – Ms. - Língua InglesaAssessoria para a Educação Infantil:Adriane Beatriz Moecke Galando - Esp.Margot Helena de Sá Ribas - Esp.Colaboração e participação nas atividades de elaboração dos conteúdos:Educadores, Professores, Equipes Pedagógicas e Diretores de Escolas da RedeMunicipal de Ensino de Itapoá-SC (citados nominalmente a seguir, por área deatuação e disciplinas).
  • 5. 5Ao contrário, as cem existem.A criançaé feita de cem.A criança temcem mãoscem pensamentoscem modos de falar.Cem sempre cemmodos de escutaras maravilhas de amar.Cem alegriaspra cantar e compreender.Cem mundospara descobrir.Cem mundospara inventar.Cem mundospara sonhar.A criança tem cem linguagens(e depois cem cem cem)mas roubaram-lhe noventa e nove.A escola e a culturalhe separam a cabeça do corpo.Dizem-lhe:de pensar sem as mãosde fazer sem a cabeçade escutar e de não falarde compreender sem alegriasde amar e maravilhar-sesó na Páscoa e no Natal.Dizem-lhe:de descobrir o mundo que já existee de cemroubaram-lhe noventa e nove.Dizem-lhe:que o jogo e o trabalhoa realidade e a fantasiaa ciência e a imaginaçãoo céu e a terraa razão e o sonhosão coisasque não estão juntas.Dizem-lhe:que as cem não existemA criança diz:ao contrário, as cem existem.LORIS MALAGUZZI
  • 6. 6SUMÁRIOApresentação.....................................................................................................................................................................10A Educação Infantil No Município De Itapoá...................................................................................................................13Fundamentação Teórica Metodológica ...........................................................................................................................15A Educação Infantil Na Legislação Educacional Vigente ..............................................................................................16A Educação Infantil Na Creche.........................................................................................................................................21Perfil Do Professor............................................................................................................................................................22Perfil Da Criança................................................................................................................................................................24A Criança E Seu Desenvolvimento ..................................................................................................................................26Retirada Das Fraldas.........................................................................................................................................................29Limites - Quando É Preciso Colocar Limites Nas Crianças? ........................................................................................30Fase Da Mordida: Agressividade Ou Aprendizagem? ...................................................................................................30Sexualidade........................................................................................................................................................................32Como Lidar Com A Masturbação?...................................................................................................................................33Como Agir Quando As Crianças Manipulam Os Genitais Ou Se Masturbam? ............................................................33Funções Elementares - Até Os Três Anos ......................................................................................................................34Como Responder A Curiosidade Das Crianças Em Relação À Sexualidade?.............................................................34Alimentação .......................................................................................................................................................................35Comendo Feliz...................................................................................................................................................................36Educação Alimentar - Um Trabalho Conjunto Da Creche E Da Família .......................................................................36Sono E Repouso - 10 Meses A 03 Anos ..........................................................................................................................36O Educador Num Processo De Adaptação A Nova Turma – Seus Pais E Antigos Educadores ................................37Período De Adaptação ......................................................................................................................................................38Parceria Com A Família.....................................................................................................................................................39Rotina E Sua Importância .................................................................................................................................................41Sugestão De Horário De Rotinas: ....................................................................................................................................42Componentes Curriculares...............................................................................................................................................44Modalidades Organizativas ..............................................................................................................................................46Projetos – Através Do Quê? .............................................................................................................................................48Avaliação............................................................................................................................................................................51Formação Pessoal E Social – Identidade E Autonomia .................................................................................................53Introdução..........................................................................................................................................................................53Objetivo Geral....................................................................................................................................................................54Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................54
  • 7. 7Contéudos De Identidade E Autonomia ..........................................................................................................................55Estratégias .........................................................................................................................................................................56Avaliação............................................................................................................................................................................57Cuidados: Quem Educa Ama ...........................................................................................................................................57Introdução..........................................................................................................................................................................57Objetivo Geral....................................................................................................................................................................59Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................59Conteúdos..........................................................................................................................................................................60Estratégias .........................................................................................................................................................................60Avaliação............................................................................................................................................................................61Movimento..........................................................................................................................................................................62Introdução..........................................................................................................................................................................62Objetivo Geral....................................................................................................................................................................64Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................64Conteúdos..........................................................................................................................................................................65Estratégias .........................................................................................................................................................................66Avaliação............................................................................................................................................................................66Música ................................................................................................................................................................................68Objetivo Geral....................................................................................................................................................................69Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................69Conteúdos..........................................................................................................................................................................70Estratégias .........................................................................................................................................................................71Avaliação............................................................................................................................................................................72Artes Visuais - “Botando A Mão Na Massa” ..................................................................................................................73Objetivo Geral....................................................................................................................................................................73Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................73Conteúdos..........................................................................................................................................................................74Estratégias .........................................................................................................................................................................75Avaliação............................................................................................................................................................................76Natureza E Sociedade .......................................................................................................................................................77Objetivo Geral....................................................................................................................................................................77Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................77Conteúdos..........................................................................................................................................................................78Estratégias .........................................................................................................................................................................80Avaliação............................................................................................................................................................................81
  • 8. 8Matemática.........................................................................................................................................................................82Introdução..........................................................................................................................................................................82Objetivo Geral....................................................................................................................................................................83Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................83Conteúdos..........................................................................................................................................................................84Estratégia ...........................................................................................................................................................................85Avaliação............................................................................................................................................................................85Linguagem Oral E Escrita.................................................................................................................................................86Ensinando As Crianças Através De Centenas De Linguagens .....................................................................................86As Múltiplas Linguagens Na Educação Infantil ..............................................................................................................87As Linguagens Simbólicas Das Crianças .......................................................................................................................88Objetivo Geral....................................................................................................................................................................89Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................89Conteúdos..........................................................................................................................................................................90Estratégias .........................................................................................................................................................................92Avaliação............................................................................................................................................................................92A Legislação ......................................................................................................................................................................93Considerações Finais .......................................................................................................................................................97A Educação Infantil Na Pré-Escola ..................................................................................................................................98Fundamentação Teórico Metodológica ...........................................................................................................................98O Cuidar E O Educar .........................................................................................................................................................98A Relação Com As Famílias .............................................................................................................................................99O Acolhimento Das Diferentes Culturas, Valores E Crenças ......................................................................................100A Construção Social Da Criança....................................................................................................................................101Organizando O Trabalho Pedagógico No Dia A Dia .....................................................................................................104A Organização De Atividades Culturalmente Significativas........................................................................................108O Professor Da Educação Infantil..................................................................................................................................115A Avaliação Na Educação Infantil ..................................................................................................................................119Quadro De Idades............................................................................................................................................................121Quadro De Siglas.............................................................................................................................................................121Quadro De Gradação De Cores......................................................................................................................................122Formação Pessoal E Social – Identidade E Autonomia ...............................................................................................123Objetivos ..........................................................................................................................................................................123Conhecimento De Mundo – Linguagem Oral E Escrita................................................................................................125Objetivos ..........................................................................................................................................................................125
  • 9. 9Conhecimento De Mundo – Matemática........................................................................................................................1290objetivos.........................................................................................................................................................................129Conhecimento De Mundo – Natureza E Sociedade ......................................................................................................134Objetivos ..........................................................................................................................................................................134Conhecimento De Mundo – Movimento.........................................................................................................................139Objetivos ..........................................................................................................................................................................139Conhecimento De Mundo – Artes ..................................................................................................................................142Objetivos ..........................................................................................................................................................................142Conhecimento De Mundo – Música ...............................................................................................................................145Objetivos ..........................................................................................................................................................................145Considerações Finais .....................................................................................................................................................147Referências ......................................................................................................................................................................148
  • 10. 10APRESENTAÇÃOO homem nasce como semente. Nasce como potencialidade e não como realidade. Pode ou não desabrochar, vir aser.Educação é a ponte entre a potência e a realidade. É ajudar o ser humano a se tornar aquilo que é só que ainda emforma de semente.Não podemos pensar a Educação apenas como preparação para um bom emprego, um bom salário e fonte deinformação, mas, também, como preparação para a vida. Educação é vida!A educação deve preparar o homem para estar em sintonia com a existência. Deve prepará-lo para ser ele mesmo enão um imitador.A palavra “Educação” tem dois significados: um deles é “extrair algo de você”; é tornar real a sua potencialidade,assim como se extrai água de uma fonte.A verdadeira educação é trazer à tona o que está oculto dentro do ser humano. O que foi dado por Deus como umtesouro tem que ser descoberto, iluminado.O outro significado da palavra, mais profundo, é... “Educação vem da palavra educare, que significa conduzir daescuridão para a luz”. A chama existe, só tem que ser provocada.A educação torna as pessoas mais inteligentes, cheias de consciência, capazes de criticar e interagir natransformação da sociedade.
  • 11. 11A Proposta Pedagógica elaborada e apresentada neste documento justifica-se pela necessidade de uma educaçãode qualidade a partir dos estudos realizados pelo corpo docente da Rede Municipal de Ensino da Educação Infantil emtorno das “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil”, respeitando os princípios norteadores: (art.3º)...a) Princípios éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum;b) Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do Exercício da Criticidade e do Respeito àOrdem Democrática;c) Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, da Ludicidade e da Diversidade deManifestações Artísticas e Culturais.Neste sentido, o que foi realizado pelos educadores da Rede de Ensino da Educação Infantil de Itapoá foi aconstrução de um trabalho com as crianças de 0 a 5 anos de idade, que apesar de ser formalmente estruturado pretendegarantir a elas viver plenamente a sua infância sem imposição de práticas ritualísticas inflexíveis.O que os Profissionais da Educação Infantil reivindicam é o espaço para a vida, para a vivência das emoções e dosafetos, alegrias e tristezas, para os conflitos, confrontos e encontros, para a ampliação do repertório vivencial e culturaldas crianças a partir de um compromisso dos adultos que se responsabilizam por organizar o estar das crianças nasescolas de Educação Infantil de nosso município, que lhes permitam construir sentimentos de respeito, troca,compreensão, alegria, apoio, dignidade, amor, confiança, solidariedade, entre tantos outros.Que a criança cresça acreditando em si mesmo e no seu direito de viver de forma digna e prazerosa.É importante destacar que temos ainda dificuldades em fazer valer esses princípios na organização de todo umsistema educacional já existente no próprio Brasil. A esperança é que o educador de nosso município se mantémcomprometido com a defesa da educação e dos direitos das crianças à educação infantil e continuem a realizar estudos,pesquisas e a desenvolverem projetos pedagógicos que nos possibilitem avançar a passos largos na construção de uma“pedagogia da educação infantil” e de “políticas públicas plurais” iguais as que apresentam nesta Proposta Pedagógica,contemplando as diversidades culturais das crianças e orientando para as práticas que visam à formação de cidadãos.
  • 12. 12É evidente que os objetivos serão diferentes para os níveis de desenvolvimento e de situações específicas nascreches e Pré Escolas. No entanto, é através da avaliação, entendida como instrumento de diagnóstico e tomada dedecisões, que os nossos professores poderão, em grande medida, verificar a qualidade de seu trabalho. O maisimportante não é o resultado, mas o percurso que atravessamos para alcançá-los.Para que esta Proposta Pedagógica apresentada seja executada com sucesso é indispensável o espírito de equipe,o comprometimento profissional e precisamos estar articulados com a família que influencia diretamente na qualidade devida da criança, pois sabemos que cada criança pertence a um ambiente social e não podemos deixar de respeitar assuas especificidades.Parabéns aos Profissionais da Educação Infantil de Itapoá, a toda equipe que esteve envolvida direta ouindiretamente com a elaboração deste trabalho, as Coordenadoras Pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação,aos Mestres que orientaram os professores no período de estudo e pesquisa para a elaboração deste trabalho.A Proposta Pedagógica apresentada é um processo e precisa sempre estar sendo revista e reescrita coletivamentecom seus interessados.Respeitosamente,Itapoá, em 22 de agosto de 2007.MÁRCIA REGINA EGGERT SOARESSECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO
  • 13. 13A EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE ITAPOÁA Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, recebe atenção especial neste Município, através de doisdocumentos que nortearão toda a prática educativa, desenvolvida junto à criança.O primeiro documento normatiza a nível de Sistema Municipal de Ensino, a Educação Infantil através daResolução 005/2006 baixada pelo Conselho Municipal de Educação.O segundo diz respeito ao documento que irá fundamentar a ação educativa a ser desenvolvida nas InstituiçõesEducacionais através dos educadores, representada na Proposta Curricular da Educação Infantil de Itapoá.Uma proposta de Educação Infantil assume significado a partir da concepção de infância que lhe dá sustentação edireciona a ação educativa.Hoje, o conceito de infância distancia-se qualitativamente daquele que orientou o trabalho nas primeiras creches epré-escolas.Historicamente, diferentes concepções de infância orientaram o atendimento à criança, seja no âmbito da família,seja nas instituições formalmente criadas para tal.Nos séculos XVI e XVII compreendia-se a infância como um período de transição para a fase adulta. A criança eravista como um adulto em miniatura e a antecipação de vivências típicas da fase adulta somente contribuía paraultrapassar com maior rapidez esse período.Mais tarde essa visão cedeu lugar àquela em que a infância significava um momento que exigia cuidados eatenção para que a criança viesse a se tornar adulto honrado e útil socialmente. Tratava-se de protegê-la das másinfluências do meio e preservar-lhe a inocência. Nessa visão a criança é um ser em preparação, num estado de “vir aser”, ou uma criança destituída de direitos enquanto um sujeito social.Outra idéia difundida foi a de uma criança universal, que traduzia uma criança abstrata, um padrão ideal decriança. Nessa perspectiva, o trato com a infância constituía-se em buscar esse padrão, tido como o desejável. Quando a
  • 14. 14criança não se encaixava dentro do padrão estabelecido, impunham-se práticas compensatórias, que objetivavam suprirsupostas carências, o que acabava por reforçar a discriminação.Hoje, a compreensão que se tem de criança é a de um ser histórico e culturalmente contextualizado, cujadiversidade, biológica, cultural ou cognitiva, precisa ser considerada e respeitada. Um sujeito com identidade própria, emprocesso de desenvolvimento em todas as dimensões humanas: afetiva, social, cognitiva, psicológica, motora, lúdica ouexpressiva. Cada idade tem em si mesma, uma identidade própria, que exige uma educação própria enquanto idade enão enquanto preparo para outra idade. Uma concepção de infância assim assumida, requer uma proposta pedagógicaque considere o desenvolvimento da criança nos aspectos: físico, emocional, social e cognitivo.É pensando nesta criança, enquanto sujeito de direitos e deveres, que o Município de Itapoá, construiu umaProposta Pedagógica que dê condições e possibilite o seu desenvolvimento em todos os seus aspectos.
  • 15. 15FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA METODOLÓGICAA Concepção de Infância na Legislação BrasileiraSegundo ABREU (2004, p. 4), até o final da década de 80, o atendimento às crianças de até 6 anos não eraconcebido como uma atividade de natureza educacional, tinha um caráter predominantemente assistencial.:Até a publicação da nova LDB em 1996, relata a autora, não existiam diretrizes nacionais para a educação pré-escolar, referida apenas em dispositivo da Lei nº 5.69271- Reforma do Ensino de 1º e 2º graus, integrado ao capítulo doensino de 1º grau (art.19,§2º), estabelecendo que os sistemas de ensino velarão para que as crianças de idade inferior asete anos recebem conveniente educação em escolas maternais, jardins de infância e instituições equivalentes.As pré-escolas, que funcionavam em escolas públicas e privadas de 1º e/ ou 2º graus, integravam os sistemas deensino. Ao contrário, a pré-escola oferecida em instituições específicas e as creches públicas e privadas, integravam ossistemas de saúde e/ou a assistência social. (ABREU, 2004, p. 4)Com o fim da ditadura militar e a promulgação da nova Constituição Federal de 1988, a criança passa a ser vistacomo um sujeito de direitos, conforme descreve o texto da referida lei em seu art. 208, IV, que inscreve o atendimento emcreche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade entre os deveres do Estado / Poder Público para com aeducação, reconhecendo, pois, a creche como instituição educativa. Na década de 90 a nova LDB reforça esse papeldefinindo a educação infantil como primeira etapa da educação básica (art.29), ampliando sua importância social aointegrá-la à formação comum indispensável para o exercício da cidadania. (A educação escolar divide-se em educaçãobásica e educação superior e, por sua vez, a educação básica é formada pela educação infantil, ensino fundamental eensino médio.) Assim, a nova legislação educacional marca uma mudança em relação ao papel do Estado  Poder
  • 16. 16Público para com essa faixa etária, que deixa de ser apenas o de velar pelas crianças pequenas, conforme a Lei daReforma de Ensino de 1971, e passa a ser o de educar e cuidar1.A Educação Infantil na Legislação Educacional VigenteABREU (2004, p. 5), cita a Constituição Federal, a LDB 9394/96 e as Diretrizes Nacionais para a Educação Infantilcomo documentos jurídicos que irão fundamentar toda a ação a ser desenvolvida junto a criança através de políticaspúblicas de atendimento, distribuindo as responsabilidades a cada uma das três esferas de governo, além do ECA –Estatuto da Criança e do Adolescente, que também destaca este atendimento.A autora faz referência às legislações vigentes, as quais colocam a Educação infantil como direito:De acordo com a Constituição Federal e a LDB, a educação infantil é: direito da criança (e da família) dever do Estado  Poder Público (e da família) não obrigatória (obrigatório é apenas o ensino fundamental, a partir dos 7 anos) gratuita nos estabelecimentos oficiaisA Educação Infantil na LDB: recebe tratamento igual ao do ensino fundamental e do ensino médio, com capítulo próprio. é definida como primeira etapa da educação básica sua finalidade é o desenvolvimento integral da criança, nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social.1ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Finaciamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 4.
  • 17. 17 é complementar à ação da família e da comunidade no desenvolvimento da criança, sendo, pois, necessária aintegração escola-família- comunidade. É oferecida em:creches ou entidades equivalentes para crianças de zero a 3 anos.(Essa abertura para o atendimento em entidades equivalentes à creche, justifica-se pela necessidade dereconhecer a realidade preexistente à nova legislação, em que esse atendimento tem sido oferecido demaneira diversificada, em entidades comunitárias, empresas públicas e privadas, entidades filantrópicas ouconfessionais, ou, ainda, em casas de família, como no caso das mães crecheiras).Pré-escolas para crianças de (4 à 6 anos) 4 e 5 anos.(a Lei Nº 11.114, que altera os art. 6º, da LDB, que torna obrigatória a matrícula das crianças de 6 anos noensino fundamental, criando-se a partir de então o ensino fundamental com 9 anos de duração) A avaliação da criança deve ser realizada sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensinofundamental.(Esse dispositivo justifica-se pela existência, após a Reforma de 1971, de classes de alfabetização em váriasredes de ensino, como fase intermediária entre a pré-escola e a 1ª série, nas quais procedia-se à avaliação doaprendizado dos alunos inclusive para acesso à 1ª série do ensino de 1º grau).As Diretrizes Nacionais para a Educação InfantilABREU (2004, p. 6) cita que: Inversamente à legislação anterior, a LDB (art. 9º, IV) prevê o estabelecimento decompetências e diretrizes nacionais para a educação infantil.
  • 18. 18Em decorrência a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer nº 2298 ea Resolução nº 199 que institui as diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil, para nortear a organizaçãodas propostas pedagógicas das instituições de educação infantil2.A CEB  CNE aprovou também o Parecer nº 4 2000 que dispõe sobre Diretrizes Operacionais para a EducaçãoInfantil.Responsabilidade pela oferta da educação infantil3De acordo com a CF, art.211,§ 2º, e a LDB, art.11, V, a educação infantil constitui área de atuação prioritária dosMunicípios. Dito de outra forma, constitui responsabilidade dos Municípios a oferta da educação infantil à populaçãobrasileira.(O ensino fundamental é competência compartilhada entre Estados e Municípios e o oferecimento do ensino médioé incumbência dos Estados).Segundo a CF, art.211, § 1º, e a LDB art.9º, III, a União tem a incumbência de prestar assistência técnica efinanceira aos Estados, DF e Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino, exercendo função supletivae distributiva (com prioridade para o ensino fundamental).A União vem cumprindo essa determinação legal por meio de várias iniciativas do MEC: Coordenação da elaboração de vários documentos, entre eles o RECNEI - Referencial Curricular Nacional para aEducação Infantil (1998) e os subsídios para credenciamento e funcionamento de instituições de educação infantil(1998); Em 2000, realização pelo INEP do primeiro Censo da Educação Infantil, cujos resultados preliminares, divulgadosem setembro de 2001, permitem um diagnóstico mais preciso de educação infantil no País;2ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Financiamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 6.3ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Financiamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 6.
  • 19. 19 Promoção, com financiamento do FNDE, de programas para formação continuada com base no ReferencialCurricular Nacional para Educação Infantil, e liberação de recursos para ampliação e construção de novas escolas.A educação infantil e os sistemas de ensino4A Constituição Federal, art.21, caput , e a LDB, art.8, caput, prevêem a instituição de sistemas municipais deensino ao lado dos pré-existentes sistemas da União, dos Estados e do Distrito Federal.Ao mesmo tempo, a LDB, art.11, parágrafo único, possibilita aos Municípios optarem por manter suas escolasintegradas ao sistema estadual de ensino ou por compor com o Estado um sistema único de educação básica (essasegunda alternativa não está em uso).Assim se, no Município, o sistema de ensino está instituído: As instituições de educação infantil municipais e privadas integram o sistema municipal; As instituições de educação infantil estaduais integram o sistema estadual de ensino.Se, no Município ainda mantém-se a rede municipal de ensino integrada ao sistema estadual de ensino: Todas as instituições de educação infantil – estaduais, municipais e privadas – integram o sistema estadual deensino. Em suas disposições transitórias, a LDB, art.89, determinou que, no prazo de três anos (até dezembro de 1999),as creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas deverão integrar-se ao respectivo sistema deensino.4ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Financiamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 7.
  • 20. 20 (Essa integração pressupõe que as creches devem vincular-se às normas educacionais do respectivo sistema deensino, contar com a presença de profissionais da educação em seus quadros de pessoal e estar sujeitas àsupervisão pedagógica do órgão responsável pela administração da educação).
  • 21. 21A EDUCAÇÃO INFANTIL NA CRECHEAs creches são espaços de inserção das crianças nas relações éticas e morais que permeiam a sociedade, pois apassagem da heteronomia para a autonomia, supõe recursos internos que são: o afetivo e o cognitivo e externo, o sociale o cultural.Sendo assim, o trabalho educativo a ser desenvolvido nessa instituição, deve criar condições para as criançasconhecerem, descobrirem experiências, sentimentos, valores e papéis sociais por meio do aprender, do fazer de conta,das múltiplas formas de expressão, desenvolvendo seu senso crítico nos aspectos intelectuais e motor.Portanto é preciso destacar que para ser almejado tal objetivo, se faz necessário termos profissionais capacitadoscom formação específica a nível superior em educação infantil de 1 a 3 anos para o exercício pedagógico.
  • 22. 22Perfil do Professor“ Portas que se abrem, portas que permanecem fechadas.Mas a chave existe. É dentro de nós que as coisas são.” – desejo e força.(Autor desconhecido).ProfissionalResponsávelObservadorFelizEspelhoSábioSensívelOtimistaReferencial Sensibilidade. Reconhecer a importância do vínculo afetivo. Aperfeiçoamento (busca do saber).
  • 23. 23 O professor deve sempre estar revendo sua prática pedagógica, estar ciente que também é um aprendiz,porque é uma troca entre família, comunidade e equipe de trabalho e com os próprios alunos. Diálogo entre a família e a escola. Instrumentos essenciais do professor na sala de aula: Observação Registros Reflexão Planejamento Avaliação. Uma proposta curricular de qualidade depende do grupo (professores). O professor tem que ter noções de saúde, como doenças infantis. O professor tem que ter um conhecimento voltado para a área do desenvolvimento infantil para poder atuar deacordo com a faixa etária respeitando a individualidade de cada criança. Valorizar o conhecimento que a criança trás de casa, compartilhando com os demais. Cuidadosos, atentos, compromisso, comprometimento com as crianças, amoroso, passar segurança, cativar ascrianças, e nos momentos de troca de fraldas, aproveitar para fazer estimulação como também oreconhecimento do próprio corpo da criança com suas partes (pé, mão, dedos, etc). Fazer com que a criança se sinta protegida, segura, amada e respeitada, principalmente na adaptação e troca. Construir um ambiente agradável, de maneira atraente, aproveitando a curiosidade natural da criança,aproveitando o espaço envolvendo nas atividades propostas Promover atividades criativas onde a criança se sinta motivada no ambiente escolar.
  • 24. 24 Respeitar a escolha da criança quando ela se mostra interessada em uma atividade ou em algum brinquedoem particular, valorize essa escolha, para que ela se sinta à vontade nesse novo ambiente. A função social do educador é um ser agente de transformação e mediação. Cabe a ele auxiliar na organizaçãodos desejos e necessidades da comunidade em que trabalha. Ele se constitui numa referência para acomunidade.Perfil da criançaCriativaRisonhaIluminadaAmorosaNotávelEmoÇãoAlegre“Cooperação, respeito mútuo, uso construtivo da liberdade para o bem comum só podem ser aprendidos emvivência social e livre. A escola não pode se limitar a instruir, ela tem que abranger a educação para a vida, pela própriavida”.Heloisa Marinho
  • 25. 25(...) A criança como todo ser humano é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar queestá inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. Éprofundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas também a marca. A criança tem na famíliabiológica ou não, um ponto de referencia fundamental, apesar da multiplicidade de interações sociais que estabeleceucom outras instituições sociais. (RCNEI – MEC, Volume 1).Cada criança tem sua individualidade, seu jeito de ser, são curiosas, atentas, espertas, espontâneas, sinceras,sensíveis, aprende sobre o mundo fazendo perguntas e procurando respostas.As crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo deum jeito muito próprio. Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meioque as circundam, as crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem, as relações contraditóriasque presenciam e, por meio das brincadeiras, explicitam as condições de vida e que são submetidas e seus anseios edesejos. No processo de construção de conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercema capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar.Nessa perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outraspessoas e com o meio em que vivem. (RCNEI – MEC, Vol.1).(...) “A criança, para desenvolver sua personalidade de modo pleno e harmonioso, necessita de amor ecompreensão. Deve crescer numa atmosfera de afeto e segurança moral e material. Aspecto Motor: inclui tudo aquilo que se relaciona com a capacidade de movimento do corpo humano; Aspecto Cognitivo: aborda capacidades que permitem compreender o mundo nas diferentes idades e de atuar neleatravés do uso da linguagem (verbal, artística, etc).
  • 26. 26 Aspecto Afetivo: como a criança sente-se consigo mesma e em relação ao mundo em que vive e como seconfronta em situações difíceis. Durante a proposta haverá relatos mais aprofundados sobre estes aspectos evolutivos no desenvolvimento dacriança.A criança e seu desenvolvimento(1 ano) Grita quando os pais se afastam. Engatinha. Choraminga. Anda livremente sem apoio. Balbucia algumas palavras. Rasteja. Se irrita. Se conflita entre sim ou não, mas consegue obedecer ordens. Autonomia para pegar e escolher brinquedos. Auto-afirmação, teimosia, negativa, birra. É agressiva. Controla os músculos do tronco. Fica em pé e anda segurando-se nos móveis. Senta e levanta.
  • 27. 27 Fica em pé na cadeira. Fica em pé agarrando-se ao berço. Dá pontapés, se debate. Brinca sozinha, gosta de contar. Interessa por pequenas histórias (mamãe, casa, bicho, barco, flor). Come sozinho? (gradual, progressivo e contínuo).(2 anos) Imitação (amigos, pais, professores). Dificuldade de receber não. Descoberta da imagem de seu próprio corpo. Exploração corporal frente ao espelho. Intrigado, umbigo e genitália. (meninos manipulando o pênis e meninas manipulam e introduzem dedo ou algo navagina). Treinamento para o banheiro (forma descontraída). Anda com segurança. Faz troca de roupa e calçados (amigos) Organiza e guarda seus objetos e brinquedos. Respeita as regras e consegue obedecer duas ou mais ordens. Sobe e desce escada com apoio. Junta duas palavras e com o passar do ano faz sentenças simples. Rabisca (garatujas).
  • 28. 28 Constroem espontaneamente. Empilha mais de dois blocos de madeira e conta. Corre, rodopia, tenta equilibrar-se em volta de círculos, quadrados, objetos. Dança, canta, gesticula, brinca de faz - de-conta. Desinteresse por certas brincadeiras. Monta quebra-cabeça (tamanho grande).(3 anos) Curiosidade sensorial, imitação, a forma básica de aprendizagem é através da música, histórias, modelagem, etc. Já está pronta para comer somente às refeições. Pega as pessoas que a cercam como modelo. Já se sente apta a ir ao banheiro. Aceitação do convívio social (gosta de companhia e outras crianças). Não usa fraldas. Início do ciúme e medo. Brinca de faz-de-conta. Tem autonomia para alimentar-se. Questionadora (por quês). Não faz xixi na cama dormindo. Capaz de criar seres imaginários Relaciona palavras à ação. Aprende compartilhar.
  • 29. 29 Aprende a lidar com a raiva e agressividades. Usa orações, responde perguntas simples e fala relativamente bem. Hábitos de movimentos exploratórios (gaguejar, mentir, fantasiar, masturbar-se e roubar). Transmite recados. Sobe escada alternando os pés. Faz células (no desenho). Empilha blocos de madeira elaborada. Aceita mais o “não”. Realiza pequenas tarefas.Retirada das FraldasDependendo do desenvolvimento de cada criança, ao final do segundo ano de vida, ou seja, entre 18 e 24 meses,aproximadamente, ela passa a se interessar pelas suas eliminações e experimentar com mais consciência as sensaçõesprovocadas pela contração e relaxamento dos esfíncteres.As fezes e urina são produções da criança e têm significado especial para ela, por isso é aconselhável que tanto afamília quanto o professor leve-a periodicamente ao banheiro.Esse processo pode ser facilitado pela organização da rotina e do ambiente, pelos professores e pela observaçãoe imitação da criança em relação às outras crianças que vão ao sanitário e também é aconselhável que instituição efamília compartilhem das mesmas intenções e cuidados durante esta fase.Como é uma instituição com várias crianças em sala de aula precisam ser criados critérios para a retirada dasfraldas:1º - A criança deve expressar-se oralmente, precisa ter amadurecimento da linguagem para poder se comunicar.
  • 30. 302º - O ideal nos meses quentes, pois são os meses que não dão friagem às crianças, é tirar o tapetão da sala paraque não ocorra xixi no mesmo e elas possam ficar livres de calcinha ou cueca; no inverno não é aconselhável devido aofrio, pois pegam gripe facilmente e como estão bem agasalhadas fica difícil para controlar os esfíncteres, por que é umafase que elas precisa sentir e tocar o seu corpo.3º - Toda a equipe da creche em conjunto com os pais, devem se envolver neste processo.4º - Palestra para a equipe e pais com psicóloga, para juntos falarem a mesma linguagem.Limites - Quando é preciso colocar limites nas crianças?Sem medo de dizer “não”. Ao invés de prejudicar, limites claros e que tenham sentido, ajudam a criança, a saber,como agir. São de fundamental importância para sua educação, pois, baseada neles, ela aprende o que se espera dela eo que ela pode esperar dos outros. Isso traz uma sensação de segurança à criança, mesmo quando ela aparentadiscordar ao limite dado.Como não perder a autoridade ao disciplinar: Cumpra o que disse. Seja coerente. Faça com que seus alunos gradualmente assumam responsabilidades. Cuidado com o que você diz e o modo como diz.Fase da mordida: agressividade ou aprendizagem?Em nossa cultura, freqüentemente expressamos carinho brincando com os dentes e, sobretudo com bebês,fingindo morder. Essas ações geram “modelos de imitação” para brincadeiras com outras crianças. Porém, ainda nãosabem quanta força podem colocar na boca e também não sabem avaliar as conseqüências desse comportamento. Isso
  • 31. 31não quer dizer que seja desaconselhável brincar com a criança usando a boca. Pelo contrario. Desde que respeitadas asparticularidades e as sensações da criança, esses momentos podem ser muito afetuosos e de grande intimidade. Épreciso apenas ir mostrando que ela pode acabar provocando dor e machucando outras crianças, sobretudo aquelas quenão estão com vontade de entrar na sua brincadeira.Em relação à mordida a professora deve observar e tentar descobrir por que a criança está apresentando estecomportamento. A maioria das crianças passa por esta fase, só que não poderá virar um hábito, a criança sabe queatravés de morder o colega, ela consegue o que quer como: um brinquedo, ciúme da professora, é uma auto defesa.É neste momento que o professor deve atuar colocando limites, abaixar-se até a altura da criança, olhando nosolhos e explicar que morder dói, machuca o colega e que a professora não gostou da atitude. Mesmo que criança nãofale direito, alguma coisa da conversa dos adultos ela entende.Deixar os pais informados é o ideal, tanto do filho que foi mordido, explicar as providencias tomadas e orientartambém os pais do filho que morde.
  • 32. 32SexualidadeA marca da cultura faz-se presente desde cedo no desenvolvimento da sexualidade infantil. A relação das criançascom o prazer se manifesta de forma diferente da do adulto, em momentos diferentes de sua vida, elas podem seconcentrar em determinadas partes do corpo mais do que em outras.A boca é uma das regiões pelo qual as crianças vivenciam de modo privilegiado sensações de prazer. Na fase docontrole esfincteriano, tudo o que diz respeito às eliminações ganha uma importância enorme para as crianças e para osadultos com quem convivem.Outra conseqüência que decorre do controle esfincteriano é o favorecimento da exploração dos órgãos genitais,antes escondidos pelas fraldas. Aumenta a curiosidade por seus próprios órgãos podendo entregar-se a manipulaçãopor meio das quais pesquisam as sensações e o prazer que produzem. Paralelamente, cresce também o interesse pelosórgãos das outras crianças que também podem se tornar objeto de manipulação e exploração.A compreensão da sexualidade como um processo amplo, cultural e inerente ao desenvolvimento das crianças,pode auxiliar o professor diante das ações exploratórias das crianças ou das perguntas que fazem a respeito do tema.Diante desse processo que a criança passa e vai amadurecendo o lado da sexualidade, o RCNEI - MEC Volume1,2 e 3 colocam esta questão como sendo importante, está incluída nos conteúdos a serem trabalhados pelo professor deforma invisível e que durante o ano passam a ser visível através dos projetos.Se observarmos as brincadeiras das crianças, nas entrelinhas veremos que a sexualidade está presente e issoacontece desde os bebês, quando começam a reconhecer o seu próprio corpo e se tocarem.Nos dias de hoje o sexo está em casa, nas ruas, filmes, novelas, revistas, a criança tem acesso a este tipo deinformação e muitas vezes de forma distorcida. Elas vêem e ouvem coisas e querem reproduzir as cenas com o grupode colegas e cabe ao professor agir neste momento usando a coerência, dialogo e o conhecimento nesta área.
  • 33. 33Como lidar com a masturbação?A maioria dos professores já se deparou com essa situação. O melhor a fazer é mostrar calma e segurança àcriança, sem fazer com que ela se sinta culpada fazendo algo feio, mas mostrar a ela que temos a privacidade eintimidade de nosso quarto.Realizar projeto que envolva o reconhecimento do corpo com brincadeiras lúdicas, usando técnica do espelho, etc.Como agir quando as crianças manipulam os genitais ou se masturbam?Essas ações representam o interesse da criança pelo seu próprio corpo, uma forma de conhecer suas diferentespartes e as sensações que provocam.É preciso diferenciar a masturbação quando é uma auto-exploração e quando a criança usa dela para nos alertarde que algo não vai bem.Esse alerta pode ser observado quando o ato de se masturbar passa a ser muito constante e repetitivo. A criançapode estar usando essas ações para demonstrar que algumas de suas necessidades afetivas não estão sendosatisfeitas. Falta de atenção, tédio, ansiedade ou tristeza podem ser alguns dos motivos que levam uma criança a semasturbar com maior freqüência. Ela recorre a seu corpo para compensar o mal-estar, já que é uma fonte segura deprazer, alivia a tensão ou ela agride o adulto ao fazê-lo. É importante lembrar que a auto-exploração vai mudandoconforme a criança cresce.Quando a criança começa a manipular seus órgãos genitais poderá ser também um problema de higiene, fimosenos meninos e infecção nas meninas (bexiga, vagina), a criança sente o prazer em se tocar e isso poderá virar hábito.Quando ocorrer na creche problemas que envolvam sexualidade, deve ser chamada a mãe para entrevista,realizar sondagem, averiguar o que está acontecendo com esta criança. Se for um problema de afetividade, separaçãodos pais, dorme com os pais no mesmo quarto. A creche e a família devem falar a mesma linguagem, cabe à creche
  • 34. 34informar e orientar os pais. E dependendo do caso deverá ser chamada a Psicóloga para maiores esclarecimentos eorientações.Funções elementares - até os três anosDada a proximidade anatômica entre os órgãos genitais e os excretores, as crianças associam, naturalmente,ambas as funções. Por isso, não devem os pais insistir nos conceitos de porcaria e sujidade relativamente às funções deevacuação e micção: a criança poderá transferir facilmente tais conceitos para a esfera sexual.A creche deve orientar os pais do momento certo da retirada de fraldas, devendo ser respeitado o ritmo de cadacriança, apropriação da linguagem oral para não ocorrer mais tarde problemas voltados à sexualidade ou adultos comproblemas de intestino preso.Como responder a curiosidade das crianças em relação à sexualidade?Ajudamos a criança a entender essas questões quando respondemos o que ela quer saber e nada mais que isso.Da mesma forma que tentamos explicar outras coisas da vida, podemos responder a suas perguntas com explicaçõescurtas e simples.(...) Outra forma de responder a essa curiosidade é permitir à criança atividades que ajudam a estabelecer umarelação prazerosa com seu corpo. As crianças costumam falar da sexualidade quando brincam com bonecas, massinhade modelar, tinta e areia. (Os Fazeres na Educação Infantil – 7ª edição. Ed.Cortez).
  • 35. 35AlimentaçãoAo final do primeiro ano, já pode ingerir todos os alimentos que são servidos para as crianças e para os adultos.Junto com mudanças de cardápio ocorrem as aquisições de aprender a usar talheres, tomar líquidos na caneca, diminuiro uso de mamadeira, partilhar das refeições à mesa com os companheiros.A partir dos dois anos a criança já poderá se alimentar sozinha determinando seu ritmo e a quantidade dealimentos e com o incentivo do adulto experimentar novos alimentos ou servir-se. Dando mais autonomia para a criançacomer, o adulto enfrentará menos resistência.Quando a criança apresenta problemas de saúde é natural não conseguir comer determinados alimentos na horada refeição, então, a professora poderá substituir por alimentos que a criança preferir. Assim, também acontece emrelação à adaptação do aluno na creche.Algumas recusam a comida, neste caso, o horário deve ser diferenciado das demais, e as que não se alimentamem nenhum momento, os pais devem ser chamados e juntos família e creche, precisam fazer um trabalho com o objetivode que esta criança venha a sentir segurança junto aos professores. Podem ser tomadas outras atitudes como: os paislevarem seu filho para almoçar em casa ou se deslocar até a creche para alimentá-los. Isso vai depender da entrevistacom a família e da equipe de trabalho de ver o que é melhor para estas crianças.(...) Para a criança pequena também é verdade. Logo ela descobre que comer é uma maneira de se relacionarcom outros. E não comer faz parte disso. A criança percebe a tensão que gera no adulto quando não come. Pode, então,usar isso como forma de protestar, expressar sua insatisfação. Ou ainda, como forma de garantir a atenção do adulto.(Os Fazeres na Educação Infantil / Organizadores Maria Clotilde Rosetti Ferreira, 7ª edição – SP: Cortez. 2005).
  • 36. 36Comendo FelizAo ajudar a criança a comer, dando autonomia que é possível para sua idade, poderá ser dada uma colher paraaprender a comer e outra para a professora ajudar, garantindo assim que ela se alimente suficientemente, é umaestratégia que muitas vezes da certo. A criança se sente feliz que está conseguindo levar os alimentos até a boca; o chãoe a roupa no início ficam sujos, por isso é importante usar avental nesta fase.Educação Alimentar - um trabalho conjunto da creche e da famíliaA Alimentação faz parte do processo educativo e é uma parte importante do desenvolvimento infantil. O processoeducativo e o desenvolvimento infantil acontecem continuamente. A alimentação, então, não pode ser pensada somentedentro de casa ou somente dentro da creche. A creche e a família devem pensar juntas sobre a alimentação da criança.Caso contrário, o resultado não será dos melhores.O importante é que a creche, a família e a criança podem fazer das refeições momentos prazerosos e de grandeintegração entre cuidado e educação. (Os Fazeres na Educação Infantil. 6ª edição. P.128).Sono e repouso - 10 meses a 03 anosO sono é mais um desafio para educadores dessa faixa etária num ambiente coletivo como a creche. Entre asdificuldades que passamos, buscamos novas maneiras de agir, a fim de transformar o sono num momento gostoso dedescanso. Este é um momento de muitas trocas afetivas e de maior intimidade, em que muitos diálogos podem acontecerentre educadores e crianças.As crianças que chegam à instituição no primeiro horário muitas vezes estão sonolentas e precisam ser logolevadas para o berço ou colchonete, e podem sentir-se mais seguras se conservam consigo seu boneco, sua chupeta ou
  • 37. 37cobertor. Desaconselha-se manter os bebês e crianças que estão dormindo, ou desejando fazê-lo, em ambientes muitoclaros ou ruidosos.(...) Temperatura agradável, boa ventilação e penumbra, oferta de colchonetes plastificados forrados com lençóislimpos e de uso exclusivo das crianças (ou esteiras conforme a idade das crianças, o clima e os hábitos regionais)também são cuidados para um sono ou descanso seguro e reparador. (R.C.N. para Educação Infantil Vol.2)Um ambiente tranqüilo e seguro, com pessoas e objetos conhecidos, particularmente aqueles que têm umsignificado especial para a criança, como um “paninho”, a chupeta ajudam a dormir melhor, canções de ninar acalmam einduzem ao sono.(...) Alguns cuidados precisam ser providenciados antes dos bebês e crianças pequenas dormirem, como retirarcalçados, verificar se há necessidade de troca de fraldas sujas ou molhadas, retirar objetos ou roupas que apertam,colocar os bebês de lado para evitar acidentes no caso de regurgitar ou vomitar durante e sono. (RCNEI – MEC, Vol.2)O professor não deve deixar em hipótese alguma as crianças sozinhas durante o sono, se tiver que se ausentarpor qualquer motivo quem for atendê-las deve ter conhecimento desses problemas que podem ocorrer.O educador num processo de adaptação a nova turma – seus pais e antigos educadoresTodo ano recebemos um grupo de crianças que freqüentou o berçário no ano anterior, isso gera uma série dequestionamentos.O que sentimos quando as crianças preferem os educadores do ano anterior? Como fazer para que os paisconfiem em nós, já que estes têm um vínculo estabelecido com outros educadores? Como respeitar as diferenças queexistem entre um educador e outro? Como elaborar a aceitação ou a rejeição de alguns pais? Adaptação não é algoestático. Adaptação é um processo de mudança e desenvolvimento. É estar atento às novas necessidades.Cheios de dúvidas, nós, os novos educadores e os pais, vivenciamos algumas vezes aborrecimentos echateações. Mas conforme as crianças vão estabelecendo vínculo conosco, os conflitos vão sendo amenizados.
  • 38. 38Muitas mudanças ocorrem para as crianças: exploração de um novo espaço e objetos.O processo de adaptação exige de nós reflexão e atenção aos nossos sentimentos. As crianças e seus pais, quejá estavam freqüentando a creche no ano anterior, pareciam adaptados. Mas observando os conflitos da nova situação,confirmamos o fato de que a adaptação é um processo constante, que precisa ser avaliado a cada ano, com as novascrianças e famílias, ou seja, em cada remanejamento da turma.Período de AdaptaçãoO período de adaptação na creche sempre é de extrema importância, pois é quando se inicia a relação entrecreche x criança x família. A distância da mãe e dos familiares é, ainda, muito doloroso, devido a sua ligação afetiva forte,na qual a criança lida com sentimentos de insegurança, abandono, medo, etc. esse processo ocorre ao longo do anotodo, sempre que chega uma criança nova na turma.O período de adaptação deve seguir os seguintes critérios:1º dia: apresentação da mãe para a professora, juntamente com a criança e da professora para a mãe. Neste 1ºdia a criança ficará no período entre meia e uma hora. E a direção se incumbirá de apresentar as dependências dacreche e demais funcionários.2º dia: a mãe deverá trazer a criança e levá-la à sala de aula, deixando-a com a professora, devendo buscar nohorário estipulado pela mesma.3º dia: o horário será gradativamente aumentado de acordo com a adaptação da criança e da família em relação acreche. Conforme a criança o período de adaptação poderá ocorrer em uma ou duas semanas, não podendo haver faltasnesse período, caso as faltas venham ocorrer e a criança não estiver adaptada, poderá ser feito um horário adequadopara ela. (RCNEI – MEC).Observação: A criança é um ser indefeso, pequeno, que tem direito a um processo de adaptação, pra não ocorrertraumas ou doenças ligadas ao emocional (criança triste, insegura, emocionalmente frágil, abaixa a imunidade
  • 39. 39acarretando problemas). O adulto precisa colocar-se no lugar da criança e ter a sensibilidade de que a creche é um localcom pessoas desconhecidas, mas, que aos poucos vai se tornando para ela, um lugar seguro.Parceria com a famíliaA qualidade da educação infantil depende, cada vez mais, da parceria entre escola e família. Abrir canais decomunicação, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicasbeneficiadas são as nossas crianças. (Revista Criança nº42, dezembro 2006)Sentindo-se valorizados em seus saberes os pais acabam se envolvendo com a vida escolar do filho com muitomais intensidade.Favorecer uma relação de confiança dos filhos com a escola vai se refletir no desenvolvimento físico, intelectual eemocional das crianças. (Revista Criança nº 42, Dezembro 2006).Os pais ou responsáveis devem conhecer, monitorar a proposta pedagógica, saber como seus filhos sãoatendidos, conhecer a rotina da instituição e acompanhar as atividades desenvolvidas...A participação da família é a estratégia para se respeitar os modos de agir da criança, transmitindo seus valores,costumes e tradições. (Revista Criança nº 42, Dezembro 2006 – Vitória Faria, Consultora do MEC).A escola precisa se relacionar com a família por que os pais são os primeiros educadores das crianças: “Elespodem dar informações sobre as suas condições de vida, cultura, atitudes, valores, hábitos, formas de lazer’’. (RevistaCriança nº42, Dezembro 2006).Tendo a posse destas informações, o professor poderá agir pedagogicamente partindo daquele conhecimentotrazido pela criança e sua família, respeitando sua cultura e modo de viver, introduzindo novos e diferentesconhecimentos.Poder-se-á criar espaços para a participação dos pais que tenham conhecimento em contar histórias ebrincadeiras específicas da região,
  • 40. 40O papel da escola é ensinar a fazer e não fazer no lugar dos pais, sendo função da família a educação dascrianças e a função da escola é de complementar esta educação, com saberes diferentes e novos dentro do programaeducacional vigente.A parceria entre escola e família deve passar do discurso para a prática escolar. Os pais precisam se esforçarmais para participar dos conselhos e reuniões escolares ou mesmo para acompanhar mais de perto o processo deaprendizagem dos filhos. (Revista Criança nº 42 Dezembro 2006).A escola precisa mudar o jeito de olhar a comunidade sendo mais acolhedora, deverá oportunizar em seusprojetos momentos em que os pais poderão participar junto com as crianças de atividades extraclasse ou não. Comoexiste uma diversidade cultural enorme em nosso país, muitos aspectos de outras culturas são vistos de maneirapreconceituosa, ou seja, a família muitas vezes encara de forma preconceituosa o que a escola faz.A parceria entre escola e família deve estar pautada pelo direito à educação e não como um favor. E escola é umbem da comunidade. (Revista Criança nº42 Dezembro 2006).A escola deve ser parceira da família de fato e não simplesmente a envolver os pais em mutirões e outrasatividades onde ela é usada como mão de obra gratuita. (Revista Criança nº 42 Dezembro 2006)Trabalhar diretamente com as famílias das crianças, faz com que elas fiquem fortalecidas, e tenham autonomia, afamília começa a se libertar para buscar sua independência financeira, social.É importante que a Escola tenha diálogo com os familiares das crianças de forma aberta e clara, deixando-os a parde todas as situações, nos aspectos: Desenvolvimento do filho. No que APP investiu e no que necessita, Quais os projetos elaborados, assim como o calendário escolar. No que os pais precisam colaborar.
  • 41. 41 A creche precisa criar programas de auto-ajuda aos pais, envolvendo psicólogos, PSF, fonoaudiólogo, dentista,etc... para que a creche e pais falem a mesma linguagem na ação educativa das crianças.Rotina e sua importânciaAs rotinas normalmente repetem uma forma de organização das atividades que revezam momentos tranqüilos emomentos de intensa atividade.Outra característica presente nas rotinas é a alternância. Alternam-se sempre os tipos de atividades: dos dirigidospara os livros, dos momentos de cuidado corporal para o trabalho intelectual, das atividades coletivas para as individuais,do pedagógico para a brincadeira.As rotinas poderão variar sua duração no tempo, isto é, sua periodicidade. Poderão ser anuais como as datascomemorativas, o período inicial da adaptação, os períodos de entrega de avaliações, as férias, podendo acontecer deacordo com as estações do ano, como o uso da piscina, os horários de uso do pátio, a aprendizagem de canções e osconteúdos sociais que variam durante o ano.Podendo também ser mensais, como a comemoração coletiva dos aniversariantes do mês- semanais como o diada música e o dia de trazer brinquedo de casa.Os seres humanos necessitam desde seus primeiros anos de vida aprender os costumes, as regras e as tradiçõesde seu grupo cultural de pertinência. As crianças, desde muito pequenas, precisam interagir com os objetos aos quaisestão expostas e aprender os hábitos sócio-culturais da sua coletividade.As repetições de certas ações e de determinadas práticas da estabilidade e segurança aos sujeitos. Saber quedepois de determinada tarefa ocorrerá outra dá certo sossego às pessoas, sejam elas grandes ou pequenas.A vida cotidiana é a vida dos sujeitos por inteiro, da qual eles participam com todos os aspectos de suaindividualidade: todos os seus sentidos, todas as suas capacidades intelectuais, suas habilidades manipulativas, seussentimentos, suas paixões, idéias ideológicas.
  • 42. 42São partes orgânicas da vida cotidiana: a organização do trabalho e da vida privada, os lazeres e o descanso, aatividade social sistematizada, o intercâmbio e a purificação. É nela, na sua execução, que adquirimos todas ashabilidades, os conhecimentos e as práticas imprescindíveis para vivermos a vida em sociedade.As rotinas necessitam considerar o ritmo, a participação, a relação com o mundo, a realização, a fruição, aliberdade, a consciência, a imaginação e as diversas formas de sociabilidade dos sujeitos nela envolvidos.A rotina é um instrumento para concretizar as intenções educativas. Ela se revela na forma pela qual sãoorganizados os espaços, os materiais, as propostas e as intervenções do professor.Sugestão de horário de rotinas:Maternal IDas 07:30 as 08:00 horas: chegada, contato com responsáveis,08:30 horas: café da manhã e mamadeira para os menores.09:00 horas: atividade ao ar livre, banho de sol.09:30 horas: suco (ou outro líquido) e entrada para a sala.09:45 horas: estimulação. (movimento).10:30 horas: banho em dias quentes ou quando necessário.11:00 horas: Almoço e escovação dos dentes.11:30 horas: repouso.14:00 horas: troca de fraldas.14:30 horas: lanche e escovação dos dentes.15:00 horas: história.15:30 horas: atividade musical.16:00 horas: recreação dirigida (jogos, cantiga de roda).
  • 43. 4316:30 as 1700 horas: jantar.17:00 horas: preparação para a saída: arrumar mochila, calçados e objetos pessoais da criança.17:00 As 17:30 horas: brincadeiras livres como: Parque, motoca, bola, vídeo, música, brincadeira de roda.Maternal IIDas 07:30 as 08:30 horas: chegada.08:40 as 09:00 horas: café da manhã.09:00 horas: atividades diversificadas.10:00 horas: recreação livre.11:00 horas: banho (em dias de calor), ou quando necessário.11:30 horas: almoço e escovação dos dentes.12:00 horas: repouso.14:30 horas: higiene e lanche (escovação dos dentes).15:00 horas: história.15:30 horas: atividade musical.16:00 horas: recreação dirigida (jogos, cantigas de roda).16:40 horas: jantar.17:00 horas: rodinha: atividades ou brincadeiras variadas.17:20 horas: preparação para a saída.Observação: (Em relação aos horários citados acima, são flexíveis, podendo ser adaptados à realidade de cadacreche, em relação às férias, datas comemorativas e estações do ano).
  • 44. 44Componentes curricularesO currículo pode ser compreendido e praticado sob muitas perspectivas teóricas. No entanto todo o currículorepresenta uma espécie de elo que liga teoria e prática pedagógica, dito em outras palavras: o currículo é o viés quecostura o planejamento e ação. (Caderno Pedagógico Currículo UDESC p.15).Os objetivos explicitam intenções educativas e estabelecem capacidades que as crianças poderão desenvolvercomo conseqüência de ações intencionais do professor. Os objetivos auxiliam na seleção de conteúdos e meiosdidáticos.Ao estabelecer objetivos nesses termos, o professor amplia suas possibilidades de atendimento, a diversidade apresentada pelascrianças, podendo considerar diferentes habilidades, interesses e maneiras de aprender no desenvolvimento da cada capacidade(Referencial Curricular Nacional Educação Infantil p.47 Vol.1)Dessa forma, “o cuidado e o educar” na Educação Infantil, não tem o mesmo significado que “o ensinar”, nasSéries Iniciais, ou seja, um currículo não escolarizante tem um tempo e um espaço diferentes, fundamentados nosdireitos da criança de 0 a 6 anos.No documento do MEC (1997) - Critérios para o atendimento em Creche que respeite os Direitos Fundamentais daCriança, identificamos alguns critérios essenciais que auxiliam na organização curricular dessa etapa da educaçãobásica, bem como na definição do perfil do professor de educação infantil.Esses critérios definem que as crianças têm direito: À brincadeira. À atenção individual. A um ambiente aconchegante, seguro e estimulante. Ao contato com a natureza. À higiene e à saúde.
  • 45. 45 A uma alimentação sadia. A desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão. Ao movimento em espaços amplos. À proteção, ao afeto e à amizade. À expressar seus sentimentos. A uma especial atenção durante seu período de adaptação a creche. A desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa.Respeitar o direito das crianças inclui a responsabilidade com o cuidar e o educar em um tempo e espaço quecontemplem os jogos e as brincadeiras, os projetos de trabalho e as múltiplas linguagens que sejam elas verbais,musicais, dramáticas, plásticas entre outras (Caderno pedagógico didático UDESC p.47). Em relação ao currículodevemos estar sempre visando que a criança é um sujeito social e histórico que se constitui na interação com outrossujeitos da cultura.Segundo Kramer, o currículo é palavra polissêmica, carregada de sentidos construídos em tempos e espaçosdistintos, sua evolução não obedece a uma ordem cronológica, mas se deve às contradições de um momento histórico,assumindo, portanto, vários significados ao mesmo tempo.Assim, em muitas instituições é possível identificar praticas concretas que buscam oferecer um espaço estimulantee seguro, permitindo que as crianças manifestem seu potencial físico, afetivo, intelectual e cultural, bem como aaprendizagem de sua autonomia e de sua socialização. (Revista Criança prêmio professor nº 41 p.28)
  • 46. 46Modalidades organizativasA rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o tempo detrabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações deaprendizagens orientadas.A apresentação de novos conteúdos às crianças requer sempre as mais diferentes estruturas didáticas, desdecontar uma nova história, propor uma técnica diferente de desenho, as situações mais elaboradas, como, por exemplo, odesenvolvimento de um projeto, que requer um planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam adesenvolver aprendizagens específicas.Essas estruturas didáticas contêm múltiplas estratégias que são organizadas em função das interações educativasexpressas no projeto educativo, constituindo-se em instrumento para o planejamento do professor.Podem ser agrupadas em três grandes modalidades de organização do tempo. São elas: atividades permanentes,seqüências de atividades e projetos de trabalho Organização do tempo.(Atividades Permanentes)Todas as atividades permanentes do grupo contribuem, de forma direta ou indireta, para a construção daidentidade e o desenvolvimento da autonomia.A oferta permanente de atividades diversificadas em um mesmo tempo e espaço, é uma oportunidade de propiciara escolha pelas crianças.Atividades:ChamadaContação de históriaRoda de conversa
  • 47. 47MúsicaRecreação dirigidaHigieneAlimentaçãoRepousoBrincadeiras LivresOrganização da salaPreparação para saídaOrganizando o TempoA rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o tempo detrabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações deaprendizagens orientadas.A apresentação de novos conteúdos às crianças requer sempre as mais diferentes estruturas didáticas, desdecontar uma nova história, propor uma técnica diferente de desenho, as situações mais elaboradas, como, por exemplo, odesenvolvimento de um projeto, que requer um planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam adesenvolver aprendizagens específicas.Essas estruturas didáticas contém múltiplas estratégias que são organizadas em função das interações educativasexpressas no projeto educativo, constituindo-se em instrumento para o planejamento do professor.Podem ser agrupadas em três grandes modalidades de organização do tempo. São elas: atividades permanentes,seqüências de atividades e projetos de trabalho.
  • 48. 48Projetos – através do quê? Datas comemorativas. De acordo com a necessidade do momento (levantados dentro da comunidade escolar). Conteúdos programáticos. Sobre acontecimento social.Critérios: Tema Tempo: O projeto pode ser flexível em relação ao cronograma estabelecido. Justificativa: o porquê do temaComo surgiuPorque é importante Objetivo: o que queremos alcançar Fundamentação teórica: pesquisa no livro, revista.Desenvolvimento: culminânciaO que fazerO que trabalharPossibilidade de trabalhoAtividades a serem desenvolvidas Físico: que ambiente Recursos humanos: professores, comunidade, pais, crianças. Recursos financeiros: qual o custo, qual a fonte: APP e Secretaria de Educação. Avaliação.
  • 49. 49Quais os cuidados que devemos ter em relação ao projeto: Parceria com a comunidade em ajuda de custo, colaboração em acompanhamento em passeio e tambématividades realizadas na creche. Na elaboração de um projeto a equipe deverá analisar perigos que poderão ocorrer, gastos desnecessários. Alimentação adequada. Ambiente favorável, de acordo com a idade. Número de pessoal suficiente para atendimento. Ver com antecedência meio de transporte a ser utilizado Autorização dos pais.“Os projetos apontam para uma concepção de educação que parte dos conhecimentos cotidianos em direção aosconceitos científicos, na medida em que os alunos vão estabelecendo relações entre a experiência vivida e a culturasistematizada, bem como reelaborando e produzindo novos conhecimentos e novas formas de intervenção na realidade”.“Podemos concluir que os projetos de trabalho não se reduzem à escolha de um tema, nem a uma lista deobjetivos e etapas, contudo requerem uma metodologia de organização para o professor e para o aluno”.“O projeto de trabalhoaprendizageminvestigação é uma alternativa à prática pedagógica que favorece o trabalhointerdisciplinar, porém devemos ter claro que não é a única.. o professor pode e deve lançar mão de outras atividades,paralelamente ao desenvolvimento do projeto, ou após tê-lo concluído, tendo em vista os objetivos do ensino e aaprendizagem dos alunos. O professor ainda pode envolver a classe, escola, comunidade”. (UDESC caderno pedagógicoDidática. P. 117 118).
  • 50. 50RegistroO registro far-se-á mediante livro ata diariamente e oferecido pela secretaria da escola, como fonte de informaçãovaliosa sobre as crianças em seu processo de aprender, e sobre o professor em seu processo de ensino/aprendizagem.O registro é acervo de conhecimentos do professor que lhe possibilita recuperar a história do que foi vivido tanto quantolhe possibilita avaliá-la propondo novos encaminhamentos. Além de ser colocado em ata sobre o processo deaprendizagem, ainda deve constar: todos os acontecimentos ocorridos na sala fora dela, como acidentes, reclamaçõesde pais, saúde da criança, alimentação, quando acontecer dos pais esquecerem os filhos na escola e outros.No que se refere à aprendizagem neste eixo, são consideradas como experiências prioritárias para crianças dezero a três anos participarem das atividades que envolvam a exploração do ambiente imediato e a manipulação deobjetos. Para tanto, é preciso que sejam oferecidas a elas muitas oportunidades de explorar e manipular objetos desde omomento em que ingressam na instituição. Andar, engatinhar, rastejar, rolar, interagir com outras crianças e adultos,brincar, etc.Além da ata, os registros poderão ser feitos através de fotos, gravações de vídeo, etc.ObservaçãoA observação e o registro se constituem nos principais instrumentos de que o professor dispõe para apoiar suaprática. Por meio deles o professor pode registrar, contextualmente, os processos de aprendizagem das crianças, aqualidade das interações estabelecidas com outras crianças, funcionários, com o professor e acompanhar os processosde desenvolvimento obtendo informações sobre as experiências das crianças nas instituições.Esta observação e seu registro fornecem aos professores uma visão integral das crianças ao mesmo tempo emque revelam suas particularidades. São várias as maneiras pelas quais a observação pode ser registrada pelosprofessores.
  • 51. 51A escrita é, sem duvida, a mais comum e acessível. O registro diário de suas observações, impressões, idéias.Pode compor um rico material de reflexão e ajuda para o planejamento educativo.AvaliaçãoO momento de avaliação implica numa reflexão do professor sobre o processo de aprendizagem e sobre ascondições oferecidas por ele para que ela pudesse ocorrer. Assim, caberá a ele investigar sobre a adequação dosconteúdos escolhidos, sobre a adequação das propostas lançadas, sobre o tempo e ritmo impostos ao trabalho, tantoquanto caberá investigar sobre as aquisições das crianças em vista de todo o processo vivido, na sua relação com osobjetivos propostos... (Alfabetização sem segredos, Coleção Cirandinha. Vol 3 p.85).A avaliação não se dá somente no momento final do trabalho. É tarefa permanente do professor, instrumentoindispensável à constituição de uma prática pedagógica e educacional verdadeiramente comprometida com odesenvolvimento das crianças.A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sancionada em dezembro de 1996, estabelece, na seção II, referente aeducação infantil, art. 31 que “... avaliação far-se-á à mediante o acompanhamento e registro de seu desenvolvimento,sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental e constitui um instrumento voltado para orientara prática educativa de forma sistemática e contínua, tendo como objetivo principal a melhoria da ação educativa”.
  • 52. 52AVALIAR O QUE? OBSERVAÇÃO REGISTRO* Em relação aos conteúdosprogramáticos.* Respeitar etapas dodesenvolvimento da criança.* Individual e grupo.* Professor: auto-avalição.* Equipe.* Todo ...... EuFamíliaEscolaComunidade* Brincadeiras livres.* Brincadeiras direcionadas.* Socialização.* Higiene.* Alimentação.* Saúde.* Idéias, opinião, experiências.* Individualidade.* Coletivo.* Criatividade.* Autonomia.* Ata (Relatório diário com todosos acontecimentos ocorridos:pedagógicos, acidentes,reclamações, doenças, etc).* Relatório para os paisacompanharem o desenvolvimentodo filho.* Acompanhamento dodesenvolvimento da criança nodecorrer do semestre.* Diário de classe.* Fotos, gravações, etc.
  • 53. 53FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL – IDENTIDADE E AUTONOMIAINTRODUÇÃOO que é igual em todas as criançasé o fato de serem diferentes entre si.Saber o que é estável e o que é circunstancial em sua pessoa, conhecer suas características e potencialidades ereconhecer seus limites é central para o desenvolvimento da identidade e para a conquista da autonomia. A capacidadedas crianças de terem confiança em si própria, para a formação pessoal e social.A possibilidade de desde muito cedo efetuarem escolhas e assumirem pequenas responsabilidades, favorece odesenvolvimento da auto-estima, essencial para que as crianças se sintam confiantes e felizes.O desenvolvimento da identidade e da autonomia está intimamente relacionado com os processos de socialização.Nas interações sociais se dá a ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com as outras crianças ecom os adultos, contribuindo para o reconhecimento do outro e a constatação das diferenças entre as pessoas sejamvalorizadas e aproveitadas para o enriquecimento de si próprias (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil– Volume 2. p.11).
  • 54. 54OBJETIVO GERAL Propiciar situações para que a criança possa interagir com o grupo, através de suas experiências,ampliando assim seus conhecimentos, melhorando sua identidade e autonomia.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Desenvolver a imaginação da criança através do faz-de-conta. Promover brincadeiras de auto-estima para a criança. Organizar atividades em grupo onde haja interação entre as crianças. Visualizar sua imagem diante do espelho, interagindo com os colegas. Possibilitar momentos de atividades rotineiras envolvendo a higiene pessoal. Trabalhar a conscientização da criança com os riscos relacionados com sua segurança. Propiciar condições para que a criança tenha autonomia nas suas ações. Ampliarem a capacidade de identificar as formas singulares de as crianças pensarem, sentirem e semanifestarem. Que o professor possa organizar a prática educativa visando auxiliar a construção de uma auto-imagempositiva das crianças, sua independência em pequenas ações concretas, de acordo com a faixa etária.
  • 55. 55CONTÉUDOS DE IDENTIDADE E AUTONOMIACONTEÚDOS MATERNAL I MATERNAL IIAuto-estima: fotos, brincadeiras de cantigas diversas usando nome, brincadeiras como corpo, recorte de revistas.I / T TFaz de conta; utiliza a imaginação para acontecer. T TInteração: organiza situações de trabalho I TImagem: O espelho é um importante instrumento para a construção da identidade. I / T TCuidados pessoais: Musiquinhas para cuidados com os dentes, banho, sono erepouso. Atividades de atendimento das necessidades básicas.I / T TSegurança: Atividades pedagógicas que envolvem uso de procedimentos ou produtosque possam colocar em risco a saúde das crianças.I / T TNome: Através de a família contar a criança a história do seu nome, aonde nasceu,cidade, etc.I TOrganizar atividades que possibilitem mais independência nas crianças I T
  • 56. 56ESTRATÉGIASMateriais utilizados para desenvolver a identidade e autonomia das crianças de Maternal I e II: Espelho Fotografia Maquina fotográfica, máquina digital Livros de historias CDs – músicas Túnel Obstáculos com subidas e descidas Parquinho, gangorra, balanço. Objetos de higiene pessoal Propor ao grupo de crianças a guardarem os brinquedos após usá-los. Organizar os calçados junto às mochilas, jogar papel no lixo, assim como as cascas das frutas na hora do lanche. Guardar o material escolar após usá-los.
  • 57. 57AVALIAÇÃOA construção da identidade e a conquista da autonomia pelas crianças são processos que demandam tempo erespeito às suas características individuais.Nessa medida, algumas atividades propostas de forma seqüenciada podem ajudá-las nesse processo. Ainda noque se refere à observação da criança, algumas de suas manifestações podem sinalizar desconforto e devem sercompreendidas e consideradas pelo professor no planejamento de suas ações. (Referencial Curricular Nacional para aEducação Infantil. P.63 e p. 68. Vol.II).CUIDADOS: QUEM EDUCA AMAINTRODUÇÃOEntendendo a Educação Infantil de forma complementar à educação da família, torna-se evidente a necessidadeadequada na infância (alimentação, higiene, saúde, cuidados físicos, sono, etc), em paralelo, uma educação adequada,com ambiente estimulado para o desenvolvimento e para a construção do conhecimento. Sendo assim, educá-las éatividade integrada ao cuidá-las. (Kuhlamann, 1999)(...) Nas últimas décadas, os debates em nível nacional e internacional apontam para a necessidade de que asinstituições de educação infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando
  • 58. 58nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham comas maiores. As novas funções para a educação infantil devem estar associadas a padrões de qualidade.(...) Essa qualidade advém de concepções de desenvolvimento que consideram as crianças nos seus contextossociais, ambientais, culturais e, mais concretamente, nas interações e práticas sociais que lhes fornecem elementosrelacionados às mais diversos linguagens e ao contato com os mais variados conhecimentos para a construção de umaidentidade autônoma.(...) Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de formaintegrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser eestar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aosconhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Neste processo, a educação poderá auxiliar odesenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais,estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis.(...) A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidarsignifica valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio que possuiuma dimensão expressiva e implica em procedimentos específicos.(...) Para se atingir os objetivos dos cuidados com a preservação da vida e com o desenvolvimento dascapacidades humanas, é necessário que as atitudes e procedimentos estejam baseados em conhecimentos específicossobre o desenvolvimento biológico, emocional, e intelectual das crianças, levando em consideração as diferentesrealidades socioculturais.(...) Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro, com sua singularidade, ser solidário comsuas necessidades, confiando em suas capacidades. Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida equem é cuidado. O vinculo afetivo através da troca de fraldas, alimentação, banho, repouso ou soninho, no toque, etc.
  • 59. 59OBJETIVO GERALA instituição de Educação Infantil deve tornar acessível a todas as crianças indiscriminadamente. Odesenvolvimento integral das crianças depende tanto de cuidados relacionais que envolvem a dimensão afetiva e oscuidados com os aspectos biológicos do corpo, com a qualidade de alimentação e dos cuidados com a saúde, quanto daforma como esses cuidados são oferecidos e das oportunidades de acesso e conhecimentos variados.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Compreender a ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. Identificar necessidades sentidas e expressas pelas crianças. Valorização da limpeza e aparência pessoal. Considerar as necessidades das crianças, ouvindo-as e respeitando-as, compreendendo sua singularidade,identificando e respondendo as suas necessidades. Visar a ampliação de conhecimentos de suas habilidades incluindo o que a criança sente, penca, o que ela sabesobre si e sobre o mundo, tornando-a mais independente e mais autônoma. Oferecer às crianças condições para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras. Considerar as crianças nos seus contextos sociais, ambientais e, mais corretamente nas interações e práticassociais propiciando a construção de uma identidade autônoma. Através da rotina escolar podemos visar o desenvolvimento de uma ação de cuidados no coletivo infantil.
  • 60. 60CONTEÚDOS Higiene (escovação de dente, lavar as mãos após ir ao banheiro) Rotinas de cuidados Cuidados com os colegas Cuidados com material escolar Limites Amor (afeto) Ouvir não Cuidados com brincadeiras, saúde, sabe perder, respeito e confiança.Observação: O maternal I que ainda não escovam sozinhos os dentinhos poderá ser realizado a escovação comajuda de uma auxiliar e a professora.ESTRATÉGIAS Brincadeiras, interações. Através de regras, músicas e o lúdico. Atividades práticas, higiene. Preparação para repouso. Roda de conversa.
  • 61. 61A Equipe da creche deve: Manter a escola limpa e organizada. Controle de peso e medida. Encaminhamento ao pediatra ou dependendo do problema a outros especialistas como: fonoaudióloga, dentista,psicólogo. Palestras para Equipe e Família.AVALIAÇÃOA avaliação far-se-á mediante observação constante do desenvolvimento infantil. Nessa etapa, precisamos teruma visão ter uma visão global da criança, não nos centramos no que não sabem fazer, considerando suaspotencialidades e nossa ajuda para atualizá-las; esperar bons resultados, ter uma imagem positiva, etc.significa favorecero aparecimento de bons resultados, que a criança se sinta capaz de enfrentar as dificuldades do dia-a-dia .
  • 62. 62MOVIMENTOINTRODUÇÃOO movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentamdesde que nascem adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais daspossibilidades de interação com o mundo. Ao movimentar-se as crianças expressam sentimentos, emoções epensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais.O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se numa linguagemque permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas pormeio de seu teor expressivo.O trabalho do corpo contempla a multiplicidade de funções e manifestações do ato motor, propiciando um amplodesenvolvimento de aspectos específicos da motricidade das crianças, abrangendo uma reflexão acerca das posturascorporais implicadas nas atividades cotidianas, bem como atividades voltadas para a ampliação da cultura corporal decada criança.A realização de jogos e brincadeiras na primeira infância envolve naturalmente o movimento, que vai dominarcomo componente, pois através dele a criança se coloca no meio, interagindo-se com os objetos, com as pessoas,explorando seu próprio corpo, o espaço físico.Uma das funções da brincadeira é permitir à criança o exercício do movimento. O movimento tem relevânciadestacada na infância, pois ele serve para a criança se relacionar com os outros, explorar o espaço situando-se nele,bem como os objetos e o próprio corpo.Segundo Piaget, a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo por isso,indispensável à prática educativa. Na visão sócio-histórica de Vygotsky a brincadeira, e o jogo, são atividades específicasda infância, em que a criança cria a realidade, usando sistemas simbólicos. Essa é uma atividade social, com contextocultural e social.
  • 63. 63A cultura popular infantil é uma riquíssima fonte na qual se pode buscar cantigas e brincadeiras de cunho afetivonas quais o contato corporal é o seu principal conteúdo.O professor precisa cuidar de sua expressão e postura corporal ao se relacionar com as crianças. O corpo doprofessor é um veículo expressivo, valorizando e adequando os próprios gestos, mímicas e movimentos na comunicaçãocom as crianças, quando os acolhe em seu colo, oferece alimentos ou as toca na hora do banho. O professor é modelopara as crianças, fornecendo-lhes repertorio de gestos e posturas ou pontuando idéias com gestos expressivos ou usarecursos vocais para enfatizar sua dramaticidade.Se a construção estrutural espacial é essencialmente motora, a descoberta com o corpo é extremamentenecessária às demais aquisições cognitivas do desenvolvimento humano, sendo que ela se dá no período sensório-motorde 0 a 3 anos.A educação psicomotora nos primeiros anos de vida pode evitar deficiências de aprendizagem posteriores (como oda escrita) priorizando uma auto estima adequada, formando crianças completas e felizes.
  • 64. 64OBJETIVO GERAL Favorecer um ambiente físico e social onde as crianças se sintam protegidas e acolhidas para andar, correr,arremessar, saltar, rolar e ao mesmo tempo e sentir seguras para se arriscar e vencer desafios.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Propiciar experiências para as crianças que envolvam o toque entre elas e o professor. Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo. Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressar-se nas brincadeiras e nas demaissituações de interação. Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular, rolar, etc; desenvolvendo atitudede confiança nas próprias capacidades motoras. Explorar e utilizar os movimentos de preensão, encaixe, lançamento para uso de objetos diversos.
  • 65. 65CONTEÚDOSCONTEÚDOS MATERNAL I MATERNAL IIEsquema corporal I TConsciência do próprio corpo I / T TMovimentos corporais I / T TPostura I / T TAtitude I / T TMotricidade fina e ampla I / T TOrientação espacial e temporal I / T TRápido e lento I TEncima, embaixo, atrás, frente I TManhã, tarde, noite, dia I TDentro, fora I / T TLateralidade I / T TÓrgãos dos sentidos I TEscuro, claro, igual, diferente, linhas retas e curvas T TSom: barulho, silêncio, forte, fraco I TBrincadeiras cantadas I / T TFaz de conta I / T TParque I / T TPular corda, bola, motoca I / T TRolamento I / T T
  • 66. 66ESTRATÉGIAS Jogos, brincadeiras dirigidas ou espontâneas. Músicas de vários ritmos culturais ou não. Danças culturais da própria região ou outras, conforme o gosto e preferência das crianças ou dirigidas peloprofessor. Materiais alternativos: objetos coloridos, espaço físico dentro da sala e fora dela. Mobiliário da sala. A própria natureza como: árvores, galhos, areia, água, terra, argila. Sucata, piscina com água ou de bolinhas. Fantasias. O corpo das crianças e do professor. Materiais “recreacionais” bola, arco, fita, etc...AVALIAÇÃOA avaliação do movimento deve ser contínua, considerando os processos vivenciados pelas crianças, resultado deum trabalho intencional do professor. A avaliação deverá constituir-se em instrumento para a reorganização de objetivos,conteúdos, procedimentos, atividades e como forma de acompanhar e conhecer cada criança e o grupo.A observação deverá ser cuidadosa sobre cada criança e o grupo, colhendo elementos que auxiliem na construçãode uma prática que considere o corpo e o movimento das crianças.Deverão ser documentados aspectos referentes à expressividade do movimento e sua dimensãoinstrumental,sendo atualizadas as observações, registrando mudanças e conquistas.
  • 67. 67Serão consideradas como experiências prioritárias para a aprendizagem do movimento realizado para crianças de0 a 3 anos: uso de gestos e ritmos corporais diversos para expressar-se; deslocamento do espaço sem ajuda. Para issodeverão ser oferecidas condições para que as crianças explorem suas capacidades expressivas aceitando com confiançadesafios corporais.O professor deverá informar sempre as crianças acerca de suas competências. A valorização do esforço dascrianças e comentários a respeito de como estão construindo e se apropriando desse conhecimento são atitudes que asencorajam e situam com relação à própria aprendizagem.
  • 68. 68MÚSICAA música na creche ajuda a criança pequenaa desenvolver-se e socializar-se.A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações,sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. A músicaestá presente em todas as culturas nas mais diversas situações: festas e comemorações, rituais religiosos,manifestações cívicas, políticas, etc.A interação entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos e cognitivos, assim como a promoção de interação ecomunicação social, conferem caráter significativo à linguagem musical.É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no contexto daeducação, de um modo geral, e particularmente na creche.
  • 69. 69OBJETIVO GERAL O trabalho com a música deve se organizar de forma a que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais. Brincando com amúsica, imitando e reproduzindo criações musicais.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Explorar as possibilidades de gestos e ritmos corporais para expressarem-se nas brincadeiras e nas demaissituações de interação. Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo, utilizando o espelho. Explorar e utilizar os movimentos de compreensão, encaixe, lançamento, etc. para o uso de objetos diversos. Deslocar-se com destreza progressiva no espaço ao andar, correr, pular, etc., desenvolvendo atitude de confiançanas próprias capacidades motoras. Ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e musicais. Brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais. Participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.
  • 70. 70CONTEÚDOSMaternal I Maternal IIA exploração de materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato eexperiência com a matéria prima. Da linguagem musical; som (e sua qualidade) e osilêncioI TA vivência da organização dos sons e silêncios em linguagem musical, pelo fazer e pelocontato com obras diversas.I TReflexão sobre a música como produto cultural do ser humano é importante forma deconhecer e representar o mundo.I TExploração, expressão e produção do silêncio e de sons com a voz, o corpo, o entorno emateriais diversos.I / T TInterpretação de musicas e canções diversos I TParticipação em brincadeiras jogos cantados e rítmicos I / T TConfeccionar material que produzam som musical I / TBatidas na lata, formando sombatucada) I / T TCanção de roda I / T TCanção de carnaval I /T TCanção de festa Junina I / T TCanção religiosa I TDatas comemorativas I / T THino cívico IAcalanto I / T T
  • 71. 71ESTRATÉGIAS“A música tem um ponto em comum; atravessou as fronteiras do conhecimento por áreas estanques e reforçou aatividade interdisciplinar integrada a outros objetivos da educação”.... No primeiro ano de vida, a prática musical poderá ocorrer por meio de atividades lúdicas. O professor estarácontribuindo para o desenvolvimento da percepção e atenção dos bebês quando canta para eles; produz sons vocaisdiversos por meio da imitação de vozes de animais, ruídos etc., ou sons corporais, como palmas, batidas nas pernas,pés, etc.; embala-os e dança com eles. As canções de ninar tradicionais, os brinquedos cantados e rítmicos, as rodas ecirandas, os jogos com movimentos, as brincadeiras com palmas e gestos sonoros corporais, assim como outrasproduções do acervo cultural infantil, podem estar presentes e devem se constituir em conteúdos de trabalho. Isso podefavorecer a interação e resposta dos bebês, seja por meio da imitação e criação vocal, do gesto corporal, ou daexploração sensório - motora de materiais sonoros, como objetos do cotidiano, brinquedos sonoros, instrumentosmusicais de percussão como chocalhos, guizos, blocos, sinos, tambores, etc.(...) É muito importante brincar, dançar e cantar com as crianças, levando em conta suas necessidades de contatocorporal e vínculos afetivos.(...) O canto desempenha um papel de grande importância na educação musical infantil, pois integra melodia, ritmoe – freqüentemente - harmonia, sendo excelente meio para o desenvolvimento da audição.(...) São importantes as situações nas quais se ofereçam instrumentos musicais e objetos sonoros para que ascrianças possam explorá-los, imitar gestos motores que observam, percebendo as possibilidades sonoras resultantes.Para desenvolver os conteúdos programados serão utilizados recursos que envolvam a música através debrincadeiras, dos contos, do faz de conta utilizando para este fim materiais como sucatas, revistas, jornais, CDs, rádio,DVD, TV, vídeo e demais materiais que levam a criança a ter o prazer e alegria em expressar-se musicalmente e tercuriosidade sobre os elementos que envolvam a linguagem dos diferentes sons.
  • 72. 72AVALIAÇÃO5A avaliação na área da música deve ser continua, levando em consideração os processos vivenciados pelacriança, resultado de um trabalho intencional do professor. Deverá constituir-se em instrumento para a reorganização deobjetivos, conteúdos, procedimentos, atividades e como forma de acompanhar e conhecer cada criança e grupo... Oprofessor poderá documentar os aspectos referentes ao desenvolvimento vocal (se cantam e como); ao desenvolvimentorítmico e motor; à capacidade de imitação, de criação e de memorização musical e suas conquistas respeitando aindividualidade e ritmo de aprendizagem de cada criança.5Baseado nos (RCNEI Vol 3 p.45 a 77)
  • 73. 73ARTES VISUAIS - “BOTANDO A MÃO NA MASSA”O trabalho com artes Visuais na Educação Infantil, requer profunda atenção no que se refere as respeitadaspeculiaridades e esquemas de conhecimentos próprios a cada faixa etária e nível de desenvolvimento. Isso significa queo pensamento, a sensibilidade, a imaginação, a percepção, a intuição e o cognitivo da criança, devem ser trabalhados deforma integrada, visando a favorecer o desenvolvimento das capacidades criativas das crianças.No processo de aprendizagem em Artes Visuais a criança traça um percurso de criação e construção individualque envolve escolhas, experiências pessoais, aprendizagens relação com a natureza, motivação interna e/ou externa.OBJETIVO GERAL Oportunizar na Educação Infantil vivência, experiências envolvendo as artes visuais, possibilitando às crianças odesenho, a pintura, a modelagem e outras formas de expressão plásticas, para que ela possa representar eexpressar-se e comunicar-se no seu cotidiano.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Oferecer um ambiente agradável para que as crianças possam ampliar o conhecimento que possui, manipulandodiferentes objetos e matérias. Estimular a atenção e a imaginação através da dramatização, teatro, faz de conta...
  • 74. 74 Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades deexpressão e comunicação. Ampliar o conhecimento do mundo que possuem manipulando diferentes objetos e materiais explorando suascaracterísticas, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas deexpressão artística. Produzir trabalhos de arte, utilizando a linguagem do desenho (rabisco), da pintura, da modelagem, da colagem,da construção, desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.CONTEÚDOSConteúdos Maternal I Maternal IIManipulação de materiais, como: lápis, pincéis de diferentes tamanhos, textura eespessuras, rolinho, brochas, carvão, carimbo, tinta, areia, argila e de vários suportesgráficos como: jornal, revistas, diferentes papéis, craft, cartolina, o próprio chão (piso)caixas de papelão, madeiras, etc.I TRasgadura de papel crepom, jornal, revistas, papel higiênico, etc.. Para fazer colagens I TPintura desenhado com o dedo, utilizando tinta guache I / T TDramatização e brincadeiras utilizando fantoches I I / TTeatro I / TDança I I / TMascara I / TTrabalhando com sucata I TDatas comemorativas I IJogos, de encaixe, quebra-cabeça tamanho grande etc... I / TRecorte, colagens de bolinhas de sagu, de macarrão, conchinha da praia, papeis coloridos I I / TMassa de modelar I / T TDesenho livre I / T T
  • 75. 75Música I / T TCriação de rabiscos, desenhos, pinturas, colagens, modelagens com utilização de várioselementos como:textura, espaço, linha, lã,I / TO prazer lúdico seja o gerador do processo de produção. I TReleitura de obras e contextualizar com os alunos verbalmente, ( o que a obra representa,alegria, tristeza,( sentimentos), explorações de cores, texturas.I TTrabalhando cores primárias. I TESTRATÉGIASRecursos utilizados: Massa de modelar, tinta guache, tesouras, lápis, giz de cera, sulfite, cartolina, papéis coloridos, fantoches, sucatas,TV, DVD, aparelho de som, rádio, e materiais diversos. Brincadeiras variadas no parque, pátio e com o próprio corpo da criança, objetos, sucatas e obras de artes parareleitura, a natureza em si. Exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando a produção de marcas gráficas. As crianças podem manusear diferentes marcas, texturas, explorar o espaço físico e construir objetos variados.Essas atividades devem ser limitadas no tempo, pois o interesse da criança desta faixa é de curta duração. Vários tipos de tintas podem ser criados pelas crianças, utilizando elementos da natureza, como folhas, sementes,flores, misturando tudo na água, criam efeitos instigantes quando usadas nas pinturas.
  • 76. 76 Pintura com o dedo ou pincel em diferentes superfícies, papel liso, enrrugado, lixa. Argila, madeira,pedra,etc...Com a tinta pode ser usado também, em diversos situações(soprando em canudo, com esponja, comcarimbo,etc.) É preciso trabalhar com as crianças os cuidados necessários com o próprio corpo e com o corpo dos colegas,principalmente com os olhos, nariz e pele, quando elas manuseiam diferentes materiais, instrumentos e objetos. Linhas (retas e curvas). Formas Geométricas (noção) círculo, quadrado, triangulo, retângulo.AVALIAÇÃOA avaliação deve buscar entender o processo de cada criança, a significação que cada trabalho comporta,afastando julgamentos, como feio ou bonito, certo ou errado, que utilizados dessa maneira em nada auxiliam o processoeducativo.Em Artes Visuais a avaliação deve ser sempre processual e ter um caráter de análise e reflexão sobre asproduções das crianças. Isso significa que a avaliação para a criança deve explicitar suas conquistas e as etapas do seuprocesso criativo, para o professor, deve fornecer informações sobre a adequação de sua prática para que possarepensá-los e estruturá-los sempre com mais segurança.
  • 77. 77NATUREZA E SOCIEDADEUM NOVO OLHAR PARA VELHOS ASSUNTOSO mundo onde as crianças vivem se constituiu em um conjunto de fenômenos naturais e sociais indissociáveisdiante do qual elas se mostram curiosas e investigativas, como integrantes de grupos sócio-culturais singularesvivenciam experiências e interagem num contexto de conceitos, valores, idéias, objetos e representações sobre os maisdiversos temas a que têm acesso na vida cotidiana, construindo um conjunto de conhecimentos sobre o mundo que ascerca.OBJETIVO GERAL Explorar o ambiente para que possa se relacionar com pessoas, estabelecer contato com pequenosanimais, com plantas e com objetos diversos, manifestando curiosidade e interesse.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, eimaginando soluções para compreendê-lo; Manifestar opiniões próprias sobre os acontecimentos; Buscar informações e confrontar idéias;
  • 78. 78 Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu mundo social e de outrosgrupos; Estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem; Valorizar a importância para a preservação das espécies para a qualidade de vida humana.CONTEÚDOSConteúdos MATERNAL I MATERNAL IIParticipação em atividades que envolvem histórias, brincadeiras, jogos e canções quedigam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros grupos. I / T TContato com pequenos animais e plantas. I TExploração de diferentes objetos, de suas propriedades e de relações simples compequenos espaços. I TConhecimento do próprio corpo por meio do uso da exploração de suas habilidadesfísicas, motoras e perceptivas. I / T TPossibilidade de ampliação do repertório de conhecimentos a respeito do mundo sociale natural. I TCorpo humano I IIFases do desenvolvimento I TCiclo vital I TÓrgãos dos sentidos I /T TA importância da alimentação I / T THigiene I / T T
  • 79. 79Natureza I TPreservação I TPlantas I TAnimais (cuidados/domésticos /selvagens/habitat) I TO ar, a chuva, sol, calor, frio, lua, estrela, arco-íris, fogo, som. I / T TRepouso I / T TEstações do ano (vestimenta) I / T TEu - (reconhecimento de si próprio, características e preferências pessoais, como sou, oque gosto de fazer, comer, agir, história do nome)I / T TEu – Família (identificação dos membros da família). I / T TTipos de moradia I TVizinhos I TValores e Costumes I TEscola – (função dos funcionários, dependências, direitos e deveres, cuidados com omaterial e o ambiente, rotinas básicas).I / T TA vida em grupo (o nome dos amigos, socialização dos brinquedos) I / T TVacinas I / T TMeios de transporte e comunicação. I TCuidados com o trânsito. I THábitos e atitudes. I / T TReconhecimento da cidade de Itapoá I TDatas Comemorativas. I / T T
  • 80. 80ESTRATÉGIASPara desenvolver o conteúdo de Natureza e Sociedade, deverão ser utilizados recursos que despertem na criançao interesse e a curiosidade, através das diversas respostas oferecidas por adultos, por outras crianças, por fontes deinformação como livros, notícias, reportagens de rádio, TV, fotografias, filmes, o faz de conta, experiências, relatos orais,passeio, são excelentes oportunidades para a construção do conhecimento.A criança precisa vivenciar para que haja uma aprendizagem significativa. A observação e a exploração do meioconstituem-se em duas das principais possibilidades de aprendizagem desta faixa etária.O contato com pequenos animais, como formigas, peixes, tartarugas, patos, passarinhos, etc. pode serproporcionado por meio de atividades que envolvam a observação, troca de idéias entre crianças, o cuidado e a criaçãocom ajuda do adulto. Quais animais podem tocar e quais que devemos ter cuidado, pois são venenosos, mordem etc.Ensinar que ao pegar nos animais devem-se lavar as mãos.Realizar experiências com plantas, visitas, uma floricultura, sítio, etc., fazer comparações através de fotos, amamãe grávida, o bebê até chegar na idade deles, coletar dados na família sobre a sua história.Através da coleta, da observação, da vivencia, fazer com que a criança valorize as diferentes culturas, conheça ahistória como ela é de fato, o que existe as entrelinhas (costumes, hábitos, etc.).Em relação aos fenômenos da natureza, o professor pode aproveitar o próprio meio, quando chover, presença dearco-íris, seca, etc., ou de forma indireta por meio de fotografias, filmes de vídeo, ilustrações, jornais, etc; que tragaminformações a respeito. Mostrar as conseqüências do desequilibro da natureza, o porque, e de que forma podemoscolaborar.Sempre propondo e estimulando à turma atitudes de cooperação solidárias entre elas e de limite, como respeitarideais do colega, opiniões e momento de falar e ouvir.
  • 81. 81AVALIAÇÃOA avaliação constitui-se de uma prática pedagógica comprometida com o desenvolvimento da criança, onde elasdevem ser instigadas a observar fenômenos, relatar acontecimentos, formular hipóteses, prever resultados paraexperimentos, conhecer diferentes contextos históricos e sociais, tentar localizá-los no espaço e no tempo, trocandoidéias e informações, debatê-las, confrontá-las, distingui-las e representá-las, aprendendo aos poucos, como se produzum conhecimento novo ou por que as idéias mudam ou permaneçam.
  • 82. 82MATEMÁTICAINTRODUÇÃOAs crianças, desde o nascimento estão imersas em um universo do qual os conhecimentos matemáticos são parteintegrante. Dessa forma as crianças poderão tomar decisões, agindo como produtoras de conhecimento e não apenascomo executoras de instruções. Portanto, o trabalho com a matemática pode contribuir para a formação de cidadãosautônomos, capazes de pensar por conta própria, sabendo resolver problemas, permitem fazer descobertas, tecerrelações e comentários, formular perguntas, suscitar desafios, incentivar a verbalização pela criança, o pensamento, oraciocínio lógico, situar-se e localizar-se espacialmente.A abordagem da matemática na creche tem como finalidade proporcionar oportunidades para que as criançasdesenvolvam a capacidade de aprender e compreender o mundo.
  • 83. 83OBJETIVO GERAL Estabelecer aproximações em algumas noções matemáticas presentes no seu cotidiano, como contagem,relações espaciais, histórias, contos, músicas, jogos, brincadeiras.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Valorizar contextos, conhecimentos prévios, experiências das crianças e significados, por ela atribuída anoções de matemática, para condição de sua aprendizagem; Observar, incentivar e potencializar a capacidade das crianças em situações rotineiras; Fazer com que a criança construa competências matemáticas por si mesma; Desenvolver o raciocínio lógico matemático, através de experiências com materiais concretos, brincadeiras,jogos, música, historias, próprio corpo, objetos da sala ou fora; Utilizar a contagem oral e nas brincadeiras e em situações nas quais a criança reconheça suasnecessidades.
  • 84. 84CONTEÚDOSCONTEÚDOS MATERNAL I MATERNAL IIComparação de tamanho( maior, menor, grande, pequeno) I TNoção de cores primárias (vermelho, azul e amarelo) I TTemperatura (quente, frio) I  T TAgrupamento (objetos, brinquedos) I  T TClassificação (objetos, brinquedos) I  T TContagem oral I TNoção de quantidade I TTextura (áspero, liso) I TOrientação Espacial (dentro, fora) I  T TOrientação temporal (dia e noite) I  T TAltura (alto, baixo) I TEspessura (grosso, fino) I  T TPeso (pesado, leve) I  T TComprimento I  T TLargura I  T TFormas geométricas I T
  • 85. 85ESTRATÉGIASEsses conteúdos deverão ser desenvolvidos através de situações cotidianas, que ofereçam oportunidadesprivilegiadas para o trabalho com a especificidade das idéias matemáticas. As festas, as histórias e, principalmente, osmateriais concretos, os jogos e as brincadeiras que permitem a familiarização com elementos espaciais e numéricos, semimposição, fazendo com que a criança vivencie, observe, compare; adquirindo subsídios para a construção do raciocíniológico.AVALIAÇÃOÉ importante considerar que a aprendizagem de noções matemáticas na creche está centrada na relação dediálogo entre adulto e crianças e nas diferentes formas utilizadas para responder perguntas, resolver situações rotineiras,registrar e comunicar qualquer idéia matemática. A avaliação terá a função de mapear e acompanhar o pensamento dacriança sobre noções matemáticas, o que elas sabem e como pensam para orientar o planejamento da ação educativa.
  • 86. 86LINGUAGEM ORAL E ESCRITA“AS LINGUAGENS ESTÃO NO MUNDO E NOS ESTAMOS NA LINGUAGEM” (PIERCE)O desenvolvimento da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças ampliarem suaspossibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais. O trabalho com a linguagem se constitui umdos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para formação do sujeito para interação com outraspessoas, na orientação das ações das crianças, na construção de muitos conhecimentos e no desenvolvimento dopensamento.A linguagem também possibilita ao individuo transitar do perceptivo, do concreto para o abstrato, e por isso,fornece os instrumentos signo para a formação das categorias do pensamento e a operacionalização desse mesmopensamento.Portanto, a linguagem, além de medir as relações humanas, também mede as atividades mentais, como aatenção, a percepção, a memória, o pensamento, o movimento, a transmissão do conhecimento e a experiênciaacumulada pela pratica social e histórica.ENSINANDO AS CRIANÇAS ATRAVÉS DE CENTENAS DE LINGUAGENS(...) O processo de aprender a ler e escrever começa no primeiro ano de vida, com gestos como apontar,além das primeiras palavras. Depois ela se acelera durante o período pré-escolar, quando a criança começa a desenhar,reconhecer letras e decodificar e escrever mensagens simples. Por fim, ele culmina nos anos de ensino fundamental,quando as crianças dominam as habilidades de leitura e escrita.
  • 87. 87Poder-se-ia presumir que as crianças pequenas precisam confrontar separadamente as diferentes formasde representação, tais como: gesticular, desenhar e falar, para tornar seu aprendizado mais simples. Entretanto, o queocorre é exatamente o contrário. Em vez de mantê-las separadas, juntá-las, por exemplo, combinando desenho e fala, ougestos e fala, ou escrita e desenho.(...) Os professores sabem o quanto as crianças adoram (música e rima/ rítmica e verbal), cantar e marchar (o quecombina inteligência musical/ rítmica e corporal (sinestésica), teatro (interpessoal e verbal) e construção com blocos(corporal e lógico/matemático). Experiências mais ricas, variadas e multidimensionais, são memoráveis do queexperiências simplificadas, uniformes e unidimensionais. (Carolyn Pope Educards – Pátio Educação Infantil. Ano III-nº8 .Julho/outubro 2005).Nos dias de hoje, com toda tecnologia faz com que a maioria das crianças tenham vivências, experiênciasdiversificadas, pois ela está em contato com a TV, computador, DVD, máquina digital, aparelho de som, revistas, livros...,são estímulos para que se desenvolva neste mundo de imagens, sons; devido a tudo isso a criança quando começa afreqüentar a creche precisa de um ambiente acolhedor e rico em materiais diversificados, brinquedos pedagógicos paraque ela se sinta estimulada e que sua visão do mundo seja ampliada, a sua linguagem, seu conhecimento.AS MÚLTIPLAS LINGUAGENS NA EDUCAÇÃO INFANTILPara Peirce, linguagem é toda e qualquer produção humana e da natureza, verbal e não-verbal, como as quatroestações do ano, a flora, a fauna, um tsunami, os sonhos, os desejos, as necessidades, as cidades...., a todos osexemplos que indicam sobre os mais diversos funcionamentos dos seres humanos e da natureza, permitindo que sedêem a conhecer e a dialogar com eles mesmos e uns com os outros.
  • 88. 88Nesse sentido, cada uma das linguagens que permeia o trabalho da educação infantil – desenho, pintura,modelagem, escrita, classificação, seriação, quantificação, literatura infantil, jogos, brincadeiras, fenômeno da natureza,etc. - tem seu conjunto de regras e princípio do fundamento próprio. (Gabriel de Andrade Junqueira filho. Revista PátioEducação, p11. AnoIII. No. 8 jul/out),AS LINGUAGENS SIMBÓLICAS DAS CRIANÇASO símbolo é uma das possibilidades de significação oculta de uma expressão, da representação de uma idéia, deum conceito, de um ser, de uma emoção ou de um objeto que pode adquirir forma concretas (uma pintura, uma obra dearte, um texto, uma poesia), ou abstrata (um movimento, uma expressão corporal ou gestual, uma brincadeira, um sonho,um relato da imaginação ativa); podemos citar linguagens de sons, do toque, da fala e da escrita (Adriana Friedmann. P14, Revista Pátio. Ano III n° 8).A criança aprende vivenciando, experimentando nas mais diversas formas simbólicas. Elas são sinceras everdadeiras demonstram através das suas emoções, o que pensam o que querem, ou quando não estão gostando dealgo. Nesta Fase do 0 a 3 anos de idade não se intimidam em falar o que pensam, fica fácil para o professor trabalhar eaprimorar as diferentes linguagens dos seus alunos, estimulando-os através da hora da rodinha, em passeios, naspróprias atividades que está sendo trabalhado, na hora da alimentação, da troca, no parque, etc...
  • 89. 89OBJETIVO GERAL Proporcionar um ambiente agradável que possibilite à criança a participar de variadas situações decomunicação oral, para interagir e expressar desejos, necessidade e sentimento por meio da linguagem,contando suas vivências e interagindo com o meio social, familiar e no contato cotidiano com livros, revistas,histórias em quadrinhos. As crianças têm ritmos próprios e a conquista das suas capacidades lingüísticas sedá em tempos diferenciados.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Estimular a fala e pronuncia correta das palavras. Oportunizar variadas situações de comunicação oral e escrita. Oferecer oportunidade para a criança interagir e expressar desejos, necessidades e sentimentos pormeio da linguagem oral, contando suas vivências. Desenvolver a capacidade de atenção e concentração. Desenvolver a capacidade viso motora. Participação em situações de leitura de diferentes gêneros feitas pelo adulto, como contos, poema,parlendas, trava-línguas, etc. Identificar seu nome através de associações de desenhos, figuras, fotos. Proporcionar situações nas quais se faz necessário e no contato cotidiano com livros, revistas, históriasem quadrinhos, etc.
  • 90. 90 Apoiar o desenvolvimento verbal das crianças, trabalhando com a interlocução efetiva entre osparticipantes da conversa. Promover momentos de brincadeiras para que a criança possa se comunicar livremente por gestos, desinais e da linguagem corporal.CONTEÚDOSIConteúdoMATERNALIMATERNALIIUso da linguagem oral para conversar, comunicar-se, relatar suas vivências e expressardesejos, vontades, necessidades e sentimentos, nas diversas situações de interaçãopresentes no cotidiano.I / T TParticipação de situações de leitura de diferentes gêneros feitas pelo adulto como: contos,poemas, parlendas, trava língua.I TParticipação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da leitura, escrita ede figuras.I TObservação e manuseio de materiais impressos como: livros, revistas, jornais, fotos... I / T THistórias, contos (explorar titulo, personagens, autor) I / T TPoesias curtas I TDescrição de figuras, objetos, pessoas... I / T TReprodução de histórias através do desenho I TEstimular a falar corretamente I TExercícios fonoarticulatórios I T
  • 91. 91Desenhos de pessoas ou objetos (produção) I TProdução livre de desenho I TTentativas de identificação do nome oralmente IExploração e identificação dos objetos na caixa surpresa I / TRasgadura, jornais, revistas... I TEstimulação da linguagem no plural/singular, diminutivo/aumentativo quando necessário I TManipulação de jogos de memória, de encaixe, quebra cabeça, propaganda, rótulos,panfletos, recados.I TEstimulação de transmissão de recados I TVídeo educativo, filmes infantis ( observação) I TCartazes, mural, crachás de nome (elaboração, exposição) I TObservação: Além da conversa constante, os cantos, a música, e a escuta de histórias também propiciam odesenvolvimento da oralidade. A leitura de textos escritos pelo professor, em voz alta, em situações que permitem aatenção e a escuta das crianças. , seja na sala, no parque, passeio, debaixo de uma árvore, antes de dormir, numaatividade específica para tal fim, etc; fornece às crianças um repertório rico em oralidade e em sua relação com a escrita.
  • 92. 92ESTRATÉGIAS Disponibilizar na creche dos mais variados gêneros: textos, livros, jornais, revistas, cartazes; estando estesdisponíveis para serem manuseados pelas crianças. Rodinha de conversa, história. Usar rádio, DVD, CDs, TV, e vários equipamentos eletrônicos que visem o conhecimento e o desenvolvimento dacriança. Desenhos e pinturas com guache, giz de cera, pincel, lápis, esponja, rolos, com a mão, painéis coletivos eindividuais. Passeios, visitas ao redor da escola, ou em outros locais, fazer relatos e desenhos. Experiências vivenciadas pelos alunos. Leitura e identificação dos mais variados rótulos, panfletos, receitas. Deixar as crianças levarem um livro para casa, para ser lido junto com seus familiares.AVALIAÇÃOA avaliação se dá por situações diversas para que se possa observar a evolução das crianças é possívelaproveitar as inúmeras ocasiões em que às crianças falam, lêem, desenham, gesticulam, para fazer umacompanhamento do seu progresso. A observação é o principal instrumento para que o professor possa avaliar oprocesso de construção da linguagem pelas crianças. È imprescindível que os parâmetros de avaliação tenham estreitarelação com as situações didáticas propostas as crianças.
  • 93. 93A LEGISLAÇÃOA atual legislação educacional brasileira dispõe de um conjunto de documentos que abordam ou mesmo orientamno sentido de se definir critérios de qualidade para a infra-estrutura das unidades de Educação Infantil.A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB/96 – Lei no. 9.394/96), que disciplina a educaçãooferecida em todos os níveis- desde a Educação Infantil até o ensino superior. Na LDB/96 os recursos públicosdestinados a educação devem ser aplicados em manutenção, e no desenvolvimento do ensino publico, o quecompreende o que ¨a aquisição, manutenção, construção, conservação e instalação equipamentos necessários aoensino”(alínea IV do artigo 70).A LDB define, entre outras coisas, que a educação infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral dascrianças até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação dasfamílias e da comunidade” (art.29). Afirma que a criança é cidadã agora, e não somente no futuro. Portanto, deve serrespeitada enquanto ser em desenvolvimento, com necessidades e características especificas. Com a LDB, os direitos dacriança, no que diz respeito a educação, assegurados na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente,transformam-se em diretrizes e normais que deverão ser regulamentadas e uma série de procedimentos. Como isso, aLDB pretende valorizar as atividades desempenhadas nas creches, pré-escolares regularizando a integração do cuidadocom a educação.São apresentados e discutidos os seguintes artigos mais importantes sobre a educação infantil da nova LDB.Art.21 A Educação escolar compõe-se de:I – Educação Básica formada pela educação Infantil, ensino Fundamental e ensino médio; II – Ensino superior.
  • 94. 94Art. 29 A educação Infantil, primeira etapa da educação Básica tem por finalidade o desenvolvimento integral da criançaaté 6 anos de idade. Em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementado a ação da família e dacomunidade.Além disso, nesse artigo outra questão é essencial: A discussão sobre o papel da família. A CRECHE NãoSubstitui a educação Familiar. Ela complementa. Assim, nem tudo pode ficar sob a responsabilidade das instituições deEducação Infantil. Por isso, fica claro a importância de um bom relacionamento entre a família e estas instituições, e anecessidade dos filhos ficarem em casa com seus pais em época de férias dos mesmos.Art.62 A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em cursos de licenciatura, degraduação plena, em Universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para oexercício do magistério na educação infantil, e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, oferecida em nívelmédio na modalidade norma....E Preciso formar o educador através das observações, discussões, reflexão sobre suas ações continua nointerior da creche ou pré-escolar. Um espaço, dentro do horário de trabalho, para uma formação profissional plenamente.Este é um dos grandes passos para a valorização de todos os profissionais de educação infantil.Art.30 A Educação Infantil será oferecida em:I Creches, ou entidades equivalentes, para crianças até 3 anos de idade;II Pré-escolares para crianças de 4 a seis anos de idade.Art.31. Na Educação infantil a avaliação se fará mediante acompanhamento e registro de seus desenvolvimentos, semobjetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.
  • 95. 95Os subsídios “para Credenciamento e Funcionamento de Instituições de Educação Infantil” (Brasil, 1998c), aorganização dos ambientes das Unidades de educação Infantil é vista como importante para o desenvolvimento dascrianças dos adultos que nela convive, mais o uso que ambos fazem destes espaço/lugares que influenciam a qualidadedo trabalho. Sejam Creches, pré-escolar, parques infantis, etc. Em todo as diferentes instituições de Educação Infantil[...]O espaço físico expressará a Pedagogia adotada ( p.83). para tantos recomenda-se a criação e a implementação dosConselhos de Educação dos Estados e de Educação dos Municípios, que assumam suas funções de órgãofiscalizadores normativos, deliberativo e de controle social, também o que se refere a qualidade dos ambientes deeducação.Referencial Curricular Nacional Para a educação Infantil. (RCNEI) é um documento oficial (COEDI-MEC,1998.)contém um capitulo introdutório que apresenta concepções e princípios sobre o desenvolvimento da educaçãoInfantil. Na segunda parte, o referencial apresenta o brincar, identidade e autonomia e o maior determinante dasinterações humanas. No final, os autores optaram por indicar as bases que asseguram a constituição do que umaproposta pedagógica para cada faixa etária. Assim, é importante que todos os educadores conheçam os seus teores,pois eles orientam sobre os aspectos mais relevantes nas buscas de um atendimento de qualidade na educação infantil.O documento define-se, ainda, o perfil do profissional de educação infantil, demonstrando, através de exemplos diversasformas adequadas de organizar consumir, e avaliar seus trabalhos junto às crianças e famílias. Esse documento é umaconquista recente. Elaborado por iniciativa por MEC, suas propostas é servir a base para a produção de umaprogramação pedagógica, planejamento e avaliações em instituição de rede dos municípios.Os referenciais mostram um caminho a ser seguido, a cada instituição deverá organizar a sua propostapedagógica adequando a sua realidade. O referencial não é um fim e sim um meio.Estatuto da Criança e do adolescente é o que rege os direitos e princípios da criança e do adolescente. Tambémfiscaliza as Políticas Públicas voltada para a infância e adolescência. Tem como objetivo assegurar os direitos
  • 96. 96fundamentais, que assegurem o desenvolvimento infantil com dignidade e liberdade. O ECA coloca de maneira clara acriança na posição de sujeito de direitos, indicando um novo paradigma social diante ao atendimento à crianças eadolescentes no Brasil.CONSELHO TUTELAR: - encarregado de zelar pelo cumprimento do ECA necessita de mais integração com as escolas.
  • 97. 97CONSIDERAÇÕES FINAISÉ importante ressaltar que se a Educação Infantil agora constitui a primeira etapa da Educação Básica, e a crechepertence a ela, então, deve-se aplicar todos os princípios legais e diretrizes voltadas para a educação de forma geral.Portanto, Creche não é mais um depósito de criança, devemos visar à qualidade de ensino com profissionaisqualificados, respeitando o número de crianças em sala de aula, com espaço adequado e que proporcione segurança etranqüilidade.A presente proposta pedagógica do Município de Itapoá, abordou alguns aspectos relevantes que sãoimprescindíveis para a melhoria permanente da qualidade de atendimento as crianças como: concepção de criança e seudesenvolvimento, perfil do professor, relações estabelecidas, com as famílias das crianças, adaptação, alimentação,conteúdos programáticos, avaliação e outros..., sempre equilibrando a teoria com a prática.
  • 98. 98A EDUCAÇÃO INFANTIL NA PRÉ-ESCOLAFUNDAMENTAÇÃO TEÓRICO METODOLÓGICAO Cuidar e o EducarA educação de crianças de zero a seis anos, segundo SANTANA (2006, p. 36), comporta especificidades queprecisam ser consideradas. Essas especificidades, de acordo com o Referencial Nacional para a Educação Infantil(RECNEI), já citadas neste documento, são afetivas, emocionais, sociais e cognitivas.O cuidar e o educar, dois elementos que devem compor toda prática educativa nas Instituições, se interconectame ao mesmo tempo possuem características bem particulares, SANTANA (2006, p. 37).O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil considera que educar é:(...) propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuirpara o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitudebásica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidadesocial e cultural (1998, p. 23)Falar em cuidado na Educação Infantil, de acordo com SANTANA (2006, p. 37), diz respeito ao apoio que acriança necessita para se desenvolver em sua plenitude.Cuidar, diz respeito ao zelo, à atenção e se desdobra em atividades ligadas à segurança e proteção necessárias aocotidiano de qualquer criança, tais como alimentação, banho, troca de fralda e outros em relação à higiene, proteção econsolo. Esses cuidados, não podem ser compreendidos como algo dissociado do ato de educar, pois todas essas açõesfazem parte do processo educativo e são traduzidas em contato e interações presentes no ambiente educativo.
  • 99. 99O ato de cuidar e educar, possibilita o desenvolvimento de uma estreita relação entre adultos e crianças. Elasprecisam de educadores afetivos que promovam o seu contato com o mundo que as cerca.SANTANA (2006, p. 38), destaca a dimensão afetiva do ato de educar e educar na Educação Infantil. A dimensãodo afeto precisa ser contemplada na formação inicial e continuada dos profissionais da Educação Infantil, pois muitaseducadoras têm dificuldade em expressar esse afeto. É necessário ainda que as manifestações de afeto sejammanifestadas por todas as crianças indistintamente, respeitando e procurando conhecer mais sobre a cultura de cadauma.A relação com as famíliasO Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (RECNEI) apontam para a importância de uma especialatenção com a relação entre as instituições e as famílias, para que possam ser atendidas as necessidades atuais de umasociedade mais democrática e pluralista.Uma concepção equivocada de que as famílias dificultam o processo de socialização das crianças, tem norteado aprática educativa nas Instituições. Segundo o Referencial, esta concepção traduz um preconceito que gera açõesdiscriminatórias, impedindo o diálogo entre família e instituição:(...) A valorização e o conhecimento das características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que compõem anossa sociedade, e a crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes indicam que, novos caminhos devem sertrilhados na relação entre as instituições de educação infantil e as famílias (RECNEI, p. 76).Visões mais atualizadas apresentadas no documento acima citado propõem que se rejeite a idéia de um únicomodelo padrão de instituição familiar.
  • 100. 100O acolhimento das diferentes culturas, valores e crençasO Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil ressalta que, a pluralidade cultural que caracteriza apopulação brasileira, marca também as instituições de educação infantil. É de fundamental importância que se acolha asdiferentes culturas o que não pode se limitar às comemorações festivas, e a eventuais apresentações de danças típicas.SANTANA (2006, p. 38), chama atenção para que não silenciemos diante de atitudes discriminatóriaseventualmente observadas, um fator importante na construção de práticas democráticas e de cidadania para todos.A LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), afirma segundo a autora que a educação escolaré laica, sendo de responsabilidade da família a formação religiosa das crianças. Segundo SANTANA (2006, p. 43),muitas vezes a religião se apresenta na escola como um elemento doutrinário ou inibidor de diferentes experiências. Aautora ressalta que, considerando que o próprio sentido da religião é o de promover a paz, é preciso entender que asatividades pedagógicas também devem se voltar para esta perspectiva e favorecer a possibilidade do diálogo, do respeitoe da valorização das diferentes culturas que compõem a formação da sociedade brasileira.
  • 101. 101A construção social da criançaAo longo da história, diferentes concepções acerca do desenvolvimento e da aprendizagem humana vem sidotraçadas na psicologia. Segundo OLIVEIRA (2002, p. 125), elas buscam responder como cada um chegou a ser aquiloque é e mostrar quais os caminhos abertos para mudanças nessas maneiras de ser e quais as possibilidades de cadaindivíduo para aprender.Fatores como hereditários e ambientais fundamentaram propostas e práticas pedagógicas nas Instituições. Pararesponder ao impasse criado pelas posições precedentes, descreve OLIVEIRA (2002, p. 126), surgiu na psicologia umacorrente que advoga a existência de uma relação de recíproca constituição entre indivíduo e meio, a vertenteinteracionista. Segundo ela, o desenvolvimento humano não decorre da ação isolada de fatores genéticos que buscamcondições para o seu amadurecimento, nem de fatores ambientais que agem sobre o organismo, controlando seucomportamento. Decorrem antes, das trocas recíprocas que se estabelecem durante toda a vida, indivíduo e meio, cadauma influindo sobre a outra.Nessa concepção, segundo OLIVEIRA (2002, p. 126), todo indivíduo inscreve-se em uma linha dedesenvolvimento condicionada tanto pelo equipamento biocomportamental da espécie quanto pela operação demecanismos gerais de interação com o meio. Ao mesmo tempo em que a criança modifica o seu meio, é modificada porele, ou seja, ao constituir seu meio, atribuindo-lhe a cada momento determinado significado, a criança é por eleconstituída; adotando formas culturais de ação que transformam sua maneira de expressar-se, pensar, agir e sentir.PALANGANA (1994, p. 124), caracteriza como interacionista a teoria que, através do processo de conhecimento oqual implica em uma relação entre o sujeito que busca conhecer o objeto, de tal forma que entre ambos estabelecem-serelações recíprocas que modificam tanto o primeiro quanto o segundo. Ocorre que, segundo a autora, alguns autoresmesmo apostando na interação para que o conhecimento se realize e mesmo sendo interacionistas, terminam por atribuirora maior ênfase ao sujeito, ora ao objeto.
  • 102. 102PALANGANA (1994, p. 149), mostra que, na perspectiva interacionista de Piaget e Vygotsky, o papel do socialsofre alterações qualitativas, no que diz respeito aos processos de desenvolvimento e aprendizagem. A autora coloca asdivergências significativas entre o interacionismo implícito na concepção piagetiana e aquele proposto por Vygosty.Cito algumas considerações de PALANGANA (1994, p. 149 e 150), em relação ao pensamento de Piaget eVygostky:Para Piaget, a interação propriamente dita, só ocorre com a constituição do pensamento operatório, quando acriança já está superando as limitações características do egocentrismo, que marca os primeiros estágios de seudesenvolvimento. Nessa perspectiva, a comunicação entre os homens na atividade prática – que na abordaghem sócio-interacionista aparece como principal fator no desenvolvimento das funções psicológicas – é, segundo a autora, naconcepção piagetiana, secundarizada em favor dos mecanismos de construção do pensamento.PALANGANA (1994, p. 150), ressalta ainda que, ao definir a linguagem apenas como uma das funções simbólicas,Piaget demonstra que sua postura teórica não está voltada, prioritariamente, para a interação social. Postulando apresença de uma inteligência inicialmente prática, destituída de linguagem, Piaget desvincula a formação do pensamento,da aquisição lingüística, como se o primeiro fosse anterior e independente da segunda.Vygosty, por sua vez, refere-se ao meio social como sendo o contexto das relações que os homens, diariamenteestabelecem entre si e com a natureza na luta por garantir a satisfação das suas necessidades básicas. Vygosty entende,portanto, segundo a autora que a natureza humana é, desde o início, essencialmente social, na medida em que ela seorigina e se desenvolve, na, e pela atividade prática dos homens.Nesse raciocínio, segundo PALANGANA (1994, p. 150) a linguagem ocupa um papel central no processo dedesenvolvimento, e é apropriando-se dos significados veiculados por essa linguagem que o indivíduo apreende oconhecimento disponível em sua cultura e se desenvolve.
  • 103. 103Segundo a autora, Vygostky apóia-se no materialismo histórico, permitindo-lhe defender um interacionismo ondese prioriza, de fato, a interação entre indivíduo e meio ambiente, admitindo-se dessa forma, uma determinação mútuaentre ambos.Desse modo, não há no construtivismo piagetiano trocas recíprocas, influências eqüitativas entre os dois pólos daunidade de conhecimento, o que caracteriza a natureza da abordagem interacionista PALANGANA (1994, p.152).A autora mostra que os estudos apresentados por ela, permitem observar os avanços da proposta de Vygotsky emrelação à de Piaget, quando analisadas do ponto de vista da matriz epistemológica que dá sustentação aointeracionismo.Segundo PALANGANA (1994, p. 152), tanto a obra de Vygostky como a de Piaget, trazem contribuições desingular importância aos profissionais que se ocupam dos complexos processos de desenvolvimento e aprendizagem noser humano. Coloca ainda que, ao assumir um interacionismo pautado na dialética-materialista, Vygotsky e seuscolaboradores abrem uma nova via de reflexão a respeito de como ocorre a constituição e o desenvolvimento do serhumano. Ao salientar a importância das trocas sociais, ou seja, da interação, entre sujeitos em um espaço histórico esocialmente determinado, desloca-se o processo de conhecimento da ação individual para uma ação conjunta, cujo valorformativo dependerá da internalização das normas culturalmente valorizadas que regem tais interações.Conforme cita HENTZ (1998, p. 17 – Proposta Curricular de SC), a concepção sociointeracionista, na sua origem,tem como preocupação a compreensão de como as interações sociais agem na formação das funções psicológicassuperiores. Estas não são consideradas uma determinação biológica. São resultados de um processo histórico e social.As interações sociais vividas por cada criança , segundo o autor são, dessa forma, determinantes no desenvolvimentodessas funções.Nessa concepção o professor passa a ser o mediador entre o conhecimento historicamente acumulado e o aluno,conforme cita HENTZ (1998, p. 17), no documento o processo pedagógico passa a ter um sentido ético mais marcado doque em muitas outras concepções.
  • 104. 104Essas concepções classificavam os alunos em capazes e incapazes de aprender, o que vem a ser rompido com aconcepção histórico-cultural, à medida que se consideram todos capazes de aprender e compreende que as relaçõesestabelecidas pela criança com seus pares são segundo HENTZ, fatores de apropriação do conhecimento. O autorcoloca ainda que a escola tem uma responsabilidade ética com a aprendizagem de todos, uma vez que ela éinterlocutora privilegiada nas interações sociais dos alunos.Se assumirmos a responsabilidade para com a criança que trabalhamos, e temos uma concepção de que ela é umcidadão, ou seja, um sujeito de direitos, cabe a nós professores estarmos atentos às teorias que fundamentam a nossaprática pedagógica junto à criança.Organizando o trabalho pedagógico no dia a diaSegundo a Proposta Curricular de Santa Catarina (1998, p. 27), a organização do trabalho no interior da instituiçãobaseia-se em diferentes competências e responsabilidades entre os profissionais, quer sejam membros dirigentes,educadores, e demais envolvidos na prática pedagógica.O trabalho do professor desenrola-se, de acordo com o referido documento, em uma dinâmica que está vinculadaa diferentes instâncias de organização inter e extra grupo, da instituição e da comunidade.Toda prática pedagógica é desenvolvida nessa cadeia de relações que parte da Proposta Curricular (documentoaqui proposto), que irá nortear os Projetos Pedagógicos nas Instituições e conseqüentemente a ação do professor, quedeve levar em conta o grupo e/ou a criança com quem vai trabalhar, suas características e especificidades.Para tornar concreta esta proposta nas Instituições de Educação Infantil, optamos aqui pelos eixos organizadoresque fundamentam a Proposta Curricular de Santa Catarina: a linguagem, a brincadeira, as interações e a organizaçãoespaço-temporal.
  • 105. 105Conforme o documento citado acima, considerar a linguagem como um dos eixos do trabalho é compreendê-la emseu papel mais fundamental, isto é, a possibilidade de estabelecer interações e o fato de ser constituidora dopensamento. A linguagem evidencia-se em todos os momentos, é mediada pela comunicação entre o adulto e a criança.Segundo esta proposta, nas diversas situações do cotidiano é importante as crianças manifestarem suas opiniões,ouvirem os outros, descreverem situações, recordarem fatos, darem recados, relatarem acontecimentos históricos,passeios, brincadeiras, ouvir e contar histórias, produzir e comparar escritas.Segundo GOULART (2007, p.73), a linguagem está onde o homem está, pela necessidade de interagir, de trocar,de comunicar. Cita ainda que somos seres linguageiros (grifo nosso).A autora relata em seu texto que, o desenvolvimento humano foi marcado através dos tempos por inúmerastransformações e descobertas e por necessidades criadas em função dessas mudanças. Todos têm o direito de teracesso a esses conhecimentos acumulados historicamente e de conhecer os contextos em que foram produzidos,considerando que, a linguagem escrita ocupa papel fundamental nesse processo.Nesse sentido todo trabalho deve ser pautado nos usos e funções reais da escrita, conforme cita GOUVEIA EORENSZTEJN (2007,p. 35):A língua deve entrar na escola da mesma forma que existe vida afora, ou seja, por meio de práticas sociais de leitura eescrita. A perspectiva é formar alunos que saibam produzir e interpretar textos de uso social – orais e escritos – e quetenham trânsito livre nas várias situações comunicativas que permitem plena participação no mundo letrado. (...) implicacolocar o aluno em contato sistemático com o papel de leitor e escritor, compartilhando a multiplicidade de propósitosque a leitura e a escrita possuem: ler por prazer, para se divertir, para buscar alguma informação específica, parapartilhar emoções com os outros, para contar o que leu e recomendá-lo aos outros, escrever para expressar idéias, paraorganizar os pensamentos, para aprender mais, para registrar e conservar como memória, para informar, para expressarsentimentos, para se comunicar à distância, para influenciar os outros.Criar um contexto de letramento nas escolas desde a Educação Infantil é uma tarefa das mais importantes quandoo objetivo é formar leitores e escritores desde o início do processo de alfabetização, que tem lugar muito antes de osalunos serem formalmente alfabetizados segundo as autoras.
  • 106. 106GOUVEIA e ORENSZTEJN (2207, p. 35), colocam ainda que, esse contexto escolar de letramento representa umaabertura de possibilidades, um exercício do direito de aprender na escola, as práticas de leitura e escrita tal comoacontecem na vida. É dessa forma que se pode favorecer a plena participação dos alunos no mundo da cultura escrita efinaliza citando David R. Olson:Ao lidar com a língua escrita, seja lendo ou escrevendo, toam-se consciência de duas coisas simultaneamente: do mundoe da linguagem. A língua serve exatamente para isso: para o discurso sobre o mundo”.Oferecer ainda, conforme sugere a Proposta Curricular de Santa Catarina (1998, p. 30), a oportunidade de realizara leitura de obras de arte, visitas a exposições, museus, bibliotecas, teatros, etc, introduzem as crianças em outrasformas de linguagem plástica e visual, que irão possibilitando a compreensão das mais diferentes formas de expressão,constituindo a identidade e a história de cada grupo.Compreender a brincadeira como mais um eixo organizador do trabalho pedagógico, é de fundamentalimportância, pois é através dela que se estabelece o vínculo ou o elo entre o real e o imaginário. É através da brincadeira(faz-de-conta) que a criança tem a possibilidade de trabalhar com a imaginação, pois a realidade se constrói pela fantasiae a fantasia constrói a realidade. (Proposta Curricular de Santa Catarina, p. 30)Segundo OLIVEIRA (2002, p. 159), o jogo simbólico ou de faz-de-conta, é ferramenta para a criação da fantasia,necessária a leituras não convencionais do mundo. Abre caminho para a autonomia, para a criatividade, a exploração designificados e sentidos. Atua ainda, segundo a autora, sobre a capacidade da criança de imaginar e de representar,articulada com outras formas de expressão. Os jogos servem ainda, para a aprendizagem de regras socialmenteconstruídas.Ao brincar, afeto, motricidade, linguagem, percepção, representação, memória e outras funções cognitivas estãoprofundamente interligados, conforme OLIVEIRA (2002, p. 160). A brincadeira favorece também, o equilíbrio afetivo da
  • 107. 107criança e contribui para o processo de apropriação de signos sociais, cria condições para uma transformação significativada consciência infantil, por exigir formas mais complexas de relacionamento com o mundo.A brincadeira permite ainda a construção de novas possibilidades de ação e formas inéditas de arranjar oselementos do ambiente. No campo interpsicológico produzido pelas interações infantis nas brincadeiras, OLIVEIRA(2002, p. 161) descreve que, quando a criança e seus parceiros confrontam suas próprias “zonas de desenvolvimentoproximal” (Vygotsky), leva-os a representar a situação de forma cada vez mais abstrata e a construir novas estruturasauto-reguladoras da ação, ou seja, modos pessoais historicamente construídos de pensar, sentir, memorizar, mover-se,gesticular, etc.É necessário que, nas Instituições de Educação Infantil seja oferecida a possibilidade da brincadeira ou de jogossimbólicos, que podem ser organizados livremente pelas crianças ou pelo educador, porém de livre opção delas. É defundamental importância que as crianças participem da confecção dos mais diferentes materiais utilizados como suportenas brincadeiras: fantasias, máscaras, fantoches, etc. (Proposta Curricular de Santa Catarina, 1998, p. 30).Organizar a prática pedagógica, pressupõe, segundo o documento acima citado, um tipo específico de interações,ou seja, interações que possibilitem trocas, qualificando-as enquanto interações de aprendizagem.É importante considerar que, essas trocas nem sempre acontecem de forma harmoniosa, existindo conflitos,fazendo-se necessário que o educador reflita sobre suas causas e trabalhe a partir delas.Outro eixo fundamental no trabalho do educador é a organização espaço-temporal, que traduz na prática aconcepção de educação e a postura assumida por esse profissional.A organização do espaço e do tempo pressupõe que as crianças tenham acesso aos materiais e brinquedos, eainda a possibilidade de escolha para vivenciar os momentos de situações livres. Quanto maiores às crianças, maiordeve ser a diversificação dos objetos, vinculando-os às mais diversas possibilidades de brincadeiras.
  • 108. 108Segundo OLIVEIRA (2002, p. 191), preparar um cenário para a emergência de interações promotoras dodesenvolvimento, subordina-se à necessidade de que o arranjo das condições de aprendizagem articule adequadamenteconteúdos, atividades, horários, espaços,objetos e parceiros disponíveis.Tais elementos segundo a autora, formam uma ecologia culturalmente estabelecida que é apropriada pela criançade forma singular, como ferramenta disponível para a realização de suas metas em cada situação. Ela aponta que cadavez mais as Instituições de Educação Infantil devem dedicar especial atenção e planejamento, pois as pesquisasdemonstram a importância da significação que a criança empresta ao ambiente físico, que pode lhe provocar medo oucuriosidade, irritabilidade ou calma, atividade ou apatia.Nessa perspectiva, a autora busca mostrar que, um ambiente é carregado de símbolos que chamam a atençãodas crianças para certos aspectos e devem ser considerado como um campo de vivências e explorações, zona demúltiplos significados para a criança, funciona ainda, como um recurso de desenvolvimento, e, para isso, ele deve serplanejado pelo educador, parceiro privilegiado de que a criança dispõe.A organização de atividades culturalmente significativasSegundo OLIVEIRA (2002, p. 225), na história da pedagogia observamos dois contextos de aprendizagemdiferenciados, o primeiro deu ênfase maior a experiências que trazem um maior distanciamento da vivência cotidiana,realizadas em ambientes especiais, simplificados e/ ou estruturação especialmente planejada para fortalecer odesenvolvimento de certas funções psicológicas, havendo assim uma maior abstração e formalização. O segundopropõem experiências infantis contextualizadas, de maior significação na vida pessoal e maior envolvimento emocional.Neste segundo contexto, observa autora, ganham forças as releituras propostas como as de Dewey, Freinet eoutros, com base em autores como Vygotsky (e outros autores da chamada psicologia sócio-histórica), para quem as
  • 109. 109funções psicológicas complexas são formadas em situações culturalmente significativas das quais o elemento afetivo éparte inerente.Segundo MOREIRA apud AUSUBEL (2006, p. 19), aprendizagem significativa pressupõe:A essência do processo de aprendizagem significativa é que, idéias simbolicamente expressas sejam relacionadas, demaneira substantiva (não literal) e não arbitrária, ao que o aprendiz já sabe, ou seja, a algum aspecto de sua estruturacognitiva especificamente relevante (isto é, um subsunçor) que pode ser por exemplo, uma imagem, um símbolo, umconceito ou uma proposição já significativos.Para MOREIRA, (2006, p. 19), uma das condições para ocorrência de aprendizagem significativa é que o materiala ser aprendido seja relacionável (ou incorporável) à estrutura cognitiva do aprendiz, de maneira não arbitrária e nãoliteral. Um material com essa característica é dito potencialmente significativo (grifo do autor).A teoria da aprendizagem significativa coloca duas condições para que ela ocorra: uma delas é que o material sejapotencialmente significativo e a outra é que o aprendiz manifeste uma disposição para relacionar, de maneira substantivae não arbitrária, o novo material potencialmente significativo, à sua estrutura cognitiva (MOREIRA, 2006, p. 20). Essascondições segundo o autor, colocam que, não basta o material ser significativo se o aprendiz não tiver intenção deapreendê-lo, ou seja, se a intenção for somente de memorizar, tornando tanto o processo de aprendizagem como seuproduto mecânicos.Se o significado propriamente dito, é um produto da aprendizagem significativa, implica a preexistência conformeMOREIRA (2006, p. 21), de significados. O autor coloca em questão como esse processo se inicia. Descreve que, aaquisição de significados para signos ou símbolos de conceitos ocorre de maneira gradual e indiossincrática em cadaindivíduo. Cita o exemplo em crianças pequenas, que, os conceitos são adquiridos , principalmente pelo processo deformação dos mesmos, o qual é um tipo de aprendizagem por descoberta, envolvendo geração e testagem de hipótesesbem como generalizações, a partir de instâncias específicas.
  • 110. 110O autor coloca ainda que, ao atingir a idade escolar, a maioria das crianças já possui um conjunto adequado deconceitos que permite a ocorrência de aprendizagem significativa por recepção.MOREIRA apud AUSUBEL (2006, p. 22), coloca que os primeiros subsunçores (grifo nosso) são adquiridos porformação de conceitos, os quais criam condições para assimilação de conceitos, a qual passa a predominar em criançasmais velhas.MOREIRA cita AUSUBEL, que propõe o uso de organizadores prévios (grifo do autor) que sirvam deancoradouro para o novo conhecimento e levem ao desenvolvimento de conceitos subsunçores que facilitem aaprendizagem subseqüente. O autor conceitualiza os organizadores prévios, colocando que, são materiais introdutórios,apresentados antes do próprio material a ser aprendido, porém, em um nível mais alto de abstração, generalidade eexclusividade do que esse material.A principal função dos organizadores prévios segundo AUSUBEL citado por MOREIRA (2006, p. 23), é de servirde ponte entre o que o aprendiz já sabe e o que ele precisa saber para que possa aprender significativamente o novoconhecimento, chamando-as de pontes cognitivas.O desenvolvimento cognitvo é, de acordo com AUSUBEL apud MOREIRA, um processo dinâmico no qual novos eantigos significados estão, constantemente interagindo e resultando em uma estrutura significativa mais diferenciada, aqual tende a uma organização hierárquica, na qual conceitos e proposições mais gerais ocupam o ápice da estrutura eabrangem, progressivamente, proposições e conceitos menos inclusivos.OLIVEIRA (2002, p. 234), coloca que, outra tendência que tem se apresentado de forma cada vez mais freqüenteé a organização do currículo da Educação Infantil ao redor de atividades auto-relacionadas e autodirigidas em projetosdidáticos. Estes, segundo a autora, reconhecem a importância de a criança ter, desde cedo, experiências com os objetosda cultura por meio de atividades como cantar, tocar instrumentos musicais, ouvir histórias, brincar com areia e água,passear, construir, observar animais e cuidar deles, etc.
  • 111. 111Os projetos didáticos organizam-se segundo temas sobre os quais as crianças vão tecer redes de significações eabrem de acordo com OLIVEIRA (2002, p. 235) possibilidades para cada criança indagar, criar relações e entender anatureza cognitiva, estética, política e ética de seu ambiente, atribuindo-lhe significados.A organização do currículo por projetos de trabalho também proposta por HERNÁNDEZ (1998) coloca a Escola eas práticas educativas conectadas a um sistema de concepções e valores culturais que fazem com que determinadaspropostas tenham êxito quando “se conectam” (grifo do autor) com algumas das necessidades sociais e educativas.Segundo HERNANDEZ (1998, p. 67), os projetos podem ser considerados como uma prática educativa que tevereconhecimento em diferentes períodos deste século, desde que Kilpatrick, em 1919, levou à sala de aula algumas dascontribuições de Dewey. De maneira especial, aquela em que afirma que o pensamento tem sua origem numa situaçãoproblemática (grifo nosso) que se deve resolver mediante uma série de atos voluntários.HERNANDEZ (2006, p, 73) coloca ainda que, os projetos de trabalho e a visão educativa a qual se vinculamconvidam a repensar a natureza da Escola e do trabalho escolar, pois, requerem uma organização do espaço de formamais complexa, maior compreensão das áreas de ensino e dos temas com os quais os alunos trabalham, o que faz comque o educador atue muito mais como guia do que como autoridade.Segundo o autor os projetos podem contribuir para favorecer, nos educandos, a aquisição de capacidadesrelacionadas com a: Autodireção: pois favorece as iniciativas para levar adiante, por si mesmo e com os outros, tarefas de pesquisa; Inventiva: mediante a utilização criativa de recursos, métodos e explicações alternativas; Formulação e resolução de problemas, diagnóstico de situações e o desenvolvimento de estratégias analíticase avaliativas; Integração: pois favorece a síntese de idéias, experiências e informação de diferentes fontes e disciplinas; Tomada de decisões, já que será decidido o que é relevante e o que vai se incluir no projeto;
  • 112. 112 A comunicação interpessoal, posto que se deverá contrastar as próprias opiniões e pontos de vista com outros,e tornar-se responsável por elas, mediante a escrita ou outras formas de representação.HERNANDEZ (1998, p. 82) coloca que, os projetos tentam manter uma coerência com a noção de conhecimento,de ensino e aprendizagem que “circula” pelo que pretende servir de marcos para orientar-se num itinerário que irá sendoconstruído em cada contexto. “A organização do currículo por projetos de trabalho, torna o conhecimento umcaleidoscópio” (HERNÁNDEZ).O que poderia ser um projeto de trabalho?1. Um percurso por um tema-problema que favorece a análise, a interpretação e a crítica (como contrastes depontos de vista).2. Onde predomina a atitude de cooperação, e o professor é um aprendiz, e não um especialista (pois ajuda aaprender sobre temas que irá estudar junto com os alunos)3. Um percurso que procura estabelecer conexões e que questiona a idéia de uma versão única da realidade.4. Cada percurso é singular, e se trabalha com diferentes tipos de informação.5. O docente ensina a escutar; do que os outros dizem, também podemos aprender.6. Há diferentes formas de aprender aquilo que queremos ensinar (e não sabemos se aprenderão isso ou outrascoisas).7. Uma aproximação atualizada aos problemas das disciplinas e dos saberes.8. Uma forma de aprendizagem na qual se leva em conta que todos os alunos podem aprender, (se encontraremlugar para isso).9. Por isso, não se esquece que a aprendizagem vinculada ao fazer, à atividade manual e à instituição também éuma forma de aprendizagem.
  • 113. 113HERNANDÉZ (1998, p. 86) coloca ainda que, os projetos não se tratam de uma metodologia didática, e sim umamaneira de entender o sentido da ação educativa baseada no ensino para compreensão.Nessa maneira de conceber a educação, o autor propõe que os educandos:a) participam num processo de pesquisa que tem sentido para eles e elas (não porque seja fácil ou porque gostemdele) e em que utilizam diferentes estratégias de pesquisa;b) podem participar do processo de planejamento da própria aprendizagem ec) são ajudados a ser flexíveis, reconhecer o “outro” (grifo do autor) e compreender seu próprio entorno pessoal ecultural.A finalidade do ensino é segundo esta proposta, promover nos alunos, a compreensão dos problemas queinvestigam. Compreender é ser capaz de ir além da informação dada, é poder reconhecer as diferentes versões de umfato e buscar explicações além de propor hipóteses sobre as conseqüências dessa pluralidade de pontos de vista.A proposta de trabalho com projetos que se apresenta, não como um método como já foi dito, mas sim como umaconcepção da educação e da Escola que leva em conta, segundo HERNÁNDEZ (1998, p. 89 e 90): A abertura para os conhecimentos e problemas que circulam fora da sala de aula e que vão além do currículo básico. A importância da relação com a informação que, na atualidade, se produz e circula de maneira diferente da que aconteciaem épocas recentes; os problemas que estudam os saberes organizados; o contraste de pontos de vista e a idéia de quea realidade não “é” senão para o sistema ou para a pessoa que a defina. Daí a importância de saber reconhecer os“lugares” das quais se fala, as relações de exclusão que se favorecem e de construir critérios avaliativos para relacionar-se com essas interpretações. O papel do professor como facilitador (problematizador) da relação dos alunos com o conhecimento, processo no qualtambém o docente atua como aprendiz. A importância da atitude de escuta; o professor como base para construir com os alunos experiências substantivas deaprendizagem. Uma experiência substantiva é aquela que não tem um único caminho, permite desenvolver uma atitudeinvestigadora e ajuda os estudantes a dar sentido a suas vidas (aprender deles mesmos) e às situações do mundo que
  • 114. 114os rodeia. Nesse sentido o diálogo com a gênese dos fenômenos desde uma perspectiva de reconstrução históricaaparece como fundamental. A função dos registros sobre o diálogo pedagógico que acontecem na sala de aula e em diferentes cenários, paraexpandir o conhecimento dos alunos e responsabilizá-los pela importância que tem de aprender dos outros e com osoutros. A organização do currículo não por disciplinas e baseada nos conteúdos como algo fixo e estável, mas sim a partir deuma concepção do currículo integrado, que leve em conta um horizonte educativo (planejado não com metas, mas, sim,como objetivos de processo) para o final da escolaridade básica. Esse horizonte educativo se perfila em cada curso e sereconstrói em termos do que os alunos podem ter aprendido ao final de cada projeto, oficina ou experiência substantiva.O currículo assim se configura como um processo em construção. O que leva ao intercâmbio entre os docentes e a não“fixar” o que se ensina e se pode aprender na escola de uma maneira permanente. Favorece-se a autodireção do aluno a partir de atividades como o plano de trabalho individual, o planejamento semanalou quinzenal do que acontece em sala de aula. Significa que a avaliação faz parte das experiências substantivas de aprendizagem na medida em que permita ao aluno,reconstruir seu processo e transferir seus conhecimentos e estratégias a outras circunstâncias e problemas.O autor coloca ainda que, os projetos assim entendidos apontam outra maneira de representar o conhecimentoescolar, baseado na aprendizagem da interpretação da realidade, orientada para o estabelecimento de relações entre avida dos alunos e professores e o conhecimento qual vão elaborando. Tudo isso, HERNANDÈZ (1998, p. 91) parafavorecer o desenvolvimento de estratégias de indagação, interpretação e apresentação do processo seguido ao estudarum tema ou um problema, que, por sua complexidade, favorece o melhor conhecimento dos alunos e dos docentes de simesmas e do mundo em que vivem
  • 115. 115O professor da Educação InfantilOs profissionais que se dedicam ao cuidado e educação de crianças de 0 à 5 anos de idade , devem considerarfundamental a formação integral de suas crianças, garantindo seus direitos conforme cita o documento do MEC sobre osCritérios para um atendimento em Creches que respeite os Direitos Fundamentais das Crianças (1997): Direito à brincadeira; Direito à atenção individual; Direito a um ambiente aconchegante, seguro e estimulante; Direito ao contato com a natureza; Direito à higiene e à saúde; Direito a uma alimentação sadia; Direito a desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão; Direito ao movimento em espaços amplos; Direito à proteção, ao afeto e à amizade; Direito a expressar seus sentimentos; Direito a uma atenção especial durante seu período de adaptação; Direito a desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa.No dia-a-dia das Instituições as ações de “cuidado e educação” devem estar presentes como aspectosinseparáveis. Nesse sentido buscamos romper com a concepção que convencionalmente tomou conta da EducaçãoInfantil, destinando os cuidados às crianças de 0 à 3 anos que ficam nas creches e a educação às crianças de 4 a 6anos que freqüentam pré-escolas e escolas (Pró-Infantil MEC – Mod III, Unid 2, p. 50).
  • 116. 116No PROINFANTIL, para educarmos crianças de 0 a 6 anos, necessitamos de uma atenção específica com a faixaetária, com o desenvolvimento cognitivo e afetivo e as condições econômicas e sócio-culturais. Todas as criançasnecessitam de cuidados especiais e, para atender às necessidades coletivas e individuais, os professores/ educadoresdevem conhecer a realidade em que trabalham e devem refletir sobre o melhor caminho para organizar a rotina de formaa favorecer o aprendizado, a autonomia, a cidadania e os valores, numa perspectiva que envolva cuidado e educaçãocom a integridade física, psíquica, moral e intelectual das crianças de 0 a 6 anos (Pró-Infantil MEC – Mod III, Unid 2, p.51).O RCNEI – Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998), coloca ainda, que o trabalho direto comcrianças pequenas exige que o professor tenha competência polivalente. Ser polivalente significa que ao professor cabetrabalhar com conteúdos de naturezas diversas que abrangem desde cuidados básicos essenciais até conhecimentosespecíficos provenientes das diversas áreas do conhecimento. Conforme descreve o documento, este caráter polivalentedemanda, por sua vez, uma formação bastante ampla do profissional que deve tornar-se, ele também um aprendiz,refletindo constantemente sobre sua prática, debatendo com seus pares, dialogando com as famílias e a comunidadebuscando informações necessárias para o trabalho que desenvolve.O RCNEI coloca como instrumentos essenciais para a reflexão sobre a prática direta com as crianças: a observação; o registro; o planejamento e a avaliação.Na Educação Infantil, o professor é o parceiro mais experiente que convive mais de perto com as crianças, porisso, torna-se fundamental para sua prática pedagógica observar o que as crianças dizem, de modo a captar uma idéia edevolvê-la ao grupo em forma de desafio, provocação. Tanto as idéias de uma criança em particular como as idéias dogrupo podem ser transformadas em propostas para sua turma. Com a ajuda do professor/ educador as observações e as
  • 117. 117dúvidas de uma criança, e as hipóteses que elas trazem se transforma em conquistas do grupo, descobrindo caminhosque muitas vezes nem imaginamos percorrer. (Pró-Infantil MEC – Módulo II, Unid. 4 p. 49).Para o RCNEI, a implementação e/ou implantação de uma proposta curricular de qualidade depende,principalmente dos professores que trabalham nas instituições, ele é o alicerce de toda ação político pedagógica em prolda criança.Toda a ação educativa nas Instituições de Educação Infantil deve ser compartilhada com seus pares e outrosprofissionais da área, na busca pela construção de projetos educativos de qualidade junto aos familiares e às crianças.A idéia de projeto educativo expressa no Referencial é de um processo contínuo, inacabado e historicamentecontextualizado, que demanda reflexão e debates constantes com todos os envolvidos no processo.O trabalho com crianças com necessidades educativas especiaisA deficiência não é só impossibilidade,mas também é força. Nesta verdade psicológicase encontra o início e o fim da educaçãosocial dos alunos com deficiência.Vygotsky, 1989O PROINFANTIL considera que o conceito de necessidades educacionais especiais não leva em conta apenasaquele grupo da população que apresenta: uma deficiência física, sensorial, orgânica etc., mas todos aqueles queapresentam dificuldades na aprendizagem. Nesse sentido segundo o programa, existem vários fatores que interferem noprocesso ensino-aprendizagem - fatores sociais, culturais, familiares, emocionais – e que no espaço escolar esses
  • 118. 118problemas se manifestam ou se intensificam. Coloca ainda que, as dificuldades da criança para a aprendizagem podemser resultantes de uma causa pessoal, da interação entre o aluno e a escola, ou uma causa social, e estas condiçõespodem não ser determinantes ou permanentes.Para o programa PROINFANTIL a proposta de educação inclusiva, ou seja, educação para todos ( e não apenaspara as crianças com alguma deficiência), exige que as escolas regulares e especiais reavaliem seu papel, repensando aeducação de forma mais abrangente. Crianças devem estar todas juntas aprendendo. A diferença é um fator importantepara o processo ensino-aprendizagem, pois o desenvolvimento do ser humano é mais efetivo quando se tem aoportunidade de realizar trocas com pares em níveis de desenvolvimento diferentes, gerando novos desafios econtribuindo para que as crianças avancem em seus níveis de aprendizagem.A escola, pensando nessa diversidade, deve procurar oferecer oportunidades para que todos alcancem osmesmos objetivos, cada qual no seu ritmo. Além do que, isto pode contribuir para que a escola rompa com sua estruturatradicional e possa oferecer um ensino diversificado, especializado em cada aluno, e não somente educação especialpara os educandos considerados deficientes, pois todos nós somos diferentes, temos nossas dificuldades e precisamosmais de apoio em um determinado contexto ou situação (Pró-Infantil, MEC, Mód. II, Unid. 8, p. 49).O PROINFANTIL cita Vygotsky, que pesquisou e trabalhou com crianças que tinham alguma deficiência, econcluiu que estas deficiências apresentadas trazem uma força antagônica contrária que visa a superação das mesmas.O cérebro humano tem a capacidade de adaptar-se, de inventar novas formas de sobreviver, de criar soluções para osproblemas e as dificuldades que encontra. Vygostky diz ainda que, é mais importante conhecer como a criança reage econvive com sua deficiência do que saber o que esta deficiência impede-a de fazer., e o professor tem um papelfundamental, devendo proporcionar soluções para suas dificuldades e não para que elas apareçam.Esse novo contexto segundo OLIVEIRA (2002, p.246), aponta as instituições escolares como local privilegiadopara a educação das crianças com necessidades educativas especiais, que deve dar suporte ao compromisso técnico de
  • 119. 119garantir-lhes o acesso às conquistas culturais postas a serviço das crianças em geral, como o aprendizado da escrita, docálculo, de noções básicas acerca do mundo e outras habilidades em funções cognitivas variadas.A autora considera ainda que, a educação especial não pode ser mais olhada como um sistema paralelo àeducação geral, e sim fazer parte dela como um conjunto de recursos pedagógicos e de serviços de apoio que facilitem aaprendizagem de todos em turmas regulares.Tudo isso se coloca como um grande desafio para os sistemas, instituições de ensino e professores: encontrarmetodologias de ensino e recursos diferenciados que assegurem êxito na tarefa de atingir os objetivos curricularesbásicos propostos às crianças com necessidades educativas especiais. Para OLIVEIRA (2002, p. 246), quanto mais seestuda sobre o tema, mais forte é a conclusão de que esses recursos são em maior parte, básicos para qualquerprocesso de ensino bem orientado: ambiente organizado, programações diferenciadas, material pedagógico diversificadoe principalmente, um clima de aceitação de diferenças interpessoais.OLIVEIRA (2002, p. 246), coloca a formação continuada como fonte fundamental para conhecer melhor o que sesabe a respeito das possibilidades de trabalho pedagógico de promoção do desenvolvimento de todas as crianças comnecessidades educativas especiais, bem como auxiliá-las na construção de conhecimentos cada vez mais ampliados esignificativos acerca do mundo e de si mesmas.A Avaliação na Educação InfantilSegundo OLIVEIRA (2002, p. 253), a avaliação do desenvolvimento infantil deve atuar como recurso para auxiliaro progresso das crianças. Graças às informações que o processo avaliatório lhe oferecer, o professor poderá sentir-seseguro a respeito da forma como as situações de aprendizagem foram organizadas ou perceber a necessidade demodificá-las. Nesse sentido a avaliação deixa de ser classificatória e centrada no aluno para ser centrada no processo deensino e aprendizagem, ou seja, está também a serviço do planejamento.
  • 120. 120A avaliação educacional requer um olhar sensível e permanente do professor para compreender as crianças eresponder adequadamente ao “aqui e agora” de cada situação, coloca OLIVEIRA (2002, p. 253). Perpassa todas asatividades e sua finalidade não é excluir, mas exatamente o contrário: incluir as crianças no processo educacional eassegurar-lhes êxito em sua trajetória por ele.Segundo a LDB – Lei nº 9394/96 – art. 3: “Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento eregistro do seu desenvolvimento sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental”.Para bem avaliar, descreve OLIVEIRA (2002, p. 254), o professor precisa superar vieses ideológicos e pessoais eproceder ao questionamento de estereótipos que atrapalham sua relação com as crianças. Segundo a autora, as fontespara o estabelecimento de indicadores de avaliação educacional devem levar em conta as teorias, acerca dodesenvolvimento infantil, já elaboradas.Avaliar na Educação Infantil, implica segundo a autora, detectar mudanças em competências das crianças quepossam ser atribuídas ao trabalho realizado nas Instituições em articulação com o cotidiano familiar. Envolve conheceros diversos contextos de desenvolvimento de cada criança, sendo um retrato aberto, que pontua uma históriacoletivamente vivida, aponta possibilidades de ação educativa, avalia as práticas existentes.Trata-se então, de um campo de investigação, não de julgamento, nesse sentido a avaliação deixa de ser centradana criança para estar a serviço de todos os envolvidos no processo educativo: instituição, projeto educativo, professor,planejamento, a criança, etc.Leitura dos QuadrosA leitura dos quadros pode ser feita orientando-se pelo quadro de siglas e pelo quadro de gradação de cores.No sentido horizontal, verificando de acordo com a gradação dos tons de cinza em qual etapa o trabalho deverá serdesenvolvido com maior ênfase, e no sentido vertical podendo-se identificar as capacidades a serem trabalhadas na Pré-escola nos diversos níveis: Jardim I, II e III.
  • 121. 121QUADRO DE IDADESDe acordo com a Resolução Nº 005/2006 do Conselho Municipal de Educação de Itapoá em seus art. 3º e 9ºparágrafo 2º, as Pré-escolas organizarão seus grupos respeitando os seguintes parâmetros:JARDIM I 3 até 4 anos completos até 31/12JARDIM II 4 até 5 anos completos até 31/12JARDIM III 5 até 6 anos completos até 31/12QUADRO DE SIGLAS6I INTRODUZIRT TRABALHARC CONSOLIDARA letra “I” significa introduzir, indicando que a capacidade deve ser trabalhada com ênfase menor, a letra “T”significa trabalhar, indicando que o trabalho deverá ser desenvolvido sistematicamente, e a letra “C” significaconsolidar, indicando que este conhecimento deve ser consolidado até o final do período de trabalho com este grupo decrianças. Quando aparece a letra “I/T” juntas, significa que esta capacidade deve ser desenvolvida mais cedo e que emum mesmo ano deverá ser desenvolvida e trabalhada.6BATISTA, Antonio Gomes et al. Alfabetização e Linguagem: Capacidades Lingüísticas da Alfabetização. 2006, vol. 1, p.17.
  • 122. 122QUADRO DE GRADAÇÃO DE CORES7I I/T T CEste tom mais clarosignifica que a capacidadedeve ser introduzida, parapossibilitar que os alunosse familiarizem com oconhecimento em foco.Este tom médio significa que a capacidade deve sertrabalhada de maneira sistemática, para que ascrianças possam dominar este conhecimento.O tom mais escuro significa queo conhecimento/ capacidadetendo sido trabalhadasistematicamente, deve serenfatizada de modo a assegurara sua consolidação.7BATISTA, Antonio Gomes et al. Alfabetização e Linguagem: Capacidades Lingüísticas da Alfabetização. 2006, vol. 1, p.16 e 17.
  • 123. 123FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL – IDENTIDADE E AUTONOMIAOBJETIVOS8 Ter uma imagem positiva de si, ampliando a sua autoconfiança, identificando cada vez mais suas limitações epossibilidades, e agindo de acordo com elas; Identificar e enfrentar situações de conflitos, utilizando seus recursos pessoais, respeitando as outras criançase adultos com reciprocidade; Valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração ecompartilhando suas vivências; Brincar; Adotar hábitos de auto-cuidado, valorizando as atitudes relacionadas com a higiene, alimentação, conforto,segurança, proteção do corpo e cuidados com a aparência; Identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais participam, respeitando suas regrasbásicas de convívio social e a diversidade que os compõe.8Fonte: RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 2, pg 27.
  • 124. 124FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL – IDENTIDADE E AUTONOMIAConhecimentos, procedimentos e atitudes J I J II J IIIExpressão, manifestação e controle progressivo de suas necessidades, desejos,sentimentos em situações cotidianas.I T TIniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, pedindo ajuda senecessário.I/ T T TIdentificação progressiva de algumas singularidades próprias e das pessoas comas quais convive no seu cotidiano em situações de interaçãoI T TParticipação em situações de brincadeira nas quais as crianças escolham osparceiros, os objetos, os temas, o espaço e as personagens.I/ T T TParticipação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol,casinha, pular corda, etc.I/ T T TValorização do diálogo como uma forma de lidar com os conflitos. I/ T T TParticipação na realização de pequenas tarefas do cotidiano, que envolvam açõesde cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros.I/ T T TRespeito às características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura,etc.I/ T T TValorização da limpeza e aparência pessoal. I/ T T TRespeito e valorização da cultura de seu grupo de origem e de outros grupos. I/ T T TConhecimento, respeito e utilização de algumas regras elementares de convíviosocial.I/ T T TParticipação em situações que envolvem a combinação de algumas regras deconvivência em grupo e aquelas referentes ao uso dos materiais e do espaço,quando isso for pertinente.I/ T T TValorização dos cuidados com os materiais de uso individual e coletivo. I/ T T CProcedimentos relacionados à alimentação e a higiene das mãos, cuidado elimpeza pessoal das várias partes do corpo.I/ T T CUtilização adequada dos sanitários. I/ T T CIdentificação de situações de risco no seu ambiente mais próximo. I/ T T TProcedimentos básicos de prevenção a acidentes e auto-cuidado. I/ T T T
  • 125. 125CONHECIMENTO DE MUNDO – LINGUAGEM ORAL E ESCRITAOBJETIVOS9 Ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expressão, interessando-se por conhecer váriosgêneros orais e escritos e participando de diversas situações de intercâmbio social nas quais possa contar suasvivências, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas; Familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas e outros portadores de texto e da vivênciade diversas situações nas quais seu uso se faça necessário; Escutar textos lidos, apreciando a leitura feita pelo professor; Interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional; Reconhecimento do seu nome escrito, sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano; Escolha de livros para leitura e apreciação.9Fonte: RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 3, pg. 131.
  • 126. 126LINGUAGEM ORAL E ESCRITAGÊNEROS TEXTUAIS PARA ATIVIDADES DE LEITURA J I J II J IIILista I I/ T TParlenda I T TTrava-língua I I TMúsica I T TPiadas I TBilhete I T TReceitas I T TCarta I T TConto de fadas I T TFábula I T TLendas I I TReportagens I T TNotícias I T TTextos instrucionais I I TAvisos I T TCartaz I I TTextos normativos (direitos da criança, regras do grupo) I T TLINGUAGEM ORAL E ESCRITAGÊNEROS TEXTUAIS PARA ATIVIDADES DE ESCRITA (O professor comoescriba)J I J II J IIILista I I/ T TParlenda (completar lacunas do texto) I I/T TBilhete (o professor como escriba) I T TCarta (o professor como escriba) I T TConvite (o professor como escriba) I T TCartaz (o professor como escriba) I T TTexto normativo - regras do grupo (o professor como escriba) I T TLINGUAGEM ORAL
  • 127. 127Conhecimentos, procedimentos e atitudes J I J II J IIIElaboração de perguntas e respostas de acordo com os diversos contextos de queparticipaI T TParticipação em situações que envolvem a necessidade de explicar e argumentarsuas idéias e pontos de vistaI T TExpressão de seus desejos, necessidades e sentimentos por meio da linguagemoralI/ T T TParticipação e interação no momento da leitura de histórias I/ T T TInteração com a oralidade por meio da convivência com diversos gêneros textuais I/ T T TAmpliação do vocabulário por meio da interação com o grupo através da rodinhade conversa, e relatos de experiências vividasI/ T T TReprodução oral de jogos verbais como: trava-línguas, parlendas, adivinhas,poemas e canções observando a entonação e o ritmoI/ T T TRelato de experiências vividas narrando os fatos em seqüência temporal e causal(rodinha de conversa)I/ T T TReconto de histórias conhecidas com aproximação às características da históriaoriginal no que se refere à descrição de personagens, cenários e objetos, com ousem ajuda do professorI T TLINGUAGEM ESCRITAConhecimentos, procedimentos e atitudes J I J II J IIIRepresentação de idéias por meio de desenho, colagem, modelagens, dobradurase pinturasI/ T T CUtilização em situações de escrita dos diversos gêneros textuais I T TProdução de textos coletivos ditados oralmente ao professor, para diversos fins,utilizando os diversos gênerosI T TRealização de várias versões do texto sobre o qual se trabalha, produzindoalterações quando necessário que podem afetar tanto o conteúdo como a formaque foi escritoI T TDescrição de seqüência de fatos de uma história em material impresso I T TPrática de escrita de próprio punho, utilizando o conhecimento de que dispõe nomomento sobre o sistema de escritaI T T
  • 128. 128Reconhecimento do próprio nome dentre outros / relação figuras – símbolos I T CComparação do próprio nome com o nome dos colegas I T CReconhecimento de palavras que tem a mesma letra inicial do seu nome I T CFamiliarização com as letras que compõem o seu nome I T CDiferenciação de letras, desenhos e números – oralmente pelo professor. I T CReconhecimento dos símbolos comuns no seu dia-a-dia (bandeiras, placas,outdors, rótulos, etc)I T CRegistro do próprio nome em situações em que isso é necessário – pelo professor I T CRespeito pela produção própria e alheia I/ T T TRepetição de palavras ou expressões literais do texto original I T TReconhecimento das diferenças entre modos de falar e modos de escrever I T TIdentificação das letras do alfabeto nas tentativas de escrita I T TLeitura e escrita de palavras do seu cotidiano – professor como escriba T T TPRÁTICAS DE LEITURAConhecimentos, procedimentos e atitudes J I J II J IIIParticipação nas situações em que os adultos lêem textos de diferentes gêneros I T TParticipação em situações de leitura em que as crianças leiam ainda que não ofaçam de maneira convencionalI T TSituações em que as crianças estabeleçam relações entre o que é falado e o queestá escrito (embora ainda não saibam ler convencionalmente)I/ T TExploração da literatura infantil como fonte de identificação simbólica de prazer eentretenimentoI/ T T T
  • 129. 129CONHECIMENTO DE MUNDO – MATEMÁTICA0OBJETIVOS10 Reconhecimento e valorização dos números, das operações numéricas, das contagens orais e das noçõesespaciais como ferramentas necessárias no cotidiano; Comunicação de idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema relativas a quantidades, espaço físico e medida, fazendo uso da linguagem oral e matemática; Desenvolvimento da auto-confiança nas estratégias e nas suas capacidades para lidar com situações matemáticasnovas, fazendo uso dos conhecimentos prévios de que dispõe.10Fonte: RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 3, pg. 215.
  • 130. 130CONHECIMENTOS MATEMÁTICOSConhecimentos, procedimentos e atitudesNÚMEROS, SISTEMA DE NUMERAÇÃO E OPERAÇÕESJ I J II J IIIComparação das formas de contar que o homem utilizou ao longo da história I/ T TPercepção da importância do número/ numeral no cotidiano, identificando suautilização em diferentes contextosI T TUtilização da contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as criançasreconheçam sua necessidadeI T TManipulação de objetos e brinquedos, em situações organizadas de forma aexistirem quantidades individuais suficientes para que cada criança possadescobrir as características e propriedades principais e suas possibilidadesassociativas: empilhar, rolar, transvasar, encaixar, etc.I/ T T CUtilização de critérios próprios para agrupar elementos de acordo com uma oumais semelhanças percebidas - classificaçãoI T TOrdenação dos elementos de uma classe, a partir de uma ou mais diferençaspercebidas (maior que, mais pesado que, etc) - seriaçãoI T TUtilização de diferentes estratégias de registro de quantificação de elementos deuma coleção - utilização do numeral (algarismo) como uma forma de escrever aquantidadeI T TComparação de escritas numéricas, identificando algumas regularidades I/ T TIdentificação da posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noçãode sucessor e antecessorI/ T T
  • 131. 131Relações entre quantidades considerando: mais/ menos, ordem crescente/decrescente, sucessor/ antecessorI/ T TUtilização de noções simples de cálculo mental como ferramenta para resolverproblemasI TResolução de situações problema, utilizando o raciocínio lógico-matemático I TUtilização do desenho para representar as estratégias utilizadas para a resoluçãode uma situação problemaI TComposição da dezena I TNoções de dúzia e meia dúzia I TReconhecimento dos pares de objetos I TNoções de possibilidades operatórias de adição, subtração, multiplicação e divisãovivenciadas em situações contextualizadas e com material concreto.I TManipulação de materiais concretos e participação em jogos para conhecimento donosso sistema de numeração decimal.I TCONHECIMENTOS MATEMÁTICOSConhecimentos, procedimentos e atitudesGRANDEZAS E MEDIDASJ I J II J IIIExploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas (grande/pequeno;comprido/ curto; longe/ perto; muito/ pouco; quente/ frio, etc)I T TUtilização em situações cotidianas de sistemas de medida criados a partir deestratégias/ recursos não convencionaisI TPercepção das medidas convencionais (sociais) para pesar, medir comprimentos I T T
  • 132. 132(passos, palmos, barbante), avaliar volumes, registrar o tempo (calendários) eunificar padrões de negociação (dinheiro) como medidas-padrão (experiências comdinheiro)Reconhecimento de cédulas e moedas utilizadas no país (sistema monetário) I TPercebe a necessidade da medida monetária nas situações de “trocas”vivenciadas em sala de aula e no dia-a-diaI TConstrução da noção de tempo a partir de vivências e atividades propostas(seqüência temporal: início,meio, fim); (seqüência causal: causa, efeito); (noção deduração); (instrumentos para marcação do tempo)I TParticipação em situações que estimulem associações, inversões, comparações(pesado/ leve, alto/ baixo, etc) e ações reversíveis na construção das noções deconservação. (massa e líquido)I TCONHECIMENTOS MATEMÁTICOSConhecimentos, procedimentos e atitudesESPAÇO E FORMAJ I J II J IIIObservação de semelhanças e diferenças entre as figuras geométricas I T TExplicitação e/ ou representação da posição de pessoas e objetos, utilizandovocabulário pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nasquais as crianças considerem necessário essa ação (espaços externos e internos,limites, etc)I T TEstabelecimento de comparações entre objetos do espaço físico e objetosgeométricosI T TRepresentação de objetos contidos no espaço I T
  • 133. 133Identificação de pontos de referência para situar-se e deslocar-se no espaço I TDescrição e representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontosde referênciaI TRepresentações bidimensionais e tridimensionais de objetos (percebe que asdobraduras em papel - origami – modificam o espaço bidimensional)I TCONHECIMENTOS MATEMÁTICOSConhecimentos, procedimentos e atitudesTRATAMENTO DA INFORMAÇÃOJ I J II J IIIRepresentações de informações através de legendas I TLeitura e representações gráficas em diferentes situações do cotidiano I T T
  • 134. 134CONHECIMENTO DE MUNDO – NATUREZA E SOCIEDADEOBJETIVOS11 Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluçõespara compreendê-lo,manifestando opiniões próprias sobre os acontecimentos, buscando informações econfrontando idéias; Estabelecimento de relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos; Estabelecimento de algumas relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem,valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana.11Fonte: RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 3, pg. 175.
  • 135. 135NATUREZA E SOCIEDADEConhecimentos, procedimentos e atitudesORGANIZAÇÃO DOS GRUPOS E SEU MODO DE SER, VIVER E TRABALHARJ I J II J IIIParticipação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e cançõesque digam respeito às tradições culturais de sua comunidade e de outros gruposI T TReconhecimento da existência das regras sociais de convivência (casa, rua,escola, comunidade próxima)I T TReconhecimento das características que identificam seu grupo social (linguagem,moradia, meios de locomoção, vestuário, lazer, hábitos alimentares, brincadeiras,jogos e músicas)I T TIdentificação das relações de parentesco na sua família I T TConhecimento de modos de ser, viver e trabalhar de alguns grupos sociais dopresente e do passadoI TConhecimento do próprio corpo através da exploração de suas habilidades físicas,motoras e perceptivasI T TIdentificação de alguns papéis sociais existentes em seus grupos de convíviodentro e fora da instituição (pai, mãe,irmãos, tios, avós, diretora, supervisora,orientadora, professora, etc)I T TIdentificação e valorização das múltiplas formas de trabalho – a partir das suasvivências em casa (profissão dos pais), escola e/ ou comunidadeI T TValorização do patrimônio cultural do seu grupo social e interesse por conhecerdiferentes formas de expressão culturalI T T
  • 136. 136Valorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos I T TPercepção da existência de sinais, símbolos, signos e códigos necessários àorganização social (sinais de trânsito, mapas, etc)I T TNATUREZA E SOCIEDADEConhecimentos, procedimentos e atitudesOS LUGARES E AS PAISAGENSJ I J II J IIIObservação da paisagem local (rios, vegetação, construções, florestas, campos,dunas, açudes, mar, montanhas, etc)I T TValorização da água para preservação da vida I T TUtilização com ajuda de adultos, de fotos, relatos e outros registros para aobservação de mudanças ocorridas nas paisagens ao longo do tempo (antigo/moderno)I/ T TValorização de atitudes de manutenção e preservação dos espaços coletivos e domeio ambiente (cuidados com os materiais de uso coletivo)I T TNATUREZA E SOCIEDADEConhecimentos, procedimentos e atitudesOBJETOS E PROCESSOS DE TRANSFORMAÇÃOJ I J II J IIIParticipação em atividades que envolvam processos de confecção de objetos I T TReconhecimento de algumas características de objetos produzidos em diferentesépocas e por diferentes grupos sociaisI TCuidados no uso de objetos do cotidiano, relacionados à segurança e prevenção I T T
  • 137. 137de acidentes, e à sua conservaçãoPercepção do papel dos instrumentos da tecnologia dos meios de comunicação noseu cotidiano (instrumentos criados pelo ser humano para comunicação),(percepção de como a informação é recebida: auditiva, visual e audiovisual)I TNATUREZA E SOCIEDADEConhecimentos, procedimentos e atitudesOS SERES VIVOSJ I J II J IIIEstabelecimento de algumas relações entre diferentes espécies de seres vivos,suas características e suas necessidades vitaisI/ T T TIdentificação dos seres vivos que convivem no seu cotidiano I/ T T TConhecimento dos cuidados básicos de pequenos animais e vegetais por meio desua criação e cultivoI/ T T TConhecimento de algumas espécies da fauna e da flora brasileira e mundial I T TPercepção dos cuidados necessários à preservação da vida e do ambiente I/ T T TValorização da vida nas situações que impliquem cuidados prestados a animais eplantasI/ T T TPercepção dos cuidados com o corpo, à prevenção de acidentes e à saúde deforma geralI/ T T TValorização de atitudes relacionadas à saúde e ao bem-estar individual e coletivo(água tratada, saneamento básico, etc)I T TPercepção que a produção de resíduos (lixo) é um problema de todas as pessoas I/ T T TCompreensão do reaproveitamento de materiais de sucata como forma de diminuir I/ T T T
  • 138. 138a quantidade de lixoNATUREZA E SOCIEDADEConhecimentos, procedimentos e atitudesOS FENÔMENOS DA NATUREZAJ I J II J IIIEstabelecimento de relações e diferenças entre os fenômenos da natureza dediferentes regiões (relevo, rios, chuvas, secas, etc) e as formas de vida dos grupossócias que ali vivemI TParticipação em diferentes atividades envolvendo a observação e a pesquisa sobrea ação de luz, calor, som, força e movimento (astronomia)I T
  • 139. 139CONHECIMENTO DE MUNDO – MOVIMENTOOBJETIVOS12 Ampliação das possibilidades expressivas do próprio movimento, utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nassuas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação; Exploração de diferentes qualidade e dinâmicas do movimento como: força, velocidade, resistência e flexibilidade,desenvolvendo o conhecimento gradativo dos limites e potencialidades do seu corpo; Controle gradativo do próprio movimento e aperfeiçoamento dos recursos de deslocamento ajustando ashabilidades motoras para utilização em jogos, brincadeiras, danças e demais situações; Utilização dos movimentos de preensão, encaixe, lançamentos, etc., para ampliar suas possibilidades demanuseio dos diferentes materiais e objetos; Apropriação progressiva da imagem global do seu corpo, conhecendo e identificando seus segmentos eelementos, desenvolvendo cada vez mais a atitude de interesse e cuidado com o próprio corpo; Exploração de atividades psicomotoras para o desenvolvimento da coordenação dinâmica global, da consciênciade sua dominância lateral e do próprio corpo.12Fonte: RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 3, pg. 27.
  • 140. 140MOVIMENTOConhecimentos, procedimentos e atitudesEXPRESSIVIDADEJ I J II J IIIUtilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e emsuas brincadeirasI T TPercepção de estruturas rítmicas para expressar-se corporalmente por meio dadança, brincadeiras e de outros movimentosI T TValorização e ampliação das possibilidades estéticas do movimento peloconhecimento e utilização de diferentes modalidades de dançaI T TPercepção das sensações, limites, potencialidades, sinais vitais e integridade dopróprio corpoI T TMOVIMENTOConhecimentos, procedimentos e atitudesPSICOMOTRICIDADEJ I J II J IIIExploração de diferentes posturas corporais, como sentar-se em diferentesinclinações, deitar-se em diferentes posições, ficar ereto apoiando na planta dospés com e sem ajuda, etc.I/ T T CAperfeiçoamento dos gestos relacionados com a preensão, o encaixe, o traçado nodesenho, o lançamento, etc., por meio da experimentação e utilização de suashabilidades manuais em diversas situações cotidianas.I/ T T CParticipação em brincadeiras e jogos que envolvem correr, subir, descer,escorregar, pendurar-se, movimentar-se,dançar,etc., para ampliar gradualmente oconhecimento e controle sobre o corpo e o movimento.I/ T T CUtilização dos recursos de deslocamento e das habilidades de força, velocidade,resistência e flexibilidade nos jogos e brincadeiras das quais participa.I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a coordenação motora I T T
  • 141. 141ampla.Participação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a coordenação motorafina.I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a lateralidade. I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a percepção musical. I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a percepção olfativa. I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a percepção gustativa. I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a percepção espacial. I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a percepção temporal. I T TParticipação em atividades e brincadeiras que desenvolvam a percepção corporal. I T TApropriação progressiva da imagem global de seu corpo, conhecendo eidentificando seus segmentos e elementos, desenvolvendo cada vez mais umaatitude de interesse e cuidado com o próprio corpo.I T T
  • 142. 142CONHECIMENTO DE MUNDO – ARTESOBJETIVOS13 Desenvolvimento do interesse pelas próprias produções, e pela produção de outras crianças, além das diversasobras artísticas regionais, nacionais ou internacionais com as quais entrem em contato, ampliando seuconhecimento de mundo e de cultura; Desenvolvimento do fazer artístico, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, daconstrução; Desenvolvimento do gosto e do cuidado pelo processo de produção e criação; Desenvolvimento da apreciação estética das obras de arte, fazendo leitura e releituras das mesmas.13Fonte: RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 3, pg. 95.
  • 143. 143ARTES VISUAISConhecimentos, procedimentos e atitudesFAZER ARTÍSTICOJ I J II J IIICriação de desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir de seu própriorepertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais: ponto,linha, forma, cor, volume, espaço, textura, etc.I/ T T TExploração e utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar,pintar, recortar, modelar, etc.I T CExploração e aprofundamento das possibilidades oferecidas pelos diversosmateriais, instrumentos e suportes necessários para o fazer artístico.I T TExploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais na realização de seusprojetos artísticos.I T TOrganização e cuidado com os materiais no espaço físico da sala. I T TRespeito e cuidado com os objetos produzidos individualmente e em grupo. I/ T T TValorização de suas próprias produções, das de outras crianças e da produção dearte em geral.I/ T T TRealização de releitura de obras de arte. I T T
  • 144. 144ARTES VISUAISConhecimentos, procedimentos e atitudesAPRECIAÇÃOJ I J II J IIIConhecimento da diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas,esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema, etc.I T TApreciação das suas produções e das dos outros, por meio da observação e leiturade alguns dos elementos da linguagem plástica.I T TObservação dos elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma,cor, volume, contrastes, luz, texturas.I T TLeitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição einterpretação de imagens e objetos.I T TApreciação das Artes Visuais e estabelecimento de correlação com asexperiências pessoais.I T T
  • 145. 145CONHECIMENTO DE MUNDO – MÚSICAOBJETIVOS14 Exploração e identificação de elementos da música para expressão, interação e ampliação do conhecimento demundo; Percepção e expressão de sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições einterpretações musicais; Desenvolvimento da apreciação por diversos gêneros e estilos musicais; Desenvolvimento do fazer musical, explorando a criatividade na confecção de instrumentos de percussão paracomposição e improvisação; Conhecimento das características dos sons: timbre, intensidade, altura e duração.14Fonte: RCNEI – Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, vol. 3, pg. 55.
  • 146. 146MÚSICAConhecimentos, procedimentos e atitudesAPRECIAÇÃO MUSICALJ I J II J IIIEscuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, daprodução musical brasileira e de outros povos e países.I/ T T TReconhecimento de elementos musicais básicos: frases, partes, elementos que serepetem etc. (a forma).I/ T T TInformações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seusconhecimentos sobre a produção musical.I T TMÚSICAConhecimentos, procedimentos e atitudesFAZER MUSICALJ I J II J IIIImitação com o próprio corpo de sons e ritmos externos. I/ T T TReconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das diferentescaracterísticas geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos);duração (curtos ou longos); intensidade (fracos ou fortes) e timbre (característicaque distingue e “personaliza” cada som).I TReconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade naorganização e realização de algumas produções musicais.I TParticipação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e/ ou a improvisaçãomusical.I T TCriar um repertório de canções para desenvolver a memória musical. I/ T T TImprovisação de composições com uso de instrumentos musicais. I/ T T TAcompanhamento com ritmo de um trecho musical cantado ou tocado, com auxíliode instrumentos de percussão.I/ T T T
  • 147. 147CONSIDERAÇÕES FINAISÉ importante ressaltar que se a Educação Infantil agora constitui a primeira etapa da Educação Básica, e a crechepertence a ela, então, deve-se aplicar todos os princípios legais e diretrizes voltadas para a educação de forma geral.Portanto, Creche não é mais um depósito de crianças, devemos visar à qualidade de ensino com profissionaisqualificados, respeitando o número de crianças em sala de aula, com espaço adequado e que proporcione segurança etranqüilidade.A presente proposta pedagógica do Município de Itapoá, abordou alguns aspectos relevantes que sãoimprescindíveis para a melhoria permanente da qualidade de atendimento as crianças como: concepção de criança e seudesenvolvimento, perfil do professor, relação estabelecidas, com as famílias das crianças, adaptação, alimentação,conteúdos programáticos, avaliação e outros..., sempre equilibrando a teoria com a prática.
  • 148. 148REFERÊNCIASALMEIDA, Geraldo Peçanha. A Produção de textos nas séries iniciais: desenvolvendo as competências da escrita.Rio de Janeiro: Wak Ed., 2ª ed., 2005._________. Teoria e prática em psicomotricidade. Rio de Janeiro: Wak Ed., 2006.BASSEDAS EULÁLIA. Aprender e Ensinar na Educação Infantil. – Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.BATISTA, Antonio Gomes et al. Capacidades Lingüísticas da Alfabetização e a Avaliação. Brasília: MEC. Secretariade Educação Básica. Secretaria de Educação a Distância. Universidade Federal de Minas Gerais. Coleção Pró-letramento. Fascículo 01. 2006.Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial Curricular Nacionalpara a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, vol. 1, 2 e 3, 1998.Brasil. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e Açõespara a Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília: SECAD, 2006.Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação a Distância. Práticas de Leitura e Escrita. Brasília: MEC, 2006.BRAZELTON T. BERRY. Momentos Decisivos do Desenvolvimento Infantil Tradução {Jefferson Luiz Camargo}.São Paulo: Martins Fontes.2002.Caderno de Pedagogia Educação @ Distancia. UDESCCagnetti Gutzmer Luciana; Pereira C Tessari Leda. A Educação Psicomotota Na Creche. Caderno de Pedagogia/v.2 –Outubro/2005EDWARDS, Carolyn et al. As cem Linguagens da Criança: a abordagem de Reggio Emilia na Educação da primeirainfância. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 1999.
  • 149. 149FERREIRA Rossetti Clotilde Maria,; MELLO Maria Ana. Os fazeres na Educação Infantil/organizadores. 7ª.ed. SãoPaulo: Cortez,2005.HERNANDÉZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação. Porto Alegre: Ed. ArtMed, 1998.MOREIRA, Marco Antonio. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação em sala de aula. Brasília:Editora Universidade de Brasília, 2006.Miotto Antonio; Vganoni Giovanna Drª. Como Responder aos seus filhos.Selecções do Reader`s Digest. Lisboa. Riode Janeiro. Nova Iorque.OLIVEIRA, Zilda Ramos de. Educação Infantil: fundamentos e métodos. São Paulo: Ed. Cortez, 2002.PALANGANA, Isilda Campaner. Desenvolimento e Aprendizagem em Piaget e Vygotsky. São Paulo: Ed. Plexus,1994.PALANGANA, Isilda Campaner. Desenvolvimento e aprendizagem em Piaget e Vygotsky, a relevância do social.São Paulo: Ed. Plexus, 1994.Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil/ Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica –Brasília. DF. 2006 Vol.1.Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil/ Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica –Brasília. DF. 2006 Vol.2.Parâmetros Básicos de Infra-estrutura para Instituições de Educação Infantil/ Ministério da Educação. Secretaria deEducação Básica – Brasília. DF. 2006 Encarte 1Parâmetros Básicos de Infra-estrutura para Instituições de Educação Infantil/ Ministério da Educação. Secretaria deEducação Básica – Brasília. DF. 2006 .RADESPIEL, Maria. Alfabetização sem Segredos. Coleção Cirandinha – Psicologia Infantil.1ªedição/2ºSem.2003.ed.Iemar.Vol1, 2, 3, 4. e 5.Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil.Brasilia:MEC/SEF,1998b.Vol 1, 2 e 3.
  • 150. 150Resolução Nº 005/2006 – Educação Infantil. Conselho Municipal de Educação de Itapoá – Santa Catarina. Presidenta:Luciana Fernandes Coan.Revista Criança do Professor de Educação Infantil. Nº30. . Ministério da Educação.Revista Criança do Professor de Educação Infantil. Nº34. Dezembro de 2000. Ministério da Educação.Revista Criança do Professor de Educação Infantil. Nº40. Setembro de 2006. Ministério da Educação.Revista Criança do Professor de Educação Infantil. Nº41. Novembro de 2006. Ministério da Educação.Revista Criança do Professor de Educação Infantil. Nº42. Dezembro de 2006. Ministério da Educação.Revista Pátio - Educação Infantil. Ano III. Nº8 Julho/outubro, 2005 – Ed. Artmed.Santa Catarina. Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. Proposta Curricular de Santa Catarina: EducaçãoInfantil, Ensino Fundamental e Médio: Disciplinas Curriculares. Florianópolis: COGEN, 1998.SERRÃO, Margarida e BALEEIRO, Maria Clarice. Aprendendo a Ser e a Conviver. 2ª ed. São Paulo: FTD, 1999.ZAGURY, Tânia,1949 – Limites sem Trauma. 74ª ed – Rio de Janeiro ;Record.2006.________”Primeiro A Criança”. Orientações Básicas para Atendimento em Creche/MPAS. Fundação LegiãoBrasileira de Assistência. .2ªed.; Revista em agosto de 1988. ?