PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁSECRETARIA DE EDUCAÇÃOPROPOSTA CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTILItapoá2007
2FICHA CATALOGRÁFICAItapoá (SC), Prefeitura MunicipalProposta Curricular para as Instituiçõesde Educação Infantil da rede ...
3PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁ – SCSECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃODIRETORIA DE ENSINOGESTÃO 2005-2008PREFEITO MUNICIPALS...
4EIDOS PROJETOS E CONSULTORIA EDUCACIONALDP CONSULTORIA E PROJETOS EDUCACIONAISCoordenação Geral: Doutora Zita Ana Lago Ro...
5Ao contrário, as cem existem.A criançaé feita de cem.A criança temcem mãoscem pensamentoscem modos de falar.Cem sempre ce...
6SUMÁRIOApresentação.........................................................................................................
7Contéudos De Identidade E Autonomia ........................................................................................
8Matemática..................................................................................................................
9Conhecimento De Mundo – Matemática..........................................................................................
10APRESENTAÇÃOO homem nasce como semente. Nasce como potencialidade e não como realidade. Pode ou não desabrochar, vir ase...
11A Proposta Pedagógica elaborada e apresentada neste documento justifica-se pela necessidade de uma educaçãode qualidade ...
12É evidente que os objetivos serão diferentes para os níveis de desenvolvimento e de situações específicas nascreches e P...
13A EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE ITAPOÁA Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, recebe atenção especia...
14criança não se encaixava dentro do padrão estabelecido, impunham-se práticas compensatórias, que objetivavam suprirsupos...
15FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA METODOLÓGICAA Concepção de Infância na Legislação BrasileiraSegundo ABREU (2004, p. 4), até o fina...
16Público para com essa faixa etária, que deixa de ser apenas o de velar pelas crianças pequenas, conforme a Lei daReforma...
17 é complementar à ação da família e da comunidade no desenvolvimento da criança, sendo, pois, necessária aintegração es...
18Em decorrência a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer nº 2298 ea Resolução nº 1...
19 Promoção, com financiamento do FNDE, de programas para formação continuada com base no ReferencialCurricular Nacional ...
20 (Essa integração pressupõe que as creches devem vincular-se às normas educacionais do respectivo sistema deensino, con...
21A EDUCAÇÃO INFANTIL NA CRECHEAs creches são espaços de inserção das crianças nas relações éticas e morais que permeiam a...
22Perfil do Professor“ Portas que se abrem, portas que permanecem fechadas.Mas a chave existe. É dentro de nós que as cois...
23 O professor deve sempre estar revendo sua prática pedagógica, estar ciente que também é um aprendiz,porque é uma troca...
24 Respeitar a escolha da criança quando ela se mostra interessada em uma atividade ou em algum brinquedoem particular, v...
25(...) A criança como todo ser humano é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar queestá ins...
26 Aspecto Afetivo: como a criança sente-se consigo mesma e em relação ao mundo em que vive e como seconfronta em situaçõ...
27 Fica em pé na cadeira. Fica em pé agarrando-se ao berço. Dá pontapés, se debate. Brinca sozinha, gosta de contar. ...
28 Constroem espontaneamente. Empilha mais de dois blocos de madeira e conta. Corre, rodopia, tenta equilibrar-se em vo...
29 Aprende a lidar com a raiva e agressividades. Usa orações, responde perguntas simples e fala relativamente bem. Hábi...
302º - O ideal nos meses quentes, pois são os meses que não dão friagem às crianças, é tirar o tapetão da sala paraque não...
31não quer dizer que seja desaconselhável brincar com a criança usando a boca. Pelo contrario. Desde que respeitadas aspar...
32SexualidadeA marca da cultura faz-se presente desde cedo no desenvolvimento da sexualidade infantil. A relação das crian...
33Como lidar com a masturbação?A maioria dos professores já se deparou com essa situação. O melhor a fazer é mostrar calma...
34informar e orientar os pais. E dependendo do caso deverá ser chamada a Psicóloga para maiores esclarecimentos eorientaçõ...
35AlimentaçãoAo final do primeiro ano, já pode ingerir todos os alimentos que são servidos para as crianças e para os adul...
36Comendo FelizAo ajudar a criança a comer, dando autonomia que é possível para sua idade, poderá ser dada uma colher para...
37cobertor. Desaconselha-se manter os bebês e crianças que estão dormindo, ou desejando fazê-lo, em ambientes muitoclaros ...
38Muitas mudanças ocorrem para as crianças: exploração de um novo espaço e objetos.O processo de adaptação exige de nós re...
39acarretando problemas). O adulto precisa colocar-se no lugar da criança e ter a sensibilidade de que a creche é um local...
40O papel da escola é ensinar a fazer e não fazer no lugar dos pais, sendo função da família a educação dascrianças e a fu...
41 A creche precisa criar programas de auto-ajuda aos pais, envolvendo psicólogos, PSF, fonoaudiólogo, dentista,etc... pa...
42São partes orgânicas da vida cotidiana: a organização do trabalho e da vida privada, os lazeres e o descanso, aatividade...
4316:30 as 1700 horas: jantar.17:00 horas: preparação para a saída: arrumar mochila, calçados e objetos pessoais da crianç...
44Componentes curricularesO currículo pode ser compreendido e praticado sob muitas perspectivas teóricas. No entanto todo ...
45 A uma alimentação sadia. A desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão. Ao movimento em espaço...
46Modalidades organizativasA rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja...
47MúsicaRecreação dirigidaHigieneAlimentaçãoRepousoBrincadeiras LivresOrganização da salaPreparação para saídaOrganizando ...
48Projetos – através do quê? Datas comemorativas. De acordo com a necessidade do momento (levantados dentro da comunidad...
49Quais os cuidados que devemos ter em relação ao projeto: Parceria com a comunidade em ajuda de custo, colaboração em ac...
50RegistroO registro far-se-á mediante livro ata diariamente e oferecido pela secretaria da escola, como fonte de informaç...
51A escrita é, sem duvida, a mais comum e acessível. O registro diário de suas observações, impressões, idéias.Pode compor...
52AVALIAR O QUE? OBSERVAÇÃO REGISTRO* Em relação aos conteúdosprogramáticos.* Respeitar etapas dodesenvolvimento da crianç...
53FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL – IDENTIDADE E AUTONOMIAINTRODUÇÃOO que é igual em todas as criançasé o fato de serem diferent...
54OBJETIVO GERAL Propiciar situações para que a criança possa interagir com o grupo, através de suas experiências,amplian...
55CONTÉUDOS DE IDENTIDADE E AUTONOMIACONTEÚDOS MATERNAL I MATERNAL IIAuto-estima: fotos, brincadeiras de cantigas diversas...
56ESTRATÉGIASMateriais utilizados para desenvolver a identidade e autonomia das crianças de Maternal I e II: Espelho Fot...
57AVALIAÇÃOA construção da identidade e a conquista da autonomia pelas crianças são processos que demandam tempo erespeito...
58nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham comas m...
59OBJETIVO GERALA instituição de Educação Infantil deve tornar acessível a todas as crianças indiscriminadamente. Odesenvo...
60CONTEÚDOS Higiene (escovação de dente, lavar as mãos após ir ao banheiro) Rotinas de cuidados Cuidados com os colegas...
61A Equipe da creche deve: Manter a escola limpa e organizada. Controle de peso e medida. Encaminhamento ao pediatra ou...
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  1. 1. PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁSECRETARIA DE EDUCAÇÃOPROPOSTA CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTILItapoá2007
  2. 2. 2FICHA CATALOGRÁFICAItapoá (SC), Prefeitura MunicipalProposta Curricular para as Instituiçõesde Educação Infantil da rede Municipal de Ensino- Secretaria Municipal de Educação – 2007.1. Educação Infantil – Itapoá (SC)2. Proposta Curricular.
  3. 3. 3PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁ – SCSECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃODIRETORIA DE ENSINOGESTÃO 2005-2008PREFEITO MUNICIPALSÉRGIO FERREIRA DE AGUIARVICE-PREFEITOEVANDRO ROBERTO BERBIGIER COSTASECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃOMÁRCIA REGINA EGGERT SOARESCOORDENAÇÃO PEDAGÓGICATEREZINHA FÁVARO DA SILVEIRASANDRA REGINA FERNANDES DA SILVAVANILDA DE SOUZACONSULTORIA E ASSESSORIA PEDAGÓGICAPLANEJAR - PROJETOS EDUCACIONAIS CONSULTORIA E ASSESSORIAS/C LTDA
  4. 4. 4EIDOS PROJETOS E CONSULTORIA EDUCACIONALDP CONSULTORIA E PROJETOS EDUCACIONAISCoordenação Geral: Doutora Zita Ana Lago Rodrigues – Ph.D.Assessoria Psicopedagógica: Norma Nycz – Ms.Assessoria Pedagógica: Maria Dolores M. Dibb – Ms.Assessoria de Planejamento: Josiane Pariz Bertoja - Ms.Neide Ferreira – Ms.Participação Especial: Professor Mario BandieraAssessoria por segmentos de estudos:Adriana Costa – Ms. Interdisciplinaridade e Metodologia de ProjetosMarly R. Muller - Ms Educação InclusivaCarla Ropelato - Ms.- Carlos Wolff -Ms. - AvaliaçãoAssessoria por disciplinas:Paulina Jaegher Muniz – Ms. - MatemáticaVânio César Seemann – Ms. - AlfabetizaçãoMaria Dolores M. Dibb – Ms. - Língua PortuguesaAngélica Góis Muller Morales – Ms. - Ciências e Educação AmbientalMaria Cristina M. C. Rau – Ms. - Educação FísicaClaudia Zanela – Ms. - Geografia e HistóriaEmídia da Silva - Ms. - Ensino ReligiosoRosanny M. de Morais Teixeira - Esp. - ArtesAndréa M. Fontolan – Ms. - Língua InglesaAssessoria para a Educação Infantil:Adriane Beatriz Moecke Galando - Esp.Margot Helena de Sá Ribas - Esp.Colaboração e participação nas atividades de elaboração dos conteúdos:Educadores, Professores, Equipes Pedagógicas e Diretores de Escolas da RedeMunicipal de Ensino de Itapoá-SC (citados nominalmente a seguir, por área deatuação e disciplinas).
  5. 5. 5Ao contrário, as cem existem.A criançaé feita de cem.A criança temcem mãoscem pensamentoscem modos de falar.Cem sempre cemmodos de escutaras maravilhas de amar.Cem alegriaspra cantar e compreender.Cem mundospara descobrir.Cem mundospara inventar.Cem mundospara sonhar.A criança tem cem linguagens(e depois cem cem cem)mas roubaram-lhe noventa e nove.A escola e a culturalhe separam a cabeça do corpo.Dizem-lhe:de pensar sem as mãosde fazer sem a cabeçade escutar e de não falarde compreender sem alegriasde amar e maravilhar-sesó na Páscoa e no Natal.Dizem-lhe:de descobrir o mundo que já existee de cemroubaram-lhe noventa e nove.Dizem-lhe:que o jogo e o trabalhoa realidade e a fantasiaa ciência e a imaginaçãoo céu e a terraa razão e o sonhosão coisasque não estão juntas.Dizem-lhe:que as cem não existemA criança diz:ao contrário, as cem existem.LORIS MALAGUZZI
  6. 6. 6SUMÁRIOApresentação.....................................................................................................................................................................10A Educação Infantil No Município De Itapoá...................................................................................................................13Fundamentação Teórica Metodológica ...........................................................................................................................15A Educação Infantil Na Legislação Educacional Vigente ..............................................................................................16A Educação Infantil Na Creche.........................................................................................................................................21Perfil Do Professor............................................................................................................................................................22Perfil Da Criança................................................................................................................................................................24A Criança E Seu Desenvolvimento ..................................................................................................................................26Retirada Das Fraldas.........................................................................................................................................................29Limites - Quando É Preciso Colocar Limites Nas Crianças? ........................................................................................30Fase Da Mordida: Agressividade Ou Aprendizagem? ...................................................................................................30Sexualidade........................................................................................................................................................................32Como Lidar Com A Masturbação?...................................................................................................................................33Como Agir Quando As Crianças Manipulam Os Genitais Ou Se Masturbam? ............................................................33Funções Elementares - Até Os Três Anos ......................................................................................................................34Como Responder A Curiosidade Das Crianças Em Relação À Sexualidade?.............................................................34Alimentação .......................................................................................................................................................................35Comendo Feliz...................................................................................................................................................................36Educação Alimentar - Um Trabalho Conjunto Da Creche E Da Família .......................................................................36Sono E Repouso - 10 Meses A 03 Anos ..........................................................................................................................36O Educador Num Processo De Adaptação A Nova Turma – Seus Pais E Antigos Educadores ................................37Período De Adaptação ......................................................................................................................................................38Parceria Com A Família.....................................................................................................................................................39Rotina E Sua Importância .................................................................................................................................................41Sugestão De Horário De Rotinas: ....................................................................................................................................42Componentes Curriculares...............................................................................................................................................44Modalidades Organizativas ..............................................................................................................................................46Projetos – Através Do Quê? .............................................................................................................................................48Avaliação............................................................................................................................................................................51Formação Pessoal E Social – Identidade E Autonomia .................................................................................................53Introdução..........................................................................................................................................................................53Objetivo Geral....................................................................................................................................................................54Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................54
  7. 7. 7Contéudos De Identidade E Autonomia ..........................................................................................................................55Estratégias .........................................................................................................................................................................56Avaliação............................................................................................................................................................................57Cuidados: Quem Educa Ama ...........................................................................................................................................57Introdução..........................................................................................................................................................................57Objetivo Geral....................................................................................................................................................................59Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................59Conteúdos..........................................................................................................................................................................60Estratégias .........................................................................................................................................................................60Avaliação............................................................................................................................................................................61Movimento..........................................................................................................................................................................62Introdução..........................................................................................................................................................................62Objetivo Geral....................................................................................................................................................................64Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................64Conteúdos..........................................................................................................................................................................65Estratégias .........................................................................................................................................................................66Avaliação............................................................................................................................................................................66Música ................................................................................................................................................................................68Objetivo Geral....................................................................................................................................................................69Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................69Conteúdos..........................................................................................................................................................................70Estratégias .........................................................................................................................................................................71Avaliação............................................................................................................................................................................72Artes Visuais - “Botando A Mão Na Massa” ..................................................................................................................73Objetivo Geral....................................................................................................................................................................73Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................73Conteúdos..........................................................................................................................................................................74Estratégias .........................................................................................................................................................................75Avaliação............................................................................................................................................................................76Natureza E Sociedade .......................................................................................................................................................77Objetivo Geral....................................................................................................................................................................77Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................77Conteúdos..........................................................................................................................................................................78Estratégias .........................................................................................................................................................................80Avaliação............................................................................................................................................................................81
  8. 8. 8Matemática.........................................................................................................................................................................82Introdução..........................................................................................................................................................................82Objetivo Geral....................................................................................................................................................................83Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................83Conteúdos..........................................................................................................................................................................84Estratégia ...........................................................................................................................................................................85Avaliação............................................................................................................................................................................85Linguagem Oral E Escrita.................................................................................................................................................86Ensinando As Crianças Através De Centenas De Linguagens .....................................................................................86As Múltiplas Linguagens Na Educação Infantil ..............................................................................................................87As Linguagens Simbólicas Das Crianças .......................................................................................................................88Objetivo Geral....................................................................................................................................................................89Objetivos Específicos .......................................................................................................................................................89Conteúdos..........................................................................................................................................................................90Estratégias .........................................................................................................................................................................92Avaliação............................................................................................................................................................................92A Legislação ......................................................................................................................................................................93Considerações Finais .......................................................................................................................................................97A Educação Infantil Na Pré-Escola ..................................................................................................................................98Fundamentação Teórico Metodológica ...........................................................................................................................98O Cuidar E O Educar .........................................................................................................................................................98A Relação Com As Famílias .............................................................................................................................................99O Acolhimento Das Diferentes Culturas, Valores E Crenças ......................................................................................100A Construção Social Da Criança....................................................................................................................................101Organizando O Trabalho Pedagógico No Dia A Dia .....................................................................................................104A Organização De Atividades Culturalmente Significativas........................................................................................108O Professor Da Educação Infantil..................................................................................................................................115A Avaliação Na Educação Infantil ..................................................................................................................................119Quadro De Idades............................................................................................................................................................121Quadro De Siglas.............................................................................................................................................................121Quadro De Gradação De Cores......................................................................................................................................122Formação Pessoal E Social – Identidade E Autonomia ...............................................................................................123Objetivos ..........................................................................................................................................................................123Conhecimento De Mundo – Linguagem Oral E Escrita................................................................................................125Objetivos ..........................................................................................................................................................................125
  9. 9. 9Conhecimento De Mundo – Matemática........................................................................................................................1290objetivos.........................................................................................................................................................................129Conhecimento De Mundo – Natureza E Sociedade ......................................................................................................134Objetivos ..........................................................................................................................................................................134Conhecimento De Mundo – Movimento.........................................................................................................................139Objetivos ..........................................................................................................................................................................139Conhecimento De Mundo – Artes ..................................................................................................................................142Objetivos ..........................................................................................................................................................................142Conhecimento De Mundo – Música ...............................................................................................................................145Objetivos ..........................................................................................................................................................................145Considerações Finais .....................................................................................................................................................147Referências ......................................................................................................................................................................148
  10. 10. 10APRESENTAÇÃOO homem nasce como semente. Nasce como potencialidade e não como realidade. Pode ou não desabrochar, vir aser.Educação é a ponte entre a potência e a realidade. É ajudar o ser humano a se tornar aquilo que é só que ainda emforma de semente.Não podemos pensar a Educação apenas como preparação para um bom emprego, um bom salário e fonte deinformação, mas, também, como preparação para a vida. Educação é vida!A educação deve preparar o homem para estar em sintonia com a existência. Deve prepará-lo para ser ele mesmo enão um imitador.A palavra “Educação” tem dois significados: um deles é “extrair algo de você”; é tornar real a sua potencialidade,assim como se extrai água de uma fonte.A verdadeira educação é trazer à tona o que está oculto dentro do ser humano. O que foi dado por Deus como umtesouro tem que ser descoberto, iluminado.O outro significado da palavra, mais profundo, é... “Educação vem da palavra educare, que significa conduzir daescuridão para a luz”. A chama existe, só tem que ser provocada.A educação torna as pessoas mais inteligentes, cheias de consciência, capazes de criticar e interagir natransformação da sociedade.
  11. 11. 11A Proposta Pedagógica elaborada e apresentada neste documento justifica-se pela necessidade de uma educaçãode qualidade a partir dos estudos realizados pelo corpo docente da Rede Municipal de Ensino da Educação Infantil emtorno das “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil”, respeitando os princípios norteadores: (art.3º)...a) Princípios éticos da Autonomia, da Responsabilidade, da Solidariedade e do Respeito ao Bem Comum;b) Princípios Políticos dos Direitos e Deveres de Cidadania, do Exercício da Criticidade e do Respeito àOrdem Democrática;c) Princípios Estéticos da Sensibilidade, da Criatividade, da Ludicidade e da Diversidade deManifestações Artísticas e Culturais.Neste sentido, o que foi realizado pelos educadores da Rede de Ensino da Educação Infantil de Itapoá foi aconstrução de um trabalho com as crianças de 0 a 5 anos de idade, que apesar de ser formalmente estruturado pretendegarantir a elas viver plenamente a sua infância sem imposição de práticas ritualísticas inflexíveis.O que os Profissionais da Educação Infantil reivindicam é o espaço para a vida, para a vivência das emoções e dosafetos, alegrias e tristezas, para os conflitos, confrontos e encontros, para a ampliação do repertório vivencial e culturaldas crianças a partir de um compromisso dos adultos que se responsabilizam por organizar o estar das crianças nasescolas de Educação Infantil de nosso município, que lhes permitam construir sentimentos de respeito, troca,compreensão, alegria, apoio, dignidade, amor, confiança, solidariedade, entre tantos outros.Que a criança cresça acreditando em si mesmo e no seu direito de viver de forma digna e prazerosa.É importante destacar que temos ainda dificuldades em fazer valer esses princípios na organização de todo umsistema educacional já existente no próprio Brasil. A esperança é que o educador de nosso município se mantémcomprometido com a defesa da educação e dos direitos das crianças à educação infantil e continuem a realizar estudos,pesquisas e a desenvolverem projetos pedagógicos que nos possibilitem avançar a passos largos na construção de uma“pedagogia da educação infantil” e de “políticas públicas plurais” iguais as que apresentam nesta Proposta Pedagógica,contemplando as diversidades culturais das crianças e orientando para as práticas que visam à formação de cidadãos.
  12. 12. 12É evidente que os objetivos serão diferentes para os níveis de desenvolvimento e de situações específicas nascreches e Pré Escolas. No entanto, é através da avaliação, entendida como instrumento de diagnóstico e tomada dedecisões, que os nossos professores poderão, em grande medida, verificar a qualidade de seu trabalho. O maisimportante não é o resultado, mas o percurso que atravessamos para alcançá-los.Para que esta Proposta Pedagógica apresentada seja executada com sucesso é indispensável o espírito de equipe,o comprometimento profissional e precisamos estar articulados com a família que influencia diretamente na qualidade devida da criança, pois sabemos que cada criança pertence a um ambiente social e não podemos deixar de respeitar assuas especificidades.Parabéns aos Profissionais da Educação Infantil de Itapoá, a toda equipe que esteve envolvida direta ouindiretamente com a elaboração deste trabalho, as Coordenadoras Pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação,aos Mestres que orientaram os professores no período de estudo e pesquisa para a elaboração deste trabalho.A Proposta Pedagógica apresentada é um processo e precisa sempre estar sendo revista e reescrita coletivamentecom seus interessados.Respeitosamente,Itapoá, em 22 de agosto de 2007.MÁRCIA REGINA EGGERT SOARESSECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO
  13. 13. 13A EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE ITAPOÁA Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, recebe atenção especial neste Município, através de doisdocumentos que nortearão toda a prática educativa, desenvolvida junto à criança.O primeiro documento normatiza a nível de Sistema Municipal de Ensino, a Educação Infantil através daResolução 005/2006 baixada pelo Conselho Municipal de Educação.O segundo diz respeito ao documento que irá fundamentar a ação educativa a ser desenvolvida nas InstituiçõesEducacionais através dos educadores, representada na Proposta Curricular da Educação Infantil de Itapoá.Uma proposta de Educação Infantil assume significado a partir da concepção de infância que lhe dá sustentação edireciona a ação educativa.Hoje, o conceito de infância distancia-se qualitativamente daquele que orientou o trabalho nas primeiras creches epré-escolas.Historicamente, diferentes concepções de infância orientaram o atendimento à criança, seja no âmbito da família,seja nas instituições formalmente criadas para tal.Nos séculos XVI e XVII compreendia-se a infância como um período de transição para a fase adulta. A criança eravista como um adulto em miniatura e a antecipação de vivências típicas da fase adulta somente contribuía paraultrapassar com maior rapidez esse período.Mais tarde essa visão cedeu lugar àquela em que a infância significava um momento que exigia cuidados eatenção para que a criança viesse a se tornar adulto honrado e útil socialmente. Tratava-se de protegê-la das másinfluências do meio e preservar-lhe a inocência. Nessa visão a criança é um ser em preparação, num estado de “vir aser”, ou uma criança destituída de direitos enquanto um sujeito social.Outra idéia difundida foi a de uma criança universal, que traduzia uma criança abstrata, um padrão ideal decriança. Nessa perspectiva, o trato com a infância constituía-se em buscar esse padrão, tido como o desejável. Quando a
  14. 14. 14criança não se encaixava dentro do padrão estabelecido, impunham-se práticas compensatórias, que objetivavam suprirsupostas carências, o que acabava por reforçar a discriminação.Hoje, a compreensão que se tem de criança é a de um ser histórico e culturalmente contextualizado, cujadiversidade, biológica, cultural ou cognitiva, precisa ser considerada e respeitada. Um sujeito com identidade própria, emprocesso de desenvolvimento em todas as dimensões humanas: afetiva, social, cognitiva, psicológica, motora, lúdica ouexpressiva. Cada idade tem em si mesma, uma identidade própria, que exige uma educação própria enquanto idade enão enquanto preparo para outra idade. Uma concepção de infância assim assumida, requer uma proposta pedagógicaque considere o desenvolvimento da criança nos aspectos: físico, emocional, social e cognitivo.É pensando nesta criança, enquanto sujeito de direitos e deveres, que o Município de Itapoá, construiu umaProposta Pedagógica que dê condições e possibilite o seu desenvolvimento em todos os seus aspectos.
  15. 15. 15FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA METODOLÓGICAA Concepção de Infância na Legislação BrasileiraSegundo ABREU (2004, p. 4), até o final da década de 80, o atendimento às crianças de até 6 anos não eraconcebido como uma atividade de natureza educacional, tinha um caráter predominantemente assistencial.:Até a publicação da nova LDB em 1996, relata a autora, não existiam diretrizes nacionais para a educação pré-escolar, referida apenas em dispositivo da Lei nº 5.69271- Reforma do Ensino de 1º e 2º graus, integrado ao capítulo doensino de 1º grau (art.19,§2º), estabelecendo que os sistemas de ensino velarão para que as crianças de idade inferior asete anos recebem conveniente educação em escolas maternais, jardins de infância e instituições equivalentes.As pré-escolas, que funcionavam em escolas públicas e privadas de 1º e/ ou 2º graus, integravam os sistemas deensino. Ao contrário, a pré-escola oferecida em instituições específicas e as creches públicas e privadas, integravam ossistemas de saúde e/ou a assistência social. (ABREU, 2004, p. 4)Com o fim da ditadura militar e a promulgação da nova Constituição Federal de 1988, a criança passa a ser vistacomo um sujeito de direitos, conforme descreve o texto da referida lei em seu art. 208, IV, que inscreve o atendimento emcreche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade entre os deveres do Estado / Poder Público para com aeducação, reconhecendo, pois, a creche como instituição educativa. Na década de 90 a nova LDB reforça esse papeldefinindo a educação infantil como primeira etapa da educação básica (art.29), ampliando sua importância social aointegrá-la à formação comum indispensável para o exercício da cidadania. (A educação escolar divide-se em educaçãobásica e educação superior e, por sua vez, a educação básica é formada pela educação infantil, ensino fundamental eensino médio.) Assim, a nova legislação educacional marca uma mudança em relação ao papel do Estado  Poder
  16. 16. 16Público para com essa faixa etária, que deixa de ser apenas o de velar pelas crianças pequenas, conforme a Lei daReforma de Ensino de 1971, e passa a ser o de educar e cuidar1.A Educação Infantil na Legislação Educacional VigenteABREU (2004, p. 5), cita a Constituição Federal, a LDB 9394/96 e as Diretrizes Nacionais para a Educação Infantilcomo documentos jurídicos que irão fundamentar toda a ação a ser desenvolvida junto a criança através de políticaspúblicas de atendimento, distribuindo as responsabilidades a cada uma das três esferas de governo, além do ECA –Estatuto da Criança e do Adolescente, que também destaca este atendimento.A autora faz referência às legislações vigentes, as quais colocam a Educação infantil como direito:De acordo com a Constituição Federal e a LDB, a educação infantil é: direito da criança (e da família) dever do Estado  Poder Público (e da família) não obrigatória (obrigatório é apenas o ensino fundamental, a partir dos 7 anos) gratuita nos estabelecimentos oficiaisA Educação Infantil na LDB: recebe tratamento igual ao do ensino fundamental e do ensino médio, com capítulo próprio. é definida como primeira etapa da educação básica sua finalidade é o desenvolvimento integral da criança, nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social.1ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Finaciamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 4.
  17. 17. 17 é complementar à ação da família e da comunidade no desenvolvimento da criança, sendo, pois, necessária aintegração escola-família- comunidade. É oferecida em:creches ou entidades equivalentes para crianças de zero a 3 anos.(Essa abertura para o atendimento em entidades equivalentes à creche, justifica-se pela necessidade dereconhecer a realidade preexistente à nova legislação, em que esse atendimento tem sido oferecido demaneira diversificada, em entidades comunitárias, empresas públicas e privadas, entidades filantrópicas ouconfessionais, ou, ainda, em casas de família, como no caso das mães crecheiras).Pré-escolas para crianças de (4 à 6 anos) 4 e 5 anos.(a Lei Nº 11.114, que altera os art. 6º, da LDB, que torna obrigatória a matrícula das crianças de 6 anos noensino fundamental, criando-se a partir de então o ensino fundamental com 9 anos de duração) A avaliação da criança deve ser realizada sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensinofundamental.(Esse dispositivo justifica-se pela existência, após a Reforma de 1971, de classes de alfabetização em váriasredes de ensino, como fase intermediária entre a pré-escola e a 1ª série, nas quais procedia-se à avaliação doaprendizado dos alunos inclusive para acesso à 1ª série do ensino de 1º grau).As Diretrizes Nacionais para a Educação InfantilABREU (2004, p. 6) cita que: Inversamente à legislação anterior, a LDB (art. 9º, IV) prevê o estabelecimento decompetências e diretrizes nacionais para a educação infantil.
  18. 18. 18Em decorrência a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer nº 2298 ea Resolução nº 199 que institui as diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil, para nortear a organizaçãodas propostas pedagógicas das instituições de educação infantil2.A CEB  CNE aprovou também o Parecer nº 4 2000 que dispõe sobre Diretrizes Operacionais para a EducaçãoInfantil.Responsabilidade pela oferta da educação infantil3De acordo com a CF, art.211,§ 2º, e a LDB, art.11, V, a educação infantil constitui área de atuação prioritária dosMunicípios. Dito de outra forma, constitui responsabilidade dos Municípios a oferta da educação infantil à populaçãobrasileira.(O ensino fundamental é competência compartilhada entre Estados e Municípios e o oferecimento do ensino médioé incumbência dos Estados).Segundo a CF, art.211, § 1º, e a LDB art.9º, III, a União tem a incumbência de prestar assistência técnica efinanceira aos Estados, DF e Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino, exercendo função supletivae distributiva (com prioridade para o ensino fundamental).A União vem cumprindo essa determinação legal por meio de várias iniciativas do MEC: Coordenação da elaboração de vários documentos, entre eles o RECNEI - Referencial Curricular Nacional para aEducação Infantil (1998) e os subsídios para credenciamento e funcionamento de instituições de educação infantil(1998); Em 2000, realização pelo INEP do primeiro Censo da Educação Infantil, cujos resultados preliminares, divulgadosem setembro de 2001, permitem um diagnóstico mais preciso de educação infantil no País;2ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Financiamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 6.3ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Financiamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 6.
  19. 19. 19 Promoção, com financiamento do FNDE, de programas para formação continuada com base no ReferencialCurricular Nacional para Educação Infantil, e liberação de recursos para ampliação e construção de novas escolas.A educação infantil e os sistemas de ensino4A Constituição Federal, art.21, caput , e a LDB, art.8, caput, prevêem a instituição de sistemas municipais deensino ao lado dos pré-existentes sistemas da União, dos Estados e do Distrito Federal.Ao mesmo tempo, a LDB, art.11, parágrafo único, possibilita aos Municípios optarem por manter suas escolasintegradas ao sistema estadual de ensino ou por compor com o Estado um sistema único de educação básica (essasegunda alternativa não está em uso).Assim se, no Município, o sistema de ensino está instituído: As instituições de educação infantil municipais e privadas integram o sistema municipal; As instituições de educação infantil estaduais integram o sistema estadual de ensino.Se, no Município ainda mantém-se a rede municipal de ensino integrada ao sistema estadual de ensino: Todas as instituições de educação infantil – estaduais, municipais e privadas – integram o sistema estadual deensino. Em suas disposições transitórias, a LDB, art.89, determinou que, no prazo de três anos (até dezembro de 1999),as creches e pré-escolas existentes ou que venham a ser criadas deverão integrar-se ao respectivo sistema deensino.4ABREU, Mariza. Educação Infantil no Brasil: Legislação, Matrículas, Financiamento e Desafios. Consultoria Legislativa, 2004, p. 7.
  20. 20. 20 (Essa integração pressupõe que as creches devem vincular-se às normas educacionais do respectivo sistema deensino, contar com a presença de profissionais da educação em seus quadros de pessoal e estar sujeitas àsupervisão pedagógica do órgão responsável pela administração da educação).
  21. 21. 21A EDUCAÇÃO INFANTIL NA CRECHEAs creches são espaços de inserção das crianças nas relações éticas e morais que permeiam a sociedade, pois apassagem da heteronomia para a autonomia, supõe recursos internos que são: o afetivo e o cognitivo e externo, o sociale o cultural.Sendo assim, o trabalho educativo a ser desenvolvido nessa instituição, deve criar condições para as criançasconhecerem, descobrirem experiências, sentimentos, valores e papéis sociais por meio do aprender, do fazer de conta,das múltiplas formas de expressão, desenvolvendo seu senso crítico nos aspectos intelectuais e motor.Portanto é preciso destacar que para ser almejado tal objetivo, se faz necessário termos profissionais capacitadoscom formação específica a nível superior em educação infantil de 1 a 3 anos para o exercício pedagógico.
  22. 22. 22Perfil do Professor“ Portas que se abrem, portas que permanecem fechadas.Mas a chave existe. É dentro de nós que as coisas são.” – desejo e força.(Autor desconhecido).ProfissionalResponsávelObservadorFelizEspelhoSábioSensívelOtimistaReferencial Sensibilidade. Reconhecer a importância do vínculo afetivo. Aperfeiçoamento (busca do saber).
  23. 23. 23 O professor deve sempre estar revendo sua prática pedagógica, estar ciente que também é um aprendiz,porque é uma troca entre família, comunidade e equipe de trabalho e com os próprios alunos. Diálogo entre a família e a escola. Instrumentos essenciais do professor na sala de aula: Observação Registros Reflexão Planejamento Avaliação. Uma proposta curricular de qualidade depende do grupo (professores). O professor tem que ter noções de saúde, como doenças infantis. O professor tem que ter um conhecimento voltado para a área do desenvolvimento infantil para poder atuar deacordo com a faixa etária respeitando a individualidade de cada criança. Valorizar o conhecimento que a criança trás de casa, compartilhando com os demais. Cuidadosos, atentos, compromisso, comprometimento com as crianças, amoroso, passar segurança, cativar ascrianças, e nos momentos de troca de fraldas, aproveitar para fazer estimulação como também oreconhecimento do próprio corpo da criança com suas partes (pé, mão, dedos, etc). Fazer com que a criança se sinta protegida, segura, amada e respeitada, principalmente na adaptação e troca. Construir um ambiente agradável, de maneira atraente, aproveitando a curiosidade natural da criança,aproveitando o espaço envolvendo nas atividades propostas Promover atividades criativas onde a criança se sinta motivada no ambiente escolar.
  24. 24. 24 Respeitar a escolha da criança quando ela se mostra interessada em uma atividade ou em algum brinquedoem particular, valorize essa escolha, para que ela se sinta à vontade nesse novo ambiente. A função social do educador é um ser agente de transformação e mediação. Cabe a ele auxiliar na organizaçãodos desejos e necessidades da comunidade em que trabalha. Ele se constitui numa referência para acomunidade.Perfil da criançaCriativaRisonhaIluminadaAmorosaNotávelEmoÇãoAlegre“Cooperação, respeito mútuo, uso construtivo da liberdade para o bem comum só podem ser aprendidos emvivência social e livre. A escola não pode se limitar a instruir, ela tem que abranger a educação para a vida, pela própriavida”.Heloisa Marinho
  25. 25. 25(...) A criança como todo ser humano é um sujeito social e histórico e faz parte de uma organização familiar queestá inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico. Éprofundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas também a marca. A criança tem na famíliabiológica ou não, um ponto de referencia fundamental, apesar da multiplicidade de interações sociais que estabeleceucom outras instituições sociais. (RCNEI – MEC, Volume 1).Cada criança tem sua individualidade, seu jeito de ser, são curiosas, atentas, espertas, espontâneas, sinceras,sensíveis, aprende sobre o mundo fazendo perguntas e procurando respostas.As crianças possuem uma natureza singular, que as caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo deum jeito muito próprio. Nas interações que estabelecem desde cedo com as pessoas que lhe são próximas e com o meioque as circundam, as crianças revelam seu esforço para compreender o mundo em que vivem, as relações contraditóriasque presenciam e, por meio das brincadeiras, explicitam as condições de vida e que são submetidas e seus anseios edesejos. No processo de construção de conhecimento, as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercema capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar.Nessa perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outraspessoas e com o meio em que vivem. (RCNEI – MEC, Vol.1).(...) “A criança, para desenvolver sua personalidade de modo pleno e harmonioso, necessita de amor ecompreensão. Deve crescer numa atmosfera de afeto e segurança moral e material. Aspecto Motor: inclui tudo aquilo que se relaciona com a capacidade de movimento do corpo humano; Aspecto Cognitivo: aborda capacidades que permitem compreender o mundo nas diferentes idades e de atuar neleatravés do uso da linguagem (verbal, artística, etc).
  26. 26. 26 Aspecto Afetivo: como a criança sente-se consigo mesma e em relação ao mundo em que vive e como seconfronta em situações difíceis. Durante a proposta haverá relatos mais aprofundados sobre estes aspectos evolutivos no desenvolvimento dacriança.A criança e seu desenvolvimento(1 ano) Grita quando os pais se afastam. Engatinha. Choraminga. Anda livremente sem apoio. Balbucia algumas palavras. Rasteja. Se irrita. Se conflita entre sim ou não, mas consegue obedecer ordens. Autonomia para pegar e escolher brinquedos. Auto-afirmação, teimosia, negativa, birra. É agressiva. Controla os músculos do tronco. Fica em pé e anda segurando-se nos móveis. Senta e levanta.
  27. 27. 27 Fica em pé na cadeira. Fica em pé agarrando-se ao berço. Dá pontapés, se debate. Brinca sozinha, gosta de contar. Interessa por pequenas histórias (mamãe, casa, bicho, barco, flor). Come sozinho? (gradual, progressivo e contínuo).(2 anos) Imitação (amigos, pais, professores). Dificuldade de receber não. Descoberta da imagem de seu próprio corpo. Exploração corporal frente ao espelho. Intrigado, umbigo e genitália. (meninos manipulando o pênis e meninas manipulam e introduzem dedo ou algo navagina). Treinamento para o banheiro (forma descontraída). Anda com segurança. Faz troca de roupa e calçados (amigos) Organiza e guarda seus objetos e brinquedos. Respeita as regras e consegue obedecer duas ou mais ordens. Sobe e desce escada com apoio. Junta duas palavras e com o passar do ano faz sentenças simples. Rabisca (garatujas).
  28. 28. 28 Constroem espontaneamente. Empilha mais de dois blocos de madeira e conta. Corre, rodopia, tenta equilibrar-se em volta de círculos, quadrados, objetos. Dança, canta, gesticula, brinca de faz - de-conta. Desinteresse por certas brincadeiras. Monta quebra-cabeça (tamanho grande).(3 anos) Curiosidade sensorial, imitação, a forma básica de aprendizagem é através da música, histórias, modelagem, etc. Já está pronta para comer somente às refeições. Pega as pessoas que a cercam como modelo. Já se sente apta a ir ao banheiro. Aceitação do convívio social (gosta de companhia e outras crianças). Não usa fraldas. Início do ciúme e medo. Brinca de faz-de-conta. Tem autonomia para alimentar-se. Questionadora (por quês). Não faz xixi na cama dormindo. Capaz de criar seres imaginários Relaciona palavras à ação. Aprende compartilhar.
  29. 29. 29 Aprende a lidar com a raiva e agressividades. Usa orações, responde perguntas simples e fala relativamente bem. Hábitos de movimentos exploratórios (gaguejar, mentir, fantasiar, masturbar-se e roubar). Transmite recados. Sobe escada alternando os pés. Faz células (no desenho). Empilha blocos de madeira elaborada. Aceita mais o “não”. Realiza pequenas tarefas.Retirada das FraldasDependendo do desenvolvimento de cada criança, ao final do segundo ano de vida, ou seja, entre 18 e 24 meses,aproximadamente, ela passa a se interessar pelas suas eliminações e experimentar com mais consciência as sensaçõesprovocadas pela contração e relaxamento dos esfíncteres.As fezes e urina são produções da criança e têm significado especial para ela, por isso é aconselhável que tanto afamília quanto o professor leve-a periodicamente ao banheiro.Esse processo pode ser facilitado pela organização da rotina e do ambiente, pelos professores e pela observaçãoe imitação da criança em relação às outras crianças que vão ao sanitário e também é aconselhável que instituição efamília compartilhem das mesmas intenções e cuidados durante esta fase.Como é uma instituição com várias crianças em sala de aula precisam ser criados critérios para a retirada dasfraldas:1º - A criança deve expressar-se oralmente, precisa ter amadurecimento da linguagem para poder se comunicar.
  30. 30. 302º - O ideal nos meses quentes, pois são os meses que não dão friagem às crianças, é tirar o tapetão da sala paraque não ocorra xixi no mesmo e elas possam ficar livres de calcinha ou cueca; no inverno não é aconselhável devido aofrio, pois pegam gripe facilmente e como estão bem agasalhadas fica difícil para controlar os esfíncteres, por que é umafase que elas precisa sentir e tocar o seu corpo.3º - Toda a equipe da creche em conjunto com os pais, devem se envolver neste processo.4º - Palestra para a equipe e pais com psicóloga, para juntos falarem a mesma linguagem.Limites - Quando é preciso colocar limites nas crianças?Sem medo de dizer “não”. Ao invés de prejudicar, limites claros e que tenham sentido, ajudam a criança, a saber,como agir. São de fundamental importância para sua educação, pois, baseada neles, ela aprende o que se espera dela eo que ela pode esperar dos outros. Isso traz uma sensação de segurança à criança, mesmo quando ela aparentadiscordar ao limite dado.Como não perder a autoridade ao disciplinar: Cumpra o que disse. Seja coerente. Faça com que seus alunos gradualmente assumam responsabilidades. Cuidado com o que você diz e o modo como diz.Fase da mordida: agressividade ou aprendizagem?Em nossa cultura, freqüentemente expressamos carinho brincando com os dentes e, sobretudo com bebês,fingindo morder. Essas ações geram “modelos de imitação” para brincadeiras com outras crianças. Porém, ainda nãosabem quanta força podem colocar na boca e também não sabem avaliar as conseqüências desse comportamento. Isso
  31. 31. 31não quer dizer que seja desaconselhável brincar com a criança usando a boca. Pelo contrario. Desde que respeitadas asparticularidades e as sensações da criança, esses momentos podem ser muito afetuosos e de grande intimidade. Épreciso apenas ir mostrando que ela pode acabar provocando dor e machucando outras crianças, sobretudo aquelas quenão estão com vontade de entrar na sua brincadeira.Em relação à mordida a professora deve observar e tentar descobrir por que a criança está apresentando estecomportamento. A maioria das crianças passa por esta fase, só que não poderá virar um hábito, a criança sabe queatravés de morder o colega, ela consegue o que quer como: um brinquedo, ciúme da professora, é uma auto defesa.É neste momento que o professor deve atuar colocando limites, abaixar-se até a altura da criança, olhando nosolhos e explicar que morder dói, machuca o colega e que a professora não gostou da atitude. Mesmo que criança nãofale direito, alguma coisa da conversa dos adultos ela entende.Deixar os pais informados é o ideal, tanto do filho que foi mordido, explicar as providencias tomadas e orientartambém os pais do filho que morde.
  32. 32. 32SexualidadeA marca da cultura faz-se presente desde cedo no desenvolvimento da sexualidade infantil. A relação das criançascom o prazer se manifesta de forma diferente da do adulto, em momentos diferentes de sua vida, elas podem seconcentrar em determinadas partes do corpo mais do que em outras.A boca é uma das regiões pelo qual as crianças vivenciam de modo privilegiado sensações de prazer. Na fase docontrole esfincteriano, tudo o que diz respeito às eliminações ganha uma importância enorme para as crianças e para osadultos com quem convivem.Outra conseqüência que decorre do controle esfincteriano é o favorecimento da exploração dos órgãos genitais,antes escondidos pelas fraldas. Aumenta a curiosidade por seus próprios órgãos podendo entregar-se a manipulaçãopor meio das quais pesquisam as sensações e o prazer que produzem. Paralelamente, cresce também o interesse pelosórgãos das outras crianças que também podem se tornar objeto de manipulação e exploração.A compreensão da sexualidade como um processo amplo, cultural e inerente ao desenvolvimento das crianças,pode auxiliar o professor diante das ações exploratórias das crianças ou das perguntas que fazem a respeito do tema.Diante desse processo que a criança passa e vai amadurecendo o lado da sexualidade, o RCNEI - MEC Volume1,2 e 3 colocam esta questão como sendo importante, está incluída nos conteúdos a serem trabalhados pelo professor deforma invisível e que durante o ano passam a ser visível através dos projetos.Se observarmos as brincadeiras das crianças, nas entrelinhas veremos que a sexualidade está presente e issoacontece desde os bebês, quando começam a reconhecer o seu próprio corpo e se tocarem.Nos dias de hoje o sexo está em casa, nas ruas, filmes, novelas, revistas, a criança tem acesso a este tipo deinformação e muitas vezes de forma distorcida. Elas vêem e ouvem coisas e querem reproduzir as cenas com o grupode colegas e cabe ao professor agir neste momento usando a coerência, dialogo e o conhecimento nesta área.
  33. 33. 33Como lidar com a masturbação?A maioria dos professores já se deparou com essa situação. O melhor a fazer é mostrar calma e segurança àcriança, sem fazer com que ela se sinta culpada fazendo algo feio, mas mostrar a ela que temos a privacidade eintimidade de nosso quarto.Realizar projeto que envolva o reconhecimento do corpo com brincadeiras lúdicas, usando técnica do espelho, etc.Como agir quando as crianças manipulam os genitais ou se masturbam?Essas ações representam o interesse da criança pelo seu próprio corpo, uma forma de conhecer suas diferentespartes e as sensações que provocam.É preciso diferenciar a masturbação quando é uma auto-exploração e quando a criança usa dela para nos alertarde que algo não vai bem.Esse alerta pode ser observado quando o ato de se masturbar passa a ser muito constante e repetitivo. A criançapode estar usando essas ações para demonstrar que algumas de suas necessidades afetivas não estão sendosatisfeitas. Falta de atenção, tédio, ansiedade ou tristeza podem ser alguns dos motivos que levam uma criança a semasturbar com maior freqüência. Ela recorre a seu corpo para compensar o mal-estar, já que é uma fonte segura deprazer, alivia a tensão ou ela agride o adulto ao fazê-lo. É importante lembrar que a auto-exploração vai mudandoconforme a criança cresce.Quando a criança começa a manipular seus órgãos genitais poderá ser também um problema de higiene, fimosenos meninos e infecção nas meninas (bexiga, vagina), a criança sente o prazer em se tocar e isso poderá virar hábito.Quando ocorrer na creche problemas que envolvam sexualidade, deve ser chamada a mãe para entrevista,realizar sondagem, averiguar o que está acontecendo com esta criança. Se for um problema de afetividade, separaçãodos pais, dorme com os pais no mesmo quarto. A creche e a família devem falar a mesma linguagem, cabe à creche
  34. 34. 34informar e orientar os pais. E dependendo do caso deverá ser chamada a Psicóloga para maiores esclarecimentos eorientações.Funções elementares - até os três anosDada a proximidade anatômica entre os órgãos genitais e os excretores, as crianças associam, naturalmente,ambas as funções. Por isso, não devem os pais insistir nos conceitos de porcaria e sujidade relativamente às funções deevacuação e micção: a criança poderá transferir facilmente tais conceitos para a esfera sexual.A creche deve orientar os pais do momento certo da retirada de fraldas, devendo ser respeitado o ritmo de cadacriança, apropriação da linguagem oral para não ocorrer mais tarde problemas voltados à sexualidade ou adultos comproblemas de intestino preso.Como responder a curiosidade das crianças em relação à sexualidade?Ajudamos a criança a entender essas questões quando respondemos o que ela quer saber e nada mais que isso.Da mesma forma que tentamos explicar outras coisas da vida, podemos responder a suas perguntas com explicaçõescurtas e simples.(...) Outra forma de responder a essa curiosidade é permitir à criança atividades que ajudam a estabelecer umarelação prazerosa com seu corpo. As crianças costumam falar da sexualidade quando brincam com bonecas, massinhade modelar, tinta e areia. (Os Fazeres na Educação Infantil – 7ª edição. Ed.Cortez).
  35. 35. 35AlimentaçãoAo final do primeiro ano, já pode ingerir todos os alimentos que são servidos para as crianças e para os adultos.Junto com mudanças de cardápio ocorrem as aquisições de aprender a usar talheres, tomar líquidos na caneca, diminuiro uso de mamadeira, partilhar das refeições à mesa com os companheiros.A partir dos dois anos a criança já poderá se alimentar sozinha determinando seu ritmo e a quantidade dealimentos e com o incentivo do adulto experimentar novos alimentos ou servir-se. Dando mais autonomia para a criançacomer, o adulto enfrentará menos resistência.Quando a criança apresenta problemas de saúde é natural não conseguir comer determinados alimentos na horada refeição, então, a professora poderá substituir por alimentos que a criança preferir. Assim, também acontece emrelação à adaptação do aluno na creche.Algumas recusam a comida, neste caso, o horário deve ser diferenciado das demais, e as que não se alimentamem nenhum momento, os pais devem ser chamados e juntos família e creche, precisam fazer um trabalho com o objetivode que esta criança venha a sentir segurança junto aos professores. Podem ser tomadas outras atitudes como: os paislevarem seu filho para almoçar em casa ou se deslocar até a creche para alimentá-los. Isso vai depender da entrevistacom a família e da equipe de trabalho de ver o que é melhor para estas crianças.(...) Para a criança pequena também é verdade. Logo ela descobre que comer é uma maneira de se relacionarcom outros. E não comer faz parte disso. A criança percebe a tensão que gera no adulto quando não come. Pode, então,usar isso como forma de protestar, expressar sua insatisfação. Ou ainda, como forma de garantir a atenção do adulto.(Os Fazeres na Educação Infantil / Organizadores Maria Clotilde Rosetti Ferreira, 7ª edição – SP: Cortez. 2005).
  36. 36. 36Comendo FelizAo ajudar a criança a comer, dando autonomia que é possível para sua idade, poderá ser dada uma colher paraaprender a comer e outra para a professora ajudar, garantindo assim que ela se alimente suficientemente, é umaestratégia que muitas vezes da certo. A criança se sente feliz que está conseguindo levar os alimentos até a boca; o chãoe a roupa no início ficam sujos, por isso é importante usar avental nesta fase.Educação Alimentar - um trabalho conjunto da creche e da famíliaA Alimentação faz parte do processo educativo e é uma parte importante do desenvolvimento infantil. O processoeducativo e o desenvolvimento infantil acontecem continuamente. A alimentação, então, não pode ser pensada somentedentro de casa ou somente dentro da creche. A creche e a família devem pensar juntas sobre a alimentação da criança.Caso contrário, o resultado não será dos melhores.O importante é que a creche, a família e a criança podem fazer das refeições momentos prazerosos e de grandeintegração entre cuidado e educação. (Os Fazeres na Educação Infantil. 6ª edição. P.128).Sono e repouso - 10 meses a 03 anosO sono é mais um desafio para educadores dessa faixa etária num ambiente coletivo como a creche. Entre asdificuldades que passamos, buscamos novas maneiras de agir, a fim de transformar o sono num momento gostoso dedescanso. Este é um momento de muitas trocas afetivas e de maior intimidade, em que muitos diálogos podem acontecerentre educadores e crianças.As crianças que chegam à instituição no primeiro horário muitas vezes estão sonolentas e precisam ser logolevadas para o berço ou colchonete, e podem sentir-se mais seguras se conservam consigo seu boneco, sua chupeta ou
  37. 37. 37cobertor. Desaconselha-se manter os bebês e crianças que estão dormindo, ou desejando fazê-lo, em ambientes muitoclaros ou ruidosos.(...) Temperatura agradável, boa ventilação e penumbra, oferta de colchonetes plastificados forrados com lençóislimpos e de uso exclusivo das crianças (ou esteiras conforme a idade das crianças, o clima e os hábitos regionais)também são cuidados para um sono ou descanso seguro e reparador. (R.C.N. para Educação Infantil Vol.2)Um ambiente tranqüilo e seguro, com pessoas e objetos conhecidos, particularmente aqueles que têm umsignificado especial para a criança, como um “paninho”, a chupeta ajudam a dormir melhor, canções de ninar acalmam einduzem ao sono.(...) Alguns cuidados precisam ser providenciados antes dos bebês e crianças pequenas dormirem, como retirarcalçados, verificar se há necessidade de troca de fraldas sujas ou molhadas, retirar objetos ou roupas que apertam,colocar os bebês de lado para evitar acidentes no caso de regurgitar ou vomitar durante e sono. (RCNEI – MEC, Vol.2)O professor não deve deixar em hipótese alguma as crianças sozinhas durante o sono, se tiver que se ausentarpor qualquer motivo quem for atendê-las deve ter conhecimento desses problemas que podem ocorrer.O educador num processo de adaptação a nova turma – seus pais e antigos educadoresTodo ano recebemos um grupo de crianças que freqüentou o berçário no ano anterior, isso gera uma série dequestionamentos.O que sentimos quando as crianças preferem os educadores do ano anterior? Como fazer para que os paisconfiem em nós, já que estes têm um vínculo estabelecido com outros educadores? Como respeitar as diferenças queexistem entre um educador e outro? Como elaborar a aceitação ou a rejeição de alguns pais? Adaptação não é algoestático. Adaptação é um processo de mudança e desenvolvimento. É estar atento às novas necessidades.Cheios de dúvidas, nós, os novos educadores e os pais, vivenciamos algumas vezes aborrecimentos echateações. Mas conforme as crianças vão estabelecendo vínculo conosco, os conflitos vão sendo amenizados.
  38. 38. 38Muitas mudanças ocorrem para as crianças: exploração de um novo espaço e objetos.O processo de adaptação exige de nós reflexão e atenção aos nossos sentimentos. As crianças e seus pais, quejá estavam freqüentando a creche no ano anterior, pareciam adaptados. Mas observando os conflitos da nova situação,confirmamos o fato de que a adaptação é um processo constante, que precisa ser avaliado a cada ano, com as novascrianças e famílias, ou seja, em cada remanejamento da turma.Período de AdaptaçãoO período de adaptação na creche sempre é de extrema importância, pois é quando se inicia a relação entrecreche x criança x família. A distância da mãe e dos familiares é, ainda, muito doloroso, devido a sua ligação afetiva forte,na qual a criança lida com sentimentos de insegurança, abandono, medo, etc. esse processo ocorre ao longo do anotodo, sempre que chega uma criança nova na turma.O período de adaptação deve seguir os seguintes critérios:1º dia: apresentação da mãe para a professora, juntamente com a criança e da professora para a mãe. Neste 1ºdia a criança ficará no período entre meia e uma hora. E a direção se incumbirá de apresentar as dependências dacreche e demais funcionários.2º dia: a mãe deverá trazer a criança e levá-la à sala de aula, deixando-a com a professora, devendo buscar nohorário estipulado pela mesma.3º dia: o horário será gradativamente aumentado de acordo com a adaptação da criança e da família em relação acreche. Conforme a criança o período de adaptação poderá ocorrer em uma ou duas semanas, não podendo haver faltasnesse período, caso as faltas venham ocorrer e a criança não estiver adaptada, poderá ser feito um horário adequadopara ela. (RCNEI – MEC).Observação: A criança é um ser indefeso, pequeno, que tem direito a um processo de adaptação, pra não ocorrertraumas ou doenças ligadas ao emocional (criança triste, insegura, emocionalmente frágil, abaixa a imunidade
  39. 39. 39acarretando problemas). O adulto precisa colocar-se no lugar da criança e ter a sensibilidade de que a creche é um localcom pessoas desconhecidas, mas, que aos poucos vai se tornando para ela, um lugar seguro.Parceria com a famíliaA qualidade da educação infantil depende, cada vez mais, da parceria entre escola e família. Abrir canais decomunicação, respeitar e acolher os saberes dos pais e ajudar-se mutuamente. Eis algumas ações em que as únicasbeneficiadas são as nossas crianças. (Revista Criança nº42, dezembro 2006)Sentindo-se valorizados em seus saberes os pais acabam se envolvendo com a vida escolar do filho com muitomais intensidade.Favorecer uma relação de confiança dos filhos com a escola vai se refletir no desenvolvimento físico, intelectual eemocional das crianças. (Revista Criança nº 42, Dezembro 2006).Os pais ou responsáveis devem conhecer, monitorar a proposta pedagógica, saber como seus filhos sãoatendidos, conhecer a rotina da instituição e acompanhar as atividades desenvolvidas...A participação da família é a estratégia para se respeitar os modos de agir da criança, transmitindo seus valores,costumes e tradições. (Revista Criança nº 42, Dezembro 2006 – Vitória Faria, Consultora do MEC).A escola precisa se relacionar com a família por que os pais são os primeiros educadores das crianças: “Elespodem dar informações sobre as suas condições de vida, cultura, atitudes, valores, hábitos, formas de lazer’’. (RevistaCriança nº42, Dezembro 2006).Tendo a posse destas informações, o professor poderá agir pedagogicamente partindo daquele conhecimentotrazido pela criança e sua família, respeitando sua cultura e modo de viver, introduzindo novos e diferentesconhecimentos.Poder-se-á criar espaços para a participação dos pais que tenham conhecimento em contar histórias ebrincadeiras específicas da região,
  40. 40. 40O papel da escola é ensinar a fazer e não fazer no lugar dos pais, sendo função da família a educação dascrianças e a função da escola é de complementar esta educação, com saberes diferentes e novos dentro do programaeducacional vigente.A parceria entre escola e família deve passar do discurso para a prática escolar. Os pais precisam se esforçarmais para participar dos conselhos e reuniões escolares ou mesmo para acompanhar mais de perto o processo deaprendizagem dos filhos. (Revista Criança nº 42 Dezembro 2006).A escola precisa mudar o jeito de olhar a comunidade sendo mais acolhedora, deverá oportunizar em seusprojetos momentos em que os pais poderão participar junto com as crianças de atividades extraclasse ou não. Comoexiste uma diversidade cultural enorme em nosso país, muitos aspectos de outras culturas são vistos de maneirapreconceituosa, ou seja, a família muitas vezes encara de forma preconceituosa o que a escola faz.A parceria entre escola e família deve estar pautada pelo direito à educação e não como um favor. E escola é umbem da comunidade. (Revista Criança nº42 Dezembro 2006).A escola deve ser parceira da família de fato e não simplesmente a envolver os pais em mutirões e outrasatividades onde ela é usada como mão de obra gratuita. (Revista Criança nº 42 Dezembro 2006)Trabalhar diretamente com as famílias das crianças, faz com que elas fiquem fortalecidas, e tenham autonomia, afamília começa a se libertar para buscar sua independência financeira, social.É importante que a Escola tenha diálogo com os familiares das crianças de forma aberta e clara, deixando-os a parde todas as situações, nos aspectos: Desenvolvimento do filho. No que APP investiu e no que necessita, Quais os projetos elaborados, assim como o calendário escolar. No que os pais precisam colaborar.
  41. 41. 41 A creche precisa criar programas de auto-ajuda aos pais, envolvendo psicólogos, PSF, fonoaudiólogo, dentista,etc... para que a creche e pais falem a mesma linguagem na ação educativa das crianças.Rotina e sua importânciaAs rotinas normalmente repetem uma forma de organização das atividades que revezam momentos tranqüilos emomentos de intensa atividade.Outra característica presente nas rotinas é a alternância. Alternam-se sempre os tipos de atividades: dos dirigidospara os livros, dos momentos de cuidado corporal para o trabalho intelectual, das atividades coletivas para as individuais,do pedagógico para a brincadeira.As rotinas poderão variar sua duração no tempo, isto é, sua periodicidade. Poderão ser anuais como as datascomemorativas, o período inicial da adaptação, os períodos de entrega de avaliações, as férias, podendo acontecer deacordo com as estações do ano, como o uso da piscina, os horários de uso do pátio, a aprendizagem de canções e osconteúdos sociais que variam durante o ano.Podendo também ser mensais, como a comemoração coletiva dos aniversariantes do mês- semanais como o diada música e o dia de trazer brinquedo de casa.Os seres humanos necessitam desde seus primeiros anos de vida aprender os costumes, as regras e as tradiçõesde seu grupo cultural de pertinência. As crianças, desde muito pequenas, precisam interagir com os objetos aos quaisestão expostas e aprender os hábitos sócio-culturais da sua coletividade.As repetições de certas ações e de determinadas práticas da estabilidade e segurança aos sujeitos. Saber quedepois de determinada tarefa ocorrerá outra dá certo sossego às pessoas, sejam elas grandes ou pequenas.A vida cotidiana é a vida dos sujeitos por inteiro, da qual eles participam com todos os aspectos de suaindividualidade: todos os seus sentidos, todas as suas capacidades intelectuais, suas habilidades manipulativas, seussentimentos, suas paixões, idéias ideológicas.
  42. 42. 42São partes orgânicas da vida cotidiana: a organização do trabalho e da vida privada, os lazeres e o descanso, aatividade social sistematizada, o intercâmbio e a purificação. É nela, na sua execução, que adquirimos todas ashabilidades, os conhecimentos e as práticas imprescindíveis para vivermos a vida em sociedade.As rotinas necessitam considerar o ritmo, a participação, a relação com o mundo, a realização, a fruição, aliberdade, a consciência, a imaginação e as diversas formas de sociabilidade dos sujeitos nela envolvidos.A rotina é um instrumento para concretizar as intenções educativas. Ela se revela na forma pela qual sãoorganizados os espaços, os materiais, as propostas e as intervenções do professor.Sugestão de horário de rotinas:Maternal IDas 07:30 as 08:00 horas: chegada, contato com responsáveis,08:30 horas: café da manhã e mamadeira para os menores.09:00 horas: atividade ao ar livre, banho de sol.09:30 horas: suco (ou outro líquido) e entrada para a sala.09:45 horas: estimulação. (movimento).10:30 horas: banho em dias quentes ou quando necessário.11:00 horas: Almoço e escovação dos dentes.11:30 horas: repouso.14:00 horas: troca de fraldas.14:30 horas: lanche e escovação dos dentes.15:00 horas: história.15:30 horas: atividade musical.16:00 horas: recreação dirigida (jogos, cantiga de roda).
  43. 43. 4316:30 as 1700 horas: jantar.17:00 horas: preparação para a saída: arrumar mochila, calçados e objetos pessoais da criança.17:00 As 17:30 horas: brincadeiras livres como: Parque, motoca, bola, vídeo, música, brincadeira de roda.Maternal IIDas 07:30 as 08:30 horas: chegada.08:40 as 09:00 horas: café da manhã.09:00 horas: atividades diversificadas.10:00 horas: recreação livre.11:00 horas: banho (em dias de calor), ou quando necessário.11:30 horas: almoço e escovação dos dentes.12:00 horas: repouso.14:30 horas: higiene e lanche (escovação dos dentes).15:00 horas: história.15:30 horas: atividade musical.16:00 horas: recreação dirigida (jogos, cantigas de roda).16:40 horas: jantar.17:00 horas: rodinha: atividades ou brincadeiras variadas.17:20 horas: preparação para a saída.Observação: (Em relação aos horários citados acima, são flexíveis, podendo ser adaptados à realidade de cadacreche, em relação às férias, datas comemorativas e estações do ano).
  44. 44. 44Componentes curricularesO currículo pode ser compreendido e praticado sob muitas perspectivas teóricas. No entanto todo o currículorepresenta uma espécie de elo que liga teoria e prática pedagógica, dito em outras palavras: o currículo é o viés quecostura o planejamento e ação. (Caderno Pedagógico Currículo UDESC p.15).Os objetivos explicitam intenções educativas e estabelecem capacidades que as crianças poderão desenvolvercomo conseqüência de ações intencionais do professor. Os objetivos auxiliam na seleção de conteúdos e meiosdidáticos.Ao estabelecer objetivos nesses termos, o professor amplia suas possibilidades de atendimento, a diversidade apresentada pelascrianças, podendo considerar diferentes habilidades, interesses e maneiras de aprender no desenvolvimento da cada capacidade(Referencial Curricular Nacional Educação Infantil p.47 Vol.1)Dessa forma, “o cuidado e o educar” na Educação Infantil, não tem o mesmo significado que “o ensinar”, nasSéries Iniciais, ou seja, um currículo não escolarizante tem um tempo e um espaço diferentes, fundamentados nosdireitos da criança de 0 a 6 anos.No documento do MEC (1997) - Critérios para o atendimento em Creche que respeite os Direitos Fundamentais daCriança, identificamos alguns critérios essenciais que auxiliam na organização curricular dessa etapa da educaçãobásica, bem como na definição do perfil do professor de educação infantil.Esses critérios definem que as crianças têm direito: À brincadeira. À atenção individual. A um ambiente aconchegante, seguro e estimulante. Ao contato com a natureza. À higiene e à saúde.
  45. 45. 45 A uma alimentação sadia. A desenvolver sua curiosidade, imaginação e capacidade de expressão. Ao movimento em espaços amplos. À proteção, ao afeto e à amizade. À expressar seus sentimentos. A uma especial atenção durante seu período de adaptação a creche. A desenvolver sua identidade cultural, racial e religiosa.Respeitar o direito das crianças inclui a responsabilidade com o cuidar e o educar em um tempo e espaço quecontemplem os jogos e as brincadeiras, os projetos de trabalho e as múltiplas linguagens que sejam elas verbais,musicais, dramáticas, plásticas entre outras (Caderno pedagógico didático UDESC p.47). Em relação ao currículodevemos estar sempre visando que a criança é um sujeito social e histórico que se constitui na interação com outrossujeitos da cultura.Segundo Kramer, o currículo é palavra polissêmica, carregada de sentidos construídos em tempos e espaçosdistintos, sua evolução não obedece a uma ordem cronológica, mas se deve às contradições de um momento histórico,assumindo, portanto, vários significados ao mesmo tempo.Assim, em muitas instituições é possível identificar praticas concretas que buscam oferecer um espaço estimulantee seguro, permitindo que as crianças manifestem seu potencial físico, afetivo, intelectual e cultural, bem como aaprendizagem de sua autonomia e de sua socialização. (Revista Criança prêmio professor nº 41 p.28)
  46. 46. 46Modalidades organizativasA rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o tempo detrabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações deaprendizagens orientadas.A apresentação de novos conteúdos às crianças requer sempre as mais diferentes estruturas didáticas, desdecontar uma nova história, propor uma técnica diferente de desenho, as situações mais elaboradas, como, por exemplo, odesenvolvimento de um projeto, que requer um planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam adesenvolver aprendizagens específicas.Essas estruturas didáticas contêm múltiplas estratégias que são organizadas em função das interações educativasexpressas no projeto educativo, constituindo-se em instrumento para o planejamento do professor.Podem ser agrupadas em três grandes modalidades de organização do tempo. São elas: atividades permanentes,seqüências de atividades e projetos de trabalho Organização do tempo.(Atividades Permanentes)Todas as atividades permanentes do grupo contribuem, de forma direta ou indireta, para a construção daidentidade e o desenvolvimento da autonomia.A oferta permanente de atividades diversificadas em um mesmo tempo e espaço, é uma oportunidade de propiciara escolha pelas crianças.Atividades:ChamadaContação de históriaRoda de conversa
  47. 47. 47MúsicaRecreação dirigidaHigieneAlimentaçãoRepousoBrincadeiras LivresOrganização da salaPreparação para saídaOrganizando o TempoA rotina representa, também, a estrutura sobre a qual será organizado o tempo didático, ou seja, o tempo detrabalho educativo realizado com as crianças. A rotina deve envolver os cuidados, as brincadeiras e as situações deaprendizagens orientadas.A apresentação de novos conteúdos às crianças requer sempre as mais diferentes estruturas didáticas, desdecontar uma nova história, propor uma técnica diferente de desenho, as situações mais elaboradas, como, por exemplo, odesenvolvimento de um projeto, que requer um planejamento cuidadoso com um encadeamento de ações que visam adesenvolver aprendizagens específicas.Essas estruturas didáticas contém múltiplas estratégias que são organizadas em função das interações educativasexpressas no projeto educativo, constituindo-se em instrumento para o planejamento do professor.Podem ser agrupadas em três grandes modalidades de organização do tempo. São elas: atividades permanentes,seqüências de atividades e projetos de trabalho.
  48. 48. 48Projetos – através do quê? Datas comemorativas. De acordo com a necessidade do momento (levantados dentro da comunidade escolar). Conteúdos programáticos. Sobre acontecimento social.Critérios: Tema Tempo: O projeto pode ser flexível em relação ao cronograma estabelecido. Justificativa: o porquê do temaComo surgiuPorque é importante Objetivo: o que queremos alcançar Fundamentação teórica: pesquisa no livro, revista.Desenvolvimento: culminânciaO que fazerO que trabalharPossibilidade de trabalhoAtividades a serem desenvolvidas Físico: que ambiente Recursos humanos: professores, comunidade, pais, crianças. Recursos financeiros: qual o custo, qual a fonte: APP e Secretaria de Educação. Avaliação.
  49. 49. 49Quais os cuidados que devemos ter em relação ao projeto: Parceria com a comunidade em ajuda de custo, colaboração em acompanhamento em passeio e tambématividades realizadas na creche. Na elaboração de um projeto a equipe deverá analisar perigos que poderão ocorrer, gastos desnecessários. Alimentação adequada. Ambiente favorável, de acordo com a idade. Número de pessoal suficiente para atendimento. Ver com antecedência meio de transporte a ser utilizado Autorização dos pais.“Os projetos apontam para uma concepção de educação que parte dos conhecimentos cotidianos em direção aosconceitos científicos, na medida em que os alunos vão estabelecendo relações entre a experiência vivida e a culturasistematizada, bem como reelaborando e produzindo novos conhecimentos e novas formas de intervenção na realidade”.“Podemos concluir que os projetos de trabalho não se reduzem à escolha de um tema, nem a uma lista deobjetivos e etapas, contudo requerem uma metodologia de organização para o professor e para o aluno”.“O projeto de trabalhoaprendizageminvestigação é uma alternativa à prática pedagógica que favorece o trabalhointerdisciplinar, porém devemos ter claro que não é a única.. o professor pode e deve lançar mão de outras atividades,paralelamente ao desenvolvimento do projeto, ou após tê-lo concluído, tendo em vista os objetivos do ensino e aaprendizagem dos alunos. O professor ainda pode envolver a classe, escola, comunidade”. (UDESC caderno pedagógicoDidática. P. 117 118).
  50. 50. 50RegistroO registro far-se-á mediante livro ata diariamente e oferecido pela secretaria da escola, como fonte de informaçãovaliosa sobre as crianças em seu processo de aprender, e sobre o professor em seu processo de ensino/aprendizagem.O registro é acervo de conhecimentos do professor que lhe possibilita recuperar a história do que foi vivido tanto quantolhe possibilita avaliá-la propondo novos encaminhamentos. Além de ser colocado em ata sobre o processo deaprendizagem, ainda deve constar: todos os acontecimentos ocorridos na sala fora dela, como acidentes, reclamaçõesde pais, saúde da criança, alimentação, quando acontecer dos pais esquecerem os filhos na escola e outros.No que se refere à aprendizagem neste eixo, são consideradas como experiências prioritárias para crianças dezero a três anos participarem das atividades que envolvam a exploração do ambiente imediato e a manipulação deobjetos. Para tanto, é preciso que sejam oferecidas a elas muitas oportunidades de explorar e manipular objetos desde omomento em que ingressam na instituição. Andar, engatinhar, rastejar, rolar, interagir com outras crianças e adultos,brincar, etc.Além da ata, os registros poderão ser feitos através de fotos, gravações de vídeo, etc.ObservaçãoA observação e o registro se constituem nos principais instrumentos de que o professor dispõe para apoiar suaprática. Por meio deles o professor pode registrar, contextualmente, os processos de aprendizagem das crianças, aqualidade das interações estabelecidas com outras crianças, funcionários, com o professor e acompanhar os processosde desenvolvimento obtendo informações sobre as experiências das crianças nas instituições.Esta observação e seu registro fornecem aos professores uma visão integral das crianças ao mesmo tempo emque revelam suas particularidades. São várias as maneiras pelas quais a observação pode ser registrada pelosprofessores.
  51. 51. 51A escrita é, sem duvida, a mais comum e acessível. O registro diário de suas observações, impressões, idéias.Pode compor um rico material de reflexão e ajuda para o planejamento educativo.AvaliaçãoO momento de avaliação implica numa reflexão do professor sobre o processo de aprendizagem e sobre ascondições oferecidas por ele para que ela pudesse ocorrer. Assim, caberá a ele investigar sobre a adequação dosconteúdos escolhidos, sobre a adequação das propostas lançadas, sobre o tempo e ritmo impostos ao trabalho, tantoquanto caberá investigar sobre as aquisições das crianças em vista de todo o processo vivido, na sua relação com osobjetivos propostos... (Alfabetização sem segredos, Coleção Cirandinha. Vol 3 p.85).A avaliação não se dá somente no momento final do trabalho. É tarefa permanente do professor, instrumentoindispensável à constituição de uma prática pedagógica e educacional verdadeiramente comprometida com odesenvolvimento das crianças.A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, sancionada em dezembro de 1996, estabelece, na seção II, referente aeducação infantil, art. 31 que “... avaliação far-se-á à mediante o acompanhamento e registro de seu desenvolvimento,sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental e constitui um instrumento voltado para orientara prática educativa de forma sistemática e contínua, tendo como objetivo principal a melhoria da ação educativa”.
  52. 52. 52AVALIAR O QUE? OBSERVAÇÃO REGISTRO* Em relação aos conteúdosprogramáticos.* Respeitar etapas dodesenvolvimento da criança.* Individual e grupo.* Professor: auto-avalição.* Equipe.* Todo ...... EuFamíliaEscolaComunidade* Brincadeiras livres.* Brincadeiras direcionadas.* Socialização.* Higiene.* Alimentação.* Saúde.* Idéias, opinião, experiências.* Individualidade.* Coletivo.* Criatividade.* Autonomia.* Ata (Relatório diário com todosos acontecimentos ocorridos:pedagógicos, acidentes,reclamações, doenças, etc).* Relatório para os paisacompanharem o desenvolvimentodo filho.* Acompanhamento dodesenvolvimento da criança nodecorrer do semestre.* Diário de classe.* Fotos, gravações, etc.
  53. 53. 53FORMAÇÃO PESSOAL E SOCIAL – IDENTIDADE E AUTONOMIAINTRODUÇÃOO que é igual em todas as criançasé o fato de serem diferentes entre si.Saber o que é estável e o que é circunstancial em sua pessoa, conhecer suas características e potencialidades ereconhecer seus limites é central para o desenvolvimento da identidade e para a conquista da autonomia. A capacidadedas crianças de terem confiança em si própria, para a formação pessoal e social.A possibilidade de desde muito cedo efetuarem escolhas e assumirem pequenas responsabilidades, favorece odesenvolvimento da auto-estima, essencial para que as crianças se sintam confiantes e felizes.O desenvolvimento da identidade e da autonomia está intimamente relacionado com os processos de socialização.Nas interações sociais se dá a ampliação dos laços afetivos que as crianças podem estabelecer com as outras crianças ecom os adultos, contribuindo para o reconhecimento do outro e a constatação das diferenças entre as pessoas sejamvalorizadas e aproveitadas para o enriquecimento de si próprias (Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil– Volume 2. p.11).
  54. 54. 54OBJETIVO GERAL Propiciar situações para que a criança possa interagir com o grupo, através de suas experiências,ampliando assim seus conhecimentos, melhorando sua identidade e autonomia.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Desenvolver a imaginação da criança através do faz-de-conta. Promover brincadeiras de auto-estima para a criança. Organizar atividades em grupo onde haja interação entre as crianças. Visualizar sua imagem diante do espelho, interagindo com os colegas. Possibilitar momentos de atividades rotineiras envolvendo a higiene pessoal. Trabalhar a conscientização da criança com os riscos relacionados com sua segurança. Propiciar condições para que a criança tenha autonomia nas suas ações. Ampliarem a capacidade de identificar as formas singulares de as crianças pensarem, sentirem e semanifestarem. Que o professor possa organizar a prática educativa visando auxiliar a construção de uma auto-imagempositiva das crianças, sua independência em pequenas ações concretas, de acordo com a faixa etária.
  55. 55. 55CONTÉUDOS DE IDENTIDADE E AUTONOMIACONTEÚDOS MATERNAL I MATERNAL IIAuto-estima: fotos, brincadeiras de cantigas diversas usando nome, brincadeiras como corpo, recorte de revistas.I / T TFaz de conta; utiliza a imaginação para acontecer. T TInteração: organiza situações de trabalho I TImagem: O espelho é um importante instrumento para a construção da identidade. I / T TCuidados pessoais: Musiquinhas para cuidados com os dentes, banho, sono erepouso. Atividades de atendimento das necessidades básicas.I / T TSegurança: Atividades pedagógicas que envolvem uso de procedimentos ou produtosque possam colocar em risco a saúde das crianças.I / T TNome: Através de a família contar a criança a história do seu nome, aonde nasceu,cidade, etc.I TOrganizar atividades que possibilitem mais independência nas crianças I T
  56. 56. 56ESTRATÉGIASMateriais utilizados para desenvolver a identidade e autonomia das crianças de Maternal I e II: Espelho Fotografia Maquina fotográfica, máquina digital Livros de historias CDs – músicas Túnel Obstáculos com subidas e descidas Parquinho, gangorra, balanço. Objetos de higiene pessoal Propor ao grupo de crianças a guardarem os brinquedos após usá-los. Organizar os calçados junto às mochilas, jogar papel no lixo, assim como as cascas das frutas na hora do lanche. Guardar o material escolar após usá-los.
  57. 57. 57AVALIAÇÃOA construção da identidade e a conquista da autonomia pelas crianças são processos que demandam tempo erespeito às suas características individuais.Nessa medida, algumas atividades propostas de forma seqüenciada podem ajudá-las nesse processo. Ainda noque se refere à observação da criança, algumas de suas manifestações podem sinalizar desconforto e devem sercompreendidas e consideradas pelo professor no planejamento de suas ações. (Referencial Curricular Nacional para aEducação Infantil. P.63 e p. 68. Vol.II).CUIDADOS: QUEM EDUCA AMAINTRODUÇÃOEntendendo a Educação Infantil de forma complementar à educação da família, torna-se evidente a necessidadeadequada na infância (alimentação, higiene, saúde, cuidados físicos, sono, etc), em paralelo, uma educação adequada,com ambiente estimulado para o desenvolvimento e para a construção do conhecimento. Sendo assim, educá-las éatividade integrada ao cuidá-las. (Kuhlamann, 1999)(...) Nas últimas décadas, os debates em nível nacional e internacional apontam para a necessidade de que asinstituições de educação infantil incorporem de maneira integrada as funções de educar e cuidar, não mais diferenciando
  58. 58. 58nem hierarquizando os profissionais e instituições que atuam com as crianças pequenas e/ou aqueles que trabalham comas maiores. As novas funções para a educação infantil devem estar associadas a padrões de qualidade.(...) Essa qualidade advém de concepções de desenvolvimento que consideram as crianças nos seus contextossociais, ambientais, culturais e, mais concretamente, nas interações e práticas sociais que lhes fornecem elementosrelacionados às mais diversos linguagens e ao contato com os mais variados conhecimentos para a construção de umaidentidade autônoma.(...) Educar significa, portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de formaintegrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser eestar com os outros em uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aosconhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Neste processo, a educação poderá auxiliar odesenvolvimento das capacidades de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, afetivas, emocionais,estéticas e éticas, na perspectiva de contribuir para a formação de crianças felizes e saudáveis.(...) A base do cuidado humano é compreender como ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Cuidarsignifica valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. O cuidado é um ato em relação ao outro e a si próprio que possuiuma dimensão expressiva e implica em procedimentos específicos.(...) Para se atingir os objetivos dos cuidados com a preservação da vida e com o desenvolvimento dascapacidades humanas, é necessário que as atitudes e procedimentos estejam baseados em conhecimentos específicossobre o desenvolvimento biológico, emocional, e intelectual das crianças, levando em consideração as diferentesrealidades socioculturais.(...) Para cuidar é preciso antes de tudo estar comprometido com o outro, com sua singularidade, ser solidário comsuas necessidades, confiando em suas capacidades. Disso depende a construção de um vínculo entre quem cuida equem é cuidado. O vinculo afetivo através da troca de fraldas, alimentação, banho, repouso ou soninho, no toque, etc.
  59. 59. 59OBJETIVO GERALA instituição de Educação Infantil deve tornar acessível a todas as crianças indiscriminadamente. Odesenvolvimento integral das crianças depende tanto de cuidados relacionais que envolvem a dimensão afetiva e oscuidados com os aspectos biológicos do corpo, com a qualidade de alimentação e dos cuidados com a saúde, quanto daforma como esses cuidados são oferecidos e das oportunidades de acesso e conhecimentos variados.OBJETIVOS ESPECÍFICOS Compreender a ajudar o outro a se desenvolver como ser humano. Valorizar e ajudar a desenvolver capacidades. Identificar necessidades sentidas e expressas pelas crianças. Valorização da limpeza e aparência pessoal. Considerar as necessidades das crianças, ouvindo-as e respeitando-as, compreendendo sua singularidade,identificando e respondendo as suas necessidades. Visar a ampliação de conhecimentos de suas habilidades incluindo o que a criança sente, penca, o que ela sabesobre si e sobre o mundo, tornando-a mais independente e mais autônoma. Oferecer às crianças condições para as aprendizagens que ocorrem nas brincadeiras. Considerar as crianças nos seus contextos sociais, ambientais e, mais corretamente nas interações e práticassociais propiciando a construção de uma identidade autônoma. Através da rotina escolar podemos visar o desenvolvimento de uma ação de cuidados no coletivo infantil.
  60. 60. 60CONTEÚDOS Higiene (escovação de dente, lavar as mãos após ir ao banheiro) Rotinas de cuidados Cuidados com os colegas Cuidados com material escolar Limites Amor (afeto) Ouvir não Cuidados com brincadeiras, saúde, sabe perder, respeito e confiança.Observação: O maternal I que ainda não escovam sozinhos os dentinhos poderá ser realizado a escovação comajuda de uma auxiliar e a professora.ESTRATÉGIAS Brincadeiras, interações. Através de regras, músicas e o lúdico. Atividades práticas, higiene. Preparação para repouso. Roda de conversa.
  61. 61. 61A Equipe da creche deve: Manter a escola limpa e organizada. Controle de peso e medida. Encaminhamento ao pediatra ou dependendo do problema a outros especialistas como: fonoaudióloga, dentista,psicólogo. Palestras para Equipe e Família.AVALIAÇÃOA avaliação far-se-á mediante observação constante do desenvolvimento infantil. Nessa etapa, precisamos teruma visão ter uma visão global da criança, não nos centramos no que não sabem fazer, considerando suaspotencialidades e nossa ajuda para atualizá-las; esperar bons resultados, ter uma imagem positiva, etc.significa favorecero aparecimento de bons resultados, que a criança se sinta capaz de enfrentar as dificuldades do dia-a-dia .
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