PROPOSTA CURRICULARITAPOÁ - SC2007
2FICHA CATALOGRÁFICAItapoá (SC), Prefeitura MunicipalProposta Curricular para as Escolas da RedeMunicipal de Ensino Fundam...
3CAPA:(VER AUTORIA E DAR CRÉDITO)REVISÃO e EDITORAÇÃORevisão: Equipe de consultoriaEditoração:...............................
4PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁ – SCSECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃODIRETORIA DE ENSINOGESTÃO 2005 -2008PREFEITO MUNICIPAL...
5CONSULTORIA E ASSESSORIA PEDAGÓGICA- PLANEJAR PROJETOS EDUCACIONAIS CONSULTORIA E ASSESSORIA S/C- EIDOS PROJETOS E CONSUL...
6Nem eu nem ninguém mais pode caminhar este caminhopor você. Você deve caminhá-lo por si mesmo. Não estálonge, está ao alc...
7APRESENTAÇÃOO documento que aqui se apresenta é fruto da ação colaborativa e efetivamenteparticipativa de educadores, pro...
8necessárias, visando o aprimoramento da educação municipal entendida como empermanente construção.A presente apresentação...
9DIRETORES E EQUIPES PEDAGÓGICAS DAS ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAISDE ITAPOÁ-SC QUE COLABORARAM NA (I ETAPA) ELABORAÇÀO DAPRO...
10PROFESSORES DO 1º. ao 9º. ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL QUEPARTICIPARAM E COLABORARAM NA ELABORAÇÀO DA PROPOSTACURRICULAR PA...
11MARIA LUCIA CORDEIRORENATO SPINELLI CARMONACIÊNCIAS/EDUCAÇÃO AMBIENTALCARLA REGINA ZADUSKIHALINE FREITA MACHADOMARCO AUR...
12ÍndiceA proposta curricular para as escolas da rede municipal de ensino de itapoá - sc -ensino fundamental - 1º. Ao 9º. ...
13A lingua inglesa para o ensino fundamental 1º. Ao 9º. Ano ...............................................87Introdução......
14Conteúdos..................................................................................................................
15REFLEXÕES CONCEITUAIS E TEÓRICASA PROPOSTA CURRICULAR PARA AS ESCOLAS DA REDE MUNICIPALDE ENSINO DE ITAPOÁ - SC - ENSINO...
16Mesmo no contexto da escola pública, frente às exigências do mundocontemporâneo em suas complexas relações e interfaces,...
17pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Diretores, Especialistas, PedagogosEscolares, Professores, Educadores e ...
18presente em todos os momentos a necessidade de repensar a escola e seusprocedimentos formais de trabalhar o ensino, a ap...
19A racionalidade técnica que, segundo Schön (2000), tem permeado os currículosescolares em seus diversos níveis, derivada...
20que se necessita aprender, motivando-se, assim, para a busca de inovações e releiturassobre seu fazer docente cotidiano....
21No Documento de Ministério da Educação “Ensino Fundamental de nove anos– Orientações gerais” (MEC, 2004, p. 13) afirma-s...
22dinamização das ações didático-pedagógicas no interior da escola e fora dela, quandorequeridas como complementares às aç...
23REFERÊNCIASALVES, R. Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo: Brasiliense, 1984ALARCÃO, I. Professores reflexivos...
24PACHECO, J. A. Políticas curriculares: referenciais para análise. Porto Alegre:Artmed, 2003._________. Escritos curricul...
25ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
26A ALFABETIZAÇÃO E O LETRAMENTO: DESAFIOS NA CONSOLIDAÇÃODE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADEVânio Cesar Seemann – Ms.UM POUCO DE...
27NOSSOS DESAFIOS: PROMOVER O ENCONTRO DA BIOGRAFIA DASCRIANÇAS COM A BIOGRAFIA DA HUMANIDADEHoje, somos alfabetizadoras e...
28- registrar compromissos (contratos, escrituras);- comunicar à distância (jornal, TV, revistas, chats);- regular a convi...
29preciso também fazer uso do ler e do escrever, saber responder as exigências da leitura eda escrita que a sociedade faz ...
30- EpistolaresBilhetes, cartas pessoais, cartas formais, convites, e-mail, avisos, circulares.- De imprensaNotícias, repo...
31desenvolvidas as capacidades do alunado. A partir disso, estabeleceremos a ênfase a serdada nos referidos anos escolares...
32Dominar convenções ortográficas1) Compreender a orientação e oalinhamento da escrita2) Compreender a orientação e oalinh...
33DESENVOLVER A LEITURACAPACIDADES,CONHECIMENTOS E ATITUDES1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANODesenvolver atitudes e dispos...
34- a observação e o registro (identificação, objetivos, conteúdos, atividades, projetos,observações sobre os níveis ating...
35_________. Programa de formação continuada de professores das séries iniciais doensino fundamental. Pró-Letramento. Bras...
36A PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA – 1º. AO 9º. ANO –UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA
37A PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA – 1º. AO 9º. ANO –UMA CONSTRUÇÃO COLETIVAMaria Dolores Martinez Dibb - MsA pa...
382007 e seguintes, após ampla discussão, elaborou este plano curricular, que se estrutura nosseguintes segmentos:- pressu...
39- o entendimento de que o objeto de estudo da disciplina é a Língua e seu conteúdoestruturante é o discurso como prática...
40Todas são indispensáveis, porém insuficientes sem o uso do signo,ou palavra, como o meio pelo qual conduzimos as nossas ...
41Tendo em vista os pressupostos anteriormente definidos, foram elencados algunsobjetivos gerais que descrevem a função da...
42- fazer uso da escrita alfabética, preocupando-se com sua forma ortográfica;- considerar a necessidade das várias re-est...
43não há pessoas que possam ler e escrever, é bem mais difícil que chegue à escola sabendo oque quer dizer "ler" e entende...
44por elencar os conteúdos para o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa de formaglobal, recomendando sua graduação,...
45textos “curtos” – bilhetes, mensagens, contos, crônicas, reportagens, lendas, notícias dejornais, editoriais, poesias, e...
46- Problemas de Ordem Estilística.- Transformações de orações.- Reescrita de parágrafos.- Utilização de recursos estilíst...
47 Pontuação e entonação Compreensão de mensagem Narração de fatos reais Uso do dicionárioLEITURADesenvolver: Textos ...
48 Levantamento e síntese das idéias Comparação de diferentes falas: sotaques, culturas regionais, etc. Apresentação te...
49 Anotações de idéias básicas de textos informativos. Reestruturação de parágrafos Dificuldades ortográficas Percepçã...
50 Utilizar-se de criatividade, originalidade e espontaneidade. Fazer uso de elementos descritivos Expressar suas exper...
51Ortografia: Acentuação PontuaçãoMorfologia: Substantivo Classificação: comum, coletivo, concreto, abstrato Formação...
52 Numeral Classificação: cardinal, ordinal, multiplicativo, fracionário Pronomes Pronomes pessoais: retos, oblíquos ...
53 Classificação quanto ao número de sílabasOrtografia: Pontuação Acentuação Dificuldades ortográficasMorfologia: Ver...
543º BIMESTREOrtografia: Pontuação Acentuação Dificuldades ortográficas Substantivos terminados em: ESA, EZAMorfologia...
558º ANO1º BIMESTREOrtografia: Acentuação Pontuação Dificuldades ortográficas Emprego do porque, por que, porquê, por ...
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  1. 1. PROPOSTA CURRICULARITAPOÁ - SC2007
  2. 2. 2FICHA CATALOGRÁFICAItapoá (SC), Prefeitura MunicipalProposta Curricular para as Escolas da RedeMunicipal de Ensino Fundamental -1º. ao 9º.Ano – Secretaria Municipal de Educação –2007.1- Educação – Itapoá (SC).2- Proposta Curricular. 1. Título........ p. CDD 375.098164 (????)Catalogação(VER UMA BIBLIOTECÁRIA FORMADACOM CRB)
  3. 3. 3CAPA:(VER AUTORIA E DAR CRÉDITO)REVISÃO e EDITORAÇÃORevisão: Equipe de consultoriaEditoração:..................................................
  4. 4. 4PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPOÁ – SCSECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃODIRETORIA DE ENSINOGESTÃO 2005 -2008PREFEITO MUNICIPALSÉRGIO FERREIRA DE AGUIARVICE-PREFEITOEVANDRO ROBERTO BERBIGIER COSTASECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃOMÁRCIA REGINA EGGERT SOARESDIRETORIA DE ENSINOTEREZINHA FAVARO DA SILVEIRA DiretoraSANDRA REGINA FERNANDES DA SILVA Coordenadora PedagógicaVANILDA DE SOUZA Coordenadora Pedagógica
  5. 5. 5CONSULTORIA E ASSESSORIA PEDAGÓGICA- PLANEJAR PROJETOS EDUCACIONAIS CONSULTORIA E ASSESSORIA S/C- EIDOS PROJETOS E CONSULTORIA EDUCACIONAL- DP CONSULTORIA E PROJETOS EDUCACIONAISCoordenação Geral - Doutora Zita Ana Lago Rodrigues - Ph.D.Assessoria Pedagógica - Maria Dolores M. Dibb - Ms.Assessoria Psicopedagógica - Norma Nycz - Ms.Assessoria de Planejamento - Josiane Pariz Bertoja - Ms.- Neide Ferreira - Ms.Participação Especial - Professor Mario Bandiera - Ms.Assessoria por segmentos de estudosMarli Rosa Müller - Ms. - Educação InclusivaAdriana da Costa - Ms. - Interdisciplinaridade e ProjetosCarla Ropelato - Ms./Carlos Wolff - Ms. - AvaliaçãoAssessoria por disciplinasVânio César Seemann - Ms. - AlfabetizaçãoMaria Dolores M. Dibb - Ms. - Língua PortuguesaPaulina Jaegher Muniz - Ms. - MatemáticaAngélica Góis Muller Morales - Ms. - Ciências e Educação AmbientalAndréa M. Fontolan - Ms. - Língua InglesaMaria Cristina M. C. Rau - Ms. - Educação FísicaClaudia Zanela - Ms. - Geografia e HistóriaRosanny M. de Morais Teixeira - Esp. - ArtesEmídia da Silva - Ms. - Ensino ReligiosoAssessoria para a Educação InfantilAdriane Beatriz Moecke Galando - Esp.Margot Helena de Sá Ribas - Esp.Colaboração e participação nas atividades de elaboração dos conteúdos:Diretores, Equipes Pedagógicas, Professores e Educadores das Escolas da RedeMunicipal de Ensino de Itapoá-SC (citados nominalmente a seguir, por área de atuaçãoe disciplinas).
  6. 6. 6Nem eu nem ninguém mais pode caminhar este caminhopor você. Você deve caminhá-lo por si mesmo. Não estálonge, está ao alcance. Talvez você esteja nele desde quenasceu e não saiba. Talvez esteja em todas as partes, sobrea água e sobre a terra e, também, junto aos céus.Walt Whitman (adaptado)
  7. 7. 7APRESENTAÇÃOO documento que aqui se apresenta é fruto da ação colaborativa e efetivamenteparticipativa de educadores, professores, profissionais da educação, diretores eespecialistas da rede municipal de ensino do município de Itapoá-SC que, sob aconsultoria e assessoria de profissionais da educação especialmente contratados para taltarefa, reflete a dedicação e a preocupação da Gestão Municipal 1995-1998, sob acoordenação da Secretaria Municipal de Educação e de sua equipe de ensino com a basecurricular, a qualidade de ensino e a perspectiva de uma educação de suas crianças ejovens, voltadas aos desafios e reptos da contemporaneidade, a qual têm exigido detodos e de cada um diferentes formas de se relacionar com o saber, o conhecimento e aciência.Com base em tal premissa reflete-se aqui a culminância do esforço de muitosque, de uma ou outra forma, participaram de um processo de profundas reflexões sobreo que somos e o que temos, e aquilo que queremos e podemos ser e ter, em termos deeducação, cultura e sociedade, dentro de nosso específico contexto de um municípiocatarinense, com seus cenários reais, pontos altos e, certamente, alguns déficits que sepretende superar dentro de nossos recursos, condições e aperfeiçoamentos constantes.A proposição curricular resultante desse trabalho coletivamente delineado eexecutado reflete os avanços no processo educativo dos profissionais da rede municipalde ensino de Itapoá-SC, que se empenharam e apresentaram inúmeras contribuições,com bases teóricas sólidas, como repercussão de suas práticas educativas, em discussõesresultantes daquilo que, cotidianamente, executam em sua profissionalidade docente,pensando, fazendo e refazendo ações educativas comprometidas, solidárias edemocráticas, cujo objetivo último é o aluno fortalecido em sua cidadania, em suascondições de aprender, de conviver, de fazer e de ser sempre mais e melhor, juntamentecom suas famílias, as quais são, sem sombra de dúvida, nossas maiores eimprescindíveis colaboradoras nesse processo.É relevante ressaltar que o presente documento, também complementado eenriquecido pelas análises e reflexões dos ilustres componentes do Conselho Municipalde Educação e dos senhores Vereadores da egrégia Câmara de Vereadores do Municípiode Itapoá-SC, apesar de “aparentemente pronto e fechado” como diretriz curricular paraa escola municipal, está em aberto e apto a receber possíveis e contribuições teórico-metodológicas, com as plausíveis complementações que se façam pertinentes e
  8. 8. 8necessárias, visando o aprimoramento da educação municipal entendida como empermanente construção.A presente apresentação é, inclusive, oportuna para agradecer e parabenizar atodos que, de formas diversas, contribuíram de modo a possibilitar, em tempo recorde,que esta Proposta Curricular se efetivasse e pudesse ser colocada a disposição paraenriquecer a ação pedagógica e educativa na escola pública municipal. As discussões,redação e versão presente, tida como final de uma etapa de trabalho, mas também comoponto de partida para que esta etapa seja constantemente enriquecida e aprimorada,foram momentos de esforço e trabalho que revelaram quanto já avançamos e quantoainda temos por caminhar, por trilhas sinuosas, certamente, mas com objetivosconcretos e firmes, visando ofertar ao nosso alunado uma educação voltada à suaemancipação, autonomia e cidadania.Serão eles, hoje, amanhã e sempre, o nosso objetivo primeiro e último, a nossarazão de existir e agir e o nosso desafio permanente, mostrando e demonstrando oquanto somos e o quanto podemos ser mais e melhores.Parafraseando Paulo Freire, finalizo dizendo que educação não se fazsolitariamente, mas solidariamente e que sua real expressão se dá quando, emcomunhão, nos educamos mutuamente, em constante processo de aprimoramento,avaliação e re-avaliação de nossas ações.PROFESSORA MÁRCIA REGINA EGGERT SOARESSecretária Municipal de EducaçãoItapoá-SC – fevereiro de 2007
  9. 9. 9DIRETORES E EQUIPES PEDAGÓGICAS DAS ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAISDE ITAPOÁ-SC QUE COLABORARAM NA (I ETAPA) ELABORAÇÀO DAPROPOSTA CURRICULAR PARA O ENSINO FUNDAMENTAL – 1º. ao 9º. ANODIRETORESELAINE MACHADO DA S. DE FREITAS (PRÉ-ESCOLA GENTE FELIZ)IRMA ANA SERCHIARI MACHADO (CRECHE PRIMEIROS PASSOS)JOSÉ CLEMENTINO OLIVEIRA FILHO (EMEF JOÃO MONTEIRO LOBATO)LUCIANE NASCIMENTO DO ROSÁRIO (CRECHE ARCOS-IRIS)MARIA ISOLETE LINHARES (EMEF ALBERTO SPECK)MARIA DE FÁTIMA COSTA (EMEF EUCLIDES EMÍDIO DA SILVA)MARIA LIRAIA ZIEM NASCIMENTO (EMEF AYRTON SENNA)MARISTELA FRAZ PERRONI FONTANA (EMEF CLAITON ALMIR HERMES)MARGOT HELENA DE SÁ RIBAS (CRECHE PEQUENO APRENDIZ)PATRICIA MACHADO PEREIRA (PRÉ-ESCOLA PALHACINHO FELIZ)ROSEMERI ALVES DE SOUZA (PRÉ-ESCOLA REINO DAS ÁGUASCLARAS)CLAUDIO SERGIO COSTA DA SILVA (EMEF FREI VALENTIM)CLEUZA DE SOUZA FINGER (CRECHE MUNDO ENCANTADO)SONIA APARECIDA ALVES (EMEF MONTEIRO LOBATO)EQUIPES PEDAGÓGICASADMINISTRAÇÃOANGELA MARIA STOCCOANGELA SCHIMIDT FERNANDESCENITA SCHIZZI DANIJUSSARA MANZANOMARGOT HELENA DE SÁ RIBASVALCI TEREZINHA DE SOUZAORIENTAÇÃOANA CLAUDIA DE OLIVEIRA JACINTOMARISTELA FRAZ PERRONI FONTANARODE ESTER PESSANHASOLANGE APARECIDA ROSATEREZINHA FÁVERO DA SILVEIRASUPERVISÃOIRACEMA MARQUES FERREIRAJOSÉ ANTONIO SOARESJULIANA ROEDERLUIZ PEREIRAROSANA AMARAL DE LIMAVANILDA DE SOUZA
  10. 10. 10PROFESSORES DO 1º. ao 9º. ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL QUEPARTICIPARAM E COLABORARAM NA ELABORAÇÀO DA PROPOSTACURRICULAR PARA A ESCOLA PÚBLICA MUNICIPAL DE ITAPOÁ-SCSÉRIES INICIAIS – 1º ao 5º ANOADEMIR DA SILVA COSTAANA JOSÉLIA DALLACOOURT RIBASALAIR MARIA SCHNEIDER REOLONANDRÉA BATISTA DIASANDREIA ZIMERMANN DE SOUZABERENICE DE FÁTIMA HAU MAOSKICATIA ELIANE NICOLACHIKELASIO FRISANDOELISABETE PERCICOTTEGILMAR SANTINHELENA DOS SANTOS S. FERREIRAIZABEL CORREIA DA SILVAJANETE LUKASEWICZJOELMA APARECIDA ROSALUCILENE LUNARDILUIZA MONTALVÃO DE OLIVEIRAMARIA ALMERINDA L. LEDOUXMARIA ISOLETE LINHARESMARIA ZILDA DELALIBERAMARIZELIA FRANZ PERRONYMAURISETE STINGHEN DA ROCHAMICHERLI LENZI NEUBERNAIR FRIZZON VERSONNEURIS MERI MASSACHETTOPATRICIA BRAGA PACHECOPATRICIA MACHADO PEREIRARENATA PATRÍCIA DOS SANTOSROSNAGELA N. BARBOSA PEREIRAROSANGELA N. BARBOSA PEREIRAROSEMERI ALVES DE SOUZASANDRA REGINA FERNANDES SILVASONIA MARLENE KASMIRSKISONIA REGINA ZAGONELVANIA CLEUZA PINTO DA SILVALÍNGUA PORTUGUESAAPARECIDA GRANDINI JOSÉKÉLLIN CRISTIAN RIBAS MARTINSLUCY HELENA WIELEWICKIMARCIA APARECIDA PARTALASONIA APARECIDA ALVESMATEMÁTICAEDUARDO FIGUEIREDOJOSÉ CLEMENTINO OLIVEIRA FILHOMARCIO ANTONIO FINGER
  11. 11. 11MARIA LUCIA CORDEIRORENATO SPINELLI CARMONACIÊNCIAS/EDUCAÇÃO AMBIENTALCARLA REGINA ZADUSKIHALINE FREITA MACHADOMARCO AURELIO DALLA COSTASANDRA MARIA DANI BENCKLÍNGUA INGLESACARLOS ALBERTO OSGA JUNIORMARCELA CRISTINA SOARESEDUCAÇÃO FÍSICAANDRÉ VINICIUS ARAÚJOBERNADETE SOARES SANCHESCLAUDINEI FERREIRA MENDESCLAUDIO SERGIO COSTA DA SILVAELAINE MACHADO DA S. DE FREITASELENICE CORDEIRO DE OLIVEIRAJULIO CESAR ABREULIAMAR RODRIGUES PEREIRALUCIANA FERNANDES COANMARCELO SCHATZMANNGEOGRAFIAJACQUELINE ZAMBONI PAESEMARIA LIRAIA ZIEM NASCIMENTOHISTÓRIAJOSÉ ADOLFO PAWLINAJULIANA CHERVINSKIRICARDO LUIZ DA CUNHAVANIA MARIA LENZI LEDOUXARTESFABIANA BESTEL PAWLINALUCIANE DOS SANTOS SILVAENSINO RELIGIOSOMARIA DA GLÓRIA MIRA
  12. 12. 12ÍndiceA proposta curricular para as escolas da rede municipal de ensino de itapoá - sc -ensino fundamental - 1º. Ao 9º. Ano......................................................................................15Referências ..............................................................................................................................23Alfabetização e letramento .................................................................................................25A alfabetização e o letramento: desafios na consolidação de uma educação dequalidade .................................................................................................................................26Conhecer os usos sociais da escrita .......................................................................................31Apropriar-se do sistema escrito.............................................................................................31Desenvolver a leitura..............................................................................................................33Referências ..............................................................................................................................34A proposta curricular de língua portuguesa – 1º. Ao 9º. Ano – uma construçãocoletiva.....................................................................................................................................36Introdução...............................................................................................................................37Pressupostos filosófico–epistemológicos ...............................................................................38Fundamentação teórica..........................................................................................................39Objetivos gerais do ensino e da aprendizagem da língua portuguesa ...............................40Objetivos específicos...............................................................................................................41Procedimentos metodológicos/conteúdos .............................................................................42Conteúdos de língua portuguesa do 1º ao 9º ano.................................................................46Processo avaliativo em língua portuguesa............................................................................58Referências ..............................................................................................................................59A matemática e seu processo de ensinar e de aprender ......................................................62A matemática e seu processo de ensinar e de aprender ......................................................63Objetivos..................................................................................................................................67Metodologias ...........................................................................................................................67Conteúdos................................................................................................................................67Referências ..............................................................................................................................70Ciências/educação ambiental.................................................................................................72Introdução...............................................................................................................................73Objetivos gerais ......................................................................................................................74Metodologias ...........................................................................................................................75Avaliação .................................................................................................................................77Proposta para os anos iniciais (1° ao 5° ano) .......................................................................77Proposta para os anos finais (6° ao 9° ano)..........................................................................83Referências ..............................................................................................................................85
  13. 13. 13A lingua inglesa para o ensino fundamental 1º. Ao 9º. Ano ...............................................87Introdução...............................................................................................................................88Objetivos..................................................................................................................................88Finalidades ..............................................................................................................................89Metodologia.............................................................................................................................91Ensino aprendizagem .............................................................................................................92Proposta de unidades curriculares........................................................................................93Avaliação .................................................................................................................................96Referencias ..............................................................................................................................97A educação física nas escolas da rede municipal de ensino ................................................98Introdução...............................................................................................................................99Concepção e objetivos gerais da educação física na educação básica................................99Educação física no ensino fundamental - 1º. Ao 9º. Ano..................................................100Para trabalhar na educação física escolar..........................................................................102Conteúdos de educação física ..............................................................................................108Princípios didático-pedagógicos para o ensino da educação física e a avaliação ...........109Referências ............................................................................................................................111Geografia e história: as diretrizes norteadoras do currículo para o ensinofundamental – 1º. Ao 9º. Ano...............................................................................................112História e geografia - anos inicias 1º. Ao 5º ano do ef .......................................................121História e a geografia - anos finais 6º. Ao 9º ano do ef.....................................................122Referências ............................................................................................................................126A arte no ensino fundamental..............................................................................................127Introdução.............................................................................................................................128Encaminhamentos metodológicos .......................................................................................131Objetivos................................................................................................................................134Diretrizes norteadoras dos conteúdos.................................................................................135Avaliação ...............................................................................................................................141Referências ............................................................................................................................141O ensino religioso..................................................................................................................144Introdução.............................................................................................................................145Conteúdos..............................................................................................................................148Conteúdos..............................................................................................................................148Conteúdos..............................................................................................................................148Conteúdos..............................................................................................................................149
  14. 14. 14Conteúdos..............................................................................................................................149Referências ............................................................................................................................152Segmentos conceituais..........................................................................................................153Educação inclusiva ...............................................................................................................154Introdução.............................................................................................................................155Os marcos de transformação educacional..........................................................................156Inclusão: um convite à solidariedade..................................................................................159Da deficiência às necessidades especiais.............................................................................161Diferentes espaços educacionais para o enfrentamento da diversidade.................162A organização do atendimetno na rede regular de ensino................................................163Serviços de apoio pedagógico ..............................................................................................163Implicações da educação inclusiva para a construção da proposta curricular dasescolas da rede municial de ensino de itapoá-sc.................................................................164Indicadores para a construçao das políticas públicas na área educacional................165Prioridades ............................................................................................................................166Indicadores para reflexão nas escolas.................................................................................167Prioridades ............................................................................................................................168Referências ............................................................................................................................169Planejamento escolar – interdisciplinaridade e.................................................................171Projetos de trabalho .............................................................................................................171Planejamento escolar – interdisciplinaridade e.................................................................172Referências ............................................................................................................................183Avaliação ...............................................................................................................................185Referências ............................................................................................................................190
  15. 15. 15REFLEXÕES CONCEITUAIS E TEÓRICASA PROPOSTA CURRICULAR PARA AS ESCOLAS DA REDE MUNICIPALDE ENSINO DE ITAPOÁ - SC - ENSINO FUNDAMENTAL - 1º. ao 9º. ANOZita Ana Lago Rodrigues – Dra./ Ph.D.Mediante as reestruturações e as novas diretrizes para o ensino no Brasil, a partirda Constituição Federal de 1988 e de suas consentâneas determinações estaduais emunicipais, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB 9394/96, doPlano Nacional de Educação - PNE/LEI no. 10.172/2001, da Lei 9424/96, que dispõesobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e daValorização do Magistério – FUNDEF-96, das Leis 11.114/05 e 11.274/06, alterando oartigo 32 da LDB 9394/96, e ampliando para nove anos a duração do EnsinoFundamental e da Emenda Constitucional no. 53 de 06/dez./06 que dispõe sobre oFundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica - FUNDEB/2006 e dasnovas políticas educacionais vigentes no período pós-municipalização do EnsinoFundamental, entende-se que o processo de formação de professores é condição básicapara uma prática pedagógica comprometida com propostas educacionais de qualidade.Isto se deve não apenas porque o conhecimento continua avançando, sendo produzido,estruturado, re-estruturado e disseminado, mas porque a profissão e o trabalho deensinar-aprender trazem novas necessidades e exigências ao professor e aos demaisprofissionais da educação atuantes na escola.Tais premissas exigem que os profissionais da educação, os professores eeducadores atualizem constantemente seus saberes, seus fazeres e suas bases teórico-epistemológicas, sendo necessário pensar e repensar a escola e seus currículos, suasmetodologias de ação, seus sistemas avaliativos e, entre outros aspectos significativos,as interfaces entre a escola, a ciência e o conhecimento e suas decorrências na formaçãodo alunado e da própria sociedade.Portanto, os contextos de inserção da escola, não raro vêm influenciando esendo por ela influenciados em suas diversas determinações sócio-políticas, ético-valorativas, étnicas, religiosas, econômicas e multiculturais, de uma sociedadecambiante e em fase de profundas e céleres transformações.
  16. 16. 16Mesmo no contexto da escola pública, frente às exigências do mundocontemporâneo em suas complexas relações e interfaces, a questão dos saberes econhecimentos que a demarcam deve ser constantemente pensada e repensada, discutidae avaliada por toda a comunidade escolar, com vistas a oferecer serviços que realmentea tornem imprescindível no desenvolvimento da educação, do estímulo à criatividade,inventividade e ações pró-ativas, e ao necessário e urgente desenvolvimento dacidadania, da autonomia e da auto-responsabilidade daqueles que nela vivem econvivem – sejam os gestores, as equipes pedagógicas e de apoio, os professores, osalunos, ou a comunidades escolares de sua abrangência.Tais considerações nos levam a ampliar a compreensão sobre a necessidade deque os sistemas municipais de ensino, implementados a partir das determinações daConstituição Federal de 1988 e da LDB supra citada - de modo especial em seu art. 26 -pensem seus modos específicos de proceder ao elaborar e implantar suas PropostasCurriculares, sempre em consonância com as legislações macro, meso e micro-estruturais da educação nacional, demarcando de modo claro as suas características, assuas realidades e os seus contextos regionais da sociedade, da comunidade e da cultura,ao listar aqueles conteúdos, metodologias e práticas de ensino-aprendizagem que farãoparte das ações pedagógicas cotidianas da escola e da comunidade que nela vive econvive.Neste sentido, municípios como Itapoá-SC, conscientes da importância deaprimorar sua ação educativa formal no âmbito da escola pública municipal, propõem-se a elaborar e implementar suas determinações, diretrizes e proposições curriculares nointuito de trabalhar uma educação com maior qualidade e voltada ao atendimento desuas reais necessidades, respeitando os espaços já constituídos, as produções jáexistentes e as competências e disponibilidades dos recursos municipais, do quadro deprofissionais que integram a rede municipal de ensino, acima de tudo, e as exigênciasque o mundo contemporâneo apresenta aos egressos da escola, em qualquer de seusníveis.Portanto, as atividades desenvolvidas no decorrer dos meses de janeiro efevereiro de 2007 voltam-se às considerações acima formuladas e, tendo presente anecessidade de estimular a reflexão sobre a realidade local/regional da sociedade e dacultura do município de Itapoá-SC em suas especificidades, promoveram uma inéditasérie de atividades de estudos, reflexões, proposições, produções e encaminhamentos,com a participação de todos os envolvidos com o Sistema Municipal de Ensino, equipe
  17. 17. 17pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Diretores, Especialistas, PedagogosEscolares, Professores, Educadores e auxiliares no trabalho pedagógico, envolvidos como dia-a-dia da escola, com o firme intuito de constituir o texto básico da PropostaCurricular para as Escolas da Rede Municipal de Ensino de Itapoá-SC a serimplementada no decorrer do ano letivo de 2007.Contando com a consultoria e assessoria de um significativo número deprofissionais da educação com notável experiência no campo do currículo e da educaçãobásica – de modo especial no Ensino Fundamental do 1º. ao 9º. ano – cujas orientaçõesdesencadearam os estudos, as discussões e a elaboração do texto base da presenteProposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Itapoá-SC, que reflete aspreocupações dos componentes do Sistema Municipal de Ensino com uma propostaqualitativa e participativa, visando oferecer ao alunado e a comunidade uma educaçãovoltada para a construção da autonomia, da emancipação, da cidadania e daresponsabilidade conjunta, com base em valores construentes, humanos, solidários edemocráticos, de todos aqueles que, de algum modo, vinculam-se a escola públicamunicipal e participam de seu cotidiano.Assim sendo, delinearam-se alguns objetivos para a tarefa coletiva desencadeadadesde o momento da concepção da ação, até aquele de sua consecução, avaliação econstante aprimoramento, propondo-se:a) compreender o sentido e a importância da formação continuada deprofessores para seu desenvolvimento e ação profissional qualitativa e consciente;b) disponibilizar recursos das mais diversas ordens, financeiros, físicos,materiais, teóricos e tecnológicos, a fim de que o grupo de profissionais, em especial oscomponentes da rede municipal de ensino de Itapoá-SC, tenha possibilidade de,conjuntamente com as consultorias e assessorias, delimitar o texto básico da PropostaCurricular para o Ensino Fundamental – 1º. ao 9º. ano - a ser implementada nomunicípio a partir de 2007;c) elaborar, redigir e editar o texto base da Proposta Curricular para as Escolasda Rede Municipal de Ensino Fundamental - 1º ao 9º ano - do município de Itapoá-SC,a ser implementada a partir do ano letivo de 2007.Mediante tais considerações e tendo-se presentes as profundas transformaçõesque vêem ocorrendo no mundo do trabalho e as imbricações sistêmicas que taistransformações apresentam com os saberes, os fazeres e o conhecimento, esteve
  18. 18. 18presente em todos os momentos a necessidade de repensar a escola e seusprocedimentos formais de trabalhar o ensino, a aprendizagem e a educação das criançase dos jovens.Refletindo-se sobre as decorrências que apresentam este ensino, estaaprendizagem e esta educação, é preciso levar em conta, também, suas decorrências navida prática sócio-ambiental, política e cultural de tais alunos, sendo fundamental que sepossa levá-los a constituir sua cidadania, sua emancipação e sua capacidade inter-relacional consigo, com os outros, com o meio onde vivem e com dimensõestranscendentes (Mounnier, 1979).Portanto, uma proposição curricular com vistas a contemplar as necessidades davida contemporânea, sem perder de vista os elementos clássicos de base histórico-cultural constituídos pela humanidade, deverá contemplar os meandros doconhecimento altamente complexo e de base tecnológica que permeia a sociedade atual.Martins (2004) considerando que, destarte os debates e reflexões que têm sidodesenvolvidos quando se trata da educação formal, da formação docente e do papelespecífico da escola, em especial da escola pública, destaca que se está ainda muitodistante da urgência e das considerações que se fazem necessárias, quando a questão é apreparação para o exercício competente da tarefa de ensinar e fala que um estranhoparadoxo se estabelece hoje, pois o mundo da globalização precisa “(...) difundir suasconquistas tecnológicas, mas não é capaz de solucionar o entrave em que se chegouquando se afirma a urgência de capacitar professores para educar, dilema que se ampliae agrava quando o país em questão pertence ao mundo dos “países periféricos”.(Martins, 2004, p.111)É de conhecimento de todos que os avanços da tecnologia não tem encontrado ascontrapartidas necessárias na vida cotidiana dos cidadãos e, entre estes, professores ealunos envolvidos na realidade da escola pública, a qual está deveras distante do realacesso às novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) e, embora comavanços consideráveis, as políticas públicas não têm conseguido atingir significativasparcelas populacionais com mudanças que atendam às suas necessidades básicas ecruciais – entre elas uma educação emancipatória e de qualidade, com os recursos einstrumentais para dar conta das demandas cada vez mais gritantes de camadashistoricamente excluídas dos processos sócio-culturais e decisórios.
  19. 19. 19A racionalidade técnica que, segundo Schön (2000), tem permeado os currículosescolares em seus diversos níveis, derivada do positivismo e do racionalismo cartesiano,com bases instrumentais e quantificáveis, dirige-se primordialmente a resolução deproblemas e ao estudo de teorias ou regras muito aquém das realidades contextuais,separando de forma muito significativa o mundo do saber e o mundo prático, ou seja, omundo da vida dos sujeitos. Surge daí a necessidade e emergência da escola construiruma base de realidade voltada aos contextos nos quais se insere como fontes deexperiências, de pesquisa e de abordagens específicas daquelas principais formas deviver e de resolver questões reais relacionadas às vivências cotidianas de alunos eprofessores, sem perder as dimensões dos conhecimentos teóricos que lhes dêemsustentação e bases empíricas capazes de melhorar estas mesmas vivências práticas.Com base em Duarte (2003) afirma-se que, sujeito forma-se, apropriando-se dosresultados da história social e objetivando-se no interior dessa história, ou seja, suaformação se realiza através das relações que se estabelecem entre a objetivação e aapropriação de saberes, fazeres e conheceres. Tais relações se efetivam sempre emconjugação com outras relações concretas e com outros indivíduos, que atuam comomediadores entre o sujeito e o mundo humano, ou seja o mundo da atividade humanaobjetivada. A formação do indivíduo é, portanto, sempre um processo educativo,mesmo quando não há relação consciente (tanto da parte de quem se educa, quanto daparte de quem age como mediador) com o processo educativo que está se efetivando nointerior de determinada prática ou instituição social. O aprender, o observar, ocompreender é, portanto, inerente à própria condição humana e, tanto mais será efetivoquanto mais forem livres, conscientes e significativas as ações que se desencadeiemcom tais objetivos.No sentido de se possibilitar efetivamente que a formação docente, odesempenho acadêmico e a vida escolar tenham as interfaces primordiais e necessáriastoma-se, com base em Hernández e Ventura (1998), a premissa reflexiva de que, aoplanejar os programas de formação, seria deveras importante que os professoresbuscassem respostas para problemas surgidos em suas próprias experiências de vida ede formação, vinculando-as às reais estratégias e às diferentes formas de aprendizado doalunado. Isto, por si só sugere a importância de que tais profissionais se envolvamsubstancialmente na constituição e embasamento daquilo que se deve ensinar e daquilo
  20. 20. 20que se necessita aprender, motivando-se, assim, para a busca de inovações e releiturassobre seu fazer docente cotidiano.Com base nos avanços ocorridos nos estudos curriculares (Pacheco, 2005) e suasespecificidades nas últimas décadas do século XX, a partir dos quais o currículo passa aser visto como construção coletiva e continuada, decorrente da seleção de múltiplasinfluências da cultura e das identidades diferenciais, abertas e multifacetárias,comprometidas com a democratização do saber, a emancipação dos sujeitos e aligação/re-ligação dos saberes e conteúdos com a vida e as experiências vividas pelossujeitos (Morin, 2000), têm ocorrido reflexões e debates constantes sobre perspectivasdiferenciadas na proposição daquilo que se faz na escola, em suas expressões formais,para educar, para ensinar e, acima de tudo, para aprender.Considera Medel (2007, p. 1) que:O caráter excludente de algumas escolas e dos currículos tradicionais, quereproduzem as desigualdades sociais ao trabalhar padrões culturais distantes dasrealidades dos alunos deve ser abolido, pois, além de “expulsar”, via reprovaçãoe evasão, os alunos que mais necessitam da escola para sua educação, não estãomais de acordo com as propostas da educação e da realidade atuais.Tendo-se como base primeira o contido no Artigo 1º. da atual Lei de Diretrizes eBases da Educação Nacional – LDB 9394/96, ao afirmar que “A educação abrange osprocessos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, notrabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizaçõesda sociedade civil e nas suas manifestações culturais”, não se intenciona relegar aescola e suas manifestações formais a um segundo plano, mas sim reafirmá-la comopólo gerador e irradiador dos conhecimentos sistematizados e da cultura em suas maisdiversas manifestações, nas interfaces com a sociedade, as famílias, as organizações, asentidades políticas, empresariais e da sociedade civil, bem como com as instânciasgovernamentais como responsáveis conjuntas pela oferta, com qualidade, seriedade ecompetência de uma educação formal comprometida com a vida, a solidariedade e apreservação dos direitos mínimos de cada um que a ela acesse e nela deva permanecerdurante os tempos e espaços necessários à formação almejada.
  21. 21. 21No Documento de Ministério da Educação “Ensino Fundamental de nove anos– Orientações gerais” (MEC, 2004, p. 13) afirma-se que o educando, desde o início dasua vida, apresenta ritmos e maneiras diferenciadas para realizar suas aprendizagens,porém, apesar de tal fato, entende-se que uma educação voltada para estas diversidadese peculiaridades individuais necessita ser pensada sobremaneira, com focos voltadospara que:-“o ser humano seja visto em suas múltiplas dimensões;- todos possam aprender conforme seus tempos e ritmos diferenciais;- o desenvolvimento humano seja entendido como processo contínuo;- o conhecimento seja construído e reconstruído, processual e continuadamente;- o conhecimento seja abordado em uma perspectiva de totalidade;- se considere a importância de uma gestão participativa, compartilhada e que tenhacomo referência a elaboração coletiva do Projeto Político-Pedagógico da escola,contemplando a proposição oficial da ampliação do Ensino Fundamental com duraçãode nove anos nas escolas e nos sistemas escolares;- a diversidade metodológica e a avaliação diagnóstica, processual e formativa estejampresentes e comprometidas com uma aprendizagem interdisciplinar e uma educaçãoinclusiva, de.tal modo que o aluno, dentro da escola, aprenda de fato e de modosignificativo.”Além de tais aspectos, que devam ser considerados como referenciais para umensino de bases sócio-histórico-contextuais visando o desenvolvimento de um aluno emsua integralidade biopsicossociocultural, propõe-se no documento supra citado que:a) a escola seja vista como um pólo irradiador de cultura e conhecimento;b) o desenvolvimento do aluno seja a principal referência na organização do tempo e doespaço da escola.Assim sendo, embora na presente Proposta Curricular se tenha optado pelaapresentação de conteúdos mínimos das disciplinas a serem estudadas e trabalhadas emcada um dos anos constituintes do Ensino Fundamental – do 1º. ao 9º. ano – não seentende sejam estes engessados, fechados e estanques, de tal forma que impossibilitemas reflexões, as complementações, as interfaces, as ações comunicativas construentes e a
  22. 22. 22dinamização das ações didático-pedagógicas no interior da escola e fora dela, quandorequeridas como complementares às ações educativas formais.Entende-se que o desenvolvimento científico resulta de uma constante mutação eaprimoramento do conhecimento historicamente acumulado pela humanidade. Não é,portanto, um produto pronto e acabado a ser depositado na cabeça dos estudantes emqualquer dos níveis do seu processo de escolarização, mas sim é um procedimento emconstrução que determina a transformação dos sujeitos que pretendem conhecer e dosobjetos que se dão a conhecer, em suas inter-relações constantes, tais mudanças,transformações e aprimoramentos configuram a construção do conhecimento em seusdinâmicos e céleres processos. E a escola contemporânea necessita, com urgência,vivenciar tais entendimentos para efetivamente comprometer-se com a aprendizagem esuas interfaces construentes.O aparente formato de um programa a ser seguido nas escolas da rede municipalde ensino de Itapoá-SC, desde o ano letivo de 2007, não se presentifica como um mero“rol de conteúdos”, mas como semente que se semeou em um conjunto de açõesrefletidas, selecionadas e registradas em um momento histórico muito rico, complexo eauto-responsabilizante construído pelos sujeitos envolvidos – os componentes da redemunicipal de ensino de Itapoá-SC que, reunidos e em amplas discussões, constituíram eapresentaram seus propósitos de ação pedagógica a partir de tais enunciados.Acredita-se que os frutos serão, certamente, vivificadores de atividades e açõesatravés das quais se possa dizer, parafraseando Rubem Alves em suas últimas reflexõessobre educação, que “fora do contexto das campainhas, dos sinais e dos ritos formais daescola” se permita que SE VIVA A ESCOLA E SE ESCOLARIZE A VIDA, ou seja,que se leve para a escola a vida de todos os envolvidos e se leve à vida de cada um, asignificância de uma escola inclusiva, humana e solidariamente democrática, na qualcada um faça a sua parte e juntos sejamos muito mais e melhores, ao pensar e fazer, aoviver e conviver, ao dizer e fazer sempre possibilidades, utopias e alternativas,entrelaçando de forma indissociável o individual, o social, o político, o cultural, ohistórico, o pedagógico, o filosófico, enfim, o humano na educação do homem (Morin,2000).
  23. 23. 23REFERÊNCIASALVES, R. Conversas com quem gosta de ensinar. São Paulo: Brasiliense, 1984ALARCÃO, I. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo: Cortez,2003. (Coleção Questões da Nossa Época, v. 104)BRASIL - MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC - Lei de Diretrizes e Bases daEducação Nacional – LDB 9394/96 – Brasília –DF, 1996.BRASIL – MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO – MEC - Secretaria de Educação Básica– Ensino Fundamental de nove anos – Orientações Gerais – Brasília – Julho de2004.DUARTE, N. J. Conhecimento tácito e conhecimento escolar na formação do professor.Educação & Sociedade. Campinas, São Paulo; v. 24, n.83, pp.601-626, ago/2003.HERNÁNDEZ, F. & VENTURA, M. A organização do currículo por projetos detrabalho. 5. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.IMBÉRNON, F. (org.). A educação no século XXI. Os desafios do futuro imediato.Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.LAGO RODRIGUES, Z. A.; LOVO, A. M. R. Filosofia e Educação: uma dimensãoevolutiva do conhecimento. Curitiba, Pr: Qualogic Ed, 2000.LOPES, A. C.; MACEDO, E. (org.). Currículo: debates contemporâneos. São Paulo:Cortez, 2002. (Série Cultura, memória e currículo, vol. 2).__________. Políticas de currículo em múltiplos contextos. São Paulo: Cortez, 2006.(Série Cultura, memória e currículo, vol. 7).MARTINS, J. C. Vygotsky e o papel das interações sociais na sala de aula. Reconhecere desenvolver o mundo. www.crmcovas.com.br acessado em julho/2004.MEDEL, C. R. M. de A. O currículo e a formação para um mundo globalizado eplural. SITE NOTA 10 – Noticias diárias da educação. Curitiba, Pr, 29/fev/2007 –Artigo do Dia.MORAES, M.C. O Paradigma educacional emergente. Campinas, SP: Papirus, 1997._________. Pensamento eco-sistêmico: Educação, aprendizagem e cidadania noséculo XXI. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.MOREIRA, M. A. A teoria da aprendizagem significativa e sua implementação emsala de aula. Brasília: Ed. UnB, 2006.MORIN, E. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. 2. ed. São Paulo:Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2000.MOUNNIER, E. O Personalismo. Lisboa: Edições 70, 1979.
  24. 24. 24PACHECO, J. A. Políticas curriculares: referenciais para análise. Porto Alegre:Artmed, 2003._________. Escritos curriculares. São Paulo: Cortez, 2005.PADILHA, P. R. Currículo intertranscultural. Novos itinerários para a educação.São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2004PERISSÉ, P. M. O educador aprendedor. São Paulo: Cortez, 2004. (Coleção Questõesda Nossa Época, v. 118).PINTO JR., B. Paradigmas para o século XXI: como evoluir a partir de seu próprioestilo. São Paulo: Nobel, 2001.SACRISTÁN, J.G. O Currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: ArtesMédicas, 2000.SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia.Proposta Curricular de Santa Catarina: Estudos Temáticos. Florianópolis: IOESC,2005.SANTA CATARINA. Secretaria de Estado da Educação e do Desporto. PropostaCurricular de Santa Catarina: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio(Disciplinas Curriculares). Florianópolis: COGEN, 1998.SCHON, D. O profissional reflexivo: um novo design para o ensino e aaprendizagem. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.SCHON, D. Formar professores como profissionais reflexivos. In NÓVOA, A. (Org.).Os professores e sua formação. Lisboa, Port.; Dom Quixote, 1995.SILVA, L. H. da & AZEVEDO, J.C. de. (org.). Reestruturação curricular. Teoria eprática no cotidiano da escola. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Trad. Ernani F. da F. Rosa. PortoAlegre: Artmed, 1998.ZABALZA, M. A. Planificação e desenvolvimento curricular na escola. 7. ed. Porto,Port.: ASA Ed., 2000.
  25. 25. 25ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
  26. 26. 26A ALFABETIZAÇÃO E O LETRAMENTO: DESAFIOS NA CONSOLIDAÇÃODE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADEVânio Cesar Seemann – Ms.UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA ...Com o desafio de construirmos coletivamente a proposta curricular da RedeMunicipal de Ensino de Itapoá, SC, os professores e professoras que atuam na disciplinade Língua Portuguesa do 1º. ao 9º. ano do Ensino Fundamental reuniram-se, discutirame sistematizaram este documento norteador para o processo de alfabetização a serdesenvolvido no âmbito das escolas. É imperativo que os indicativos aqui arroladossejam aprofundadas nos encontros de formação a serem promovidos pelas escolas oupela Secretaria Municipal de Educação, de tal forma que se materializem nos ProjetosPolíticos Pedagógicos das escolas e, evidentemente, nas práticas educativas,considerando-se as singularidades e especificidades das escolas em função de seuentorno sócio-cultural, respeitando-se o princípio da autonomia emanado da Lei9394/96, visando a formação de cidadãos competentes em termos de leitura, escrita e defala.Desse modo, buscou-se:a) discutir os conceitos relacionados à alfabetização;b) mapear as capacidades relevantes a serem construídas pelas crianças nos anos iniciaisdo Ensino Fundamental;c) refletir sobre procedimentos e estratégias de alfabetização;d) aprofundar a questão da avaliação em sua dimensão formativa na alfabetização.
  27. 27. 27NOSSOS DESAFIOS: PROMOVER O ENCONTRO DA BIOGRAFIA DASCRIANÇAS COM A BIOGRAFIA DA HUMANIDADEHoje, somos alfabetizadoras e alfabetizadores e temos um olhar diferenciado sobre acriança. Acreditamos nas potencialidades de cada uma, incentivamos as descobertas,trabalhando os conteúdos na maioria das vezes contextualizados, resgatando asexperiências que cada um possui, fruto das suas relações e interações com o meio sócio-cultural. Estabelecemos uma relação afetiva e de reciprocidade (professor e criança,criança e criança) essencial para o processo de construção do conhecimento. Alémdisso, valorizamos os acertos e os erros como possibilidades reais de desenvolvimentodas múltiplas dimensões humanas.Constatamos, assim, que houve avanços qualitativos. Contudo, precisamos estudar -investigando, lendo, pensando, discutindo, planejando e avaliando – de forma contínuae sistemática, para oportunizarmos às crianças atividades de ensino e aprendizagem,onde elas sejam capazes de construir conceitos, converter problemas em oportunidades,entender seus direitos e deveres, respeitar o seu semelhante e que sejam capazes, acimade tudo, de entender a realidade social e, nesse contexto, inserir-se e participar dosprocessos de mudança e transformação sociais.Após diagnosticar a realidade da criança, observando qual o seu nível deaprendizagem, teremos subsídios para planejarmos as atividades onde é imperativo quefique explícito (ao professor e à criança) o que será ensinado, como, porquê e para quê.Além disso, devemos considerar que uma classe nunca é homogênea e, diante disto, háque se desenvolver atividades diferenciadas para atender à diversidade e, desta forma,obtermos o êxito. Com esta visão entendemos que a criança deverá qualificar as suascapacidades em termos de oralidade, de leitura, de escrita e de análise lingüística onde abrincadeira deve fazer parte, pela dimensão lúdica que as constitui, desenvolvendo ogosto e o prazer pela leitura, produzindo seus próprios textos e sendo “dono” da palavra.Tudo isso pressupõe a compreensão do “jogo interlocutivo”.Entendemos que é imperativo, no processo da alfabetização, que desenvolvamosuma série de atividades que possibilitem às crianças e adolescentes compreender asfunções sociais da escrita e, dessa forma, o próprio princípio alfabético de nosso sistemade escrita. Destacamos algumas delas com respectivos exemplos:- identificar (CI, contas, cartões);- divulgar informações (rótulos, letreiros, bulas, manuais);
  28. 28. 28- registrar compromissos (contratos, escrituras);- comunicar à distância (jornal, TV, revistas, chats);- regular a convivência (leis, propostas curriculares, regimentos);- preservar e socializar os bens culturais (livros, enciclopédias, Bíblia);- organização do cotidiano (agenda, listas, diários, bilhetes, anotações);- incrementar trocas, a comunicação e a convivência (bilhetes, cartas de amor, e-mail).Além disso, é de suma importância, levando-se em conta as discussões sobre osgêneros textuais (diferentes textos considerando suas finalidades, especificidades einterlocução), compreender e valorizar a cultura escrita escolar, bem como o suporteque é a base material que permite a circulação da escrita:a) espaços de circulação (urbano, rural);b) espaços institucionais da manutenção, preservação, distribuição e venda (bancas,livrarias, bibliotecas, sebos);c) formas de aquisição e acesso aos textos (empréstimo, compra);d) diversos suportes de escrita (livros, revistas, jornais, revistas, panfletos);e) instrumentos e tecnologias empregados para o registro (impressão gráfica,caneta, lápis).É importante considerarmos que, enquanto o aluno vai se apropriando do alfabeto eda escrita, ou seja, do reconhecimento do princípio alfabético de nosso sistema escrito,ele desenvolva suas produções textuais sendo o professor o mediador assumindo, nosprimeiros momentos, o papel de escriba. Responsabilidade esta que, gradativamente, acriança assumirá para si como resultado da ação pedagógica significativa.Na medida em que puder apropriar-se do sistema alfabético da escrita, a criançadeverá ser capaz de transcrever textos que saiba de memória, interagir com textosdiversificados (gêneros textuais), produzindo seus textos, relendo-os, refazendo-os,considerando o que já está escrito e o que ainda falta escrever. Nesse empreendimento,urge oportunizar à criança que ela perceba a diferença entre a linguagem oral e a escrita.A criança, durante o processo de alfabetização e no contexto do letramento,deverá interpretar a sua escrita e a sua leitura de forma que possa transmitir aos outrossuas idéias, sempre respeitando as opiniões, sabendo identificar o uso desta leituradentro do grupo social no qual se insere. Sendo assim, o letramento e a alfabetizaçãoestão intimamente relacionados. Segundo Magda Soares (2001, p.20): “passamos aenfrentar esta nova realidade social em que não basta apenas saber ler e escrever, é
  29. 29. 29preciso também fazer uso do ler e do escrever, saber responder as exigências da leitura eda escrita que a sociedade faz continuamente”. Consideramos aqui que a criança,quando nasce, já se insere dentro do contexto social e na participação da cultura em seuentorno. Com isso, ao chegar à escola, ela já possui a condição de letramento e começaa se deparar com os símbolos e sons. Ainda, segundo Soares (2001, p. 18): “oletramento é, pois, o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever: oestado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüênciade ter se apropriado da escrita”.Nessa tarefa pedagógica, entendemos que o texto é o fio condutor da açãoalfabetizadora. Nesta perspectiva, consideramos que o texto é dirigido a uminterlocutor virtual, onde a clareza e o significado dependem exclusivamente dosrecursos próprios da escrita, ou seja, não admite recursos extralingüísticos. Além disso,exige correção gramatical e permite frases mais longas. Contudo, é importantedizermos que o trabalho com o texto, ou melhor dizendo, com os gêneros textuais, emhipótese alguma pode se resumir à prática simplista de fazer “redação”.Na seqüência, considerando os estudos de Maria José Nóbrega (2002/2003),arrolamos os gêneros textuais a serem trabalhados nessa fase da alfabetização:1. GÊNEROS DE TEXTOS ORAIS- InstrucionaisRecados, instruções, ordens e solicitações.- Interação PessoalConversas telefônicas, bate-papo e conversas formais.- De ImprensaNotícias radiofônicas ou televisivas, reportagens radiofônicas e televisivas,depoimentos radiofônicos ou televisivos – gravados ou presenciais – comentários denotícias.- PublicitáriosPropagandas e gingles.- De Divulgação CientíficaExposição, debate e aula.- Literários e de entretenimentoRelatos de experiências vividas, relatos de acontecimentos do cotidiano,reprodução de narrativas, causos, piadas, recitação de parlendas, trava-línguas oupoemas, filmes, canções populares, peças de teatro.2. GÊNEROS DE TEXTOS ESCRITOS- IntrucionaisListas telefônicas, listas de endereços, guia de ruas, enunciados de questões,rótulos e embalagens, regras de jogos, receitas, bulas, manuais de instrução,formulários, roteiros.
  30. 30. 30- EpistolaresBilhetes, cartas pessoais, cartas formais, convites, e-mail, avisos, circulares.- De imprensaNotícias, reportagens, editoriais, artigos, depoimentos, entrevistas, crônicas,charges, tiras, resenhas, carta do leitor, programação de TV e Cinema.- PublicitáriosSlogans, anúncios classificados, propagandas, panfletos, encartes, catálogos.- Divulgação científicaVerbetes de dicionário, verbetes de enciclopédia, didáticos, hipertexto, biografia,autobiografia, relatos históricos, tabelas.- Literários e de entretenimentoDiários pessoais, diários de viagem, crônicas, lendas, mitos, fábulas, contos defada, contos de tradição popular, contos, literatura infanto-juvenil, romances, peças deteatro, quadrinhas, trava-línguas, trovas, poemas, charadas, adivinhas, provérbios e ditospopulares, cantigas de roda, canções populares, cordel.3. GÊNEROS DE TEXTOS NÃO-VERBAIS- ImagensFotografia, símbolo, pinturas, histórias em quadrinhos, texto de imagem, filme.Lembramos que no trabalho com os gêneros textuais orais, a ênfase de trabalhoestá na escuta (ouvir) e na produção (falar). Nos gêneros textuais escritos e nos gênerostextuais não-verbais, por sua vez, a ênfase está na leitura (ler) e na produção (escrever).Para tanto, é de suma importância:a) dispor de muitos textos diversificados;b) articular a leitura e análise de textos de diferentes gêneros;c) valorizar o uso da literatura infantil;d) explorar situações levantadas nos textos;e) realizar oficinas de textos;f) promover eventos demonstrativos com as produções escritas e orais;g) refletir e realizar a análise lingüística;h) oportunizar deduções, hipóteses, confirmações e descobertas;i) valorizar o trabalho com projetos interdisciplinares.j) desenvolver trabalhos de pesquisa.No intuito de orientarmos o trabalho alfabetizador, temos como conteúdosprimordiais a leitura, a escrita, a oralidade e análise lingüística, com suas respectivascapacidades essenciais, que deverão ser trabalhadas com e para nossas crianças. No quese refere à análise lingüística, entendemos que ela fará parte sistemática das atividades eserá objeto de intensa intervenção por parte do professor, para que de fato sejam
  31. 31. 31desenvolvidas as capacidades do alunado. A partir disso, estabeleceremos a ênfase a serdada nos referidos anos escolares, de modo especial nos anos iniciais do EnsinoFundamental.É importante dizermos que este mapeamento, de forma alguma, deve serentendido ou tratado numa perspectiva linear ou estanque. Pelo contrário, entendemosque esses conteúdos e capacidades se movimentam, permanentemente, na práticaeducativa conforme as necessidades requeridas, quando estão em foco determinadaspesquisas, projetos e construção de conceitos.Sendo assim, nas tabelas a seguir arroladas, utilizamos os códigos I(INTRODUZIR – levar as crianças a se familiarizarem com os conteúdos e conceitostrabalhados), T (TRABALHAR – implica em desenvolver atividades sistemáticas paraa construção do conhecimento) e C (CONSOLIDAR – sedimentando os aprendizados eavanços em seus conhecimento e capacidades), conforme já trabalhado com algunsprofessores através do Programa Pró-Letramento (MEC, 2006).CONHECER OS USOS SOCIAIS DA ESCRITACAPACIDADES,CONHECIMENTOS E ATITUDES1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANOConhecer, utilizar e valorizar os modosde produção e de circulação da escritana sociedadeI T T/C T/C CConhecer usos e funções sociais daescritaI T T/C T/C CConhecer usos da escrita na culturaescolarI I/T T/C T/C CDesenvolver capacidades necessáriaspara o uso da escrita no contextoescolarI I/T T/C T/C CSaber usar objetos de escrita presentesna cultura escolarI I/T T/C T/C CDesenvolver capacidades específicaspara escreverI I/T T/C T/C CAPROPRIAR-SE DO SISTEMA ESCRITOCAPACIDADES,CONHECIMENTOS E ATITUDES1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANOCompreender diferenças entre escritaalfabética e outras formas gráficasI T/C T/C C C
  32. 32. 32Dominar convenções ortográficas1) Compreender a orientação e oalinhamento da escrita2) Compreender a orientação e oalinhamento da escritaI T/C T/C C CReconhecer unidades fonológicas comosílabas, rimas, terminações de palavrasI T T/C C CConhecer o alfabeto1) Compreender a categorizaçãográfica e funcional das letras2) Conhecer e utilizar diferentes tipos deletrasI T/C T/C T/C CDominar as relações entre grafemas efonemas1) Dominar as regularidadesortográficas2) Dominar as irregularidadesortográficasI T/C T/C T/C CCompreender a natureza alfabética denosso sistemaI T/C T/C C CDESENVOLVER A ORALIDADECAPACIDADES,CONHECIMENTOS E ATITUDES1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANOParticipar das interações cotidianas emsala de aulaI T T/C T/C C* Escutando com atenção ecompreensãoI/T T T/C C C**respondendo às questões propostaspelo(a) professor (a)I/T T T/C C C*** expondo opiniões nos debates comos colegas e com o(a) professor(a)I/T T T/C T/C CRespeitar a diversidade das formas deexpressão oral manifestas por colegas,professores e funcionários da escola,bem como, por pessoas da comunidadeextra-escolarI/T T/C T/C T/C CUsar a língua falada em diferentessituações escolares, buscando empregara variedade lingüística adequadaI/T T/C T/C T/C CPlanejar a fala em situações formais I/T T/C T/C T/C CRealizar com pertinência tarefas cujodesenvolvimento dependa da escutaatenta e compreensãoI/T T/C T/C T/C C
  33. 33. 33DESENVOLVER A LEITURACAPACIDADES,CONHECIMENTOS E ATITUDES1º ANO 2º ANO 3º ANO 4º ANO 5º ANODesenvolver atitudes e disposiçãofavoráveis à leituraI/T T/C T/C T/C T/CDesenvolver capacidades de decifração(decodificar e reconhecer globalmenteas palavras)I T/C T/C T/C T/CDesenvolver fluência em leitura I T/C T/C T/C T/CCompreender textos I/T T/C T/C T/C T/C* Identificar as finalidades e funções daleitura (suporte, gênero econtextualização)I/T I/T/C I/T/C T/C T/C** Antecipar conteúdos do texto I/T T/C T/C T/C C***Levantar e confirmar hipótesesrelativas ao conteúdo do textoI/T T/C T/C T/C C**** Buscar pistas textuais,intertextuais e contextuais para ler nasentrelinhasI/T T/C T/C T/C T/C*****Construir a compreensão globaldo texto (explícito e o implícito)I/T T/C T/C T/C T/CAvaliar eticamente o texto fazendoextrapolaçõesI/T T/C T/C T/C T/CSob este prisma, consideramos que a biblioteca é um espaço de suma importânciapara o desenvolvimento do processo de alfabetização e, obviamente, do letramento dascrianças que convergem para nossas escolas. Um espaço que exige organização, acervodiversificado contendo diferentes gêneros textuais, recursos audiovisuais e materiaisconstituídos por diferentes linguagens (música, imagética, por exemplo), bem como, umprofissional que articule atividades como a “hora do conto”, oriente pesquisas, promovavarais literários, dentre outras atividades pedagógicas e criativas. Desse modo,podemos dizer que a biblioteca é um lugar histórico e pedagogicamente definido comode socialização do conhecimento, das informações e da cultura.No que diz respeito à avaliação estamos convencidos de que a mesma fortalece anossa identidade pessoal e profissional. Além disso, promove a valorização da funçãodocente e, na medida em que assegura a consistência do trabalho pedagógico, produzsentido e autoria no processo. Para tanto, é fundamental que se desenvolvam:
  34. 34. 34- a observação e o registro (identificação, objetivos, conteúdos, atividades, projetos,observações sobre os níveis atingidos pela turma e alunos, sugestões paraencaminhamentos);- os “Coortes diagnósticos” (monitorar algumas capacidades específicas);- a auto-avaliação (Quem lê em casa? O que lê? Que suportes estão disponíveis?);- o que as crianças pensam sobre a escrita e a leitura? O que gostam de ler?;- os portfólios (articular as produções e comentários);- apresentações e exposições dos trabalhos realizados.Além disso, considerando as produções textuais, individuais e coletivas, as leiturasdesenvolvidas e os discursos orais, podemos e devemos considerar, para efeitos dediagnóstico, planejamento, desenvolvimento e avaliação das atividades a criatividade, acriticidade, a organização, o comprometimento, a cooperação, a participação e acapacidade pesquisadora manifestadas pelas crianças nessa fase de sua escolarização, defundamental e crucial importância.Por fim, lembramos que o uso de ampla variedade de materiais e recursos, alémdos gêneros textuais como jogos, computadores, vídeos, DVDs, CD´s e outros, façamparte das atividades de aprendizagem de forma sistemática, sobretudo, aqueles quepossibilitem explorar a ludicidade através do jogo e do faz-de-conta, considerando-se asmúltiplas dimensões humanas e, mais que isso, o reconhecimento da criança como umsujeito de direitos. Sujeito que tem o direito de ler, escrever, ouvir e falar, considerandoas diferentes linguagens, com competência; competência esta que se traduz em condiçãomuito importante no processo de formação e exercício da cidadania das nossas crianças,neste tempo e neste momento histórico de transição, complexidade, diversidade enecessidade de inclusão e respeito à condição humana.REFERÊNCIASALMEIDA, Theodora M. M. de. (Coord.). Quem canta seus males espanta. SãoPaulo: Moderna, 1991.BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.LDB 9394/96. Brasília, dezembro, 2006._________. Parâmetros Curriculares Nacionais. Língua Portuguesa. Brasília:MEC/SEF, 1998.
  35. 35. 35_________. Programa de formação continuada de professores das séries iniciais doensino fundamental. Pró-Letramento. Brasília: MEC/SEB, 2006. (Volumes 1, 2, 3, 4,5, 6, 7 e 8)FIORIN, José L. & SAVIOLI, Francisco P. Para entender o texto. Leitura e redação.12. ed. São Paulo: Ática, 1996.________. Lições de texto. Leitura e redação. 2. ed. São Paulo: Ática, 1996.GALVÃO, Izabel. Henri Wallon. Uma concepção dialética do desenvolvimentoinfantil. Petrópolis: Vozes, 1995.KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura. Teoria e prática. Campinas: UNICAMP,1993.LEMLE, Miriam. Guia teórico do alfabetizador. 2. ed. São Paulo: Ática, 1998.MORAIS, Artur G. Ortografia: ensinar e aprender. São Paulo: Ática, 1998.________. (Org.). O aprendizado da ortografia. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.NOBREGA, Maria J. Anotações de Consultoria. Florianópolis-SC, 2002/2003.SMOLKA, Ana L. B. A criança na fase inicial da escrita. A alfabetização comoprocesso discursivo. São Paulo: Cortez/Campinas: UNICAMP, 1989.SOARES, Magda. Letramento. Um tema em três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte:Autêntica, 2001.VYGOTSKY, Lev S. Pensamento e linguagem. Tradução: Jéferson Luiz Camargo.São Paulo: Martins Fontes, 1995.________. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.ZATZ, Lia. Aventura da escrita. História do desenho que virou letra. São Paulo:Moderna, 1991.
  36. 36. 36A PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA – 1º. AO 9º. ANO –UMA CONSTRUÇÃO COLETIVA
  37. 37. 37A PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA – 1º. AO 9º. ANO –UMA CONSTRUÇÃO COLETIVAMaria Dolores Martinez Dibb - MsA palavra mágicaCerta palavra dorme na sombrade um livro raro.Como desencantá-la?É a senha do mundo.Vou procurá-la.Vou procurá-la a vida inteira no mundo todo.Se tarda o encontro, se não a encontro,não desanimo, procuro sempre.Procuro sempre, e a minha procuraficará sendo a minha palavra.Carlos Drummond de AndradeINTRODUÇÃOAo assumir a proposta de ampliação do Ensino Fundamental para nove anos, osprofessores, equipes de ensino e dirigentes do município de Itapoá-SC entenderam que não setratava, simplesmente, de promover uma reorganização de conteúdos, mas de proceder umareflexão consistente e propositiva sobre os fundamentos e as teorias do conhecimento e daaprendizagem, adequando o objeto de estudo ao nível de desenvolvimento da criança e doadolescente, de maneira que, ao conquistar seu interesse e empenho, encontrem-sealternativas que possibilitem os necessários avanços qualitativos na educação municipal.Nesse sentido, em fevereiro/2007, reuniram-se professores, educadores, equipes deensino e dirigentes, com o apoio de consultores educacionais das diversas áreas doconhecimento, para uma reflexão que lhes permitisse rever sua prática pedagógica,contextualizá-la e buscar o necessário aprofundamento ao seu referencial educativo.Assim, o grupo de professores que atuará nos processos de ensino-aprendizagem deLíngua Portuguesa do 1º. ao 9º.ano do Ensino Fundamental, no decorrer dos anos letivos de
  38. 38. 382007 e seguintes, após ampla discussão, elaborou este plano curricular, que se estrutura nosseguintes segmentos:- pressupostos filosófico-epistemológicos;- fundamentação teórica;- objetivos gerais do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa;- objetivos específicos;- procedimentos metodológicos/conteúdos;- processo avaliativo em Língua Portuguesa;- referências bibliográficas.Importa registrar a preocupação dos grupos elaboradores, com a continuidade doprocesso de construção e aprimoramento deste plano curricular, de maneira a garantir-lhe aimplementação qualitativa e a re-alimentação periódica, com a necessária fundamentaçãoteórica, sempre de acordo com as reais necessidades e contextos específicos de sua realidadelocal e regional.PRESSUPOSTOS FILOSÓFICO–EPISTEMOLÓGICOSO presente plano curricular de Língua Portuguesa tem como pressupostos:- uma concepção de homem como ser social, resultado do processo histórico conduzido porele próprio, com vistas à sua autonomia;- o entendimento de que o conhecimento é patrimônio coletivo ao qual todos devem teracesso, cabendo à escola sistematizá-lo e socializá-lo;- uma concepção de aprendizagem fundamentada na perspectiva sócio-cultural einteracionista, através da qual entende-se que as interações sociais têm papel determinante nodesenvolvimento das funções psicológicas superiores do ser humano, especialmente emrelação à construção da linguagem e seus processos comunicacionais;- a fala/escuta, a leitura/escritura e a análise lingüística como eixos organizadores dosconteúdos de Língua Portuguesa;- a compreensão de que a Língua Portuguesa é representada oralmente por diversos falares,respeitando essas variedades lingüísticas como ricas construções sócio-culturais, a partir dasquais proporcionar-se-á o acesso do educando à linguagem de acordo com a norma culta;
  39. 39. 39- o entendimento de que o objeto de estudo da disciplina é a Língua e seu conteúdoestruturante é o discurso como prática social;- a memória, a intersubjetividade, a interpretação, a fruição e a intertextualidade como aslinhas que tecem a leitura;- a abordagem, nas atividades orais e escritas, dos temas transversais previstos nosParâmetros Curriculares Nacionais – Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde eOrientação Sexual – tendo em vista seu caráter de instrumento de intervenção social dalinguagem;- a expectativa de que, através deste plano curricular, seja possível a promoção dodesenvolvimento pessoal e coletivo, da autonomia, da vivência de valores, das práticasculturais, da sociabilidade, da construção e do exercício da cidadania, com vistas àstransformações sociais imprescindíveis à vida e à sobrevivência dignas nos complexoscontextos sócio-culturais atuais.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICAHentz (1998), Coordenador Geral de Ensino e Coordenador do GrupoMultidisciplinar que elaborou as diretrizes curriculares para a Educação Básica em SantaCatarina, afirma que: “É impensável uma proposta curricular que se dê no espontaneísmo,sem que haja um norte, a partir do qual a mesma se fundamente.”No mesmo documento, são apresentados, como eixos fundantes do processoeducativo, uma concepção de homem e uma concepção de aprendizagem e, a partir desseposicionamento, define-se “o que ensinar e a maneira de provocar a relação do ser humanocom o conhecimento.”Nessa perspectiva, o encaminhamento teórico deste plano curricular tem, comoprincípio, a concepção histórico-cultural de aprendizagem, também chamada de sócio-histórica ou sócio-interacionista, construída por Vygotsky (1993), com base nodesenvolvimento do educando como resultado de um processo sócio-histórico, enfatizando opapel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento, entendendo que é nainteração social que o indivíduo constrói sua identidade, seus valores, seus conceitos:A formação de conceitos é o resultado de uma atividade complexaem que todas as funções intelectuais básicas tomam parte. Noentanto, o processo não pode ser reduzido à associação, à atenção, àformação de imagens, à inferência ou às tendências determinantes.
  40. 40. 40Todas são indispensáveis, porém insuficientes sem o uso do signo,ou palavra, como o meio pelo qual conduzimos as nossas operaçõesmentais, controlamos o seu curso e as canalizamos em direção àsolução do problema que enfrentamos.(Vygotsky, 1993, p.11)Vygotsky (1993) entende que a natureza social dos processos psicológicosconstruídos pela criança, a partir dos conceitos socialmente adquiridos através deexperiências vividas, permite-lhe trabalhar com essas situações de forma consciente,alterando seu funcionamento cognitivo, construindo alternativas para a transformação darealidade e, assim, possibilitando a redução dos preconceitos e conflitos sociais.Como a troca de informações entre sujeitos amplia o conhecimento, o diálogo é achave para a construção desse processo. O professor não é o único informante da sala. Cadacriança tem sua forma de conceber o mundo, de inferir nele e, mediante a possibilidade dasocialização de experiências, conhecer a realidade, discutir pontos de vista, catalogarinformações e, dessa maneira, construir seu referencial sócio-cognitivo.O ensino e a aprendizagem da língua, toma como pressupostos os elementosconstitutivos da educação lingüística, assim definidos por Bagno (2002, p.18):- desenvolvimento ininterrupto das habilidades de ler, escrever, falare escutar;- o conhecimento e reconhecimento da realidade intrinsecamentemúltipla, variável e heterogênea da língua, realidade sujeita aosinfluxos das ideologias e dos juízos de valor;- a constituição de um conhecimento sistemático sobre a língua,tomada como objeto de análise, reflexão e investigação.Nessa perspectiva, a dimensão dialógica da linguagem, a partir do grau de letramentoque o aluno traz de seu grupo familiar e cultural, da riqueza de suas diversidades lingüísticas,assume caráter preponderante da prática educativa, com vistas às experiências reais de uso dalíngua materna em sala de aula, em seus aspectos oral e escrito, ampliando-se a partir dasinterações estabelecidas pelas convivências entre os alunos e destes com o professor (Soares,2002)OBJETIVOS GERAIS DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM DA LÍNGUAPORTUGUESA
  41. 41. 41Tendo em vista os pressupostos anteriormente definidos, foram elencados algunsobjetivos gerais que descrevem a função da prática de língua materna no EnsinoFundamental:- Levar a criança a aperfeiçoar sua forma de comunicação, através de atividadessistemáticas de leitura e produção de textos, de análise e reflexão sobre a língua,possibilitando-lhe acesso satisfatório à norma padrão, em suas modalidades oral e escrita.- Possibilitar ao aluno apropriar-se do conhecimento lingüístico oral e escrito,ampliando sua visão de mundo, levando-o a compreender as possibilidades de interaçãoproporcionadas pelas linguagens orais e escritas, de maneira a buscar a interação social e adialogicidade, a fim de que este compreenda a complexidade do real e se integre ao meio emque vive.- Proporcionar ao alunado, condições para utilizar a linguagem como instrumento deaprendizagem que lhe possibilite o acesso, a compreensão e o uso de informações contidasnos textos, identificando aspectos relevantes, resumindo-os e procedendo análises críticassobre os mesmos.- Levar o educando a compreender a Literatura como ampla fonte de conhecimento,prazer e interação, desenvolvendo-lhe a sensibilidade estética, o gosto pela leitura, pelaprodução escrita e possibilitando-lhe a expansão lúdica da oralidade.OBJETIVOS ESPECÍFICOS (Falar, escutar, ler, escrever)A prática de Língua Portuguesa, no Ensino Fundamental, deverá permitir que osalunos possam:- comunicar-se dialogicamente, expressando claramente suas idéias eposicionamentos, empregando adequadamente elementos de argumentação;- utilizar a expressão oral que já conhece, buscando aperfeiçoá-la e adaptá-la a cadasituação de uso;- compreender que a língua oral e escrita são realidades diferentes;- entender a relação entre grafemas e fonemas, na constituição da linguagem escrita;- compreender o sentido nas mensagens orais e escritas – observando seus significadosimplícitos e explícitos;- ler e interpretar variados tipos de texto e de gêneros textuais;- produzir textos escritos com coesão e coerência, adequando-os à intençãocomunicativa;
  42. 42. 42- fazer uso da escrita alfabética, preocupando-se com sua forma ortográfica;- considerar a necessidade das várias re-estruturações que a produção textual requer,tendo o professor como mediador;- registrar suas idéias e falas, produzindo a escrita com clareza, propriedade, eficiênciae autonomia;- compreender e atribuir significado às mensagens orais e escritas (Interpolação);- compreender que a leitura não é mera decodificação de sinais gráficos, mas a busca designificações;- realizar leitura, interpretação e análise dos gêneros textuais previstos para cada fase deensino e desenvolvimento do aluno;- assumir crítica e criativamente a sua função de sujeito do discurso, seja falando,escrevendo, escutando ou interpretando;- utilizar a língua, na norma padrão, através de práticas efetivas de comunicação,significativas e contextualizadas;- entender-se como sujeito com capacidade de produzir textos, desmistificando a idéia deobrigatoriedade dessa produção, buscando sua autonomia e pressupondo a sócio-interação;- produzir textos narrativos, descritivos, informativos, dissertativos, normativos,epistolares, de acordo com cada fase de seu desenvolvimento, refletindo sobre ele e,reestruturando-o, partindo do erro para a auto-correção;- elaborar sínteses, resenhas e análises críticas de textos curtos e longos, com pertinência;- produzir textos orais e escritos, coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aosobjetivos que se propõem e aos assuntos tratados.PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS/CONTEÚDOSNa perspectiva sócio-cultural-interacionista (Vygotsky, 1993) afirma-se que ascrianças se relacionam com a linguagem escrita e percebem sua necessidade, antes mesmo deingressar na escola. A criança que está crescendo em ambiente onde a língua escrita existe,onde se lê e se escreve, não apenas como atos muito especiais, mas como parte da vida diária,onde são estimuladas a manusear livros e lhes é permitido escrever e desenhar, manusear erepresentar graficamente as informações adquiridas sobre a língua escrita podendo assimchegar, de forma mais apta, à construção individual de uma boa parte do caminho daalfabetização. Se, ao contrário, a criança não tem contato com a língua escrita, e ao seu redor
  43. 43. 43não há pessoas que possam ler e escrever, é bem mais difícil que chegue à escola sabendo oque quer dizer "ler" e entendendo o que quer dizer "escrever".Assim, cabe ao educador articular os processos de desenvolvimento e aprendizagemna sala de aula, orientar, mediar e propor desafios aos seus alunos, estimulando sempre acuriosidade, a criatividade e a discussão, bem como o raciocínio, a testagem de hipóteses e afamiliarização com a pesquisa, a busca e o perquirimento constantes.Nesse sentido, será necessário criar e desenvolver atividades pedagógicas quepromovam a interação da criança com os objetos e com outras crianças, a fim de que ocorraefetivamente seu desenvolvimento cognitivo e sócio-cultural de forma integral econtextualizada.Tomamos como princípio metodológico da prática de ensino de Língua Portuguesa, aaprendizagem significante ou significativa, defendida por Ausubel (1980), em oposição àaprendizagem sem sentido, sem reflexão, baseada apenas na memorização, conforme seprocedia na escola tradicional.Entendendo que um dos fatores que exerce influência mais importante naaprendizagem do novo saber, é aquilo que o aprendiz já conhece, caberá ao professor tornar oconhecimento substantivo, relacionando-o a conhecimentos prévios, já existentes na estruturamental do aluno, ampliando através de tais aprendizagens seus conceitos e formas deexpressão.Por outro lado, tendo como pressuposto a relação dialógica, preconizada por Bakhtin(1986, pp. 142-143), para a busca do entendimento:[...] há sempre que se considerar a negociação de significados, anegociação de valores, pois cada grupo social – cada classe,profissão, geração, religião, região – tem seu modo próprio,característico de falar, seu próprio dialeto, suas características. Aspalavras não podem ser entendidas fora do contexto e dos sujeitosque as falam.Entende-se que a ludicidade deva ser o fio condutor da aprendizagem nos anosiniciais do Ensino Fundamental, uma vez que, além de atividades prazerosas, as brincadeirassão excelentes aliadas no processo de construção do conhecimento, tendo em vista que, pormais simples que sejam, os jogos implicam regras a serem seguidas pelo grupo e isso oprepara para a tomada de decisões e para a formulação de normas sociais.Os grupos de professores da rede municipal de ensino de Itapoá-SC, que participaramdas discussões, reflexões e debates com vistas a elaboração deste plano curricular optaram
  44. 44. 44por elencar os conteúdos para o ensino e a aprendizagem da Língua Portuguesa de formaglobal, recomendando sua graduação, de acordo com o nível de desenvolvimento do alunado,em cada um dos anos do Ensino Fundamental, tendo como suporte teórico a afirmação deGeraldi (2005, p.46), segundo o qual, no Ensino Fundamental: “[...] as atividades devemgirar em torno do ensino da língua e apenas subsidiariamente se deverá apelar para ametalinguagem, quando a descrição da língua se impõe como meio para alcançar o objetivofinal de domínio da língua, em sua variedade padrão.”Os procedimentos metodológicos a serem adotados, segundo os resultados dosdebates entre os participantes da presente elaboração, deverão ter como princípio aaprendizagem significativa e a concepção de que o diálogo na explicitação, discussão,contraposição e argumentação de idéias é fundamental na aprendizagem da cooperação e nodesenvolvimento de atitude de autoconfiança, de capacidade para interagir e de respeito aooutro. (PCN-EF, 1997)Foram sugeridas, como atividades significativas de expressão oral e escrita:seminários, dramatização de textos teatrais, simulação de programas de rádio e televisão, dediscursos políticos, de produção e apresentação de textos publicitários, a leitura colaborativa,o emprego de recursos audiovisuais, como slides, cartazes, fotografias, transparências, outdoors, gravador, filmadora, o computador, a Internet, os sites de busca, jornais, revistas, entreoutros recursos.É importante que se introduzam, progressivamente, de acordo com o nível dedesenvolvimento dos alunos, aspectos notacionais (inferência e ausência de regrasortográficas, pontuação, divisão silábica, divisão do texto em frases, em períodos, emparágrafos, uso do dicionário, etc.) e aspectos discursivos (organização das idéias, maiornível de formalidade no uso da linguagem, argumentação, utilização de recursos coesivos –pontuação, conectivos, substituições léxicas, manutenção do tempo e da pessoa verbais,emprego de regência e concordância nominal e verbal), além dos conceitos metalingüísticos,elementos fundamentais para o conhecimento e uso da Língua oral e escrita.Os conteúdos de Língua Portuguesa serão definidos, para cada ano do EnsinoFundamental, pelos professores e equipes pedagógicas, no Projeto Político-Pedagógico decada escola, a partir das indicações deste plano curricular listados como indicativos a seguirexplicitados:a) A Prática de Leitura de Textos:
  45. 45. 45textos “curtos” – bilhetes, mensagens, contos, crônicas, reportagens, lendas, notícias dejornais, editoriais, poesias, etc;textos longos – romances, novelas, peças teatrais, etc.b) A Prática de Produção de Textos (com observância da significatividade e da funçãosocial da escrita):- correspondência: bilhetes, mensagens, cartas, telegramas, etc.;- textos narrativos: histórias familiares, notícias, comentários de fatos, lendas e contos, etc.;- textos descritivos: de pessoas, espaços, ambientes, criação de personagens, fatos, situações;- textos normativos: regras de jogos, de conduta nos diversos ambientes, do trabalho emgrupos, do regimento da escola, do grêmio estudantil, atas, etc.;- textos informativos: bulas, receitas, avisos, relatórios, ofícios, memorandos, etc.;- textos dissertativos: sínteses de debates, de obras literárias, de júris simulados, com autilização de argumentação consistente.c) A Prática de Análise Lingüística:Aqui, com a finalidade de proporcionar um fio condutor para o trabalho pedagógico, combase em proposição de Ilari (2005), foram selecionados os conteúdos específicos a seremtrabalhados a partir do 5º ano do Ensino Fundamental;- Problemas de Estrutura Textual.- Coesão Textual.- Coerência Textual.- Problemas de Ordem Sintática.- Concordância Nominal.- Concordância Verbal.- Regência.- Problemas de Ordem Morfológica.- Léxico: adequação vocabular.- Conjugação Verbal.- Formas de plural e feminino.- Problemas de Ordem Fonológica.- Ortografia.- Acentuação.- Divisão Silábica.
  46. 46. 46- Problemas de Ordem Estilística.- Transformações de orações.- Reescrita de parágrafos.- Utilização de recursos estilísticos em prosa e verso.CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO 1º AO 9º ANO1º ANOCOMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO ORAL Textos coletivos (professor como escriba) Linguagem como função social Escrita como representação da fala Expressão oral Apresentação dos quatro tipos de letras ( Maiúsculo e Minúsculo) Descrição Resolução de problemas Transmissão de recados e avisos individual ou espontâneo Reprodução de história, cênica, lúdicaLEITURADesenvolver: Leitura simbólica e exploração de rótulos Nome Vocabulário Associação de idéias (histórias diversas) RelatosPRODUÇÃO TEXTUAL Textos de memória: poemas, parlendas, rimas, músicas. Escrita do nome Plástica e expressão escrita (ainda não de forma convencional) Vocabulário Textos diversificados e interpretaçõesCONTEÚDOS GRAMÁTICAIS Alfabeto Vogais e Consoantes Ordem Alfabética Plural e singular Diminutivo e Aumentativo (Oral) Masculino e Feminino2º ANOCOMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO ORAL Audição e relatos de fatos vividos e imaginários Construção de texto coletivo
  47. 47. 47 Pontuação e entonação Compreensão de mensagem Narração de fatos reais Uso do dicionárioLEITURADesenvolver: Textos de memória: cantigas, parlendas, trava-língua, descrição, narração. Tipologias textuais: poesias e lendas, rótulos, cartazes, músicas e quadrinhas,fábulas, charge, identidade, certidão de nascimento, cantigas e trava-línguas,biografia, anedotas, cartões, receitas, bulas, contos de fadas, piadas, parlendas, e-mail, manchete, opinião.PRODUÇÃO TEXTUAL Nome próprio completo (Identidade) Construção de texto coletivo Escrita de textos/função social: bilhetes, convites, cartas, notícias, receitas,folders, gráfico e tabelas, poesias, músicas. Alteração do final da história Continuação de história Construção de texto individual: reais ou fictícios Construções de texto a partir de desenhos Ampliação de história Criação a partir de imagemCONTEÚDOS GRAMATICAIS Alfabeto Ordem Alfabética O s quatro tipos de Letras Vogais e Consoantes Maiúscula e minúscula Acentuação Gênero do substantivo (masculino e feminino ) Número de substantivo ( singular e plural) Substantivos próprios e comuns Pontuação Sinônimo e Antônimo Onomatopéia Dificuldades ortográficas: ce, ci, ç, S com som de Z, SS; R inicial, R brando, Sno final, S antes de consoante, H inicial, RR, ge, gi, sons do X, Qu, gu, M antesP e B, Trocas f/v, t/d, h/ga.3º ANOCOMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO ORAL Narração de histórias Comentários a partir de leitura e audição de textos Relato de experiências
  48. 48. 48 Levantamento e síntese das idéias Comparação de diferentes falas: sotaques, culturas regionais, etc. Apresentação teatral MímicaLEITURA Desenvolver leitura de outras linguagens: ilustrações, gestos, pinturas,expressões faciais. Desenvolver leitura-prazer: obras de literatura infantil, revistas em quadrinhos,etc Desenvolver leitura-busca de informações: receitas, classificados, anúncios,documentos pessoais (certidão, identidade), notícias, manchetes, opinião,propaganda, bulas, índices e referências.PRODUÇÃO TEXTUAL Criação de textos a partir de desenhos e/ou história em quadrinhos. Compreensão da estrutura do sistema escrito: pontuação, acentuação. Criação de textos a partir de narrativas orais. Criação de textos a partir de filmes. Compreensão da estrutura do sistema escrito: artigos, substantivo. Desenvolver leitura-pretexto para produções decorrentes da leitura: colagens,desenhos, dramatizações, produções de novos textos. Compreensão da estrutura do sistema escrito: adjetivos. Anotações de informações de textos e experiências realizadas. Produção de história em quadrinhos Descrição de gravuras Compreensão da estrutura do sistema escrito: Utilização de verbos.4º ANOCOMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO ORAL Comentários espontâneos levantamento de idéias, personagens e acessórios. exploração de seqüência de fatos e idéias. Relação entre o texto lido com outras idéias Reprodução e recriação oral.LEITURA Desenvolver leitura de outras linguagens: desenhos, cartazes, mímicas,símbolos, sons. Desenvolver leitura-prazer: literatura infantil, poemas, parlendas, adivinhações,piadas, histórias em quadrinhos. Desenvolver leitura-busca de informações: debates, quadrinhas, poesias,adivinhações, dramatizações. Desenvolver leitura-busca de informações: almanaques, atlas, enciclopédias,revistas, jornais.PRODUÇÃO TEXTUAL
  49. 49. 49 Anotações de idéias básicas de textos informativos. Reestruturação de parágrafos Dificuldades ortográficas Percepção das relações gênero e número Construção de diálogo. Relatório de experiências e atividades realizadas. Uso correto de acentuação. Observação de redundância textual. Reprodução e recriação de narrativas Uso correto da pontuação. Expansão de idéias dos textos produzidos Utilização de recursos de coesão textual Produção e diferenciação de fato e hipótese. Relação entre sujeito e verbo.5º ANOCOMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO ORAL Distinguir idéia central e secundária Relacionar causa e efeito Descobrir o objetivo do emissor Colocar seu ponto de vista, discordando ou modificando suas idéias, através deargumentação. Integrar o que ouve ao contexto pessoal. Selecionar idéias básicas Verificar a fidelidade da fonte Tirar conclusões Incorporar ao vocabulário ativo, palavras de novo sentido. Perceber a seqüência de fatos Integrar o que lê ao contexto pessoalLEITURADesenvolver: Dicção e articulação correta Fluência e ritmo Pontuação e entonação Valorizar a leitura como instrumento de comunicação e auto-realização. Utilizar diferentes recursos na identificação do significado de palavras. Distinção entre ficção e realidade, fato e opinião Causa e efeito Análise do objetivo do emissorPRODUÇÃO TEXTUAL Escolher vocabulário adequado Observar a coerência entre as palavras Usar articulação correta entre as palavras Usar pontuação adequada Empregar estruturas variadas. Utilizar níveis de linguagem adequados.
  50. 50. 50 Utilizar-se de criatividade, originalidade e espontaneidade. Fazer uso de elementos descritivos Expressar suas experiências, idéias e sentimentos. Desenvolver automatismo de escrita. Fazer uso de elementos narrativos Bilhete, opinião Utilizar-se de seqüência lógica e síntese. Utilizar vocabulário adequado, estruturas e níveis de linguagem adequados àssituações. Fazer uso de elementos dissertativos Carta, e-mail, notícias6º ANO1º BIMESTREFonética: Letra Fonema Dígrafo Encontros vocálicos: ditongo, hiato, tritongo Encontro consonantal Sílaba Classificação das palavras quanto ao número de sílabas: monossílaba, dissílaba,trissílaba, polissílaba Separação das sílabasOrtografia: Alfabeto Emprego das letras maiúsculas Dificuldades ortográficas Acentuação PontuaçãoSemântica: O significado das palavrasRedação: Narração DescriçãoLeitura: Gêneros variados2º BIMESTREFonética: Acento tônico Sílaba tônica Classificação quanto à posição do acento tônico: oxítona, paroxítona,proparoxítona Monossílabos tônicos
  51. 51. 51Ortografia: Acentuação PontuaçãoMorfologia: Substantivo Classificação: comum, coletivo, concreto, abstrato Formação: primitivo, derivado, simples, composto Flexão do substantivo Gênero: BiformesUniformes: epicenos, comuns de dois gêneros, sobrecomuns Gênero de alguns substantivos Gênero e mudança de sentido Número do substantivo Formação do plural Plural dos substantivos simples e compostos Mudança de número com mudança de sentido Grau do substantivo: aumentativo, diminutivo Artigo Classificação: definido, indefinido Flexão do artigoSintaxe: Frase: declarativa, exclamativa, interrogativa, imperativaEstilística: Emissor e receptor Código e mensagemSemântica: O significado das palavrasRedação: Descrição NarraçãoLeitura: Gêneros variados3º BIMESTREOrtografia: Acentuação Pontuação Dificuldades ortográficasMorfologia: Adjetivo Formação do adjetivo: primitivo, derivado, simples, composto Flexão do adjetivo Gênero Número Grau: comparativo, superlativo Locuções adjetivas Adjetivos pátrios
  52. 52. 52 Numeral Classificação: cardinal, ordinal, multiplicativo, fracionário Pronomes Pronomes pessoais: retos, oblíquos Formas pronominais Pronomes pessoais de tratamento Pronomes possessivos Pronomes demonstrativos Pronomes indefinidos Pronomes interrogativos Pronomes relativos serão estudados no 8º anoSemântica: O significado das palavrasRedação: Narração DescriçãoLeitura: Gêneros variados4º BIMESTREOrtografia: Acentuação Pontuação Dificuldades ortográficasMorfologia: Verbo Conjugações Tempo: passado, presente, futuro Pessoa Modos: indicativo, subjuntivo, imperativo Advérbio ClassificaçãoSintaxe: Sujeito e predicadoSemântica: O significado das palavrasRedação: Narração DescriçãoLeitura: Gêneros variados7º ANO1º BIMESTREFonética: Sílaba Separação das sílabas
  53. 53. 53 Classificação quanto ao número de sílabasOrtografia: Pontuação Acentuação Dificuldades ortográficasMorfologia: Verbo Estrutura verbal Tempos Modos Pessoas Conjugações Verbos regulares e irregularesSintaxe: Sujeito: simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente PredicadoEstilística: Linguagem formal e informalRedação: Descrição NarraçãoLeitura: Gêneros variados2º BIMESTREFonética: Acento tônico Acento diferencial Classificação da sílaba quanto à posição do acento tônico Encontros vocálicos Encontros consonantaisOrtografia: Pontuação Acentuação Verbos em UAR, OAR, UIR Dificuldades ortográficasMorfologia: Verbo (continuação) Interjeição Classificação Locução interjetivaEstilística: Linguagem formal e informalRedação: Narração DescriçãoLeitura: Gêneros variados
  54. 54. 543º BIMESTREOrtografia: Pontuação Acentuação Dificuldades ortográficas Substantivos terminados em: ESA, EZAMorfologia: Preposição Classificação Locução prepositiva Principais relações estabelecidas pela preposição Combinação e contração CraseSintaxe: Aposto VocativoEstilística: Linguagem formal e informalRedação: Descrição NarraçãoLeitura: Gêneros variados4º BIMESTREOrtografia: Pontuação Acentuação Dificuldades ortográficasMorfologia: Conjunção ClassificaçãoSintaxe: Adjunto adnominal Adjunto adverbialEstilística: Linguagem formal e informalSemântica: O significado das palavras Sinônimos e antônimos Homônimos e parônimos PolissemiaRedação: Descrição NarraçãoLeitura: Gêneros variados
  55. 55. 558º ANO1º BIMESTREOrtografia: Acentuação Pontuação Dificuldades ortográficas Emprego do porque, por que, porquê, por quêSintaxe: Frase, oração, período Sujeito: simples, composto, oculto, indeterminado, inexistente Verbo de ligação Verbo significativo Predicado: verbal, nominal, verbo-nominalSemântica: O significado das palavrasRedação: Descrição Narração DissertaçãoLeitura: Gêneros variados2º BIMESTREOrtografia: Acentuação Pontuação Dificuldades ortográficasMorfologia: Verbos regulares e irregulares Verbos auxiliares: ter, haver, ser, estar Verbos abundantesSintaxe: Predicação Verbos intransitivos, transitivos Complementos verbais:objeto direto e objeto indireto Complemento nominal Vozes do verbo: ativa, passiva e reflexiva Agente da passivaRedação: Descrição Narração Dissertação

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