Paulo Freire<br />Pesquisa sobre a vida e a obra do Filosofo<br />Rosemary de Luca Buchio<br />16 de maio  de 2011<br />
A Vida  de Paulo Freire<br />Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe mé...
As  Obras  de Paulo  Freire<br />1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (te...
 A Pedagogia da Libertação<br />Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão mar...
Conclusão<br />Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionai...
Pensamentos de Paulo Freire<br />As terríveis conseqüências do pensamento negativo são percebidas muito tarde.<br />A aleg...
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Paulo freire

  1. 1. Paulo Freire<br />Pesquisa sobre a vida e a obra do Filosofo<br />Rosemary de Luca Buchio<br />16 de maio de 2011<br />
  2. 2. A Vida de Paulo Freire<br />Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização. Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma inspiração para gerações de professores, especialmente na América Latina e na África.<br />O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico.[carece de fontes?] Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.<br />A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em 1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.<br />
  3. 3. As Obras de Paulo Freire<br />1959: Educação e atualidade brasileira. Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de Pernambuco).<br />1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p.<br />1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma.<br />1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p).<br />1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p.<br />1970: Pedagogia do oprimido.New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968). Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.).<br />1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p.<br />1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos. Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: TierraNueva, 1975. Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).<br />1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p.<br />1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p.<br />1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola.<br />1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p.<br />1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé.<br />1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p.<br />1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra.<br />1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra.<br />1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam). Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo).<br />1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9).<br />1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p.<br />1983: Cultura popular, educação popular.<br />1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição<br />1986: Fazer escola conhecendo a vida.Papirus.<br />1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19).<br />1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes.<br />1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes.<br />1990: Conversando com educadores.Montevideo (Uruguai): Roca Viva.<br />1990: Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra.<br />1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p.<br />1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p.<br />1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d'água. (6 ed. 1995), 127 p.<br />1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p.<br />1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p.<br />1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição.<br />1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d'água, 120 p.<br />1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez.<br />1996: Medo e ousadia. Prefácio de Ana Maria Saul; Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição.<br />1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra.<br />2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.<br />
  4. 4. A Pedagogia da Libertação<br />Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).<br />No entanto, a obra de Paulo Freire não se limita a esses campos, tendo eventualmente alcance mais amplo, pelo menos para a tradição de educação marxista, que incorpora o conceito básico de que não existe educação neutra. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um ato político.<br />
  5. 5. Conclusão<br />Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.<br />
  6. 6. Pensamentos de Paulo Freire<br />As terríveis conseqüências do pensamento negativo são percebidas muito tarde.<br />A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.<br />A humildade exprime, uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém.<br />Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade.<br />Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão<br />
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