Apostila do Curso da CIPA

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Apostila do Curso da CIPA

  1. 1. NR5 NOR MA REGUL A MENT A D OR A Nº 5 APOSTILA CURSO DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES PARA MEMBROS DA CIPA GESTÃO2012/2013 Pertence a:________________
  2. 2. INTRODUÇÃOA legislação sobre Segurança, Higiene e Saúde do Trabalhado no Brasil érelativamente nova. Após a edição do Decreto Lei nº 5452 de 1943, que criou aConsolidação das Leis do Trabalho - CLT, destacamos os seguintes fatos maismarcantes: Criação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, através do Decreto Lei nº 7.036 de 10 de novembro de 1.944. Criação da Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho, hoje Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho-FUNDACENTRO, instituída pela Lei nº 5.161 de 21 de outubro de 1.966. Integração do Seguro de acidentes do Trabalho à Previdência Social, através da Lei nº 5.316 de 14 de setembro de 1.967. Criação obrigatória dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho pelas empresas, através da edição da Portaria nº 3.237 de 17 de julho de 1972. Aprovação das Normas Regulamentadoras NR-Capitulo V, título II da CLT, através da Portaria nº 3.214 de 08 de junho de 1.978. Edição da Portaria nº 247 de 2011 que alterou a Norma Regulamentadora nº 5 – CIPA, atualmente em vigor.C.I.P.A.COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES 2
  3. 3. Comissão: Grupo de pessoas formado por representantes do empregador eempregado,com o objetivo de prevenção de acidentes e doenças do trabalho.Interna: Seu campo de atuação está restrito a própria empresa.Prevenção: Antecipar-se a situações de riscos quando nos deparamos com elas, dandoexemplos de pró -atividade e trabalho correto.Acidentes: Qualquer ocorrência inesperada que interfere no andamento normal dotrabalho causando danos materiais, perda de tempo ou lesão ao trabalhador.OBJETIVO DA CIPATem como objetivo primordial “prevenir os acidentes e as doenças do trabalho”.CONSTIUIÇÃOToda empresa pública ou privada deverá constituir CIPA, por estabelecimento, emantê-la em regular funcionamento com o objetivo de assegurar aos trabalhadores umambiente saudável.A CIPA será composta de representantes do empregador e dos empregados deacordo com dimensionamento previsto no Quadro I da NR 5.Os representantes do empregador serão indicados pelo empregador.Os representantes dos empregados serão eleitos pelos próprios empregados, por meiode voto secreto.Quando a empresa não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsávelpara manter e fazer cumprir as normas de Segurança do Trabalho.O mandato dos membros da CIPA terá a duração de 1 ano, permitida uma reeleição.O cipeiro não poderá sofrer dispensa arbitrária desde o registro de sua candidatura atéum ano após o final do seu mandato, salvo o exposto no capítulo V, artigos 158 ealíneas, e 482, da CLT.Os membros da CIPA serão empossados no 1º dia útil após o término do mandatoanterior.Serão indicados de comum acordo com os membros da CIPA um secretário (a) e seusubstituto.Deverá ser protocolada em até 10 dias úteis no MTE, os seguintes documentos: ata dereeleição e de posse e calendário anual das reuniões ordinárias. (revogado)ATRIBUIÇÕES GERAIS DA CIPA 3
  4. 4.  Identificar os riscos do processo de trabalho;  Realizar periodicamente verificação nos ambientes e condições de trabalho;  Elaborar plano de trabalho;  Realizar após cada reunião, a verificação do cumprimento das metas fixadas;  Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;  Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO, PPRA bem como de outros programas de segurança e saúde desenvolvidos pela empresa;  Divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho e normas internas de segurança relativas à segurança no trabalho;  Participar em conjunto com o SESMT da análise das causas das doenças e acidentes do trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados;  Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT;  Participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Prevenção à AIDS e outros programas de saúde.ATRIBUIÇÕES DA CIPAATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE  Convocar os membros para as reuniões da CIPA.  Coordenar as reuniões.  Manter o empregador informado sobre as decisões da CIPA.  Coordenar e supervisionar as atividades do secretário.  Delegar atribuições ao Vice-Presidente.ATRIBUIÇÕES DO VICE-PRESIDENTE  Executar as atribuições que lhe forem delegadas. 4
  5. 5.  Substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais e nos seus afastamentos temporários.ATRIBUIÇÕES DA(O) SECRETÁRIO  Redigir a ata, que deverá ser bem clara em relação ao que foi discutido e votado.  Preparar correspondência.  Elaborar relatórios estatísticos.ATRIBUIÇÕES EM CONJUNTO  Cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o desenvolvimento de seus trabalhos;  Coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que seus objetivos sejam alcançados;.  Promover o relacionamento da CIPA com o SESMT;  Divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento;  Encaminhar os pedidos de reconsideração da CIPA;  Constituir Comissão Eleitoral.O PAPEL DO CIPEIROAtividades principais do cipeiro:  Identificar os riscos de acidentes no trabalho  Realizar verificações e inspeções nos locais de trabalho  Planejar a SIPAT em conjunto com o SESMT  Elaborar Mapa de Riscos e Plano de TrabalhoAtividades participativas:  Participar  Colaborar  Divulgar  OrientarA função de cipeiro é de esclarecimento. O cipeiro é um professor de adultos. Não temautoridade segundo a Lei, mas conquista a confiança através da autoridade moral, baseadano exemplo e na prestação de serviço no trabalho. Sua atividade é de ensinar.FUNCIONAMENTO DA CIPAA CIPA terá reuniões ordinárias mensais de acordo com o calendário pré-estabelecidoe poderão ser realizadas reuniões extraordinárias em situações específicas. 5
  6. 6. REUNIÕES ORDINÁRIAS  Serão realizadas durante o expediente normal de trabalho.  Terão atas assinadas pelos presentes.  Todos os membros da CIPA deverão participar das reuniões, tanto titulares quanto suplentes.  O membro titular perderá o mandato, sendo substituído pelo suplente, quando faltar a mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativas.  No caso de afastamento definitivo do Presidente, a empresa indicará o substituto em dois dias úteis, preferencialmente entre membros da CIPA.  No caso de afastamento definitivo do Vice-Presidente, os membros titulares da representação dos empregados, escolherão o substituto entre seus titulares, em dois dias úteis.  Devem ser coordenadas pelo Presidente ou Vice-Presidente.  Deverá ser respeitado calendário pré-estabelecido.  Tratar exclusivamente de assuntos da CIPA.  Execução do Plano de Trabalho.  Utilização adequada do tempo.REUNIÕES ORDINÁRIASSerão realizadas mensalmente conforme calendário de reuniões, durante o expedientenormal de trabalho.REUNIÕES EXTRAORDINÁRIAS  As reuniões extraordinárias ocorrerão em situações específicas:  Acidentes de trabalho grave ou fatal.  Denúncia de risco grave e iminente.  Quando houver solicitação expressa de uma das representações.Seqüência Sugerida  Abertura (Presidente).  Leitura da ata da reunião anterior (Secretário).  Avaliar as pendências e suas soluções.  Sugestões de medidas preventivas.  Determinação dos responsáveis e prazos para realização das medidas preventivas.  Discussão sobre os acidentes ocorridos no período.  Discussão das Inspeções de Segurança.  Avaliação do cumprimento das metas fixadas.  Encerramento (Presidente).SEGURANÇA DO TRABALHO 6
  7. 7. Segurança do trabalho é o conjunto de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade do trabalhador e sua capacidade de trabalho.ACIDENTE DO TRABALHOCONCEITO LEGALA Lei nº 8.213 de 24.07.91 da Previdência Social define em seu artigo19 que: Acidente de Trabalho – É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, perda ou redução, permanente ou temporária da capacidade para o trabalho.CONCEITO PREVENCIONISTAAcidente do Trabalho - é toda ocorrência não programada que interfere no andamentonormal do trabalho dos quais resultem, separadamente ou em conjunto, lesões, danosmateriais ou perda de tempo.Esse enunciado nos traz uma visão de que acidente não é só aquele que causa umalesão no trabalhador, mas sim qualquer tipo de ocorrência inesperada, que hojeocasiona perda de tempo, danos materiais e financeiros. 7
  8. 8. EQUIPARAM-SE AO ACIDENTE DO TRABALHODOENÇA PROFISSIONALAssim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social.Ex.: Tendinite nos digitadores.DOENÇA DO TRABALHOAssim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais no ambiente de trabalho, e com ele se relacione diretamente, e constante da relação mencionada no item anterior.Ex.: Surdez em digitadores que trabalhem em ambientes ruidosos.ACIDENTE POR ATO DE TERCEIRO:Quando outra pessoa “provoca o acidente”.Culposo - sem intenção, por negligência, imprudência.Doloso – Com intenção, por sabotagem, ofensa física.ACIDENTE POR FORÇA MAIOR:Oriunda de fenômenos da natureza,incêndios, inundações, descargas elétricas (raios),desde que ocorridas no local e horário de trabalho.ACIDENTE FORA DO LOCAL DE TRABALHO:Cumprimento de Ordem de Serviço, sob autoridade da empresa.Ex.: Viagens a serviço, sob qualquer meio de locomoção.ACIDENTE DE TRAJETO:É quando o empregado sofre um acidente no percurso da sua residência para otrabalho ou do trabalho para sua residência.NÃO IMPORTANDO  O meio de locomoção  O caminhoO QUE PODE DESCARACTERIZAR O ACIDENTE DE TRAJETO  Exceder o tempo habitual - Realização do percurso além do tempo habitual 8
  9. 9.  Se ocorrer uma parada entre esses dois pontos (residência/trabalho – trabalho/residência) o acidente de trajeto poderá ser descaracterizado, sendo de responsabilidade do acidentado e não da empresa, qualquer despesa salvo, se em jurisprudência for decidido em contrário.CAUSAS DOS ACIDENTESOs acidentes do trabalho decorrem basicamente de três causas primárias:ATOS INSEGUROSSão atitudes, atos, ações ou comportamentos do trabalhador contrários às normas desegurança.Exemplos:  Não usar o EPI.  Deixar materiais espalhados pelo corredor.  Operar máquinas e equipamentos sem habilitação.  Distrair-se ou realizar brincadeiras durante o trabalho.  Utilizar ferramentas inadequadas.  Manusear, misturar ou utilizar produtos químicos sem conhecimento.  Trabalhar sob efeito de álcool e/ou drogas.  Usar ar comprimido para realizar limpeza em uniforme ou no próprio corpo.  Carregar peso superior ao recomendado ou de modo a dificultar visão.  Desligar dispositivos de proteção coletiva de máquinas e/ou equipamentos.CONDIÇÕES INSEGURASSão deficiências, defeitos ou irregularidades técnicas nas instalações físicas, máquinase equipamentos que presentes no ambiente podem causar acidentes de trabalho.Exemplos: 9
  10. 10.  Falta de corrimão em escadas.  Falta de guarda-corpo em patamares.  Piso irregular.  Escadas inadequadas.  Equipamentos mal posicionados.  Falta de sinalização.  Falta de proteção em partes móveis.  Ferramentas defeituosas.  Falta de treinamento.FATORES PESSOAIS DE INSEGURANÇASão as características físicas ou mentais de um indivíduo que podem interferir notrabalho que está sendo realizado (ex.: instabilidade emocional, falta de coordenaçãomotora).RISCOS AMBIENTAISSão considerados riscos ambientais os agentes físicos, químicos, biológicos,ergonômicos e de acidentes/mecânicos que possam trazer ou ocasionar danos à saúdedo trabalhador nos ambientes de trabalho, em função de sua natureza, concentração,intensidade e tempo de exposição ao agente. 10
  11. 11. Tais agentes são:• RISCOS FÍSICOSRuídos, vibrações, radiações ionizantes e não ionizantes, frio, calor, pressões anormaise umidade.• RISCOS QUÍMICOSPoeiras minerais, poeiras vegetais, poeiras alcalinas, fumos metálicos, névoas,neblinas, gases, vapores e produtos químicos diversos. 11
  12. 12. • RISCOS BIOLÓGICOSVírus, bactérias, parasitas, ricketsias, fungos e bacilos. 12
  13. 13. • RISCOS ERGONÔMICOS 13
  14. 14. Monotonia, posturas incorretas, rítmo de trabalho intenso, fadiga, preocupação,trabalhos físicos pesados e repetitivos.• RISCOS DE ACIDENTES / MECÂNICOS 14
  15. 15. Arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentasinadequadas ou defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade deincêndio ou explosão, armazenamento inadequado, animais peçonhentos e ausência desinalização.MEDIDAS DE CONTROLE DE RISCOS 15
  16. 16. As medidas de controle dos riscos são:  Técnicas  Médicas  Administrativas  Educativas 16
  17. 17. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA – EPCSão os equipamentos que neutralizam o risco na fonte, dispensando, em determinados casos, o uso dos equipamentos de proteção individual.Quando instalamos, por exemplo, o protetor contra quebra de agulha, estamos atuando sobre o ambiente de trabalho, esta medida é chamada de proteção coletiva, pois protege o conjunto de trabalhadores.EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPIÉ todo meio ou dispositivo de uso individual, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Quando não for possível eliminar o risco, ou neutralizá-lo através de medidas de proteção coletiva, implanta-se o Equipamento de Proteção Individual - EPI.MEDIDAS MÉDICASDesenvolver o Programa de Controle Médico de Saúde ocupacional (PCMSO),responsável por promover a prevenção, o rastreamento e o diagnóstico precoce dosagravos à saúde relacionados ao trabalho, além da constatação da existência dedoenças profissionais ou de danos à saúde dos trabalhadores.Submeter os trabalhadores à exames médicos: Admissional, Demissional, Periódico,Retorno ao Trabalho e Mudança de Função.Submeter os trabalhadores expostos ao ruído ocupacional a exames de audiometriapara prevenir a PAIRO.Promover campanhas de vacinação contra Gripe, Hepatite, etc.Controlar e avaliar as causa de Absenteísmo.Realizar atendimento de primeiros socorros.Trabalhar em conjunto com o SESMT na investigação e análise dosAcidentes do Trabalho. 17
  18. 18. MEDIDAS ADMINISTRATIVASSão ações administrativas para controlar a exposição dos trabalhadores aos agentes ambientais, tais como: Revezamento e Rodízio de atividades; Pausas programadas; Mudança de lay-out; Realização de ginástica laboral; Etc.MEDIDAS EDUCATIVASSão programas de treinamentos, palestras e cursos, inclusive DDS, destinados a informar e capacitar os trabalhadores na execução segura de suas atividades. 18
  19. 19. MAPA DE RISCOS  O que é o Mapa de Riscos? Consiste na representação gráfica dos riscos à saúde identificados pela CIPA, em cada um dos diversos locais de trabalho de uma empresa.  Objetivos do Mapa de Riscos  reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa.  possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção.  Quem elabora o Mapa de Riscos? É elaborado pelos membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, após ouvir os trabalhadores de todos os setores produtivos da empresa, com assessoria do SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, quando este existir.  Etapas de Elaboração do Mapa de Riscos  Conhecer o processo de trabalho no local analisado;  Identificar os riscos existentes no local analisado;  Identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia;  Identificar os indicadores de saúde (queixas mais freqüentes, acidentes de trabalho, doenças profissionais, etc.);  Conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local.  Representação gráfica do Mapa de Riscos  Os riscos serão representados por círculos de tamanhos e cores diferentes que devem ser apostos sobre a planta (lay-out) do local analisado.  O tamanho do círculo indicará se o risco é grande, médio ou pequeno (quanto maior for o círculo, maior o risco).  Para cada tipo de risco os círculos serão representados por uma cor diferente, conforme segue: 19
  20. 20. • riscos físicos: verde; • riscos químicos: vermelho; • riscos biológicos: marrom; • riscos ergonômicos: amarelo; • riscos de acidentes/mecânicos: azul.  Alguns exemplos práticos: • Num dado almoxarifado foi detectada a existência de muita poeira: Risco grande (muita poeira) Cor Vermelha (risco químico) • Em uma área de escritório foram encontradas algumas cadeiras fixas, utilizadas para operação do microcom-putador: Risco médio (cadeiras fixas) Cor Amarela (risco ergonômico) • Na copa foi encontrado um botijão de gás: Risco pequeno (gás de cozinha) Cor Azul (risco de acidente/mecânico)INSPEÇÃO DE SEGURANÇA 20
  21. 21. É a vistoria que se faz nos locais de trabalho, a fim de se descobrir riscos de acidentes: INSPEÇÕES DE ROTINA  São inspeções normalmente efetuadas pelos membros da CIPA e que visam, acima de tudo, observar e evitar a criação de riscos conhecidos, tais como: arrumações perigosas, defeitos nos pontos vitais dos equipamentos, carpetes descolados, utilização de extensões, benjamins (“tês”), atitudes perigosas dos funcionários, etc. INSPEÇÕES PERIÓDICAS  São inspeções que se fazem a intervalos regulares, principalmente para descobrir riscos já previstos, que podem caracterizar-se por desgastes, esforços e outras agressividades a que estão sujeitos móveis, máquinas, etc. INSPEÇÕES ESPECIAIS  São inspeções geralmente realizadas por especialistas em Segurança do Trabalho, utilizando-se equipamentos especiais para monitora- mento de agentes físicos e/ou químicos (Ex.: decibelímetro, termômetro, dosímetro, etc.). ETAPAS DE INSPEÇÕES DE SEGURANÇA  Observação do ambiente e dos meios de trabalho;  Coleta de informações;  Registro de dados e elaboração do relatório;  Apresentação nas reuniões da CIPA;  Encaminhamento do relatório através do Presidente da CIPA;  Acompanhamento da implantação das medidas recomendadas.INVESTIGAÇÃO DOS ACIDENTESInvestigar um acidente é fazer a sua análise, após a sua ocorrência, com o objetivo dedescobrir as causas e tomar providências corretivas para evitar a repetição de casossemelhantes. 21
  22. 22. Para se realizar uma investigação do acidente, deve-se analisar 5 (cinco) fatores: AGENTE DA LESÃO  É o local, o ambiente, o ato, enfim, o que possa ser o causador da lesão. A FONTE DA LESÃO  É o objeto que, agindo sobre o organismo, provocou a lesão. FATOR PESSOAL DE INSEGURANÇA  Se houver. A NATUREZA DA LESÃO  Estabelecer como foi o contato entre a pessoa lesionada e o objeto ou movimento que a provocou (queimadura, corte, fratura, etc.). A LOCALIZAÇÃO DA LESÃO  Permite, muitas vezes, identificar a fonte da lesão e indicar, também, certas freqüências em relação a alguns fatores de insegu-rança.De acordo com a legislação, todo acidente do trabalho deve ser imediatamente comunicado à previdência social por meio de formulário próprio denominado CAT.A comunicação do acidente poderá ser realizada pela empresa, pelo acidentado ou por qualquer pessoa que dele tiver conhecimento.Em caso de morte, é obrigatória a comunicação à autoridade policial. A empresa por sua vez, deve comunicar o acidente do trabalho à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência.EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – E.P.I 22
  23. 23. Considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo de usoindividual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e aintegridade física do trabalhador.Quando não for possível eliminar o risco, ou neutralizá-lo através de medidas deproteção coletiva, implanta-se o Equipamento de Proteção Individual - EPI. CABE AO EMPREGADOR Fornecer aos empregados, gratuitamente, Equipamento de Proteção Individual aprovado pelo Ministério do Trabalho - MTb, adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. CABE AO EMPREGADO • Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina; • Responsabilizar-se por sua guarda, conservação e higienização; • Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; • Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada do uso do E.P.I. OBSERVAÇÃO Todo E.P.I. deverá apresentar, em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante ou da empresa importadora, e o número de C.A. (*)(*) - C.A. - Certificado de Aprovação, expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.E.P.I.’s MAIS UTILIZADOS TIPO DE FINALIDADE EQUIPAMENTO INDICADO PROTEÇÃO contra riscos de impacto de - óculos de segurança (para partículas, respingos de produtos maçariqueiros, rebarbadores,PROTEÇÃOPARA A FACE químicos, ação de radiação calorífica esmerilhadores, soldadores, torneiros). ou luminosa (infra-vermelho, ultra- - Máscaras e escudos (para soldadores). violeta e calor). contra riscos de queda de objetos - capacete de segurançaPROTEÇÃO batidas, batidas por choque elétrico, 23
  24. 24. PARA O CRÂNIO cabelos arrancados, etc.PROTEÇÃO contra níveis de ruído que - protetores de inserçãoAUDITIVA ultrapassem os limites de tolerância. - protetores externos (tipo concha) contra gases ou outras substâncias - respiradores com filtros mecânicos,PROTEÇÃO nocivas ao organismo que tenham químicos ou com a combinação dosRESPIRATÓRIA por veículo de contaminação as vias dois tipos, etc. respiratórias. contra os mais variados tipos de - aventais de napa ou couro, de PVC, dePROTEÇÃO DOTRONCO agentes agressores. lona e de plástico, conforme o tipo de agente. contra materiais cortantes, abrasivos, - luvas de malhas de aço, de borracha, dePROTEÇÃO DOS escoriantes, perfurantes, térmicos, neoprene e vinil, de couro, de raspa, deMEMBROS elétricos, químicos, biológicos e lona e algodão, Kevlar, etc.SUPERIORES radiantes que podem provocar lesões nas mãos ou provocar doenças por intermédio delas. contra impactos, eletricidade, metais - sapatos de segurança em fusão, umidade, produtos - perneirasPROTEÇÃO DOS químicos, objetos cortantes ou - botas (com biqueiras de aço, isolantes,MEMBROS pontiagudos, agentes biológicos, etc. etc., fabricados em couro, lona,INFERIORES borracha, etc.CAMPANHAS DE SEGURANÇACampanhas de segurança são eventos voltados para a educação e sensibilização dosfuncionários, transmitindo conhecimentos sobre segurança e saúde no trabalho.Os eventos mais comuns e que envolvem a CIPA são:  Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT; 24
  25. 25.  Antitabagismo - cabe também à CIPA, recomendar que em todos os locais de trabalhos e adotem medidas restritivas ao hábito de fumar.AIDS / HIVA AIDS é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado. O HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno. 25
  26. 26. COMO PREVENIRSim, seguindo alguns conselhos:  Reduzir o número de parceiros sexuais;  Não usar drogas injetáveis;  Usar preservativos;  Para transfusão exigir sangue testado.RECOMENDAÇÕES  Não ter pavor do doente, nem da doença, preocupando-se em demonstrar solidariedade e amor ao doente.  Encarar o fato, por mais difícil que possa ser, com seriedade.  Se necessário, procurar profissionais para apoio emocional (psicólogo).  Cuidados, para evitar riscos desnecessários. Seu amor, carinho e aceitação são fundamentais para que o paciente encontre forças para lutar contra a AIDS.PREVENÇÃO E COMBATE À INCÊNDIOSAs instruções a seguir, têm por finalidade dar algumas noções teóricas quanto aoemprego dos equipamentos portáteis de combate a incêndio. FOGO É o resultado de uma reação química decorrente da combinação de três elementos, consituindo o chamado “Triângulo do Fogo”:  COMBUSTÍVEL 26
  27. 27. É o elemento que serve de alimento ao fogo e pode ser:  Sólido: tecido, madeira, papel, etc.  Líquido: gasolina, álcool, éter, óleo, diesel, etc.  Gasoso: gás de cozinha, gás de rua, etc.  OXIGÊNIO Também chamado de comburente, é outro elemento do fogo e está presente na natureza, é ele que dá vida às chamas.  CALOR É o último elemento, cabendo a ele a missão de iniciar a combustão.Observação: a não existência de qualquer um destes elementos não propicia oaparecimento do fogo. ASPECTO LEGAL De acordo com a Norma Regulamentadora Nº 23 - Proteção Contra Incêndios, todas as empresas deverão possuir:  Proteção contra incêndios .  Saídas suficientes para uma rápida evacuação do prédio.  Equipamentos suficientes para combater o fogo no seu início.  Pessoas treinadas no uso correto dos equipamentos (extintores, hidrantes, etc.). PREVENÇÃO O principal objetivo da prevenção é impedir o aparecimento de um princípio de incêndio, seja dificultando o seu desenvolvimento ou proporcionando sua extinção. 27
  28. 28.  HIERARQUIA DE AÇÕES Em caso de incêndio deve-se adotar os seguintes procedimentos:  Acionar o Corpo de Bombeiro;  Iniciar o abandono do estabelecimento;  Combater o fogo.CLASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOSCLASSE MÉTODO DE EXTINÇÃO MATERIALCATEGORIA TIPO DE EXTINTORA - (I) Material combustível comum: Resfriamento: água ou extintor papel, madeira, tecido, etc. que ao que contenha água. queimarem, deixam resíduosB - (II) Líquidos inflamáveis: gasolina, Abafamento: extintores que óleos, tintas, graxas, etc., que aoabafam ou isolam o líquido queimarem não deixam resíduos inflamável do ar: pó químico, espuma, CO-2C - (III) Equipamentos elétricos energizados Extintores não condutores de corrente elétrica, ou seja, não contenham água: CO-2 e pó químico seco.D - (IV) Metais Pirofóricos: magnésio, Areia, compostos químicos tungstênio, titânio, zircônio especiais, grafite, limalha de ferro ou sal-gema.QUADRO COMPARATIVO (CARACTERÍSTICAS DOS EXTINTORES)CATEGORIA DE EXTINTORINCÊNDIO PÓ QUÍMICO ESPUMA(*) CO2 ÁGUA SECO A - (I) Não; mas Não; mas MADEIRA, controla Sim controla Sim TECIDOS, inícios de pequenos PAPÉIS, ETC. incêndio focos B - (II) ÓLEOS, Sim Sim Sim Não GASOLINA, TINTAS, GRAXAS,ETC. C - (III) EQUIP. Sim Não Sim Não ELÉTRICO ENERGIZADO 28
  29. 29. D - (IV) Agentes extintores: areia, compostos químicos METAIS especiais, grafite, limalha de ferro ou sal-gema PIROFÓRICOS E - (V) INCÊNDIOS Extinção Específica NUCLEARES(*) Espuma MecânicaPRIMEIROS SOCORROSAbaixo fornecemos noções básicas, simples e importantes para o atendimento deprimeiros socorros.É bom lembrar que a vida do acidentado depende do modo e da rapidez com que taisatendimentos são dados. Hemorragia Toda a vez que o sangue sair do interior das veias ou artérias provoca hemorragia. Características: • Quando se nota que o sangue jorra ou espirra em jato sabemos que houve lesão de artéria e o sangue é de cor vermelho vivo; • Quando o sangue flue continuamente sem jatos, a lesão foi das veias e sua cor é vermelho escuro azulado; • Quando o sangue é visto sair do ferimento, dizemos tratar-se de hemorragia externa, em caso contrário a hemorragia é chamada interna. Tratamento:  nas hemorragias de pequena intensidade em braços e pernas: • eleva-se o membro ferido, fazendo compressão com gaze ou pano limpo.  nas hemorragias abundantes: • o procedimento deve ser rápido e seguro, iniciando por cortar ou rasgar rapidamente as roupas para que o ferimento fique bem exposto; • Em seguida com gaze ou mesmo uma toalha fazer compressão sobre a ferida; • As hemorragias das pernas, braços e dedos podem ser controladas por meio de garrote (gravata, lenço ou tira de pano).  nas hemorragias nasais (epistaxes): • desapertar as roupas e retirar gravatas; 29
  30. 30. • colocar o acidentado em posição recostada e com a cabeça elevada; • comprimir com o dedo indicador a asa do nariz contra o septo nasal durante 5 a 10 minutos.  nas hemorragias de pescoço: • comprimir o local com gaze e nunca usar garrote. Queimaduras As queimaduras são lesões produzidas pelo excesso de calor, eletricidade ou produtos químicos (ácidos, bases). Classificação:  Podem ser de 1º, 2º e 3º graus e são tanto mais graves quanto mais extensas as áreas do corpo atingidas. Tratamento:  cobrir o local queimado com gaze;  nas queimaduras extensas, procurar envolvê-las com panos, lençois limpos ou plásticos;  se a queimadura for produzida por embebição da roupa com ácidos ou bases, retirá-la, imediatamente, e lavar com água corrente a superfície atingida;  nunca usar no local queimado qualquer “remédio caseiro”;  não perfurar bolhas;  encaminhar para avaliação médica. Insolação e Intermação Características:  A insolação é provocada pela ação direta dos raios solares;  A intermação é devida a proximidade da fonte de calor, como por exemplo, fornos utilizados por fundidores, maquinistas, foguistas, etc. Tratamento: • retirar a roupa do doente; • colocá-lo na sombra ou ambiente fresco e arejado; • promover hidratação, se necessário. Desmaios Características:  São causados por diversos motivos, tais como: - fraqueza; - jejum prolongado; 30
  31. 31. - posição erecta imóvel. Tratamento: • desapertar as roupas da vítima e colocá-la em lugar arejado; • falar com a vítima no sentido de respirar fundo, abaixando forçadamente sua cabeça para a frente, colocando-a entre as pernas, em nível mais baixo do que os joelhos; • pode-se também, manter a vítima deitada de costas, procurando deixar a cabeça em nível mais baixo do que o restante do corpo. Ferimento dos Olhos Características:  São causados por corpos estranhos como limalha de ferro, poeira, insetos, esmeril, materiais ácidos, cáusticos, etc. Tratamento: • não tentar retirar o corpo estranho; • nos casos de materiais acidos, ou cáusticos, lavar imediatamente o olho atingido em água corrente; • fazer tamponamento e encaminhar a vítima para atendimento médico. Lesões nos ossos e articulações  Lesões na coluna: - mantenha a vítima agasalhada e imóvel. - não mexa e não deixe ninguém tocar na vítima. - nunca vire uma pessoa com suspeita de fratura na coluna; - observe os sinais vitais; - o transporte tem de ser feito em maca ou padiola, evitando-se ao máximo curvar o corpo do acidentado; - durante o transporte em veículos, evitar balanços e freadas bruscas para não agravar a lesão; - quando a lesão for no pescoço, enrolar ao redor do mesmo, sem apertar, uma camisa, toalha ou outro pano, para imobilizá-lo.  Fraturas: Em caso de fraturas, o primeiro socorro consiste apenas em impedir o deslocamento das partes quebradas para se evitar maiores danos. Características: - fraturas fechadas: quando o osso se quebrou mas a pele não foi perfuradas; - fraturas expostas: quando o osso está quebrado e a pele rompida. 31
  32. 32. Providências:  nas fraturas fechadas: • manter o membro acidentado na posição em que foi encontrado, procurando não corrigir desvios; • Colocar talas sustentando o membro atingido, de forma que estas tenham comprimento suficiente para ultrapassar as juntas acima e abaixo da fratura; • qualquer material rígido pode ser empregado como tala (tábua, papelão, vareta de metal, revista ou jornal dobrado); • usar panos ou material macio para acolchoar as talas, a fim de evitar danos a pele; • amarrar as talas com ataduras ou tiras de pano, não muito apertadas, na extremidade da junta abaixo da fratura e na extremidade da junta acima da fratura.  nas fraturas expostas: • colocar uma gaze, um lenço ou um pano limpo sobre o ferimento; • fixar firmemente o curativo no lugar, utilizando-se para isso, de uma gravata, tira de pano, etc.; • no caso de hemorragia grave siga as instruções vistas anteriormente; • manter a vítima deitada; • aplicar talas, conforme descrito para as fraturas fechadas, sem tentar puchar o membro ou fazê-lo voltar a sua posição natural; • transportar a vítima para um médico ou hospital, conforme instruções anteriores, após a fratura ter sido imobilizada.  Luxações ou Deslocamentos: • Toda vez que os ossos de uma articulação ou junta sairem de seu lugar proceda como no caso de fraturas fechadas. • Colocar o braço em uma tipóia quando houver luxação do ombro, cotovelo ou punho; • encaminhar para atendimento médico.  Entorses: • Tratar como se houvesse fratura fechada; • aplicar gelo e compressas frias; • encaminhar para atendimento médico. Intoxicações: Tipos: 32
  33. 33. • por ingestão; • por inalação; • por contaminação da pele. Providências: • observar evidências no local (frasco de veneno, comprimidos, etc.); • avaliar sinais vitais e nível de consciência; • remover a vítima para local arejado, quando houver contaminação do meio ambiente; • retirar a roupa e lavar com água corrente, quando houver contaminação da pele; • não provocar vômitos se a vítima ingeriu gasolina, querosene, ácidos, soda cáustica ou se ainda estiver inconsciente ou apresentando convulsões; • não ofereça líquidos e nem antídotos caseiros; • encaminhar a vítima para atendimento médico. Ressuscitação Cárdio Pulmonar - RCP A RCP é um conjunto de medidas que devem ser seguidas no caso de haver uma parada cardíaca e/ou respiratória até que se transporte a vítima ao local adequado para atendimento médico.  Parada Respiratória:  Quando ocorre a ausência total de respiração; A pessoa morrerá se a respiração não for imediatamente reestabelecida.  Sinais da Parada Respiratória: • ausência da expansão toráxica; • ausência da saída de ar pela narina ou boca.  Providências: • aproximar o ouvido da face da vítima para tentar ouvir se há passagem de ar; ou • colocar um espelho ou algum objeto de vidro à frente da boca e narinas da vítima e se este não ficar embaçado estará constatada a parada respiratória; • aplicar imediatamente 04 (quatro) insufladas de ar e para isto: • colocar a vítima na posição correta (deitada de costas apoiando o seu pescoço com uma mão e com a outra pressione a testa para baixo; • manter a cabeça nesta posição, tampar as narinas e assoprar vigorosamente dentro da boca da vítima (posicionar os lábios de 33
  34. 34. forma que abranja toda a boca da vítima para que não haja escape de ar); • em crianças, abranja com os lábios a boca e a narina; • entre cada insuflada de ar, retire a boca para não dificultar o retorno do ar (expiração); • após as 04 (quatro) primeiras insufladas continuas, manter a respiração num ritmo de 12 (doze) a 16 (dezesseis) por minuto; • quando a parada respiratória for causada por gases venenosos, vapores químicos ou falta de oxigênio, remover a vítima para local arejado antes de iniciar a respiração; • quando a parada respiratória for causada por afogamento, retirar, se possível, a vítima da água ou removê-la para um barco ou para um local mais razo para iniciar a respiração; • quando a parada respiratória for causada por sufocamento por saco plástico, rasgar o plástico e iniciar imediatamente a respiração; • quando a parada respiratória for causada por choque elétrico, interromper ou separar a vítima da corrente antes de iniciar a respiração. Parada Cardíaca:  Sinais da Parada Cardíaca: • ausência de batimentos do coração; • ausência de pulsação (carotidea, femural ou radial); • acentuada palidez.  Providências: • colocar a vítima deitada de costas sobre superfície dura; • colocar as duas mãos sobrepostas e com os dedos entrelaçados na metade inferior do esterno da vítima; • fazer a seguir uma pressão com bastante vigor, para que o esterno baixe mais ou menos 05 (cinco) centímetros e comprima o coração de encontro a coluna vertebral (descomprima em seguida); • repetir a manobra tantas vezes quantas necessarias (cerca de 60 (sessenta) compressões por minuto). • em bebês fazer pressão apenas com 02 (dois) dedos para se evitar fraturar as costelas. Parada Cárdio-Respiratória: 34
  35. 35. Se houver ao mesmo tempo parada cárdio-respiratória, deve-se executar massagem cardíaca associada à respiração boca a boca, da seguinte maneira:  fazer 30 (trinta) massagens cardíacas e sem interrupção, aplicar 02 (duas) respirações boca a boca, repetindo este ciclo tantas vezes quantas necessárias (isto se estiver sozinho prestando socorro);  caso necessário, continuar estes procedimentos enquanto a vítima estiver sendo transportada para o hospital.As novas diretrizes para RCP e ACE publicadas ontem dia 18/10/2010 levamcomo ênfase permanente a RCP de alta qualidade. 35

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