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Simulado spaece 1º ano

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    Simulado spaece 1º ano Simulado spaece 1º ano Document Transcript

    • COLÉGIO ESTADUAL DOM JOSÉ TUPINAMBÁ DA FROTA DATA: /07/ 2011 2º PERÍODO ATIVIDADE DE FÉRIAS NOTA SIMULADO SPAECE Prof.(a): VALDERICE Série: Turma: Turno: Aluno: N°(HABILIDADE - Inferir o sentido de palavra ou A coruja e a águia, depois de muitas brigas resolveramexpressão.) fazer as pazes porqueO HOMEM DO OLHO TORTO a) detestavam encontrar ninhos com aves pequenas.No sertão nordestino, vivia um velho chamado b) achavam tolice comer os filhotes uma da outraAlexandre. Meio caçador, meio vaqueiro, era cheio de c) gostavam de comer aves bastante crescidas.conversas - falava cuspindo, espumando como um d) comiam todos os bichos que encontravam.sapocururu. O que mais chamava a atenção era o seu (HABILIDADE – Interpretar texto com auxílio deolho torto, que ganhou quando foi caçar a égua pampa, material gráfico diverso.)a pedido do pai. Alexandre rodou o sertão, mas nãoachou a tal égua. Pegou no sono no meio do mato e,quando acordou, montou num animal que pensou ser aégua. Era uma onça. No corre-corre, machucou-se comgalhos de árvores e ficou sem um olho. Alexandre atéque tentou colocar seu olho de volta no buraco, mas fezerrado. Ficou com um olho torto.RAMOS, Graciliano. História de Alexandre. EditoraRecord. In Revista Educação, ano 11, n. 124, p. 14.Leia novamente a frase abaixo.―Alexandre rodou o sertão, mas não achou a tal égua.‖Nessa frase, rodou significaa) giroub) analisouc) rodopioud) percorreue) analisou(HABILIDADE – Estabelecer relação de causa econsequência entre partes de um texto.)A coruja e a águia NO FINAL DESSA HISTÓRIA,A coruja e a águia, depois de muita briga resolveram a) o homem ficou bravo, porque não pescou nenhumfazer as pazes. sapato– Basta de guerra – disse a coruja. – O mundo é b) o homem decidiu deixar para pescar em outro dia.grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a c) o menino descobriu que pescou o sapato do homemcomer os filhotes uma da outra. d) o menino pescou um sapato que estava no fundo do–Perfeitamente – respondeu a águia. – Também eu não rio.quero outra coisa. (HABILIDADE – Estabelecer relações lógico-– Neste caso combinamos isto: de ora em diante não discursivas presentes no texto, marcadas porcomerás nunca os meus filhotes. conjunções, advérbios, etc.– Muito bem. Mas como posso distinguir os teus Encurtando o caminhofilhotes? Tia Maria, quando era criança, um dia se atrasou na– Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos saída da escola, e na hora em que foi voltar para casa jálindos, bem- feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma começava a escurecer. Viu uma outra menina passandograça especial que não existe em filhote de nenhuma pelo cemitério e resolveu cortar caminho, fazendo ooutra ave, já sabes, são os meus. mesmo trajeto que ela.– Está feito! – concluiu a águia. Tratou de apressar o passo até alcançá-la e se explicou:Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um – Andar sozinha no cemitério me dá um frio na barriga!ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico Será que você se importa se formos juntas?aberto. – Claro que não. Eu entendo você – respondeu a outra.– Horríveis bichos! – disse ela. – Vê-se logo que não são – Quando eu estava viva, sentia exatamente a mesmaos filhos da coruja. E comeu-os. coisa.Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca, a LAGO, Ângela. Sete histórias para sacudir o esqueleto.triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar 2. ed. Companhia das Letrinhas, 2008. p. 15-16.contas com a rainha das aves. (P050130A9_SUP)– Quê? – disse esta, admirada. – Eram teus filhosaqueles monstrengos? No trecho ―Viu uma outra menina passando peloPois, olha, não se pareciam nada com o retrato que cemitério (...)‖, a expressão destacada dá ideia dedeles me fizeste... a) Lugar.Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. b) CausaLá diz o ditado: quem o feio ama, bonito lhe parece. c) ModoMonteiro Lobato. Ciência hoje das crianças, MEC/FNDE, d) Tempo.ano 10, nº 66, p. 08. e) Intensidade.
    • (HABILIDADE – Estabelecer relação de causa e eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pêlo.consequência entre partes e elementos do texto) Não queria saber disso. Se não estivesse na rua, euDesmatamento da Amazônia começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabiaO corte de muitas árvores, feito de maneira irregular ou fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu porilegal, provoca a diminuição das chuvas, diminuindo mais que imitasse, não saía nada. Ele me animouassim a quantidade de água dos rios, por exemplo. dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinhaOutro problema do desmatamento é a erosão dos solos boca de soprador.e o assoreamento dos rios. Isso significa que, sem as VASCONCELOS, José Mauro de. O descobridor de coisas.árvores, as margens dos rios ficam desprotegidas. In: Meu pé de laranja lima.São Paulo: Melhoramentos,Assim, as águas das chuvas carregam terra para dentro 1999.do rio, diminuindo seu leito.CARRARO, Fernando. Amigos do Planeta Azul. São No final do texto, a palavra TOTOCA foi substituída porPaulo: FTD, 2006. ( P050190A9_SUP) a) ele. b) ela.De acordo com esse texto, a diminuição das chuvas c) vósprovoca d) nós.a) o aumento do corte de árvoresb) a erosão dos solos (HABILIDADE – Estabelecer relações lógico-c) a diminuição da água dos rios discursivas presentes no texto, marcadas pord) o assoreamento dos rios. conjunções, advérbios, etc)(HABILIDADE – Identificar o conflito gerador do E como eles desapareceram?enredo e os elementos que constroem a narrativa) Os dinossauros viveram sobre a Terra durante 160O piolho viajante milhões de anos. E como desapareceramAntônio Manuel Policarpo da Silva completamente? Cientistas explicam que há 65 milhões de anos, caiu no planeta um meteoro deEu nasci lá para a Ásia. Nasci fora de tempo. Minha mãe aproximadamente 10 quilômetros. O impacto teria sidoesteve em perigo de vida, mas, mesmo assim, nasci, tão violento que abriu uma cratera com 200ainda que piolho, bastante grande e largo, tanto que quilômetros. Uma espécie de nuvem de poeira grossamuitas vezes me confundiam com um percevejo. Saí tampou a luz solar durante seis meses. A Terra resfriou,todo à minha mãe, principalmente nos olhos. A minha as plantas não podiam fazer fotossíntese, e os animaiscor é cinzento-escura. não tinham o que comer. Resultado: todos osA primeira cabeça onde pus o pé e o dente foi a de um dinossauros morreram.teimoso, mas um homem bom, ele tinha a maior Brasil Almanaque de Cultura Popular, n. 121, 2009, p.vaidade em dizer que tinha piolhos. 26.(P050272A9_SUP)Passados dias, o teimoso decidiu tentar criar cabelo,para isso untava a cabeça com banha. Não é que deu A expressão ―durante 160 milhões de anos.‖ Indicacerto o remédio? Porém originou a desgraça de eu ter a) lugar.de passar a outra cabeça. b) tempo.Acontece que o teimoso vivia com uma teimosa e foi na c) modo.cabeça dela que eu fui parar. A mulher, porém, resolveu d) causa.que precisava ir ao cabeleireiro. Quando acordei me vi (HABILIDADE – Identificar marcas depreso no pente e me pus na cabeça do amigo coloquialidade que evidenciam o locutor e ocabeleireiro. Também não passei mal na cabeça do interlocutor, as quais são indicadas poramigo cabeleireiro. A cabeça parecia uma moita. Era expressões idiomáticas)verdadeiramente um mato bravo, cheio de muita O alho bentobicharia. Aos domingos, ele saía para dançar. Estando Mané Frajola não tinha um centavo. Jurou que ia darnuma contradança, esbarrou com uma senhora e deram jeito na vida. E deu. Catou uma réstia de alho e saiu protão grande cabeçada que caí para a cabeça da Dama. Eu mundo, apregoando:fiz minhas tentativas de saltar ao chão, para voltar à – Alho bento! Olha o alho bento!antiga cabeça, mas como estava tudo em desordem, Parou uma velha.receei ser pisado e fui parar na cabeça da nova senhora – Alho bento? Serve prá que?(...). – Isso aqui tira quebranto, olho gordo, azá de 7 anos. ÉRevista CHC das crianças, Ano 2, p.12, mai. 2008. só mordê, comê metade e passá a outra metade emAdaptado. (P050139A9_SUP) cima do coração! A velha levou um dentinho, a peso de ouro. Depois veioO narrador desse texto é um velho. Repetiu a pergunta, ouviu a mesma resposta.a) um percevejo Levou! De crédulo em crédulo, Mané Frajola vendeu ab) um piolho réstia toda, até o final da manhã. Estava com os cobres.c) uma mãe Mas aí veio o Conde Drácula, chegado da Transilvânia ed) uma criança. não gostou da história. Aquela cidade toda cheirava a(HABILIDADE – Estabelecer relações entre partes alho. Resultado: Mané Frajola foi contratado comode um texto, identificando repetições ou copeiro do Conde para ganhar dinheiro e parar desubstituições que contribuem para sua vender alho bento. Milagre só acontece quando a prosacontinuidade.) do contador de causo padece!O DESCOBRIDOR DE COISAS http://eptv.globo.com/caipira/A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pelarua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava O modo como falam indica que os personagens dessamuito contente porque meu irmão mais velho estava me história são pessoas quedando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as a) falam gírias de jovenscoisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia b) falam trocando letrasdescobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e c) vivem em outro paísfazendo errado acabava sempre tomando umas d) vivem no campopalmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia.Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que
    • (HABILIDADE – Identificar a finalidade de textos b) indignaçãode gêneros diferentes.) c) pressaUm Remédio Chamado Carinho d) surpresa Você sabia que a e) raiva desnutrição, às vezes, não é (HABILIDADE – Identificar o tema ou assunto do causada apenas pela má texto) alimentação? Falta de O Bicho carinho também pode Vi ontem um bicho Na imundice do pátio Catando dificultar o desenvolvimento comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa; de uma criança. Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. Hoje, 1% a 5% das crianças O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um brasileiras sofrem de rato. O bicho, meu Deus, era um homem. desnutrição. Manoel Bandeira Para tentar amenizar o problema, um hospital de Esse texto denuncia São Paulo, o Pérola Byington, a) a condição miserável do ser humano.está ensinando as mães de crianças com desnutrição a b) a mistura do homem com o bicho.cantar para seus filhos e até brincar de roda. O c) a diferença entre homem e cão.―tratamento‖ está dando certo, ou seja, algumas doses d) o trabalho de catadores de lixo.extras de carinho não fazem mal a ninguém. e) os problemas psicológicos da humanidade.Um remédio chamado carinho. ZÁ, Coral Ed. n. 30, 1999 (HABILIDADE – reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textosEsse texto foi escrito para de um mesmo tema)a) criticar o carinho exagerado entre pais e filhos. Texto 1 / Poesiab) homenagear os pais de crianças desnutridas. Gastei uma hora pensando um verso Que a pena nãoc) informar sobre a importância do carinho. quer escrever. No entanto ele está cá dentro E não querd) ensinar brincadeiras para pessoas com desnutrição. sair. Mas a poesia deste momento Inunda minha vida(HABILIDADE – Reconhecer o efeito de sentido inteira.decorrente do uso de pontuação e outras ANDRADE, Carlos Drummond. Poesia e prosa Ed. Rio denotações.) Janeiro. Nova Aguiar Texto 2 / Declaração de amor Clarice Lispector Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguajem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes elahttp://www.portalturmadamonica.com.br reage diante de um pensamento mais complicado. ÁsNo segundo quadrinho, as três estrelinhas indicam que, vezes se assusta com o imprevisto de uma frase(...) Ardepois de ter tentado um golpe de caratê, Cebolinha puro para a vidaestava Esses dois textosa) sentindo dor. a) apresentam o tema usando a mesma estrutura.b) mal humorado b) têm uma visão poética sobre o ato de escrever.c) arrependido. c) o texto 1 refere-se a qualquer forma de escrita.d) frustrado. d) o texto 2 apresenta o tema com objetividade. (HABILIDADE – localizar informação explícita)Obrigatório O ar puro para a vida Leonardo BoffSinal Fechado / Composição: Paulinho da Viola / No início do ano, o Painel Intergovernamental sobreOlá! Como vai? Eu vou indo. E você, tudo bem? Pegar Mudanças Climáticas - um organismo da ONU quemeu lugar no futuro, e você? Tudo bem! Eu vou indo, congrega cerca de 2.500 cientistas de 130 países -em busca De um sono tranquilo, quem sabe? Quanto informou que já vivemos os efeitos do aquecimentotempo... Pois é, quanto tempo... Me perdoe a pressa - é global do planeta. Nossa casa comum poderá, desde já,a alma dos nossos negócios! Qual, não tem de quê! Eu ficar muito mais quente, oscilando entre 1,4 e 6 graustambém só ando a cem! Quando é que você telefona? Celsius. Esses números, apesar de aparentementePrecisamos nos ver por aí! Pra semana, prometo, talvez inofensivos, são capazes de desencadear grandesnos vejamos...Quem sabe? Quanto tempo! Pois transtornos climáticos e uma devastação inimaginávelé...quanto tempo! Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas de seres vivos. Muitos lugares ficarão inabitáveis.eu sumi na poeira das ruas... Eu também tenho algo a Haverá grande emigração para regiões de temperaturasdizer, mas me foge à lembrança! Por favor, telefone - mais amenas. Anualmente são lançadas 27 bilhões deEu preciso beber alguma coisa, rapidamente... Pra toneladas de dióxido de carbono no ar. Isso equivale, sesemana... O sinal... Eu procuro você... Vai abrir, vai condensado, a uma montanha de 1,5 quilômetro deabrir... Eu prometo, não esqueço, não esqueço... Por altura com uma circunferência de base de 19favor, não esqueça, não esqueça... Adeus! Adeus! quilômetros. Como a Terra pode assimilar essesAdeus! * resíduos, invisíveis e mortais? O receio, o medo, até o pavor que está tomando conta de muitos cientistas,No verso ― Vai abrir! Vai abrir! , a repetição do ponto de economistas e políticos ecologicamente despertos comoexclamação enfatiza a ideia de Gorbachev e Al Gore, entre outros, é que estamos nosa) admiração aproximando de um momento crítico. Se as coisas
    • seguirem como estão, fatalmente iremos ao encontro do Vim em 1980 e fui dar aula no Colégio Seleciano depior. No entanto, podemos minorar os efeitos maléficos Recife. Logo na primeira semana fui chamado pelae mudar a situação se os Estados, as grandes empresas, direção, um pai se queixava de que eu ofendera suaas instituições e cada pessoa deixar de queimar lixo, de filha. É que eu dissera ―Cale-se, rapariga‖, sem sabercontaminar o ar e controlar a emissão de gases dos que, no Nordeste, rapariga significa prostituta.carros mediante energias alternativas e menos Revista Diálogo Médicopoluentes. Só assim, a Terra, que tem força de No trecho ―Cale-se rapariga‖ na expressão destacada háregeneração, conseguirá garantir ar puro para a vida. um exemplo de a) expressão de gíriaSegundo esse texto. O que causará a emigração para b) expressão regionalregiões de temperaturas mais amenas? c) expressão coloquiala) A elevação da temperatura em vários lugares. d) expressão formalb) A identificação dos efeitos do aquecimento global. e) expressão cultac) A inevitável aproximação de um momento crítico. (HABILIDADE – reconhecer o sentido do texto ed) A preocupação com o dióxido de carbono no ar. suas partes sem a presença de marcas coesivas)e) A preocupação do homem com o ambiente. O rio(HABILIDADE – reconhecer o efeito de sentido O homem viu o rio e se entusiasmou pela sua beleza. Odecorrente da escolha de palavras, frases ou rio corria pela planície, contornando árvores e molhandoexpressões) grandes pedras. Refletia o sol e era margeado porO cavalo e o burro - Monteiro Lobato grama verde e macia. O homem pegou o rio e o levou para casa, esperando que, lá, ele desse a mesmaO cavalo e o burro seguiam juntos para a cidade. O beleza. Mas o que aconteceu foi sua casa ser inundada ecavalo contente da vida, folgando com uma carga de suas coisas levadas pela água. O homem devolveu o rioquatro arrobas apenas, e o burro — coitado! gemendo à planície. Agora quando lhe falam das belezas quesob o peso de oito. Em certo ponto, o burro parou e antes admirava, ele diz que não se lembra. Não sedisse: lembra das planícies, das grandes pedras, dos reflexos— Não posso mais! Esta carga excede às minhas forças do sol e da grama verde e macia. Lembra-se apenas dee o remédio é repartirmos o peso irmãmente, seis sua casa alagada e de suas coisas perdidas pelaarrobas para cada um. corrente.O cavalo deu um pinote e relinchou uma gargalhada. FRANÇA JUNIOR, Osvaldo. As laranjas iguais. São Paulo— Ingênuo! Quer então que eu arque com seis arrobas Nova fronteira.1985.quando posso tão bem continuar com as quatro? Tenho No trecho ―...e se entusiasmou pela sua beleza‖, ocara de tolo? O burro gemeu: termo destacado refere-se à palavra.— Egoísta, Lembre-se que se eu morrer você terá que a) árvoreseguir com a carga de quatro arrobas e mais a minha. b) rioO cavalo pilheriou de novo e a coisa ficou por isso. Logo c) planícieadiante, porém, o burro tropica, vem ao chão e rebenta. d) pedraChegam os tropeiros, maldizem a sorte e sem demora e) homemarrumam com as oito arrobas do burro sobre as quatro (HABILIDADE – reconhecer o sentido das relaçõesdo cavalo egoísta. E como o cavalo refuga, dão-lhe de lógico-discursivas marcadas por conjunções,chicote em cima, sem dó nem piedade. advérbios, etc)— Bem feito! exclamou o papagaio. Quem mandou ser A letra e a músicamais burro que o pobre burro e não compreender que o Quando nos encontramos Dizemo-nos sempre asverdadeiro egoísmo era aliviá-lo da carga em excesso? mesmas palavras que todos os amantes dizem... MasTome! Gema dobrado agora… que nos importa que as nossas palavras sejam as mesmas de sempre? A música é outra!O trecho que apresenta a mesma relação estabelecida No primeiro verso "QUANDO nos encontrarmos", apela expressão destacada em ― Em certo ponto, o burro expressão destacada estabelece uma:parou...‖ é : a) causalidadea) ―...o remédio é repartirmos o peso irmanamente...‖ b) finalidadeb) ― O cavalo pilherou de novo...‖ c) proporcionalidadec) ―Logo adiante, porém o burro tropica...‖ d) temporalidaded) ―...sem demora arrumam as oito arrobas...‖ e) intensidadePoeminha do contra PiadaTodos estes que ai estão Um homem chega à agência dos correios e compra umAtravessando meu caminho, selo. Ele lambe o selo, mas este não gruda no envelope,Eles passarão, por isso, volta ao guichê para reclamar. A funcionáriaEu passarinho! então, responde:QUINTANA, Mário. Antologia Poética. Rio de Janeiro. - Que engraçado. O senhor é a décima pessoa hoje queEdiouro 1998. reclama desse mesmo selo... Seleções. Dez. 2010 p.124O uso do substantivo ―passarinho‖ como se fosse verbo O humor do texto está no fato de o homem tersugere a) ido à agência dos correios.a) lamento b) comprado o selo para usar.b) permanência c) lambido o selo já lambido.c) permanência d) reclamado com a funcionária.d) tristeza e) o selo não gruda no envelope.(HABILIDADE – identificar os níveis de linguagem “A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim eme/ou as marcas linguísticas que evidenciam levantarmo-nos sempre depois de cada queda.” Confúciolocutor e/ou interlocutor)