IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFII

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Aula - Geografia - 7º Ano - EFII

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IECJ - Cap. 06 - Brasil - o desenvolvimento econômico e social - 7º Ano - EFII

  1. 1. Geografia 7º ano – Unidade IICapítulo 6 – Brasil: o desenvolvimentoeconômico e social
  2. 2. Observe as fotografias. Fabio ColombiniAlberto César Araujo - Folha Imagem Moradias em Manaus (2001). Moradias em Santa Catarina (2004). Amauri Oliveira Juca Martins/Olhar Imagem Comércio em São Paulo (2006). Indústria na Bahia (2008).
  3. 3. A análise das fotografias possibilita a elaboraçãode algumas hipóteses sobre a diversidade depaisagens existente em nosso país, ao mesmo tempo que pode facilitar o desenvolvimento de questionamentos sobre as condições de vida da sociedade e suas atividades que são praticadas. É mais um momento de reflexão sobre o espaço geográfico brasileiro, tendo por base algumas paisagens.
  4. 4. Crescimento econômico e distribuição de riquezasNo decorrer do século XXI, o Brasil cresceu economicamente impulsionado pelo processo de industrialização, modelo de desenvolvimento apoiado na exploração de mão de obra numerosa, que recebia baixos salários. Resultado Por um lado, crescimento econômico expressivo, por outro, concentração de riquezas nas mãos de uma pequena parcela da população.
  5. 5. Em função disso Afirma-se O processo de crescimento econômico brasileiro / o modelo de desenvolvimento aqui implementado excluiu a maior parte da população dos seus benefícios e concentrou renda e riquezas. Isso está evidenciado nas paisagens do nosso espaço geográfico.Para que um país tenha um bom É fundamental também quenível de desenvolvimento, é os resultados ou benefíciosnecessário que os diversos desse crescimento sejamsetores produtivos tenham distribuídos de formacrescimento e produzam equilibrada entre ariquezas. sociedade.
  6. 6. É importante e necessário que haja conservação doselementos naturais presentes no espaço geográfico. O que ainda resta dos ecossistemas naturais precisa ser preservado e aquilo que está quase degradado tem que ser recuperado. ASSIM Tudo isso exige uma mudança nos modos de vida, de produção e nos padrões dePor exemplo, rios precisam consumo.ser despoluídos, áreasdesertificadas precisam serrecompostas e trechos de Muitos dos nossos hábitosmata devastados precisam precisam ser alterados. Exige-ser reflorestados com se que se pense as questõesespécies nativas. socioeconômicas com as questões ambientais. Não dá para separar economia, sociedade e ambiente.
  7. 7. Desse modo, quando governo e empresários forem estabelecer um projeto cujo objetivo seja propiciar aumento da produção, é preciso pensar se esse projeto irá beneficiar toda a sociedade – e não apenas um pequeno grupo de pessoas – e se não irá agredir o ambiente. Se a degradação ambiental ocorrer, a própria sociedade sofrerá as consequências. Mauricio Simonetti / Pulsar ImagensOs custos sociais, econômicos eecológicos da rodoviaTransamazônica foramaltíssimos. Somente 2.500 kmda rodovia, ligandoAguiarnópolis a Lábrea (AM),foram abertos. O restante doprojeto foi abandonado. Nafotografia, gado em área quedeveria ser da rodovia (2007).
  8. 8. Crescimento econômico e populacionalÉ preciso considerar também que o crescimentoeconômico deve acompanhar o crescimento populacional. Se a população tem crescimento acentuado sem que a economia do país e a distribuição de riquezas sejam adequadas às necessidades das pessoas, os problemas sociais podem ser agravados. É importante ressaltar que o desenvolvimento é resultado da combinação de crescimento econômico, redução das desigualdades sociais e distribuição mais justa das riquezas geradas pelo crescimento. É necessário acrescentar ainda os fatores socioambiental e da sustentabilidade. A noção de desenvolvimento precisa ser considerada sob a perspectiva da conservação dos ecossistemas naturais e das condições ambientais em geral.
  9. 9. Há países que apresentam taxas anuaisrelativamente elevadas de crescimentoeconômico durante décadas, sem que a maioriada população se beneficie desse crescimentopor meio de melhores salários e serviços desaúde, educação e transporte satisfatórios eboas condições de moradia.O Brasil é um exemplo de país que, duranteanos, apresentou crescimento econômicoelevado sem uma justa distribuição de renda.
  10. 10. Observe a imagem a seguir.Ricardo Azoury / Pulsar Imagens Rio de Janeiro, RJ (2006).
  11. 11. Conversa Quais características da paisagem são mostradas? Essa fotografia revela desigualdade social? Explique. Se considerarmos a relação sociedade-natureza, há algum tipo de problema evidenciado na fotografia? Discuta com seus colegas e professor para identificar e descrever esse problema.
  12. 12. Observe a tabela: Distribuição de renda por faixas (1977 e 2005) Porcentagem de renda Porcentagem de renda por faixa, em 1977 por faixa, em 200510% mais ricos 52 45,3140% intermediários 36 40,6250% mais pobres 12 14,07 Qual a porcentagem de renda dos 10% mais ricos? E a porcentagem de renda dos 50% mais pobres? Em relação à distribuição de renda, o que ocorreu entre 1977 e 2005?
  13. 13. Observe a charge a seguir.Angeli Fonte: Folha de S.Paulo. 13 abr. 2007. p. A-2. A qual problema socioeconômico do Brasil o chargista se refere? De que forma ele quis expressar isso?
  14. 14. A classificação dos países e o conceito de desenvolvimentoOs países podem ser classificados de acordo com o nível dedesenvolvimento social e econômico que apresentam. Quando nos referimos ao desenvolvimento social, estamos considerando as condições gerais de vida da população, em relação a: • moradia; • alimentação; Assim, quanto maior a • saúde; produção de riquezas, maior • educação; o nível de desenvolvimento • transporte; econômico do país ou maior • lazer. o crescimento da economia.Isso depende, em parte, do nível de desenvolvimento econômico, quecorresponde à produção de riquezas (bens e serviços) geradas pelasatividades econômicas nos diferentes setores da economia — primário,secundário e terciário.
  15. 15. Quando afirmamos que a economia de um país está crescendo, é porque está havendo aumento: • da produção agrícola e/ou industrial; • do volume de mercadorias transportadas; • das vendas no comércio; • dos lucros dos bancos; • da quantidade de energia gerada nas usinas; • da arrecadação de impostos pelo Estado.Entretanto, como se vê, o Dessa forma, numa avaliaçãofato de não terem sido do nível de desenvolvimentoconsideradas as socioeconômico de um paísconsequências do torna-se imprescindível levarcrescimento econômico para em conta as condiçõesa natureza e o quanto isso ambientais – qualidade dasafeta a própria sociedade águas dos rios, conservaçãonos leva a perceber que é dos ecossistemas, condições donecessário rever o conceito ar nas cidades, índice de coletade desenvolvimento social. seletiva e reciclagem do lixo, por exemplo.
  16. 16. A partir de 1950, a Organização das Nações Unidas (ONU) começou adivulgar uma série de dados sobre a situação econômica e a qualidadede vida de vários países do mundo. Com isso, as noções dedesenvolvimento e subdesenvolvimento passaram a ser divulgadas.O nível de vida das Os países desenvolvidospessoas também apresentam grau elevado dedepende das condições desenvolvimento tecnológico edo ambiente – industrial, de produtividadeecossistemas, rios, ar agrícola, sistemas modernos deetc. - mas esse fator transporte e comunicação enão é considerado na altos índices de geração de energia. A maior parte daavaliação do nível de população desses paísesdesenvolvimento em desfruta de boa qualidade demuitos estudos e vida, e boa formaçãoestatísticas oficiais. educacional e profissional.
  17. 17. No entanto, o modelo de desenvolvimento desses países nãodeve ser encarado como referência para os outros países, umavez que os problemas ambientais são uma conseqüênciaimportante desse modelo. Entre os países subdesenvolvidos, há algunsEm quase todos os países que atingiram um nível de desenvolvimentosubdesenvolvidos há fortes industrial relativamente elevado, com umcontrastes sociais, grande e diversificado número de indústrias.decorrentes, em boa parte, São exemplos o Brasil, o México e ada má distribuição de Argentina.renda. O valor do saláriomínimo é um indicador Steve Crise / Transtock / Corbis / LatinStockdessas diferenças.Estabelecido pelo governo,esse salário deveriagarantir as condiçõesmínimas de sobrevivência. Colheita de beterraba para a produção de açúcar, na Califórnia, Estados Unidos (2006).
  18. 18. Pobreza e misériaO nível de pobreza ou miséria de umapopulação é medido pela sua renda. Sãoconsideradas pobres numa sociedade aspessoas que não têm rendimento suficientepara satisfazer as necessidades básicas, comoalimentação, moradia, saúde, educação etransporte. São consideradas miseráveis aspessoas que não têm rendimento suficientepara satisfazer sequer as necessidadesaliementares.
  19. 19. Observe a fotografia.Paulo Friedman - Corbis - LatinStock Favela na Villa Retiro, uma área de moradias carentes em Buenos Aires, Argentina (2001).
  20. 20. Conversa Trata-se de uma cidade de país desenvolvido ou subdesenvolvido? Justifique sua resposta. Quais características de desenvolvimento ou de subdesenvolvimento podem ser observadas na imagem?
  21. 21. O IDH, o Brasil e os países subdesenvolvidosO IDH sigla para Índice de Desenvolvimento Humano, éum indicador estabelecido pela ONU para avaliar o nível dedesenvolvimento econômico e social dos países. Esseíndice leva em conta:• a expectativa ou esperança de vida ao nascer, ouseja, a quantidade de anos que as pessoas poderão viver,considerando as condições de moradia, saúde,alimentação, etc.;• o grau de conhecimento, baseado na taxa ealfabetização de adultos e na taxa de matrícula nasescolas;• o PIB per capita ajustado, ou seja, a soma dasriquezas geradas no período de um ano, dividida pelonúmero de habitantes do país e ajustada ao poder decompra da população.
  22. 22. Brent Stirton/ Getty ImagesOs valores do IDH situam-seentre 0, o mais baixo, e 1, omais alto. Assim, a ONUconsidera de baixodesenvolvimento humano ospaíses cujo IDH é menor que0,5; de médiodesenvolvimento humano osvalores que estão entre 0,5 e0,799; e de alto Garoto vendendo comida para ajudar no sustento da família na Índia, país que possui IDHdesenvolvimento aqueles médio, apesar de apresentar graves problemascujos valores são superiores sociais e econômicos.a 0,8. Entretanto, uma falha que poderia ser apontada nesse critério de classificação é o fato de considerar o PIB per capita (apenas uma média), mesmo que ajustado, para refletir o poder de compra em cada país.
  23. 23. Ao se dividir a soma de todas as riquezas geradas no período de um ano pela população total do país, ocultam-se as desigualdades de renda existentes na sociedade.A própria ONU, reconhecendoesse fato, diminuiu o peso doPIB per capita na elaboraçãodos cálculos para o IDH apartir de 1999. Mesmo assim,países como o Chile e a Sergio Pitamitz – Corbis - LatinStockArgentina, por exemplo,aparecem em situação de altodesenvolvimento humano,apesar de apresentaremgrande desigualdade social eelevado índice de pobreza —duas característicasmarcantes dos paísessubdesenvolvidos. Restaurante de alto padrão na Bélgica, país da Europa que apresenta IDH elevado. Fotografia de 2002.
  24. 24. Desenvolvimento e a questão ambiental• Rios poluídos.• Crateras enormes no solo que resultaram da exploração de minérios eerosões.• Áreas de vegetação natural devastadas.• Poluição atmosférica nas grandes cidades causada pelas indústrias epelos automóveis. São marcas na paisagem do desenvolvimento econômico sem planejamento. Delfim Martins/ Pulsar Imagens Área devastada pela exploração de minérios, em Paranapebas, PA (2001).
  25. 25. Pobreza e meio ambienteA natureza tem seus limites Os elementos naturais presentes no planeta Terra, como ecossistemas, solo, minérios, rios e oceanos, não podem ser encarados apenas como recursos a serem explorados. É necessário relacionar também as questões sociais com as ambientais. Uma série de indicadores das condições de vida das pessoas depende de ações que contribuam para não agredir o ambiente.
  26. 26. Observe os gráficos.S/C Comunicação S/C Comunicação Domicílios urbanos e rurais. Fonte: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006. Fonte: IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2006.
  27. 27. Conversa Quais regiões apresentam índice mais elevados de domicílios conectados à rede geral de água encanada e esgoto? Quais regiões apresentam situações menos favoráveis para a diminuição da mortalidade infantil, considerando as informações dos gráficos?
  28. 28. O crescimento econômico trouxe melhorias relativasApesar de o modelo dedesenvolvimento econômico do Considerar esses indicadores nãoBrasil ser concentrador e significa afirmar que a maioria daexcludente, não se pode negar população está vivendo bem, comque tem trazido algumas boas condições de educação,melhorias para a população e alimentação, saúde, moradia,alguns avanços em relação aos transporte etc. Ao contrário, algunsíndices sociais. A redução da indicadores sociais do Brasiltaxa de mortalidade infantil e demonstram que há ainda muito ado índice de analfabetismo e o fazer em relação à distribuição dosaumento do índice de benefícios do crescimento econômico,esperanças de vida ao nascer e à diminuição da desigualdade social,do número de crianças na à distribuição de renda e,escola são exemplos dessas consequentemente, à melhoria nasmelhorias. condições gerais de vida da maior parte da população brasileira.
  29. 29. Desequilíbrios regionais Observe o gráfico. S/C ComunicaçãoFonte: IBGE. Síntese dos indicadores sociais 2006.
  30. 30. Conversa Quais regiões apresentavam áreas com taxas de analfabetismo mais baixas, em 2006? Quais regiões apresentavam áreas com taxas de analfabetismo mais elevadas, em 2006? Qual a importância econômica, social e política da redução das taxas de analfabetismo?
  31. 31. A análise do gráfico permite constatar um aspecto importante da realidade social e espacial do Brasil. Trata-se do fato das relativas melhorias terem ocorrido de maneira diferenciada. A região Centro-Oeste, principalmente as regiões Sudeste e Sul apresentam indicadores sociais melhores do que as regiões Norte e Nordeste, que apresenta os piores indicadores.É importante ressaltar que Apesar de os indicadores sociaisas diferenças em relação brasileiros terem melhorado nosaos indicadores sociais últimos anos, há ainda muito o quetambém se verificam em fazer. Isso se torna evidente quandonível local. As periferias e comparamos alguns indicadoresas áreas de favelas das brasileiros com os de outros países,grandes cidades do que têm, por exemplo, PIB per capitaSudeste apresentam equivalente ao brasileiro eindicadores piores que os apresentam indicadores sociaisbairros mais centrais. melhores.
  32. 32. Fatores que agravam a desigualdade de rendaA desigualdade de O nível de escolaridade acaba sendorenda é resultado transmitido de uma geração para outra. Em geral, famílias com bomprincipalmente das nível de escolaridade formarãodiferenças salariais, filhos nas mesmas condições ouque, por sua vez, melhores. Da mesma forma, quemrefletem uma não teve acesso à educação nãosituação também terá condições de oferecê-la aosdesigual em termos filhos. Disso decorre a necessidadeeducacionais: os mais de se alterar o sistema educacionalpobres têm menos de alguns países para que os filhosanos de estudo e de famílias de baixo nível derecebem um ensino escolaridade e de baixa rendade pior qualidade. possam ter boa formação.
  33. 33. Um dos fatores que contribuíram para a baixa escolaridadedas pessoas de baixa renda é o trabalho infantil.Também são formas de distribuir renda ou de“salário indireto” a assistência médico-odontológica e a educação gratuita e de bom nível.Os problemas na distribuição de renda estãorelacionados também com os impostos. O valor dosimpostos que incidem sobre a produção e acomercialização de mercadorias é frequentementealto nos países subdesenvolvidos.Um Estado mais atuante nas áreas de saúde,educação e moradia, por exemplo, pode melhoraras condições de vida da população.
  34. 34. Observe a charge.Fonte: Angeli. Folha de S.Paulo, maio 2005, p. A-2.O que o chargista quis expressar?

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